COLÉGIO PRÉ-UNIVERSITÁRIO

VÍCTOR VINÍCIUS MARQUES DE OLIVEIRA

BRASIL COLÔNIA
A ECONOMIA NA AMÉRICA E O BRASIL HOLANDÊS

ARAGUAÍNA - TO
ABRIL - 2017

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sob orientação do professor: Sandison Ramos ARAGUAINA . 2º ano do Ensino Médio do Colégio Pré-Universitário.2017 RESUMO 2 .TO ABRIL . COLÉGIO PRÉ-UNIVERSITÁRIO VÍCTOR VINÍCIUS MARQUES DE OLIVEIRA BRASIL COLÔNIA A ECONOMIA NA AMÉRICA E O BRASIL HOLANDÊS Trabalho elaborado para fins de avaliação da Disciplina: História. como requisito para a obtenção de conhecimento e atribuição de nota da Atividade Avaliativa.

tabaco. Tráfico. Nesta atividade é abordada a economia (cana-de-açúcar. Invasão SUMMARY 3 . drogas do sertão. o tráfico de negros e a invasão dos holandeses no nordeste do Brasil. algodão. A atividade pretende mostrar o que ocorreu no tempo do Brasil Colônia. Nesta atividade fala também sobre a importância da pecuária e a resistência dos escravos que foram trazidos da África. Palavras-chave: Economia. café. dentre outros) na América portuguesa.

among others) is approached in Portuguese America. tobacco. coffee. Invasion SUMÁRIO 4 . cotton. In this activity the economy (sugar cane. In this activity he also talks about the importance of livestock and the resistance of the slaves who were brought from Africa. Traffic. The activity intends to show what happened in the time of Brazil Colony. the traffic of blacks and the invasion of the Dutch in northeastern Brazil. drugs of the backwoods. Keywords: Economy.

..................... 10 5...... 08 2.............................3 OS REIS DO LAÇO: A PECUÁRIA..............................................................................2 A INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA .... 08 3 O VANTAJOSO TRÁFICO NEGREIRO................1 A FORMAÇÃO DE QUILOMBOS ...............................1.................................... 07 2.............................................1 OS ENGENHOS DE AÇÚCAR............1.................... 13 1 ....................................... 07 2..........2.. 12 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 10 5.............................2 Á MARGEM DA PLANTATION...................................................... 07 2............ 11 6 CONCLUSÃO...............................................................1 AS DROGAS DO SERTÃO.................................................................................... 10 5..................... 09 3......................1 O TRABALHO ESCRAVO E A RESISTÊNCIA......................................1. 09 4 A UNIÃO IBÉRICA ............................................................. 08 2.....06 2 A ECONOMIA COLONIAL . 09 3..................................1 NASSAU: SOLDADO E HUMANISTA ........................................................................ 09 5 OS HOLANDESES INVADEM O BRASIL ...........1 O AÇÚCAR E O DOCE SABOR DA RIQUEZA...............INTRODUÇÃO 5 ................1 A PINTURA DE ECKHOUT E A CARTOGRAFIA DE MARCGRAF .................1 INTRODUÇÃO..........................

o café e a indústria nortearam os textos mais clássicos sobre o assunto. a cana-de- açúcar. O trabalho indígena. a mineração. O pau-brasil. É por isso. Durante anos a História do Brasil colonial foi narrada a partir dos ciclos econômicos e dos feitos heróicos de grandes personagens.A ECONOMIA COLONIAL 6 . a escravidão e os operários encerravam esse quadro que. quem somos e de onde viemos. quase sempre. A presença holandesa aparece na figura de Maurício de Nassau – nos gastos e luxos de sua corte holandesa em Pernambuco e. 2 . então. era baseado em temas como exploração e questões financeiras. nos artistas que fizeram as primeiras imagens do Brasil colonial. que desejamos ver e entender. Os colonizadores europeus usaram violentas práticas de domínio contra as populações indígenas e africanas. de fato. também.

1 . de alto preço no mercado europeu. centro da produção. Nos engenhos. Portugal optou por volta de 1530. O produto escolhido foi o açúcar. que incluíam a moeda. originando restritos grupos de poder e prestigio na colônia. A economia na América portuguesa caracterizou-se pela exploração da mão de obra escrava. Os engenhos movidos por tração animal (trapiche) eram mais comuns que os de roda-d’água (reais). 2. a casa das caldeiras e fornalhas e a casa de purgar. A produção e a comercialização do açúcar foi vital tanto para consolidar o império mercantil português no Atlântico quanto para expandir a colonização portuguesa na América. A produção estava organizada no sistema de plantation. baseadas no trabalho escravo e na produção em grande escala.Á MARGEM DA PLANTATION 7 . pois a construção de uma represa era dispendiosa.O AÇÚCAR E O DOCE SABOR DA RIQUEZA Para promover a efetiva ocupação da colônia. fornecedora de mão de obra.OS ENGENHOS DE AÇÚCAR As propriedades canavieiras dos senhores mais abastadas possuíam engenhos. A produção de açúcar foi a primeira dessas atividades estratégicas. 2. e ajudou a contornar a crise econômica portuguesa. A implantação da agroindústria açucareira articulou a América. pela cultura de produtos tropicais e pela exploração de metais e pedras preciosas.1 . na forma de grandes propriedades rurais monocultoras. em geral interligadas.1. e a África. a moeda era o local onde se esmagava a cana para extrair o caldo (garapa). 2. ou seja. um conjunto de instalações utilizados no processamento a cana e no fabrico do açúcar. pela organização de um empreendimento agrícola que fosse rentável para a Coroa e também para os investidores metropolitanos.2 . pelo latifúndio. sem contar as irregularidades no fluxo fluvial.

2.AS DROGAS DO SERTÃO As famílias que se estabeleceram no Maranhão plantavam para a subsistência e contavam com a caça ao índio para obter mão de obra. a criação de gado bovino para a produção de charque e de eqüinos e muares para tração e transporte desenvolveu-se apenas no inicio do século XVIII. fumo. peixe seco e fresco. foram cultivados em pequenas unidades de exploração. calçados e outros artigos. A partir da segunda metade do século XVIII. e couro para confecção de vestimentas.OS REIS DO LAÇO: A PECUÁRIA Inicialmente o gado era vendido “em pé”(vivo) os centros comerciais no Nordeste. 3 . Tinham outras mercadorias produzidas na colônia. feijão. Ele fornecia alimentos. canela. os indígenas foram obrigados a trabalhar no sistema de plantation ou nas roças de subsistência. No sul da colônia. toucinho. os colonos conheceram as drogas do sertão (cacau. açúcar. como o algodão e o tabaco. couro. charque e carne fresca. a farinha de mandioca. baunilha. Eles não supriam as necessidades dos 8 . Outros produtos. com a utilização do trabalho indígena em regime de escravidão ou próximo a isso. favorecendo a ocupação local e também o abastecimento da região das minas. aguardente.3 . Por muito tempo.1. onde o numero de consumidores era crescente. de milho e de trigo. O algodão á era um produto conhecido pelos indígenas. rapadura. devido ao aumento do preço do produto no mercado internacional. O gado também era utilizado nos engenhos de açúcar. a base do extrativismo desses produtos. Nessas expedições.O VANTAJOSO TRÁFICO NEGREIRO No inicio da colonização. O tabaco era destinado aos mercados europeus.2. como leite e carne. 2. o algodão passou a ser exportado e grandes quantidades. cravo e resinas aromáticas).

barris e amarrados de açúcar dentre outros. sempre que possível. esses eram métodos comuns de resistência africana. O maior e mais duradouro e mais bem organizado quilombo do Brasil: o Quilombo dos Palmares. eles eram construídos em locais de difícil acesso. ou mocambos. Por um lado. 3. O traficante. formação de quilombos e o banzo. tornou sem efeito a linha divisória do Tratado de Tordesilhas. caixas. criminosos perseguidos pela justiça e ate mesmo homens brancos pobres. 4 . Seu líder mais conhecido foi Zumbi. Em 2011. Em busca de lucros e de ações para enfraquecer os espanhóis. índios. em troca dos escravos. Estima-se que Palmares concentrasse mais de 20 mil escravos fugitivos. o que estimulou o avanço dos portugueses em direção ao interior. assassinatos de feitores. sabotagem aos engenhos. barricas de fumo. eram submetidos a extensas jornadas de trabalho e sofriam com os violentos castigos físicos. fornecia aos chefes africanos farinha de mandioca.O TRABALHO ESCARVO E A RESISTÊNCIA Os escravos africanos não tinham direitos. Geralmente. uma vez que Portugal herdou os inimigos dos espanhóis.senhores: tinham baixa resistência às doenças de origem européias.A FORMAÇÃO DE QUILOMBOS Os quilombos. os holandeses também 9 . e. Porém. Zumbi foi assassinado em 20 de novembro do ano 1695. Por outro lado. a data de sua morte foi oficializado como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no Brasil.1. fugiam para os sertões. e na tentativa de manter sua participação no lucrativo comercio do açúcar. trouxe problemas para os domínios portugueses. furtos.A UNIÃO ÍBERICA A união das coroas ibéricas teve conseqüência importante para o Brasil. muitos resistiram: fugas. transformando-se em um grande símbolo da resistência negra. 3.1 . A troca da mão de obra indígena pela africana mostrou-se comercialmente vantajoso para a Coroa e para os traficantes de escravos.1 . eram locais onde se refugiavam escravos fugidos.

uma esquadra luso-espanhola bem armada retomou a capital da colônia. para administrar o território conquistado.1 . o qual denominou Cidade Maurícia.1 . Eles eram tão precisos que continuaram sendo usados nos seculoes seguintes.1. a localização dos nativos e dos engenhos. os acidentes geográficos. os principais caminhos. Os primeiros anos de administração de Nassau foram dedicados à reconstrução da economia açucareira. os holandeses. com frutas e vegetais cultivados em solos brasileiros. para torná-la o centro do poder holandês no Brasil. os holandeses conquistaram a ilha de Itamaracá.2 . tomaram a Cida de Salvador com 26 navios. Georg Marcgraf (1610-1644) desenhou mapas que mostravam as regiões conquistadas pelos holandeses. 5. A administração de Nassau também promoveu a urbanização de um bairro do Recife. 5. O desempenho Militar de Maurício de Nassau foi expressivo: ocupou Alagoas e tomou o forte português que defendia a costa do Ceará. os rios e as lagoas.se sentiram estimulados a empreender a conquista das zonas de produção açucareira na América.NASSAU: SOLDADO E HUMANISTA O conde João Maurício de Nassau-Siegen chegou ao Recife. a Paraíba. em 1637. consolidando a ocupação de Pernambuco.OS HOLANDESES INVADEM O BRASIL Em 1624.A PINTURA DE ECKHOUT E A CARTOGRAFIA DE MARCGRAF Albert Eckhout (1610-1666) retratou naturezas-mortas. as fazendas de gado. alguns frutos e animais da região e cenas de batalhas entre europeus e índios. No ano seguinte. Entre 1632 e 1635. organizados em torno da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. 5. desenhou plantas e animais nativos e pintou grandes telas representando os habitantes da colônia. o Rio Grande do Norte e o Arraial do Bom Jesus.A INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA 10 . 5 . centenas de canhões e mais de 3 mil homens.

iniciou-se a Insurreição Pernambucana. as forças holandesas renderam-se na Campina da Taborda. eclodiu em junho de 1645 a insurreição. em fevereiro de 1649. No inicio de 1644.CONCLUSÃO Alguns registros se foram para sempre. e o segundo. pelas mesas. em 26 de janeiro de 1654. pelos quartos. estavam os credores. apesar dos obstáculos. Entre dois fogos. viverão para sempre nas águas profundas e silenciosas do esquecimento. De um lado. viajar pelas matas e gabinetes dos governos.veis. Mas. exigindo receber a qualquer custo. de outro. as motivações de seus habitantes e desvendar esse mundo através de seus segredos. que levaria a rendição e à retirada dos holandeses em 1654. choques entre Nassau e a direção da Companhia das Índias Ocidentais resultaram na demissão do governador e no seu retorno à Europa. Os luso-brasileiros venceram nas duas ocasiões. pressionados pela cobrança das dividas atrasadas. em 1648. 11 . estavam os produtores. Olhar em direção ao passado é um grande passo de entendimento do presente. nunca virão e. motivada pelos interesses dos proprietários. outros relatos ficaram invisí. uma expedição organizada no Brasil expulsou os holandeses do território angolano. 6 . é importante revisitar a Colônia. ver e entender os medos. E espero que o leitor consiga também entender o que pretendi com essa atividade. Nesse contexto.Pretendi com essa atividade mostrar o que ocorreu no tempo do Brasil Colônia. Esse episódio encerrou o período da expansão holandesa no Brasil. por entre as plantações de cana-de-açúcar. Ao mesmo tempo. O primeiro combate foi travado e abril de 1648. Nesse mesmo período. portanto. nunca vieram à tona. hábitos e costumes.

– 3.7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS LIVRO DIDÁTICO. – São Paulo: Moderna. 2013 12 . Ed. Patrícia Ramos. Myriam Becho Mota. História: das cavernas ao terceiro milênio / Patrícia Ramos Braick. Braick.

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