ASSOCIAÇÃO DE ENSINO E CULTURA PIO DÉCIMO

FACULDADE PIO DÉCIMO
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

MARCUS VINÍCIUS SANTOS DE OLIVEIRA

ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA DOS SISTEMAS DE GERAÇÃO
DISTRIBUÍDA DE ENERGIA ELÉTRICA

ARACAJU
2016

MARCUS VINÍCIUS SANTOS DE OLIVEIRA

ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA DOS SISTEMAS DE GERAÇÃO
DISTRIBUÍDA DE ENERGIA ELÉTRICA

Trabalho de conclusão de curso
apresentado como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharel em
Engenharia Elétrica pela Faculdade Pio
Décimo.

ORIENTADOR: Prof. M. Sc. JOSÉ VALTER ALVES SANTOS

ARACAJU
2016

MARCUS VINÍCIUS SANTOS DE OLIVEIRA

ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA DOS SISTEMAS DE GERAÇÃO
DISTRIBUÍDA DE ENERGIA ELÉTRICA

Trabalho de conclusão de curso
apresentado como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharel em
Engenharia Elétrica pela Faculdade Pio
Décimo.

APROVADA EM 13/12/2016

BANCA EXAMINADORA

_______________________________________________________
AVALIADOR: Prof. Eng. Antônio Augusto Lucas Vivarini. - Faculdade Pio Décimo.

_______________________________________________________
AVALIADOR: Prof. Esp. Jether Fernandes Reis - Faculdade Pio Décimo.

_______________________________________________________
ORIENTADOR: Prof. M. Sc. José Valter Alves Santos - Faculdade Pio Décimo.

.Dedico este trabalho ao meu filho amado. o meu maior motivo para continuar alçando saltos maiores e que estará ao meu lado por toda minha vida.

mas com certeza estará torcendo lá de cima por mim. Agradeço a minha avó Terezinha por todo amor que me deu. Jefferson Manoel. agradeço imensamente por todo afeto e carinho. Jorge Eduardo. Waltenisson Bomfim. Fábio Almeida. . que estiveram comigo em todos os momentos e se dispuseram a me ajudar a vencer cada obstáculo da minha vida. sem vocês a caminhada seria bem mais difícil. Agradeço ao meu orientador José Valter Alves Santos por ter me acompanhado nesse desafio. Agradeço ao meu pai e a minha mãe (in memoriam). Fernanda Costa. agradeço-os. Sílvio Ricardo. agradeço a cada um de vocês. Agradeço a todos os professores que apesar das dificuldades sempre mostraram o valor do estudo. Erickson Ferreira. Leandro Tomás. agradeço a todos que compartilharam desta longa jornada e contribuíram para que eu pudesse chegar até aqui. companheiros. me proporcionado um conhecimento imensurável. A cada membro da minha família. Agradeço a Deus pela saúde. AGRADECIMENTOS Neste momento venho prestar meus singelos agradecimentos a todos que participaram de alguma forma nesta nova conquista. Anny Késia e Bruno César que vibram comigo e sem dúvida alguma são meus espelhos. Ao meu filho Cauã que mesmo distante está dentro de mim e em tudo o que faço. Neto Araújo. nada disso poderia ter sido alcançado. que infelizmente não poderá me prestigiar fisicamente. Jonatan Marinho. Aos meus irmãos. Osmar Júnior. Diego Leal. Agradeço enormemente a todos os meus amigos. sem Ele. Sendo assim. meus ídolos. pela força e pelas oportunidades a mim dadas.

no mínimo fará coisas admiráveis. da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. quem busca e vence obstáculos.” (José de Alencar) .“O sucesso nasce do querer. Mesmo não atingindo o alvo.

é a pesquisa bibliográfica. tanto econômica quanto financeira. RESUMO A natureza é a principal fonte de produção energética e sustentável para a melhoria na qualidade de vida. De caráter exploratório está pesquisa utilizada é para realização de uma amostra que qualquer pessoa no planeta pode gerar energia limpa e com um bom retorno econômico. Palavras-Chave: Fontes alternativas. O Brasil possui períodos de seca e que eventualmente podem vir a comprometer o abastecimento de energia elétrica do país. resultando em dois estudos de caso. mostrando os impactos na implantação da GD. . Geração fotovoltaica. viabilidade econômica e ambiental. é necessário a busca por fontes alternativas e renováveis para assegurar o sistema elétrico. evidenciando a importância. Uma delas ocorreu no Marrocos onde foi desenvolvida uma análise para implantação de geração fotovoltaica a partir de duas tecnologias diferentes e outra na Dinamarca. o tema e todo o contexto escrito e pesquisado neste trabalho. Foram demonstradas duas pesquisas de relevância global no contexto de Geração Distribuída e seus resultados. Geração Distribuída.

both economic and financial. resulting in two studies of case. Two researches of global relevance in the context of Distributed Generation and its results were demonstrated. One of them occurred in Morocco. Distributed generation. Keywords: Alternative sources. is the bibliographical research. it is necessary to search for alternative and renewable sources to ensure the electrical system. showing the impacts on the implementation of DG. showing the importance. ABSTRACT Nature is the main source of energy and sustainable production for the improvement in quality of life. the theme and all the context written and researched in this work. where an analysis was carried out for the implementation of photovoltaic generation from two different technologies and another in Denmark. . economic and environmental viability. Brazil has periods of drought and may eventually jeopardize the country's electricity supply. Photovoltaic Generation. Exploratory character is the research used to carry out a sample that anyone on the planet can generate clean energy and with a good economic return.

.... 16 Figura 2 ....................Tecnologia policristalina ... 34 Figura 12 .......................Gerador eólico de eixo horizontal ................................Valores reais x simulação (Sistemas Poli-Si) ............................................. 32 Figura 11 . 26 Figura 8 ........................................... 46 Figura 15 ..........................Pequena Central Hidrelétrica ........................ 51 Figura 20 – Valores reais x simulação (Sistema Mono-Si) . 48 Figura 17 .Tecnologia monocristalina .............. 42 Figura 14 ... ...................... 23 Figura 6 ....... ..Irradição máxima a partir do ângulo de inclinação......................... importação e exportação de eletricidade no modelo com sistema FV (a) sem sistema FV (b) ...... 56 ..........................................................Produção......................... 29 Figura 10 ....................................................... 50 Figura 19 ................. LISTA DE FIGURAS Figura 1 ......... 18 Figura 3 – Casa protótipo com telhado BIPV.............................. importação e exportação durante uma semana no inverno (a) e no verão (b) .................Previsão global de potência instalada (em trilhões de kW) ..............................................Indicadores econômicos dos efeitos de redução de custo ............. 28 Figura 9 .............. ... ..............................Sistema fotovoltaico conectado em rede .....Módulos fotovoltaicos conectados em série .Perdas mensais das duas tecnologias fotovoltaicas ............................ 24 Figura 7 ..............Monitoramento mensal do desempenho de duas tecnologias . 19 Figura 4 ...Irradiação solar no Brasil (esquerda) e na Europa (direita)...........Sistema fotovoltaico conectado em rede ........Estrutura do modelo do sistema . 47 Figura 16 ..Produção anual...................... 21 Figura 5 ................. 52 Figura 21 ........................... 54 Figura 22 ........Sistema híbrido de GD conectado à rede...................................Gerador eólico de eixo vertical ...............Perdas inerentes aos sistemas fotovoltaicos ............Componentes principais de um aerogerador ........... 34 Figura 13 .. 49 Figura 18 .............................................Produção mensal de energia e rendimento final ...................................PCH....

..Especificações do Inversor...............Avaliação de eficiência energética e fator de .......... 35 Quadro 2 ...................................................Característica das centrais geradoras de energia .....Indicadores econômicos e ambientais para os dois sistemas fotovoltaicos .. 36 Quadro 3 ........................ 50 Quadro 5 . 53 .................. 43 Quadro 4 ......................................................................................................................................Especificações dos módulos fotovoltaicos..................................... LISTA DE QUADROS Quadro 1 .........

LISTA DE SIGLAS ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica AT Alta tensão BT Baixa tensão CA Corrente alternada CRESESB Centro de Referência para Energia Solar e Eólica DC Direct Current (em português corrente contínua) FV Fotovoltaico GD Geração distribuída MT Média tensão PCHs Pequenas Centrais Hidrelétricas Proinfa Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica SGMA Sistema geral de modelagem algébrica VER Variáveis de energias renováveis .

LISTA DE SÍMBOLOS % Percentual R$/MWh Reais por megawatt-hora GW Gigawatt m/s Metros por segundo kW Quilowatt km² Quilômetro quadrado MW Megawatt US$/kW Dólar por quilowatt CO2 Gás carbônico kWh Quilowatt-hora US$/kWh Dólar por quilowatt-hora US$/kWp Dólar por quilowatt-pico MAD Dirhan marroquino (moeda do Marrocos) EUR/tCO2 Euro por tonelada de gás carbônico h Hora TWh Terawatt-hora Poli-Si Silício policristalino Mono-Si Silício monocristalino %/ºC Percentual por graus Celsius .

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................... 31 3........ 11 2................................... 31 3.........2................3 ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA ................... 20 2.....2 EFEITOS DA GERAÇÃO DISTRIBUIDA NA REDE DE DISTRIBUIÇÃO 53 5 CONCLUSÃO ......................................................... 46 4........................... 12 2................ 15 2............................... 59 .................4 ENERGIA EÓLICA ................................ 27 3 METODOLOGIA ................... 40 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .. 58 REFERÊNCIAS .............................................................................. 10 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............. 46 4........................................................1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS ............................. 25 2...........................................................................................................................................................................1 ANÁLISE DA VIABILIDADE ECONÔMICA DOS SISTEMAS FOTOVOLTAICOS ........................................................................... 32 3........... 31 3................2 Impactos da geração distribuída (GD) na Dinamarca .............5 PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA – PCH ...........1 Geração fotovoltaica em um edifício institucional no Marrocos .........6 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: CONCEITO E APLICAÇÂO ......................................................................................... 11 2..........................................2 FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA ELÉTRICA .......................................................................2...2 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ....................1 ESTADO DA ARTE ...............

a maior parte dos consumidores são indústrias e amplos comércios. Nesse contexto. com quase nenhum impacto considerável. evidenciando a importância. uma vez que. Uma delas ocorreu no Marrocos onde foi desenvolvida uma análise para implantação de geração fotovoltaica a partir de duas tecnologias diferentes e outra na Dinamarca. 10 1 INTRODUÇÃO A natureza é a principal fonte de produção energética e sustentável para a melhoria na qualidade de vida. evitando o consumo e sobrecarga nas concessionárias de energia elétrica. Foram demonstradas duas pesquisas de relevância global no contexto de GD e seus resultados. produzem energia de forma limpa. trazendo o conceito de Geração Distribuída (GD). visto que. muitos priorizam gerar energia elétrica para o próprio consumo a partir destas fontes energéticas para obterem retorno. investimentos no âmbito de energias renováveis estão sendo feitos. visando a redução da dependência deste tipo de geração de energia elétrica. tanto econômica quanto financeira. . Em meio a uma conturbação de grandezas de materiais minerais podemos analisar e criar maneiras e formas de torná-las autossuficientes na produção de energia. atualmente. Para evitar o consumo baseado em combustíveis fósseis. mostrando os impactos na implantação da GD. Tecnologias como energia eólica e fotovoltaica (através da captação da luz solar). quanto ambiental. A utilização de energias renováveis por grandes consumidores é cada vez mais forte. são muito interessantes. tanto econômico. De uma maneira explicativa este estudo tem o objetivo de expor as pesquisas consideradas mais relevantes em relação à utilização da GD a partir de fontes renováveis de energia elétrica. viabilidade econômica e ambiental.

como primordiais na geração de energia elétrica. principalmente devido à considerável utilização de combustíveis fósseis na produção de energia elétrica. principalmente dos países desenvolvidos. sendo a hidráulica a fonte predominante no Brasil. O autor analisou o funcionamento de turbinas durante o período de dois anos e desenvolveu um método preventivo capaz de identificar o desgaste do componente antes que entre em inatividade. (2016). Além disso. . Nesse âmbito é possível citar a energia eólica. que o enquadramento de energias renováveis apenas como questão ambiental. Jia et al. e que para reverter esse quadro são necessários incentivos governamentais para a viabilidade do projeto. o autor analisa que os investimentos disponíveis para a aquisição dos sistemas fotovoltaicos são baixos tornando sua rejeição alta.1 ESTADO DA ARTE A energia elétrica sempre desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico em todo o mundo. O potencial de instalação de sistemas fotovoltaicos integrados em larga escala para grandes edifícios em um determinado bairro de Pequim. Porém. 11 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. O crescimento da demanda energética faz com que a busca por geração através de fontes renováveis de energia aumente. apresenta um estudo no âmbito da energia eólica. Foi constatado que o entendimento de energia renovável como valores sociais torna-se mais suscetível ao apoio público. hidráulica. Os autores Olson-Hazboun. mostrando que há enorme preocupação quanto ao desgaste da turbina eólica durante sua vida útil. o autor concluiu que ainda existem áreas disponíveis para investimentos na instalação de painéis solares restringindo a utilização de grandes sistemas fotovoltaicos conectados à rede mesmo que haja maiores incentivos financeiros. desenvolveram uma pesquisa relacionada à aceitação e apoio de comunidades situadas em regiões montanhosas no EUA à energias renováveis experimentando a instalação de energia eólica. fotovoltaica. Krannich e Robertson (2016). e os fatores econômicos da implantação destes sistemas são estudados por Ruhang (2016).

tal desenvolvimento requer recursos financeiros e para isso. subestação. Entretanto. criando assim uma procura por geração de energia limpa. 12 No estudo elaborado por Beier. Thiede Herrmann (2017) pôde-se constatar que a investigação sobre fontes renováveis de energia como geração descentralizada é constante. A ferramenta faz o planejamento da distribuição. se isso é proporcionado por meio da utilização . banco e acionistas. Takahashi e Carrano (2016) desenvolveram um algoritmo que pode ser utilizado para o dimensionamento de um sistema de geração distribuída. do valor da energia e da eletricidade produzida pelas unidades de geração distribuída.2 FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA ELÉTRICA Nas últimas décadas o consumo de combustíveis fósseis poluiu muito a Terra e causou o aquecimento global graças ao carbono e seus efeitos nocivos que contribui para esse fenômeno. necessita do apoio de governos e bancos para financiar os projetos. além ajudar na tomada de decisão na escolha da melhor tecnologia. topologia para as capacidades dos condutores. (TAH. Entretanto. Os literatos citam algumas destas fontes como fontes variáveis de energia renováveis (VER) que é o caso dos ventos e dos recursos solares. Para Nie et al. DAS. mostrando que é possível usar a geração VER para diminuir custos com o transporte de energia. o desenvolvimento acelerado por fontes renováveis de energia se deve às mudanças climáticas que ocorrem devido ao uso de combustíveis fósseis. concluindo que os subsídios do governo elevam as saídas e os níveis das dívidas de empresas no âmbito da energia renovável. (2016). visto que o consumo seria de fato. 2. considerando o aumento da demanda. próximo aos centros geradores. Na visão dos autores Gupta. A pesquisa chegou à conclusão que a ferramenta desenvolvida permite análises mais profundas que apenas o custo de um quilowatt. Tarôco. aumento o lucro para os acionistas. localização de instalação. Kumar e Bansal (2015) garantir estabilidade e confiabilidade no sistema de geração elétrica é de fundamental importância para o desenvolvimento global. 2016). O autor simula um empréstimo bancário envolvendo governo.

Burcea e Colesca (2016) reconhecem que a implantação de usinas nucleares é cercada de muitos riscos à saúde do ser humano e ao resguardo do meio ambiente. O Brasil ocupa a posição de líder mundial na produção de energia elétrica proveniente de fontes renováveis. Entretanto. definida através de sua matriz energética que . devido ao enorme potencial hídrico que o país possui. Pacesila. faz-se necessário a busca por outras fontes renováveis. na pesquisa feita por Guerra et al. além do enorme poder de contaminação de grandes regiões e de seus efeitos permanecerem por décadas (PACESILA. é a maior fornecedora de energia elétrica em todo o mundo sendo responsável pela produção de 19% da energia de todo o planeta. e também diminuir a geração a partir de fontes não renováveis de energia elétrica. A substituição de derivados do petróleo foi encontrada por muitos países na energia nuclear porém. carvão e gases naturais. que são fontes finitas e promovem emissão de gases poluentes. Para reduzir a utilização de usinas nucleares que possuem alto poder de contaminação e destruição. a energia hidráulica. 13 de recursos naturais. (2015) no ano de 2011 o Brasil atingiu a marca de 88. Uma fonte de energia predominantemente utilizada no Brasil é a hidráulica. tal fato é capaz de levar milhares de pessoas à morte em um curto período de tempo. pois. De acordo com Sachdev.8% na produção de energia elétrica utilizando recursos renováveis. devido à degradação da natureza e longos períodos de escassez de chuva. principal fonte de energia renovável. BURCEA. COLESCA. Há também estudos com a finalidade de desenvolver usinas nucleares mais seguras com diminuição da exposição à resíduos radioativos (REIS. Um acidente ambiental proveniente de elementos nucleares teria impacto extremamente negativo. já que podem ser proporcionados tanto por falhas humanas quanto de dispositivos. torna-se insustentável. 2016) Existem pesquisas em desenvolvimento que buscam tecnologias capazes de diminuir impactos ambientais negativos causados pela utilização de fontes derivadas do petróleo e de carvão mineral na geração de energia elétrica. tais como petróleo. logo. 2011). Akella e Kumar (2015). faz-se necessário a utilização de recursos renováveis de energia.

SEIFERT. haja vista a demanda gradual de energia elétrica e acordos mundiais para redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa. No estudo desenvolvido por Silva. que torna o país mais sustentável e desenvolvido. produzir energia renovável é uma forma de garantir o desenvolvimento sustentável do Brasil em termos econômicos e sociais. SILVA. MARCHI NETO. 2016). tratando-se de um fator de bastante influência na implantação dos controles e ações previstos no Controle do Clima. como sendo fontes limpas. pôde-se chegar à conclusão de que a energia hidráulica continuará mantendo predominância na geração de energia renovável pelos menos os próximos 10 anos. 14 oferece ampla capacidade de geração através de diversas tecnologias que estão sendo cada vez mais exploradas (GUERRA et al. A matriz energética ganhou posição de destaque na agenda ambiental global a partir do ano de 1997. A busca pela aplicação de fontes alternativas e renováveis de energia é crescente. 2011). É o caso do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) que oferece facilidades para a produção de energia . portanto. 2015. Arouca e Coelho (2016) afirmam que. É notável a importância da geração de energia elétrica utilizando fontes renováveis de energia. instituindo compromissos relacionados aos esforços para redução e controle da emissão de gases causadores do efeito estufa (REIS. a implantação de fontes renováveis de energia elétrica é apoiada pelo governo federal. No Brasil. Tendo em vista que o Brasil possui períodos de seca e que eventualmente podem vir a comprometer o abastecimento de energia elétrica do país. Marchi Neto e Seifert (2016). a procura por um equilíbrio com energias renováveis é fundamental para garantir o abastecimento de energia elétrica (SILVA.. MARCHI NETO. seguras e que possuem tecnologias bastante desenvolvidas. é necessário a busca por fontes alternativas e renováveis para assegurar o sistema elétrico. com a criação do Protocolo de Kyoto. O consumidor brasileiro percebe que com o aumento do consumo de energia elétrica. a garantia do fornecimento não pode ser atribuída apenas à hidroeletricidade e. E que o fornecimento de energia elétrica no país é derivado principalmente de recursos renováveis. onde se destaca a energia eólica e energia solar. SEIFERT 2016). Ribeiro. no Brasil.

2011). 15 elétrica a partir de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). é o que afirma Silva. . quando dizem a energia solar convertida em fotovoltaica é uma das mais proeminentes fontes renováveis. Além de ser evidente. A geração de energia elétrica a partir da energia fotovoltaica possui bastante relevância no cenário energético. é imprescindível a participação do sol para a sobrevivência no planeta. para a geração de energia elétrica. proporcionando um enorme potencial de sua utilização por intermédio de sistemas de captação e conversão em outra forma de energia (TAVARES. o desenvolvimento no setor de energia. visível na figura 1. bem como energia eólica e também termelétricas a partir da biomassa (REIS. 2014).3 ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA O maior fornecedor de energia que dispomos. levando em consideração também. aumentando assim. A partir desse ponto. A partir disso. passaram-se a desenvolver tecnologias capazes de absorver e transformar a radiação solar em energia elétrica. encarregado pela preservação da vida no planeta. o Sol. constituindo-se de uma inesgotável mina energética que é a radiação solar. Rodrigues e Silva (2016). é responsável pela manutenção da vida terrestre. 2. GALDINO. A elementar fonte de energia para a terra é o sol. Este tipo de geração tem sido motivado no Brasil devido às condições geográficas favoráveis e altos índices de irradiação solar. se fez oportuno a utilização da energia produzida por ele. a necessidade de buscar geração de energia de forma limpa.

br/energia-fotovoltaica. favorecendo bastante a exploração desse tipo de energia. ao contrário do continente . Acesso em: 19 de novembro de 2016.com. Podemos observar na figura 1 as taxas de irradiação solar no Brasil e comparar com o continente europeu. Fonte:<http://www.portalsolar.Irradiação solar no Brasil (esquerda) e na Europa (direita).html>. O Brasil é privilegiado em relação à sua posição geográfica e recebe quase em todo o país índices altos de irradiação solar. 16 Figura 1 .

é notável seu alto rendimento. É visível que a imensa irradiação solar que o Brasil possui pode ser utilizada para gerar energia elétrica como fonte renovável. Villalva e Gazoli (2013).. mas também pode ser constituída por vários tipos de semicondutores. como explica Sahoo (2016). Nesse sentido. (2016). Isto se faz através do efeito fotovoltaico. como explica Han. o silício é o elemento mais utilizado na fabricação das células fotovoltaicas devido a facilidade em ser processada e sua abundância na natureza. o média anual de irradiação solar total diária no região Nordeste do Brasil é maior que nas áreas onde o mercado de energia solar é muito mais avançado. pois possui melhor qualidade em relação ao Si policristalino. é possível aproveitar a energia solar através da tecnologia fotovoltaica. quando diz que um típico módulo fotovoltaico (FV)1 é constituído por cerca de 36 a 72 células conectadas em série ou paralelo em um invólucro de alumínio que a depender da utilização pode ser utilizada diversas tecnologias para diferentes níveis de rendimento. apesar do alto custo. 2014). Além disso. 17 europeu. . monocristalino (o mais puro). As células solares quando ligadas em séries tornam-se um módulo fotovoltaico. como a Alemanha e Península Ibérica. 1 No inglês se utiliza PV que significa photovoltaic. onde foto significa luz e volt é a unidade de medida usada para medir o potencial elétrico em um determinado ponto (HERNÁNDEZ et al. A produção a partir do silício possui três formas básicas. Cho e Yoo (2015). Basicamente a tecnologia fotovoltaica transforma a luz solar em eletricidade por meio de células solares sem emitir gases e até mesmo ruídos. que possui baixas taxa de irradiação. policristalino e amorfo (o de menor qualidade). a variabilidade interanual é menor devido ao clima típico tropical. A figura 1 ainda mostra o norte da África com uma forte irradiação. A aplicação das células de silício monocristalino é bastante utilizada. o Si monocristalino é amplamente utilizado na indústria de energia solar devido à sua alta eficiência na conversão. De acordo com a pesquisa realizada por Lima et al.

banco de baterias. Sistemas off-grid de energia solar fotovoltaica oferecem uma alternativa para ampliar a rede e reduzir as emissões de gases causadores do efeito de estufa. o total da produção é o somatório da potência gerada em cada módulo. um sistema fotovoltaico. 18 Concorda-se com o autor Hernández et al. (2016) observa que. <http://artsol. (2014) que. Além dos módulos. que o objetivo do sistema fotovoltaico conectado a rede é gerar eletricidade para o consumo local. mais de um bilhão de pessoas não têm acesso a eletricidade e muitos deles se situam nas zonas rurais distante da infraestrutura existente.Módulos fotovoltaicos conectados em série Fonte: Art Sol. este sistema é composto por inversores. Figura 2 . Em áreas urbanas utilizam-se sistemas conectados (On-grid) que visam reduzir. gerando eletricidade de forma sustentável que poderia ser produzida por combustíveis fósseis. sendo utilizado de forma independente ou conectado à rede. para a gerar energia elétrica em maior escala são conectados vários módulos solares criando assim. Sistemas independentes (Off-grid) geralmente são implantados em áreas remotas em que a rede de distribuição local não esteja disponível. ou até mesmo eliminar a cobrança da eletricidade consumida como explica Villalva e Gazoli (2013). Sandwell et al.com. como mostra a figura 2. podendo reduzir ou eliminar o consumo da rede pública ou mesmo gerar excedente de energia. uma vez que. A interligação de diversos módulos produz uma .br/modulos-fotovoltaicos/> A capacidade de geração elétrica a partir dos módulos fotovoltaicos conectados em série é ampliada.

mostrado na figura 3. (2014). Fonte: Hernández et al. oferecendo uma proposta inovadora sem deixar de produzir energia elétrica renovável. Em contrapartida. lembra que autoridades governamentais e pesquisadores dizem que para produzir um módulo FV é necessária mais energia do que a energia que será produzida pelo módulo em toda sua vida útil. Figura 3 – Casa protótipo com telhado BIPV. alguns países. 2 Prática de aplicação de painéis solares à construção. A utilização de sistemas fotovoltaicos integrados (BIPV) 2 em residências e edifícios vem sendo muito utilizada no mercado. o autor Hernández et al. a fabricação de módulos fotovoltaicos necessita de uma grande quantidade de energia. (2014). (2014) A figura 3 mostra uma casa protótipo na Alemanha utilizando o BIPV como telhado. Esse modelo vem sendo muito utilizado por arquitetos e designers em seus projetos. Podemos constatar que a tecnologia fotovoltaica está sendo aplicada de diferentes maneiras. produzindo um efeito sustentável e inovador. como a França. segundo Hernández et al. . consideram o BIPV como os únicos módulos que podem substituir um material de construção ou em um telhado ou fachada. 19 geração em larga escala que depende exclusivamente da quantidade de energia demandada.

20
É notória a crescente absorção do mercado de geração de energia elétrica
provinda de sistemas fotovoltaicos, com vários estudos em várias partes do mundo,
e aqui no Brasil a recente resolução de nº 687 de 24 de novembro de 2015, da
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), deve impulsionar este setor, e
promover ainda mais a matriz energética com base em recursos renováveis.

2.4 ENERGIA EÓLICA

A utilização das forças dos ventos pelo homem para realizar diversas tarefas
evoluiu bastante ao logo do tempo. Inicialmente compreendia em apenas forçar o
movimento de embarcações movidas a vela e outros serviços que necessitavam de
trabalho braçal e animal. A partir daí se fez necessário o desenvolvimento de uma
tecnologia capaz de reduzir o esforço como, por exemplo, na moagem de grãos,
surgindo então os primeiros moinhos de vento.

Os moinhos de vento bastante utilizados no passado, originaram os atuais
aerogeradores. Entretanto o emprego dos antigos moinhos para a produção de
energia elétrica se deu muito tempo após o seu surgimento. A ANEEL (2005) fala
que, as tentativas de geração de eletricidade resultante da energia eólica, foi iniciada
no final do século XIX, porém apenas um século mais tarde, com a crise
internacional do petróleo nos anos 70, é que o interesse e investimentos tornaram-
se suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em
escala comercial, vindo a ser instalada em 1976, na Dinamarca, a primeira turbina
eólica ligada à rede elétrica pública.

O grande potencial eólico mundial associado à capacidade de produção de
energia elétrica em larga escala faz da energia eólica uma das mais promissoras
fontes renováveis no mercado, mesclando a matriz energética e reduzindo a
necessidade de abastecimento de eletricidade a partir de combustíveis fósseis.

A figura 4 mostra detalhes de um aerogerador básico bastante utilizado
atualmente para a geração de energia elétrica, explicitando os seus componentes
fundamentais.

21
Figura 4 - Componentes principais de um aerogerador

Fonte:http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/6/artigo2271652.aspx.
Acesso em: 30 de setembro de 2016.

Podemos observar na ilustração que um aerogerador possui uma série de
componentes que auxiliam em sua proteção. Entre eles está o sistema de freio
aerodinâmico, responsável pelo controle da velocidade das pás, fazendo com que
em caso de ventos mais fortes, elas não girem uma velocidade superior à suportada
pela estrutura.

O funcionamento do aerogerador baseia-se em transformar a energia
mecância em energia elétrica. Segundo Borba, Ramos e Ito (2013), o aerogerador é
um dos principais elementos no sistema de geração eólica, convertendo a energia
cinética dos ventos em energia mecânica que rotaciona o rotor, gerando energia
elétrica.

Segundo Reis (2011), a geração de energia elétrica oriunda dos ventos tem
sofrido um considerável aumento em sua aplicação no mundo inteiro, devido à
baixos custos. Potências como Alemanha, EUA, Espanha entre outros, possuem
diversas fazendas eólicas facilmente encontradas.

Nesse contexto Herran et al. (2016) afirma que, a energia eólica é vista como
uma das mais relevantes fontes de energias renováveis, e sua implantação não só
vai reduzir a dependência de fontes não renováveis, como também diversificar as

22
fontes de energia, sendo que teve um crescimento muito superior quando
comparado aos tipos de tecnologias renováveis nos últimos anos.

Outro fator importante que incentiva cada vez mais a geração eólica no Brasil,
é o custo de sua energia que vem diminuindo gradativamente, segundo Tolmasquim
(2012), nos últimos anos a energia eólica apresentou significativas reduções de
custo, sendo vendida em 2005 a 300 R$/MWh e passando para surpreendentes 99
R$/MWh e 105 R$/MWh no fim do ano de 2011.

No Brasil existe um enorme potencial para geração de energia elétrica a partir
da energia eólica, de acordo com as considerações do Atlas do Potencial Éolico
Brasileiro (2001) produzido pela CRESESB, estima-se um potencial disponível de
143 GW.

Para Jong et al. (2016), a energia eólica está susceptível a desempenhar um
papel cada vez mais importante na produção de energia nas próximas décadas.
Ainda segundo o autor, em algumas localidades do Brasil a energia eólica está mais
competitiva que a geração por centrais elétricas alimentadas por carvão, enfatizando
que o crescimento dessa energia acontecerá principalmente na região Nordeste nos
próximos anos.

Segundo pesquisa realizada por Ortiz e Kampel (2011), Sergipe, Alagoas, Rio
Grande do Norte e Ceará, são os estados brasileiros que apresentam maiores
potenciais eólicos, com média de ventos apresentando variação entre de 7 a 12 m/s
próximo à sua costa.

Existem muitos desafios na construção de um parque eólico, a julgar pelas
questões ambientais, que ainda preocupam bastante. Para Bakken et al. (2014), a
produção de energia eólica possui enormes benefícios tais como, redução do uso de
combustíveis fósseis e geração de energia limpa. No entanto, concorda-se com o
autor que a energia eólica possui impactos negativos, reduzindo a biodiversidade,
aumentando a poluição visual, expandindo ocupação do solo e devastando o habitat
de diversas espécies.

Outro fator a se prever é em relação ao tipo de turbina eólica a ser utilizada,
podendo ser horizontal (figura 5) ou vertical (figura 6). A altura da torre e a
velocidade do vento na região influenciam em seu rendimento e para isso deve ser
feita uma escolha adequada para cada localidade. Para o autor Kumar et al. (2016),

turbinas de eixo vertical.com. geralmente utilizadas para produção em pequena escala. possuem vantagens como produzir eletricidade com menor velocidade de vento. 23 as turbinas de eixo horizontal predominam em quase toda a indústria do vento.ehow.br/comparacao-entre-turbinas-eolicas-eixo-horizontal-eixo- vertical-fatos_43796/ Acesso em: 01 de outubro de 2016. graças à sua eficiência e maior potência de geração em comparação com as de eixo vertical. . Figura 5 . porém. causar pouco ruído durante a operação e utilizar o vento em todas as direções.Gerador eólico de eixo horizontal Fonte: http://www.

que é gratuito e não degrada a natureza.com/category/evolucao-da-ciencia/. 24 Figura 6 .wordpress. Além disso. Acesso em: 01 de outubro de 2016.Gerador eólico de eixo vertical Fonte: https://evolucaoaalp. . seu combustível é apenas o vento. A incansável busca por uma matriz energética renovável faz da energia eólica uma promissora fonte geradora de energia elétrica nesse âmbito.

. baixo investimento e não precisar de represas para armazenar água. plantas menores. as PCHs estão ganhando cada vez mais notoriedade no cenário energético devido aos benefícios econômicos. excluindo a calha do leito regular do rio. são os principais fatores responsáveis pela implantação desta tecnologia de produção de energia. que visam produzir eletricidade em menor escala. De acordo com Rodrigues e Pacheco (2015). Em meio às inúmeras finalidades do uso da água. como por exemplo. na agricultura. desenvolvendo técnicas cada vez mais eficientes na aplicação destes métodos. a caracterização de um empreendimento como PCH. será feita à empreendimentos destinados a autoprodução ou produção independente de energia elétrica que possua potência superior a 3.5 PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA – PCH A água possui enorme importância na manutenção da vida na Terra. A demanda da água começou a aumentar para produzir alimentos. sociais e ambientais que produz. Höffken e van der Vleuten (2016).000 kW e com área de reservatório de até 13 km². Para Manders. órgãos europeus definem pequena central hidrelétrica como empreendimentos. de 4 de agosto de 2015 da ANEEL. cuja finalidade é a promoção do uso da água para gerar energia elétrica com potência de saída de até 10 MW. o homem desenvolveu técnicas para sua aplicação na geração de energia elétrica. Ao passar dos anos com o aumento populacional no planeta se fez necessário um maior montante de água para consumo e mais facilidades ao seu acesso. Desde os tempos mais remotos o ser humano se preocupa com a utilização e captação da água. com a expansão da indústria. visto que. no período da revolução industrial foi que se percebeu tamanha necessidade de um consumo consciente. onde era feita irrigação das plantações. Devido aos grandes impactos causados na construção de grandes usinas elétricas foram criadas PCHs (figura 7). No entanto. entre elas o menor tempo de construção. Segundo a resolução normativa nº 673. muitos camponeses em busca de trabalho se direcionaram aos centros urbanos aumentando ainda mais a quantidade de água requerida. 25 2.000 kW e igual ou inferior a 30. pois se situam no meio do rio.

Acesso em 01 de outubro de 2016. Índia e China.PCH Fonte: http://www.minutoengenharia. e é empregada por muitos países em áreas remotas. a exploração de recursos hídricos na produção de energia elétrica é uma estratégia de países em desenvolvimento como Brasil. (2015). a exemplo da energia eólica e solar.9 GW. porém o custo de produção de energia é de 3. como explica Zhang et al. e se situam próximas às comunidades que mais apresentam necessidade energética. afim de oferecer uma solução prática e eficaz no abastecimento de energia elétrica.triplica-em-11-anos-no-brasil/. Segundo os autores Rodrigues e Pacheco (2015).Pequena Central Hidrelétrica .br/postagens/2014/07/16/energia-gerada-por- pchs.420 US$/kW devido à falta de . todas as PCHs construídas na Colômbia não estão conectadas no sistema interligado. Porém a deterioração ecológica e mudanças hidrológicas são barreias a serem enfrentadas na construção de pequenas plantas hidrelétricas. No entanto. Uma PCH é uma fonte alternativa capaz de produzir energia limpa.125 US$/kW maior que o de usinas hidrelétricas convencionais que giram em 1.com. 26 Figura 7 . O Brasil possui um potencial de geração a partir de PCHs em torno de 25. a construção de uma PCH fornece ao meio ambiente muitos impactos negativos.

(SILVA. 2016). que tem se tornado muito comum a utilização de PCHs como alternativa no setor energético pois. Nayanatara. o Brasil utiliza bastante essa fonte. localizada próxima aos centros de carga e desprovida de recursos naturais para a sua utilização.6 GERAÇÃO DISTRIBUÍDA: CONCEITO E APLICAÇÂO Muito se discute em relação ao desenvolvimento de tecnologias capazes de reduzir custos e perdas elétricas na transmissão de energia. possibilitando longos períodos de inatividade durante as secas. Diante do fato. 27 reservatórios.830 MW sendo que. Complementando a definição. dizem que GD é uma central geradora de energia em pequena escala capaz de atender uma demanda local. . como explica Silva. Marchi Neto e Seifert (2016). totalizando uma capacidade de 416 MW. Embora exista dificuldades em relação à geração com PCHs. porém concorda-se com Santos et al. Ainda segundo o autor. a busca pela geração descentralizada foi motivada pela crescente demanda no setor energético. há mais 34 em andamento. (2016) que GD é qualquer fonte de energia elétrica ligada à rede de distribuição e que possua capacidade limitada. Há muita discordância quanto ao conceito de GD. que visa gerar energia elétrica através de fontes alternativas próximas aos grandes centros consumidores ou em locais onde as plantas convencionais são inaplicáveis. MARCHI NETO. buscando o melhoramento da tensão e confiabilidade do sistema. quase não tem impactos ambientais. Baskaran e Kothari (2016). 2. foi criado o termo Geração Distribuída (GD). A evolução global da potência instalada (figura 8) pode ser entendida como um requisito fundamental para a busca de soluções imediatas quanto ao abastecimento de energia elétrica. SEIFERT. no Brasil existem 466 pequenas centrais hidrelétricas com uma capacidade instalada de 4. Além disso.

são englobados na minigeração distribuída. determina microgeração distribuída como centrais geradoras de energia elétrica que possuam capacidade instalada menor ou igual à 75 kW e estabelecimentos geradores com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 MW para fontes de recursos hídricos ou menor ou igual a 5 MW para cogeração qualificada. A figura 9 mostra basicamente como atua um sistema composto por diversas tecnologias GD conectadas à rede de distribuição. faz com que o desenvolvimento de tecnologias para GD torne o mercado energético global cada vez mais competitivo. sendo que as mais utilizadas são as pequenas turbinas eólicas e a energia fotovoltaica. que inclui tanto fontes renováveis. . 28 Figura 8 . quanto não renováveis. a capacidade de consumir a energia gerada e injetar na rede de distribuição o excedente.Previsão global de potência instalada (em trilhões de kW) Fonte: Santos et al. Para Santos et al. (2016) A ANEEL (2015) por meio da sua resolução normativa nº 687. (2016). são consideradas fontes emergentes que se desenvolveram ainda mais no futuro. A GD pode ser composta por inúmeras tecnologias para a produção de eletricidade. células à combustível e máquinas de biogás. Motores à combustão de hidrogênio.

tanto é injetada na rede distribuição. 29 Figura 9 . Diante disso. para isso. a corrente elétrica passa por inversores que a converte em corrente alternada.Sistema híbrido de GD conectado à rede. é necessário um estudo prévio para identificar os impactos causados na implantação dessas unidades. No português utiliza-se corrente contínua (CC) . a utilização de elementos de segurança que mantenham os níveis de tensão adequados e a avaliação do tamanho de seu tamanho para não causar um bi direcionamento do fluxo de potência. Para Prakash e Khatod K. células de combustível e turbinas a gás produzem eletricidade em direct current (DC)3 e essa energia. painéis solares. sendo que. A escolha do tipo de tecnologia de uma unidade GD depende da região em que se encontram os consumidores finais. quanto fornecida aos centros consumidores. (2016). 3 DC – sigla de direct current. são fatores que devem ser cuidadosamente observados para uma maior eficiência no sistema de distribuição. o dimensionamento ideal de uma GD. (2016) Podemos observar na ilustração que as turbinas eólicas. Fonte: Santos et al.

se a localização da GD e o tamanho ideal não forem corretamente direcionados. (2016). . excesso de tensão. flutuação de tensão e perda de confiabilidade para o suprimento de energia elétrica. podem ocorrer perdas de potência ativa e reativa. 30 Ainda segundo Prakash e Khatod K.

serão citadas as pesquisas consideradas de maior relevância para este trabalho evidenciando os resultados alcançados pelos pesquisadores. 3. tanto a pesquisa de laboratório quanto à de campo (documentação direta) exigem. introduzindo aspectos científicos para a criação de trabalhos para a produção. é a pesquisa bibliográfica.2 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA No âmbito de geração distribuída. p. se de um lado a resolução de um problema pode ser obtida através dela.] a pesquisa bibliográfica permite compreender que. teses e experiência. o levantamento do estudo da questão que se propõe a analisar e solucionar. De caráter exploratório esta pesquisa utilizada é para realização de uma amostra que qualquer pessoa no planeta pode gerar energia limpa e com um bom retorno econômico. mostrando que é possível gerar energia elétrica de forma racional. A pesquisa bibliográfica pode. ser considerada também como o primeiro passo de toda pesquisa científica. Já. .. [. o respectivo trabalho demonstra teses de outros autores. resultando em dois estudos de caso. Porém. serviços ou processos.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS Os objetivos deste distinto trabalho foram deferidos através de utilizações de um conjunto de diretrizes descritos abaixo. como premissa. portanto. na pesquisa de campo faz-se uma avaliação de produtos. eficaz e econômica. podemos enumerar diversos autores que produziram pesquisas importantes e obtiveram resultados excelentes. o tema e todo o contexto escrito e pesquisado neste trabalho. Contudo. onde. A pesquisa bibliográfica é feita para mostrar o contexto histórico criado pelo autor.44). De acordo com Lakatos (1992. compreendemos o seu aspecto.. por outro. 31 3 METODOLOGIA 3. geração e distribuição de energia elétrica.

podemos mencionar Allouhi et al. já que atinge valores muito próximos da irradiação máxima.2. como a variação do ângulo de inclinação de 0º a 90º. A equação 1 foi utilizada como modelo matemático por Allouhi et al. Durante a pesquisa de Allouhi et al. Os painéis possuem orientação para o sul e inclinação de 30º. mostrada na figura 10. sugerido pelos softwares METEONORM e THE-SYS. 32 3. Para constatar que de fato a melhor inclinação dos painéis é de 30º. concluindo que o melhor índice de irradiação na superfície dos painéis é quando este. (2016) que desenvolveu um estudo específico no Marrocos utilizando diferentes tecnologias aplicadas em módulos fotovoltaicos. como a inclinação mais adequada. Figura 10 . foram instalados dois painéis fotovoltaicos conectados em rede no telhado de um edifício utilizando uma estrutura de aço galvanizado.Irradição máxima a partir do ângulo de inclinação. . (2016) para a simulação de módulos fotovoltaicos. está na posição de 30º a partir da horizontal. (2016) Pode-se observar que o intervalo entre os ângulos 20º e 40º também pode ser utilizado. Allouhi et al. (2016). (2016) simulou diversas situações.1 Geração fotovoltaica em um edifício institucional no Marrocos Em relação à sistemas fotovoltaicos conectados em rede. Fonte: Allouhi et al.

33 ?+?? (????? ? ) ?+??? ? (? ) = ??ℎ − ?0 [? ?? − 1] − (1) ??ℎ Onde. . O quadro 1 mostra as especificações dos módulos utilizados. (2016) foram de células de silício policristalino (figura 11) e silício monocristalino (figura 12). As tecnologias dos módulos fotovoltaicos selecionados por Allouhi et al. (2016) apresenta diferença apenas nas tecnologias utilizadas pelos dois sistemas fotovoltaicos para captação de irradiação solar. já que os sistemas são bastante semelhantes quanto à capacidade e tamanho. enquanto o quadro 2 exibe as características do inversor. ? = ???????? ?? ?ó???? ? = ????ã? ?? ?ó???? ??ℎ = ???????? ???????????? ?0 = ???????? ?? ??????çã? ??????? ?? ????? ?? = ??????ê???? ?? ?é??? ? = ????? ? = ????? ?? ????????? ?? ????? ? = ??????????? ?? ?????çã? ?? ?ó???? ? = ????????? ?? ????????? ??? = ?ú???? ?? ?é????? ?? ?é??? ?? ?ó???? O projeto de Allouhi et al.

Sistema fotovoltaico conectado em rede .Tecnologia policristalina Fonte: Allouhi et al. 34 Figura 11 .Tecnologia monocristalina Fonte: Allouhi et al. Figura 12 .Sistema fotovoltaico conectado em rede . (2016) Observa-se na figura 11 que os módulos fotovoltaicos compostos por células de silício policristalino estão instalados na cobertura de um edifício. com uma inclinação previamente calculada e numa orientação estratégica para melhor capturar a irradiância solar. (2016) .

submetido às mesmas condições de instalação do módulo de silício policristalino para produzir uma comparação eficaz entre o melhor desempenho entre as duas tecnologias propostas na pesquisa.32 A 8.4 mA/ºC 3. Quadro 1 .9 V 31. Para fazer uma análise comparativa entre as duas tecnologias Allouhi et al.8 V Aberto Corrente de curto 8.4 V Tensão Ponto de máxima 8. relação de desempenho.Especificações dos módulos fotovoltaicos Sistema 1 Sistema 2 Tipos de células Policristalina Monocristalina Tensão do circuito 38 V 37.8 A 8. (2016) . rendimento final.40ºC a 85ºC Fonte: Adaptado de Allouhi et al. total de perdas de energia.5 mA/ºC da corrente de curto circuito Coeficiente de temperatura -0. fator de capacidade anual e a eficiência geral anual do sistema. 35 Na figura 12 os módulos fotovoltaicos utilizados possuem uma tecnologia com silício monocristalino e encontrasse evidentemente numa laje.15 A Corrente Coeficiente de temperatura 4. (2016).41%/ºC de máxima potência Fabricante Solar World Modelo Sunmodule SW Número de células 60 Dimensão das células 156 x 156 mm² Dimensão do módulo 1675 x 1001 mm² Potência nominal 255 Wp Classificação de Eficiência 15.2 % Peso 21 kg Temperatura de operação .41%/ºC -0.66 A Circuito Ponto de máxima 30. observou alguns parâmetros importantes como o rendimento de referência..

?ê? ?? ??? ??? = ??????? ?????? ?? ??í?? ?? ?? ?? = ???ê???? ???????? A análise da relação de desempenho ?? (indicador que normaliza a energia que alimenta a rede de acordo com a incidência de irradiância).0 kW Tensão mínima 175 V Tensão máxima 560 V Eficiência máxima 96% Fonte: Adaptado de Allouhi et al. ?? = ?????????? ????? ?? ?? ??????? ???????????? ?? ???. o rendimento final (?? ) de um sistema fotovoltaico em um determinado período (dia. é igual ao . 36 Quadro 2 . (2016) A equação 2 exprime um número equivalente de horas a irradiância de referência e pode ser escrita por: HI YR = G0 (2) Onde. mês ou ano) é a energia eficaz de saída em corrente alternada (CA) (??? ).Especificações do Inversor Modo de operação MPPT MPPT Potência Nominal (AC) 2. (2016). ?? = ?????????? ?? ?????ê???? ?? = ??????çã? ?? ??????? (??ℎ/?²) ?0 = ??????â???? ?? ?????ê???? ????? à 1??ℎ/?² De acordo com Allouhi et al. podemos calculá-lo: ECA YF = PS (3) Onde. O ?? é um dado considerado ideal e que permite a compatibilidade da energia produzida com o tamanho do sistema. Utilizando a equação 3. dividido pela potencia aparente (?? ) de saída do sistema fotovoltaico em condições normais.

qualidade do módulo.??? ??? = ? (6) ? ?24 ?365 Onde. A equação 7 é dada por: ? ?? = ? ??? (7) ?? ?? Onde. A ideia que o PR traz é sobre o efeito global da matriz de perdas e as perdas do sistema em relação a produtividade do sistema e segundo Allouhi et al. podendo ser expressa pela equação 5: ?? = ?? − ?? (5) Onde. (2016) como a razão entre a saída de energia eficaz do sistema pela energia total coletada pelo sistema fotovoltaico. pode ser escrita pela equação 4: ? ?? = ?? (4) ? Allouhi et al. disse o total das perdas de energia do sistema fotovoltaico (combinando perdas devido ao nível de irradiância. sendo expressa pela equação 6: ???. ??? = ????? ?? ?????????? ????? ?? = ?????????? ?? ??????? ????????? ?? ????? ????? Por último temos a eficiência geral anual do sistema que é descrita por Allouhi et al. 37 rendimento final (?? ) dividido pelo rendimento de referência (?? ). resistência dos cabos e perdas totais do inversor) são dadas pela diferença entre o rendimento de referência (?? ) e o rendimento final (?? ). grau de temperatura. (2016). . (2016) como a razão entre a energia eficaz de saída anual pela quantidade de energia que o sistema produziria se ele funcionar em plena carga durante 24h/dia durante 365 dias. (2016). ? ? = ?????? ?????? ?? ??????? ?? ??????? ???????????? O fator de capacidade anual é definido por Allouhi et al.

?? = ???????????? ??????? ???? ????????çã? ?? ??????? ?? = ?????? ??????????? à ?????çã? 4 Do inglês LCOE (levelized cost of energy). realizou uma análise ambiental na instalação dos sistemas fotovoltaicos no edifício onde a quantidade de energia produzida é injetada na rede elétrica interna. Podemos calcular ?? e ?? utilizando as equações 9 e 10 a seguir: ?? = ?? + ?? + ?? (9) Onde. 38 ?? = ?????ê???? ????? ????? ?? ??????? ??? = á??? ????? ??????? ???? ??????? ?? Allouhi et al. ???? = ????? ???????? ?? ???????????? ?? = ???? ú??? ?? ??????? (?? ????) ?? = ???????????? ?í????? ?? ??????? ? = ??? ? = ???? ?? ???????? ?? = ???????????? ?í????? ?? ??????? De acordo com Allouhi et al. expresso em dólares por kWh produzida pelo sistema ao logo de sua vida útil é dada por: ∑?? ?=0 ?? /(1+?) ? ???? = ∑? ? (8) ?=0 ?? /(1+?) Onde. período de retorno simples e as emissões de ??2 evitadas. A equação 8 utilizada por Allouhi et al. (2016). (2016) para calcular o LCOE. . que mede a competitividade global de eletricidade produzida a partir de diferentes tecnologias e que apresenta o investimento total para o devido funcionamento e instalação do projeto. O autor se baseou nos seguintes indicadores: o custo nivelado da eletricidade (LCOE) 4. (2016).

??? = ????? ?? ??????ç? ????? ?? ??????? ?????????? ?? ???????çã? ?? ??????? ??é????? ???????????? (???????? ?? ?ó?????) E por último temos o indicador de emissões de ??2 evitadas. ?? = ?????çã? ??????? ?? ??????? ??? ??? (??ℎ) ? = ?????????çã? ??????? ??? ?ó????? ????????????? (%) Vale ressalvar que o autor. pode ser utilizada a equação 11: ?? ?? = (11) ??? Onde. Contudo. Para isso. Este indicador reflete o tempo necessário para que a economia cumulativa se iguale ao investimento inicial total ?? . (2016). A emissão de ??2 para sistemas solares fotovoltaicos é determinada considerando que cada kWh gerado pelos módulos fotovoltaicos substitui cada kWh produzido pelos sistemas convencionais de energia. Outro indicador de avaliação comumente utilizado para uma análise de viabilidade econômica de sistemas fotovoltaicos é o tempo de retorno (expresso em anos). ?? = ??????? ?????? ??? ???????? ????????????? (??ℎ) . 39 ?? = ?????? ??????????? à ???????çã? ?? = ?? (1 − ?)? (10) Onde. A emissão de ??2 evitada (???? em toneladas) pode ser escrita pela equação 12: ?? ? ?? ???? = (12) 1000 Onde. acréscimos de juros não foram considerados. de acordo com Allouhi et al. considerou o custo total de instalação devidamente pago. que também contribui imensamente para o aquecimento global. utilizado por Allouhi et al. (2016). onde o autor fala que o principal gás responsável pela poluição é o ??2 .

Além disso.  A vida útil dos dois sistemas fotovoltaicos é de 25 anos.  Moeda: 1 dólar [US$] = 9. custo de operação das usinas. (2016) realizou uma análise ambiental e econômica. A produção anual de energia dos sistemas fotovoltaicos é obtida a partir de resultados de simulação.2 Impactos da geração distribuída (GD) na Dinamarca Goop. combustíveis e .2. Odenberger e Johnsson (2016) construíram uma análise sólida sobre as perdas e impactos da GD na distribuição de energia elétrica.  Cada kWh de produção fotovoltaica substitui 1 kWh da produção média do sistema elétrico marroquino.67 Dirham marroquino [MAD] 3.  O preço da eletricidade comprada a partir da rede é de 0.  O custo dos vários equipamentos dos sistemas FV baseia-se no mercado de Marrocos durante a fase de aquisição. 40 ?? = ????? ?? ??????çã? ?? ??????? Allouhi et al. Odenberger e Johnsson (2016) inclui um planejamento horizontal contínuo dos níveis de tensão da rede de distribuição bem como uma estimativa de perdas na rede. O modelo utilizado por Goop. sendo assim o autor baseou-se nos seguintes dados de entrada e suposições para desenvolver sua pesquisa:  A energia total gerada a partir dos dois campos fotovoltaicos é injetada na rede elétrica interna do edifício institucional. além de descrever a região ocidental da Dinamarca onde todas as capacidades comerciais e o consumo total se baseia em dados do ano de 2012. Odenberger e Johnsson (2016) utilizaram um software para otimizar os custos operacionais da usina de operação.5%. foram atualizados dados como a capacidade das usinas de energia.1 US$/kWh.  Taxa de desconto é de 2. levando em consideração que cada kWh produzido por sistemas fotovoltaicos substitui um kWh fornecido por sistemas convencionais.  Os custos de operação e manutenção para o primeiro ano são de 15 US$/kWp e são descontados pelo resto da vida útil dos sistemas fotovoltaicos. Goop. Para analisar os impactos causados pela GD.

A figura 13 mostra os principais componentes do modelo e sua estrutura básica. Odenberger e Johnsson (2016). O modelo foi construído através do Sistema Geral de Modelagem Algébrica (SGMA) e resolvido com CPLEX5. mesmo sendo desconhecido o consumo para cada nível de tensão na Dinamarca Ocidental. O modelo proposto por Goop. Odenberger e Johnsson (2016) é um modelo de otimização que visa à busca do custo mínimo para a devida operação de unidades de geração de calor de energia em uma a região. 5 CPLEX é um conjunto de aplicações que oferece rapidez no desenvolvimento e na implementação de modelos de otimização por meio de programação matemática e de restrição. custos com a carga e a redução de emissão de ??2 de acordo com Goop. . suas perdas são devidamente subtraídas. sendo que toda vez que a energia é transferida entre os níveis de tensão. Foram considerados como custos operacionais na otimização do sistema. custo de manutenção e operação. Contudo. foi necessário ajustar os parâmetros do modelo para a correta distribuição em cada nível de tensão para que houvesse uma representação real das mais diversas situações encontradas. Todos os níveis de tensão estão associados em um único perfil de carga nas redes de distribuição. sendo que uma pequena parte da carga instalada corresponde a pequenos consumidores. Os níveis de AT e a demanda de eletricidade em BT e MT são mostrados no modelo para cada perfil de carga. As unidades cogeradoras com capacidade de 100 MW possuem variáveis binárias que representam status off-line. onde o autor não considera as perdas de transmissão. durante um ano. com uma resolução de tempo de 1 h. Foi necessário o redimensionamento das cargas na região estudada para que a demanda fosse equilibrada em relação ao total da capacidade de geração instalada. O modelo proporciona a capacidade de estimar perdas eólicas e fotovoltaicas na geração distribuída. enquanto a maior parte é destinada aos consumidores industriais. A transferência de energia é multiplicada por um coeficiente de fator de perda. 41 o comércio. o custo com combustível. Cada unidade geradora possui um nível de tensão que serve como informação de entrada para o modelo.

Estrutura do modelo do sistema Fonte: Goop. as caixas brancas indicam os níveis de tensão (High voltage = Alta tensão. Goop. devido a tais países se pertencerem a regiões e possuírem rede de transmissão disponível para tal exportação. A cogeração descentralizada e em menor escala possuem um importante papel no cenário energético dinamarquês no estudo apresentado. observa Goop. Os perfis para energia solar e eólica são representados com dados de saída e são vistas como economicamente preferenciáveis. As instalações de CHP possuem uma limitação devido ao calor. 6 CHP (combined heat and power) é o termo utilizado para designar produção de eletricidade combinada por calor e energia. Odenberger e Johnsson (2016) Na figura 13. as verdes o tipo de tecnologia para a produção de energia elétrica e as vermelhas o consumo de eletricidade e suas perdas. No modelo proposto é possível exportar a energia gerada para países como Suécia. . gás natural e a óleo. Odenberger e Johnsson (2016) diz que as variações de calor ao longo do ano influenciam no preço da eletricidade do sistema. visto que boa parte da demanda dinamarquesa é derivada da produção combinada entre calor e eletricidade (CHP)6. e as tecnologias utilizadas na geração de energia elétrica são a biomassa. Odenberger e Johnsson (2016). segundo Goop. Odenberger e Johnsson (2016). Medium voltage = Média tensão e Low Voltage = Baixa tensão) . 42 Figura 13 . Alemanha e Dinamarca Oriental.

O autor .83 biomassa (11.2%) e 0.84 Skaebaek Estação de energia 350 Carvão (95. sendo este uma média baseado em dados de mercado a partir do ano de 2012.89 Studstrup bio (3. supôs que as unidades geradoras centralizadas e as interligações para importação e exportação de energia são conectadas em alta voltagem.3%) 2.3 Estação de energia Fyn 388 Carvão (87.4%) Fonte: Adaptado de Goop. Quadro 3 .9%) 0. 43 Goop. Os preços para venda ou compra de eletricidade de países adjacentes foi fixado com base nos preços de mercado do ano de 2012. A energia eólica e as geradoras CHP em média tensão (MT) e os sistemas fotovoltaicos em baixa tensão (BT).6%) e 0.8%) Estação de energia 392 Gás (99. O tempo de funcionamento foi escolhido como sendo de 0 a 4 h.6%) 350 Estação de energia 275 Nordjylland 383 Carvão (99%) 1.Característica das centrais geradoras de energia Usina Capacidade Combustíveis Média.60 Esbjerg Usina de CHP Herning 95 Biomassa (90.2%) e 0.4 Ensted Estação de energia 378 Carvão (99. Odenberger e Johnsson (2016) em sua pesquisa. O valor da emissão do gás ??2 foi estabelecido em 8 EUR/t ??2 .45 gás (9. Os dados dos proprietários das centrais geradoras foram atualizados a partir de 2012. inclusive a capacidade de transmissão de energia elétrica. Odenberger e Johnsson (2016) Goop. Odenberger e Johnsson (2016) informa que o quadro 3 especifica os dados econômicos e técnicos para CHP e outras centrais inclusas na modelagem. Relação principais e suas potência/calor (MW) parcelas Estação de energia 633 Carvão (99%) 7.

enquanto a capacidade do sistema solar em BT chega até 12. onde 20% da carga está ligada em BT e 70% em MT. uma curva característica de calor da cidade de Gotemburgo. observando a capacidade da rede e a variação de um sistema a outro. o tamanho das perdas pode ser influenciado pela localização em que a GD se encontra. O fato das centrais CHP serem ligadas em diversos sistemas de aquecimento urbano faz parte da sua produção total de calor ser considerada limitada. na Suécia. O segundo caso apresenta uma situação contrária. tem-se apenas 10% da carga em AT. Em termos energéticos. Odenberger e Johnsson (2016) redimensionou a curva de carga para a demanda de calor na Dinamarca Ocidental. A partir daí foi construída uma curva utilizada para estimar a capacidade da caldeira na produção de calor. Para Goop. Os níveis de tensão e os variados perfis de cargas geram um grande efeito quanto à integração da GD. Odenberger e Johnsson (2016). Odenberger e Johnsson (2016). Os valores das perdas em transformadores a serem consideradas na MT e alta tensão (AT) são de 1% e para BT 3% de acordo com dados alemães. a energia eólica proporciona 57% de penetração no sistema e a energia solar 38%. Segundo Goop. pela rede de distribuição e até pela configuração da rede. Goop. A demanda da região estudada é de cerca de 20 TWh desconsiderando as perdas na transmissão. Odenberger e Johnsson (2016) dois casos com cargas distintas.000 MW em 19 etapas. Foi estudado por Goop. Quando houver transformação de energia para outro nível de tensão.000 MW distribuídos em 13 etapas. 44 assumiu que não há perdas na rede de distribuição. A limitação de cada instalação é estabelecida através do consumo total anual do sistema de aquecimento individual comparado com a demanda total anual do calor do distrito. podendo afetar significadamente a transferência . segundo Goop. pois considera que a tensão gerada será consumida no mesmo local. Odenberger e Johnsson (2016). o objetivo da pesquisa é analisar o impacto dos níveis de penetração das energias eólica e solar. cerca de 70% da carga se encontra em BT e 20% da carga está conectada em MT. as perdas térmicas serão subtraídas do valor da eletricidade. Em ambos os casos. Foi utilizado para descrever o sistema de aquecimento urbano. No primeiro caso. A capacidade de geração eólica na MT atinge no máximo 10.

deseja-se que a GD seja usada localmente. Portanto. no quesito aquecimento contido no modelo. o objetivo principal é mostrar o custo variável na geração de energia elétrica e a possibilidade de cogeração através de aquecimento. . Em contexto com essas pesquisas bibliográficas utilizamos o método explicativo para finalizar as análises. Ao analisar os diferentes níveis de tensão que a GD penetra a curto prazo. Goop. Segundo o autor se a GD instalada produzir quantidade de energia suficiente para suprir o consumo local. Entretanto. porém considera-se mais importante a adaptação do modelo a padrões globais da GD. 45 entre dois pontos. se faz suficiente a descrição do aquecimento urbano. É o tipo que mais aprofunda o conhecimento da realidade. Por isso. considerando a desativação de usinas gerados e fazendo novos investimentos. fundamentamos a reciprocidade. mantendo o sistema centralizado sem alterações. O uso do comércio com países vizinhos permite o gerenciamento na oferta de energia solar e eólica. Para Gil (2008). porque explica a razão. é permitida a adaptação do funcionamento do sistema. Pesquisa Explicativa: identifica os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. é o tipo mais complexo e delicado. para este efeito. A equação utilizada simplifica a descrição do sistema de aquecimento urbano e engloba todas as redes individuais de aquecimento urbano. Com esse método. o porquê das coisas. Odenberger e Johnsson (2016) desconsiderou os efeito da adaptação do sistema a longo prazo. suas mudanças e níveis de penetração.

Indicadores econômicos dos efeitos de redução de custo Fonte: Allouhi et al. O PVSYST ainda reconhece arquivos meteorológicos de outras extensões. temperatura ambiente e velocidade do vento só foi possível devido a utilização do software METEONORM de acordo com Allouhi et al. (2016).71 a 7. Na figura 14 observa-se o rendimento de referência para os meses do ano.08 h.06 para simular o desempenho dos dois sistemas fotovoltaicos estudados. 46 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4. medição de radiação solar no globo terrestre. Allouhi et al. A média anual do YR diário é de cerca de 6. sistemas isolados. Figura 14 . A geração de dados meteorológicos de Meknes. Nota-se que a variação do rendimento diário vai de 4. (2016) usou o pacote de software PVSYST V5.1 ANÁLISE DA VIABILIDADE ECONÔMICA DOS SISTEMAS FOTOVOLTAICOS Para análise de resultados e desempenhos. além de implementar componentes em sistemas fotovoltaicos. são utilizadas diversas ferramentas computacionais obtendo um índice de precisão consideravelmente aceitável. (2016) . conectados à rede e sistemas de bombeamento.31 h entre os meses de dezembro a julho. Este pacote oferece utilidade para muitas finalidades como: sistema fotovoltaico conectado em rede DC. Também se fez necessário o estudo do catálogo dos fabricantes para caracterização dos módulos fotovoltaicos.

Observa-se que a figura 15 exibe também. Há uma variação entre 239.98 h e 4. enquanto o rendimento diário mínimo final para a tecnologia Mono-Si é de 3.4 kWh em julho para a tecnologia silício policristalino (Poli-Si) e para a tecnologia silício monocristalino (Mono-Si) a variação se encontra entre 236. respectivamente).85 h. Para a tecnologia Poli-Si temos que o rendimento diário mínimo final é de 3. o rendimento médio das tecnologias.53 é o rendimento diário máximo final para os meses de julho e agosto. (2016) Para se obter uma comparação dos valores de desempenho mensais das duas tecnologias fotovoltaicas foi elaborado um gráfico exibido na figura 16.65 h. Allouhi .6 kWh no mês de fevereiro e 357.92 para o mês de dezembro e 5. uma análise referente à produção líquida mensal de energia (??? ) e o rendimento médio final (?? ). 47 Foi representado graficamente por Allouhi et al.Produção mensal de energia e rendimento final Fonte: Allouhi et al. mostrando que o rendimento médio do silício policristalino é 2.6% maior que o do silício monocristalino (4. (2016) através da figura 15.97 h (previsto em dezembro) e o rendimento diário final máximo previsto em julho e agosto é de 5. Figura 15 .6 kWh e 350 kWh no mesmo intervalo de meses.

4% para Poli- Si e 83. (2016) quantifica as perdas no sistema utilizando o PVSYST que utiliza parâmetros de entrada como radiação solar global. (2016) observou que as melhores performances foram alcançadas nos meses de janeiro (85. meses em que a radiação solar é abaixo da média anual.1% para Poli-Si e 84. Figura 16 . podemos observar na figura 17 as perdas totais em horas / dia.4% para Mono-Si). especificações técnicas do campo fotovoltaico e a temperatura ambiente. 48 et al. sendo 1.73h / dia para Poli-Si e 0.Monitoramento mensal do desempenho de duas tecnologias fotovoltaicas Fonte: Allouhi et al.78 h / dia para Mono- Si.66 h / dia apresentada por Poli-Si e 1.1% para Mono-Si) e dezembro (84. . Fica evidente também que os meses do verão onde há maior incidência de luz solar foram os que obtiveram menores taxas de desempenho. As perdas nos meses de janeiro e dezembro (meses que apresentam melhor desempenho) são de 0. Graficamente. (2016) Allouhi et al. Em contra partida. o mês de julho é o mês com maiores perdas.78h / dia para Mono-Si.

O quadro 1 mostra que os módulos fotovoltaicos possuem potências nominais iguais.41%/ºC para Poli-Si conforme dados disponíveis no quadro 1. . A figura 18 também mostra que o percentual de perdas inversor é consideravelmente alto. representada pela figura 18. Allouhi et al.Perdas mensais das duas tecnologias fotovoltaicas Fonte: Allouhi et al. (2016) Allouhi et al.3%). porém diferentes coeficientes de potência. (2016). O Poli-Si por apresentar um valor negativo menor do coeficiente de potência em relação ao Mono-Si gera uma potência de saída melhor. O sistema fotovoltaico Poli-Si apresenta um melhor desempenho em relação ao Mono-Si mesmo possuindo condições de operação semelhantes reflete Allouhi et al.52% e ?? = 12. 49 Figura 17 . Esse coeficiente retrata a atenuação da potência devido ao aumento da temperatura sendo -0.1%) apresenta valores inferiores ao sistema com Poli-Si (??? = 20. (2016) relata os resultados obtidos do fator de capacidade e eficiência do sistema no quadro 4.45%/ºC para o Mono-Si e -0. O sistema fotovoltaico com Mono-Si (??? = 20. chegando a 24.8% para a tecnologia Poli-Si. (2016) observa que as perdas mais significativas ocorrem durante a irradiância dos nos dois sistemas e também por temperatura excedendo 50%.5% na tecnologia Mono-Si e 27. As maiores perdas são esperadas nos meses contemplados pelo verão.20% e ?? = 12.

A energia de saída do inversor foi computada entre .20% 12.1% Fonte: Adaptado de Allouhi et al. 50 Figura 18 . A representação em azul mostra as perdas do sistema fotovoltaico durante a irradiação. Quadro 4 .Avaliação de eficiência energética e fator de capacidade anual do sistema Tecnologia Fator de capacidade Eficiência anual anual (%) geral do sistema Poli-Si 20.52% 12. em azul claro as perdas ôhmicas devido à resistência dos condutores e por último em vermelho. (2016) No trabalho de Allouhi et al. (2016) as instalações fotovoltaicas conectadas à rede possuem sistemas de monitorização e registradores que armazenam as informações a cada 5 minutos.3% Mono-Si 20. em roxo as perdas por incompatibilidade do módulo.Perdas inerentes aos sistemas fotovoltaicos Fonte: Allouhi et al. as perdas por temperatura dos sistemas. (2016) Na figura 18 podemos analisar e comparar perdas significativas em ambas as tecnologias. Em laranja temos as perdas no inversor. em verde a perda relativa à qualidade do módulo utilizado.

possivelmente ocasionado graças à diferença entre radiações reais e simuladas incididas. respectivamente. foram encontrados erros que variam de 1.01% no mês de maio de 2015 e 16. A simulação e o valor real são extremamente semelhantes na geração em CA exceto em agosto e outubro. o erro varia entre 1.3 % em maio de 2015 e 16. 51 os meses de fevereiro de 2015 e outubro do mesmo ano.4% para agosto e outubro de 2015 para a tecnologia Poli-Si (figura 19).07% em agosto de 2015.Valores reais x simulação (Sistemas Poli-Si) Fonte: Allouhi et al. apresentando maior índice nos meses de agosto e outubro. a partir do METEONORM. Para a tecnologia Mono-Si. onde os dados apresentam erros bastante significativos. Os indicadores em azul e laranja significam a potência simulada e a potência medida. . 2016 Na figura 19 pode-se observar as barras cinzas indicando os valores percentuais de erro com relação à energia de saída do inversor. No cálculo para se obter a diferença entre a potência de saída medida e potência de saída prevista para cada tecnologia pelo software. Figura 19 . (figura 20).

a potência simulada é representada na cor verde e a potência medida na cor vermelha. A redução dos custos na implantação de sistemas fotovoltaicos pode tornar este tipo de produção de energia muito mais competitiva. Entretanto. o autor . O quadro 5. apresenta os resultados obtidos do LCOE e o PB para os dois sistemas fotovoltaicos. onde também é mostrado o menor índice de erro de precisão entre a potência medida e a potência simulada no mês de maio. Porém.082 US$/kWh enquanto para a tecnologia Mono-Si é 0. Uma simulação feita para os efeitos na redução do LCOE e PB. 52 Figura 20 – Valores reais x simulação (Sistema Mono-Si) Fonte: Allouhi et al. (2016) A interpretação da figura 20 é análoga à figura 19. o quadro 5 apresenta um tempo de retorno para sistemas fotovoltaicos Poli-Si de 11. Para o PB. Observa-se a pequena superioridade de sistemas Poli-Si em relação a Mono-Si em termos econômicos. nesta. leva a supor que variando estes indicadores entre 5% a 40% o LCOE e o PB podem gerar uma atratividade econômica para a implantação do sistema. visto que fica evidente que o sistema Poli-Si apresenta melhor desempenho em relação a outra tecnologia.69 anos para a tecnologia Mono-Si.10 e 12.073 US$/kWh. O LCOE para o sistema Poli-Si é de 0. os valores de PB são considerados relativamente altos devido ao investimento inicial necessário. Exemplificando.

(2016) 4. Somando-se a quantidade de emissão de CO2 evitada para as duas tecnologias chega-se a um total de 5.69 2.058 US$/kWh para o sistema Poli-Si e de 0. O PB correspondente dos sistemas apresentados seria então de 8. O modelo proposto por Goop. 53 supõe a redução de custo inicial em 25%. (2016) mostra as emissões de CO2 anualmente evitadas considerando as instalações dos dois sistemas fotovoltaicos.Indicadores econômicos e ambientais para os dois sistemas fotovoltaicos Tipo de LCOE (US$/kWh) PB (anos) Quantidade de instalação CO2 anual evitada (ton) Mono-Si 0. Odenberger e Johnsson (2016) comprova que o sistema de aquecimento é bastante significativo para o sistema de energia. O autor selecionou uma semana no verão e outra no inverno para realizar a pesquisa. Odenberger e Johnsson (2016) apresenta os resultados obtidos através da modelagem de sistemas para geração de energia elétrica através da figura 21.082 12.47 Poli-Si 0. a figura 21b retrata uma geração a partir de CHP muito baixa e o fornecimento vem principalmente da geração a partir de fontes renováveis e da importação de energia elétrica. Através do quadro 5. A tecnologia Poli-Si apresenta um maior potencial nessa redução. em comparação com a Mono-Si.2 EFEITOS DA GERAÇÃO DISTRIBUIDA NA REDE DE DISTRIBUIÇÃO Goop.54 Fonte: Adaptado de Allouhi et al. sendo que.01 toneladas ao ano.064 US$/kWh para o Mono-Si. Allouhi et al.10 2.33 anos para o sistema com silício policristalino e de 9. o que levaria a se obter um LCOE e 0.51 para sistema para o sistema monocristalino. a potência instalada de energia eólica é de 3000 MW e de energia solar 5000 MW. . Na figura 21a tem-se uma geração baseada praticamente em CHP e cogeração apesar da energia solar e eólica possuírem bastante influência durante o inverno. Cada tecnologia representa aproximadamente 20% de injeção de energia elétrica no sistema. Quadro 5 . Por outro lado.073 11.

No caso da baixa tensão. o percentual de diminuição de perdas é maior se conectada . Odenberger e Johnsson (2016) A integração da GD na rede produz um impacto positivo em relação a redução de perdas dos sistemas fotovoltaicos em BT.6% a 22% para a energia solar e de 17% para energia eólica. as perdas mínimas totais são de 2. Goop. Goop. importação e exportação durante uma semana no inverno (a) e no verão (b) Fonte: Goop. O fato da energia eólica ser menos eficiente na redução das perdas que o sistema fotovoltaicos se deve naturalmente ao fato do sistema FV estar conectado à BT. 54 Figura 21 . A economia por redução de perdas é menor porém. Odenberger e Johnsson (2016) assume que painéis fotovoltaicos conectados em BT são mais eficientes na redução de perdas que a energia eólica conectada em MT. porém quando esta está localizada no nível de BT a redução de perdas é limitada. Odenberger e Johnsson (2016) reconhece que na MT as perdas mínimas são de 1.3% e ocorrem em 39% da energia eólica produzida e em 8% na geração solar. Odenberger e Johnsson (2016) analisa que a energia eólica também produz perdas. Goop.Produção.

Goop. a questão de tecnologias renováveis estarem ligadas a diferentes perfis geradores de energia elétrica. segundo Goop. a BT mostra um padrão de maior consumo durante o inverno e menor durante o verão. consequentemente aumenta-se também a capacidade de exportação. 55 à carga em BT. O consumo de energia elétrica na Dinamarca Ocidental foi de 37% da produção total. as cargas em MT mostram que o maior consumo é diurno e contínuo em todos dias da semana. Odenberger e Johnsson (2016). devido o fato de o fator de perda na BT é maior que em redes de MT e AT. A modelagem de uma usina eólica conectada em BT seria mais viável que a solar. Observando-se a AT não há semelhanças com relação aos sistemas de BT e MT. a energia excedida é exportada. A GD é bastante imprescindível no sistema. Esta conclusão é feito porque a produção de energia solar é maior que a demanda. enquanto não há padrão a ser observado na curva de carda em MT. Entretanto. influenciará a otimização da introdução de fontes renováveis de GD. aumentando as perdas. Mesmo com o crescimento da energia solar na Dinamarca. A figura 22 apresenta a geração anual de energia elétrica com energia solar para os diferentes níveis tensão (22a) e geração de energia elétrica sem energia solar (22b). nas semanas analisadas. e cerca de 95% do fornecimento de energia em BT é provida da energia solar. porém. esta diferença se dá. Goop. Por exemplo. a produção ainda é pequena em relação ao consumo de eletricidade. Portanto. a diferença dos padrões de consumo em todos os níveis de tensão.5% do . Portanto. podendo então ser feito um redimensionamento adequado para o caso. Odenberger e Johnsson (2016) diz que a carga máxima torna-se menor que a oferta de energia. além disso. característica padrão também apresentada pela BT. a mesma substitui o uso da central CHP e a necessidade de importação de energia elétrica. Para uma produção de energia elétrica elevada. enquanto a energia eólica possui uma geração de energia praticamente uniforme e pode continuar reduzindo perdas após exceder o valor da demanda. No estudo. Odenberger e Johnsson (2016) considera dados alemães que mostram que os perfis dos consumidores são variáveis em todos os níveis de tensão. Aumentando-se a parcela de eletricidade derivada de energia solar distribuída. como também. anulando a necessidade de transformadores para reduzir ou elevar a tensão. pequenas usinas eólicas conectadas em BT não são comuns. produzindo apenas pouco mais de 0.

A exportação e importação permaneceram com seus valores inalterados. o autor sugere fazer uma nova simulação com carga em BT aumentando-se as perdas. Odenberger e Johnsson (2016) não conhecem exatamente os fatores de perda para os níveis de tensão estudados. levou a um estudo com os preços para cargas em BT para os valores de 0. A incerteza dos resultados quanto ao preço da emissão do CO2. já que os resultados são bastante sensíveis. Nos casos expostos na figura 22. a produção de energia elétrica a partir desta matéria prima será reduzida ocasionando a . Odenberger e Johnsson (2016) Goop.2% com 31% de incidência de energia solar na rede. serem relevantes para as considerações finais do trabalho. enquanto se a situação for contrária. podendo estes. o modelo proposto por Goop. utilizando 7% para BT e 3% para MT e AT. 56 consumo total dinamarquês no ano de 2012. 20 e 40 EUR/t além dos 8 EUR/t inicialmente previstos. Figura 22 . porém o carvão é viavelmente exportado no caso do preço da emissão de CO2 ser considerado baixo. considerando um único fator de perda com valor de 5% para os três níveis de tensão. importação e exportação de eletricidade no modelo com sistema FV (a) sem sistema FV (b) Fonte: Goop.Produção anual. correspondendo a 4. Por outro lado. sendo maior que a realidade dinamarquesa. Odenberger e Johnsson (2016) supõe uma produção de energia elétrica elevada em centrais CHP.9% da totalidade de energia gerada por tecnologia eólica e solar. a redução de energia eólica e solar se alterna entre 1. Contudo.70% do total da demanda sem sistema FV conectado a 3.

. Goop. Odenberger e Johnsson (2016) consideram que a sensibilidade dos resultados e suas suposições. não comprometem o resultado do trabalho. 57 necessidade da importação de eletricidade.

a importância de se produzir energia elétrica a partir de fontes renováveis de energia foi devidamente explicitada. Por outro lado. Portanto. é evidente que esta tecnologia totalmente limpa. A Geração Distribuída proporciona aos consumidores uma produção de energia elétrica mais próxima aos centros consumidores eliminando perdas que normalmente ocorrem na transmissão de energia na geração centralizada e em transformadores. 58 5 CONCLUSÃO A implantação de sistemas fotovoltaicos conectados à rede ainda não é considerada totalmente viável devido aos altos custos de investimento na aquisição dos equipamentos. Uma análise mais profunda dos assuntos abordados requer um maior tempo de pesquisa. além de ser economicamente atrativa pelo fato de não necessitar de custos com torres de transmissão. não produz ruídos. e pode ser utilizada como alternativa para reduzir emissão de CO2. aproveitando a rede de distribuição já existente. .

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