Você está na página 1de 10

Enriquecendo Urânio com Lasers

Publicado em 5 de novembro de 2013 por Cesar Uliana

Talvez você já tenha ouvido falar que para fazer uma bomba atômica não dá para usar o urânio mais comum na natureza, mas sim um isótopo mais instável dele. Um isótopo de um elemento

é um átomo com o mesmo número de prótons no núcleo mas um número diferente de

nêutrons. Por exemplo um átomo de urânio tem 92 prótons no núcleo, e seu isótopo mais estável, o U238 tem 146 nêutrons (92+146=238, ou seja o número do lado do U é a massa total do núcleo). Os nêutrons estão lá para evitar que a repulsão elétrica entre os prótons

arrebente o núcleo.

Para fazer uma bomba como a de Hiroshima nós precisamos de um urânio que seja mais instável, como por exemplo o U235 que tem 143 nêutrons. Esses nêutrons a menos fazem dele mais radioativo, isso é ele tem maior chance de passar pela fissão nuclear, quando um núcleo se divide em outros menores liberando energia. O chato é que 99% no urânio na natureza é do tipo U238 e apenas 0.7% é U235. Para fazer uma usina de energia é necessário ter pelo menos 3% de U235, enquanto para fazer uma bomba precisamos de algo como 80% do isótopo mais leve. O processo de começar com urânio normal com 0.7% de isótopo útil e passar às concentrações maiores é chamado de enriquecimento.

“Mas Cesar, que coisa de fascista louco é essa de falar de enriquecimento de isótopos e de fazer bombas” você me diz. É que a existência de armas nucleares deu uma fama horrível para

a física nuclear como um todo, a ponto de que é impossível ter uma discussão séria sobre

energia nuclear. Mas cabe lembrar que a medicina usa isótopos radioativos de outros elementos, como o Tecnécio, para fazer imagens em diagnósticos de doenças ou para o tratamentos como radioterapia. Então saber enriquecer e produzir isótopos radioativos é bem importante.

Ok, e agora sobre o tema do post. Normalmente para se separar os isótopos você usa uma centrífuga, faz um gás chamado hexafluoreto de urânio, coloca na máquina, põe pra girar, e o gás feito do isótopo mais pesado vai para a parte externa do cilindro e o gás com isótopos mais leves para a parte interna. Exatamente a mesma idéia de analisar amostras de sangue, põe na centrífuga e ela separa o plasma das células.

E as desvantagens?

Nicolau: A principal desvantagem dos métodos a laser é o denso aporte tecnológico. Existem barreiras tecnológicas que precisam ainda ser vencidas para a viabilização dos métodos em larga escala.

Tecnologia SILEX ameaça segurança nuclear global

Tecnologia SILEX ameaça segurança nuclear global

Foto: RIA Novosti

A tecnologia de enriquecimento de urânio a laser, que recebeu nos Estados Unidos um novo

impulso para o desenvolvimento, é capaz, em teoria, de minar o regime de não-proliferação de armas nucleares. A tecnologia consiste na separação de isótopos de urânio através de excitação por laser (SILEX, na sigla inglesa). Os mais otimistas depositam grandes esperanças

nela, os pessimistas alertam para as consequências negativas.

As principais formas de enriquecimento industrial de urânio permanecem, por enquanto, a difusão gasosa e a centrifugação. Em ambos é usada diretamente a diferença de massa entre os isótopos do urânio-238 não físsil e do urânio-235 físsil. O método a laser é projetado para usar a diferença na reação dos isótopos à excitação eletromagnética.

Desde os anos 1970, os EUA têm feito grandes esforços para projetar sistemas eficazes de enriquecimento a laser. Não conseguiram superar as dificuldades técnicas, e a ideia foi guardada para depois. Agora, os norte-americanos estão tentando dar-lhe uma segunda vida.

A General Electric e a Hitachi, tendo criado uma joint venture, estão construindo na Carolina

do Norte um dispositivo para a separação de isótopos através de excitação por laser.

Os apologistas da tecnologia acreditam que será uma revolução: a eficácia do enriquecimento

é alegadamente até 16 vezes maior, reduzindo drasticamente os investimentos e custos de

energia. Os céticos notam em resposta que os benefícios para o usuário final não serão assim

tão grandes porque os custos do enriquecimento constituem apenas 5% do custo total da energia nuclear. Eis o que diz o diretor do Centro de Energia e Segurança Anton Khlopkov:

“Os EUA não são os primeiros a investir na tecnologia de enriquecimento de urânio a laser. Os respectivos trabalhos foram realizados em outros grandes países nucleares, em particular na União Soviética e depois na Rússia. As conclusões foram claras: a tecnologia pode ser usada com êxito em nível laboratorial para enriquecer pequenas quantidades de urânio. Mas não pode ser utilizada à escala industrial. Pelo menos, os ganhos em custos de produção obtidos ao nível laboratorial não podem ser mantidos com a transição para o nível industrial.”

O principal problema da tecnologia SILEX reside, obviamente, não no plano econômico. Há

receios de que ela se torne uma ferramenta essencial para aquelas forças que estão envolvidas

na proliferação nuclear. Em teoria, a tecnologia SILEX aumenta o risco de “cenário de avanço” para adquirir a bomba. Em todo caso, qualquer nova tecnologia coloca perante os fiadores do regime de não-proliferação várias perguntas difíceis. Isto acontece por causa de inconsistências fundamentais do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) com a realidade de hoje.

Especialistas citam vários grandes desafios do TNP. Em primeiro lugar é a natureza contraditória do sistema de relações internacionais e o abismo crescente entre a maioria dos países do mundo e um grupo dos mais avançados em tecnologia militar. Isto leva a um uso mais livre da força por parte dos líderes e cria incentivos para os forasteiros, que com todo o direito veem as armas nucleares como o meio de dissuasão mais eficaz. O terceiro desafio ao regime de não-proliferação é o progresso científico e tecnológico que contribui para a redução da distância entre estados capazes e incapazes de desenvolver suas próprias armas nucleares. O SILEX cabe justamente nessa categoria. Desta forma, as preocupações sobre esta tecnologia podem ser justificadas. Eis o que diz o membro do Conselho de Política Externa e de Defesa Vladimir Averchev:

“O papel decisivo no desenvolvimento de armamentos pertence à tecnologia. Em cada nova etapa de desenvolvimento, a tecnologia desafia os políticos. Isso, como sabemos, acontece regularmente na esfera de armas estratégicas. Por exemplo, a corrida contínua entre sistemas de ataque e sistemas de defesa. A história do enriquecimento do urânio a laser é a mesma coisa. Novas possibilidades tecnológicas, teoricamente, colocam a produção de urânio enriquecido à disposição de países menos ricos. E, assim, criam uma ameaça potencial.”

Os esforços de conservação do regime de não-proliferação encontram resistência cada vez mais ativa. Vários países chamam este regime de economicamente discriminatório. Ele permite que os Estados que possuem armas nucleares controlem o mercado de materiais radioativos e de tecnologia nuclear.

Em certo sentido, o regime de não-proliferação existe por causa da inércia. Pelo menos, só a vontade política não permite dar um passo decisivo a todo um grupo de países com elevado potencial tecnológico e econômico. E aqui, o rigor e a uniformidade de aplicação das normas de não-proliferação por todos os países tornam-se particularmente importantes. Entretanto, são evidentes duplos padrões. Os Estados Unidos incentivaram o programa nuclear do Irã no tempo do Xá e tinham uma atitude muito suave para com os preparativos nucleares do Paquistão. Duplos padrões apenas contribuem para maiores riscos. São eles, e não novas tecnologias de enriquecimento de urânio, o principal desafio para o Tratado de Não- Proliferação.

Avanço no uso de laser para enriquecimento do urânio pode proliferar bombas

Os cientistas há muito buscavam formas mais fáceis de fabricar o caro material conhecido como urânio enriquecido combustível de reatores nucleares e bombas, agora produzido apenas em grandes indústrias.

Uma ideia, de meio século de idade, foi produzi-lo com nada menos do que lasers e seus raios de luz concentrada. Esta abordagem futurista sempre se mostrou muito cara e difícil para qualquer coisa exceto a experimentação laboratorial.

Até agora.

Numa iniciativa pouco conhecida, a General Electric testou com sucesso o enriquecimento a laser durante dois anos e buscou permissão federal para construir uma fábrica de US$ 1 bilhão que produziria o combustível de reatores às toneladas.

Isso pode ser uma boa notícia para o setor nuclear. Mas os críticos temem que se o trabalho der certo e o segredo for divulgado, estados desonestos e terroristas possam fabricar combustível para bombas em fábricas bem menores e difíceis de serem descobertas.

O Irã já teve sucesso com o enriquecimento a laser em laboratório, e especialistas nucleares temem que a conquista da GE possa inspirar Teerã a construir uma fábrica escondida dos olhos do mundo.

Apoiadores do plano do laser dizem que esses temores não se justificam e elogiam a tecnologia, considerando-a um benefício para um mundo cada vez mais temeroso de que os combustíveis fósseis produzam gases de efeito estufa.

Mas os críticos querem uma avaliação detalhada de risco. Recentemente, eles pediram a Washington uma avaliação formal sobre se a iniciativa do laser pode sair pela culatra e acelerar a proliferação global de armas nucleares.

“Estamos à beira de uma nova rota para a bomba”, disse Frank N. von Hippel, um físico nuclear que aconselha o presidente Bill Clinton e agora dá aulas na Universidade Princeton.

“Deveríamos ter aprendido o suficiente até gora para fazer uma avaliação antes de aprovarmos esse tipo de coisa.”

Novas variedades de enriquecimento são consideradas potencialmente perigosas porque elas podem simplificar a parte mais difícil de construir uma bomba obter o combustível.

A GE, uma pioneira atômica e uma das maiores companhias do mundo, diz que seu sucesso

inicial começou em julho de 2009 numa fábrica ao norte de Wilmington, Carolina do Norte, que também pertence à Hitachi. É impossível verificar independentemente a afirmação porque

o governo federal classificou a tecnologia a laser como altamente confidencial. Mas

funcionários da GE dizem que o sucesso é genuíno e que estão acelerando os planos para um

complexo maior em Wilmington.

“Estamos atualmente otimizando o projeto”, disse Christopher J. Monetta, presidente da Global Laser Enrichment, uma subsidiária da GE e da Hitachi, numa entrevista.

A companhia prevê “uma demanda substancial para combustível nuclear”, ele acrescentou,

embora tenha admitido que a apreensão por causa da crise da usina nuclear de Fukushima Daiichi no Japão “gera um pouco de incerteza”. A GE foi a fabricante dos reatores da usina.

Donald M. Kerr, ex-diretor do laboratório de armas Los Alamos que foi recentemente informado sobre o avanço da GE, disse numa entrevista que isso parece uma conquista depois de décadas de afirmações exageradas.

O enriquecimento a laser, diz ele, deixou de ser um “conjunto de tecnologias muito

prometidas e divulgadas” para “o que parece estar próximo de um verdadeiro processo

industrial.”

Por enquanto, a grande incerteza diz respeito a se os reguladores federais darão ao complexo uma licença comercial. A Comissão Reguladora Nuclear está avaliando o assunto e prometeu à GE tomar uma decisão no ano que vem.

O governo Obama não tomou nenhuma posição pública quanto aos planos para a usina de

Wilmington. Mas o presidente Barack Obama tem um histórico de apoiar a energia nuclear

bem como iniciativas agressivas para impedir o alastramento da bomba. A questão é se esses objetivos agora são conflitantes.

O objetivo de enriquecer o urânio é extrair uma forma rara de urânio do minério que é

retirado rotineiramente do solo. Esse processo é um pouco como escolher as balas vermelhas num saco de balas coloridas.

O isótopo escasso, conhecido como urânio 235, responde por apenas 0,7% do urânio

minerado. Mas ele é valorizado porque se divide facilmente em dois em explosões de energia atômica. Se as concentrações são aumentadas (ou enriquecidas) para cerca de 4%, o material

pode servir de combustível para reatores nucleares; e até 90%, para bombas atômicas.

O enriquecimento é tão difícil que a produção bem sucedida é muito valorizada. Uma libra

(453 gramas) de combustível de reator custa mais de US$ 1 mil mais barato do que o ouro,

mas mais caro que a prata.

A

corrida do laser

O

primeiro laser surgiu em 1960. Logo depois, os cientistas falavam entusiasmados em usar a

inovação para reduzir o tamanho de fábricas de enriquecimento, tornando-as bem mais baratas de construir e operar.

“Aquilo estava por toda parte”, lembra-se Leonard R. Solon, físico que trabalhou para uma companhia de Nova York que no início de 1963 sugeriu a ideia ao governo federal.

O plano era explorar a pureza extraordinária da luz do laser para excitar seletivamente a forma

rara do urânio. Em teoria, a agitação resultante facilitaria a identificação do precioso isótopo e

auxiliaria sua extração.

Pelo menos 20 países e muitas companhias correram para investigar a ideia. Os cientistas construíram centenas de lasers.

Ray E. Kidder, um pioneiro do laser no laboratório de armas de Livermore, estima que o número total de cientistas envolvidos em todo o mundo chegou a vários milhares.

“Foi uma grande sensação”, disse ele numa entrevista. “Se você conseguisse enriquecer com lasers, poderia cortar o custo em dez vezes.”

O fervor esfriou nos anos 90, à medida que a separação por laser se mostrou extremamente difícil para ser economicamente viável.

Nem todos desistiram. A 37 quilômetros sudoeste de Sydney, numa região de bosques, Horst Struve e Michael Goldsworthy continuaram trabalhando com a ideia num instituto do governo. Finalmente, por volta de 1994, os dois homens consideraram que tiveram um grande avanço.

Os inventores chamaram sua ideia se SILEX, para separação dos isótopos pela excitação a laser. “Nossa abordagem é totalmente diferente”, disse o físico Goldsworthy num audiência no Parlamento.

Uma antiga fotografia preto e branco da delicada tecnologia talvez a única imagem desse tipo que tenha se tornado pública mostra uma série de canos e gabinetes baixos do tamanho de um caminhão pequeno.

Técnica de virar o jogo

Em maio de 2006, a GE comprou os direitos da SILEX. Andrew C. White, presidente do ramo nuclear da companhia, elogiou a tecnologia, dizendo que ela “viraria o jogo”.

Monetta da Global Laser Enrichment, subsidiária da GE-Hitachi, disse que a fábrica planejada enriqueceria urânio suficiente a cada ano para alimentar 60 reatores grandes. Em teoria, isso poderia fornecer energia para mais de 42 milhões de lares cerca de um terço de todas as unidades de moradia dos Estados Unidos.

O avanço do laser, ele acrescentou, promoveria a segurança energética “uma vez que é uma fonte interna”.

No final de 2009, a GE experimentou com seu laser de teste, escreveram defensores do controle de armas para o Congresso e a comissão regulatória. A tecnologia, eles alertavam, representava um perigo de acelerar a proliferação de armas nucleares por causa da provável dificuldade de detectar fábricas clandestinas.

Especialistas pediram uma revisão federal dos riscos. No início de 2010, a comissão resistiu.

No final do ano passado, a Associação Norte-Americana de Física o maior grupo de físicos do país, com sede em Washington enviou uma petição formal para que a comissão mudasse uma regra para tornar a avaliação de riscos uma condição para conceder a licença.

“A questão é importante demais” para ser deixada para o status quo federal, disse Francis Slakey, físico da Universidade de Georgetown e funcionário da sociedade que esboçou a petição, durante uma entrevista. Ele acrescentou que Obama ou o Congresso poderão ter que se envolver eventualmente.

Este ano, milhares de cidadãos, defensores do controle de armas, especialistas nucleares e membros do Congresso escreveram para a comissão apoiar o esforço da sociedade. Muitos deles citaram falhas conhecidas ao guardar segredos e detectar usinas atômicas.

Mas o Instituto de Energia Nuclear, um grupo do setor em Washington, objetou. Ele disse que novas precauções eram desnecessárias por causa de planos voluntários para “medidas adicionais” para guardar os segredos.

Um porta-voz da comissão disse que a petição seria considerada no ano que vem. Em tese, o plano de avaliação de risco, se adotado, poderia desacelerar ou impedir a cessão de uma licença comercial para a fábrica de laser proposta ou poderia resultar em melhorias no projeto.

Uma avaliação positiva

A GE, tomando a iniciativa, fez uma avaliação própria. Ela contratou Kerr, ex-diretor de Los Alamos e ex-funcionário federal sênior de inteligência, para liderar a avaliação. Ele e dois

outros funcionários do governo concluíram que os segredos do laser tinham pouca chance de vazar e que uma fábrica de laser clandestina tinha uma grande chance de ser detectada.

“É uma grande instalação industrial”, disse Kerr sobre o complexo de Wilmington numa entrevista. “Nossa observação foi que isso não é algo que pode ficar numa garagem ou ser facilmente escondido.”

A Global Laser Enrichment recusou um pedido do The New York Times por uma cópia do relatório de kerr. Ela disse que o documento tinha sete páginas.

Numa entrevista, Monetta, presidente da companhia, disse que a avaliação de Kerr confirmou que o complexo de laser “não resultaria na proliferação da tecnologia de enriquecimento”. Sua posição parecia ir além da citação de Kerr sobre as probabilidades.

Monetta acrescentou que a complexidade técnica e o “tamanho significativo” da fábrica de laser são grandes barreiras para que ela seja adotada secretamente no exterior.

A Global Laser Enrichment planeja construir seu complexo em mais de 100 acres do parque

industrial de Wilmington, com o prédio principal cobrindo quase 14 acres. Isso, assim como a

principal fábrica de enriquecimento do Irã, tem mais ou menos o tamanho do Pentágono.

Mas os críticos dizem que um fabricante de bombas clandestino precisaria apenas de uma minúscula fração dessa vasta capacidade industrial e portanto poderia construir um laser bem menor, talvez como o modesto aparato da antiga fotografia. Por ano, eles observam, a capacidade de enriquecimento da fábrica de Wilmington poderia ser suficiente para produzir combustível para mais de mil armas nucleares.

O Irã começou seu programa de laser nos anos 70, durante a corrida global. Mas mantém seus

resultados secretos. O silêncio viola os acordos de abertura do Irã com a Agência Internacional

de Energia Nuclear, um braço das Nações Unidas que fica sediado em Viena e atua como a polícia nuclear do mundo.

O silêncio terminou no início de 2003. Logo, a AIEN ficou sabendo de contratos, corridas para o

enriquecimento e até de um protótipo de fábrica. O Irã insistia que havia desmontado a

instalação em maio de 2003 e desistido do enriquecimento a laser.

Na época, surpreendentemente, o presidente Mahmmoud Ahmadinejad elogiou os cientistas iranianos em fevereiro de 2010 por seus “esforços incansáveis” para construir lasers para enriquecimento do urânio. Desde então, a AIEN tentou descobrir mais, porém sem sucesso.

Quando especialistas citam os possíveis prejuízos da comercialização do enriquecimento de urânio, eles normalmente apontam para o Irã. O perigo, dizem, está não só no roubo de segredos, mas também na revelação pública de que meio século de fracasso com os lasers parecem estar terminando.

Sua preocupação diz respeito à natureza da invenção. A demonstração de uma nova tecnologia costuma levantar uma explosão de imitações porque o avanço abre uma nova janela para o que é possível.

Os controladores de armas temem que o enriquecimento a laser seja um tipo de atividade assim. Notícias sobre sua viabilidade podem incentivar muitas novas pesquisas.

Slakey da Sociedade Norte-Americana de Física observou que o Departamento de Estado alertou há mais de dez anos que o sucesso do SILEX poderia “renovar o interesse” pelo enriquecimento a laser para o bem ou para o mail para iluminar cidades ou para destrui-las.