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PORTE PAGO

5ª FEIRA | 15 | OUTUBRO | 2015 • N.º 3388 ANO LXVIII • €

5ª FEIRA | 15 | OUTUBRO | 2015 N.º 3388

ANO LXVIII € 0,80

SEMANÁRIO

| 2015 • N.º 3388 ANO LXVIII • € 0,80 SEMANÁRIO WWW. AVOZDETRASOSMONTES .PT DIRETOR AGOSTINHO
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WWW. AVOZDETRASOSMONTES .PT

DIRETOR AGOSTINHO CHAVES

Minas de Parada de Cunhos, 5000-471 Vila Real Telf. 933 512 931 WWW.MARCOAUTOMOVEIS.COM

Minas de Parada de Cunhos, 5000-471 Vila Real

Telf. 933 512 931

WWW.MARCOAUTOMOVEIS.COM

MÍTICO CAMPO DO CALVÁRIO RENOVADO E NO ATIVO VILA REAL P7
MÍTICO CAMPO DO CALVÁRIO
RENOVADO E NO ATIVO
VILA REAL P7
CAMPO DO CALVÁRIO RENOVADO E NO ATIVO VILA REAL P7 TÚNEL DO MARÃO PRONTO EM DEZEMBRO

TÚNEL DO MARÃO

PRONTO EM DEZEMBRO PRONTO EM DEZEMBRO Perfuração da primeira galeria ficou concluída no dia 10,
PRONTO EM DEZEMBRO
PRONTO
EM DEZEMBRO
Perfuração da primeira galeria ficou concluída no dia 10, se o tempo
ajudar as obras deverão ficar prontas até ao final do ano. A inauguração
está agendada para meados de março
EM FOCO P2e3

REGIÕES

FAVAIOS A CAMINHO DO GUINESS COM BRINDE DE 1009

P12

DESPORTO

JOSÉ MEIRELES CAMPEÃO NACIONAL DE LEGENDS CUP

P26

VILA REAL

CALOIRADA AOS MONTES COMEÇA HOJE

P8

VILA REAL CALOIRADA AOS MONTES COMEÇA HOJE P 8
P 12 DESPORTO JOSÉ MEIRELES CAMPEÃO NACIONAL DE LEGENDS CUP P 26 VILA REAL CALOIRADA AOS

2

EM FOCO

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015
2 EM FOCO 15 | 10 | 2015 p FOTOS: MARIA MEIRELES TÚNEL DO MARÃO pronto

p FOTOS: MARIA MEIRELES

2 EM FOCO 15 | 10 | 2015 p FOTOS: MARIA MEIRELES TÚNEL DO MARÃO pronto

TÚNEL DO MARÃO pronto até ao final do ano

Numa obra em que “Santa Bárbara” tem feito o seu papel como protetora dos trabalhadores, é agora pedido que também São Pedro ajude e que as condições climatéricas permitam que os prazos sejam cumpridos. NA GALERIA SUL AS BOCAS JÁ SE JUNTARAM, UM MOMENTO QUE NA GALERIA GÉMEA DEVERÁ ACONTECER NO FINAL DESTE MÊS

Maria Meireles

Primeiro ouviram-se as sirenes de aviso, depois os estrondos da última explo- são. Na presença de algu- mas dezenas pessoas, entre trabalhadores, convidados

e jornalistas, as máquinas

desviaram as últimas tone- ladas de pedra, desimpedin- do o caminho para que os primeiros veículos pudessem atravessar completamente o

Marão. Foi assim, no dia 10,

o momento da “varagem” da

galeria sul daquele que será

o maior túnel rodoviário da Península Ibérica.

A Voz de Trás-os-Montes testemunhou todos os mo- mentos, desde a explosão até a remoção dos escombros dos últimos dois metros que faltavam “abrir” para atra-

vessar por completo a ga- leria, e integrou também a comitiva de carros que, pela primeira vez, viajou desde o lado de Amarante até ao de Vila Real pelas entranhas da serra.

“Uma salva de palmas a todos os que colaboraram

para que conseguíssemos chegar a este ponto”, pediu António Ramalho, presi- dente da Infraestruturas de Portugal (IP), naquele que foi “um dia histórico” para uma obra que constituiu um grande desafio e que chegou a ser classificada como uma “ousadia”. O mesmo responsável lembrou que, na altura em que o projeto foi resgato pelo Estado através da Estradas de Portugal, hoje Infraestru- turas de Portugal, muitos fo- ram os que duvidaram.

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015

EM FOCO

15 | 10 | 2015 EM FOCO Veja a reportagem em vídeo: www.avozdetrasosmontes.pt 3  ANTÓNIO

Veja a reportagem em vídeo:

www.avozdetrasosmontes.pt

3

Veja a reportagem em vídeo: www.avozdetrasosmontes.pt 3  ANTÓNIO RAMALHO presidente da Infraestruturas de
Veja a reportagem em vídeo: www.avozdetrasosmontes.pt 3  ANTÓNIO RAMALHO presidente da Infraestruturas de

ANTÓNIO RAMALHO presidente da Infraestruturas de Portugal

“Na altura alguns acha- ram que era uma ousadia assumirmos a responsa- bilidade da continuação da obra, da obtenção do financiamento, da gestão de toda a estrutura neces- sária, do desenvolvimento dos concursos, da estrutura jurídica e da capacidade de a concluir até ao dia 31 de dezembro de 2015”, subli- nhou António Ramalho explicando que os céticos, na realidade, não conhe- ciam “a eficiência e capaci- dade” da equipa envolvida. A satisfação era visível no rosto do presidente da IP, mas também de todos os responsáveis pela obra, como por exemplo de Rui Luís, diretor técnico da empreitada, que acompa- nhou a construção do Túnel desde o primeiro dia, desde que o projeto arrancou,

há seis anos. “Sinto-me

feliz. É um sentimento de trabalho realizado”, subli- nhou o engenheiro sobre

o momento simbólico em

que os dois últimos metros foram perfurados, permi- tindo que a primeira pessoa

atravessasse o túnel, trazen- do em punho a bandeira da Infraestruturas de Portugal. Trabalhando há 15 anos na construção de túneis e minas, Rui Luís explica que o projeto do Marão se distingue pela “sua exten- são e complexidade”, mas também pelo facto da obra ter sido executada “em tão pouco tempo”. “Foi um desafio”, revelou o mesmo responsável considerando que aquele que será “o maior túnel da península ibérica”

é, decerto, “uma marca” na

carreira daqueles que ali trabalham.

DEPOIS DO “BEIJO” A SUL, BOCAS DA SEGUNDA GALERIA ENCONTRAM-SE NO FINAL DO MÊS

Com mais de meio milhar de trabalhadores no terreno, depois de varada a galeria sul, faltam apenas cerca de 70 metros para que as duas bocas da segunda galeria também se unam, o que deverá acontecer até ao final do mês. “A expectativa é que terminemos a parte da obra respeitante aos troços nascente e poente no dia 17 de dezembro, na pior das hipóteses até ao dia 24”, adiantou António Rama- lho revelando que o túnel propriamente dito deverá ficar pronto até ao dia 31. Depois de concluídos os trabalhos de construção, serão necessários mais dois meses para a realização de

testes nos sistemas eletróni- cos, de controlo de inciden- tes e de climatização, preven- do-se assim que a obra seja entregue no final de fevereiro

e que o túnel abra ao tráfego automóvel em março. Com 5,6 quilómetros de extensão, o túnel integra um troço de 30 quilómetros da via rápida que vai ligar Amarante e Vila Real e que, com a Autoestrada Trans-

montana,vai constituir a A4. A construção da infraes- trutura começou em 2009, no entanto, ao longo dos anos, os trabalhos estive- ram mais tempo parados do que em andamento, isso devido a três interrupções. Das primeiras duas vezes, que representaram um atraso total de mais de seis meses,

a obra parou na sequência

de providências cautelares levantadas por um priva- do. O último impasse, que

levou a uma paragem de mais de três anos, aconteceu em 2011, quando a conces- sionária responsável assu- miu problemas de ordem financeira, tendo sido a IP a ficar com gestão ineren- te ao desenvolvimento da concessão. Na altura, a IP decidiu alterar o modelo de contra- tação, optando assim pelo modelo de conceção/cons- trução para o túnel e por empreitadas para os acessos poente e nascente, os quais têm uma extensão aproxima- da de 10 quilómetros cada. No que diz respeito aos custos da obra, inicialmen-

te foi calculado um investi- mento total na ordem dos

340 milhões de euros, um

valor acabou por sofrer uma

“redução de 30 por cento”, cifrando-se agora “entre os

250 e 270 milhões”, conta-

bilizou António Ramalho. O presidente da IP expli- cou que a poupança foi conseguida através da divi- são da empreitada em três troços, o que permitiu que mais empresas concorres- sem, mas também graças ao

facto do projeto ter sido alvo de uma candidatura a fundos europeus. “200 milhões já foram entregues pelo Estado na concessão anterior. Nesta fase (desde o resgate) vai custar cerca de 61 milhões de euros porque tivemos fundos comunitários no valor de 89 milhões”, referiu.

ATRAVESSAR O TÚNEL VAI CUSTAR 2 EUROS, “OU MENOS”

“No quadro da parceria publico privada a previsão

de portagem era de 2,85 euros para cruzar o túnel, neste momento a previ- são que temos é que seja a

volta dos dois euros, talvez até um pouco abaixo des- se valor”, sublinhou Antó- nio Ramalho consideran- do que a redução do preço permitirá “captar mais uti- lizadores”.

A IP calcula que passem pelo Túnel do Marão entre 8 e 12 mil carros por dia, automobilistas que vão poupar cerca de 20 minu- tos na viagem entre Trás- -os-Montes e o Porto e que vão poder contar com mais segurança e confor- to, sobretudo nos meses de inverno.

Marão, cruzando-se nas entranhas da serra. “A Santa Bárbara é a padroeira das minas e dos túneis. Ela está aqui a proteger todos os traba- lhadores. Quando o túnel estiver pronto, as Santas serão trocadas e entre- gues a instituições reli- giosas locais, porque não podem voltar a ser utiliza- das na construção de outro túnel”, contou António Ramalho. Apesar de classificar como muito importan- te manter a tradição e preservar “estes elemen- tos religiosos”, o presiden- te da IP deixou claro que as questões da segurança não foram deixadas só nas mãos da Santa, houve um grande empenho por parte de todos para que a obra decorresse sem incidentes graves.

SANTA BÁRBARA TAMBÉM VAI PASSAR PELO TÚNEL

Quando os túneis esti-

verem concluídos, as quatro imagens de Santa Bárbara, que se encon- tram nas quatro bocas do Túnel e que têm protegido os traba- lhadores (não houve qualquer acidente grave nas obras), vão também elas atra-

qualquer acidente grave nas obras), vão também elas atra- vessar o SEDE: RUA DOM GUALDIM PAIS

vessar

o

SEDE: RUA DOM GUALDIM PAIS Nº34 CAMPO DA RODA | 5400-298 CHAVES TF 276 326
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4

OPINIÃO

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015
4 OPINIÃO 15 | 10 | 2015 EDITORIAL DIRETOR AGOSTINHO CHAVES O FUTURO NÃO EXISTE? O
4 OPINIÃO 15 | 10 | 2015 EDITORIAL DIRETOR AGOSTINHO CHAVES O FUTURO NÃO EXISTE? O
4 OPINIÃO 15 | 10 | 2015 EDITORIAL DIRETOR AGOSTINHO CHAVES O FUTURO NÃO EXISTE? O

EDITORIAL

DIRETOR

AGOSTINHO CHAVES

O FUTURO NÃO EXISTE?

O futuro está a

chegar antes

de tempo?

Leio num

jornal generalista dito “de referência”: “Jornalismo:

chegou o futuro”. Curiosa esta frase em que o futu-

existe. Os acontecimentos que definem a marcha do tempo são tão rápidos que, na maior parte das vezes, não nos apercebemos de que o tempo passa por nós. Como tal, se o futuro não existe também não existe o

ro

já está no meio de nós,

passado. O tempo medir-

como o Senhor. Pelos vis-

-se-á apenas pelo presente.

O

passado sumiu e o futuro

tos, já não tem lógica “O futuro a Deus pertence”, porque, afinal, já pertence a nós todos, mesmo antes de

chegar. Outras frases não menos interessantes: “Sau- dades do futuro” (na filo- sofia das canções) ou “Para

memória futura” (nos tri- bunais). Afinal, o que é o futu- ro? Que influências tem? Deveremos estar preocu- pados? Seremos capazes de aguentar, na nossa fra- gilidade de mortais, a sua marcha, tão rápida e avas- saladora? Em termos mais ortodo-

xos, quando estamos a viver o presente, temos a tendên- cia de lembrar o passado e

eclipsou. Quando se passa de uma fase para outra, teremos de discernir. Tem de haver um

contraponto: o do passado que gerou e o do futuro que impulsionará. Ora, quando o futuro já chegou, não te- mos tempo de preparar o novo futuro que está a vir. Mas a ponte em que nos situamos não pode partir nem ruir antes que atraves- semos o desfiladeiro. Nos tempos atuais, o fu- turo está a chegar antes de tempo. Com isso nos de-

sorientamos: não conhe- cemos o futuro quando o atingimos e já ele se trans-

de

preparar o futuro. Nesta

formou em presente. Por isso, não o vemos lá. E já

perspetiva, há a intenção de

novo futuro nos surpreen-

não voltar as costas ao que passou e enfrentar de pei-

de, sem que tenhamos tem- po para resolver o anterior:

to

aberto o que aí virá. Só

desorientamo-nos por não

que, por outro lado, o futu- ro, nos dias de hoje, come-

termos podido parar e pen- sar.

ça

a não ter distância: já é.

Em Portugal desenha-se

O

futuro, quando atingido,

o

futuro. É bom que pen-

é, afinal, presente. E o pre-

sente de hoje passou a irre- cuperável passado. Parece que o futuro não

semos em conjunto. Com calma e tempo livre. Que- remos que o futuro do nos-

so país exista.

livre. Que- remos que o futuro do nos- so país exista. ALFREDO MOTA MÉDICO, PROFESSOR DA
livre. Que- remos que o futuro do nos- so país exista. ALFREDO MOTA MÉDICO, PROFESSOR DA

ALFREDO MOTA

MÉDICO, PROFESSOR DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIV. COIMBRA afmota@iol.pt

ELEIÇÕES – O DIA SEGUINTE

 

R ealizaram-se

as eleições. Os

por tugueses

votaram. Os

ções e consequentemente a formação do próximo go-

verno o que não conseguiu;

futuro – pode fazer valer a

resultados, como sempre, agradaram a uns e desagra- daram a outros. Abstenção

sua influência parlamentar negociando com a coliga- ção a viabilidade governati-

elevada tendo até subido um pouco comparativamente à

va. BE: números – o grande vencedor destas eleições em

de

2011, ao contrário do que

votos e deputados; expecta-

se

previa. As interpretações

tivas – as mesmas de sempre,

dos resultados são muito in- fluenciadas pelas simpatias políticas e no caso dos parti- dos pelos objetivos que per- seguem e pela estratégia po- lítica que definiram. É claro que é muito importante na

contestar, contestar, con- testar…; futuro – continuar como partido de protesto à espera que lhe caia do céu a tal “democracia popular” e a tal sociedade sem classes (e sem dinheiro!). PCP: nú-

análise dos resultados o con- texto em que se realizaram

meros – venceu porque teve mais mil votos e mais um

as eleições e as expectativas

de cada partido. Vejamos então os resultados à luz dos números, das expectativas e do futuro:

PaF (coligação PSD/

CDS): números – perdeu

votos e deputados mas foi

a

força política claramen-

te

mais votada com 38,6%

tendo, portanto, vencido as eleições; expectativas – ven- ceu já que após 4 anos de austeridade tudo apontava

para uma derrota clamoro- sa; futuro – apesar de não ter maioria absoluta pode-

rá continuar a ser governo.

PS: números – cresceu em votos e deputados compa-

rando com 2011 mas não ultrapassou os 32,4% e per-

deu as eleições; expectativas

– até há 3 meses todos lhe

davam a vitória nestas elei-

deputado e para os comu- nistas manter os resultados anteriores e não descer já é vencer; expectativas – cons- truir o comunismo no nos- so país; futuro – continuar a lutar para acabar com a de- mocracia parlamentar que

temos e implantar a ditadu-

ra do proletariado e um re- gime de partido único que tanto êxito teve na ex-União Soviética e nos seus satélites, como é sabido! Em relação ao futuro da nossa governação embora se queiram traçar muitos ce-

nários e se especule sobre o assunto só há de facto uma solução que é a coligação go- vernar em aliança com o PS, ou com a sua colaboração parlamentar ou em último

caso com a sua abstenção no parlamento. É evidente que

caso com a sua abstenção no parlamento. É evidente que Só há de facto uma solução

Só há de facto uma solução que é a co- ligação governar em aliança com o PS, ou com a sua cola- boração parlamen- tar ou, em último caso, com a sua abstenção no parla- mento

isto pressupõe negociações diretas com o PS e a procura de entendimentos com ce- dências de ambos os lados. Foi isto que fez António Guterres em dois governos minoritários. Construir no imaginário e especular com alianças ou acordos de es- querda entre o PS e os blo- quistas e os comunistas é um equívoco completo ou uma brincadeira de mau gosto. E isto porque, desde logo, todos sabemos que não há uma esquerda em Portugal mas sim duas: o PS partido democrático de matriz so- cial-democrata, defensor do euro, da Europa, do tratado orçamental, da economia de mercado, da iniciativa pri- vada, da democracia parla-

mentar multipartidária, etc.;

o

BE e o PCP exactamente

o

oposto ou seja contra isto

tudo – contra a NATO, Eu- ropa, euro, tratado orçamen- tal, economia de mercado,

iniciativa privada, democra- cia parlamentar, defenden- do um regime de partido único, sem as liberdades de imprensa, sindical, de reu- nião e associação, etc. Claro que perante esta evidência que não lhes agrada, os co- munistas, vêm logo com o argumento que no regime fascista foram os que mais lutaram pela liberdade do povo português, esquecen- do-se de dizer que a sua luta foi sim pela sua liberdade e pela instauração de um re- gime comunista em Portu- gal. Os socialistas devem-se lembrar bem da liberdade que o PCP e a extrema es- querda queriam instaurar no PREC e como os demo- cratas com Mário Soares à cabeça, lutaram para a de- fender. Foi nessa altura que Mário Soares meteu o socia- lismo marxista na gaveta e o PS se assumiu totalmente como partido social demo- crata. Nunca poderá haver qualquer entendimento en- tre forças políticas tão diver- gentes mas se por absurdo António Costa embarcas- se num acordo, mesmo que mitigado, com o BE e/ou o PCP então o PS corria o sé- rio risco de desaparecer! PS: Saúdo efusivamente a candidatura de Marcelo Re-

belo de Sousa a Presiden-

te da República que tenho a certeza irá vencer com o apoio da maioria dos portu- gueses.

FICHA TÉCNICA

Fundado em 9 de novembro de 1947 SAI ÀS QUINTAS-FEIRAS Tiragem média em Setembro: 5.152 ex.

Diretor-geral:

João Vilela

Diretor editorial:

Agostinho Chaves (CP 782)

Redação:

Maria Meireles (CP 6543) Márcia Fernandes Catarina Matias (estagiária)

Colaboradores Desportivos: Manuel Martins Fernandes;

A. Magalhães; Fernando Ferreira; Rui Mendes;

Fotografia: Pedro Sarmento Costa (CP 7924)

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T.259 106 209 T.259 106 190 T.259 106 201 T.259 106 213

259 106 209 T. 259 106 190 T. 259 106 201 T. 259 106 213 Propriedade

Propriedade do título: Conferências de S. Vicente de Paulo (Vila Real) Editor: Letras Dinâmicas, Lda. Registada na Conservatória Comercial de Coim- bra. Capital Social: 103.000€. NIPC: 513 283 374. Detentores de mais de 10% do capital social: Carlos Peixoto, João Vilela, Samuel Cunha e Sérgio Cunha. Registo do ICS - 101090 - Depósito Legal nº 291102/09 Impressão: Empresa do Diário do Minho, Lda – Braga– Tel. 253 303 170 Distribuidora: VASP

Cronistas: Adérito Silveira; Alfredo Mota; António Martinho; Barroso da Fonte; Carlos Alves; Eduardo Varandas; Manuel Verdelho; Mário Lisboa; Paulo Reis Mourão; Pedro Barroso Magalhães; Rodrigo Sá; Victor Pereira; Os artigos assinados são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando, a opinião da Direção.

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015

OPINIÃO

5

15 | 10 | 2015 OPINIÃO 5 ADÉRITO SILVEIRA MAESTRO DO CORAL DA CIDADE DE VILA
15 | 10 | 2015 OPINIÃO 5 ADÉRITO SILVEIRA MAESTRO DO CORAL DA CIDADE DE VILA

ADÉRITO SILVEIRA

MAESTRO DO CORAL DA CIDADE DE VILA REAL

NO ESPELHO DA MEMÓRIA

N esses longín- quos anos, as ermidas habi- tavam os mon-

tes vestidos de xisto, estevas e giestas. As ermidas eram cape- linhas milagrosas. Os romeiros saíam de lá emocionados pelo fervor com que tinham implo- rado e rezado. Eram aquelas ermidas benditas em cima dos cabeços ermos que davam es- perança aos pobres, sofredores

e enfermos. O Fonseca enviu-

vara cedo e jurara logo depois de a mulher descer à terra que nunca mais iria olhar para ne- nhumas saias. “Nem prá lindo-

na da Beata?” Atirou um outro viúvo ainda a sofrer da mor- te da sua mulher atacada pela cirrose desdobrada em edema pulmonar e insuficiência car- díaca. A desolação do Fonseca deixou-lhe marcas profundas. Aos fins-de-semana apanhava

fortes bebedeiras até que o le- vassem para casa.

A Xica Beata, aproveitan-

do-se da fragilidade do novo viúvo seguia-o nos seus de-

vaneios. E por solidarieda- de também ela se enfrascava por pena do pobre homem. E quando estava em alta carras- pana berrava, para espanto de todos, que o viúvo era dela e só dela. A aproximação dos dois nunca se consumou porque a Xica Beata partiu para o Bra- sil a pedido de um antigo na- morado que para a convencer lhe dizia que ela sempre fora a sua única paixão, a razão da sua

existência.

O Fonseca tinha jeito para

a música e gostava tanto dela

como da falecida mulher. Nas festas fazia-se acompanhar pelo ritmo do pandeiro en-

quanto tocava a harmónica de beiço. E o povo ficava embebe- cido a assistir. As toadas eram antigas porque lhe faziam lem- brar o seu avô que quando ra- paz o levava às cavalitas para as festas. Quando novo o Fonse- ca tivera um romance que fra- cassou na investida do primei-

ro beijo. A moça era asseada e

a boca do Fonseca, naquele dia

tresandava a alho e a cebola.

O Fonseca, por vezes dizia-

-se poeta. Era um visionário e um sonhador. Dizia frequente- mente quando acordava bem- -disposto:” regalo-me de ver

as raparigas de cântaro para a fonte.”

No ano em que ficou viúvo,

a seca foi áspera incendiando

mais a miséria da vida das pes- soas. E o povo pediu à Senhora dos Prazeres chuva para regar os campos. E a Senhora, de- pois de olhar a angústia e so-

frimento de alguns penitentes

dilacerados nos pés e nos joe- lhos, lá mandou uns aguaceiros seguidos de trovoada.

O Fonseca era agora um

obsessivo chupador de bea-

tas. Sonhava com as estrelas

e nunca se perdia pelos cami-

nhos da noite quando abusava da pingoleta emborcada pela pichorra. Era bêbado mas não burro. Lembrava uma frase ouvida do seu avô: “ se te per- deres olha para o céu.”

Era já um homem de rosto

consumido com senha para o cemitério… por todos os lados

ele vozeava lamentações como

se todos os amigos o tivessem abandonado. Vivia de delírios

e devaneios. Em partitura des-

concertante falava baixinho:

“há lugares na terra onde as mulheres não deixam trabalhar

os homens. Esse é um bom sí-

tio pra se viver…” um tropel de imagens macabras desfila- vam na sua cabeça e o Fonse- ca acabou os seus dias em casa da irmã que felizmente ainda gozava de alguma saúde. Ape- nas o rio da aldeia estava jun- to dele avivando-lhe a sua fra- ca memória. O rio, ah esse rio que estava agora sempre bem

perto e que o levava para fora, para longe acima das estrelas e do céu. Não, não queria perdê-

-lo de vista e para isso lembra- va-se das palavras do seu avô:

“olha sempre para cima”. No espelho da memória, o Fonse- ca só implorava um afago, um refrão, uma quadra, um estribi- lho, uma canção antiga a des- lizar baixinho só para ele para que um sono manso e doce o adormecesse para sempre.

ele para que um sono manso e doce o adormecesse para sempre. MÁRIO LISBOA A ILHA

MÁRIO LISBOA

A ILHA TERCEIRA, AS LOW COST, E OUTRAS COISAS A LAMENTAR

J á por algumas vezes te-

mos aflorado a razão da não ida à Ilha Tercei- ra das empresas “LOW

COST” da aviação civil,

embora já muito anuncia- da pelo Governo Regional dos

Açores, que, conseguiu, para já, pô-las em S. Miguel, com todas

as vantagens daí inerentes para

esta Ilha. A Ilha Terceira ficou à espera, e, pelos vistos sem qual- quer prazo para que estes voos venham a acontecer nas Lajes.

Já naquele tempo, quando

nos longínquos anos de 1967

a 1963, em que estivemos nas

Lajes, no decurso da nossa car- reira militar, a problemática aci- ma referida era a mesma: “os Açores eram S. Miguel, e o res-

to era paisagem”.

De facto, apesar de muitos responsáveis políticos anun- ciarem que em setembro do ano em curso as LOW COST

iriam à Terceira, nada disto ain- da aconteceu. Assim, o desenvolvimento so- cioeconómico da Ilha Terceira

depende de aspetos que conti- nuam a não acontecer, como:

1- O processo de certificação

do Aeroporto das Lajes para a operação civil generalizada pe- las companhias de aviação, e que foi prometida para breve,

continua em posição de espe-

ra (Stanby), uma das razões da não ida das LOW COST às Lajes.

2- Como é que se explica que

apesar de alguns condiciona- lismos de aspeto militar que a TAP e a SATA voem à vontade de e para as Lajes.

3- No entanto, o Governo já

assumiu juntamente com a ges- tora aeroportuária ANA, que

está a estudar a Base Aérea do Montijo para instalar as com- panhias aéreas de baixo custo

e complementar a operação do

aeroporto da Portela, abando- nando completamente todo o processo de construção do novo aeroporto de Lisboa sem haver

problemas com a infraestrutura militar.

4- A situação referida em

3 vem de acordo ao já muito chamado, aeroporto de Lisboa

mais um, estando-se já a tra-

balhar nesse sentido, o que nos parece uma solução correta da infraestrutura militar da Base Aérea nº 6 (Montijo) sem que

interfira com a operatividade normal em termos de voo desta Base Aérea. Finalmente, continuam os habitantes de Trás-os-Montes,

á espera que quem de direito

decida quando e como as liga- ções aéreas entre Lisboa- -Vila Real-Bragança desativadas des- de novembro de 2012, aconte- çam. Pensávamos que aquilo que alguns responsáveis dizem so- bre o reatamento das referidas carreiras em termos de prazo no tempo se verificasse, o que ain- da não aconteceu.

prazo no tempo se verificasse, o que ain- da não aconteceu. VISTO DO MARÃO ANTÓNIO MARTINHO

VISTO DO MARÃO

ANTÓNIO MARTINHO

PLURALISMO 2 (XII)

Pluralismo” foi o título do meu último ar-

tigo, aqui no meu “Visto do Marão”. Pre-

monitório? Não. Os dados que possuía não eram suficientes para retirar ilações quanto ao figurino parlamentar que resultaria das eleições de 4 de Outubro. A realidade dos números alte- rou-se, é um facto. Debrucemo-nos, por isso, so- bre eles e as suas implicações. E, como o que está em análise são as eleições legislativas, que não a do Primeiro-Ministro, é sobre esses dados que se impõe uma reflexão. Cá como no país, a coligação formada pelo PSD e pelo CDS, apesar de ter des- cido, obteve maior número de votos (38,55%), pelo que é a força concorrente vencedora; o PS, mesmo que tenha subido no número de votos, não ultra- passou os primeiros. Dos restantes partidos ou co-

ligações concorrentes, destacam-se a nível nacional

o BE e a coligação CDU. Estas três forças políticas concorrentes obtiveram 50,87% dos votos expres- sos. Democracia é, efetivamente, pluralismo. De opi- nião, de propostas eleitorais (há sempre quem re- sista em apresentar propostas para não se expor demasiado), de expressão, de opção, enfim, de re- sultados… Ora, as bancadas parlamentares vão ex- primir bem essa realidade. Os democratas, neces-

sariamente respeitadores da natureza deste sistema de poder, respeitarão decerto as suas implicações. Uma delas é que a força política concorrente mais votada deve ser aquela que deve tentar encontrar uma solução governativa que dê estabilidade ao país. Pessoalmente, também sou dos que enten- dem que a iniciativa do Presidente da República ao convidar o Presidente do PSD para encontrar essa solução governativa pode ser considerada “certa na substância, mas errada no processo”. Efetivamen- te, o próximo leque parlamentar é muito diferente do da legislatura que agora chega ao fim. Desde logo, porque não há nenhuma maioria absoluta. E

o Governo que vier a tomar posse precisa de es-

tabilidade para governar. Por isso, qualquer solu- ção tem que passar por negociação e esta só será produtiva se houver uma confluência de pontos de vista, o que deve ser trabalhado a partir dos pro- gramas eleitorais de cada uma das partes negocia- doras. Impor a todo o custo será sempre um mau caminho. Ora, se os partidos com assento parla- mentar são sete e se todos devem ser chamados à solução, porque os votos são todos iguais e os man- datos também, a solução poderá passar por uma al- ternativa à da maioria relativa obtida no ato eleito-

ral. Só que deve ser uma alternativa que, tal como a

primeira, garanta a estabilidade governativa. Por tudo isto é que não é de estranhar que, caso

o partido maioritário que com o seu parceiro de

coligação obteve maioria de votos não seja capaz de encontrar uma solução governativa estável, ou- tros partidos a possam encontrar. Como aconte- ce em vários países da União Europeia. O caso da Dinamarca é só um exemplo, o mais recente, en- tre outros, como Noruega, Luxemburgo e Bélgica.

Até no Poder Local, aqui entre nós, isso aconteceu,

lembram-se?

6

IGREJA

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015
6 IGREJA 15 | 10 | 2015 VICTOR PEREIRA PADRE LITURGIA MEDÍOCRE A forma como celebramos
6 IGREJA 15 | 10 | 2015 VICTOR PEREIRA PADRE LITURGIA MEDÍOCRE A forma como celebramos

VICTOR PEREIRA

PADRE

LITURGIA MEDÍOCRE

A forma como celebramos a liturgia, o culto público que prestamos a Deus, diz muito

do Deus em que acreditamos e da fé que temos. A liturgia é a cara da Igre- ja. Também o são outras ações, como a presença junto dos mais pobres e das muitas formas de sofrimento que ba- tem à porta da vida de muitas pessoas, mas penso que a liturgia cristã conti- nua a ter um papel decisivo na apre- sentação de Deus e da transcendência ao mundo e no testemunho da fé cris- tã diante da sociedade. Diz-me o que celebras e como celebras e eu dir-te-ei que fé tens e em que Deus acreditas. Um aspeto que deve merecer aten- ção e cuidado é a preparação da litur- gia. É preciso evitar-se a improvisação. Só se celebra bem, quando se prepa- ra bem. Um jornalista cristão, que tem

uma prática cristã intermitente, conta, num artigo que escreveu e colocou na internet, que está perplexo e até dece- cionado com a forma como, por vezes, se celebra a missa em algumas comu- nidades cristãs, por onde vai passan- do. Eis os defeitos que encontra: está a começar a celebração e ainda está a chegar um grande número de cristãos; leitores escolhidos no momento das leituras; os cantores desfazem-se em pressas ao longo da celebração para es- colher cânticos, em permanente cochi- cho e algazarra; sussurros entre os acó- litos, os cantores, os leitores e alguns elementos da assembleia e até entre os padres; cânticos desapropriados com a festa e a mensagem do Evangelho do dia; padres que rezam depressa; saída de cristãos antes da celebração findar. Nas palavras do jornalista, fica a sen-

sação de que a celebração não é muito importante e que significa muito pou- co para as pessoas que estão ali pre- sentes. Estão muito pouco conven- cidas de que estão a celebrar algo de importante, como de facto estão. Im- põe-se a derradeira impressão de de- satenção para com aquilo que se está

a celebrar, indiferença, ritualismo, ba-

nalização, superficialidade. A celebra- ção está reduzida a um passatempo ou

a entretenimento. É uma liturgia me-

díocre, que não convence nem inter-

pela, que é indigna dos grandes acon- tecimentos que se celebram. É preciso prestar muita atenção a este aspeto. Dificilmente liturgias mal preparadas

e com uma participação desadequada,

até quase indecorosa, de alguns cris-

tãos, podem falar de Deus e comuni- car a fé a alguém.

Renovação da Consagração de Vila Real ao Imaculado Coração de Maria

Domingo, a cidade de Vila Real e suas famílias foram consagradas em 1987 ao Imaculado Coração de Ma- ria. Como marco desse acontecimento foi construído um monumento em sua honra à entrada do Jardim da Carreira. Passados 28 anos desta consagração, o Grupo da Imaculada, em íntima fra- ternidade com o Bispo D. Amândio, com os sacerdotes das paróquias desta cidade e das aldeias vizinhas, com os grupos paroquiais e com os fiéis leigos devotos da Virgem Santíssima, preten- de renovar essa consagração, cumprin- do um dos pedidos que Nossa Senhora fez aos pastorinhos em Fátima na sua segunda aparição, em 13 de julho de 2017: «Jesus quer estabelecer no mun- do a devoção ao meu Imaculado Cora- ção. A quem a abraçar, prometo a Sal-

meu Imaculado Cora- ção. A quem a abraçar, prometo a Sal- vação; e serão queridas de

vação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono».

Programa da consagração (18 de outubro, Sé Catedral)

15 horas - Celebração Mariana pre-

sidida pelo Senhor Bispo D. Amândio na Sé Catedral de Vila Real.

16 horas – Procissão solene desde

a Sé Catedral até ao Monumento do

Imaculado Coração de Maria (jun-

to ao jardim da Carreira) onde se fará

a renovação da consagração de todas

as famílias ao Coração Imaculado de Maria. Todos seremos poucos nesta mani- festação pública de fé e carinho para com Nossa Senhora, padroeira da nos- sa cidade e medianeira de todas as gra- ças para as nossas famílias.

MISSAS VESPERTINAS E DOMINICAIS

SÉ CATEDRAL Vespertina: 18h00 Dominicais: 9h00, 12h00 e 18h00 Segunda a sexta: 18h30 Terça a sexta: 8h00

SÃO PEDRO Vespertina: 18h00 Dominicais: 10h30 e 17h00 Segunda: 8h00 Terça a sábado: 8h00 e 18h00

SENHORA DA CONCEIÇÃO Vespertina: 18h00 Dominicais: 8h00 e 11h00 e 18h00 MISERICÓRDIA Sábados: 8h00 SANTO ANTÓNIO Vespertina: 18h00 Dominical: 9h30 e 11h30 CALVÁRIO Dominical: 8h30

CAPELA DA TIMPEIRA

9h00

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ALMODENA

10h15

MATEUS Vespertina: 18h00 Dominicais: 11h15 LAR Nª. SENHORA DAS DORES

9h45

LEITURAS

Domingo, 18 de outubro de 2015

XXVIX Tempo Comum

LEITURA I Leitura do Livro de Isaías Aprouve ao Senhor esmagar o seu Servo pelo sofrimento. Mas, se ofe- recer a sua vida como vítima de expiação, terá uma descendência dura- doira, viverá longos dias, e a obra do Senhor prosperará em suas mãos. Terminados os sofrimentos, verá a luz e ficará saciado. Pela sua sabe- doria, o Justo, meu Servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades. Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Refrão: Desça sobre nós a vossa misericórdia, porque em Vós espe- ramos, Senhor.

A lei do Senhor é perfeita,

A palavra do Senhor é reta,

da fidelidade nascem as suas obras. Ele ama a justiça e a retidão:

a terra está cheia da bondade do senhor.

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, para os que esperam na sua bondade,

para libertar da morte as suas almas

e os alimentar no tempo da fome.

A nossa alma espera o Senhor:

Ele é o nosso amparo e protetor. Venha sobre nós a vossa bondade, porque em Vós esperamos, Senhor.

LEITURA II Leitura da Epístola aos Hebreus Irmãos: Tendo nós um sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão da nossa fé. Na ver- dade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nos- sa semelhança, exceto no pecado. Vamos, portanto, cheios de confiança ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno. Palavra do Senhor.

EVANGELHO Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Marcos

Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?» Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pe- dis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?» Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis batizados com o

batismo com que Eu vou ser batizado. Mas sentar-se à minha direita ou

à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a

quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indig- nar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio so- bre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: Quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso ser-

vo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque

o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos». Palavra da Salvação.

ORAÇÃO UNIVERSAL OU DOS FIÉIS

Irmãs e irmãos: Oremos juntos ao Pai para que nos ensine a sabedo- ria da cruz do seu Filho e a caridade para com todo o homem que sofre, dizendo (ou: cantando):

Senhor, venha a nós o vosso reino.

1. Pelos bispos, presbíteros e diáconos, pelos que têm compaixão da- queles que sofrem e pelos que sabem acolher quem os procura, ore- mos, irmãos.

2. Pelos que livremente foram eleitos pelo povo, pelos que exercem as suas funções com retidão e pelos que gostam de servir como Jesus, oremos, irmãos.

3. Pelos homens a quem a vida mais provou, pelos que carregam a cruz de Jesus Cristo e pelos que aceitam o sofrimento redentor, oremos, irmãos.

4. Pelos que se abeiram de Jesus, trono da graça, pelos que recebem assiduamente o seu perdão e comungam o seu Corpo e o seu Sangue, oremos, irmãos.

5. Por todos os países de missão, pelos missionários que levam ao longe

a Boa Nova e pelos cristãos que oram sem desânimo, oremos, irmãos.

6. Pelos fiéis que adormeceram em Jesus, pelos que serenamente ain-

da O esperam e por todos os que morrem sem esperança, oremos, irmãos. Senhor, Deus de misericórdia, o vosso Filho suportou as nossas dores para com elas servir os seus irmãos: pela sua oração e o seu exemplo, tor- nai-nos solidários com quem sofre. Por Cristo Senhor nosso.

15 | 10 | 2015 VILA REAL 7

15 | 10 | 2015

15 | 10 | 2015 VILA REAL 7

VILA REAL

7

p MÁRCIA FERNANDES

15 | 10 | 2015 VILA REAL 7 p MÁRCIA FERNANDES Alegria e emoção ao pisar

Alegria e emoção ao pisar o novo relvado do Campo do Calvário

Márcia Fernandes

No segundo dia de trei- nos oficiais, os jovens atle- tas vila-realenses começa- ram a chegar aos poucos ao renovado Campo do Cal- vário, com a alegria própria da juventude. Entre cum- primentos aos colegas e aos treinadores, quando os atle- tas começam a pisar o novo relvado do mítico campo, a vontade de jogar e de bri- lhar era evidente no rosto destas crianças, que agora têm outras condições para mostrar as suas aptidões e habilidades. Uma delas, o guarda-re- des da equipa de Iniciados A, João Pedro Teixeira, de 14 anos, que tem como ídolo Rui Patrício (do Sporting CP), não esconde a sua satis- fação em treinar e jogar neste campo totalmente renova- do. “Joguei aqui no pelado muitas vezes, mas agora tenho mais motivação em vir para aqui. Como sou guar- da-redes, agora é mais fácil atirar-me a todos os lances, sem medo de me magoar”, refere este jovem. O extremo direito desta mesma equipa vila-realense, António Manuel Madurei- ra, também de 14 anos, tem vários jogadores que admira, mas há três que são especiais, são eles Thiago Alcántara (Bayern Munique), Bernar- do Silva (Mónaco) e Cristia- no Ronaldo (Real Madrid). Um dia gostava de chegar ao nível destes craques, mas é preciso mais do que talento

para chegar ao topo do fute- bol mundial. Por agora está

Diogo Cão. Quem gosta de futebol, como eu, deve

concentrado em ajudar a sua

agradecer a quem levou isto

equipa a vencer campeonato

a

avante e concretizou estes

distrital e falou da alegria e ansiedade do primeiro treino que realizaram no novo relvado. “No nosso primei- ro dia de treinos estávamos ansiosos para pisar este novo palco e só falávamos disso durante todo o dia. Já estava na altura de um clube como

projetos”. A partir desta época, estão reunidas as condições para se fazer um trabalho dife- rente, como sublinhou o ex-atleta do SC Vila Real. Ao nível da formação, “temos apostado num lote de trei- nadores que são estudantes

o

Vila Real ter um campo

da UTAD, que vêm trazer

decente”. Jogou vários anos no pelado e nos dias de chuva era difícil praticar bom fute-

qualidade ao treino”. Apesar desta evolução nas infraes- truturas, Nuno Fredy subli-

bol, pois a “bola não rolava”, mas agora, como a bola corre muito mais, promete traba- lhar nos treinos para ser mais rápido nos jogos. “Quando chovia saíamos cheios de lama, o campo ficava empa- pado e a bola ficava pressa,

nha que ainda há um longo caminho a percorrer para se chegar ao patamar de clubes que participam sempre nos campeonatos nacionais. “As outras equipas já trabalham nestas condições há muito mais tempo, mas vamos recu-

o

que é sempre mau para

perar o tempo perdido, disso

o

espetáculo. Agora tudo

não tenho dúvidas”.

será diferente e acredito que as nossas capacidades vão evoluir de forma mais consis- tente”.

Quando era “miúdo”, o coordenador da formação vinha ver os jogos do Vila Real com o pai e com a avó,

e

ainda se lembra do campo

“MAIS VALE TARDE

cheio de gente para apoiar

o clube alvinegro. “Cheguei

DO QUE NUNCA”

a ver aqui o Vitória de

Nuno Fredy, responsável

Guimarães, o Portimonen- se, na altura jogava o meu

pela formação do SC Vila

antigo colega José Monteiro,

Real, refere que as obras de

o

Jorge Rebelo, o Porralo,

remodelação desta infraes- trutua mítica da cidade vêm com 13 anos de atraso, no entanto “mais vale tarde do que nunca”. “Obviamen- te que estou contente com estas melhorias, não só no Calvário, mas também nos campos do Abambres e da

era uma alegria ver aqui os jogos”. Nuno Fredy espera que a “mística” do Calvário volte a trazer muitas pessoas ao campo para apoiar o seu clube, pois “só assim será possível tornar o SC Vila Real mais forte e competi- tivo no futuro”.

INAUGURAÇÃO PODERÁ RECEBER

TORNEIO OU JOGO DE “VELHAS GLÓRIAS”

Ao ver a alegria destes atle- tas do clube, o presidente do SC Vila Real, Artur Ribei- ro, não esconde a emoção de poder presenciar a evolução dos trabalhos e a conclusão da obra, faltando apenas alguns detalhes, como a iluminação e a renovação dos balneários. “Ainda não temos uma data definida para a realização de jogos oficiais, há pequenas coisas que faltam, como a luz que o fornecedor deverá solucionar em breve. Todos os dias estão a chegar mais miúdos aos treinos e deve- remos ter cerca de 250 só na formação, sendo uma alegria ver como treinam com sorri- sos no rosto”. O evento de inauguração do renovado espaço está a ser estudado pela direção do

clube e pela autarquia, estan- do na calha a realização de um

torneio internacional ou então

um jogo que reúna as velhas glórias do SC Vila Real e de um clube de renome nacional. Os seniores também vão

realizar alguns treinos no Calvário, onde poderão também vir a fazer jogos oficiais, como nos confirmou Artur Ribeiro. “Com o inver- no a aproximar-se temos de poupar o relvado do Monte da Forca e não está excluí- da a hipótese de realizarmos aqui alguns jogos do CNS, se

a equipa técnica e a direção

assim o entenderem”. O presidente está conven- cido que o Calvário “vai ser melhor do que aquilo foi” e que os adeptos vão voltar em “força” a apoiar o clube. “Sinto essa vontade em novos e anti- gos sócios do clube e espera- mos captar mais pessoas para que o Vila Real seja cada vez mais sólido e forte, pois todos são necessários para ajudar”. Há vários projetos em mente para reforçar a imagem do SC Vila Real, como a abertura de uma loja com objetos de merchandising do emblema alvinegro, a nova campanha de sócios, em que são “esquecidas” as quotas em

atraso, entre outras iniciativas. Por último, a direção agra- dece o apoio da autarquia, que foi “fundamental” para

a concretização deste projeto. Orçada em 509 mil euros

(mais IVA), a intervenção no Calvário incluiu o aumento da dimensão do espaço de jogo,

a colocação de relva sintética “de última geração” e remo- delação da bancada, com a colocação de 900 cadeiras individuais, a reformulação de todo o sistema de ilumi- nação e uma limpeza geral

a todo o interior do espaço.

Falta ainda a remodelação dos balneários. Com o novo piso sintético será possível jogar 24 sobre 24 horas, durante os próximos cincos anos sem grande manutenção. O campo terá certificado FIFA 2 estre- las, o que lhe permite receber jogos internacionais de todos os escalões.

permite receber jogos internacionais de todos os escalões. NUNO FREDY RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DO SC VILA

NUNO FREDY

RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DO SC VILA REAL

NUNO FREDY RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DO SC VILA REAL  “Fico triste por não po- der

“Fico triste por não po-

der voltar a jogar aqui en- quanto atleta, que seria a minha maior alegria. No en- tanto estou feliz por ver esta

remodelação de qualidade, que é fantástica para os jo- gadores e treinadores”

que é fantástica para os jo- gadores e treinadores” ANTÓNIO MADUREIRA JOGADOR DA EQUIPA DE INICIADOS

ANTÓNIO MADUREIRA

JOGADOR DA EQUIPA DE INICIADOS A

ANTÓNIO MADUREIRA JOGADOR DA EQUIPA DE INICIADOS A  “No nosso primeiro trei- no estávamos muito

“No nosso primeiro trei-

no estávamos muito ansio- sos para pisar este novo pal-

co”

muito ansio- sos para pisar este novo pal- co” JOÃO TEIXEIRA GUARDA-REDES DOS INICIADOS A 

JOÃO TEIXEIRA

GUARDA-REDES DOS INICIADOS A

JOÃO TEIXEIRA GUARDA-REDES DOS INICIADOS A  “Agora com este relva- do temos outras condições para

“Agora com este relva-

do temos outras condições

para evoluirmos e temos também mais motivação para jogar futebol”

e temos também mais motivação para jogar futebol” ARTUR RIBEIRO PRESIDENTE DO SC VILA REAL 

ARTUR RIBEIRO

PRESIDENTE DO SC VILA REAL

ARTUR RIBEIRO PRESIDENTE DO SC VILA REAL  “A alegria dos miúdos é evidente ao jogarem

“A alegria dos miúdos

é evidente ao jogarem nes- te novo piso. Já não ficam

cheios de lama, como acon- tecia quando chovia muito”

8

VILA REAL

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015
8 VILA REAL 15 | 10 | 2015 “ Caloirada aos Montes ” começa hoje Maria

Caloirada aos Montes” começa hoje

Maria Meireles

O cartaz já foi divulgado,

os bilhetes já estão à venda e

a tenda já está montada para

a edição deste ano da “Caloi-

rada aos Montes”, uma sema- na de festa académica que co- meça hoje, prolonga-se até a próxima terça-feira, dia 20, e promete muita animação na- quela que é grande festa de boas-vindas aos novos estu-

ESTÁ TUDO A POSTOS PARA MAIS UMA EDIÇÃO DA FESTA DE RECEPÇÃO AOS CALOIROS, UM EVENTO QUE ESTE ANO CONTA COM ALGUMAS NOVIDADES, entre as quais melhores condições no recinto dos concertos. Agir, Carlão, José Cid e Quim Barreiros são alguns dos nomes que vão subir ao palco

p AAUTAD

são alguns dos nomes que vão subir ao palco p AAUTAD dantes da Universidade de Trás-os-Montes

dantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Dou- ro (UTAD). “Estamos a ultimar os pormenores”, explicou André Coelho, presidente da Asso- ciação Académica da UTAD,

numa altura em que a organi- zação entrava em contagem decrescente para o início do programa de atividades, que este ano, e como manda

a tradição, começa com a Monumental Serenata.

O dirigente associativo

salientou entre as novidades desta edição duas “alterações

substanciais” dentro do recinto de concertos, localizado junto

à biblioteca municipal, novas

estruturas dedicadas a cada um dos cursos e algumas ques- tões técnicas ligadas ao palco. “Adquirimos barracas novas

porque de facto era uma preo-

cupação desta direção as ques- tões de segurança”, explicou André Coelho, salientando a medida como “extremamente necessária”. Outra alteração dentro do recinto prende-se com “algumas novidades no palco e luzes” que “vão acres- centar muita qualidade” aos concertos. Dando resposta a uma proposta do Gabinete de Inclusão Social (GIS) da AAUTAD, a direção da associação anunciou também condições especiais para os alunos com mobilidade redu- zida. “O recinto que utiliza- mos para o evento não é o mais indicado, por isso senti- mos claramente a obrigação de lhes facultar diferentes condições dos demais” na aquisição dos bilhetes gerais, explicou o presidente da Asso- ciação Académica, ressalvan- do que tem consciência que os descontos não resolvem o problema das acessibilidades, problemas que, no entanto, “não podem ser resolvidos de

imediato”. Assim, os estu- dantes com grau de incapa-

cidade igual ou superior a 60 por cento que sejam sócios da AAUTAD terão um descon- to de 50 por cento no bilhe- te geral, e para os que sejam

bolseiros, este será mesmo

oferecido gratuitamente.

BILHETEIRA VARIA ENTRE OS 5 E OS 12 EUROS

Para os estudantes da academia o valor dos bilhe- tes para o recinto de concer- tos oscila entre os 5 e os 10 euros, variando entre os 7 e os 12 euros para que não é aluno da UTAD. Hoje, depois da Serena- ta, que se realiza no Largo da Capela Nova, os primei- ros grupos subirão ao palco, no entanto, os destaques da semana vão para os concertos dos artistas Agir (amanhã), José Cid (sábado), Carlão (segunda-feira) e Quim Barreiros (terça-feira). Na próxima terça-feira, dia 20, a academia vai apresentar os seus caloiros à cidade vila- -realense, realizando-se mais uma “Latada” pelas ruas da

capital de distrito. “A latada vai começar no Jardim da Carreira

e passar pela Rua Direita, tal

como aconteceu no ano passa- do. A anterior direção foi obri-

gada a fazer este percurso por causa das obras que estavam a

decorrer. Mas este ano, mesmo não havendo essa imposição, decidimos manter o percurso porque é importante garantir essa envolvência entre a cidade

e a universidade”, defendeu André Coelho.

Autocarro da EURAXESS chega à UTAD para abrir portas a carreiras internacionais

A jornada do auto- carro interativo da EURA- XESS – Investigadores em Movimento tem paragem marcada na Biblioteca Cen- tral da Universidade de Trás- -os-Montes e Alto Douro (UTAD), a partir das 9h00, do dia 19 de outubro, onde espera cativar a atenção dos jovens investigadores e apre- sentar inúmeras informações sobre postos de trabalho e oportunidades de financia- mento na área da investiga- ção. O EURAXESS surge no âmbito da Estratégia de Mobilidade de Investigadores, inserida no espaço europeu de investigação, com o obje-

tivo de incentivar e apoiar a mobilidade internacional dos investigadores, dentro e fora da Europa. Esta paragem enquadra-se num circuito de dois meses da EURAXESS – com passagem por 34 cidades em 16 países - onde os servi- ços disponíveis são apresen- tados a todos os interessados. Desta forma, estudantes e investigadores em início de carreira estão convidados a fazer uma visita ao autocar- ro interativo para saber como encontrar emprego noutros países e ter acesso a apoio financeiro. Segundo comu- nicado, o programa engloba várias sessões interativas ao longo do dia e terminais de

informação onde os investi- gadores podem testar o site do projeto e publicar os seus currículos. No local, um fotó- grafo profissional disponibili- za gratuitamente fotografias a incluir nos CV dos visitantes. A EURAXESS é uma iniciativa verdadeiramente pan-europeia, apoiada por 40 países participantes em toda a Europa e até à data deu resposta a mais de 900 mil pedidos de informações de investigadores. Estes tendem a incidir sobre oportunidades de emprego e financiamento, condições de entrada e vistos, alojamento,escolas,problemas legais e segurança social.

CM

IPDJ promove prémio de jornalismo

p DR

social. CM IPDJ promove prémio de jornalismo p DR  O Instituto Portu- guês do Desporto

O Instituto Portu- guês do Desporto e Juventu- de (IPDJ) está a promover o concurso Prémio de Jornalis- mo “Associativismo Jovem” dirigido a alunos da área de comunicação social das Uni-

versidades ou Institutos Poli- técnicos de Portugal.

O prémio tem como obje-

tivos: valorizar o trabalho do movimento associativo juvenil

e estudantil em Portugal, no

âmbito da educação não for-

mal; dar visibilidade ao papel

das associações na expressão individual e coletiva da cida- dania e participação dos jo- vens; promover a intervenção, integração e reconhecimento da importância da atividade das associações junto da co- munidade em geral e estimu- lar uma maior participação de

jovens no meio associativo, através da divulgação das suas potencialidades.

Podem candidatar-se, até ao dia 20 de novembro, alu-

nos, em nome individual ou

em coletivo, com trabalhos sob a forma de crónicas, re- portagens ou entrevistas, em língua portuguesa, em supor- te de papel, vídeo, digital ou áudio, nas categorias de Im- prensa, Rádio, Televisão ou Multimédia. Para mais informações e obtenção da ficha de inscri- ção os interessados devem di- rigir-se aos serviços do IPDJ ou consultar o Portal da Ju- ventude (www.juventude. gov.pt).

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015

VILA REAL

9

15 | 10 | 2015 VILA REAL 9 Oito concelhos dizem “não” à pobreza Instituições Particulares

Oito concelhos dizem “não” à pobreza

Instituições Particulares de Solidariedade Social, Agru-

pamentos de Escolas, várias associações e empresas. As comemorações come- çam amanhã, pelas 10h00, com uma “manhã solidá- ria e desportiva” em Mesão Frio, onde será realizada, na Avenida Conselheiro Alpoim, uma recolha de bens para entregar aos mais carenciados. Amanhã, também no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobre- za, as escolas do concelho de Santa Marta vão servir de palco para a contar aos mais jovens a história da “Menina

dos Fósforos”, sendo ainda distribuído pelos alunos um panfleto com um desafio aos pais para que “no fim de semana tenham um gesto solidário”.

Maria Meireles

Atividades desportivas, teatro, dança e campanhas de recolha de alimentos e outros bens vão marcar as comemo- rações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobre- za, que decorrem amanhã, sá- bado, em oito concelhos do distrito. Numa organização do núcleo distrital da Rede Europeia Anto-Pobreza (EAPN), o programa inclui atividades em Mesão frio, Santa Marta de Penaguião, Peso da Régua, Ribeira de Pena (Cerva), Sabrosa, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real

e Mondim de Basto, envol-

vendo não só os municí- pios mas também diversas associações, nomeadamen- te núcleos locais da Cruz Vermelha, Misericórdias,

p DR

te núcleos locais da Cruz Vermelha, Misericórdias, p DR Perto de duas dezenas de atividades foram

Perto de duas dezenas de atividades foram pensadas para sensibilizar todos os cidadãos para as questões da pobreza e exclusão social. NOS VÁRIOS

MUNICÍPIOS VÃO MULTIPLICAR-SE AS CAMPANHAS DE RECOLHA DE BENS QUE SERÃO ENTREGUES AOS MAIS CARENCIADOS

Já no sábado, no Peso da Régua será organizada uma aula de zumba solidária no Largo das Piscinas Muni- cipais e em Vila Pouca de Aguiar uma manhã despor- tiva na qual será também promovida a recolha de “bens, alimentos e brinque- dos”. Em Cerva, as atividades vão decorrer ao longo dos dias 16 e 17, e vão centrar-se no Centro de Dia e Mini Lar

da Santa Casa da Misericóri-

da Local, onde será feita uma recolha de alimentos, serão realizadas palestras alusivas

à temática da Erradicação da

Pobreza e uma exposição de cartazes feitos pelos idosos da instituição. Em Sabrosa, além de uma campanha de angaria- ção de bens, o dia 17 vai ser preenchido por teatro (duas sessões de apresentação da peça “Saco das Nozes”) e

dança, e ficará ainda marcado pela “pintura coletiva de um mural” por crianças do 1º e 2º ciclos.

A capital de distrito não

fica de fora das comemora- ções, tendo sido agendada uma manhã de atividades que incluirá sessões de yoga

para pais e filhos, de zumba

e reike, bem como uma

demostração de obediência canina e uma campanha de adoção de animais. A partici- pação em todas as atividades será gratuita, sendo pedido

apenas aos participantes que colaborem com a entrega de um bem alimentar ou com a doação de roupas. Finalmente, em Mondim de Basto, a partir das 14h30, a população vai poder parti- cipar num “Roteiro Solidá- rio”, uma ação que vai levar os participantes a conhecer

locais históricos da vila ao mesmo tempo que convi- dará à reflexão sobre situa- ção de pobreza e exclusão

social. “No final teremos um mural onde poderão deixar uma mensagem individual”, explica a organização, reve- lando que, mais uma vez, a inscrição é feita através da

doação de “bens não pere- cíveis, que revertem na sua

totalidade para a Loja Social de Mondim de Basto”. “Sensibilizar todos os cidadãos para as situações de pobreza que são mais visíveis no seu meio envol- vente, desconstruindo even- tuais estereótipos e apelando

a uma cultura de solidarieda-

de e cooperação”, é o grande objetivo da organização do

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza no distrito.

Empresa vila-realense lança aplicação sobre “Nutrição com Coração

Inspirada no trabalho desenvolvido pela nutricionista Ana Bravo, a aplicação para smartphones vai ser lançada no sábado mas já CHEGOU AO TOP

DE VENDAS DESDE QUE ENTROU NO MERCADO, EM AGOSTO

Maria Meireles

A 4ALL Software, empre-

sa incubada na Universida-

de de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a primeira

a instalar-se no Régia Douro

Park, vai apresentar, no dia 17, no Porto, uma nova aplicação (APP) destinada a ajudar os seus utilizadores a seguir um estilo de vida saudável.

A APP “Nutrição com Co-

ração” foi um desafio lançado

pela empresa à nutricionis- ta Ana Bravo e pretende ser

uma “ferramenta” de utiliza- ção diária com dicas para uma alimentação adequada e uma forte componente motivacio-

nal. Com mais de 10 mil se- guidores no Facebook, Ana Bravo explica que o objetivo é “mostrar às pessoas que é pos- sível cozinhar de forma sau-

dável, e menos calórica, com muito sabor e rapidamente”.

Para ter uma alimentação sau- dável “não é preciso ter muito dinheiro ou passar muito tem- po na cozinha, é simplesmen- te preciso as pessoas se propo- nham a fazê-lo e o queiram fazer”, defendeu a nutricio- nista que, através da aplicação, disponibiliza receitas, conse- lhos e, diariamente, à mesma hora, deixa uma mensagem motivacional aos seus utiliza- dores. “A APP veio complemen- tar e organizar a informação disponibilizada nas redes so- ciais” pela nutricionista, expli- cou Miriam Cabo que, com Filipe Fernandes e Benjamim Fonseca, integra a equipa que lidera a 4ALL Software. Apesar do lançamento es- tar marcado para o dia 17, pe- las 15h30, no El Corte Inglês

(evento que vai contar com

um showcooking), no Porto,

a APP já entrou nos merca-

dos aplicacionais iOS (iPho- ne e iPad) e Android no dia 12 de agosto. “Durante es- tes dois meses houve vários dias em que esteve no topo de venda do mercado apli- cacional da Apple, essencial- mente”, explicou Benjamim Fonseca, também docente da UTAD,revelando que a “Nu- trição com Coração”, vendida por 4,99 euros, já teve mais de mil downloads. Desde que tenha um smar- tphone, qualquer pessoa pode adquirir a APP, que foi pensa- da de forma a ser “o mais sim- ples possível”do ponto de vista da sua utilização e “seguindo as regras normais de interac- ção”. Ou seja, “quem estiver

habituado a usar esses dispo- sitivos não terá dificuldades

porque tudo é organizado de

forma standart”, frisou Benja- mim Fonseca.

A 4ALL Software é uma

empresa que, tal como o pró- prio nome indica, nasceu para dar resposta à necessidade de

disponibilizar soluções tecno- lógicas para pessoas com ne- cessidades especiais. Criada

a partir de investigação de-

senvolvida na UTAD, a em- presa, que é uma spin-off da

academia transmontana, este-

ve inicialmente sediada na in-

cubadora na universidade, até que, em junho deste ano, pas- sou para o Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real, o Régia Douro Park, sendo a primeira empresa a instalar- -se ali.

“O nosso enfoque é que o software pode ajudar muito as pessoas. Infelizmente, há mui- tas pessoas com necessidades especiais e elas são também

consumidoras,por isso é viável economicamente. Faz todo o sentido que a tecnologia tente

encontrar este tipo de soluções para as pessoas que necessitam de ajuda técnica específica”, explicou o docente.

De recordar que a 4ALL Software foi distinguida com

o prémio de Inclusão e Lite-

racia Digital, promovido pela Rede TIC e Sociedade, da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), pelo pro- jeto SOSPhone, criado para permitir que as pessoas surdas possam contactar os serviços de emergência sem recurso a uma chamada de voz.

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VILA REAL

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15 | 10 | 2015
10 VILA REAL 15 | 10 | 2015 PSP apreendeu 36 doses de liamba e haxixe

PSP apreendeu 36 doses de liamba e haxixe

No âmbito do balanço da sua atividade operacio- nal, o Comando Distrital da Polícia de Segurança Públi- ca (PSP) divulgou a apreen-

são, entre os dias 5 e 12, de um total de 36 doses de es- tupefacientes. Segundo aquela força de segurança, os agentes regis- taram, nas cidades de Chaves

e Vila Real, quatro autos de

ocorrência ligados ao tráfico ou consumo de estupefacien- tes, dos quais resultaram a apreensão das drogas, mais especificamente, 20 doses de liamba e 16 de haxixe.

No mesmo comunicado,

a PSP revelou a detenção

de seis pessoas, quatro das quais por condução sob efeito

do álcool, uma por condu- ção sem habilitação legal e uma por “furto e agressão ao agente captor”. No mesmo período, e no que diz respeito à sinistrali- dade rodoviária, as estradas das duas cidades foram palco de 19 acidentes, dos quais

resultaram dois feridos graves

e dois ligeiros. Os agentes da

polícia registaram, entre os condutores fiscalizados, na última semana, quatro infra- ções muito graves e graves por condução sob efeito do álcool e ainda somaram 31 outras transgressões ao código da estrada (estacio-

namento).

MM

Empresas juntam-se para promover o "Portugal 2020"

No dia 20, pelas 14h00, será realizada, no Hotel Mi- racorgo, em Vila Real, uma ação de esclarecimento so- bre os Novos Fundos Co- munitários “Portugal 2020”. Considerada muitíssimo pertinente para todos os empresários e empreende- dores, a ação dirige-se em especial para as empresas que pretendam recorrer a

apoios para financiar inicia- tivas empresariais no novo Quadro Comunitário 2014-

2020.

“Não podemos esquecer que, apesar das medidas de discriminação positiva exis- tentes para as regiões do interior neste novo quadro comunitário de apoio, as candidaturas apresentadas até ao momento estão muito aquém do número desejá- vel”, explica a organização do evento revelando que, até ao fim de setembro, ainda só duas empresas do concelho foram apoiadas pelo quadro comunitário. Assim, a ação de esclare- cimento, que visa também assinalar o 20º aniversário da SPA Consultoria, sedea-

da em Vila Real, pretende

unir esforços na aceleração da dinâmica empresarial local, disponibilizando informação sistematizada que facilite o acesso aos fundos comuni- tários. Pensada por “empresários para empresários”, a ação promete ser “pragmática e clara” e abranger “todos os setores de atividade económi- ca, incluindo a agricultura”.

A SPA Consultoria conta

com mais 20 anos de expe- riência em candidaturas a fundos comunitários, na

interpretação da legislação e tradução das nomenclaturas em linguagem corrente.

A ação resulta de uma

iniciativa da SPA Consul- toria e da Gestitomé, em parceria com a Caixa Geral de Depósitos, Montepio, BPI

e Crédito Agrícola e com o

apoio de várias empresas da região. Para mais informações e inscrições os interessa-

dos poderão consultar o site www.spa.pt ou utili- zar o contacto telefónico

259326294.

Casal detido depois de perseguição na A4

Um homem, de 37 anos, e uma mulher, de 27, fo- ram detidos, no dia 10, pela Guarda Nacional Republica- na (GNR) de Vila Real, em plena A4, como suspeitos de um furto por esticão na zona do Bairro de Santa Maria. A detenção exigiu uma perseguição automóvel ao casal,

que, depois do crime ocorrido em Vila Real, seguiu em dire- ção ao Porto numa viatura que tinha sido roubada, na sexta- -feira, em Amarante. O alerta foi dado pela Polícia de Segurança Pública (PSP), que, pelas 10h30 do mesmo dia, acorreu a uma queixa de um furto por esticão no bairro vila-realense, do qual foi vítima uma mulher de 48 anos. Depois de dado o alerta pelas autoridades policiais, milita- res do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Vila Real da GNR encetaram uma busca aos criminosos, deslocando- -se em direção ao Porto, tendo “apanhado” o casal já na zona da A4. Confrontados com a presen- ça da GNR, os suspeitos puse- ram-se em fuga e acabaram por se despistar no nó de Vila Meã, acidente que não causou feridos

e que pôs fim a perseguição. O homem, residente em

p DR

e que pôs fim a perseguição. O homem, residente em p DR Depois de assaltarem uma

Depois de assaltarem uma mulher em Vila Real, O CASAL

PÔS-SE EM FUGA NUM CARRO ROUBADO, MAS ACABOU POR SER APANHADO DEPOIS DE SE DESPISTAREM NA AUTOESTRADA

Baião, já tem registo criminal, tendo saído recentemente da prisão. No âmbito da sua ativida- de operacional, no dia sete, a GNR de Vila Real divulgou ainda a identificação de cinco indivíduos, três homens e uma mulher,com idades compreen- didas entre 18 e 31 anos, como resultado de uma investigação por furto qualificado. “O NIC do Destacamento Territorial de Vila Real, com

a colaboração de elementos do Comando Metropolita-

no da PSP do Porto, realiza- ram buscas domiciliárias e em veículos nos concelhos de Vila Nova de Gaia e Porto”, expli- cou a GNR num comunicado onde divulgou a apreensão de “dois LCD’s, um computador portátil, uma espingarda de caça e alguns objetos decora- tivos”. Os três homens, residentes no distrito do Porto, foram constituídos arguidos e pres- taram termo de identidade e

residência. A mulher foi trans- portada ao serviço de estrangei-

ros e fronteiras e acabou detida por permanência ilegal no país. Além dos dois detidos pelo roubo por esticão, a GNR deteve no distrito, entre os dias 5 e 11, um total de nove pessoas. Dessas, três vão responder por condução sob

o efeito de álcool, uma por

condução sem habilitação legal, uma por condução de veícu-

lo apreendido, uma por tráfi-

co de estupefacientes e três na sequência do cumprimento de

mandados de detenção.

MM

Curso ensinou a capturar animais com dignidade

O Grupo Griffus da Uni- versidade de Trás-os-Montes e

Alto Douro (UTAD) realizou,

nos dias 9, 10 e 11, em vários espaços do campus, o I Curso Técnico de Capturas, dirigido

a profissionais de várias áreas

relacionadas com animais do- mésticos e selvagens.

Ministrado pela Associa- ción de Tramperos de España (ATE), o curso pretendeu do- tar os participantes de com- petências no uso das armadi-

lhagens, métodos de captura, questões éticas e conhecimen- to da legislação nacional e in- ternacional.

Frequentado por usuários e

profissionais ligados à captura

e controlo de animais em fun-

ções em câmaras municipal e

noutros organismos, a forma- ção pôs em realce a necessida-

de de se profissionalizar o tra- balho de capturas de animais,

o que em Portugal ainda não

acontece. Ficou claro que, seja

para fins científicos, seja para tratamento de animais feridos,

controle de animais em fuga, erradicação de espécies exóti- cas invasoras, ou controle de predadores, o trabalho de cap- tura requer competências pro- fissionais de modo a não cau- sar sofrimento e ser acautelado

o respeito que os animais me-

recem. O grupo Griffus é formado por alunos da UTAD que se dedicam à fauna exótica e sel- vagem, fomentando a “parti- lha de informação e formação

nestas áreas para reforçar a im- portância de equipas e conhe- cimentos multidisciplinares na

proteção de fauna e flora”.

p JOSÉ PAULO SANTOS

a im- portância de equipas e conhe- cimentos multidisciplinares na proteção de fauna e flora”. p
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15 | 10 | 2015

VILA REAL

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15 | 10 | 2015 VILA REAL 11 Vacinação vai chegar a milhares de idosos Maria

Vacinação vai chegar a milhares de idosos

Maria Meireles

O Agrupamento de Centro de Saúde (ACES) Douro Norte quer aumentar a percentagem de pessoas

com mais de 65 anos vacinadas contra

a gripe, estando agora em curso uma

campanha de vacinação que vai chegar

também aos lares de idosos da região. “No ano passado aumentamos a percentagem da população vacinada contra a gripe sazonal. Este ano, o nosso objetivo é voltar a aumentar a percentagem”, sublinhou Armando Vieira, diretor executivo do ACES que engloba os concelhos de Alijó, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião

e Vila Real. No âmbito da campanha de vaci- nação, que começou no início deste mês, foi feito um “esforço no sentido de garantir que a vacina está sempre

disponível nos oito centros de saúde, das 8h00 às 20h00”. “Temos as vaci- nas disponíveis e queremos divulgar

e alertar a população idosa para as

suas vantagens, sensibilizar para que procurem o seu enfermeiro e médico de família e sejam vacinados”, subli- nhou o mesmo responsável, contabi- lizando que existem 25 mil pessoas na região abrangidas pelo ACES em condições para tomar a vacina gratuitamente, ou seja, com mais de 65 anos. Na Unidade de Saúde Familiar do Corgo, que funciona no Centro de Saúde nº1 de Vila Real, a afluência tem sido grande. “As pessoas sabem que a partir de outubro inicia-se a campanha da vacinação e procuram os serviços”, explicou o enfermeiro Joaquim Freitas, sublinhando que “as vantagens são notórias” e testemu- nhado que as pessoas “reconhecem que têm ganhos em saúde se optarem pela vacina”. Franklin Gomes Silva, de 81 anos, é um dos cidadãos que “tem o cuidado” de tomar a vacina. “Já é um hábito. Nos anos em que estive doente aconselha- ram-me a não tomar, de resto tomei sempre”, referiu o vila-realense, subli-

nhando que “mal não faz”. Recordando que no ano passado foram registados em Portugal 5.500

óbitos resultantes de um quadro clíni- co de gripe, a ACES reforça a ideia de que é necessário de sensibilizar

a população em geral e, sobretudo,

os grupos de risco. “Vamos fazer a campanha junto dos lares e garantir que toda a população que está insti- tucionalizada vai também receber a

vacina. Todos os esforços são poucos” para garantir a redução do número de

mortes associadas à gripe. A vacinação é gratuita para todas as pessoas com idade igual ou supe- rior a 65 anos, e ainda às pessoas

que, mesmo que não tenham entra- do nessa faixa etária, residam em lares de idosos ou em instituições da Rede Nacional de Cuidados Continuados

GRATUITA PARA TODOS OS CIDADÃOS COM

MAIS DE 65 ANOS, a vacina já está disponível nos oito centros de saúde do Douro Norte

Integrados, crianças e adolescentes a morar em instituições e pessoas com deficiência apoiadas no domicílio ou acolhidas em Lares de Apoio, Lares, Residenciais e Centros de Acolhi- mento Temporário. Também os profissionais do Serviço Nacional de Saúde com recomenda- ção para serem vacinados têm acesso à “picada” gratuitamente. Estão ainda definidos como grupos prioritários para os quais a vacina da gripe é fortemente recomendada: os doentes crónicos e imunodeprimi- dos, com seis ou mais meses de idade; grávidas com tempo de gestação supe- rior a 12 semanas; pessoal dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuida- dos com contacto direto com pessoas de risco (designadamente em lares de idosos); e ainda os coabitantes e pres- tadores de cuidados a crianças cuja idade não permita a vacinação e que tenham risco elevado de desenvolver complicações da doença.

p MM

elevado de desenvolver complicações da doença. p MM MIRADOURO ARMANDO MOREIRA E A GRÉCIA AQUI TÃO

MIRADOURO

de desenvolver complicações da doença. p MM MIRADOURO ARMANDO MOREIRA E A GRÉCIA AQUI TÃO PERTO

ARMANDO MOREIRA

E A GRÉCIA AQUI TÃO PERTO

N o nosso entendimento, as eleições de 5 outubro po-

deriam ser uma lição que os votantes haviam dado

aos políticos. Pelas cenas dos capítulos que a novela

desta semana vem mostrando, não parece que te-

nhamos acertado. Mas a procissão ainda não saiu do adro. Recapitulamos: Estando em causa a governação do país – um assunto

sério, admitimos que a lição a tirar dos resultados era a seguinte: PSD/ CDS (39%) continuam a governar, mas têm que fazê-lo em entendi- mento com o PS (32.5 %), cujas propostas devem avaliar, uma vez que

o seu programa (em particular no domínio económico e financeiro)

teve por base uma proposta séria de gente competente também, com uma visão mais otimista (acreditámos nós). Aritmeticamente, porém, os partidos radicais ditos de esquerda (BE – 10 % e PCP – 9 %) apressaram-se a vir a público oferecerem- -se ao PS para se juntarem, no que perfazem uma maioria de quase 55 % no Parlamento, tendo em vista impedir que o país continue com a governação que nos tirou do atoleiro em que havíamos caído em 2011 (bancarrota, assistência internacional, austeridade, etc,

etc…). Aritmeticamente (55 %) parece admissível. Mas será que

é esse o sentimento da generalidade do eleitorado? Pessoalmente

temos algumas certezas, mas só o Dr. António Costa é que tem a chave para resolver este problema, que é bem complexo. Fazemos aqui um parêntese, para introduzir o exemplo grego, que, afinal, não foi tão diferente do que está a suceder em Portugal. Recordamos todos que na Grécia, perante o sufoco em que estava a viver e convocado o povo para o tirar do atoleiro, entregou a maioria

(escassa) a um partido radical de esquerda (SYRIZA), que prome- tia enfrentar o establishment europeu (de que todos dependemos) para devolver à população o bem-estar e o crescimento económico

do país - que é afinal o que todos nós, da esquerda à direita, dese- jamos. O final do capítulo, todos conhecemos: a Grécia teve que ser ajudada com um novo empréstimo de mais 75 mil milhões, as medidas de austeridade foram reforçadas, o desemprego continua em números obscenos, os salários não foram aumentados e… (the last but not the least) o empobrecimento acentua-se. Fechamos o parênteses, e voltamos ao nosso país, no momento em que o Dr. António Costa parece hesitar (entre comprometer- -se com a coligação anterior PSD/CDS) ou assumir ele próprio

a responsabilidade da governação, empurrada pelo marxismo-le-

ninismo do Sr. Jerónimo de Sousa – que agora admite já não sair do Euro, nem da NATO…) e os votos do BE – um agrupamento estilo SYRIZA que não se sabe muito bem o que defende – a não ser que não quer mais do mesmo. Democraticamente, o Dr. Costa tem todo o direito de levar o seu Partido – o PS, para onde enten- der, analisando as diversas frações que se manifestem no interior da instituição que dirige. Mas não seria desaconselhável que olhasse para o seu país, que não necessita, nesta altura, de um segundo PREC (Processo Revolucionário Em Curso) de má memória, como ainda muitos de nós recordarão. Porque é disso que se trata. A ilusão de ser governo, com o apoio de forças partidárias que tanto o critica- ram em campanha eleitoral (há menos de duas semanas), só pode

fazer sentido na mente de alguém que não saiba o que é a Europa, os valores civilizacionais com que os fundadores da Comunidade Europeia se comprometeram, valores que vão perpassando pelo Parlamento Europeu. Mas se, de facto, o Dr. António Costa está convencido que pode

ajudar o seu país a andar mais depressa na via do crescimento econó- mico, aliando-se aos marxistas-leninistas do Sr. Jerónimo de Sousa

e aos libertários do Bloco, pois então que avance sem reticências. Sempre lembraremos, porém, que Portugal não é a Grécia. Cá estaremos para lhe pedir contas, mais cedo do que se possa imagi- nar. Porque a Europa não dorme.

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REGIÕES

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ALIJÓ

Mais de um milhar de pessoas no brinde do Festival Moscatel Douro

CONCELHO DE ALIJÓ PRODUZ 80 POR CENTO DO MOSCATEL DA REGIÃO,

num volume de negócios que ascende aos 15 milhões de euros

Márcia Fernandes

O Festival Moscatel Douro decorreu em Favaios

e o grande destaque foi para

o brinde “um Abraço ao Douro”, em que participa- ram 1009 pessoas. Esta foi uma tentativa para entrar no Guiness Book of Records que, pelos números atingi- dos, ultrapassou o anterior recorde de um brinde com um abraço contínuo, que ainda pertence à China. Agora há que esperar pela homologação por parte dos responsáveis do Guiness Book of Records para vali- dar este recorde.

A presidente da Junta de

Freguesia de Favaios, Ana Cristina, ficou satisfeita com

a adesão das pessoas, que se juntaram de forma “rápida

e organizada” para bater o

recorde. “A anterior marca estava em 840 ou 850 pessoas

e o nosso objetivo foi supe-

rado uma vez que juntamos mais de mil pessoas a brindar

com moscatel. Correu muito bem, agora vamos aguardar pela validação”.

O presidente da Câmara

de Alijó, Carlos Magalhães, ficou “satisfeito com a adesão maciça das pessoas”, apesar de ter sido a uma “hora

p DR

das pessoas”, apesar de ter sido a uma “hora p DR tardia” e da região continuar

tardia” e da região continuar

a assistir a uma desertifica-

ção cada vez mais acentuada. Este evento serviu sobre-

tudo para “estimular e apoiar os agentes económicos locais, em particular a produção e comércio do vinho moscatel

e

venda direta dos produtos expostos e o estabelecimen- to de contactos comerciais

entre os expositores e poten- ciais vendedores”.

O autarca frisou ainda

que este festival pretendeu “festejar o final de um ano de labuta, recordando as gran- des festas que se faziam no Douro no final das vindi-

mas. “É importante revi-

ver o passado, trazê-lo para

o presente e potenciar o

futuro”. No próximo ano, a inicia-

tiva promete voltar e, quem sabe, num espaço mais amplo, de forma a “acolher

todos os pedidos” que foram solicitados à autarquia para participar. No festival estiveram presentes 18 expositores, onde os visitantes puderam

degustar o melhor da gastro- nomia local, os vinhos e os petiscos, com destaque para o pão de ‘quatro cantos’, “muito apreciado em toda a região

do pão, proporcionando a

transmontana”. A proprie-

tária de uma das padarias presentes, Ana Guedes, nunca pensou dar continui- dade ao negócio de família, no entanto a doença da mãe

acabou por levar esta mulher

a enveredar pelo fabrico do

famoso pão. Ela é a padei- ra e revelou que o segredo para o sabor “ímpar” do pão de Favaios “está na água”. “Desde sempre ouvi dizer que a nossa água é diferente e

por isso dá um sabor especial ao nosso pão. Depois faze- mos tudo de forma tradicio- nal”, refere Ana Guedes, que

“gosta muito” de participar nestes eventos. Curiosamen-

te, esta padaria não vende pão em Favaios, mas percorre

quase toda a região, com as carrinhas a sair às 6h00, de segunda a sábado, para levar

o pão fresco a localidades

como o Pinhão, Ervedosa do Douro, São João da Pesquei- ra, Sabrosa, São Martinho de Anta, entre outras. Para além do famoso “pão de quatro cantos”, produz ainda as bolas de carne, de ovo, de azeite, o pão de mistura, centeio, entre outras iguarias como o pão com chouriço. Outro expositor presente no certame duriense, Antó- nio Júlio, 62 anos, natural

de Favaios, tem nas suas

mãos uma arte que já viveu melhores dias, a latoaria. Tem outra profissão ligada

à construção civil, mas como

há pouco trabalho dedica-se

a criar objetos únicos atra-

vés do processo de “retorcer

a lata”. Localizado num pala-

cete no centro de Favaios, na Latoaria de António Júlio

é possível encontrar jarros,

candeias, frigideiras, diversos utensílios de cozinha, uma panóplia de artigos feitos com uma perfeição incrível. Aprendeu esta arte com

o pai quando ainda era “catraio”, mas está “sempre

a aprender”, porque quer

continuar a aperfeiçoar os

artigos que constrói. No

futuro, gostaria de trabalhar

ao vivo no atual espaço, que,

por norma, está fechado ao

público e só abre em ocasiões especiais, como aconteceu este fim de semana com o Festival Moscatel Douro. Além disso, costuma parti- cipar em feiras medievais e em outros eventos quando o convidam. “As pessoas ficam encantadas com estes objetos, sobretudo os estrangeiros”, refere António Júlio. Esta arte parece que se vai perder no seio desta família, uma vez que os filhos não

seguiram as pisadas do pai e não sabem trabalhar a lata. “É uma pena. O meu avô já fazia isto, assim como o meu

pai, mas os meus filhos não

querem saber deste ofício”,

lamenta este latoeiro.

PRODUÇÃO DE MOSCATEL

ASCENDE AOS 15 MILHÕES DE EUROS

O concelho de Alijó

produz cerca de 80 por cento do moscatel do Douro. A

casta moscatel galego está espalhada por cerca de 1400 hectares de vinha, onde se produz este vinho licoroso. Segundo o presidente da autarquia, a nível de volume de negócios, só no conce- lho alijoense, a produção moscatel atinge os “15 a 16 milhões de euros”, sendo a zona de Favaios a grande

produtora deste néctar, com cerca de 11,5 milhões de euros”.

Ao contrário das expec-

tativas, este ano não haverá um aumento significati- vo da produção de mosca- tel que deverá andar pelas 5366 pipas, como no ano

passado, como nos confir- mou o presidente do Insti- tuto dos Vinhos do Douro

e Porto (IVDP), Manuel

Cabral. “A produção será de boa qualidade e deverá rondar os números de 2014 (5.366 pipas), mas o mais importante é que os produ-

tores e as adegas cooperati- vas tenham capacidade de promoção de forma a animar

o mercado”. O mercado nacional está

a “reagir bastante bem” ao

vinho do Douro e do Porto,

sendo para isso fundamental

o “aumento do turismo na

região”. “Temos de promo- ver iniciativas como esta, Festival Moscatel Douro, que chama gente a estas terras e aumenta a procura pelos nossos produtos, não só do vinho mas também da gastronomia”, sustenta Manuel Cabral, adiantando que é assim que se “expor- ta sensações” e se chamam “mais turistas” à região. Nos últimos cinco anos, o

peso da quantidade produ- zida de Moscatel Douro no

total da produção de vinho da Região Demarcada do Douro (RDD) variou entre um mínimo de 1,1%, em 2013 e

o máximo de 2,9%, em 2011 (em 2014 foi de 2,1%).

15 | 10 | 2015 REGIÕES 13 ALIJÓ VALPAÇOS Acusado de matar mulher e tentar
15 | 10 | 2015
REGIÕES
13
ALIJÓ
VALPAÇOS
Acusado
de matar
mulher e
tentar matar
ex-namorada
Comissão Europeia
avalia certificação
do “Folar de
Valpaços”
 Já é conhecida a acu-
 A candidatura de pe-
sação do Ministério Públi-
co (MP) sobre o homem
que matou uma jovem e fe-
riu outra com gravidade na
manhã do dia 15 de abril,
numa pastelaria no Pinhão.
Assim, o MP acusou Ma-
nuel Monteiro de ter ma-
tado Joana Nogueira e ten-
tado matar a ex-namorada,
Marta Nogueira, no Pi-
dido de registo de Indicação
Geográfica Protegida (IGP)
para o Folar de Valpaços,
publicado em Diário da Re-
pública, esteve submetido a
um período de 30 dias de
nhão, concelho de Alijó, em
abril deste ano.
consulta pública, o qual ter-
minou sem oposição.
Trata-se de um processo
que tem vindo a ser traba-
lhado com prioridade desde
que Amílcar Almeida to-
mou posse e que vê assim
ficação. Aguardamos agora
uma resposta que só pode
ser positiva e valorizará uma
das nossas riquezas gastro-
nómicas”, confirmou o pre-
sidente da Câmara Muni-
cipal quanto ao processo de
certificação.
Um dos entraves ao pro-
cesso foi o número e o tipo
de ingredientes que com-
põem o Folar de Valpaços,
como a farinha, os ovos, o
azeite, a linguiça, o salpicão,
Valpaços como IGP é um
processo de extrema im-
portância regional e local
para a valorização e promo-
ção desta iguaria gastronó-
mica e para a sua proteção a
eventuais usurpações. Esta
qualificação permitirá ain-
foi autorizado pela senho-
ra ministra da Agricultura e
do Mar no passado dia 29
de setembro. Assim sendo,
relativamente a este proces-
so a intervenção do Gover-
no terminou nesta fase, pas-
sando a palavra final a ser da
Comissão Europeia”.
A avaliação da Comissão
O arguido, de 38 anos
o procedimento a finalizar,
o presunto, entre outros. São
e natural de Baião, está a
aguardar julgamento em
prisão preventiva no estabe-
lecimento prisional de Vila
Real e está acusado pelos
crimes de homicídio quali-
ficado na forma tentada e
posse de arma ilegal.
Segundo a acusação,
“inconformado com o fim
da relação amorosa”, Manuel
Monteiro no dia 15 de abril
de 2015, por volta das 7h00,
“entrou na pastelaria onde
um objectivo conquistado
em parceria com a Coope-
rativa Agrícola de Valpaços.
“A autarquia já tomou todas
as diligências necessárias e
tudo o que estava ao nosso
alcance para obter a certi-
eles que o tornam inigualá-
vel a qualquer outro, mas
pelas suas especificidades
também tornaram o proces-
so de certificação mais de-
morado.
da a valorização e promo-
ção de outros produtos que
se utilizem na sua compo-
sição.
A Direção Regional de
Agricultura e Pescas do
Norte fez a última avaliação
A qualificação do Folar de
ao Processo de Certificação
do Folar em junho, sendo
publicado em Diário da Re-
pública a 10 de agosto.
Terminado o período de
consulta pública, depois
da presença da ministra da
Agricultura e do Mar, As-
sunção Cristas, em Carra-
zedo de Montenegro, após
solicitação do presidente
do Município, chegou a se-
guinte comunicação à Câ-
mara Municipal de Valpa-
ços: “Venho por este meio
dar nota de que o pedido
de classificação do Folar
de Valpaços como Indica-
ção Geográfica Protegida
pode demorar até ao má-
ximo de 6 meses. Se cum-
prir todas as normas exigi-
das, o processo é publicado
no “Jornal Oficial da União
Europeia” e fica três meses
em consulta pública até ser
registado.
Centro Hípico Travancas
inaugurado em ambiente de festa
trabalhava a ex-namora-
da Marta Nogueira e, com
uma pistola, atingiu-a, ferin-
do-a gravemente, e matou
ainda uma prima dela,
que também lá trabalhava,
enquanto telefonava para a
polícia a pedir ajuda”.
p DR
O CENTRO HÍPICO TRAVANCAS, NA
FREGUESIA DE TINHELA E ALVARELHOS,
EM VALPAÇOS, FOI INAUGURADO NO DIA
3, na presença do presidente da Câmara
Municipal de Valpaços, Amílcar Almeida
A vítima mortal, Joana
Nogueira, de 22 anos, foi
atingida com um tiro no
rosto, tendo morrido ainda
no local, já a ex-namorada
do arguido, de 21 anos, foi
atingida no pescoço e no
rosto ficando com lesões
“muito graves” que a impe-
dem de comunicar verbal-
mente e de se movimentar
sozinha.
Depois do crime, o alega-
do homicida colocou-se em
fuga, sendo que às 8h40
 “Valpaços está mais rico.
Este é um dia que ficará na
história do concelho. Um in-
vestimento do qual nos po-
demos orgulhar feito por um
amigo, por um filho desta
terra”. Foi com estas palavras
que Amílcar Almeida assina-
lou a cerimónia de inaugura-
ção do Centro Hípico Tra-
vancas.
O presidente do Municí-
pio reforçou ainda o apoio ao
empreendedorismo e ao inves-
timento privado no concelho,
dando o exemplo de coragem
e persistência do proprietário
do Centro Hípico Travancas,
e jovens do concelho. “É com
muita satisfação que vejo mais
uma atividade económica que
se dinamiza”, referiu.
“Um sonho tornado realida-
de, graças ao apoio do Municí-
pio e de algumas pessoas que
me ajudaram ao longo de todo
o processo”, referiu o proprie-
tário, José Cândido Travan-
cas, visivelmente emociona-
do, sobretudo no momento de
lembrar o pai (em memória),a
quem prometeu um dia tornar
entregou-se na esquadra
da PSP de Vila Real. De
acordo com a informação
que prestou às autoridades,
atirou a arma ao rio Douro,
que banha a vila do Pinhão.
real o projeto do centro hípico.
ainda para assistir a uma
demonstração de alto nível
O dia de festa contou com
os alunos que já frequentam
as aulas, que deliciaram os
presentes com a demons-
tração do que já sabem fazer
com os cavalos. Houve tempo
através de um centro hípico
convidado. Toda a cerimó-
nia foi acompanhada pela voz
de Bárbara Afonso e música
de Inês Afonso, duas jovens
valpacenses promissoras no
panorama artístico.
O Centro Hípico Travancas
situa-se a cerca de 15 quiló-
metros do centro da cidade
de Valpaços e tem aulas de
equitação disponíveis diaria-
mente para crianças e adultos.
Naquele novo equipamen-
to ao serviço de residentes e
turistas é também possível
ter aulas de hipoterapia, fazer
passeios de charrete e contac-
tar com diversos animais.
com o qual a autarquia preten-
A obra foi construída com
de estabelecer protocolos para
que esteja acessível às crianças
investimento privado, apoia-
do por fundos comunitários.
MF

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REGIÕES

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15 | 10 | 2015
14 REGIÕES 15 | 10 | 2015 MESÃO FRIO Filandorra em digressão pelos concelhos durienses 

MESÃO FRIO

Filandorra em digressão pelos concelhos durienses

A Filandorra – Teatro do Nordeste vai associar-se aos Municípios de Mesão Frio e Sabrosa para assina- lar com o Teatro duas efe- mérides que marcam esta semana: o Dia Mundial da Alimentação, na sexta-feira, em Mesão Frio, e o Dia In- ternacional para a Erradica- ção da Pobreza, no próximo sábado, em Sabrosa. Assim, na sexta-feira, a Filandorra apresenta às crianças do pré- -escolar e 1º ciclo do Agru- pamento de Escolas de Me- são Frio a peça "Os Músicos da Aldeia", um dos clássicos europeus da literatura para

a infância da autoria dos Ir- mãos Grimm, numa versão adaptada à temática da im- portância de uma alimen- tação saudável e equilibra- da. Neste espetáculo atores/ contadores e público cele- bram em conjunto o valor da amizade e a importância de ter uma alimentação sau- dável. Trata-se de uma ini- ciativa do Agrupamento de Escolas de Mesão Frio que conta com o apoio da Câ- mara Municipal, que ofere- ce às cerca de 240 crianças este espetáculo no âmbito do protocolo de cooperação que mantém com esta estru-

tura teatral. O espetáculo é apresentado na Sala Mul- tiusos pelas 14h30. No sábado, a Filandorra apresenta em Sabrosa a peça "O Saco das Nozes" de A.M. Pires Cabral, no âmbito das comemorações daque- le município do Dia Inter- nacional para a Erradicação da Pobreza. Em troca de um bem alimentar, vestuá- rio, brinquedos ou material escolar, o público pode assis- tir a esta divertida comédia que conta a história de uma aldeia imaginária, onde os homens andam ao jeito da mulher, e cujo Padre prome-

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andam ao jeito da mulher, e cujo Padre prome- PUBLICIDADE p DR te um saco cheio

p DR

ao jeito da mulher, e cujo Padre prome- PUBLICIDADE p DR te um saco cheio de

te um saco cheio de nozes ao homem que provar ser ele a dar vozes de comando em casa. O único candidato é Matias, homem muito ralhão e que trata a mulher de mau modo. No dia em que se apresenta em casa do Padre para receber as nozes, foge- -lhe a língua para a verdade e as nozes acabam por ir parar às mãos de um bispo ardilo- so… E se as nozes vão para

o bispo, os bens alimentares

recolhidos neste espetácu- lo serão depois distribuídos por aqueles que mais preci-

sam! Uma iniciativa solidária

à qual a Filandorra se associa num espetáculo a realizar no Auditório Municipal, pelas

22h00.

A semana termina no concelho de Vila Flor, onde

a Filandorra tem vindo a

desenvolver um Ciclo de

Teatro no Mundo Rural em parceria com a autarquia e que tem permitido às populações locais assistirem aos espetá- culos da Filandorra, consoli-

dando assim a sua relação de proximidade com os públi- cos das aldeias e vilas trans- montanas. Este domingo é na aldeia de Nabo que a Filan- dorra apresenta, pelas 15h30,

a comédia "O Saco das Nozes" para todos os públicos.

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Nabo que a Filan- dorra apresenta, pelas 15h30, a comédia "O Saco das Nozes" para todos
15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015

REGIÕES

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15 | 10 | 2015 REGIÕES 15 CHAVES Motociclista morre em colisão com viatura ligeira 

CHAVES

Motociclista morre em colisão com viatura ligeira

Nélson Santos Rodri-

gues, de 39 anos, perdeu a

vida no passado dia 7, quan- do o motociclo em que se- guia chocou violentamente com um veículo ligeiro na Estrada Nacional 103, em Casas Novas, concelho de Chaves. Fonte dos Bombeiros Voluntários de Vidago refe- riu que o acidente ocorreu às 11h52, na estrada nacio- nal 103, que liga Chaves a Boticas, ao quilómetro 56,4. A vítima mortal sofreu um traumatismo craniano grave

e acabou por não resistir ao

choque com a viatura ligei- ra, em que seguia apenas

o condutor que saiu ileso

deste acidente. “O condutor do motociclo foi projetado e embateu violentamente no

p BVV

do motociclo foi projetado e embateu violentamente no p BVV carro. O óbito foi confir- mado

carro. O óbito foi confir- mado no local pelo médico da VMER”, disse fonte dos bombeiros vidaguenses. O corpo do homem, resi-

dente em Soutelo, foi depois transportado para a medicina legal do hospital de Chaves.

No local a prestar assis- tência às vítimas estiveram os bombeiros de Vidago, o Instituto Nacional de Emer-

gência Médica (INEM), com

o helicóptero de emergên-

cia, sedeado em Macedo de Cavaleiros e a Guarda Nacio- nal Republicana (GNR) que tomou conta da ocorrência. O trânsito na Nacional 103 esteve totalmente corta- do cerca de 45 minutos para remoção dos destroços e do cadáver.

MF

Eurocidade ganha prémio como um dos mais inovadores da Europa

O projeto transfrontei-

riço “Eurocity of Chaves- -Verin” ganhou o prémio como um dos mais ino- vadores da Europa ao ser distinguido na categoria "Citystar" — Transformar as cidades para enfrentarem os desafios do futuro. O projeto “Eurocity of Chaves-Verin” resulta dos esforços conjuntos das cida- des de Chaves (Portugal) e Verín (Galiza, Espanha) para criar uma eurocida- de através de uma oferta comum de serviços e insta-

lações municipais, incluin-

do ações conjuntas culturais, comerciais, desportivas, de lazer, e ligadas ao turismo

e à promoção do espírito

empresarial. Distinguido

como a iniciativa mais inova- dora dos RegioStars 2015,

o projeto demonstra que a

integração institucional, económica, social e cultu- ral de duas cidades trans- fronteiriças é possível e gera benefícios reais em termos de redução dos custos, uma maior eficiência e uma oferta mais diversificada nos servi-

p DR

eficiência e uma oferta mais diversificada nos servi- p DR ços municipais para os seus cidadãos.

ços municipais para os seus cidadãos. Os mais inspiradores projetos de inovação, apoia-

dos pelos fundos da políti- ca de coesão da Comissão Europeia, foram distingui- dos na cerimónia de entre-

ga dos Prémios RegioStars 2015, esta terça-feira. Os prémios este ano surgem num momento crucial, dado que os Estados-Membros já adotaram a maioria dos programas operacionais. Com um orçamento de 351,8 mil milhões de euros para

um total de 387 programas no período de 2014-2020,

a política de coesão é uma

das principais políticas de investimento da UE. Nesta 8.ª edição dos RegioStars, a Comissão Europeia recebeu 143 candi- daturas que foram avalia- das por um júri profissional independente, presidido pelo eurodeputado Lambert van Nistelrooij, com base em quatro critérios: inovação, impacto, sustentabilidade e parceria.

MF

VILA POUCA DE AGUIAR

Concurso aberto para venda de habitação municipal a jovens

A Câmara Municipal abriu concursos para venda de habitações municipais a jovens e para atribuição de habitação social em regime de arrendamento apoiado, cujas candidaturas podem ser apresentadas até ao pró- ximo dia 3 de novembro, nos Paços do Concelho. Relativamente à venda de habitações municipais a jovens, estão para venda 12

habitações no lugar da Bran- gada, sendo seis T1, cinco T3 e um T4, destinadas a casais ou pessoas em união de facto cuja média de idade não ultrapasse os 35 anos, não sejam proprietários de habi- tação própria e que o rendi- mento do agregado familiar se enquadre no concurso estabelecido. Relativamente à atribui- ção de habitação social em regime de arrendamento apoiado, serão disponibi- lizadas 14 habitações para

p DR

serão disponibi- lizadas 14 habitações para p DR arrendamento, sendo sete T1, três T2 e dois

arrendamento, sendo sete T1, três T2 e dois T3 no lugar da Brangada, um T2 no bairro do Molar e um T3 no bairro Dr. Sá Carneiro. Entre as condições de acesso dos agre- gados familiares sinalizados no serviço de ação social da autarquia, serão admitidos os que residem no concelho cuja casa não assegure uma habitabilidade condigna, não seja proprietário ou similar no que respeita a prédio para habitação, não usufrua já de habitação municipal ou de quaisquer benefícios para

fins habitacionais, confor- me regulamento. A inscrição dos candida- tos é efetuada na Câmara Municipal, nomeadamente no Balcão de Atendimen- to ao Público. Nos avisos de abertura e junto deste balcão de serviços munici- pais, as pessoas podem obter informações mais detalhadas sobre Concurso por sorteio para venda de habitações municipais a jovens e Atri- buição de habitação social em regime de arrendamen-

to apoiado.

Encontro sénior reuniu oitocentas pessoas

Cerca de oitocentas pessoas participaram no I Encontro Sénior promovido pela Câmara Municipal, que

se realizou a 11 de outubro, no pavilhão Dr. Francisco Gomes da Costa, por forma

a celebrar o Dia Internacio-

nal do Idoso, que acontece no início do mês.

O espaço foi adaptado para

este encontro que recebeu centenas de pessoas transpor- tadas desde as 14 freguesias

do concelho aguiarense, em colaboração com as respetivas Juntas de Freguesia, tendo os autarcas locais marcado presença no convívio social.

Já com as pessoas senta-

das, o presidente da Câmara,

Alberto Machado, deu as boas vindas a todos os

participantes, sublinhando

a importância deste conví-

vio entre aguiarenses. Sob um cenário contemplati- vo complementado por um arranjo de produtos naturais,

p DR

vo complementado por um arranjo de produtos naturais, p DR procedeu-se à realização da eucaristia, administrada

procedeu-se à realização da eucaristia, administrada pelo pároco António Paulo, que contou com o contributo do Grupo Coral de Vila do Conde. A devoção e o cumpri- mento entre as pessoas de diferentes localidades deram o mote ao início de um almoço de convívio que ajudou a forrar o estômago, e

com vestuário entregue para ajudar os idosos a passarem o inverno que se aproxima. Depois do almoço, veio a animação musical que contou

com a participação de vários grupos da terra: ACREPES, Grupo de Cavaquinhos e Tuna, ambos da Universi- dade Sénior de Terras de Aguiar; Aguavelames; e

o Grupo de Cantares do

Vale, da Associação Cultu- ral e Recreativa de Souto e Outeiro. O I Encontro Sénior

foi bem-sucedido e foram muitos os participantes que expressaram, desde logo, o desejo de participarem na próxima edição deste conví- vio social de aguiarenses.

16

REGIÕES

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15 | 10 | 2015
16 REGIÕES 15 | 10 | 2015 RIBEIRA DE PENA Dois jovens escritores de apenas 12

RIBEIRA DE PENA

Dois jovens escritores de apenas 12 anos lançam o livro “Equipa Universo

Amanhã, dia 16, o Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena, con- juntamente com a Editora Chiado, vão realizar a ses- são de lançamento do livro "Equipa Universo". Esta sessão terá lugar no audi- tório da biblioteca munici- pal de Ribeira de Pena, com início às 21h00. "Equipa Universo", um livro da autoria de João Jesus e com ilustrações de Luís Jesus (irmãos gémeos de 12 anos), é o culminar de um projeto desenvolvi- do ao longo do ano letivo de 2014/15 numa área de Oferta de Escola, do Agrupamen- to de Escolas de Ribeira de Pena, designada Construir o Percurso. Esta tem como objetivo primeiro iniciar os

alunos de 5.º e 6.º ano na área do empreendedorismo. João Paulo da Silva Jesus nasceu a 24 de abril de

2003 no Hospital de S. João (Porto). Reside com a sua família na Aldeia de Agun- chos, concelho de Ribeira

de Pena. Desde tenra idade

que os livros eram a sua companhia favorita. Ainda sem saber ler, João inventava histórias com base nos livros que observava. Aos 7 anos, durante o 2.º ano de esco- laridade, leu o seu primeiro livro da sua coleção preferi- da: “Uma aventura na ilha deserta”. A partir daí torna- -se um “devorador de livros”. Desde então, João e o seu

irmão gémeo, Luís Filipe da Silva Jesus, inventavam livros que ofereciam às suas

professoras. A sua apetên-

cia para a leitura e a escri- ta fizeram com que grande parte das suas histórias fosse publicada nos jornais escolares. O seu ponto alto chegou quando, em 2014, teve o reconhecimento da

sua dedicação às letras com

a Menção Honrosa atri-

buída pela Editora Cami- nho pela sua participação com um texto no concur- so: Uma Aventura Literária

2014. Aos 11 anos é “desa- fiado” pelo seu professor da “disciplina” de Construir o Percurso a fazer aquilo que mais gosta; isto é, escrever

e publicar um livro da sua

autoria para apresentação na Semana da Leitura realizada pela escola em que estuda, o Agrupamento de Escolas de

Ribeira de Pena. Luís Filipe da Silva Jesus, irmão gémeo de João Jesus, vive também com a famí- lia na aldeia de Agunchos. Apesar de não ter grande “ jeito” para o desenho, gostava de ler as histórias que o seu irmão escrevia à

mão. Por brincadeira come-

çou a fazer ilustrações para

as histórias do João e depres-

sa lhe adquiriu o gosto. A grande oportunidade surgiu com o desafio de trabalhar em parceria com o irmão, fazendo as ilustrações da “Equipa Universo”. O Agrupamento de Esco-

las de Ribeira de Pena convi- da todos os interessados a estarem presentes nesta sessão de lançamento.

Sérgio Ramos

Desfolhada Tradicional recordou “velhos tempos”

Para honrar a tradição, a Junta de Freguesia de San- ta Marinha e a Associação Cultural, Desportiva e Re- creativa de Santa Marinha organizaram uma desfolha- da tradicional que envolveu toda a população, na tarde de 10 de outubro. No campo, os partici- pantes deitaram as mãos ao trabalho cortando energi- camente o milho, enquan- to alguns se encarregaram de animar os trabalhadores tocando e cantando músicas de outros tempos. Em segui- da, devido à ameaça de mau tempo, o milho foi transpor- tado para uma eira impro- visada debaixo do adro da

p DR

tado para uma eira impro- visada debaixo do adro da p DR Capela da Senhora da

Capela da Senhora da Guia.

A desfolhada propriamente

dita teve então início e, aos poucos, as espigas doura- das começaram a acumu-

lar-se nos cestos, ao som de

concertinas e belos canta-

res. De acordo com o antigo ritual, quando alguém tinha

a sorte de encontrar uma

espiga vermelha “o milho- -rei “, cumprimentavam-se

todas as senhoras presentes com um beijo e os homens com um abraço. Antigamente, a desfolha- da, além de ser um trabalho agrícola, ganhava um cará-

ter festivo ao envolver toda

a comunidade. Segundo o

presidente da Assembleia Municipal, João Noronha,

e o presidente da Junta de

Freguesia de Santa Mari- nha, Domingos Teixeira, que participaram ativamen- te nesta atividade, impor- ta preservar esta tradição, acarinhando esta iniciativa que contribui para manter

vivo o património etnográ- fico do concelho de Ribeira de Pena.

MONTALEGRE

Castelo de Montalegre entre os dez mais emblemáticos de Portugal

p DR

entre os dez mais emblemáticos de Portugal p DR  No dia dedicado aos Castelos, foi

No dia dedicado aos Castelos, foi tornado públi- co que o de Montalegre está no restrito lote dos 10 mais emblemáticos de Portugal. O presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, recebeu a notícia com enorme entu- siasmo. “É uma honra e um orgulho”. O líder do municí- pio detalha. “É extraordiná- rio saber que esta nossa jóia da arquitetura militar é reco- nhecida desta forma. Deixa- -nos a todos imensamente orgulhosos”. O feito implica “maior responsabilidade”, daí que tenha telefonado ao dire- tor regional de Cultura do

Norte, António Ponte, no sentido de saber o ponto de situação da candidatura que a

autarquia elaborou ao próxi- mo Quadro Comunitário de Apoio (QCA). Ironicamente, esta notícia contrasta com o lamento há muito sentido pela edilidade que tem sido impedida de abrir ao público este grande cartaz turístico do concelho. Uma situação, refere Orlan- do Alves, que “é impensá-

vel continuar a existir”. O autarca espera que o quadro se inverta sob pena de conti- nuar a pressão junto de quem avalia. O castelo de Montalegre começou a ser construído no reinado de D. Afonso III, por volta de 1270, mas as obras continuaram nos reinados seguintes e ainda no reinado de D. Afonso IV, por volta de 1330, há referên- cias a obras, nomeadamen- te à construção da Torre de Menagem. As preocupações com esta fortificação justi- ficavam-se com a necessi- dade de defesa da fronteira, do reino de Portugal, de que esta região fez parte a partir da independência e que, ao longo de séculos, foi amea- çada por Castela. Depois de 1640, com a Guerra da Restauração da independência portugue- sa, a estrutura defensiva foi modernizada para utilizar artilharia. Classificado como Monumento Nacional, rece- beu já no século XX, obras de restauro e nele foi instalado um núcleo museológico.

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GUIA DO FUTEBOL 22 EQUIPAS CALENDÁRIOS QUER ANUNCIAR NO GUIA? CONTACTE-NOS ÁRBITROS TRANSMONTANO ENTREVISTAS
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15 | 10 | 2015
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REGIÕES

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15 | 10 | 2015 REGIÕES 17 LAMEGO “ Projeto Mega Atleta ” marca nova época

LAMEGO

Projeto Mega Atleta” marca nova época do Centro de Marcha e Corrida

A nova época do Cen-

tro Municipal de Marcha

e Corrida de Lamego está

agora a começar repleta de novidades para incentivar um número crescente de la- mecenses a praticarem exer- cício físico com regularida- de. Apontado como “um modelo de sucesso”, entre as mais de 100 estruturas idênticas existentes no país, este serviço vai apresentar pela primeira vez o “Projeto Mega Atleta” que decorrerá três vez por semana, com a missão de fomentar a prá- tica do atletismo entre as

crianças e jovens. A nova proposta será feita através de um conceito diferente dos moldes tradicionais e de uma forma divertida e ape- lativa. Responsável pela criação

a nível local de programas de formação desportiva, o apoio a provas de atletis-

p DR

de formação desportiva, o apoio a provas de atletis- p DR mo, a promoção de percur-

mo, a promoção de percur- sos pedestres e a prestação de auxílio técnico, a nova época do Centro Municipal de Marcha e Corrida de Lamego prolonga-se até agosto do próximo ano, ficando sedea- do no novo Centro Multiusos de Lamego. Continuará, por exemplo, a ser desenvolvido o “Projeto EM FORMA”

passando estas atividades a serem monitorizadas no Centro Multiusos, onde vão

decorrer dois treinos sema- nais, a que se juntará uma ação itinerante que percor- rerá as freguesias rurais do concelho, em parceria com o “Projeto Sénior ConVida”. Ao longo dos próximos meses, também vai prosse- guir a implementação do “Projeto ConVida a Cami- nhar”, especialmente dirigido

a quem gosta de conviver no

meio da natureza e descobrir

a riqueza histórica local. Este

programa de iniciativas vai ainda incluir a realização de percursos de marcha e corri- da, ações de formação, entre muitas outras atividades. Fundado em 2010, o Centro Municipal de Marcha e Corrida de Lamego já envolveu milhares de parti- cipantes num vasto leque de projetos, eventos e parcerias.

Mais informações através de: no Centro Multiusos de

Lamego.

SANTA MARTA DE PENAGUIÃO

CDS-PP contra redução de IMI apenas para famílias com dois ou mais filhos

A Câmara Municipal de Santa Marta de Pena- guião propôs à Assembleia Municipal a redução da taxa do Imposto Municipal so- bre Imóveis (IMI) às famí-

lias detentoras de habitação própria e com dependentes

a cargo, cujo desconto será

de 15% para os agregados familiares com dois depen- dentes e 20% para famílias com três ou mais filhos. Contudo, a Comissão

Política Concelhia (CPC) do CDS-PP de Santa Mar- ta de Penaguião está “de total desacordo”, pois con- sidera este procedimento a representação de uma “dis- criminação negativa aplica- da a parte da população do

concelho, que deste modo se vê impedida de usufruir desta medida de apoio à na- talidade”. Em comunicado, o presi- dente da CPC do CDS-PP

de Santa Marta de Pena- guião, Roque Brandão, in-

dicou que a redução da taxa

de IMI pode ir até 10% para

agregados familiares com um dependente, o que torna

“incompreensível o executi-

vo ter apresentado a propos-

ta de aplicar esta redução, para o ano de 2016, apenas às famílias cujo agregado

familiar seja composto por dois ou mais dependentes

a cargo, não considerando

as famílias que, por opção ou outros motivos, tenham apenas um filho”. “O CDS-PP de Santa Marta de Penaguião consi- dera que as medidas de in- centivo à natalidade devem ser colocadas à disposição de todas as famílias do con- celho, sem discriminação, para que se tornem medidas efetivas de desenvolvimento populacional”, pode ler-se

no comunicado.

Ex-vice-presidente da Câmara renuncia ao mandato

José Pereira, ex-vi- ce-presidente da Câmara Municipal de Lamego, elei- to para o mandato 2013- 2017, apresentou a sua re- núncia a este cargo, com efeitos a partir de 11 de outubro, justificando esta decisão com “motivos de natureza pessoal, recente- mente ocorridos, que impe- dem a total disponibilidade para acompanhar, ponde- rar e executar as múltiplas tarefas que o cargo exige”. “Embora dolorosa, a renún- cia ao mandato é, nas cir- cunstâncias pessoais atuais,

única solução digna pelo muito res- peito que devo

a

sempre pautado pela trans- parência, lealdade e abnega- ção ao serviço dos superio- res interesses do Município e seus Munícipes”, justifica. Recorde-se que José Perei- ra tinha solicitado anterior- mente, em novembro de 2014, a suspensão do seu mandato por um período de 300 dias, acabando agora por renunciar. Foi substituído no executivo camarário por Andrea Santiago, elemento seguinte eleita pela lista do Partido Social Democrata. No uso das competências próprias que lhe são conferi-

das, o presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes,

presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, a todos os la- mecenses que me elegeram

a todos os la- mecenses que me elegeram esperando o

cumprimen-

to integral de um mandato

delegou em Andrea Santiago, compe- tências nas áreas da cultura, educação e desporto.

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de um mandato delegou em Andrea Santiago, compe- tências nas áreas da cultura, educação e desporto.

18

REGIÕES

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015
18 REGIÕES 15 | 10 | 2015 SABROSA Luís Represas na rota de Magalhães e nos

SABROSA

Luís Represas na rota de Magalhães e nos caminhos de Torga

Na manhã de segun-

da-feira, Sabrosa recebeu

a visita de um dos maiores

nomes da música portugue-

sa, o cantor Luís Represas. Depois da sua atuação na noite anterior na Festa do Vinho em Provesende, o artista, acompanhado por José Manuel Marques, teve

a oportunidade de conhecer

alguns equipamentos cul- turais do concelho, nomea- damente o Espaço Miguel Torga e a Exposição Maga- lhães. O artista ficou impressio- nado com o que viu e saiu de

Sabrosa com a “alma cheia” de “uma terra extraordiná- ria de valores”, elogiando ainda a “forma acolhedora como foi recebido em Prove- sende”, durante a sua atua- ção. “Sabrosa é um exemplo nacional na sua dinâmica e no ultrapassar das muitas

p DR

nacional na sua dinâmica e no ultrapassar das muitas p DR contrariedades inerentes a um município

contrariedades inerentes a um município do interior, como constatei nos projetos da obra notável do Espaço Torga e da magnífica repo- sição histórica da Exposição Magalhães”. No fim da visita a esta mostra, o cantor confes-

sou que a figura e o feito do navegador podem ser mote para uma futura produção musical. “Quem sente esta grandiosidade, é natural esta propensão, mas há mais motes”. O presidente da Câmara, José Manuel Marques, real-

çou a importância da visita de Luís Represas, uma figura do meio artístico nacional, que veio conhecer a reali- dade de Sabrosa e do seu concelho, os seus equipa- mentos, as suas potenciali-

dades, as suas gentes e outras mais-valias atrativas. “No sábado, tivemos entre nós António Barreto. Domingo tivemos a alegria de ver no Espaço Torga o conhecido ator Vítor de Sousa e agora

o Luís Represas. Sem dúvida

que Sabrosa se vai afirman- do como um dos principais

destinos culturais da região

e do país”, concluiu. Ainda na senda cultu- ral, ocorre no próximo dia 25, pelas 16h00, na Casa Aires Torres, em Parada do Pinhão, a Exposição de Aires Torres: “Querida Maria” – Correspondência da I Guerra Mundial.

MONDIM DE BASTO

Agricultores do concelho recebem apoio para vacinação do gado

Pelo sexto ano conse- cutivo, a Câmara Municipal de Mondim de Basto está a apoiar financeiramente os cerca de 260 produtores pe- cuários do concelho, com o valor correspondente às in-

tervenções sanitárias reali- zadas. Trata-se de um investi- mento de cerca de 11 mil euros que, como explica

o presidente da Câmara,

Humberto Cerqueira, “vai

permitir, por um lado,

cumprir o plano de controlo

e erradicação de doenças, e

por outro, ajudar os produto-

res locais a continuar com as suas explorações, numa altura em que muitos se deparam com algumas dificuldades económicas”. A agricultura e, particular- mente, a produção pecuária, apresenta-se como um meio de subsistência de muitas

p DR

apresenta-se como um meio de subsistência de muitas p DR famílias, sendo uma das prin- cipais

famílias, sendo uma das prin- cipais atividades das fregue- sias de montanha. Apesar das dificulda-

des financeiras, a autarquia continua a suportar este custo, de forma a valorizar a agricultura, particularmente a criação de gado. A valorização dos produtos de qualidade, como a raça maronesa, é uma aposta estratégica do atual execu- tivo para o desenvolvimento económico do concelho.

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é uma aposta estratégica do atual execu- tivo para o desenvolvimento económico do concelho. PUBLICIDADE PUBLICIDADE

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é uma aposta estratégica do atual execu- tivo para o desenvolvimento económico do concelho. PUBLICIDADE PUBLICIDADE
15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015

REGIÕES

19

15 | 10 | 2015 REGIÕES 19 BRAGANÇA Associação de Bragança premiada por projeto contra violência

BRAGANÇA

Associação de Bragança premiada por projeto contra violência sobre idosos

Catarina Matias

A Associação de So-

corros Mútuos dos Artis- tas de Bragança (ASMAB) foi premiada, no dia 7, com 35.750 euros por um proje- to destinado a combater a violência doméstica sobre idosos no distrito trans- montano. Na disputa pelo Prémio BPI Séniores esta- vam 713 candidaturas, en- tre as quais a ASMAB que arrecadou o primeiro lu- gar e se prepara agora, para mais avanços no terreno. A ASMAB irá inter- vir nos 12 concelhos que compõem o distrito de

Bragança, encaminhando

VILA FLOR

as situações de risco para

o Núcleo de Atendimen-

to às Vítimas de Violência Doméstica (NAV), estru-

tura especializada de apoio

às vítimas deste crime, que

funciona, desde 2006, na associação, com uma equipa multidisciplinar, em parceria com 10 entidades externas. Segundo a responsá- vel pela iniciativa, Teresa Fernandes, o projeto BPI

Séniores já está a ser imple- mentado, “uma vez que já foram iniciados os contac- tos com as autarquias para

a execução de uma série de

ações de sensibilização em diversas freguesias urbanas e rurais”. Após esta primeira

fase, que decorre até feve-

reiro de 2016, segue-se a segunda etapa, de feverei- ro a novembro de 2016, marcada pelo acompanha-

mento de casos através da prestação dos apoios social, económico, psicológico, jurídico e ainda, de visitas domiciliárias em casos de denúncia. Bragança ocupa o sexto lugar entre os distritos do país com maior predomínio de denúncias de violência contra idosos, uma realida- de agravada pelo isolamen-

to, solidão, envelhecimento da população, escassez de recursos, desemprego, entre outros.

“Tendo em conta este cenário, o projeto tem como objetivo especificar, descentralizar e adaptar uma resposta à população mais envelhecida residen- te no distrito de Bragan- ça, afetando uma técnica a tempo inteiro para acom- panhar casos de violência contra idosos, o que reforça a equipa multidisciplinar que compõe o NAV”, explicou a responsável. Teresa Fernandes esclare- ceu que é por se tratar de um crime público que exibe uma forte componente cultural, que “as ações de sensibili- zação são necessárias para consciencializar os indiví-

Autarquia protesta contra encerramento do IC 5

A autarquia de Vila

Flor está indignada com o encerramento do IC5 e vai enviar um protesto ao res- ponsável pela exploração do IC5, ao Ministério da Economia e à Assembleia Municipal de Vila Flor. No texto, aprovado por unanimidade em reunião de câmara, é sublinhada a “falta de explicações por parte da concessionária” sobre este prolongado perío-

do que decorrem as obras, numa via que é considera- da estruturante para vários concelhos transmontanos

por onde passa este itine- rário. “O corte desta via e o respeito que os seus utentes merecem, exigiria não só

a divulgação de um aviso

prévio e uma explicação

razoável para o seu encer- ramento, como, sobretudo,

a rapidez na solução que

parece não existir”, refere

o documento. Já há cerca de um mês que se encontra cortado o IC5, entre o Nó de Carlão e o Nó de Pombal, sendo que este corte obriga a um desvio de cerca de 15 quilóme- tros, em estradas com mau

piso, estreitas, com curvas sucessivas e mesmo perigo- sas, onde têm de ser cruzar viaturas ligeiras e pesadas.

A concessionária que gere esta rodovia, Ascendi,

decidiu cortar totalmente o trânsito para efetuar algu- mas retificações necessárias que têm de ser feitas em segurança, como a corre- ção de fissuras que o piso apresenta. Assim, este itinerário vai continuar encerrado ao trânsito, mas haverá indica- ções dos desvios alternativos que os automobilistas têm de percorrer.

MF

p DR

que os automobilistas têm de percorrer. MF p DR duos para as consequências, desconstruir mitos e

duos para as consequências, desconstruir mitos e alte- rar os papéis de género”. “É de igual forma importan- te informar as pessoas que qualquer um pode denun- ciar às autoridades um caso de violência doméstica de que tenha conhecimento”, acrescentou. Contudo, a técnica ainda referiu que recentemente a violência contra idosos assumiu uma importância especial bem como “a recen- te Estratégia para o Idoso, aprovada em Conselho de Ministros, que criminaliza qualquer forma de violên- cia contra indivíduos desta faixa etária”.

VIMIOSO

Mais de 70 quilos de canábis apreendidos em Matela

O Núcleo de Inves-

tigação Criminal do Des- tacamento Territorial de Miranda do Douro da Guarda Nacional Repu- blicana (GNR) apreendeu, na segunda-feira, dia 12, 76 quilos de canábis na se- quência de uma busca do- miciliária realizada em Matela, localidade do con- celho de Vimioso. “No decorrer das buscas foram apreendidas dezoi- to plantas que se encontra- vam em fase de secagem e mais duas no local da plan- tação”, explicou a Guarda em comunicado. O suspeito pela plantação de canábis, um homem de 45 anos, foi detido em flagrante delito, constituído arguido e sujeito a prestação de Termo de Identidade e Residência (TIR).

MM

VINHO DA SEMANA

POR ANDRÉ SILVA

PÓ DE POEIRA TINTO 2013

E sta semana apre- sento o "Pó de Poeira Tinto'13", com o cunho

único e inconfundível do

Enólogo Jorge Moreira. Pó de Poeira Tinto'13,

tem, entre outras quali- dades um Nariz fresco

e franco, com fruta do

bosque elegante, boni- tos tostados de minerais.

Corpo médio, polido, afável

e macio, muito frutado e

longo, com bastante perso- nalidade e uma excelente leveza. A Magia e Paixão com que Jorge Moreira se entre- ga a cada vinho são indes- critíveis, o que se nota sem dúvida na qualidade dos seus vinhos.

o que se nota sem dúvida na qualidade dos seus vinhos. TEOR ALCOÓLICO 13,5% CASTAS Touriga

TEOR ALCOÓLICO 13,5%

CASTAS Touriga Nacional e Sousão

ENÓLOGO JORGE MOREIRA

ANO DE COLHEITA 2013

20

REGIÕES

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015
20 REGIÕES 15 | 10 | 2015 CARRAZEDA DE ANSIÃES MACEDO DE CAVALEIROS Prisão preventiva para

CARRAZEDA DE ANSIÃES

MACEDO DE CAVALEIROS

Prisão preventiva para presumível homicida de idosa

O tribunal de Vila Flor, no distrito de Bragança, de-

cretou na sexta-feira a prisão preventiva do presumível ho- micida de uma idosa no lugar da Senhora da Ribeira, Car- razeda de Ansiães, no dia 4 de outubro.

O suspeito foi detido pela

Polícia Judiciária (PJ) que informou tratar-se de um homem, de 48 anos, “com

extensos antecedentes crimi- nais”, incluindo o crime de homicídio.

O indivíduo foi ouvido na

sexta-feira no primeiro inter- rogatório judicial e está “forte- mente indiciado”por mais um crime de homicídio contra uma idosa de 85 anos. Segundo a PJ, o suspeito encontrava-se em liberdade desde junho, após cumpri- mento de pena de prisão por homicídio, sendo que voltou a ser preso depois de o tribu- nal lhe ter aplicado a medida

de coação mais grave, a prisão preventiva.

A idosa, Esmeralda Matos,

foi encontrada pelo irmão no

dia das eleições legislativas, caída atrás da porta de entra- da da habitação. De imediato chamou o INEM, pensan- do que se tratava de doença súbita. Só mais tarde reparou

que a irmã tinha a cara desfi- gurada e com sangue, e que a

porta das traseiras tinha sido arrombada. Quando as auto- ridades chegaram ao local encontraram a casa toda “remexida”, o que desde logo indiciou que se tenha tratado de assalto violento.

A casa da idosa está loca-

lizada numa zona isolada, à beira do rio Douro, em que apenas existe uma outra habi- tação e um restaurante, que nesta altura se encontrava encerrado para férias. Neste lugar apenas residiam quatro

pessoas: a idosa, numa casa, e a proprietária de um restau- rante que vivia com os dois filhos.

O caso foi entregue para

investigação à Polícia Judi- ciária, que deteve o presumí-

vel autor do crime na passada sexta-feira.

Município entrega testemunho da “Rota dos 20” das Eco-Escolas

p DR

testemunho da “ Rota dos 20 ” das Eco-Escolas p DR  Assinalando os 20 anos

Assinalando os 20 anos do programa Eco-Escolas, a “Rota dos 20” percorre todos os concelhos do país e respe- tivos estabelecimentos de en- sino, onde o programa se en- contra implementado. Durante dez dias, a “Rota” esteve presente nas 5 Eco- -Escolas de Macedo de Cava- leiros, período que terminou nesta quinta-feira, com a pas-

sagem de testemunho ao Mu- nicípio de Mirandela. O momento testemunhado por diversos alunos, e em que marcaram presença os verea-

dores da Educação dos dois Municípios, José Luís Afonso (Macedo) e Deolinda Ricardo (Mirandela), decorreu na ma- nhã de quinta-feira na Escola Luciano Cordeiro, em Miran- dela. Ato simbólico também presenciado pelos diretores de ambos Agrupamentos de Es- colas, Paulo Dias (Macedo) e Vítor Esteves (Mirandela), assim como pelos coordena- dores concelhios da imple- mentação do programa, Sílvia Marcos (Geopark Terras de Cavaleiros) e Paulo Sobrinho (Mirandela).

Na passagem de testemu- nho, José Luís Afonso en- tregou a Deolinda Ricardo a “Bandeira da Rota”, o “Livro das Escolas”, com os diversos pedidos entregues pelas crian- ças e alunos Macedenses na Marcha do Ambiente a 5 de junho, e o “Livro dos Muni- cípios”, com a mensagem do presidente Duarte Moreno, em que reforça o compromis- so com a construção de espa- ços verdes, de acordo com os contributos sugeridos pelos mais novos. A “Rota dos 20”, integran-

te do programa Eco-Escolas, promovido pela ABAE, ex- plora o tema mobilidade sus- tentável, procurando alertar as comunidades escolares, atra- vés do envolvimento de todos os agentes, para a importância de uma mobilidade mais se- gura, eficiente e inclusiva. São estabelecimentos com o galardão “Eco-Escolas” nes- te concelho a EB1 de Mo- rais, a EB1 de Chacim, a EB1 Polo1 e Escola Básica e Se- cundária de Macedo de Ca- valeiros e o Jardim de Infância de Travanca.

ALFÂNDEGA DA FÉ

Agricultores recebem terrenos para plantar cerejeiras

Em parceria com a Bolsa Nacional de Terras, a Câmara Municipal de Al- fândega da Fé e a Coope- rativa Agrícola atribuíram terrenos a jovens agricul- tores para a plantação de cerejeiras, a troco de uma renda simbólica. Os contratos de arrenda- mento rural têm a duração de 20 anos e foram assinados durante uma sessão públi- ca que decorreu na semana passada e pretende marcar a aposta de quatro jovens agri- cultores no concelho e na produção de cereja. Recor-

de-se que o município de Alfândega da Fé e a Coope- rativa Agrícola local dispo- nibilizaram recentemente cerca de 25 hectares de terrenos com o objetivo esti- mular a produção de cereja no concelho e promover a captação de investimento, possibilitando a fixação de jovens agricultores e dina- mizando o setor primário. Três destes investido- res são oriundos da região, havendo também um da zona do Minho. Pessoas que viram neste projeto a oportunidade de diversifi-

car a sua atividade agrícola, investindo num fruto que desde há muito é a imagem de marca de Alfândega da Fé. Um dos agricultores é Gil Freixo que já produz pêssegos em Vila Flor e viu aqui uma oportunidade de diversificar o negócio. “Os terrenos têm preços muito elevados, se os quisermos comprar, pelo que o arren- damento tem um impacto inicial muito menor nos negócios. É uma forma de nos facilitar a vida”.

MF

muito menor nos negócios. É uma forma de nos facilitar a vida”. MF LEIA E ASSINE
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muito menor nos negócios. É uma forma de nos facilitar a vida”. MF LEIA E ASSINE
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15 | 10 | 2015 DESPORTO 21

15 | 10 | 2015

15 | 10 | 2015 DESPORTO 21

DESPORTO

21

FUTEBOL NACIONAL CN SENIORES

VILA REAL15 | 10 | 2015 DESPORTO 21 FUTEBOL NACIONAL CN SENIORES SOBRADO Jogo disputado no Complexo

2015 DESPORTO 21 FUTEBOL NACIONAL CN SENIORES VILA REAL SOBRADO Jogo disputado no Complexo Desportivo do

SOBRADO2015 DESPORTO 21 FUTEBOL NACIONAL CN SENIORES VILA REAL Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte

21 FUTEBOL NACIONAL CN SENIORES VILA REAL SOBRADO Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca.

Árbitro: Auxiliares:
Árbitro:
Auxiliares:

Ricardo Coimbra (AF Braga).

Nicolas Oliveira e Ricardo Ferreira.

VILA REAL: Riça, Carreira, Fred, Dani

Mendes, Rui Herculano (Daniel Adjei, 22’), Mica, Francisco Delgado, Pipo,

Miguel Pereira, Caleb (Ivan Reis, 85’)

e Djo Djo (Orlando, 59’). Suplentes não utilizados: Telmo, João Ornelas e Rafael. Treinador: Paulo
e
Djo Djo (Orlando, 59’).
Suplentes não utilizados:
Telmo, João Ornelas e Rafael.
Treinador:
Paulo Cadete.
Ao intervalo:
1 – 0.
Cartões Amarelos
e

Nuno,

SOBRADO : Luís, Borges, Varela (André Soares, 58’), Cláudio (Carlão, 58’), Tiago, Marqueiro, Domingos, Leo
SOBRADO
: Luís, Borges, Varela
(André Soares, 58’), Cláudio (Carlão,
58’), Tiago, Marqueiro, Domingos,
Leo Bonfim, Joca, Lino e Bruno
Soares (Santos, 81’).
Suplentes não utilizados:
Armando
e Chiquinho.
Treinador:
Manuel Pinheiro.

: Lino (26’), Djo Djo (32’), Fred (39’), Domingos (43’), Mica (58’

87’), Daniel (50’), Leo Bonfim (74’), Miguel Pereira (77’), Joca (82’), Francisco Delgado (94’).

Cartão Vermelho Marcador:
Cartão Vermelho
Marcador:

: Mica (87’, ac.).

Dani Mendes (8’).

Vermelho Marcador: : Mica (87’, ac.). Dani Mendes (8’). MANUEL PINHEIRO TREINADOR DO SOBRADO “Foi um

MANUEL PINHEIRO TREINADOR DO SOBRADO

MANUEL PINHEIRO TREINADOR DO SOBRADO “Foi um jogo com muita entrega e dedicação”  “Foi um

“Foi um jogo com muita entrega e dedicação”

“Foi um jogo típico de CNS, com muito entrega e dedicação por parte das duas equipas. O Vila Real na primeira vez que foi à ba- liza fez um golo, tentamos reagir, criamos oportuni- dades claras, sobretudo na primeira parte, onde estive- mos melhor. Na segunda metade, o Vila Real foi me- lhor, numa altura em que esperávamos fazer mais, mas não foi possível. Mes- mo assim, acho que o jogo foi equilibrado e o empate seria o resultado mais jus- to. No entanto, no futebol a justiça não existe e por isso quero dar os parabéns ao Vila Real pela vitória. Agora temos de pensar já no pró- ximo adversário. Este é o segundo ano que estamos no CNS e o nosso objetivo passa pela manutenção, no ano passado foi difícil, espe- ramos não sofrer tanto esta temporada”.

difícil, espe- ramos não sofrer tanto esta temporada”. PAULO CADETE TREINADOR DO VILA REAL “Espero que

PAULO CADETE TREINADOR DO VILA REAL

PAULO CADETE TREINADOR DO VILA REAL “Espero que as pessoas venham ver a equipa jogar” 

“Espero que as pessoas venham ver a equipa jogar”

“Perante um adversário que tem bons jogadores, o Vila Real foi o justo vencedor. Os jogadores dedicam esta vitória aos sócios do clube, a quem acredita nesta equipa ir- reverente, que tem o orçamen- to mais baixo desta série C. É um orgulho fazer parte deste grupo. Quero alertar que Vila

Real é uma capital de distrito, é

o clube mais representativo da

sua associação e espero que as pessoas venham ver esta equipa jogar, que bem merece

pela dedicação que põe nos jogos, como aconteceu aqui hoje. Sobre o jogo, mostramos

a nossa superioridade, sobre-

tudo na segunda parte em que estivemos mais perto de au- mentar a vantagem do que de sofrer o empate. No entanto,

na parte final soubemos sofrer

e os campeões também têm

de saber sofrer. Temos agora quinze dias para recuperar os jogadores que saíram lesiona- dos e preparar o próximo jogo, que não será fácil, mas iremos lutar para ganhar”.

Três pontos bem merecidos

p MÁRCIA FERNANDES

ganhar”. Três pontos bem merecidos p MÁRCIA FERNANDES Márcia Fernandes  Em jogo da sexta jorna-

Márcia Fernandes

Em jogo da sexta jorna- da do Campeonato Nacional de Seniores, o Vila Real ven- ceu por uma margem magra para a qualidade de jogo que apresentou em campo. Foi a equipa sempre mais perigo- sa e por tudo o que fez, so- bretudo na segunda parte, poderia ter saído com uma vantagem mais dilatada. No entanto, o importante foi o regresso às vitórias e a con- quista dos três pontos. Tarde chuvosa no Monte da Forca, mas nem isso impediu os locais de prati- car bom futebol, perante um adversário experiente que

colocou em campo alguma dureza na disputa pela bola. Mesmo assim, o Vila Real não teve receio de encarar

o jogo duro dos forastei-

ros e chegou cedo ao golo através de um belo golpe

de cabeça do vila-realen- se Dani Mendes, decorria

o minuto 8. Há um ponta-

pé de canto, Pipo coloca no

coração da área, onde apare- ce imperial o jovem central

a cabecear de forma perfei-

ta para o fundo das redes.

Estava assim inaugurado o marcador. Pouco depois, o Sobrado reagiu através de Cláudio, valeu o corte de

um defesa da casa a evitar

igualdade, valeu Riça a evitar

-entrado André Soares que

o

pior. O jogo estava numa

o

pior. Resposta imediata de

saiu a rasar o poste, decorria

toada de equilíbrio, com as

Pipo, mas o remate saiu por

o

minuto 64. A partir daqui,

duas equipas bem encaixa-

cima da trave. Ao intervalo,

o

Vila Real tomou conta

das nos seus posicionamen- tos em campo. No entanto,

vantagem mínima justa para os transmontanos.

das operações e teve várias ocasiões para “matar” o jogo.

os visitantes tentavam cercar

Na segunda metade, o

Aos 66’, Caleb falha de forma

a

baliza à guarda de Riça,

Vila Real entrou com grande

inacreditável, primeiro atira

como o lance em que Carrei-

personalidade e só por mera

ao poste e na recarga, com

ra é batido na esquerda, há

infelicidade não dilatou a

a

baliza sem ninguém, atira

um cruzamento rasteiro para

vantagem. Logo aos 45’, Djo

de

forma incrível por cima da

a

área onde surge o recém-

Djo aparece sozinho na cara

trave. Depois, aos 75’, Caleb

-entrado Daniel, que rendeu

de Luís, mas não conseguiu

coloca à prova Luís, que

o lesionado Rui Herculano,

dominar o esférico. Volvi-

defende com os punhos. Aos

a fazer um corte providen-

dos cinco minutos, Delga-

85’, jogada rápida de Fran-

cial. Sobre a meia hora de jogo, a melhor oportunida-

do remata, Luís não segura, depois Djo Djo não chegou

cisco Delgado, que coloca no segundo poste onde está

de dos forasteiros, com Riça

a não conseguir segurar e à

boca da baliza Bruno Soares atira por cima. Incrível este falhanço do avançado vindo

de Valongo. Perto do inter- valo, mais uma boa situa- ção para o Sobrado chegar à

a tempo para o desvio final.

Inconformado com a entra- da apática da sua equipa, o técnico Manuel Pinheiro fez duas alterações de uma assentada, mas a sua equipa não melhorou muito, exce- ção feita ao remate do recém-

não melhorou muito, exce- ção feita ao remate do recém- SÉRIE C Resultados   Classificação

SÉRIE C

Resultados

 

Classificação

Coimbrões

0

Amarante

2

J

V

E

D

F-C

P

Vila Real

1

Sobrado

0

P. Rubras 06

03

03

00

10-03

12

Tirsense

0

Cinfães

3

Gondomar 06

03

01

02

08-05

10

Gondomar

1

Pedras Rubras

1

Coimbrões 06

02

03

01

06-06

09

Sousense

1

Salgueiros

0

Cinfães 06

03

02

01

10-04

11

Próxima jornada

 

Amarante 06

02

02

02

09-08

08

Sousense 06

02

02

02

05-06

08

Coimbrões

Vila Real

VILA REAL 06

02

01

03

05-09

07

Sobrado

Tirsense

Cinfães

Gondomar

Sobrado 06

02

01

03

04-10

07

Pedras Rubras

Sousense

Salgueiros 06

00

02

04

07-09

04

Amarante

Salgueiros

Tirsense 06

00

04

02

05-09

04

Pipo a cabecear ao lado. Dois minutos volvidos, Mica vê o segundo amarelo e acaba expulso. Só nos seis minu- tos de compensação é que o Sobrado esteve mais perto da baliza alvinegra, mas nem os dois livres que conquistou à entrada da área assustaram Riça. Vitória justa da melhor equipa em campo, que mostrou grande capacidade sobretudo no segundo tempo, onde criou várias situações para ampliar a vantagem. O Vila Real só volta a jogar no próximo dia 25, altura em que vai ao terreno do Coim- brões, em jogo a contar para

a sétima jornada do campeo-

nato. Já o Sobrado recebe o Tirsense.

22

DESPORTO

15 | 10 | 2015
15 | 10 | 2015
22 DESPORTO 15 | 10 | 2015 FUTEBOL NACIONAL CN SENIORES SÉRIE A Resultados Mirandela 5

FUTEBOL NACIONAL CN SENIORES

SÉRIE A

Resultados

Mirandela

5

Argozelo

0

Marítimo B

1

Vianense

1

Camacha

0

Limianos

0

Neves

3

Bragança

4

Vilaverdense

0

P. Salgadas

0

Próxima jornada

 

Mirandela

Marítimo B

Vianense

Camacha

Limianos

Neves

Bragança

Vilaverdense

Argozelo

P. Salgadas

Classificação

J

V

E

D

F-C

P

BRAGANÇA 06

04

02

00

12-05

14

Vilaverdense 06

03

03

00

08-05

12

MIRANDELA 06

03

01

02

11-05

10

Limianos 06

02

04

00

06-03

10

P. SALGADAS 06

03

01

02

08-06

10

Neves 06

02

01

03

13-13