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ANDRÉIA MENDES DE ALMEIDA

A CAPTAÇÃO DE RECURSOS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA
PARA SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA DA ASSOCIAÇÃO AMOR
PRA DOWN

Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior
Itajaí (SC)
2013
ANDRÉIA MENDES DE ALMEIDA

A CAPTAÇÃO DE RECURSOS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA
PARA SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA DA ASSOCIAÇÃO AMOR
PRA DOWN

Trabalho de conclusão de curso
apresentado ao Instituto Cenecista Fayal
de Ensino Superior como um dos prérequisitos para obtenção do grau de
Bacharel em Administração.

Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior
Itajaí (SC)
2013
A CAPTAÇÃO DE RECURSOS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA
SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA DA ASSOCIAÇÃO AMOR PRA DOWN

Este trabalho de conclusão de curso foi julgado aprovado para a obtenção do
grau de Bacharel em Administração do Instituto Cenecista Fayal de Ensino
Superior – IFES

Itajaí, 22 de novembro de 2013.

Banca Examinadora

_________________________
Prof. Wilson Reginatto Júnior
Orientador

_________________________
Profª. Diuvani Tomazoni
Examinador

_________________________
Prof.ª Patrícia Ferreira
Examinador

EQUIPE TÉCNICA

Wilson Reginatto Júnior Orientador de Metodologia Profº.Estagiária Andréia Mendes de Almeida Orientador de Conteúdo Profº. Marcello Soares Supervisor de Campo Marcos Antônio Costa .

que infelizmente não pode estar presente neste momento tão feliz da minha vida. Pelo amor. carinho e companheirismo. Ao meu esposo David. meu bem mais precioso. Ao meu esposo David. AGRADECIMENTOS Quatro anos se passaram e muito tenho a agradecer. A minha mãe Helena. Ao meu pai Germano (in memorian). por me ajudar a encontrar soluções sempre que precisei e por não me . Primeiro a Deus. Por me incentivar nos momentos de dificuldade. eterna incentivadora dos meus sonhos. pela dádiva da vida. devo a ela a pessoa que sou hoje. pelo amor. dando-me forças para persistir.Dedico este trabalho às pessoas mais importantes na minha vida: a minha mãe Helena. Ao meu filho Jhony. pelo apoio constante e por estar sempre ao meu lado me motivando a seguir em frente na busca do nosso maior objetivo: ser feliz. carinho e educação. que fez da educação dos filhos seu projeto de vida. pois devo a ele pelos ensinamentos e valores transmitidos. mas que não poderia deixar de citar. por iluminar meu caminho e me manter firme ao longo desta caminhada. por toda paciência e compreensão.

E pelas caronas de todo dia nesses quatro anos.deixar desistir. Ao professor Wilson Reginatto Júnior. Estendo estes agradecimentos a todos os meus familiares e amigos que estão sempre presente em todos os momentos de minha vida me proporcionado momentos de alegria. A professora Patrícia Oliveira por me ajudar na escolha do tema. Pelo amor. . carinho e companheirismo e por compartilhar comigo a realização deste sonho. Aos meus professores de curso que compartilharam comigo um pouco do seu conhecimento e experiência e ao professor Edison Luiz de Oliveira pela importante colaboração na área de Contabilidade do Terceiro Setor. por contribuir com sua criatividade e habilidade na concepção das peças publicitárias que enriqueceram meu trabalho. por todas as contribuições feitas ao trabalho e pelo auxílio prestado. por iluminar minha vida e me encher de orgulho. Aos meus amigos e colegas de faculdade. meu orientador. tesouro que trago em meu coração. Ao Sr. Ao meu amigo Thiago Hunger de França. Marcos Antônio da Costa pela oportunidade do campo de estágio e a funcionária Daniele que me auxiliou em todos os momentos em que necessitei. Ao meu filho amado Jhony. professor e amigo. pela troca de conhecimento nos trabalhos realizados e pela companhia e bons momentos compartilhados.

Caracteriza-se por abordagem qualitativa e caráter exploratório. Palavras-Chave: Terceiro Setor. pois objetiva a apresentação de um Plano de Captação de Recursos. O método adotado foi a pesquisa de campo e os instrumentos de coleta de dados utilizados foram a entrevista semi-estruturada e análise documental. As ações de captação de recursos propostas trouxeram novas perspectivas para a AAPD no que tange à geração de receitas para honrar as obrigações contraídas no cumprimento de sua finalidade estatutária. Planejamento. .O futuro acreditam pertence na àqueles beleza de que seus sonhos. representado pelo Estado. Financiadas em parte pelo Poder Público. Captação de Recursos. O Terceiro Setor surgiu devido à ineficiência do Estado em promover políticas públicas de qualidade que atendam às necessidades básicas da população. Marketing de Relacionamento e Marketing Social. A pesquisa se tipifica como Proposição de Planos. As estratégias utilizadas foram o estudo de caso. o Segundo Setor equivale à iniciativa privada e o Terceiro Setor corresponde às organizações sem fins lucrativos. o que compromete sua própria existência. Este Trabalho de Conclusão de Curso teve por objetivo a elaboração de um plano de captação de recursos com vistas à promoção da sustentabilidade financeira da Associação Amor Pra Down. de constituição privada com ações voltadas ao interesse público. instituição sem fins lucrativos de caráter privado com ações voltadas ao interesse público. Elleanor Roosevelt RESUMO A sociedade atual encontra-se segmentada em três setores distintos: o Primeiro Setor. a maioria dessas organizações são incapazes de se autossustentar financeiramente. o que demonstra a necessidade em profissionalizar o processo de captação de recursos. a pesquisa bibliográfica e documental. O crescimento do Terceiro Setor impactou na disputa entre as entidades na busca por recursos.

...........Painel de entrada da AAPD.............................................................................................Método de Pesquisa......................................................O Setor de Captação de Recursos..............65 Figura 10.......................Fontes de Recursos........................................................................Layout AAPD......................................................................18 Figura 4 .........................................................25 Figura 5 ...........................53 Figura 7 .Ficha Cadastral sócio mantenedores.......................................Organograma AAPD............Os três setores................................................................................107 ...................................................LISTA DE FIGURAS Figura 1 ........16 Figura 3 ......................Departamento de Captação de Recursos e demais setores...................................60 Figura 9 ................. ...................................46 Figura 6 ................................................................................................15 Figura 2 .....54 Figura 8 .............Banners da AAPD.......................................

............................LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Mix de Receitas da AAPD.102 ............................................................................................................................83 Gráfico 4 – Mix de Receitas AAPD 2014..................................................78 Gráfico 3 – Despesas AAPD com isenção/imunidade fiscal................77 Gráfico 2 – Despesas AAPD..............................................

...........................82 Quadro 14 – Projeção Recursos Humanos AAPD 2014..................................................................48 Quadro 4 ........................................................70 Quadro 9 ................LISTA DE QUADROS Quadro 1 .....................................73 Quadro 11 ........52 Quadro 6 .........34 Quadro 3 .....................................................................................103 Quadro 20 – Sugestão de Atividades................................72 Quadro 10 ............................................................................................................................................Fontes de Financiamentos .................................................................................Análise SWOT AAPD .................................74 Quadro 12 ..................................................105 Quadro 22 – Ficha de Monitoramento.................................113 Quadro 25 – Avaliação do Plano..................Desafios...........................................................114 ..............................Certificações AAPD.....................................................................Análise SWOT.....................69 Quadro 8 ...75 Quadro 13 – Despesas AAPD com isenção INSS..............................................................100 Quadro 19 – Objetivos e Estratégias................................98 Quadro 18 – Projeção Receitas AAPD 2014........................................................................Despesas AAPD.111 Quadro 24 – Monitoramento do Plano.............................................................................49 Quadro 5 ................................................................Fontes de Financiamentos ...Fontes de Recursos II................Tipos de Doações.......32 Quadro 2 ................................Análise SWOT AAPD .................Fontes de Recursos AAPD................Ambiente Interno.......95 Quadro 16 – Projeção Recursos Humanos 2014 com reajuste........107 Quadro 23 – Cota de Patrocínio......................................................Modelo Orçamento Plurianual................................................94 Quadro 15 – Projeção Orçamento AAPD 2014.........Ambiente Externo........................................................................................................................................................97 Quadro 17 – Orçamento AAPD 2014...........................................................................Fontes de Recursos I................Vantagens.............66 Quadro 7 ..............................104 Quadro 21 – Sugestão de Atividades.......

........................................................................19 2...45 3...............24 3.............................1............3................................3 Quanto às estratégias de pesquisa......3 Captação de recursos.....1 Gestão do terceiro setor.........1 Objetivo geral..........2 Quanto aos objetivos.....................................1 A empresa...............................................................................................19 2.......................................3............. Administração.......................................................................................................................................................2.............1....1.......................35 3.....1 Quanto à abordagem da pesquisa.2 Questão problema...........................................................3 A Importância do Planejamento no Terceiro Setor................................................................3 Justificativa..............................................58 4....17 2...................................40 3........................................................................................................................115 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.....................59 .......................4...................................50 3............................................................. OBJETIVO............................................................................4 Fontes de financiamento.2...................................................................59 4....................................1.58 4......14 1......1Caracterização da pesquisa..........................29 3.........................................................................................................................................................................................................................................2 Ética na captação de recursos.........1 As funções da administração.................16 1....5 Marketing de Relacionamento e Marketing Social............33 3.............................................20 3..........................54 4 METODOLOGIA.................. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA....................................................................................................43 3.............2 Gestão dos recursos financeiros..........13 1...........................Quadro 26 – Cronograma de Atividades..................................2 Conceituando o terceiro setor.....20 3...............................2.........1 Estratégias de captação de recursos.....................................................................................2 Objetivos específicos................................................................................27 3..........1................................52 3.1 Plano de captação de recursos...............58 4.......4.22 3.......19 3..............................................................2 O Setor de Captação de Recursos....................................................................................................................................

.....................................................CONCLUSÃO.................................................................................................119 ANEXOS.......................................................62 5.....136 ......................1 Campo de observação...................................63 6.......................................116 REFERÊNCIAS..................................................2 Método.....................................................60 4...............................................................................................................................................................2....................124 APÊNDICES.....................................................................................................4..........RESULTADOS..............................................

Fruto da má distribuição de renda.13 1 INTRODUÇÃO Brasil . sendo que a maioria deixaria de existir sem tais recursos. persiste o fenômeno da desigualdade social. baixa escolaridade. desemprego. ignoram a importância da atividade de captação de recursos. empenhados em minimizar ou solucionar essas disparidades e também em sensibilizar outras parcelas da sociedade. Entretanto.7 mil organizações responsáveis pela geração de cerca de 2 milhões de empregos. muitas riquezas e diversidade cultural . precariedade da saúde.país de dimensão continental. o qual tem sido alvo de investimentos consideráveis por parte do Estado. através da implementação de programas sociais voltados a erradicação da miséria e da fome no país. A limitação de verba obriga as ONGs a manter um quadro funcional restrito ao atendimento de sua finalidade social. De acordo com o IBGE Instituto Brasileiro de Geopolítica e Estatística (2010) existem aproximadamente 290. Esses movimentos deram origem às organizações sem fins lucrativos que compõem o Terceiro Setor. mas sem competência para gerenciar negócios. a desigualdade social compreende um leque de desigualdades: econômica. em meio ao progresso. A inércia do Estado no atendimento às demandas da sociedade alavancou o crescimento do Terceiro Setor nas últimas décadas. entre outras carências existentes nos país. com vastas extensões de terra. A ineficiência do Poder Público diante das mazelas da sociedade favoreceu o aparecimento de movimentos organizados pela sociedade civil. Essas organizações são financiadas em parte pelo governo por intermédio de convênios firmados com órgãos públicos e/ou através de doações recebidas de empresas privadas. as ONGs necessitam de insumos para realizar suas atividades. violência urbana. exclusão digital. Parte delas sequer tem um profissional para realizar esta atividade que requer planejamento e dedicação. . Embora não visem o lucro.vivencia um período de crescimento e estabilidade econômica que o elevou à condição de país em desenvolvimento no cenário mundial. Geralmente administradas por pessoas que simpatizam com a causa.

social. localizada no município de Balneário Camboriú – SC. garra. sensibilidade. A visão da AAPD é “ser reconhecida como um referencial de apoio ao DOWN na sociedade. que de fato contribuam com a transformação da comunidade onde está inserido. Tem como valores: trabalho em equipe. Mas a principal exigência é que as organizações sejam financeiramente sustentáveis. Sendo assim. participação em eventos e visitas institucionais são algumas exigências do investidor social. Ele quer participar de forma efetiva. organização da sociedade civil sem fins econômicos. E. gestão transparente. 1. em todas as etapas de suas vidas”. em todos os segmentos: institucional. de caráter assistencial e terapêutico. integração e desenvolvimento dentro dos aspectos afetivo. captação de recursos tem sido um dos maiores desafios enfrentados pelo Terceiro Setor. criando ações para a sua independência. o investidor social dos dias atuais exige contrapartida que vai além de benefícios como visibilidade e possibilidade de exercer o marketing social. persistência. Porém. faz-se necessário priorizar a área de captação de recursos e ter no mínimo um profissional qualificado para elaborar um plano de captação de recursos eficiente.14 E. Prestação de contas. oferecendo atendimento especializado. autonomia e inclusão na sociedade. solidariedade. relatórios com resultados e impactos gerados pelo projeto. educacional. O presente trabalho se propôs a tratar essa questão e foi realizado na Associação Amor Pra Down (AAPD). Captar recursos é uma atividade que exige profissionalismo e ética. social e cognitivo das pessoas com síndrome de Down e suporte a suas famílias. foi fundada em 21 de março de 2000 com a missão de “promover a assistência.1 A Empresa A Associação Amor Pra Down – AAPD – pessoa jurídica de direito privado. A Responsabilidade Social Corporativa desponta como uma excelente oportunidade para a atividade de captação de recursos. apoiando projetos que façam a diferença. . não deve ser confundida com pedir esmolas. entusiasmo e comunicação.

alugou uma sala e passou a atender de fonoaudiologia e educação especial. Sem sede própria. Aos 21 de março de 2000 passou a existir oficialmente através da criação do estatuto social e da eleição da primeira diretoria. Figura 1 – Painel de Entrada da AAPD Fonte: A AAPD (2013) A AAPD está inscrita nos Conselhos Municipal de Assistência Social e no Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente.15 familiar. profissionais e amigos de pessoas com Síndrome de Down. É reconhecida de Utilidade Pública nos âmbitos Municipal e Estadual. Devido à crescente demanda por atendimento. troca de experiências e agregação". Um espaço de acolhimento. É composta por pais. Em 1999 iniciou suas atividades informalmente. emocional. as reuniões aconteciam nas residências dos próprios associados. bem como respectivas famílias. Em 2008. em outubro desse mesmo ano muda-se para um espaço . Atualmente atende 68 pessoas com Síndrome de Down de todas as idades. sendo que neste período dezenove pais se reuniam para trocar experiências e atrair mais membros para a AAPD. pessoal.

bem como oferecer atendimentos especializados para a qualidade de vida e a ampliação de capacidades. Nesta ocasião contava com 50 associados e realizava 248 atendimentos por mês. apoio e participação social integral de pessoas com Síndrome de Down em seus diversos contextos.16 maior. As ações realizadas pela AAPD têm por objetivo principal desenvolver programas de atenção. Hoje conta com 68 associados e 567 atendimentos/mês. desde a família. Janeiro de 2010 passa a atender em um espaço mais amplo. Figura 2 – Layout da AAPD Fonte: AAPD (2013) 1. ampliando também o quadro de funcionários. ao ensino regular e o mundo do trabalho. contratando fisioterapeuta.2 Questão Problema Quais estratégias de captação de recursos melhor se aplicam para promover a autonomia financeira da Associação Amor Pra Down? . psicopedagoga e assistente social com recursos recebidos do Sistema Único de Saúde (SUS). onde pode dar inicio a novos projetos.

entretanto. A dificuldade na obtenção de verbas impõe restrições na aquisição de recursos materiais e também se reflete na rotatividade de pessoal. são pessoas realmente comprometidas com a missão da entidade.17 1. Algumas organizações de grande e médio porte já possuem um setor estruturado para captação de recursos. estabelecer um canal de comunicação com os doadores e criar mecanismos de geração de renda própria são prioridades para assegurar a sobrevivência das ONGs. não é diferente. o que as leva a captar recursos de fontes externas para garantir o pleno funcionamento de suas atividades. Algumas investiram em projetos de geração de renda própria. Diversificar as fontes de recursos. O crescimento do Terceiro Setor teve impacto direto na disputa entre as entidades pela captação de recursos. realizam a captação de recursos em resposta as necessidades imediatas. ao invés de planejá-la visando o futuro da organização. o que compromete sua própria sobrevivência. organização. Neste contexto. tamanha a importância desta atividade. já que o salário oferecido quase sempre está abaixo do praticado pelo mercado. dedicação e comunicação adequada. estes ainda se mostram insuficientes. política e social do trabalho que realiza. Financiadas em parte pelo poder público. tampouco um setor ou um profissional dedicado a esta atividade. . objeto de estudo do presente projeto. o que demonstra que a atividade é um desafio a ser transposto. Captar recursos é um processo que exige planejamento. a maioria dos profissionais que atuam no Terceiro Setor é movida por amor a causa e não pelo dinheiro.3 Justificativa O Terceiro Setor se consolidou como importante agente de transformação social nas últimas décadas. Não obstante. Felizmente. as organizações de pequeno porte vivem uma realidade preocupante: não possuem uma política de captação de recursos. Outras optaram por contratar um profissional qualificado para fazê-lo. devido à relevância econômica. a maioria das organizações que compõem este setor são incapazes de se autossustentar financeiramente. E. Como consequência desconhecem as fontes de recursos e os meios para captá-los. para a Associação Amor Pra Down.

a entidade não teria fontes de receitas suficientes para se manter em funcionamento. indicar quais fontes e métodos de captação se adéquam melhor a organização elaborar um plano de captação de recursos que facilite o processo de autossustentação da Associação Amor Pra Down. Essa dependência majoritária dos recursos governamentais demonstra a fragilidade da instituição. Portanto. Figura 3 – Banners da AAPD Fonte: A AAPD (2013) . pois pretende analisar como é realizado o processo de captação de recursos pela entidade objeto de pesquisa. extinção ou não renovação dos convênios por parte do poder público. mas é quase que integralmente financiada por intermédio de convênios firmados com a Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú (Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente e da Secretaria de Saúde).18 A manutenção das atividades da Associação Amor Pra Down ocorre em parte por meio de contribuições realizadas por seus associados. o presente projeto se justifica. pois em caso de suspensão. Nesse contexto. é impreterível que a organização priorize ações mais efetivas com vistas a promover o autofinanciamento e garantir sua própria sobrevivência.

2.1 Objetivo Geral Propor à Associação Amor Pra Down um conjunto de estratégias que auxiliem no processo de captação de recursos. Elaborar política de captação de recursos da AAPD.19 2. Elaborar um plano de captação de recursos. 4.2 Objetivos Específicos 1. . 3. Identificar quais as reais necessidades de recursos da AAPD. OBJETIVOS 2. 2. Pesquisar e enumerar possíveis fontes de recursos.

independente do porte ou da finalidade. moradia. ética na captação de recursos. Corroborando com Stoner. hábitos. gestão do Terceiro Setor. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este capítulo contempla os pressupostos teóricos considerados relevantes para o desenvolvimento do projeto de estágio. Stoner. saúde.16) “a administração constitui função social. entretenimento. p. Aborda assuntos relacionados à Administração e suas funções. gestão dos recursos financeiros. plano de captação de recursos. captação de recursos. grupos como a escola ou igreja. 3. p. tais como: educação. Para Maximiano (2012) a sociedade é composta por organizações que são responsáveis pela prestação de serviços sociais e delas dependemos para atender as necessidades humanas. visto que a tomada de decisões e o gerenciamento de recursos faz parte de nosso dia-a-dia. estratégias de captação de recursos. organizar. fontes de financiamento. Freeman (1999.20 3. conceitos sobre Terceiro Setor. liderar e controlar esforços realizados pelos membros da organização e o uso de todos os outros recursos organizacionais para alcançar os estabelecidos”. transporte público entre outros. em organizações públicas ou privadas.5) enfatiza que “administração é o processo de planejar. Administração Segundo Drucker (2006. a importância do planejamento no Terceiro Setor. Tenório (2006). enraizada na tradição de valores.1. o setor de captação de recursos e marketing de relacionamento. A Administração se faz presente em nossas vidas. crenças e sistemas governamentais e políticos”. seja na condição de indivíduos ou em instituições como a família. afirma que: objetivos .

não cabendo sua aplicação em organismos orientados por valores e sem fins de lucro. Todas precisam de administradores abalizados. nem “fatos”. p. (DRUCKER. p.XXII) Maximiano (2012. Oliveira diz: Administração é o sistema estruturado e intuitivo que consolida um conjunto de princípios. Recentemente. harmoniosamente. 8). p. O descortínio. processos e funções para alavancar. É incontestável a importância da Administração para o êxito das organizações. 2006. Hudson (1999) destaca que existem fatores comuns na gestão das organizações em todas as áreas da economia.21 Entende-se a importância da administração quando se compreende por que os homens se associam para atingir objetivos comuns. a dedicação e a integridade dos administradores determinam se haverá administração ou desadministração.4) sustenta essa ideia ao afirmar que “é a administração que faz as organizações serem capazes de utilizar corretamente seus recursos e atingir seus objetivos”. Significa disciplina. independente de sua finalidade ou porte. Cada realização da administração é a realização de um administrador. que tenham metas definidas. Cada fracasso é o fracasso de um administrador. as organizações do Terceiro Setor consideravam a Administração como algo peculiar ao mundo dos negócios. cresceu a necessidade de profissionalização dessas organizações que passaram a reconhecer a Administração como indispensável para alcançar seus objetivos com .5) arremata “Administração é o processo de tomar decisões sobre objetivos e utilização de recursos”. p. devido às constantes mudanças impostas pela globalização. teve início na organização. Drucker. manter a equipe unida e motivada. com a minimização dos conflitos interpessoais (OLIVEIRA. pai da Administração Moderna: Administrar significa assumir tarefas. p. e não “forças”. Complementado. (TENÓRIO. Entretanto. 2006. 2010. eficácia e efetividade. bem como a organização – estruturação – e a direção dos recursos das organizações para os resultados esperados. Mas significa também gente. crescer profissionalmente e que estejam abertos a críticas e elogios. até bem pouco tempo. que sejam capazes de alocar corretamente os recursos. A história de vida humana é marcada pelo esforço de conquistar a natureza e criar condições de sobrevivência e conforto. No momento em que os indivíduos perceberam que a associação com os demais facilitava a realização de certos esforços e que determinados objetivos não podiam ser atingidos por um único indivíduo. São pessoas que administram.17) Maximiano (2012. o processo de planejamento de situações futuras desejadas e seu posterior controle e avaliação de eficiência.

programar uma viagem. enraizadas nas diferentes naturezas que permeiam essas organizações. precisam ser compreendidas. O planejamento é uma atividade largamente aplicada em vários aspectos de nossa vida: na aquisição de um bem. metas e os meios para atingilos. Se ao menos esta instituição fosse mais profissional. p. existe uma ressalva em relação à aplicação da Administração no Terceiro Setor: A administração não pode ser importada sem alterações e imposta às organizações orientadas por valores.1 As Funções da Administração Para Chiavenato (2010.22) “planejar é a ação de determinar a finalidade e os objetivos da organização e prever as atividades. comandar. os recursos e os meios que . Segundo Chiavenato (2010. Planejar é fixar objetivos. trata-se de colocar a reflexão antes da ação. são muitas vezes de valor limitado porque deixam de reconhecer que as questões importantes são diferentes nas organizações do Terceiro Setor (HUDSON. sendo assim. realizar uma festa. p. pessoas dos setores privado e público acreditam ou pressupõem que suas teorias de administração devem ser aplicadas às organizações do Terceiro Setor para que se tornem mais eficientes.22 eficiência e eficácia. embora estas teorias possam trazer benefícios. organizar. coordenar e controlar”. No entanto. 1999. na decisão de ter ou não um filho. é um sentimento comum.1. Considerando que as características marcantes dessas instituições são a ênfase no voluntariado.195) “o Planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los”.XIII).28) “administrar significa prever. investir nos estudos. de antecipar-se aos problemas e dificuldades futuros com o intuito de trilhar o melhor caminho para alcançar os resultados desejados. Muito frequentemente. ainda que inconscientemente. O planejamento é a primeira e mais importante função do processo administrativo. o ato de planejar se faz presente. p. p. Diferenças importantes e sutis. na promoção de benefícios sociais e não visar o lucro. Para Tenório (2006. essas organizações precisam adaptar a Administração para que se ajuste à sua realidade. Entretanto. 3.

plano ou lógica. p. p.7) “liderar significa dirigir. de modo que eles possam alcançar eficientemente os objetivos da mesma”. A quarta função da Administração é o Controle e consiste em monitorar o andamento das atividades. a ação de conduzir e orientar as pessoas em suas tarefas visando atingir os objetivos estabelecidos. autoridade e regras para alcançar as metas e os objetivos planejados (TENÓRIO. São os planos que dão à organização seus objetivos e que definem o melhor procedimento para alcançá-los (STONER. sendo fundamental dentro das organizações. Freeman (1999. reunindo esforços para atingir as metas e resultados esperados. Planejar significa que os administradores pensam antecipadamente em seus objetivos e ações. A organização é responsável por determinar e aglutinar as tarefas e alocar os recursos necessários para alcançar os objetivos previstos (CHIAVENATO. Segundo os autores. 2010). Para Stoner.6) “organizar é o processo de arrumar e alocar o trabalho. Chiavenato (2010) considera o planejamento como o alicerce para as demais funções. Chiavenato (2010) descreve a função direção como a responsável por colocar os planos em prática. 2006). não pode haver espaço para o improviso. a autoridade e os recursos entre os membros de uma organização. verificar se o que foi planejado e organizado está .23 permitirão atingi-los ao longo de um período de tempo determinado”. em coordenar as pessoas em suas atividades. influenciar e motivar os empregados a realizar tarefas essenciais”. Organização é segunda função da Administração e consiste basicamente na divisão do trabalho. distribuir responsabilidade. pois é preciso envolver as pessoas e conduzi-las ao resultado esperado. motivando-as. pode-se dizer que esta função envolve a tomada de decisões e habilidade de relacionamento interpessoal. É através da organização que se define qual a melhor forma de executar o que foi planejado. pois tudo precisa ser planejado com antecedência. e que seus atos são baseados em algum método. p. e não em palpites. Para Stoner (1999. FREEMAN. Direção é a terceira função do processo administrativo e consiste na relação entre o administrador e seus liderados. Para Tenório (2006) direção é mobilizar as pessoas no exercício de suas atividades com o propósito de atingir os objetivos da organização. A função organizar é responsável por alocar os recursos.5). 1999.

Tenório (2006.7) diz que “através da função controlar. Para Tachizawa (2007) a sociedade atual está dividida em três setores distintos: o Primeiro Setor. o Terceiro Setor engloba as instituições privadas sem fins lucrativos que desenvolvem ações voltadas para o coletivo.23) complementa afirmando que “controle é a ação de comparar os objetivos estabelecidos e os recursos previstos com os resultados atingidos e os recursos realmente gastos.2 Conceituando o Terceiro Setor O campo de estudo do Terceiro Setor é atual e complexo. E. Apresenta-se como um campo fértil para pesquisa e discussão acadêmica. o administrador mantém a organização no caminho escolhido”. representado pela iniciativa privada. a fim de tomar medidas que possam corrigir ou mudar os rumos fixados”. Freeman (1999. representado pelo Estado. O Controle é essencial para assegurar a eficácia e eficiência da Administração. Com ações voltadas para o interesse público e constituição de caráter privado.24 atingindo os resultados esperados. . constituído por organizações governamentais nas esferas municipal. principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil. A função Controle permite mensurar e retificar a performance a fim de garantir os bons resultados e a melhoria contínua dos planos definidos. as organizações que compõem o Terceiro Setor surgiram para preencher as lacunas deixadas pelo Estado. Caracteriza-se pela coercitividade e é responsável por prover os serviços públicos essenciais. Stoner. p. engloba as organizações cujo objetivo é a produção e/ou comercialização de bens e/ou serviços e caracterizam-se por perseguir o lucro. O Segundo Setor. Segundo Chiavenato (2010) o objetivo da função controle é garantir que o que foi planejado e organizado alcance os resultados esperados. na tentativa de mitigar as mazelas da sociedade. 3. estadual e federal. p. posto que ainda não há unanimidade acerca da definição e estrutura do Terceiro Setor.

p. culturais. pois não ofertam produtos e serviços. de saúde e de assistência.25 A designação Terceiro Setor aplica-se ao conjunto de iniciativas e organizações privadas. mas o benefício de toda a sociedade em última instância (TEODÓSIO. p. direitos e garantias sociais. demandas sociais em um espaço de atuação que. Grupos sociais apresentam essas ações para a abordagem de questões relativas à solidariedade e cooperação.8) “a denominação Terceiro Setor é uma nomenclatura geral adotada para distinguir um conjunto de organizações sociais particulares daquelas organizações empresariais lucrativas e de organizações governamentais”. Figura 4 – Os três Setores Fonte: redeadministradores. O Terceiro Setor assemelha-se ao Estado (Primeiro Setor) na medida em que tem como objetivos e alvo de atuação o espaço público.2). blogspot. formal ou informalmente aceita e respondem por iniciativas privadas. Essas iniciativas e organizações relacionam-se com o Estado por meio de regulamentação particular. Terceiro Setor não equivale à iniciativa privada (Segundo Setor). Segundo Cabral (2007. privadamente. pois não estão sujeitas ao controle político direto. tornandose público. Por outro lado.242). 2007. diferencia-se do espaço do Estado (CABRAL. por políticas públicas. de meio ambiente. pois apesar de não ser governamental. ao papel da comunidade e da família e à responsabilização social por problemas econômicos. p. mas diferenciase do Governo por ser uma iniciativa da própria sociedade. Drucker (2006) reforça essa ideia ao afirmar que as instituições sem fins lucrativos não podem ser classificadas como empresas. filantropia. nem distribuem lucros. tampouco se enquadram como governamentais. educacionais.com. explícita. em áreas nas quais o Estado atua. Suas missões abordam e interpretam. tem como objetivo não o benefício de algumas pessoas ou grupos muito reduzidos. 2002. baseadas no trabalho associativo e voluntário. cuja orientação é determinada por valores expressos em uma missão e com atuação voltada ao atendimento de necessidades humanas. br (2012) .

Fernandes (1997apud GOMES. nomeiam o Estado como Primeiro Setor e o Mercado como Segundo. portanto que essas entidades. p8). criadas e mantidas pela ênfase na participação voluntária. o termo Terceiro Setor engloba organizações que: Têm basicamente um objetivo social em vez de procurarem gerar lucros. . entidades de defesa e garantia de direitos e grupos religiosos. Teodósio (2002) afirma que as organizações que compõem o Terceiro Setor se caracterizam por não visar o lucro e pela finalidade de prover o bem estar público. organizações de voluntários. graças. Salienta-se. associações. dando continuidade às práticas tradicionais da caridade. instituídas e mantidas por pessoas que creem em mudanças como agentes de transformação social e são guiadas por valores. sobretudo. da filantropia e do mecenato e expandindo o seu sentido para outros domínios. Fernandes (1994) afirma que o Terceiro Setor é um conjunto de organizações e iniciativas privadas que visam à produção de bens e serviços públicos. Para Drucker (2006) a expressão “Terceiro Setor” é aplicada para distinguir organizações cuja finalidade primordial é promover um benefício social sem a intenção de auferir lucro das organizações que compõem o setor público e privado. num âmbito não governamental. situam-se em uma esfera que não é pública (não governamental). 1999. Segundo Coelho (2000). embora promovam o bem coletivo. Inserem-se nesta tipologia as fundações.30) Drucker (2006) afirma que as organizações que compõem o Terceiro Setor são responsáveis pelas importantes transformações em áreas como educação. instituições de caridade. à incorporação dos conceitos de solidariedade e cidadania.26 Corroborando com Teodósio. Destaca-se que aqueles que empregam este termo. nem privada (sem fins lucrativos). sua aplicação ainda é modesta. 2008 p. entidades voltadas para as artes. reinvestem todo seu saldo financeiro nos serviços que oferecem ou na própria organização (HUDSON. embora a designação Terceiro Setor seja contemporânea. sendo que o Terceiro Setor é composto por organizações que mesclam aspectos de ambos os setores. são independentes do Estado porque são administradas por um grupo independente de pessoas e não fazem parte de um departamento do governo ou de autoridades locais ou de saúde. Para Hudson (1999). Essas organizações se assemelham em um aspecto: são independentes. O Terceiro Setor é composto de organizações sem fins lucrativos.

27 saúde. 3. mas na verdade a quase totalidade dessas organizações necessita ter receita para se manter em funcionamento e financiar novos projetos.2. Qualificando as organizações que compõem o Terceiro Setor sob a ótica legal. Na concepção de Hudson (1999) a denominação “setor sem fins lucrativos” tem conotação pejorativa e reforça o propósito de não auferir lucros. Tenório (2006. adéqua-se melhor para designar as instituições que compõem este setor. sendo também fator determinante para o crescimento continuidade das mesmas. diminuição de custos indiretos. Para fins de registro essas organizações são inscritas como sociedade sem fins lucrativos e são intituladas de “entidades sem fins lucrativos”. p. autônomas. Tenório (2006. .85) explicita que “o termo organização não governamental não existe juridicamente”. como desempenho gerencial. isto é.15) afirma que “as ONGs apresentam algumas limitações na área administrativa. complementando a ação do Estado”. proteção social. Para o Instituto Fonte (2012). voltadas para o atendimento das necessidades de organizações de base popular. profissionalização de pessoal. entre outros elementos relativos à sua operacionalização”. p. entre outras. sem vínculo com o governo. Entretanto. Cabe aqui ressaltar que a gestão das organizações do Terceiro Setor é um assunto polêmico devido a sua natureza peculiar e complexa. e pela geração de tecnologias sociais. Coelho (2000.1 Gestão do Terceiro Setor Para Albuquerque (2006) “a gestão de organizações do Terceiro Setor é o ponto estratégico para o seu bom funcionamento e para o cumprimento de sua missão e de seus objetivos”. A expressão Organizações da Sociedade Civil (OSC) usada para representar a sociedade civil organizada. os termos organização não governamental (ONG) e entidades sem fins lucrativos (ESFL) demonstram o que essas organizações não são. p.11) diz que “as ONGs se caracterizam por serem organizações sem fins lucrativos.

tecnológicos e humanos. Para Hudson (1999). antes mesmo que se tenha a real noção acerca dos recursos necessários para manter o funcionamento da organização ou do projeto.28 As ações de desenvolvimento do terceiro setor no plano organizacional fundamentam-se na suposição de que a gestão organizacional é o principal ponto fraco do setor e. eles são muito mais importantes – e muito mais difíceis de medir e controlar – na instituição sem fins lucrativos do que na empresa. Administrar uma empresa é uma tarefa árdua. As entidades precisam de métodos e organização para alcançar a missão e os objetivos. De acordo com Tenório (2006. A gestão de uma entidade sem fins lucrativos se assemelha a gestão de qualquer empresa à medida que também necessita de planejamento. Conforme citado pelos autores. Lucro e prejuízo por si sós não são suficientes para julgar o desempenho. Para que uma atividade seja bem sucedida é preciso uma boa utilização dos recursos e direcionamento desses recursos para o atingimento da finalidade proposta pelos membros da organização”. sem nenhum conhecimento técnico de gestão que assegure o bom funcionamento da instituição. 2006. a capacitação em gestão é a principal arma para que este desempenhe plenamente o seu papel esperado (FALCONER. p. 1999. p. a administração é necessária para colocar os planos em prática. mas pelo menos são coisas concretas (DRUCKER. fazer com que as pessoas trabalhem unidas e atinjam os resultados. Percebe-se que o empenho em materializar um ideal faz com que as atividades se iniciem sem qualquer planejamento prévio. Numa empresa. O autor ainda considera que os processos mais importantes para .4). estratégias e recursos para que os planos se materializem em ação com resultados. em se tratando de uma organização da sociedade civil exige um esforço intelectual ainda maior.17) “gerenciar é orientar a dinâmica da organização. nota-se a existência de uma fragilidade em comum entre essas organizações: são quase sempre administradas por seus fundadores – extremamente comprometidos com a causa defendida – mas.79). pois apresenta uma série de desafios: escassez de recursos financeiros. materiais. Outra característica notável do Terceiro Setor é o fato dessas entidades serem orientadas por valores e convicções. consequentemente. Contudo. p. As instituições sem fins lucrativos tendem a não dar prioridade ao desempenho e aos resultados. existe um resultado financeiro. E. o que favorece a mobilização de pessoas pelo simples prazer de fazer o bem.

 Definir onde e como obter recursos.2 Gestão dos Recursos Financeiros Albuquerque (2006) sustenta que os atores sociais do Terceiro Setor consideram a administração dos recursos financeiros uma tarefa complexa. os projetos e as atividades da organização em termos numéricos. controlar o fluxo de caixa.  Especificar a quantia de recursos necessários para atingir as metas. administrar pessoas. administração financeira e monitoramento do desempenho. os programas. econômico e político é vital para as instituições porque permite identificar as variáveis operantes em cada uma dessas esferas. distribuir tarefas e até mesmo determinar o início de uma atividade.48) esclarece que “o orçamento expressa o plano. A gestão financeira consiste em:  Elaborar um planejamento orçamentário. .29 operacionalizar organizações do Terceiro Setor são: planejar os serviços.2.  Aplicar os recursos de forma eficiente. 3. Tenório (2006. Segundo Brazil Foundation (2009) administrar os recursos financeiros de forma eficaz faz parte do processo gerencial das organizações e é essencial para o êxito das entidades.  Determinar quando e quais despesas serão realizadas. percebe-se que pequenas atividades como realizar um orçamento. planejar as atividades e o orçamento. p. devido a interferência que terão seja na prestação de serviços ou na implementação de um projeto. embora essa atividade já faça parte do cotidiano dessas organizações. Albuquerque (2006) enfatiza que a análise do contexto social. são ações que compõem a gestão administrativo-financeira nas organizações da sociedade civil. de seus programas e projetos. participação e comunicação. Observando o exposto pelo autor.  Prestar contas dos recursos arrecadados. demonstrando receitas e despesas em um período de tempo”.

.25  Reduzir custos e despesas.

implementar iniciativas para geração de receitas próprias para elevar o Superávit. Xavier e Chueri (2008) afirmam que antes de iniciar a captação de recursos faz-se necessário realizar um diagnóstico orçamentário da instituição para conhecer a saúde financeira da organização. os elementos a ser considerados neste processo são: receitas. despesas e resultado . precisam otimizar seus recursos financeiros. constata-se que a captação de recursos é o principal mecanismo de sustentação financeira das organizações do Terceiro Setor. como as instituições do Terceiro Setor não perseguem o lucro. é indispensável à aplicação de mecanismos de planejamento e controle. Tachizawa (2007) evidencia que para aprimorar a administração financeira e minimizar a falta de capital de giro. Conforme exposto pelos autores. pois estes servirão de referência para planejar o orçamento dos próximos cinco anos. Hudson (1999) também destaca o orçamento e o fluxo de caixa como ingredientes fundamentais para um bom processo administrativo-financeiro. Diante do exposto pelo autor. Acrescenta ainda que. os processos planejar e controlar tem papel relevante na gestão financeira. Tais ferramentas possibilitam uma análise eficiente das movimentações financeiras da entidade demonstrando se há diferença entre superávit e caixa. ao planejar será possível determinar qual a quantia necessária para garantir a operacionalização da organização e a função controle irá assegurar a correta aplicação das doações obtidas. posto que os recursos advêm de doações de pessoas físicas e/ou jurídicas. Esse diagnóstico será um facilitador para tomada de decisões pelo captador de recursos que terá ciência do valor destinado à captação de recursos e quais técnicas serão aplicáveis em razão da limitação orçamentária. Tachizawa (2007) indica um arquétipo de gestão embasado na captação de recursos como tática financeira à obtenção de fundos necessários à operacionalização da organização. E.30  Fazer a contabilidade. Gets (2002) enfatiza que um bom orçamento precisa estar alicerçado nos demonstrativos financeiros dos últimos três anos. Entende-se a importância de realizar um diagnóstico para determinar qual montante será necessário para manter a organização em funcionamento. A ênfase está na obtenção de recursos para alcançar a Sustentabilidade Financeira da organização como forma de assegurar a própria sobrevivência. reduzir custos e despesas. como a obtenção de recursos financeiros e gestão do fluxo de caixa.

se houve desperdícios ou gastos desnecessários. bem como identificar qual aplicação da receita. O modelo disposto no quadro 1 também permite analisar as despesas com captação de recursos e verificar se as técnicas aplicadas estão surtindo o efeito desejado. o montante. Esta estrutura de orçamento facilita a elaboração do mix de receitas.31 final (lucro ou prejuízo). e. quais estratégias serão aplicadas para atingir os potenciais doadores e estreitar laços com os já existentes. qual é a parcela de cada fonte de recurso que compõem a receita total da organização. a frequência e o tipo de contribuição que a organização recebeu nos últimos três anos. O quadro 1. Essa informação é fundamental para implementação de estratégias de diversificação das origens de recursos. tanto em determinar qual a quantia a ser captada. a seguir. . Isso facilita a projeção para os próximos anos. Segundo o autor. Através desse modelo é possível identificar a origem. ilustra um modelo de estrutura para elaboração do orçamento plurianual. quanto. o levantamento do balanço dos últimos três possibilita visualizar a origem das receitas e qual percentual de cada fonte de recurso na composição da receita total da organização. ou seja.

32 Quadro 1 – Modelo de Orçamento Plurianual Modelo de Orçamento para Captação de Recursos Atividade/ Clientela Receitas de Captação de Recursos Pessoas Físicas Doações Planejadas Grandes Doações Doações Programadas Doações Mensais Doações de novos doadores Total de Doações Instituições Empresas privadas Fundações Governos Grupos Religiosos Grupos Comunitários Outras Organizações Total de Doações Atividades de Captação de Recursos Jantar especial Campanha porta-a-porta Caminhada Venda de produtos Outras Total de receitas de Atividades Total da Receita Captada Despesas com Captação de Recursos Despesas Fixas Correio Material de expediente Funcionários Despesas indiretas atribuídas à captação Total de Despesas com Captação Fonte: Gets (2002) Há 3 anos Há 2 anos Ano passado Ano Atual Previsto % Alteração Ano Atual Real Próximo Ano Projeção .

59) afirma que “para gerir uma organização. Corroborando com Kotler (2008). E. é importante planejar nossas ações se desejamos obter bons resultados. visto que por não saber planejar as organizações da sociedade civil tem seu trabalho desenvolvido com base na improvisação e a consequência disso é o acumulo de prejuízos e fracassos.2. p. um programa ou um projeto. orçamento. o respeito e a consolidação da marca tanto entre outras organizações que militam na mesma área de atuação quanto na comunidade em que estão inseridas.27) “planejar é uma forma de pensar o futuro da organização. entre outros. tempo. Tenório (2006) sustenta que embora as organizações sem fins lucrativos tenham consciência da interferência dos fatores . Oliveira (2011) define planejamento como um processo complexo e contínuo que engloba vários aspectos da organização. métodos. planejar é analisar o presente reconhecendo situações futuras que possam trazer mudanças positivas e/ou negativas para a organização e. independente do porte ou tipo. estratégias. aplicando os recursos de forma otimizada para obter resultados eficientes. desse modo.3 A Importância do Planejamento no Terceiro Setor Albuquerque (2006. definindo o que fazer. Kother (2008) considera o planejamento o ponto mais vulnerável do Terceiro Setor. o que lhes tira a possibilidade de continuidade e transparência que as ações programadas ensejam.33 3. É inato do ser humano sonhar e todos almejam tornar sonhos em realidade e. quando e com que recursos”. Segundo Tenório (2006. cujo foco está em atingir uma condição futura almejada. O autor evidencia o planejamento como a função que guia e alicerça as demais atividades da organização. organização direção e controle”. nas organizações. E. enfim. antecipar soluções. como: funções. basicamente é necessário planejamento. p. ter ou não filhos. planejamos desde pequenas atividades diárias até decisões mais elaboradas como a aquisição de bens. investimentos. objetivos. planejar é fundamental. é justamente o casamento da continuidade com a transparência o fator determinante que assegura as organizações alcançar a solidez. como. Percebe-se que o planejamento é um processo importante tanto na vida pessoal quanto profissional e está arraigado em nossas vidas de tal maneira que o executamos inconscientemente. Parafraseando os autores. viagens. festas.

34 externos em suas atividades. O levantamento dessas informações pode ser feito através da Análise SWOT (Strengths.Análise SWOT Pontos Fortes/ Forças FATORES INTERNOS Pontos Fracos/ Fraquezas Oportunidades FATORES EXTERNOS Ameaças Vantagens internas da organização em relação aos objetivos Desvantagens internas da organização em relação aos objetivos Aspectos positivos do ambiente que envolve a organização com potencial de trazer-lhe vantagens Aspectos negativos do ambiente que envolve a organização com potencial para comprometer as vantagens que ela possui.  Princípio da maior influência e abrangência: promove mudanças na organização como um todo. oportunidades. Opportunities. Observe modelo do método no quadro 2: Quadro 2 . Fonte: Universidade Federal de Viçosa (1998) Oliveira (2011) aponta a existência de quatro princípios do planejamento que precisam ser considerados para que sua aplicação seja bem sucedida:  Princípio da contribuição aos objetivos: foco em maximizar os resultados e atingir os objetivos na integra.  Princípio da precedência do planejamento: o planejamento visto como processo prioritário mais importante dentro da organização.  Princípio da eficiência. forças e ameaças). pois esta trará subsídios que contribuirão para desenvolver um planejamento eficaz e gerador de impactos positivos tanto para a organização quanto para seus beneficiários. . Threats) ou FOFA (fraquezas. Para Albuquerque (2006) um bom planejamento precisa ser precedido da análise interna e externa do ambiente. eficácia e efetividade: maximização dos resultados ao menor custo. Weaknesses. apenas a partir da década de 90 é que o planejamento passou a integrar o cotidiano dessas entidades.

observa-se que é preciso integrar esses princípios ao processo de planejamento. 3. Kother (2008) traz a luz o Planejamento Circunstancial como metodologia adaptada e aplicável as organizações do Terceiro Setor devido à natureza orientada por valores e demais singularidades próprias do Setor. captação ou mobilização de recursos são expressões empregadas para intitular um grupo de atividades pluridisciplinares – abrange questões de gestão.75). todas as organizações necessitam de recursos para se manter em funcionamento e desempenhar suas atividades com eficiência. Este mecanismo permite elaborar o cenário desejado a partir da análise da real situação da instituição. manter ou eliminar o que contribui ou dificulta o seu crescimento. O autor expõe ainda que o planejamento estratégico é um processo mais abrangente e consiste em analisar o contexto onde a organização está inserida. contemplando as variáveis positivas e negativas. buscando criar. definindo objetivos e metas de médio e longo prazo. Com ou sem fins lucrativos. que compreende a organização e sua estrutura como um todo. A .35 Diante do exposto pelo autor. “planejamento é decidir ou escolher os objetivos organizacionais e estabelecer programas. pois auxiliará a organização a atingir seus objetivos. o Programa: deve estar em conformidade com o Estatuto Social da entidade e representa o detalhamento das linhas de ação do Plano que guiarão as ações da instituição.3 Captação de Recursos Coforme a Cartilha da OAB de São Paulo (2011). materiais e/ou humanos para a execução de seus objetivos. estabelece política de ação da entidade. políticas e estratégias para alcançá-los”.desenvolvidas pelas instituições do Terceiro Setor com o propósito de angariar recursos financeiros. comunicação e jurídicas . Segundo Kother (2008) o Planejamento Circunstancial se dá em três níveis: o Plano. Para Albuquerque (2006. marketing de relacionamento. e o Projeto que é o instrumento que operacionaliza o Programa. ética. p.

14). (ALBUQUERQUE. p. enquanto o termo . à conquista de novas parcerias e à obtenção de fontes alternativas de recursos financeiros. a partir da década de 90. arrecadar. muitas organizações que ainda dependiam de recursos angariados por voluntários e/ou pelos próprios fundadores. Parafraseando o exposto pelos autores. Nos últimos anos.95). ‘’Mobilizar recursos não diz respeito apenas assegurar recursos novos ou adicionais. tiveram sua atuação restrita devido à falta ou limitação de recursos. por considerá-la mais abrangente. É importante lembrar que o termo ‘’recursos’’ refere-se a recursos financeiros ou ‘’fundos’’ mas também a pessoas (recursos humanos). é também o principal obstáculo enfrentado pelas organizações do Terceiro Setor que recorrem à atividade – realizada pela grande maioria de forma amadora . Vista como um dos principais desafios impostos à materialização dos sonhos das entidades do Terceiro Setor. vem ganhando força a expressão ‘’mobilização de recursos’’. que realizavam a atividade de forma amadora e improvisada. 2002. entende-se que a expressão “captar recursos” aplica-se a ação de atrair. Não obstante.sem planejamento prévio. O autor também adota a expressão “mobilização de recursos”. conquistar. materiais e serviços (GETS. Mobilização de recursos não é apenas assegurar recursos novos ou adicionais. mas também otimizar os recursos já existentes. p. 2006. pois o processo vai muito além de atrair de recursos. Albuquerque (2006) afirma que a aplicação do termo “captação de recursos” é recente no Brasil e se mostra como uma tendência que vem sendo bastante difundida entre as organizações do Terceiro Setor.36 captação de recursos torna-se a principal tarefa das entidades sem fins lucrativos e. implica em cultivar relações. que tem um sentido mais amplo do que ‘’captação de recursos’’. Gets (2002) também utiliza as expressões Captação ou Mobilização de Recursos para detalhar uma gama de atividades de arrecadação de fundos desenvolvidas por entidades sem fins lucrativos em amparo ao seu objetivo principal. além de conquistar novas parcerias e obter fontes alternativas de recursos financeiros. Este fator limitante atrelado ao crescimento do Terceiro Setor tornou a captação de recursos indispensável à sustentabilidade dessas organizações. aumentando a eficácia e a eficiência dos planos. a captação de recursos é fundamental para a continuidade da própria organização e para a realização das suas atividades. mas também a otimização (como fazer melhor uso) dos recursos existentes (aumento da eficácia e eficiência dos planos).

respeito. Goldschmidt. dedicação. Para Kother (2007). e. além de publicizar suas ações. Calfat (2008) afirmam que a captação de recursos (financeiros. portanto que a captação de recursos torna ainda mais pública as ações executadas pela instituição. já que o interesse maior não está apenas em atrair doadores ou doações pontuais. qualquer direção estará errada. A captação de recursos é uma tarefa que exige planejamento de médio e longo prazo. honestidade. foco e comprometimento de todos os envolvidos no processo. pertinência. para quem não sabe aonde quer chegar. compartilhamento e cooperação. tornando-a mais conhecida perante a sociedade. afinal. cultivando relações e transformando-os em mantenedores que realizem doações regulares e se envolvam com a causa. persistência. interesses e prospecção. competência. Entendese. transparência.37 “mobilização de recursos” expressa melhor o processo desenvolvido pelas entidades sem fins lucrativos. . sim em mantê-los. troca de informação. Dearo (2010) reforça a ideia do planejamento ao destacar que é preciso definir algumas questões antes mesmo de iniciar o processo de captação de recursos:  Para que captar recursos?  Onde se pretende chegar?  Para quem pedir?  Quanto preciso captar? Essas e outras questões precisam ser definidas durante o planejamento da captação. o processo de captação de recursos encontra-se alicerçado na filosofia humanista e embasado em princípios norteadores como confiança. humanos. materiais e/ou tecnológicos) tem se destacado como ferramenta indispensável para a sustentabilidade financeira das organizações do Terceiro Setor. pois permite assegurar recursos para manter a instituição em funcionamento. Trata-se de um processo que envolve negociação.

50). a questão dos recursos financeiros e as implicações consequentes deconhecimentos e formas adequadas que circundam a captação de recursos e a sua respectiva aplicação. O desafio da manutenção e sustentabilidade dessas organizações envolve. trata-se de uma atividade que apresenta peculiaridades.31) afirma que “a Captação de Recursos não é uma ação de caridade.38 Muitas dessas organizações que atuam como prestadoras de serviços à comunidade na área social. isso requer um planejamento adequado para que a atividade obtenha êxito. p. mas é antes um processo humanista que se . recursos derivados da prestação de serviços e o mais difundido entre as organizações do Terceiro Setor: a captação de recursos. no cenário brasileiro. em geral. inclusive a motivação do doador e. Mobilizar recursos é muito mais que angariar doações de indivíduos que se sensibilizam com a causa. Essa atividade integra as ações necessárias para construir e garantir a sustentabilidade do projeto. A principal motivação para a captação e mobilização de recursos é garantir a viabilidade de um projeto e. ao impedir formas improvisadas ou inadequadas na condução dos trabalhos ou nas atividades que dizem respeito à sua estrutura (KOTHER. posto que as organizações diferem entre si. p. atualmente. de uma comunidade organizada. ao longo prazo. Kother (2007. não é um negócio lucrativo. contribuem para que a comunidade diversifique a origem dos seus recursos e diminua o grau de vulnerabilidade ao qual está exposta como. entende-se que o crescimento do Terceiro Setor impulsionou a disputa na busca por recursos. Pode se afirmar que. a mudança de prioridades ou políticas de financiadores locais. 2007. embora mantenham um motivador emocional ou confessional bastante forte. nacionais ou internacionais (TENÓRIO. bem como boa parte das iniciativas comunitárias possui poucos recursos e. que estão cada vez mais escassos. Essas circunstâncias apontam para a necessidade de que essas organizações construam uma gestão eficaz que as levem a suprir a necessidade de profissionalização específica de seus Recursos Humanos na área do Terceiro Setor em que atuam. A consequência imediata disso tem sido a busca por profissionalização e aprimoramento dos métodos aplicados pelas entidades para captar recursos. Face ao exposto pelos autores. bem como as fontes e as estratégias de captação. em última instância. quando planejadas. Segundo Kothler (2007) existem três formas distintas de assegurar o funcionamento das entidades sem fins lucrativos: por meio de recursos próprios (patrimônio). p. Investir no desenvolvimento das pessoas que fazem parte da organização leva a melhorar a qualidade dos serviços. propondo esforços.142). mantendo-os estáveis e produtivos. estão ainda carecendo de gestão eficaz. a maioria das organizações sem fins lucrativos é vulnerável. por exemplo. 2008. A Captação e a Mobilização. uma única fonte de apoio.

p. que via de regra é sempre escasso. a ênfase maior aplica-se ao recurso financeiro. Levantar fundos é sair por ai mendigando.17). (KOTHER.41) Diante da observação de Drucker (2006) pode-se afirmar que as entidades sem fins lucrativos precisam planejar a atividade de captação de recursos. Kother diz que: Captação de recursos. já que a credibilidade alicerça e permeia todo o processo de Captação de Recursos. A finalidade de uma estratégia de levantamento de recursos é precisamente de possibilitar que a instituição realize sua missão sem subordiná-la a esse levantamento. as entidades sem fins lucrativos precisam angariar fundos junto aos doadores. a prospecção de novos doadores e o fortalecimento de vínculos com os já existentes. entretanto. por si só. entre doador e captador precisa existir confiança mútua. ter metas e estratégias estabelecidas que facilitem o processo de diversificação das fontes de recursos e dos tipos de doação. Parafraseando Kother. 2006. (DRUCKER. material. pedindo dinheiro porque a necessidade é muito grande. Destaca-se a necessidade de captar recursos pensando no futuro da instituição e não apenas para solucionar uma deficiência imediata. Ressalta-se que todo e qualquer recurso é de extrema importância para as organizações da sociedade civil. 2007. Captar por captar não se enquadra nos moldes das organizações que compõem o Setor. seja ele humano. pois elas têm finalidades sociais e a captação de recursos só poderá acontecer quando o destino for claro e definido para ações em relação aos fins sociais da organização. Significa desenvolver aquilo que chamo de participação através de doações. p. tecnológico e/ou financeiro. Entende-se. Desenvolver fundos é criar um público que apoia a organização porque ela merece. Mas uma instituição sem fins lucrativos que se torna prisioneira do levantamento de dinheiro está com problemas sérios e também com uma série crise de identidade. É por isso que seu pessoal mudou o termo “levantamento de fundos” para “desenvolvimento de fundos”.39 fundamenta na confiança e faz dela seu suporte fundamental”. não se coaduna com as organizações do Terceiro Setor. Drucker (2006) esclarece que enquanto o Estado obtém dinheiro através da arrecadação de tributos e as empresas por meio dos lucros obtidos com a venda de seus produtos e/ou serviços. a captação de recursos . Devido à finalidade social ser o objetivo maior e a razão de ser dessas organizações. portanto que a captação de recursos é uma atividade meio para assegurar a autonomia financeira da instituição. é preciso estabelecer um vínculo.

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precisa estar alinhada à missão, crenças, valores e estatuto social da entidade e ter
definido qual será a aplicação dos recursos arrecadados.
Conforme o Instituto Fonte (2012), para iniciar um processo de mobilização de
recursos é necessário:

Compreender que mobilizar recursos requer estabelecer relacionamentos
sólidos;

Conquistar o apoio da comunidade em que está inserida;

Dar visibilidade e transparência às ações da organização;

Desenvolver uma cultura de captação de recursos interna estável;

Posicionar a marca da instituição e estabelecer um canal de comunicação
constante com os vários públicos.

3.3.1 Plano de Captação de Recursos

Segundo Rocha (2001), a captação de recursos de uma entidade precisa ser
elaborada em um plano anual de captação, elencando os diversos tipos e fontes de
recursos, considerando as necessidades e o volume de recursos a ser arrecadado.
O Plano é de suma importância, pois será o instrumento norteador de todas as
atividades propostas para a tarefa de captação. Kother (2007) enfatiza que a
captação de recursos até bem pouco tempo era ignorada pelas organizações sem
fins lucrativos e, hoje é reconhecida como uma atividade importante, sendo vista
como o sustentáculo dessas instituições. E, devido a sua relevância precisa ser
organizada e planejada.
Xavier e Chueri (2008) asseguram que o sucesso do processo de captação
de recursos depende de alguns elementos chave: planejamento, ações de marketing
e integração. Segundo os autores, um bom planejamento serve para definir que tipo
de recursos captar, quais as fontes, quanto captar, quem são os potenciais
investidores, quais estratégias aplicar, ou seja, é preciso estabelecer objetivos,metas
e estratégias para que a atividade de captação seja eficaz. Analisando o exposto
pelos autores entende-se que é essencial que o plano de captação de recursos
esteja alinhado com o Planejamento Estratégico da instituição e que nele estejam

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contemplados os objetivos, metas, estratégias e a política de captação que será
adotada pela organização. Dearo (2010) comenta que não existe uma fórmula ou
receita pronta quando o assunto é captação de recursos. A autora diz que muitos
buscam esquema pronto, um “mapa da mina”, quando o que realmente importa é o
planejamento da atividade, é preciso ter em mente que cada fonte de recurso
demanda uma estratégia diferente.
Gets (2002) afirma que um plano de captação bem elaborado é um
instrumento imprescindível para o captador de recursos, já que indica qual caminho
seguir e que estrada tomar. O plano deve estar embasado na missão e no
planejamento estratégico da organização que são elementos norteadores de todas
as ações. O Plano deve conter os seguintes elementos: missão, objetivos da
organização e da atividade de captação, o orçamento e cronograma detalhados,
estratégias, fontes e tipos de recursos a captar e resumo das metas.
A Cartilha da OAB-SP (2011) também enumera os principais itens que
precisam ser contemplados no plano de mobilização de recursos: por que captar,
para que, como, de quais fontes, qual quantia e de quem captar. Em conformidade
com a citação, esses são elementos importantes na concepção do Plano de
Captação de Recursos, pois permitirão traçar estratégias e metas, determinar o
target e elaborar o orçamento.
Gets (2002) indica a aplicação da análise SWOT para ilustrar o contexto da
captação de recursos nas entidades, pois permite identificar quais são as forças e
fraquezas internas da organização e quais ameaças e oportunidades do ambiente
externo podem afetar de forma positiva ou negativa o processo de captação na
organização. A importância do plano se encaixa exatamente nesses termos, pois
permite a organização antever o futuro, aproveitando melhor as oportunidades e
superando as ameaças; além de potencializar seus pontos fortes e melhorar suas
fragilidades. Ressalta-se que antes de elaborar o Plano, é preciso considerar as
etapas do processo de captação de recursos, conforme descritas dor DEARO
(2010):

Estudo: aprofundar-se a melhor conhecer a organização e seus projetos,
fazendo com que tenha domínio transmita credibilidade durante as
apresentações;

42

Prospecção: pesquisa sobre os potenciais investidores, considerando
sempre três regras básicas: identificação com a causa defendida pela
entidade; disponibilidade de recursos; e os objetivos do doador;

Diagnóstico: é a sua relação de possíveis doadores e todas as informações
que conseguir reunir sobre os mesmos;

Negociação: processo que se inicia com o primeiro contato com o possível
financiador até a efetivação da parceria. Varia de acordo com a origem dos
recursos.

Fechamento do negócio: negociar um projeto social também é uma
operação exige postura profissional. É necessário haver um contrato assinado
por ambas as partes, o que irá garantir os direitos e deveres de cada um e o
registro do que foi acordado;

Acompanhamento: monitorar a aplicação do recurso e assegurar que o
mesmo tenha o destinado para o qual foi requisitado. Nesta etapa é preciso
realizar a prestação de contas e cultivar as relações com o investidor;

Finalização e Avaliação de Resultados:

verificar se os objetivos

estabelecidos foram alcançados. Um projeto bem sucedido é um sólido
argumento

para

obter

refinanciamento

e

também

captar

novos

patrocinadores.
Em concordância com Rocha (2001), Xavier e Chueri (2008) e a Cartilha da
OAB (2011), Gets (2002) ratifica o que deve estar contemplado em um bom
plano de captação de recursos:

As atividades que serão desenvolvidas;

Metodologia a ser aplicada;

Cronograma especificando o tempo estimado para desenvolver cada
atividade;

Recursos necessários;

Mecanismos de monitoramento e avaliação;

Quem será o responsável pelas atividades;

Pontos de decisão no processo.
Xavier e Chueri (2008) afirmam que o planejamento da Captação de

Recursos deverá ser regido pelos princípios estabelecidos pelo Código de Ética do
Captador de Recursos.

.” A ética deve ser o elemento norteador de todo o processo de captação de recursos. tudo isso sempre respeitando a missão. Ética diz respeito a pensar e agir bem. antes mesmo de iniciar o processo de captação de recursos.43 3. Mattos (2003) afirma que a captação de recursos pode ser a raiz de dilemas éticos associados à finalidade social das instituições que se favorecem das doações. Segundo Zeppelini at all (2011.162) “além da transparência. É preciso ter em mente como será o relacionamento com os investidores. crenças. bem como as variadas fontes de recursos existentes e o meio de acessálas.1) afirma que “a Ética refere-se especificamente ao comportamento humano que. a ética orienta suas as decisões. como será realizada a prestação de contas. além de conhecer o histórico e os projetos da organização para a qual trabalha. mas não queremos. o respeito e a ética é um fator preponderante para garantir credibilidade às associações filantrópicas que realmente estão interessadas em contribuir para o desenvolvimento social de qualquer comunidade.2 Ética na Captação de Recursos Cortella (2008. pode ser qualificado como bom ou mau. portanto. O autor explica que a ética funciona como bússola que guia nossas escolhas: tem coisas que queremos. Segundo Gets (2002) é preciso determinar qual política será adotada em relação à captação de recursos. tem coisa que devemos.106) define ética como “conjunto de princípios e valores que você usa para responder a três grandes perguntas da vida humana: Quero? Devo? Posso?”. quando livre. cidade ou nação”. mas não podemos e tem coisa que podemos. inclusive recusando doações e recursos de origem duvidosa. Um bom captador de recursos deve ser ético em relação à missão e à finalidade social da instituição. Entende-se. ao profissional de captação e a relação entre organização-financiador. como serão aplicados os recursos. mas não devemos. Um bom captador de recursos deve ter comportamento ético e estar comprometido com a causa. p. que o homem tem a prerrogativa do livre arbítrio. p. a liberdade de escolha e. Barbosa (2007. valores e objetivos da organização.3. p.

O Código de Ética do Captador de Recursos (2007) destaca cinco princípios fundamentais que devem ser considerados para a atividade de captação de recursos:  Integridade. Transparência é o mecanismo. . Essas e outras questões devem ser consideradas. O resultado social é o desfecho. Permitir ou não que a imagem da organização seja associada à imagem do patrocinador. Concordar ou não em receber recursos com aplicação pré-estabelecida pelo doador. respeito e honestidade em relação à intenção do doador. E. aplicar corretamente os recursos recebidos. honradez. pois propicia o ganho de credibilidade junto à sociedade e novos recursos e patrocinadores. De acordo com o Instituto Fonte (2012) as organizações sem fins lucrativos precisam planejar a captação de recursos sob a luz da ética. Ponderar se existe alguma fonte de recurso que a instituição recusaria. o começo da caminhada.  Honestidade em relação à intenção do doador. Segundo o Código de Ética do Captador de Recursos (2007): “é dever dos membros da ABCR fazer com que os recursos requeridos sejam obtidos com ética. enfatizando que os recursos devem servir à finalidade social e missão da entidade e não o oposto. para os gestores preocupados em administrar com ética e transparência. a melhor ferramenta a ser aplicada é a prestação de contas. legalidade e transparência.  Prestação de contas. Definir qual forma adotar para remunerar o captador de recursos.  Respeito à informação.44 Para Zeppelini at all (2011) ética é a pedra fundamental. Os membros devem exercer sua atividade com integridade. refletindo sobre questões como: Receber ou não recursos de fontes que podem comprometer a missão da entidade. veracidade e absoluto apego à sua obrigação de preservar a confiança do público”.  Compromisso com a missão da organização. É primordial zelar pela concordância mútua de interesses entre a missão da entidade e de seus patrocinadores. Aceitar ou não recursos de origem duvidosa.

As pessoas físicas. como dar visibilidade às ações do patrocinador. pois o contexto da doação de recursos está se modificando muito no mundo. ajudando a zelar pela ética da organização.  Campanhas específicas: fundos arrecadados para a operacionalização das atividades da organização. especialmente no Brasil (INSTITUTO FONTE. 2011. Exige da organização algum tipo de contrapartida. tributadas pelo lucro real.  Doações: podem ser de pessoas físicas ou jurídicas. que declaram o imposto de renda pelo modelo completo. organizações religiosas. Ressalta-se a importância em elaborar a política de mobilização de recursos pautada no Código de Ética do Captador de Recursos (Anexo A).45 Construir uma política de mobilização de recursos clara. (CARTILHA OAB-SP. podem deduzir as doações aos Fundos que não ultrapassem o limite de 6% do valor do imposto devido.4 Fontes de Financiamento A Cartilha da OAB de São Paulo (2011) preconiza que diversificar as fontes de financiamento é de suma importância para obter êxito no processo de captação de recursos. A função de uma política de mobilização de recursos é estabelecer limites dentro dos quais é possível alinhar os desejos da equipe e de potenciais apoiadores. o limite para a dedução da doação é de 1% do valor do imposto de renda devido. fundações. instituições estrangeiras. associadas ou não a benefícios fiscais. Já para as pessoas jurídicas.  Patrocínio: modalidade vinculada a benefícios fiscais. efetiva e viável para a sua organização é criar regras e procedimentos para orientar a ação das pessoas e as tomadas de decisão no dia a dia. 2012. não sendo permitido o abatimento da doação como despesa operacional. p. conquistar legitimidade e reduzir riscos. projetos de geração de renda e eventos especiais. governo. As fontes de recursos mais acessadas pelas organizações são: doações de pessoa física e/ou jurídica. p.17). proporcionado tranquilidade na execução das atividades. . Esses limites devem ser construídos de forma que não se tornem apenas palavras num papel e devem ser revisados anualmente.2).  Apresentação de projetos: modalidade proativa. 3. em que o captador realiza visitas a possíveis financiadores para apresentação dos projetos.

jantares. Figura 5 – Fontes de Recursos Fonte: Comissão de Direito do Terceiro Setor – OAB-SP (2011) Gets (2002) destaca as três principais fontes de recursos acessadas pelas entidades sem fins lucrativos:  Recursos obtidos através de convênios com órgãos governamentais.  Geração de renda própria: venda de produtos (brindes) e/ou prestação de serviços (consultorias): É imprescindível que esta ação esteja prevista no Estatuto Social da entidade como um meio de sustentação financeira da mesma. Requer organização e planejamento prévio.  Convênios com órgãos governamentais: a organização precisa estar legalmente estabelecida. podendo ser utilizadas na manutenção operacional da organização. As receitas obtidas são de livre aplicação. Geração de recursos que podem ser aplicados livremente (aquisição de bens permanentes). . recurso de utilização restrita ao projeto. festas típicas.  Inscrição de projetos em editais: modalidade reativa. bingos. Ampla concorrência.  Geração de Renda Própria obtida por meio da venda de produtos (brindes) ou prestação de serviços (consultorias). ampla concorrência.  Recursos obtidos de doações (pessoa física e/ou jurídica).46  Organização de eventos: leilões. inscrição de projetos em editais. entre outros. com todas as certidões e demais documentos atualizados. sorteios. em que os projetos são cadastrados a partir da abertura de editais.

p. A partir dessa análise. o que desperta o interesse dessas fontes em colaborar e qual a motivação da organização em buscar recursos junto a essas fontes. autorização para realizar sorteios. facilitando não apenas o acesso às diversas fontes de recursos existentes como também tratamento fiscal diferenciado (imunidade e/ou isenção fiscal). 2011.47 A Cartilha da OAB-SP (2011) destaca que: A entidade que possuir o Título de Utilidade Pública Federal poderá ter os seguintes benefícios: acesso a subvenções e auxílios da União Federal e suas autarquias. possibilidade de receber doações de empresas (que declaram seus rendimentos com base no lucro real). é importante que a organização esteja legalmente constituída por meio do seu estatuto social. Para determinar quais as fontes de recursos acessar. poderá receber receitas das loterias federais. possibilidade de receber bens móveis considerado irrecuperáveis. Os quadros 3 e 4 apresentam algumas fontes de recursos e os desafios e vantagens na execução do processo. poderá requerer o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. quais vantagens e desafios oferecem. poderá receber bens apreendidos. dedutíveis até o limite de 2% do lucro operacional. . abandonados ou disponíveis administrados pela Secretaria da Receita Federal (CARTILHA OAB-SP. elabora-se um quadro especificando quais as fontes escolhidas e estratégias para acessá-las. conforme exposto pela OAB-SP.26). Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. entre outros) o que lhe trará legitimidade e reconhecimento perante a sociedade. faz-se necessário analisar cada uma e identificar quais se ajustam melhor à missão da organização. Portanto. inscrita nos devidos Conselhos e municiada de quantos títulos puder conquistar (Utilidade Pública Federal.

Fontes de Financiamento – Desafios Pessoa Física Empresas Governo Fundações Eventos Especiais Garantir continuidade Ser claro e direto no pedido Vencer a burocracia Ter profissionais capacitados para elaborar projetos Fazer um estudo de mercado para saber se o evento é viável Obter recursos materiais e humanos Muito trabalho para Expectativa de Sobreviver dentro da política Compatibilizar interesse de arrecadar pouco recurso por profissionalismo na do governo fundações e entidades doação condução do projeto apoiado Valorizar o doador Interesse nem sempre afins Grande investimento de tempo e dinheiro para fidelizar o doador Visibilidade e retorno de imagem podem ser requisitados Aumentar o valor das doações individuais Doações para causas convencionais Risco de diminuição da verba Duração do financiamento Longo tempo de organização Falta de continuidade dos Capacidade de criar projetos programas públicos diferentes e multiplicáveis Falta de compromisso Difícil acesso Necessidade de envolvimento de muitas pessoas (pode prejudicar outras atividades da ONG) Gasto X Retorno Difícil acesso a quem decidi Remanejamento de verbas Poucas áreas de prioridade Custos indiretos podem ser destinadas ao terceiro setor significativos Instabilidade Econômica Necessidade de prestação Capacidade de criar projetos de contas detalhada inovadores e multiplicadores Necessidade de prestação de contas detalhada Pouco retorno: pode prejudicar muitos investimentos se não for bem planejado Adequar-se à legislação .48 Quadro 3 .

41 . Calfat(2008) . Fonte: Goldschmidt.

Fontes de Financiamento – Vantagens Indivíduos Recursos livres que podem ser utilizados em despesas operacionais Empresas Governo Parceria agrega credibilidade Fortalecimento do trabalho e visibilidade através de assessoria técnica Agentes multiplicadores Constituem uma rede de doadores Menor Burocracia Pouca exigência Maior retorno financeiro Resposta Rápida Pode gerar divulgação Maior Envolvimento Doação de dinheiro. Calfat (2008) Fundações Eventos Especiais Agrega Credibilidade Autonomia Financeira Divulgação da Somas substanciais doadas organização. visibilidade e geralmente em parcela credibilidade única Apresentam modelos para Convênio – garantia de verba propostas e auxiliam a Continuidade da receita traçar indicadores para obtenção de resultados Possuem uma missão Bom instrumento para Grandes somas doadas por clara. e trabalho voluntário especializado Possibilidade de Trabalho Voluntário Decisões sobre doações feitas ao longo de todo do ano Fonte: Goldschmidt.49 Quadro 4 . produtos. facilita a identificação construir um banco de longos períodos dos parceiros em potencial dados de potenciais doadores Legitimação Parceria pode agregar credibilidade Criatividade e potencial de Fortalece vínculos com os sustentabilidade doadores atuais Recursos podem custear despesas operacionais .

1 Estratégias de Captação de Recursos Tenório (2006. não importa qual direção seguir. que podem ser aplicados em despesas operacionais.encontram-se financeiramente fragilizadas. O autor descreve ainda que “as estratégias se constituem em respostas às ameaças e às oportunidades identificadas quando da análise do contexto. p. observando princípios éticos”. Por isso a importância em diversificar as fontes de recursos. O autor explica que existem diversas fontes de recursos e vários meios de captá-los e. bem como aos pontos fracos e fortes encontrados na organização”. focando nos recursos livres.4. Kother (2007. p. para cada fonte de financiamento caberá uma estratégia diferenciada para acessá-la. sua missão”. .50 Conforme se observa nos quadros 3 e 4. aponta a comunicação como principal aliada nesse processo. consequentemente. E. das formas e do conjunto de procedimentos e técnicas que mostram o caminho e dão a orientação necessária à sua realização de forma planejada e sistemática.39) define estratégias como sendo “os caminhos escolhidos que indicam como a organização pretende concretizar seus objetivos e.60) afirma que: “o método de Captação de Recursos compreende o estudo do conhecimento. Entende-se. De acordo com a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (2013) as organizações que dependem exclusivamente do “recurso vinculado” – doação com aplicação restrita em projetos . as estratégias são os meios para alcançar os objetivos. Cegal (2012) descreve a captação/mobilização de recursos como um processo de importância vital para as organizações da sociedade civil. salienta que investir em comunicação e marketing é um meio de conseguir novos parceiros. 3. portanto que os objetivos representam onde pretendemos chegar e. Mesmo porque para quem não tem destino definido.

é preciso atentar-se que fontes distintas . Mas.41 Analisando as citações. nota-se a relevância em diversificar as fontes de recursos como meio de evitar tornar-se refém de poucos doadores e depender de poucas fontes de financiamento.

 Construir relacionamentos. enfatizando que nenhuma das fontes deve ultrapassar 60% ou mais das receitas totais da organização. suas características e possíveis aplicações. já as restritas estão geralmente vinculadas a um projeto específico.51 exigem estratégias diferentes. As pessoas desejam contribuir de algum modo com a redução dos problemas sociais. a solução é diversificar a origem dos recursos. O Instituto Fonte (2012) apresenta algumas estratégias de mobilização:  Diversificar fontes de recursos. Ainda conforme CICCA (2005) a diversificação das fontes de recurso deve integrar um processo de captação bem estruturado. mas mantê-lo é um desafio. A dependência de uma única fonte ou de poucas fontes representa um grande risco iminente para a organização que pode ter suas atividades suspensas caso um doador deixe de contribuir. A dependência de uma ou poucas fontes de recursos configura-se em uma ameaça que pode inviabilizar um projeto o extinguir uma organização caso um doador deixe de contribuir repentinamente. ao posicionamento da marca e ao marketing de relacionamento. As doações podem ser feitas em espécie.  Canalizar desejos de ajudar. criar vínculos com o financiador para que as doações se tornem constantes. . Atenção especial à comunicação institucional. cultivar relações. produtos. ocorrendo uma única vez ou em caráter contínuo. E. O quadro 5 sintetiza os diferentes tipos de doações. para conquistar o apoio da sociedade as organizações precisam recuperar a credibilidade e confiança e trazer esses indivíduos para dentro da organização. tempo ou serviço. É necessário investir em ferramentas de comunicação. Portanto. bens. Conquistar um doador é tarefa difícil. As doações livres podem ser utilizadas para custear as despesas operacionais da organização. Conforme a Promenino Fundação Telefônica (2004) existe ainda outro fator a ser considerado: o leque das doações é vasto e se divide em duas categorias principais: as doações livres e as restritas.

Fonte: Promenino Fundação Telefônica (2004) 3. Saiba como é vista pela sociedade (reconhecimento e credibilidade) . É fundamental que a organização: 1. Certifique-se em que serão aplicados os recursos arrecadados. 3. 5. Normalmente para cobrir despesas administrativas. Estabeleça objetivos e metas claras. Irrestritas ou não Podem ser utilizadas Preferencialmente são utilizadas para o carimbadas livremente. Segundo Kother (2007) após determinar as necessidades da instituição para captar recursos.4. é preciso verificar se a organização está apta para a execução. No tema ou ação escolhido para Constantes única vez Geram Vínculo campanha.2 O Setor de Mobilização de Recursos Dearo (2010) descreve o Setor de Mobilização de Recursos como responsável pela “alimentação” de todas as demais áreas da organização. Tenha conhecimento de seu histórico. fortalecimento institucional ou naquelas atividades para as quais se tem maior Únicas São feitas por impulso. 4. 2. uma dificuldade de levantar recursos. Tempo Voluntarismo Organização de eventos Produtos e serviços Disponibilidade e alternativa à Pode ajudar a suprir pontos fracos da Bens Patrimoniais doação em dinheiro São planejadas e têm fatores gestão institucional. Para formar reservas e lidar com emocionais contingências. finalidade e missão. Defina qual montante a ser arrecadado.52 Quadro 5 – Tipos de Doações Tipos de Doações Restritas ou Características Dirigidas para um projeto ou Aplicações Possíveis Nas rubricas específicas mencionadas Carimbadas uma ação específica nos projetos.

7. Faça uma previsão dos recursos necessários para desenvolver a atividade de captação de recursos: materiais. elaborar estratégias de relacionamento com o financiador e fidelizá-lo à causa defendida. identificar novas oportunidades de mobilização de recursos. Figura 6 – O Setor de Captação de Recursos Fonte: Dearo Alianças Estratégicas (2010) A integração entre as ações de captação e as demais áreas e atividades da organização é essencial. Gets (2002) destaca a importância de se manter um arquivo organizado e atualizado de dados financeiros e de informações sobre doadores. A missão do captador de recursos é fortalecer a imagem institucional da organização. 8. pois facilitará o acesso às informações e o profissional de captação de recursos precisa manter-se constantemente atualizado tanto em relação às reais necessidades da instituição quanto a respeito dos potenciais investidores.53 6. bem como um banco de dados que forneça uma diversidade de relatórios com informações dos financiadores e o histórico de suas doações. . equipamentos e pessoas. Verifique o quanto dispõem reservado em orçamento para desenvolver as atividades de captação de recursos. Defina onde e como irá captar recursos.

ainda que seja uma quantia simbólica estarão demonstrando que acreditam em sua organização.  comunicação e. 3. Para Dearo (2010) um departamento de captação de recursos bem estruturado precisa ter no mínimo um profissional nas áreas de:  elaboração de projetos. O engajamento da Diretoria é essencial e deve ocorrer não apenas por meio da doação de tempo.54 Figura 7– Departamento de Captação de Recursos e demais setores Fonte: DEARO (2008) Gets (2002) afirma que é importante o envolvimento de todos os membros da organização no processo de captação de recursos e isto inclui a Diretoria.5 Marketing de Relacionamento e Marketing Social Tachizawa (2007) afirma que para que a atividade de captação de recursos obtenha êxito. deve ser precedida pela elaboração de material institucional capaz de .  captação de recursos.  organização de eventos. mas também é preciso que realize contribuições em dinheiro.

55 exprimir a missão e as metas da instituição e o que motivaria o investidor a oferecer sua contribuição. Kotler (1998. p. Ressalta ainda que a informação é essencial para que os financiadores se envolvam de modo contínuo. A comunicação efetiva e dinâmica com o mantenedor é o melhor caminho para aumentar vínculos e assegurar um relacionamento sólido. de transparência. oferta e troca de produtos de valor com os outros”.31) “fidelizar parceiros e doadores que possam ajudar a causa e mostrar profissionalismo na área de comunicação é fato que dá maior credibilidade à entidade”. p. 2007.32) define Marketing como “um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação. recebe a aquiescência do doador como parceiro doador (KOTHER. No cenário da captação de recursos. É preciso ser transparente. Trata-se de uma relação de consumo entre as necessidades dos indivíduos e o que o mercado oferece para supri-las. passa (virtualmente) os seus valores de ação. direto e envolvente. Junior Achievement (2008) esclarece que o processo de captação de recursos demanda cautela com a comunicação que se estabelece com o público alvo e isso depende da aplicação de estratégia de comunicação apropriada. Marketing envolve pessoas. a “troca” da comunicação da imagem da organização captadora se realiza com o doador como elemento de troca que. de sustentabilidade e competência no que realiza e.47). Zeppelini et all (2011) destaca a importância da transparência da organização no processo de fidelização dos financiadores e aponta a prestação de contas com o principal instrumento utilizado para demonstração dos resultados a comunidade atendida e aos financiadores. Analisando a definição do autor. As ações de marketing são essenciais para dar visibilidade às atividades e projetos desenvolvidos pela instituição. O Terceiro Setor surgiu para atender aqueles que possuem necessidades. de credibilidade. necessidades e produtos. intrinsecamente. O material institucional precisa transmitir uma imagem da entidade para públicos distintos que podem se interessar pela organização por razões diferentes. p. Além de promover o fortalecimento da marca e aumentar a credibilidade da organização perante a sociedade em geral. mas não tem condições para supri-las. em troca. Para Zeppelini et all (2011. focada na missão. estabelecendo um canal de relacionamento com os investidores – iniciar novas parcerias e estreitar laços com as já existentes. .

 Facilitar a captação de recursos. Zeppelini et all (2011) argumenta que para ser bem sucedida e alcançar os resultados desejados. No Terceiro Setor não é diferente: as organizações precisam criar identidade junto ao público e ser reconhecidas. Para a Brasil Foundation (2009) a comunicação é importante porque permite:  Criar e fortalecer a imagem da instituição junto aos públicos alvo. a fim de fortalecer sua imagem institucional perante a sociedade.  Prospecção de novos financiadores. Distribuir informações aos stakeholders. como. mídia eletrônica entre outros. São utilizados os mais variados mecanismos disponíveis.  Descoberta de novas tecnologias sociais. quando e para quem comunicar. Para cada público se aplica uma ferramenta de marketing distinta. desde a mídia impressa (folders. Cavalcanti (2006) afirma que o marketing é indispensável e traz importante contribuição para a eficácia das entidades do Terceiro Setor. flyers).  Dar visibilidade a causa defendida. . campanhas publicitárias. Zeppelini et al (2011) afirma que a comunicação se configura em importante instrumento de marketing. O autor considera a comunicação organizada um elemento essencial para alavancar a captação de recursos e afirma que o amadorismo causa prejuízos ao Terceiro Setor.56 Cavalcanti (2006) sustenta que as organizações do Terceiro Setor estabelecem relações com três públicos distintos: o target – os beneficiários da instituição. por meio de um plano de comunicação bem elaborado. definindo o que. O mundo empresarial utiliza a comunicação para fortalecer a marca e impulsionar as vendas. banners. Para as organizações sem fins lucrativos. tais como:  Análise do próprio desempenho.  Aperfeiçoamento de seus serviços e/ou produtos.  Estabelecimento de parcerias com empresas privadas e/ou governo. também para realizar a prestação de contas aos financiadores e prospecção de novos parceiros.  Compartilhar metodologias e aprendizagens com outras instituições. a comunicação precisa ser planejada estrategicamente.sociedade em geral. os provedores – pessoas físicas e/ou jurídicas que financiam a organização e os clientes . a comunicação é essencial para obter credibilidade e dar visibilidade às ações desenvolvidas e.

visto que muitas concentram esforços apenas no cumprimento da missão e se esquecem de que é preciso dar visibilidade à causa defendida. entende-se que o autor propôs a segmentação do público ao diferenciar os objetivos da comunicação e também facilita a definição das ferramentas de marketing apropriadas para atingir cada público. Para o autor. Cavalcanti (2006. quem é visto.  Acompanhar as novas tecnologias e tendências sociais.  Influenciar o processo de definição das necessidades sociais. essa concepção se mostra ainda mais preocupante no tocante às organizações do Terceiro Setor.  Sensibilizar lideranças. a manutenção da credibilidade e a atratividade”.226) afirma que “a comunicação no Terceiro Setor tem como objetivos básicos: a divulgação propriamente dita. p. adequando-a a demanda. Dentro desse contexto. buscando criar e fortalecer sua marca social a fim de despertar o interesse de indivíduos. . Zeppelini et all (2011) compartilha uma visão muito difundida entre os profissionais de marketing. empresas e governo em patrociná-las. de que existem dois tipos de organização no mundo corporativo: as que utilizam as ferramentas do marketing e aquelas que já foram suprimidas. a credibilidade se obtém pela postura ética e séria da instituição pelos resultados de suas ações.57  Estimular o interesse da comunidade em participar das ações sociais. a atratividade se aplica na apresentação dos produtos e/ou serviços. A divulgação auxilia a atrair pessoas interessadas e envolvê-las nas ações da organização. Só é lembrado.

1Caracterização da Pesquisa O presente estudo se caracterizou como Proposição de Planos. .79) Oliveira (2010) conceitua abordagem qualitativa como um processo de reflexão e análise da realidade com aplicação de métodos e técnicas que permitam compreender de forma detalhada o objeto de estudo em seu contexto histórico e/ou sua estruturação. o delineamento e o tipo de pesquisa.1 Quanto à abordagem da pesquisa A presente pesquisa teve abordagem qualitativa. os métodos utilizados. Richardson (2012) afirma que a pesquisa qualitativa difere da quantitativa pela não utilização de um instrumental estatístico na análise do problema. 4. a abordagem metodológica do projeto. quando há intenção de melhorar a efetividade de um programa ou formular uma intervenção. bem como as estratégias e instrumentos de coleta de dados aplicados. Roesch (2007) afirma que a pesquisa qualitativa é apropriada para a avaliação formativa. Complementado. (RICHARDSON. por ser uma forma adequada para entender a natureza de um fenômeno social”.1. Roesch (2007) define Proposição de Planos como a apresentação e ou aplicação de recursos administrativos adaptados para solucionar problemas já diagnosticados pela organização.58 4 METODOLOGIA Este capítulo destinou-se a apresentar a tipologia do projeto. pois teve por finalidade sugerir iniciativas para incrementar o processo de captação de recursos e estimular a cultura de autossustentabilidade financeira da AAPD. p. justifica-se. 2012. sobretudo. 4. além de ser uma opção do investigador. “A abordagem qualitativa de um problema.

p. pois se propôs a investigar a instituição objeto da pesquisa e descobrir novas fontes de recursos e estratégias para captá-los. em documentos impressos. 2010. Segundo Marconi. As pesquisas exploratórias têm como propósito proporcionar maior familiaridade com o problema. Nohara (2007) descrevem o levantamento bibliográfico como uma modalidade de estudo baseada em publicações científicas. p. Utiliza-se de dados ou de categorias teóricas já trabalhados por outros pesquisadores e devidamente registrados. decorrente de pesquisas anteriores. Lakatos (2011). 2007. A pesquisa bibliográfica foi desenvolvida através de livros de administração. artigos científicos. a pesquisa bibliográfica tem o propósito de colocar a disposição do pesquisador tudo que já foi escrito sobre determinado assunto.1. A pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a partir do registro disponível. (GIL.27) 4. com base na leitura. como livros.2 Quanto aos objetivos Quanto aos objetivos. teses.122) Acevedo. artigos. Seu planejamento tende a ser bastante flexível. Para Oliveira (2010). com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. a pesquisa exploratória se propõe explicar determinado fato. Acevedo.1.59 4. Nohara (2007) afirmam que a pesquisa exploratória proporciona maior compreensão do fenômeno que está sendo investigado de modo a possibilitar que o pesquisador descreva o problema de forma mais sucinta. etc. o estudo de caso e a pesquisa documental. Os textos tornam-se fontes dos temas a serem pesquisados. a pesquisa teve caráter exploratório. revistas e sites especializados. levantamento bibliográfico e análise de documentos.3 Quanto às estratégias de pesquisa Quanto às estratégias de pesquisa. (SEVERINO. A estratégia de estudo . O pesquisador trabalha a partir das contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos. adotou-se a pesquisa bibliográfica. pois interessa considerar os mais variados aspectos relativos ao fato ou fenômeno estudado.

O método utilizado na realização da pesquisa envolveu as seguintes etapas: Figura 8 – Método da pesquisa Descrever como a AAPD realiza a captação de recursos Sugerir como deve ser o processo de captação de recursos Propor a elaboração de plano de captação de recursos Fonte – O acadêmico . (ACEVEDO. p. entre outros. foram analisados documentos institucionais da AAPD. demonstrações contábeis. que pode ser indivíduos ou organizações. projetos. tais como relatórios. que não receberam nenhum tratamento analítico. reportagens de jornais. pois este estudo teve como intuito coletar informações e absorver conhecimentos a fim de solucionar o problema diagnosticado. 2007. as técnicas de coleta de dados e as abordagens de análise dos dados. p.50) Segundo Gil (2010). 4. planilhas orçamentárias. Marconi. A pesquisa documental é descrita por Oliveira (2010) como àquela que extrai informações em relatórios. o estudo de caso é uma técnica que se propõe a realizar uma investigação extenuante de um ou poucos objetos. A pesquisa de estudo de caso caracteriza-se pela análise em profundidade de um objeto ou grupo de objetos. 85) “a pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informação ou conhecimento acerca de um problema para qual se procura uma resposta”. Lakatos (1999. O estudo de caso como estratégia de pesquisa é um método que compreende o planejamento. revistas. NOHARA.60 de caso foi adotada para analisar e descrever de maneira detalhada a entidade objeto da pesquisa. entre outros. Para tanto. estatuto social. permitindo um conhecimento amplo e detalhado.2 Método O método qualificou-se como pesquisa de campo.

os objetivos perseguidos e quais resultados almejados. p. Considerou-se também qual a aplicação desses recursos a fim de sugerir formas de reduzir despesas. portfólio de projetos e site institucional. buscando enfatizar a importância da captação de recursos para a sustentabilidade financeira de uma entidade sem fins lucrativos. que permitem ao entrevistador entender e captar a perspectiva dos participantes da pesquisa.61 Para realizar o diagnóstico das necessidades de recursos da AAPD buscouse obter elementos em fontes de dados primários e secundários. o pesquisador não está predeterminando sua perspectiva através de uma seleção prévia de categorias de questões. Para a análise de dados elaborou-se uma breve descrição da organização estudada e do trabalho por ela desenvolvido. orçamentos. presidente da instituição. visão. Dessa forma.159) Os dados secundários foram obtidos mediante pesquisa documental em relatórios. O grau de estruturação de uma entrevista em uma pesquisa qualitativa depende do propósito do entrevistador. como no caso de quem utiliza um método quantitativo. Em seguida apresentou-se uma simulação dos cenários atual e futuro da instituição. os projetos que desenvolve. 2007. valores. Os dados primários foram coletados mediante aplicação de entrevista semi-estruturada dirigida ao Sr. Em entrevistas semi-estruturadas utilizam-se questões abertas. pois permite interação entre o pesquisador e o entrevistado e enriquece o trabalho com informações mais detalhadas sobre o objeto de estudo. compiladas e posteriormente utilizadas para subsidiar a elaboração do relatório que contempla . (ROESCH. considerando prioritariamente como é executado o processo de captação de recursos. considerando sua finalidade social. balanços contábeis. quais iniciativas a entidade já realizou e o que realmente trouxe benefícios. estatuto social. Marcos Antônio da Costa. materiais de divulgação. missão. A pesquisa e o levantamento das fontes de recursos existentes deu-se através da elaboração de quadros embasados no referencial teórico constante do presente estudo. Roesch (2007) considera a análise documental uma das fontes mais empregadas para complementar entrevistas ou outros métodos de coleta de dados. As informações coletadas foram analisadas. Essa técnica possibilitou conhecer melhor o perfil da organização pesquisada. Oliveira (2010) considera a entrevista um ótimo instrumento de pesquisa.

62 os resultados preliminares. 4. A exposição dos resultados foi feita de forma qualitativa através de análise descritiva e estruturada. município Balneário Camboriú – SC.2. nº 1346. . situada à rua: 1950.1 Campo de Observação A pesquisa foi realizada na Associação Amor Pra Down.

tais como: relatórios. certificações e registros. 5. o processo de captação é realizado pela própria Diretoria. RESULTADOS Este capítulo destinou-se a apresentar a caracterização da organização estudada. presidente da instituição pesquisada. para tanto. que o faz de forma voluntária e amadora. Marcos conta que a AAPD já enfrentou muitas dificuldades devido à falta de recursos. balanços contábeis.63 5.1 Identificar quais as reais necessidades de recursos da AAPD Para identificar as necessidades de recursos da AAPD fez-se necessário conhecer melhor a organização estudada e. na maioria das vezes para suprir necessidades imediatas. Goldschmidt. presidente da associação e também a análise de documentos institucionais. O objetivo maior foi identificar as necessidades de recursos da organização e como ocorre o processo de captação de recursos. Marcos Antônio Costa. infraestrutura. precisa de um captador de recursos que integre seu quadro de funcionários. no referencial teórico e em dados coletados da entrevista semi estruturada aplicada ao Sr. orçamentos. Mas. para tanto. Segundo Marcos. finalidade estatutária. Marcos Antônio da Costa. procedeu-se uma entrevista semi-estruturada com o Sr. que. através de uma breve descrição da AAPD e do trabalho por ela desenvolvido. A pesquisa foi embasada em análise documental. estatuto social. inclusive esteve na iminência de encerrar suas atividades. materiais de divulgação. a entidade reconhece que necessita captar recursos de forma profissional e planejada. Calfat (2008) sustentam que o processo de captação de recursos deve ser precedido de uma análise da organização como um todo: histórico. portfólio de projetos e site institucional. Marcos é um associado voluntário da AAPD. E. recursos . formado em Ciências Contábeis e atua profissionalmente como representante comercial. constituição jurídica.

oportunidades e ameaças). relacionamento e negociação por fim o monitoramento e reconhecimento. Fisioterapia e Fonoaudiologia. Descrição da organização pesquisada A Associação Amor Pra Down é uma entidade sem fins lucrativos. O autor enfatiza que a atividade de captação de recursos deve ser precedida de uma análise da instituição. pois é imprescindível conhecer muito bem a organização e os projetos que desenvolve a fim de elaborar um Plano de Captação de Recursos eficiente. visão e valores. caso contrário não chegará a lugar algum. O atendimento se inicia com crianças a partir dos 45 dias de vida e as principais atividades desenvolvidas pela AAPD estão voltadas ao atendimento clínico na área da saúde e envolve profissionais de Medicina. Psicologia. Os dados obtidos servirão de embasamento para o planejamento da captação de recursos: instrumento que define as estratégias e qual caminho seguir. planejamento. buscando identificar seus pontos fracos e fortes. o mercado no qual está inserida. Na área de Educação atuam com Pedagoga que realiza visitas periódicas às escolas para verificar qual a demanda e efetuar acompanhamento das atividades desenvolvidas com o público atendido pela a AAPD (orienta os profissionais das . objetivos. O mesmo serve para o processo de mobilização de recursos: é preciso saber onde se pretende chegar (objetivos e metas) para escolher qual direção tomar (estratégias). prospecção.64 humanos. O foco das ações é o atendimento às pessoas com Síndrome de Down e seus familiares de forma integral. Os dados obtidos por meio da entrevista e da análise documental permitiram delinear o perfil da AAPD. visando conhecer melhor a instituição. fraquezas. Fazendo uma analogia a um trecho do livro “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carrol: “se você não sabe para onde quer ir. A sede da AAPD é alugada e está situada a rua 1950 nº 1346 no município de Balneário Camboriú – SC. pouco importa qual o caminho seguir”. legalmente constituída por meio de Estatuto Social. missão. fundada em 21 de março de 2000. Albuquerque (2006) afirma que a captação de recursos compreende cinco estágios: diagnóstico. considerando como recurso a Análise SWOT (forças.

O quadro funcional é extremamente enxuto. Neurologista. Secretária e Terapeuta Ocupacional.Organograma da AAPD Fonte: Adaptado de AAPD (2010) . Pedagoga. Fonoaudióloga. Fisioterapeuta. A Figura 9 ilustra o organograma da entidade: Figura 9 . Desenvolve ações que visam preparar adolescentes e jovens com SD para ingressar no mercado de trabalho. A Contabilidade e a Elaboração de Projetos são serviços terceirizados. sendo 2 na área administrativa e 7 na área técnica: Assistente Social.65 escolas) e efetua intervenções em casos de mediação de conflitos. existem ainda as atividades que trabalham questões relacionadas à autonomia. A preocupação em envolver a família do beneficiário e orientá-la quanto aos direitos da pessoa com Down é constante. Psicóloga. sendo que este serviço é realizado pela Assistente Social. Os membros que compõem a Diretoria são voluntários. higienização e alimentação desenvolvidas pelo Terapeuta Ocupacional com crianças a partir de 12 meses de vida. Coordenador Administrativo/Financeiro. composto por 9 profissionais. E.

SC Certificado de Utilidade Pública Federal Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social Fonte: A instituição Não possui Não possui Conhecer o funcionamento interno e a constituição jurídica da AAPD possibilitou identificar não apenas as necessidades de recursos como também quais as limitações encontradas pela entidade no processo de captação de novos recursos e conquista de novas parcerias. Verificou-se que embora desenvolva um trabalho reconhecido de utilidade pública e legitimado pela população dos municípios onde atua a AAPD ainda não possui dois documentos de extrema relevância: o Título de Utilidade Pública Federal e o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) e isso a impede de usufruir de imunidade/isenção fiscal e também . Possui registro nos Conselhos Municipal de Assistência Social e de Direitos da Criança e do Adolescente em Balneário Camboriú. O quadro 6 apresenta as certificações e registro que a Associação possui: Quadro 6 – Certificações AAPD CONSELHO Nº REGISTRO Conselho Municipal de Assistência Social – Balneário Camboriú Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Balneário Camboriú CERTIFICADOS e TÍTULOS 51/2009 DATA DE INSCRIÇÃO 14/09/2009 016/2011 19/09/2012 DECRETO / LEI DATA Decreto nº 4978 28/09/2008 Lei nº 5869 27/09/2011 Lei nº 14.66 Observa-se que embora conste no organograma a função Captador de Recursos.906 23/10/2009 Título de Utilidade Pública Municipal – Balneário Camboriú Título de Utilidade Pública Municipal – Itajaí Certificado de Utilidade Pública Estadual . A análise documental demonstrou que a AAPD é reconhecida de Utilidade Pública Municipal em Itajaí e Balneário Camboriú e Estadual (SC). a instituição não possui este profissional contratado e por este motivo a acadêmica apresentou uma adaptação com a função em retângulo pontilhado (representa uma função que se deseja criar).

Ao analisar o orçamento anual da AAPD . as principais fontes de recursos da AAPD são provenientes de convênios com os municípios de Balneário Camboriu e Itajaí. realização de eventos gastronômicos. Recentemente a AAPD também foi agraciada com recursos da Justiça Federal direcionados ao Projeto voltado a sustentabilidade financeira e geração de receita própria: a Fábrica de Brindes. inscrição de projetos em editais.67 de acessar recursos da União como mercadorias apreendidas pela Receita Federal e também a possibilidade de promover sorteios vinculados a Loteria Federal. Destaque para os recursos provenientes do poder público que representam cerca de 60% dos recursos totais obtidos pela associação. Neste mesmo segmento de geração de receita própria. A AAPD também desenvolve um projeto que tem por finalidade promover cursos de capacitação e palestras com o intuito de orientar professores e comunidade escolar – rede pública e privada. . bazares e campanhas pontuais e de doações de benfeitores e contribuições espontâneas dos associados. Conforme relato do próprio Presidente. Com o apoio financeiro recebido da Tractebel – doação casada ao FIA (Fundo da Infância e Adolescência) – é custeado um projeto na área do Esporte . bem como difundir a tecnologia social desenvolvida pela associação. observou-se que cerca de 40 mil reais são destinados ao recolhimento de impostos e taxas. não terá isenção/imunidade fiscal e precisará arcar com os encargos trabalhistas que oneram e muito o caixa da instituição. doações esporádicas de empresas privadas. que infelizmente ainda não decolou devido a pouca adesão ao serviço voluntário. mas a burocracia torna o processo moroso e enquanto não obter tais certificações. Este projeto trouxe visibilidade e reconhecimento nacional para a associação por ter sido contemplado pelo Programa Criança Esperança e UNESCO em 2011. Existem também os projetos de geração de renda própria como a Fábrica de Estopas e a Fábrica de Brindes. A entidade já solicitou o Título de Utilidade Pública Federal. desenvolvido em parceria com uma academia local. Em contrapartida a entidade recebe apenados que cumpre pena de prestação de serviços a comunidade. quando poderiam ser aplicados na ampliação das atividades desenvolvidas pela própria entidade. caso a mesma venha usufruir desse benefício.Projeto de Natação. ambos em fase de implantação. existe também o projeto da Fábrica de Estopa.

68 Segundo o Presidente. mas devido à falta de estrutura de captação de recursos os projetos ainda não decolaram. foi possível formular a análise SWOT da organização. mas faltam recursos para colocá-las em prática". amadora e em resposta às necessidades imediatas. o Presidente informou que a AAPD elabora Planejamento e Orçamento anualmente. credibilidade e idoneidade à imagem da associação. inviabilizando a implantação de novos projetos. A entidade firmou parceria com a UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí . Entre as principais dificuldades encontradas pela organização além da falta de recursos financeiros e de um profissional para captálos. A entidade possui um portfólio de projetos com 13 projetos divididos em 4 eixos de atuação. Em relação ao planejamento e sistematização das atividades. A AAPD tem por prática divulgar o Relatório Anual. embora a instituição possua um portfólio de projetos com vários eixos de atuação. pois seria necessário dobrar a carga horária dos profissionais para atender a crescente demanda. Quanto à captação de recursos. a ampliação do espaço físico e do atendimento clínico. pois agrega transparência. a burocracia e a visão errônea dos associados de que a entidade faz filantropia: falta o sentimento de pertencença por parte dos associados. Não existem projetos específicos em andamento voltados para o público com Síndrome de Down. mas a AAPD entende a importância do serviço voluntário e reconhece que este é um dos critérios de avaliação na seleção de projetos adotado pelos grandes financiadores e que existe a necessidade de recrutar e manter novos voluntários.para prestação de serviço voluntário na área de Fonoaudiologia. O voluntariado ainda é pouco expressivo. A escassez/falta de recursos limita as ações da instituição. mas que existem ações esporádicas que surgem durante o ano e são organizadas conforme a demanda. conforme os quadros 7 e 8: . “existem muitas ideias. nem Política de Captação de Recursos. não existe Planejamento. o Presidente destacou a dificuldade de chegar à pessoa certa na hora certa. isso tem gerado impacto positivo. através do qual demonstra a aplicação dos recursos recebidos e o resultado das atividades desenvolvidas e. tampouco departamento ou um profissional qualificado para realizar essa atividade. De posse de todas as informações apresentadas. que é desenvolvida pela Diretoria de forma voluntária.

comunicação.Ambiente Interno Grupo Variável Liderança Capacitação dos gestores Relacionamento Gestão Management Recursos Humanos Ponto Forte Gestão compartilhada Transparência na apresentação dos resultados Credibilidade/Idoneidade Práticas gerenciais de autossustentação Ponto Fraco A captação de recursos é realizada pela própria Diretoria de forma voluntária e amadora Recrutamento e seleção de pessoal Motivação dos Funcionários Pouca adesão ao serviço voluntário Motivação Profissionais qualificados e comprometidos com Não possui captador de recursos Treinamento a causa A maioria dos profissionais é contratada Recrutamento de voluntários por RPA (recibo de profissional autônomo) Marketing Serviço.69 Quadro 7 – Análise SWOT . Materiais Prestação de Serviços Meio Físico Instalações e infraestrutura Mensagens Relacionamento com clientes e funcionários Metodologia Métodos Money Fonte: A Acadêmica Fluxo de Caixa Finanças Imagem Institucional Credibilidade Representatividade Transparência Portfólio de Projetos Identidade gráfico visual Gratuidade dos serviços oferecidos Reconhecimento Nacional Qualidade do serviço prestado A AAPD busca envolver as famílias dos associados Tecnologia Social Expertise na área de atuação Falhas na comunicação com os associados e com os benfeitores (feedback) Impossibilidade em atender a demanda crescente Não possui sede própria Espaço físico locado é pequeno Falta envolvimento por parte dos associados – sentimento de pertencença Não possui projetos de captação de recursos Saldo Insuficiente para cobrir as despesas Faltam recursos para ampliação do atendimento Poucas fontes de recursos Dependência de recursos governamentais . preço e distribuição.

70 Quadro 8 – Análise SWOT .Ambiente Externo Variável Tendência Político – legal Crescimento dos partidos de esquerda Mudanças na legislação Mudanças na lei de incentivo a responsabilidade social Sócio cultural Responsabilidade social empresarial Tecnológica Lançamento de novas tecnologias por meio de softwares e redes sociais Econômica Crescimento econômico Economia em recessão Inflação Aumento da taxa básica de juros Oportunidade Aumento de investimentos em programas sociais Doações de pessoa física e/ou jurídica podem ser deduzidas do imposto de renda devido Obtenção do Título de Utilidade Pública Federal e do Certificado de Entidade Beneficente (CEBAS) . Buscar contrato de comodato para uso de imóvel público Selo social Possibilidade de deduzir as doações no imposto de renda devido Fim isenções/imunidade fiscal Redução ou fim das subvenções sociais Descontinuidade dos convênios Comunicação Alternativa (softwares e tablets) Crowfunding Portal Social Aumento de doações por empresas privadas Busca por novas parcerias Buscar subvenções estaduais e federais Concorrentes Entidades oferecendo o mesmo tipo de atendimento Diversificar o tipo de serviço prestado Ter um único foco de atendimento Clientes Ampliar a demanda Demanda por capacitações Cobrar parte dos serviços oferecidos Fonte: A Acadêmica Ameaça Redução no volume de recursos doados Evasão dos recursos estrangeiros Aumento no número de entidades disputando os mesmos recursos Redução dos recursos Perda de patrocinadores para outras entidades Qualidade do serviço prestado pelos concorrentes .

Pesquisar e enumerar possíveis fontes de recursos.elaboração do Plano de Captação de Recursos. A identificação das fontes de recursos existentes foi realizada mediante pesquisa bibliográfica e possibilitou constatar que existem diversas fontes de recursos destinadas ao financiamento de entidades sem fins lucrativos.71 A análise SWOT forneceu os dados necessários ao desenvolvimento do objetivo 4 .2. Visto que para cada fonte de recurso disponível existem requisitos essenciais e especificidades nas quais a entidade precisa se enquadrar para obtê-los. bem como estratégias e exigências distintas para acessá-las. em resposta ao objetivo 2 foram elaborados os quadros 9 e 10 embasados no referencial teórico presente neste estudo: . 5.

72 Quadro 9 . água ou telefone) Tempo para construir e nutrir Agentes multiplicadores o doador Estandes relações Constituem uma rede de doadores Converter o doador em contribuinte Apadrinhamento Resposta Rápida de longo prazo e grandes somas Face-to-Face Mídias Sociais Contato Direto Apresentação do Projeto Coletores Silenciosos Patrocínio Contribuições mensais Doações únicas Incentivos Fiscais Doação em dinheiro. produtos Trabalho voluntário especializado Mídias Sociais Profissionalismo na condução do projeto apoiado Material de divulgação da entidade Convênios ou Subvenções econômicas Documentação legalizada Projetos específicos Atender as exigências do edital Registro e participação nos Conselhos afins Contatos políticos Necessidade de prestação de contas detalhada Governo Fonte: Adaptado de Goldschmidt. Calfat (2008) Credibilidade e visibilidade Clareza e objetividade ao pedir Menor Burocracia Instabilidade Econômica Maior retorno financeiro Demanda interesses afins Divulgação Difícil acesso a quem decide Decisões sobre doações feitas ao longo Preferem doar para organizações de todo o ano convencionais Política de Responsabilidade Social Exigem visibilidade e retorno de Empresarial imagem Investimentos em Marketing Selo Social Legitimação Credibilidade Grandes somas doadas por longos períodos Garantia de verba (convênios) Burocracia Risco de redução da verba Falta de continuidade dos programas públicos Falta de compromisso Sobreviver dentro da política do governo Uso do recurso restrito as normas do convênio Risco de remanejamento das verbas destinadas ao Terceiro Setor .Fontes de Recursos I Fonte de Recurso Pessoa Física Empresas Mecanismo Requisito Vantagens e Oportunidades Desvantagens e Desafios Abordagem direta via telefone ou e-mail Nenhuma ou pouca exigência Recursos livres que podem ser utilizados Assegurar a continuidade Mala Direta Pessoal qualificado para em despesas operacionais Exige muito empenho Coletores Ativos abordagem Maior Envolvimento Pouco recurso por doação Campanha porta a porta Valorizar o doador Envolvimento emocional Aumentar o valor das contribuições Incentivos Fiscais Lista de contatos atualizada Possibilidade de recrutar voluntários Exige tempo e dinheiro para fidelizar Débito em Conta (luz.

73 Quadro 10 – Fontes de Recursos II Fonte de Recurso Eventos Especiais Mecanismo Bazares Festas Espetáculos Shows Rifas Sorteios Bingos Jantares Pedágios Leilões Beneficentes Fundações Editais Geração de Renda Própria Venda de Produtos e/ou serviços Licenças de uso da marca Renuncia Fiscal de Tributos Federais Requisito Pessoal capacitado Mobilização social em grande escala Desvantagens e Desafios Autonomia Financeira Autorização e aprovação de Recursos de livre aplicação órgãos públicos Divulgação da organização Adequação a legislação Visibilidade e credibilidade Viabilidade do evento Continuidade da Receita Obter recursos materiais e Fortalece vínculo com doadores atuais humanos Possibilita criação de um banco de dados Demanda tempo para organização com potenciais doadores Envolve muitas pessoas Gasto x retorno Custos indiretos podem ser significativos Adequação ao edital Ter profissionais qualificados para elaborar projetos Projetos Inovadores e multiplicadores Prestação de contas detalhada Credibilidade Somas substanciais doadas em uma única parcela Assessoria técnica Democrático Ampla concorrência Compatibilizar interesses de fundações e entidades Difícil acesso Poucas áreas de prioridade Duração do financiamento Plano de negócios Investimento inicia Pessoal especializado Autonomia Financeira Continuidade Geração de emprego Uso da expertise da entidade Recursos de livre aplicação Visibilidade da marca Estudo de mercado para verificar a viabilidade do negócio Gerenciar o negócio Imunidade e Isenções Fiscais Título de Utilidade Pública Federal CEBAS SAÚDE Fonte: Adaptado de Goldschmidt. Calfat (2008) Vantagens e Oportunidades Isenção do recolhimento da cota patronal devida ao INSS e outros impostos e taxas. Adequação a legislação vigente A entidade tem permissão para emitir Processo de concessão das recibos dedutíveis em Imposto de Renda certificações extremamente aos doadores burocrático e demorado Acesso a doações da União (mercadorias apreendidas) Permite realizar sorteios via Loteria Federal .

000. portanto.000.000.00 Receitas obtidas da realização de dois eventos gastronômicos Semestral R$ 15. pois os valores constantes da planilha eram referentes ao salário líquido.911.000.00 Benfeitores Doações realizadas por meio de boletos bancários Mensal R$ 42. a Fábrica de Estopa ainda não está em plena capacidade produtiva e.Fonte de Recursos AAPD PERIODICIDADE VALOR ANUAL Mensal R$188. Sendo assim. conforme ilustrado nos quadros 11 e 12: Quadro 11 .00 FONTES Convênios Governamentais Eventos Reserva de Caixa DESCRIÇÃO DOS RECURSOS Repasse de Recursos Financeiros para atendimentos clínicos TOTAL DAS RECEITAS Fonte: Adaptado da AAPD (2013) R$278.00 Rifas Recursos obtidos da realização de sorteios Mensal R$8.00 Saldo residual de 2012 Anual R$20.00 .850.761. Conforme exposto pelo Presidente. apresenta-se uma nova planilha com as devidas correções nas rubricas descritas acima. a receita informada no orçamento da AAPD não condiz com a realidade.00 Bazar Recursos obtidos a partir da venda de roupas usadas Mensal R$4.74 A análise da planilha orçamentária da entidade permitiu identificar quais as fontes de recursos são acessadas pela AAPD e quais despesas são custeadas com tais recursos. Do mesmo modo identificou-se um equívoco nos valores apresentados nas rubricas Folha de Pagamento e INSS (cota patronal).

Contribuição sindical). Internet e /segurança Folha de pagamento segurança. . Contabilidade e Elaboração de Material de expediente R$2.00 TOTAL GERAL 296.Despesas AAPD DESCRIÇÃO DAS DESPESAS Aluguel imóvel/IPTU VALOR ANUAL DETALHAMENTO DAS R$26.62.65 Encargos Sociais e R$39. Fonte: Adaptado da AAPD (2013) Após a confrontação das receitas e despesas. Despesas bancárias.52 Pagamentos de guias (INSS.00 Projetos Compra de material de papelaria Despesas Diversas R$4. Pagamento de salário.73. identificou-se que a AAPD apresenta um déficit de caixa de R$ 22.78 e conservação. R$8.554.75 Quadro 12 .078.400. o que reafirma a necessidade de captação de recursos de modo profissional e também da obtenção do Título de Utilidade Pública Federal e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS-SAÚDE) para que a entidade possa requerer isenção/imunidade fiscal da cota patronal devida ao INSS. R$185.200. IR.512.745.015.07 Serviço de limpeza e conservação.282.00 DESPESAS Referente ao aluguel e ao IPTU Contas: água/luz/telefone/Internet Pagamento das tarifas de água. outros Prestador de Serviço R$28. correios. o que irá gerar uma economia anual de R$37. material de limpeza Despesas bancárias R$ 1.880.00 PIS.727.54 luz e telefone.011.

68% dos recursos captados são provenientes de convênios com o governo municipal. o que indica uma fragilidade da organização. pois segundo CICCA (2005) é preciso haver diversificação na composição das fontes de recursos.Mix de Receitas da AAPD . caso contrário a organização corre o risco de ter suas atividades suspensas devido a falta de recursos. de modo que nenhuma delas represente 60% ou mais do total arrecadado.76 Conforme ilustrado no gráfico 1 . Gráfico 1 – Mix de Recursos AAPD Fonte: A acadêmica (2013) .

foram coletadas orientações sobre os procedimentos necessários para a concessão de Títulos e Certificações às entidades sem fins lucrativos e também sobre como requerer a isenção da cota patronal devida ao INSS. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. o recolhimento do PIS e a contribuição sindical são obrigatórios) no item despesas.77 No gráfico 2 observa-se que 76% dos recursos captados são aplicados na Folha de Pagamento e Encargos Sociais: Gráfico 2 – Despesas AAPD Fonte: A acadêmica (2013) Caso a instituição venha a adquirir imunidade/isenção fiscal. Apresenta-se na sequência orientações para requerer o Título de Utilidade Pública Federal. o CEBAS SAÚDE e posteriormente solicitar a isenção da cota patronal devida ao INSS: . Ministério da Saúde e Ministério da Previdência Social. Através de consultas à Legislação Vigente realizadas em sites do Ministério da Justiça. haverá uma redução de 12% (isenção do INSS cota patronal e IR.

bonificações ou vantagens a dirigentes.) informando que a instituição esteve. com base legal: art. de modo a comprovar a existência. Cartão do CNPJ. e está. bem como possibilita receber doações da União e também receitas das loterias federais. juntamente com a declaração de próprio punho de todos os dirigentes da associação afirmando que nos últimos três anos não foram remunerados. Certidão de breve relato ou documento equivalente expedido por autoridade cartorária competente. Requerimento à Presidente da República 2.78 Utilidade Pública Federal O Título de Utilidade Pública Federal confere às entidades sem fins lucrativos prestígio e credibilidade. ainda. este certificado permite que a entidade forneça um recibo dedutível em Imposto de Renda às pessoas jurídicas doadoras de benefícios. 5. os requisitos para obtenção do Título de Utilidade Pública Federal são: 1. pode ser apresentada a declaração anual de informações sociais (RAIS) dos últimos três anos. 3. 2º do Decreto nº 50.517. um dos requisitos para instrução do pedido de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS). sob nenhum pretexto. Segundo o Ministério da Justiça. destacando a cláusula que informa que a instituição não remunera. em efetivo e contínuo . 4. conselhos fiscais. porém. Caso. por fim. bem como que a entidade não distribui lucros. e que não distribui lucros. bem como data e breve teor das alterações estatutárias posteriores. a prova por meio do registro do estatuto não seja possível por não constar expressamente a cláusula de não remuneração. Além disso. Juiz de Direito. realizar sorteios. os cargos de sua diretoria. Atestado de autoridade local (prefeito. Cópia autenticada do Estatuto. E é um dos requisitos exigidos por Lei para requerer ao INSS a isenção da cota patronal. mantenedores ou associados. constituindo. por qualquer forma. permitindo. Delegado de Polícia etc. de 2 de maio de 1961. deliberativos ou consultivos. há mais de três anos da cláusula de não remuneração dos membros da diretoria e não distribuição de lucros de qualquer espécie. em que conste a data do 1º registro do estatuto.

saúde ou educação a pessoas carentes podem requerer a certificação de entidade beneficente de assistência concedida pelo Ministério da Assistência Social e Combate à Fome (MDS). de 27 de novembro de 2009 e apresentar os seguintes documentos: I . Para receber a certificação a entidade deve cumprir os requisitos estabelecidos pelos artigos 3º ao 20º da Lei nº 12. Ata de eleição de todos os membros da diretoria atual. acompanhado dos demonstrativos contábeis daqueles exercícios. 3º da Lei nº 12.comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).101.cópia autenticada do ato constitutivo da entidade. . expedido por autoridade local. devidamente registrado no órgão competente. o demonstrativo de receitas e despesas realizadas no período anterior. 9. Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS SAÚDE Entidades sem fins lucrativos. instrumento comprobatório de representação legal.cópia autenticada da ata de eleição dos dirigentes da entidade e. que prestam serviços gratuitos (total ou parcialmente) de assistência social. registrada em cartório e autenticada. Qualificação completa dos membros da diretoria atual e atestado de idoneidade moral.79 funcionamento nos últimos três anos. 6. quando subvencionada pela União. que demonstre o cumprimento dos requisitos estabelecidos no art. Qualificação completa dos membros da diretoria atual e declaração de idoneidade moral. Relatórios Circunstanciados dos serviços desenvolvidos nos três últimos anos anteriores à formulação do pedido. Declaração da requerente de que se obriga a publicar. III . 8.101. conforme área de atuação preponderante da instituição. com exata observância dos princípios estatutários. anualmente. II . quando for o caso. de 2009. 7. Ministério da Saúde (MS) e Ministério da Educação (MEC). 10.

incidentes sobre o total das remunerações pagas. assinado pelo representante legal em exercício para o ano respectivo. 22 e 23 da Lei nº 8. b) o número de pessoas atendidas. devidas ou creditadas a qualquer título.212/91): I – 20% (vinte por cento). e) as ações de gratuidade de promoção e proteção à saúde.101. II – 1%. desde que atenda aos requisitos previstos no art. aos segurados empregados. . pode usufruir da isenção. aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que prestem serviços à entidade.80 IV . A partir dessa Lei. durante o mês. destinadas à Previdência Social. durante o mês. c) os recursos financeiros envolvidos. a entidade certificada como beneficente de assistência social e que cumpra os demais requisitos. autenticado em caso de cópia. d) o quantitativo das internações hospitalares e dos atendimentos ambulatoriais realizados para usuários SUS e não usuários do SUS. quando couber. 195 § 7º da Constituição. devidas ou creditadas a qualquer título. de 2009. 2% ou 3% destinadas ao financiamento de aposentadorias especiais e de benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. sem necessidade de requerimento à Secretaria da Receita Federal do Brasil. do qual constem informações sobre: a) os atendimentos realizados. O direito à isenção abrange as seguintes contribuições (arts. trabalhadores avulsos e contribuintes individuais (autônomos) que prestem serviços à entidade. incidentes sobre o total das remunerações pagas. 29 da Lei nº 12.relatório anual de atividades desempenhadas no exercício fiscal anterior ao requerimento. Uma vez reconhecida como beneficente de assistência social a entidade faz jus à isenção prevista no art.

. destinadas à Previdência Social. incidentes sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho.83 III – 15% (quinze por cento).

a concessão de vantagens ou benefícios a qualquer título a esses dirigentes. 4. Estar em dia com o pagamento de suas contribuições sociais. Isenção da Contribuição Previdenciária Isenção da Contribuição Previdenciária é a isenção da cota patronal. conforme art.81 IV – contribuição incidente sobre o lucro líquido (CSLL). especialmente crianças. sócios. Para ter direito à isenção da contribuição previdenciária. 7. vedando-se. 3. 2. 6. V – COFINS incidente sobre o faturamento. . Promover a assistência social beneficente a pessoas carentes. Aplicar integralmente o eventual resultado operacional de suas atividades na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais. destinada à seguridade social. destinada à seguridade social. de 24 de agosto de 2001.101/2009 continuam obrigadas ao pagamento da contribuição social do PIS/PASEP incidente sobre a folha de salários.área de atuação preponderante). conselheiros. relatório circunstanciado de suas atividades.158-35. Não remunerar seus diretores. VI – PIS/PASEP incidente sobre a receita bruta. a AAPD deve atender aos seguintes requisitos cumulativamente: 1. destinada à seguridade social. ou seja. é a permissão de não recolher ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) os 20% devido à Previdência Social incidente sobre a folha de salários da entidade. As entidades beneficentes de assistência social certificadas na forma da Lei nº 12. 5. idosos e portadores de deficiência. até o dia 30 de abril. instituidores ou benfeitores. Ser certificada como Entidade Beneficente de Assistência Social pelo Ministério da Saúde (CEBAS SAÚDE . 13 da Medida Provisória nº 2. ainda. Ser reconhecida como de Utilidade Pública Federal e Estadual ou do Distrito Federal ou Municipal. Apresentar anualmente ao INSS.

.05 Quadro 13 – Despesas AAPD com isenção/imunidade fiscal Fonte: A Acadêmica Gráfico 3 – Despesas AAPD – com isenção/imunidade fiscal Serviço de limpeza e conservação. correios.011.00 Pagamento do PIS e contribuição sindical Contabilidade e Elaboração de Projetos Compra de material de papelaria Aluguel imóvel/IPTU Contas: água/luz/telefone/Internet/segurança Material de expediente R$2. luz e telefone.82 Para melhor compreensão dos benefícios gerados pela imunidade/isenção fiscal.00 TOTAL GERAL 258. Folha de pagamento 185.07 Taxas e despesas bancárias R$ 1. foram elaborados o quadro 15 e o gráfico 4.727.200. onde é possível visualizar as despesas da AAPD decrescidas dos encargos sociais e outros impostos: DESCRIÇÃO DAS DESPESAS VALOR ANUAL DETALHAMENTO DAS DESPESAS R$26.400.987. Despesas bancárias.880. Internet e segurança.078.00 R$8.745.00 Despesas Diversas R$4.65 Pagamento de salário.54 Referente ao aluguel Pagamento das tarifas de água. PIS e Contribuição Sindical R$ 1.944. material de limpeza e conservação.79 Prestador de Serviço R$28.

83 Fonte: A acadêmica .

554. visão. nos valores e princípios da AAPD e em consonância com os preceitos dispostos no Código de Ética do Captador de Recursos.78. nos valores e princípios da AAPD e em consonância com os preceitos dispostos no Código de Ética do Captador de Recursos. Pautada na missão. Pautado na missão.Apresentação Em face às diversas situações que permeiam as relações com os financiadores internos e externos.73/ano. faz-se necessário a elaboração de um manual de boas práticas de conduta. Política de Captação de Recursos Capítulo I . 5.Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (2007).3. com a finalidade de elucidar algumas questões importantes neste contexto. . este documento busca definir diretrizes e premissas cujo propósito é nortear as ações de mobilização de recursos da AAPD. Elaborar a Política de Captação de Recursos A Política de Mobilização de Recursos foi elaborada com base no pressuposto teórico e adaptado da prestação de contas da Federação das Apaes de Tocantins (2012) e do Código Interno de Relações com as Empresas do iBase .567. Objetivo .83 Em comparação aos valores dispostos no quadro 14 e em relação ao gráfico 2 que apresentam um total de despesas anuais no valor de R$ 296. as isenções/imunidades fiscais irão assegurar a AAPD uma economia de R$37.

integração e desenvolvimento dentro dos aspectos afetivo.institucional. emocional.84 A Instituição A Associação Amor Pra Down – AAPD é uma entidade filantrópica. profissionais e amigos de pessoas com Síndrome de Down (SD) Missão. em todos os segmentos . social e cognitivo das pessoas com síndrome de Down e suporte a suas famílias. " Valores Trabalho Em Equipe Trabalhamos em cooperação Somos voluntários Solidariedade Somos comprometidos uns com os outros. criando ações para a sua independência. sem fins lucrativos. em todas as etapas de suas vidas”. troca de experiências e agregação. Dividimos nossas responsabilidades. consolamos e oferecemos ajuda. familiar. . educacional. oferecendo atendimento especializado. composta por pais. Um espaço de acolhimento. Visão e Valores Missão “Promover a assistência. Visão “Ser reconhecida como um referencial de apoio ao DOWN na sociedade. Confortamos. pessoal. autonomia e inclusão na sociedade. social.

.85 Sensibilidade Trabalhamos com emoção. sentimento e simpatia pela nossa causa. Honestidade: agir com honestidade e retidão de modo a corresponder à confiança da instituição para qual solicita recursos. cinco princípios básicos devem ser observados na conduta do profissional de captação: 1. bem como dos investidores e doadores. Capítulo II . Reagimos imediatamente aos nossos problemas e desafios.Do Profissional de Captação de Recursos Da Conduta Profissional Em conformidade com o Código de Ética do Captador de Recursos. Persistência Continuamos presentes em nossa causa apesar de todas as dificuldades Somos perseverantes e insistentes Não desistimos frente as nossas dificuldades Garra Temos força de vontade e disposição para alcançar nossos objetivos Somos determinados Entusiasmo Somos dedicados Temos paixão pelo que fazemos Trabalhamos com alegria Comunicação Promovemos a conversação entre os diversos atores envolvidos Esclarecemos e informamos a comunidade e os associados sobre a evolução dos estudos sobre a síndrome de Down.

proativo. Habilidade na condução de negociações. Habilidade em elaborar projetos. comunicativo. sendo de sua responsabilidade exigir que a organização divulgue publicamente os resultados obtidos com tais recursos. otimista. Fluência escrita e verbal em português. Habilidade de planejamento e visão estratégica. Desejável Inglês intermediário. Relações Públicas ou Marketing. íntegro. espontâneo. .. Compromisso: o captador deve estar comprometido com a missão da organização. não trabalhando simultaneamente para instituições congêneres. Ser ético. Mostrar-se interessado pelas causas sociais. 3. Manter-se atualizado. honesto. organizado. Integridade e Legalidade: o captador deve respeitar incondicionalmente a legislação vigente no país e atuar com responsabilidade no exercício de sua profissão. 5.86 2. Bons conhecimentos informática: Windows e Pacote Office. 4. evitando assim conflito de interesses. Disponibilidade para uma vida social ativa. respeitando o sigilo das informações sobre os doadores e da organização para qual trabalha. Ter iniciativa. Bom relacionamento interpessoal. habilidade e criatividade na resolução de conflitos. persuasivo e persistente. Transparência e Prestação de Contas: garantir que o investidor receba informações sobre a aplicação dos recursos. Respeito à informação: o profissional de prospecção deve sempre agir com discrição no exercício profissional. Do Perfil Profissional O profissional de captação de recursos deve apresentar o perfil que atenda os seguintes requisitos: Formação Acadêmica: Administração de Empresas.

Deverá atuar em tempo integral e com dedicação exclusiva para a entidade e será responsável pela elaboração.87 Da Contratação e Remuneração O Captador de Recursos Institucional será o profissional responsável pela mobilização de recursos da AAPD. É vedado o comissionamento baseado em resultados obtidos. Patrocínio: caracterizado pelo aporte de recursos relevantes (cota parcial ou integral) e que viabilize o projeto ou iniciativa. também deverá contribuir com recursos financeiros. O regime de contratação deverá ser celetista e a remuneração fixa definida em contrato. Exige da organização algum tipo de contrapartida. • colaboração com serviços. • colaboração com bens materiais. reconhecimento e visibilidade às ações do patrocinador. Capítulo IV – Do Financiamento das Empresas públicas e/ou privadas Dos tipos de financiamento: • patrocínios. . apoios ou doações em dinheiro. Aos demais associados a contribuição espontânea é facultativa. como exposição da marca. Modalidade vinculada a benefícios fiscais. havendo a possibilidade de oferecer bonificações a título de premiação por desempenho (a critério da Diretoria da AAPD). O exemplo dos líderes para os demais associados demonstra que a Diretoria é a primeira a acreditar e valorizar o trabalho da organização. Capítulo III . implementação e/ou execução do Plano de Captação de Recursos. ainda que o valor doado seja simbólico. além do tempo dedicado ao trabalho voluntário previsto pelo estatuto.Das relações com os financiadores internos e externos Dos associados A Diretoria da AAPD. Esta atitude confere credibilidade à instituição.

que poderá deliberadamente tomar ações de reconhecimento institucional pela doação (porém sem exploração intensiva da marca). c) A AAPD NÃO realiza parcerias e/ou aceita recursos. estabelece contratos comerciais. Podem ser de pessoas físicas e/ou jurídicas. porém com papel de agregar valor a um projeto ou evento (pontual). convênio etc. empresas. armas de fogo/munição. apoio. b) Procuramos sempre dar preferência e estimular relações com empresas éticas e socialmente responsáveis. O financiamento (doação. associadas ou não a benefícios fiscais.) será meio para a realização das ações e não o contrário. associações e organismos multilaterais) ou indivíduos desde que não se enquadrem na relação de "Restrições”. fundações. principalmente aquelas que publicam anualmente o Balanço Social e seguem normas e diretrizes sobre responsabilidade social. serviços e operações sem que haja uma obrigação de exposição da marca por parte da AAPD. e tem como contrapartida o reconhecimento e visibilidade da marca (com menor exposição).88 O Apoio é geralmente caracterizado pela colaboração com serviços ou materiais (ou também por aportes de recursos). a) Todos os desdobramentos políticos e as respectivas implicações de curto. acordos de cooperação ou participa de eventos promovidos e apoiados por empresas (bem como suas fundações e institutos): . a transparência nas relações interna e externa e os objetivos públicos comuns que edificam a legitimidade da organização. sociedades. sem comprometer a autonomia institucional. . Podem ser financiadores da AAPD organizações de direito público e/ou privado (governo. doações. Cabe à AAPD perseguir a diversificação de suas fontes de financiamento. A Doação é caracterizada pelo aporte de recursos. apoios. patrocínio. médio e longo prazo em nossas redes e parcerias na sociedade civil serão observados no momento de associar a imagem da AAPD a qualquer empresa pública ou privada (bem como suas fundações e/ou institutos).de cigarro/fumo/tabaco. cooperativas. bebidas alcoólicas.

e) Os casos não especificados pela Política de Captação de Recursos da AAPD ou que deixem margem para dúvidas no momento de sua aplicação deverão ser avaliados pela Diretoria da AAPD. programação ou contratação de profissionais ou empresas específicas. ou com corrupção. Capítulo VI – Dos Recursos e da Aplicação O Estatuto Social da AAPD (Art. com qualquer forma de prostituição ou exploração sexual de criança ou adolescente. d) A AAPD reserva-se o direito de NÃO se relacionar ou romper acordos e parcerias com qualquer empresa pública ou privada (bem como suas fundações e/ou institutos) que estejam em desarmonia com seus valores e princípios. cabendo à esta a responsabilidade e decisão final.89 . Capítulo V – Das Restrições A AAPD não aceitará financiamentos provenientes de organizações e/ou indivíduos cuja vinculação institucional possa trazer algum prejuízo direto e/ou indireto à imagem da AAPD – este juízo de valor é uma prerrogativa exclusiva da Diretoria e do Conselho Fiscal da AAPD. o montante total recebido de cada financiador no ano anterior. f) A AAPD será transparente sobre a identidade dos seus financiadores e informará em seu relatório anual nome. 22º) prevê que os recursos financeiros necessários à manutenção da instituição poderão ser obtidos por: . g) A AAPD terá autonomia para fazer cumprir sua missão e tomar todas as decisões relacionadas ao conteúdo. Não se admite em hipótese alguma quaisquer intervenções de financiadores nas atividades da organização.que estejam envolvidas com exploração de trabalho infantil ou qualquer forma de trabalho forçado (trabalho análogo à escravidão).

II . IV .Para toda doação recebida. saldo em dinheiro no Caixa).A escrituração do Livro Caixa deverá demonstrar fielmente a entrada e saída de recursos financeiros e a posição dos saldos no final do dia (saldo em banco. 2 . 3 . pertinentes ao patrimônio sob a sua administração.rendimentos de aplicações de seus ativos financeiros e outros. 4 .Toda doação recebida. 5 .A prestação de contas com sua respectiva documentação.termos de Parceria. contemplará informações que facilitem a . VII – recebimento de lucros associações ou participações societárias em Pessoa Jurídica constituída para este fim conforme previsto no artigo 14. VI .doações.contratos e acordos firmados com empresas e agências nacionais e internacionais.Doações em dinheiro deverão ser escrituradas no Livro Caixa da entidade como entrada de recurso e ser depositada em conta bancária específica. V .contribuição dos associados. Capítulo VII . deverá ser objeto de controle pela AAPD.Da Prestação de Contas É de suma importância que a prestação de contas seja revestida de total transparência e publicidade. a entidade deverá emitir um recibo que comprove a operação.recebimento de direitos autorais.90 I . observando-se que: 1 . legados e heranças. mantendo atualizados os saldos a cada operação de entrada e saída. É de responsabilidade da AAPD zelar pela correta aplicação dos recursos recebidos. Convênios e Contratos firmados com o Poder Público para financiamento de projetos na sua área de atuação. que deverá ficar à disposição para consulta dos interessados. III . considerando que: 1 .A entidade deverá manter sistema de controle de estoque ou patrimônio dos bens materiais adquiridos por compra ou recebidos em doação. seja em dinheiro ou bem.

4 .4 Elaborar o Plano de Captação de Recursos Para Rocha (2001) a Captação de Recursos precisa ser concebida em um Plano Anual de Mobilização de Recursos. Corroborando com Rocha (2001). cuja cópia acompanhará os relatórios que serão divulgados pela Diretoria Executiva em meio especifico. deverá ser elaborada e divulgada por evento. No caso de doação de dinheiro ou bem material.A prestação de contas da realização de almoços.A divulgação da prestação de contas deverá acontecer em todos os meios de comunicação e no site institucional ou outro local de fácil acesso ao público..91 compreensão pelo público. para facilitar a compreensão dos colaboradores daquela ação. para os recursos de órgãos do Estado ou de Municípios. 5. e pelo Tribunal de Contas do Estado . discriminando em detalhes o recebimento e a aplicação do recurso recebido no período. campanhas. jantares. Xavier e Chueri (2008). o tipo do bem.TCE. Estadual e Municipal deverão atender às disposições contidas em Instruções Normativas emitidas pelo Tribunal de Contas da União . 35º prevê a obrigatoriedade de prestação de contas de todos os recursos recebidos pela associação. 2 . o valor e a data. Dearo (2010) e a Cartilha da OAB (2011) apresentam linhas de pensamento correlatas no que tange aos elementos . 5 . bem como o volume de recursos a ser arrecadado. 3 . sorteios. bem como publicar e manter o relatório de atividades e demonstrações financeiras à disposição e consulta de qualquer cidadão.O Estatuto Social da AAPD em seu Art.Toda prestação de contas deverá receber o Parecer do Conselho Fiscal da entidade.As prestações de contas de convênios com os Governos Federal. considerando o perfil e as necessidades da organização. contemplando os diversos tipos e fontes de recursos existentes.TCU. anexar relação discriminando o nome do doador. 6 . Gets (2002). para os recursos federais. etc. bingos.

metas. Diversificar as fontes de recursos. Conscientizar os associados da AAPD quanto à importância da sustentabilidade financeira da entidade. Melhorar a comunicação com os stakeholders. . Intensificar ações de recrutamento de voluntários. cronograma. O Objetivo 1 do presente estudo apresentou um diagnóstico da AAPD obtido por meio da ferramenta Análise SWOT. 3. A comunicação é um mecanismo crucial na Captação de Recursos. Considerando os itens apontados pela Análise SWOT e as observações feitas pelo Presidente da AAPD durante a entrevista. recrutar voluntários. manter os stakeholders informados sobre os resultados das ações desenvolvidas e a aplicação dos recursos. 2. Desse modo. Planejamento. objetivos. 4. promover o engajamento dos associados. considerando ações para os próximos 3 anos. Investir em ações de geração de renda própria. fraquezas. estratégias.  Métodos . divulgar a prestação de contas à sociedade. Acompanhamento e Valorização. no qual expõe as forças.a organização precisa aprimorar as técnicas para conquistar novos parceiros e recrutar voluntários. Contato e Negociação. a organização elegeu três pilares nos quais precisará concentrar esforços para implementar melhorias:  Financeiro – está associado à autonomia econômica da instituição: captação de recursos. orçamento e mecanismos de monitoramento e avaliação. sugere-se um Plano de Captação de Recursos. 5.  Comunicação – a AAPD precisa melhorar a comunicação com os diversos públicos com os quais se relaciona: ter uma linguagem distinta para os diferentes públicos. ameaças e oportunidades. sendo ela a responsável por trazer novos parceiros e doadores. 6. Albuquerque (2006) complementa este raciocínio ao descrever as etapas do processo de Captação de Recursos: Análise.92 que devem estar contemplados em um bom plano de captação de recursos: justificativa. sendo que as metas prioritárias são: 1. Prospecção. Aumentar o montante de recursos arrecadados em 50%.

Incluir a figura do captador de recursos no quadro de funcionários da AAPD. o orçamento para 2014 foi estruturado com base no orçamento de 2013 (incluindo as despesas com encargos sociais e impostos). a seguir. -Inserir rubrica Capacitação.Projetar um incremento de 10% nas despesas fixas e variáveis. ilustra as despesas com folha de pagamento da organização para 2014: . . faz-se necessário elaborar o orçamento anual da organização. É importante ressaltar que a finalidade deste Plano é obter recursos em uma Campanha Anual para custear as despesas operacionais da AAPD. com algumas alterações a considerar solicitadas pela própria organização: . Contempladas as alterações supramencionadas. o quadro 14. O orçamento fornecerá informações sobre as despesas da AAPD e determinará qual o montante a ser arrecadado e quais estratégias e fontes deverão ser empregadas.Regularizar a contratação de todos os funcionários (contrato de trabalho e CTPS assinada).93 Antes de desenvolver o Plano de Captação de Recursos. . portanto.

63 38.006.27 1744.38 936.97 22.00 184.92 Secretária CLT 40h 1744.371.41 4646.294.18 2100 2100 420.00 175.65 192.00 144.00 200.01 3872.00 240.29 3252.85 139.00 144.41 4646.03 42.54 157.01 CLT 40h 2300 2300 460.530.00 207.25 2787.22 26.27 348.40 Neurologista Terapeuta Ocupacional Coordenador Técnico Fisioterapeuta CLT 20h 1600 1600 320.41 2500 500.00 156.63 40h 3000 3000 600.03 50.14 126.03 360.09 75.14 126.63 38.91 .00 184.99 TOTAL ANUAL Fonte: A Acadêmica 414.28 29.10 88.62 40h 1800 1800 360.03 360.09 INSS sobre 13º e Férias 81.00 162.68 2.00 270.52 234.85 1.62 30.41 240.77 3020.65 3562.12 105.94 Quadro 14 – Projeção Recursos Humanos AAPD 2014 PREVISÃO RECURSOS HUMANOS AMOR PRÁ DOWN Vínculo Empregatício Carga Horária Salário Base Salário Mensal INSS FGTS Férias 13º Assistente Social CLT 30h 1950 1950 390.62 460.02 216.02 276.783.22 35.00 225.00 270.00 128.00 189.02 300.30 73.65 3562.20 207.458.02 252.11 96.00 209.00 168.00 CLT 40h 2300 2300 Fonoaudióloga CLT 40h 2500 Pedagoga Coordenador Administrativo/ Financeiro Captador de Recursos CLT 40h CLT CLT Cargo TOTAL MENSAL FGTS sobre 13º e Férias Total 32.02 276.54 2.11 96.65 34.03 50.676.00 CLT 40h 3000 3000 600.89 2478.08 67.27 4.61 374.31 2701.

00 R$12.00 R$2. material de limpeza e conservação. DARF. Pagamento de cursos e capacitações. Despesas bancárias. Internet e segurança. transporte e hospedagem.412.00 Pagamentos de guias (FGTS.52 Pagamentos de guias (INSS) Outros Encargos Sociais R$25. PIS. Contribuição Sindical) Contabilidade e Elaboração de Projetos Compra de material de papelaria Serviço de limpeza e conservação.50 Referente ao aluguel R$9.600.898. luz e telefone.95 De posse dos novos valores apresentados no Quadro 14 – Projeção Recursos Humanos e após novos cálculos das demais despesas.08 Pagamento das tarifas de água.768. TOTAL GERAL R$505.18 Despesas bancárias Capacitação R$ 1.00 R$4. IR.28 Prestador de Serviço Material de expediente Despesas Diversas R$31.000. Pagamento de salário. correios.85 Fonte: A Acadêmica . INSS sobre Folha de Pagamento R$64.320.29 Folha de pagamento R$323.640.745. apresenta-se no Quadro 15 a projeção do orçamento 2014 da AAPD: Quadro 15 – Projeção Orçamento AAPD 2014 DESCRIÇÃO DAS DESPESAS VALOR ANUAL DETALHAMENTO DAS DESPESAS Aluguel imóvel/IPTU Contas: água/luz/telefone/Internet/segurança R$29.728.419.531.

e ultrapassa o orçamento total de 2013 – R$296. O ideal nesta etapa seria manter a contratação dos funcionários por prestação de serviços e/ou RPA (recibo de profissional autônomo). tornando-se impraticável uma vez que a AAPD já apresenta receita insuficiente para cobrir as despesas do ano vigente.78.96 O orçamento evidencia uma despesa anual no valor de R$505. aplicando-se apenas um reajuste salarial de 6. Em comparação ao orçamento de 2013. portanto não haverá tempo hábil para angariar um volume de recursos suficientes para suprir o montante orçado. até mesmo porque a AAPD ainda não usufrui dos benefícios de isenção fiscal e a cota patronal devida ao INSS onera a folha de pagamento em R$64.708.27.531. com a efetivação e o aumento de carga horária dos funcionários para 2014 apenas o valor da folha ficaria em R$323.591. no qual a rubrica salários/encargos sociais apresentava um valor de R$224.13% em relação à folha de 2013. a acadêmica considerou que neste momento inicial de implantação do processo de mobilização de recursos não é recomendável elevar despesas a um patamar superior ao praticado em 2013. a acadêmica sugere que o vínculo empregatício e respectiva carga horária sejam mantidos sem alterações.69% conforme SENALBA: . sem alterações na folha de pagamento. sendo este o montante que a AAPD precisaria arrecadar para custear suas despesas operacionais em 2014. Isto se justifica dado o fato que a captação de recursos é um processo de médio e longo prazo.52. Diante do exposto.554.08. o que implica em um aumento percentual de 44.745. Entretanto.85.

6 75.03 Terapeuta Ocupacional RPA 20h 1123.41 .35 1600.09 384.75 1150.69 40.06 288.51 239.6 60.42 CLT 40h 1500 100.465.75 Coordenador Técnico CLT 40h 3000 200.27 600 81.18 116.07 Cargo Assistente Social Secretária Neurologista Coordenador Administrativo/Financeiro Captador de Recursos TOTAL MENSAL 15.05 1438.39 768.82 2877.23 26.19 128.190.93 372.64 799.14 1294.52 RECIBO 20h 1500 100.24 Fonte: A acadêmica 134.97 Quadro 16 – Recursos Humanos AAPD 2014 com reajuste RECURSOS HUMANOS ASSOCIAÇÃO AMOR PRÁ DOWN INSS sobre 13º e Férias FGTS sobre 13º e Férias Total 78.59 2882.70 3200.70 640.69% conforme SENALBA 13º 257.47 53.80 479.27 1553.03 144.40 1438.70 TOTAL ANUAL * Percentual reajuste salarial 6.66 1860.25 532.14 150.35 320.88 2247.14 258.12 67.25 FGTS Férias 148.88 111.48 128.05 192.34 75.77 191.52 256.2 1123.95 21.79 4957.17 959.74 3.14 Fisioterapeuta Fonoaudióloga Pedagoga RPA RPA RPA 20h 20h 20h 898.588.96 640.77 239.951.48 1744.17 Vínculo Empregatício Carga Horária Salário Base Percentual Reajuste * Salário Mensal INSS RPA CLT RECIBO 16h 40h 10h 1213.18 31.54 1198.50 223.96 599.35 1600.02 2397.88 167.89 2478.35 320.07 1920.17 1198.76 279.

Internet e segurança. correios.00 R$4.29 Folha de pagamento INSS sobre Folha de Pagamento Outros Encargos Sociais R$208.640.748.92 R$41.320. Contabilidade e Elaboração de Projetos Compra de material de papelaria Serviço de limpeza e conservação. Despesas bancárias. DARF. Pagamentos de guias (INSS) Pagamentos de guias (FGTS.641.98 Com os novos valores obtidos para a rubrica Salários. material de limpeza e conservação.600. Contribuição Sindical).93 Prestador de Serviço Material de expediente Despesas Diversas R$31.38 Fonte: A acadêmica .18 Despesas bancárias Capacitação R$ 1.56 R$7. apresenta-se no quadro 17 a Projeção Ideal para o Orçamento AAPD 2014: Quadro 17 – Orçamento AAPD 2014 DESCRIÇÃO DAS DESPESAS VALOR ANUAL DETALHAMENTO DAS DESPESAS Aluguel imóvel/IPTU Contas: água/luz/telefone/Internet/segurança R$29.419.000. TOTAL GERAL R$348. transporte e hospedagem. IR. Pagamento de cursos e capacitações.00 R$12. Pagamento de salário. luz e telefone.00 R$2.738.768.50 Referente ao aluguel R$9.207.412.00 Pagamento das tarifas de água. PIS.

O valor orçado apresenta uma diferença de R$52. Desse modo. no ano 1 será necessário que a AAPD aumente sua arrecadação em no mínimo R$55. conforme ilustrado no quadro 18: .60 em relação ao orçamento em vigência.000. buscou-se diversificar as fontes apresentadas na projeção das Receitas 2014. Portanto. os ajustes propostos pela acadêmica ensejam um incremento de 17.60% no orçamento projetado para 2014. Para composição da receita a ser captada.99 Em comparação ao orçamento de 2013. uma vez que a dependência de uma única fonte ou de poucas fontes representa um risco iminente para a organização. CICCA (2005) defende a diversificação das fontes de recursos e enfatiza que nenhuma delas deve ultrapassar 60% ou mais das receitas totais da organização.00 a fim de garantir uma margem de segurança.193.

00 .000.00 Mensal R$4.00 Recursos obtidos da realização de sorteios Rifas Ação entre amigos Recursos obtidos a partir da venda de roupas usadas Eventos Receitas obtidas da realização de três eventos gastronômicos Quadrimestral R$ 15.400.000.00 TOTAL DAS RECEITAS Fonte: A Acadêmica R$360.000.00 Trimestral R$4.000.00 Débito em conta de luz Repasse de recursos via convênio com CELESC Mensal R$59.000.000.900.000.00 Circulo de amigos da AAPD Benfeitores Doações realizadas por meio de boletos bancários Mensal R$ 9.00 Empresas Privadas (Cota de Patrocínio) Repasse de recursos financeiros Mensal R$60.100 Quadro 18 – Projeção de Receitas AAPD 2014 FONTES DESCRIÇÃO DOS RECURSOS Repasse de Recursos Financeiros para Convênios Governamentais atendimentos clínicos PERIODICIDADE VALOR ANUAL Mensal R$190.500.00 Troco Solidário Recursos obtidos de coletores silenciosos Semestral R$10.00 Fábrica de Brindes Venda de Produtos Anual R$9.

Plano de Captação de Recursos Justificativa A elaboração deste Plano se justifica devido ao orçamento deficitário e a quase exclusiva governamental dependência financeira de recursos advindos da esfera . sendo que as demais fontes representam 47% da Receita Total . o percentual de recursos governamentais é de 53%. conferindo equilíbrio ao Mix de Receitas da AAPD.101 O Gráfico 4 ilustra a composição das Receitas para 2014: Gráfico 4 – Mix Receitas Ideal Fonte: A Acadêmica Conforme demonstrado no gráfico 4 .

Intensificar o recrutamento de voluntários. 5. Empresas Públicas e Privadas dos Municípios de Balneário Camboriu e região da AMFRI – Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí Açú. Estratégias Para melhor visualização das estratégias em relação aos respectivos objetivos. foi elaborado o quadro 19: .Conquistar novos parceiros para a instituição e estreitar laços com os já existentes. 3. Público Alvo Associados da AAPD. Investir em ações de geração de receitas próprias. 2. Objetivos Específicos 1. pessoas físicas e Fundações Nacionais. 4. buscando promover a autonomia financeira da organização. Reduzir despesas tributárias.Conscientizar os associados sobre a importância de promover a autossustentação financeira da AAPD. 6. Melhorar a comunicação com os stakeholders.102 Objetivo Geral Estruturar a captação de recursos da AAPD com vistas à diversificação de sua fonte de financiadores.

000.000.000.00 Ano 3 – 24. contendo informações dos financiadores. Metas Firmar 10 novas parcerias Aumentar em 50% o montante de recursos captados Investir em ações de geração de receitas próprias Receitas Próprias Reduzir despesas tributárias Melhorar a comunicação com os stakeholders Conscientizar os associados sobre a importância de promover a autossustentação financeira da AAPD Intensificar o recrutamento de voluntários Fonte: A Acadêmica % sobre o ano anterior Ano 1 – 9. Enviar carta de agradecimento. Elaborar materiais para divulgação da instituição e dos projetos. Promover bazares (contêineres Receita Federal). Natal.103 Quadro 19 – Objetivos e Estratégias Objetivos Conquistar novos parceiros para a instituição e estreitar laços com os já existentes Indicadores Nº de empresas contatadas.00 Obter isenção/imunidade fiscal Isenção de 20% da cota patronal devida ao INSS Isenção do IPTU Estratégias Ranquear possíveis fontes de recursos. Criar um banco de dados. Estabelecer novas parcerias. Continuidade das doações Relacionamento com o público Melhorar o relacionamento com os financiadores e os associados através da comunicação institucional Estabelecer rede de relacionamento com outras ONGs Horas de capacitação/ano Nº de associados presentes nas capacitações Associados mais participativos e engajados nas atividades da AAPD % de adesão de novos voluntários 80% de presença Aumentar o engajamento dos associados nas ações da AAPD Ministrar workshop sobre autossustentabilidade Financeira de ONGs Aumentar o número de voluntários Ministrar palestras sobre o Serviço Voluntário e o que é a AAPD . Organizar Ação entre Amigos (Rifas e Bingos). Participar de Conselhos. Definir datas estratégias ao longo do ano para realização de 4 eventos. cartão de aniversário. % de contratos/convênios firmados. Elaborar estratégias para abordagem de possíveis doadores.00 Ano 2 – 12. Enviar convites para participação em eventos. % de recursos arrecadados. Investir em aplicações Comercialização de produtos e/ou serviços Requerer Título de Utilidade Pública Federal Requerer CEBAS SAÚDE Solicitar isenção da cota patronal ao INSS Solicitar isenção do IPTU a prefeitura de Balneário Camboriu Elaborar um vídeo institucional Criar banco de dados de doadores Criar novos canais de comunicação interativa Promover a divulgação das ações/resultados da AAPD Enviar boletins informativos e/ou relatórios semestrais. Conferências e Fóruns.

Promover programas de capacitação para profissionais da rede pública e acadêmicos da área da saúde e educação sobre o tema Síndrome de Down Investir receitas excedentes em aplicações (CDB) Comercialização de produtos e/ou serviços Fonte: A Acadêmica . (ficha sócio mantenedor figura 10) Realizar visitas às empresas para apresentação dos projetos da AAPD Elaborar um selo para certificar os sócios beneméritos Firmar novas parcerias Objetivo 2 Definir datas estratégias ao longo do ano para realização de 4 eventos Organizar Ação entre Amigos (Rifas e Bingos) Promover Festa de Aniversário Solidário Investir em ações de geração de receitas próprias Promover bazares (contêineres Receita Federal).104 Os quadros 20 e 21 apresentam sugestões de atividades para alcançar os objetivos propostos no Plano de Captação de Recursos: Quadro 20 – Sugestões de Atividades PLANO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS AAPD .SUGESTÃO DE ATIVIDADES Objetivos específicos Ação Objetivo 1 Criar um Conselho Consultivo: comissão permanente de pessoas engajadas com o processo de captação de recursos Ranquear possíveis fontes de recursos Elaborar estratégias para abordagem de potenciais doadores Ampliar a base de doadores através do networking Conquistar novos parceiros para a instituição e estreitar laços com os já existentes Desenvolver uma comunicação dirigida aos doadores atuais e potenciais e aos associados Criar um mecanismo no site dirigido à solicitação de doações e serviço voluntário Criar um banco de dados. contendo informações dos doadores.

105

Quadro 21 – Sugestão de Atividades
PLANO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS AAPD - SUGESTÃO DE ATIVIDADES
Objetivos específicos

Ações

Objetivo 3
Requerer Título de Utilidade Pública Federal
Reduzir despesas tributárias

Requerer CEBAS SAÚDE
Solicitar isenção da cota patronal ao INSS
Solicitar isenção do IPTU a prefeitura de Balneário Camboriu

Objetivo 4

Melhorar a comunicação com os stakeholders

Criar novos canais de comunicação interativa e produzir um vídeo institucional
Promover a divulgação das ações/resultados da AAPD
Enviar boletins informativos e/ou relatórios semestrais; cartas de agradecimento,
cartão de aniversário, Natal, convites para participação em eventos, etc.
Participar de espaços de discussão, como: Conselhos, Fóruns, Conferências, etc.

Objetivo 5
Conscientizar os associados sobre a importância de promover a
autossustentação financeira da AAPD

Organizar workshop para os associados da AAPD com o tema: geração de renda
própria – rumo à sustentabilidade financeira
Ministrar palestra sobre o que é filantropia e o trabalho desenvolvido pela AAPD

Objetivo 6

Intensificar o recrutamento de voluntários

Fonte: A Acadêmica

Criar uma ferramenta no site para cadastrar possíveis voluntários
Disponibilizar o Termo de adesão ao serviço voluntário no site da AAPD (anexo K)
Cadastrar a organização nas Universidades que oferecem programas de
voluntariado
Ministrar palestras sobre o Serviço Voluntário e o que é a AAPD

106

A Figura 10 ilustra um modelo sugestivo de ficha cadastral para sócios mantenedores :
Figura 10 - Ficha cadastral sócio mantenedor

Ficha de Cadastro
Quero me tornar sócio mantenedor da AAPD

Dados Cadastrais
Nome: ___________________________________________________Profissão:______________________
Endereço:_________________________________________________ Telefone:______________________
Aniversário:________________________ E-mail:_______________________________________________
Empresa:___________________________________________CNPJ:________________________________

Desejo receber o boleto em nome de: .........................................................................
( ) Pessoa Jurídica
( ) Pessoa Física
Comprometo-me a contribuir mensalmente com:
( )R$50,00

( )R$75,00

( )R$100,00 ( )R$150,00

( )R$200,00

Outro valor: R$________________
Obs.: os pagamentos serão efetuados através de boleto bancário enviado por e-mail ou pelo correio.
Data:___/___/___
Fonte: Acadêmica

Assinatura:____________________________________

107

O quadro 22 sugere um cadastro para realização do monitoramento da captação de
recursos:
Quadro 22 – Ficha de Monitoramento
CAPTAÇÃO DE RECURSOS - FICHA DE MONITORAMENTO
Nome do doador
Tipo de Doação
Nome e cargo da pessoa que
contatamos
Data em que o pedido foi
enviado
Data prevista para o retorno
Ação a ser tomada
Ação tomada
Resultado obtido
Fonte:
Acadêmica

Estratégias - Onde se cadastrar para conseguir recursos?
Eupatrocino.com.br – crowdfunding – financiamento coletivo de projetos
Juntos.com. vc – crowdfunding - financiamento coletivo de projetos.
Fundação Catarinense de Educação Especial (cessão de profissionais)
Portal Selo Social Itajaí
Portal Convênios SICONV
Bolsa de Valores Socioambientais - plataforma virtual de doação da BM&FBovespa
Estapar Estacionamento Solidário
Supermercado Angeloni
Supermercado Comper
SuperKock
Giassi Supermercados
Super Zoni Supermercados
Mac Donalds
Subway
Havan
Portal Social - clicRBS

A

Dia do Pastel (flyer anexo L). Seminários. bazares de Natal. Porém um evento requer planejamento antecipado e organização. Eventos Culturais (apresentações de dança. Rifas e Sorteios Podem ser realizadas durante o ano em datas comemorativas como a Páscoa. solicitar aos associados à doação de itens para compor as cestas. teatro e dança). Estratégias – Campanhas Stand Stand de exposição para divulgar a instituição e/ou vender produtos em determinado espaço (shopping) ou evento. o Natal e o dia das Crianças. O ideal é realizar no máximo 4 eventos por ano: jantares. Eventos Esportivos. almoços. Sorteio de Cestas de Páscoa e Natal e brinquedos. Para obter lucro sem gerar despesas.Eventos Os eventos tem uma característica ímpar: arrecadar recursos. quermesses. . Ação entre Amigos (bingos). divulgar a organização e seus projetos e identificar possíveis doadores e voluntários. leilões beneficentes. Gincanas.108 Techsoup Brasil – doação de softwares Justiça Federal Panvel Farmácias Fundação Catarinense de Educação Especial (convênio para subsidiar contratação de funcionários) Estratégias . Dia do Pastel – fevereiro e agosto Macarronada – maio Feijoada – outubro Bazar de Natal – venda de brindes produzidos pela AAPD Importante: a organização deve destacar um funcionário para recepcionar os convidados e cadastrá-los a fim de contatá-los posteriormente.

. Campanha de doações via FIA – Fundo da Infância e Adolescência As pessoas físicas.00 doado a entidade recebe apenas R$9. Círculo de Amigos da AAPD Definir um valor de contribuição mensal que deverá ser doado pelos membros da Diretoria. não sendo permitido o abatimento da doação como despesa operacional. telefone). o limite para a dedução da doação é de 1% do valor do imposto de renda devido.  Disponibilizar os produtos para venda em lojas e/ou rede de supermercados. Alertando que a CELESC retém 10% do valor arrecadado pela ONG. Convênio com a CELESC para efetuar desconto mensal de valor préestabelecido em conta de energia elétrica. Para acessar essa modalidade de captação de recursos a organização precisa estar inscrita no Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) do seu município de origem. podem deduzir as doações aos Fundos que não ultrapassem o limite de 6% do valor do imposto devido. ou seja. tributadas pelo lucro real. a cada R$10.  Produção e comercialização de brindes para clientes. Já para as pessoas jurídicas.  Promover programas de capacitação para profissionais da rede pública e acadêmicos da área da saúde e educação sobre o tema Síndrome de Down Doações com desconto em contas públicas (água.00.109 Venda de Produtos e/ou Serviços Geração de renda própria através da produção e/ou comercialização de brindes e da promoção de cursos de capacitação:  Produção de brindes com a logo da AAPD. luz. que declaram o imposto de renda pelo modelo completo.

Organizar fichas de cadastro dos doadores com informações como: nome completo. Estas informações deverão ser repassadas ao captador de recursos que será o responsável pela comunicação com o possível doador. empresas. foi desenvolvido o sistema de patrocínio por cotas. incluindo dados como: quem o indicou. Definir um roteiro de conversa com o potencial doador. um breve histórico da organização. Para tanto. para posterior valorização do doador. instituições de ensino superior e outras organizações que se identifiquem com a causa defendida e tenham interesse em contribuir com a qualidade de vida do Down. Estratégia – Cota de Patrocínio O trabalho desenvolvido pela AAPD depende da solidariedade e do apoio financeiro de pessoas. ilustrado no quadro 23: . qual valor e periodicidade da doação.110 Cada membro da Diretoria deverá indicar dez pessoas (nº do telefone e e-mail) de seu contato particular. data de aniversário.

hiperlink para o site do patrocinador.00 ano Logo do patrocinador em todas as peças de comunicação da instituição (impressos e online) Ações online (banner.00 ano Logo do patrocinador em todas as peças de comunicação da instituição (impresso) Certificado e Selo Amigos da AAPD (anexos M e N) Menção e agradecimento ao patrocinador no inicio/término dos eventos Vídeo institucional da AAPD . disparos de e-mkt) 01 banner eletrônico 200 x 60 pixels na página inicial do site da organização Ações online (banner e disparos de e-mkt) Mailing list dos eventos Mailing list dos eventos Autorização para colocação de 03 displays de mesa e 1 banner nos eventos realizados pela AAPD Certificado e Selo Amigos da AAPD (anexos M e N) Menção e agradecimento ao patrocinador no inicio/término dos eventos Autorização para colocação de 03 displays de mesa Logo do patrocinador nas redes sociais da AAPD Direito de Naming Rights Vídeo institucional da AAPD Logo do patrocinador nas redes sociais da AAPD Stand para exposição de material promocional do patrocinador Fonte: Adaptado de FLAC 2013 Certificado e Selo Amigos da AAPD (anexos M e N) Menção e agradecimento ao patrocinador no inicio/término dos eventos Vídeo institucional da AAPD COTA SILVER INVESTIMENTO R$15.000.000.111 Quadro 23 – Cota de Patrocínio ESTRATÉGIA – COTA DE PATROCÍNIO COTA DIAMOND INVESTIMENTO R$60.000.00 ano Logo do patrocinador em todas as peças de comunicação da instituição (impressos e online) COTA GOLD INVESTIMENTO R$30.

Nesta modalidade o networking é uma ferramenta imprescindível. Estratégias – Subvenção Social Encaminhar projeto de subvenção social para Gabinete de Vereadores e/ou Deputados Estaduais e Federais. apresentação em PowerPoint). Construção de relacionamento. cartão de visita. Estratégias – Projetos Editais Inscrição de projetos em editais: modalidade reativa. Os quadros 24 e 25 apresentam respectivamente mecanismos de monitoramento e avaliação do Plano de Captação de Recursos: . portfólio de projetos. Elaborar proposta (carta de apresentação. os valores e princípios. bem como quais investimentos sociais a empresa já realizou). ampla concorrência. Estratégias – Projetos por demanda espontânea Apresentação de projetos: modalidade proativa.112 Estratégias – como abordar as empresas Mapeamento de Contatos Networking (conhecer alguém que ocupa posição de destaque na empresa) Mailing List Estudar a empresa (conhecer a missão. em que o captador realiza visitas a possíveis financiadores para apresentação dos projetos. folder. flyer. recurso de utilização restrita ao projeto. em que os projetos são cadastrados a partir da abertura de editais.

24000.00 Ano 3 .9000.113 Quadro 24 –Monitoramento do Plano Objetivos específicos Objetivo 1 PLANO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS AAPD .00 Ano 2 .12000.00 Receitas Próprias Livro caixa Objetivo 3 Reduzir despesas tributárias Obter isenção/imunidade fiscal Isenção de 20% da cota patronal devida ao INSS Isenção do IPTU % sobre o ano anterior Melhorar o relacionamento com os financiadores e associados através da comunicação institucional Continuidade das doações Relacionamento com o público 80% de presença Aumentar o engajamento dos associados nas ações Horas de capacitação/ano Nº de associados presentes nas capacitações Associados mais participativos e engajados nas atividades da AAPD Relatório de Atividades e lista de Presença Aumentar o número de voluntários % de adesão de novos voluntários Cadastro de Voluntários Balanço Patrimonial Análise documental Objetivo 4 Melhorar a comunicação com os stakeholders Conta bancária Pesquisa de satisfação Objetivo 5 Conscientizar os associados sobre a importância de promover a autossustentação financeira da AAPD Objetivo 6 Intensificar o recrutamento de voluntários Fonte: A Acadêmica .MONITORAMENTO Metas Indicadores Conquistar novos parceiros para a instituição e estreitar laços com os já existentes Firmar 10 novas parcerias Aumentar em 50% o montante de recursos arrecadados Nº de empresas contatadas % de contratos/convênios firmados % de recursos arrecadados Meios de Verificação Cadastro de doadores Contratos firmados Livro caixa Objetivo 2 Investir em ações de geração de receitas próprias Ano 1 .

Concessão do Título de Utilidade Pública Federal e do CEBAS SAÚDE Contabilidade Melhorar a stakeholders comunicação com os Conscientizar os associados sobre a importância de promover a autossustentação financeira da AAPD Intensificar o recrutamento de voluntários Fonte: A Acadêmica A avaliação ocorrerá por meio de observação de mudança comportamental dos associados. mensalmente serão contatados os órgãos responsáveis para verificar o andamento dos processos. de análise documental. sendo assim. da elaboração de relatórios e de reuniões. caixa de sugestões e avaliação institucional.114 Quadro 25 – Avaliação do Plano AVALIAÇÃO DO PLANO Objetivos Específicos Procedimentos de Avaliação Conquistar novos parceiros para a instituição e estreitar laços com os já existentes A avaliação ocorrerá mensalmente por meio do cronograma. através do emprego da pesquisa de satisfação. Contratos de parceria assinados Ficha de Monitoramento Relatório mensal Reuniões Investir em ações de geração de receitas próprias A avaliação ocorrerá mensalmente através da conferência das entradas no livro caixa (% das receitas provenientes de ações próprias) Livro Caixa Contabilidade Reduzir despesas tributárias O processo de redução das despesas tributárias está atrelado à certificação do CEBAS SAÚDE e ao Título de Utilidade Pública Federal. A avaliação dar-se-á através do nível de satisfação dos stakeholders. A avaliação será feita por meio da verificação do aumento no número de voluntários recrutados. Instrumentos de Avaliação Pesquisa de Satisfação Depoimento dos Benfeitores e das empresas financiadoras Caixa de Sugestões Avaliação Institucional Caixa (contribuição espontânea) Lista de presença Relatório dos eventos Termo de voluntariado .

115 Identificar de Potenciais Investidores Selecionar Investidores para agendamento Selecionar os Meios de Abordagem Organizar os recursos necessários para abordagem Realizar contatos Enviar carta-consulta às empresas Agendar visitas para apresentação de propostas Elaborar Termos de Parceria Criar e alimentar banco de dados com informações dos investidores Pesquisar editais Inscrever Projetos Enviar carta de agradecimento Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Atividades Janeiro Quadro 26 – Cronograma de Atividades .

108 Elaborar Boletim Informativo e enviá-lo aos financiadores Organizar eventos Avaliar a captação de recursos Fonte: A Acadêmica .

. Todo conteúdo contemplado neste estudo: desde as fontes de recursos. estratégias e atividades propostas. elaborou-se o Plano de Captação de Recursos. que contemplou desde as metas até os mecanismos de acompanhamento e avaliação. tampouco um setor estruturado para tal. são adaptáveis a quaisquer entidades sem fins lucrativos do Terceiro Setor.CONCLUSÃO O presente trabalho de conclusão de curso foi desenvolvido com a finalidade de formular um plano de captação de recursos com vistas à promoção da sustentabilidade financeira da AAPD. através do detalhamento das fontes de recursos disponíveis e respectivas estratégias para acessá-las e também da elaboração da política e do plano de captação de recursos da entidade. Os dados coletados através da entrevista aplicada ao Presidente da AAPD nortearam a caracterização da organização alvo da pesquisa e de suas necessidades de captação de recursos. Contudo. apesar dos obstáculos encontrados. Em resposta ao objetivo geral. Verificou-se que a entidade objeto de estudo não possui um profissional qualificado para realizar a captação de recursos. as fontes que constam do presente projeto são aplicáveis à AAPD. o que dificulta o acesso às fontes de recursos disponíveis. Embora a pesquisa não tenha esgotado todas as fontes de recursos existentes.116 6. propor a AAPD um conjunto de estratégias que auxiliem no processo de captação de recursos. No desdobramento da pesquisa foram detectadas algumas limitações relacionadas principalmente à literatura sobre o Terceiro Setor e também associadas à Contabilidade do Terceiro Setor. fundamentais para mensurar se as ações propostas estão em conformidade com o que foi planejado. O problema de pesquisa: quais estratégias de captação de recursos melhor se aplicam para promover a autonomia financeira da Associação Amor pra Down? foi respondido através da sustentação do arcabouço teórico construído com embasamento em pesquisas bibliográficas que contemplaram três dos objetivos específicos. ensejando melhorias expressivas em seu processo de captação de recursos.

apenas para suprir necessidades imediatas. O objetivo maior do presente estudo. a necessidade de sistematizar o processo de captação de recursos e promover uma mudança na cultura organizacional da AAPD que hoje não vislumbra a mobilização de recursos como um processo essencial à sustentabilidade financeira e continuidade da instituição. o que lhe proporcionou crescimento tanto no aspecto profissional quanto pessoal. reduzindo sua dependência exclusiva de recursos governamentais. A acadêmica pôde colocar em prática diversos conteúdos estudados no curso de Administração. Verificou-se também que as funções da Administração são importantes mecanismos de gestão e que o planejamento da captação de recursos é imprescindível para auxiliar a organização rumo à sustentabilidade financeira. A importância da realização deste estudo para acadêmica se deve à constatação da aplicação das funções da Administração no Terceiro Setor. amadora e esporádica. Pelo contrário. portanto. realiza a atividade de forma voluntária. Como sugestões para novas pesquisas. recomenda-se o estudo da profissionalização do Terceiro Setor a fim de contribuir com o desenvolvimento dessas entidades. . Importante destacar que há necessidade de adaptar os modelos tradicionais de gestão às peculiaridades do Terceiro Setor. que se mostrou um campo de estudo fértil e ainda pouco explorado. As ações de captação de recursos propostas trouxeram novas perspectivas para a AAPD no que tange à geração de receitas para honrar as obrigações contraídas no cumprimento de sua finalidade estatutária. foi alcançado com êxito e seu emprego será de grande valia tanto para a AAPD quanto para outras organizações do Terceiro Setor. principalmente através da geração de recursos próprios e das ações propostas no Plano de Captação de Recursos. Evidencia-se.117 acredita-se que os objetivos deste estudo foram alcançados e dele frutificaram significativas contribuições. além da gratificante oportunidade de contribuir com essa importante obra social realizada pela AAPD. elaborar um plano de captação de recursos. Constatou-se também que o grau de informação e esclarecimento dos dirigentes da AAPD influenciou de forma positiva na compreensão do processo de captação de recursos e facilitou as intervenções sugeridas pela acadêmica. Considera-se que a AAPD irá alavancar a arrecadação de receitas.

. conclui-se que este projeto é viável e que sua aplicação prática permitirá que a AAPD inicie o processo de mobilização de recursos de forma planejada e profissional.118 Destarte. rumo à sustentabilidade financeira da organização.

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ANEXOS .

Princípios e valores Integridade. a ABCR . apoiando o Terceiro Setor na construção de uma sociedade melhor. Código de Ética 1. Todos os associados da ABCR devem segui-los incondicionalmente sob pena de comprometerem aquilo que lhes é mais valioso no exercício de sua profissão: a credibilidade.Sobre a legalidade O captador de recursos deve respeitar incondicionalmente a legislação vigente no País:  Acatando todas as leis federais. ressalta princípios de atuação responsável e propõe condutas éticas elevadas a serem seguidas pelos seus associados e servir como referência para todos aqueles que desejam captar recursos no campo social. estaduais e municipais aplicáveis ao exercício de sua profissão. transparência.ANEXO A – CÓDIGO DE ÉTICA DO CAPTADOR DE RECURSOS Código de Ética e Padrões da Prática Profissional Para cumprir sua missão de promover e desenvolver a atividade de captação de recursos no Brasil. respeito à informação.Associação Brasileira de Captadores de Recursos estabeleceu um código de ética que disciplina a prática profissional. honestidade em relação à intenção do doador e compromisso com a missão da organização que solicita fundos são princípios fundamentais na tarefa de captar recursos privados para benefício público. .

assegurando aos doadores o direito de não integrarem listas vendidas. a não ser mediante concordância de ambas as partes (receptor e doador). pertence à mesma e não deverá ser transferida para terceiros nem subtraída. desde que tal prática seja uma política de remuneração da organização para a qual trabalha e estenda-se a funcionários de diferentes áreas. Sobre a remuneração O captador de recursos deve receber pelo seu trabalho apenas remuneração pré-estabelecida:  não aceitando. Sobre a confidencialidade e lealdade aos doadores O captador de recursos deve respeitar o sigilo das informações sobre os doadores obtidas em nome da organização em que trabalha:  Acatando o princípio de que toda informação sobre doadores. o absoluto respeito às leis e regulamentos existentes. qualquer ato ilícito ou de improbidade das partes envolvidas. e  atuando em troca de um salário ou de honorários fixos definidos em contrato. 2. . 3. sob nenhuma justificativa. e  Defendendo e apoiando. o comissionamento baseado em resultados obtidos. poderá ser aceita em forma de bônus. obtida pela organização ou em nome dela. alugadas ou cedidas para outras organizações. eventual remuneração variável. a título de premiação por desempenho. em nenhuma etapa de seu trabalho. e  Não revelando nenhum tipo de informação privilegiada sobre doadores efetivos ou potenciais a pessoas não autorizadas. nas organizações em que atua e naquelas junto às quais capta recursos. Cuidando para que não haja.

.4. para que possam conscientemente decidir entre doar ou não. com a máxima exatidão.  Informando doadores sobre a existência de doadores congêneres atuais ou anteriores da organização ou do projeto. 5. por meio de documento que contenha informações avalizadas por auditores independentes. a fim de adequá-los a interesses de eventuais doadores e.entre a entidade e o profissional.  Não aceitando qualquer doação indiscriminadamente. e  Cobrando a divulgação pública dos resultados obtidos pela organização com a aplicação dos recursos. considerando que determinados recursos podem não condizer com o propósito da organização e devem ser discutidos . Sobre a transparência nas informações O captador de recursos deve exigir da organização para a qual trabalha total transparência na gestão dos recursos captados. e defendendo que qualquer alteração no uso e destinação dos mesmos será feita somente após consentimento por escrito do doador. salvo com o consentimento das mesmas. Sobre conflitos de interesse O captador de recursos deve cuidar para que não existam conflitos de interesse no desenvolvimento de sua atividade:  Não trabalhando simultaneamente para organizações congêneres com o mesmo tipo de causa ou projetos.  Assegurando que o doador receba informações precisas sobre a administração dos recursos.e aprovados ou não -. cuidando para que as peças de comunicação utilizadas na atividade de captação de recursos informem.  Não incentivando mudanças em projetos que os desviem da missão da organização. a missão da organização e o projeto ou ação para os quais os recursos são solicitados.

Ter assegurado que as doações serão usadas para os propósitos para os quais foram feitas. Receber reconhecimento apropriado. de forma eficaz. 3. 6. 5. Ser informado sobre a missão da organização. 2. 6. para os objetivos pretendidos. Sobre os direitos do doador O captador de recursos deve respeitar e divulgar o Estatuto dos Direitos do Doador. a ABCR declara que todo doador tem os seguintes direitos: 1. Ter acesso a mais recente demonstração financeira anual da organização. Estatuto dos Direitos do Doador Para que pessoas e organizações interessadas em doar tenham plena confiança nas organizações do Terceiro Setor e estabeleçam vínculos e compromisso com as causas a que são chamados a apoiar. Não ocultando nenhum tipo de informação estratégica que possa influir na decisão dos doadores. . Ter a garantia de que qualquer informação sobre sua doação será tratada com respeito e confidencialidade. 4. Receber informações completas sobre os integrantes do Conselho Diretor e da Diretoria da organização que requisita os recursos. sobre como ela pretende usar os recursos doados e sobre sua capacidade de usar as doações. não podendo ser divulgada sem prévia aprovação.

seja funcionário ou autônomo ou voluntário. francas e verdadeiras às perguntas que fizer. 9. Sobre sanções Sempre que a conduta de um associado da ABCR for objeto de denúncia identificada de infração às normas estabelecidas neste Código de Ética. Receber respostas rápidas. deve estar comprometido com o progresso das condições de sustentabilidade da organização:  Não estimulando a formação de parcerias que interfiram na autonomia dos projetos e possam gerar desvios na missão assumida pela organização. de qualquer lista de endereços que a organização pretenda compartilhar com terceiros. e  Responsabilizando-se pela elaboração e manutenção de um banco de dados básico que torne mais eficaz a relação da organização com seus doadores.7. Poder retirar seu nome. profissionais autônomos contratados ou voluntários. conforme a gravidade do ato. 7. Ser informado se aqueles que solicitam recursos são membros da organização. o caso será avaliado por uma comissão designada pela Diretoria da ABCR. 8. 9. podendo o captador ser punido com mera advertência até desligamento do quadro associativo.  Preservando os valores e princípios que orientam a atuação da organização. se assim desejar.  cumprindo papel estratégico na comunicação com os doadores da organização. Sobre a relação do captador com as organizações para as quais ele mobiliza recursos O captador de recursos. .

o captador de recursos deve selecionar projetos que. A ABCR estimula o trabalho voluntário na captação de recursos. representando uma solução que desperte o interesse de diferentes pessoas e organizações. Esteja afinado com a missão da organização.Recomendações finais Considerando o estágio atual de profissionalização das organizações do Terceiro Setor e o fato de que elas se encontram em processo de construção de sua sustentabilidade. tenham qualidade suficiente para motivar doações. legalmente constituída e suficientemente estruturada para a adequada gestão dos recursos. na qualificação do profissional e nas horas de trabalho realizadas. sugere que todas as condições estejam claras entre as partes e recomenda a formalização desta ação por meio de um contrato de atividade voluntária com a organização. em seu julgamento ou no de especialistas. A ABCR considera projeto de qualidade aquele que: 1. e seja administrado por uma organização idônea. a ABCR considera aceitável ainda a remuneração firmada em contrato de risco com valor pré-estipulado com base na experiência. Com relação à qualidade dos projetos. 2. Atende a uma necessidade social efetiva. .

ANEXO B – FLYER DIA DO PASTEL .

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ANEXO C – CERTIFICADO EMPRESA AMIGA DA AAPD .

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ANEXO E – SELO EMPRESA AMIGA DA AAPD .

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APÊNDICE .

3) A AAPD conta com trabalho voluntário? 4) A Associação usufrui de alguma isenção/imunidade fiscal? 5) Quais certificações e títulos a AAPD possui? 6)Como são obtidos recursos para manter a associação funcionando? A atividade é realizada de forma planejada e sistemática? Quem é responsável pela captação de recursos? 7) Quais as principais dificuldades/facilidades encontradas? 8) Quais as principais fontes de recursos consegue acessar? 9)Existe algum projeto ou atividade que não é realizado pela AAPD por falta de recursos financeiros? 10) Qual o montante a associação precisa arrecadar por mês para custear suas despesas operacionais? 11) Existe alguma restrição na aplicação dessas verbas? 12) Como é realizada a prestação de contas desses recursos? Qual a documentação exigida? 13) Existe alguma fonte de recurso que a AAPD recusaria? Por quê? 14) A AAPD aceitaria recursos originários de fontes cuja missão não estivesse alinhada com os princípios e valores da própria entidade? 15) Na opinião da AAPD. 2) Descreva a estrutura da organização(física.APÊNDICE A – ROTEIRO ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA 1) Descreva os projetos e atividades desenvolvidos pela AAPD. qual a melhor forma de contratação e remuneração deve ser aplicada ao captador de recursos? .pessoas e funções).