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Marcelo Pinto Guimarães

Implantação da Acessibilidade Universal

e de Práticas Inclusivas no

da Acessibilidade Universal e de Práticas Inclusivas no Relatório Final dos Serviços da Assessoria Técnica do

Relatório Final dos Serviços da Assessoria Técnica do Laboratório ADAPTSE - UFMG

Implantação da Acessibilidade Universal e de Práticas Inclusivas no

Instituto Federal de Minas Gerais

Relatório Final dos

Serviços da Assessoria Técnica do Laboratório ADAPTSE - UFMG

no Instituto Federal de Minas Gerais Relatório Final dos Serviços da Assessoria Técnica do Laboratório ADAPTSE
no Instituto Federal de Minas Gerais Relatório Final dos Serviços da Assessoria Técnica do Laboratório ADAPTSE

Ficha técnica:

Ficha técnica : Guimarães, M. e outros, Implantação da Acessibilidade Universal e de Práticas Inclusivas no

Guimarães, M. e outros,

Implantação da Acessibilidade Universal e de Práticas Inclusivas no

Instituto Federal de Minas Gerais ADAPTSE UFMG. 2015

Relatório final dos serviços de assessoria técnica do Laboratório ADAPTSE - UFMG

Edição original em 2015:

Reitor do IFMG: Caio Mário Bueno Silva

Diretora de Projetos e de Infra-estrutura DINFRA IFMG : Mariza Barcellos Góes Coordenadora de Projetos na DINFRA IFMG: Vanessa Araújo Braide Coordenador da CIAC Reitoria: André Luis Crispim Costa

Equipe da CIAC Reitoria : André Luis Crispim Costa

Carolina Cândida da Cunha e Rafael Palhares Machado

Edição revisada em 2016:

Reitor do IFMG: Kléber Gonçalves Glória Diretor de Projetos e de Infra-estrutura DINFRA IFMG : Márcio Rezende Santos Coordenadora de Projetos e Obras da DINFRA IFMG: Mariza Barcellos Góes

Coordenadora do Núcleo de Projetos Especiais na DINFRA IFMG: Vanessa Araújo Braide

Coordenador da CIAC Reitoria: André Luis Crispim Costa

Equipe da CIAC Reitoria :

André Luis Crispim Costa Delaine Oliveira Sabbagh e Rafael Palhares Machado

Crispim Costa Equipe da CIAC – Reitoria : André Luis Crispim Costa Delaine Oliveira Sabbagh e
Listagem de conteúdo Apresentação Histórico Conceitos, definições e estratégias Metodologia de avaliação da

Listagem de conteúdo

Apresentação

Histórico

Conceitos, definições e estratégias

Metodologia de avaliação da acessibilidade

Atividades em 2012

Palestra da Procuradora da República

Resolução da Reitoria Evento em Ouro Preto

Atividades em 2013 Formatação de planilhas técnicas Análise de projetos arquitetônicos Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

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Análise de projetos arquitetônicos Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal 5

Listagem de conteúdo

Atividades em 2013 Viagens para cidades mineiras Evento em Governador Valadares Evento em Ouro Preto Evento em Formiga Evento em Ouro Branco

Atividades em 2014 Revisão de relatórios dos Campi IFMG

Atividades em 2014 Revisão de relatórios dos Campi IFMG (continuação) Atuação da CIAC – Reitoria sobre

(continuação)

Atuação da CIAC Reitoria sobre o trabalho contínuo

Reflexões e conclusão

Análise de falhas, sucessos, problemas e facilidades

Abordagem para sustentabilidade Visão crítica sobre o estágio de desenvolvimento das atividades nos CampiIFMG Recomendações

Créditos Equipe técnica Bibliografia

o estágio de desenvolvimento das atividades nos Campi – IFMG Recomendações Créditos Equipe técnica Bibliografia
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9 apresentação

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apresentação

9 apresentação
Apresentação O presente relatório tem por finalidade documentar o registro de atividades realizadas no período

Apresentação

O presente relatório tem por finalidade documentar o registro de atividades realizadas no período de contrato de assessoria técnica do Laboratório ADAPTSE, entre 2012 e 2014, bem como apresentar

reflexões sobre o aprimoramento continuado do IFMG nos processos de diagnóstico, tratamento e

prognóstico dos problemas de acessibilidade ambiental e de práticas inclusivas na instituição.

Fazem parte desse documento a descrição das atividades, a metodologia e os instrumentos aplicados, o

enfoque aos sucessos, às facilidades e aos aspectos positivos de resultados alcançados, bem como as

considerações sobre falhas e restrições.

O relatório aborda ainda uma visão crítica das condições técnicas e operacionais dos campi estudados em

face à prática da acessibilidade universal e de procedimentos institucionais relativos à inclusão de todos, a partir da experiência de pessoas que vivem com problemas de aprendizado, de comunicação, de equilíbrio psico-social, de mobilidade, de percepção cognitiva e de orientação em ambientes construidos.

Conforme o acordo para os serviços de assessoria técnica, o conteúdo deste relatório expressa livremente certos fundamentos conceituais e proposições sob responsabilidade técnica de seus autores, membros do Laboratório ADAPTSE da UFMG. O IFMG não responde civil ou judicialmente por qualquer questionamento que possa ocorrer sobre a autenticidade, a autoria e o posicionamento crítico exposto no relatório, ou mesmo sobre a viabilidade técnica e o comprometimento para fiel e total aplicação das ideias citadas.

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relatório, ou mesmo sobre a viabilidade técnica e o comprometimento para fiel e total aplicação das
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13 histórico

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histórico

13 histórico
Histórico O INSTITUTO FEDERAL DE MINAS GERAIS - IFMG é uma instituição recente, mas de

Histórico

O INSTITUTO FEDERAL DE MINAS GERAIS - IFMG é uma instituição recente, mas de longa história.

Trata-se de uma autarquia formada pela incorporação em 2008 (pela Lei nº 11.892, sancionada em 29 de dezembro) da Escola Agrotécnica Federal de São João Evangelista, dos Centro Federal de Educação tecnológica - CEFET em Ouro Preto e Bambuí, das UNEDs (educação à distância) de Formiga e Congonhas. Atualmente, é composto por doze campi: Bambuí, Betim, Congonhas, Formiga, Governador

Valadares, Ibirité (em implantação), Ouro Branco, Ouro Preto, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia e São João Evangelista. Há também campi avançados em Conselheiro Lafaiete, Itabirito, Ipatinga, Piumhi e

Ponte Nova.

Sua formação compõe a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica no estado, juntamente com

quatro outros institutos federais e um CEFET.

Assim, abriga espaços e estruturas antigas de tradicionais colégios técnicos em cidades mineiras bem

como detém o desafio de implantar novas estruturas e uma dinâmica coerente com as demandas do

século XXI para cursos técnicos e profissionalizantes.

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novas estruturas e uma dinâmica coerente com as demandas do século XXI para cursos técnicos e

Histórico

Histórico (continuação) Em 2012, o IFMG se viu confrontado pela Procuradoria da República de Minas Gerais

(continuação)

Em 2012, o IFMG se viu confrontado pela Procuradoria da República de Minas Gerais com a imperiosa necessidade de implantar reformas no espaço físico e instalações de todos os edifícios existentes do sistema dos muitos campi que foram construidos sem contemplar as exigências técnicas das normas de acessibilidade (notadamente a NBR 9050) publicadas pela Associação Brasileira de Normas Ténicas ABNT desde 1985.

Além disso, deveria corrigir o enfoque aos problemas, ampliando o ingresso de pessoas com deficiência nos programas federais de educação e de preparação profissionalizante.

Transformadas em imposição legal pela Lei 10098, de 2001 e pelo Decreto federal 5296 de 2004, as exigências e recomendações da NBR 9050 estavam na versão de 2004 (atualizadas em 2015) e

são consideradas essenciais na execução de novos projetos de arquitetura bem como na execução

de obras civis em edifícios, seu entorno e nos espaços urbanos.

novos projetos de arquitetura bem como na execução de obras civis em edifícios, seu entorno e

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17 conceitos, definições e estratégias

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conceitos, definições

e estratégias

17 conceitos, definições e estratégias
Conceitos, definições e estratégias Deficiência e mobilidade reduzida Acessibilidade Inclusão de pessoas com

Conceitos, definições e estratégias

Deficiência e mobilidade reduzida

Acessibilidade

Inclusão de pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida nos processos educativos

Premissas do Decreto 5296 de 2004

Práticas inclusivas

Coordenação, articulação, gestão e ação para práticas inclusivas e acessibilidade universal

Plano de avaliação da acessibilidade

Revisão de projetos e de obras de arquitetura

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e acessibilidade universal Plano de avaliação da acessibilidade Revisão de projetos e de obras de arquitetura

Conceitos, definições e estratégias

Ações locais para acessibilidade universal

e estratégias Ações locais para acessibilidade universal ( c o n t i n u a

(continuação)

Formação de parcerias em comissões locais de acessibilidade

Envolvimento de famílias e da comunidade

Registro de novos procedimentos na ótica de práticas inclusivas

Celebração local de progressos na acessibilidade e em práticas inclusivas

Celebração no IFMG de sucessos do processo como um todo

de progressos na acessibilidade e em práticas inclusivas Celebração no IFMG de sucessos do processo como

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21 fonte: ADAPTSE

21

fonte: ADAPTSE

21 fonte: ADAPTSE
21 fonte: ADAPTSE
Deficiência Construção cultural de uma característica aparente de falha ou imperfeição que é imposta à

Deficiência

Construção cultural de uma característica aparente de falha ou imperfeição que é imposta à identidade de uma pessoa pelo que ela aparentemente não pode fazer de modo comum, que serve de modelo.

De fato, é o desajuste entre as condições ambientais e sociais e o potencial da pessoa em

desenvolver respostas ao desafio de execução de uma determinada atividade. Intervindo no meio em que a pessoa atua para compensar o efeito desse desajuste, eliminamos o

impacto pessoal e social de uma deficiência.

Mobilidade

Trata-se de uma limitação temporária de uma pessoa em se relacionar com o meio para se

reduzida

movimentar e para utilizá-lo por qualquer motivo, refletindo-se numa dificuldade incomum de se

deslocar, gerando a efetiva redução da locomoção, da alteração de posturas, da menor dexteridade, do alcance, da flexibilidade, do impulso de reação e equilibrio, da coordenação motora e da percepção.

do alcance, da flexibilidade, do impulso de reação e equilibrio, da coordenação motora e da percepção.

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Inclusão de pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida nos processos educativos É resultante de

Inclusão de pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida nos processos educativos

É resultante de ações e de transformações pedagógicas e físicas no ambiente escolar de modo que novas formas de aprendizado sejam desenvolvidas a partir da compensação do efeito de

deficiências cognitivas, físicas, intelectuais, sensoriais, e psico-sociais.

Nesse contexto, os problemas de absorção e de retenção de conhecimentos deixam de ser

particulares de cada indivíduo e passam a ser desafios para estudantes e educadores. Cada

indivíduo que vivencie algum tipo de deficiência deve ter equipamentos, aplicativos informacionais (hardware e software) e recursos complementares, além de procedimentos inovadores que passem

a fazer parte do repertório de ensino da escola.

O NAPNE Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas é um setor dentro da estrutura administrativa de cada Campus do IFMG. Sua função é dotar os diferentes cursos de suporte funcional, logístico e operacional para que estudantes com deficiências possam acompanhar as aulas. De fato, dependendo da quantidade de cursos em cada campus, deveria haver um NAPNE em cada escola. Os recursos complementares deveriam ter grande visibilidade e familiaridade por todos de modo que o impacto do preconceito sobre as diferenças pudesse ser eliminado.

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visibilidade e familiaridade por todos de modo que o impacto do preconceito sobre as diferenças pudesse
fonte: MEC METRO, ADAPTSE
fonte: MEC METRO, ADAPTSE
fonte: MEC METRO, ADAPTSE
fonte: MEC METRO, ADAPTSE
Inclusão de pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida nos processos educativos Há confusão na

Inclusão de pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida nos processos educativos

Há confusão na abordagem formal, oficial, de conceitos e isso gera conflitos e incertezas.

Processos de inclusão no ambiente escolar tem importância na construção de cidadania e

consequentemente na consolidação de uma sociedade inclusiva.

Tal sociedade inclusiva deve existir dentro e fora da instituição escolar. A participação coletiva nos processos de inclusão estimula que cada estudante, independente de experiência pessoal de deficiência, pode contribuir no aprendizado do outro.

Parte do trabalho de inclusão no ambiente escolar depende do envolvimento das famílias.

Cada campus deve desenvolver programas que instruam, instrumentem e sensibilizem familiares para que tenham papel ativo na preparação de estudantes com deficiências no enfrentamento de desafios fora da escola.

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que tenham papel ativo na preparação de estudantes com deficiências no enfrentamento de desafios fora da

EXCLUSÃO

INTEGRAÇÃO

EXCLUSÃO INTEGRAÇÃO SEGREGAÇÃO INCLUSÃO fonte: ADAPTSE 26
EXCLUSÃO INTEGRAÇÃO SEGREGAÇÃO INCLUSÃO fonte: ADAPTSE 26

SEGREGAÇÃO

INCLUSÃO

fonte: ADAPTSE

EXCLUSÃO INTEGRAÇÃO SEGREGAÇÃO INCLUSÃO fonte: ADAPTSE 26

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O símbolo internacional de acessibilidade é frequentemente confundido com o símbolo de pessoa em cadeira
O símbolo internacional de acessibilidade é frequentemente confundido com o símbolo de pessoa em cadeira
O símbolo internacional de acessibilidade é frequentemente confundido com o símbolo de pessoa em cadeira

O símbolo internacional de acessibilidade é frequentemente confundido com o símbolo de pessoa em cadeira de rodas. Por causa disso, os benefícios da acessiiblidade para todos são entendidos como específicos de um só grupo.

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fonte: ADAPTSE

disso, os benefícios da acessiiblidade para todos são entendidos como específicos de um só grupo. 27

Decreto 5296, 02/12/04 :: definições

Pessoa portadora de deficiência

02/12/04 :: definições Pessoa portadora de deficiência deficiência motora, sensorial, cognitiva, psicológica,

deficiência motora, sensorial, cognitiva, psicológica, intelectual…

deficiência múltipla ::::::: associação de duas ou mais deficiências;

Pessoa com mobilidade reduzida

não se enquadrando (além dos casos previstos) no conceito de pessoa portadora de deficiência,

é a que tenha, por qualquer motivo,

dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporáriamente, gerando redução efetiva da

mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção.

Incluem-se as pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos, gestantes, lactantes e pessoas com criança de colo.

as pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos, gestantes, lactantes e pessoas com criança

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Decreto 5296, 02/12/04 :: prioridades Acesso prioritário às edificações e serviços das instituições financeiras

Decreto 5296, 02/12/04 :: prioridades

Acesso prioritário

às edificações e serviços das instituições financeiras seguindo-se …

os preceitos estabelecidos neste Decreto

as normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT

Atendimento prioritário,

Os órgãos da administração pública direta, indireta e fundacional,

as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar atendimento prioritário às

pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, compreendendo …

29

tratamento diferenciado

atendimento imediato

de deficiência ou com mobilidade reduzida, compreendendo … 29  tratamento diferenciado  atendimento imediato
duas abordagens às noções sobre deficiência 30

duas abordagens às noções sobre deficiência

duas abordagens às noções sobre deficiência 30

30

Desajuste entre as condições ambientais e sociais e o potencial da pessoa em desenvolver respostas
Desajuste entre as condições ambientais e sociais e o potencial da pessoa em desenvolver respostas

Desajuste entre as condições ambientais e sociais

e o potencial da pessoa em desenvolver respostasDesajuste entre as condições ambientais e sociais ao desafio de execução de uma determinada atividade. ATINGE

ao desafio de execução de uma determinada atividade.

ATINGE A TODOS EM SITUAÇÃO ESTRESSANTE

atividade. ATINGE A TODOS EM SITUAÇÃO ESTRESSANTE Construção cultural de uma característica que é imposta

Construção cultural de uma característica que é imposta à identidade de uma pessoa pelo que ela aparentemente

não pode fazer de modo comum, que serve de modelo.

ESTIGMA !

ESTABELECE PADRÕES DE VALOR E COMPORTAMENTO SOCIAL

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não pode fazer de modo comum, que serve de modelo. ESTIGMA ! ESTABELECE PADRÕES DE VALOR

Acessibilidade

Acessibilidade É resultante da prática de um conjunto sistêmico de soluções alternativas para o uso do

É resultante da prática de um conjunto sistêmico de soluções alternativas para o uso do espaço

construído e/ou virtual que compatibiliza diferentes necessidades sob efeitos de deficiência, permanentes ou temporários.

É processo de aprimoramento, e não, simplesmente, uma condição ou estado.

É resultante da prática do design inclusivo, isto é,

de um conjunto sistêmico de soluções alternativas para o uso do espaço construído que

compatibiliza diferentes necessidades sob o efeito de deficiência permanente ou temporária.

Depende da constante busca de qualidade nos estágios de planejamento, de execução e de gerenciamento das estruturas sociais e do meio edificado.

Pode permitir a independência, mas sempre garante a autonomia (poder de decisão) do beneficiado.

A acessibilidade pode ocorrer pela adaptação estrutural somente de edifícios existentes de modo a

possibilitar pelo menos uma rota acessível em conformidade com exigências normativas, que

interligue um percentual mínimo de instalações funcionais às pessoas com deficiência.

A acessibilidade plena pode ocorrer pela adequação de novos edifícios ou espaços especificamente

projetados em conformidade com recomendações normativas, para possibilitar um conjunto

harmônico de rotas acessíveis e que interligue o máximo de instalações funcionais acessíveis a todos, a partir da satisfação exemplar de pessoas com deficiência e / ou com mobilidade reduzida.

acessíveis a todos, a partir da satisfação exemplar de pessoas com deficiência e / ou com

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   grandes distâncias desníveis dificuldades de orientação ambiental Pessoas em cadeiras de rodas

   grandes distâncias desníveis dificuldades de orientação ambiental Pessoas em cadeiras de rodas sofrem
   grandes distâncias desníveis dificuldades de orientação ambiental Pessoas em cadeiras de rodas sofrem
   grandes distâncias desníveis dificuldades de orientação ambiental Pessoas em cadeiras de rodas sofrem
   grandes distâncias desníveis dificuldades de orientação ambiental Pessoas em cadeiras de rodas sofrem
   grandes distâncias desníveis dificuldades de orientação ambiental Pessoas em cadeiras de rodas sofrem
   grandes distâncias desníveis dificuldades de orientação ambiental Pessoas em cadeiras de rodas sofrem

grandes distâncias desníveis

dificuldades de orientação ambiental

Pessoas em cadeiras de rodas sofrem menos problemas em comparação a outras pessoas desde que ocorram suficiente espaço, alcance manual e visual, além do nivelamento de superfícies. Os fatores que causam maior impacto para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida são grandes distâncias, desníveis sem continuidade do piso e dificuldades de orientação ambiental

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fonte: CPA-SP, ADAPTSE

distâncias, desníveis sem continuidade do piso e dificuldades de orientação ambiental 33 fonte: CPA-SP, ADAPTSE

Premissas básicas do Decreto Federal 5296, de 2004

Premissas básicas do Decreto Federal 5296, de 2004 A formulação, implementação e manutenção das ações de

A formulação, implementação e manutenção das ações de acessibilidade atenderão ao seguinte:

a priorização das necessidades,

a programação em cronograma,

a reserva de recursos para a implantação das ações,

o planejamento, entre os setores envolvidos de forma continuada e articulada.

A concepção e a implantação dos projetos arquitetônicos e urbanísticos devem atender …

aos princípios do desenho universal,

baseando-se nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica e nas regras contidas nesse Decreto.

nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica e nas regras contidas nesse Decreto.

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Quadro explicativo do Decreto 5296-2014: o conteúdo de todos os ítens já deveria estar implantado
Quadro explicativo do Decreto 5296-2014: o conteúdo de todos os ítens já deveria estar implantado

Quadro explicativo do Decreto 5296-2014: o conteúdo de todos os ítens já deveria estar implantado no IFMG

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Quadro explicativo do Decreto 5296-2014: o conteúdo de todos os ítens já deveria estar implantado no
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Um mesmo fato pode ser entendido como verdadeiro e de modo controverso dependendo de pontos
Um mesmo fato pode ser entendido como verdadeiro e de modo controverso dependendo de pontos

Um mesmo fato pode ser entendido como verdadeiro e de modo controverso dependendo de pontos de vista distintos e do contexto em que os observadores tem como referência.

fonte: autor desconhecido, imagem: ADAPTSE

vista distintos e do contexto em que os observadores tem como referência. fonte: autor desconhecido, imagem:

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Práticas inclusivas

P r á t i c a s i n c l u s i v

São procedimentos administrativos, didáticos e operacionais que, definidos em função de se adotar

soluções incomuns para casos peculiares de satisfação das necessidades de pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida nas atividades cotidianas no ambiente físico ou virtual do IFMG,

eles alteram o processo rotineiro de casos convencionais, e passam a estender os benefícios para todos, baseados na experiência exemplar de soluções técnicas do IFMG.

Práticas inclusivas definem o equilíbrio entre aplicações da ajuda técnica (pessoal técnico especificamente treinado), da tecnologica assistiva (equipamentos de suporte nas atividades para compensação de deficiências), da acessibilidade especializada e da acessibilidade universal.

Além disso, as práticas inclusivas formam o registro evolutivo do IFMG para a flexibilização de

serviços e de sua infra-estrutura, formando assim uma cultura de inclusão social reverenciada pelo

corpo técnico e docente, pela populaçào discente, pelas famílias desses e pela comunidade local

onde o IFMG está implantado.

e docente, pela populaçào discente, pelas famílias desses e pela comunidade local onde o IFMG está

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Igualdade depende do respeito às diferenças pela aplicação de recursos compensatórios às deficiências em justa
Igualdade depende do respeito às diferenças pela aplicação de recursos compensatórios às deficiências em justa

Igualdade depende do respeito às diferenças pela aplicação de recursos compensatórios às deficiências em justa proporção que é compatível com as distintas aptidões e habilidades de cada um.

fonte: autor desconhecido, imagem: ADAPTSE

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que é compatível com as distintas aptidões e habilidades de cada um. fonte: autor desconhecido, imagem:
Coordenação, articulação, gestão e ação para práticas inclusivas e acessibilidade universal Deve ser criada e

Coordenação, articulação, gestão e ação para práticas inclusivas e acessibilidade universal

Deve ser criada e mantida uma estrutura horizontal de cooperação generalizada entre os setores locais internos dos Campi do IFMG, e igualmente, entre os Campi do IFMG para que se forme e se consolide uma cultura de aprimoramento das atividades e dos recursos locais e institucionais sobre

a participação ativa de pessoas com deficiência e de pessoas com mobilidade reduzida em todas as

instâncias do IFMG. Cada atividade deve ser contemplada sob a ótica de promover e favorecer a acessibilidade para todos.

A necessidade de criação dessa estrutura horizontal se deve ao fato de que funcionários, professores e estudantes do IFMG não estão habituados a considerar a acessibilidade universal como prioridade frente aos outros assuntos de seu interesse.

A estrutura não é vertical e formal no sistema administrativo de cada campus do IFMG para não segmentar e especializar as ações. A criação da Coordenadoria Intersetorial de Promoção da Acessibilidade - CIAC na Reitoria do IFMG irá centralizar as informações e fatos vinculados a cada Campus. A CIAC-Reitoria atuará como facilitador e como articulador do processo, representando os programas do IFMG principalmente na sua interface externa com demais instituições afins dos

governo federal e estadual e com empresas e entidades não governamentais.

externa com demais instituições afins dos governo federal e estadual e com empresas e entidades não

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41 Símbolo em formato preliminar para expressar a política de aplicação e gestão do design
41 Símbolo em formato preliminar para expressar a política de aplicação e gestão do design

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Símbolo em formato preliminar para expressar a política

de aplicação e gestão do design inclusivo para acessibilidade ambiental no meio edificado do IFMG. Foi descartado por descaracterizar o significado do formato original da Logo do IFMG.

fonte: IFMG, ADAPTSE

do IFMG. Foi descartado por descaracterizar o significado do formato original da Logo do IFMG. fonte:
Coordenação, articulação, gestão e ação para práticas inclusivas e acessibilidade universal (continuação) A

Coordenação, articulação, gestão e ação para práticas inclusivas e acessibilidade universal

(continuação)

A criação de Comissão Interna de Promoção da Acessibilidade CIAC em cada Campus não

implica na formação de um novo setor administrativo da diretoria, mas de um fórum de participação

de professores, estudantes e funcionários que se comprometam com a implantação local de grupos

de ação. Assim, a CIAC de cada campus pode ter um número variado de participantes a partir de um número mínimo de representantes de funcionários, discentes e docentes.

Os grupos de ação devem ser formados por participação voluntária no interesse de solução ou de encaminhamentos para solução de problemas específicos.

Considerando que cada campus tem seu NAPNE, ou seja, o núcleo de atendimento a pessoas com necessidades educacionais específicas, a CIAC deverá atuar em questões relativas às práticas inclusivas numa agenda expandida de iniciativas. O membro representante do NAPNE irá conferir à

CIAC de cada campus a experiência necessária sobre formas de transformar soluções especificas

de inclusão nessas práticas inclusivas.

Ao se vincular às ações de promoção da acessibilidade no âmbito externo ao campus do IFMG, os membros da CIAC local irão atuar como agentes de transformação em sua cidade, formando parcerias e defendendo práticas inclusivas na administração municipal. Tais atividades, por suas vez, fortalecerão as ações do IFMG.

práticas inclusivas na administração municipal. Tais atividades, por suas vez, fortalecerão as ações do IFMG. 42

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fonte: ADAPTSE 43
fonte: ADAPTSE
fonte: ADAPTSE

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fonte: ADAPTSE 43
Coordenação, articulação, gestão e ação para práticas inclusivas e acessibilidade universal (continuação) A

Coordenação, articulação, gestão e ação para práticas inclusivas e acessibilidade universal

(continuação)

A formação e consolidação de uma cultura local pela implantação de práticas inclusivas com acessiiblidade universal envolve uma progressão em ciclos:

promoção do programa de práticas inclusivas interna ao IFMG e por exposição pública

processo de registro e de avaliação de necessidades de pessoas com deficiências e de

outras que vivenciam problemas de mobilidade

preparo de acomodações peculiares de casos incomuns aos procedimentos tradicionais

ajuste de procedimentos bem sucedidos com flexibilização para incluir as acomodações

peculiares como via de regra geral

treinamento de pessoal técnico

orientação aos membros do campus que não vivenciem deficiências para que passem a

entender sobre práticas inclusivas

implementação do programa com a aquisição de materiais promocionais que sensibilizem todas as pessoas envolvidas

documentação com registro fotográfico, impresso e em vídeo

avaliação periódica anual e bianual

 documentação com registro fotográfico, impresso e em vídeo  avaliação periódica anual e bianual 44

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A mudança de CULTURA começa por … 45 3 P … 3 E … SUSTENTABILIDADE

A mudança de CULTURA começa por …

45

3

P

3

E

SUSTENTABILIDADE

PESSOAS

PLANETA

PROSPERIDADE

PRINCÍPIOS E VALORES

ÉTICA

EXCELÊNCIA

EFICIÊNCIA

ATITUDE

VISÃO

RESPEITO

AÇÃO

/

PARTICIPAÇÃO

HOLÍSTICA

DE

LONGO

PRAZO

E VALORES ÉTICA EXCELÊNCIA EFICIÊNCIA ATITUDE VISÃO RESPEITO AÇÃO / PARTICIPAÇÃO HOLÍSTICA DE LONGO PRAZO

Planejamento sistêmico de práticas inclusivas:

Planejamento sistêmico de práticas inclusivas: 1 – Avaliação ambiental  Verificação quanto ao atendimento da
Planejamento sistêmico de práticas inclusivas: 1 – Avaliação ambiental  Verificação quanto ao atendimento da

1 Avaliação ambiental

Verificação quanto ao atendimento da NBR 9050/2004

Verificação quanto à capacidade de atendimento das necessidades do usuário

2 Banco de dados

Informações sobre as necessidades do usuário

Participação ativa e imprescindível da comunidade

Informações para o Design Inclusivo

3 Cultura da inclusão

Conduta inclusiva incorporada à cultura organizacional dos lugares onde o programa está sendo implantado Educação para a inclusão através de exemplos de conduta inclusiva

4 - Gerenciamento

A operacionalização de práticas de inclusão depende

de todos, mas principalmente da administração do órgão promotor das ações, em todos os seus níveis, e da sua capacidade de gerenciamento destas práticas.

do órgão promotor das ações, em todos os seus níveis, e da sua capacidade de gerenciamento

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design universal na aprendizagem (DUA) representação ação e expressão DUA engajamento 47 fonte:

design universal na aprendizagem (DUA)

representação ação e expressão DUA engajamento
representação
ação e expressão
DUA
engajamento

47

fonte: http://www.cast.org/udl/index.html

na aprendizagem (DUA) representação ação e expressão DUA engajamento 47 fonte: http://www.cast.org/udl/index.html

design universal na aprendizagem

redes de

reconhecimento

“o que é isso” do aprendizado

redes de reconhecimento “o que é isso” do aprendizado como reunimos fatos e os categorizamos no

como reunimos fatos e os categorizamos no que vemos,

ouvimos, e lemos.

representação

no que vemos, ouvimos, e lemos. representação redes de estratégia “como é isso” do aprendizado como

redes de

estratégia

“como é isso” do aprendizado

redes de estratégia “como é isso” do aprendizado como organizamos e expressamos nossas idéias. ação e

como organizamos e expressamos nossas idéias.

ação e expressão

e expressamos nossas idéias. ação e expressão redes de afeição “porque é isso” do aprendizado como

redes de

afeição

“porque é isso” do aprendizado

redes de afeição “porque é isso” do aprendizado como nos envolvemos e permanecemos motivados, interessados e

como nos envolvemos e permanecemos motivados,

interessados e desafiados.

engajamento

fonte: http://www.cast.org/udl/index.html

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fonte: ADAPTSE 49
fonte: ADAPTSE 49

fonte: ADAPTSE

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fonte: ADAPTSE 49
fonte: Dreamstime, ADAPTSE 50
fonte: Dreamstime, ADAPTSE
fonte: Dreamstime, ADAPTSE
fonte: Dreamstime, ADAPTSE 50

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É processo e não uma condição ou estado. acessibilidade Depende da constante busca de qualidade

É processo e não uma condição ou estado.

acessibilidade

Depende da constante busca de qualidade nos estágios de planejamento, de execução e de gerenciamento das estruturas sociais e do meio edificado.

É resultante da prática do “design inclusivo,” de um conjunto sistêmico de soluções alternativas para o uso do espaço construído que compatibiliza

diferentes necessidades sob o efeito de

deficiência permanente ou temporária.

Pode permitir a independência,

mas sempre garante a autonomia do usuário (o poder de decisão).

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ou temporária. Pode permitir a independência, mas sempre garante a autonomia do usuário (o poder de

acessibilidade

acessibilidade 52
acessibilidade 52
acessibilidade 52

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Plano de avaliação da acessibilidade Numa etapa preliminar, deve ocorrer um plano de avaliação das

Plano de avaliação da acessibilidade

Numa etapa preliminar, deve ocorrer um plano de avaliação das condições de acessibilidade no meio

edificado da Reitoria e em cada campus do IFMG. Tal avaliação deve se basear em dois aspectos:

um, legal, a partir da verificação de compatibilidade entre a situação de uso de espaços, equipamentos e

instalações com as exigências e recomendações normativas da NBR 9050 ABNT; e o outro,

operacional, a partir do levantamento de atitudes, condutas, e procedimentos praticados em cada campus.

Após efetuar tal levantamento de dados e consequente análise de diagnóstico sobre as condições de

acessibilidade em estruturas existentes e em projetos de arquitetura, cada campus do IFMG deve elaborar uma listagem de prioridades para intervenções físicas e logísticas em função de práticas inclusivas. Não se trata de efetuar decisões baseando-se na previsão orçamentária, mas justamente, elaborar previsão orçamentária que viabilize decisões para estabelecimento de rotas da acessibilidade no meio edificado, para aquisição de equipamentos ou instalações que favoreçam a mobilidade das pessoas, a comunicação acessibilidade.

A listagem de prioridades e as práticas inclusivas comporão as estratégias de implantação da acessibilidade universal e deverão ser revisadas e atualizadas em planos bienais. A alocação de recursos federais para

intervenções físicas e de logística devem ser efetivada inclusive mediante a realização de parcerias com

agentes da comunidade, sob controle da diretoria de cada campus e supervisionada pela CIAC local.

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de parcerias com agentes da comunidade, sob controle da diretoria de cada campus e supervisionada pela

Revisão de projetos e de obras de arquitetura

Revisão de projetos e de obras de arquitetura Deve haver dados sobre o projeto original e

Deve haver dados sobre o projeto original e sobre as modificações e reformas no espaço físico que ocorreram ao longo da história de todas as edificações existentes, com o levantamento de dimensões e de especificações in locus principalmente quando tais documentos tiverem sido extraviados ou indisponíveis.

Todos os projetos de arquitetura e seus complementares em novas edificações devem contemplar as exigências e recomendações das normas NBR 9050:2004 e outras afins, além de atualizações legais e normativas.

Para cada projeto examinado, devem ser verificadas as referências topográficas e as de

nivelamento dos pisos em cada pavimento, de modo que seja possível avaliar soluções de desníveis

e declividades em conformidade com as normas técnicas.

Os projetos e obras revisados deve compor um material explicativo sobre os fundamentos da acessibilidade possível e programada em planos de aprimoramento do espaço físico para registro

histórico e planejamento continuado.

e programada em planos de aprimoramento do espaço físico para registro histórico e planejamento continuado. 54

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Ações locais para acessibilidade universal O campus do IFMG deve promover a implantação da acessibilidade

Ações locais para acessibilidade universal

O campus do IFMG deve promover a implantação da acessibilidade universal de intervenções

pontuais, quando emergenciais, e sistêmicas, conforme uma programação bienal e de caráter

permanente.

Cada intervenção deve ser divulgada e os benefícios, explicados de forma clara e simples. Com isso, será possível que um número cada vez maior de pessoas se envolvam. Quando o envolvimento não for direto, pela realização das intervenções, o envolvimento deve ser pelo esforço coletivo de divulgação.

Estudantes devem se tornar agentes de transformação, dentro e fora do IFMG. Trabalhos escolares de sua área específica podem dar enfoque à acessibilidade, principalmente, pela aplicação de

tecnologia assistiva necessária para serem realizados.

Calouros, novatos, ao entrarem no IFMG, devem ser acompanhados por estudantes do segundo

ano de curso. Esses devem atuar como anfitriões e assistentes, desde as tarefas mais simples

como se orientar nos edifícios ou executar procedimentos rotineiros ainda desconhecidos. Assim, a prática da inclusão será renovada em cada ano de ingresso escolar.

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rotineiros ainda desconhecidos. Assim, a prática da inclusão será renovada em cada ano de ingresso escolar.

Ações locais para acessibilidade universal

Ações locais para acessibilidade universal Cada intervenção sobre procedimentos e espaço físico num Campus IFMG que

Cada intervenção sobre procedimentos e espaço físico num Campus IFMG que se transforme em práticas inclusivas deve ser amplamente divulgada sem expor uma ou outra pessoa diretamente benefiada.

Não se trata de criação de exceções à regra, mas o próprio aprimoramento da regra que sirva a todos.

O CIAC de cada campus do IFMG deve organizar eventos que divulguem seus procedimentos e resultados com programação de atividades que se configurem como fatos jornalísticos.

Com isso, deve atrair a mídia local e regional sem custos para a divulgação e sensibilização das famílias e comunidades. Todas as festividades e celebrações rotineiras e tradicionais de cada

Campus devem ser realizadas com ênfase sobre alterações para a prática inclusiva.

Ex: se haverá a construção um tablado temporário para uma cerimônia de formatura ou apresentação cênica, esse deverá ter rampa ou plataforma elevatória e ser acessível para todos.

Gincanas e premiações relativas às intervenções físicas de adaptação, aprimoramento de práticas inclusivas e divulgação sobre acessibilidade devem ser organizadas com periodicidade anual.

de práticas inclusivas e divulgação sobre acessibilidade devem ser organizadas com periodicidade anual. 56

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Formação de parcerias em comissões locais de acessibilidade A CIAC de cada campus do IFMG

Formação de parcerias em comissões locais de acessibilidade

A CIAC de cada campus do IFMG deve ter participação ativa na formação e suporte técnico de comissão local de acessibilidade em sua cidade.

A formação de parcerias com associações, entidades, instituições e empresas, juntamente com o poder público, pode assegurar ao IFMG o apoio para implantação da acessibilidade no entorno urbano e transporte, e inclusive, para transformações internas no aprimoramento do espaço físico e logístico.

Participante na formação e operacionalização de uma comissão de acessibilidade no município,

a CIAC local deve tomar conhecimento sobre os projetos em andamento da administração pública,

favorecendo debates sobre melhores alternativas de viabilização tendo a acessibilidade para todos como base.

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favorecendo debates sobre melhores alternativas de viabilização tendo a acessibilidade para todos como base. 57

Envolvimento de famílias e da comunidade

Envolvimento de famílias e da comunidade O processo de inclusão depende da participação ativa das famílias.

O processo de inclusão depende da participação ativa das famílias. Isso deve ser um aprendizado em conjunto com o ambiente escolar.

Muitas dessas não estão preparadas para tanto, pois reproduzem a ideia de que pessoas com deficiência devem ser tratadas como objeto de piedade, compaixão e de controle pelo desconhecimento de experiências bem sucedidas que comprovem o contrário. O ambiente familiar

é muitas vezes desprovido de adaptações e equipamentos que facilitem a mobilidade e a

comunicação. Decerto, em se tratando de familias carentes de equilibrio socio -economico, é compreensível que outras prioridades de subsistência dos familiares tem preponderancia sobre as

necessidades de uma pessoa da familia que viva com deficiência e problemas de mobilidade.

Contudo, o problema se torna mais grave por afetar uma escala de valores que impedem as pessoas de romperem com o ciclo vicioso da dependência.

Por isso, as familias devem ser instruidas sobre os meios e mecanismos para fazerem da inclusão

o seu objetivo de luta e seu cotidiano. Ao se engajarem no programa de formação de práticas inclusivas, as famílias podem contribuir com o depoimento de suas experiências, e podem ainda aplicar mudanças na atitude, no tratamento e no respeito às pessoas com deficiência.

experiências, e podem ainda aplicar mudanças na atitude, no tratamento e no respeito às pessoas com

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Envolvimento de famílias e da comunidade A comunidade como um todo deve igualmente participar no

Envolvimento de famílias e da comunidade

A comunidade como um todo deve igualmente participar no processo de implantação da

acessibilidade universal e em práticas inclusivas no IFMG e na cidade. Contrariando a perspectiva de que processos de inclusão social devem ser responsabilidade individual dos cidadãos, de grandes empresas e da administração pública, há necessidade preponderante de que pequenos empresários locais e prestadores de serviços devam ser igualmente atuantes. Tais agentes em

conjunto devem patrocinar as iniciativas de promoção de práticas inclusivas por entende-las como

oportunidades de divulgação de seu negócio e de construção de uma imagem de

responsabilidade social que se reverta em maior aceitação do público em detrimento de

competidores no mercado que resistam aos investimentos.

Por exemplo, mercados, padarias e farmácia locais devem ser convidadas a efetuarem reformas

em suas calçadas e espaços internos dos edifícios para proverem acessibilidade aos clientes.

O mesmo deveria ocorrer com empresários de transporte público. Com isso, passariam a integrar um grupo de parceiros do IFMG que se vinculariam a um programa de divulgação e de sensibilização da comunidade, com retorno financeiro associado a melhor aprovação da opinião

pública.

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e de sensibilização da comunidade, com retorno financeiro associado a melhor aprovação da opinião pública. 59

Registro de novos procedimentos na ótica de práticas inclusivas

de novos procedimentos na ótica de práticas inclusivas O processo de registro de novos estudantes deve

O processo de registro de novos estudantes deve ser aprimorado com o ingresso de cada pessoa

com deficiência no sistema. Concessões de viabilização de procedimentos alternativos poderiam incluir, por exemplo, a informatização das matrículas para documentar as peculiaridades de cada caso, com preenchimento de fomulários e pagamento de boletos em meio digital e online.

A matrícula de cada novato com deficiências já deveria conter informações compatíveis com os ajustes e adaptações que seriam introduzidas no ambiente físico, didático e operacional em cada campus do IFMG.

Assim, antes mesmo do início das aulas, as salas de aula deveriam conter as modificações

necessárias, como por exemplo, a instalação de recursos multimidiais com tecnologia assistiva, a

inserção de equipamentos e mobíliário acessível, a retirada de carteiras para ampliação do espaço

livre de movimentação e para dinâmicas e exercícios corporais envolvendo a expressão em

participação geral de cada turma.

movimentação e para dinâmicas e exercícios corporais envolvendo a expressão em participação geral de cada turma.

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Celebração local de progressos na acessibilidade e em práticas inclusivas Cada curso num campus do

Celebração local de progressos na acessibilidade e em práticas inclusivas

Cada curso num campus do IFMG deve inserir e promover práticas inclusivas em sua rotina. Além disso, as experiências positivas consolidadas devem ter ampla divulgação, para alimentar um ciclo virtuoso de mudanças.

Eventos locais devem ocorrer para congraçamento dos agentes de mudanças e de celebração das experiências inclusivas.

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locais devem ocorrer para congraçamento dos agentes de mudanças e de celebração das experiências inclusivas. 61

Celebração no IFMG de sucessos do processo como um todo

Celebração no IFMG de sucessos do processo como um todo Toda a essência do trabalho de

Toda a essência do trabalho de transformação cultural em relação ao programa de práticas inclusivas e da acessibilidade universal se baseia no compartilhamento de valores e de experiências locais, além do respeito às circunstâncias peculiares de cada comunidade.

Certamente, uma experência bem sucedida num local não deve ser simplesmente copiada para

outro, cujo contexto requeira a adoção de outras ações preliminares em prioridade.

Contudo, as experiências irão servir de referência para reflexão e de impulso para que outras iniciativas em curso se consolidem.

Encontros anuais e bianuais são necessários em nível sistêmico do IFMG para celebrações

simultaneas de todos os campi. Em formato de seminários, feiras escolares, festivais, gincanas e

quermesses, tais eventos deverão contar com a participação dos agentes de transformação em cada

campi, premiando as pessoas de maior destaque local.

contar com a participação dos agentes de transformação em cada campi, premiando as pessoas de maior

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é acessibilidade efetuar estudos antes, durante e após a implantação de soluções para a garantia

é acessibilidade

efetuar estudos antes, durante e após a implantação de soluções para a garantia de qualidade total

estar em conformidade com as normas técnicas e até exceder suas especificações

planejar transportes públicos e privados, integrados e complementares, com facilidades irrestritas para quem tem problemas de mobilidade

no acesso e no estacionamento junto às entradas dos edifícios

aplicar sempre o modelo de auto-determinação para definir a abrangência de políticas e de seus benefícios

aplicar sempre o modelo de auto-determinação para definir a abrangência de políticas e de seus benefícios

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65 metodologia para avaliação da acessibilidade

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metodologia para avaliação da acessibilidade

65 metodologia para avaliação da acessibilidade
Metodologia para avaliação da acessibilidade Constam as seguintes etapas:  Levantamento de informações sobre os

Metodologia para avaliação da acessibilidade

Constam as seguintes etapas:

Levantamento de informações sobre os edifícios existentes e o contexto urbano onde se situem.

Levantamento fotográfico das edificações, dos espaços e elementos de urbanização dos campi.

Levantamento de dados sobre projetos de arquitetura previstos.

A partir de plantas técnicas e de perfis topográficos, marcação de áreas onde se concentrem elementos construtivos ou espaços incompatíveis com as exigências normativas.

Registro de problemas em planilhas técnicas que indiquem as exigências e recomendações da NBR 9050:2004 para solucionar os casos examinados.

planilhas técnicas que indiquem as exigências e recomendações da NBR 9050:2004 para solucionar os casos examinados.

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Metodologia para avaliação da acessibilidade  Elaboração de relatórios síntese, considerando a identificação

Metodologia para avaliação da acessibilidade

Elaboração de relatórios síntese, considerando a identificação dos problemas de cada edificação e áreas urbanizadas para conformidade com as exigências normativas, bem com a estruturação desses conforme o conceito de rotas acessíveis.

Inclusão nos relatórios síntese dos procedimentos habituais de gestão e de operação dos recursos em cada campus.

Definição de prioridades para a implantação da acessibilidade universal e para possíveis adaptações de

remoção de barreiras arquitetônicas num planejamento de orçamentário.

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universal e para possíveis adaptações de remoção de barreiras arquitetônicas num planejamento de orçamentário. 67
Metodologia de avaliação da acessibilidade Sequência de ações para que cada Campus do IFMG possa

Metodologia de avaliação da acessibilidade

Sequência de ações para que cada Campus do IFMG possa efetuar o diagnóstico sobre a acessibilidade. Cada campus deve praticar sua autonomia em relação à Reitoria nas ações a serem realizadas.

Memorando nº. 128/2012-DINFRA/REITORIA/IFMG/SETEC/MEC

A sequência de ações proposta, passo a passo para o diagnóstico, segue abaixo:

Formação do Grupo de Ação: esse grupo deverá ser formado com os membros da CIAC-campus e demais colaboradores, como estudantes, professores, servidores e membros da comunidade. O objetivo é que cada CIAC-Campus repasse ao

grupo as informações recebidas durante o Seminário sobre Programa Sistêmico de Acessibilidade para todos, realizado em

Ouro Preto. Precisamos de ter pessoas envolvidas e dispostas a colaborar. Essas pessoas irão dar suporte às atividades que necessitam ser realizadas nos campi do IFMG.

Montagem do Cronograma: deverá ser apresentado um cronograma ao próprio Campus e à CIAC-Reitoria, com o planejamento das atividades. Lembrar que, foi acordado no workshop de Ouro Preto, que cada Campus deverá apresentar os primeiros relatórios relativos a três edificações no início de dezembro/2012. Para isso teremos que nos mobilizar e contar com a ajuda do Grupo de Ação.

edificações no início de dezembro/2012. Para isso teremos que nos mobilizar e contar com a ajuda

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Metodologia de avaliação da acessibilidade Sequência de ações para que cada Campus do IFMG possa

Metodologia de avaliação da acessibilidade

Sequência de ações para que cada Campus do IFMG possa efetuar o diagnóstico sobre a acessibilidade.

(continuação)

Levantamento Topográfico do Campus: verificar se o levantamento topográfico do campus existe. Buscar/contatar a

prefeitura local e o departamento de infraestrutura do campus para adquirí-lo. Caso não exista, estudar a possibilidade de

conseguir/contratar o mesmo, frente à prefeitura local. Caso não seja possível, relatar o fato para a CIAC-Reitoria.

Planta geral do Campus: verificar se existe a Planta geral do Campus (atualizada) com a Implantação dos edifícios. Caso não exista, estudar a possibilidade de conseguir/contratar o mesmo, frente à prefeitura local. Caso não seja possível, relatar o fato para a CIAC-Reitoria.

Projetos arquitetônicos das edificações existentes: verificar se existem os projetos arquitetônicos das edificações do campus. Verificar se os projetos arquitetônicos existentes estão atualizados. Caso não existam, estudar a possibilidade de realização de levantamentos das edificações pelo próprio campus (com a ajuda de alunos, professores, etc.). Caso o campus não consiga realizá-los, comunicar o fato à CIAC-Reitoria.

Escolha de três edificações para diagnóstico: definir frente ao Grupo de Ação, quais as três edificações escolhidas para

dar início ao diagnóstico. Relatar como e qual a razão da escolha dessas edificações.

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escolhidas para dar início ao diagnóstico. Relatar como e qual a razão da escolha dessas edificações.
Metodologia de avaliação da acessibilidade Sequência de ações para que cada Campus do IFMG possa

Metodologia de avaliação da acessibilidade

Sequência de ações para que cada Campus do IFMG possa efetuar o diagnóstico sobre a acessibilidade.

(continuação)

Percurso externo de rotas acessíveis nas edificações escolhidas: realizar o percurso da rota(s) externa(s), desde a entrada do Campus até as edificações escolhidas. Fazer anotações e levantamento fotográfico. Utilizar o Roteiro para inspeção da acessibilidade, que pode ser encontrado no site do Adaptse (http://www.adaptse.org/).

Percurso das rotas internas nas edificações escolhidas: realizar o percurso da(s) rota(s) interna fazer anotações e levantamento fotográfico. Utilizar o Roteiro para inspeção da acessibilidade, que pode ser encontrado no site do Adaptse (http://www.adaptse.org/).

Percurso de todos os ambientes nas edificações escolhidas: fazer anotações e levantamento fotográfico de cada ambiente da edificação. Utilizar o Roteiro para inspeção da acessibilidade, que pode ser encontrado no site do Adaptse

(http://www.adaptse.org/).

Preencher a Planilha de diagnóstico desenvolvida pelo Adaptse: somente após a realização dos itens acima é que

utilizaremos a Planilha do Adaptse. Repetir os percursos (itens 7 a 9) e preencher as planilhas.

Elaborar Relatórios de Diagnóstico: após o preenchimento das planilhas, juntamente com as anotações anteriores e levantamento fotográfico, realizar o Relatório de diagnóstico.

planilhas, juntamente com as anotações anteriores e levantamento fotográfico, realizar o Relatório de diagnóstico. 70

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Palestra da Procuradora da República Resolução da Reitoria Evento em Ouro Preto 71 atividades em

Palestra da Procuradora da República

Resolução da Reitoria

Evento em Ouro Preto

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atividades em 2012

Palestra da Procuradora da República Resolução da Reitoria Evento em Ouro Preto 71 atividades em 2012

Silmara Goulart Procuradora de Justiça de Minas Gerais fonte: ADAPTSE

Silmara Goulart Procuradora de Justiça de Minas Gerais fonte: ADAPTSE 72
Silmara Goulart Procuradora de Justiça de Minas Gerais fonte: ADAPTSE 72
Silmara Goulart Procuradora de Justiça de Minas Gerais fonte: ADAPTSE 72

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Atividades em 2012 Palestra da Procuradora da República Numa visita à Reitoria do IFMG, representando

Atividades em 2012

Palestra da Procuradora da República

Numa visita à Reitoria do IFMG, representando o Laboratório ADAPTSE da UFMG , o Prof. Marcelo Pinto Guimarães

participou em 2012 de uma reunião no auditório da instituição.

O Reitor do IFMG e sua equipe receberam a Dra. Silmara Goulart, Procuradora da República de Minas Gerais.

Em sua palestra, a Procuradora salientou a necessidade do IFMG tomar medidas concretas e urgentes para efetuar a

implantação da acessibilidade em todos os edifícios e áreas urbanas além de adotar medidas de inclusão em todos os cursos

onde houvesse demanda.

Estabeleceu os princípios de atuação da Procuradoria da República na formulação de Termos de Ajustamento de conduta, em que empresas e instituições se comprometem a efetuar adaptações e projetos adequados para implantação da acessibilidade num prazo supervisionado, com o registro gradual de progressos. De outra forma, cabe à Procuradoria da Republica apresentar ação judicial, inclusive contra o IFMG, por descumprimento de Leis (10048 : 2001 e 10098 : 2001) e Decreto (5296 : 2004) federais.

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inclusive contra o IFMG, por descumprimento de Leis (10048 : 2001 e 10098 : 2001) e

Atividades em 2012

Resolução da Reitoria

Atividades em 2012 Resolução da Reitoria Firmados os termos de contrato de assessoria do ADAPTSE ao

Firmados os termos de contrato de assessoria do ADAPTSE ao IFMG, foi elaborada a documentação necessária para o início

dos trabalhos.

A portaria do IFMG no. 0792, de 28 de agosto de 2012, serviu como resposta institucional imediata às exigências legais.

Como princípio, o IFMG reconhecia de que o trabalho deveria ocorrer de modo simultaneo em todos os campi por meio da

articulação dos setores administrativo, de infra-estrutura, de controle das atividades de ensino e de extensão.

A implantação da acessibilidade universal e de práticas inclusivas é reconhecidamente um trabalho de longo prazo e será definida pela consolidação de processos, ao invés de produtos estáticos apresentados por terceiros. Será resultante de esforço próprio pessoal do IFMG, ao invés de esforço externo e descompromissado com a instituição.

A seguir, uma cópia dessa resolução, e algumas ilustrações de conceitos que lhe dá sustentação.

instituição. A seguir, uma cópia dessa resolução, e algumas ilustrações de conceitos que lhe dá sustentação.

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Representação de linguagens complementares para comunicação total, envolvendo Braile, LIBRAS e texto
Representação de linguagens
complementares para
comunicação total, envolvendo
Braile, LIBRAS e texto

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Representação de linguagens complementares para comunicação total, envolvendo Braile, LIBRAS e texto 83

Marcelo Pinto Guimarães

Maria de Mello Ferreira

Laboratório ADAPTSE, 1o. Encontro de CIACs IFMG - Ouro Preto, 2012

fonte: ADAPTSE

Guimarães Maria de Mello Ferreira Laboratório ADAPTSE, 1o. Encontro de CIACs IFMG - Ouro Preto, 2012
Guimarães Maria de Mello Ferreira Laboratório ADAPTSE, 1o. Encontro de CIACs IFMG - Ouro Preto, 2012
Guimarães Maria de Mello Ferreira Laboratório ADAPTSE, 1o. Encontro de CIACs IFMG - Ouro Preto, 2012

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Evento em Ouro Preto Ocorreu em outubro de 2012. atividades em 2012 O objetivo principal

Evento em Ouro Preto

Ocorreu em outubro de 2012.

atividades em 2012

O objetivo principal foi o de reunir os membros representantes dos CIACs de todos os campi recém nomeados pela Portaria

0732 do IFMG e esclarecer os conceitos e a metodologia. Compareceram ao auditório do campus Ouro Preto pelo menos três membros de cada um dos dez campi do IFMG (Bambuí, Betim, Congonhas, Formiga, Governador Valadares , Ouro Branco,

Ouro Preto, Ribeirão das Neves, Sabará, e São João Evangelista), bem como três dos membros da Diretoria de Infra-

estrutura / CIAC-Reitoria.

Palestras da Dra. Mariza Barcellos Góes, do Prof. Dr. Marcelo Pinto Guimarães, e da Prof. Dra. Maria de Mello Ferreira

explicaram o compromisso da instituição sobre a formação do IFMG Inclusivo, bem como os conceitos sobre acessibilidade pelo design universal e práticas inclusivas, e ainda, sobre a relação entre acessibilidade, tecnologia inclusiva e os programas de recursos disponíveis em nível federal.

A programação de três dias incluiu a demonstração de coleta de dados e de elaboração de um relatório diagnóstico sobre a situação de acessibilidade em campus.

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de coleta de dados e de elaboração de um relatório diagnóstico sobre a situação de acessibilidade

Atividades em 2012

Evento em Ouro Preto

Atividades em 2012 Evento em Ouro Preto ( c o n t i n u a

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Atividades em 2012 Evento em Ouro Preto ( c o n t i n u a
Atividades em 2012 Evento em Ouro Preto ( c o n t i n u a

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Evento em Ouro Preto

Evento em Ouro Preto (continuação) A equipe técnica do ADAPTSE contou com as estagiárias Alana Cafiero

(continuação)

A equipe técnica do ADAPTSE contou com as estagiárias Alana Cafiero Garcia, Andréia Santos de

Campos, Fernanda Koptike Fernandes, e Gabriela Alcântara de Arruda. Elas prepararam o

material de apresentação e de estudo de caso, bem como formataram planilhas de aferição dos

problemas conforme as normas técnicas.

Além disso, as estagiárias atuaram como monitoras, acompanhando as equipes formadas entre participantes e esclarecendo sobre os pontos imprecisos ou as dúvidas ocasionadas pela prática dos procedimentos.

Após a programação de esclarecimentos prestados no espaço do auditório, os participantes formaram pequenas equipes (de três indivíduos) e percorreram os espaços enquanto leram as

planilhas para entender o significado de exigências e recomendações normativas. De volta ao

auditório, os participantes se alternaram para apresentar os resultados de suas observações. A tarefa evitou a simples descrição lógica dos problemas encontrados numa lista de tópicos

prescritos nas normas técnicas. Cada apresentador foi incentivado a descrever um percurso de

entrada, visitação e uso contínuo dos edifícios. Elaboraram assim um roteiro de experiências que seriam vivenciadas por pessoas com problemas de orientação entre edifícios e de mobilidade em

cada percurso. As reflexões conjuntas serviram para estabelecer referências de valor sobre o

impacto de problemas existentes no uso de espaços impróprios para acessibilidade de todos.

de valor sobre o impacto de problemas existentes no uso de espaços impróprios para acessibilidade de

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Evento em Ouro Preto (continuação) fonte: IFMG, ADAPTSE Um fato interessante atraiu a atenção dos

Evento em Ouro Preto

(continuação)

fonte: IFMG, ADAPTSE
fonte: IFMG, ADAPTSE
Evento em Ouro Preto (continuação) fonte: IFMG, ADAPTSE Um fato interessante atraiu a atenção dos presentes

Um fato interessante atraiu a atenção dos presentes

e serviu como ilustração sobre problemas sistêmicos da acessibilidade.

O auditório do IFMG de Ouro Preto não oferece

instalações sanitárias acessíveis, nem mesmo adaptadas. Para ir ao banheiro, uma pessoa em

cadeira de rodas deve sair do edifício ao passar pela

entrada principal do bloco administrativo, atravessar a

via interna do campus, entrar noutro edifício de salas

de aula em frente, passar pelos corredores desse

bloco até acessar o sanitário que dispõe de cabine larga, porém sem assento sanitário e sem barras de

apoio em conformidade com normas técnicas.

Durante o evento, o professor Marcelo aproveitou que

a palavra estava com a Profa. Maria de Mello e saiu

discretamente. Contudo, não pode ir ao banheiro porque um veículo estacionado bloqueava a entrada

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Evento em Ouro Preto

do edifício de salas de aula. Sem alternativas, voltou ao auditório, pediu licença à palestrante, interrompendo sua fala e dirigiu-se à platéia para identificar o motorista / dono do veículo. Era uma professora. Surpresa com a situação, ela se desculpou e saiu, acompanhando o Prof. Marcelo para retirar o veículo, liberando a passagem.

Ao retornarem, o Prof. Marcelo lembrou aos

participantes que o ocorrido não se tratava de culpa.

Deveria existir algum elemento construtivo que impedisse o estacionamento de veículo em frente ao

edifício e garantisse pelo menos a condição

tolerável de acessibilidade durante o evento.

O diretor do campus IFMG Ouro Preto, desculpando-se pela situação, assegurou que a partir daquele momento haveria o impedimento para veículos sobre a passagem de pedestres na entrada daquele edifício.

sobre a passagem de pedestres na entrada daquele edifício. ( c o n t i n
sobre a passagem de pedestres na entrada daquele edifício. ( c o n t i n

(continuação)

fonte: IFMG, ADAPTSE

a passagem de pedestres na entrada daquele edifício. ( c o n t i n u

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Gabriela Alcântara de Arruda e Alana Cafiero Garcia apresentam um poster sobre o material desenvolvido

Gabriela Alcântara de Arruda e Alana Cafiero Garcia apresentam um poster sobre o material desenvolvido para o evento do IFMG na Semana de Graduação da UFMG

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fonte: ADAPTSE
fonte: ADAPTSE
um poster sobre o material desenvolvido para o evento do IFMG na Semana de Graduação da
fonte: ADAPTSE 94
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fonte: IFMG, ADAPTSE Noções sobre rotas acessíveis Percursos efetuados pelas equipes para análise da acessibilidade
fonte: IFMG, ADAPTSE Noções sobre rotas acessíveis Percursos efetuados pelas equipes para análise da acessibilidade

fonte: IFMG, ADAPTSE

Noções sobre rotas acessíveis

Percursos efetuados pelas equipes para análise da

acessibilidade no campus Ouro Preto IFMG

Locais de estudo incluiram os edifícios da entrada para o campus, o edifício da sede administrativa e o bloco de salas de aula e refeitório que se situa em frente à sede.

o campus, o edifício da sede administrativa e o bloco de salas de aula e refeitório

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Noções sobre rotas acessíveis Percursos efetuados pelas equipes para análise da acessibilidade no campus Ouro
Noções sobre rotas acessíveis Percursos efetuados pelas equipes para análise da acessibilidade no campus Ouro

Noções sobre rotas acessíveis

Percursos efetuados pelas equipes para análise da acessibilidade no campus Ouro Preto IFMG

Locais de estudo incluiram os edifícios da entrada para o

campus, o edifício da sede administrativa e o bloco de

salas de aula e refeitório que se situa em frente à sede.

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fonte: IFMG, ADAPTSE
fonte: IFMG, ADAPTSE

Noções sobre rotas acessíveis Depoimento de participantes nos trabalhos da equipe do CIAC Governador Valadares fonte: MEC, ADAPTSE

acessíveis Depoimento de participantes nos trabalhos da equipe do CIAC – Governador Valadares fonte: MEC, ADAPTSE
acessíveis Depoimento de participantes nos trabalhos da equipe do CIAC – Governador Valadares fonte: MEC, ADAPTSE
acessíveis Depoimento de participantes nos trabalhos da equipe do CIAC – Governador Valadares fonte: MEC, ADAPTSE

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Evento em Ouro Preto (continuação) Explicações sobre o preenchimento de planilhas detalhadas sobre as normas

Evento em Ouro Preto

(continuação)

Explicações sobre o preenchimento de planilhas detalhadas sobre as normas técnicas foram insuficientes para que os participantes alcançassem o domínio e a habilidade necessária.

Houve consenso entre representantes dos campi do IFMG de que as planilhas deveriam ser mais aprimoradas para isso. Muitas reclamações dos participantes se basearam na complexidade da linguagem expressa na planilha, na falta de conhecimentos técnicos para a correta interpretação e na insegurança causada pela necessidade de que o preenchimento de planilhas seria um trabalho adicional aos encargos já elevados de pessoal técnico em cada campi.

Reiterando que a construção do conhecimento sobre a situação de cada campi deveria ser produzido de modo local, sem interferência de pessoal externo ou sem imposições operacionais centralizadas na

Reitoria, a equipe do ADAPTSE se comprometeu a entregar planilhas no formato digital para mais fácil e

direto preenchimento de dados, revisando links de interligação entre os tópicos.

Os participantes sairam do evento com a incumbência de concretizar movimentos iniciais dos CIACs em cada campus, selecionando estudantes e voluntários, promovendo discussões sobre a aplicação da metodologia e desenvolvendo versões preliminares dos relatórios, definidos a partir da descrição dos problemas de acessibilidade na lógica de construção de uma rota acessível. Com isso, relatórios preliminares foram encaminhados para a CIAC Reitoria, que por sua vez, repassou ao ADAPTSE para que revisões e editoração pudessem ser desenvolvidas.

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CIAC – Reitoria, que por sua vez, repassou ao ADAPTSE para que revisões e editoração pudessem
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atividades em 2013 Formatação de planilhas técnicas Análise de projetos arquitetônicos Produção de projeto modelo

atividades em 2013

Formatação de planilhas técnicas Análise de projetos arquitetônicos Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal Viagens para cidades mineiras

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Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal Viagens para cidades mineiras 101

Atividades em 2013

Página introdutória das Planilhas elaboradas pelo ADAPTSE para uso do IFMG fonte: MEC, ADAPTSE

Atividades em 2013 Página introdutória das Planilhas elaboradas pelo ADAPTSE para uso do IFMG fonte: MEC,
Atividades em 2013 Página introdutória das Planilhas elaboradas pelo ADAPTSE para uso do IFMG fonte: MEC,

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Formatação de planilhas técnicas Atividades em 2013 As planilhas de aferição de qualidade da acessibilidade

Formatação de planilhas técnicas

Atividades em 2013

As planilhas de aferição de qualidade da acessibilidade ambiental foram elaboradas a partir das exigências, permissões e recomendações da norma técnica NBR 9050:2014. A planilha contém inúmeros tópicos. Cada um indica uma condição de dimensionamento, espaçamento, ou ainda, número de elementos necessários, forma e especificação de materiais. Essa planilha se originou quando a norma técnica estava em sua versão 2004. Com a maior complexidade da norma técnica mais atualizada, a estrutura cresceu em número de tópicos mas manteve sua estrutura original.

Para usar a planilha, um agente deve entender sobre o conceito básico de rota acessível, a partir do qual todos os elementos da acessibilidade se vinculam. A planilha pode ser curta e simples caso o número de

elementos e o vínculo entre eles for pequeno e preciso. Em cada caso, o preenchimento da planilha pode

requerer um número variado de tópicos que é característico de cada espaço. A decisão pelo número de tópicos a ser considerado recai sobre o agente avaliador.

A maior utilização da planilha com o passar do tempo torna o agente avaliador mais experiente, e por isso, há menos dificuldades em tomar decisões no preenchimento. Uma decisão essencial está na consideração entre “dentro” e “fora” do universo de avaliação. Ao definir o roteiro de visitação num espaço edificado externo e/ou interno, coberto e/ou descoberto, o avaliador tem de definir como fora qualquer espaço além da abrangência do seu local de estudo.

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e/ou descoberto, o avaliador tem de definir como fora qualquer espaço além da abrangência do seu

Formatação de planilhas técnicas

Formatação de planilhas técnicas (continuação) Por exemplo, avaliando pontos de ônibus na rua que dá acesso

(continuação)

Por exemplo, avaliando pontos de ônibus na rua que dá acesso a um dos campus do IFMG, um agente avaliador considerá “fora” os pontos de ônibus que existem em ruas distantes de um percurso de chegada mais próximo ao cruzamento de vias em que entrada do campus se situa. “Dentro” estarão os pontos de ônibus que se situam no âmbito de seu estudo. Assim, mesmo fora do campus, os elementos de acessibilidade estarão dentro da abordagem da acessibilidade.

Outra aplicação da palavra “fora” foi adotada no corpo da planilha numa coluna para marcações

de resposta aos vários tópicos. A palavra, nesse caso, indica que os ítens marcados nessa coluna

não foram verificados no local de estudo porque não estão compatíveis com as questões

examinadas. Assim, na estrutura da planilha, cada tópico formata uma série de perguntas acerca de determinada condição. Ao percorrer o caminho de acesso ao campus ou aos seus espaços e

suas editicações, o avaliador deve responder a cada pergunta numa coluna apropriada. As

respostas variam entre as colunas SIM, NÃO e FORA.

Certamente, as duas primeiras opções se referem diretamente à existencia de um elemento ou à

descrição de suas características. SIM quer dizer que, de fato, a pergunta de conteúdo afirmativo está confirmada. NÃO quer dizer o contrário, isto é, a não confirmação da pergunta. FORA significa para essa pergunta que a resposta não é compatível com a pergunta realizada.

da pergunta. FORA significa para essa pergunta que a resposta não é compatível com a pergunta

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Formatação de planilhas técnicas Exemplo de uma parte da planilha em que o tópico examinado

Formatação de

planilhas técnicas

Exemplo de uma parte da planilha em que o tópico

examinado é Ponto de ônibus.

Caso haja mais de um ponto de ônibus, essa listagem deve ser preenchida repetidas vezes.

fonte: ADAPTSE

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de ônibus. Caso haja mais de um ponto de ônibus, essa listagem deve ser preenchida repetidas

Formatação de planilhas técnicas

Formatação de planilhas técnicas (continuação) Por exemplo: Há no desnível entre pisos uma ligação por uma

(continuação)

Por exemplo: Há no desnível entre pisos uma ligação por uma rampa? Resposta SIM: confirmado!

Há uma rampa e essa é a ligação entre os níveis de piso. Resposta NÃO: não confirmado! Embora

o local tem pisos em desnível, não foi constatada a existência de rampa. Resposta FORA: não é

compatível! Foi constatado que o local não tem desnível e o piso é contínuo. Dessa forma, não

pode existir degrau ou rampa.

A falta de experiência no preenchimento de planilhas gera dúvidas. As dúvidas ocorrem porque os

agentes podem não observar o local de estudo atentamente para decidir sobre o número de tópicos

a serem considerados, e consequentemente, o número de planilhas a serem preenchidas.

Problemas de avaliação por planilhas se ampliam quando os agentes tentam raciocinar de modo

simplificado para obter resultados imediatos de uma aferição simples, desconsiderando um maior

número de tópicos aparentemente repetitivos porque o local contém uma sequência de condições similares mas desiguais. Por exemplo: a planilha pode conter um grande número do tópico

“superfície de piso” a ser pontuado à medida em que o avaliador percorre o roteiro da

acessibilidade. Uma porta pode ter pelo menos duas superfícies de piso, dentro e fora de um local

sob avaliação.

Dessa forma, a planilha deve ter o número de tópicos compatível com os locais observados. Qualquer tentativa de “simplificação” por eliminação de alguns tópicos poderá afetar a precisão em que as condições de acessibilidade serão avaliadas.

eliminação de alguns tópicos poderá afetar a precisão em que as condições de acessibilidade serão avaliadas.

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Formatação de planilhas técnicas (continuação) Por outro lado, o tópico “Portas” que se refere às

Formatação de planilhas técnicas

(continuação)

Por outro lado, o tópico “Portas” que se refere às suas características pode ser definido pelo número de padrões de portas ao invés do número de unidades num determinado edifício.

Inicialmente, a equipe técnica do ADAPTSE desenvolveu uma versão da planilha para ser utilizada de modo impressa. Dessa forma, qualquer usuário dos CIACS do IFMG poderia imprimir um maior número de folhas em conformidade com o contexto e o grau de complexidade do espaço estudado. Isso foi apresentado no primeiro evento promovido pelo IFMG. Como a dinâmica das equipes de participantes envolvia somente um

roteiro pré-definido no local do evento, esperava-se que as equipes se familiarizassem com a dinâmica de

preenchimento das planilhas e, após essa experiência, pudessem desenvolver o trabalho com mais tempo e dedicação para os espaços de cada campus após o evento.

Para assegurar que os participantes entendessem a importância do contexto na definição de cada problema de acessibilidade, a equipe do ADAPTSE propôs que houvesse um relatório verbal de cada equipe que

percorreu o roteiro e preencheu as planilhas, de modo que interpretasse a experiência dos problemas de

orientação e de mobilidade nos espaços do IFMG. O exercício constava simplesmente que o apresentador oferecesse uma síntese das questões levantadas pela planilha conduzindo a audiência pela descrição de atividades, funções e pessoas envolvidas, de modo que uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida pudesse visitar, frequentar ou desempenhar atividades profissionais no IFMG de Ouro Preto. Assim, nesse exercício foi passada a instrução sobre como deveriam ser montados relatórios fotográficos dos percursos para acessibilidade em cada campus.

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sobre como deveriam ser montados relatórios fotográficos dos percursos para acessibilidade em cada campus. 107

Formatação de planilhas técnicas

Formatação de planilhas técnicas (continuação) Ao final do evento, as equipes de participantes solicitaram que o

(continuação)

Ao final do evento, as equipes de participantes solicitaram que o ADAPTSE enviasse planilhas no formato digital em Excel, o aplicativo do programa Office / Windows, ou similar. Os membros representantes de cada CIAC acreditaram que a seleção prévia dos tópicos no computador evitaria o acúmulo de papel pelas impressões desnecessárias.

Assim foi feito. As planilhas foram enviadas por email para a CIAC-Reitoria e esse as repassou para os representantes de cada campus. Nessa formatação, as planilhas tiveram o número de

tópicos previamente multiplicados em arquivos separados de modo que bastaria aos membros dos

CIACs de cidades mineiras preencher as colunas dos tópicos pertinentes, multiplicando cópias dos

arquivos e desconsiderando os tópicos desnecessários.

Nos meses que se seguiram, houve oportunidade para que alguns membros dos CIACs tirassem dúvidas remanescentes sobre a produção do relatório diagnóstico de seu campus. Verificou-se que

mesmo com a manipulação digital de dados, o preenchimento das planilhas permaneceu moroso e

difícil.

que mesmo com a manipulação digital de dados, o preenchimento das planilhas permaneceu moroso e difícil.

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Formatação de planilhas técnicas (continuação) Embora seja desejável que ocorresse um canal de comunicação direta

Formatação de planilhas técnicas

(continuação)

Embora seja desejável que ocorresse um canal de comunicação direta com membros dos CIACs de cada campus, isso na prática não se tornou ainda viável durante o periodo de Assessoria Técnica do ADAPTSE de que trata este texto.

A equipe do ADAPTSE desenvolveu seu trabalho de assessoria principalmente à CIAC Reitoria mas seu

papel não era de substituir o contato entre essa Reitoria e os corpos administrativos no campus IFMG de

cada cidade. O ADAPTSE é um laboratório acadêmico da UFMG e tem suas atividades desenvolvidas em

compatibilidade com o calendário letivo. Além disso, a equipe técnica estruturada por estudantes de

graduação não podia responder de modo imediato sobre peculiaridades dos problemas locais do IFMG tal a variedade do estágio de desenvolvimento de cada trabalho, o nível de familiaridade do representante em

cada solicitação por telefone sobre acessibilidade, e as lacunas de informação sobre cada campus. De fato,

ocorreram consultas por telefone e email, mas a continuidade desses serviços foi condicionada a um contato preliminar da CIAC local com a CIAC Reitoria.

Além disso, a proposta de assessoria técnica se restringe ao trabalho de preparação conceitual do IFMG como um todo operacional, para que o processo possa se desenvolver mediante o aprendizado, o comprometimento e o envolvimento das pessoas.

Certamente, o material didático e explicativo sobre as funções das planilhas que havia sido apresentado no

primeiro evento necessitou ser “traduzido” por linguagem mais simplificada, menor conteúdo e por contatos interpessoais mais constantes.

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ser “traduzido” por linguagem mais simplificada, menor conteúdo e por contatos interpessoais mais constantes. 109

Formatação de planilhas técnicas

Formatação de planilhas técnicas (continuação) Entre justificativas apontadas, as seguintes foram consideradas

(continuação)

Entre justificativas apontadas, as seguintes foram consideradas principais:

a)

a distante interface de comunicação entre a CIAC Reitoria e os CIACs locais, implicando na perda de coesão entre os objetivos do trabalho e o nível de envolvimento de cada membro participante;

b)

a difícil comunicação entre o ADAPTSE e os CIACs de cada campus, para que pudessem ocorrer respostas simultaneas a cada solicitação, e as dúvidas pudessem ser resolvidas no

momento em que se manifestassem,

c)

a mudança do corpo de funcionários, indicados e voluntários em cada CIAC local, motivando em

cada mudança um novo ciclo de aprendizado das questões estudadas.

d)

a falta de pessoal técnico com formação específica sobre aspectos construtivos e de

manutenção predial em cada composição de CIAC local;

e)

o acúmulo de funções e de atribuições em que estavam sujeitos cada professor, cada

funcionário e cada estudante de cada CIAC local, motivo que distanciava o encontro das

pessoas e o agendamento de tarefas continuadas de um trabalho conjunto.

f)

a expectativa de que ao final, alguém apareceria para resolver a questão e retirar esse peso dos ombros de cada um.

g)

a falta de experiências e de intercambio entre as pessoas de cada campus para que as noções

de acessibilidade universal e de práticas inclusivas pudessem ser melhor compreendidas como manifestações culturais.

acessibilidade universal e de práticas inclusivas pudessem ser melhor compreendidas como manifestações culturais. 110

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Formatação de planilhas técnicas (continuação) h) a suspeita de que a CIAC em cada campus

Formatação de planilhas técnicas

(continuação)

h) a suspeita de que a CIAC em cada campus havia sido criado como instância administrativa de modo

equivocado para suprimir, competir ou enfraquecer as ações já desenvolvidas pelo Núcleo.

Embora seja desejável que ocorresse um canal de comunicação direta com membros dos CIACs de cada campus, isso na prática não se tornou ainda viável durante o periodo de Assessoria Técnica do ADAPTSE de que trata este texto.

A equipe do ADAPTSE desenvolveu seu trabalho de assessoria principalmente à CIAC Reitoria, mas seu papel não era de substituir o contato entre essa Reitoria e os corpos administrativos no campus IFMG de

cada cidade. O ADAPTSE é um laboratório acadêmico da UFMG e tem suas atividades desenvolvidas em

compatibilidade com o calendário letivo. Além disso, a equipe técnica estruturada por estudantes de graduação não podia responder de modo imediato sobre peculiaridades dos problemas locais do IFMG tal a

variedade do estágio de desenvolvimento de cada trabalho, o nível de familiaridade do representante em

cada solicitação por telefone sobre acessibilidade, e as lacunas de informação sobre cada campus. De fato,

ocorreram consultas por telefone e email mas, diante da falta de controle e o acúmulo de expectativas em

cada campus, a continuidade desses serviços teve que ser condicionada a que existisse um contato

preliminar da CIAC local com a CIAC Reitoria.

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serviços teve que ser condicionada a que existisse um contato preliminar da CIAC local com a

Formatação de planilhas técnicas

Formatação de planilhas técnicas ( c o n t i n u a ç ã o

(continuação)

Além disso, a proposta de assessoria técnica se restringe ao trabalho de preparação conceitual do IFMG como um todo

operacional, para que o processo possa se desenvolver mediante o aprendizado, o comprometimento e o envolvimento das

pessoas.

Certamente, o material didático e explicativo sobre as funções das planilhas que havia sido apresentado no primeiro evento

necessitou ser “traduzido” por linguagem mais simplificada, menor conteúdo e por contatos interpessoais mais constantes.

Para isso, foi criado um email e um grupo de debates via internet. O objetivo era para que os CIACs de cada cidade, a CIAC Reitoria e a equipe do ADAPTSE pudessem manter um auxílio contínuo.

e a equipe do ADAPTSE pudessem manter um auxílio contínuo. Contudo, esse email e esse grupo
e a equipe do ADAPTSE pudessem manter um auxílio contínuo. Contudo, esse email e esse grupo

Contudo, esse email e esse grupo foi pouco usado até cair em total desuso. As mensagens que no início eram diretamente vinculadas ao desenvolvimento do trabalho passaram a ser anúncios e mensagens com conteúdo ilustrativo e informativo,

muitas vezes incípido, com o simples repasse de consultas na internet, sem comentários interpretativos para reflexão.

vezes incípido, com o simples repasse de consultas na internet, sem comentários interpretativos para reflexão. 112

112

Formatação de planilhas técnicas ( c o n t i n u a ç ã

Formatação de planilhas técnicas

(continuação)

Com natural involução pela falta de conhecimentos, o preenchimento de planilhas serviu para que

certos membros de cada CIAC local deixassem de lado o trabalho preciso e correto. A marcação dos ítens foi efetivada de forma apressada, suprimindo observações, conversas e colaboração entre

os participantes sobre a análise mais elaborada.

Seguindo a dinâmica apresentada pelo ADAPTSE no primeiro Encontro sobre Acessibilidade, a

produção de um relatório preliminar sobre as condições da acessibilidade ambiental passou a

dominar as ações de cada CIAC local. A leitura da planilha serviu como roteiro inicial e a sequência de fotos sobre o campus foi organizada

como apresentação de slides em Powerpoint (Office, Microsoft), ou similar. Os resultados disso são comentados mais adiante neste relatório.

Considerando uma reflexão sobre futuros formatos para a planilha, o ADAPTSE reconhece que

deva ocorrer maior envolvimento de sua equipe sobre formação em linguagem computacional de

modo que o preenchimento ofereça uma interface mais interativa com seu usuário. Saindo da linguagem hermética e aberta do Excel (Office, Microsoft), ou similar, a planilha deveria conter

perguntas curtas e diretas para simples inserção de dados. Com isso, resultados poderiam ser

obtidos sem esforço. Estima-se que o Access (Office, Microsoft), ou similar, seja uma opção a ser

considerada, ou então, um aplicativo para operação oculta de páginas secretas na internet.

113

seja uma opção a ser considerada, ou então, um aplicativo para operação oculta de páginas secretas

Formatação de planilhas técnicas

Formatação de planilhas técnicas ( c o n t i n u a ç ã o

(continuação)

Tal aplicativo e outros afins trabalham com fichas contendo menu de respostas múltiplas pre-

formatadas. Infelizmente, falta ainda ao ADAPTSE e ao IFMG suporte técnico com domínio de linguagem “script” para que as funções anotadas pelo agente avaliador se tornem automáticas, sem

grande participação humana para efeito de interpretação dos resultados.

avaliador se tornem automáticas, sem grande participação humana para efeito de interpretação dos resultados. 114

114

Atividades em 2013 Análise de projetos arquitetônicos Projetos arquitetônicos foram encaminhados ao ADAPTSE para que

Atividades em 2013

Análise de projetos arquitetônicos

Projetos arquitetônicos foram encaminhados ao ADAPTSE para que fossem examinados sobre a conformidade com as normas técnicas e com as exigências da legislação federal sobree acessibilidade. O número de projetos foi restrito às informações disponíveis no banco de dados do IFMG sobre o estado de manutenção predial e urbano de cada campus, o processo construtivo de novas edificações e o planejamento de futuras obras.

Ficou evidente a emergência para que certos empreendimentos tivessem prioridade, principalmente para

os casos em que estavam já em andamento um processo de licitação para contratação de serviços de

projetos, ou mesmo, um processo ininterrupto de intervenções no terreno de um dos campi, seja por

terraplanagem, ou por obras em conclusão.

Partindo do pressuposto de que a abordagem ao design universal requer um planejamento sistêmico antes mesmo que um projeto seja delineado, a análise de projetos poderia ter resultados infrutíferos. O exame de

documentos técnicos para obras em andamento ou edifícios já consolidados sem que a acessibilidade para

todos tivesse sido considerada poderia indicar problemas ou inconformidade normativa sem que esse fato

repercutisse em mudanças ou reparos.

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poderia indicar problemas ou inconformidade normativa sem que esse fato repercutisse em mudanças ou reparos. 115
Vistas aéreas do Projeto de Escola no programa “Brasil Profissionalizado,” adotado pelo MEC como modelo

Vistas aéreas do Projeto de Escola no programa “Brasil Profissionalizado,” adotado pelo MEC como modelo a ser implantado em escolas geridas pelo poder público fonte: MEC

Profissionalizado,” adotado pelo MEC como modelo a ser implantado em escolas geridas pelo poder público fonte:
Profissionalizado,” adotado pelo MEC como modelo a ser implantado em escolas geridas pelo poder público fonte:
Profissionalizado,” adotado pelo MEC como modelo a ser implantado em escolas geridas pelo poder público fonte:

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Análise de projetos arquitetônicos (continuação) Contudo, há na análise de projetos arquitetônicos uma

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

Contudo, há na análise de projetos arquitetônicos uma característica de transmissão de conhecimentos,

além da detecção de barreiras arquitetônicas bem como da reflexão sobre suas causas e meios de rejeitá-

las no futuro.

Assim, com esse intuito orientando seus trabalhos, a equipe do ADAPTSE examinou minuciosamente os seguintes projetos arquitetônicos em meados de 2013:

Projeto de Escola Pública do Programa Brasil Profissionalizado (modelo para escolas disponibilizado pelo Ministério da Educação);

Projeto de (obras em andamento) ampliação do Campus de Congonhas;

Projeto de (obras em fase conclusiva) ampliação do Campus de Formiga

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ampliação do Campus de Congonhas;  Projeto de (obras em fase conclusiva) ampliação do Campus de

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos atividades em 2013 (continuação) Impressões sobre acessibilidade no Projeto Escola

atividades em 2013

(continuação)

Impressões sobre acessibilidade no Projeto Escola Pública no “Brasil Profissionalizado”

A seguir, constam deste relatório importantes considerações no parecer técnico elaborado pelo

Prof. Dr. Marcelo Pinto Guimarães que serviram como pontos de reflexão no IFMG:

“Trata-se de um edifício escolar de caráter imaginário, cujo projeto foi desenvolvido pelo arquiteto

Paulo Cabral de Araujo Neto e pelas arquitetas Priscila Sell Jansen e Viviane Mayumi Kawasaki. Independente do valor arquitetônico que se possa atribuir às decisões formais de estrutura, estética, funcionalidade e sustentabilidade ao conjunto, é necessária uma reflexão relativa à iniciativa do MEC em indicar tal projeto como referência para ser adotado nas escolas

profissionalizantes do país. Mesmo que se reconheça a importância de se veicular informações

ilustrativas para inspirar e motivar as pessoas encarregadas de planejar, gerir, operar e manter os

complexos educacionais, tal posicionamento de autoridades públicas federais caracteriza-se

supostamente pelo descrédito, pelo desrespeito, pela ignorância, pela ingenuidade e pela

superficialidade com que trataram a atividade profissional e a postura ética de arquitetos, designers, urbanistas e outros profissionais afins. Afinal, as atividades profissionais de projeto e

construção devem ser regida por meios formais de contratação sem vínculos pessoais em que

pese a responsabilidade técnica e legal de cada empreendimento.”

de contratação sem vínculos pessoais em que pese a responsabilidade técnica e legal de cada empreendimento.”

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Análise de projetos arquitetônicos (continuação) “Não se pode comprometer o orçamento público e a gestão

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

“Não se pode comprometer o orçamento público e a gestão institucional de recursos com a imposição de um único projeto como modelo, o qual pode ocasionar danos individuais e sociais por gerações. Entre esses danos estão os impedimento das práticas inclusivas no ensino e a falta de ambientes que assegurem acessibilidade para todos.

De inestimável importância, o citado projeto de um complexo educacional imaginário não contempla a essencial relação de contexto entre o local, o público, e a obra que deve ser estabelecida em todo empreendimento inclusivo, principalmente o de destinação social e de uso público.

Decerto, na perspectiva de desenvolver padrões construtivos, caberia ao MEC apresentar maior

diversidade de ideias de modo a abordar os desafios inerentes a cada problema e suas implicações para a acessibilidade de todos. Projetos imaginários deveriam ser interpretados e comentados, vinculando

benefícios, estratégias e consequências na adoção das distintas soluções. Somente assim, como um

manual técnico sobre “como fazer,” o MEC estaria reconhecendo a complexidade da concepção arquitetônica, a identidade cultural, e as peculiaridades de cada região do país.

A escola imaginária do Brasil Profissionalizado foi implantada num amplo terreno plano (cerca de 12000 m2) e sem desníveis topográficos. O complexo, com 5600m2 aproximadamente, abriga auditório, salas, laboratórios variados, refeitório e ginásio.”

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O complexo, com 5600m2 aproximadamente, abriga auditório, salas, laboratórios variados, refeitório e ginásio.” 119
fonte: MEC, ADAPTSE 120
fonte: MEC, ADAPTSE 120
fonte: MEC, ADAPTSE 120
fonte: MEC, ADAPTSE 120
fonte: MEC, ADAPTSE 120
fonte: MEC, ADAPTSE
fonte: MEC, ADAPTSE

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Análise de projetos arquitetônicos (continuação) “O acesso ocorre pela via de acesso numa das menores

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

“O acesso ocorre pela via de acesso numa das menores faces de uma área de formato regular de um

retangulo preciso. A via não apresenta qualquer inclinação perceptível. Por três entradas faceando a via, a

Escola assegura a satisfatória distribuição dos fluxos. Numa delas, o portão marginal de acesso se vincula

a uma circulação lateral de serviço que alcança áreas esportivas mais ao fundo do terreno. Na entrada

central, o fluxo é claramente definido como destinado aos pedestres, incluindo uma ampla zona frontal de

aproximação para o edifício. Logo após trespassar o grande pórtico, o visitante se depara com o volume de

uma rampa transversal à passagem de chegada, e que dá acesso ao segundo pavimento.

Na via próxima à divisa do terreno ocorre a entrada e saída de veículos que utilizam a área interna de

estacionamento.

A disposição separada das entradas causa problemas ao visitante que viva com deficiênca e com

problemas cotidianos de orientação e mobilidade. Caso acesse o edifício com veículo próprio, terá que utilizar a entrada do estacionamento privativo da escola. Seu percurso como visitante dependerá que conheça a disposição geral dos setores para entender sobre a melhor rota de circulação por entre os espaços. Caso o usuário com problemas de orientação e mobilidade utilize o transporte público, e assim se aproxime do edifício como pedestre, terá que caminhar por vias públicas inacessíveis e cruzar a área frontal ao pórtico principal.”

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como pedestre, terá que caminhar por vias públicas inacessíveis e cruzar a área frontal ao pórtico
fonte: MEC, ADAPTSE 122
fonte: MEC, ADAPTSE 122
fonte: MEC, ADAPTSE 122
fonte: MEC, ADAPTSE 122
fonte: MEC, ADAPTSE 122
fonte: MEC, ADAPTSE
fonte: MEC, ADAPTSE

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Análise de projetos arquitetônicos (continuação) “Dessa forma, o usuário de veículos particulares e o usuário

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

“Dessa forma, o usuário de veículos particulares e o usuário pedestre terão como ponto de encontro a área sob o grande pórtico da entrada central. Uma vez obtida permissão para estacionar seu veiculo

internamente, o usuário com problemas de mobilidade terá como opção a utilização da única vaga

reservada para acessibilidade que está mais próxima à entrada central. Há outra vaga destinada a idosos cujas características sejam identicas às demais vagas do estacionamento em 45°.

Caso essa vaga já esteja rotineiramente ocupada por algum membro da escola, docente, discente ou

funcionário com credencial, o visitante não terá outra com faixa lateral livre junto à porta do veículo para

assim embarcar ou desembarcar.

Quanto ao usuário pedestre, a falta de indicação de ponto de ônibus junto à escola impede que seja possível reduzir distâncias e o esforço físico no deslocamento. Os autores do projeto previram marcações curvilíneas na área de aproximação frontal do edifício para talvez indicar a possível acomodação de desníveis naturais de um terreno real numa superfície levemente inclinada. Contudo, não há informações sobre tal intenção. O desenho parece sugerir tal interpretação, e só.

Na condição de que isso pudesse ser confirmado, consideráveis problemas de acessibilidade em ruas inclinadas não teriam sido corretamente solucionados. A movimentação em passarelas curvas não é aconselhável para pessoas com problemas de mobilidade, e a inclinação possível para acessibilidade em

desníveis tem limites relativos à altura do desniível e à distância de deslocamento.”

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para acessibilidade em desníveis tem limites relativos à altura do desniível e à distância de deslocamento.”

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos (continuação) “Na perspectiva de uma pessoa com problemas de mobilidade, a

(continuação)

“Na perspectiva de uma pessoa com problemas de mobilidade, a acessibilidade ambiental é possível quando um veículo pode se aproximar ao máximo da porta de entrada, parando para embarque ou desembarque numa superfície plana e quase horizontal, e se possível, coberta de intempéries. Contudo, não há zonas de embarque-desembarque sob a parte coberta do grande

portal bem como nào há qualquer indicativo de áreas cobertas para aproximação e acomodação de

veículos como vans e ônibus escolares.

O estacionamento previsto no projeto tem forma longilinea e paralela ao eixo longitudinal do

terreno. Assim, indica que muitas vagas podem estar em desnível em relação à entrada em caso de terrenos de declividades complexas, contrariando o design universal. Se não for assim, para manter todas as vagas em superfície quase horizontal segundo os princípios de uso equitativo e de pouco esforço físico, o construtor que estivesse aplicando esse projeto modelo num terreno real e de forte inclinação teria que cobrir grandes despesas com terraplanagem, muros de arrimos e pavimentação armada.

Assim, o projeto da escola modelo seria um exemplo falho para indicar meios de acesso principal

ao edifício. Esse raciocínio confirma que a aplicação de projetos que desconsideram o contexto do

local onde são destinados, repercute em custos muito altos em comparação ao desenvolvimento de

projeto dedicado à consideração dos fatores sistêmicos que compõem uma dada realidade.”

ao desenvolvimento de projeto dedicado à consideração dos fatores sistêmicos que compõem uma dada realidade.” 124

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fonte: MEC, ADAPTSE 125
fonte: MEC, ADAPTSE 125
fonte: MEC, ADAPTSE
fonte: MEC, ADAPTSE

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fonte: MEC, ADAPTSE 125
fonte: MEC, ADAPTSE 125
fonte: MEC, ADAPTSE 125

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos (continuação) “Imagens do projeto imaginário indicam passarelas suspensas no

(continuação)

“Imagens do projeto imaginário indicam passarelas suspensas no segundo pavimento em relação ao piso térreo.

Além disso, o projeto indica que está prevista a construção de rampas e escadas, suprimindo elevadores. Tal decisão implica em dificuldades adicionais para pessoas com problemas de

mobilidade. Rampas suaves ocupam grandes extensões de piso e forçam as pessoas a caminhar.

Caminhar é uma função comprometida para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Conforme sua localização e sua situação, rampas exigem que pessoas andem muito para contorna-

las ou alcançá-las. Para pessoas que utilizem cadeiras de rodas, é possível que o esforço para

descida por rampas seja muito fácil em comparação ao esforço daquelas que sobem numa cadeira de rodas, ou da experiência de pessoas que caminham com dificuldade, seja por uma perna

enfaixada, seja por um membro amputado, seja ainda por excesso de peso.

A construção de uma rampa num dos lados da planta simétrica implica em grandes distâncias de deslocamento para pessoas com problemas de mobilidade em alcançar as salas e os sanitários que

estão concentrados no extremo oposto.

Noutra solução técnica adotada, a acessibilidade ao pavimento superior da biblioteca por uma plataforma elevatória situada longe da circulação geral é desaconselhável. Além de uma postura segregatória, há geralmente problemas operacionais com o uso eventual de uma plataforma assim.”

de uma postura segregatória, há geralmente problemas operacionais com o uso eventual de uma plataforma assim.”

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Análise de projetos arquitetônicos (continuação) “Cada sala de aula tem um palco junto ao quadro

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

“Cada sala de aula tem um palco junto ao quadro negro, e isso pressupõe que professor e

estudante não podem ser usuário de cadeira de rodas para dar aulas ou mesmo escrever a lição

para que todos vejam.

Há sanitários com dimensões apropriadas para uso de pessoas em cadeira de rodas, mas esses

sanitários são segregados dos demais, os quais são inacessíveis. Não há destinação de sanitários

acessíveis individualizados para cada sexo e as cabines dos sanitários convencionais são demasiado pequenas. Isso ocorre também para as instalações específicas para professores. Os vestiários do ginásio seguem a mesma lógica: segregação. Nos sanitários / vestiários de funcionários não há previsão de cabines acessíveis. Assim, há a presunção de que os funcionários não podem ser pessoas com deficiência.

Concluindo, o projeto de Escola Pública do Programa Brasil Profissionalizado, um modelo para escolas considerado exemplar pelo Ministério da Educação é uma abordagem falha e insatisfatória das questões de acessibilidade ambiental para todos , que pode ser deturpada pela aplicação

indiscriminada em diferentes contextos. Indica pressupostos preconceituosos e segregadores que

são contrários à aplicação da legislação federal vigente. Tais pressupostos contrariam a prática do design universal e representam uma desconsideração ao contexto em que se inserem os aspectos

sociais, culturais, topográficos, operacionais, e administrativos das distintas cidades do país.”

127

os aspectos sociais, culturais, topográficos, operacionais, e administrativos das distintas cidades do país.” 127

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos (continuação) “Certamente, não pode ser considerado útil em processo

(continuação)

“Certamente, não pode ser considerado útil em processo construtivo a não ser para reprodução pelo aspecto didático que predisponha o debate entre os agentes, os profissionais de ensino, os estudantes, suas famílias e demais interessados, membros de cada comunidade local. Jamais deveria ser construido ou sequer reproduzido com outros interesses.

Os espaços internos indicados pelas vistas tridimensionais do edifício imaginário parecem desconsiderar elementos da acessibilidade ambiental para todos. Isso é confirmado ainda pelos desenhos técnicos de plantas baixas. Essas imagens indicam que as considerações sobre elementos da acessibilidade ambiental foram desenvolvidas após o projeto estar em estágio

avançado, e não, pensadas simultaneamente com os demais fatores determinantes da concepção

arquitetônica.”

avançado, e não, pensadas simultaneamente com os demais fatores determinantes da concepção arquitetônica.” 128

128

129 fonte: MEC, ADAPTSE
129 fonte: MEC, ADAPTSE

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fonte: MEC, ADAPTSE

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135 fonte: MEC, ADAPTSE
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fonte: MEC, ADAPTSE

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fonte: MEC, ADAPTSE 136
fonte: MEC, ADAPTSE
fonte: MEC, ADAPTSE
fonte: MEC, ADAPTSE 136

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Análise de projetos arquitetônicos atividades em 2013 (continuação) Impressões sobre acessibilidade no Projeto do

Análise de projetos arquitetônicos

atividades em 2013

(continuação)

Impressões sobre acessibilidade no Projeto do Campus IFMG de Congonhas

A equipe técnica do ADAPTSE foi acionada para examinar uma planta de implantação e movimentação de terra de uma grande área em Congonhas, MG. Tratava-se de um projeto para ampliação do campus cujas

obras já estavam em andamento. A administração do IFMG temia que problemas futuros para

acessibilidade do campus pudessem existir no projeto para Congonhas, e buscava elimina-los ou evita-los

de forma emergencial, caso isso fosse possível.

A análise do projeto apresentado foi efetivada, e recomendações foram registradas em desenhos esquemáticos a partir do desenho técnico do projeto.

Entre as condições examinadas, sobressairam alguns problemas de acessibilidade devido a uma abordagem equivocada sobre o conceito de acessibilidade. Tais problemas poderiam ser amenizados se o IFMG tomasse ações imediatas, antes que a movimentação de terra e a definição dos platôs fosse concluidas. Contudo, o problema não se restringia aos aspectos técnicos e operacionais, uma vez que a documentação para os trabalhos já havia sido aprovada sem que houvesse ressalvas à observância plena de importantes exigências para a boa prática da acessibilidade universal.

137

houvesse ressalvas à observância plena de importantes exigências para a boa prática da acessibilidade universal. 137

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos (continuação) A seguir, há uma breve descrição das recomendações e uma

(continuação)

A seguir, há uma breve descrição das recomendações e uma reflexão sobre causas e fatores que geraram tais problemas de modo que possam ser evitados no futuro.

a)

Há apenas uma entrada geral para todo o campus, e isso gera grandes distâncias a serem percorridas em todo o complexo educacional.

b)

A rota acessível prevista é extensa em grande desnível, e isso gera grandes percursos e

distâncias de um ponto a outro no terreno. Tal fato é ilógico e incompatível para prover acessibilidade para pessoas com problemas de mobilidade!

c)

O projeto não indica declividades da via de acesso, nem passeios, tampouco faixa de pedestres

e pontos de ônibus na entrada do campus.

d)

Não há indicação de pontos de embarque e desembarque de ônibus e vans escolares em local acessível

e)

Em todo o projeto só há identificação de piso tátil na recepção do campus.

f)

O piso de alerta tátil não está transversal à passagem, antes e depois da catraca e portão.

g)

Não foram indicados no projeto dados sobre a existência de catracas acessíveis e não há

indicação sobre o funcionamento do portão de controle para que esse seja acessível.

h)

Na recepção, há uma rampa com inclinação longitudinal de 10%, e essa é portanto superior ao máximo admissível.

Na recepção, há uma rampa com inclinação longitudinal de 10%, e essa é portanto superior ao

138

Imagem do material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG -

Imagem do material produzido

durante a análise do projeto de

ampliação do campus IFMG - Congonhas

fonte: ADAPTSE

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Imagem do material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG - Congonhas
Imagem do material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG - Congonhas

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos (continuação) i) No estacionamento interno, há somente duas vagas reservadas

(continuação)

i)

No estacionamento interno, há somente duas vagas reservadas para acessibilidade e essas estão distantes e em grande desnível em relação às entradas de todas as edificações. Embora respeite o limite mínimo recomendado pelas normas técnicas, tal distribuição não permite que

veículos transportando pessoas com deficiência sejam utilizados como vetor de acessibilidade, assegurando assim autonomia e independência.

j.

O estacionamento existente em nível elevado no terreno não dispõe de vagas acessíveis.

Deveria ter pelo menos uma. Em cada entrada de edificação deveria haver uma vaga reservada

para veículos transportando pessoas com deficiência.

k)

A

disposição de escadas e de rampas no projeto não está associada em locais interligando

patamares, comprometendo assim a eficácia de passagens como rotas acessíveis.

l)

Não há qualquer indicação no projeto de faixas de travessia em alguns trechos de vias. De fato,

a

forte declividade das vias interfere na inclinação transversal dos pontos de travessia,

tornando-a íngreme, inacessível.

m)

Em todo o projeto, não há o avanço de 30cm do corrimão em ambos os lados das escadas e rampas da rota, sendo que essas deveriam ter sido projetadas para acessibilidade.

n)

Rampas de interligação entre platôs são muito extensas. A falta de informações sobre desníveis

e

declividade pode interferir na continuidade da rota acessível.

o)

Nas vias de passagem, há uma rampa com inclinação de 10%, e de longa extensão, sendo

portanto, superior ao máximo admissível.

há uma rampa com inclinação de 10%, e de longa extensão, sendo portanto, superior ao máximo

140

Análise de projetos arquitetônicos ( c o n t i n u a ç ã

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

p)

Patamares nos extremos e intermediários deveriam ter sido incorporados à rampa.

q)

As mesas e assentos de alvenaria dispostas nas áreas livres pelo campus não contém o espaço do

módulo de referência e assim não permitem a aproximação de pessoas em cadeira de rodas.

q)

Há trechos em que a única forma de transpor o desnível entre o platô da edificação e o passeio é por uma escada.

r)

Em áreas de grande público, não há parte do espaço para assentos reservada para acomodar pessoas

com cadeira de rodas, e assentos especificos que atendam às pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com obesidade.

s)

Não apresentando suficientes detalhes e especificações técnicas, o projeto não permite identificar se o

piso instalado está de acordo com as normas de acessibilidade.

t)

Não há indicação de equipamentos e elementos construtivos que tornem a piscina acessível.

u)

Há uma área de convívio em que se verificou partes com 130cm de desnível sem que o projeto indicasse meios de acesso, por rampas ou mesmo por escadas, para tais ambientes de convivência social.

v)

Contrariando a exigência normativa de que os pisos tenham superfície firme, regular e estável, estava

constando da área de convivência um extenso espaço cujo piso previsto era grama, o qual não é

acessível a todos os usuários. O resultado disso seria a segregação de pessoas com deficiência.

141

o qual não é acessível a todos os usuários. O resultado disso seria a segregação de
Síntese de problemas examinados no projeto de ampliação do campus IFMG – Congonhas pela equipe
Síntese de problemas examinados no projeto de ampliação do campus IFMG – Congonhas pela equipe

Síntese de problemas examinados no projeto de ampliação do campus IFMG Congonhas

pela equipe do ADAPTSE.

fonte: ADAPTSE

problemas examinados no projeto de ampliação do campus IFMG – Congonhas pela equipe do ADAPTSE. fonte:

142

Análise de projetos arquitetônicos atividades em 2013 (continuação) Concluindo, o projeto de ampliação do campus

Análise de projetos arquitetônicos

atividades em 2013

(continuação)

Concluindo, o projeto de ampliação do campus do UFMG de Congonhas examinado pelo ADAPTSE

apresentava falhas que comprometiam a acessibilidade de todos previstas em normas técnicas. Infelizmente, o trabalho da construção estava na etapa de execução das obras, em que pouco ou quase nada podia ser alterado.

O processo de licitação e de assinatura do contrato já havia sido concluido. Portanto, tornava-se inviável do ponto de vista burocrático e financeiro parar as obras e refazer o projeto de forma adequada. Qualquer alteração que fosse obtida iria ocorrer apenas por boa vontade e informalidade da construtora contratada.

A lição que se apurou foi a necessidade de que as recomendações que evitassem os problemas detectados

passassem a constar já no edital de licitação, formando assim um instrumento legal de sujeição da construtora às boas práticas esperadas.

143

edital de licitação, formando assim um instrumento legal de sujeição da construtora às boas práticas esperadas.

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos atividades em 2013 (continuação) Impressões sobre acessibilidade no Projeto do

atividades em 2013

(continuação)

Impressões sobre acessibilidade no Projeto do Campus IFMG de Formiga

Similar à situação do campus de Congonhas, o campus na cidade de Formiga tinha obras em andamento.

A equipe técnica do ADAPTSE foi acionada para examinar as condições de acessibilidade a partir de

um projeto básico, esquemático, contendo implantação e plantas baixas. Tratava-se de uma

ampliação do edifício original cujas obras já estavam em estágio conclusivo e avançado.

Considerando os resultados obtidos nas análises do projeto Brasil Profissionalizado e do projeto de

ampliação para o campus de Congonhas, a equipe do ADAPTSE procurou explorar aspectos didáticos no projeto do campus de Formiga, uma vez que as obras já estavam em andamento.

A análise da implantação no apresentado foi efetivada, e recomendações foram registradas em

desenhos esquemáticos a partir do desenho superficial do projeto. Entre as condições examinadas,

sobressairam alguns problemas de acessibilidade envolvendo a locação dos blocos de edifícios existente e proposto, a forte declividade das rampas e a definição segregada de acessos, cada um por uma rua distinta. Mesmo assim, uma análise foi realizada, demandando por mais informações.

A insuficiência de informações técnicas era evidente.

análise foi realizada, demandando por mais informações. A insuficiência de informações técnicas era evidente. 144

144

Análise de projetos arquitetônicos ( c o n t i n u a ç ã

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

O edifício existente havia sido planejado para abrigar uma escola. Contudo, a implantação desse bloco

havia sido feita na parte mais alta do terreno para assim minimizar custos de terraplanagem. O projeto de reformas indicava poucos recursos para mudanças estruturais. O bloco principal permanecia praticamente intacto. Novos blocos haviam sido incorporados ao complexo educacional. Para abordar a acessibilidade

de modo pragmático e com baixos custos, os autores (não indicados no desenho) do projeto haviam

definido a entrada pela outra via, a Rua Padre Alberico, evitando assim reformar a escada externa e a

longa e serpentuosa rampa que mantinham o acesso original na Rua São Luiz Gonzaga. Tal proposta

poderia ser apropriada caso a Rua Padre Alberico fosse plana tal como a Rua São Luiz Gonzaga.

Porém, sua inclinação é acentuada e exigiria que a acessibilidade fosse garantida por acesso de veículos e

parada em platôs planos.

Com a solicitação do ADAPTSE e intermediação da CIAC - Reitoria, mais desenhos do projeto foram disponibilizados pelo IFMG de Formiga. Agregaram-se às informações da implantação, plantas dos interiores dos edifícios. A análise pode então ser mais detalhada.

Foi percebido que os desenhos anteriores e os que se seguiram tinham informações conflitantes sobre a rampa externa e sobre o tipo de rampa adotada. Tal situação demonstrou que o corpo técnico do IFMG de

Formiga não dispunha de informações precisas e atualizadas sobre a obra em andamento.

145

o corpo técnico do IFMG de Formiga não dispunha de informações precisas e atualizadas sobre a

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos ( c o n t i n u a ç ã o

(continuação)

Certamente, mudanças ocorrem durante a execução construtiva de um projeto arquitetônico quando informações essenciais são ignoradas no início do processo de planejamento ou quando causas externas influem no andamento dos trabalhos, forçando que os profissionais responsáveis pelo empreendimento optem por alternativas de viabilização frente aos problemas constatados.

Esta reflexão é importante do ponto de vista da gestão da acessibilidade ambiental.

Nos blocos internos, a avaliação evidenciou poucas falhas na observância da norma técnica. Elas se concentraram na rampa proposta no desenho (a qual indicava certa intenção de intervir na rampa original existente), no dimensionamento e definição de sanitários e no dimensionamento de salas para conter o mobiliário previsto. Não foram constatadas informações de detalhes técnicos que dessem indicação de pisos táteis, ou caracterização de barras de apoio e corrimãos, ou mesmo de sinalização vertical.

A seguir, há uma breve descrição.

de barras de apoio e corrimãos, ou mesmo de sinalização vertical. A seguir, há uma breve

146

147 Imagem do primeiro material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus
147 Imagem do primeiro material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus

147

Imagem do primeiro material

produzido durante a análise do

projeto de ampliação do campus IFMG - Formiga

fonte: ADAPTSE

Imagem do primeiro material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG -

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos ( c o n t i n u a ç ã o

(continuação)

a)

A

rampa constante no desenho do primeiro material enviado ao ADAPTSE e voltada para a Rua

São Luiz Gonzaga não indica patamares e sua extensão é insuficiente para vencer o desnível com baixa declividade.

b)

A

escada externa existente nessa mesma área e que dá acesso ao bloco antigo foi suprimida.

Isso é desfavorável à acessibilidade pois restringe alternativas de movimentação para quem

pode subir ou descer escadas.

c)

No bloco antigo, existente, a rampa interna, larga e íngreme, não tem patamares antes do

início e término de seus segmentos, causando um conflito de fluxos por quem passa pela

rampa e quem anda pelos corredores tranversais à essa rampa no edifício.

d)

No bloco antigo, não há previsão de outra forma de circulação do que escadas e rampa. Assim,

um elevador foi previsto para instalação no bloco mais recente. O problema passou a ser a existência de grandes distâncias a serem percorridas.

e)

No bloco antigo, as reformas não se estenderam aos sanitários e cantina. Assim, sanitários de professores e de uso coletivo permaneceram inacessíveis e inalterados.

A

inacessibilidade de sanitários de uso coletivo foi constatada pelo uso segragado de cabines,

sendo que as cabines convencionais são menores do que o especificado na norma técnica. Nos sanitários individuais das salas do bloco antigo, o espaço é insuficiente para movimentação.

f)

Nos novos blocos, a inacessibilidade foi constatada pela forma de implantação. Casos assim já

a inacessibilidade foi constatada pela forma de implantação. Casos assim já foram tratados aqui anteriormente. 148

foram tratados aqui anteriormente.

148

149 Imagem do segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus
149 Imagem do segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus

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Imagem do segundo material

produzido durante a análise do

projeto de ampliação do campus IFMG - Formiga

fonte: ADAPTSE

Imagem do segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG -

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos ( c o n t i n u a ç ã o

(continuação)

f)

(

continuação)

Isso se deve à dificuldade de estabelecimento de rota acessível a partir da

rua mais plana. Já a rua inclinada não permite conexão acessível com os meios de transporte público. Quem entra por ali, tem que estar num veículo para entrar no complexo.

g)

Não há indicação de faixa de travessia de pedestres pela Rua Padre Alberico.

h)

A entrada pela Rua Padre Alberico assumiu a condição de maior importância entre as duas

entradas, principalmente por abrigar um portal de grande escala, além de assegurar o acesso a

um pequeno estacionamento para professores, funcionários e visitantes.

i)

O portão de acesso pela via inclinada fica distante do local onde se situa o porteiro sob o portal

do IFMG.

 

j)

A nova entrada, principal, assegura o acesso ao nível superior dos blocos do edifício por uma combinação de rampas e escadas.

k)

Há somente uma vaga reservada para acessibilidade e próxima ao acesso por escadas e rampas. Embora o posicionamento esteja correto devido à menor distância para a entrada, o espaço da vaga não indica rampa de acesso à calçada.

l)

Nas vagas de estacionamento do lado esquerdo da entrada não há rebaixos na calçada. Os usuários dessas vagas devem atravessar a pista de manobras de veículos.

m)

Há no estacionamento a previsão de parada de ônibus da instituição. Não há, contudo, clara

indicação de que o embarque e desembarque possa ocorrer em nível com a calçada, pois não

há espaço suficiente de aproximação do veículo e rebaixos do meio-fio no local.

nível com a calçada, pois não há espaço suficiente de aproximação do veículo e rebaixos do

150

151 Imagem do segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus
151 Imagem do segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus

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Imagem do segundo material

produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus

IFMG - Formiga

fonte: ADAPTSE

Imagem do segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG -

Análise de projetos arquitetônicos

Análise de projetos arquitetônicos (continuação) n) No novo bloco do edifício, o posicionamento do elevador é

(continuação)

n) No novo bloco do edifício, o posicionamento do elevador é desfavorável à acessibilidade

universal, embora não haja exigências específicas na norma técnica. O elevador liga o primeiro com o segundo andar e está ao lado da escada. Isso é satisfatório. Porém o elevador não tem ligação direta com o piso do estacionamento. Assim, pessoas com problemas de mobilidade

tem que subir escada e uma longa rampa para, só então, conseguirem usar o elevador.

o) Os sanitários previstos no novo bloco são segregados. Isso é permitido pelos critérios da norma

técnica. Assim, sanitários individuais estão próximos aos sanitários coletivos. Com isso,

sanitários coletivos são inacessíveis. Não há cabines largas para acomodar a movimentação de

pessoas com grande volume corporal. Caso os sanitários isolados e de uso individual estejam ocupados ou trancados (por sinal, um fato inaceitável), as pessoas com mobilidade reduzida e outros com necessidades de espaço não podem se aliviar em suas funções corporais.

p) O dimensionamento dos sanitários individuais projetados para serem acessíveis é insuficiente.

Não há espaço para trocas de roupa e para auxílio em caso de pessoas com problemas acentuados de mobilidade.

q) As portas dos sanitários individuais e coletivos são muito próximas e isso interfere no manuseio de maçanetas e na movimentação em geral.

r) As salas de aula e os laboratórios definidos no projeto do novo bloco tem espaços de

movimentação incompatíveis com o número de equipamentos e mobiliário.

no projeto do novo bloco tem espaços de movimentação incompatíveis com o número de equipamentos e

152

Análise de projetos arquitetônicos (continuação) r) ( continuação) De fato, um dos vãos da porta

Análise de projetos arquitetônicos

(continuação)

r) (

continuação)

De fato, um dos vãos da porta dupla é estreito e a passagem para movimentação pelo

espaço fica estrangulada pelo número de carteiras.

s) A utilização da biblioteca fica comprometida pela falta de indicação de altura do balcão de atendimento, pelo pouco espaço lateral ao portão de controle e pela largura estreita entre plateleiras de livros.

Os problemas abordados foram remetidos ao IFMG para revisão. Contudo, não houve retorno citando especificamente como a análise havia sido aproveitada em parte ou na totalidade, ou mesmo, citando

dúvidas, discordâncias em debate ou citando informações sobre quais tópicos da análise haviam sido

desconsiderados no processo de construção, e o porque disso. Mais tarde, o relatório preliminar da CIAC- Formiga / IFMG demonstraria a continuidade dos problemas citados, fato que resultaria numa visita do ADAPTSE às instalações já concluidas.

153

a continuidade dos problemas citados, fato que resultaria numa visita do ADAPTSE às instalações já concluidas.
Imagem exemplar de síntese dos problemas no segundo material produzido durante a análise do projeto
Imagem exemplar de síntese dos problemas no segundo material produzido durante a análise do projeto

Imagem exemplar de síntese dos

problemas no segundo material

produzido durante a análise do

projeto de ampliação do campus IFMG - Formiga

fonte: ADAPTSE

no segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG - Formiga

154

155 Imagem exemplar de circulação estreita após colocação do mobiliário no segundo material produzido durante
155 Imagem exemplar de circulação estreita após colocação do mobiliário no segundo material produzido durante

155

Imagem exemplar de circulação estreita após colocação do mobiliário no segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG - Formiga

fonte: ADAPTSE

no segundo material produzido durante a análise do projeto de ampliação do campus IFMG - Formiga

Atividades em 2013

Atividades em 2013 (continuação) Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal Previsto

(continuação)

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

Previsto no contrato de Assessoria Técnica, coube ao ADAPTSE efetivar a elaboração de um projeto que servisse de referência para os distintos campi do IFMG sobre como considerar a acessibilidade universal, de acordo com procedimentos de inclusão e além das exigências das

normas técnicas e legislação.

Após ponderações consensuais com a CIAC-reitoria, ficou definido que o projeto abordaria a

acessibilidade do edifício sede da Reitoria do IFMG. Tal decisão foi embasada na ideia de que a

Reitoria deve servir de referencial para todo o sistema IFMG.

O edifício sede não foi originariamente construido para acomodar as instalações administrativas da

Reitoria. Todavia, isso não o tornava diferente das situações de outros centros administrativos do IFMG em sedes municipais de cada campus.

Assim, a equipe de estagiárias do ADAPTSE procedeu à uma visita para composição de um acervo fotográfico e diagnóstico. Planilhas foram preenchidas e sua análise em conjunto com o acervo fotográfico delinearam locais em que intervenções poderiam ser feitas.

e sua análise em conjunto com o acervo fotográfico delinearam locais em que intervenções poderiam ser

156

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal ( c o n t

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

(continuação)

universal ( c o n t i n u a ç ã o ) Imagens exemplares
universal ( c o n t i n u a ç ã o ) Imagens exemplares

Imagens exemplares de modelos 3-D comparativos entre os espaços originários do projeto inicial do edifício-sede do IFMG e o projeto de adaptação para acessibilidade conforme normas técnicas NBR-9050:2004 para a Reitoria do IFMG. fonte: ADAPTSE

157

de adaptação para acessibilidade conforme normas técnicas NBR-9050:2004 para a Reitoria do IFMG. fonte: ADAPTSE 157

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal ( c o n t i n u a

(continuação)

O projeto foi desenvolvido por meio de maquetes eletrônicas que ilustram tópicos de projeto segundo três visões distintas:

a)

Problemas originais à acessibilidade causados pela impropriedade do projeto do edifício em

ser desenvolvido com observância às normas técnicas da época e por procedimentos adotados de modo usual mas, inacessível e excludente.

b)

Problemas existentes após obras de compatibilização com normas técnicas e legislação

pertinente (possivelmente resultado de condicionantes de orçamento e de pouca flexibilidade administrativa para consideração do design universal).

c)

Projeto realizado dentro das limitações estruturais impostas pelo edifício existente, mas com

liberdade conceitual assegurada para demonstração dos efeitos dos princípios do design universal na prática.

O projeto abordou muitos problemas e as soluções foram formuladas pelo ADAPTSE como principais exemplos da prática da acessiblidade universal.

Para efeito de ilustração neste relato, serão tratados apenas as situações relativas ao primeiro

andar do edifício e algumas situações exemplares noutros pavimentos. (as letras [a], [b] e [c] colocadas ao final de cada frase se referem aos tópicos mencionados acima):

pavimentos. (as letras [a], [b] e [c] colocadas ao final de cada frase se referem aos

158

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal ( c o n t

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

(continuação)

1.

- A entrada do edifício é por uma via de trânsito rápido, estreita e com movimento intenso [a]. Isso sugere que o acesso ao edifício é melhor definido quando o visitante chega por meio de um pequeno veículo, particular ou taxi, e desembarca sobre a calçada. [b]

2.

- Há um estacionamento externo sobre a calçada supostamente dentro dos limites de recuo frontal

do edifício, mas o recuo não é amplo o suficiente e parte dos veículos invade a faixa de passagem dos pedestres. [a] Certamente, o local desse estacionamento deveria ser utilizado apenas para

pedestres ou passageiros de taxi em situação de desembarque [c]. Para solução eficaz de

acessibilidade universal que beneficie o visitante e pedestres, o automóvel de transporte do visitante, dirigindo ou mesmo como passageiro, deveria estacionar dentro do edifício. [c]

3.

- Os veículos que estacionam na área frontal do edifício o fazem (* ver observação ao final dessa

listagem) sem demarcação formal de vagas, e isso resulta em veículos estacionados muito próximos uns dos outros, dificultando o embarque e desembarque. Há, eventualmente, casos em que veículos estacionam bem em frente à entrada. Isso obrigou que vigias fardados que atuam na segurança do IFMG passassem a controlar o movimento de veículos sobre a calçada; pelo menos, tentando evitar

o bloqueio da entrada por pedestres. [b]

4.

- O piso tátil aplicado na calçada para indicar duas entradas diferentes é confuso pois só uma

entrada é usual e a outra raramente é utilizada por visitante. [b] É importante que o piso tátil indique

a entrada principal de pedestres e faça um alerta sobre a passagem transversal de veículos. [c]

5.

- Há marcação tátil junto à porta de entrada e no percurso para atendimento no primeiro andar

159

[c] 5. - Há marcação tátil junto à porta de entrada e no percurso para atendimento

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal ( c o n t i n u a

(continuação)

Contudo, o piso tátil não é eficaz uma vez que a entrada ao edifício não segue a lógica intuitiva para acesso aos elevadores. [b] Seria necessário que houvesse uma nova disposição dos espaços para manter o piso tátil na lógica da rota acessível, com circulação direta e central. [c]

6.

- O balcão da recepção original é muito alto para pessoas de baixa estatura [a], ou muito baixo

só para atendimento exclusivo de pessoas em cadeira de rodas após reformas, sem que o funcionário também esteja sentado [b]. O balcão inclusivo deve conter meios de atendimento

simultaneo com duas alturas [c]. Sua localização deve ser espelhada em relação ao espaço

existente de modo que as pessoas passem sob controle até a área de elevadores e até o setor de atendimento ao público no térreo. [c]

7.

- A passagem na entrada é estreita para atender a quem apresenta sua identificação para se credenciar com visitante e para quem passa simultaneamente. [b] Caso o balcão seja reposicionado, o atendimento para emissão de credenciais de visitante pode ter mais espaço [c].

8.

- Há uma passagem direta, no canto esquerdo do saguão de entrada para o piso do estacionamento ao fundo do edifício, mas ela é de difícil percepção e seu espaço reduzido atrapalha quem usa as escadas de incêndio. [a] [b]

9.

- A sala de atendimento no térreo foi criada para atender as pessoas por meio de uma mesa

exposta no saguão, mas os funcionários não tem acessibilidade uma vez que a sala anexa de

serviço é pequena e o espaço é insuficiente para comportar mobília e movimentação de pessoas

(funcionárias) com problemas de mobilidade. [b]

é insuficiente para comportar mobília e movimentação de pessoas (funcionárias) com problemas de mobilidade. [b] 160

160

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal ( c o n t

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

(continuação)

universal ( c o n t i n u a ç ã o ) Imagens exemplares

Imagens exemplares de modelos 3-D comparativos [b] [c] fonte: ADAPTSE

( c o n t i n u a ç ã o ) Imagens exemplares de

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( c o n t i n u a ç ã o ) Imagens exemplares de

Produção de projeto modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal

modelo sobre a aplicação da acessibilidade universal (continuação) Imagens exemplares de modelos 3-D

(continuação)

Imagens exemplares de modelos 3-D comparativos [a] [b] fonte: ADAPTSE
Imagens exemplares de modelos 3-D comparativos [a] [b]
fonte: ADAPTSE
da acessibilidade universal (continuação) Imagens exemplares de modelos 3-D comparativos [a] [b] fonte: ADAPTSE 162

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(continuação) Imagem exemplar de modelos 3-D imaginário [c] fonte: ADAPTSE 163
(continuação) Imagem exemplar de modelos 3-D imaginário [c] fonte: ADAPTSE 163

(continuação)

Imagem exemplar de modelos 3-D imaginário [c] fonte: ADAPTSE

(continuação) Imagem exemplar de modelos 3-D imaginário [c] fonte: ADAPTSE 163

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