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Aula 03

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AULA 03

Elasticidades da demanda, custos não salariais. Oferta de trabalho: parte I

Olá caros(as) amigos(as)!!!

Hoje terminaremos o assunto demanda por trabalho (até que

enfim!) e iniciaremos os estudos da oferta de trabalho. Vocês verão que a

aula de hoje já é uma aula um pouco menos matemática que as

anteriores. Há menos fórmulas ou gráficos e mais interpretação. Mesmo

assim, julgo ainda não serem tão simples os assuntos, exigindo um

estudo com afinco e concentração.

Na bateria de exercícios desta aula, coloquei algumas questões de

cálculos envolvendo os assuntos das aulas 01 e 02, para fixação do

raciocínio e uso das diversas fórmulas apresentadas.

Isto posto, ao papiro!

ELASTICIDADES DA DEMANDA

Nas últimas aulas, vimos que a demanda por mão-de-obra depende

dos salários, preços do capital, demanda de produtos e da produtividade

marginal da mão-de-obra. De modo semelhante, a oferta de trabalho

depende dos salários, dos salários de outras profissões e inúmeros outros

fatores.

Por exemplo, se os salários dos trabalhadores da construção civil

aumentam, a quantidade demandada cairá e a quantidade ofertada de

trabalho aumentará. Contudo, muitas vezes desejamos saber quanto vai

aumentar ou quanto vai cair a demanda ou a oferta. Até que ponto a

demanda por trabalho poderá ser afetada? Muito ou pouco? Se os salários

aumentarem 20%, em quantos % a quantidade demandada diminuirá?

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Qual seria a variação da oferta de trabalho se os salários aumentassem

10%? Utilizamos as elasticidades para responder a perguntas como essas.

Elasticidade, em economês, significa sensibilidade. A elasticidade

mede quanto uma variável pode ser afetada por outra. A exemplo do que

ocorreu na aula demonstrativa, onde estudamos as linhas gerais da

demanda e oferta de bens, e somente depois partimos para a demanda e

oferta de mão-de-obra; será necessário estudarmos as elasticidades

envolvendo o mercado de bens, antes de estudarmos as elasticidades

envolvendo o mercado de trabalho. Isto porque estas depende daquelas.

ELASTICIDADE NO MERCADO DE BENS

Elasticidade preço da demanda (EPD)

A elasticidade preço da demanda (EPD) indica a variação percentual

da quantidade demandada de um produto em função da variação

percentual de 1% nos preços. De modo menos técnico, é a variação

percentual da demanda de um bem em função da variação percentual dos

preços. Assim, temos:

função da variação percentual dos preços. Assim, temos: Onde AQ significa variação (Q 2 -Q 1

Onde AQ significa variação (Q 2 -Q 1 ), e %AQ significa esta variação

dividida pelo seu valor original para obtermos o percentual desta variação

(exemplo: se tínhamos 20 e agora temos 24 bens demandados, o AQ =

24 - 20 = 4, já a %AQ = 4/20 = 0,2 ou 20%). Assim, o desenvolvimento

da expressão da E PD será:

Assim, o desenvolvimento da expressão da E P D será: número negativo. Quando o preço de

número

negativo. Quando o preço de uma mercadoria aumenta, a quantidade

A

elasticidade

preço

da

demanda

é

geralmente

um

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demandada em geral cai, e, dessa forma, AQ/AP é negativa, e, portanto,

E PD é um valor negativo. Por isso, a situação comum é nos referirmos à

magnitude da elasticidade preço da demanda - isto é, a seu valor

absoluto, seu módulo. Por exemplo, se EPD = -1, dizemos simplesmente

que a elasticidade é 1.

Observe na tabela abaixo o comportamento das quantidades

demandadas dos bens A, B e C, quando aumentamos os seus respectivos

preços:

Tabela 1

Tabela 1

Demanda de A

Demanda de B

Demanda de C

PA

Q D A

PB

Q D B

PC

Q D C

Momento 1

 

10 100

 

10 100

 

10 100

Momento 2

 

11 80

 

11 95

 

11 90

Veja que, em todos os casos, aumentamos os preços dos produtos

em 10%, mas as variações nas quantidades demandadas foram

diferentes. Isto significa que as elasticidades são diferentes para os três

bens, afinal cada bem reage de um jeito diferente às variações nos

preços. Segue abaixo o cálculo das elasticidades:

nos preços. Segue abaixo o cálculo das elasticidades: preços é o bem demandadas em 20%, ou
nos preços. Segue abaixo o cálculo das elasticidades: preços é o bem demandadas em 20%, ou
nos preços. Segue abaixo o cálculo das elasticidades: preços é o bem demandadas em 20%, ou
nos preços. Segue abaixo o cálculo das elasticidades: preços é o bem demandadas em 20%, ou
nos preços. Segue abaixo o cálculo das elasticidades: preços é o bem demandadas em 20%, ou
nos preços. Segue abaixo o cálculo das elasticidades: preços é o bem demandadas em 20%, ou

preços é o

bem

demandadas em 20%, ou seja, bastante sensibilidade. Quando a EPD é

nas quantidades demandadas é

maior

10% nos preços reduziu as quantidades

Veja que, dos três bens, o mais sensível

A.

O

que

aumento

1,

isto

de

é,

a

queda

à variação de

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percentualmente superior ao aumento de preços, dizemos que a demanda

é elástica aos preços.

Já com relação ao bem B, o aumento de 10% nos preços provocou

redução de 5% nas quantidades demandadas, ou seja, pouca

sensibilidade. Quando EPD é menor que 1, isto é, a queda nas quantidades

demandadas é percentualmente inferior ao aumento de preços, dizemos

que a demanda é inelástica aos preços.

Quando E PD é igual 1, isto é, a queda nas quantidades demandadas

é percentualmente igual ao aumento de preços, dizemos que a

elasticidade preço da demanda é unitária. É importante ressaltar que o

mesmo raciocínio é válido para reduções nos preços, com a diferença, é

claro, que tais reduções provocarão aumento nas quantidades

demandadas ao invés de diminuição.

As razões pelas quais as elasticidades preço demanda variam de um

bem para outro são as mais variadas possíveis. Alfred Marshall,

importante economista do século XIX, estabeleceu as seguintes relações

existentes entre os bens e suas respectivas elasticidades:

^ Quanto

mais

essencial

o

bem,

mais

inelástica

(ou

menos

elástico) será a sua demanda:

consumidor, aumentos de preço irão provocar pouca redução de

demanda, ou seja, EPD será menor que 1. Imagine, por exemplo,

a insulina - remédio para tratar o diabetes. É evidente que se o

preço deste bem aumentar não haverá muita variação na

demanda, pois é um bem essencial para aquelas pessoas que o

consomem.

o

se

o

bem for essencial

para

^ Quanto mais bens substitutos houver, mais elástica será a sua

demanda: se o bem tiver muitos substitutos, o aumento de seus

preços fará com que os consumidores adquiram os

substitutos, desta forma,

das quantidades

bens

a

diminuição

demandadas será grande. Imagine, por exemplo, a margarina.

Se o preço dela aumentar, naturalmente, as pessoas irão

consumir mais manteiga, de modo que a diminuição das

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quantidades demandadas de margarina será grande, ou seja, há

alta elasticidade em caso da existência de bens substitutos.

Quanto menor o peso do bem no orçamento, mais inelástico seráelasticidade em caso da existência de bens substitutos. a demanda do bem: uma caneta das mais

a demanda do bem: uma caneta das mais simples custa R$ 1,00

e pode durar bastante tempo (não para os concurseiros!). Se seu

preço aumentar para R$ 1,30, seu consumo não diminuirá

significativamente, pois o produto é muito barato, quase

irrelevante no orçamento das famílias. Por outro lado, se o preço

dos automóveis aumentar 30%, haverá grande redução das

quantidades demandadas.

No longo prazo,30%, haverá grande redução das quantidades demandadas. a elasticidade preço da demanda tende a ser um

a elasticidade preço da demanda tende a ser

um aumento de preços de

determinado produto pode não causar significativas mudanças

nas quantidades demandadas, a curto prazo, pois os

consumidores levam um tempo para se ajustar ou para

encontrar produtos substitutos. Por exemplo, se o preço do feijão

aumentar, é possível que no curto prazo não haja grandes

variações na demanda; entretanto, no longo prazo, as donas de

casa já terão desenvolvido novas receitas que não usem mais o

mais elevada que no curto prazo:

feijão ou descoberto produtos substitutos (a lentilha, por

exemplo). Desta forma, no longo prazo, o AQ será bem maior,

indicando maiores elasticidades no longo prazo.

A elasticidade preço e o gráfico da demanda

Para fins didáticos, utilizamos curvas menos inclinadas (mais

deitadas ou horizontais) para indicar alta elasticidade, e curvas mais

inclinadas (mais verticais) para indicar pouca elasticidade. Veja abaixo:

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CURVAS

DE DEMANDA

ELÁSTÍCA

Figura 1

E ÍNELÁSTÍCA

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DE DEMANDA ELÁSTÍCA Figura 1 E ÍNELÁSTÍCA Aula 03 Veja que, na curva a), uma pequena

Veja que, na curva a), uma pequena alteração nos preços (AP pequeno) causou uma grande alteração nas quantidades demandadas (AQ grande). Na curva b), esta mesma alteração de preço causou uma alteração nas quantidades demandadas bem menor (AQ pequeno). Isto é, na curva a), a elasticidade preço da demanda é alta, enquanto na curva b), a elasticidade é baixa.

Assim, para fins didáticos, representamos curvas planas quando queremos mostrar alta elasticidade, e curvas mais verticais quando queremos representar baixa elasticidade.

A elasticidade preço e a demanda linear

Apesar do que falamos no item precedente sobre curvas planas e verticais representando alta e baixa elasticidade, respectivamente, isto não é correto do ponto de vista técnico, matemático. Nós usamos este artifício apenas para fins didáticos.

de demanda geralmente apresenta várias

elasticidades. Por exemplo, suponha a equação da demanda Q = 14 - 2P, representada na figura 2. Para esta demanda linear, uma variação unitária nos preços induz à mesma resposta em termos de quantidades demandadas. Um aumento/redução de R$ 1,00 causará uma

A

mesma

curva

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redução/aumento de 2 quantidades demandadas em qualquer lugar da

curva. Veja:

2 quantidades demandadas em qualquer lugar da curva. Veja: Quantidades Entretanto, as mesmas respostas ao longo

Quantidades

Entretanto, as mesmas respostas ao longo da curva em termos de

variações unitárias não implicam variações percentuais iguais. Para

clarificar, observe o ponto A da figura 2. Um declínio de R$ 1 nos preços,

quando a base é R$ 6, representa uma redução de 17% nos preços

(1/6=0,167), enquanto um acréscimo de 2 produtos demandados,

quando a base é 2, representa um aumento de 100% na demanda. Ou

seja, no ponto A, ao reduzirmos os preços em R$ 1,00, a elasticidade é

alta (EPDA = %AQ/%AP = 100/17 == 6).

No ponto B, um declínio de R$ 1 nos preços, quando a base é R$ 2,

representa uma redução de 50% nos preços (1/2=0,5), enquanto um

acréscimo de 2 produtos demandados, quando a base é 10, representa

um aumento de 20% na demanda (2/10=0,2). Ou seja, no ponto B, a

elasticidade é baixa (EPDB = %AQ/%AP = 20/50 == 0,4).

Assim, a extremidade superior de uma curva de demanda em linha

reta mostrará uma elasticidade maior do que a extremidade inferior. Além

disto, uma curva de demanda linear será elástica em certas extensões e

inelástica em outras, conforme é mostrado na figura 3:

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A Quantidades B
A
Quantidades
B

No ponto A da curva, temos a máxima elasticidade possível

ponto B da curva temos a menor elasticidade

possívelN o ponto C, ponto médio da curva, temos elasticidade

i , enquanto

no

unitária

Estas relações são válidas para qualquer demanda

linear.

relações são válidas para qualquer demanda linear. não haverá demonstração matemática do porquê destas

não haverá demonstração matemática do porquê destas variações longo da curva de demanda, por tal demonstração fugir dos nossos objetivos didáticos.

tal demonstração fugir dos nossos objetivos didáticos. Casos especiais da elasticidade preço da demanda A figura

Casos especiais da elasticidade preço da demanda

A figura 4 apresenta dois casos especiais da elasticidade preço da demanda, casos que fogem à regra. O gráfico 4.a apresenta uma curva

Neste caso, os consumidores

vão

determinado preço, P*.

quantidade demandada cai a zero

demandada

qualquer ínfima redução de preço, a quantidade demandada aumenta de

Nos dois casos, teremos um ínfimo, de forma que

a

de demanda infinitamente elástica

ínfimo, de forma que a de demanda infinitamente elástica puderem adquirir a quantidade que (qualquer quantidade)

puderem

adquirir

a

quantidade

que

(qualquer

quantidade)

No caso de um ínfimo aumento

nos preços, a

(grande diminuição da quantidade da mesma maneira, para

a (grande diminuição da quantidade da mesma maneira, para forma ilimitada ( bastante alto dividido por
a (grande diminuição da quantidade da mesma maneira, para forma ilimitada ( bastante alto dividido por

forma ilimitada ( bastante alto dividido por um bastante alta, tendendo ao infinito.

alto dividido por um bastante alta, tendendo ao infinito. Prof. Heber Carvalho www.pontodosconcursos.com.br 8 de

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O gráfico 4.b apresenta uma curva de demanda completamente

inelástica, os consumidores adquirirão uma quantidade fixa Q*, qualquer

que seja o preço (como as quantidades demandadas serão sempre Q*,

AQ=0 ^ como AQ é 0, E PD será 0 também).

CASOS

ESPECIAIS

DA

ELASTICIDADE PREÇO

DA

DEMANDA

Figura 4

CASOS ESPECIAIS DA ELASTICIDADE PREÇO DA DEMANDA Figura 4 a) DEMANDA INFINITAMENTE ELÁSTICA b) DEMANDA COMPLETAMENTE

a)

DEMANDA

INFINITAMENTE

ELÁSTICA

DA DEMANDA Figura 4 a) DEMANDA INFINITAMENTE ELÁSTICA b) DEMANDA COMPLETAMENTE INELÁSTICA Estes dois conceitos

b)

DEMANDA

COMPLETAMENTE

INELÁSTICA

Estes dois conceitos são bastante teóricos e é bastante difícil

visualizar algum exemplo prático. No caso da demanda infinitamente

elástica, podemos imaginar um produto com muitos substitutos e que

seja transacionado em um mercado de concorrência perfeita, em que

qualquer aumento de preço fará com que o produto perca toda sua

demanda. (Veja que a curva de demanda infinitamente elástica é igual à

curva de demanda de bens para a firma individual na concorrência

perfeita, figura 1.b, aula 02, pág. 10).

No caso da demanda completamente inelástica (também chamada

de demanda anelástica), podemos exemplificar através da visualização de

um remédio que não possui substitutos e que, caso os pacientes não o

tomem, a morte será certa. Assim, o mercado consumidor deste remédio

consumirá sempre a mesma quantidade, Q*, a qualquer nível de preços.

Nota

inelástica. Anelasticidade significa ausência de elasticidade (completamente inelástica), enquanto i nelasticidade significa pouca elasticidade.

cuidado

para

não

confundir demanda

anelástica

com

demanda

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Relação entre EPD e a Receita Total (RT) das firmas

Conforme já sabemos, a Receita Total das firmas corresponde às quantidades vendidas multiplicadas pelos seus respectivos preços. Logo, RT = P x Q. Segue abaixo as relações entre a RT e a EPD:

Demanda elástica: se a demanda do bem é elástica (sensível à variação dos preços), um aumento do preço reduzirá a receita total das firmas. Como E PD >1, qualquer aumento percentual de preços provocará uma redução percentual maior nas quantidades demandadas. Pegue como exemplo o bem A da tabela 1, cuja E PD é maior que 1, portanto, elástica. No momento 1, temos RT=100x10=1000. No momento 2, temos RT=11x80=880. Esta redução na RT aconteceu porque a redução percentual nas quantidades demandadas (-20%) foi maior que o aumento percentual no preço (+10%), devido ao fato da demanda ser elástica (E PD >1). O raciocínio inverso também é válido: uma diminuição do preço elevará a receita total das firmas, pois o aumento percentual das quantidades demandadas será maior que a redução percentual dos preços.

Demanda inelástica: se a demanda do bem é inelástica (pouco sensível à variação dos preços), um aumento do preço aumentará a receita total das firmas. Como EPD<1 , qualquer aumento percentual de preços provocará uma redução percentual menor nas quantidades demandadas. Pegue como exemplo o bem B da tabela 1, cuja EPD é menor que 1, portanto, inelástica. No momento 1, temos RT=10x100=1000. No momento 2, temos RT=11x95 = 1045. Este aumento na RT aconteceu porque o aumento percentual dos preços (+10%) foi maior que a redução percentual das quantidades demandadas (- 5%), devido ao fato da demanda ser inelástica (EPD<1) . O raciocínio inverso funciona da mesma maneira: uma redução de preços diminuirá a receita total, pois a redução percentual dos preços será maior que o aumento percentual das quantidades demandadas.

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Demanda com elasticidade unitária: se a elasticidade é unitária, a variação percentual do preço é igual à variação percentual das quantidades demandadas, de tal maneira que não há alteração na receita total quando variamos os preços. Pegue como exemplo o bem C da tabela 1. No momento 1, temos RT=1000. No momento 2, temos RT=11x90=990s1000 (o motivo das RTs não terem sido exatamente iguais deve-se ao fato de estarmos usando a maneira mais simples de calcularmos a E PD , e não a maneira mais precisa, que envolve o uso das derivadas. Este cálculo mais preciso não é necessário para o nosso estudo). Como conclusão, alterações de preços de bens com elasticidade unitária não provocam alterações na receita total dos produtores.

ELASTICIDADES NO MERCADO DE TRABALHO

Elasticidade salário da demanda

A elasticidade salário da demanda para uma categoria de mão-de-

obra é definida como a variação percentual no emprego (E) induzida por um aumento de 1% em sua taxa salarial (W). De modo menos técnico, a elasticidade salário da demanda reflete a variação no emprego em virtude de variações nos salários. Veja que o princípio e a finalidade são os mesmos da elasticidade preço da demanda de bens, só que, agora, temos como foco a variação no emprego da mão-de-obra e a variação

Segue a expressão da elasticidade

dos preços da mão-de-obra

salário da demanda, também chamada de elasticidade da demanda do próprio salário:

chamada de elasticidade da demanda do próprio salário: A elasticidade salário da demanda segue as mesmas

A elasticidade salário da demanda segue as mesmas propriedades

da elasticidade preço da demanda. Caso n>1, temos demanda elástica, se n<1, demanda inelástica, se n = 1, elasticidade unitária.

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Vejamos agora a parte mais importante do estudo das elasticidades

para a Economia do Trabalho, que são as leis da demanda derivada.

As leis Hicks-Marshall da demanda derivada

As leis Hicks-Marshall da demanda derivada são quatro leis que

associam a elasticidade salário da demanda a outros quatro fatores.

Levam esse nome em homenagem a dois importantes economistas

britânicos responsáveis pelo seu desenvolvimento.

Essas leis afirmam que, mantendo-se os outros fatores constantes,

a elasticidade da demanda do próprio salário para uma categoria de mão-

de-obra é elevada sob as seguintes condições:

1. Quando

a

elasticidade

preço

da

demanda

do

produto

que

é

produzido por esta categoria de mão-de-obra é elevada;

2. Quando outros fatores de produção podem substituir facilmente a

categoria da mão-de-obra;

3. Quando a oferta de outros fatores de produção é altamente elástica

ser

(isto

é,

o

emprego

de

outros

fatores

de

produção

pode

aumentado sem aumentar substancialmente seus preços); e

4. Quando o custo de empregar a categoria de mão-de-obra constitui

uma grande parcela dos custos totais de produção.

A partir de agora, explicaremos em detalhes cada uma das 4 leis ou

fatores que fazem com que a elasticidade salário da demanda seja alta.

Ao procurar explicá-las, será proveitoso dividirmos o processo pelo qual

um aumento no salário afeta a demanda por mão-de-obra em duas

etapas:

primeiramente, um aumento nos salários aumenta o custo

relativo da categoria de mão-de-obra e induz os empregadores a usar

menos dela e mais de outros insumos disponíveis, como o capital, por

exemplo. Aqui, temos o efeito substituição.

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em segundo lugar, o aumento salarial faz com que os custos de

produção aumentem, havendo, portanto, pressões para aumento dos

preços dos produtos. O aumento dos preços destes produtos tende a

reduzir a demanda dos mesmos (lei da demanda). Com a redução da

demanda, haverá redução da produção, fazendo com que haja uma queda

no emprego (efeito escala).

As quatros leis da demanda derivada lidam cada qual com os efeitos

substituição ou escala. Segue agora, em sua devida ordem, a explicação

detalhada de cada lei.

1. DEMANDA PARA O PRODUTO FINAL. Vimos acima que aumentos

salariais fazem com que os custos de produção aumentem e, a partir daí,

haja aumento nos preços dos produtos, diminuição das quantidades

demandadas e, por fim, diminuição da produção e do emprego.

Quanto maior a elasticidade preço da demanda do produto final, maior

será o declínio na produção associado a um dado aumento de preços - e,

quanto maior o declínio na produção, maior a perda no emprego. Assim,

quanto maior a elasticidade preço da demanda pelo produto, maior a

elasticidade salário da demanda pela mão-de-obra.

Pequenos aumentos nos salários pequeno) provocarão pequenos

aumentos nos preços dos produtos. No entanto, como a elasticidade

preço da demanda dos produtos é alta, haverá grande redução nas

quantidades demandadas, por conseguinte, grande redução na produção

e no emprego

Outra implicação deste resultado é o fato de que a demanda pela mão-de-

obra no nível da empresa individual será mais elástica do que a demanda

por mão-de-obra no nível do setor ou do mercado. Por exemplo, as

curvas da demanda de produtos que as empresas de fabricação de

televisores enfrentam, em nível individual, são altamente elásticas porque

os televisores da empresa X são substitutos muito próximos dos

televisores da empresa Y (se os preços do televisor de X aumentarem, as

pessoas comprarão os televisores de Y). Comparados com aumentos de

preços no nível da empresa, porém, os aumentos de preços no nível do

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setor não terão um efeito tão grande sobre a demanda porque os

substitutos mais próximos da televisão são computadores (com placa de

TV), celulares, projetores multimídia - nenhum dos quais é um substituto

muito próximo da TV. A demanda pela mão-de-obra é assim muito mais

elástica para uma empresa individual de TVs do que para o setor de TVs

como um todo. (Pelas mesmas razões, a curva da demanda de mão-de-

obra de uma empresa individual é mais elástica do que a curva de

demanda do setor/mercado.)

2. POSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DE OUTROS FATORES.

Quando os salários aumentam, as empresas têm incentivos para tentar

substituir o insumo mão-de-obra por outro insumo. O raciocínio é

simples: se a empresa tem a possibilidade de substituir a mão-de-obra

por outros insumos, como por exemplo, máquinas (capital), é evidente

que aumentos de salários incentivam esta substituição (efeito

substituição). Logo, quanto maior a facilidade de substituir mão-de-obra

por outros fatores de produção, maior a elasticidade salário da demanda.

Em outras palavras, quanto maior for a sensibilidade ou elasticidade de

substituição da mão-de-obra por outros fatores, maior será elasticidade

salário da demanda.

3. OFERTA DE OUTROS FATORES. Suponha que à medida que os

salários da mão-de-obra aumentassem e as firmas tentassem substituir a

mão-de-obra por capital, os preços do capital se elevassem

substancialmente. Essa situação poderia ocorrer, por exemplo, se

estivéssemos tentando substituir mão-de-obra por máquinas, e os

produtores destas máquinas já estivessem operando usando a sua

capacidade máxima, de forma que o recebimento de novos pedidos lhes

causasse substanciais aumentos de custos. Assim, os produtores das

máquinas cobrariam um preço mais alto por equipamento. Esse aumento

de preços reduziria a vontade das empresas em substituir a mão-de-obra

por capital.

Assim, quando o aumento da oferta de outro fator de produção cresce

acompanhado de aumentos em seu preço, isto tende a diminuir o apetite

das firmas pela substituição da mão-de-obra pelo capital.

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Quando

o

aumento

da

oferta

de

outro

fator

de

produção

cresce

desacompanhado

de

aumentos

em

seu

preço,

as

firmas

têm

maior

tendência a substituir a mão-de-obra pelo capital, isto é, a elasticidade

salário da

demanda

será alta.

(neste caso,

a

oferta deste fator de

produção

que substituirá

a

mão-de-obra

é

elástica,

pois

será

grande, maior que 1. Isso acontece porque haverá aumento da oferta, AQ

grande, sem aumento de preços,

pequeno, de tal maneira que a

elasticidade da oferta será alta,

é grande.)

Podemos, então, concluir que quanto mais elástica for a oferta de outros

fatores de produção, maior será a elasticidade salário da demanda.

4. A PARTICIPAÇÃO DA MÃO-DE-OBRA NOS CUSTOS TOTAIS. A

porcentagem com que a mão-de-obra participa nos custos totais também

é importante para a determinação da elasticidade salário da demanda. Se

a participação inicial da categoria fosse de 10% sobre os custos da firma,

uma aumento de 20% na taxa de salário, coeteris paribus, elevaria os

custos totais em 2%. De modo contrário, se sua participação inicial fosse

de 80%, este mesmo aumento de 20% nos salários aumentaria os custos

totais em 16%. Neste último caso, o aumento de salários provocará um

aumento maior nos preços dos produtos. Conseqüentemente, haverá

maior queda na produção e, portanto, o emprego cairá mais neste caso.

Assim, quanto maior a participação da categoria nos custos totais, maior

será a elasticidade salário da demanda.

Demanda por mão-de-obra: curto x longo prazo

É doutrinariamente aceito que a demanda por mão-de-obra tende a

ser mais elástica no longo prazo. Isto é, aumentos de salários causam

maiores reduções no emprego no longo prazo do que no curto prazo. Isto

acontece porque, no curto prazo, não há tempo de o empresário buscar

imediatamente novas formas de reduzir os custos.

Usando as leis Hicks-Marshall, nós temos que as elasticidades preço

da demanda de bens serão maiores no longo prazo (página 5). Por este

motivo, seguindo a lei 01 de Hicks-Marshall, a elasticidade salário da

demanda também será maior no longo prazo.

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Seguindo a lei 02, nós podemos inferir que no curto prazo é muito mais difícil substituir a mão-de-obra pelo capital, pois o empresário leva um tempo para descobrir meios ou de que maneira ele irá substituir os trabalhadores por capital. Já no longo prazo, os empresários já estudaram formas e meios de fazê-lo. Logo, devido à maior possibilidade/facilidade de substituição de capital por mão-de-obra no longo prazo, a elasticidade salário da demanda será maior no longo prazo.

Salários

LONGO

PRAZOx

CURTO

Figura 5

PRAZO

no longo prazo. Salários LONGO PRAZOx CURTO Figura 5 PRAZO ELASTICIDADE-SALÁRIO DA DEMANDA CRUZADA As empresas
no longo prazo. Salários LONGO PRAZOx CURTO Figura 5 PRAZO ELASTICIDADE-SALÁRIO DA DEMANDA CRUZADA As empresas
no longo prazo. Salários LONGO PRAZOx CURTO Figura 5 PRAZO ELASTICIDADE-SALÁRIO DA DEMANDA CRUZADA As empresas

ELASTICIDADE-SALÁRIO DA DEMANDA CRUZADA

As empresas podem empregar várias categorias de mão-de-obra e de capital, e a demanda por qualquer uma delas é afetada por mudanças de preços em outras. Por exemplo, se os salários dos pedreiros se elevassem, muitas pessoas poderiam desistir de construir casas de tijolos para construir casas de madeira, fazendo com que a demanda por carpinteiros aumentasse. De outra forma, um aumento nos salários dos pedreiros poderia reduzir o nível geral da construção, o que faria declinar a demanda por eletricistas e encanadores.

A intensidade e a direção dos efeitos acima podem ser resumidos examinando-se as elasticidades da demanda por insumos com relação aos

Prof.

Heber Carvalho

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preços de outros insumos. A elasticidade da demanda pelo insumo x com relação ao preço do insumo y é a mudança percentual na demanda pelo insumo x induzida por uma mudança percentual no preço do insumo y. Se os dois insumos são categorias de mão-de-obra, chamamos a isto de elasticidade salário da demanda cruzada, conforme abaixo:

elasticidade salário da demanda cruzada, conforme abaixo: mesmo de todas as elasticidades. No numerador, colocamos a

mesmo de todas as

elasticidades. No numerador, colocamos a variação percentual das quantidades. No denominador, colocamos a variação percentual da variável que vai fazer com que haja variações na quantidade (toda elasticidade segue este mesmo raciocínio de montagem). Neste caso, queremos saber qual será a variação percentual no emprego da categoria de mão-de-obra x, depois de variações nos salários da categoria de mão- de-obra y.

Veja

que

o

principio

de

montagem

é

o

O conhecimento da elasticidade salário da demanda cruzada é válido para sabermos se duas categorias de mão-de-obra são complementos ou substitutos brutos (aula 02, páginas 30 e 31).

Considere duas categorias de mão-de-obra que sejam substitutas na produção (substitutos na produção * substitutos brutos), isto é, uma categoria tenha condições e pré-requisitos para substituir a outra. Adotemos como exemplo os adultos não qualificados e os adolescentes. Um declínio no salário adolescente terá dois efeitos opostos sobre o emprego dos adultos não qualificados.

Haverá um efeito substituição que fará com os empregadores substituam adultos não qualificados por adolescentes. De outra forma, haverá um efeito escala: um salário adolescente mais baixo proporciona aos empregadores um incentivo para aumentar o emprego de todos os insumos, incluindo-se os adultos. A magnitude do efeito escala depende da elasticidade preço da demanda do produto; quanto maior a elasticidade, maior será o efeito escala. (após um declínio no salário dos adolescentes, os custos e os preços dos produtos tendem a baixar, de

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forma que produtos com alta elasticidade preço da demanda serão agora

muito mais demandados no mercado, indicando um efeito escala maior

que aquele que ocorre em produtos com baixa elasticidade preço da

demanda)

Se o efeito substituição vencer, o declínio no salário dos

adolescentes tende a reduzir o emprego de adultos, indicando que os dois

insumos serão substitutos brutos. Neste caso, a elasticidade salário da

demanda cruzada será positiva, pois o emprego adulto se moverá na

mesma direção que os salários adolescentes (os dois diminuem ou dois

aumentam).

Se o efeito escala vencer, o declínio no salário dos adolescentes

tende a aumentar o emprego de adultos, indicando que os dois serão

complementos brutos. Neste caso, a elasticidade salário da demanda

cruzada será negativa, pois o emprego adulto e os salários adolescentes

moverão em direções opostas.

Veja que apenas o fato de sabermos que dois insumos são

substitutos na produção não é suficiente para assinalarmos se os mesmos

são substitutos ou complementos brutos. No exemplo acima, sabíamos

que adultos não qualificados e adolescentes eram substitutos na

produção, mas a verificação se eram substitutos ou complementos brutos

só pode ser feita se soubermos as magnitudes dos efeitos escala e

substituição.

Então, ficamos assim com relação à elasticidade salário da demanda

cruzada:

com relação à elasticidade salário da demanda cruzada: significa que o emprego de um insumo aumenta

significa que o emprego de um insumo aumenta quando

aumenta o preço de outro insumo, e vice-versa. Neste caso, os dois

insumos são substitutos brutos e o efeito substituição sobrepõe o

efeito escala.

brutos e o efeito substituição sobrepõe o efeito escala. Se n X Y <0, significa que

Se n XY <0, significa que o emprego de um insumo diminui quando

aumenta o preço de outro insumo, e vice-versa. Neste caso, os dois

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insumos são complementos brutos e o efeito escala sobrepõe o

efeito substituição.

Bem pessoal, chegamos ao fim do estudo das elasticidades da

demanda. O tema foi cobrado em dois concursos para AFT (2003 e 2006),

sempre na forma de conceitos. Assim, o mais importante é a

memorização e entendimento dos conceitos e postulados básicos,

principalmente aqueles oriundos das leis de Hicks-Marshall.

CUSTOS DE TRABALHO NÃO SALARIAIS

O estudo da demanda por mão-de-obra refere-se ao custo da mão-

de-obra como sendo a taxa do salário/hora (W) paga aos trabalhadores,

no entanto, substanciais custos do trabalho são não salariais (ou extra-

salariais). Tais custos não salariais têm algumas implicações sobre o

mercado de trabalho. Nós podemos dividi-los em duas categorias: custos

de contratação/treinamento e benefícios do funcionário.

Custos de contratação e treinamento

Sempre quando há a necessidade de treinar e contratar novos

funcionários, as empresas incorrem em vários custos. Os custos de

contratação incluem os custos envolvidos com o anúncio das vagas

(disponibilização em jornais, internet, etc), seleção dos melhores

candidatos, e o processamento dos candidatos bem avaliados que

receberam a oferta de emprego.

Podemos incluir nessa categoria os custos administrativos de

manter os empregados na folha de pagamentos, uma vez que foram

contratados; esses custos incluem despesas com manutenção de

registros, custos de computação e emissão de cheques para pagamentos,

envio de formulários ao governo, etc.

Os novos empregados geralmente passam por um treinamento

formal ou informal e a programas de orientação. O novo funcionário

também precisa conhecer as rotinas da empresa, o manuseio de

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determinados equipamentos e as normas gerais de ação que devem ser

seguidas. Esse treinamento, embora não mude o nível de habilitação do

novo funcionário, aumenta a produtividade ao capacitá-lo a fazer um uso

mais eficiente do tempo dentro da firma.

Ao realizar este treinamento, as empresas incorrem em pelo menos

três tipos de custos:

Os custos monetários explícitos de empregar indivíduos para serviras empresas incorrem em pelo menos três tipos de custos: como instrutores e os custos dos

como instrutores e os custos dos materiais empregados durante o

processo de treinamento;

Os custos implícitos ou de oportunidade (ver conceito de custo dedos materiais empregados durante o processo de treinamento; oportunidade, página 24) de emprego do equipamento de

oportunidade, página 24) de emprego do equipamento de capital e

de funcionários experientes para efetuar o treinamento em

situações menos formais (por exemplo, um funcionário experiente

demonstrando a um novo funcionário como se realiza uma tarefa a

um ritmo mais lento do que o normal).

Os custos implícitos ou de oportunidade do tempo do indivíduo sobrealiza uma tarefa a um ritmo mais lento do que o normal). treinamento (que não produz

treinamento (que não produz tanto quanto produziria se seu tempo

estivesse dedicado às atividades de produção).

Devido ao custo de recrutar e treinar funcionários, as firmas devem

decidir sobre qual estratégia de contratação devem adotar.

As empresas que decidem pagar altos salários a seus funcionários

geram muitos candidatos para cada vaga e podem ser seletivas,

contratando apenas candidatos treinados e experientes. Pagando altos

salários, estas firmas evitam os custos explícitos e implícitos de contratar

empregados inexperientes, pois economizarão em treinamento.

As empresas que escolhem pagar baixos salários podem atrair um

grande número de candidatos inexperientes e devem estar preparadas

para assumir períodos maiores de treinamento, além de suportarem

maiores riscos de perder estes funcionários que treinaram para

empregadores que oferecerem salários mais altos no futuro.

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Aula 03

baixos

salários economizam em custos horários, mas incorrem em maiores custos de treinamento.

Podemos

concluir,

então,

que

as

empresas

que

pagam

Benefícios do empregado

Do ponto de vista não salarial, além dos custos de contratação e treinamento, existem os benefícios do empregado. Estes benefícios incluem as contribuições requeridas legalmente para o seguro social e benefícios fornecidos não oficiais (pagamentos de feriados, licenças médicas, pausas para o "cafezinho", refeições do empregado, creche, etc).

Natureza quase fixa de muitos custos extra-salariais

A principal diferença entre custos salariais e custos não salariais no emprego é o fato de que os custos não salariais são custos por trabalhador, enquanto os custos salariais são custos por hora trabalhada. Muitas vezes, os custos não salariais são chamados de custos quase fixos, no sentido de que, uma vez que um empregado seja contratado, a empresa está comprometida com um custo que não varia com as horas trabalhadas, mas sim com o trabalhador.

Por exemplo, os custos de contratação e treinamento são quase fixos, uma vez que eles estão associados a cada novo funcionário, e não às horas que ele trabalha depois do período de treinamento. Muitos custos de benefícios também são quase fixos (seguro saúde, intervalos, feriados, férias). Veja que todos estes custos extra-salariais (ou quase fixos) não são função das horas trabalhadas, mas sim do número de trabalhadores que a firma possui.

Esta análise tem uma implicação para a demanda de mão-de-obra, pois, ao decidirem aumentar a produção, é mais interessante para as empresas simplesmente solicitarem aos trabalhadores já contratados que trabalhem mais horas do que contratar mais trabalhadores.

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O raciocínio não é complicado. Se contratarem mais trabalhadores,

as empresas incorrerão nos dois tipos de custos: custos salariais e custos

não salariais (ou quase fixos). Se apenas solicitarem que seus

trabalhadores já contratados trabalhem mais horas, haverá apenas custos

salariais. Desta forma, a maneira menos custosa para a empresa

aumentar a produção seria através do uso de horas extras, ao invés da

contratação de mais trabalhadores.

Economistas e políticos ainda tentam verificar se uma legislação que

obrigue as empresas a pagarem remunerações bem maiores às horas

extras seria eficaz, no sentido de diminuir o apetite das firmas em

contratá-las. Desta forma, as empresas tenderiam a contratar mais mão-

de-obra ao invés de solicitar horas extras aos já empregados (já que a

hora-extra estaria extremamente cara).

legislação é diminuir o

desemprego, entretanto, a análise é complexa e deve levar em conta

inúmeros fatores, de tal maneira que ainda

uma conclusão

dominante sobre a eficácia de tal legislação para diminuir o desemprego.

Como

se

vê,

o

fiel

objetivo

de

tal

não

INTRODUCAO À OFERTA DE MÃO-DE-OBRA

A partir de agora, passaremos a estudar a oferta de mão-de-obra.

No estudo da demanda por mão-de-obra foi importante o estudo de

vários temas concernentes à teoria da produção/firma, já que são as

empresas quem demandam mão-de-obra.

de modo oposto, será

importante o estudo de vários temas relacionados à teoria do consumidor.

Estes temas, é claro, serão adaptados para a Economia do Trabalho, com

o foco sobre o trabalhador, já que é este quem oferta mão-de-obra.

No

estudo

da

oferta

de

mão-de-obra,

introdução sobre o assunto.

Apresentaremos uma teoria

envolvendo a opção trabalho x lazer. E na próxima aula, esta teoria será

de trabalhar,

Nesta

aula,

será

dada

uma

básica

sobre

a

decisão

refinada graficamente, tendo em vista o nível de exigência do concurso

Aula 03

CURSO ON-LINE P/ AUDITOR FISCAL DO TRABALHO ECONOMIA DO TRABALHO - TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR HEBER CARVALHO AFT 2006 (o curso visa preencher totalmente as lacunas teóricas 1 que

foram exigidas em todos os certames em que tivemos Economia do

Trabalho).

Teoria sobre a decisão de trabalhar

A decisão de trabalhar, em último caso, constitui uma decisão sobre

como passar o tempo. Aqui em nosso estudo, consideramos que os

trabalhadores gastam seu tempo em somente duas atividades: trabalho

ou lazer.

Assim, se a pessoa está trabalhando, obrigatoriamente, não está no

lazer. Se ela está no lazer, obrigatoriamente, não está trabalhando. Uma

atividade é excludente da outra. Normalmente usa-se o tempo diário total

disponível como sendo de 16 horas (24h menos 8h de sono). Dentro

destas 16 horas, é verificado se estamos trabalhando, se não o

estivermos, obrigatoriamente, estamos desfrutando do lazer. Assim,

assistir à televisão, levar os filhos na escola, tomar café da manhã, cortar

as unhas, escovar os dentes, por exemplo, são atividades consideradas

lazer, pelo simples fato de não serem consideradas trabalho. Caso seja

considerado o tempo diário disponível como sendo de 24 horas, as horas

de sono também serão consideradas lazer.

Como o tempo é dividido entre lazer e trabalho, a demanda pelo

lazer pode ser considerada como o outro lado da moeda rotulada oferta

de trabalho. Assim, se conseguirmos descobrir qual é a demanda pelo

lazer, conseqüentemente, estaremos descobrindo também qual será a

oferta de trabalho, pois basta subtrair as horas de lazer das horas totais

disponíveis para obtermos a oferta de trabalho.

nossa teoria será a análise da

demanda pelo lazer e, a partir desta, tiraremos as conclusões sobre a

oferta de trabalho, considerando sempre que maior demanda de lazer

significa menor oferta de trabalho e vice-versa.

De fato,

o

ponto de

partida da

1 A parte teórica que foi exigida no último concurso, em 2010, ainda será vista nas aulas finais de nosso curso.

Prof.

Heber Carvalho

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Assim, nosso método será este: analisaremos a demanda pelo lazer

como se o lazer fosse um bem qualquer (obedece à lei da demanda:

quanto maior seu preço, menores as quantidades demandadas. Quanto

maior a renda, maior a demanda por lazer, etc). Após a análise da

demanda pelo lazer, deduziremos a oferta de trabalho (se a demanda

pelo lazer sobe, a oferta de trabalho diminui e vice-versa, já que trabalho

e lazer são excludentes).

Análise da demanda por lazer

Já que a nossa metodologia pressupõe, em primeiro lugar, a análise

da demanda pelo lazer, é vantajoso apresentar os fatores que a afetam,

levando-se em conta que o lazer que é um bem qualquer. Assim, a

demanda por lazer depende:

1. Custo de oportunidade do lazer (preço do lazer): o conceito de

custo de oportunidade de determinado bem é o que você deixou de

ganhar se houvesse optado em não adquirir este bem. Por exemplo,

suponha este curso de Economia do Trabalho. Qual o custo de

oportunidade deste curso? É o que você deixou de ganhar caso não o

tivesse comprado, ou seja, neste caso, o custo de oportunidade é

facilmente mensurável: R$ 225,00 (ou R$ 191,25 para os ANDACON!).

Outro exemplo: qual o custo de oportunidade de colocar um funcionário

experiente para ensinar tarefas simples a um funcionário recém-

contratado? É o que deixou de ser produzido, caso o funcionário

experiente estivesse trabalhando em seu ritmo normal.

Trazendo o assunto para o mercado de trabalho, podemos fazer a

seguinte pergunta: Qual o custo de oportunidade do lazer? É o que você

deixou de ganhar caso decidisse trabalhar, isto é, neste caso, o custo de

oportunidade de 01 hora de lazer seria a taxa salarial W (salário/hora).

Qual o custo de oportunidade do trabalho? É o que você deixou de ganhar

em satisfação/utilidade se decidisse desfrutar do lazer ao invés de

trabalhar (veja que, neste caso, a mensuração não é tão simples).

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O custo de oportunidade também pode ser conceituado como sendo

simplesmente o preço ou custo do bem. Assim, apenas para concluir, o

preço

salarial/hora W.

ou

o

custo

de

oportunidade

de

01

hora

de

lazer é

a

taxa

Como estamos estudando a demanda por lazer, e ele deve ser encarado

como um bem qualquer, inferimos o seguinte: o aumento de salários (W),

causa diminuição da demanda por lazer. Esta sentença é uma mera

afirmação da lei da demanda: o custo ou preço do lazer é W, logo,

quando W aumenta, demanda por lazer diminui.

A partir daí, também concluímos sobre a oferta de trabalho: como

demanda por lazer e oferta de trabalho são excludentes, podemos afirmar

que o aumento de W, aumenta a oferta de trabalho (em virtude da

diminuição da demanda por lazer).

2. Disponibilidade financeira: em primeiro lugar devemos fazer a

distinção entre disponibilidade financeira, renda e salários. Salário(W) é a

remuneração por hora de trabalho. Disponibilidade financeira são todos os

ativos de um trabalhador (investimentos no banco, ações, imóveis para

locação, sua mão-de-obra, dividendos, etc). A renda significa os retornos

desta disponibilidade financeira. Assim, a soma de salários, aluguéis,

juros recebidos, dividendos forma a renda do trabalhador. Veja que nem

sempre renda é igual ao salário, de fato, podemos ter casos de alta renda

e

baixos salários.

O

conceito mais utilizado pelos economistas é a renda, pois os dados que

a

qualificam

estão

prontamente

disponíveis

a

partir de fontes

que

disponibilidade financeira.

governamentais,

o

nem

sempre

acontece com os dados da

A teoria convencional da demanda nos sugere que, se a renda aumenta,

tudo o mais permanecendo constante, a demanda por lazer também

aumenta. Dito de outra maneira, se a renda aumenta, com os salários

mantendo-se constantes, as horas desejadas de trabalho cairão.

(inversamente, se a renda for reduzida enquanto a taxa salarial for

mantida constante, as horas desejadas de trabalho se elevarão. Veja,

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mais uma vez, que a demanda por lazer e a oferta de trabalho variam em

direções opostas: quando uma diminui, a outra aumenta, e vice-versa).

3. OUTROS FATORES: aqui nós podemos ter inúmeros fatores, como o

conjunto de preferências, por exemplo. Trabalhadores que possuem filhos

podem demandar mais lazer (passar mais tempo com os filhos), aqueles

mais jovens podem demandar menos lazer (estão no início da vida, em

fase de formação de patrimônio), etc.

Os economistas normalmente assumem que estas preferências são

inevitáveis e que não estão sujeitas a mudanças imediatas. Para fins de

política e aplicação, os fatores relevantes que afetam a demanda são o

custo de oportunidade do lazer (preço do lazer) e a renda. São com as

mudanças nestes dois fatores que trabalharemos nossa análise.

Análise da oferta de trabalho

Conforme combinado, vamos começar o estudo da oferta de

trabalho tomando como referência a análise da demanda pelo lazer. Qual

o efeito do aumento de renda sobre a oferta de trabalho?

A teoria econômica estatui que, à medida que a renda aumenta,

coeteris paribus, a demanda por um bem aumenta. Assim, se a renda

aumenta, mantidos os outros fatores constantes, a demanda por lazer

aumenta (já que o lazer é um bem). Veja que quando falamos "mantidos

os outros fatores constantes", estamos dizendo que todo o resto é

constante, inclusive os salários (lembre que salários * renda). Logo,

podemos reescrever a afirmação da seguinte maneira: se a renda

aumenta, e os salários mantêm-se constantes, a oferta de trabalho cairá.

Esta resposta das horas de lazer demandadas às mudanças

na renda, com os salários mantidos constantes, é chamada de

efeito renda. Ele é baseado no fato de que, à medida que as rendas se

elevam, mantendo-se o custo de oportunidade do lazer constante

(salários constantes), as pessoas desejarão consumir mais lazer (o que

significa trabalhar menos).

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Transformando este efeito em uma expressão algébrica, definimos o

efeito renda como sendo a mudança

produzida por uma mudança na renda (AY), mantendo-se os salários

constantes (W):

nas

horas

de

trabalho

(AH)

Efeito renda

constantes (W): nas horas de trabalho (AH) Efeito renda constante aumentar (com salários constantes), as horas

constante

(W): nas horas de trabalho (AH) Efeito renda constante aumentar (com salários constantes), as horas de

aumentar (com salários

constantes), as horas de trabalho

trabalho aumentam. Observe que o numerador e o denominador movem-

se em direções opostas, dando um sinal negativo ao efeito renda.

caem. Se a renda cai, as horas de

O efeito renda é negativo. Se a renda

cai, as horas de O efeito renda é negativo. Se a renda Imaginemos agora uma situação

Imaginemos agora uma situação oposta: aumento de salários,

mantendo-se a renda constante. A teoria sugere que se a renda for

mantida constante, um aumento na taxa salarial reduzirá a demanda pelo

lazer, aumentando assim os incentivos ao trabalho. O raciocínio é este: o

aumento de salários (W) aumenta o custo do lazer, já que este é igual

aos salários. A lei da demanda nos diz que aumento de preços/custos

provocam reduções nas quantidades demandadas. Desta forma, o

aumento do custo do lazer, diminui a demanda pelo mesmo, o que é o

mesmo que dizer que a oferta de trabalho aumenta. (de maneira igual,

um declínio na taxa salarial, com a renda constante, reduzirá o custo de

oportunidade do lazer, aumentará a demanda por lazer, e diminuirá os

incentivos ao trabalho.)

A resposta das horas de lazer demandadas às mudanças nos

salários, mantendo-se a renda constante, é chamada de efeito

substituição. Traduzindo este efeito em uma expressão algébrica,

definimos o efeito substituição como sendo a mudança nas horas de

o efeito substituição como sendo a mudança nas horas de t r a b a l

trabalho duzida por uma mudança no salário

renda constante (Y):

duzida por uma mudança no salário renda constante (Y): Efeito substituição constante De forma oposta ao

Efeito

substituição

no salário renda constante (Y): Efeito substituição constante De forma oposta ao efeito renda, o efeito

constante

De forma oposta ao efeito renda, o efeito substituição é positivo. Se

o salário

renda, o efeito substituição é positivo. Se o salário aumentar (com renda constante), as horas de

aumentar (com renda constante), as horas de trabalho

aumentar (com renda constante), as horas de trabalho Prof. Heber Carvalho www.pontodosconcursos.com.br 27

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aumentam. Se o salário cai, as horas de trabalho também caem. Observe

que o numerador e o denominador sempre se movimentam na mesma

direção, indicando que o sinal da fração será positivo.

Em alguns casos, é possível observar situações que criam efeitos

renda ou substituição puros. Entretanto, o mais comum é a presença dos

dois efeitos simultaneamente, um trabalhando contra o outro.

EFEITO RENDA PURO. O recebimento de uma herança é um exemplo

clássico do efeito renda puro. Tal acontecimento aumenta nossa

disponibilidade financeira, independentemente das horas de trabalho.

Logo, temos um aumento de renda mantendo-se o salário constante.

Neste caso, o efeito renda induz a pessoa a consumir mais lazer,

reduzindo assim a disposição para trabalhar. (o contrário, logicamente,

também é válido. Se a mudança na renda fosse negativa, mantendo-se o

salário constante, o efeito renda sugeriria maior oferta de trabalho.)

Pesquisa realizada nos EUA com pessoas que receberam pequenas e

grandes heranças parece comprovar a previsão teórica. De fato, o índice

de participação na força de trabalho daquele grupo de pessoas que

recebeu maiores legados era menor que a participação das pessoas que

receberam legados menores.

EFEITO SUBSTITUIÇÃO PURO. Imagine que o governo decida controlar

o uso da gasolina como combustível. Seu plano consiste em aumentar o

imposto sobre a gasolina, mas compensando esse aumento mediante

uma redução no imposto de renda da pessoa física. A idéia é elevar o

preço da gasolina sem reduzir a renda disponível das pessoas.

Este tipo de ação do governo cria um efeito substituição puro, pois ao

reduzir o IR sobre a pessoa física, o valor que os trabalhadores receberão

no contracheque será maior. Isto é, haverá aumento de salário. Mas este

mesmo aumento de salário será compensado pela gasolina mais cara, de

forma que a renda disponível não se alterará. Portanto, os salários são

aumentados enquanto a renda é mantida aproximadamente constante.

Esse programa, assim, cria um efeito substituição que induz as pessoas a

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ofertar mais trabalho. (aumento de salários W aumento do custo do

lazer ^ redução na demanda por lazer aumento da oferta de trabalho.)

OS DOIS EFEITOS SIMULTANEAMENTE. Embora os exemplos citados

acima nos remetam a efeitos renda e substituição puros, a situação

normal é os dois efeitos atuarem simultaneamente. Por exemplo,

imaginemos o caso de uma pessoa que receba um aumento salarial.

A resposta da oferta de trabalho a uma simples mudança salarial

envolverá tanto o efeito renda como o efeito substituição. Isto acontece

porque aumentos salariais, a priori, aumentam tanto o salário quanto a

renda.

O aumento de renda, conforme vimos, faz com que haja aumento da

demanda por lazer e, conseqüentemente, redução da oferta de trabalho.

O aumento de salários faz com que haja redução da demanda por lazer e,

conseqüentemente, aumento da oferta de trabalho. A resposta real da

oferta de trabalho será a soma dos efeitos renda e substituição, de forma

que não podemos prever a resposta antecipadamente.

Se o efeito renda é dominante, a pessoa responderá a um aumento

salarial reduzindo sua oferta de trabalho. Esse declínio será menor do que

se alguma mudança na renda fosse devida a um aumento na riqueza não-

trabalhista (teríamos efeito renda puro). Lembre que quando duas

variáveis variam em sentidos opostos, temos uma curva negativamente

inclinada. Aqui, estas duas variáveis são os salários e a quantidade de

trabalho.

Se o efeito substituição é dominante, a pessoa responderá a um aumento

salarial aumentando sua oferta de trabalho. Esse aumento será menor do

que no caso do efeito substituição puro (aumenta salário sem alteração

de renda). Lembre que quando duas variáveis variam no mesmo sentido,

temos uma curva positivamente inclinada.

É aceito doutrinariamente pela teoria econômica que, a níveis salariais

baixos, o efeito substituição domina o efeito renda, de forma que a curva

de oferta de trabalho será positivamente inclinada. A níveis salariais mais

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altos, no entanto, maiores aumentos de salários resultam em horas

reduzidas de trabalho (domina o efeito renda). Veja os efeitos na fig. 6:

Salários

Figura 6

(W))

W*

Veja os efeitos na fig. 6: Salários Figura 6 (W)) W* Horas desejadas de trabalho Efeito

Horas desejadas de trabalho

Efeito renda domina

Efeito substituição domina

de trabalho Efeito renda domina Efeito substituição domina Segundo a obra "Moderna Economia do Trabalho", esta

Segundo a obra "Moderna Economia do Trabalho", esta curva é chamada

de "pendente retrógrada". Já para Hal. R. VARIAN (Microeconomia:

princípio básicos), a curva é denominada "curva de oferta de trabalho

curvada para trás". Em outras obras, a nomenclatura comumente usada é

"curva reversa". Não há uma definição sobre qual a nomenclatura mais

correta, e todas, no fundo, querem apenas traduzir o termo original em

inglês: backward bending supply labour curve.

Mais importante que o nome, certamente, é saber qual efeito será

dominante nos trechos negativa e positivamente inclinado. Tal

conhecimento foi exigido n as provas de Economia do Trabalho para AFT

em: 1998, 2003 e 2006.

Bem pessoal, por é hoje é só!

Segue ao final uma lista de exercícios para fixação dos temas. Dentre

esta lista, há alguns que se referem aos assuntos das aulas 01 e 02, para

você revisar, treinar o raciocínio e o correto uso das diversas fórmulas e

conceitos apresentados.

No mais

Heber Carvalho

abraço a todos e bons estudos!!!

Prof.

Heber Carvalho

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QUESTÕES COMENTADAS

Aula 03

01 - (AFT/ESAF - 1998) - Considerando a curva de oferta

neoclássica de trabalho derivada da escolha individual entre renda e lazer, podemos afirmar que:

a) a curva de oferta de trabalho pode ser negativamente inclinada, caso o

efeito renda supere o efeito substituição.

b) a curva de oferta de trabalho é sempre positivamente inclinada, mudando apenas a declividade de acordo com o efeito substituição.

c) a curva de oferta de trabalho é derivada do efeito substituição entre

renda e lazer, ao passo que o efeito renda provoca apenas deslocamentos desta curva.

d) o caso em que o aumento da taxa de salário leva a uma diminuição da

oferta de trabalho não pode ser representado pela curva de oferta de trabalho.

e) quando a taxa de salário aumenta, o efeito substituição induz a uma

quantidade menor de trabalho.

COMENTÁRIOS:

Conforme vimos no final da aula (páginas 28 e 29):

Conforme vimos no final da aula (páginas 28 e 29): Efeito renda dominante = curva de

Efeito renda dominante = curva de oferta negativamente inclinada Efeito substituição dominante = curva de oferta positivamente inclinada

Desta

alternativas:

forma,

a) correta.

correta

a

letra

A.

Ademais,

vamos

à

análise

por

b) caso o efeito renda supere o efeito substituição, a curva de oferta será

negativamente inclinada.

de trabalho é derivada dos efeitos rendas e

substituição entre trabalho e lazer. Ademais, o efeito renda tem o condão

c)

a

curva

de

oferta

Aula 03

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de mudar a inclinação da curva, transformando a inclinação positiva em

negativa, e não provocar deslocamentos da curva de oferta.

d) o caso em que o aumento da taxa de salário leva a uma diminuição da

oferta de trabalho PODE ser representado pela curva de oferta de

trabalho, e ocorre quando o efeito renda supera o efeito substituição.

e) quando a taxa de salário aumenta, o efeito substituição induz a uma

quantidade MAIOR de trabalho (trecho positivamente inclinado da curva).

GABARITO: A

02 - (AFT/ESAF - 2003) - No longo prazo a demanda por trabalho

é mais elástica em relação ao salário do que no curto prazo. Isso é

verdade porque, em longo prazo, quando o salário sobe:

a) a empresa contratará mais mão-de-obra.

b) a empresa terá lucro zero.

c) a empresa adquirirá mais capital.

d) a empresa pode estabelecer o preço dos produtos.

e) a empresa terá lucro maior do que zero.

COMENTÁRIOS:

Quando o salário sobe, um dos motivos da demanda por trabalho ser

mais elástica no longo prazo deve-se ao fato de que os empresários têm

tempo de trocar a mão-de-obra por capital. (maiores detalhes, páginas 15

e 16).

GABARITO: C

03

-

(AFT/ESAF

-

2003)

-

A

oferta

de trabalho

passa

a

ter

inclinação

negativa

porque,

quando

o

salário

real

fica

suficientemente elevado,

a) o custo de oportunidade do lazer passa a ser menor.

b) o efeito substituição e o efeito renda atuam na mesma direção.

c) o efeito substituição se torna maior que o efeito renda.

d) o lazer passa a ser um bem "inferior".

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e) o efeito renda se torna maior do que o efeito substituição.

COMENTÁRIOS:

Conforme visto várias vezes, a curva de oferta de trabalho tem inclinação

decrescente quando o efeito renda se torna maior que o efeito

substituição. Correta, portanto, a assertiva e).

Apenas gostaria de fazer um comentário adicional acerca da assertiva d).

Quando o lazer é considerado um bem inferior (bem inferior é o bem cuja

demanda diminui com o aumento de renda - aula demo, páginas 10 e

11), aumentos de renda provocarão reduções da demanda por lazer.

Assim, teremos a seguinte sequência proveniente do efeito renda:

aumento da renda redução da demanda por lazer aumento da oferta

de trabalho.

Neste caso específico de considerarmos o lazer como sendo um bem

inferior, a curva de oferta de trabalho terá inclinação positiva em toda a

sua extensão, pois o efeito renda, assim como o efeito substituição, terá o

condão de aumentar a oferta de trabalho.

GABARITO: E

04 - (AFT/ESAF - 2006) - Suponha uma economia em que as

firmas estão inseridas num contexto de competição perfeita tanto

no mercado do bem final como no mercado de fatores de

produção. Suponha também que, em uma determinada indústria,

são empregados apenas capital e trabalho para produzir um bem

final. Segundo o que é conhecido na literatura como regras de

Marshall da demanda derivada, ligadas à demanda por trabalho, é

correto afirmar que:

a) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor

for a elasticidade-preço da demanda do bem final.

b) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto maior

for a elasticidade de substituição entre o trabalho e o capital.

c) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor

for a participação do trabalho nos custos totais.

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d) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor

for a elasticidade da oferta do capital.

e) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto maior

for a elasticidade-renda da demanda do bem final.

COMENTÁRIOS:

Nesta questão foi cobrado, quase que de modo literal, o conhecimentos

das 04 leis de Hicks-Marshall da demanda derivada. Vamos à análise por

alternativas:

a) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto MAIOR

for a elasticidade-preço da demanda do bem final.

b) Correta (página 14).

c) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto MAIOR

for a participação do trabalho nos custos totais.

d) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto MAIOR

for a elasticidade da oferta do capital.

e) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto maior

for a elasticidade PREÇO da demanda do bem final.

GABARITO: B

05 - (ICMS-RJ/FGV - 2009) - Um trabalhador escolhe livremente

entre horas de lazer e de trabalho num mercado sem obrigações

contratuais. Com relação à teoria clássica de oferta de trabalho,

que relaciona horas trabalhadas com salário/hora pago, assinale a

afirmativa correta quanto às suas hipóteses e conclusões.

a) O trabalhador não escolhe livremente entre horas de trabalho e de

lazer.

b) Quanto maior o salário/hora, menor a oferta de trabalho.

c) A oferta de trabalho aumenta com o aumento do salário até um dado

nível w*, reduzindo para níveis de salário superiores a w*.

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d) Obrigações contratuais incentivam

salários.

e) A oferta de trabalho aumenta com o aumento do salário.

rápidos ajustes às variações de

COMENTÁRIOS:

A questão exige o conhecimento da curva de oferta de trabalho deduzida

através da análise trabalho x lazer feita em nossa aula. A letra c)

descreve exatamente a curva de oferta apresentada na figura 6.

A letra b) descreve o comportamento da oferta de trabalho no trecho

negativamente inclinado da curva de oferta.

A letra e) descreve o comportamento da oferta de trabalho no trecho

positivamente inclinado.

GABARITO: C

06 - Analise as afirmações que seguem, com relação às regras de

Hicks-Marshall da demanda derivada e, a seguir, marque a

alternativa correta:

I. Quanto mais substitutos tiver o bem produzido por determinada

categoria de mão-de-obra, maior será a elasticidade salário da

demanda da mesma.

II. Quanto menor for a elasticidade da oferta do capital, maior a

elasticidade salário da demanda de mão-de-obra.

III. Quanto maior for a possibilidade de substituição entre mão-

de-obra e capital, menor a elasticidade salário da demanda.

a) I e II estão corretas e III está incorreta.

b) I, II e III estão corretas.

c) I está correta; II e III estão incorretas.

d) I e III estão incorretas; II está correta.

e) I, II e III estão incorretas.

COMENTÁRIOS:

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I. Correta. Quanto mais substitutos tiver o bem produzido, maior será a

sua elasticidade preço da demanda. Isto implica maior elasticidade salário

da demanda.

II. Incorreta. Quanto MAIOR for a elasticidade da oferta do capital, maior

a elasticidade salário da demanda de mão-de-obra (páginas 14 e 15).

III. Incorreta. Quanto maior for a possibilidade de substituição entre mão-

de-obra e capital, MAIOR a elasticidade salário da demanda (página 14).

GABARITO: C

07 - Assinale a afirmativa incorreta acerca da elasticidade salário

da demanda de mão-de-obra:

a) um dos motivos que faz com que a demanda de mão-de-obra seja

mais elástica no longo prazo é o fato da elasticidade preço da demanda

dos produtos ser menos elástica no longo prazo.

b) no curto prazo, é menos provável e mais difícil a substituição de mão-

de-obra por capital.

c) quanto maior for a participação da mão-de-obra nos custos totais,

maior será elasticidade salário da demanda.

d) quando a elasticidade preço da oferta de outros insumos substitutos da

mão-de-obra for alta, a elasticidade salário da demanda também o será.

e) a demanda de mão-de-obra da firma é mais elástica que a demanda de

mão-de-obra do setor ou mercado. Por este motivo, a demanda por mão-

de-obra da firma monopsonista no mercado de trabalho é menos elástica

do que a demanda por mão-de-obra da firma competitiva.

COMENTÁRIOS:

a) Incorreta. Um dos motivos que faz com que a demanda de mão-de-

obra seja mais elástica no longo prazo é o fato da elasticidade preço da

demanda dos produtos ser MAIS elástica no longo prazo. (página 5)

b) Correta. (página 16)

c) Correta. (página 15)

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d) Correta. (página 12). Dizer que a elasticidade preço da oferta de

outros insumos substitutos da mão-de-obra é alta, é o mesmo que dizer que a oferta de outros fatores de produção é altamente elástica.

e) Correta. (páginas 13 e 14)

GABARITO: A

08 - Acerca da elasticidade salário da demanda cruzada, marque a alternativa incorreta:

a) se elasticidade salário da demanda cruzada for positiva, os dois

insumos são substitutos brutos.

b) o fato de dois fatores de produção serem substitutos na produção não

implica que eles sejam substitutos brutos.

c) se elasticidade salário da demanda cruzada for positiva, o efeito escala

suplanta o efeito substituição.

d) se elasticidade salário da demanda cruzada for negativa, os dois

insumos são complementos brutos.

e) se elasticidade salário da demanda cruzada for negativa, o efeito

escala suplanta o efeito substituição.

COMENTÁRIOS:

A questão exige o conhecimento das relações entre a elasticidade salário da demanda cruzada e os conceitos de complementos e substitutos brutos (página 18). Assim, a letra c) está incorreta, pois quando elasticidade salário da demanda cruzada é positiva, o efeito substituição suplanta o efeito escala.

GABARITO: C

09 - Sobre os custos do trabalho, assinale a alternativa incorreta:

a) a taxa salarial/hora de trabalho corresponde a um custo salarial que

varia de acordo com as horas trabalhadas.

b) um seguro-saúde por trabalhador pode ser considerado um custo extra

salarial ou quase fixo, e que varia com o trabalhador e não com as horas trabalhadas.

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c) normalmente, pode ser mais vantajoso para a firma contratar mais

horas extras ao invés de contratar um novo funcionário, se o seu objetivo

é aumentar a produção.

d) uma legislação que aumente o valor da bonificação da hora extra

diminuirá o desemprego, pois desestimula a contratação de horas extras

por parte das firmas.

e) firmas que adotam estratégias de contratação pautadas no pagamento

de baixos salários incorrem em maiores gastos com treinamento.

COMENTÁRIOS:

a) Correta (página 21).

b) Correta (página 21).

c) Correta (página 21).

d) Incorreta. Embora seja o objetivo dos políticos, tal resultado ainda não

pode ser comprovado de fato. (página 22)

e) Correta. (página 20 e 21)

GABARITO: D

10

-

Considere

uma

firma

em

um

mercado

competitivo

cuja

produtividade

marginal

da

mão-de-obra

seja

PmgL=16

-

2L.

Quanta mão-de-obra contratará a empresa se o salário for $2 por

unidade de mão-de-obra e o produto for vendido a um preço $1:

a) 5 trabalhadores

b) 6 trabalhadores

c) 7 trabalhadores

d) 7,5 trabalhadores

e) 14 trabalhadores

COMENTÁRIOS:

Questão de mera aplicação da condição definidora da demanda de mão-

de-obra nos mercados competitivos:

PmgL = W/P

(1)

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Foram dados: PmgL = 16 - 2L, W = 2 e P = 1

Basta substituir os dados na expressão (1):

16 - 2L = 2/1

-2L = -14

L = 7 unidades de mão-de-obra.

GABARITO: C

11 - Considere uma firma em um mercado competitivo cujo valor

do produto marginal da mão-de-obra seja VPmgL=15 - 5L. Quanta

mão-de-obra contratará a empresa se o salário for $5:

a) 2 trabalhadores

b) 3 trabalhadores

c) 4 trabalhadores

d) 5 trabalhadores

e) 6 trabalhadores

COMENTÁRIOS:

Questão de mera aplicação da condição definidora da demanda de mão-

de-obra nos mercados competitivos. A única diferença em relação à

questão anterior é o fato de que foi dado o VPmgL ao invés do PmgL.

Desta forma, não é necessário sabermos o preço do produto, pois VPmgL

= P.PmgL

VPmgL = W

(1)

Foram dados: VPmgL = 15 - 5L, W = 5

Basta substituir os dados na expressão (1):

15 - 5L = 5

-5L = -10

L = 2 unidades de mão-de-obra.

GABARITO: A

12 - Considere a função de produção de curto prazo Q =

+ 5, onde Q é a quantidade produzida e L a quantidade do fator

2L 3 - 96L

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CURSO ON-LINE P/ AUDITOR FISCAL DO TRABALHO ECONOMIA DO TRABALHO - TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR HEBER CARVALHO trabalho, sendo constante a dotação do fator capital. A quantidade de trabalhadores que garantirá a produção máxima é:

a) 4

b) 6

c) 12

d) 36

e) 24

COMENTÁRIOS:

A questão

produção. Ela não pede o nível de produção que maximiza os lucros. Para

isto, basta derivarmos a função Q em relação a L (achar o PmgL) e

igualar a 0.

pede a quantidade de trabalhadores que maximiza a

nos

a 0. pede a quantidade de trabalhadores que maximiza a nos Agora igualamos a derivada a
a 0. pede a quantidade de trabalhadores que maximiza a nos Agora igualamos a derivada a

Agora igualamos a derivada a 0:

que maximiza a nos Agora igualamos a derivada a 0: GABARITO: A 13 - (AFT/ESAF/Adaptada -

GABARITO: A

13 - (AFT/ESAF/Adaptada - 2003) - Uma determinada empresa é

monopolista para uma nova patente de produtos farmacêuticos.

25 - 2Q, e a função de

a quantidade

produzida ou vendida e L a quantidade de mão-de-obra), qual será

produção a curto

Se a demanda por esses produtos for P =

prazo for Q=4L (Q representa

a quantidade de trabalhadores contratados se o salário W for $36:

a) 10

b) 5

c) 1

d) 15

e) 20

COMENTÁRIOS:

Foram dados pela questão:

P=25 - 2Q (expressão da demanda em função do preço)

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Q=4L (função de produção)

W=36

Empresa é monopolista e estamos no curto prazo (capital fixo)

A condição de maximização de lucros da firma monopolista no curto prazo

é dada por:

Sendo que:

RmgL = CmgL

1) Rmg = dRT/dQ (derivada da receita total em relação a Q)

A receita total é igual aos preços x quantidades. Assim:

RT = P.Q = (25 - 2Q).Q = 25Q - 2Q 2

Rmg = dRT/dQ = 1.25Q 1-1 - 2.2.Q 2-1 = 25 - 4Q

Rmg = 25 - 4Q

2) PmgL = dQ/dL (derivada da produção em relação a L)

Q=4L

PmgL = dQ/dL = 1.4.L 1-1 = 4

PmgL = 4

3) Basta substituir os dados encontrados na equação (1):

(25 - 4Q).4 = 36

(25 - 4.4L).4 = 36

L =

100 - 64L = 36

1

GABARITO: C

14

Uma

determinada

empresa

faz

parte

de

100L -

um

mercado

5L 2 , o preço

de

-

competitivo. Se a função de produção for Y =

for $2 e a taxa salarial $20, qual será a quantidade ótima

trabalhadores demandados:

a) 5

b) 7

c) 9

d) 11

e) 15

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COMENTÁRIOS:

Aula 03

A questão nos fornece a função de produção e nos solicita a quantidade de L que repercutirá lucros máximos. Segue abaixo a expressão da demanda de mão-de-obra que maximiza os lucros:

PmgL = W/P

(1)

Necessitaremos derivar a função de produção em relação a L para achar o PmgL. Isto porque o produto marginal da mão-de-obra (PmgL), por definição, é a derivada de Y em relação a L. Assim:

Y = 100L - 5L 2

PmgL = dY/dL = 1.100.L 1-1 - 2.5.L 2-1 = 100 - 10L

Foram dados pela questão: W=20 e P=2

Substituindo na equação (1):

100 - 10L = 20/2

-10L = -90

L = 9 trabalhadores

GABARITO: C

15 - Uma determinada empresa é monopolista em seu setor produtivo. Se a demanda por esses produtos for Q = 100 - 2P, e a função de produção a curto prazo for Q=2L (Q representa a quantidade produzida ou vendida e L a quantidade de mão-de- obra), a demanda de trabalho dessa empresa poderá ser expressa pela seguinte equação (W representa o salário nominal):

a) W = 100 - L

b) W = 40 - 8L

c) W = 25 - L

d) W = 25 - 2L

e) W = 100 - 4L

COMENTÁRIOS:

Foram dados pela questão:

Q=100 - 2P (expressão da demanda em função do preço) Q=2L (função de produção) Empresa é monopolista e estamos no curto prazo (capital fixo)

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Aula 03

A condição de maximização de lucros da firma monopolista no curto prazo é dada por:

Sendo que:

RmgL = CmgL

Rmg.PmgL = W

1) Rmg = dRT/dQ (derivada da receita total em relação a Q)

A receita total é igual aos preços x quantidades. Para termos a

possibilidade de conseguirmos derivar RT em relação a Q, a função de

demanda deve estar em função das quantidades e não do preço. Logo devemos mudar a equação da demanda:

Q = 100 - 2P

RT = P.Q = (50 - Q/2).Q = 50Q - Q 2 /2

Rmg = dRT/dQ = 1.50.Q 1-1 - 2.Q 2-1 /2 = 50 - 2Q/2 = 50 - Q

Rmg = 50 - Q

P = 50 - Q/2

2) PmgL = dQ/dL (derivada da produção em relação a L)

Q=2L

PmgL = dQ/dL = 1.2.L 1-1 = 2 PmgL = 2

3) Veja que todas as alternativas apresentam a demanda de trabalho em função do salário nominal W. Assim devemos fazer também. Basta substituir os dados encontrados em 1) e 2) na expressão de maximização dos lucros do monopolista:

Rmg.PmgL = W

(50 - Q).2 = W

W = 100 - 2Q

(2)

Todas as respostas estão com as variáveis W e L, como sabemos que Q=2L, basta substituirmos na equação (2):

W = 100 - 2.2L

W = 100 - 4L

GABARITO: E

Aula 03

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LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS

01 - (AFT/ESAF - 1998) - Considerando a curva de oferta

neoclássica de trabalho derivada da escolha individual entre renda

e lazer, podemos afirmar que:

a) a curva de oferta de trabalho pode ser negativamente inclinada, caso o

efeito renda supere o efeito substituição.

b) a curva de oferta de trabalho é sempre positivamente inclinada,

mudando apenas a declividade de acordo com o efeito substituição.

c) a curva de oferta de trabalho é derivada do efeito substituição entre

renda e lazer, ao passo que o efeito renda provoca apenas deslocamentos

desta curva.

d) o caso em que o aumento da taxa de salário leva a uma diminuição da

oferta de trabalho não pode ser representado pela curva de oferta de

trabalho.

e) quando a taxa de salário aumenta, o efeito substituição induz a uma

quantidade menor de trabalho.

02 - (AFT/ESAF - 2003) - No longo prazo a demanda por trabalho

é mais elástica em relação ao salário do que no curto prazo. Isso é

verdade porque, em longo prazo, quando o salário sobe:

a)

a empresa contratará mais mão-de-obra.

 

b)

a empresa terá lucro zero.

 

c)

a empresa adquirirá mais capital.

 

d)

a empresa pode estabelecer o preço dos produtos.

 

e)

a empresa terá lucro maior do que zero.

 

03

-

(AFT/ESAF

-

2003)

-

A

oferta

de trabalho

passa

a

ter

inclinação

negativa

porque,

quando

o

salário

real

fica

suficientemente elevado,

a) o custo de oportunidade do lazer passa a ser menor.

b) o efeito substituição e o efeito renda atuam na mesma direção.

c) o efeito substituição se torna maior que o efeito renda.

d) o lazer passa a ser um bem "inferior".

e) o efeito renda se torna maior do que o efeito substituição.

Aula 03

CURSO ON-LINE P/ AUDITOR FISCAL DO TRABALHO ECONOMIA DO TRABALHO - TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR HEBER CARVALHO 04 - (AFT/ESAF - 2006) - Suponha uma economia em que as

firmas estão inseridas num contexto de competição perfeita tanto no mercado do bem final como no mercado de fatores de produção. Suponha também que, em uma determinada indústria, são empregados apenas capital e trabalho para produzir um bem final. Segundo o que é conhecido na literatura como regras de Marshall da demanda derivada, ligadas à demanda por trabalho, é correto afirmar que:

a) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor

for a elasticidade-preço da demanda do bem final.

b) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto maior

for a elasticidade de substituição entre o trabalho e o capital.

c) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor

for a participação do trabalho nos custos totais.

d) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto menor

for a elasticidade da oferta do capital.

e) a demanda por trabalho da indústria será mais elástica quanto maior

for a elasticidade-renda da demanda do bem final.

05 - (ICMS-RJ/FGV - 2009) - Um trabalhador escolhe livremente entre horas de lazer e de trabalho num mercado sem obrigações contratuais. Com relação à teoria clássica de oferta de trabalho,

que relaciona horas trabalhadas com salário/hora pago, assinale a afirmativa correta quanto às suas hipóteses e conclusões.

a) O trabalhador não escolhe livremente entre horas de trabalho e de

lazer.

b) Quanto maior o salário/hora, menor a oferta de trabalho.

c) A oferta de trabalho aumenta com o aumento do salário até um dado

nível w*, reduzindo para níveis de salário superiores a w*.

d) Obrigações contratuais incentivam rápidos ajustes às variações de salários.

e) A oferta de trabalho aumenta com o aumento do salário.

06 - Analise as afirmações que seguem, com relação às regras de Hicks-Marshall da demanda derivada e, a seguir, marque a alternativa correta:

Aula 03

CURSO ON-LINE P/ AUDITOR FISCAL DO TRABALHO ECONOMIA DO TRABALHO - TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR HEBER CARVALHO I. Quanto mais substitutos tiver o bem produzido por determinada

categoria de mão-de-obra, maior será a elasticidade salário da

demanda da mesma.

II. Quanto menor for a elasticidade da oferta do capital, maior a

elasticidade salário da demanda de mão-de-obra.

III. Quanto maior for a possibilidade de substituição entre mão-

de-obra e capital, menor a elasticidade salário da demanda.

a) I e II estão corretas e III está incorreta.

b) I, II e III estão corretas.

c) I está correta; II e III estão incorretas.

d) I e III estão incorretas; II está correta.

e) I, II e III estão incorretas.

07 - Assinale a afirmativa incorreta acerca da elasticidade salário

da demanda de mão-de-obra:

a) um dos motivos que faz com que a demanda de mão-de-obra seja

mais elástica no longo prazo é o fato da elasticidade preço da demanda

dos produtos ser menos elástica no longo prazo.

b) no curto prazo, é menos provável e mais difícil a substituição de mão-

de-obra por capital.

c) quanto maior for a participação da mão-de-obra nos custos totais,

maior será elasticidade salário da demanda.

d) quando a elasticidade preço da oferta de outros insumos substitutos da

mão-de-obra for alta, a elasticidade salário da demanda também o será.

e) a demanda de mão-de-obra da firma é mais elástica que a demanda de

mão-de-obra do setor ou mercado. Por este motivo, a demanda por mão-

de-obra da firma monopsonista no mercado de trabalho é menos elástica

do que a demanda por mão-de-obra da firma competitiva.

08 - Acerca da elasticidade salário da demanda cruzada, marque a

alternativa incorreta:

a) se elasticidade salário da demanda cruzada for positiva, os dois

insumos são substitutos brutos.

b) o fato de dois fatores de produção serem substitutos na produção não

implica que eles sejam substitutos brutos.

c) se elasticidade salário da demanda cruzada for positiva, o efeito escala

suplanta o efeito substituição.

Aula 03

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d) se elasticidade salário da demanda cruzada for negativa, os dois

insumos são complementos brutos.

e) se elasticidade salário da demanda cruzada for negativa, o efeito

escala suplanta o efeito substituição.

09 - Sobre os custos do trabalho, assinale a alternativa incorreta:

a) a taxa salarial/hora de trabalho corresponde a um custo salarial que

varia de acordo com as horas trabalhadas.

b) um seguro-saúde por trabalhador pode ser considerado um custo extra

salarial ou quase fixo, e que varia com o trabalhador e não com as horas

trabalhadas.

c) normalmente, pode ser mais vantajoso para a firma contratar mais

horas extras ao invés de contratar um novo funcionário, se o seu objetivo

é aumentar a produção.

d) uma legislação que aumente o valor da bonificação da hora extra

diminuirá o desemprego, pois desestimula a contratação de horas extras

por parte das firmas.

e) firmas que adotam estratégias de contratação pautadas no pagamento

de baixos salários incorrem em maiores gastos com treinamento.

10

-

Considere

uma

firma

em

um

mercado

competitivo

cuja

produtividade

marginal

da

mão-de-obra

seja

PmgL=16

-

2L.

Quanta mão-de-obra contratará a empresa se o salário for $2 por

unidade de mão-de-obra e o produto for vendido a um preço $1:

a) 5 trabalhadores

b) 6 trabalhadores

c) 7 trabalhadores

d) 7,5 trabalhadores

e) 14 trabalhadores

11 - Considere uma firma em um mercado competitivo cujo valor

do produto marginal da mão-de-obra seja VPmgL=15 - 5L. Quanta

mão-de-obra contratará a empresa se o salário for $5:

a) 2 trabalhadores

b) 3 trabalhadores

c) 4 trabalhadores

d) 5 trabalhadores

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Aula 03

e)

6 trabalhadores

12

- Considere a função de produção de curto prazo Q =

2L 3 - 96L

+

5, onde Q é a quantidade produzida e L a quantidade do fator

trabalho, sendo constante a dotação do fator capital. A quantidade de trabalhadores que garantirá a produção máxima é:

a) 4

b) 6

c) 12

d) 36

e) 24

13 - (AFT/ESAF/Adaptada - 2003) - Uma determinada empresa é

monopolista para uma nova patente de produtos farmacêuticos.

25 - 2Q, e a função de

a quantidade

produzida ou vendida e L a quantidade de mão-de-obra), qual será

produção a curto

Se a demanda por esses produtos for P =

prazo for Q=4L (Q representa

a quantidade de trabalhadores contratados se o salário W for $36:

a) 10

b) 5

c) 1

d)

15

e)

20

14

-

Uma

determinada

empresa

faz

parte

de

um

mercado

competitivo. Se a função de produção for Y =

for

trabalhadores demandados:

5L 2 , o preço

$20, qual será a quantidade ótima de

100L -

$2

e

a

taxa

salarial

a)

5

b)

7

c)

9

d)

11

e)

15

15

- Uma determinada empresa é monopolista setor produtivo. Se

a demanda por esses produtos for Q = 100 - 2P, e a função de

produção a curto prazo for Q=2L (Q representa a quantidade produzida ou vendida e L a quantidade de mão-de-obra), a

Aula 03

CURSO ON-LINE P/ AUDITOR FISCAL DO TRABALHO ECONOMIA DO TRABALHO - TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSOR HEBER CARVALHO demanda de trabalho dessa empresa poderá ser expressa pela seguinte equação (W representa o salário nominal):

a) W = 100 - L

b) W = 40 - 8L

c) W = 25 - L

d) W = 25 - 2L

e) W = 100 - 4L

GABARITO

1A

2C

3E

4B

5C

6C

7A

8C

9D

10C

11A

12A

13C

14C