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Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros AZIBO RURAL Nº 38 - Bimestral - Dezembro

Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros

Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros AZIBO RURAL Nº 38 - Bimestral - Dezembro de

AZIBO RURAL

Nº 38 - Bimestral - Dezembro de 2015 - Director: Helder Fernandes | www.abmc.pt | facebook.com/abmc.pt | Distribuíção Gratuíta

Área de produção para agricultura biológica aumen- tou 8% num ano Pág. 5

Área de produção para agricultura biológica aumen- tou 8% num ano

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EDITORIAL

 
 

T ermina mais um Ano, que para o Regadio do Azibo, foi o mais conturbado, desde 2009, ano em que assumimos a Direção da Associação, no entanto foi o melhor ano de sempre em área regada e em receitas.

Ao longo deste percurso entendemos sempre que só poderíamos optar por dois caminhos, um, o do facilitismo, do “deixa andar, se o dinheiro não chegar aumenta-se o preço da água”, e se calhar com o proveito de sermos bons rapazes e o outro bem mais exigente, aquele que temos percorrido, o de colocarmos sempre o interesse da Asso- ciação, dos seus Associados e dos restantes Beneficiários do regadio da Azibo acima de tudo. Claro que não estamos à espera do reco- nhecimento por essa postura sendo este caminho muito mais difícil mas com resultados. Pelo terceiro ano consecutivo não aumentamos as taxas, ou seja o custo da água manteve-se. Apresentamos sempre resultados positivos, temos as contas em ordem, não temos dívidas, temos colaboradores mais empenhados e polivalentes, acabamos com dependências que não beneficiavam a Associação nem o seu cresci- mento, contratamos um Coordenador a tempo inteiro para executar, em articulação com Direção, a estratégia definida, temos por isso uma Associação mais equilibrada, mais preparada e mais independente. Num País e sobretudo numa região, onde muitas vezes impera a falta de rigor, esta atitude não agrada a quem está habituado a outros “modus operandi”, que esse sim se resume à falta de transparência na ausência de resultados e a estratégias de evolução das organizações Associativas e Cooperativas que tem condenado o nosso desenvolvi- mento coletivo. Quando alguém ousa alterar este “Status Quo”, a conta vem mais tarde, foi assim este ano, com um processo em Tribunal contra a Associação movida por dois Associados, acompanhada por uma queixa à Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, de mais quatro Associados, dois dos quais da Direção da Cooperativa Agrícola de Macedo de cavaleiros. Não deixa de ser um direito que lhes assiste, é pena que não tenham participado ativamente na vida da Associação nomeadamente nas suas Assembleias, para terem conhe-

cimento de causa, em vez de escreverem afirmações falsas e denegrir

imagem de pessoas que não conhecem. Sabemos quem são, o que os move e quem está por detrás disto. Iremos a Tribunal, sem acordos, porque não temos nada a temer. Nos três actos eleitorais em que fomos eleitos apenas tivemos um voto con- tra. É em nome de todos os outros que defenderemos a Associação, podendo até ter a fama de não sermos bons rapazes, mas sendo certo que não temos o proveito. Mudando de assunto, temos novo Governo. Fazendo jus ao seu Programa de Governo vemos que para o Regadio se destaca a ideia de o expandir e torna-lo mais atrativo, aumentar a produção agrícola nas zonas de regadio, definir um Plano Nacional de Regadios visando

a

a

reabilitação dos perímetros de rega degradados e o aproveitamento

de novas áreas com maior potencial para a irrigação, incluindo a ex- pansão do projeto de Alqueva e pretendendo recuperar e instalar cerca

de 60.000 hectares de regadios; aprovar o Novo Sistema de Cálculo de Preços de Água para Rega de forma a garantir a competitividade das culturas regadas com custos mais reduzidos para os utilizadores e uma efetiva penalização do absentismo. O objetivo é aumentar a taxa de utilização dos perímetros de rega em 25%. Em poucas linhas está aqui definida a estratégia para o Regadio Nacional. Da nossa parte, continuaremos a colaborar com as Entida- des competentes, independentemente da cor Partidária, para a evolu- ção do Regadio e da Agricultura da nossa Terra. Nesta época festiva os Órgãos Sociais da ASSOCIAÇÃO DE BE- NEFICIÁRIOS DE MACEDO DE CAVALEIROS, desejam a todos os seus ASSOCIADOS, aos BENEFICIÁRIOS DO REGADIO, COLABO- RADORES, bem como a todos os MACEDENSES, UM FELIZ NATAL

E

UM ANO DE 2016 CHEIO DE REALIZAÇÕES PESSOAIS E PRO-

FISSIONAIS.

 

A Direcção

Candidatura para Melhoria do Valor Económico das Florestas Pág. 6

Candidatura para Melhoria do Valor Económico das Florestas

Pág. 6

Direcção da ABMC mantêm taxas para 2016

2015 foi o melhor ano de sempre em receita e área regada no regadio gerido pela Associação de

Beneficiários de Macedo de Cavaleiros, o que permite, pelo terceiro ano consecutivo, não aumentar as taxas. Isto é possível graças a uma gestão mais eficiente fruto de uma Associação mais equilibrada, mais preparada e mais independente.

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Capoulas Santos é o novo ministro da Agricultura

AGRONEGOCIOS.EU
AGRONEGOCIOS.EU

A quele que foi considerado pela revista “TheParliament” como o melhor eurodeputado na área da agricultura,

em 2012, é o sucessor de Assunção Cristas. Capoulas Santos é o ministro da Agricultura do Governo liderado por António Costa. Nos últimos 20 anos tem acom- panhado de perto os temas da agricultura, foi secretário de Estado da Agricultura entre 1995 e 1998 e ministro da Agricul- tura de 1998 a 2002. Na última década esteve no Parlamento Europeu, onde acompanhou de perto os dossiers da agricul- tura, pescas e desenvolvimento rural.

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PDR 2020: É preciso acelerar a sua execução

N a primeira reunião entre o novo ministro da agricultura e a Confederação Nacional das Cooperativas Agrí- colas e do Crédito Agrícola de Portugal, CONFAGRI, foram identificadas as preocupações sentidas pelo setor. Entre elas, a necessidade de «acelerar a aprovação e o pagamento do PDR 2020», parece ser, segundo Francisco Silva, secretário-geral da CONFAGRI, um fator importante para a resolução de problemas do sector.

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Notícias

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Dezembro de 2015 - AZIBO RURAL

Capoulas Santos é o novo ministro da Agricultura

L uís Capoulas Santos, que ocupou a tutela da

Agricultura, durante o Governo de António Guterres e acompa- nhou o tema ao longo de uma década no Parlamento Euro- peu, é o novo ministro da Agri- cultura, Florestas e Desenvol- vimento Rural no Governo de António Costa, indigitado esta semana como primeiro-ministro pelo Presidente da República. Cavaco Silva agendou para quinta-feira, às 16h00, a toma- da de posse do Governo lidera- do por António Costa, depois de ter aceite os nomes propostos pelo secretário-geral do PS. Luís Manuel Capoulas San-

tos, 64 anos, foi secretário de Estado da Agricultura entre 1995 e 1998 e ministro da Agri- cultura de 1998 a 2002. Capoulas Santos esteve na última década no Parlamento Europeu, onde acompanhou de perto os dossiers da agricultu- ra, pescas e desenvolvimento rural. Natural de Montemor-o-No- vo e licenciado em Sociologia foi eleito, em 2012, pela revista “TheParliament” como o melhor eurodeputado na área da agri- cultura. Regressa agora a um cargo que conhece bem.

Fonte: agronegocios.eu

agora a um cargo que conhece bem. Fonte: agronegocios.eu Ministro da Agricultura cria gabinete de crise

Ministro da Agricultura cria gabinete de crise para acompanhar leite e suinicultura

O ministério da Agricul- tura vai criar estrutura

com representantes da pro- dução, indústria e distribuição para enfrentar dificuldades con- junturais do sector do leite e da produção de suinos. O ministério de Capoulas Santos «decidiu criar um gabi- nete de crise para acompanha- mento dos setores do leite e da suinicultura», anunciou a tutela esta quarta-feira, 16 de dezem- bro, em nota às redações.

Segundo o comunicado, esta será «uma estrutura de apoio multidisciplinar que tem como missão encontrar solu- ções para as situações que os setores atualmente atravessam e para prevenir crises futuras». A estrutura deverá incluir re- presentantes da produção e da indústria, assim como do sector da distribuição, já que a APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, actu- almente liderada pela Jerónimo Martins (Pingo Doce) e vice- presidida pela Auchan Portugal (Jumbo/Pão de Açúcar) e pela

Sonae (Modelo Continente) já

mostrou a sua vontade em ade- rir ao gabinete de crise.

O ministro da Agricultura

recebeu os representantes da APED, «na sequência do pro- grama de audiências setoriais que está a levar a cabo e tam- bém no seguimento da reunião que manteve com o Comissário

Europeu da Agricultura no início desta semana em Bruxelas», explica a nota.

Na comunicação do minis-

tério, Capoulas Santos, citado, justifica: a criação do gabinete visa «procurar gerir equilíbrios na relação entre os diferentes elementos da cadeia que liga os produtores aos consumido- res, designadamente entre os setores da produção, transfor- mação e distribuição, através de um processo de diálogo constante e consistente». O setor do leite da União Europeia vive, desde 1 de abril deste ano, sem as quotas leitei- ras à produção, determinada na última reforma da PAC – Políti- ca Agrícola Comum.

na última reforma da PAC – Políti- ca Agrícola Comum. Os efeitos da liberalização do mercado

Os efeitos da liberalização do mercado levaram a várias mani- festações em Bruxelas e em Lis- boa nos últimos meses, tendo os produtores agropecuários obtido um reforço de 500 milhões dos apoios comunitários, nos quais o valor conferido a Portugal foi de 4,8 milhões de euros. A par da conjuntura, adver- sa, da liberalização do setor

leiteiro no atual contexto – re- tração do consumo interno na Europa, da Rússia e da China – os mesmos fatores, em con- junto com as consequências da organização Mundial de Saúde sobre o consumo de carne têm vindo a penalizar as vendas do setor suinicultura.

Fonte: agronegocios.eu

as vendas do setor suinicultura. Fonte: agronegocios.eu fIchA TécnIcA AZIBO RURAL Director : Helder Fernandes;

fIchA TécnIcA

do setor suinicultura. Fonte: agronegocios.eu fIchA TécnIcA AZIBO RURAL Director : Helder Fernandes; Redação : ABMC;
do setor suinicultura. Fonte: agronegocios.eu fIchA TécnIcA AZIBO RURAL Director : Helder Fernandes; Redação : ABMC;

AZIBO RURAL

Director: Helder Fernandes; Redação: ABMC; Colaboradores: Amândio Salgado Carloto, Ar- mando Augusto Mendes, Hélder Fernandes, Horácio Cordeiro, José Carlos Trovisco Rocha,

Nuno Morais; Victor Santos; Paginação: Edições Imaginarium, Lda.; Propriedade e editor:

Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros; Impressão: Escola Tipográfica - Bragança; 1500 exemplares Registado no ICS com o n.º 125 768 Sede: Edificio da Zona Agrária; Av Ilha do Sal; Apartado 23; 5340 951 - Macedo Cavaleiros; Telf.: 278 420 024; Fax: 278 420 029; e-mail: aziborural@gmail.com; facebook.com/abmc.pt; Aproveitamento Hidroagricola de Macedo de Cavaleiros: Telf.: 278 420 020; Fax: 278 420 029; e-mail: projectomacedo@iol.pt

AZIBO RURAL - Dezembro de 2015

03

Agricultura atraiu €10 mil milhões em cinco anos

N os últimos cinco anos foram investidos €10

mil milhões no sector agrícola e agroindustrial. Só ao abrigo do antigo Proder (Programa de De- senvolvimento Rural), que ter- minou em 2014, o investimento acumulado ascendeu a €5,8 mil milhões, dos quais €3 mil mi- lhões em subsídios. O restante foi investimento privado. Os dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura ates- tam ainda que, só da parte de jovens agricultores, foram investidos mais de €1000 mi- lhões, dos quais €627 milhões alavancados por apoios euro- peus. Em média, desde 2010, fo- ram aplicados €500 milhões

por ano em projetos agrícolas e €1500 milhões/ano em explora- ções agroindustriais. As áreas da floresta e do re- gadio estiveram entre as mais concorridas para novos inves- timentos, com €642 milhões e €628 milhões, respetivamente, só ao abrigo do Proder. Crescer em contraciclo São números nunca vistos nesta área de atividade em Por- tugal e que colocaram o sector a crescer em contraciclo com o resto da economia, nomeada- mente nos anos 2011 a 2013, no pico da crise. Enquanto a economia no seu todo passava por uma recessão profunda (a cair 3,2% em 2012), a agricul- tura registava crescimentos da ordem dos 2,8% ao ano. Foi também durante esses

anos mais críticos que, em cada empresa que fechava, abriam outras sete no sector. No país inteiro batiam-se recordes de desemprego, mas nos campos

havia (e continua a haver) falta de mão de obra. Muitos empre- sários agrícolas recorreram e ainda recorrem a mão de obra importada não apenas dos paí- ses do Leste europeu mas tam- bém da Ásia, com a Tailândia e

o Paquistão à cabeça. Nos últimos quatro anos, o défice alimentar caiu à razão de €400 a €600 milhões por ano. A taxa de cobertura das importações pelas exportações

relativa ao período de janeiro- agosto deste ano, para os pro- dutos agroalimentares, bebidas

e tabaco, passou de 62,5% (em

2014) para 64,5% (em 2015). Exportações crescem 7,2% As exportações agroalimen- tares aumentaram 7,2% entre janeiro e setembro deste ano, de acordo com a secretaria de Estado da Alimentação e Inves- tigação Agroalimentar (SEAIA). Isto num contexto de fecho dos mercados russo e também an- golano, embora por motivos diversos. O primeiro devido ao embargo à compra de produtos europeus e o segundo devido à crise económica provocada pela quebra do preço do petró- leo nos mercados internacio- nais. As exportações portugue- sas para Angola caíram 28,9% durante os primeiros 10 meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2014.

deste ano, em comparação com o mesmo período de 2014. Outro constrangimento mais recente às exportações

Outro constrangimento mais recente às exportações alimen-

tares nacionais tem a ver com o

Brasil, também envolto em cri- se económica e social. Muitas das empresas portuguesas que vendem para aquele país estão

a receber tardiamente os paga-

mentos pelos produtos exporta- dos ou, em alguns casos, nem sequer recebem. Nuno Vieira e Brito, que ge- riu a ‘pasta’ do agroalimentar desde o início de 2013, garante que, apesar de tudo, a tendên- cia de crescimento foi reforçada em setembro, com Portugal a exportar €560 milhões (um au-

mento de 20% face ao mês an- terior), e espera que as vendas ao exterior voltem a ultrapassar os €6 mil milhões em 2015, como, de resto, aconteceu no ano passado. Mais de 80 novos mercados

abertos

Dados da SEAIA indicam ainda que, nos últimos anos, Portugal abriu mais de 80 mer- cados à exportação de 222 pro- dutos ou grupos de produtos. A carne, a fruta e os pro- dutos hortícolas foram os que

mais cresceram face a setem- bro de 2014 (30%), seguindo- se os produtos da pesca (17%)

e alimentares (5%). O mercado europeu con- tinua a ser o principal motor deste crescimento, destino de €3,2 mil milhões nos primeiros nove meses do ano, com Fran- ça e Alemanha à cabeça, para onde as vendas cresceram 30% e 41,5% respetivamente. Para fora do espaço comuni- tário foram exportados €1,2 mil milhões nos primeiros nove me- ses de 2015, com os mercados da América Latina a liderar.

Fonte:expresso.sapo.pt

Idosos geriam metade das explorações agrícolas em Portugal em 2013 – Eurostat

M etade dos responsáveis pelas explorações agrí-

colas em Portugal em 2013 ti- nham 65 anos ou mais, segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat. Segundo aquele organismo, os gestores de explorações mais velhos encontravam-se em Portugal (50,1%), Roménia (41,0%), Chipre (40,0%) Itália (39,7%) e Bulgária (36,7%). Do lado oposto estavam Alemanha (6,5%), Áustria

(8,6%), Polónia (9,6%), Finlân- dia (10,2%) e França (12,4%). Das quase 11 milhões de ex-

plorações agrícolas da UE, em 2013, quase 3,5 milhões (31,1%) eram geridas por pessoas com 65 anos ou mais e mais de 2,6 milhões (24,7%) por gestores com idade entre 55 e 64 anos. As pessoas com menos de 35 anos eram responsáveis por 6% das explorações. Os dados indicaram que a área utilizada para a agricultura manteve-se estável, apesar de mais de uma em cada quatro explorações agrícolas terem de- saparecido entre 2003 e 2013,

o que mostra um “aumento da concentração agrícola”.

Em 2013, contabilizavam-se 10,8 milhões de explorações, que se traduziam em 174,6 milhões de hectares de terras, mostrando que em dez anos cerca de quatro milhões de explorações desapareceu, en- quanto a área utilizada para a agricultura manteve-se estável. A área média por explora- ção passou de 11,7 hectares em 2003 para 16,1 hectares em 2013. As maiores extensões de terra estavam na República Checa e Reino Unido. Segundo o Eurostat, França

e a Espanha foram os Estados-

membros com mais terreno agrí- cola, concentrando 30% de toda a

superfície utilizada na UE, seguin- do-se Reino Unido (9,9%), Ale- manha (9,6%), Polónia (8,3%), na Roménia (7,5%) e Itália (6,9%). Entre 2003 e 2013, as maiores diminuições no uso de terras para fins agrícolas aconteceram no Chipre (-30,1%), Áustria (-16,3%)

e Eslováquia (-11,0%), enquanto

os maiores aumentos registaram- se na Bulgária (+ 60,1%), Letónia (+ 26,1%), Grécia (+ 22,4%) e Es-

tónia (+ 20,3%).

Fonte: observador

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Dezembro de 2015 - AZIBO RURAL

Copadonordeste Cooperativa de agricultores CRL ACopadonordeste deseja BoasFestas a todos os Sócios, Colaboradores eAmigos

Copadonordeste

Cooperativa de agricultores CRL

ACopadonordeste

deseja

BoasFestas

a todos os Sócios, Colaboradores eAmigos

Consultoria

Consultoria

Agrícola

Agrícola

Consultoria Agrícola Elaboração de candidaturas e projetos de investimento Assistência técnica em MPB e PRODI Apoio
Consultoria Agrícola Elaboração de candidaturas e projetos de investimento Assistência técnica em MPB e PRODI Apoio
Elaboração de candidaturas e projetos de investimento

Elaboração de candidaturas e projetos de investimento

Elaboração de candidaturas e projetos de investimento Assistência técnica em MPB e PRODI Apoio à produção
Assistência técnica em MPB e PRODI

Assistência técnica em MPB e PRODI

Apoio à produção e comercialização

Apoio à produção e comercialização

de candidaturas e projetos de investimento Assistência técnica em MPB e PRODI Apoio à produção e

Tel.: 936 079 383

Bairro de S. Francisco Rua Artur Moreno Bloco A, R/C Esq 5340-214 Macedo de Cavaleiros

Tel.: 932 335 998

Largo de S. Sebastião, Casa dos Magistrados R/Ch Dt.º, 5230-311 Vimioso

Macedo de Cavaleiros Tel.: 932 335 998 Largo de S. Sebastião, Casa dos Magistrados R/Ch Dt.º,

Assinado protocolo para combater vespa do castanheiro

Assinado protocolo para combater vespa do castanheiro A 11 de dezembro de 2015 realizou-se, em Lamego,

A 11 de dezembro de 2015 realizou-se, em Lamego,

a cerimónia pública de assina-

tura do Protocolo de Coopera- ção designado por “BioVespa”, criado para combater a vespa das galhas do castanheiro. O plano de ação nacional contra a vespa das galhas do castanheiro, praga que afe- tou a produção de castanha recentemente, foi formalizado em Lamego, na presença de representantes de dezenas de entidades, nomeadamente da Associação Portuguesa da Castanha – RefCast, direções regionais de agricultura e pes- cas do Norte e Centro, institui- ções de inovação e desenvolvi- mento e municípios. O “Biovespa” tem como obje-

tivo primordial criar a articulação adequada entre a Comissão Técnica e os Municípios visando

a implementação da luta bioló-

gica contra a vespa das galhas do castanheiro em cada um dos concelhos afetados. Não excluindo outras alter- nativas, a luta biológica tem sido até ao momento o pro- cesso mais eficaz no controlo desta praga que foi detetada no nosso país pela primeira vez em maio de 2014. Tendo como observadores as direções regionais de agri- cultura e pescas do Norte e Centro, a colaboração de todos os agentes da fileira da casta- nha é considerada imprescindí- vel para combater esta praga. A implementação de me- didas que visam o controlo da referida praga culminou com a realização das primeiras larga- das experimentais do parasita “Torymus Sinensis” que se ali- menta das larvas da vespa nas zonas onde tecnicamente esta opção foi recomendada.

Manuel Cardoso, diretor da

Direção Regional de Agricultura

e Pescas do Norte, sublinhou a

importância dos municípios no âmbito deste processo. O responsável citou, aliás,

o exemplo de Valpaços como

a seguir na prevenção da pro- pagação da praga, bem como todo o plano municipal que a

autarquia liderou na sensibiliza- ção aos produtores e deteção de castanheiros afectados. Manuel Cardoso foi, ainda, mais longe e referiu que a ini- ciativa do Município de Valpa- ços e a adesão por parte dos

produtores

à mesma, foi o impulso para

a tomada de decisão e imple-

mentação do referido plano de acção nacional contra a vespa das galhas do castanheiro. O presidente da Câmara de Valpaços, Amílcar Almeida, citado em comunicado, relem- brou que a autarquia não tem poupado esforços para comba-

ter a praga da vespa do casta- nheiro e este é mais um passo nesse sentido. «Fizemos várias ações de sensibilização para elucidar so- bre os perigos e as formas de combate, tivemos elementos no terreno para apurar os sou- tos que estavam infetados e os custos foram suportados na ín- tegra pelo Município”, referiu. O autarca congratula-se com os resultados, mas não descura do problema: «feliz- mente conseguimos atenuar os prejuízos e os castanheiros que foram infectados estão em re- cuperação. Contudo, continua- mos alerta e queremos estar na fila da frente no combate a esta

praga dada a importância do setor para a economia local». O setor primário movimenta por ano cerca de 100 milhões de euros no concelho de Valpa- ços, sendo que a produção de castanha representa cerca de 40% desse valor.

Fonte: agronegocios.eu

AZIBO RURAL - Dezembro de 2015

05

Área de produção para agricultura biológica aumentou 8% num ano

H á um “interesse reno- vado” em Portugal e o

número de produtores está a aumentar. Com os apoios de

Bruxelas a expectativa é juntar, este ano, 1300 novos agriculto- res a esta fileira Portugal está longe de se destacar entre os seus pares europeus na produção bioló- gica, mas o número de pro- dutores e de área destinada a este tipo de agricultura está a aumentar. Os dados mais re- centes da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) mostram que, entre 2013 e 2014, o número de agricultores registados au- mentou 9% e a terra usada para produzir cresceu 8%, atingindo os 212.345 hectares. Este ano,

a área deverá aumentar 35%,

com a entrada neste negócio de 1300 produtores e mais ver- bas de Bruxelas. A produção biológica está mais desenvolvida na agricultu- ra do que, por exemplo, na in- dústria transformada. A DGADR indica que 86% dos operadores certificados são agricultores (3374 em 2014, um aumento de 9% em comparação com o ano anterior). Já na indústria existem 515 entidades, mais 23% do que em 2013. Contudo, neste valor incluem-se agricul- tores que são, em simultâneo, embaladores ou com activida- de na indústria transformadora. Na aquacultura, por exemplo, o número de empresários é es- casso (três em 2014 e um em 2013). Já no retalho, são 30 as empresas certificadas. Jaime Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (Agrobio), adianta que há um “renovado interesse pela agricultura bioló-

gica em Portugal, fruto da con- jugação entre crise económica, novas gerações urbanas com fortes preocupações ambientais

e com dificuldade em encontrar

trabalho nas actividades tra-

dicionais, e uma nova Política Agrícola Comum [PAC] 2014- 2020”, que pretende promover este modo de produção. A par da evolução que se tem vindo

a verificar, espera-se um cres-

evolução que se tem vindo a verificar, espera-se um cres - cimento expressivo em 2015, graças

cimento expressivo em 2015, graças às novas medidas de apoio de Bruxelas.

O presidente da Agrobio

avança que, este ano, a área em agricultura biológica poderá ter aumentado “em 35%, cor- respondendo a 78 mil hectares em conversão e 1300 agricul- tores”. Significa que terra que, até agora, estava ao abandono ou dedicada à agricultura tradi- cional passou a produzir pro- dutos através deste método, que não recorre a pesticidas, adubos químicos de síntese ou organismos geneticamente modificados. “Há claramente novas culturas na vinha, ervas

aromáticas, frutos secos, frutos vermelhos e também cogume- los”, adianta, sublinhando que se trata de áreas mais peque- nas, mas com um número “ex- pressivo” de agricultores.

Há empresas que produzem

e vendem produtos biológicos

que conseguiram aumentar em 30% a sua facturação. “Abri- ram novos pontos de venda, e estão agendados mais para os próximos meses, sobretudo no

retalho. A comercialização, ain- da muito centralizada na área metropolitana de Lisboa, vai expandir-se ao Porto, Aveiro

e outras áreas do país”, con-

tinua. O preço é um entrave à

disseminação deste negócio,

mas a Agrobio acredita que

à disseminação deste negócio, mas a Agrobio acredita que “tende a estabilizar ou mesmo diminuir” graças

“tende a estabilizar ou mesmo diminuir” graças a um aumen- to expectável da produção. Um relatório da Federação Internacional da Agricultura Biológica, baseado em dados de 2011 e 2012, mostra que Portugal tem uma quota de apenas 5,97% na produção mundial. Em 2011, gerou ven- das de 21 milhões de euros, com uma área de 219.684 hectares, valor superior ao que se verificou em 2014 (212.345 hectares). Esta re- dução é explicada pela falta de incentivos comunitários à produção, cenário que entre- tanto se alterou com os novos apoios da PAC que já estão a ser utilizados pelos agriculto- res. A agricultura biológica re- presenta 6% do total da área agrícola utilizada no país. Na Europa este negócio está avaliado em 26,3 mil mi- lhões de euros e a Alemanha é o maior produtor: vale mais um terço das vendas. Segue- se França, Reino Unido e Itá- lia. Os países com maior con- sumo per capita de produtos biológicos são a Suíça, a Di- namarca e o Luxemburgo. Considerando os países isoladamente, os Estados Uni- dos são o maior mercado do mundo, com vendas calcula- das de 29,1 milhões de euros. Fonte: publico.pt

06

Dezembro de 2015 - AZIBO RURAL

Melhoria do Valor Económico das Florestas - 1º Anúncio

OPERAÇÃO 8.1.5. MELHORIA DA RESILIÊNCIA E DO VALOR AMBIENTAL DAS FLORESTAS

Aberto de 2 de Outubro de 2015 às 12:00 a 31 de Janeiro de 2016 às 19:00

o BJEtIVo

DA oPERAÇÃo

a) Adaptação às alterações climáticas e mitigação dos seus efeitos, promoção dos serviços de ecossistema (ar, água, solo e biodiversidade) e melhoria da provisão de bens públicos pe- las florestas; b) Reabilitação de povoa- mentos identificados pela enti- dade competente como estando em más condições vegetativas potenciando riscosambientais graves, designadamente, man-

chas de povoamentos florestais resultantes de regeneração na- tural após incêndio com densi- dades excessivas, povoamen- tos de quercíneas, ou outras espécies, em processo de de- clínio e povoamentos instalados em condições ecologicamente desajustadas.

tIPo DE APoIo Intervenção ao nível da exploração florestal e agro- florestal apoiar, ações que vi- sem:

florestal e agro - florestal apoiar, ações que vi- sem: Calendário de Candidaturas - 2015/2016 Candidaturas

Calendário de Candidaturas - 2015/2016

Candidaturas

Periodo

 

19

nov 2015

Organizações Interprofissionais

a 30 dez 2015

Restabelecimento da floresta afetada por agentes bióticos e abióticos ou por acontecimentos catastróficos

5

nov 2015

a 29 fev 2016

Investimento na Exploração Agrícola (Jovens Agricultores) 6º Anúncio

3

nov 2015

a 29 fev 2016

Jovens Agricultores

3

nov 2015

3º Anúncio

a 29 fev 2016

Melhoria do Valor Económico das Florestas 1º Anúncio

2

out 2015

a 31 jan 2016

Melhoria da Resiliência e do Valor Ambiental das Florestas 1º Anúncio

2

out 2015

a 31 jan 2016

 

12

nov 2015

Instalação de Sistemas Agroflorestais

a 31 mar 2016

 

12

nov 2015

Florestação de Terras Agrícolas e não Agrícolas

a 31 mar 2016

de Terras Agrícolas e não Agrícolas a 31 mar 2016 ContACtoS útEIS ABMC Ass . BenefiCiários

ContACtoS útEIS

e não Agrícolas a 31 mar 2016 ContACtoS útEIS ABMC Ass . BenefiCiários MAC . CAvAleiros

ABMC Ass. BenefiCiários MAC. CAvAleiros

278 420 024

DGADr Aproveit. hiDroAGríColA MAC. CAv.

278 420 020

ApA AssoCiAção portuGuesA Do AMBiente

278 426 735

ACriGA AssoCiAção CriADores De GADo

278 426 546

AGriArBol Ass. pt. AGro-fl. terrA quente

278 421 698

AJAp Ass. Jovens AGr. portuGAl MAC. CAv.

278 425 756

DrAp-n Dir. reG. AGr. pt. norte MirAnDelA

278 260 900

DrAp-n DeleGAção Do norDeste MAC. CAv.

278 426 627

CooperAtivA AGríColA De MAC. CAvAleiros

278 421 145

AnCorCB Ass. nAC. Cri. ovinos ChurrA BADAnA

278 426 383

CAp ConfeDerAção De AGriCulturA portuGAl

278 421 337

AnCoteq Ass. nAC. Cri. ovinos ChurrA tq

278 426 357

fAtA feD. AGriCulturA De trás-os-Montes

278 426 454

veterinário MuniCipAl

278 421 747

CluBe De CAçA e pesCA De MACeDo CAvAleiros

278 425 160

Afn AutoriDADe florestAl nACionAl

278 421 448

ifAp vilA reAl

259 340 690

a) Proteção de habitats e

promoção da biodiversidade, através de operações silvícolas

e infraestruturas de proteção; b) Adaptação das florestas às alterações climáticas, atra- vés de operações silvícolas que promovam o aproveitamento da

regeneração natural, a alteração da composição, estrutura ou densidade dos povoamentos;

c) Aumento dos serviços do

ecossistema e das amenidades públicas, através de operações

silvícolas e infraestruturas que melhorem e promovam a capa- cidade dos povoamentos para

o sequestro e armazenamento

de carbono, a conservação do solo e a regularização do regi- me hídrico e fomentem a utiliza- ção pública das florestas.

BEnEFICIÁRIoS Detentores públicos e priva- dos de espaços florestais.

DESPESA ELEGÍVEL

Intervenção ao nível da

exploração florestal e agro-

florestal

a) Custo com instalação de

espécies florestais ou arbusti-

vas, proteções individuais de plantas ou redes de proteção,

incluindo transporte, armazena-

gem, mão-de-obra e materiais

florestais de reprodução;

b) Custo com operações sil-

vícolas, incluindo o aproveita-

mento da regeneração natural,

adensamentos ou redução de

densidades, podas, desrama- ções, controlo de vegetação

espontânea ou cobertura do solo com plantas melhoradoras

do solo e controlo de espécies invasoras lenhosas;

c) Custo com instalação de

infraestruturas de apoio ao pú- blico ou de proteção e a aquisi- ção de material diverso como si-

naléticas e painéis informativas;

d) As contribuições em es-

pécie são elegíveis.

ConDIÇÕES DE ACESSo Intervenção ao nível da

exploração florestal e agro- florestal

a) Área mínima de investi-

mento de 0,5 hectares;

b) Deter comprovativo de

comunicação prévia, para os projetos que se encontrem nas condições previstas no regime Jurídico de Arborização e rear-

borização (artigo 5º do Decreto- lei nº96/2013, de 19 de julho) ou deter, quando aplicável, autori-

zações previstas na legislação aplicável, da autoridade compe-

tente, para a operação de flores- tação as decorrentes do Regime Jurídico de Arborização e Rear- borização, da Rede Natura 2000 e Áreas Protegidas;

c) As espécies elegíveis a

utilizar nas ações de reconver- são de povoamentos são as que constam nos PROF, e tal como previsto no seu articula- do, outras espécies de árvores florestais quando as caracterís-

ticas edafoclimáticas locais as- sim o justifiquem;

d) A rearborização após cor-

te só é elegível no caso de intro-

duzir alterações na estrutura ou composição dos povoamentos, melhoramento o seu desempe-

nho ambiental nomeadamente através de ocorrer uma diver- sificação da composição, com introdução de outras espécies

(preferencialmente folhosas au- tóctones) em pelo menos 10% da área a reconverter;

e) Apresentação de Plano

de Gestão Florestal (PGF) nos termos da Lei quando os inves- timentos incidam em explora- ções florestais ou agroflorestais com área igual ou superior à definida em PROF.

nÍVEIS E tAXAS DE APoIo Ajudas concedidas sob a forma de incentivos não reem- bolsáveis até ao limite máximo

de 2 500 000 euros (total para

o conjunto das operações de

8.1.1 a 8.1.6) e de 5 000 000 euros no caso das entidades

públicas (total para o conjun-

to das operações 8.1.3, 8.1.4

e 8.1.5) Plafond aplicado por

beneficiário, no caso das enti- dades gestoras de ZIF plafond aplicado por ZIF. Taxa de apoio Intervenção ao nível da exploração florestal e agro- florestal

a) 85%. Equipamento – 50%,

sendo que no caso dos municí-

pios este valor é de 70%.

Apoio à elaboração de PGF

ou instrumento equivalente:

a) associado a investimen-

to florestal: média ponderada

dos níveis de apoio do tipo de apoio florestal a que o benefi- ciário recorre.

AZIBO RURAL - Dezembro de 2015

07

É urgente acelerar o PDR 2020

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, recebeu, esta sexta-feira, a CONFAGRI.

A CONFAGRI – Confe- deração Nacional das

Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, reuniu no passado dia 11 de de- zembro, com o novo ministro da Agricultura, Capoulas Santos. Francisco Silva, secretário- geral da CONFAGRI, depois da reunião disse que, do encontro com a tutela, resultou o enume- rar de preocupações sentidas pelo setor. Entre elas, a necessidade de «acelerar a aprovação e o pagamento do PDR 2020» bem como dar resposta a «outros problemas que existem», no- meadamente com as Organiza- ções de Produtores (OP’s). Sobre as OP’s, refere Fran-

cisco Silva, «a lei não é para Portugal» já que é «desajusta- da» ao mercado e dimensão do país ao nível, por exemplo, do número mínimo de sócios para cada organização de produto- res, bem como o volume míni-

mo de vendas. O secretário-geral da CONFAGRI realça que foram igualmente diagnosticados e debatidos os dois principais problemas que existem atual- mente: o embargo da Rússia a inúmeros produtos e a baixa do preço do petróleo. «Estes dois fatores fizeram com que grandes importadores, como Angola e a Venezuela, não tenham recursos para im- portar, o que nos cria proble- mas (às exportações, no caso). Como tal, é preciso criar medi- das que colmatem este proble- ma», sustenta, acrescentando ser necessário «mais fiscaliza- ção da legislação ao nível dos circuitos comerciais» e ter em conta igualmente «o papel das grandes superfícies». Francisco Silva adianta que o ministro Capoulas Santos, «que conhece muito bem o setor», herdou um ministério «com situ- ações complicadas ao nível dos

um ministério «com situ- ações complicadas ao nível dos compromissos financeiros» bem como na «aplicação das

compromissos financeiros» bem como na «aplicação das diferen- tes medidas da tutela». «E está, pois, disponível para promover

o rápido avanço das mesmas e

acelerar processos», garante. Por fim, o secretário-geral da CONFAGRI diz que há uma «questão escandalosa» rela- cionada com a formação profis- sional no âmbito do COMPETE

- Programa Operacional de Fa- tores de Competitividade. «Os ministérios da Econo- mia e da Agricultura anteriores

afastaram-nos a nós e outras organizações agrícolas desta matéria. E é escandaloso. É, pois, por isso, necessário pôr termo a isto», apela.

Fonte: agronegocios.eu

Confederação da Agricultura defende que solução para crise climática passa por agricultura familiar

P ara a Confederação Nacional da Agricultura

(CNA), resolver as alterações climáticas passa “pela aposta

na agricultura familiar e na pe- quena agricultura, em modelos de produção mais sustentáveis

e na relocalização do consu-

mo alimentar”, já que o modelo

agro-industrial intensivo “não é

a solução”. Esta opção “implica, inevi- tavelmente, uma alteração nas políticas agrícolas, alimentares

e comerciais ao nível global”,

refere um comunicado hoje di- vulgado pela CNA. Uma delegação da confede- ração, que representa a agricul- tura familiar em Portugal, esteve presente em Paris para partici- par num conjunto de iniciativas da Coordenadora Europeia Via Campesina, a ocorrer em para- lelo com a realização da confe- rência das Nações Unidas para

o clima (COP21). A COP21 junta 196 países para tentar chegar a um acor- do vinculativo que defina a re-

dução das emissões de gases

com efeito de estufa, de modo a conseguir limitar o aumento da temperatura média do planeta, e o financiamento da adapta- ção, principalmente das nações em vias de desenvolvimento.

A CNA vem reclamar so-

luções efetivas contra a crise climática e denunciar “as falsas

soluções que têm sido aponta-

das, como a questão do mer- cado de carbono e a chamada economia verde”. É que, para estes agriculto-

res portugueses, o mercado do carbono, sem mudanças nas políticas agrícolas, alimentares

e comerciais, “apenas levará à

canalização de enormes inves-

timentos no setor agro-florestal

à escala mundial nos chamados

sumidouros de carbono agríco- las e florestais”.

E lista as principais con-

sequências daquelas opções,

nomeadamente o aumento

dos conflitos relacionados com

a posse dos recursos naturais e da pressão humana sobre

com a posse dos recursos naturais e da pressão humana sobre exigem “enormes consumos energéticos”, contribuindo

exigem “enormes consumos energéticos”, contribuindo para o agravamento das emissões de gases com efeito de estufa. Por outro lado, explica a confederação, a agricultura

menteaomodeloagro-industrial, industrial está baseada num

a CNA defende ser “altamente

sificação e industrialização. Quanto à oposição relativa-

agro-florestal, com a sua inten-

gradação, assim como a trans- formação do modelo produtivo

estes recursos, com a sua de-

consumo deslocalizado e, por isso, implica enormes gastos energéticos para transporte, refrigeração, transformação e embalamento.

Fonte:rtp.pt

dependente dos combustíveis fósseis” e da importação de fatores de produção, como fer-

tilizantes, pesticidas ou rações para a alimentação animal, que

08

Dezembro de 2015 - AZIBO RURAL

08 Dezembro de 2015 - A Z I B O R U R A L ASSoCIAÇÃo

ASSoCIAÇÃo DE BEnEFICIÁRIoS DE MACEDo DE CAVALEIRoS

APROVEITAMENTO HIDROAGRÍCOLA DE MACEDO DE CAVALEIROS

Taxas de Exploração e Conservação para 2016

1 - TAXAS DE EXPLORAÇÂO (com IVA à taxa de 6%)

A) PREÇo PoR HECtARE

 

tIPo DE REGA

CULtURAS

ASPERSÃo

MICRo ASPERSÃo

E GotA-A-GotA

ALAGAMEnto

HORTA

130,00 €

170,00 €

MORANGAL

170,00 €

150,00 €

FORRAGEM

205,00 €

270,00 €

LAMEIRO

205,00 €

270,00 €

VIVEIROS

170,00 €

150,00 €

225,00 €

MILHO E SORGO

125,00 €

160,00 €

RELVADO

275,00 €

340,00 €

CEREALíFERAS E NABAL (VALOR MENSAL)

22,00 €

35,00 €

OLIVAL E VINHA

51,00 €

41,00 €

66,00 €

POMAR

75,00 €

53,00 €

90,00 €

ESTUFAS

170,00 €

150,00 €

225,00 €

PERDAS

350,00 €

LAMEIROS, FORRAGENS E RELVADOS, SOFREM AGRAVAMENTO DE 5%, SE CAMPANHA FOR SUPERIOR A 120 DIAS

B) PREÇo PoR MEtRo CúBICo

USo DA ÁGUA

CUSto Do MEtRo CúBICo

AGRICULTURA

0,03 €

AUTARQUIAS

0,05 €

OUTROS FINS

0,20 €

C) tAXAS DE EXPLoRAÇÃo MÍnIMAS

TAxA DE ExPLORAÇÃO MíNIMA POR TOMADA DE REGA UTILIZADA

18,00 €

TAxA DE ExPLORAÇÃO MíNIMA PARA QUINTAIS

35,00 €

TAxA DE ExPLORAÇÃO P/ QUINTAIS C/ ÁREA PREDOMINANTEMEN- TE DE JARDIM OU COM + 500M 2

40,00 €

TAxA DE ExPLORAÇÃO MíNIMA POR LIGAÇÃO PRECÁRIA

30,00 €

D) REGAntES Do CAnAL ConDUtoR GERAL

REGANTES DO CANAL CONDUTOR GERAL E RESERVATÓRIOS

AGRAvAMENTO DE 35% DA TAxA DE ExPLORAÇÃO

2 - TAXAS DE CONSERVAÇÃO (com IVA à taxa de 6%)

A) tAXAS DE ConSERVAÇÃo

TAxA DE CONSERVAÇÃO POR HECTARE

30,00 €

TAxA DE CONSERVAÇÃO MíNIMA POR REGANTE

7,00 €

NOTA: OS QUINTAIS E OS PRÉDIOS REGADOS A PARTIR DO CANAL CONDUTOR GERAL OU DOS RESERVATÓRIOS ESTÃO ISENTOS DO PAGAMENTO DA TAxA DE CONSERVAÇÃO

CALENDÁRIO INDICATIVO DE PAGAMENTOS DAS AJUDAS DO PEDIDO ÚNICO (Datas Previsionais) ( ¹ ) - Campanha 2015

Apoio

Pagamento previsto até dia

Dezembro 2015

RPB — Regime de Pagamento Base – 1.ª Prestação

31

dez 2015

PJA — Pagamento Para os Jovens Agricultores – 1.ª Prestação

31

dez 2015

RPA — Regime da Pequena Agricultura– 1.ª Prestação

31

dez 2015

Prémio por Vaca em Aleitamento – 1.ª Prestação

31

dez 2015

Prémio por Ovelha e Cabra – 1.ª Prestação

31

dez 2015

Prémio por Vaca Leiteira – 1.ª Prestação

31

dez 2015

Pagamento Específico por Superfície ao Arroz – 1.ª Prestação

31

dez 2015

Pagamento Específico por Superfície ao Tomate – 1.ª Prestação

31

dez 2015

PRODER — Florestação de Terras Agrícolas (2)

31

dez 2015

QCA I e II — Medidas Florestais dos R.2328/91 E R.2080/92 (2)

31

dez 2015

M7.3.1 - Pagamentos Natura– Adiantamento (2)

31

dez 2015

M7.7 - Pastoreio Extensivo– Adiantamento (2)

31

dez 2015

2016

Janeiro

M9 - Manutenção da Atividade Agrícola em Zonas Desfavoreci- das - Saldo (2)

29 jan 2016

Apoio

Pagamento previsto até dia

M7.1 - Agricultura Biológica - Saldo (2)

29

jan 2016

M7.2 - Produção Integrada - Saldo (2)

29

jan 2016

M7.3.2 - Apoios Zonais de Caráter Agro Ambiental (2)

29

jan 2016

M7.4 - Conservação do Solo - Saldo (2)

29

jan 2016

M7.6 - Culturas Permanentes Tradicionais (2)

29

jan 2016

M7.7 - Pastoreio Extensivo - Saldo (2)

29

jan 2016

Fevereiro

M7.5 - Uso Eficiente da Água (2)

29

fev 2016

M7.3.1 - Pagamentos Natura - Saldo (2)

29

fev 2016

M7.8.1 - Recursos Genéticos - Manutenção de Raças Autócto- nes em Risco - Saldo (2)

29

fev 2016

Março

Pagamento por Práticas Agrícolas e Benéficas - Greening - 1ª Prestação

31

mar 2016

M7.9 - Mosaico Agroflorestal (2)

31

mar 2016

M7.10.2 - Silvoambientais - Manutenção e Recuperação de Galerias Ripícolas (2)

31

mar 2016

(1) Calendário provisório, sujeito a alterações decorrentes de situações excecionais. (2) Condicionado à existência de disponibilidade orçamental.