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METODOS E PLANOS PARA 0 ENSINO DOS ESPORTES Carlos Alberto Tenroller | Eduardo Merino Editora da ULBRA © do autor 1 ecieao: 2006 Direitos reservados desta edigho: Universidade Luterana do Brasil Capa Everaldo Manica Ficanha Preparagio de texto e revisdo ‘Cisudia Luciane Oliveira Projeto gratico leabol Kubaski Editoragso Foseli Menzen Carlos Alberto Tenroller & professor do curso da Educarto Fisica da ULBRA Canoas, especialista em Ciéncias dos Esportes (2000) e em Savide Coletiva (2004) pela mesma instiulgdo. Professor da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ema Worth, em ‘Canoas/RS. Autor dos livres. Futsal: ensino e prética (Editora da ULBRA) e Handebot teoria € prdtica (Sprint). No esporte da ULBRA, atuou como preparador fisico da equips juvenil de futsal (1897 a 2001) o da equipe aduita feminina de handebol (1999 a 2001), nas quais ‘obteve importantes conquistas. Ema: tenrolier® zipmail.com.br Eduarde Merino ¢ licenciado em Educagio Fisica pela Utrgs (1989), especialista lem Educago de Adultos (Uirgs) @ mestre em Ciéncias do Movimento Humano (Utrgs). diretor do curso de Educariio Fisica da ULBRA Canoas, onde também ¢ professor das cisciplinas de Lutes © Recroagdo @ Lazer. Protessor de cursos de pés-gradugto na érea do Exercicio Fisico e Sadde. Faixa preta de judd. E-mail: edumerino@ ig.com.br Dados Intemacionais de Catalogar&o na Publicagso (CIP) Tenroller, Carlos. Alberto Métodos ¢ plans para o ensino dos esportes. Carlos Alberto Tenrollere Eduardo Merino, — Canoas: Ed. ULBRA, 2006. 204 p. 1, Educagio tisica - esportes - matodologia do ensino. Merino, Eduardo. Il. Titulo, Setor de Processamento Técnico da Biblioteca Martinho Lutero - ULBRACanoas ISBN 85-7528-164-x Dados técnicos do tivro Fontes: Eras Demi ITC, Eras Md BT, Eras Bd BT e Charter BT Papel: offset 7g (miolo) e suprema 240g (capa) Medicias: 16:23em Impress8o: Gréfica da ULBRA Maio/2006 Sumario APLESENtAGAO «ssersessonsnersersersensserssnsnersersnceserserssncsnnsensseese 17, Untroducaid sessesssssserseccsessessensasrscesarssnssorsnsssnsensssessorsanssnrse 19 Capitulo 1 Conceitos gerais 1.1 Esporte e sua origem 1.2 Como surgiu a primeira bola: lenda, mito ou verdade? ....00023 1.3 Conhecimentos indispensdveis como base para o ensino OS CSPOLTES wissssrsssesssrersnsessesssnssresssverersermsarsnsseeareesseetseer entero 1.3.1 EdUcaga0 ..o.sesssessessesesseesscesscessssetserersesseseeseeees 1.3.2 Educacao Fisica ............-..ssssssesseseesesessesessserees 1.3.3 Pedagogia e didatica ..............2: 1.4 Princfpios basicos que deverao ser considerados no planejamento das aulas sobre esportes ...........-...sessereeee SL 1.4.1 Elementos indispensdveis em um bom plano. de ensino das aulas de esportes..............s:ssesssserssessseesane 33 1.5 Estrutura do plano de aula para o ensino dos esportes ............ 38 Capitulo 2 Métodos mais utilizados para o ensino dos esportes 2.1 O que é método .... wee asassesscsnssosseserersersecassnsseres cers 4 2.1.1 Método parcial Ou amalftico..........sssrervereesersensrrersenereee 48: 2.1.2 Método global ou método complexo ..........ssesseserseeeeeere 4D 2.1.3 M6tOdO MISO etter SO 2.1.4 Método global em forma de jogo ou método de confrontacio .... 2.1.5 Método em série de jOgOS .........erersesesresssrersenereeressersees 51 2.1.6 M6tod reCh@ativ cites nnnnnnenesnnennnnnnn SD 2.1.7 Método transfert ..... . 53 2.1.8 Método da cooperacd0-OpoOsiCao ......-.......-sesssseeseseeeee SA Capitulo 3 Basquetebol 3.1 Sintese histdrica do basquetebol ........ssesssssssessssesssessesssserseseseess D7 3.2 Os fundamentos do basquetebol 3.3 Planos de aula para o ensino do basquetebol . Capitulo 4 Futebol de campo 4.1 Sintese histérica do futebol de caMpo ...c.cssecscscsesescersnseeresneeees 2 4.2 Os fundamentos do futebol de campo .............esseses cesses serene 76 4.3 Planos de aula para o ensino do futebol de campo0...........:0+0.78 Capitulo 5 Futsal 5.1 Sintese histérica do futsal ......... 5.3 Planos de aula para 0 ensino do Futsal ...rsseussesrsssesssssrsssseserse ID Capitulo 6 Handebol 6.1 S{ntese histérica do handebol 6.2 Os fundamentos do handebol se secansnnsssnsnsesnersesneen DLT 6.3 Planos de aula para o ensino do handeboll .............-..:se1ssee00 116 Capitulo 7 Vélei 7.1 Sintese historica do VOlei............:++ 7.2 Os fundamentos do vilei........... 7.3 Planos de aula para 0 ensino do VOlei ........-....1-sssesceerseneeseeee 134 Capitulo 8 Judé 8.1 Sintese histérica do jud6 .........60005 1149 8.2 Os fundamentos do judé stesersersesssserneee 153 8.3 Planos de aula para o ensino do jud6é sssses ses sanasee LOD ConsideracGes fimais .........sscscecsesserserssersersscesessessessses 169 Referéncias bibliogrdficas ..........sserseersesserrsersersersens 171 BIOXOS ...s.ccerserssnesessansaccvessenenessoosenenesaseoenseesen, esecceeeenen 179 Apresentacao De forma surpreendente este livro, que retine informacGes e ori- entagGes de grande pertinéncia para a atuacao académico-profissio- nal, vem ao encontro de necessidades e anseios do corpo docente e discente da educacao fisica. Os autores, preocupados em sintetizar com qualidade aspectos importantes para o desenvolvimento do ensinar o esporte, agregam conceitos gerais de temas que a essa atividade se relacionam, apre- sentando de forma clara a insergao da pratica desportiva no ensino. Revéem metodologias que podem ser aplicadas e que sio comumente utilizadas para o ensino propriamente dito do esporte. Como eixo central, encontramos, de maneira singular, esportes como basquete, futebol de campo, futsal, handebol, vlei e judé abor- dados sob tépicos de sintese histérica, fundamentos e respectivos pla- nos de aula, procurando fornecer subs{dios para a atuacdo prdtica, dotada de um discernimento evolutivo e com conhecimento dos fun- damentos de cada modalidade esportiva apresentada. Enfim, com muita satisfagao congratulo os autores, que, com grande competéncia, conseguiram contextualizar o esporte, proporci- onando recursos metodolégicos e convidando a leitor a refletir atra- vés de sugestées e idéias inovadoras. E de enorme valia podermos contar com um apanhado tio rico de informagées pertinentes. Faco consideragao especial ainda a supe- ragao de vida do professor Carlos, cujo progresso acompanhei. Sou testemunha da sua imensa vontade de vencer, demonstrada em seu constante aprimoramento, com muita motivacio, garra e esperanga, visando sempre contribuir para a sociedade do conhecimento no que tange ao mundo do esporte e suas vertentes. Ana Ligia Finamor Profa. dra. do curso de Educacao Fisica da ULBRA Canoas Introducao Ha muito que o homem se dedica a pratica de atividades ffsicas. Em relacao ao esporte, fenédmeno que ocupa espacos cada vez maio- res em nossa sociedade, nao é diferente. A importancia da prdtica esportiva é facilmente percebida através dos jornais, das revistas, da televisio, onde os atletas, muitos deles nossos {dolos ou herdis, po- dem ser vistos com freqiiéncia. Esse fenémeno acentua-se nos perfo- dos em que ocorrem jogos ol{mpicos ou campeonatos mundiais/inter- nacionais. Para se ter nogd4o da importancia do esporte no mundo, a Assembléia Geral das Nagoes Unidas (ONU) proclamou o ano de 2005 como o “Ano Internacional do Esporte e da Educacao Fisica”. Este livro aborda as modalidades basquetebol, futebol de cam- po, futsal, handebol, voleibol e jud6, seis dos esportes mais praticados nas escolas brasileiras, cujos praticantes, somados seus adeptos e apai- xonados, representam um ntimero muito expressivo de pessoas nos cinco continentes do globo. Organizado em oito capitulos, dirige-se aos leitores que tém in- teresse em conhecer os fundamentos técnicos de cada uma dessas modalidades e desejam saber de modo resumido (sfntese histérica) como, quando e onde elas surgiram. No livro, apés a apresentacao dos oito métodos de ensino, o leitor tem acesso aos conceitos dos fundamentos de cada um e a alguns planos de aula. Através desta publicagdo, esperamos contribuir com aquelas pes- soas que estao envolvidas com os esportes, em especial os académi- cos, professores e profissionais de Educacio Fisica, cuja linda missio é a de proporcionar a sociedade 0 acesso a pratica do basquetebol, futebol de campo, futsal, handebol, voleibol e judé e assim contribuir para uma sociedade mais ativa, mais humana, mais saudavel e feliz. Os autores CAPITULO 1 Conceitos gerais 1.1 Esporte e sua origem Conforme o estudioso Barbieri (2001), a palavra esporte tem sua origem no inglés sport, que se referia a exercfcios fisicos, prazer, distracao, brincadeira e repouso corporal. Como sinénimo, temos em. I{ngua portuguesa a palavra desporto, origindria do antigo francés desport. Para Barbieri, citando Manacorda (1996), é na Franga que surge © primeiro registro do termo, no século XII. Tubino (1994), todavia, data a origem no século XIV, quando os marinheiros usavam as ex- press6es “fazer esporte”. Para esse autor, o esporte é considerado um. extraordindrio instrumento de paz e um dos melhores meios de con- vivéncia humana, devido a sua caracteristica lidica e sua tendéncia de promover a confraternizacao entre os diferentes participantes das competigGes. Uma das versdes mais difundidas de esporte é aquela que 0 ca- racteriza como jogo institucionalizado, regulado por cédigos, regras e comandado por federagdes e confederacées. Apoiado na sociologia, Barbanti (1994) considera o esporte uma atividade competitiva, institucionalizada, que envolve esforgo fisico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente complexas por individuos cuja participacdo é motivada pela combinagao de fato- res intrinsecos e extrinsecos. Barbanti classifica o esporte nas seguin- tes categorias: amador, de elite, de massa, feminino, para criangas e jovens, para deficientes, toda a vida, profissional e universitdrio. Georges Magnane, citado por Oliveira (1993), considera 0 es- porte uma atividade de lazer em que predomina 0 esforco fisico, si- multaneamente jogo e trabalho, praticada de maneira competitiva, comportando regulamentos e instituigées especificas, suscetivel de transformar-se em atividade profissional. Por se tratar de um fenémeno muito abrangente, a definicdo de esporte é muito ampla e complexa. Pode ser concebida em varias rea- lidades e com varios objetivos. Teixeira (2001), ao citar Bracht (1989) sobre a provavel génese e desenvolvimento do esporte moderno, diz que o termo “esporte” refere-se a uma atividade corporal com cardter competitivo surgida no Ambito da cultura européia que, com esta, se expandiu para todos os cantos do planeta. A partir da “Carta Internacional de Educacao Fisica e Despor- tos”, de 1979, o conceito de esporte torna-se muito mais amplo, ca- racterizando também atividades como o xadrez, o bilhar e outros jo- gos de salao, entendidas como esportes intelectivos. Existem muitas classificacdes de esporte, entre as quais se podem citar esportes olim- picos, esportes de tradicao nao-ol{mpica, artes marciais, esportes de aventura ou desafio, esportes de relacdo com a natureza, esportes de identidade cultural e esportes de expresso corporal. Na Constituicio do Brasil de 1988, no artigo 217, estd expresso que esporte é prioridade educacional, um “direito de todos”; esporte 22 oO € satide, educagio e vida; esporte é confraternizagao entre os povos; esporte suspende guerras; esporte une culturas e povos. Daiuto (1991) define o esporte como uma necessidade individu- al e social, uma influéncia que se evidencia cada vez mais entre as atividades do homem. Considera-o também uma fonte de satide e de distracao, uma alternativa diante da modemizacao e das ameagas do mundo moderno, capaz de preservar a integridade fisica e moral do homem. Ao fazer uma andlise conceitual dos elementos que compdem o esporte, Teixeira (2001) diz que ha diferencas terminoldgicas entre Estados Unidos e Brasil em torno do que significa brincadeira, jogo, esporte e desporto. Apdés apresentar seus conceitos, considera, de acor- do com Helal (1990), que o esporte incorpora elementos do jogo e, portanto, também é jogo. A elevagdo da organizagao burocratica aci- ma dos interesses individuais dos praticantes coloca 0 jogo na esfera do esporte. Somada a essas caracteristicas, esté a disputa fisica e a competigao (HELAL, 1990). N§o se pretende, neste trabalho, abordar a diferenga encontra- da com freqiiéncia na literatura entre as classificag6es de esporte de alto nfvel ou de competicgao, esporte de lazer ou de participagdo ou esporte escolar ou esporte de base. Para maior entendimento de tais classificages, sugere-se consulta 4 obra Transformagdo diddtico-peda- gégica do esporte, de Elenor Kunz (2001). 1.2 Como surgiu a primeira bola: lenda, mito ou verdade? Como a maioria dos contetidos e das atividades apresentadas neste livro refere-se a esportes que necessitam de algum tipo de bola wu 23 para sua prdtica, temos o interesse de estimular nos leitores a busca por novas referéncias bibliogrdficas relativas ao surgimento da pri- meira bola. Os que tentarem encontrar a resposta certamente conhe- cerao varias histérias sobre as origens dos seis esportes aqui aborda- dos. A seguir, apresentamos uma versao sobre o surgimento da pri- meira bola, HAé muito tempo, nao se sabe a época ou o pais, em uma grande floresta onde os {ndios viviam em tribos surgiu a primeira bola. Como todos sabem, na selva, principalmente ha muito tempo, havia muitos animais predadores que, para sobreviver, se alimentavam de outros animais. Isso caracterizava a lei da sobrevivéncia que impGe aos mais fortes vencerem os mais fracos. Também submetidos a essa lei, os fndios que habitavam a selva tinham de ser, antes de tudo, rdpidos e inteligentes para sobreviver. Por isso, sempre que se encontravam ame- acados ou eram perseguidos por animais selvagens, corriam para cima das arvores. Essa situagdo levou-os a observar que os predadores, apds arranharem o caule de determinadas arvores na tentativa de subir, afas- tavam-se e desistiam da caca. Os indios entao identificaram no liquido de forte odor que safa desses caules o motivo para a fuga dos animais. Conseqiientemente, passaram a espalhar a substancia pelo corpo e, uma vez sentindo-se protegidos, comecaram a andar mais tempo pela flo- resta. Hoje sabemos que esse liquido, produto das seringueiras, é a matéria-prima utilizada na produgao da borracha. Eo surgimento da bola, como aconteceu? Como os indios tinham de tirar a substancia do corpo, e para ‘isso se utilizavam da agua de lagos ou rios, notavam que ao se lava- rem pequenos pedacos de borracha iam-se formando. Quanto mais se limpavam, maior ficava o volume. Ao término das sess6es de banhos, verdadeiras bolas eram criadas. Sabendo-se que o homem é um ser ltidico (do latim ludus - relativo a jogo, brinquedo), pode-se perguntar: o que faziam os {ndios com as bolas que criavam? 24 y Pode-se facilmente responder que eles também foram os inven- tores dos esportes praticados com bola. E mais: adotaram o método recreativo nas praticas. Lenda, mito ou verdade? 1.3 Conhecimentos indispensaveis como base para o ensino dos esportes Os conhecimentos aqui apresentados sdo de extrema importan- cia. Aquele que os dominar plenamente nAo tera duvidas quanto 4 organizacio das atividades de ensino dos esportes. Sdo informagées que deverao oportunizar maior eficiéncia na pratica pedagégica do professor no seu dia-a-dia, quer seja na abordagem dos alunos, quer seja na elaboragdo e organizacado do planejamento das aulas. Na verdade, conhecer os fundamentos técnicos, taticos, sistemas ea prdtica das modalidades esportivas, nado chega a perfazer uma. fragdo muito significativa dos contetidos ou conhecimentos indispen- sdveis para o ensino dos esportes. Quando se fala em ensino, parece que tudo ¢ infinito, isto é, os processos pedagégicos séo sempre muito amplos e cheios de alternativas. Muitas sao as ciéncias que podem. estar presentes em uma aula: psicologia, pedagogia, fisiologia, biolo- gia, sociologia, etc. Como nado cabe aqui abordar todas essas ciéncias, mencionamos aquelas que julgamos indispensdveis para 0 ensino dos esportes e que deverao ser dominadas pelos professores de Educacao Fisica quando forem pér em acao tais contetidos. Periodos do desenvolvimento motor e cognitivo E a partir da identificaco de caracterfsticas inerentes a cada faixa etdria que o professor poderd entender seus alunos e assim ela- borar um plano de aula em conformidade com a fase que eles estio vivenciando sem desrespeita-los e evitando incorrer em erros. Para isso, o professor precisa saber que existem perfodos na vida dos seres humanos cuja transformacdo fisica e cognitiva se dd de for- ma mais ou menos intensa. Por exemplo: em criangas com menos de 10 anos de idade, nao sao indicadas atividades que exijam a capacida- de de concentracdo. O professor nao deve prolongar explicagdes so- bre as atividades, pois a capacidade de atencio e de reter as informa- gGes nao estd desenvolvido, e conseqiientemente essas informagdes poderao ser perdidas. Esse é um dos motivos pelo qual nao se devem ensinar tdticas ou sistemas para alunos dessa faixa etdria. Outro peri- odo bastante intenso sob o ponto de vista do desenvolvimento motor €o compreendido entre os 11 € 13 anos para as meninas e dos 13 aos 15 anos para os meninos, quando acontece o amadurecimento sexu- al. Nesses estagios, é prejudicada a “perfeicdo” dos gestos técnicos, pois h4 um rapido crescimento dos membros superiores e inferiores, 0 que dificulta a coordenacao. Conforme nos ensina Weineck (1989), “modificagGes marcantes das proporcées, como crescimento anual de altura até 10cm, aumen- to de peso até 9,5kg causam uma sens{vel instabilidade hormonal”. Por conseqiiéncia dessas transformacées, os alunos ficam mais criti- cos, quando passam a oferecer mais resisténcia e questionam as ativi- dades propostas pelo professor com maior freqiiéncia. E um perfodo em que se podem desenvolver alguns contetidos basicos de sistemas, os posicionamentos em quadra e a iniciacao a tatica dos esportes. Um excelente exemplo para 0 entendimento do desenvolvimen- to motor e cognitivo sao os estudos de Gallahue (1996) que demons- tram, através de uma ampulheta, as fases do desenvolvimento huma- no relacionadas a idade e aos estdgios de desenvolvimento motor. 26 Caminhos para ensinar - as metodologias de ensino Considerando as caracteristicas motoras, cognitivas e outros fa- tores, é interessante que o professor procure mais de uma maneira de conduzir o processo de ensino dos esportes. De acordo com a idade e a realidade da turma, o educador lan- gard mao de “caminhos” - métodos de ensino - para abordar os con- tetidos. Entre as alternativas metodoldgicas, podem-se citar as seguin- tes: método global, método parcial, método misto, método recreati- vo, método global em forma de jogo, método em série de jogos, méto- do transfert e o método da cooperacéo-oposic¢ao. O objetivo de ado- tar um determinado método estd intimamente ligado com os propési- tos a atingir organizados pelo professor e com a realidade do corpo discente, isto é, em relagdo ao perfil dos alunos. No capitulo 2, serao explicados oito métodos de ensino. Saber organizar as aulas e os seus objetivos Para saber como foram, quais serao as préximas aulas e quais os contetidos nelas adotados, é de suma importdncia que o professor organize seus planos em cada aula, em conson4ncia com seus objeti- vos atingidos e os que deverdo ser atingidos. Para isso, deverd saber quais sao os elementos essenciais de um “plano de aula” e como deverao ser estruturadas essas aulas. Por exem- plo: um plano devera ter um cabecalho onde serao informados objeti- vo, contetidos, método, recursos, sexo, faixa etdria ou série dos alu- nos e tempo da aula. Quanto a estrutura da aula (ver item 1.5), pode- rd ser constituida de trés partes ou mais. wW 7 1.3.1 Educacao Do latim educatione. Conforme Ferreira (1986), processo de de- senvolvimento da capacidade fisica, intelectual e moral da crianga e do ser humano em geral, visando a sua melhor integracao individual e social. Freire (1985), referindo-se 4 educacao, faz um comentario que se tornou bastante conhecido no meio pedagédgico: “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa. Os homens se educam entre si mediatizados pelo mundo”, Franco (1997) define a educacao como forma de garantir e pre- servar a espécie humana. Considera que a educagéo nasceu com o homo sapiens, e por isso é preciso que este seja entendido para enten- dermos aquela. Durkheim (1978) frisa que a educacdo ¢ a acdo exercida pelas geragées adultas sobre as geracdes que nao se encontram ainda pre- paradas para a vida social. Nos dias de hoje, a educacao inicia-se antes mesmo do nascimento. Os pais procuram estimular o bebé através de conversa ou 0 uso de ou- tros recursos, como musica ou toques e carinhos expressos na barriga da mae. Na verdade, a educagao é processo continuo, isto é, por mais que se viva, sempre estaremos aprendendo, e mesmo assim nao conseguiremos saber tudo. A educagao se da através do conhecimento de varias ciéncias, quando séo modificadas as percepcées mentais ou cognitivas, sociais, motoras e as atividades psicomotoras — que este livro trata com mais €nfase através do ensino das modalidades esportivas. Apesar da especificidade, pelos conceitos que esto acima escritos pode-se entender que neste trabalho temos a pretensao de explorar varios conhecimentos inerentes a educacio e 4 educagio fisica e, em especial, aos esportes com planejamento e metodologias identificadas. 28 wu 1.3.2 Educacao Fisica Trata-se de prdtica pedagdgica sistematizada que engloba um amplo e complexo processo de agées, quer seja educacional ou nao, isto é, a educagao fisica que se dé no meio escolar tem propé- sitos de promover de modo global aspectos motores e psicossociais, socializagao, dominio corporal, entre tantos outros, usando varios meios para isso. No caso deste livro, o meio usado e que sera ex- plorado sera o esporte, de modo especffico os esportes basquete- bol, futebol de campo, futsal, handebol, vlei e jud6. No meio ex- tra-escolar, os objetivos da educagcio fisica poderao ser de ordem profilatica e competitiva, ocupagao de tempo livre, lazer, entre ou- tros. O termo pedagégico foi mencionado porque ¢€ preciso haver pedagogia em qualquer drea de ensino, tanto no meio escolar como extra-escolar. A organizacao ou o planejamento de um treino para uma equipe de alto nivel certamente necessita de uma pedagogia, isto 6, de uma previsao de objetivos bem articulados a serem atin- gidos. Cada unidade de treino, comparando-se a uma aula, com- pora contetidos a serem desenvolvidos e praticados com fins espe- cificos. A respeito da concepgao de educacao fisica, podemos en- contrar na literatura diversos entendimentos. Todavia, por mais que os estudiosos queiram apresentar um conceito, parece que ele fica limitado a alguns fundamentos que estao presentes em cada realidade. Qual serd 0 objeto de estudo da educagao fisica e quais os seus objetivos? Hildebrandt e Laging (1994) defendem que o ensino da educa- do fisica deve capacitar os alunos a tratarem como educagao os con- tetidos esportivos nas mais diversas condigdes dentro ¢ fora da escola. Entendem ainda que se esse objetivo for atingido, os alunos terao condi¢6es de criar situag6es esportivas, agora ou no futuro, e estarao aptos a tomarem decisdes, quer seja individual ou coletivamente, de maneira critica e aut6noma. Ww 29 De acordo com Malanovicz (2003), educac&o fisica possibilita ao individuo o desenvolvimento de atitudes morais como honestida- de, lealdade, respeito e cooperacao. Para Oliveira (1993), educacio fisica é educagao na medida em que reconhece o homem como 0 arquiteto de si mesmo e da constru- Gao de uma sociedade melhor e mais humana, onde nao sera necessa- rio “levar vantagem em tudo”. Segundo Tani (1988), educacao fisica seria o movimento para que acontecam melhoras nas aptidées fisicas, bem como a aprendiza- gem dos movimentos. Freire (1994) considera que o objeto de estudo seria a ago cor- poral, que se assemelha ao entendimento através do movimento com propésitos de adaptacgées ps{quicas e motoras. Para outros autores, o contetido de estudo da educagio fisica é a cultura corporal como forma de linguagem que favorece experiéncias sobre objetos. Por fim, Hurtado (1987) afirma que a educacdo fisica, (...) quaisquer que sejam suas fungdes, corresponde a uma atividade muscular con- trolada, regida por normas. principios, mé- todos e objetivos bem definidos que vao desde 0 movimento morfofuncional do or- ganismo infanto-juvenil até a manutengao do equilibria homeostatico do individuo adulto € a readaptagdo organico-funcional do individuo doente ou deficiente fisico. (...) serve de maneira decisiva e vital para a edu- cagao do individuo. 1.3.3 Pedagogia e didatica Pedagogia, do grego paidos (crianga) e agein (guiar, conduzir), pode ser entendida com a ciéncia que estuda as maneiras de educar. Didatica, do grego didasko (ensinar), é uma das disciplinas da peda- gogia que estuda o processo de ensino através dos seus componentes, que so os contetidos, o ensino e a aprendizagem (LIBANEO, 2002), um conjunto de procedimentos e agées que visam dirigir de maneira éeficiente, organizada, a aprendizagem, procurando alcancar de modo objetivo as metas do processo educacional. A diddtica coloca em pra- tica a pedagogia. Conforme Ferreira (1986), pedagogia é um conjunto de doutrinas, principios e métodos de educacao e instrugao que tendem a um objetivo pratico. Didatica é a técnica de dirigir e orientar a aprendizagem. Veiga (1996) afirma que a diddtica é um conjunto de regras que visam assegurar aos futuros professores as orientagdes necessdrias a0 trabalho docente. Pelo exposto, podemos dizer que o motor da pedagogia é a didatica. 1.4 Principios basicos que deverado ser considerados no planejamento das aulas sobre esportes Planejamento, consoante Ferreita (1986), ¢ o trabalho de pre- paragdo para qualquer empreendimento segundo roteiro e métodos determinados, planificacao com objetivos definidos, Para Libaneo (2002), é uma tarefa docente que inclui tanto a tidade maior de sangue passe pelo sistema circulatorio, o que serd de grande import4ncia para as solicitacdes dos grupos musculares envol- vidos nas atividades que se seguirao, entre outtos beneficios fisiolégi- cos. Nessa parte da aula, ¢ interessante que, antes do aquecimento, o professor explique as atividades, bem como os seus respectivos objeti- vos. Com a idéia de que todas as atividades sejam prazerosas, diverti- das e alegres, é pertinente que nessa fragao da aula acontegam exerci- cios, de preferéncia lidicos. Porém, dependendo do objetivo da aula, as vezes, essa metodologia nao sera possivel. Quanto tempo é designado para essa parte da aula? Teorica- mente, entre cinco e 10 minutos, mas, na pratica, devem-se observar alguns fatores que poderdo elevar ou reduzir esse espago de tempo. Imaginem um aquecimento previsto para acontecer em cinco minu- tos, quando a temperatura estiver abaixo de zero. Serd que realmente conseguiremos promover um aquecimento satisfatério para dar se- qiiéncia as atividades? E muito provdvel que deveremos aumentar 0 tempo de aquecimento. Agora pensem em realizar um aquecimento durante 10 minutos quando a temperatura estiver préxima a 40 graus. Talvez tenhamos de reduzir esse tempo ou a intensidade do exercicio para evitar sobrecarga nessa parte da aula, a fim de que o restante também possa ser cumprido. Existem muitas outras maneiras de con- duzir essa parte inicial. Uma pergunta que pode ser interessante para esse momento da aula é: o que fazer primeiro antes da parte principal da aula? Alon- gar? Aquecer? Inicialmente, é oportuno citar que hd pelo menos dois tipos de aquecimento: o aquecimento geral, obtido através de movi- Mentos gerais, sem objetivo especffico nos grupos musculares exigi- dos na parte principal, e também o aquecimento especffico, que, de modo resumido, se obtém pelos movimentos especificos com énfase nos grupos musculares, os quais serao trabalhados com maior grau de importancia. Assim, podemos entender que é mais sensata a seguinte seqiién- cia de atividades na fase inicial: 1°) aquecimento geral (sem intensi- dade); 2°) alongamento, e 3°) aquecimento especffico com um pouco mais de intensidade ou com maior numero de repetigdes visando, as- sim, deixar os alunos ou atletas com o organismo “preparado” para iniciar exercicios na parte principal. O que devemos objetivar para a parte principal? Nela deverdo estar descritas todas as atividades de modo seqiiencial e, o mais im- portante, estar em conformidade com o que foi citado no cabegalho. Ou seja, os objetivos, contetidos e as demais informagées devem apa- Tecer nessa parte da aula. Aqui acontece 0 objetivo maior. Caso isso nao venha a acontecer, algo no plano de aula deverd ser revisto. 0 tempo designado para essa parte varia de 25 minutos a 40 minutos aproximadamente. Para que serve a parte final? Seu principal objetivo é fazer com que os alunos voltem as atividades da primeira parte da aula com a freqiiéncia respiratéria e a freqiiéncia cardfaca nao elevadas e, assim, possam continuar a executd-las. Nessa fracao da aula, deverd ser feito o alongamento final. Esse é 0 momento oportuno para comentarios acerca da pratica desenvolvida. Normalmente, o tempo dessa volta a calma acontece entre cinco e 10 minutos. O tempo total de uma aula de Educagao Fisica é, em média, 60 minutos nas escolas. Podemos encontrar instituigdes de ensino onde o tempo varia de 45 a 60 minutos. Isso estaré em conformidade com a distribuigao da carga hordria das demais disciplinas ou atividades. Existem escolinhas de esportes onde a distribuigdo ou organiza- Gao do plano de aula acontece em até sete momentos. Essa maneira de organizar a aula acontece da seguinte maneira: 1° Momento —» tempo livre. Tem como objetivo os alunos serem observados. Nesse espaco de tempo “livre”, o pro- 42 fessor fard a “leitura dos comportamentos psicoldgicos”, principalmente notando comportamento de agressividade ou falta de controle emocional, entre ou- tros. Os materiais, varias bolas, ficarao a disposicao dos alunos para que executem qualquer atividade. Essa é uma importante fracao da aula no sentido de contri- buir para que, no caso de que algum aluno venha a se comportar inadequadamente, o professor possa estar sabendo previamente e — mais importante ainda — esse aluno tenha uma atengio “especial” de maneira que haja uma efetiva preocupagdo com o bem-estar do alu- no, de tal forma que o professor consiga contribuir afetivamente na perspectiva afetiva. 2° Momento —» reuniao em circulo para trabalhar algum tema voltado para a educagiio geral. Exemplo: regras de transito, respeito as pessoas na rua, valorizagao dos idosos ou de portadores de necessidades especiais, con- sideragdo sobre os conselhos dos professores e dos pais. 3° Momento —»aquecimento a partir de atividades ltidicas, jd podendo acontecer de modo inicial a pratica de fun- damentos que serao desenvolvidos na parte principal. 4° Momento —alongamento. 5° Momento —> sao desenvolvidos os fundamentos técni- cos dos esportes (chute, passe, conducao, deslocamen- tos, pegadas, ukemis, desequilibrio, arremesso, contro- le do corpo). 6° Momento —+ 90 jogo ou jogos com orientacao de regras, tdtica e demais informagées pertinentes aos esportes. 7° Momento —» volta 4 calma, quando acontece alonga- mento, conversa, sugestGes e criticas com objetivos cons- 4 forma: de ombro, com uma ou duas maos, de peito com duas mos, quicado ou por cima da cabeca; de gancho, pelas costas, por entre as pernas, por baixo e das mais variadas formas, os denomi- nados passes especiais. Drible E a aciio de quicar a bola no solo, progredindo ou nao no espaco de jogo, superando ou nao o adversdrio. Manejo da bola e controle do corpo que acontece com uma ou duas mAos. As paradas bruscas, sai- das rdpidas, os giros e alguns tipos de fintas podem ser clasificados como drible. Rebote E a acio de recuperar a posse de bola tanto na defesa quanto no ataque apés arremesso do adversdrio ou do colega de equipe. A ante- cipagao em relagao ao oponente é imprescind{vel no éxito na possibi- lidade de reter ou recuperar a posse da bola. Arremesso E a acao de impulsionar a bola A cesta. Realizados em desloca- mento, parados, com uma ou com as duas maos é, sem dtivida, o fundamento mais praticado. E o mais esperado tanto por quem prati- ca como por quem assiste ao jogo. Bandeja, jump ou gancho séo exem- plos deste fundamento. 3.3 Planos de aula para o ensino do basquetebol Plano de aula 1 Cabegalho do plano de aula Objetivo geral da aula: praticar os fundamentos do basque- tebol. Objetivo especifico da aula: executar os fundamentos de passe, recepcao, progressao, drible, arremesso, rebote, manejo do corpo, manejo da bola, finta e giro do basquetebol e desenvolver a percepcdo éculo-manual, motricidade ampla e a socializagao. Método: recreativo, global em série de jogos, global e global em forma de jogo. Recursos: 10 a 15 bolas de basquete, apito, quadra, caneta e papel para registrar'as observacées. Contetidos: fundamentos do basquetebol (passe, recep¢ao, pro- gressao, drible, arremesso, rebote, manejo do corpo, manejo da bola, finta e giro). Idade, série, sexo e nimero de alunos: 11] a 14 anos, da 54 a 8 série, meninos e meninas de 20 a 30 alunos. Tempo total da aula: de 45 até 60 minutos. Avaliagaéo e observacgdes (ao término da aula): serao feitas conforme o item 1.4.1 (a participagio, o respeito, ointeresse, as normas da escola, o PPP). Observacao: nessa aula, sera realizada a pesquisa da realida- de da turma - a sondagem ~ através da pratica e, a partir dessa inves- tigagao, serao elaborados os préximos planos de aula. Estrutura do plano de aula 1° parte (parte inicial) Com os alunos sentados em circulo, o professor faz a chamadae apresenta 0 objetivo da aula. Em seguida, é feita uma atividade de aquecimento geral. O aquecimento é realizado em duplas, e cada dupla receber4 uma bola de basquete. Caberd a um aluno da dupla, deslocar-se livre- mente pelo espaco da quadra, enquanto que o outro deverd segui-lo, quicando a bola de basquete sem que a distancia seja maior que dois metros. Apés, inverte-se a funcdo. Assim que os dois integrantes te- nham realizado a tarefa, o professor pedira que o primeiro, o aluno que estiver na frente sem a bola, realize movimentos variados como elevar os bragos, o joelho, saltar, pular em um ou com os dois pés quando estiver deslocando-se. Ao segundo, caberd, com a bola de bas- quete, além de quicar a bola, imitar os movimentos criados pelo cole- ga sem que a distancia seja maior que dois metros. Método recrea- tivo e global. No momento seguinte, os alunos farao alongamentos dos mem- bros superiores e inferiores. 2" parte (parte principal) O professor ira dividir a turma em equipes e explicard como serd realizada a atividade. As equipes irao disputar pequenos jogos com tempo determinado. Em cada jogo deverdo realizar os funda- mentos conforme demonstrados pelo professor. No primeiro jogo, os alunos deverao realizar somente passes diretos, sem que a bola quique. Caso seja realizado um passe de modo diferente do orienta- do, sera assinalada uma falta e a bola passara para a outra equipe. No segundo jogo, o passe sera quicado. No terceiro, antes de receber wu 63 a bola, o aluno devera bater duas palmas. No quarto jogo, devera realizar a progressdo com, no maximo, trés passos. No quinto jogo, antes de passar, deverd realizar uma finta com a bola. No sexto jogo, realizar um drible e passar a bola, nao poderd progredir apés o drible, deverd passar a bola em seguida a essa acao. No sétimo jogo, os passes poderao ser realizados livremente, porém deverd ser realiza- do o arremesso direto na tabela, sem o objetivo de acertar a cesta, mas sim para praticar o rebote. No nono jogo, antes do arremesso, realizar um giro. A partir da adogdo do método global e global em série de jo- gos, como aqui exemplificado, o professor poderd langar mao de infinitas variagdes. Desde tarefas simples as mais complexas, isso em conformidade a realidade da turma e os objetivos da aula. O tempo de cada jogo variard de trés a cinco minutos, isso consoante 0 tamanho da turma. 3° parte (parte final) Alunos em circulo e sentados. Um aluno ficard fora do circulo de modo que nado veja quem foi escolhido no grupo cuja tarefa serd a de realizar movimentos variados que serao imitados pelos demais alunos do cfreulo. O objetivo desta atividade de retorno a calma é fazer com que o aluno que saiu do cfrculo tente demonstrar a sua capacidade de Ppercepcao e concentracao, descobrindo quem é o colega responsdvel pelos movimentos iniciais. A atividade seguird com a escolha de ou- tros voluntdrios. Em seguida os alunos realizarao o alongamento, quando o pro- fessor fara os comentarios, elogios € os avisos € informacées finais relativas a esta e a préxima aula. Plano de aula 2 Cabegalho do plano de aula Objetivo geral da aula: praticar os fundamentos do basque- tebol. Objetivo especifico da aula: promover a socializagao, de- senvolver a consciéncia espaco-temporal e executar os fundamen- tos de manejo da bola, manejo do corpo, passe e recepgdo do bas- quetebol. Método: recreativo, global, parcial e misto. Recursos: 10 bolas de iniciagaio ao basquetebol, 20 cones, api- to, quadra, caneta e papel para registrar as observacdes. Contetidos: fundamentos do basquetebol (passe, recepedio, ma- nejo do corpo, manejo da bola). Idade, série, sexo e numero de alunos: 11] a 14 anos, da 5* a 8* série, meninos e meninas de 20 a 30 alunos. Tempo total da aula: de 45 até 60 minutos. Avaliagéo e observagoes (ao término da aula): serio feitas conforme o item 1.4.1 (a participacao, o respeito, o interesse, as normas da escola, 0 PPP). Estrutura do plano de aula 1° parte (parte inicial) Apés realizar a chamada e explicar os objetivos da aula, o pro- fessor ira orientar 0 aquecimento de maneira que todos alunos fi- quem trotando e espalhados pela quadra. Quando os alunos escuta- rem um silvo répido do apito terao que imitar 0 gesto de um arremes- so a cesta. Quando dois silvos rapidos realizarao um giro, com trés w 6s silvos rapidos deverao saltitar em um sé pé. Quando o professor emi- tir um silvo longo e disser um nimero, os alunos deverao formar, rapidamente, grupos conforme o niimero dito, esses grupos deverao se unir de modo que todos fiquem abracados. Exemplos: grupos de trés, quatro ou mais integrantes. Aqueles alunos que nao consegui- rem entrar em um dos grupos deverao pagar uma “prenda” (dangar, imitar animais, emitir sons). Método recreativo. Em seguida, em duplas os alunos realizarao alongamentos pas- sivos. 2° parte (parte principal) Os alunos estarao em trés colunas na extremidade da quadra. Ao sinal do professor, o primeiro de cada coluna deverd deslocar-se conforme a sinalizagéo dos cones no percurso até o final da outra extremidade, da seguinte maneira: até o primeiro cone, deslocar de costas; até o segundo, saltitando no pé direito; até o terceiro, saltitar no pé esquerdo; até o quarto, realizar deslocamento de costas como se estivessem com a bola de basquete imitando como devem proteger a bola do adversdrio. Ao retornarem para suas colunas, os alunos fa- rao todo percurso de costas (como se estivem cuidando o adversdrio no contra-ataque). Apés todos terem realizados estes exercfcios sem o uso da bola, serio repetidos com o uso da bola de iniciagéo de bas- quetebol. Método parcial, global e misto. Na préxima atividade, ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada coluna saira com a bola e, em cada cone do percurso — que sera reduzido — devera trocar um passe direto com o colega que estiver 4 frente da sua coluna. Esta atividade seguird até que todos tenham feito pelo menos duas vezes. As variagGes: passe quicado; antes de passar quicar uma vez; quicar entre as pernas; realizar um giro prote- gendo a bola do adversdrio; contornar a bola pela cintura; contornar nas duas pernas. 66 4] Os alunos formarao duplas, ainda nas colunas. Ao sinal, a pri- meira dupla de cada coluna deverd deslocar até o ultimo cone reali- zando os mais variados tipos de passes (direto, de peito, quicando, com uma ou com duas maos). Assim até que todos tenham realizado por pelo menos duas vezes. 3 parte (parte final) Os alunos estarao sentados de maneira que formem dois circu- los. No centro de cada circulo ficara um aluno com a bola de iniciagdo de basquete. Ao sinal do professor, estes alunos deverao trocar passes com todos integrantes do circulo. Quando o ultimo realizar a troca do passe, o préximo devera substituir o aluno do centro do circulo. Assim seguird a atividade de volta a calma até que todos tenham passado no centro do circulo por até duas vezes. Com os comentarios e observacées dos alunos e do professor, apés o alongamento, estara concluida a aula. Plano de aula 3 Cabegalho do plano de aula Objetivo geral da aula: praticar os fundamentos do basque- tebol. Objetivo especifico da aula: desenvolver as percepgdes écu- lo-pedal e¢ éculo-manual, nocdo espaco-temporal dominar os funda- mentos de manejo da bola, manejo do corpo, passe, recepcao e arre- messo do basquetebol. Método: transfert, recreativo e global. Recursos: 5 bolas de basquetebol, 5 bolas de futebol, 10 co- nes, 4 colchonetes, apito, quadra, caneta e papel. u 67 nada marcagaéo homem a homem ou individual. Outro modo de exe- cugao se da por zona, isto é, em determinados espacos da quadra ha uma atencdo quanto as acées do adversdrio que deverao ser dificulta- das ou totalmente impedida a fim de evitar o éxito da equipe oposta. Cabeceio E aacio de bater com a cabega na bola. Dependendo do lugar da cabega onde ocorre o contato da bola, esta a¢ao se dard com maior ou menor velocidade ou direco. Poderd ser com propésito defensivo, quando acontece o afastamento da bola da zona defensiva, de passe, quando a bola é impulsionada até um colega de equipe. O cabeceio mais conhecido popularmente é o que resulta na consecugio do gol. £ importante que o executante do cabeceio o faga com a boca fechada, a fim de evitar morder a lingua e, se possivel com os olhos abertos procurando, deste modo, ver antes e depois da trajetéria da bola se o alvo serd ou nao atingido. 5.3 Planos de aula para o ensino do futsal Plano de aula 1 Cabegalho do plano de aula Objetivo geral da aula: praticar os fundamentos do futsal. Objetivo especifico da aula: executar os fundamentos do futsal condugao, passe e dom{nio. Promover a socializagao, o espirito de grupo, a nocdo espago-temporal, percepgdo éculo-pedal e motricidade ampla. Método: global, recreativo e global em forma de jogo. Recursos: 3 bolas de futsal, giz, 1 apito, quadra, caneta e papel. Contetidos: fundamentos do futsal (conducio, passe e dominio). Idade, série, sexo e ntimero de alunos: 11 a 14 anos, da 5 a 8 série, meninos e meninas de 20 a 30 alunos, Tempo total da aula: de 45 até 60 minutos. Avaliagao e observagées (ao término da aula): serio feitas conforme o item 1.4.1 (a participacéio, o respeito, o interesse, as normas da escola, o PPP), Observagao: esta aula contribuird para o professor no sentido de conhecer a realidade da turma em torno desta modalidade, especi- almente em relagdo aos fundamentos de condusio, aos tipos de passe e ao dom{nio. Estrutura do plano de aula 1° parte (parte inicial) Ao reunir os alunos, o professor devera explicar os objetivos da aula e efetuar a chamada. No aquecimento geral, os alunos estarao perfilados na linha de fundo da quadra enquanto que no meio da quadra estarao dois alunos cuja missio sera a de tentar encostar, ou pegar, o maior ntimero possi- vel de alunos que, ao escutarem 0 silvo do apito, deveriio correr até 0 outro lado da quadra. Nos primeiros silvos do apito, os alunos poderao correr sozinhos, porém, a partir dos préximos deverao correr em du- plas, isto é, de maos dadas. Outra variacao sera praticada em trios. Em seguida, fazendo a conducdo da bola terdo que passar pelo meio da quadra onde estarao dois alunos de maos dadas tentando pegar os que ali passarem. Este aquecimento podera ser realizado com duplas ou 96 yu feitas conforme o item 1.4.1 (a participagio, o respeito, o interesse, as normas da escola, o PPP). Estrutura do plano de aula 1* parte (parte inicial) Apresentados os objetivos e concluida a chamada, o professor explicard a seguinte atividade de aquecimento geral: os alunos esta- rao de maos dadas em duplas espalhados pela quadra, havera um trio, também de mis dadas, que serd o pegador. Cada dupla que for pega saird da brincadeira. A ultima dupla pega serd a vencedora e ‘com mais um aluno formard o préximo trio pegador. Na préxima ati- vidade, as duplas terao que fugir do trio pegador conduzindo a bola de futsal, caso percam o controle da bola, para continuarem na brin- cadeira, deverao realizar cinco polichinelos. O aquecimento segue até que a ultima dupla tenha sido pega. Método recreativo. Os alongamentos serao realizados individualmente conforme a seqiiéncia apresentada pelo professor. 2¢ parte (parte principal) Os alunos estaréo em duas colunas ¢, ao sinal do professor, o pri- meiro de cada saird conduzindo a bola em diregiio aos cones que deverao ser contornados através de dribles de modo livre, ao passar pelo ultimo cone estard de frente para a goleira onde deverd realizar um chute de modo livre. Em seguida, deverao pegar a bola com a mao e retornar até as suas respectivas colunas para entregar a bola ao préximo que repetira esta seqiiéncia. Apds todos os alunos terem realizado duas vezes 0 exer- cicio, serao praticadas as seguintes variagGes, aproveitando a mesma po- chute deverdo ser feitos com 0 pé esquerdo; igual ao primeiro, mas em w 99 em tomo da bola e, em seguida, tentard marcar um ponto ao projetar a bola na trave. Seré vencedora a coluna que acertar o maior nimero de vezes a trave. Cada aluno terd duas chances, uma com 0 pé direito € a outta com o pé esquerdo. Para encerrar a aula, apés a pratica dos alongamentos, os alunos escutarao o professor e poderao fazer comentarios a respeito dos acon- tecimentos e dos desempenhos transcorridos. Plano de aula 3 Cabegalho do plano de aula Objetivo geral da aula: executar os fundamentos do futsal. Objetivo especifico da aula: realizar a prdtica dos funda- mentos de condugao, dominio, finta, cabeceio, passe, drible e chute. Promover o espirito de grupo, desenvolver a socializacao, a motricidade ampla, a sensibilidade auditiva, a nocdo espago-temporal, a agilidade ea percepcao éculo-pedal. Método: recreativo e global. Recursos: 4 bolas de futsal, 4 bolas de vélei, 1 corda de 3 metros, 1 apito, quadra, caneta e papel. Contetidos: conducao, drible, passe, chute, cabeceio, finta e dominio. Idade, série, sexo e numero de alunos: 11 a 14 anos, da 5* a 8* série, meninos e meninas de 20 a 30 alunos. Tempo total da aula: de 45 até 60 minutos. Avaliagdo e observagées (ao término da aula): serao feitas conforme o item 1.4.1 (a participagao, o respeito, o interesse, as normas da escola, o PPP). wu 101 handebol no Brasil aconteceram em 1928, quando imigrantes alemaes jogando em campos iniciaram a organizagao - em seus clubes germéanicos — dos primeiros torneios amistosos. A partir da Il Guerra Mundial estes clubes nacionalizaram-se, dando origem, entre outros, aos atuais e conhecidos clubes Pinheiros, Germanica e Paulista. Apesar de ja estar sendo praticado por imigrantes alemaes no interior de Sao Paulo, diz Kunsagi (1978) que foi Emil Schemehlin, em 1930, que trouxe o handebol para o Brasil. Foi em Sao Paulo que o handebol de campo teve o seu maior desenvolvimento. Isso ficou evidente a partir da fundagao da Federa- ¢4o Paulista de Handebol, ocorrida em 26 de fevereiro de 1940. Todavia, o handebol que estamos abordando aqui, naquela épo- ca denominado de handebol de campo, somente foi oficializado em 1954, por acasido do | Torneio Aberto de Handebol, disputado em campo improvisado e demarcado com cal. O professor Auguste Listello, em 1954, na cidade de Santos, ao promover um curso internacional para professores sobre aulas de handebol é considerado como um dos grandes incentivadores deste esporte. A popularidade do handebol no Brasil se deu a partir dos Jogos Estudantis, em 1971,.disputados em Minas Gerais e, também, nos Jogos Universitdrios Brasileiros, realizados em 1972, em Fortaleza. Atualmente, o Brasil é uma poténcia no cendrio da América do Sul, tanto no naipe masculino, como no feminino nas categorias adul- tas. A supremacia brasileira também se faz presente em nivel das Américas, isso porque nos dois ultimos Jogos Pan-americanos o Brasil sagrou-se bicampedo no feminino e no masculino foi vice e nos ulti- Mos jogos, campedo. As vagas para os Jogos Olimpicos sao obtidas mediante boa co- locagao no Campeonato Mundial de Handebol, porém como nenhum 110 yw pais das Américas consegue esta classificagao (o nivel dos outros pai- ses é muito alto) o campedo dos Jogos Pan-americanos obtém uma vaga para poder participar nas Olimpfadas. Foi dessa forma que o Brasil esteve presente com a selecdo feminina, pela primeira vez na histéria, nos Jogos Olimpicos de Sydney, ocasiao em que obteve a oitava colocagao entre os 10 disputantes. Em 2004, pela primeira vez, os dois naipes em Olimpfadas, o feminino ficou em sétimo lugar, em Atenas, enquanto que o masculino ficou entre as ultimas posigdes. 6.2 Os fundamentos do handebol Passe E a acio de entregar a bola ao colega ou companheiro de equi- pe. Trata-se de uma aco técnica de extrema importancia. E o funda- mento mais importante do handebol isso porque é a partir de passes corretos que acontecerao os demais fundamentos. O passe tem a fun- do de unir a equipe. Uma crianga quando participa de uma equipe ou em de uma aula poderd se sentir aceita e por conseqiiéncia a sua auto- estima elevada. Porém, o inverso podera acontecer quando ela nao receber a bola dos colegas de equipe ou da turma. Cabe ao professor ficar atento para esse fato e nao estimular o abandono ou 0 descon- tentamento da crianca diante das atividades de jogos coletivos. Além do objetivo de dar seqiténcia ao jogo, efetuar a progressio em duplas ou coletivamente, o fundamento passe é essencial na pre- paragao do ataque ou do contra-ataque, sendo um dos fundamentos que precede ao arremesso. Quanto 4 distancia o passe é classificado em curto, quando a distancia nao excede a 10 metros, médio até 15 metros e longo, aque- le que ocorre acima de 15 metros. yu 411 poderao dobrar os seus jornais e “fingir” que estao tomando banho usando sabonetes e, em seguida, com os jornais sendo desdobrados poderdao ser usados como toalhas e, para finalizar a brincadeira, os jor- nais poderao ser transformados em um travesseiro ou uma confortavel almofada no mundo da imaginagao. Concluidas as apresentagdes, me- diante palmas, serd escolhido o grupo mais criativo da turma. Com a realizagio dos alongamentos e apés comentarios gerais dos alunos e do professor sera concluida a aula. Plano de aula 3 Cabegalho do plano de aula Objetivo geral da aula: praticar os fundamentos do handebol. Objetivo especifico da aula: dominar a pratica dos funda- mentos de progressao, recepcao, passe, drible, finta e arremesso; desen- volver o espirito de grupo, favorecer a socializacao, a motricidade ampla, a nogdo espaco-temporal, a agilidade e a percepcdo éculo-manual. Método: recreativo, parcial, misto e global. Recursos: 5 bolas de handebol, 15 cones, 1 apito, quadra, ca- neta e papel. Conteudos: passe, recepcao, progressao, drible, finta e ar- remesso. Idade, série, sexo e nimero de alunos: 11 a 14 anos, da 5" a 8* série, meninos e meninas de 20 a 30 alunos. Tempo total da aula: de 45 até 60 minutos, Avaliagao e observacées (ao término da aula): serio feitas conforme o item 1.4.1 (a participacao, o respeito, o interesse, as normas da escola, o PPP). 122 wo solo como no exercicio anterior, mantendo a cabeca suspensa com o queixo junto ao peito. Aumentar a altura gradativamente até chegar a posigao em pé. Dividir a turma em duas colunas e realizar o exercicio em movimento, deslocando-se em linha reta para frente e para tras. A seguir, dividir os alunos em grupos de seis, que deverao sentar em circulo, com as pernas estendidas a frente. Um aluno corre e salta por cima das pernas do colega e, ao seu lado, realiza o exercicio de queda para frente, em seguida levanta, salta sobre as pernas do préxi- mo e, ao seu lado, faz o exercfcio de queda para trds. O anterior ao primeiro repete e assim sucessivamente até o ultimo. Pode-se realizar de maneira competitiva entre os grupos para ver quem termina pri- meiro. Na ultima atividade, divide-se a turma em duas colunas coloca- das frente a frente, o primeiro de uma das colunas coloca-se em qua- tro apoios entre as duas colunas. O primeiro da outra coluna salta sobre 0 colega e realiza a queda para frente e fica na posicado de qua- tro apoios. O que estava de quatro apoios, no inicio, passa para o fim da outra coluna. Sempre parte o primeiro de cada coluna alternadamente realizando o exercicio e ficando de quatro apoios no lugar do outro que vai para o final da outra coluna. Apés, realizar o mesmo processo com a queda para tras. £ poss{vel trabalhar de ma- neira cooperativa na busca de melhor resultado em relacdo ao tempo utilizado para a realizacdo do exercicio, medindo o tempo e desafian- do o grupo a realizar em um tempo menor, promovendo a unido do grupo em busca de um resultado coletivo. 3° parte (parte final) Alongamento geral e no final exercicio respiratério e de relaxa- mento, deitado em dectibito dorsal, maos ao longo do tronco, com os olhos fechados. 158 w Formar um cfrculo para conversar sobre as atividades desenvol- vidas e saudacao final. Plano de aula 2 Cabegalho do plano de aula Objetivo geral da aula: desenvolver os fundamentos técni- cos do jud6. Objetivo especifico da aula: desenvolver a mobilidade na luta de solo e dominio de técnicas de imobilizacao, bem como a per- cepcao, coordenagao psicomotora, flexibilidade, forga, resisténcia, ve- locidade de reacao e destreza corporal na luta de solo. Método: recreativo, global em forma de jogo. Recursos: sala de luta com tatames. Conteudos: técnicas de imobilizagées. Idade, série, sexo e numero de alunos: 11 a 14 anos, da 5* a 8* série, meninos e meninas, entre 20 e 30 alunos. Tempo total da aula: de 45 até 60 minutos. Avaliacgao e observacées (ao término da aula): serio feitas conforme o item 1.4.1 (a participacdo, o respeito, o interesse, as normas da escola, o PPP). Estrutura do plano de aula 1* parte (parte inicial) Depois de realizar a chamada e apresentar o objetivo da aula, 0 professor comega realizando um aquecimento geral com exercicios de mobilidade articular e alongamento para todas as partes do corpo. wu 159 Em seguida, os alunos deverao estar na extremidade do lado mais comprido da drea, deitados em dectbito ventral, devendo desloca- rem-se até o outro lado, puxando o corpo somente com os bra¢gos. O mesmo exercicio pode ser feito empurrando o corpo (estendendo os bracos) ou ainda deslocando-se em decubito dorsal utilizando somente as pernas. Apés, divide-se o grupo em duplas, onde um fica deitado no solo em dectibito dorsal, apoiando os pés e mos no solo e o outro permanece em pé, de frente para o colega. O objetivo de quem esta em pé é encostar a mao na cabeca do colega que esta no solo, passan- do pelo lado do corpo; o que esta deitado deverd evitar o ataque, movendo-se de modo a ficar de frente para o que estd em pé com as pernas apontadas para o mesmo. 2* parte (parte principal) Dividir os alunos em duplas e, apds fazerem a saudacao ajoelha- dos, um fica deitado em dectbito dorsal e o outro fica ajoelhado ao lado de seu corpo com as mfos junto ao préprio corpo. Ao sinal do professor, o que estd deitado deve virar-se rapidamente inyertendo a posi¢ado para dectibito ventral. O que esta ajoelhado deve evitar, utili- zando os bracos para segurar o colega. Para a préxima atividade divide- se o grupo em trios, cujos componentes devem ser semelhantes em tamanho entre si, onde um ficard deitado em decibito dorsal e os ou- tros dois tentardo prender o mesmo, segurando-o junto ao solo. O pro- fessor dard o sinal de inicio e marcara o tempo. Depois é necessario inverter as posic6es, todos devem segurar e também tentar escapar. Sempre nos trabalhos de solo de imobilizacées é necessdrio re- forcar aos alunos a necessidade de nao machucar os colegas, pois ¢ importante manter a integridade dos mesmos para que possam conti- nuar treinando. A préxima etapa é o treinamento técnico de imobilizagées. An- tes de mostrar a técnica, o professor deve desafiar os alunos a desco- 160 Yu 172 CAMARGO NETTO, Francisco. Handebol. Porto Alegre: Prodil- Lial, 1982. CANFIELD, Jefferson Thadeu. Aprendizagem motora. San- ta Maria, Grafica da UFSM, 1981. CLENAGHAN, Bruce; GALLAHUE, David. Movimientos fundamentales: su desarrollo y rehabilitacién. Buenos Aires: Editorial Médica Panamericana, 1985. COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de edu- cacao fisica. Sao Paulo: Cortez, 2001. CONFEDERAGAO BRASILEIRA DE BASQUETEBOL. Regras ofi- ciais de basquetebol 2004 - 2005. Rio de Janeiro: Sprint, 2004. CONFEDERAGAO BRASILEIRA DE FUTEBOL. 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E justamente para preencher essas lacunas do cotidiano do ensino de praticas desportivas que a presente obra é langada. Através de uma linguagem simples, os autores apresentam métodos e planos para o ensino dos esportes reunindo informagoes e orientagdes que atendem aos anseios dos corpos docente e discente da educagao fisica, relatados ao longo de mais de dez anos de magistério. Topicos de sinteses historicas, evolugao, fundamentos e planos de aula de esportes como basquete, futebol de campo, handebol, vélei e judé sao versados com 0 intuito de fornecer subsidios para a atuagao em cada modalidade esportiva apresentada e, quem sabe, servir de estimulo a novas producoes relacionadas a essa tematica. IBN 85-7528-164-X si