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A ARQUITETURA ESCOLAR E O REPUBLICANISMO

EM CAMPINAS IMPERIAL DO SÉCULO XIX

Munir Abboud Pompeo de Camargo1

Projeto Educacional: O edifício Escolar

Neste artigo serão apresentados os resultados parciais da pesquisa de Mestrado em
desenvolvimento na Faculdade de Educação da Unicamp, intitulada O Edifício Escolar e o
Ideário Republicano Durante a Segunda Metade do Século XIX em Campinas: grupos,
projetos e ideias. Sendo assim, o objetivo geral deste estudo é examinar - partindo de
pesquisas do cotidiano político republicano e das discussões sobre educação, tomando como
lócus a cidade de Campinas/SP - a arquitetura dos colégios republicanos de Campinas,
notando seus referenciais relacionados ao projeto republicano de educação.
Pretende-se, ainda, compreender o que estava em curso na Europa e nos EUA: o
desenvolvimento de uma arquitetura moderna; esta, por sua vez, era referenciada em
diversos aspectos arquitetônicos nacionais. Observa-se, deste movimento, um processo de
formação de uma arquitetura focada na racionalização dos ambientes, dando ênfase
principalmente à função, tornando as instituições estudadas exemplos do relativo processo,
assim como objetivo secundário é observado o início dessa formação a partir dos colégios.
O projeto republicano propunha a ideia de laicização do Estado, a mesma sendo
transportada para a educação e uma das formas de materialização desta proposta foi através
dos colégios republicanos, dessa forma é notório o processo de decisão na orientação do
projeto arquitetônico, não contendo espaços para cultos religiosos, diferentemente de
diversas escolas do período.
Assim, tem-se ainda a intenção de lançar luz sobre as discussões a respeito do projeto
arquitetônico, observando os motes a respeito dos ideais arquitetônicos, questões
burocráticas em torno da contratação dos responsáveis pela construção dos edifícios
escolares e possíveis alterações do projeto original para a sua concepção material.
No final do século XIX, a arquitetura escolar republicana começa a expressar cada vez
mais culturas, valores, conceitos e ideias da instituição escolar e de seus idealizadores. Isso é

1Mestrando em Educação pela FE - UNICAMP. E-Mail: <munirabboud@hotmail.com>.
Anais Eletrônicos do IX Congresso Brasileiro de História da Educação
João Pessoa – Universidade Federal da Paraíba – 15 a 18 de agosto de 2017
ISSN 2236-1855
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Esses grupos .163). sendo de vital importância para o processo de aprendizagem. a importância da educação no meio.pela própria falta de presença do Estado dentro da educação – eram um fator favorável ao avanço da iniciativa privada dentro da educação. culturalmente. Notar os aspectos da construção. além de comunidades de pequenos produtores rurais imigrantes. além de três colégios que atendiam ao ensino primário e secundário. Demonstram. considerando que as coisas e os espaços também educam. acomodação do mobiliário. autoria do projeto. Quanto ao projeto arquitetônico é necessário ter a percepção dos espaços. forma como a sociedade enxerga o ensino. Retratam faces dos ideais e demonstram ostentação e poder. período histórico. O destaque dado para a educação em Campinas no período torna-se mais notório quando são observados os dados a respeito do ensino na cidade: Procede a uma avaliação de como se mostrava o quadro de ensino em Campinas. como por exemplo: materiais. entre outros. estes retratam as concepções pedagógicas e necessidades sociais. infância e juventude são variáveis no tempo e no espaço. abrigando um total de 570 alunos matriculados. cômodos administrativos. uma vez que as concepções de criança. 2008 p. como: disposição das salas de aula. a necessidade de isola-la de elementos que possam trazer incomodo ao aprendizado. economicamente. Ademais. acabamento. também. Estas problemáticas estão ligadas às políticas educacionais. Para isso é necessário levar em consideração o período. dando notoriedade para a leitura do projeto pedagógico e arquitetônico procurando identificar se o primeiro está explícito. isso se dá devido ao imenso interesse dos grupos supracitados pela educação dos filhos (Lapa. então – 1871 – com 16 escolas de ensino primário. quatro para meninas e doze para meninos. implantação no terreno. Durante a segunda metade do século XIX a cidade de Campinas apresentou uma singularidade em relação às questões educacionais do período por possuir tanto uma elite rural como urbana. notar o local onde o edifício foi implantado é fundamental: sua localização pode estar relacionada à maior facilidade de acesso a determinada população ou a forma de enxergar o ensino. técnicas construtivas. aos quais ainda acrescenta mais cerca de 200 alunos que frequentavam inúmeras escolas de fazendas e bairros rurais – cerca de 30 Anais Eletrônicos do IX Congresso Brasileiro de História da Educação João Pessoa – Universidade Federal da Paraíba – 15 a 18 de agosto de 2017 ISSN 2236-1855 6209 .claramente compreendido quando colégios começam a ser concebidos em centros destacados (politicamente. as concepções de mundo dos idealizadores do projeto educacional. Devemos observar este processo com as lupas da história da cultura.). etc. sendo cinco públicas e onze particulares. um programa que acaba por contribuir na formação da subjetividade e das experiências humanas. sendo dois para moças e um para moços.

[. apenas 107 483 frequentavam as escolas! Nem mesmo a sede da corte se aproximava do índice de matrículas de Campinas. A presença de estrangeiros.. que apresentava apenas 10% das suas crianças em idade escolar frequentando a rede de ensino oficial e particular. i. idealizador do colégio. 2008. 2008. dando assim mais notoriedade para o nível de instrução do município: [.] numa população livre de 13 000 habitantes naquele momento. p. Este concebia uma instituição de ensino que trabalharia os estudantes sob um tríplice aspecto: intelectual. de acordo com José Roberto do Amaral Lapa. A partir daí. A iniciativa daqueles que integravam o movimento republicano na cidade levou ao desenvolvimento de um discurso que demonstrava seus ideais educacionais. (LAPA. o que resultava. isso.164) Os números da cidade ainda são comparados com os índices do país. entrementes pautados em materiais que não tinham relação com a realidade do país: livros. a figura de Antônio Pompeu de Camargo.164) Além destes números da educação primária e secundária a cidade ainda possuía 21 novos bacharéis em direito. materiais e métodos trazidos do exterior. 2008. levando a sociedade local para um alinhamento com seus ideais foram algumas das engrenagens que conduziram parte das riquezas geradas pela cafeicultura para o ensino. moral e físico. professor e historiador da Universidade Estadual de Campinas. Observa-se. em 84% frequentando a escola. representa uma preocupação das elites para com a formação intelectual de seus sucessores (LAPA.1). Na cidade os colégios eram majoritariamente particulares com um ensino de referências liberais.. Campinas teria.. por conseguinte. para atender as necessidades das elites2.] O índice de escolarização da população campineira era ainda mais impressionante se comparado ao restante do país. escolas – para as quais não conseguiram dados estatísticos mais precisos. com estrutura que atendesse todas as necessidades de 2 A referência. p. Anais Eletrônicos do IX Congresso Brasileiro de História da Educação João Pessoa – Universidade Federal da Paraíba – 15 a 18 de agosto de 2017 ISSN 2236-1855 6210 . industriais.. nesta questão.164). No dia 06 de fevereiro de 1869 a sociedade criada em prol do ensino publicou um manifesto propagando seus objetivos: destacavam que faltavam mais instituições de ensino para a educação primária e secundária. 1946.. p. foi organizada uma sociedade composta principalmente por fazendeiros. é o estudo de Amaral Lapa (2008). comerciantes e alguns intelectuais em prol de tal desígnio (PAULA. com uma sensibilidade para as necessidades educacionais além de uma elite possuidora de certo nível intelectual. compondo altos cargos burocráticos. p. como exemplo. cerca de 1 300 crianças em idade escolar. de um total de 988 000 crianças entre 7 e 12 anos. na sua estimativa. (LAPA. dando portanto um total de cerca de 800 alunos.e.

este pensamento antecede alguns pensadores socialistas da primeira metade do século XIX. de suprir determinadas demandas sociais práticas.uma educação moral e intelectual. a segunda trata-se da quebra da linearidade da tradição arquitetônica e a terceira é a consolidação e unificação dos movimentos de vanguarda da arquitetura moderna após a Primeira Guerra Mundial. p. Este espaço esta listado como possível arquivo. como Owen. Embora dotado de discurso universalista. era uma escola. (VIDGAL. para levantamento de fontes. Portanto. desta forma é gerada uma necessidade de agir ao mesmo tempo no espaço. fundada em 1881. É visto como a primeira fase do desenvolvimento da arquitetura moderna. a educação constitui-se como espaço privilegiado para a reprodução do grupo: o treinamento para o trato político. de forma que ele deveria corresponder diretamente às necessidades educacionais. que neste contexto. O plano de colégio que o grupo desenvolveu tinha foco nos ideais burgueses. esse quesito demonstra a manifestação do início de uma nova forma de pensar a arquitetura3. 2012. p. criava complicações para que os filhos do município tivessem acesso à boa educação. Partindo do respectivo documento. Ainda assim. com acomodações especiais para tal objetivo. econômico e social começava pelo próprio espaço físico onde as aulas eram ministradas. Fica evidente a visão de uma arquitetura que passa a ver grande importância na função civilizadora. Anais Eletrônicos do IX Congresso Brasileiro de História da Educação João Pessoa – Universidade Federal da Paraíba – 15 a 18 de agosto de 2017 ISSN 2236-1855 6211 . Afinal. 2006. 2006. também tinham interesse na formação de mão-de-obra e fornecimento de ensino para os setores menos abastados da sociedade – é o caso da escola Corrêa de Mello. 22). em outras palavras. O plano não trazia lucros para os idealizadores e administradores e em caso de dissolução da Sociedade os bens materiais seriam doados ao município. na sociedade e nas necessidades humanas fazendo com que haja uma melhora na qualidade do ambiente circundante. Apesar de possuírem planos para a formação de uma futura elite dirigente. segundo o documento. fica clara a noção de racionalização do ambiente físico escolar. maçom significava ser republicano convicto4 (VIDGAL. Ruskin e Morris. a literatura indica que o foco dos republicanos campineiros estava direcionado especialmente para os filhos desta elite. em homenagem ao botânico Joaquim 3 A ideia da arquitetura funcional é a “combinação entre a forma e a função. era necessário providenciar um prédio. 4 A Loja Maçonica pioneira em Campinas foi berço da grande parte da elite republicana envolvida com os movimentos de 1889. leiga: não havia espaço para questões religiosas – muito por conta das aulas ministradas por professores maçons. Ademais. p. Isto pode ser visto como um caráter pioneiro: era uma empresa voltada para servir a instituição pública e não tinha interesses pecuniários.” (CAMARGO. é preciso entender o projeto na sua totalidade. em sua totalidade. 2). 2). ponto fundamental dentro do modernismo arquitetônico. Esta lacuna. abolicionistas e republicanos. seria a necessidade da arquitetura. tornando claro o destaque para a racionalização dos espaços.

à forma de pensar do período. Não se tratava apenas de um discurso. Este colégio possuía a função de fornecer ensino gratuito para crianças pobres. p. uma conjuntura de um país que vivenciaria uma modificação política radical e tal obra seria um marco desta mudança. Digo que é uma assimilação. Além de ser observado que “inseria-se no contexto da escola moderna que utilizava-se do então método intuitivo. reivindicavam liberdade individual para alcançar o progresso e demonstravam sua força firmando o poder da iniciativa particular frente ao poder público” (CANTUARIA. de uma mera propaganda anti-monarquista – havia entornotorno de todas estas movimentações crenças na bandeira levantada. Assim como outras instituições fundadas pelos republicanos. 91). Os idealizadores de tais planos educacionais. As movimentações do grupo de republicanos à frente das iniciativas escolares refletem não apenas um jogo político e de interesses entre as elites. além de fornecer durante o período noturno instrução primária para trabalhadores. Esse edificou dois dos principais colégios da região. economia. pois a arquitetura está diretamente relacionada ao seu tempo. pela Sociedade de mesmo nome e composta pela mesma elite. tentando provar a superioridade dos republicanos perante este. A estética supracitada é observada nos colégios construídos pelo engenheiro e arquiteto alemão Guilherme Krug. Esta fé permeou as ações e iniciativas daqueles que a carregavam. Servindo como propaganda para os ideais republicanos: “reforçar a posição liberal expressa na defesa da liberdade de ação dos particulares. estava voltada para inculcar ideais cientificistas. 2).Corrêa de Mello. 2001. A arquitetura das escolas edificadas por estes está mergulhada em um contexto complexo. mas também um forte idealismo nos planeais defendidos. Uma das principais formas estéticas utilizadas na construção dos colégios corresponde a uma apropriação do classicismo francês do século XVII. além da necessidade de algo que representasse a formação de futuros dirigentes do país. p. 2000. o Anais Eletrônicos do IX Congresso Brasileiro de História da Educação João Pessoa – Universidade Federal da Paraíba – 15 a 18 de agosto de 2017 ISSN 2236-1855 6212 .” (ANANIAS. política e não pode esquecer-se dos materiais e da tecnologia. 28-29). 2006. sendo que estes desempenham um papel fundamental: são ingredientes que estão diretamente ligados ao resultado final e as possibilidades construtivas. que defendia que o conhecimento deveria partir da realidade vivida pelo aluno. “buscavam um novo sistema de governo. Edificação construída diretamente para um ensino laico focado no cientificismo. incluindo a arquitetura do edifício educacional. como parte de um projeto político mais amplo de reformulação na ordem vigente e construção de um novo Estado” (VIDGAL. p. porém algo monumental com o objetivo de medir forças com o império.

A. Essa recebeu grande apoio da comunidade local. Ambos seguiam modelos muito semelhantes. O outro modelo de escola tomado para análise são as construídas por Francisco de Paula Ramos de Azevedo. sendo que o primeiro prestou serviços com seu filho para Ramos de Azevedo. seu filho George passa a trabalhar no escritório de Ramos de Azevedo. Serviço de Documentação. Boehrer.utp. Da Monarquia à República: história do Partido Republicano do Brasil. a mesma que forneceu apoio para o Internacional. ed. ____ . Referências AMARAL. sendo muitas vezes elogiada por diversos jornais do período. Universidade Tuiuti do Paraná. Sorocaba: UNISO. v. Monografia histórica do Município de Campinas. construiu as escolas Ferreira Penteado e Corrêa de Mello. Guilherme Krug e Ramos de Azevedo chegaram a trabalhar juntos. Mauricéia. SP: UNICAMP/CMU. Rio de Janeiro: Serviço gráfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. formado no modelo educacional dos EUA. porém foi formado pela elite local. Quaestio: Revista de Estudos da Educação. 2008 Disponível em: http://www. Marcus Levy Albino. São Paulo: Cortez. Após a morte de Guilherme. História da Educação. Arquitetura e Espaço Escolar. O ensino na segunda metade do século dezenove: a escola Corrêa de Mello de Campinas. George C. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura. O Culto à Ciência. Campinas. seguia concepções muito parecidas. Arquiteto e engenheiro formado pela Universidade de Grand na Bélgica. "Ide por todo mundo": a provincia de São Paulo como campo de missão presbiteriana 1869- 1892. 1. BUFFA.br/Cadernos_de_Pesquisa/pdfs/cad_pesq5/5_pesquisas_cp5. sendo o Internacional uma instituição presbiteriana norte-americana formada pelos Reverendos Jorge Morton e Edward Lane. 2005. 1996. Tratava-se de um colégio laico.pdf Acesso em: 18 de jun 2013. 1954. como A Gazeta de Campinas e O Constitucional. Apesar de possuírem linhas diferentes. 1. nº 1. sendo a primeira encabeçada pelo Barão de Itatiba e a segunda pela Sociedade Corrêa de Mello. Anais Eletrônicos do IX Congresso Brasileiro de História da Educação João Pessoa – Universidade Federal da Paraíba – 15 a 18 de agosto de 2017 ISSN 2236-1855 6213 .1999. Leopoldo. ANANIAS. maio 1999.Culto à Ciência e o Internacional. BENCOSTTA. 1952. Ester. Essas já possuíam características diferenciadas das construídas por Guilherme Krug. Pesquisas sobre arquitetura e educação: Aspectos teórico-metodológicos.

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