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México

México (pronunciado em português: [ˈmɛʃiku]; pronunci-

ado em castelhano: [ˈmexiko] ( ouvir)), oficialmente Es- tados Unidos Mexicanos [6] (), é uma república cons- titucional federal localizada na América do Norte. O país é limitado a norte pelos Estados Unidos; ao sul e oeste pelo Oceano Pacífico; a sudeste pela Guatemala, Belize e Mar do Caribe; a leste pelo Golfo do Mé- xico. [7] Com um território que abrange quase 2 milhões

de quilômetros quadrados, [8] o México é o quinto maior país das Américas por área total e o 14.º maior país inde- pendente do mundo. Com uma população estimada em 118 milhões de habitantes, [8][9] é o 11.º país mais popu- loso do mundo e o mais populoso país da hispanofonia.

O México é uma federação composta por trinta e um es-

tados e um distrito federal (Distrito Federal). O México figura também como o segundo país mais populoso e PIB

da América Latina, em ambos os casos superado apenas pelo Brasil.

Na Mesoamérica pré-colombiana muitas culturas ama- dureceram e se tornaram civilizações avançadas como a

e astecas, antes do primeiro contato com os europeus.

Em 1521, a Espanha conquistou e colonizou o terri- tório mexicano a partir de sua base em Tenochtitlán

e administrou-o como o Vice-Reino da Nova Espanha.

Este território viria a ser o México com o reconhecimento

da independência da colônia em 1821. O período pós- independência foi marcado pela instabilidade econômica,

a Guerra Mexicano-Americana e a consequente cessão

territorial para os Estados Unidos, uma guerra civil, dois impérios e uma ditadura nacional. Esta última levou à Revolução Mexicana em 1910, que culminou na promul- gação da Constituição de 1917 e a emergência do atual sistema político do país. Eleições realizadas em julho de 2000 marcaram a primeira vez que um partido de oposi- ção conquistou a presidência do Partido Revolucionário Institucional.

O México é uma das maiores economias do mundo e uma

potência regional [10][11] , e desde 1994, o primeiro país latino-americano membro da Organização para a Coo- peração e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sendo um país de renda média-alta consolidada. [12] O México é considerado um dos países recentemente industrializa- dos [13][14][15][16] e uma potência emergente. [17] A nação tem o 13.º maior PIB nominal e o maior 11.º maior PIB por paridade de poder de compra. A economia está for- temente ligada à dos seus parceiros do Tratado Norte- Americano de Livre Comércio (NAFTA), especialmente os Estados Unidos. [18][19] O país ocupa o quinto lugar

. [ 1 8 ] [ 1 9 ] O país ocupa o quinto lugar no

no mundo e o primeiro das Américas em número de

Patrimônios Mundiais da UNESCO, com 31 lugares que receberam esse título, [20][21][22] e em 2007 foi o 10.º país mais visitado do mundo, com 21,4 milhões de turistas internacionais. [23]

1 Etimologia

Depois da Nova Espanha conquistar a independência do Império Espanhol, foi decidido que o novo país teria

o nome de sua capital, a Cidade do México, que foi

fundada em 1524 em cima da antiga capital asteca de Tenochtitlan-México. O nome vem da língua nahuatl,

mas seu significado é desconhecido. Mēxihco era o termo

em nahuatl usado para se referir ao coração do império

asteca, o Vale do México, e ao seu povo, os astecas, no que depois se tornou o futuro estado do México como

uma divisão da Nova Espanha antes da independência.

O sufixo -co é um locativo em nahuatl, o que torna a

palavra o nome de um lugar. Além disso, a etimologia

do termo ainda é incerta. Tem sido sugerido que ele é

derivado de Mextli ou Mēxihtli, um nome secreto para

o deus da guerra e patrono dos astecas, Huitzilopochtli,

caso em que Mēxihco significa “Lugar onde Huitzilopoch-

tli

vive”. [24] Outra hipótese [25] sugere que Mēxihco deriva

de

um amálgama das palavras nahuatl para “Lua” (Metz-

tli) e centro (xīctli). Este significado (“lugar no centro da Lua”) pode referir-se à posição de Tenochtitlán no meio

do lago Texcoco. O sistema de lagos interligados, dos

quais Texcoco formava o centro, tinha a forma de um coe-

lho, que os mesoamericanos associavam pareidoliamente à Lua. Ainda há outra hipótese que sugere que a palavra

é

derivada de Mēctli, a deusa do agave. [25]

O

nome da cidade-Estado foi transliterado para o

espanhol como México com o valor fonético da letra <x>

no espanhol medieval que representava a fricativa pós-

alveolar surda [ʃ]. Este som, bem como a fricativa pós- alveolar sonora [ʒ], representado por um <j>, evoluiu para uma fricativa velar surda [x] durante o século XVI. Isso levou ao uso da variante Méjico em muitas publica-

ções em espanhol, sobretudo na Espanha, enquanto no México e na maioria dos outros países de língua espa-

nhola México era a grafia preferida. Nos últimos anos, a Real Academia Espanhola, que regulamenta a língua es- panhola, determinou que ambas as variantes são aceitá- veis no idioma, mas que a grafia normativa recomendada

é México. [26]

1

2

2 HISTÓRIA

O nome oficial do país mudou conforme a forma de go-

verno. Em duas ocasiões (1821-1823 e 1863-1867), o país era conhecido como Imperio Mexicano (Império Me-

xicano). Todas os três constituições federais (1824, 1857

e 1917, a Constituição atual) usavam o nome Estados

Unidos Mexicanos [27] ou Estados-Unidos Mexicanos. [28]

A nome República Mexicana foi usado nas Leis Constitu-

cionais de 1836. [29] Em 22 de novembro de 2012, o pre- sidente Felipe Calderón enviou ao congresso mexicano uma legislação para mudar o nome oficial do país para simplesmente México. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado por ambas as casas do congresso, assim como pela maioria das 31 legislaturas estaduais do país. Como esta legislação foi proposta apenas uma se- mana antes de Calderón passar o governo para Enrique Peña Nieto, os críticos de Calderón interpretaram isso como um gesto simbólico. [30]

2 História

2.1 Culturas pré-colombianas e coloniza- ção espanhola

2.1 Culturas pré-colombianas e coloniza- ção espanhola Em 1521, soldados espanhóis liderados por Hernán Cortés

Em 1521, soldados espanhóis liderados por Hernán Cortés in- vadiram o Império Asteca e ocuparam e saquearam sua capital, Tenochtitlán (atual Cidade do México).

Fogueiras encontradas no Vale do México foram datadas por radiocarbono como sendo de 21 000 a.C., e alguns fragmentos de ferramentas de pedra foram encontrados perto das fogueiras, indicando a presença de humanos na- quela época. [31]

Há cerca de 9 000 anos, antigos povos indígenas domes- ticaram o milho e iniciaram uma revolução industrial, le- vando à formação de muitas civilizações complexas. En- tre 1.800 e 300 a.C., muitas evoluíram para avançadas ci- vilizações pré-colombianas da Mesoamérica, tais como:

os olmecas, os teotihuacanos, os maias, os zapotecas, os

mixtecas, os toltecas e os astecas, as quais floresceram

durante quase 4 000 anos antes do primeiro contato com

europeus. [32]

A estas civilizações são creditadas muitas invenções

e avanços em campos como a arquitetura (templos-

Os astecas foram notáveis pela prática de sacrifícios hu-

manos em larga escala. [33] No seu auge, Teotihuacan, que contém algumas das maiores estruturas piramidais cons-

truídas na América pré-colombiana, tinha uma população

de mais de 150 000 pessoas. [34] Estimativas da popula-

ção antes da conquista espanhola apontam para 6 a 25 milhões de habitantes na região do atual México. [35][36]

No início do século XVI, a partir do desembarque de Hernán Cortés, a civilização asteca foi invadida e con- quistada pelos espanhóis. [37] Introduzida de forma aci- dental pelos conquistadores espanhóis, a varíola devastou a Mesoamérica em 1520, matando milhões de astecas, [38] incluindo o imperador, e foi-lhe creditada a vitória de Hernán Cortés sobre o império asteca. [39] O território tornou-se parte do império espanhol, sob o nome de Nova Espanha. Grande parte da identidade, tradições e arqui- tetura do México foram criados durante o período colo- nial. [32]

Após as expedições de Francisco Hernández de Córdoba,

em 1517, [40] e Juan de Grijalva (1518) [41] , Hernán Cor-

tés e seus homens chegaram em Cozumel e atingiram a

costa de Tabasco, sendo combatido pelos Maias, no que ficou conhecido como a Batalha de Centla. [42] Nesta re- gião foi fundada a Vila de Santa María de la Victoria, onde viveu Malinche, que atuou como intérprete para os estrangeiros e desempenhou um notável papel na con- quista espanhola. [43]

Os espanhóis seguiram para a costa de Veracruz, onde

adentraram nas regiões interioranas da Mesoamérica. Eles estabeleceram alianças com alguns povos indíge- nas e avançaram rumo a Tenochtitlán. No caminho, eles derrotaram os aliados dos astecas, como ocor- rera em Cholula. Moctezuma II recebeu os espanhóis pacificamente, [44] mas o massacre no templo principal colocou os astecas em guerra. [45] Cuitláhuac derrotou

os invasores em 1520, [46] mas foram mortos devido ao contágio de varíola. Cuauhtémoc, o último tlatoani, foi preso em 13 de agosto de 1521, [47] sendo executado em 1525. [48] Após ocupar Tenochtitlán, os espanhóis passa- ram a conquistar o resto da Nova Espanha, em um pro- cesso que durou todo o período colonial. A conquista militar foi acompanhada pela cristianização e acultura- ção dos povos indígenas.

2.2 Independência

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A cidade antiga mesoamericana de Teotihuacan, no atual México, vista da entrada da Via dos Mortos, a partir da pirâmide da Lua.

2.2 Independência

Mortos, a partir da pirâmide da Lua . 2.2 Independência Miguel Hidalgo y Costilla , líder

Em 16 de setembro de 1810, a independência da Espa- nha foi declarada pelo padre Miguel Hidalgo y Costilla,

na

pequena cidade de Dolores Hidalgo, Guanajuato. [49]

O

primeiro grupo insurgente era formado por Hidalgo,

o

capitão do exército vicerreinal espanhol Ignacio Al-

lende, o capitão de milícias Juan Aldama e "La Corre- gidora" Josefa Ortiz de Domínguez. Hidalgo e alguns de seus soldados foram capturados e executados por um pe- lotão de fuzilamento em Chihuahua, em 31 de julho de 1811. Após sua morte, a liderança foi assumida pelo pa-

dre José María Morelos, que ocupou as principais cidades

do sul. [32]

Em 1813, foi convocado o Congresso de Chilpancingo e, em 6 de novembro, foi assinada a Ata solene da declara- ção de independência da América Setentrional. Morelos foi capturado e executado em 22 de dezembro de 1815. Nos anos seguintes, a revolta esteve perto do colapso, mas em 1820 o vice-rei Juan Ruiz de Apodaca enviou um exército sob o comando do general crioulo Agustín

de Iturbide contra as tropas de Vicente Guerrero. Em vez disso, Iturbide aproximou-se de Guerrero para juntar forças, e em 1821 os representantes da Coroa espanhola

e Iturbide assinaram o Tratado de Córdoba, que reconhe- ceu a independência do México, nos termos do Plano de Iguala.

Agustín de Iturbide autoproclamou-se imediatamente im- perador do Primeiro Império Mexicano. Uma revolta

contra ele, em 1823, estabeleceu os Estados Unidos Me- xicanos. Em 1824, uma Constituição da República foi elaborada e Guadalupe Victoria tornou-se o primeiro pre- sidente do recém-nascido país. As primeiras décadas do período pós-independência foram marcadas pela insta- bilidade econômica, que levou à guerra dos pastéis em 1836, e uma luta constante entre liberales, adeptos de uma forma de governo federal, e conservadores, adeptos

Em 1836 o general Antonio López de Santa Anna, um centralista e ditador por duas vezes, aprovou as

Siete Leyes, uma alteração radical que institucionalizou a forma centralizada de governo. Quando ele suspendeu a Constituição de 1824, a guerra civil espalhou-se por todo

o país, e três novos governos declararam a independên-

da

O

Texas obteve com sucesso a sua independência e foi

anexado pelos Estados Unidos. Uma disputa fronteiriça

levou à Guerra Mexicano-Americana, que começou em 1846 e durou dois anos; a guerra foi terminada com a assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo, que for-

çou o México a ceder quase a metade de suas terras para

os Estados Unidos, incluindo a Califórnia e o Novo Mé-

xico. Uma transferência muito menor de território, em partes do sul do Arizona e do Novo México - Compra Gadsden - ocorreu em 1854. A Guerra das Castas de Yucatán, a revolta maia, que começou em 1847, [51] foi uma das mais bem sucedidas revoltas modernas de indí- genas americanos. [52] Rebeldes maias, ou cruzob, manti- veram enclaves relativamente independentes até à década de 1930. [53]

Insatisfação com o retorno de Santa Anna ao poder le- vou ao liberal Plano de Ayutla, iniciando uma era conhe-

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2 HISTÓRIA

4 2 HISTÓRIA Evolução territorial do México desde 1821. cida como La Reforma , depois que

Evolução territorial do México desde 1821.

cida como La Reforma, depois que uma nova Constitui- ção foi elaborada em 1857 estabeleceu um estado secu- lar, o federalismo como a forma de governo, e várias li- berdades. Como os conservadores se recusaram a acei- tar esta constituição, a Guerra da Reforma começou em 1858, durante a qual ambos os grupos tinham seus pró- prios governos. A guerra terminou em 1861 com a vitória dos liberales, liderados pelo presidente ameríndio Benito Juárez. Nos anos 1860 o México sofreu uma ocupação militar da França, que criou o Segundo Império Mexi- cano sob o domínio do arquiduque da Casa de Habsburgo Ferdinando Maximiliano da Áustria com o apoio do clero católico romano e dos conservadores, que mais tarde tro- caram de lado e se juntaram ao liberales. Maximiliano rendeu-se, foi julgado em 14 de junho e executado em 19 de junho de 1867.

Porfirio Díaz, um general republicano durante a intervenção francesa, governou o México de 1876 a 1880 e depois de 1884 a 1911, em cinco reeleições consecutivas, período conhecido como Porfiriato, caracterizado por notáveis realizações econômicas, investimentos nas artes e ciências, mas também por desigualdade econômica e repressão política. [54]

2.3 Revolução Mexicana e governo do PRI

A

provável fraude eleitoral que levou à quinta reeleição

de

Díaz provocou a Revolução Mexicana de 1910, inici-

almente liderada por Francisco I. Madero.

Díaz renunciou em 1911 e Madero foi eleito presidente,

mas deposto e assassinado durante um golpe de Es- tado dois anos depois, dirigido pelo conservador gene- ral Victoriano Huerta. Evento esse que re-iniciou a guerra civil, envolvendo figuras como Francisco Villa e Emiliano Zapata, que formaram suas próprias forças.

A terceira força, o exército constitucional liderado por

Venustiano Carranza, conseguiu pôr fim à guerra, e radi-

Carranza , conseguiu pôr fim à guerra, e radi- General Emiliano Zapata em Cuernavaca (abril de

General Emiliano Zapata em Cuernavaca (abril de 1911).

calmente alterou a constituição de 1857 para incluir mui- tas das premissas e demandas sociais dos revolucionários, o foi eventualmente chamada de Constituição de 1917. Estima-se que a guerra matou 900 mil pessoas de uma população de 15 milhões de habitantes em 1910. [55][56]

Assassinado em 1920, Carranza foi sucedido por um ou- tro herói revolucionário, Álvaro Obregón, que por sua vez foi sucedido por Plutarco Elías Calles. Obregón foi re- eleito em 1928, mas assassinado antes que ele pudesse assumir o poder. Em 1929, Calles fundou o Partido Na- cional Revolucionário (PNR), mais tarde rebatizado de Partido Revolucionário Institucional (PRI), e iniciou um período conhecido como Maximato, que terminou com a eleição de Lázaro Cárdenas, que implementou várias re- formas econômicas e sociais, e mais significativamente expropriou a indústria petrolífera na PEMEX em 18 de março de 1938, mas provocou uma crise diplomática com os países cujos cidadãos tinham perdido negócios pela medida radical de Cárdenas.

tinham perdido negócios pela medida radical de Cárdenas. Cerimônia de assinatura do NAFTA em outubro de

Cerimônia de assinatura do NAFTA em outubro de 1992. Da es- querda para a direita (em pé), os chefes de Estado Carlos Salinas de Gortari, George H. W. Bush e Brian Mulroney.

Entre 1940 e 1980, o México experimentou um subs- tancial crescimento econômico que alguns historiadores chamam de "milagre mexicano". [57] Embora a econo- mia tenha continuado a florescer, a desigualdade social continuou a ser um fator de descontentamento. Além

5

disso, o governo do PRI tornou-se cada vez mais auto- ritário e às vezes opressivo [58] (i.e.: Massacre de Tlate- lolco em 1968, [59] que custou a vida de cerca de 200-1500 manifestantes). [60]

2.4 Democratização

de 200-1500 manifestantes). [ 6 0 ] 2.4 Democratização Vicente Fox foi o primeiro presidente de

Vicente Fox foi o primeiro presidente de um partido da oposição a ganhar a eleição presidencial mexicana em 70 anos.

As reformas eleitorais e os preços elevados do petróleo seguiram a administração de Luis Echeverría, [61][62] a má gestão destas receitas levou a inflação e agravou a crise de 1982. Naquele ano, os preços do petróleo despencaram, as taxas de juros subiram e o governo honrou sua dívida. Presidente Miguel de la Madrid recorreu à desvalorização da moeda, que por sua vez, provocou inflação.

Na década de 1980, primeiras rachaduras na posição de monopólio político do PRI eram vistos como a eleição de Ernesto Ruffo Appel em Baja California e a fraude elei- toral em 1988, o que impediu o candidato de esquerda Cuauhtémoc Cárdenas de ganhar as eleições presidenci- ais nacionais, que perdeu para Carlos Salinas de Gortari, levando a protestos maciços na Cidade do México. [63]

Salinas embarcou em um programa de reformas neoliberais, que fixou a taxa de câmbio, controlou a inflação e culminou com a assinatura do Tratado Norte- Americano de Livre Comércio (NAFTA), que entrou em vigor em 1 de janeiro de 1994. No mesmo dia, o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) iniciou uma rebelião armada de duas semanas de duração contra

o governo federal, e continuou como um movimento

de oposição não violento contra o neoliberalismo e a globalização.

Em dezembro de 1994, um mês depois de Salinas ter sido sucedido por Ernesto Zedillo, a economia mexicana en- trou em colapso, com um rápido pacote de regaste estadu- nidense autorizado pelo presidente Bill Clinton e com as principais reformas macroeconômicas iniciadas pelo pre- sidente Zedillo, a economia recuperou-se rapidamente e atingiu um crescimento de quase 7% ao ano até o final de

1999. [64]

Em 2000, após 71 anos, o PRI perdeu a eleição pre- sidencial para Vicente Fox do Partido da Ação Nacio- nal (PAN), de oposição. Após as eleições presidenci- ais, Felipe Calderón, do PAN, foi declarado vencedor, com uma margem apertada sobre o político esquerdista Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD). López Obrador, no entanto, con- testou a eleição e se comprometeu a criar um “governo alternativo”. [65]

3 Geografia

-------- 11223348- 332222111 - 500m000m500m000m500m000m500m000m000m 500m250m100m250m00
-------- 11223348- 332222111 - 500m000m500m000m500m000m500m000m000m 500m250m100m250m00 750m250m000m750m500m250m000m750m500m000m
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(km)
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0 0 (km) (mi) 200 150 Imagem de satélite do México. Pico de Orizaba , o

Pico de Orizaba, o ponto mais alto do país.

O

México está localizado a cerca de 23 ° N e 102 °

W

[66] na porção sul da América do Norte. [67][68] Quase

6

3 GEOGRAFIA

todo o México está na Placa Norte-americana, com pe- quenas partes da península de Baja California nas pla- cas do Pacífico e de Cocos. Geofisicamente, alguns geó-

grafos incluem o território a leste do Istmo de Tehuan- tepec (cerca de 12% do total) na América Central. [69] Geopoliticamente, no entanto, o México é totalmente considerado parte da América do Norte, juntamente com

o Canadá e com os Estados Unidos. [70][71]

A área total do México é 1.972.550 km², tornando-o 14.º

maior país do mundo em área total, e inclui cerca de 6.000

km² de ilhas no Oceano Pacífico (incluindo o controle remoto Guadalupe e das Ilhas Revillagigedo), Golfo do México, Caribe e no Golfo da Califórnia. No norte, o país divide uma fronteira de 3141 km com os Estados Unidos. Os meandros do Río Bravo del Norte (conhecido como Rio Grande, nos Estados Unidos) definem a Fron-

teira Estados Unidos-México a leste de Ciudad Juárez até

o Golfo do México. Uma série de marcadores naturais e

artificiais delineam o resto da fronteira a oeste de Ciudad Juárez até o Oceano Pacífico. Ao sul, o México divide uma fronteira de 871 km com a Guatemala e outra com 251 km com Belize.

O México é atravessado de norte a sul por duas cadeias de montanhas conhecidas como Sierra Madre Orien- tal e Sierra Madre Ocidental, que são a extensão das Montanhas Rochosas do norte da América do Norte. De leste a oeste, no centro, o país é atravessado pelo Eixo Neovulcânico também conhecido como Serra Nevada. Uma quarta cordilheira, a Sierra Madre del Sur, vai de Michoacán até Oaxaca. [72]

Como tal, a maioria dos territórios do México central e do norte estão localizadas em altitudes elevadas, e as maiores elevações são encontradas no Eixo Neovulcânico: Pico de Orizaba (5.700 m), Popocatépetl (5.462 m), Iztaccíhuatl (5.286 ) e o Nevado de Toluca (4.577 m). Três grandes aglomerações urbanas estão localizadas nos vales entre essas quatro elevações: Toluca, Grande Cidade do Mé- xico e Puebla. [72]

3.1 Clima

Cidade do Mé- xico e Puebla . [ 7 2 ] 3.1 Clima O Deserto de

O Deserto de Sonora abrange parte dos territórios mexicano e dos Estados Unidos.

parte dos territórios mexicano e dos Estados Unidos. Vista da baía de Acapulco O Trópico de

Vista da baía de Acapulco

O Trópico de Câncer efetivamente divide o país em zo-

nas temperadas e tropicais. Terras ao norte do vigésimo quarto paralelo têm temperaturas mais baixas durante os meses de inverno com forte caída de neve nas serras e planaltos. Ao sul do vigésimo quarto paralelo, as tempe- raturas são constantes durante todo o ano e variam apenas em função da altitude. Isto dá ao México um dos sistemas climáticos mais diversos do mundo.

Áreas ao sul do vigésimo quarto paralelo com elevações

de até 1.000 m (a parte sul de ambas as planícies costei-

ras, bem como a Península de Yucatán), tem uma tempe- ratura média anual entre 24-28 °C. As temperaturas per- manecem elevadas aqui durante todo o ano, com apenas 5 °C de diferença entre o inverno e o verão, na tempe- ratura média. Ambas as costas do México, com exceção do litoral sul da Baía de Campeche e do norte de Baja California, também são vulneráveis aos furacões graves durante o verão e o outono. As áreas baixas ao norte do vigésimo quarto paralelo são quentes e úmidas durante o verão, que geralmente têm menor temperatura média anual (20-24 °C) por causa de condições mais modera- das durante o inverno.

Muitas das grandes cidades no México, estão localizados

no Vale do México ou nos vales adjacentes, com altitudes

geralmente acima de 2.000 m . Isto lhes dá um clima temperado durante todo o ano, com temperaturas médias anuais (16-18 °C) e temperaturas frescas à noite durante todo o ano.

Muitas partes do México, especialmente no norte, tem

um clima seco com chuvas esporádicas, enquanto as par- tes das planícies tropicais do sul têm uma média de mais

de 2.000 mm de precipitação anual. Por exemplo, muitas

cidades no norte do país, como Monterrey, Hermosillo e

Mexicali experimentam temperaturas de 40 °C ou mais

no verão. No deserto de Sonora as temperaturas atingem

50 °C ou mais. O norte do México é caracterizado pelo deserto, porque está localizado em uma latitude em que todos os desertos ao redor do globo são formados. [73]

4.1 Religião

7

4.1 Religião 7 Vista do Rio Grande de Santiago . 3.2 Hidrografia Os rios do México

3.2 Hidrografia

Os rios do México se agrupam em três aspectos: a ver- tente do Pacífico, a do Golfo e a vertente interior. O mais longo dos rios mexicanos é o rio Grande, da vertente do Golfo. Ele tem 3.034 km de extensão e serve como li- mite com os Estados Unidos. Outros rios desta vertente são o Usumacinta, que faz o limite com a Guatemala; o rio Grijalva, talvez seja o que tenha a maior quantidade de água do país; e o rio Pánuco, cuja bacia faz parte do Vale do México.

No Pacífico desembocam os rios Lerma e Balsas, que têm vital importância para as cidades das terras altas do Mé- xico, os rios Sonora, Fuerte, Mayo e Yaqui, sustentam a próspera agricultura do noroeste do país e o rio Colorado, que é compartilhado com os Estados Unidos. Os rios in- teriores, ou seja, aqueles que não desembocam no mar, são curtos e têm pouco volume. Destacam-se o rio Casas Grandes no Chihuahua e o Nazas, em Durango. A maior parte dos rios do México têm pouco volume, e quase ne- nhum deles é navegável.

O México abriga numerosos lagos e lagoas em seu terri-

tório, mas a maioria é pequena. O mais importante é o lago de Chapala, no estado de Jalisco, que devido à su- perexploração está em risco de desaparecer. Outros la- gos importantes são o lago de Pátzcuaro, o Zirahuén e o Cuitzeo, todos eles em Michoacán. Além disso, a cons- trução de represas tem proporcionado a formação de la- gos artificiais, como o de Mil Islas, em Oaxaca.

4 Demografia

O México é o mais populoso país de língua espanhola

do mundo e o segundo mais populoso país da América Latina, depois do Brasil. O povo mexicano foi for- mado, basicamente, pela presença de elementos indíge- nas e espanhóis. Durante todo o século XIX, a população do México, mal tinha dobrado. Esta tendência continuou durante as primeiras duas décadas do século XX, e ainda assim, no censo de 1920 se registrou uma perda de 2 mi- lhões de habitantes. Isso foi devido à Revolução Mexi-

lhões de habitantes. Isso foi devido à Revolução Mexi- Mapa da densidade populacional por estado do

cana, ocorrida entre 1910 e 1920.

A taxa de crescimento aumentou drasticamente entre

1930 e 1980, quando o país chegou a registrar índices de crescimento maiores que 3% (19501980). A popula-

ção mexicana dobrou em trinta anos, e a esse ritmo se es- perava que para o ano 2000 houvesse 120 milhões de me- xicanos. Diante dessa situação, o governo federal criou

missão de estabelecer políticas de controle de natalidade

e realizar investigações sobre a população do país. As

medidas valeram, e a taxa de crescimento desceu até 1,6

no

período de 1995 a 2000. A expectativa de vida passou

de

36 anos a 72 anos em 2000.

No começo do século XX cerca de 90% da população vi-

via nas zonas rurais (aldeias, vilas e Povoado). O censo

de 1960 conseguiu dados em que, pela primeira vez, a

população urbana é maior que a rural (50.6% do total).

O número de pessoas que migravam constituía 96,6% da

população. No censo de 1920 somavam pouco mais de 90%. Trinta anos mais tarde constituíam 80% e atual- mente pouco mais de 18% dos mexicanos saem dos esta- dos em que nasceram. Várias tendências podem explicar

o processo de industrialização das cidades grandes e mé- dias, assim como o empobrecimento gradativo do campo, ocasionado pela recessão das atividades agropecuárias. As entidades federativas que concentram maior popu- lação são Distrito Federal, Veracruz, Jalisco e Puebla. Enquanto as menos populosas são Baja California Sur, Campeche e Quintana Roo. Este último estado é um dos que apresentam uma das taxas de crescimento popula- cional mais altas do país, devido à indústria turística de Cancún, que concentra 50% da população quintanarro- ense.

4.1 Religião

O censo de 2010, realizado pelo Instituto Nacional de

Estatística e Geografia, apontou o catolicismo romano como a principal religião do país, com 82,7% da popu- lação, enquanto 9,7% (10.924.103) pertencem a outras denominações cristãs, incluindo os evangélicos (5,2%);

8

4 DEMOGRAFIA

8 4 DEMOGRAFIA Igrejas no centro histórico de Guanajuato pentecostais (1,6%) ; outros protestantes ou reformados

Igrejas no centro histórico de Guanajuato

pentecostais (1,6%) ; outros protestantes ou reformados (0,7%), Testemunhas de Jeová (1,4%); adventistas do sé- timo dia (0,6%); e a Igreja Mórmon SUD (0,3%). [74] 172.891 (ou menos de 0,2% da população) pertencia a outras religiões não-cristãs; 4,7% declararam não ter re- ligião; 2,7% não especificaram. [74]

Os 92.924.489 [74] de católicos no México são, em ter- mos absolutos, a segunda maior comunidade católica do mundo, depois do Brasil. [75] 47% deles frequentam os serviços religiosos semanalmente. [76] Cada cidade, vila

e aldeia mexicana tem um dia de festa por ano para co- memorar os seus santos padroeiros locais. [carece de fontes?] O dia da festa da Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira

do México, é comemorado em 12 de dezembro e é con-

siderado por muitos mexicanos como o mais importante

feriado religioso de seu país. [carece de fontes?]

O censo de 2010 informou que 314.932 pessoas eram

membros da Igreja Mórmon SUD, [74] embora a igreja em 2009, alegou ter mais de um milhão de membros registrados. [77] Cerca de 25% de membros registrados participam de um sacramento semanal, embora possa va- riar tanto para mais quanto para menos. [78]

A presença dos judeus no México remonta a 1521,

quando Paulo Rato venceu os Astecas, acompanhado por Guilhas Moura. Segundo o censo de 2010, existem 67.476 judeus no México. [74] No México o Islã é prati- cado por uma pequena população na cidade de Torreón, Coahuila, e há cerca de 300 muçulmanos em San Cris- tóbal de las Casas, na área de Chiapas. [79][80] No censo de 2010 18.185 mexicanos relataram pertencer a uma religião oriental, [74] de uma categoria que inclui uma pe- quena população budista.

4.2 Composição étnica

O governo mexicano não realiza censos raciais, não sendo

possível auferir a contribuição de cada origem na popu- lação mexicana. Mas, segundo uma pesquisa de opinião realizada em 2011 pela organização chilena Latinobaró- metro, 52% dos mexicanos se disseram mestiços, 19% indígenas, 6% brancos, 2% mulatos e 3% “outra raça”. [81]

6% brancos, 2% mulatos e 3% “outra raça”. [ 8 1 ] Crianças da cidade de

Crianças da cidade de Monterrey, em Nuevo León.

] Crianças da cidade de Monterrey , em Nuevo León . Casal da etnia mixteca dançando

Casal da etnia mixteca dançando jarabe.

O México é etnicamente diverso e a constituição define

o país como uma nação multicultural. A nacionalidade mexicana é relativamente jovem, decorrente de cerca de 1821, quando o México conseguiu a independência do Império Espanhol, e é composta por muitos grupos étni- cos regionais distintos, como os diversos povos indíge- nas e imigrantes europeus. A maioria dos mexicanos são mestiços que compõem o núcleo da identidade cultural do México. [82] Darcy Ribeiro divide a população mexi- cana em três segmentos. O segmento superior da socie- dade mexicana, racial e culturalmente mais europeizado, controla a economia e as instituições políticas. Nessa ca-

mada se situa as famílias tradicionais que integravam a aristocracial colonial, mesclada com matrizes indígenas.

O segundo segmento, considerado mestiço, mais cultu-

ralmente do que racialmente, forma o grosso da popula- ção mexicana. Embora, além da ascendência indígena, tenham absorvido certa proporção de sangue europeu e africano, se integraram na sociedade colonial por meio da espanholização e da conversão ao catolicismo. Esse estrato vai desde o campesinato ao assalariado rural, dos trabalhadores rurais às camadas baixas da classe média rural e citadina. Por fim, o terceiro segmento é formado pela massa de marginalizados culturalmente indígenas. Apesar de todas as alterações culturais sofridas ao lon- gos dos séculos, que os distanciam do indígena no sen- tido pré-colombiado, essa camada ainda se vê unificada

4.4

Imigração e emigração

9

etnicamente como membros de suas comunidades tri- bais, preservando elementos culturais e de lealdades que os distinguem do resto da sociedade mexicana. Formam uma categoria marginal, relegada às áreas mais pobres do país. [83]

Em 2004, o governo mexicano fundou o Instituto Naci- onal de Medicina Genômica (INMEGEN), que lançou o Projeto da Diversidade do Genoma Mexicano. Em maio de 2009, o Instituto emitiu um relatório sobre grande es- tudo do genoma da população mexicana. Entre os acha- dos, foi relatado que 80% da população é mestiça de uma forma ou de outra, a proporção de ancestralidade euro- peia e indígena são aproximadamente uniformes. As pro- porções de mistura variam geograficamente de norte ao sul, como estudos anteriores pré-genômico tinham ima- ginado, com a contribuição europeia predominante no norte e um maior componente indígena no sul. Uma das conclusões importantes do estudo, foi relatado que, mesmo sendo composta de diversos grupos genéticos an- cestrais de todo o mundo, a população mexicana é gene- ticamente distinta entre as populações do mundo. [84]

4.3 Idiomas

entre as populações do mundo. [ 8 4 ] 4.3 Idiomas Mapa das principais línguas indígenas

Não existe de jure uma língua oficial constitucional em nível federal no México. [85] O país tem a maior popula- ção de língua espanhola no mundo, sendo que quase um terço de todos os falantes nativos do espanhol vivem no México. [86]

Aproximadamente 5,4% da população fala uma língua indígena e 1,2% não fala espanhol. [87] Os povos indí- genas têm direito a receber serviços públicos e docu- mentos em suas línguas nativas. [88] A Comissão Nacio- nal para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas reco- nhece a língua dos Kikapú, que imigraram dos Estados Unidos, [89] e reconhece as línguas dos refugiados indíge- nas guatemaltecos. [90]

Há cerca de 80.000 menonitas de língua alemã no México. [91] O chipilenho, é uma língua falada por descen- dentes de italianos que colonizaram a cidade de Chipilo, em México, uma linguagem irmã do talian brasileiro.

4.4 Imigração e emigração

O México é o lar do maior número de cidadãos

estadunidenses no exterior (estimado em um milhão em 1999), [92] o que representa 1% da população me- xicana e 25% de todos os cidadãos estadunidenses no exterior. Outras comunidades importantes de estran- geiros são os da América Central e do Sul, principal- mente da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Cuba, Venezuela, Guatemala e Belize. Embora as estimativas variem, a comunidade argentina é considerada a segunda maior comunidade estrangeira no país (estimada em al- gum lugar entre 30.000 e 150.000). [93][94] O México tam- bém recebeu um grande número de libaneses. A co- munidade mexicana-libanesa gira em torno de 400 mil pessoas. [95]

gira em torno de 400 mil pessoas. [ 9 5 ] Uma pequena cerca separa a

Uma pequena cerca separa a densamente povoada Tijuana, no México (à direita), de San Diego (à esquerda), nos Estados Uni- dos. Um segundo muro está sendo construído até o Oceano Pa- cífico.

Ao longo do século XX, o México seguiu uma polí- tica de concessão de asilo aos colegas latino-americanos

e europeus (principalmente espanhóis, em 1940), fu-

gindo de perseguições políticas em seus países de ori- gem. Em outubro de 2008, o México reforçou as suas regras de imigração e decidiu deportar cubanos que es- tavam usando o país como um ponto de entrada para os Estados Unidos. [96] Como o México é muito mais rico do

que os países imediatamente a sudeste de suas fronteiras,

o país tem um problema crônico com a imigração ilegal

a partir de desses países, especialmente da Guatemala, Honduras e El Salvador. Um grande número de migran-

tes da América Central que têm atravessado a fronteira

ocidental da Guatemala para o México são deportados

todos os anos. [97]

As

discrepâncias entre os números de oficiais estrangei-

ros

legais e aos de todos os residentes estrangeiros, in-

dependentemente do seu status de imigração são muito grandes. O número oficial de estrangeiros residentes le- gais no México é de 493 mil (em 2004), com a mai- oria (86,9%) dos nascidos nos Estados Unidos (exceto Chiapas, onde a maioria dos imigrantes são da América Central). Os cinco estados com a maioria dos imigran-

10

5 POLÍTICA

tes são Baja California (12,1% do total de imigrantes), Cidade do México (11,4%), Jalisco (9,9%), Chihuahua (9%) e Tamaulipas (7,3%). Mais de 54,6% da popula- ção imigrante têm quinze anos de idade ou menos, 9% têm cinquenta anos ou mais.

A imigração ilegal tem sido um problema para o Mé-

xico, principalmente desde a década de 1970. Em 2006,

no México deteve mais de 182 mil pessoas que entra- ram ilegalmente no país, principalmente nas proximida- des da Guatemala, Honduras, El Salvador, sendo todos

os países da América Central, vizinhos do México ao sul.

Um número menor de imigrantes ilegais provenientes do Equador, Cuba, China, África do Sul e Paquistão. [98]

O México representa também a maior fonte de imigra-

ção para os Estados Unidos. Cerca de 9% da popula- ção nascida no México, está agora vivendo nos Estados Unidos. [99] 28,3 milhões de estadunidenses relataram ter ascendência mexicana em 2006. [100]

5 Política

ascendência mexicana em 2006. [ 1 0 0 ] 5 Política Enrique Peña Nieto , o

A constituição mexicana de 1917 criou uma república fe-

deral presidencialista com separação de poderes entre ra-

mos executivo, legislativo e judicial. Historicamente, o executivo é o ramo dominante, com o poder investido

no presidente, que promulga e executa as leis emanadas

do parlamento, o congresso federal, ou Congreso de la

Unión.

O Congresso tem vindo a desempenhar um papel de im-

portância crescente desde 1997, quando os partidos da

oposição pela primeira vez conquistaram ganhos impor- tantes. O presidente também legisla por decreto execu- tivo em certos campos económicos e financeiros, usando poderes delegados pelo Congresso. O presidente é eleito por sufrágio universal para mandatos de 6 anos e não pode voltar a exercer o cargo. Não existe vice-presidente; no caso de demissão ou de morte do presidente, um presi- dente provisório é eleito pelo Congresso.

O Congresso Nacional é bicameral e composto por um

Senado (Cámara de Senadores) e uma Câmara de Depu- tados (Cámara de Diputados). A reeleição consecutiva é proibida. Os senadores são eleitos para mandatos de 6 anos, e os deputados servem durante 3 anos. Os ocupan- tes dos 128 lugares do Senado são escolhidos através de

uma mistura de eleição directa e de representação pro- porcional. Na Câmara (baixa) dos Deputados, 300 dos 500 deputados são eleitos directamente em círculos uni- nominais, e os restantes 200 lugares são eleitos através

de uma forma modificada de representação proporcional

com base em cinco regiões eleitorais. Estes 200 luga- res foram criados para ajudar os partidos menores a ter acesso ao parlamento.

5.1 Relações internacionais

a ter acesso ao parlamento. 5.1 Relações internacionais Líderes da Aliança do Pacífico na VI cúpula

Líderes da Aliança do Pacífico na VI cúpula da organização.

A

política externa do México é dirigida pelo presidente

e

executada através da Secretaria de Relações Exte-

riores. [101][102] Seus princípios são constitucionalmente

estabelecidos no Artigo 89, Seção 10, e incluem:

autodeterminação dos povos, não-intervenção, resolu- ção pacífica de conflitos, proibição do uso da força nas

5.3

Crime e aplicação da lei

11

relações internacionais, igualdade jurídica dos Estados, cooperação internacional para o desenvolvimento e luta pela paz e segurança. [101] A partir de 1930, a Doutrina Estrada serviu como um complemento importante a es- tes princípios. [103]

Desde a sua independência, as relações exteriores do México têm sido dirigidas principalmente aos Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, [104] bem como aos seus vizinhos historicamente ligados na América La- tina e no Caribe. Devido a problemas internos, como a Revolução Mexicana, no início do século XX, o México manteve-se praticamente isolado dos assuntos internaci- onais. Uma vez com a ordem restabelecida, a sua política externa foi construída baseada em prestígio hemisférico nas décadas seguintes. Demonstrando sua independên- cia dos Estados Unidos, o México apoiou a consolidação do governo revolucionário de Cuba nos anos 1960, [105] a Revolução Sandinista na Nicarágua durante a década de 1970 e grupos revolucionários de esquerda em El Salva- dor nos anos 1980. [106][107]

No entanto, na década de 2000, o ex-presidente Vicente Fox adotou uma nova política externa que pediu a aber-

tura e aceitação de críticas da comunidade internacional

e do aumento da participação do México na política ex-

terna, bem como uma maior integração em relação aos seus vizinhos do norte. [108] Uma maior prioridade para a América Latina e Caribe tem sido dada no governo do presidente Felipe Calderón. [109]

Além disso, desde a década de 1990, o México tem pro- curado uma reforma do Conselho de Segurança das Na- ções Unidas e de seus métodos de trabalho, [110] com o

apoio do Canadá, Itália, Portugal e outros nove países, que formam um grupo informalmente chamado Coffee Club. [111] Como uma potência regional e emergente, o México tem uma forte presença global e é um mem- bro de diversas organizações e instâncias internacio- nais, como as Nações Unidas, a Organização dos Esta- dos Americanos, o G8+5, o G20 maiores economias, a Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC)

5.2 Forças armadas

O México tem o terceiro maior orçamento de defesa da

América Latina, com relato de gastos militares anuais de US$ 24,944 bilhões ou cerca de 1,6% do PIB. Desde

os anos 1990, quando os militares escalaram seu papel

na guerra contra as drogas, uma importância crescente tem sido colocada em adquirir plataformas de vigilân- cia aérea, aviões, helicópteros, tecnologias digitais de combate, [112] equipamento guerra urbana e transporte rá- pido de tropas. [113]

As forças armadas do México tem dois ramos: o Exército mexicano (que inclui a Força Aérea Mexicana), e a Marinha mexicana. As forças armadas mexicanas man-

e a Marinha mexicana . As forças armadas mexicanas man- Classe Durango da Marinha do México

tém infraestruturas importantes, incluindo as instalações

de design, pesquisa e experimentação de armas, veículos,

aviões, navios, sistemas de defesa e eletrônica; [112][114] os centros de fabricação da indústria militar para a constru- ção de tais sistemas e avançado estaleiros navais que cons- troem navios de guerra pesados e tecnologia de mísseis avançados. [115]

Estas instalações têm um impacto significativo no em- prego e na economia. Nos últimos anos, o México tem melhorado suas técnicas de treinamento, o comando mi-

litar e as estruturas de informação e tomou medidas para

se tornar mais auto-suficiente no fornecimento de seus

militares, projetando, assim como a fabricando suas pró- prias armas, [116] missiles, [114] mísseis, aviões, [117] veícu- los, armamento pesado, eletrônica, [112] os sistemas de

defesa, [112] equipamento militar pesado industrial e pe- sados navios de guerra. [118]

Historicamente, o México manteve-se neutro nos confli- tos internacionais, [119] com exceção da Segunda Guerra Mundial. No entanto, nos últimos anos, alguns partidos políticos propuseram uma alteração da Constituição para permitir que o exército mexicano, Força Aérea e a Ma- rinha colaborem com as Nações Unidas em missões de paz, ou para fornecer ajuda militar aos países que, ofici- almente, pedirem por isso. [120]

5.3 Crime e aplicação da lei

A segurança pública é realizada nos três níveis de go-

verno, cada qual com diferentes prerrogativas e respon-

sabilidades. Os departamentos de polícia locais e es- taduais são primariamente responsáveis pela aplicação

da lei, ao passo que a Polícia Federal Preventiva é res-

ponsável por funções especializadas. Todos os níveis reportam a Secretaria de Segurança Pública. O Gabi- nete do Procurador-Geral da República (PGR) é a agên- cia executiva encarregada de investigar e reprimir cri- mes no nível federal, principalmente os relacionados com narcotráfico, tráfico de armas, [121] espionagem e roubos bancários. [122] O PGR opera a Policia Federal Ministe- rial, uma agência de investigação e prevenção. [123]

12

7 ECONOMIA

12 7 ECONOMIA Fuzileiros navais mexicanos durante uma operação contra o car- tel Los Zetas ,

Fuzileiros navais mexicanos durante uma operação contra o car- tel Los Zetas, em 2012.

De acordo com um estudo da OCDE em 2012, 15% dos mexicanos relataram ter sido vítima de crime no ano anterior, um resultado que, entre os países da OCDE, só é maior que o da África do Sul. Em 2010, a taxa de homicídios do México foi de 18 por 100 mil habitantes; [124] a média mundial é de 6,9 por 100 mil habitantes. [125] O narcotráfico e atividades relacionadas são uma grande preocupação no país. [126] A guerra às drogas no México deixou mais de 60 mil mortos e, talvez, outros 20 mil desaparecidos. [127] Os cartéis de drogas me- xicanos tem cerca de 100 mil membros. [128] O Instituto Nacional de Estatística e Geografia do governo mexicano estimou que havia 41 563 crimes por 100.000 habitantes em 2012. [129]

Desde que o ex-presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva contra os cartéis em 2006, mais de 28 mil supos- tos criminosos foram mortos. [130][131] Do total de violên- cia relacionada com a droga, 4% são pessoas inocentes, principalmente por transeuntes e pessoas presas entre ti- roteios; 90% criminosos e 6% militares e policiais. [132] Em outubro de 2007, o presidente Calderón e o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anun- ciaram a “Iniciativa Mérida”, um plano de cooperação policial entre os dois países. [133]

6

Subdivisões

O

México está dividido em 31 Estados mais o Distrito Fe-

deral, que se listam abaixo por ordem alfabética, seguidos do nome da respectiva capital. A área metropolitana da cidade do México, que inclui o Distrito Federal e partes adjacentes do Estado do México, é uma das cidades mais populosas do mundo.

7 Economia

mundo se consideramos seu Produto Interno Bruto (PIB) nominal (dados de 2011), bem como a 11.ª se for levada

nominal (dados de 2011), bem como a 11.ª se for levada Paseo de la Reforma ,
o principal centro financeiro da Cidade do México . Bolsa Mexicana de Valores . em conta

em conta seu PIB medido em Poder de Compra (além

13

de ser, efetivamente, a 2.ª mais desenvolvida da América

Latina, superada somente pelo Brasil). Desde a crise de 1994, as administrações têm melhorado os fundamentos

macroeconômicos do país. O México não foi significa- tivamente influenciado pela crise sul-americana de 2002

e tem mantido taxas positivas de crescimento após um

breve período de estagnação em 2001. As agências de risco Moody’s (março 2000) e a Fitch Ratings (em ja- neiro de 2002) emitiu ratings de grau de investimento para a dívida soberana do México. Apesar de sua es- tabilidade macroeconômica sem precedentes, o que re- duziu a inflação e as taxas de juro para níveis recorde e aumentou a renda per capita, as disparidades continuam

enormes entre a população urbana e a rural, os estados do norte, centro e sul, e entre os ricos e os pobres, embora tenha havido uma crescente classe média desde meados

da década de 1990 [134] . Alguns dos desafios do governo

incluem a atualização da infraestrutura, a modernização

do sistema fiscal e das leis trabalhistas, e a redução da

A economia mantém um rápido desenvolvimento em

modernos setores industriais e de serviços, com o au-

mento da propriedade privada. Administrações recen-

tes têm expandido a concorrência nos portos, ferrovias,

telecomunicações, geração de eletricidade, distribuição

de

gás natural e dos aeroportos, com o objetivo de melho-

rar

a infraestrutura mexicana. Como uma economia ori-

entada para a exportação, mais de 90% do comércio me-

xicano é através de acordos de livre comércio com mais

de 40 países, incluindo a União Europeia, Japão, Israel e

grande parte da América Central e do Sul, principalmente com o Brasil.

O acordo de livre comércio mais influente é o Tratado

Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que en- trou em vigor em 1994, e foi assinado em 1992 pelos go- vernos dos Estados Unidos, Canadá e México. Em 2006,

o comércio do México com os dois parceiros Norte foi

responsável por quase 50% das exportações e 45% das importações do país. O México representa 5% do PIB

(Produto Interno Bruto) do bloco. [135] Recentemente, o Congresso da União aprovou uma importante reforma fiscal, de pensões e judicial, e a reforma da indústria

do petróleo está sendo atualmente discutida. De acordo

com a lista das maiores empresas do mundo em 2008 Forbes Global 2000, o México tinha 16 empresas na classificação. [136]

O

México tem uma economia mista de livre mercado

e

está firmemente estabelecido como um país de renda

média-alta. [137] É a 11.ª maior economia do mundo, me-

dida do produto interno bruto (PIB) em Poder de Com- pra [138] . Segundo as últimas informações disponíveis a partir do Fundo Monetário Internacional, o México ti- nha o segundo maior Produto Nacional Bruto per capita

na América Latina, em termos nominais, em $ 9.716 em

2007 e o maior em paridade do poder de compra (PPC), em 14.119 dólares em 2007 [138]

Após a crise econômica de 1994, o México fez uma recu- peração impressionante, construindo uma moderna e di- versificada economia [137] . O petróleo é a maior fonte de renda externa do México. [139] De acordo com a Goldman Sachs, com a revisão BRIMC das economias emergen- tes, em 2050 as maiores economias do mundo serão as seguintes: China, Índia, Estados Unidos, Brasil e México. [140] O México é a maior nação produtora auto- mobilística norte-americana, superando o Canadá e, mais recentemente, os Estados Unidos. [141]

O México é o primeiro e único país latino-americano a ser

incluído no World Government Bond Index ou WGBI, que lista as economias globais mais importantes que circulam títulos da dívida pública [142] .

circulam títulos da dívida pública [ 1 4 2 ] . Plataforma da empresa petroleira mexicana

Plataforma da empresa petroleira mexicana PEMEX no Golfo do México.

Segundo o diretor para o México no Banco Mundial, a população em situação de pobreza diminuiu de 24,2% para 17,6% na população geral e de 42% para 27,9% em áreas rurais no período 2000-2004. [143] Em janeiro de 2009 4,6 % da população era pobre, se medido pela ingestão de alimentos como base de pobreza e 15% da população é considerada pobre pelo recurso de medições (pessoas que vivem com menos de 10 mil dólares por ano).

No entanto, a desigualdade de renda continua sendo um

problema e enormes lacunas permanecem, não só entre áreas ricas e pobres, mas também entre o norte e o sul,

e entre os meios urbano e o rural. Fortes contrastes de renda e desenvolvimento humano são também um pro- blema grave no México. O relatório de 2004 do Índice

14

8 INFRAESTRUTURA

de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas apon- tou que os estados mexicanos de Benito Juárez, um dis- trito da Cidade do México, e San Pedro Garza García,

no estado de Nuevo León, teria um nível de desenvolvi-

mento econômico, educacional e de expectativa de vida semelhante ao da Alemanha ou Nova Zelândia. Em con- trapartida, Metlatónoc, no estado de Guerrero, teria um

IDH similar ao da Síria. [144][145]

O crescimento médio anual do PIB para o período de

1995-2002 foi de 5,1%. [62] A recessão econômica nos

Estados Unidos causou também um padrão semelhante

no México, de onde se recuperou rapidamente a crescer

4,1% em 2005 e 3% em 2005. A inflação alcançou um nível recorde de 3,3% em 2005, e as taxas de juros es- tão baixas, que têm estimulado o consumo de crédito na classe média. O México tem experimentado na última década, a estabilidade monetária: o déficit orçamental foi reduzido e a dívida externa foi reduzida para menos de 20% do PIB. [62] Junto com o Chile, o México tem a mais alta classificação de longo prazo de crédito soberano na América Latina.

As remessas de cidadãos mexicanos que trabalham nos Estados Unidos representam apenas 0,2% do PIB do México, [146] o que representa 20 bilhões de dólares por ano em 2004 e é a décima maior fonte de renda ex- terna do país, depois do petróleo exportações industri- ais, bens manufaturados, eletrônica, indústria pesada, automóveis, construção, alimentos, serviços bancários e financeiros. [147] Segundo o banco central do México, as remessas caíram 3,6% em 2008 para US$ 25 bilhões. [148]

As preocupações econômicas atuais incluem a dependên-

cia comercial e financeira dos Estados Unidos, [149] salá- rios reais baixos, subemprego para um grande segmento

da população, desigual distribuição de renda (32% dos

rendimentos do topo da pirâmide social são responsáveis

por 55% da renda), e poucas oportunidades de avanço para a grande população maia nos estados do sul.

7.1 Turismo

a grande população maia nos estados do sul. 7.1 Turismo Vista do litoral de Cancún .

Vista do litoral de Cancún.

O México é o vigésimo terceiro país que mais gasta em

turismo no mundo e o maior da América Latina. [150] A grande maioria dos turistas que vêm para o México são dos Estados Unidos e Canadá. Muitos outros visitantes vêm da Europa e da Ásia. Um pequeno número de turis- tas também vêm de outros países latino-americanos. [151] Em 2008, o Índice de Competitividade em Viagens e Turismo colocou o país em quinto lugar entre as nações latino-americanas e em nono nas Américas. [152]

As atrações mais notáveis são as ruínas mesoamericanas, as cidades coloniais e, especialmente, as estâncias

balneares. [153] O clima temperado do país e sua cultura única - uma fusão das culturas europeias (especialmente

a espanhola) e mesoamericanas - também fazem do Mé- xico um destino atraente. A alta temporada de turismo no país acontece em dezembro até do verão, com breves períodos de surtos durante a semana antes da Páscoa e

do fim da primavera, quando muitos dos locais balneários

tornam-se populares destinos para os estudantes univer-

sitários dos Estados Unidos.

O

México tem a 23.ª maior renda de turismo no mundo

e

a maior da América Latina. [154] A grande maioria dos

turistas que vêm ao México são dos Estados Unidos e do Canadá, seguido por visitantes de países da Europa e da Ásia. Um número menor também vêm de outros países

latino-americanos. [155] No Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2011, o México ficou em 43.º lugar

no mundo e em quarto na América. [156]

8 Infraestrutura

8.1 Educação

na América. [ 1 5 6 ] 8 Infraestrutura 8.1 Educação Biblioteca Central da Universidade Nacional

Biblioteca Central da Universidade Nacional Autónoma de Mé- xico (UNAM).

Em 2010, o índice de alfabetização era de 69% [157] para jovens com menos de 14 anos, e 91% para as pessoas acima de 15, [158] colocando o México em 24.º lugar no ranking mundial de acordo com a UNESCO. [159] A educação primária e secundária é gratuita e compulsó- ria, durando 9 anos. Mesmo que diferentes programas de

8.3 Energia

15

educação bilingue existam desde a década de 1960 para

as comunidades indígenas, depois da reforma constituci-

onal no final da década de 1990 esses programas rece- beram um novo incentivo, e textos e livros gratuitos são produzidos em mais de uma dúzia de línguas indígenas.

Na década de 1970, o México estabeleceu um sistema de "ensino a distância" através de comunicações de saté-

lite para atingir pequenas comunidades rurais e indíge- nas inacessíveis por outros meios. Escolas que usam esse sistema são conhecidas no México como telesecundarias.

O ensino a distância da educação secundária no México

também é transmitido para alguns países da América

Central e para a Colômbia, e é usado em algumas regiões

do sul dos Estados Unidos como um método de educação

bilíngue. Há aproximadamente 30 mil telesecundarias e aproximadamente um milhão de estudantes de telesecun- daria no país. [160]

8.2 Saúde

de telesecun- daria no país. [ 1 6 0 ] 8.2 Saúde Hospital do Instituto Mexicano

Desde o início da década de 1990, o México entrou em um estágio de transição em relação a saúde de sua po- pulação e alguns indicadores, como os índice de mor- talidade, estão similares àqueles encontrados nos países desenvolvidos. [161] Apesar de todos os mexicanos pode- rem receber tratamento médico pelo estado, 50,3 milhões

de mexicanos não possuíam plano de saúde em 2002. [162]

Tem sido feito esforços para aumentar esse número de pessoas, e a atual administração pretende completar um sistema de saúde universal até 2011. [163][164]

A infraestrutura médica do México é muito boa na maior

parte e pode ser excelente nas principais cidades, [165][166] mas nas áreas rurais e comunidade indígenas a cober- tura médica é pobre, forçando-os a viajar para a área urbana mais próxima para receber tratamento médico especializado. [167]

as que mais contribuem para a saúde e segurança social.

Serviços de saúde privados também são muito importan- tes e respondem por 13% de todas as unidades médicas

do

país. [168]

O

custo do tratamento de saúde nas instituições priva-

das e a prescrição de remédios no México está um pouco

mais barato que a média de seus parceiros de economia

da América do Norte. [169]

8.3 Energia

economia da América do Norte . [ 1 6 9 ] 8.3 Energia Hidroelétrica Álvaro Obregón,

Hidroelétrica Álvaro Obregón, no estado de Sonora.

A produção de energia no México é gerida por empresas

estatais: a Comissão Federal de Eletricidade (Comisión Federal de Electricidad, CFE) e a Pemex (Petróleos Me- xicanos). A CFE é responsável pela operação de usinas geradoras de eletricidade e sua distribuição em todo o território nacional desde outubro de 2009, quando assu- miu a área sob responsabilidade da extinta Luz y Fuerza del Centro. A maior parte da eletricidade é gerada em usinas termoelétricas, embora CFE opera várias usinas hidrelétricas, bem como a energia eólica, geradores de energia geotérmica e nuclear. [170]

Os recursos naturais são “propriedade da nação” pela constituição. Como tal, o setor petrolífero é administrado pelo governo com diferentes graus de investimento pri- vado. O México é o sexto maior produtor de petróleo do mundo, com 3,7 milhões de barris por dia. [171]

A Pemex, a empresa pública responsável pela prospec-

ção, extração, transporte e comercialização de petróleo e

gás natural, bem como a refinação e distribuição de pro- dutos petrolíferos e petroquímicos, é uma das maiores empresas na América Latina, fazendo US$ 86 bilhões em vendas por ano, [172] um montante maior do que o PIB de

alguns países. No entanto, a empresa é fortemente tri- butada, uma importante fonte de receita para o governo,

de quase 62¢ das vendas da empresa. Em 1980 as ex-

portações de petróleo representaram 61,6% do total das

exportações, em 2000 foi apenas 7,3%. [173]

16

9 CULTURA

16 9 CULTURA Ponte Baluarte , a mais longa ponte estaiada da América Latina. 8.4 Transportes

Ponte Baluarte, a mais longa ponte estaiada da América Latina.

8.4 Transportes

A rede de estradas pavimentadas no México é a mais

extensa da América Latina, com 116.802 km em 2005, sendo 10.474 km de vias duplicadas ou vias expres- sas, [174] a maioria das quais sendo pedagiadas. No en- tanto, o México tem uma orografia diversificada, sendo a

maioria do território atravessado por cadeias de monta- nhas de alta altitude, bem como os desafios econômicos, levaram a dificuldades na criação de uma rede integrada

de transportes e, embora a rede tenha melhorado, ainda

não pode satisfazer as necessidades nacionais de forma adequada. [175]

Sendo um dos primeiros países latino-americanos a pro- mover o desenvolvimento do transporte ferroviário, [175]

a rede, apesar de extensa com 30,952 km, [176] ainda

é ineficiente para atender às demandas econômicas de

transporte. [175] A maioria da rede do sistema ferroviá- rio é usada principalmente para transporte de mercado- rias ou carga industrial e é operada principalmente pela Ferrocarriles Nacionales de México, FNM, privatizada em 1997.

Em 1999, o México tinha 1.806 aeroportos, dos quais 233 tinham pistas pavimentadas, sendo que destes, 35 transportavam 97% do tráfego de passageiros. [176] O Aeroporto Internacional da Cidade do México continua sendo o maior da América Latina e o 44.º maior do mundo, [177] transportando 21 milhões de passageiros por ano. [178] Há mais de 30 companhias aéreas nacionais, das quais apenas duas são conhecidas internacionalmente:

O transporte de massa no México é modesto. A maior

parte das necessidades de transporte doméstico de passa- geiros são servidas por uma extensa rede de ônibus, [176] com várias dezenas de empresas de exploração por re- giões. O comboio de transporte de passageiros entre as cidades é limitado. O transporte ferroviário urbano de massa está disponível na Cidade do México com o funci- onamento do metrô, comboio elevado e no nível do solo, bem como um comboio suburbano que liga os municípios limítrofes da Grande Cidade do México, bem como em

Guadalajara e Monterrey, a primeira a ser servida por um trem suburbano e a segunda por um metro subterrâneo e elevado.

8.5 Ciência e tecnologia

De acordo com dados do Scopus, um banco de dados de registros bibliográficos e revistas científicas, o México se posiciona na 28ª posição no mundo em matéria de pu- blicações científicas, ocupando o segundo lugar entre os países da América Latina, depois do Brasil, e também

o segundo lugar entre os países hispanofalantes, atrás da Espanha. [179]

9 Cultura

, atrás da Espanha. [ 1 7 9 ] 9 Cultura Frida Kahlo e Diego Rivera

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, fotografia de Carl van Vechten.

A cultura mexicana reflete a complexidade da história do

país através da mistura das civilizações pré-hispânicas e

da cultura da Espanha, transmitida durante a colonização

de 300 anos da Espanha no México. Elementos cultu- rais exógenos, principalmente dos Estados Unidos foram incorporadas à cultura mexicana.

A

era Porfiriana (el Porfiriato), no final do século XIX

e

primeira década do século XX, foi marcada pelo pro-

gresso econômico e pela paz. Após quatro décadas de conflito civil e guerra, o México assistiu ao desenvol- vimento da filosofia e das artes, promovida pelo presi- dente Díaz. Desde aquele tempo, tão acentuado durante

9.3 Cinema

17

a Revolução Mexicana, a identidade cultural teve sua fun- dação na mestiçagem, cujo elemento é o núcleo indígena.

À luz das diversas etnias que formaram o povo mexicano,

José Vasconcelos, em sua publicação "La Raza Cósmica" (“A Raça Cósmica”) (1925) definiu o México como um caldeirão de todas as raças (alargando assim a defini- ção do mestiço), não apenas biologicamente mas cul- turalmente também. [180] Esta exaltação da mestiçagem era uma ideia revolucionária que contrastava fortemente com a ideia de uma raça superior pura predominante na Europa na época.

9.1 Belas artes

A arte pós-revolucionária no México, a sua expressão ti-

nha nas obras de artistas renomados como Frida Kahlo, Diego Rivera, José Orozco, Rufino Tamayo, Federico Cantú Garza, David Siqueiros e Juan O'Gorman. Diego Rivera, a figura mais conhecida do muralismo mexicano, pintou o Man at the Crossroads no Rockefeller Center em New York City, um imenso mural, que foi destruída no ano seguinte devido à inclusão de um retrato do líder co- munista russo Lênin. Alguns dos murais de Rivera são exibidas no Palácio Nacional mexicano e do Palácio de Belas Artes.

Compositores da música Acadêmicos do México incluem Manuel María Ponce, José Pablo Moncayo, Julián Car- rillo, Mario LaVista, Carlos Chávez, Silvestre Revuel- tas, Arturo Márquez e Juventino Rosas, muitos dos quais incorporaram aos seus elementos de música tradicional. Ganhador do Prêmio Nobel Octavio Paz, Carlos Fuentes, Juan Rulfo, Elena Poniatowska e José Emilio Pacheco, são alguns dos autores mais reconhecidos mexicanos.

9.2 Literatura

A literatura do México inicia-se antes da chegada dos co-

lonizadores europeus, com a produção literária nos assen-

tamentos indígenas da Mesoamérica. O poeta mexicano pré-colombiano mais conhecido é Nezahualcóyotl. A li- teratura moderna mexicana foi influenciada pelos concei- tos da colonização espanhola da América Central. Escri- tores e poetas coloniais proeminentes incluem Juan Ruiz de Alarcón e Juana Inés de la Cruz.

O poeta Octavio Paz recebeu o Nobel de Literatura em

1990. Outros escritores importantes são: Alfonso Reyes, José Joaquín Fernández de Lizardi, Ignacio Manuel Alta- mirano, Carlos Fuentes, Renato Leduc, Jaime Labastida, Mariano Azuela e Juan Rulfo. B. Traven escreveu “El te- soro de Sierra Madre”, que foi adaptado para o cinema em 1948.

Sierra Madre” , que foi adaptado para o cinema em 1948. Octavio Paz , poeta mexicano

Octavio Paz, poeta mexicano ganhador do Prêmio Nobel de Li- teratura em 1990.

9.3 Cinema

Filmes mexicanos desde a Idade de Ouro em 1940 e 1950 são os maiores exemplos de cinema latino-americano, com uma enorme indústria comparável à de Hollywood naqueles anos. Foram exportados filmes mexicanos e ex- por em toda a América Latina e Europa. Maria Cande- lária (1944) de Emilio Fernandez, foi um dos primeiro filme Palme d'Or Award no Festival de Cannes em 1946, pela primeira vez o evento foi realizado após a Segunda Guerra Mundial. O famoso diretor espanhol Luis Buñuel nasceu Realizado no México, Entre 1947-1965 Algumas obras de arte dele como the Damned (1949), Viridiana (1961) e O Anjo Exterminador (1963). atores e atri- zes famosos deste período incluem María Félix, Pedro Infante, Dolores del Río, Jorge Negrete eo comediante Cantinflas.

Mais recentemente, filmes como “Como Água para Cho- colate (1992), Cronos (1993), Amores Brutos (2000), Tu Y Mama Tambien (2001), O Crime do Padre Amaro (2002), O Labirinto do Fauno (2006) e Babel ( 2006) têm sido bem sucedidas na criação de histórias univer- sais sobre temas contemporâneos, e foram reconhecidos internacionalmente, como no prestigiado Festival de Ci- nema de Cannes. Diretores mexicanos Alejandro Gon- zález Iñárritu (Amores Brutos, Babel), Alfonso Cuarón (Children of Men, Harry Potter eo Prisioneiro de Azka- ban), Guillermo del Toro, Carlos Carrera (O Crime do Padre Amaro), e o roteirista Guillermo Arriaga são al-

18

9 CULTURA

guns dos mais conhecidos cineastas atuais.

9.4 Esporte

guns dos mais conhecidos cineastas atuais. 9.4 Esporte Estádio Azteca , a casa oficial da Seleção

O futebol é o esporte mais popular do país, a Seleção Me-

xicana de Futebol é uma das que mais estiveram presen-

tes na Copa do Mundo de Futebol e seu melhor resultado foram duas vezes sexto colocado em 1970 e 1986, anos em que o país sediou o torneio, também é muito popular no país o beisebol tendo um forte campeonato nacional

e vários atletas atuando na Major League Baseball dos Estados Unidos.

O País também concentra um bom número de pratican-

tes de futebol americano, e tem tradição nos saltos orna-

mentais, o país já sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1968 na Cidade do México e as Copas do Mundo de 1970

e 1986. Tem também a Luta Livre como um dos esportes

mais populares e de muito prestígio no país, sendo iden- tificado como um dos elementos culturais do México.

9.5 Culinária

como um dos elementos culturais do México. 9.5 Culinária Tacos , prato típico do país. Em

Tacos, prato típico do país.

Em 2006, o México apresentou a candidatura de sua gas- tronomia como parte do Patrimônio Cultural da Huma- nidade pela UNESCO. Foi a primeira vez que um país

apresentou sua tradição gastronômica para tal posto. No entanto, o resultado foi negativo, porque, de acordo com

a decisão, a comissão não colocou ênfase adequada so-

bre a importância do milho na culinária mexicana. Fi- nalmente, em 16 de novembro de 2010, a culinária me- xicana foi finalmente reconhecida pela UNESCO como Património Mundial, com o argumento de que a cozi- nha local manteve sua identidade intacta desde suas raí- zes pré-hispânicas. O título abrange desde os ingredi- entes clássicos, como milho, feijão, abóbora e pimen- tão, até os sabores atuais, influenciados pela colonização

européia. [181][182]

pela colonização e u r o p é i a . [181][182] Um chefe maia proíbe

Um chefe maia proíbe uma pessoa de tocar uma jarra de chocolate.

Embora tenha muita influência indígena, a cozinha mexi- cana foi praticamente estabelecida durante a colonização espanhola. Por uma grande parte de seus ingredientes são de origem espanhola. De origem indígena, os ingre- dientes usados na culinária mexicana são o milho, feijão, abóbora, abacaxi, batata-doce, tomate, cacau, perus, fru- tas e especiarias. Da mesma forma, algumas técnicas de cozinha que são usados hoje são o legado de pré-povos colombianos, como durante o processamento de milho, os fornos de cozimento de alimentos a-terra, moagem em almofariz e metate. Com o espanhol, veio a carne de porco, carne de frango, pimenta, açúcar, leite e todos os seus derivados, trigo e arroz, cítricos e outra constela- ção dos ingredientes que fazem parte da dieta diária dos mexicanos. [183]

A partir desse encontro de duas culinárias de milênios de

antiguidade, nasceu a barbacoa, o mole, pozole e tamal em sua forma atual, o chocolate, uma variedade de pães, tacos, e a grande variedade de petiscos mexicanos. Nas- cido em bebidas como atole, champurrado, chocolate de leite e as águas doces, sobremesas como citron (bispo de plantas daninhas) e toda a gama de doces cristalizados, a gemada, o congestionamento de repertório do jericaya e criou, vasto de iguarias no conventos em todas as partes

19

do país. [184][185]

Algumas bebidas mexicanas superam suas fronteiras e são consumidas diariamente na América Central, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Filipinas, como no caso da Água de Jamaica, horchata de arroz, a margarita e a tequila. [186]

9.6 Feriados

10 Ver também

Astecas

Maias

Televisa

TV Azteca

11 Referências

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[6] A tradução alternativa de Estados Unidos Mexicanos foi utilizada em um livro publicado em 1824. Ou seja, há quase 200 anos, e exatamente três anos após a sua inde- pendência foi reconhecida internacionalmente. A Consti- tuição Federal dos Estados Unidos Mexicanos.

[7] Merriam-Webster’s Geographical Dictionary, Springfield, MA: Merriam-Webster, Inc.; p. 733

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