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GEOGRAFIA

BÍBLICA

Notas e Informações:

1. Este material foi elaborado com a finalidade de auxiliar no estudo do abrangente estudo de

Geografia Bíblica para o Curso de Teologia Básica do Instituto Teológico das Igrejas de Nosso

Senhor Jesus Cristo, e outras que desejarem este material.

2. Para acompanhar este estudo é necessário ir respondendo as questões propostas ao longo dos

textos, nos espaços indicados, lendo os versículos citados e fazer os testes ao final de cada lição.

3. Os textos transcritos e citados foram extraídos da Bíblia Sagrada traduzida em português por

João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, na edição A Bíblia Anotada Edição Revista e Atualizada - 1969, a qual recomendamos para este estudo.

4. Pedimos aos irmãos que nos comuniquem caso encontrem alguma falha neste livro, seja de

ordem de redação ou mesmo de conteúdo.

5. É PROIBIDO modificar ou reproduzir o livro, seja total ou parcialmente, por qualquer meio, sem

a devida permissão escrita.

6. Os testes no final de cada capítulo deverão ser destacados do livro, após serem respondidos

pelo estudante, (sem consultar o livro) e serem enviados ao representante da Diretoria de Educação da região a qual sua cidade pertence, ou diretamente a Diretoria de Educação no endereço anteriormente citado.

S U M Á R I O

Introdução

17

1 / Crescente Fértil

18

2 / Impérios

19

3 / Geografia Física da Palestina

19

4 / Geografia Econômica da Palestina

21

5 / Geografia Humana da Palestina

21

6 / Geografia Política da Palestina

22

7 / Costumes Orientais

22

8 / Período Inter-Bíblico

23

9 / A Palestina no Novo Testamento

24

10 / O Evangelho na Palestina

25

11 / O Mundo nos Tempos do Novo Testamento

26

12 / Viagens do Apóstolo Paulo

27

Apêndice -

68

Apêndice B

70

Apêndice C

63

Bibliografia

75

Introdução

Geografia Bíblica é a parte da Geografia Geral que tem como objetivo o conhecimento das diferentes áreas da superfície da Terra relacionadas com a Bíblia, ou seja , a Geografia Bíblica ocupa-se do estudo sistemático do cenário da revelação divina e da influência que teve o meio ambiente na vida de seus habitantes.

1)

Complete:

A

Geografia

e

da

ocupa-se

que

teve

do

o

estudo

na

do

cenário

de

da

seus

vida

A importância do estudo da Geografia Bíblica está no auxílio que ela nos oferece na apreciação, compreensão e interpretação dos fatos bíblicos, pois, localizando, fixando e documentando os relatos sagrados, a Geografia Bíblica completa as informações, dando-lhes mais consistência e autenticidade.

2) Complete: A nos oferece na

do estudo da

,

e

Bíblica está no dos

que ela

A fonte principal do estudo da Geografia Bíblica está na própria Bíblia, considerando ser ela que nos fornece nomes de lugares, de acidentes físicos, de povos, e de circunstâncias e acontecimentos com eles relacionados. Outra fonte é a História, tanto a que chamamos sagrada como a profana e a terceira é a Arqueologia. Com os dados que essas fontes nos oferecem, e com o auxílio indispensável de mapas das respectivas áreas, é possível um estudo proveitoso e adequado da Geografia Bíblica.

3) Responda: Quais são as fontes principais do estudo da geografia bíblica ?

Os Pontos Cardeais

Em seu movimento de rotação, a Terra gira no sentido Oeste para Leste. Pela manhã, o Sol parece surgir a Leste. Na realidade, é a Terra que, ao girar, “descobre” o Sol nessa direção. A palavra ‘Leste’ ou ‘Este’ vem do antigo hindu ‘idh-ta’ (inflamar), que originou, em grego, ‘aith-os(calor).

No idioma hindu, ‘vasati’ queria dizer tarde, noite. Em latim a palavra se transformou em ‘vesper’. Daí se originou ‘Oeste’, ou seja, ‘ocaso’, que serve para designar a direção em que o Sol parece pôr-se (mas que, na verdade, é a direção na qual a Terra vai “escondendo” o Sol, no seu movimento de rotação). A Terra gira sobre si mesma em torno de um eixo imaginário, chamado ‘eixo terrestre’. Se esta linha imaginária se prolongasse pelo céu, a partir do Pólo Norte, acabaria encontrando a estrela Polar. Por isso, denomina-se ‘Norte’ a direção em que, à noite, no hemisfério norte, se observa a estrela Polar. Os antigos navegantes europeus que se dirigiam ao equador observaram que essa região era mais quente que as regiões européias. E a definiram com as palavras ‘Sudh’, ‘Sunno’, ‘Sonne’ ( que em diferentes idiomas significam Sol ou calor). Daí surgiu ‘Sul’, para designar a zona oposta ao Norte. Como vimos, as direções principais são quatro: ‘Norte’, ‘Sul’, ‘Leste ou Este’ e ‘Oeste’. Tais pontos se chamam cardeais (ou seja, fundamentais).

4) Complete: As direções principais são

e

Tais pontos se chamam

:

,

,

ou

Os pontos cardeais servem como orientação, ou seja, para saber em que direção está determinado lugar.

5) Complete: Os

cardeais

está determinado

como

, ou seja, para saber em que

Muitas vezes, a necessidade de orientação obriga a citação de direções intermediárias. Para isso, estabeleceram-se outras direções, que tomam seu nome dos pontos cardeais entre os quais se situam. Todas essas denominações estão expressas no esquema abaixo:

Observação: O “Norte” fica sempre na parte superior de um mapa e o “Sul” na inferior.

Repostas das questões:

1) Bíblica, sistemático, revelação divina, influência, meio ambiente, habitantes.

2) importância, Geografia, auxílio, apreciação, compreensão, interpretação, fatos bíblicos.

3) a Bíblia, a História (tanto a sagrada como profana) e a arqueologia.

4) Quatro, Norte, Sul, Leste, Este, Oeste, Cardeais.

5) Pontos, servem, orientação, direção, lugar.

CAPÍTULO 1

O crescente Fértil

Introdução

É um fato que nunca deixa de ser motivo de admiração que o Criador do Universo viesse a

se interessar numa parcela tão insignificante de sua Criação como nosso planeta, porém aumenta milhares de vezes o assombro do estudante ao dar-se conta de que os sucessos relacionados com

o Povo Escolhido e o Salvador do Mundo se desenvolveram dentro de um pequeno retângulo da

Ásia Ocidental. Este retângulo encerra uma área de 2.184.000 Km 2 aproximadamente, dentro da qual se acha uma região de terra fértil, que foi o verdadeiro cenário do drama bíblico. Esta região se estende em forma semicircular entre o Golfo Pérsico e o sul da Palestina, estando limitada ao (NNO) e (E) por uma série de cordilheiras e encerrando em seu interior o grande deserto da Arábia. Sua história pode ser resumida numa série de lutas entre os habitantes das serranias e as tribos nômades do deserto para a possessão da cobiçada Terra Fértil. Seu lado oriental foi o berço da raça humana e de sua primeira civilização:

em suas grandes curvas levantaram-se um após outro os grandes impérios dos amorreus, assírios, dos caldeus e dos persas; e finalmente foi em seu extremo ocidental que nasceu o Salvador do Mundo.

1) Complete: Os sucessos relacionados com o

desenvolveram dentro de um

encerra uma

e o

Ocidental. Este

retângulo da Km 2 aproximadamente.

de

Limites do Fértil Crescente.

do Mundo se

O Fértil Crescente limita-se a (E) e (NE) por uma linha contínua de montanhas, formada pelas cordilheiras de Zagros e Armênia, e no (O) pelo Mar Mediterrâneo. Em seu interior se encontra o deserto da arábia, cuja beira limítrofe com a primeira recebe durante o inverno

escassas chuvas, apenas para fazer brotar uma grama rala e que desaparece tão logo se aproxima

o estio.

2) Complete: O

pelo

,

formada pelas

Países do Fértil Crescente.

limita-se a (E) e (NE) por uma linha contínua de

, e no (O)

de

e

A fim de facilitar nosso estudo dos países componentes do Fértil Crescente iremos classificá-los em três grupos:

I. Países da Curva Oriental.

Os países situados na Curva Oriental se dividem em:

A) Os que se encontram entre as cordilheiras Zagros e o rio Tigre:

Assíria_ Região montanhosa em algumas áreas e planaltos em outras, riquíssima em vegetação exuberante e muita pastagem, fauna e solo fecundo. Recebeu seu nome de Assur, filho de Sem neto de Noé (Gn. 10:11) A sua mais antiga cidade e capital foi Assur, em torno de cujo distrito desenvolveu-se o país que em épocas diferentes tem possuído diferentes dimensões. A cidade mais célebre da região, e desde 885 A.C capital da mesma, foi Nínive, às

margens esquerda do Rio Tigre, a cidade ocupava uma grande extensão pois para circundá-la era preciso uma caminhada de três dias (Jn. 3:3), era fortificada, possuindo grandes muralhas. Por volta de 606 A.C foi destruída por povos ferozes que habitavam mais ao norte. Foi nas montanhas da Assíria que o Rei Salmanazar instalou uma grande parte dos cativos de Israel (Reino do Norte).

2.) Elão (ou Elam)_ País antigo ao qual os gregos denominavam Suziânia, limitando-se ao sul com o Golfo Pérsico; a oeste com o Rio Tigre - portanto com Babilônia e Assíria - ao norte com a Média que estudaremos mais tarde e a leste com a Pérsia. Segundo provas arqueológicas, sua capital, Susã, foi fundada cerca de 4.000 A.C. Em épocas diferentes pertenceu aos impérios vizinhos, como Assíria, Babilônia e Pérsia . Quedorlaomer, que aprisionou Ló e em cuja perseguição saiu Abraão derrotando-o, era rei de Elão (Gn. 14). É região montanhosa e relativamente fértil.

3) Complete e responda: Os

rio

são ?

que se encontram entre as

B) Países entre os rios Tigre e o Eufrates:

Zagros e o

1.) Mesopotâmia (entre rios)_ É a vasta região do oeste asiático margeada pelos Rios Tigre e Eufrates, que se estende desde os montes da Armênia, ao norte, até o Golfo Pérsico , ao sul, ocupando uma área de aproximadamente 1.500.000 Km 2 . É a terra dos primeiros dias da história bíblica e o berço da humanidade. Também fatos importantes como o dilúvio, formação da família de Noé, migrações de sua descendência , etc., deram-se nesta região.

2.) Caldéia (chamada também Sinar e Babilônia)_ é região baixa e alagadiça , extremamente fértil devido ao lodo depositado pelos Rios Tigre e Eufrates, especialmente na parte sul, e também devido à irrigação artificial produzida por um sistema de canais. A fertilidade do aluvião tornou esta área freqüentemente cobiçada por povos próximos e distantes. Várias cidades prósperas estabeleceram-se na região: Ur, Eridu, Obeide, Larsa, Fara, Ereque, Nipur e outras, merecendo menção especial a Babilônia, edificada por Nimrode - filho de Cusi, neto de Cam e bisneto de Noé - e que se tornou capital do famoso Império Babilônico, situada no noroeste do país atravessada pelo Rio Eufrates. Pelo sistema de canais, não só em toda região se faziam presentes as águas carregadas de húmus fertilizantes, como também se faziam a comunicação e intercâmbio comercial entre as muitas cidades. E quando em decorrência de inundações mais violentas, ou negligência de governos, os leitos dos rios e dos canais apresentavam desvios consideráveis, verificava-se o declínio de várias dessas cidades. Como exemplo deve-se mencionar a cidade de Ur, que, julgando-se pelas escavações ali realizadas, ao tempo de Abraão era porto marítimo, mas cujas ruínas hoje encontram-se a cerca de 250 quilômetros ao norte do fundo do Golfo Pérsico. Nesta região, Judá ficou exilado por 70 anos e nela exerceram seu ministério os profetas Daniel e Ezequiel.

4)

Responda:

Quais

são

os

II. Países da Curva Ocidental.

países

que

estão

entre

os

rios

Tigre

e

Eufrates

?

1.) Síria (ou Arã)_ Localiza-se a sudoeste da Armênia, a leste da Ásia Menor e do Mediterrâneo, ao norte da Palestina e oeste da Assíria e partes da Arábia, cortada na direção norte - sul pela cordilheira do Líbano, paralela à costa do Mediterrâneo, que apresenta duas divisões: Líbano - a mais ocidental, a ante-Líbano - a oriental, em cujo extremo sul fica o célebre Monte Hermon. Os dois rios mais importantes da região correm entre as duas divisões dos Líbanos: Orontes , para o norte e depois oeste, passando perto da cidade de Antioquia e desaguando no Mediterrâneo, e o Leontes, para o sul, repentinamente desviando o seu curso para o mesmo mar. Grande parte da região é uma planície exuberante de fertilidade. Os sírios (ou arameus) são descendentes de Arã, filho de Sem e neto de Noé. Damasco é capital até hoje, sendo, conforme se crê, a mais antiga cidade viva da Terra. A Síria foi conquistada sucessivamente por Salomão, assírios, babilônios, persas, gregos e romanos. A Síria foi o primeiro país estrangeiro a receber o cristianismo pelo

testemunho dos crentes perseguidos em Antioquia, onde estes foram primeiramente chamados cristãos (At. 11:26).

2.) Fenícia_ Era uma faixa de terra estreita e fértil que ficava entre o Monte Líbano e o Mediterrâneo, abrangendo as cidades de Tiro e Sidom tendo ao sul a Palestina (Canaã) e a Síria, e ao norte a Ásia Menor, ou terra dos Heteus. Seus habitantes, provavelmente vindos do Golfo Pérsico aproximadamente 1.700 AC, eram notáveis na navegação, comércio, artes, ciências e literatura.

3.)

Palestina_ É região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e a Síria, e a leste e sul a Arábia, sendo que ao sul também fica o Egito.

5)

Complete

e

responda:

Quais

são

os

da

Ocidental

?

III. Países Limítrofes com o Fértil Crescente.

1.) Armênia - Esta região abrange extensas e altas serras entre o Mar Cáspio ao leste, Mar Negro a oeste e Assíria ao sul. Nesta região se encontram as cabeceiras dos rios Tigre e Eufrates, a provável área do Éden e o Monte Arará - na parte nordeste - onde descansou a arca de Noé no fim do dilúvio

2.) Média - Fica ao norte de Elão, a leste da Assíria e ao sul do Mar Cáspio; a princípio esteve sujeita aos assírios, porém depois do tempo de Senaqueribe (rei assírio), libertou-se e mais tarde foi absorvida pela Pérsia. Os cativos de Samaria foram levados por Sargom II, rei da Assíria, para esta terra (2 Rs. 17:6; 18:11). Nos livros de Daniel e Ester usa-se muito a expressão “Medos e Persas”.

3.) Pérsia - Situada a nordeste do Golfo Pérsico, a sudeste da Babilônia e Elão, ao sul da Média, tendo a leste a Carmânia, desconhecida nos relatos bíblicos. Sabemos que o Império Persa chegou a abranger toda a Ásia Ocidental, Grécia e Egito. A capital mais antiga era Persagada, ou Pasárgada, depois Persépolis, e até Susã, antiga capital de Elão. Depois da queda do império babilônico sob o poder medo-persa, Ciro, o rei persa foi quem decretou o repatriamento dos judeus, ordenando ao mesmo tempo a reconstrução do templo e a restituição dos vasos sagrados que Nabucodonozor, rei da Babilônia, havia tomado (Ed. 1:1- 11; 5:13-15). Foi na Pérsia que tiveram lugar os acontecimentos descritos no livro de Ester.

6)

Complete:

Armênia,

,

são

países

com

o

Rios

 

Somente mencionaremos os seguinte rios:

 

1.)

Rios Tigre e Eufrates_ Possuem de 1.760 e 2.880 Km de extensão respectivamente, têm seus

mananciais nas montanhas da Armênia.

7) Complete: Os da

Tigre e

têm seus

nas

2) Rio Jordão_ Desce do Monte Hermon por uma fenda que atravessa o país de norte a sul e deságua no Mar Morto, possuindo uma extensão de 340 Km.

8) Complete : O rio e deságua no

desce do

e atravessa o país de

a

3.) Rio Nilo_ O grande rio do Egito, desemboca no Mar Mediterrâneo próximo da extremidade ocidental do Fértil crescente, possuí uma extensão de 6.400 km.

9) Complete : O

é o grande rio do

Resposta das Questões:

que desemboca no

1) Povo Escolhido, Salvador, pequeno, Ásia, retângulo, área, 2.184.000.

2) Fértil Crescente, montanhas, cordilheiras, Zagros, Armênia, Mar Mediterrâneo.

3) Países, cordilheiras, Tigre, Assíria, Elão (Elam).

4) Mesopotâmia, Caldéia.

5) Países, curva, Síria, Fenícia, Palestina.

6) Média, Pérsia, limítrofes, Fértil Crescente.

7) Rios, Eufrates, mananciais, montanhas, Armênia.

8) Jordão, Monte Hermon, Norte, Sul, Mar Morto.

9) Nilo, Egito, Mar Mediterrâneo. Mapa crescente fértil

MUNDO ANTIGO

MUNDO ANTIGO 10

Egito

CAPÍTULO 2

I m p é r i o s

O Egito representa uma das mais antigas civilizações humanas. Sua história é quase tão

antiga como o próprio homem. Julgam alguns historiadores, por isso, ter sido o Vale do Nilo o

berço da humanidade. Mas, por intermédio das Sagradas Escrituras, sabemos ser a Mesopotâmia o primeiro lar de nossos mais remotos ancestrais.

A presença do Egito nas Escrituras Sagradas é muito forte. Por esse motivo, precisamos

conhecer melhor a história e a geografia desse país.

1) Complete: O

representa uma das mais

é tão antiga como o próprio

História do Egito

humanas. Sua

Não podemos datar, com precisão, quando chegaram os primeiros colonizadores aos territórios egípcios. Quanto mais recuamos no tempo, mais a cronologia torna-se imprecisa. Sabemos, contudo, que os primeiros habitantes dessa região foram nômades. Após uma vida de árduas e incômodas peregrinações, eles começaram a organizar-se em pequenos Estados. Essas diminutas e inexpressivas unidades políticas conhecidas como “nomos” (distritos), foram agrupando-se com o passar dos séculos, até formarem dois grandes reinos: Alto Egito, no sul, com sua capital em Tebas; e, o Baixo Egito, no norte, com sua capital em Mênfis.

2) Complete: O Egito com o passar dos séculos foi agrupando-se até formarem dois grandes

 

:

Alto

, no

,

com sua

em

;

e, o

Egito, no

com sua

em

Entre ambos havia um forte contraste. Seus deuses eram diferentes, como diferentes eram, também seus dialetos e costumes. Até mesmo a filosofia de vida desses povos eram marcadas por visíveis antagonismos. No período pré-dinástico, o desenvolvimento da cultura egípcia foi quase totalmente , nativo e interna. Houve apenas, alguns elementos de evidente influência Mesopotâmica: o selo cilíndrico, a arquitetura monumental, certos motivos artísticos e , talvez, a própria idéia da escrita. Há nessa época, progressos básicos nas artes, ofícios e ciências. Trabalhou-se a pedra, o cobre, e o ouro (instrumentos, armas, ornamentos, jóias). Havia olarias, vidragem, sistemas de irrigação, foi-se formando o Direito, baseado nos usos e costumes tradicionais.

A Unificação do Egito

Em conseqüência de suas muitas diferenças, o Alto e o Baixo Egito travaram violentas e desgastantes guerras por um longo período. Essas constantes escaramuças enfraqueciam ambos os reinos, tornando-os vulneráveis a ataques externos. Consciente da inutilidade desses conflitos, Menés, rei do Alto Egito, conquista o Baixo Egito. Depois de algumas reformas administrativas, esse monarca (para alguns historiadores, uma figura lendária) unificou o país, estabeleceu a primeira dinastia.

3) Complete: Menés, rei do administrativas

conquistou o

o país.

Depois de algumas

A unificação do Egito ocorreu, de acordo com cálculos aproximados, entre 3.000 a 2.780

A.C. Nesta mesma época, os egípcios começaram a fazer uso da escrita e de um calendário de 365

dias.

Unificados, o Alto e Baixo Egito transformaram-se no mais florescente e poderoso império da antigüidade. Os reis iniciaram a construção das grandes pirâmides, que lhes serviram de tumbas. Por causa desses arroubos arquitetônicos, receberam o apelido de “casa grande – faraó”. Então, a cultura egípcia alcançou proporções consideráveis.

4) Complete:

,

o Alto e

transformaram-se no mais

e

império da

No final do Antigo Império, que abrange o período de 2.780 a 2.400 A.C, o poder dos faraós começou a declinar. O fim dessa era de glórias foi marcada por revoltas e desordens, ocasionadas pelos governadores dos Nomos. Uma febre de independência alastra-se por todo o país. Cresce, cada vez mais, o poder da nobreza; a influência da realeza decai continuamente. Aproveitando-se desse caos generalizado, diversas tribos negróides e asiáticas invadem o país. Graças, entretanto, a intervenção dos faraós tebanos, o Egito consegue reorganizar-se, pelo menos até a agressão hicsa.

A Invasão Hicsa

Não obstante a segurança trazida pelos príncipes de Tebas (11º dinastia) e pelas conquistas político-sociais do povo, o Egito começa a sofrer incursões de um bando aguerrido de pastores asiáticos. Nem mesmo o prestígio internacional dos faraós seria suficiente para tornar defensáveis as fronteiras egípcias. Esses invasores, que dominaram o Egito por 200 anos aproximadamente, são conhecidos como hicsos. Eles iniciam sua dominação em 1.785 e são expulsos por volta de 1.580 A.C.

5) Complete: Esses

aproximadamente, são conhecidos como

,

que

o

por

200

anos

Esta é a época mais confusa e discutida da história do antigo Egito: um período de invasões e de caos interno. Os hicsos invadiram o Egito (através dos istmo que o ligava à península do Sinai), venceram os exércitos de faraó e dominaram grande parte do país. Possuíam cavalos e carros de guerra (com rodas); e armas de bronze ( ou talvez , mesmo , ferro), mais bem acabadas e mais fáceis de manejar do que as dos egípcios. Tudo isso explica a sua superioridade bélica e os seus triunfos militares. Com os hicsos devem ter entrado no Egito os hebreus.

6) Complete: Os

entraram no

na época em que os

dominavam

o

Novo Império

Com a expulsão dos hicsos, renasce o Império Egípcio com grande pujança. Com Amés I, os faraós tornaram-se imperialistas e belicosos. Foi durante o Novo Império (1.580 1.200 AC), que os israelitas começaram a ser escravizados pelos faraós.

Geografia do Egito

Sem o Nilo ( esse rio é o mais extenso do mundo, com um percurso de 6.400 Km com suas vazantes, fertiliza vastas extensões de terra , tornando possível fartas semeaduras), o Egito seria um Saara terrível e inabitado. O Nilo proporcionou riquezas aos faraós que puderam viver gloriosamente, construindo templos suntuosos, monumentos grandiosos, palácios de alto luxo, pirâmides gigantescas e a manutenção de exércitos bem armados que, não somente protegiam o Egito, mas tomavam, nas guerras novas regiões. Os egípcios não tinham necessidade de observar

se as nuvens trariam chuvas ou não. O Nilo lhes garantia a irrigação e as suas águas lhes davam colheitas fartas e certas. As secas e as enchentes eram raras.

7) Complete: Sem o proporcionou

,

o

A Grandeza do Egito

seria um

aos

O

Os Egípcios deixaram um marco de indelével grandeza na História. Desde as pirâmides às conquistas científicas e tecnológicas, foram magistrais. Haja vista, por exemplo, os arquitetos modernos que continuam a contemplar, com grande admiração, os monumentos piramidais construídos pelos faraós. Os antigos egípcios destacaram-se, ainda, na matemática e na astronomia. Há mais de quatro mil anos, quando a Europa revolvia-se em sua primitividade, os sábios dos faraós já lidavam com fórmulas para calcular as áreas do triângulo e do círculo e, também, do volume das esferas e dos cilindros.

8) Complete: Enquanto que a

dos

já lidavam com e, também, do

O Egito e os Filhos de Israel

revolvia-se em sua para calcular as áreas do das esferas e dos

, os

e

do

O relacionamento de Israel com o Egito remonta à Era Patriarcal. O primeiro e maior patriarca hebreu, por exemplo, esteve prestes a perder a esposa, cuja beleza embeveceu o rei daquela nação. Não fosse a intervenção divina, Sara não seria contada entre as ilustres mães do povo israelita.

9) Complete: O

de

com o

remonta à

Em sua velhice, Abraão recebe esta sombria revelação do SENHOR: “então lhe foi dito:

Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. E tu irás para teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. Na Quarta geração tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus.” (Gn. 15:13-16).

Estevão, sábio diácono da igreja primitiva conta-nos como José chegou a primeiro-ministro

do faraó: “Os patriarcas,, invejosos de José, venderam-no para o Egito; mas Deus estava com ele, e livrou-o de todas as suas aflições, concedendo-lhe também graça e sabedoria perante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador daquela nação e de toda a casa real. Sobreveio, porém, fome em todo o Egito; e, em Canaã, houve grande tribulação, e nossos pais não achavam mantimentos. Mas, tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou a primeira vez nossos pais. Na Segunda vez José se fez reconhecer por seus irmãos, e se tornou conhecida de Faraó a família de José. Então José mandou chamar a seu pai. Jacó, e toda a sua parentela, isto é , setenta e cinco pessoas.” (At. 7:9-14).

Não obstante sua humilde condição de escravo, José tornou-se primeiro-ministro do faraó. E, por seu intermédio, Deus salvou toda a descendência de Israel. Não fosse o providencial ministério exercido por esse intrépido hebreu a progênie abrâmica ver-se-ia em grandes dificuldades. José chegou ao Egito no século XX A.C. Nesse tempo, segundo os historiadores, os hicsos dominavam o país.

10) Complete:

chegou ao

no século XX AC. Nesse tempo, os

dominavam o

Continua Estevão a contar a história dos israelitas no Egito: “Como, porém, se aproximasse o

tempo da promessa que Deus jurou a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito, até que se levantou ali outro rei que não conhecia a José. Este outro rei tratou com astúcia a nossa raça e torturou os nossos pais a ponto de forçá-los a enjeitar seus filhos, para que não sobrevivessem.

Por esse tempo nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Por três meses foi ele mantido na casa de seu pai; quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho.

E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras. Quando

completou quarenta anos, veio-lhe a idéia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel. Vendo um homem tratado injustamente, tomou-lhe a defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio. Ora,

Moisés, cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar, por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam. No dia”. seguinte, aproximou-se de uns que brigavam, e

procurou reconduzi-los à paz, dizendo: Homens, vós sois irmãos; por que vos ofendeis uns aos outros? Mas o que agredia ao próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós? Acaso queres matar-me, como fizeste ontem ao egípcio? A estas palavras Moisés fugiu

e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos. Decorridos quarenta anos,

apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia. Moisés, porém, diante daquela visão ficou maravilhado e, aproximando-se para observar, ouviu-se a voz do Senhor: Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la. Disse-lhe o Senhor: Tira a sandália dos pés; porque o lugar em que estás, é terra santa. Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido, e desci para libertá-lo. Vem agora e eu te enviarei ao Egito. A este Moisés, a quem negaram reconhecer, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz? A este enviou Deus como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça. Este os tirou , fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, assim como no Mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos. Foi Moisés quem disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim.”(At. 7:17-37).

Israel deixou o Egito no século XV A.C. Depois do Êxodo, israelitas e egípcios voltariam a se enfrentar no tempo dos reis e no chamado período interbíblico.

Os únicos reis do Egito que se destacam na história de Israel depois do Êxodo são Sisaque, Zerá, Sô, Tiraca e Neco.

Sisaque Deu asilo a Jeroboão durante seu desterro e, depois da divisão do Império de Salomão, invadiu Judá para despojá-lo dos seus tesouros de seu templo e palácio real. Judá nunca se refez desse desastre.

Zerá O etíope, que lutou contra Asa, rei de Judá, foi derrotado e seu exército aniquilado na batalha de Maressa.

Com quem Oséias, último rei de Israel, fez aliança contra a Assíria, não foi mais que um dos pequenos potentados que governavam os “nomos” em que se havia fracionado o Egito naquele tempo.

Tiraca Contemporâneo de Ezequias, rei de Judá, avançou contra Senaqueribe durante sua invasão de Judá e os povos vizinhos. Segundo o relato de Senaqueribe sobre esta campanha, Tiraca lhe deu combate em Elteque, pouco antes da destruição das hostes assírias por praga misteriosa enviada por Jeová (701 A.C). Tiraca foi derrotado por Esar-Hadom e mais tarde por Assurbanipal, quando os exércitos assírios invadiram o Egito para incorporá-lo ao Império Assírio.

Neco O rei egípcio que matou Josias, rei de Judá, começou seu reinado com grandes obras públicas. Tentou construir um canal que unisse o Mar Vermelho com o Mediterrâneo, enviando uma expedição naval fenícia que conseguiu a circunavegação do continente africano (610 A.C).

ÊXODOS

ÊXODOS 15

Assíria

Origens

Os assírios se jactavam de ser os descendentes de Assur, filho de Sem, que saiu da planície de Sinear numa ocasião remotíssima, para estabelecer-se na cidade que levava seu nome, situada na orla ocidental do rio Tigre. Por muitos séculos os assírios seguiram sua vida tranqüila, sem empenhar-se em conflitos de maior envergadura com seus vizinhos até ao século XIII, época em que conquistaram a Babilônia. Este episódio de sua história está envolto em obscuridade, porém, desde o começo, a Assíria pôde manter sua posição como potência preponderante do Fértil Crescente.

12) Complete: Os

A Geografia da Assíria

se jactavam de ser os descendentes de

, filho de

O território assírio, no princípio, era inexpressivo. Perdia-se entre as grandes possessões

dos países circundantes. Com o passar dos séculos, foi se estendendo e abarcando muitas nações vizinhas, transformando-se em um grande império. As fronteiras assírias, porém, nunca foram bem definidas. Variavam de conformidade com as vitórias ou derrotas em batalhas.

13) Complete: O território

,

no princípio, era inexpressivo, suas

nunca

foram bem

.Variavam de conformidade com as

ou

em

A História da Assíria

Durante muitos séculos , Nínive manteve-se inexpressiva no cenário assírio. Em 2.350 A.C, contudo , Sargão transformou-a em sua capital. A partir de então, a cidade tornou-se participante das glórias e derrotas da Assíria. Nínive é a própria história do Império Assírio. No século XII AC. os assírios começaram a demonstrar suas intenções hegemônicas. Sob a poderosa influência do rei Tiglete-Pileser, encetam várias campanhas militares , visando à expansão de seu território. Nessa época, dominaram facilmente os sidônios.

14) Complete:

é a própria

do

Os assírios entretanto, não possuíam guarnições suficientes para manter suas conquistas. Enquanto marcham para o Ocidente, os vassalos orientais rebelavam-se. A Assíria, em conseqüência desses insucessos militares, sofre clamorosas perdas territoriais.

O enfraquecimento do império assírio favoreceu o reino davídico.

15) Complete: Os

, este fato favoreceu o

não possuíam

suficientes para manter suas

Duzentos anos mais tarde, a Assíria fez novas tentativas para dominar o mundo. Salmanaser II, primeiro soberano assírio a ser mencionado nas crônicas hebraicas, derrotou , na batalha de Carcar , na Síria, uma coligação militar formada por sírios, fenícios e israelitas. Passados doze anos, ele volta a enfrentar a aliança palestínica. E, à semelhança da primeira vez, vence-a. Rumores do Oriente, entretanto, fazem-no voltar à Assíria. Frustrado, abandona suas conquistas. No século VIII AC, a Assíria começa a estabelecer-se, de fato, no Ocidente.

A Assíria teve seu apogeu entre 705 a 626 A.C. Período que abrange os reinados de

Senaqueribe, Esar-Hadom e Assurbanipal. Esse clímax de prosperidade e brilho é demasiado efêmero.

Em 616 A.C , Nabopolassar, governador de Babilônia, revolta-se e declara a independência dos territórios sob sua jurisdição. Decidido a arrasar com o já minado poderio assírio, alia-se ao rei medo Ciaxares. Este, em 614 A.C, conquista e destrói totalmente Nínive. Com a queda de Nínive, desaparece a glória da Assíria.

As Relações Entre a Assíria e Israel

A Ambição dos assírios em alargar seus domínios, inevitavelmente os colocou em conflito com seus vizinhos ocidentais, a saber, os sírios, fenícios e hebreus, que os separavam de seu rival mais sério, o Egito. Antes da expansão da Assíria para o Ocidente., Davi cimentou a grandeza do império de Israel, e Salomão pôde terminar em paz e tranqüilidade seu reinado de prosperidade sem paralelo; e, não obstante, em tempos posteriores, quando os invejosos olhos do invasor se dirigiam para os pequenos estados do litoral mediterrâneo, os hebreus puderam escudar-se sob a proteção de seus vizinhos setentrionais, os sírios e fenícios. Todavia, ao sucumbirem essas nações, não houve para Israel e Judá esperança humana de salvação. Israel imediatamente foi envolvido no torvelinho da guerra e seus habitantes levados cativos a terras distantes, culminando este capítulo da história do Fértil Crescente com a destruição quase simultânea da assíria e Judá. Assíria havia estendido sua mão de ferro para apoderar-se do indefeso Judá, precisamente quando o poderio nascente dos caldeus, aliados com seus impetuosos vizinhos, os medos, se preparava para desferir um golpe fatal. O Egito, crendo ver nesse drama a oportunidade que aguardava para ampliar os seus domínios em direção do Fértil Crescente, dirigiu-se contra a Assíria e, de passagem, apoderou-se de Judá . Porém, enquanto isso, a Assíria já havia sucumbido ao ataque combinado de caldeus e medos. O Egito teve de fazer frente então, não à Assíria, mas aos novos amos, os aguerridos caldeus, os quais, na batalha decisiva de Carquemis, aniquilaram as hostes do Egito e se apoderaram de um só golpe de todas as conquistas do Fértil Crescente. Judá passou assim a ser tributário da Babilônia e pouco depois desapareceu por completo do quadro das nações independentes.

16) Complete: Os habitantes de

foram levados a terras distantes pela

por completo do quadro das nações independentes. 16) Complete: Os habitantes de foram levados a terras

Babilônia

Introdução

Babilônia, nas Sagradas Escrituras, é sinônimo de poder e glória. A história desse império, simbolizado pelo ouro, é antiqüíssima. Trata-se de uma das primeiras civilizações da Terra. As crônicas babilônicas estão intimamente associadas com as da Mesopotâmia berço da raça humana.

17) Complete: A

História da Babilônia

trata-se de uma das primeiras

da

Babilônia era uma cidade antiquíssima, sendo sua data de fundação incerta, mas tudo nos leva a supor que ela tenha sido fundada por volta do ano 3.000 A.C. A sua história passa de uma longa série de sangrentas lutas. Babilônia foi sitiada várias vezes. É difícil de numerar quantas vezes seus muros foram destruídos. Seus ávidos inimigos a despojavam de seus tesouros com freqüência. Durante séculos a Babilônia ficou sobre domínio assírio. Por volta de 616 A.C, Nabopolassar governador da Caldéia, revoltou-se e auxiliado por Ciaxares, rei dos medos, proclamou a independência dos territórios sobre sua administração.

18) Complete:

era uma

vezes. Durante séculos ficou sobre

antiquíssima. Ela foi

várias

Nabopolassar sendo proclamado Rei da Babilônia deu início a um combate sem tréguas contra o exército assírio. Com a tomada de Nínive, capital do império assírio, ele consolida definitivamente a soberania sobre esta região. Após a queda do império assírio, os babilônicos tiveram que enfrentar o egípcios, em Carquemis por volta do ano 606, onde os egípcios foram derrotados por Nabucodonosor, filho de Nabopolassar. Após a derrota egípcia Nabucodonosor era proclamado Rei da Babilônia, em virtude da morte de seu pai. Nabucodonosor era um rei empreendedor, logo no início de seu reinado, começou a realizar gigantescas construções que fariam de seu reino, em pouco tempo, uma das maiores maravilhas do mundo.

19) Responda: Qual reino destruiu o Império Assírio ?

Geografia da Babilônia

Babilônia foi plantada em uma fértil região, onde as chuvas eram constantes, possibilitando o surgimento, no local, de grandes civilizações, desde os primórdios da humanidade. Nessa região, as pedras eram bastantes raras. Em compensação, havia abundância de cerâmica. Por isso as construções babilônicas consistiam basicamente, de tijolos.

20) Complete: A eram

As

A Grandeza da Babilônia

foi plantada em uma

, onde as

babilônicas consistiam basicamente, de

A primeira tarefa de Nabucodonosor foi reconstruir a cidade da Babilônia, destruída por Senaqueribe, em virtude de suas muitas rebeliões. Para conseguir este objetivo, ele empreendeu diversas campanhas, tendo como meta trazer milhares de cativos, para reconstruí-la.

Entre outras coisas, construiu um muro em redor da cidade da Babilônia. Dizem os

especialistas, que na verdade, este muro tratava-se de uma poderosa muralha. Ao reconstruir Babilônia Nabucodonosor, não se esqueceu de reverenciar seus deuses. Um exemplo é o templo dedicado a Bel. Este templo, com quatro faces, constituía-se em uma pirâmide

de oito plataformas, sendo a mais baixa de 400 pés de cada lado.

21) Complete e responda: Quem reconstruiu a cidade da

A Babilônia e o Povo de Judá

?

Como resultado da batalha de Carquemis, Judá tão recentemente subjugado pelo Egito, passou como presa de guerra ao rei da Babilônia. Nabucodonosor o colocou sob tributo, porém em 606 AC o rei Jeoaquim fez caso omisso de suas obrigações e não cumpriu com seus tributos. Nabucodonosor o castigou levando-o preso para a Babilônia juntamente com os vasos do templo e com vários personagens destacados do reino, na qualidade de reféns, figurando entre eles Daniel.

22)

Complete:

e vários

levou

para

a

os

, figurando entre eles

do

No ano seguinte, Nabucodonosor, destituiu a Joaquim, sucessor de Jeoaquim, substituindo-

o por Zedequias, o qual, por um espaço de oito anos pagou em dia o tributo. Foi sua

insubordinação em 569 AC que motivou o assédio e a destruição final de Jerusalém dois anos mais tarde (567 AC).

23) Complete:

foi destruída por

Zedequias foi levado ante Nabucodonosor, que o aguardava na cidade de Ribla, sobre o Orontes, na Síria, donde, depois de presenciar a morte de seus filhos, foi cegado e levado em cadeias para Babilônia a fim de terminar seus dias no presídio.

a morte de seus filhos, foi cegado e levado em cadeias para Babilônia a fim de

Pérsia

Introdução

Com a destruição do império Babilônico surge no cenário do Médio Oriente uma nova superpotência. A coligação medo-persa transforma-se, rapidamente, em um vastíssimo reino. No tempo de Assuero, por exemplo, a Pérsia dominava sobre 127 províncias, da Índia à Etiópia. Durante o império Persa, os judeus foram tratados com longaminidade e condescendência. Permitiam-lhes, por exemplo, as manifestações de sua religiosidade e tradições nacionais.

24) Complete: Com a

do

surge no cenário do

uma nova

Durante o

, os

foram

tratados com

e

História do Império Persa

Por muitos séculos, esse povo esteve no anonimato. Suas alianças políticas variavam de acordo com as tendências da época. A Pérsia durante o Império Babilônico, não passava de um Estado vassalo da Média. Com o passar dos tempos, todavia, os persas aumentaram seu poderio e começaram a desvencilhar-se dos tentáculos medos.

25) Complete: A da

durante o

, não passava de um Estado

Ciro II consegue em 555 AC, reunificar as várias tribos persas. Sentindo-se fortalecido, lança-se sobre a Média. Depois de três anos de violentas batalhas, derrota-a. A vitória é tão incontestável, que sua vitória cria um alvoroço em toda a região. Os reinos vizinhos, temerosos, criam uma coalizão para tentar derrotar a Pérsia. Ciro II sábio e oportunista, em uma série de ataques relâmpagos destrói esta aliança em seu nascedouro. Dario, um dos generais de Ciro II, conquistou a Babilônia, na noite de 538 AC.

O Império Persa e os Judeus

Durante a dominação babilônica, os judeus não gozavam de muitas prerrogativas. Com muito custo e, enfrentando grandes dificuldades, conseguiram manter sua religião e suas tradições nacionais. Ciro manifestou-se muito tolerante com os estados vencidos e tratou a todos com consideração e benignidade. De acordo com esta política, no primeiro ano de seu reinado ordenou a repatriação de todos os judeus que desejassem regressar a seu país, devolvendo-lhes ao mesmo tempo os vasos do templo, levados à Babilônia por Nabucodonosor. Zorobabel, que foi nomeado governador da Judéia, encabeçou os que regressaram e, pouco depois de chegar ao seu país natal, começou a reconstrução do Templo.

26) Complete:

foi nomeado

da

por

Ciro

devolveu os

do

,

levados à

por

,

para os

Grécia Introdução A Grécia é o berço da civilização ocidental. Dos gregos, herdamos a democracia,

Grécia

Introdução

A Grécia é o berço da civilização ocidental. Dos gregos, herdamos a democracia, a

concepção clássica das artes e, principalmente, a filosofia. Não fossem os helenos não haveria a tradicional divisão do mundo entre Ocidente e Oriente. Sob o comando de Alexandre Magno, esse ilustre povo conquistou o mundo e espalhou sua cultura por todas as terras. Foi esse soberano macedônio quem destruiu o Império Persa.

27) Complete: A

 

é o

da

Dos

herdamos a

 

,

a concepção

das

e, principalmente, a

Não

fossem os

não haveria a tradicional

do

entre

e

A História da Grécia

A Grécia antiga estava dividida em cidades-estados. Sem coesão político-administrativa,

esses pequenos e até diminutos países estavam em constantes alterações. Os gregos eram unidos somente por laços culturais e religiosos. Quando o perigo os ameaçava, firmavam, porém alianças provisórias.

O Século V AC, marca o auge da Grécia . Nessa longínqua época, Péricles assume o

comando político de Atenas e começa a apoiar, maciçamente, os empreendimentos culturais.

No século seguinte , os gregos tornam-se alvo das intenções hegemônicas de Felipe II da Macedônia. Em meados do século IV AC, Filipe, príncipe herdeiro do trono da Macedônia, foi capturado por um bando de gregos e levado como refém a Tebas. Ali aproveitou seu cativeiro para estudar a arte militar grega e formular planos para o futuro. No seu regresso à Macedônia, pôs em execução seu plano de modernizar o exército e logo unificar todos os helenos sob seu governo, como prelúdio da subjugação da Pérsia. Tendo alcançado sucesso em seus dois primeiros objetivos, foi assassinado durante as festas nupciais de sua filha, nas vésperas de iniciar a invasão da Ásia Menor.

28) Responda: Quem unificou os helenos ?

Alexandre Magno

Seu filho, Alexandre, hábil discípulo do célebre filósofo Aristóteles, apesar de não ter mais de 20 anos ao subir ao trono, depois de reafirmar sua autoridade sobre os estados gregos, dirigiu-se em seguida contra os persas, à frente de seu exército de 40.000 homens. Derrotou a Dario Codomano, que possuía uma descomunal guarnição de mais de 800.000 soldados, e prontamente se apossou de todo o império persa.

29) Complete e responda: A frente de seu

de 40.000

a

Codomano, que possuía uma guarnição de mais de

soldados ?

quem

A morte repentina de Alexandre foi um verdadeiro desastre para seu vasto império , visto que eliminou a única possibilidade de unificar a Europa Oriental com a Ásia Ocidental sob a direção grega. Após sua morte o seu império foi dividido em quatro partes entre seus generais, ficando assim a divisão:

1) Trácia e uma parte da Ásia Menor, coube a Lisímaco; 2) Macedônia e a Grécia, coube a Cassandro; 3) Síria e o Oriente, ficou com Seleuco; e 4) Egito, com Ptolomeu, filho de Lages. 30) Responda: Após a morte de Alexandre, em quantas partes foi dividido seu Império ?

Nos últimos reinos (Síria e Egito) continuaram a obra de helenização começada por Alexandre sob governadores sábios e artistas gregos, até que a civilização e cultura gregas chegaram a dominar todo o mundo antigo.

Geografia da Grécia

A Grécia constitui-se, praticamente, de uma península localizada no Sudeste da Europa. Esse maravilhoso país é banhado por três mares: a leste, pelo Egeu; ao sul pelo Mediterrâneo; e a oeste pelo Jônico. A Macedônia ficava ao norte. Nos primórdios, o território grego era conhecido como Acaia e limitava-se, ao sul da península. A região ocupada por Atenas, nessa mesma época, era denominada de Ática.

31) Complete: A da

pelo

;

ao

constitui-se, praticamente, de uma

Esse maravilhoso pelo

;

é banhado por e a oeste pelo

:

localizada no

,

a

Os Gregos e os Judeus

De acordo com algum historiadores , o contato de Alexandre Magno com os judeus foi

Dario,

tendo sabido da vitória obtida por Alexandre sobre seus generais, reuniu todas as suas forças, para marchar contra ele antes que se tornasse senhor de toda a Ásia; depois de ter passado o

rápido e emocionante. O historiador judeu Flávio Josefo narra-nos este encontro: “(

)

Eufrates e o monte Touro que está na Cilícia, resolveu dar-lhe combate. (

)

Dario foi vencido com

graves perdas ; sua mãe, sua mulher e seus filhos ficaram prisioneiros e ele foi obrigado a fugir para a Pérsia. Alexandre, depois da vitória, chegou à Síria, tomou Damasco, apoderou-se de Sidom e sitiou Tiro. Durante o tempo em que ele esteve empenhado nessa empresa, escreveu a Jado, grão-sacrificador dos judeus e pediu-lhe três coisas: auxílio, comércio livre com seu exército e o mesmo auxílio que lhe dava Dario, garantindo-lhe que, se o fizesse, não teria de que se arrepender, por ter preferido sua amizade à dele. O grão-sacrificador respondeu-lhe que os judeus tinham prometido a Dario, com juramento,jamais tomar armas contra ele e por isso não podiam fazê-lo, enquanto ele vivesse. Alexandre ficou tão irritado com esta resposta, que mandou dizer-lhes que logo que tivesse tomado Tiro, marcharia contra ele, com todo o seu exército, para ensinar-lhe, e a todos, a quem é que se devia guardar um juramento. Atacou depois Tiro com

tanta força, que dela se apoderou; depois de ter regularizado todas as coisas, foi sitiar Gaza onde Baemes governava em nome do rei da Pérsia.

Quando este ilustre conquistador tomou esta última cidade (Gaza), ele avançou para

) (

Jerusalém e o grão-sacrificador Jado, que bem conhecia a sua cólera contra ele, vendo-se com todo o povo em tão grave perigo, recorreu a Deus, ordenou orações públicas para implorar o seu auxílio e ofereceu-lhe sacrifícios. Deus apareceu-lhe em sonhos na noite seguinte e disse-lhe que fizesse espalhar flores pela cidade, mandar abrir todas as portas e ir revestido de seus hábitos pontificais, com todos os santificadores, também assim revestidos e todos os demais, vestidos de branco, ao encontro de Alexandre, sem nada temer do soberano, porque ele os protegeria. Jado comunicou com grande alegria a todo o povo a revelação que tivera e todos se prepararam para esperar a vinda do rei. Quando se soube que ele já estava perto, o grão-sacrificador, acompanhado pelos outros sacrificadores e por todo o povo, foi ao seu encontro, com essa pompa tão santa e tão diferente da das outras nações, até o lugar denominado Safa que em grego significa mirante, porque de lá se podem ver a cidade de Jerusalém e o templo. Os fenícios e os caldeus, que estavam no exército de Alexandre, não duvidaram de que a cólera em que ele se achava contra os judeus, ele lhes permitiria saquear Jerusalém e daria um castigo exemplar ao grão-sacrificador. Mas aconteceu justamente o contrário, pois o soberano apenas viu aquela grande multidão de homens vestidos de branco, os sacrificadores revestidos com seus paramentos de linho e o grão-sacrificador, com seu éfode, de cor azul adornado de ouro sobre a qual estava escrito o nome de Deus, aproximou-se sozinho dele, adorou aquele augusto nome e saudou o grão-sacrificador, ao qual ninguém ainda havia saudado. Então os judeus reuniram-se em redor de Alexandre e elevaram a voz, para desejar-lhe toda sorte de felicidade e de prosperidade. Mas os reis da Síria e os outros grandes, que acompanhavam, ficaram surpresos, de tal espanto que julgaram que ele tinha perdido o juízo. Parmênio, que gozava de grande prestígio, perguntou-lhe

como ele, que era adorado em todo o mundo, adorava o grão-sacrificador dos judeus. “Não é a ele,” respondeu Alexandre, “ao grão-sacrificador, que adoro, mas é a Deus de quem ele é o ministro, pois quando eu estava na Macedônia e imaginava como poderia conquistar a Ásia, Ele me apareceu em sonhos com esses mesmos hábitos e me exortou a nada temer, disse-me que passasse corajosamente o estreito do Helesponto e garantiu-me que Ele estaria à frente de meu exército e me faria conquistar o império dos persas. Eis porque, jamais tendo visto antes a ninguém revestido de trajes semelhantes aos com que Ele me apareceu em sonho, não posso duvidar de que não tenha sido ordem de Deus que empreendi esta guerra e assim vencerei a Dario, destruirei o império dos persas e todas as coisas suceder-me-ão segundo meus desejos”. Alexandre, depois de ter assim respondido a Parmênio, abraçou o grão-sacrificador e os outros sacrificadores, e caminhou no meio deles até Jerusalém, subiu ao templo, ofereceu sacrifícios a Deus da maneira como o grão-sacrificador lhe dissera devia fazer. O soberano pontífice mostrou-lhe em seguida o livro de Daniel no qual estava escrito que um príncipe grego destruiria o império dos persas e disse-lhe que não duvidava de que era ele de quem a profecia fazia menção. Alexandre ficou muito contente; no dia seguinte, mandou reunir o povo e ordenou-lhe que dissesse que favores desejava receber dele. O grão-sacrificador respondeu-lhe que eles lhe suplicavam permitir-lhes viver segundo suas leis, e as leis de seus antepassados e isentá-los no sétimo ano, do tributo que lhe pagariam durante os outros. Ele concedeu-lho. Tendo-lhes, porém, eles pedido que os judeus que moravam em Babilônia e na Média, gozassem dos mesmos favores, ele o prometeu com grande bondade e disse

que se alguém desejasse servir seus exércitos ele o permitiria viver segundo sua religião e observar todos os seus costumes. “Vários então se alistaram.”

todos os seus costumes. “Vários então se alistaram.” Roma Introdução Enquanto Alexandre Magno conquistava o

Roma

Introdução

Enquanto Alexandre Magno conquistava o Oriente e esmagava o até então invencível poderio persa, um outro império começava a despertar e a incomodar o mundo. Roma se estendia em círculos de influência cada vez mais amplos, até que em meados do século III AC já dominava toda a península itálica.

História do Império Romano

Durante a primeira Guerra Púnica (264-241 AC), os romanos venceram os cartagineses e apossaram-se das ilhas sicilianas. Sentindo-se fortalecidos, eles anexam a Córsega e a Sardenha e derrotam os gauleses no Vale do Pó.

32) Complete: Os

venceram os

e apossaram-se das

sicilianas;

eles também anexaram a do

e a

e derrotaram os

no

Nas duas últimas guerras púnicas, Roma derrota o brilhante general cartaginês, Aníbal, e põe fim à grandeza de Cartago.

Estas guerras lançaram as sementes da conquista da bacia oriental, posto que Filipe V da

Macedônia havia ajudado a Aníbal; e Antíoco, o Grande, da Síria, lhe havia concedido asilo depois de sua derrota. Filipe foi vencido e os esforços de seu filho Perseu, para vingar a derrota, fracassaram. Diante desta demonstração de poder de Roma, quase todos os príncipes do Oriente optaram por reconhecer sua supremacia e aliar-se com a potência superior. Antíoco, o Grande, havia sonhado com a conquista da Grécia, porém foi vencido pelos romanos, e a seu neto, Antíoco Epifanes, que se havia proposto agregar o Egito a seus domínios, bastou uma repressão de Roma para que desistisse. Houve uma ou outra escaramuça depois dos meados do século segundo antes de Cristo, porém desde aquela data, todo o mundo teve que reconhecer a supremacia da República Romana.

A República durou até que Augusto, o jovem sobrinho de César, depois da derrota das

forças de Antônio na batalha de Ácio, efetuou uma série de transformações na administração pública que mudou radicalmente a estrutura do estado romano. De forma mui inteligente concentrou em suas mãos todo o poder executivo, conservando por sua vez todos os antigos postos, procedimento e formas exteriores do sistema republicano. Assim, sem que o povo romano percebesse, a República se transformou em Império.

O Legado do Império Romano

Os gregos legaram-nos a base da sociedade ocidental. Os romanos, sua estrutura. Pragmáticos e administradores por excelência, deixaram-nos colossal monumento jurídico esculpido em sua experiência privada e pública.

O direito romano foi um dos legados mais importantes deixados por Roma às civilizações

que lhe sucedera. O antigo direito consuetudinário, isto é, baseado no uso e nos costumes, passou

a ser direito escrito com a Lei das 12 Tábuas, que é considerada a mais antiga lei romana.

O sistema jurídico dos romanos resultou não somente da necessidade de governar os

diferentes povos dos países conquistados mas, também, da natural substituição de antigos costumes por certos princípios gerais que se foram condensando através dos editos pretores. Os pretores eram magistrados encarregados da administração da justiça. No começo de sua gestão, o pretor comumente promulgava um edito, estabelecendo os princípios que iriam orientar os seus julgamentos.

33) Complete: Os ,

eram

encarregados da

da

Aplicando e interpretando a lei, os pretores criaram duas espécies de direito: o que se aplicava aos cidadãos romanos, chamado “jus civile”, e o que dizia respeito a todos os povos de maneira geral, denominado “jus gentium”. Era o “jus gentium” que autorizava a existência da escravidão e da propriedade privada, sendo, portanto, um complemento do “jus civile”.

O Império Romano e os Judeus

Pompeu, destacado militar de família nobre, foi enviado ao Oriente para lutar contra Mitrídates, ambicioso rei do Ponto, que sonhava com a conquista de toda a Ásia Menor. Vencido, Mitrídates refugiou-se na casa de seu sogro, Tigranes, rei da Armênia. As tropas gregas enviadas contra ele se amotinaram, Mitrídates regressou ao Ponto e Tigranes se aproveitou da confusão para apoderar-se da Síria. O senado romano enviou Pompeu à frente de outro exército para restaurar a ordem, nomeando-o governador das províncias da Ásia. Foi nesta qualidade, que Pompeu recebeu Aristóbulo e Alexandre. Disputando ferrenhamente o trono da Judéia, ambos submetem-se à arbitragem. O povo, contudo, não deseja ser governado por nenhum dos dois. Que decisão tomar ? Prático, o general romano desejava colocar sobre os judeus um rei títere. Entre os contendores, opta pelo mais manobravél e influenciável. A escolha recai sobre Hircano, cujo caráter era débil. A decisão de Pompeu desagrada, profundamente, a Aristóbulo, que começa a arquitetar planos de vingança e revolta.

Hircano, respaldado por Roma, assume o poder e introduz, em Jerusalém, o exército

romano. Revoltado, Aristóbulo refugia-se no templo com 12 mil partidários. Pompeu, ao examinar detidamente a questão, decide tomar o santuário. Depois desta intervenção, a Judéia torna-se província romana. Nessa qualidade, fica sujeita aos mais absurdos caprichos dos poderosos senhores de Roma. 34) Responda: Como se chama o general romano que invadiu a cidade de Jerusalém

?

Respostas das Questões:

1) Egito, antigas civilizações, história, Homem. 2) Reino, Egito, sul, capital, Tabas, baixo, norte, capital, Mênfis. 3) Alto Egito, Baixo Egito, reformas, unificou. 4) Unificados, Baixo Egito, florescente, poderoso, antigüidade. 5) Invasores, dominaram, Egito, Hicsos. 6) Hebreus, Egito, Hicsos, Egito. 7) Nilo, Egito, deserto, Nilo, riquezas, Faraós. 8) Europa, primitividade, sábios, faraós, fórmulas, triângulo, círculo, volume, cilindros. 9) Relacionamento, Israel, Egito, Era Patriarcal. 10) José, Egito, Hicsos, Egito (país). 11) Êxodo, israelitas, Reis, Interbíblico. 12) assírios, Assur, Sem. 13) assírio, fronteiras, definidas, vitórias, derrotas, batalhas. 14) Nínive, História, Império Assírio. 15) Assírios, guarnições, conquistas, Reino Davídico. 16) Israel, Assíria. 17) Babilônia, civilizações, Terra. 18) Babilônia, cidade, sitiada, domínio assírio. 19) Babilônia. 20) Babilônia, Região Fértil, chuvas, constantes, construções, tijolos. 21) Babilônia. Nabudonozor. 22) Nabudonozor, Babilônia, vazos, Templo, reféns, Daniel. 23) Jerusalém, insubordinação. 24) Destruição, Império Babilônico, Médio Oriente, superpotência, Império Persa, judeus, longanimidade, condescendência. 25) Pérsia, Império Babilônico, vassalo, Média. 26) Zorababel, governador, Judéia, Ciro, vasos, Templo, Babilônia, Nabucodonozor, judeus. 27) Grécia, berço, civilização ocidental, gregos, democracia, clássica, artes, filosofia, Helenos, divisão, mundo, Ocidente, Oriente. 28) Felipe, príncipe da Macedônia. 29) Exército, homens, derrotou, Dario, 800.000, Alexandre Magno. 30) Quatro. 31) Grécia, península, sudeste, Europa, país, três mares, leste, Egeu, sul, Mediterrâneo, Jônico. 32) Romanos, cartagineses, ilhas, Córsega, Sardenha, gauleses, Vale, Pó. 33) Pretores, magistrados, administração, justiça. 34) Pompeu.

Império Romano

Império Romano 27

CAPÍTULO 3

Geografia Física da Palestina

Introdução

A Palestina era um ponto destacado no mundo antigo devido à sua situação entre os

continentes da Ásia e África, os mares Mediterrâneo e Índico. Embora sua extensão territorial fosse muito mais reduzida que seus poderosos vizinhos, a Palestina contribuiu para a história da

humanidade com páginas de importância transcendental, fazendo sentir sua influência até aos confins da terra. O desenvolvimento desta história não pode ser devidamente apreciado sem correlacioná-lo com o cenário geográfico.

1)

Responda:

Por

que

a

Palestina

era

Localização, Limites e Superfície

um

ponto

destacado

no

mundo

antigo?

A Palestina localiza-se no continente asiático, banhada pelo Mar Mediterrâneo; limitando-se

com a Síria e Fenícia ao norte, com o deserto Árabe ao sul, com o Mediterrâneo a oeste, e a leste

com partes do deserto Árabe e Síria.

2) Complete: A

localiza-se no continente

;

limitando-se com a

Árabe ao partes do deserto

,

com o

e

e

a

ao

, e a

, banhada pelo

com o

com

,

A

superfície da Palestina de Norte a Sul é de aproximadamente de 250 quilômetros

e

largura média de 120 quilômetros perfazendo uma área de 30.000 Km 2 .

 

3) Complete e responda: A

da

de

a

é

de

aproximadamente de qual é seu tamanho aproximado ?

e

média

de

;

sendo assim,

Nomes da Palestina

Tanto na história sagrada, como a secular, a Terra de Israel recebeu várias designações. Cada nome por ela recebido encerra um drama vivido pelo povo de Deus. Desde a Era Patriarcal até os nossos dias, as mais variadas nomenclaturas têm sido dadas ao território israelita. Para os hebreus, entretanto, o seu sagrado solo nunca deixará de receber esse carinhoso tratamento:

Terra Prometida.

4) Complete: A

o seu sagrado solo sempre será chamado de:

de

recebeu vários

, mas para os

Canaã ou Terra de Canaã - É o nome mais antigo por se tratar da terra habitada pelo neto de Noé, Canaã, e sua descendência. Literalmente significa “habitantes de terras baixas”, designando assim, provavelmente, a preferência dos descendentes de Canaã pelas planícies. Das muitas passagens bíblicas depreende-se que este era o nome para designar o território entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão.

5) Responda: Qual é o nome mais antigo de Israel ? Terra dos Amorreus - É outro nome antigo que, tanto no antigo Testamento como nos escritos profanos, designa a mesma região territorial conhecida como Canaã, pois os amorreus são descendentes dos cananeus.

6) Responda: Qual a razão da terra de Israel, também ser chamada de “Terra dos Amorreus” ?

Terra dos Hebreus - Nome cuja origem uns atribuem a Eber, patriarca importante de quem descende Abraão, e outros a haber ou habiru, termo que significa “o do outro lado, ou além”, alusão à circunstâncias de que Abraão veio de um país situado do outro lado do Rio Eufrates (o grande divisor natural de regiões do antigo Oriente) e cujos descendentes vieram a tornar-se donos da terra.

Terra de Israel ou Terra dos Israelitas - Esta designação ocorre com freqüência no Antigo Testamento e significa terra pertencente aos descendentes de Jacó, a quem o Senhor pôs o nome de Israel e de cujas doze tribos constituíram o povo de Israel. Após o cisma, este nome aplicava- se apenas ao Reino do Norte.

Terra de Judá ou Judéia - a princípio este nome se referia somente à área que, na distribuição da terra de Canaã após a conquista, tocou por sorte à tribo de Judá. Depois da divisão do reino de Israel, nesta designação incluía-se também a área pertencente à tribo de Benjamin, assim formando o Reino de Judá. Quando o povo de Deus voltou do cativeiro babilônico e reorganizou a sua vida nacional, este nome passou a ser usado para designar todo o território compreendido na bênção de Jacó (Gn. 49: 8-12) e seus habitantes foram chamados judeus.

Terra da Promessa ou Terra Prometida - É o nome dado à terra de Canaã por causa da promessa de Deus feita a Abraão, quando de sua chamada (Gn. 12: 1-4), e na qual Deus estabeleceria o seu servo e sua descendência.

Palestina - Este nome deriva-se do termo Filístia, ou seja, a terra habitada pelos filisteus. Na Bíblia este nome é dado a um a faixa de terra a sudoeste de Canaã, ao largo do Mar Mediterrâneo até o Egito. Posteriormente, figuras como Plínio e Josefo passaram a chamar por este nome toda a região de Canaã. Desde os tempos do domínio romano até os dias que precedem a fundação do moderno Estado de Israel, Palestina era o nome mais usado.

Terra Santa - É a designação dada pelo profeta Zacarias (Zc. 2:12) e pelos cristãos desde a Idade Média, por ter sido aquela terra palco das maravilhas divinas, particularmente do nascimento, ministério e sacrifício redentor do filho de Deus em favor dos homens.

Topografia

De um modo geral os geógrafos modernos costumam dividir a Palestina em quatro seções

longitudinais: 1) Planície da Costa do Mediterrâneo; 2) Região Montanhosa Central; 3) Vale do Jordão; 4) Planalto Oriental, ou Zona Montanhosa de Galaad, a Transjordânia.

7) Complete e responda: De um modo geral podemos dividir a

?

Planícies

seções

Quais são estas seções

em

1) Planície do Acre ou Aco - Esta planície fica no extremo Noroeste da costa israelense, e estende-se até o monte Carmelo. Em toda a sua extensão, bordeja a baía do Acre. Esta região, cujo nome em hebraico é “Akko”, e significa “areia quente”, compreende uma faixa de terra que cerceia as montanhas localizadas entre a Galiléia, o Mediterrâneo, o sul de Tiro até a Planície de Sarom. Essas terras são irrigadas pelos rios Belus e Quisom. O solo dessa área é muito fértil , com exceção da parte praiana, cujas areias

são demasiadamente quentes. Quando da divisão de Canaã , esta planície coube à tribo de Aser (Js. 19: 25-28).

8) Complete: A da

do

ou

israelense, e estende-se até o

está localizada no extremo

2) Planície de Sarom - Sarom não é nome semítico. O seu significado evoca poesia e pensamentos idílicos: Zona de Bosques e Bosques de Teberinto. A planície que leva esse memorável nome localiza-se entre o Sul do monte Carmelo e Jope. Com uma extensão de 85 Km, sua largura varia entre 15 e 22 Km. Na antiguidade, essa região era conhecidíssima em virtude de seus pântanos palúdicos e traiçoeiros bosques. O seu solo , entretanto, era coberto de lírios e outras flores exóticas.

9) Complete e responda:

?

não é nome

Onde localiza-se a Planície de Sarom

3) Planície da Filístia ou Marítima - Situada entre Jope e Gaza, no Sudoeste de Israel, esta planície tem 75 Km de comprimento e, 25 Km de largura. Nessa faixa de terra, habitavam os aguerridos filisteus, inimigos mortais do povo israelita. Fértil, essa região era abundante em cereais e frutas. Os seus figos e oliveiras eram muito apreciados. Nesse território, localizavam-se as cinco principais cidades

filistéias: Gaza, Ascalom, Asdode, Gate e Ecrom. Nesta região ficava também o porto de Jope.

10) Complete e responda: A Planície da

e

,

no

de

localizam-se neste território ?

ou

está localizada entre Quais são as cinco cidades que

4) Planície Sefelá - Região situada entre a planície da Filístia e as montanhas de Judá ao oriente, cujo nível é ligeiramente mais elevado que a da planície da Filístia, semeada de colinas baixas e muito fértil, produzindo principalmente trigo, uva e oliva. Apesar de sua importância estratégica e de suas peculiaridades geográficas, o seu nome só é encontrado no livro apócrifo de primeiro Macabeus 12:38.

11) Complete: A região situada entre a planície da

ao

chama-se Planície

e

as

de

5) Planície do Armagedom - Esta planície (também conhecida como Jesreel ou Esdraelom) encontra-se na confluência de três vales dos quais o mais importante é Jesreel. Localiza-se entre os montes da Galiléia e os de Samaria, essa planície (a maior de israel) é insuperável em sua formosura. Suavemente alarga-se em direção do Carmelo até repousar nos montes Líbanos. A planície do Armagedom é uma das áreas mais estratégicas de Israel. Constitui-se numa via de comunicação natural entre a cidade de Damasco e o mar Mediterrâneo. Armagedom esta ligado a um grande embate escatológico (Ap. 16:16).

12) Complete: A planície do

Essa

, e está localizada entre os é a maior de

também é conhecida como

da

e os de

ou

Existem outras planícies em Israel, mas por serem pequenas, não são muito importantes no contexto histórico-bíblico, por isso não as estudaremos.

V a l e s

Israel é uma terra de muitos vales, por isso veremos apenas os mais importantes:

1)

Vale do Jordão - Este é o maior vale da Palestina; começando ao sopé do monte Hermom, no extremo norte, corta o país longitudinalmente até o mar Morto, no extremo sul. No seu ponto inicial é muito estreito, cerca de 100 metros, alargando-se para 3 Km logo abaixo do Mar da Galiléia, chegando a 15 Km na região de Jericó, e tornando a estreitar-se pouco antes da chegar ao Mar morto, seu ponto final. Por este vale corre o célebre Rio Jordão, que lhe empresta o nome. É o vale que chega à maior profundidade de toda a face da terra, 426 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, numa distância de 215 quilômetros em linha reta desde Hermom até o Mar Morto.

13) Complete: O

do

é o maior

da

,

começa ao

sopé do

,

no extremo

,

corta o

longitudinalmente até o

, no

sul.

2) Vale de Jesreel - Não se deve confundir este vale com a planície do mesmo nome. O Vale de Jesreel tem o seu começo na cabeceira do ribeiro de Julab, que serpenteia pelo mesmo e termina no Vale do Jordão na altura de Bete-Seã.

14) Responda: Onde começa e termina o Vale de Jesreel ?

3) Vale de Acor - Este fica entre as terras de Judá e benjamim, ao Sul de Jericó, no qual se deu o apedrejamento e queima de Acã e toda a sua família.

localiza-

15) Complete: Entre as

se o

de

e

,ao

de

de

4) Vale de Aijalom - Situa-se na região de Sefelá, a 24 quilômetros a noroeste de Jerusalém, onde se deu a célebre batalha de Josué com os amorreus quando o sol parou em gibeom e a lua sobre o vale de Aijalom. Sua extensão mede-se em dezoito quilômetros de comprimento na direção do Mediterrâneo, por nove de largura.

16) Responda: Onde se situa o Vale de Aijalom ?

5) Vale de Escol - A oeste de Hebrom, é famoso pela sua fertilidade, especialmente a dos vinhedos. Segundo Números 13:22-27, foi deste vale que os espias levaram a Moisés um cacho de uvas tão pesado que foram necessários dois homens para transportá-lo.

17) Complete: O Vale de

de

a oeste de

é o vale onde os

levaram a

um

tão

que foram necessários

homens para

6) Vale de Hebrom ou Manre

Localizado a 30 quilômetros a sudoeste de

acima do nível do

Mediterrâneo. Com os seus 30 quilômetros de comprimento, guarda muitos resquícios da era patriarcal como, por exemplo, o famoso Teberinto de Moré.

Jerusalém, o vale de Hebrom está a quase mil metros

-

18)

Complete

e

responda:

O

de

ou

está

localizado aonde

?

7) Vale de Sidim - Conforme Gênesis 14: 3-10, tudo faz crer que este é o vale onde se encontra hoje o Mar Morto, especialmente a parte sul do mesmo, provável região de Sodoma e Gomorra.

19) Complete: O locar provável

do

de

é

o

onde se encontra

o

Mar

8) Vale de Siquém - Situado no centro de Canaã, entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte, tem cerca de 12 quilômetros de comprimento, estendendo-se na direção noroeste da cidade de Siquém, chamada atualmente de Nablus. Neste vale se encontra o famoso poço de Jacó, à beira do qual Jesus falou à samaritana.

20) Complete: O Vale de ao sul e

situa-se no

ao norte.

de

entre os montes

9) Vale de Basã - Não se encontra citado na Bíblia, mas encontram-se referências na literatura profana. Provavelmente trata-se do vale por onde corre o Rio Yarmuque, no nordeste da Palestina.

21) Responda: Qual é o Vale que não é citado na Bíblia ?

10) Vale de Moabe

-

É o vale mais largo dos três riachos que desembocam na

planície de Moabe a nordeste do Mar Morto.

22) Complete: O desembocam na

de

de

é o vale mais

a

do

dos três

Morto.

que

Planaltos

Dois são os planaltos gerais da Palestina: o Planalto Central e o Oriental. O primeiro é, praticamente uma continuação dos famosos montes Líbanos; sai do centro do país em direção norte-sul. O segundo é considerado pela maioria dos geógrafos um apêndice do Ante-Líbano; segue a mesma direção do anterior. Ambos os planaltos têm uma altitude média que varia entre 700 a 1.400 metros.

23) Responda: Quais são os planaltos gerais da Palestina ?

A) Planalto Central

1) Planalto de Naftali - Localiza-se no norte da Galiléia. 2) Planalto de Efraim - Compreende a área de Samaria. 3) Planalto de Judá - Situado no Sul, esse planalto é ladeado por Betel e Hebrom.

24) Responda: Quais são os planaltos que compõem o “Planalto Central” ?

B) Planalto Oriental

1) Planalto de Basã - Conhecido também, como Auram, situa-se entre o Sul do monte Hermom e o rio Yarmuque. Essa região era abundante em trigo e pasto para gado. 2) Planalto de Gileade - Fica entre Yarmuque e Hesbom. Esse planalto é cortado pelo Rio Jaboque . sua fertilidade é também notória. O bálsamo dessa região era bastante apreciado no período do Antigo Testamento.

3) Planalto de Moabe - Essa região é bastante rochoso. No entanto, entrecortam-se vicejantes pastagens. Localização: ao leste do rio Jordão e Mar Morto, prosseguindo até o rio Arnom.

25) Responda: Quais são os planaltos que compõem o “Planalto Oriental” ?

Montes

Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Montes Palestínicos Montes Transjordânicos.

A) Montes Palestínicos

e

1) Montes de Naftali - A expressão Monte de Naftali usada nas antigas traduções da Bíblia designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da Palestina, abrangendo a alta e a baixa Galiléia.

(1) Monte Hatin - Localizado nas proximidades do mar da Galiléia, o monte Hatin compõe o chamado Cornos de Hatin. Sua altitude não ultrapassa os 180 metros. De seu topo, pode-se avistar o Mar da Galiléia. Acredita-se ter sido esse o monte, o qual Cristo pronunciou o célebre Sermão da Montanha. O Hatin é conhecido, de igual modo, como o Monte das Bem-aventuranças.

26) Complete: O Monte

também é conhecido como

das

(2) Monte Tabor - Localizado também na Galiléia, o Tabor tem 320 metros de altura. Trata-se de um monte solitário, plantado na luxuriante Esdraelom. Dista apenas 10 quilômetros de Nazaré e 16 do mar da Galiléia. Situa-se a 615 metros acima do nível do Mar Mediterrâneo. O Tabor é muito importante no Antigo Testamento. Em suas cercanias, os exércitos de Débora e Baraque combateram as forças de Sísera. Mais tarde, Gideão, nessa mesma área, colocou em fuga os batalhões dos midianitas.

27) Complete: Foi nas cercanias do Monte combateram as forças de

e

colocou em

os

que os exércitos de

e

(3) Monte Gilboa

Com 13 quilômetros de comprimento e com uma largura que

varia entre 5 a 8 quilômetros, o Monte Gilboa está localizado no Sudoeste da planície de Jesreel. Em Gilboa, que significa “fonte borbulhante” em hebraico,

morreram o rei Saul e seu filho Jônatas.

-

28) Complete: Foi no Monte

que morreram o rei

e seu filho

(4) Monte Carmelo - Seu nome significa “campo fértil, jardim”. Na realidade o Carmelo é uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilômetros de comprimento por 5 a 13 de largura. O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste cerca de 575 metros em cujas imediações havia um altar antigo, referido em 1 Rs. 18:32, lugar do desafio lançado pelo profeta Elias aos profetas de Baal.

29) Complete: Na realidade o

é uma pequena

2) Montes de Efraim - É a região montanhosa que abrange principalmente a área que coube à tribo de Efraim, à meia tribo de Manassés e um pouco à de Benjamin.

(1) Monte Ebal - Do Ebal foram pronunciadas as maldições, por isso também é conhecido como Monte das Maldições. Situa-se ao norte de Nablus, antiga Siquém, tem um a altitude de 300 metros acima do vale, e é árido e escarpado.

30) Complete e responda: Como o Monte

é conhecido ?

(2) Monte Gerizim - Fica ao sul do Vale de Siquém, também é árido e escarpado, com apenas 230 metros acima do Vale. Este monte também é conhecido como Monte das Bênçãos, pois foi nele que os israelitas liderados por Josué pronunciaram as bênçãos.

31) Complete: O nome do Monte das Bênçãos é Monte

3) Montes de Judá - Os montes de Judá localizam-se ao Sul dos montes de Efraim. São conhecidos na Bíblia: Montes de Judá. Monte de Judá, Montanhas de Judá, e Montanhas de Judéia. Trata-se mais de uma série de elevações, separada por vales formosos por onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrâneo ou para

o Mar Morto.

(1) Monte Sião - Localizado na parte Leste de Jerusalém, o monte Sião ergue-se ali soberano e altivo. Com aproximadamente 800 metros de altura, ao nível do Mar Mediterrâneo,

é a montanha mais alta de Jerusalém.

(2) Monte Moriá - Moriá é sinônimo de sacrifício e abnegação. Nesse monte, o patriarca Abraão passou a maior prova de sua vida espiritual (sacrificar Isaque) Localizado a Leste de Sião, possui uma altitude média de 790 metros. (3) Monte das Oliveiras - Situa-se no setor oriental de Jerusalém. O Vale de Cedrom separa-o do monte moriá. Em sua parte ocidental fica o Jardim do Getsêmani. (4) Monte da Tentação ou da Quarentena - A tradição assinala como o local onde Jesus foi tentado logo após o seu batismo. Fica cerca de 29 quilômetros a sudeste de Jerusalém, com apenas 98 metros acima do nível do Mediterrâneo, porém 320 metros acima de sua base, pois se encontra já na depressão do Vale do Jordão.

32) Responda: Quais são Montes de Judá?

B) Montes Transjordânicos ( também chamados Montes do Planalto Oriental, Montes de Galaade ou Gileade)

(1) Monte Gileade - É um conjunto montanhoso, ao sul do rio Yarmuque, indo até o mar Morto , e dividido ao meio pelo ribeiro de Jaboque.

(2) Monte de Basã - Não se trata de uma certa elevação e sim de largo e fértil conjunto montanhoso na parte do Planalto Oriental, limitado ao norte pelo Hermom,

a leste pelo deserto da Síria e parte do deserto da Arábia, ao sul pelo Vale de

Yarmuque e a oeste pelo Jordão e Mar da Galiléia. (3) Monte Pisga - Do cimo do monte Pisga, contemplou Moisés a Terra Prometida. O Pisga está localizado na planície de Moabe , dista 15 quilômetros do Leste da foz do rio Jordão. Possui 800 metros de altitude. Este monte também é conhecido como

Nebo. (4) Monte Peor - Do monte Peor, Balaão tentou amaldiçoar os israelitas. Este monte fica nas imediações do monte Pisga ou Nebo.

33)

Responda:

Quais

são

os

montes

que

compõem

os

“Montes

Transjordânicos”

?

Desertos O termo deserto designa, atualmente, regiões de escassa precipitações e nas quais a cobertura

Desertos

O termo deserto designa, atualmente, regiões de escassa precipitações e nas quais a cobertura vegetal é praticamente nula ou, então, está reduzida a algumas plantas isoladas.

Entretanto o vocábulo traduzido como deserto incluem não somente os desertos estéreis de dunas , de areia ou de rocha, que surgem e dão colorido à imaginação popular, mas igualmente designam terras plainas de estepes e terras de pastagem, apropriada à criação de gado. Os principais desertos citados na Bíblia localizam-se no Sul e no Oriente de Israel, e são:

34) Complete: Deserto é o termo que atualmente designa,

de

precipitações e nas quais a cobertura

é praticamente

ou, está

a

algumas

isoladas.

1) Deserto do Sinai - O deserto do Sinai recebe, ainda outros nomes como: Sur, Parã, Cades, Zim e Berseba. Os geógrafos descrevem-no como um colossal deserto. Vai do noroeste da península do mesmo nome ao golfo do Suez. Essa região constitui-se de um maciço montanhoso. Nesse lugar, recebeu Israel a lei de Moisés e peregrinou por quarenta anos. 2) Deserto da Judéia - As áreas localizadas do Leste dos montes de Judá ao rio Jordão e ao mar Morto formam o deserto da Judéia. Subdivide-se este em vários desertos sem importância: Maon, Zife e En-gedi. Nessa região, perambulou Davi quando era perseguido pelo rei Saul. Eis mais alguns desertos de Judá: Tecoa e Jeruel. Nesse território, o rei Josafá obteve estrondosa vitória sobre as forças

moabitas e amonitas. Nessa região, o profeta Amós exerceu o seu ministério e João Batista clamou contra seus reticentes contemporâneos. 3) Desertos de Jericó, Bete-Áven e Gabaom - O deserto de Jericó fica no território benjamita. Esse desolado território forma, um longo desfiladeiro rochoso de cerca de 15 quilômetros que desce de Jerusalém a Jericó. Nessa área há muitas cavernas. Bete-Áven e Gabaom são outros importantes desertos de Jericó.

35) Complete: Os principais

de

Hidrografia

,

e são:

citados na

,

localizam-se no

,e,

e no

A hidrografia da Palestina pode ser dividida em três partes, a saber: Mares, lagos e rios.

36)

Responda:

Quais

são

as

partes

que

a

hidrografia

da

Palestina

é

divida

?

Mares

(1) Mar Mediterrâneo - Este mar aparece na Bíblia com outros nomes: Mar Grande, Mar Ocidental, Mar dos Filísteus, Mar de Jafa. Biblicamente, ele é tratado simplesmente como “O Mar”. Com sua extensão de 4.500 quilômetros e uma superfície de três milhões de quilômetros quadrados é o maior dos mares internos. Sua águas banham a Europa Meridional, a Ásia Ocidental e a África Setentrional. O mar Mediterrâneo banha toda a costa ocidental de Israel. Nessa área, suas águas são bastante razas o que tornava impossível a aproximação de navios de grandes calados. O Grande Mar, por esse motivo, não era usado pelos judeus como via de transporte . Eles, aliás, sentiam-se isolados pelo Mediterrâneo. (2) Mar Morto - O mar Morto recebe, ainda, os seguintes nomes: mar Salgado, mar de Arabá, mar Ocidental, mar do Sal, lago do Asfalto, mar Pestilento, mar de Sodoma, mar de Ló, mar Segor, mar de Sodoma e Gomorra. Localiza-se na foz do rio Jordão, entre os montes de Judá e Moabe, o mar Morto constitui-se na mais profunda depressão da Terra Encontra-se a mais de 400 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Com 78 quilômetros de comprimento por 18 de largura , o mar do Sal ocupa uma área de 1.020 quilômetros quadrado. (3) Mar da Galiléia - O mar da Galiléia não é propriamente um mar. Trata-se, na realidade, de um grande lago de água doce, formado pelo rio Jordão. No Novo Testamento, recebe os seguintes nomes: Mar de Quinerete, Mar de Tiberíades e lago de Genesaré. Os judeus o chamavam de mar em razão de seu tamanho e violentas tempestades que o agitam constantemente. O mar da Galiléia tem 24 quilômetros de comprimento por 14 de largura. Com uma profundidade média de 50 metros, encontra-se a quase 230 metros abaixo do nível do mediterrâneo. Em sua margens orientais, encontram-se altas montanhas. Já em seu lado ocidental, podemos contemplar férteis planícies e importantes cidades como:

 

Genezaré, Betsaida, Tiberíades, Carfanaum, Corazim e Magdala.

 

37)

Responda:

Quais

são

os

mares

que

compõem

a

hidrografia

da

Palestina

?

Lagos

Um único lago encontramos no território palestínico o Lago de Merom, também conhecido como Águas de Merom (Js. 11:5,7), e modernamente como Lago de Hulé (nome árabe). Localiza-se a 20 quilômetros ao norte do Mar da Galiléia, seu comprimento era de

cerca de 10 quilômetros por 6 de largura, achando-se o seu nível 2 metros acima do nível do Mediterrâneo e tendo de 3 a 4 metros de profundidade.

38) Complete: O único

que encontramos na

, modernamente conhecido como

de

Rios

é

o

de

Os rios palestínicos são distribuídos em duas bacias hidrográficas: Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão.

39) Responda: Quais são as duas bacias hidrográficas da Palestina ?

1) Bacia do Mediterrâneo

(1) Quisom (ou Kishon) - Este é o maior rio da Bacia do Mediterrâneo e o segundo da Palestina. Nascendo das pequenas correntes dos montes Gilboa e Tabor. Corre em direção noroeste ao largo no monte Carmelo até desaguar no Mediterrâneo, na parte sul da Baía de Acre. (2) Caná - Outro wadi (ribeiro) ou torrente de meses de chuvas, que nasce perto de Siquém e, atravessando a Planície de Sarom, verte no Mediterrâneo 7 quilômetros ao norte de Jope. (3) Besor - Este é o mais volumoso de todos os wadis que desembocam no Mediterrâneo. Nasce no sul das montanhas de Judá, passa ao largo de Berseba pelo lado sul desta cidade e lança-se no mar a uns 8 quilômetros ao sul da cidade de Gaza.

40) Responda: Quais são os rios que compõem a bacia do Mediterrâneo?

2) Bacia do Jordão

(1) Jordão - Este é o principal rio da Palestina e corre na direção norte-sul, assim dividindo o país em duas partes distintas Canaã propriamente dita e Transjordânia. Costuma-se dividir o curso do Jordão em três partes: Região das nascentes que vai das nascentes até o lago de Merom; região chamada de Jordão superior que vai do lago Merom até o mar da Galiléia, e; Jordão inferior que vai do mar da Galiléia ao mar Morto. (2) Querite - Verdadeiramente não se trata de um rio perene, e sim de wadi, torrente das épocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordão, pela margem ocidental, pouco ao norte de Jericó. (3) Cedrom - Também este é um rio perene, porém nas épocas de chuvas torna-se uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilômetros a noroeste de Jerusalém e, correndo na direção sudeste, passa ao lado leste da cidade Santa pelo Vale de Josafá que separa esta do Monte das oliveiras e prossegue rumo sudeste até o Mar Morto, numa distância de cerca de 40 quilômetros, por um leito profundo e sinuoso. (4) Yarmuque - Este é o principal afluente oriental do Jordão, embora não esteja mencionado na Bíblia. É formado por três braços, dos quais o mais setentrional recebe águas abundantes das vertentes orientais e meridionais do Monte Hermom e desemboca no Jordão, 6 quilômetros ao sul do Mar da Galiléia. (5) Jaboque - É outro tributário oriental do Jordão. Nasce ao sul do Monte Gileade, corre para leste, depois para o norte e noroeste, descrevendo uma verdadeira semi- elipse, até desaguar no Jordão, mais ou menos no meio do curso deste, entre o Mar da Galiléia e o Mar Morto, depois de ter percorrido cerca de 130 quilômetros.

(6) Arnom - Nasce nas montanhas de Moabe, a leste do Mar Morto, despejando neste as suas águas. Este rio primeiramente separava os moabitas dos amorreus e depois os moabitas do território da tribo de Rúben, ficando como limite meridional permanente dos territórios israelitas da Transjôrdania.

41) Complete: Os rios que compõem a bacia do ,

,

,

Clima da Palestina

são:

, e

,

,

A Palestina, pequena em extensão, lindamente acidentada, com grandes elevações e depressões, com montanhas e vales, outeiros e várzeas, com rios e desertos, apresenta as mais variadas condições climáticas. Israel, geograficamente, localiza-se na faixa subtropical. Explica-se, portanto, a variedade de seu clima. Genericamente, contudo, apenas duas estações sobressaem na Terra Santa: a chuvosa e a seca. Ambas são acompanhadas, respectivamente, com muito frio e calor.

42) Complete: Israel

na faixa

Nas montanhas, o clima é fresco e bastante ventilado. No verão, esse quadro altera-se um pouco, em conseqüência das correntes de ar quente provenientes do Sul e do Ocidente. Na cidade santa, durante o inverno, a temperatura chega a 6 graus positivos, com neves e freqüentes geadas. No verão, os termômetros oscilam entre 14 e 29 graus. Na região litorânea, durante o inverno, a temperatura baixa para menos de 14 graus em Gaza e Jafa. No pico do verão, os termômetros chegam a registrar 34 graus ! Em algumas localidades situadas mais ao norte, o inverno torna-se insuportável.

43) Complete: Nas

,

o

é

e bastante

Nos desertos de Israel, de uma maneira geral, as temperaturas oscilam, no verão, entre 43, 47 e 50 graus. Inclui-se, nessa classificação, o Vale do Jordão. As correntes de ventos que varrem o Oriente Médio encarregam-se da formação do clima da Terra Santa: as úmidas, do Mar Mediterrâneo, as frias, dos montes do Norte; e as quentes, das regiões desérticas. As primeiras chuvas (Temporã) constituem as chuvas fortes e de pouca duração que costumam cair por um ou diversos dias consecutivos pelo fim de outubro, ou às vezes em começo de novembro. Inaugura o ano agrícola pois refresca a terra depois de um verão cálido, abrandando o solo gretado para a lavra e semeadura.

44)

Responda:

Como

são

chamadas

as

chuvas

fortes

e

de

pouca

duração

?

Chuva tardia (Serôdia) é o nome que se aplica às quedas intermitentes de chuva que se apresentam em fins de março e no mês de abril. Posto que vêm antes da colheita e estiagem do verão, são de tanta importância para o país como as chuvas grandes.

45) Responda: Qual é o nome das quedas intermitentes de chuva que caem em fins de março e no mês de abril ?

Respostas das Questões:

1) Por causa de sua localização entre os continentes da Ásia e África e os mares Mediterrâneo e Índico. 2) Palestina, asiático, Mar Mediterrâneo, oeste, leste, Árabe, Síria. 3) Superfície, Palestina, Norte, Sul, 250 quilômetros, largura, 120 quilômetros, 30.000 Km 2 . 4) Terra, Israel, nomes, hebreus, Terra Prometida.

5) Canaã ou Terra de Canaã. 6) É que os amorreus eram descendentes de Canaã. 7) Palestina, quatro, longitudinais, Planície da Costa do Mediterrâneo, Região Montanhosa Central, Vale do Jordão, Planalto Oriental. 8) Planície, Acre, Aco, Noroeste, costa, monte Carmelo. 9) Sarom, semítico, localiza-se entre o sul do monte Carmelo e Jope. 10) Filístia; marítima; Jope; Gaza; sudoeste; Israel; cinco; Gaza, Ascalom, Asdode, Gate e Ecrom. 11) Filístia, montanhas, Judá, oriente, Sefelá. 12) Armagedom, Jesreel, Esdraelom, montes, Galiléia, Samaria, planície, Israel. 13) Vale, Jordão, Vale, Palestina, monte Hermom, Norte, país, Mar Morto, extremo. 14) Começa na cabeceira do ribeiro de Julab e termina no Vale do Jordão na altura de Bete-Seã. 15) Terras, Judá, Benjamin, sul, Jericó, Vale, Acor. 16) Na região de Sefelá a 24 quilômetros a Noroeste de Jerusalém. 17) Escol, Hebrom, espias, Moisés, cacho, uvas, pesado, dois, transportá-lo. 18) Vale, Hebrom, Manre, 30 quilômetros a sudoeste de Jerusalém. 19) Vale, Sidim, Morto. 20) Siquém, centro, Canaã, Gerizim, Ebal. 21) Vale de Basã. 22) Vale, Moabe, largo, riachos, planície, Moabe, nordeste, Mar. 23) O Planalto Central e o Oriental. 24) Naftali, Efraim, Judá. 25) Basã, Gileade, Moabe. 26) Hatin, monte, Bem-aventuranças. 27) Tabor, Débora, Baraque, Sísera, Gideão, fuga, midianitas. 28) Gilboa, Saul, Jônatas. 29) Carmelo, cordilheira. 30) Como o Monte das Maldições. 31) Gerizim. 32) Sião, Moriá, Oliveira, Tentação ou Quarentena. 33) Gileade, Basã, Pisga, Peor. 34) Regiões, escassa, vegetal, nula, reduzida, plantas. 35) Desertos, Bíblia, sul, oriente, Israel, deserto do Sinai, Judéia, desertos de Jericó, Tete-Áven e Gabaom. 36) Mares, lagos, rios. 37) Mar Mediterrâneo, Mar Morto e Mar da Galiléia. 38) Lago, Palestina, Lago Merom, Lago, Hulé. 39) Bacia do Mediterrâneo e Bacia do Jordão. 40) Quisom (ou Kishon), Caná, Besor. 41) Jordão, Jordão, Quenerite, Cedrom, Yarmuque, Jaboque, Arnom. 42) Localiza-se, subtropical. 43) Motanhas, clima, fresco, ventilado. 44) Primeiras chuvas (ou Temporã) 45) Chuva tardia (Serôdia).

CAPÍTULO 4

Geografia Econômica da Palestina

Introdução

As riquezas da Terra Santa são legendárias. Quando estudamos a geografia econômica de Israel, ficamos conscientes da veracidade da expressão bíblica: “Terra que mana leite e mel”. As riquezas de um país estão diretamente ligadas à produção de bens úteis, como o aproveitamento da matéria-prima extraída da natureza.

1) Complete: As

de um

úteis, como o aproveitamento da

Reino Vegetal

estão diretamente ligadas à extraída da

de

No reino vegetal os produtos mais comuns eram o trigo, a oliva e a uva. Estes eram os elementos básicos da alimentação dos hebreus e formavam o trinômio tão repetido na Bíblia:

pão, azeite e vinho. Também eram comuns a cevada, lentilha, feijão, pepino, cebola, alho, mostarda, figo melão, tâmara e romã. Das plantas silvestres podemos citar cedro, pinheiro, faia, carvalho, acácia, palmeira, murta

, lírio do campo e Rosa-de-Sarom.

2) Complete: Os produtos

da

dos

eram:

,

,

;que

formavam o

tão repetido na

:

,

e

Reino Animal

Os animais palestínicos mais importantes eram:

1) Domésticos que serviam tanto para o consumo como para o transporte - a vaca, a ovelha, a cabra, a mula, o camelo, o jumento, o cavalo, e o cão. 2) Selvagens, dos quais somente uns poucos podiam servir para o consumo - perdiz, codorniz, pombo, galinha, avestruz, cegonha, rola, pelicano, corvo, etc. 3) Insetos das mais variadas espécies. 4) Peixes, existia uma variedade de espécies (cerca de 43).

Reino Mineral

Entre os metais o mais abundante parece ter sido a prata. Há bastante mineração de carvão, sal-gema, potassa, enxofre, ferro, cobre, etc.

Respostas das Questões:

1) riquezas, país, produção, bens, matéria-prima, natureza. 2) Básicos, alimentação, hebreus, trigo, oliva, uva, trinômio, bíblia, pão, azeite, vinho

CAPÍTULO 5

Geografia Humana da Palestina

A) Os Habitantes Primitivos da Palestina

Bem nos primórdios da história étnica da Palestina, antes da chegada de Abraão à terra então chamada Canaã, a região era ocupada por diversas tribos conhecidas sob o nome geral de cananeus (Gn. 12:6;24:3,37).As cidades desses povos eram muradas e fortificadas, cada uma tendo o seu próprio rei, exceto umas poucas que eram de natureza mais nômades. Esses reinos eram, geralmente, independentes e bastante belicosos para alcançar a supremacia. Alguns desses reinos, e em certas épocas quase todos eles, eram subordinados ao Egito. Os mais importantes eram:

1) Cananeus - Ainda que esta designação seja aplicada, na linguagem bíblica, a todos os povos da Palestina primitiva, no sentido mais restrito se limitava aos descendentes de Canaã, que habitavam a costa do Mediterrâneo até o Vale do Jordão; e ao longo do Vale do Jordão até ao sul do Mar Morto.

Amorreus - Ocupavam ao tempo da conquista a região ao sul e leste de

Jerusalém e a vasta região montanhosa a leste do Jordão, a Transjordânia. Foi o povo que ofereceu a maior oposição ao avanço dos israelitas. 3) Heteus - São camitas, pois descendem de Hete, filho de Canaã e neto de Cam. Hoje são conhecidos como hiteus e hititas, nos registros históricos e arqueológicos. Parece que ao tempo de Abraão era um povo que rivalizava com os cananeus e amorreus em poder e número. Pelo que já se conhece deste povo, as áreas por ele ocupadas em diversas épocas de sua história, estendiam-

se desde a Ásia Menor, norte da Palestina, Síria, indo até o Rio Eufrates. 4) Heveus - Este povo também era camita, pois descendia da família de Canaã, filho mais novo de Cam. Pouco se sabe de sua história.

5) Jebuseus - Jebus ou Jerusalém era o único lugar onde habitava este pequeno povo, pois não é mencionada outra qualquer área ocupada por eles.

Perezeus - Este era um dos povos que habitavam a terra de Canaã e que

parece evidente não ter origem camita, primeiramente, por não constar o seu nome na lista dos filhos de Cam em Genêsis 10:15-20, e também por não ter o costume de murar as suas cidades, uma vez que a sua ocupação era a agricultura, como provam as escavações arqueológicas, levando, portanto, um tipo de vida diferente. 7) Refains - Também conhecidos como enanquins e emins, do mesmo modo estes não parecem possuir qualquer parentesco com os cananeus. Habitavam algumas regiões de ambos os lados do Jordão e de Hebrom, pertencendo a uma raça aborígine de gigantes.

6)

2)

8) Girgazeus - São camitas. São várias vezes mencionados na Bíblia, mas não se sabe em que partes da Palestina habitavam.

1)

complete: Os

primitivos da

eram:

,

,

,

,

,

,

,

B)

Os Habitantes Vizinhos da Palestina ao Tempo da Conquista Pelos Hebreus. Devido à posição geográfica da Palestina, vários foram os povos que se limitavam com ela. Alguns desses povos vizinhos eram francamente hostis ao povo de Deus, outros apenas desconfiados, e só uns poucos como os fenícios de atitudes cordiais. Pela influência que tais povos exerceram sobre o povo de Israel nos terrenos político, social, comercial e notadamente religioso, a vida deste último foi se alterando. Apreciemos alguns daqueles povos vizinhos de Israel:

1) Amalequitas - Freqüentemente citados na Bíblia; sempre hostis ao povo de Deus; era um povo numeroso e poderoso, nômade, mas cujo território principal de guerilha e pilhagens ficava entre o Mar Vermelho ao sul, Neguebe (área deserta entre o sul da Palestina e Egito) a oeste, e Edom a leste (sul do Mar Morto). 2) Edomitas ou Idumeus - Estes são semitas, pois são parentes dos hebreus, descendentes de Esaú, irmão de Jacó. Estabeleceram-se na montanha de Seir, ou seja, na região entre o sul de Moabe e o Mar Morto e o Golfo de Ácaba, que é um vasto maciço montanhoso de cerca de 180 quilômetros de extensão. 3) Moabitas - Os moabitas eram descendentes de Moabe, filho de Ló, que era sobrinho de Abraão. Portanto, também eles eram semitas. Apesar do parentesco, sempre foram inimigos declarados dos hebreus. Ocupavam o território a leste do Mar Morto e do Jordão até altura do rio Jaboque. 4) Midianitas - Eram semitas, pois, descendiam de Midiã, filho de Abraão com Quetura (Gn. 25:1-6). Parece tratar-se de um povo nômade. 5) Amonitas - Eram semitas descendiam de Ló. Viviam nômades na região da Transjordânia, ao norte do rio Arnom, entre o Jordão o deserto arábico. 6) Sírios - A nordeste e norte da Palestina ficavam os domínios da Síria, cujas relações com o povo de Deus foram ora fraternais, ora hostis. 7) Fenícios - Este foi um grande povo que habitava a estreita faixa de terra ao norte da Palestina, entre os Montes Líbanos e o Mediterrâneo, desenvolvendo, pela navegação e comércio, uma vasta riqueza. Este povo era camita, embora sua língua pertencesse ao grupo semita. 8) Filisteus - Este povo , cuja origem é desconhecida, ocupava a área de terra no extremo sul da costa palestínica e era extremamente belicoso.

2) Complete e responda: Quais eram os

Respostas das Questões:

da

no tempo da

?

1) habitantes, Palestina, Cananeus, Amorreus, Heteus, Heveus, Jebuseus, Perezeus, Refains, Girgazeus. 2) Habitantes, Palestina, conquista, Amalequitas, Edomitas (ou Idumeus), Moabitas, Midianitas, Amonitas, Sírios, Fenícios, Filisteus.

CAPÍTULO 6

Geografia Política da Palestina

Introdução

A Terra Santa é a região mais visada pelas superpotências. Localizada no centro do globo, constitui-se no ponto mais estratégico do mundo. Em todas as épocas despertou a gana dos conquistadores e serviu de palco para as mais sangrentas batalhas. Esse minúsculo país, tanto no período bíblico como hoje, é politicamente um barril de pólvora.

1) Complete: A

Santa é a

1. Origem dos Hebreus

mais visada pelas

Deus tomou um caldeu, Abraão, no sul da Babilônia, de origem semita, para nele constituir um povo seu que viesse beneficiar todas as demais raças com a revelação que lhe daria do seu caráter, sua natureza e seu propósito. A data de nascimento de Abraão não é possível de ser determinada com precisão, mas a época geralmente aceita é 2000 AC. Com 75 anos de idade, o patriarca deixou a sua cidade natal, Ur dos Caldeus, e emigrou para Canaã. Não sabemos em que tempo também Naor, irmão de Abraão, fixou-se em Arã, mas tudo faz crer que foi ali que Abraão mandou buscar esposa para seu filho Isaque. Mais tarde o neto de Abraão, Jacó, encontrou na mesma parentela e no mesmo lugar suas esposas Raquel e Lia. Destas duas uniões e com as concubinas de suas esposas nasceram os 12 patriarcas, que por sua vez tornaram-se, no chamado povo de Israel.

O povo de Israel ficou cativo no Egito por aproximadamente 400 anos, até a época, que Deus

os libertou através de Moisés.

2) Complete: Abraão era um escolhido para natureza e

do sul da todas as demais de Deus.

2.

A Palestina ao Tempo da conquista e dos Juízes

com a

de origem

do

que foi

,

Uma vez encerradas as campanhas pela conquista, Josué repartiu a terra entre as doze tribos da seguinte maneira: a tribo de Levi não teria herança, mas teria 48 cidades entre as demais por todo o território conquistado. Porém a parte de José, filho de Jacó, seria dividida entre os seus dois filhos, Efraim e Manassés, perfazendo, assim outra vez, o número de 12 tribos na terra conquistada, dividimos a distribuição delas em dois grandes grupos: tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia , e tribos da Palestina Ocidental ou Canaã propriamente dita.

3)

Responda:

Quais

são

os

dois

grandes

grupos

que

foi

dividido

a

Palestina

?

a) Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia - Estas são duas tribos e meia: Rúben, logo ao norte de Moabe e a leste do Jordão; Gade , ao norte de Rúben e a leste do Jordão; e meia tribo d Manassés, ou Manassés Oriental, ao norte de Gade e a leste do Jordão e do mar da Galiléia.

b) Tribos da Palestina Ocidental ou Canaã - Estas podem ser divididas em três grupos:

(1) Grupo Norte - Naftali, Aser e Zebulom, entre Fenícia, Mediterrâneo e Jordão, ou Galiléia. (2) Grupo Central - Issacar, Manassés Ocidental (meia tribo), Efraim, Benjamim e Dã, ou mais tarde Samaria. (3) Grupo Sul - Judá,e Simeão, posteriormente conhecida como Judéia.

Durante o período dos Juízes, esta divisão permaneceu praticamente a mesma, porém com menos precisão devido às misturas dos elementos das tribos pelo casamento e emigração de áreas mais desertas para as mais propícias à agricultura e pecuária, como no caso da tribo de Simeão que se confundiu com Judá.

3) Responda: Quais são os nomes das tribos de Israel?

3) Responda: Quais são os nomes das tribos de Israel? 3. Divisão Política no Período do

3. Divisão Política no Período do Reino Unido

Neste período a Palestina possuía a maior área em toda a sua história, ou seja, aquela que fora prometida por Deus a Abraão. Foi quando, devido às conquistas de Davi e Salomão, o território do império hebreu estendeu-se desde Filístia, Berseba e o Golfo de Ácaba (ou cidades de Ezio-Geber e Elate) ao sul até a Babilônia a leste, abrangendo Edom, Moabe e Amon, até Hamate e Damasco, ou Síria, ao norte.

45
46

5) Responda: Qual foi o período que a Palestina possuiu a sua maior área em toda a sua história ?

4. Divisão Política no Período dos Dois Reinos

Como sabemos, após a morte de Salomão o reino hebreu dividiu-se em dois, a saber:

Possuía sua capital inicialmente em Siquém e

depois em Samaria, integrado pelas áreas ocupadas por 10 tribos: Dã, Aser, Naftali, Issacar, Zebulom, Manassés (Tanto ocidental como oriental), Efraim, Gade e Rúben e uma parte de

Benjamim.

(1) Reino do Norte ou Israel

-

(2) Reino do Sul ou Judá

-

Possuía sua capital em Jerusalém, abrangendo o

território das tribos de Judá, Simeão e parte de Banjamim.

6) complete: Samaria era a capital do

por

abrangia os territórios das

do

(que era Israel),este reino era composto

), este reino

tribos; e

era a capital do Reino do Sul ( que era

de:

, e parte de

Reino dividido

5. Cativeiro do Reino do Norte

Com a ascensão da Assíria, o Reino do Norte caiu nas mãos deste império e o povo foi levado em cativeiro em 722 AC, para nunca mais voltar à sua terra. Em lugar do povo de Israel, os reis assírios colocaram populações de outras áreas conquistadas do seu império.

7) Responda: Qual o país que destruiu o Reino do Norte ?

6. A Palestina no Período de Judá Sozinho

Depois da queda do reino do Norte, o Reino de Judá permaneceu ainda cerca de 135 anos em seu território bastante reduzido e como tributário da Assíria durante a maior parte desse período. Porém, com ascensão da babilônia sobre a Assíria, veio o cativeiro de Judá pela Babilônia, ao tempo de Nabucodonozor. A invasão ocorreu em 605 AC, quando o rei de Judá era Joaquim. Judá foi reduzido a um estado de vassalagem e a maioria dos habitantes entre eles Daniel foi levada em cativeiro para a Babilônia.

8) Complete: Depois da queda do

ainda cerca de

anos.

do

,

o Reino de

7. A Palestina Durante o Cativeiro e a Restauração

permaneceu

Durante os 70 anos do cativeiro babilônico, a Palestina como tal deixou de existir, se não como província da Babilônia subdividida em setores de influência de governos fantoches das áreas da síria, da Samaria e de Judá. Quando o rei persa, Ciro, subjugou o rei da Babilônia, decretou no mesmo ano uma lei pela qual foi dada a permissão aos judeus para voltarem a sua terra, Judéia, reconstruírem os eu templo em Jerusalém e restaurarem o seu culto. Isto aconteceu em 538 AC, quando então, começou o longo e penoso período da restauração do Estado Judeu na Palestina.

9) Complete: Durante os como nação; mas, quando o

subjugou

o

rei

da

8. A Palestina no Período Grego

do cativeiro

persa,

, a Palestina deixou de

deu permissão aos

para

voltarem a sua

A dominação grega substituiu a persa em 331 AC, com a marcha de Alexandre , o Grande, sobre Jerusalém. Porém a situação político-geográfica da Palestina não se alterou muito. Porém a morte do grande conquistador macedônio, as áreas conquistadas passaram às mãos dos seus quatro generais, dos quais dois Ptolomeu e Seleuco, respectivamente reis gregos do Egito e da Síria passaram a disputar a Palestina. Por 122 anos, isto é, de 320 a 198 ac, a Palestina permaneceu sob os ptolomeus do Egito. Na guerra entre Egito e Síria em 198 AC, Antíoco, o Grande, que era o sexto rei selêucida da síria, arrebatou a Palestina ao Egito. Porém a política de helenização dos selêucidas foi muito mais violenta que a dos ptolomeus. Aliás, a dos ptolomeus era apenas persuasiva, ao passo que a dos selêucidas foi de uma violência cruel. Como resultado da tirania sacrílega dos gregos-sírios, eclodiu a revolta dos macabeus, da família dos hasmoneus, que em 167 ac, saiu vitoriosa da luta. Seguiu- se, então, um período de independência sob o governo dos reis-sacerdotes macabeus até 63 a. C, quando o romano Pompeu tomou a cidade de Jerusalém.

10) Complete: A

, o Grande, sobre

grega substituiu a

Respostas das Questões:

1) terra, região, superpotências.

em 331 AC , com a marcha de

2) Caldeu, Babilônia, semita, beneficiar, raças, revelação, caráter, propósito.

3) Tribos da Palestina Oriental ou Transjordânia e Tribos da Palestina Ocidental.

4) Rubem, Manassés, Gade, Naftali, Aser, Zebulom, Issacar, Efraim, Benjamin,Dã, Judá, Simeão.

5) Período do Reino Unido. 6) Reino, Norte, dez, Jerusalém, Judá, tribos, Judá, Simeão, Benjamin.

7) Assíria.

8) Reino, Norte, Judá, 135.

9) 70. Babilônico, existir, rei, Ciro, Babilônia, judeus, terra.

10) Dominação, persa, Alexandre, Jerusalém.

MAPA MACABEUS 49

MAPA MACABEUS

CAPÍTULO 7

Costumes Orientais - Especialmente os Palestínicos

Introdução

Os habitantes do Oriente Próximo, ou terras bíblicas, sempre tiveram, como ainda têm, o seu estilo peculiar de vida, de expressão e pensamento. Isto se deve às peculiaridades geográficas, étnicas e religiosas dos mesmos. Na impossibilidade de um estudo completo daremos um pequeno resumo dos costumes e usos das terras bíblicas, dada a importância deste conhecimento, na interpretação bíblica.

1) Complete: Os vida, de

das terras

e

, sempre tiveram um estilo

de

I)

Sobre a Família Hebraica

 

(1) Casamento - Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importância básica para a vida individual, social e nacional. Segundo o ideal divino, o casamento deveria ser monogâmico; a poligamia era tolerada no Antigo Testamento, porém no Novo Testamento inteiramente repudiada. O concubinato era tolerado nos casos de esterilidade da mulher legítima, mas freqüentemente também fora desta condição, especialmente entre ricos, nobres e reis. A posição de concubina sempre era de uma esposa secundária. Entretanto, a Bíblia não esconde os males da poligamia e concubinagem. O casamento misto era proibido em defesa da família, da tribo, e da pureza da raça. Havia também o casamento por levirato, quando, por morte do marido que não deixava filho, o irmão deste deveria casar-se com a cunhada viúva para suscitar descendência ao seu irmão falecido.

2)

Responda:

Segundo

o

ideal

divino

como

deveria

ser

o

casamento

?

(2) Contrato de Casamento - O contrato de casamento era feito pelo pai do noivo, pelo irmão mais velho ou por um parente mais próximo. Excepcionalmente, podiam atuar também a mãe ou um amigo da família. Às vezes, o próprio noivo encarregava-se da concretização do casamento. No entanto, as negociações sobre o dote e outra formalidades ficavam a cargo de terceiros. Antes da realização do matrimônio, eram feitas exaustivas consultas sobre os bens de ambos. Eram tomados cuidados especiais também quanto à segurança da noiva e ao enfraquecimento da tribo. Finalmente, o noivo pagava o dote ao pai de sua futura esposa, que oscilava entre 30 e 50 siclos de prata. Dessa forma, o pai da moça era recompensado pela perda da filha. Esse pagamento podia ser, também, em forma de trabalho.

3) Complete: O contrato de

ou por

mais

era feito pelo

do noivo, pelo

mais

(3) Noivado - Este era o primeiro ato do casamento, porém tão importante que somente a morte ou infidelidade podiam dissolvê-lo. Desde o momento em que o noivo entregava à noiva, ou representante dela, na presença de testemunhas uma moeda com a inscrição:

“Seja Consagrada a Mim” – uma espécie de juramento - o jovem casal era considerado casado, embora a sua vida conjugal poderiam ocorrer um mês para as viúvas e um ano depois para as virgens. Durante o noivado o homem era isento do serviço militar.

4) Responda: Qual era o primeiro ato do casamento?

(4) Núpcias - A festa de núpcias durava, geralmente, sete dias, prolongando-se, excepcionalmente, até quatorze. O noivo, sendo rico, distribuía roupa nupcial aos convidados. Saindo de sua casa, ia à casa dos pais da noiva acompanhado de amigos e vestido de sua melhor roupa, com grinalda na cabeça, ao som de música e de cânticos. Quando as núpcias eram realizadas à noite, as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas. Recebendo a esposa na casa dos pais desta, com o rosto velado, acompanhada das bênçãos paternais, o esposo a conduzia para a casa de seu pai ou para a sua própria casa.

(5) Divórcio - A dissolução dos laços matrimoniais entre os hebreus era permitida como uma “necessidade calamitosa”, porém não aprovada, e mesmo repudiada já na última parte do Antigo Testamento. Também Jesus repudiou o divórcio, exceto no caso de adultério. O divórcio tinha que ser efetivado por um documento escrito, chamado carta de divórcio, entregue à mulher pelo marido, para lhe dar o direito a um novo casamento.

(6) Filhos - Estes eram considerados dádivas divinas, especialmente os do sexo masculino. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta do favor de Deus. A herança era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. As filhas recebiam a herança somente na falta de filhos do sexo masculino. As filhas solteiras eram sustentadas pelos irmãos até que se casassem. Seu casamento podia ocorrer somente com alguém de dentro da mesma tribo. A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos orientais. O primogênito recebia em porção dobrada dos bens paternos. Quanto à educação dos filhos, o pai era obrigado a ensinar-lhe desde cedo a par da instrução um ofício que lhes garantisse a subsistência.

5) Complete: Os

II)

Moradias

eram considerados

divinas, especialmente os do sexo

(1) Tendas - Este era o tipo mais primitivo de habitação palestínico e de um modo geral de todo o Oriente. Originalmente parece que eram feitas de pele de cabra; depois evoluíram para tecido de pêlos de cabra de uma qualidade especial. Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos, desde o mais primitivo um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal, apoiada em alguns esteios verticais, e preso pelos quatro cantos a estacas ao rés-do-chão até o mais complicado feitio octogonal, com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens, mulheres, crianças, casais, servos, sala cozinha, etc.

(2) Cabanas

folhagens, ou mesmo de tecidos, destinados à permanência mais prolongada no local.

-

Eram ranchos feitos de estacas encimando varas cobertas de ramos ou

(3) Tabernáculo - É termo que significa simplesmente habitação e que tanto pode ser uma tenda como uma cabana. Entretanto, na Bíblia esta palavra é aplicada especificamente à tenda que durante a peregrinação dos israelitas pelo deserto servia para o culto de Deus. Era uma construção portátil de aproximadamente de 15 metros por 5 que posteriormente foi substituído pelo Templo de Salomão.

(4) Casas - as casa eram feitas de pedra, de tijolos e de madeira (menos comum) dependendo do que era mais encontrado na região. Quanto ao tamanho, geralmente eram de um cômodo só e

de um único andar.

Os

cidadãos mais abastados construíam casas

de

dois pavimentos com vários cômodos. Os telhados na regiões mais quentes era chatos e transformados em terraços, cercados de parapeitos, com acesso por uma escada externa.

Nas regiões mais frias eram encontrados telhados em forma de meia-água ou cumeeira

para deslizamento da neve. A divisão interna das casas dependia das posses do dono e do

tamanho da mesma. As casas de dois andares possuíam um pátio interno com poço, tanques e até piscina. Na parte da frente, logo à entrada, ficava a sala de visitas, ao lado o quarto dos hóspedes e o dos donos e, mais adiante, as acomodações dos servos, a cozinha, a despensa, etc. No segundo andar, os cômodos dos filhos ou outros moradores da casa e freqüentemente dos próprios donos. Esses cômodos sempre davam a porta para

o pátio interno. As portas eram estreitas e baixas e as janelas poucas e sem vidros.

(5) Torres de Vigia - Eram armações de estacas e galhos, como as cabanas, com uma plataforma de 2 a 2,5 metros de altura para facilitar a vigilância dos pomares e das lavouras. As torres de caráter permanente eram feitas de pedra com acomodações para a família na parte inferior, para os meses de calor, e uma plataforma em cima para a guarda. (6) Palácios - Eram as residências reais, construídas com requinte de luxo, em estilos que variavam com a época de influência histórica.

III)

Mobília

A mobília dos antigos no Oriente era bem reduzida. Nas tendas geralmente nada havia senão tapetes ou esteiras servindo como divã, cadeira, mesa e cama, pois os orientais tinham por costume sentar-se no chão. Outros objetos de um habitante de tendas eram: martelo, duas pedras de moinho, algumas panelas, tigelas, amassadeiras e odres. Nas casas já haviam camas e cadeiras, embora estas sempre baixas. Os candeeiros eram de barro. Talheres não se usavam antigamente; porém havia garfos para uso no preparo do alimento.

IV)

Alimentação

 

Pão, leite, mel, legumes, frutas, farinha, azeite e vinho eram a base alimentar. A carne geralmente aparecia somente em ocasiões especiais. Também o peixe era comum nas proximidades dos lagos e mares. Manteiga e queijo eram feitos de leite de cabra ou vaca (mais raramente). Azeite era a gordura mais usada para temperar a comida Os legumes mais comuns eram: lentilha, cebola, alho, pepino, repolho, e couve-flor. Das frutas fazemos a menção: uva, figo, tâmaras, ameixas, pêssegos. A carne mais apreciada era a de cabra, assada ou cozida em água ou no leite.

6)

Responda:

Quais

eram

os

produtos

da

base

alimentar,

dos

habitantes

da

Palestina

?

V)

Vestuário

O vestuário era confeccionado de algodão, seda, linho ou lã.

(1) Peças do Vestuário Masculino - Túnica era uma camisola de algodão ou linho, sem mangas, chegando até os joelhos. A túnica dos ricos e dos sacerdotes tinha mangas compridas e largas. Manto ou capa era uma peça de fazenda geralmente de lã que se usava por sobre a túnica, servindo também de cobertor, tapete, sela, etc. Era uma peça bastante adornada com franjas e borlas. O cinto do manto era feito de couro ou fazenda espessa, bastante comprido para dar várias voltas na cintura, por dentro do qual também carregavam-se dinheiro e outras miudezas. O sapato era a sandália confeccionada de couro ou pano e presa ao pé por cordões de algodão ou fitas de couro fino. Os ornamentos masculinos mais comuns eram o cajado, o anel-sinete e as filactérias. Na cabeça usava-se

o turbante. Porém a cobertura mais comum era um lnço quadrado preso por uma fita (de

cor diferente) ao redor da cabeça, deixando a parte mais longa para trás a fim de proteger

o pescoço.

(2) Peças do Vestuário Feminino - As mulheres usavam as mesmas peças que os

homens, porém mais longas e mais ornamentadas, exceto o turbante. As mulheres usavam

o véu sobre o rosto quando apareciam em público. Quanto aos ornamentos e enfeites,

apreciavam pendentes no nariz, nos lábios e nas orelhas; anéis e pulseiras; diademas na cabeça.

7) Responda: como era o vestuário das mulheres ?

VI) Sobre a Vida Social Hebraica

(1) O Lugar da Mulher na Sociedade - De modo geral, os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher a uma condição bastante inferior à do homem. Porém os hebreus asseguravam à mulher o gozo de vários direitos não encontrados nos costumes de outras nações. Entre os hebreus: a mulher merecia lugar de honra e distinção; a mãe era digna das mesmas honras que se deviam ao pai; perante às autoridades, a mulher tinha o direito de requerer justiça; quanto às ocupações, quase que não existia distinção de sexo.

(2) Saudações - Estas sempre eram prolongadas no Oriente. A posição mais comum era

a inclinação do corpo para a frente e com a mão direita posta no lado esquerdo do peito.

Outra maneira usada, especialmente perante pessoas superiores, era a prostração ou inclinação até a terra. As expressões mais comuns eram: “Paz”, “Paz seja convosco”, “Paz esteja nesta casa”.

(3) Enterro e Manifestação de Luto - Constatada a morte, o corpo do falecido era lavado

e enrolado com faixas ou lençóis impregnados de perfumes. Raramente eram usados

esquifes ou caixões abertos. O embalsamento não era costumeiro entre os hebreus. O enterro era feito no mesmo dia da morte. O acompanhamento do cortejo fúnebre era na seguinte ordem: as mulheres, as carpideiras (lamentadoras profissionais), o defunto, os parentes e amigos mais próximos, e o povo. O período de luto era de sete dias, em casos excepcionais era delongado para mais. As manifestações de luto eram variadas: o rasgar de roupas, o andar descalço, o lançar pó na cabeça, o vestir-se de saco, o arrancar os cabelos e a barba, o lançar-se no chão, o jejuar, o choro desesperado, o andar com o rosto coberto, etc.

Respostas das Questões:

1) habitantes, bíblicas, peculiar, expressão, pensamento. 2) Monogâmico. 3) Casamento, pai, irmão, velho, parente, próximo. 4) Noivado. 5) Filhos, dádivas, masculino. 6) Pão, leite, mel, legumes, frutas, farinha, azeite e vinho 7) As mulheres usavam as mesmas peças que o homens, porém mais longas e ornamentadas.

CAPÍTULO 8

Período Inter-Bíblico

I) Introdução

A expressão “400 anos de silêncio”, freqüentemente empregada para descrever o período entre os últimos eventos do Antigo Testamento (livro de Neemias) e o começo dos acontecimentos no Novo Testamento (livro de Lucas), não é correta nem apropriada. Embora nenhum profeta inspirado se tivesse erguido em Israel durante este período, e o Antigo Testamento já estivesse completo aos olhos dos judeus, certos acontecimentos ocorreram que deram ao judaísmo posterior sua ideologia própria e, providencialmente, prepararam o caminho para a vinda de Cristo e a proclamação de Seu evangelho.

II) Do Império Persa ao Grego

Por cerca de um século depois da época de Neemias, o Império Persa exerceu controle sobre a Judéia. O período foi relativamente tranqüilo, pois os persas permitiam aos judeus o livre exercício de suas instituições religiosas. A Judéia era dirigida por sumo sacerdotes, que prestavam contas ao governo persa, fato que, ao mesmo tempo, permitiu aos judeus uma boa medida de autonomia e rebaixou o sacerdócio a uma função política. Em seguida à derrota dos exércitos persas na Ásia Menor (333 AC), Alexandre marchou para a Síria e Palestina. Alexandre permitiu aos judeus observarem suas leis, isentou-os de impostos durante os anos sabáticos, e quando construiu Alexandria no Egito (321 AC), estimulou os judeus a se estabelecerem ali e deu-lhes privilégios comparáveis aos de seus súditos gregos.

1) complete: Por cerca de um

exerceu

sobre a

depois da época de

III) A Judéia Sobre os Ptolomeus e Selêucidas

, o Império

Depois da morte de Alexandre (323 AC), a Judéia, ficou sujeita, por algum tempo, a Antígono, um dos generais de Alexandre que controlava parte da Ásia Menor. Subseqüentemente, caiu sob o controle de outro general , Ptolomeu I (que havia então dominado o Egito), cognominado Soter, o Libertador, o qual capturou Jerusalém num dia de Sábado em 320 AC. Ptolomeu foi bondoso para com os judeus. Muitos deles se radicaram em Alexandria, que continuou a ser um importante centro da cultura e pensamento judaicos por vários séculos. No governo de Ptolomeu II (Filadelfo) os judeus de Alexandria começaram a traduzir a sua Lei, i.é., o Pentateuco ou Torá, para o grego. Esta tradução seria posteriormente conhecida como Septuaginta, a partir da lenda de que seus setenta (mais exatamente 72 seis de cada tribo) tradutores foram sobrenaturalmente inspirados para produzir uma tradução infalível. Nos anos subseqüentes todo o Antigo Testamento foi incluído na Septuaginta. Depois de aproximadamente um século de vida dos judeus sob domínio dos Ptolomeus, Antíoco III (o Grande) da Síria conquistou a Síria e a Palestina ao Ptolomeus do Egito (198 AC). Os governantes sírios eram chamados selêucidas porque seu reino, construído sobre os escombros do império de Alexandre, fora fundado por Seleuco I (Nicator). Durante os primeiros anos de domínio sírio, os selêucidas permitiram que o sumo sacerdote continuasse a governar os judeus de acordo com suas leis, Porém, surgiram conflitos entre o partido helenista e os judeus ortodoxos. Antíoco IV (Epifânio) aliou-se ao partido helenista. As liberdades civis e religiosas foram suspensas, os sacrifícios diários foram proibidos e um altar a Júpiter foi erigido sobre o altar do holocausto. Uma porca foi oferecida sobre o altar do holocausto para ofender ainda mais a consciência religiosa dos judeus.

IV) Dos Macabeus ao Domínio de Roma

Não demorou muito para que os judeus oprimidos encontrassem um líder para sua causa. Quando emissários de Antíoco chegaram à vila de Modena, cerca de 24 Km a (O) de Jerusalém, esperavam que o velho sacerdote, Matatias, desse bom exemplo perante seu povo, oferecendo um sacrifício pagão. Ele, porém, além de recusar-se a fazê-lo, matou um judeu apóstata junto ao altar e o oficial sírio que presidia a cerimônia. Matatias fugiu para a região montanhosa da Judéia e, com seus filhos, empreendeu uma luta de guerrilhas contra os sírios. Judas, cognominado “o Macabeu”, assumiu a liderança depois da morte de seu pai. Por volta de 164 ac, Judas havia reconquistado Jerusalém, purificado o Templo e reinstituído os sacrifícios diários. Pouco depois das vitórias de Judas, Antíoco morreu na Pérsia. Entretanto, as lutas entre Macabeus e os reis selêucidas continuaram por quase vinte anos. Aristóbulo I foi o primeiro dos governantes Macabeus a assumir o título de “Rei dos Judeus”. Depois de um breve reinado, foi substituído por Alexandre Janeu, que, por sua vez, deixou o reino para sua mãe, Alexandra, após sua morte seu filho mais novo Aristóbulo II, deu um golpe de estado e desapossou seu irmão mais velho João Hircano, e reinou. A esta altura , Antípater, governador da Iduméia , assumiu o partido de Hircano, e surgiu a ameaça de uma guerra civil. Consequentemente Roma entrou em cena e Pompeu (general romano) marchou sobre a Judéia com suas legiões , buscando um acerto entre as partes e o melhor interesse de Roma. Aristóbulo II tentou defender Jerusalém do ataque de Pompeu, mas os romanos tomaram a cidade e penetraram até o Santo do Santos, porém, Pompeu não tocou nos tesouros do Templo. Após a morte de Antípater, Antígono filho de Aristóbulo, tentou apossar-se do trono. Por algum tempo chegou a reinar sobre Jerusalém, mas Herodes (o grande), filho de Antípater, regressou de Roma e tornou-se rei dos judeus com apoio de Roma. Seu casamento com Mariane, neta de Hircano, ofereceu um elo com os governantes Macabeus. Herodes foi um dos mais cruéis governantes de todos os tempos. Assassinou o venerável Hircano e mandou matar sua própria esposa e seus filhos. No seu leito de morte, ordenou a execução de Antípater, seu filho com outra esposa. Nas Escrituras, Herodes é conhecido como o rei que ordenou a morte dos meninos em Belém por temer o rival que nascera para ser o Rei dos Judeus (Jesus Cristo).

V) Grupos Religiosos dos Judeus

Quando, seguindo-se à conquista de Alexandre, o helenismo mudou a mentalidade do Oriente Médio, alguns judeus se apegaram ainda mais do que antes à fé de seus pais, ao passo que outros se dispuseram a adaptar seu pensamento às novas idéias que emanavam da Grécia. Por fim, o choque entre o helenismo e o judaísmo deu origem a diversas seitas judaicas.

1) Os Fariseus: Os fariseus eram os descendentes espirituais dos judeus piedosos que haviam lutado contra os helenistas no tempo dos Macabeus. A lealdade à verdade às vezes produz orgulho e até mesmo hipocrisia, e foram essas perversões do antigo ideal farisaico que Jesus denunciou. Os fariseus acreditavam: na predestinação que consideravam em harmonia com o livre arbítrio; criam na imortalidade da alma; na ressurreição do

corpo e na existência do espírito; criam nas recompensas e castigos da vida futura, de acordo com o modo de viver neste mundo; que as almas dos ímpios eram lançadas em prisão eterna, enquanto que as dos justos, revivendo, iam habitar em outros corpos. 2) Os Saduceus: O partido dos saduceus, provavelmente denominado assim por causa de Zadoque, o sumo sacerdote escolhido por Salomão (1Rs. 2:35), negava autoridade à tradição e olhava com suspeita para qualquer revelação posterior à Lei de Moisés. Eles negavam a doutrina da ressurreição, e não criam na existência de anjos ou espíritos (At. 23:3). Eram, em sua maioria, gente de posses e posição, e cooperavam de bom grado com os helenistas da época. Ao tempo do NT controlavam o sacerdócio e o ritual do templo. A sinagoga, por outro lado, era a cidadela dos fariseus. 3) Escribas: Os escribas não eram, estritamente falando, uma seita, mas, sim, membros de uma profissão. Eram, em primeiro lugar, copistas da Lei. Vieram a ser considerados autoridades quanto à Escrituras, e por isso exerciam uma função de ensino. Sua linha

de pensamento era semelhante à dos fariseus, com os quais aparecem freqüentemente associados no NT. 4) Os Herodianos: Os herodianos criam que os melhores interesses do judaísmo estavam na cooperação com os romanos. Seu nome foi tirado de Herodes, o Grande, que procurou romanizar a Palestina em sua época. Os herodianos eram mais um partido político que uma seita religiosa. 5) Os Essênios: O Essenismo era uma reação ascética do externalismo dos fariseus e do mundanismo dos saduceus. Os essênios afastavam-se da sociedade e viviam no ascetismo e celibato. Davam atenção à leitura e estudo das Escrituras, orações e cerimônias de purificação. Tinham tudo em comum e eram conhecidos por seu trabalho e piedade. A guerra e a escravidão eram contra seus princípios. O mosteiro de Cunrã, perto das cavernas onde se encontraram os Códices do Mar Morto, segundo muitos mestres, deve ter sido um centro essênio no deserto da Judéia. Os códices indicam que os membros da comunidade tinham deixado as corruptas influências das cidades judias para prepararem, no deserto, “o caminho do senhor”. Criam na vinda do Messias e achavam-se o verdadeiro Israel para o qual Ele viria.

Respostas das Questões:

1) Século, Neemias, Persa, controle, judéia.

2) Fariseus, Saduceus, Escribas, Herodianos, Essênios.

CAPÍTULO 9

A Palestina do Novo Testamento

I) Introdução

A geografia política da Palestina durante os 70 anos da história do Novo Testamento é um tanto complicada devido ao aparecimento de novas circunscrições, à elevação de algumas monarquias e a sua repentina redução a províncias com as conseqüentes modificações territoriais.

II) Províncias a Oeste do Jordão

(a) Judéia - Era a maior da Palestina, pois compreendia o território que antigamente correspondia às tribos de Judá, Simeão, Dã e Benjamim. No transcurso dos anos a linha divisória setentrional sofreu

freqüentes variações, porém, pode-se dizer que se estendia desde Jope, na costa do Mediterrâneo, até um ponto no Jordão, a 16 quilômetros ao (N) do Mar Morto. A linha meridional se estendia desde Ascalom

a (O) para incluir

Edom ocidental a (SE). Excetuando lugares tais como Belém, Betânia, Hebrom e os férteis declives do lado ocidental da meseta da Judéia, sua característica dominante é a monotonia. A cor cinzenta das rochas que emergem dum solo árido, os leitos secos e pedregosos das torrentes hibernais, os montes semeados de pedras com seus cumes arredondados e sem variação de forma ou de cor, imprimem a essa área um ar de solidão e rudeza. Etnografia _ Os habitantes eram arrogantes, exclusivistas, conservadores e de pouca iniciativa espiritual. Todavia, souberam manter-se firmes quando se impunha lealdade ao passado ou um patriotismo apaixonado. Semelhante caráter estulto, porém, não permitia que mudassem com facilidade de opinião ou de crença, como prova o fato de que através dos anos se prendiam a suas tradições e suas crenças inflexíveis no Único e Verdadeiro Deus.

(b) Samaria - Era a província central da Palestina, situada entre a Judéia e a cordilheira do Carmelo. Contrasta com a Judéia em que seus montes estão agrupados separadamente, coberto de abundantes pastagens e vegetação, enquanto o terreno está costado por formosas e férteis planícies que antigamente produziam enormes colheitas de cereais e frutas, circunstância que a fazia cobiçada, nos tempos bíblicos, pelos inimigos de Israel. A planície de Sarom que se encontrava dentro de seus limites, ao lado ocidental, era ocupada quase exclusivamente por gente pagã, fato esse que obrigou os samaritanos a se radicarem nas serranias. Etnografia _ Os samaritanos tinham a reputação de ser gente descontente que sabia abrigar sentimentos de ódio e vingança, porém ao mesmo tempo não era mal-agradecida.

(c) Galiléia - A mais setentrional das províncias ocidentais, compreendia todo o território ao N de Samaria até ao monte Líbano, estendendo-se de E a O, entre o Mar da Galiléia e o Mar Mediterrâneo e Fenícia. Coincidia essa região com o território que coube às tribos de Zebulom, Aser, Naftali e grande parte de Issacar. Era atravessada por grandes rotas de caravanas que demandavam de Damasco ao Sul, do Lago da Galiléia ao Egito, e através da baixa Galiléia a Bete- Seã, e dali através do Jordão, a Gileade e Arábia. Foi afamada pela assombrosa variedade,a exuberante fertilidade e extraordinária beleza de seu território. Seus alegres prados eram também afamados, suas fragrantes flores e seus frondosos bosques de sicômoros, azinheiros e louros, alegrados por multidões de pássaros de todos os climas. As fraldas de seus cerros dispostos em terraços foram povoados de rebanhos e os vales prodigamente regados por risonhos riachos rendiam colheitas abundantes de grãos, uvas, figos, olivas, enfim, toda espécie de frutas e legumes de um clima subtropical. Em vão se buscaria em todo o território palestino umas região de tão encantadora beleza e vegetação tão profusa. Etnografia _ Por longo tempo a província da Galiléia se chamava “Galiléia dos Gentios”, em virtude de se achar povoada principalmente por fenícios, árabes, egípcios, sírios, etc., os quais se estabeleceram naquela área depois do Cativeiro. Os judeus patriotas que se dirigiram a este ponto, de regresso da Babilônia, foram novamente atraídos para a Judéia por Simão Macabeu. Porém mais tarde, no reinado de João Hircano, muitos judeus voltaram a estabelecer-se no

aludido território sem temor de serem perseguidos, e pouco a pouco deixou-se de empregar o termo “dos gentios” ao referir-se àquela província. O contínuo contato dos galileus com os comerciantes que freqüentavam sua região, e com os estrangeiros que se estabeleceram no lado ocidental do lago da Galiléia, influiu muito em sua emancipação de preconceitos religiosos, e por conseguinte, na aquisição de um caráter mais expansivo e cordial em relação ao de seus vizinhos ao S. Embora tivessem fama de ser de caráter rixento, eram na verdade patriotas fervorosos e de nobres impulsos, se bem que é certo, gostavam de inovações e das sedições. Foi, pois, entre aquela gente que nosso Salvador encontrou sua melhor aceitação, seus primeiros discípulos e agressivos missionários.

1) Responda: Quais são as províncias a Oeste do Jordão?

III) Províncias a Leste do Jordão

(a) Peréia - Designada no Novo Testamento como “a outra banda do Jordão”, aplicava- se à faixa de terra que se estendia ao longo do Jordão desde um pouco ao S de Pela até ao Arnom. Segundo Josefo, a região se inter-relacionava com Decápolis, pois ele considerava Gadara como a capital pereana e contava a Otopos, em lugar daquela, na confederação de cidades gregas. Esse território, que se confundia a E com o deserto arábico, não contava com população numerosa e não figurava muito no ministério do Salvador. Etnografia _ Constituiu essa região uma importante base de população judia. Alguns gregos também se estabeleceram dentro de seus limites.

(b) Decápolis - Não era um termo preciso, por conseguinte não se deve considerar como uma jurisdição política. No sentido mais limitado da palavra, refere-se a dez cidades gregas sob a proteção do governador da Síria, cada uma delas constituindo um centro administrativo da região circunvizinha. As cidades da confederação eram: Citópolis, Damasco, Diom, Rafana, Canata, Hipos, Gadara, Pela, Geresa e Filadélfia. Tais confederações, tão comuns na época do império romano, foram formadas para promover as relações comerciais entre si e o cultivo do espírito helênico contra as raça's estrangeiras. O antigo Basã, em cujo território havia penetrado a influência grega, dividia-se no tempo do Novo Testamento em cinco seções: Gaulonites, Auranites, Traconites, Ituréia, Batanéia. Etnografia _ Na região compreendida entre Hipos e Filadélfia, predomivam os gregos, enquanto que estrangeiros de diversos países e judeus residiam principalmente ao N e NE de dita região.

2) Responda: Quais era as províncias a Leste do Jordão ?

Divisão Política da Palestina (Período de 4 AC 70 AD)

IV) Período de 4 AC 40 AD

Quando Jesus Cristo nasceu, Herodes o Grande governava todo o território da Palestina (Iduméia, Judéia, Samaria, Galiléia, Peréia e Decápolis), após sua morte, Roma não quis outorgar ao seu sucessor, Arquelau, tanto poder como havia tido seu pai e, dividiu seus domínios em 4 (quatro) tetrarquias que são:

''

1) Tetrarquia de Arquelau: Esta era composta pela Judéia, Samaria e Iduméia (Mt. 2:22).

2) Tetrarquia de Herodes Antipas: Composta da Galiléia e Peréia. (Mt.14:3-11)

3) Tetrarquia de Herodes Felipe: Era composta por Traconites, Auronites, Gaulonites, Batanéia e Ituréia (também conhecida como a quinta província).

4) Abilene: Era o pequeno distrito entre o Monte Hermom e Damasco, constituiu o território que coube a Lisânias o tetrarca.

Arquelau acabou sendo destituído pelo imperador romano; em seguida a Judéia e Samaria foram anexados diretamente ao império romano e governados por procuradores, dos quais Pôncio Pilatos era um de interesse bíblico.

3)

Responda: Qual era o

rei

que governava a Palestina quando Jesus

Cristo Nasceu ?

V)

Período de 41 AD 44 AD

 

A subida de Calígula ao trono imperial romano foi ocasião de conceder a Herodes Agripa I (filho de Aristóbulo, neto de Herodes o Grande), todos os domínios de Herodes o Grande, juntamente com Abilene, de modo que reinou sobre uma extensão territorial mais ou menos igual à de Salomão. Foi ele quem matou o apóstolo Tiago, encarcerou a Pedro e morreu ignominiosamente depois em Cesaréia (At. 12).

VI) Período de 45 AD 70 AD

Ao morrer Herodes Agripa I, o país se sujeitou a uma nova organização, sendo dividido politicamente em duas províncias:

1) A Quinta Província e Abilene: Herodes Agripa II, filho de Herodes Agripa I, contava somente com 17 anos quando morreu seu pai, e o imperador lhe outorgou só as tetrarquias de Felipe e Lisânias sobre as quais governou até à extinção do estado judeu por Tito no ano de 70 AD, data em que se retirou para Roma. Ante esse rei Agripa é que Paulo deu um excelente testemunho (At. 25 e 26).

2) A Província da Judéia: Durante o reinado de Herodes Agripa II no N da Palestina, Judéia, Samaria, Galiléia e Peréia passaram a formar a província da Judéia , sob o governo de procuradores romanos com seu centro de governo em Cesaréia. Quando foi sufocada a última insurreição dos judeus, o país inteiro foi anexado à província da Síria, terminando assim a história da Judéia como nação.

Respostas das Questões:

1) Judéia, Samaria, Galiléia. 2) Peréia, Decápolis. 3) Herodes, o Grande.

60

CAPÍTULO 10

O Evangelho Na Palestina

I) Introdução

Depois que Jesus voltou aos céus, os discípulos, amedrontados e tristes, permaneceram na capital da Palestina, Jerusalém. Em Jerusalém receberam o Consolador, o Espírito Santo, que Jesus havia prometido. Por algum tempo os cristãos viveram em paz em Jerusalém, e, pelo poder do Espírito Santo, rapidamente se multiplicaram. Mas então começaram as perseguições, e muitos cristãos fugiram da cidade, com exceção dos apóstolos, os cristãos fugiram de Jerusalém indo para outras cidades da Judéia e Samaria.

II) As Viagens Missionárias de Filipe

Filipe foi um dos cristãos que deixaram a cidade de Jerusalém, e foi para Samaria, onde começou a anunciar o Evangelho para os samaritanos. Nesta cidade houve uma grande quantidade de pessoas convertidas ao Evangelho ao ponto dos apóstolos, que estavam em Jerusalém enviarem Pedro e João. De Samaria Filipe partiu para o caminho que ia para a cidade de Gaza, onde anunciou o Evangelho para um oficial da rainha da Etiópia. Do caminho que ia para Gaza, Filipe foi para a cidade de Azoto; e evangelizando foi parar na cidade de Cesaréia.

III) As Viagens do Apóstolo Pedro

Pedro depois de estar em Samaria passou a visitar as igrejas de Cristo, para confirmar a fé dos convertidos e ensinar-lhes sobre Jesus e o reino de Deus. Pedro, desta forma passou por toda parte, chegando a Lida onde curou o paralítico Enéias Da cidade de Lida, Pedro, foi para a cidade de Jope onde ressuscitou a Dorcas; desta cidade, foi até Cesaréia onde pregou o Evangelho ao centurião Cornélio e seus familiares. Pedro após estes acontecimentos voltou para a cidade de Jerusalém.

CAPÍTULO 11

O Mundo nos Tempos do Novo Testamento

Introdução

Até este momento estivemos nas terras da Palestina, onde Jesus nasceu e viveu, e por onde os primeiros cristãos se espalharam ao fugirem de Jerusalém. Neste momento vamos deixar a Palestina, o berço do cristianismo, e viajar pelo mar Mediterrâneo, pois o mundo, no início do cristianismo, girava todo ao seu redor.

IV) Mar Mediterrâneo

O mar Mediterrâneo está situado entre a Europa, África e Ásia. O mundo relacionado com o Novo Testamento, compreendia as terras banhadas pelo Mediterrâneo. O mar Mediterrâneo foi um verdadeiro caldeirão onde os povos da antigüidade se encontravam e misturavam. Uma grande parte do mundo civilizado na antigüidade dava para o mar Mediterrâneo.

V) Províncias Romanas

Para facilitar a administração os romanos dividiram o Império em províncias. As províncias mencionadas no Novo Testamento são: Macedônia, Acaia, Ásia, Creta e Cirene, Bitínia, Chipre, Panfília, Cilícia, Siria, Egito, Ilírio, Galácia, Judéia, Capadócia, Lícia. Estudaremos apenas sete províncias, que são:

(1) Síria_ A Síria ficava ao (N) da Palestina. Os romanos deram o nome de província da Síria a toda a região que ficava a E do mar Mediterrâneo. Desta forma a Palestina, também estava incluída na província da Síria. Foi na cidade de Antioquia, localizada nesta província, que os discípulos foram chamados pela primeira vez de cristãos. (2) Chipre_ Localizada no mar Mediterrâneo, era uma ilha famosa na antigüidade pela riqueza de suas minas de cobre; Barnabé era natural desta província. (3) Galácia_ Nesta província estavam, entre outras, as cidades de Icônio, Derbe e Listra, cidades estas que o apóstolo Paulo esteve. (4) Ásia_ Era a província oriental mais importante do Império Romano. Localizava-se a (E) da província da Galácia e a (O) pelo mar Egeu (hoje em dia chamamos de Ásia ao grande continente que abrange a Índia, Rússia, China, Japão, etc. A província romana da Ásia corresponde apenas ao que chamamos hoje de Ásia Menor). (5) Macedônia_ Localiza-se ao (NNO) do mar Egeu e limitando-se desta forma a (E) pelo mar Egeu e a (O) pelo mar Adriático. A macedônia pertence ao continente Europeu. (6) Acaia_ Localiza-se ao S da Macedônia, nesta província estão as cidades de Corinto e Atenas (hoje as províncias romanas da Macedônia e Acaia constituem a Grécia). (7) Itália_ Nesta província localizava-se a cidade de Roma, capital do Império Romano.

1) Responda: Quais são as setes províncias romanas estudadas ?

Resposta da Questão:

1) Síria, Chipre, Galácia, Ásia, Macedônia,Acaia, Itália.

Mapa império romano

Mapa império romano 63

CAPÍTULO 12

Viagens do Apóstolo Paulo

VI)

Introdução

Consolidado o trabalho evangélico em Antioquia (da Síria), a igreja local, orientada pelo Espírito Santo, comissiona Barnabé e Saulo (Paulo) para a pregação das boas-novas aos gentios.

VII) Primeira Viagem Missionária (At. 13 a 14)

De Antioquia, descendo a serra da costa, os missionários chegaram ao porto marítimo de:

Selêucia, a 25 Km de Antioquia, de onde tomaram um navio para a ilha de Chipre, a 85 Km a O da costa da Síria, desembarcando em:

Salamina, porto oriental da ilha, onde havia várias sinagogas dos judeus nas quais os missionários pregaram o evangelho da graça. Dali tomando o rumo leste-oeste, no sentido longitudinal da ilha, foram pregando o evangelho até chegar a:

Pafos, capital da ilha e sede do governo proconsular romano, distante cerca de 160 Km de Salamina. Daí os mensageiros das boas-novas navegaram para o N, na direção do continente da Ásia Menor, aportando em :

Perge, capital da província romana da Panfília, devota da deusa Ártemis (a mesma que em Éfeso era conhecida como Diana). Para penetrar no continente, era necessário atravessar a perigosa cordilheira Taurus que se levantam logo atrás da cidade, infestados de salteadores. De Perge os dois missionários partiram para:

Antioquia da Pisídia, centro comercial e político daquela província. Dali os valorosos pregadores do Evangelho partiram para:

Icônio, quase 100 Km a E de Antioquia, após um período de intenso trabalho evangelístico, os missionários foram para:

Listra, colônia romana a 35 Km a E de Icônio, depois foram para:

Derbe, distante dali 32 Km, desta cidade os apóstolos começaram a voltar, fazendo o mesmo itinerário até Perge, de onde se dirigiram a:

Atália, de onde embarcaram em um navio, para o seu regresso a Antioquia da Síria.

MAPA DA PRIMEIRA VIAGEM DE PAULO

a: Atália, de onde embarcaram em um navio, para o seu regresso a Antioquia da Síria.

VIII)

Segunda Viagem Missionária (At. 15:36 a 18:22)

Depois de três anos aproximadamente de intervalo, durante os quais os dois apóstolos ficaram em Antioquia pregando e ensinando, Paulo iluminado pelo Espírito Santo teve o desejo de realizar a segunda viagem evangelística, que pode ser dividida em:

(1) O Itinerário da Ásia (na Ida)

De Antioquia , Paulo e Silas tomaram rumo norte, viajando por terra para:

Cilícia, cuja capital era Tarso, e atravessando os Montes Taurus, chegaram em:

Derbe e Listra, que foram os pontos finais da primeira viagem. Em Listra Paulo encontrou Timóteo, que lhe pareceu apto para o trabalho missionário e o convidou para integrar a sua equipe. Partindo dali, passaram pelas regiões da Frígia e Galácia, indo para Trôade, na costa do mar Egeu, de onde orientados pelo Espírito santo partiram para a Macedônia.

(2) O Itinerário da Europa

De Trôade (na Ásia) partiram para:

Samotrácia, que é uma ilha a 33 Km da costa, dali partiram indo aportar em :

Neápolis, cidade marítima do continente europeu, porto que servia a importante cidade de Filipos, colônia romana, indo desta forma parar em:

Filipos, ponto inicial de Paulo na evangelização da Europa. De Filipos os missionários partiram para :

Tessalônica, tendo passado por anfilópolis e Apolônia, lugares em que não se detiveram por motivos desconhecidos. Tessalônica era uma cidade história, grande centro comercial e militar, portanto ponto estratégico para a difusão do evangelho. De Tessalônica partiram para:

Beréia, a 80 Km de Tessalônica, onde o evangelho foi muito bem aceito, desta cidade partiram para:

Atenas, a importante capital da cultura grega, depois partiram para:

Corinto, metrópole comercial e política da Grécia naquele tempo, situada a 70 Km de Atenas, esta cidade foi o ponto final da Segunda viagem missionária, onde Paulo permaneceu 18 meses. (3) Itinerário da Ásia (na volta) De Corinto, Paulo embarcou no porto de Cencréia a 13 Km a E de Corinto, indo para:

Éfeso, capital da Ásia proconsular, de onde partiram para: Sesaréia, na Palestina, de onde subiu para Jerusalém. De Jerusalém, Paulo partiu para Antioquia da Síria.

para: Sesaréia, na Palestina, de onde subiu para Jerusalém. De Jerusalém, Paulo partiu para Antioquia da

65

IX)

Terceira Viagem Missionária (At. 18:23 a 21:8)

Depois de breve período de descanso, Paulo empreendeu sua terceira viagem missionária. Partindo de Antioquia, Paulo dirigiu-se, através das províncias de Cilícia, Galácia e Frígia para :

Éfeso, que é o ponto principal de sua atenções nesta viagem, onde Paulo ministrou na Escola de Tirano, por uns dois anos, após isto Paulo partiu para:

Trôade, onde esperou o seu novo companheiro de viagem Tito, que lhe trouxe notícias de Corinto, passando para a Macedônia foram para:

Corinto, onde pôs em ordem as irregularidades ocorridas na igreja e de onde escreveu as duas importantes epístolas ao Gálatas e Romanos. De Corinto, Paulo empreendeu sua viagem de retorno seguindo para Filipos:

De Filipos regressou para Trôade na Ásia. De Trôade seguiu o itinerário: Assôs, Mitilene, Mileto (de onde o apóstolo mandou chamar os presbíteros de Éfeso), Cos (na ilha de Rodes), Pátara (de onde navegou direto para Tiro), de Tiro partiu para Cesaréia e foi para Jerusalém.

Tiro), de Tiro partiu para Cesaréia e foi para Jerusalém. X) Viagem para Roma (At. 27

X) Viagem para Roma (At. 27 a 28)

Paulo ao chegar em Jerusalém por ocasião da festa de Pentecostes suscitou a ira dos judeus, que tentaram matá-lo. Detido pelas autoridades romanas, foi enviado a Cesaréia, onde acabou apelando a César. De Cesaréia, onde permaneceu por dois anos, foi para:

Sidom, onde lhe foi permitido visitar os amigos, partindo posteriormente para:

Mirra, porto da província da Lícia , na Ásia Menor, de onde partiu até:

Bons Portos, na ilha de Creta, e dirigiu-se à:

Ilha de Malta, ou Melita, onde ficaram alguns dias, em virtude do naufrágio, e partiram para:

Siracusa, na costa oriental da Sicília. Dali seguiram para:

Régio, já península itálica, de lá navegando à:

Potéoli, ponto final da viagem marítima, e partiram para Roma.

1) Responda: Quantas viagens missionárias o apóstolo Paulo empreendeu

?

Resposta: 1) Três.

VIAGEM À ROMA

VIAGEM À ROMA 67

Apêndice A

Dinheiro, Pesos e Medidas

(1) Dinheiro

O intercâmbio comercial palestino sofreu as constantes influências políticas estrangeiras. O uso mais remoto de permuta de valores entre os povos orientais era feito pela simples troca de mercadorias. O lançamento das primeiras moedas de curso nas transações comerciais deve-se aos gregos entre 700 e 650 AC, seguindo-se os persas por volta do ano 500 AC. Como o uso e o valor das moedas variava de tempos em tempos e de país para país, torna-se muito difícil preparar um quadro exato das moedas orientais, seus valores nas diversas épocas e o seu valor correspondente nos dias presentes. Entretanto, damos, a seguir , algumas moedas e valores em curso na Palestina, principalmente nos dias do novo Testamento.

(a)

Dárico _ A moeda cunhada persa mais antiga, conhecida pelos hebreus no período da restauração (Ed. 2:69), valendo, segundo John D. Davis, um dólar.

(b)

Shekel ou siclo _ A primeira moeda cunhada judaica (shekel e meio shekel de prata e a subdivisão em quartos de cobre, chamados leptos).

(c)

Dracma (moeda grega) _ valia um quarto de shekel ou siclo.

(d)

Denário (moeda romana) _ valia um quarto de shekel ou siclo.

(e)

Didracma _ valia, meio siclo, era a moeda do tributo (Mt. 17:24).

(f)

Estáter _ Moeda romana, igual a um siclo ou shekel judaico.

(g)

Ceitil _ Moeda romana, também chamada “sescum”, valia uma oitava paste de um “as” ou “asse” (Lc. 12:6; Mt. 10:29). Dois ceitis equivaliam a um quadrante, e 4 quadrantes a um “as”ou “asse”.

(2) Pesos

Segundo Levítico 19:36, os hebreus desde os tempos mais remotos de sua nacionalidade usavam pesos e medidas para avaliar o dinheiro e outros artigos comerciais. Os pesos referidos na Bíblia são os seguintes

(a)

Shekel ou Siclo _ Segundo o historiador Flávio Josefo, o shekel ou siclo de ouro tinha cerca de 16 gramas e o de prata aproximadamente 14 gramas. Já o siclo babilônico era de apenas de 8 gramas. O siclo sagrado, ou siclo do santuário, era equivalente ao de prata.

(b)

Óbolo ou jeira _ Era submúltiplo do siclo, ou seja, a sua vigésima parte.

(c)

Beca _ Outro submúltiplo do siclo , era igual a dez óbolos ou meio siclo.

(d)

Arratel _ 300 gramas

(e)

Mané _ Múltiplo de siclo, valendo 50 siclos, ou cerca de 800 gramas, era também chamado mina.

(f)

Talento _ 3 mil siclos, aproximadamente 50 quilogramas ou 60 minas.

(3) Medidas

Algumas medidas variam de acordo com os autores e investigadores que nem sempre tiveram ao seu alcance as melhores fontes. Nesta exposição baseamo-nos em Joseph Angus e John D Davis, considerados os melhores.

(1) Medidas de Comprimento

(a)

Cúbito ou côvado _ A unidade principal que variava entre 45 e 55 centímetros.

(b)

Dedo ou dígito _ Correspondendo à largura de um dedo, cerca de 2 centímetros.

(c)

Mão _ Cerca de quatro dedos.

(d)

Palmo _ Aproximadamente 23 centímetros.

(e)

Vara ou cana de medir _ Igual a seis côvados ou cúbitos.

(f)

Braça (medida grega) _ Cerca de 2 metros e 20 centímetros (At. 27:28).

(g)

Estádio (medida grega equivalente ao comprimento da pista do estádio de Olímpia, centro de competições atléticas) _ Igual a 185 metros.

(h)

Milha (medida romana) _ Equivalente a 1.500 metros.

(i)

Caminho de um Sábado _ Correspondia a 1.000 metros aproximadamente, e originou- se do costume observado no deserto, junto do Sinai, de não se percorrer no Sábado distância maior que a do arraial até o tabernáculo.

(2) Medida de Superfície

Jeira, que, segundo Angus, “é um espaço de terra que uma junta de bois pode lavrar num dia”. Evidentemente a dimensão exata da jeira não é possível de se estabelecer, mas os autores opinam em torno de 2.500 metros quadrado.

(3) Medidas de Capacidade

(1)

Para Secos

 

(a)

Efa _ Unidade padrão contendo cerca de 36 litros.

(b)

Alqueire, seá ou três medidas _ a Terça parte de um efa; mais ou menos 12 litros.

(c)

Gomer ou omer _ a décima parte de uma efa, cerca de 3,6 litros.

(d)

Cabo ou medida _ Aproximadamente 1,5 litros.

(e)

Homer ou coro _ 10 efas ou 360 litros.

(2)

Para Líquidos

(a)

Bato - A unidade básica, igual à efa: com capacidade de 36 litros.

(b)

Hin - Uma Sexta parte de efa: 6,6 litros.

(c)

Logue - Um doze avos de um hin, ou seja, cerca de meio litro.

(d)

Almude ou metreta _ Igual ao bato: 36 litros.

(e)

Léteque - Cinco batos. Aproximadamente 180 litros.

Apêndice - B

Divisões do Tempo

A maneira usada pelos hebreus para computar o tempo era como segue:

I. Dia

A palavra “dia” se empregava em vários sentidos. Denota ordinariamente o tempo que leva

a terra para dar uma volta sobre seu próprio eixo. O dia civil é aquele cujo princípio e fim têm sido fixados pelo costume dos diversos povos antigos. Os israelitas costumavam contar o dia de uma tarde a outra, ao passo que entre nós se conta de uma meia-noite à outra. O dia natural constitui

o espaço de tempo que dura a claridade solar sobre o horizonte, o qual corresponde ao transcurso entre o nascer e pôr do sol ( Lv. 23;32).

Divisões do Dia

No Antigo Testamento o dia natural era divido pelos hebreus em:

(a)

Manhã _ das 6 às 10 horas.

(b)

Meio-dia _ das 10 às 14 horas.

(c)

Tarde _ das 14 às 18 horas.

A noite, por sua vez, era dividida em três vigílias ou velas, isto é;

(a)

Primeira Vigília _ das 18 às 24 horas.

(b)

Vigília do Meio _ das 24 às 3 horas

(c)

Vigília Tércia, ou da Manhã _ das 3 às 6 horas.

Mas no Novo Testamento se vê claramente que dividiam o dia em doze horas, cuja duração flutuava segundo as estações, embora dum modo geral se contasse desde as 6 da manhã até às 6 da tarde. A noite era dividida em quatro vigílias à maneira dos romanos.

Dia

(a)

A 1º hora (prima) corresponde às 6 horas.

(b)

A 3º hora (tércia) corresponde às 9 horas.

(c)

A 6º hora (sexta) corresponde às 12 horas ou meio-dia.

(d)

A 9º hora (nona) corresponde às 15 horas.

(e)

A 12º hora (duodécima) corresponde às 18 horas

Noite

(a)

Primeira Vigília ou “Da tarde” _ Das 18 às 21 horas.

(b)

Segunda Vigília ou “Da meia-noite” _ Das 21 às 24 horas.

(c)

Terceira Vigília ou o “Cantar do galo” _ Das 24 às 3 horas.

(d)

Quarta Vigília ou “Da manhã” _ Das 3 às 6 horas.

II. Semana

Esta era de sete dias chamados pelos seus ordinais primeiro dia, segundo, etc., ainda que o sexto dia geralmente fosse denominado “o dia da preparação”, e o sétimo, pelo seu caráter sagrado “Sábado (descanso)”.

III.

Mês

Os meses hebreus eram lunares, por estarem regulados de conformidade com as fases da lua, começando na lua nova. Como uma lunação requer pouco mais de 29 ½ dias, os meses por conseguinte representavam um termo médio de 29 a 30 dias alternadamente, somando 354 dias. Para acomodar este ano lunar de 354 dias ao ano solar de 365 dias intercalava-se um mês suplementar cada 3 ou 4 anos. Este mês chamava Ve-adar ou Adar-segundo. No princípio os judeus não designavam os meses com nomes particulares, mas eram citados por sua ordem no ano. Por exemplo , primeiro mês, segundo, etc., porém, depois do cativeiro cada mês recebeu seu nome distintivo, tomado, segundo se crê, do uso dos caldeus e persas.

IV. Ano

Dividia-se em “Sagrado e Civil”. Pelo primeiro, que começava em março-abril com a lua nova, em recordação da saída dos hebreus do Egito, o qual correspondia ao sétimo mês, no ano civil, se fixavam as festas religiosas. O segundo, que começava em setembro-outubro, na lua cheia, regia para os trabalhos agrícolas e os assuntos civis.

V. Calendário Hebreu

No quadro abaixo consignamos o número e nome dos meses judeus e sua correspondência aproximada em nosso calendário, junto com a estação agrícola e o tempo.

 

Mês

Ano

Ano Civil

Estação Agrícola

Tempo

 

Sagrado

Nisã

ou

Abibe

I

7

Colheita da cevada na região costeira. Trigo maduro no Vale do Jordão. Colheita de linho em Jericó.

Chuva Tardia.

(abril).

Zive (maio).

II

8

Colheita de cevada nos altos e de trigo nas terras baixas. A vegetação no baixo Jordão murcha.

Chuvas

raras

vezes.

Sivã (junho).

III

9

Trigo maduro nas alturas. Amêndoas estão maduras. Maças maduras na região costeira. Primeiros figos maduros. As uvas começam a amadurecer.

Bastante calor.

Tamuz (julho).

IV

10

Maças, pêras, ameixas, cerejas, abóboras, etc., amadurecendo. Primeiras uvas.

Os arroios secam. Céu sereno. Muito calor. O solo fica crestado

Abe (agosto).

V

11

Figos, nozes e olivas maduros. Começo da vindima.

Campina seca, gretada e triste. Orvalho à noite. Calor muito intenso.

Elul (setembro)

VI

12

Algodão em bolotas. Vindima geral. Tâmaras e romãs maduras.

De maio a outubro, copioso orvalho

       

à noite.

 

Etanim ou Tisri (outubro).

VII

1

Vindima na Palestina setentrional. Colheita de algodão. Começo da lavra e semeadura.

Vento

frio

do

Norte.

Bul (novembro).

VIII

2

Mês da lavra e semeadura. Cidras e laranjas em flor.

 

As chuvas não são fortes até fins do mês.

Quisleu

IX

3

As árvores perdem suas folhas. Neve nas cordilheiras. As campinas cobertas de flores. Os desertos antes ermos, reverdecem de verdes pastos.

As

chuvas

são

(dezembro).

abundantes.

Tebete

X

4

As laranjas amadurem. Os rios aumentam seu caudal. Prados adornados de flores.

Neve e nevoeiros nas alturas. Às vezes uma ligeira nevada em Jerusalém. Meses de chuva mais copiosa:

dezembro a

(janeiro).

 

fevereiro.

 

Sebate

XI

5

Laranjeiras carregadas de frutos nas terras baixas. Amendoeiras e pessegueiros em flor. Laranjeiras carregadas de frutas nas regiões cálidas.

Rios

(fevereiro).

caudalosos.

 

Adar (março).

XII

6

Colheita

de

cevada

em

Os rios

 

Jericó.

crescem.

Furacões. Neve

raras vezes.

 

Apêndice - C

Festas Religiosas Anuais

Os hebreus costumavam celebrar anualmente sete festas religiosas anualmente, sendo que cinco eram da época mosaica e duas de épocas posteriores. As mais importantes delas eram três -

às quais estavam obrigados a assistir todos os varões da nação (Êx. 23: 14-19) que eram: a da Páscoa, a de Pentecostes e a dos Tabernáculos. Elas objetivavam manter viva no coração do povo a realidade de que tudo que ele possuía ou tudo que ele era em si vinham de Deus como dádiva. Em resumo, as lições que as festas pretendiam ensinar eram as seguintes:

1)

Tudo provém de Deus, como proprietário que é de todas as coisas.

2)

A natureza produz pela providência de Deus (uma espécie de maná).

3)

Este Deus a quem pertencem todas as coisas e que faz a terra produzir

milagrosamente é o Deus dos hebreus, que os dirige, guia e protege, com o fim de habilitá-los a desempenhar no mundo uma missão específica e messiânica. As festas eram as seguintes:

1) Páscoa, ou Festa dos Pães Asmos - Era celebrada de 14 a 21 do mês de Abibe ou Nisã, o primeiro do ano religioso, como um memorial do livramento dos hebreus do jugo egípcio, destacando, especialmente, a passagem (este é o significado da palavra “páscoa”) do anjo que feriu os primogênitos dos egípcios. O cordeiro pascal se comia no começo do dia 15 , no dia seguinte se ofereciam as primícias da cevada, designando-se outros serviços especiais, para os demais dias que durava a festa. Nosso Senhor, depois de celebrar a páscoa pela última vez, que em realidade tipificava seu sacrifício vicário a favor da humanidade, instituiu a festa cristã, na qual seus seguidores deveriam comemorar sua morte até sua próxima vinda. 2) Pentecostes, ou Festa das Semanas ou Dia das Primícias - Constituía a Segunda das três grandes festas anuais, e a primeira das festas agrárias. Ocorria no dia 6 de Sivã, isto é, o qüinquagésimo dia depois da consagração da estação da colheita, mediante o oferecimento do primeiro feixe de cevada, que costumava oferecer-se no segundo dia de festa da páscoa, o qual deu origem ao nome de Pentecostes ou dia Qüinquagésimo. Foi instituído como dia de expressão de graças a Deus pela colheita de cereais. A festa de Pentecostes mais notável foi aquela que se celebrou depois da ascensão de Cristo, em que o Espírito Santo foi derramado sobre os congregados no Cenáculo e que assinala, por sua vez , a data da fundação da Igreja Cristã. 3) Festa dos Tabernáculos - Festa conhecida também como a da Colheita, Festa do Senhor ou

simplesmente “a festa”, celebrava-se no 7º mês, Tisri, e durava sete dias (15 a 21). De todas as festas, esta era a mais alegre porque caía justamente numa época do ano em que todos os corações estavam repletos de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros, frutos recolhidos e a vindima feita, o que falava eloqüentemente do favor de Deus a ao mesmo tempo lembrava a proteção de Deus durante a peregrinação no deserto quando o povo

habitava em tendas ou cabanas. Diz-se que três eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais:

a) o caráter alegre das celebrações.

b) a habitação em “tendas”.

c) os sacrifícios e ritos peculiares à semana.

4)

Trombetas ou Lua Nova - Era observada no 1º e 2º dias de Tisri, o 7º mês, porque

5)

assinalavam a 7 ª lua nova do ano religioso (sagrado) e o início do ano civil. A particularidade desta celebração era o toque de trombetas dos sacerdotes com que dava o início da festa. Dia da Expiação - Este era o dia 10 do 7º mês, Tisri, e observado com abstenção dos trabalhos e com jejum. Neste dia, somente o sumo sacerdote é quem oficiava, e o fazia não com vestes comuns, mas especiais, coo expressão de pureza. Este era o único dia do ano que o sumo sacerdote entrava no Santos dos Santos para oferecer expiação por si mesmo, pelos sacerdotes e pelo povo. Era realmente o dia mais importante de todo o calendário judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifícios, seu preparo, seus detalhes e seu oficiante.

6) Purim - Chamada assim pelo nome Pur, que quer dizer “sorte”, instituída depois do cativeiro, comemorava a libertação providencial dos judeus da Pérsia, do cruel massacre idealizado por Hamã. Era celebrada nos dias 14 e 15 do mês de Adar (março). 7) Dedicação - Instituída por Judas Macabeu, em 165 AC para celebrar a purificação do Templo, depois de haver sido profanado com a introdução nele da idolatria grega, por Antíoco Epifanes IV. Realiza-se a 25 de dezembro.

Festas Móveis 1) O Sábado _ Comemorava o dia do repouso cada sétimo dia. 2) A Lua Nova _ Ocorria cada primeiro dia do mês. Era uma festa de devoção e celebrada com um festim. 3) O Ano Sabático _ Celebrada cada sete anos, em que se suspendia todo o trabalho agrícola e em que o credor tinha que renunciar a todo direito à cobrança, se tratasse de devedores israelitas. 4) O Jubileu _ Realizada cada cinqüenta anos e anunciada solenemente ao som da trombeta. Nesse ano a terra gozava de um repouso universal e cada um resgatava a possessão de sua herança que houvesse sido hipotecada ou vendida. Ficavam perdoadas as dívidas, e livres os que se encontravam em dura servidão.

Bibliografia:

MONEY, Netta Kemp de. Trad. Etuvino Adiers. Geografia Histórica do Mundo Bíblico. 8ª Ed. Belo Horizonte. Vida. 1996. 268 p

RONIS,

Osvaldo.

Juerp. 124 p

Geografia Bíblica.

10ª

Ed.