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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO CADAVAL

Ano Letivo 2017/2018

Curso Profissional Técnico de


Gestão de Equipamentos Informáticos
Módulo 5 - Instalação e Configuração de Redes

Disciplina de Comunicação de Dados - 12º Ano


Planeamento e Desenho de Redes
1º Apontamento
(Conexões físicas na LAN e entre dispositivos)

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Planeamento e Desenho de Redes
Conexões físicas na LAN
Escolha do dispositivo de LAN

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Planeamento e desenho de redes
 Conexões físicas na LAN
 Escolha do dispositivo de LAN

A escolha do router a utilizar numa LAN é determinada pelas interfaces Ethernet


que correspondem à tecnologia utilizada pelos switches no centro da LAN.

Cada LAN terá um router como interface ou gateway que possibilita a ligação a
outras redes, nomeadamente à Internet. Dentro da LAN haverá um ou mais hubs
ou switches que possibilitam a conexão aos utilizadores finais.

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Planeamento e desenho de redes
 Escolha do dispositivo de LAN (cont.)
 Router

Os routers são os primeiros dispositivos usados para conectar redes entre si.
Cada porta de um router conecta a uma rede diferente e encaminha pacotes
entre essas redes. Os routers têm a capacidade de dividir domínios de broadcast
e domínios de colisão.

Os routers são também utilizados para ligar redes que utilizam diferentes
tecnologias. Eles podem ter simultaneamente interface de LAN e WAN.

As interfaces LAN dos routers possibilitam a sua ligação aos meios físicos da
LAN. Estes são, normalmente, cabos UTP, mas também podem ser adicionados
módulos para possibilitar a ligação a fibra ótica. Dependendo da série ou
modelo do router, podem existir múltiplos tipos de interfaces de LAN e WAN.

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Planeamento e desenho de redes
 Escolha do dispositivo de LAN (cont.)

 Hub

Um hub recebe um sinal, regenera-o e envia o sinal para todas as outras portas.
A utilização de hubs cria um barramento lógico. As portas do hub partilham a
largura de banda do meio e raras as vezes, têm performance reduzida na LAN
devido às colisões e restabelecimento de comunicação. Múltiplos hubs
interconectadas formam um único domínio de colisão.

Os hubs são mais baratos que os switches. O hub pode ser escolhido como ativo
de rede numa LAN muito pequena, numa LAN que requer pouca largura de
banda ou quando os recursos financeiros para a compra de material são escassos.

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Planeamento e desenho de redes
 Escolha do dispositivo de LAN (cont.)

 Switch

Um switch recebe uma frame (datagrama) Ethernet e regenera cada bit da


frame. Este dispositivo é utilizado para segmentar uma rede em múltiplos
domínios de colisão. Ao contrário do hub, o switch reduz as colisões numa LAN.

Cada porta do switch cria um domínio de colisão separado. Isto cria uma
topologia lógica ponto-a-ponto de um dispositivo à porta do switch.

Adicionalmente, proporciona largura de banda dedicada para cada porta, o que


melhora a performance da rede. Um switch pode também ser utilizado para
conectar segmentos de rede com largura de banda diferentes.

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Planeamento e desenho de redes
 Conexões físicas na LAN

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Planeamento e Desenho de Redes
Conexões físicas na LAN
Fatores de seleção de dispositivos

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Planeamento e desenho de redes
 Conexões físicas na LAN
 Fatores de seleção de dispositivos

Para dar resposta aos requisitos do cliente, uma LAN precisa ser planeada e
desenhada. A planificação assegura que todos os requisitos, fatores de custo e
opções de implementação são colocadas à consideração.

Aquando da seleção de um dispositivo para uma LAN, há alguns fatores a


considerar, de entre os quais:

 custo;
 velocidade e tipo de interfaces/portas;
 expansibilidade;
 gestão;
 características e serviços adicionais .

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Planeamento e desenho de redes
 Fatores de seleção de dispositivos (cont.)

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Planeamento e desenho de redes
 Fatores de seleção de dispositivos (cont.)
Custo
O custo de um switch é determinado pela sua capacidade e características. A
capacidade do switch inclui o número e tipo de portas disponíveis e sua velocidade.
Outros fatores que têm impacto no custo do switch são as suas capacidades de gestão
da rede, tecnologias de segurança incluídas e tecnologias opcionais.

Usando um simples cálculo de "custo por porta" pode parecer inicialmente que a
melhor solução passa por um switch central de grande capacidade. No entanto, essa
solução obriga a maior comprimento de cabo. O custo total pode não compensar.

Outro fator a considerar diz respeito à redundância. O funcionamento da rede é


afetado se há apenas um switch central.

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Planeamento e desenho de redes
 Fatores de seleção de dispositivos (cont.)
Velocidade e tipo de interfaces/portas
A necessidade de velocidade de ligação está sempre presente numa LAN. Os novos
computadores já estão equipados com NICs a 10/100/1000 Mbps.

Aquando da seleção de um switch a escolha do número e tipo de portas é crucial. É


bom colocar as seguintes questões: O switch a comprar tem:

 portas suficientes para as necessidades atuais?


 uma mistura de velocidades UTP?
 portas UTP e de fibra?

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Planeamento e desenho de redes
 Fatores de seleção de dispositivos (cont.)

Fatores a considerar na escolha de um router


Tal como para o switch, custo e tipos e velocidades de interfaces devem ser
considerados. No entanto, outros fatores devem também ser incluídos:
 expansibilidade;
 meios;
 características do sistema operativo.

Expansibilidade
Dispositivos de rede como os routers ou switches estão disponíveis com
especificações físicas fixas ou modulares. As especificações fixas têm um número
específico de portas e tipos de portas. Dispositivos modulares têm slots de
expansão que possibilitam a adição de módulos consoante as necessidades.

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Planeamento e desenho de redes
 Fatores de seleção de dispositivos (cont.)

Características do sistema operativo


Dependendo da versão do sistema operativo, o router pode suportar determinadas
características e serviços, como por exemplo:
 segurança
 qualidade de serviço (Quality of Service - QoS)
 voz sobre IP (VoIP)
 protocolos de roteamento
 serviços especiais como NAT (Network Address Translation) e DHCP (Dynamic
Host Configuration Protocol)
Para a seleção dos dispositivos, o orçamento é um importante fator. O preço dos
routers pode variar consoante as interfaces e características necessárias. Módulos
adicionais, como fibra ótica, podem encarecer o router. Os meios físicos a utilizar com
o router devem ser suportados sem a necessidade de compra de módulos adicionais.
Isto deverá manter a despesa com o router no mínimo possível.
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Planeamento e Desenho de Redes
Conexão entre dispositivos
Conexão LAN - WAN

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Planeamento e desenho de redes
 Conexão entre dispositivos
 Conexão LAN - WAN

Aquando da planificação de uma instalação de cablagem LAN, há


quatro áreas físicas a considerar:

 área de trabalho
 sala de telecomunicações
 cablagem de backbone ou cablagem vertical
 cablagem de distribuição ou cablagem horizontal

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Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Comprimento de cabo total


Para instalações UTP, a norma ANSI/TIA/EIA-568-B especifica em 100
metros o comprimento máximo do cabo. Estes 100 metros englobam,
segundo a especificação, 5 metros para cabos (patch cable) no bastidor e 5
metros de chicote na áreas de trabalho.

Área de trabalho
As áreas de trabalho são os locais dedicados aos dispositivos finais usados
pelos utilizadores. Cada área de trabalho tem, no mínimo, dois pontos de
rede (jacks) que podem ser utilizados para conectar dispositivos à rede.
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Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Sala de telecomunicações
A sala de telecomunicações é o local onde se encontram todos os dispositivos que
proporcionam a transição entre a cablagem horizontal e a cablagem vertical como,
por exemplo: hubs, switches, routers.
Dentro desta sala de telecomunicações, cabos (patch cables) ligam ao painel (patch
panel) do bastidor aos ativos de rede.

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Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Cablagem horizontal
A cablagem horizontal refere-se aos cabos que ligam os dispositivos da sala
de telecomunicações às áreas de trabalho. O comprimento máximo de cabo
UTP desde o painel do bastidor até ao ponto de rede na área de trabalho
não deve exceder os 90 metros.

Cablagem vertical
A cablagem vertical refere-se aos cabos utilizados para conectar os
dispositivos da sala de telecomunicações aos dispositivos da sala de
equipamentos, onde se encontram os servidores. A cablagem vertical
também conecta múltiplas salas de telecomunicações. Por conseguinte, a
cablagem vertical requer meios físicos com alta largura de banda como a
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fibra ótica.
Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Tipos de meios
A escolha dos cabos necessários para realizar conexões de LAN e WAN
deve atender aos diferentes tipos de meios físicos existentes. Atualmente,
existem diversos tipos:
 UTP (categorias 5, 5e, 6 e 7)
 fibra ótica
 wireless
Cada tipo de meio tem as suas vantagens e desvantagens. Alguns dos fatores
a considerar são:
 comprimento do cabo
 custo
 largura de banda
 facilidade de instalação
 suscetibilidade a ruído - EMI/RFI
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Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Comprimento de cabo
O comprimento do cabo a considerar inclui cabo que liga o dispositivo final ao ponto de
rede, cabo que liga o ponto de rede ao painel no bastidor e cabo que liga o painel do bastidor
ao ativo de rede (normalmente um switch).
A atenuação é a redução da força do sinal. Quanto maior o cabo, maior a atenuação. Isto
aplica-se tanto a cabo UTP como fibra ótica.

Custo
O custo associado à cablagem LAN pode variar consoante o meio físico utilizado. Em
situações ideais, o orçamento possibilita a instalação de fibra ótica em toda a cablagem. No
entanto, tal não é possível e deve ser encontrado um equilíbrio entre a fibra ótica e o cabo
UTP considerando as necessidades dos serviços e utilizadores.

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Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Largura de banda
Os dispositivos de uma rede têm requisitos de largura de banda diferentes. Estes
devem ser considerados na escolha do meio físico.
Por exemplo, um servidor requer maior largura de banda do que um computador
de um utilizador. A fibra ótica é a escolha lógica para ligação a um servidor.

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Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Facilidade de instalação
A facilidade de instalação de um meio físico varia consoante o tipo de meio
físico e a arquitetura do edifício. Os cabos são normalmente instalados em
calhas próprias.
O cabo UTP é relativamente leve e flexível. Os conectores RJ-45 são fáceis
de instalar.
A fibra ótica possui vidro, o que dificulta a curvatura do cabo. As
terminações do cabo (SC, ST, MT-RJ) são difíceis de instalar e requerem
equipamento específico.
As redes sem-fio requerem cabo até determinado ponto. Porque o
comprimento do cabo necessário é menor, as redes sem-fio são mais fáceis
de instalar que as redes cabladas. No entanto, as redes sem-fio requerem
mais cuidado na planificação e teste. Existem, também, diversos fatores
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externos que afetam a sua performance.
Planeamento e desenho de redes
 Conexão LAN – WAN (cont.)

Electromagnet Interference / Radio Frequency Interference


(EMI/RFI)
O EMI/RFI devem ser levados em consideração aquando da escolha do
meio físico de rede.
Num ambiente industrial, a EMI/RFI podem causar graves problemas nas
transmissões de dados no caso da escolha inadequada do cabo. A
interferência é produzida por máquinas elétricas, candeeiros, e outros
dispositivos de comunicação, como computadores e equipamentos de
rádio.
As redes sem-fio são o meio mais suscetível ao RFI. Antes da utilização da
tecnologia sem-fio as fontes de ruído devem ser identificas e, se possível,
minimizadas.
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Planeamento e Desenho de Redes
Conexão entre dispositivos
Conexões LAN

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Planeamento e desenho de redes
 Conexão entre dispositivos
 Conexões LAN

A cablagem UTP é especificada pela EIA/TIA. O conector RJ-45 é o


componente macho cravado nas extremidades do cabo. Quando visto de
cima, com a saliência voltada para baixo, os pinos estão numerados de 1 a
8, da esquerda para a direita.

Tipicamente, quando se conectam tipos diferentes de dispositivos, usa-se o


cabo direto (straight-through). Quando se conectam os mesmos tipos de
dispositivos, usa-se o cabo cruzado (crossover).

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Planeamento e desenho de redes
 Conexões LAN(cont.)

Cabo direto
O cabo direto tem conectores em cada extremidade do cabo que são
terminados da mesma forma, segundo as normas 568-A ou 568-B.

O cabo direto deve ser usado para realizar as seguintes conexões:


 do switch para a porta Ethernet do router;
 do computador para o switch;
 do computador para o hub.

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Planeamento e desenho de redes
 Conexões LAN(cont.)

Cabo cruzado

Para que dois dispositivos comuniquem através de um cabo que está diretamente conectado
aos dois dispositivos, deve ser utilizado um cabo cruzado.

O cabo cruzado conecta os seguintes dispositivos:


 do switch para o switch;
 do switch para o hub;
 do hub para o hub;
 do router para o router, na porta Ethernet;
 do pc para o pc;
 do computador para a porta Ethernet do router.

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Planeamento e Desenho de Redes
Conexão entre dispositivos
Conexões WAN

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Planeamento e desenho de redes
 Conexão entre dispositivos
 Conexões WAN

Por definição, ligações WAN podem prolongar-se por grandes distâncias.

As conexões a grandes distâncias entre redes ocorrem de diversas formas,


incluindo:

 linhas telefónicas;
 conexões série de 60 pinos.

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Planeamento e desenho de redes
 Conexões WAN (cont.)

DCE e DTE
Os seguintes termos descrevem o tipo de dispositivos que mantêm uma
ligação entre dispositivos emissor e recetor:
• Data Communications Equipment (DCE) - dispositivo que
fornece serviços de clocking a outro dispositivo. Tipicamente, este
dispositivo está na extremidade WAN da ligação.
• Data Circuit-Terminal Equipment (DTE) - dispositivo que recebe
o serviço de clocking de outro dispositivo e age em concordância.
Tipicamente, este dispositivo está do lado do cliente.

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Planeamento e desenho de redes
 Conexões WAN (cont.)

No laboratório

Aquando da conexão WAN entre dois routers num ambiente de


experiências em laboratório, conectar dois routers com um cabo série
pode simular uma ligação ponto-a-ponto WAN. Neste caso, importa definir
qual o router que irá controlar o clocking das comunicações (DCE). Os
routers são, por definição, dispositivos DTEs mas podem ser configurados
para agir como DCEs.

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