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PARTE B: SUMÁRIO

CURSO DE ATUALIZAÇÃO E ADAPTAÇÃO DE NÁUTICA PARA OFICIAIS - ATNO

DISCIPLINA: NAVEGAÇÃO

PRÉ-REQUISITO: Não se aplica

CARGA HORÁRIA TOTAL: 38 HORAS (50 HORAS-AULA)

SIGLA: NAV-31

FEV/2017

1. PROPÓSITO GERAL DA DISCIPLINA

Proporcionar ao aluno conhecimentos das técnicas de navegação em áreas restritas e oceânicas, visando possibilitar o planejamento e a execução de uma derrota completa, bem como o emprego de equipamentos eletrônicos a fim de realizar a navegação com segurança, como estabelecido pela STCW/78, como emendada, e as Normas da Autoridade Marítima.

2. UNIDADES DE ENSINO E CONTEÚDOS

C a r g a H o r á r i a

 

E

P0F

1

PP 1

T

P

1

1- Planejamento e execução da derrota - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

8

 

4

12

1.1 - navegação de segurança;

 

1.2 - marcações, distâncias e sondagens de segurança;

1.3 - áreas de perigo;

1.4 - planejamento da derrota: áreas a serem evitadas (no go areas), margens de segurança (margins of safety) e pontos de guinada (weel over points); folga abaixo da quilha(underkell clearance) e pontos importantes da derrota (waypoints);

1.5 - linha limite para abortar a manobra (abort line);

1.6 - planos de contingencias (contingencies plans);

1.7 - planejamento da derrota observando os aspectos do efeito squat no navio;

1.8 - monitorar trajetória do navio através do método de paralelas indexadas (parallel indexing); e

1.9 - procedimentos para o serviço de quarto de navegação.

2- AIS (Sistema de Identificação Automática) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2

 

-

2

 

2.1 - princípio de funcionamento do sistema;

   

2.2 - componentes do diagrama em bloco do equipamento; e

2.3 - informações fornecidas pelo AIS.

3- Ecobatímetro - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2

 

-

2

 

3.1 - princípio de funcionamento do equipamento;

   

3.2 - componentes do diagrama em bloco do equipamento;

3.3 - principais aplicações do equipamento;

3.4 - controles operacionais do Ecobatímetro dando suas funções;

1 E (aula expositiva); P (aulas práticas); T (Total de aulas)

- 1 de 8 -

3.5 - ajuste para uso e como usar corretamente o Ecobatímetro; e

       

3.6 - uso do Ecobatímetro na navegação para determinação da posição do navio.

 

4- Odômetro (Speed Log) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2

-

2

4.1 - princípios de funcionamento e tipos de Odômetros;

 

4.2 - emprego do equipamento e informações fornecidas;

4.3 - vantagens e desvantagens dos vários tipos de Odômetros;

 

4.4 - Odômetro Doppler; e

 

4.5 - tipos de indicadores e a distância navegada.

 

5-

GPS e DGPS - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

-

- - -

- - -

- - -

- - -

- - -

-

- -

2

-

2

5.1 - sistemas GPS e DGPS;

 

5.2 - princípios de funcionamento dos sistemas;

 

5.3 - principais recursos dos receptores GPS e DGPS;

 

5.4 - principais controles operacionais dos receptores GPS e DGPS e suas funções;

 

e

5.5 - ligação, programação e desligamento dos receptores GPS e DGPS.

 

6- Elementos do Sistema de Posicionamento Dinâmico - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

2

-

2

6.1 - sistemas componentes (disposição no passadiço);

 

6.2 - sensores de entrada de informações: sensores e equipamentos de referência de posição (giroscópica, anemômetro e VRU);

6.3 - equipamentos de referência de posição: PME e DGPS; e

 

6.4 - equipamentos

de

referência

acústicos:

DARPS,

SYLEDYS,

ARTEMIS,

 

LASER (FUNBEAN, CYSCAN e TAUTWIRE).

 

7- Navegação Astronômica

 

14

10

24

7.1 - conceito

de

Navegação

Astronômica

e

uso

das

diversas

publicações

 

necessárias para os cálculos de Navegação Astronômica: Almanaque Náutico,Tábuas HO 249 e Norie e os algoritmos necessários;

7.2 - cálculo de azimutes;

 

7.3 - cálculo de uma reta de altura da manhã e plotagem na carta de plotagem;

 

7.4 - circunstâncias favoráveis para cálculo da meridiana;

 

7.5 - cálculo do horário da passagem meridiana;

 

7.6 - cálculo da reta da meridiana e transporte da reta da manhã, determinando a posição com Latitude e Longitude;

7.7 - circunstâncias favoráveis para calcular retas de abatimento, velocidade e de longitude;

7.8 - cálculo do horário do crepúsculo adequado para a determinação de uma posição por estrelas;

7.9 - uso do Star Finder para a identificação de estrelas;

 

7.10 -

cálculo de um ponto de estrelas, utilizando a tábua HO-249;

 

7.11 - uso das cartas gnomônicas e de Mercator na navegação ortodrômica para decidir sobre a derrota a ser realizada em função das áreas oceânicas a serem navegadas, observando a segurança da navegação.

Avaliação

 

4

 

4

CARGA HORÁRIA TOTAL EM HORAS-AULA

 

36

14

50

- 2 de 8 -

PARTE C: PROGRAMA DETALHADO DA DISCIPLINA

0B1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

RE P1F

2

2

RB P

2

RI P

 

RE 1

LT 1

RI 1

1 Planejamento e Execução da Derrota (12 horas-aula) - - - - - - - - - - - -

-

RE 2

RB 1

RI 2

1.1

- conceituar navegação de segurança;

RE 3

RB 3

RI 3

1.2

- identificar marcações, distâncias e sondagens de segurança;

RB 4

RI 4

RB 5

1.3

- delimitação das áreas de perigo;

1.4

- empregar no planejamento da derrota: áreas a serem evitadas (no go areas), margens de segurança (margins of safety) e pontos de guinada (weel over points); folga abaixo da quilha(underkell clearance) e pontos importantes da derrota (waypoints);

1.5

- determinar as áreas de perigo;

1.6

- determinar a linha limite para abortar a manobra (abort line);

1.7

- elaborar planos de contingencias (contingencies plans);

1.8

- planejar a derrota observando os aspectos do efeito squat no navio;

1.9

-

monitorar trajetória do navio através do método de paralelas indexadas (parallel indexing); e

1.10 - relacionar os procedimentos para o serviço de quarto de navegação.

2 AIS (Sistema de Identificação Automática) (2 horas-aula) - - - - - - - - -

-

RE 1

LT 1

RI 1

2.1

- citar o princípio de funcionamento do sistema;

RE 2

RB 1

RI 2

RE 3

RB 3

RI 3

2.2

- identificar os componentes do diagrama em bloco do equipamento; e

RB 4

RI 4

2.3

- identificar as informações fornecidas pelo AIS.

RB 5

3 Ecobatímetro (2 horas-aula) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

-

RE 1

LT 1

RI 1

3.1

- descrever o princípio de funcionamento do equipamento;

RE 2

RB 1

RI 2

RE 3

RB 3

RI 3

3.2

- citar os componentes do diagrama em bloco do equipamento;

RB 4

RI 4

3.3

- descrever as principais aplicações do equipamento;

RB 5

3.4

- identificar os controles operacionais do Ecobatímetro e descrever suas funções;

3.5

- descrever como usar o equipamento e desligá-lo corretamente; e

3.6

- utilizar o Ecobatímetro para determinação da posição do navio.

4 Odômetro (2 horas-aula) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

-

RE 1

LT 1

RI 1

4.1

- citar os princípios de funcionamento do Odômetro e os tipos de Odômetros utilizados;

RE 2

RB 1

RI 2

RE 3

RB 3

RI 3

RB 4

RI 4

4.2

- descrever o emprego do equipamento e as informações fornecidas;

RB 5

4.3

- citar as vantagens e as desvantagens dos vários tipos de Odômetros;

RE (Referências Especiais) RB (Referências bibliográficas); e RI (Recursos instrucionais)

- 3 de 8 -

4.4

- descrever o Odômetro Doppler; e

     

4.5

- citar os tipos de indicadores e a distância navegada.

 

5 GPS e DGPS (2 horas-aula) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

-

RE 1

LT 1

RI 1

5.1

- descrever os sistemas GPS e DGPS;

RE 2

RB 1

RI 2

RE 3

RB 3

RI 3

5.2

- descrever os princípios de funcionamento dos sistemas;

 

RB 4

RI 4

5.3

- citar os principais recursos dos receptores GPS e DGPS;

RB 5

5.4

- citar os principais controles operacionais dos receptores GPS e DGPS e suas funções; e

5.5

- descrever como ligar, programar e desligar os receptores GPS e DGPS.

6 Elementos do Sistema de Posicionamento Dinâmico (2 horas-aula) - - -

-

RE 1

LT 1

RI 1

6.1

- citar os sistemas componentes (disposição no passadiço);

 

RE 2

RB 1

RI 2

RE 3

RB 3

RI 3

6.2

- descrever os sensores de entrada de informações: sensores e de referência e de posição (giroscópica, anemômetro e VRU);

RB 4

RI 4

RB 5

6.3

- citar os equipamentos de referência de posição: PME e DGPS; e

 

6.4

- citar os equipamentos de referência acústicos: DARPS, SYLEDYS, ARTEMIS, LASER (FUNBEAN, CYSCAN) e TAUTWIRE.

 

RE 1

RB1

RI 1

7 Navegação Astronômica. (24 horas-aula) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

-

RE 2

RB 2

RI 2

7.1

- conceituar Navegação Astronômica

RE 3

RB 3

RI 3

7.2

- usar os algorítimos e as publicações necessárias aos cálculos de

 

RB 4

RI 4

RB 6

RI 6

7.3

- Navegação Astronômica: Almanaque Náutico, Tábuas HO 249 e Norie;

7.4

- calcular azimutes;

7.5

- calcular uma reta de altura da manhã e plotar na carta de plotagem;

 

7.6

- analisar as circunstâncias favoráveis para cálculo da meridiana;

7.7

- calcular o horário da passagem meridiana;

7.8

- calcular

a

reta

da

meridiana

e

transportar

a

reta

da

manhã,

determinando a posição com Latitude e Longitude;

 

7.9

- determinar

as abatimento, velocidade e de longitude;

circunstâncias

favoráveis

para

calcular

retas

de

7.10 - calcular o horário do crepúsculo adequado para o cálculo de uma posição por estrelas;

7.11 -

utilizar o Star Finder para a identificação de estrelas;

 

7.12 -

calcular um ponto de estrelas, utilizando a tábua HO-249; e

 

7.13 - utilizar as cartas gnomônicas e de Mercator na navegação ortodrômica e decidir sobre a derrota a ser realizada em função das áreas oceânicas a serem navegadas, observando a segurança da navegação.

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2. DIRETRIZES ESPECÍFICAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

a) Critérios para a aplicação da disciplina:

I) as unidades de ensino foram definidas de forma a atender ao que é estabelecido na Convenção e Código STCW, com respectivas emendas.

II) as aulas expositivas, sempre que possível, deverão conter exemplos práticos sobre os

conteúdos abordados;

III) desenvolver cada unidade de ensino da maneira mais objetiva possível, visando à

aplicação do que é ensinado, na vida a bordo; e

IV) as aulas da unidade de ensino deverão ser desenvolvidas por meio de demonstrações

práticas em sala de aula, simuladores, trabalhos práticos com análises de casos,laboratório ou a

bordo de embarcação.

V) o professor deverá elaborar o seu plano de aulas e as folhas tarefa correspondentes às

aulas práticas;

b) Limite máximo de alunos por turma: trinta;

c) Pessoal necessário: um professor; além do docente, pessoal de apoio para aulas práticas;

d) Perfil do docente: ser oficial de Náutica da Marinha Mercante ou oficial da Marinha do Brasil, observando as exigências especificadas no item seis da Parte A deste currículo;

e) Locais das aulas: sala ambiente de navegação ou Simulador de Manobras; e

f) Segurança recomendada: não se aplica.

3. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

a) será realizada por meio de duas provas escritas com duração de duas horas-aula ao final da

disciplina, abrangendo toda a matéria, à qual será atribuída grau que variará de zero a de com aproximação a décimo; e

b) a critério do docente e com aprovação do coordenador do curso, para a aferição do

aprendizado poderá ser exigido a elaboração e apresentação de trabalhos em grupos, valendo até

trinta por cento da notas das provas.

4. RECURSOS INSTRUCIONAIS (RI)

RI1 - quadro-de-giz ou quadro magnético branco e marcador;

RI2 - projetor de multimídia e computador;

RI3 - cartas náuticas, régua paralela, compasso, lápis e sextante;

RI4 - publicações editadas pela DHN e entidades estrangeiras similares;

RI5 - radar, GPS, AIS e demais equipamentos eletrônicos compatíveis com o curso; e

RI6 - outros a critério de instrutor.

- 5 de 8 -

5.

REFERÊNCIAS ESPECIAIS (RE)

RE1 - UCONVENÇÃO

INTERNACIONAL SOBRE NORMAS DE TREINAMENTO DE

MARÍTIMOS, EXPEDIÇÃO DE CERTIFICADOS E SERVIÇO DE QUARTO

STCW/78 e emendas Manila 2010 U.(IMO) Edição em Português - Rio de Janeiro: DPC,

2010.

6. LIVRO TEXTO (LT):

LT1 - MIGUENS, Altineu Pires. UNavegação a Ciência e a Arte U. Vs.1, 2 e 3. Rio de Janeiro. DHN. 1996, il. LT2 - BENTO, Carlos Norberto Stumpf. UNavegação IntegradaU. Claudio Ventura Comunicação, Niterói, 2013. 200p. (www.e-nav.net)

7. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA (RB)

RB1 - BOWDITH, Nathanael: UAmerican Practical Navigator. U Bethesda.Maryland; Defense Mapping Agency Hidrographic Center, USA, Ed. 2002.

RB2 - GOMES, Carlos Rubens Caminha. UA Prática da Navegação U, V.1, Rio de Janeiro;

Sindicato dos Oficiais

de Náutica, 1980. il.

RB3 - COUTINHO, L. UConvite às Geometrias Não-Euclidianas U (Cap.8). Rio de Janeiro. Editora Interciência. 2001. 116 p.

RB4 - DI PIERRO NETTO, S. & COUTINHO, L. UA Geometria dos Mares. U Rio de Janeiro. Editora Ciência Moderna. 2010. 143 p.

RB5 - INTERNATIONAL CHAMBER OF SHIPPING, UBridge Procedures Guide U, fourth Edition , London 2007

RB6 - INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION (IMO), UGuidelines for Voyage Planning, Resolution U A-893(21), 1999.

RB7 - SWIFT, A.J. UBridge Team Management(A practical guide), U The Nautical Institute, England, 2000.

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PARTE D: MANUAL DO DOCENTE

1 - Introdução O presente manual tem por objetivo propiciar uma orientação de como se desenvolverá o curso, em especial como serão utilizados os recursos instrucionais, o livro texto e as referências bibliográficas.

Cabe ao docente saber que essa disciplina, visa agregar conhecimentos para habilitar o aluno para as competências e habilidades exigidas como os requisitos mínimos obrigatórios para oficiais exercerem funções na navegação em mar aberto, conforme especificado na Convenção Capitulo II, Regras II/2, Seção A- tabelas A-II/1 e A-II-2 do Código STCW da Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos, 1978, como emendada. Resguardadas as competências e habilidades exigidas para o exercício das atribuições contidas nas Normas da Autoridade para o Ensino Profissional Marítimo, volume I - Aquaviários (Normam- 30/DPC) o material foi organizado de acordo com os requisitos estabelecidos na Convenção STCW

e na parte A do Código STCW, como emendados 13T e no IMO Model Course 7.01- Master and Chief Mate e 7.03 - Officer in Charge of Navegation Watch.

2- Orientações Importantes

O Docente deve destacar os assuntos de maior importância contidos no Livro Texto e relacioná-

los com as referências bibliográficas, inclusive anotando, sempre que possível, as páginas onde

podem ser encontrados. Deverão ser aplicados os métodos de ensino por competência, ou seja, ensinar a fazer fazendo

e discutindo estudos de casos, enfatizando os assuntos listados a seguir:

U- Planejamento e Execução da Derrota

O docente deverá fazer uma apresentação dos processos de navegação de segurança utilizados na

navegação costeira e em águas restritas, para manter sempre a embarcação num caminho safo, mostrando a necessidade de se conhecer a distância que a embarcação vai passar de um objeto e como mantê-la afastada do perigo. Discorrer como deve ser planejada e executada uma derrota,levando em consideração, não só as características da embarcação como também os diversos pontos da derrota onde alguma ação deve ser adotada. Deve ser enfatizada a importância do planejamento da travessia (Passage planning) , levando em conta a necessidade de monitorar a posição do navio ao longo da rota e identificar as ações de contingências nos waypoints; assinalar as área a serem evitadas (no go áreas), estabelecer as margens de segurança ( margins of safety) e os limites da linha de abordagem da manobra (abort line) Lembrar que as características de manobra do navio, em águas restritas, e rasas, influenciam na seleção da rota a seguir , considerando sua velocidade e o efeito squat , que pode reduzir a folga abaixo da quilha (underkeel clearance) , relembrando para o aluno o fenômeno da maré e sua importância para a navegação.

É importante também lembrar que durante o PLANEJAMENTO deve ser efetuado um estudo

prévio ,detalhado, da derrota que se deseja seguir, utilizando , principalmente, as CARTAS NÁUTICAS da área que se vai transitar e as PUBLICAÇÔES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÂO( Roteiro, Lista de faróis ,Tábua das marés , Lista de auxílios rádio, Avisos aos navegantes ,Carta Piloto, Almanaque Náutico, etc.)

Esclarecer aos alunos que no mar durante a EXECUÇÃO DA DERROTA, a posição do navio deve ser determinada sempre que necessário, empregando as técnicas da Navegação Estimada, a

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fim de assegurar que o navio está, de fato, percorrendo a derrota planejada com a velocidade de avanço prevista e livre de quaisquer perigos à navegação. Paralelas Indexadas - Apresentar o método para monitorar a trajetória do navio empregando retas paralelas ao rumo do navio, traçadas na carta e na tela do radar, e que destina-se a controlar a situação do navio com relação à derrota planejada, além de indicar áreas de perigo a serem evitadas. Lembrar que a navegação paralela indexada tem a vantagem de prover informações em tempo real do afastamento do navio em relação a derrota planejada , assim como da aproximação de áreas perigosas.

U- Navegação Astronômica

As aulas expositivas ou práticas do curso de Navegação Astronômica, devem ser conduzidas enfatizando a utilização adequada e correta dos diversos recursos (agulhas magnética e giroscópica, cronômetros, sextante e outros instrumentos) bem como a aferição desses meios: cálculos dos desvios ou erros das agulhas e sextante). Caberá, também, ao docente da disciplina dar especial destaque ao manuseio, interpretação e uso do Almanaque Náutico, ao emprego dos algoritmos da trigonometria esférica expostos nas diversas tabelas e tábuas reunidas em J. W. Norie. Para isso, proporá aos alunos cálculo de distâncias ortodrômicas e, nessa ocasião, aproveitar para falar sobre a importância da Linha Internacional de Mudança de Data, instituída tardiamente, após a pitoresca e trágica experiência vivida pelos sobreviventes da circunavegação de Fernão de Magalhães, no século XVI. Quanto ao tratamento das Tábuas ABC de Norie será a oportunidade de o docente mostrar o seu uso, também no cálculos dos rumos inicial e final das derrotas ortodrômicas. As tabuas HO-249, volume I, dará oportunidade ao docente de falar sobre a identificação de estrelas, calcular o AHL do Ponto Vernal e, aí, lembrar aos alunos do emprego da correção ao ponto astronômico para compensar a retrogradação anual desse ponto. Ainda sobre identificação de astros falar sobre o Star Finder e outros processos de identificação, como, por exemplo, o analítico (solução de um triângulo esférico), e, o por alinhamentos. Nos comentários e considerações sobre os modernos recursos de navegação oceânica, em comparação com a navegação tradicional do almanaque náutico e sextante, o instrutor deverá mostrar a importância e a necessidade do Oficial de Náutica manter-se preparado e atualizado com os recursos da Astronomia Náutica para fazer frente a uma eventual inoperância temporária, ou, talvez, permanente dos instrumentos a bordo de alta tecnologia. As cartas de navegação, Mercator e gnomônica, devem ser faladas, comentadas e usadas no planejamento e execução de uma derrota ortodrômica direta ou mista. O docente da disciplina Navegação Astronômica deve dar aos alunos uma re-atualização em Astronomia Náutica, capacitando-os, assim, a fazer uma travessia oceânica com segurança, tendo por apoio, tão somente a posição dos astros na Esfera Celeste.

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