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ÍNDICE

Introdução..........................................................................................................................3

Uma breve história do saxofone........................................................................................4

Características construtivas................................................................................................6

A família do saxofone........................................................................................................7

As partes do saxofone........................................................................................................9

Tessitura...........................................................................................................................10

Características Básicas para Execução............................................................................15

O saxofone e a família das madeiras................................................................................17

Boquilha...........................................................................................................................19

Palheta..............................................................................................................................21

Abraçadeira......................................................................................................................23

Princípios básicos para respiração....................................................................................24

Embocadura.....................................................................................................................27

Notas longas.....................................................................................................................32

Afinação...........................................................................................................................35

Articulação.......................................................................................................................35

Escala maior.....................................................................................................................39

Mecanismos......................................................................................................................39

Pratica de grupo................................................................................................................41

Observações/efeitos..........................................................................................................41

Efeito Ping-Pong..............................................................................................................43

Saxofones barítono, baixo e contra baixo........................................................................45


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Postura do corpo e correias..............................................................................................46

Vibrato.............................................................................................................................50

Cuidados básicos..............................................................................................................51

Orientações para comprar instrumento............................................................................52

Repertório para referência................................................................................................52

Métodos adicionais...........................................................................................................53

Conclusão.........................................................................................................................54

Referências bibliográficas................................................................................................55

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INTRODUÇÃO

Após sua primeira audição em uma obra orquestral, por volta de 1844 na ópera Last King of
Juda, de Georges Kastner(1810-1867), o saxofone se popularizou pelo território europeu,
passando a fazer parte das bandas militares francesas. Com a fabricação em série, o saxofone
passou a ser distribuído em todos os continentes, adquirindo uma personalidade distinta em
cada cultura.

Na Europa seu som aproxima-se das cordas; nos Estados Unidos da América o saxofone
tornou-se uma das vozes mais radicais e importantes do Jazz, conquistando o mercado
fonográfico e tornando-se conhecido em todo mundo.

O saxofone é um instrumento muito versátil e expressivo, por isso ele deve ser bem
controlado. Se o músico não aprender a controlar bem o seu saxofone, ele sempre vai soar
exagerado e caricato, e é justamente aí que se esconde a dificuldade de tocar verdadeiramente
bem. Dependendo da boquilha, palheta, embocadura, possui uma gama de timbre e
sonoridades que vai do som mais amadeirado e escuro (saxofone erudito) ao som mais
metálico e estridente música popular (Jazz, Rock, pop, mpb etc.); portanto é necessário ter
conhecimento do instrumento para buscar um timbre que seja compatível com instrumentos
de orquestras sinfônicas.

Esse trabalho está inclinado totalmente para a vertente da Música de Concerto e/ou a chamada
Música Erudita, visto que é nesta segmentação onde nossa orquestra encontra-se situada. O
objetivo desse trabalho é instruir os irmãos candidatos e saxofonistas da CCB quanto às
características sonoras e a execução do saxofone na música de concerto, visando adequação
do instrumento à proposta musical de nossas orquestras.

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UMA BREVE HISTÓRIA DO SAXOFONE

Antoine Joseph Sax nasceu no dia 6 de Novembro de 1814 numa cidade belga chamada
Dinant. Sax aprendeu o ofício de seu pai, que era construtor de instrumentos e desde muito
novo esteve ligado ao mundo da fabricação de instrumentos musicais. Antoine Joseph,
apelidado de “Adolphe”, estudou clarinete e flauta no conservatório de Bruxelas com Bender
(diretor de música do regimento de Guides). Ao tocar e familiarizar-se com o clarinete foi-se
apercebendo daquilo que achava serem imperfeições e logo fez questão de melhorá-las.

Sax destacou-se na construção de instrumentos de sopro entre eles, clarinetes e flautas.


Apresentou-se oficialmente pela primeira vez na Exposição Nacional de Bruxelas entre
Outubro e Novembro de 1835, exibindo um clarinete com 24 chaves.O trabalho deste
fabricante foi apoiado por muitas personalidades estrangeiras tais como Georges Kastner
(autor de obras pedagógicas e algumas composições), Fétis (fundador da Revue Musical),
Habeneck (que estreou as sinfonias de Beethoven em Paris), Savart (professor do Colégio de
França), Berlioz e o general Rumigny.

Em Outubro de 1842, depois de obter um subsídio do governo belga, Sax fixou-se na Rua
Neuve-Saint-Georgesem Paris, onde teve que competir com outros grandes fabricantes de
instrumentos. Graças a um empréstimo do flautista Dorus, Sax adquire uma espécie de
armazém que vai lhe servir de alojamento. Pouco depois, em 1843 abre uma fábrica de
instrumentos onde vende seus produtos, em Outubro do mesmo ano a Revueet Gazette
Musicale fala do interesse despertado pelo clarinete baixo de Sax nos clarinetistas da ópera de
Paris.

No ano de 1848, transformou a sua modesta oficina numa grande fábrica, que contava com
191 trabalhadores e de onde saíram 20.000 instrumentos entre os anos de 1843 e 1860. Nessa
mesma oficina construiu também uma sala de concertos que, pouco a pouco, foi conseguindo
uma grande reputação. Com este sucesso, não tardaram as conspirações contra Sax.

Em Dezembro de 1843 amplia novamente o seu clarinete baixo e desta vez Berlioz utiliza-o
no seu Requiem, sendo o próprio Sax a interpretá-la. Pouco tempo depois, o mesmo Berlioz
organiza um concerto que foi realizado na sala Herz de Paris, transcrevendo o seu Chant
Sacré para um conjunto de seis instrumentos, todos eles inventados por Sax. Sax demonstrou
que o timbre de um instrumento está determinado, não pela natureza do material que o
instrumento é construído, mas sim pela proporção de ar que é emitida para dentro deste.
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Bom entendedor dessa lei, conhecida como Lei das proporções, Sax aperfeiçoou, engrandeceu
e completou grande parte dos instrumentos de sopro, madeira ou metal. Inventou novos tipos
de instrumentos, como:

Saxtrompas ou Bombardinos/Eufonium (corno sax), família de seis membros, foi um


instrumento que se utilizou em bandas com frequência e foi patenteado em 1843.

Sax-trombas, família de sete membros patenteada em 1845.

Saxofones, família de sete membros registrada em 1846.

Saxtubas, patenteada em 1849.

Sax também se interessou por instrumentos de percussão e durante os anos de 1852 e 1863
registrou uma série de patentes relativas a timbales, bombos e tambores. Defende que a
qualidade sonora é proveniente da quantidade e pressão de ar emitida para o interior do
instrumento, e não da qualidade do material que este é construído. Sax viveu uma vida longa;
ficou arruinado por três vezes, mas nunca deixou de estudar, inventar e aperfeiçoar
instrumentos. Morreu em 7 de Fevereiro de 1894 com 80 anos de idade, completamente
arruinado, deixando ao mundo da música uma grande contribuição.

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CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

O Saxofone é um instrumento jovem, nascido em meados do século XIX. Nessa época, a


fabricação de instrumentos baseava-se na afinação, na facilidade da emissão de som e na
digitação. Em 1840, Adolphe Sax, já em Bruxelas, se encarrega de gerir a oficina de seu pai;
ele teve a ideia de criar um instrumento de sopro em que a sonoridade deste se aproximasse
dos instrumentos de cordas, mas que tivesse mais intensidade e, ao mesmo tempo, não fosse
muito difícil de tocar.

A partir dessa ideia surge o saxofone, um dos poucos instrumentos de uso comum na música
ocidental que é tão conhecido e, ao mesmo tempo, tão desconhecido. Este instrumento
combina as características do oboé (tubo cônico, porém mais largo) e do clarinete (boquilha e
palheta simples). A popularidade do saxofone deve-se à sua difusão em meios como o teatro
musical, a opereta e em movimentos musicais tais como música militar e, sobretudo, o Jazz,
apesar de ter sido criado para tocar em bandas e orquestras sinfônicas.

Os saxofones foram construídos em várias tonalidades: em Fá e Dó, destinados à orquestra


sinfônica e em Mib e Sib, destinados a tocar em bandas militares. O saxofone surge a partir de
uma experiência de Adolphe, que adaptou uma boquilha de Clarinete ao bocal de um
Oficleide.

O Oficleide é um instrumento antecessor ao Saxofone e foi largamente usado em bandas


marciais e civis até o século passado. Trata-se de um instrumento feito de metal que possuía
chaves com sapatilhas e bocal como o trompete. É uma evolução de outro instrumento
chamado “Serpentão”, que também era feito de um tubo oco contorcido de madeira. O
resultado foi um novo instrumento que ele batizou de Saxofone; o nome é o resultado da
junção do nome de sua família, ”Sax”, com o sufixo “fone” que quer dizer voz.

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O Saxofone foi patenteado em 1846 incluindo 14 variações: Sopranino em Eb, Sopranino em


F, Soprano em Bb, Soprano em C, Alto em Eb, Alto em F, Tenor em Bb, Tenor em C,
Barítono em Eb, Barítono em F, Baixo em Bb, Baixo em C, Contra Baixo em Eb, Contra
Baixo em F. Contudo os mais usados pela relação acústica são o Soprano em Bb, Alto em Eb,
Tenor em Bb e o Barítono em Eb.

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A FAMÍLIA DOS SAXOFONES

Apesar de o saxofone pertencer a uma família de oito membros (contrabaixo, baixo, barítono,
tenor, melody (tenor em C), alto, soprano e sopranino, os compositores se limitaram a utilizar
o saxofone alto na maioria das peças e algumas poucas vezes o tenor e o soprano, deixando os
restantes para segundo plano.

Estes instrumentos comportam-se como uma verdadeira família, tendo qualidades e defeitos,
que se podem considerar como hereditários, guardando cada um o seu próprio caráter e
personalidade. Um é ligeiro, o outro é sombrio, um é caprichoso e outro é profundo. Hoje em
dia são fabricados em série seis destes oito saxofones, e mesmo assim em quantidades muito
desiguais.

O contrabaixo só existe cerca de algumas dezenas de exemplares, sendo alguns deles já peças
de museu. Reunidos todos os saxofones, estes atingem um âmbito igual ao de uma orquestra.
A combinação do corpo metálico com a embocadura proporciona ao saxofone uma vasta
variedade de sons, desde a sugestão de notas metálicas da trompa ao som profundo e
melodioso do violoncelo, passando pelos timbres agudos e delicados da flauta.

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AS PARTES DO SAXOFONE

O saxofone é composto de: boquilha (com palheta e braçadeira), tudel e corpo (campana com
a curva soldada).

FIGURA 1 DA ESQUERDA PARA A DIREITA:

TUDEL, PALHETA, ABRAÇADEIRA, BOQUILHA,

CAPA PARA BOQUILHA E O CORPO COM A CAMPANA SOLDADA.

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TESSITURA

O saxofone, tal como muitos outros instrumentos, é transpositor, isto quer dizer que não se
escreve na partitura do saxofone as mesmas notas que o público ouve. Isto acontece para que
os saxofonistas só tenham de aprender uma digitação para toda a família dos saxofones.

Por exemplo, se quer que um saxofonista toque o lá do diapasão, na partitura aparecerá: Para
saxofone sopranino: Fá # Para saxofone soprano: Si Para saxofone alto: Fá # Para saxofone
tenor: Si Para saxofone barítono: Fá # (agudo).

Diz-se que o soprano está em Sib, porque quando ele toca a nota Dó, o que se ouve é um Si b.
Apesar das possibilidades de extensão nos agudos, todos os saxofones têm o mesmo âmbito,
duas oitavas e uma quinta aumentada, com exceção do saxofone barítono, que possui mais
uma nota (Lá grave), que lhe permite tocar, em som real, um Dó1, que seria um Dó grave para
o violoncelo.

A família, do mais agudo ao mais grave, se apresenta assim (as proporções mostradas
nas fotos entre os instrumentos, não correspondem as dos tamanhos reais):

SOPRANINO EM MIb

Fabricado em forma reta, como mostra o exemplo acima.Trata-se de instrumento raro, pois no
Brasil há poucos exemplares.
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SOPRANO RETO / CURVO EM SIb

Fabricado em dois modelos, reto e curvo. O modelo de soprano que têm formato curvo é
erroneamente chamado de sopranino. Seu tubo é curvo ao invés de reto, devido a isso ele
parece ter um tamanho menor, mas tem as mesmas medidas, sendo, tal como o reto, também
um saxofone soprano.

ALTO EM MIb

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TENOR EM SIb

BARÍTONO EM MIb

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BAIXO EM SIb

CONTRA BAIXO EM Mib

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CARACTERÍSTICAS BÁSICAS PARA EXECUÇÃO

O Som do saxofone/como o som é produzido:

O som do saxofone é produzido através da vibração da palheta que se espalha pela vibração
da boquilha e para todo o instrumento. A palheta vibra porque ela é flexível. Fazemos a
palheta vibrar porque quando sopramos criamos uma diferença de pressão de ar.

“Som básico” e “Som modificado”

Todos que decidem aprender tocar saxofone iniciam nesse momento (ou deveriam), suas
buscas, discussões, pesquisas, debates e experiências sobre os equipamentos e fundamentos
básicos necessários para tocar esse instrumento. Contudo, antes de qualquer coisa, julgamos
necessário pensar um pouco sobre o lugar que o saxofone ocupa em nosso universo musical.

Com frequência, as pessoas iniciam o estudo do saxofone tendo em mente um estilo musical
determinado que gostam de ouvir. É natural, portanto, que dediquem todas suas forças em
tentar (desde as primeiras notas) reproduzir o som e esses estilos ao tocar o instrumento.

Entretanto, o saxofone é um instrumento muito propício às modulações do timbre e às


distorções do som. Aliás, essas são características principais que tornaram o saxofone tão
popular como instrumento solista. Desta forma, acreditamos ser de grande utilidade a reflexão
sobre dois conceitos sonoros extremamente importantes, os quais chamaremos de “som
básico” e de “som modificado” (ou “som alterado”).

Compreender a diferença entre esses dois simples conceitos é determinante para o bom
desenvolvimento dos fundamentos básicos, para a escolha dos fundamentos básicos e para a
metodologia a ser utilizada para aperfeiçoar o controle sobre o que realmente se quer realizar
com o instrumento.

“Som básico”- É aquele que reflete fielmente o timbre do conjunto


instrumento-boquilha-palheta-abraçadeira, produzido por um sopro com
velocidade constante através de uma embocadura firme e estável. Esse som
tem as mesmas características de timbre nas diferentes regiões do instrumento
e nas diferentes dinâmicas. As notas não possuem modulações ou distorções
de afinação.
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“Som modificado”- É toda e qualquer alteração que se faça ao “som básico”,


por movimento e alterações da embocadura, da língua, do sopro, da garganta
etc. No “Som modificado”, a nota não aparece simplesmente com aquela
altura definida por uma frequência, mas, sim, envolto por efeitos sonoros que
caracterizam determinados estilos musicais.

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O SAXOFONE E A FAMILIA DAS MADEIRAS

O saxofone pertence à família das madeiras ou dos metais, ou nenhuma? Abaixo segue alguns
itens que sustentam o saxofone como pertencente à família das madeiras.

 Estruturalmente ele tem a conicidade e a tessitura semelhante ao oboé.


 Os primeiros métodos para o instrumento eram de oboé pela
semelhança de tessitura. Atualmente as principais universidades do
mundo e do Brasil que oferecem o curso de bacharelado em saxofone
erudito utilizam-se de um dos principais métodos escritos para oboé,
FERLING, W. 48 Études. Paris: Alphonse Leduc, 1946.
 A digitação é semelhante à flauta e a clarineta.
 O sistema de chaveamento assemelha-se aos demais instrumentos dessa
família, ou seja, as notas são obtidas por combinações de chaves; uma
combinação de chaves é acionada e os orifícios são abertos ou fechados
dependendo da nota.
 A boquilha é semelhante a da clarineta.
 O som é obtido por meio da vibração de uma palheta simples como a
clarineta (de todos os instrumentos da família das madeiras somente a
flauta não utiliza palheta).
 As características timbrísticas originais (som real).
 Quando há a participação do saxofone nas orquestras (seja ela qual for)
e bandas sinfônicas (neste caso sempre), o saxofone posiciona-se junto
com a seção das madeiras (inclusive ensaia junto com este naipe).

A seguir um excerto visual da obra “Bolero de Ravel”, onde os saxofones tenor e soprano são
utilizados. Nota-se que o posicionamento de ambos é feito na mesma fileira das madeiras, ao
lado dos clarinetes, clarones e fagotes, e atrás do flautim, flautas, oboés e corne inglês:

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Demais
madeiras

Saxofone
Tenor

Demais
madeiras

Saxofone
Soprano Reto

Todos os fatores elencados acima, somados ao capítulo do livro didático Instrumentos da


Orquestra de Roy Bennett (BENNETT, 1988, p. 12-30) onde o saxofone está incluído como
instrumento pertencente à família das madeiras, reforça a tese que o saxofone pertence a esta
família. Outrossim, se queremos o saxofone com tal característica sonora para o bem de
nossas orquestras, é importante reforçar isso, porém, como tudo na vida, nada é absoluto.

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BOQUILHA

As boquilhas normalmente são construídas em ebonite ou


metal, mas também podem ser construídas em plástico e,
muito raramente, em madeira ou cristal.

Ao contrário do que se costuma pensar, o material com que


as boquilhas são construídas importa muito menos do que a
sua forma. A boquilha é constituída por várias partes: a
abertura, a mesa, a câmara, paredes laterais, bisel, janela e
ponta.

A abertura é a distância que separa a ponta da boquilha da


palheta. Com uma abertura pequena (uma boquilha fechada),
o saxofonista tem tendências a tocar com palhetas mais duras
e o seu som será mais fosco e aveludado (som de madeira).
Com uma abertura grande (uma boquilha aberta), será difícil
tocar afinado e a tendência é tocar com palhetas moles,
deixando o som mais brilhante e estridente.

A mesa da boquilha é a parte plana que se prolonga até a parte curva. É sobre esta (mesa) que
deve ser colocada a palheta. O comprimento da mesa inclui também o comprimento da parte
curva. A câmara é a parte interior da boquilha onde nasce o som. O seu formato é muito
importante e determina a qualidade do som. Uma câmara pequena, com um teto baixo produz
um som rico em harmônicos.

Por outro lado, uma câmara grande, com um teto alto produz um som mais sombrio. Em
geral, na música erudita utiliza-se uma boquilha com uma mesa curta ou mediana e de
abertura pequena (boquilha fechada). No Jazz, as boquilhas com mesa e abertura grande são
as preferidas (boquilha aberta). Existem muitas boquilhas, Pierret, Otto link, Claude Lakey,
Bari, Yamaha, Yanagisawa, B e N, Meyer, etc.

Sugestão de boquilhas para a prática do saxofone na música de concerto:

Para obter o som puro do saxofone, é preciso uma combinação de boquilha e palheta com
numeração adequada para essa boquilha.

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Exemplos de boquilhas para a prática do erudito:

Vandoren câmara/modelo V5 e Vandoren série Optmum

Selmer modelos: S 80, Soloist, S 90, Metal Classic e o modelo Concept

Eugene Rousseau modelo Classic “R” e modelo New Classic

Jaf (linha erudita)

É importante colar uma almofada (adesivo gelatinoso colado onde se apóiam os dentes sobre
a boquilha no bisel), além do conforto, interfere diretamente na sua embocadura e sonoridade.

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PALHETAS

A palheta, somada aos outros itens elencados no capítulo “o saxofone e a família das
madeiras” desta apostila, classificam o saxofone como membro pertencente à família das
madeiras. É uma das partes mais delicadas e importantes para a emissão do som. Da sua
qualidade depende não só o som, mas também a flexibilidade do instrumentista.

As palhetas de saxofone extraem-se duma planta chamada Arundo Donax. O Arundo Donax
mais apreciado provém da região de Var, no sul da França, junto ao Mediterrâneo.
Dependendo da parte onde é cortada, pé ou cabeça da planta, a palheta tem qualidades
diferentes, distribuindo de maneira diferente a umidade e resistindo de maneira diferente à
temperatura. A palheta é constituída por várias partes: talão, partes laterais, bisel, coração e
ponta.

Se a sua palheta está molhada, seque o mínimo possível com pano de algodão e guarde numa
caixa especial de palhetas, nunca deixe a palheta solta no estojo, ela é muito frágil e vai
quebrar. Evite passar panos e os dedos na palheta demasiadamente. Procure tocar apenas na
parte onde há a casca. Devemos ter um cuidado especial com as palhetas. Tenha pelo menos 4
palhetas e use-as alternadamente para que durem mais.

Nunca mexa na ponta da palheta, não corte, não aperte, não toque, não lave, não esquente, não
lixe, não torça. Se você acha que a sua palheta precisa ser ajustada, peça ajuda a quem sabe
fazer isso. Se mesmo depois de ajustada, a palheta não ficar boa, jogue fora e compre outra,
pois palhetas não duram para sempre, elas precisam ser trocadas sempre que não estiverem

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vibrando mais ou estiverem quebradas. Tente não se acostumar a “trabalhar” (lixar, raspar,
cortar) todas as suas palhetas, pois a tendência é que, com o passar do tempo, só se consiga
tocar com palhetas previamente lixadas ou modificadas.

Quando for comprar uma palheta, escolha uma que seja simétrica: coloque-a contra a luz e
observe se ela é igual: se um lado não está mais escuro que o outro. (foto1). Escolha palhetas
maduras, fuja das verdes e claras: olhe na parte traseira e você vai observar uma linha escura
muito fina logo abaixo da casca; isso indica que a palheta está madura (foto 2). Não fique
trocando de marca e número de palheta todo dia.

Use a mesma marca e número durante alguns meses, antes de criar sua opinião sobre ela.
Sempre umedeça a palheta antes de tocar, colocando-a na boca por alguns instantes. Se
preferir molhá-la com água, não a deixe imersa por muito tempo, pois isso a deformará.
Existem fabricantes que pesquisam palhetas de outros materiais, que não são cana.

No mercado atualmente, além das palhetas plastificadas (plasticover), temos palhetas em


plástico e fibra de vidro (bari e fibracell). A vantagem dessas palhetas é estarem sempre
prontas para o uso e estáveis com as mudanças climáticas. Contudo, nenhuma dessas
tecnologias ainda foi capaz de reproduzir o som rico em harmônicos e o timbre caloroso
e vivo de uma palheta de cana.

Não se acostume a usar apenas uma palheta. A pressão da embocadura se relaxa à medida que
a palheta se enfraquece e assim todas as palhetas parecerão forte demais.

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ABRAÇADEIRA

Para fixar a palheta à boquilha, Adolphe Sax, já em meados do século XIX, fabricou uma
abraçadeira metálica com parafusos (parecida com a que se utiliza hoje em dia). Mesmo assim
os fabricantes e saxofonistas não param de criar novos modelos de abraçadeiras que permitam
uma maior aderência de palheta à mesa da boquilha sem ter de pressionar demasiado o talão.

Abraçadeiras metálicas: São mais adequadas para grandes salas de concerto ou para solistas.

Abraçadeiras maleáveis(couro e outros): São em geral adequadas a pequenas salas, musica


de câmara ou pequenos grupos.

Como testar uma abraçadeira:

Toque primeiro com sua abraçadeira habitual. Depois, sob as mesmas condições, teste a nova
abraçadeira; procure observar a suavidade, passagem por entre os registros, a consistência de
volume e qualidade de som nos graves, médios e agudos. Ao mesmo tempo, escute as
diferenças encontradas quando toca piano e forte. Verifique se é mais fácil tocar staccato ou
não. Se possível faça o teste com outro músico presente. Por vezes, as diferenças entre as
abraçadeiras são identificadas mais facilmente por outra pessoa e não pelo próprio músico.
Como escolher uma abraçadeira: Experimente os vários modelos de abraçadeiras disponíveis
em uma loja. Diversos tipos de abraçadeiras satisfazem necessidades diversas, qualquer que
seja o modelo.

Existem também outros modelos e marcas diferentes. Vale sempre lembrar. ”A melhor
abraçadeira é a que melhor se adapta as suas necessidades”.

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PRINCÍPIOS DA RESPIRAÇÃO PARA SAXOFONE

Texto, exercício e ilustrações extraídos do trabalho acadêmico “Respiração para instrumentos


de sopro” do professor Amarildo Nascimento (NASCIMENTO, 2015, p. 6-11).

Antes de começar a tentar produzir qualquer tipo de som em qualquer instrumento de sopro, é
de fundamental importância que se aprenda a respirar de maneira correta de forma a aplicar
essa respiração ao tocar. Cabe ao professor ser rigoroso em ensinar este tópico a seus alunos.
A prática da respiração deve ser feita diariamente antes de abrir o estojo do instrumento e essa
prática será para a vida toda. O processo respiratório é realizado de forma simples e natural
com apenas dois atos: inspirar (“puxar” o ar para dentro dos pulmões) e expirar ou exalar
(soltar o ar que entrou nos pulmões). Mas, até que o ar chegue aos pulmões é necessário que
percorra um longo caminho. Todo esse processo do ar acontece através de um sistema
chamado: Sistema Respiratório. O sistema respiratório é formado por: “dois pulmões, as
fossas nasais, a boca, a faringe, a laringe, a traquéia, os brônquios, os bronquíolos e os
alvéolos”.

Veja ilustração do sistema respiratório na figura abaixo.

Todo ser - humano respira desde o primeiro até o último segundo de vida sem que ninguém
lhe ensine. Respirar é um processo natural e é uma das funções mais importantes do corpo.
Porém, quando se trata de tocar um instrumento de sopro ou de cantar, a respiração que
utilizamos em nosso cotidiano não é suficiente para a realização dessas atividades. É
necessário que se estude como respirar corretamente de maneira a aplicar estes estudos na
realização de tais atividades.

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O músico que toca instrumento de sopro ou canta precisa ter em mente que, além de tocar ou
cantar, o corpo necessita do ar para manter seu bom funcionamento. O primeiro treinamento
respiratório que se deve fazer é: como ter uma respiração completa. Para a maioria das
pessoas acontece o seguinte: quando se pede para alguém, não treinado, fazer uma respiração
profunda, nota-se que esse alguém estufa o tórax de maneira à quase “explodir”. Percebe-se
que essa não foi uma respiração completa porque, foi utilizada apenas uma parte dos pulmões.
Para que a respiração seja completa, é necessário que se imagine que está “enchendo a barriga
de ar” e depois o “tórax”. (Foi dito para imaginar porque é impossível encher a barriga ou o
tórax de ar. O ar só vai para um local: os pulmões). Entre os diversos músculos que envolvem
o ato de respirar, existe um que é o mais importante entre eles. Esse músculo é o diafragma. O
diafragma é classicamente descrito como um músculo delgado e achatado, que separa a
cavidade torácica da cavidade abdominal.

Veja figura abaixo.

Quando inspiramos de maneira correta, o diafragma desce,aumentando a cavidade do peito e


diminuindo a pressão interna do ar, que por consequência, entra nos pulmões. Pode-se
observar também que os órgãos do corpo logo abaixo do diafragma ficam com menor espaço,
o que causa uma expansão do diâmetro da cintura. A expansão da cintura é um resultado da
contração do diafragma no momento da inspiração. A respiração está para os instrumentos de
sopro assim como o arco está para o violino e os instrumentos da família das cordas. Um dos
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primeiros ensinamentos que um aluno de violino recebe é como se deve trabalhar o arco,
porque, para produzir som o violinista dependerá totalmente dos exercícios realizados com o
arco. Do mesmo modo, os instrumentistas de sopro dependerão exclusivamente do ar para
conseguir produzir qualquer tipo de som. Levando tudo isso para a prática, é o momento de
vivenciar alguns exercícios de respiração para serem aplicados ao tocar.

EXERCÍCIO DE RESPIRAÇÃO

(ESTUDO DIÁRIO)

1- Com o dedo indicador encostado nos lábios (veja figura abaixo), faça inspirações e
expirações lentas e profundas. Respire sempre pela boca mantendo os cantos
relaxados. Pronuncie WÔW ao inspirar e THÔW ao expirar.

2- Encoste o dedo indicador nos lábios (como na figura acima) mantendo os cantos da
boca relaxados. Agora, pela boca, faça uma inspiração de 5 tempos seguida de uma
expiração de 5 tempos. Ao inspirar, pronuncie a palavra WÔW. Ao expirar pronuncie
a palavra THÔW.

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EMBOCADURA

A embocadura é a posição dos lábios e da musculatura facial correta para se obter o som do
instrumento. A embocadura é a conexão mais importante com seu instrumento.

Existem três conceitos básicos de embocadura.

1- Os dentes superiores se fixam sobre a boquilha (F.1).

2- Os lábios e a musculatura facial envolvem a boquilha por todos os lados (F.4).

3- O lábio inferior fica em contato com a palheta (F.1).

A partir deste conceito existem as variações:

A quantidade de boquilha que se põe dentro da boca determina a qualidade do som. Pouca
boquilha na boca (tocando na pontinha) deixa o som apagado a instável. Muita boquilha na
boca (engolindo mais) deixa o som estourado e descontrolado.

Geralmente os dentes superiores posicionam-se em torno de um centímetro e meio (1½)


partindo da ponta da boquilha (F. 3). A quantidade de lábio inferior para dentro ou para fora
depende da formação física de cada um. Contudo não se deve dobrar todo o lábio inferior,
nem deixar que a parte interna, mais vermelha, do lábio inferior escape para fora e apareça.

Exercícios:

1 - Faça várias vezes a embocadura sem o instrumento na frente de um espelho, sempre se


avaliando. Observe a máscara facial e veja se está no formato do exemplo.

2 – Repita a etapa anterior só com o tudel, boquilha e palheta, depois com o saxofone (tocar
notas longas). Procurar não dobrar muito o lábio inferior, porque quanto menos lábio na
palheta, mais ela vibra produzindo mais harmônicos.

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NOTAS LONGAS

“Para produzir um som firme, limpo e principalmente afinado, é extremamente importante


que todos os músicos pratiquem exercícios com notas longas diariamente, (não “pulem” essa
parte do estudo em hipótese alguma). Infelizmente, o estudo de notas longas tem sido muito
negligenciado pelos estudantes de instrumentos de sopro na CCB. Muitos acham que o estudo
é “chato” e outros, têm pressa para começar a tocar um “monte” de notas rápidas ou “passar
logo” aquele estudo do método para começar a tocar mais rápido nos ensaios e cultos, mas se
esquecem de que: para correr é preciso, primeiro, saber andar” (NASCIMENTO, 2014, p. 23).
Músicos profissionais estudam notas longas todos os dias.

Principais benefícios:
.
 Estabilidade do fluxo da coluna de ar e domínio sobre a velocidade do ar, habilitando
para execução de dinâmicas mp, p e pp.
 Fortalecimento e moldagem da mascara facial (todos os músculos que compõem a
embocadura).
 A somatória dos itens acima resulta em uma melhora significativa favorecendo o
maior controle sobre a afinação.

EXERCÍCIO DE NOTAS LONGAS (ESTUDO DIÁRIO)

Procurar tocar com som firme e reto, atento à embocadura, afinação, respirações,
indicação de metrônomo e dinâmicas.

(Todos os exercícios aqui propostos devem ser estudados com velocidade a 60 bpm e em
forma de compasso quaternária).

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H) Praticar somente com a boquilha:


1 - Tocar uma nota o mais grave que consiga alcançar somente com a boquilha.
Após encontrar e estabilizar esta nota, tocar de forma diatônica ascendentemente partindo da
nota mais grave até completar um pentacorde.
Exemplo - Sax alto: Fá, Sol, La, Si, Dó.
2 – Repetir o exercício completando o pentacorde cromaticamente.
Exemplo: De meio em meio tom, Fá, Fá#, Sol, Sol#, La, La#, Si, Dó.

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AFINAÇÃO

Estude com o afinador eletrônico, mas não tenha nele seu único recurso. Aprenda utilizar seus
ouvidos para corrigir as falhas de afinação do seu instrumento, e lembre-se que mesmo as
melhores marcas de saxofones também têm correções de afinação a ser feitas. O uso do
afinador é de grande utilidade, mas o principal objetivo é o desenvolvimento do treinamento
auditivo e não do visual.

Ao afinarmos o nosso instrumento com uma nota de referência (órgão na igreja ou com
diapasão e etc.) sopre sempre de forma natural e procure com pequenas alterações de pressão
e relaxamento na embocadura, perceber se sua afinação está “alta” ou “baixa” em relação a
referência. Ou seja, se houver oscilações ao tocar junto e elas diminuírem à medida que você
aumenta um pouco a pressão dos lábios, sua afinação está “baixa”. Se as oscilações
diminuírem à medida que você relaxa a pressão dos lábios, sua afinação está alta.

Principais benefícios:

 Notas bem afinadas estabilizam o acorde beneficiando todo o conjunto musical.

ARTICULAÇÃO

O estudo da articulação é para que se obtenha controle sobre a língua, tanto na pronúncia da
sílaba quanto na velocidade, bem como a clareza e definição das notas.

Principais benefícios:

 Precisão, agilidade e leveza na emissão do som,


 Iniciar a nota com qualidade sonora, intensidade correta (conforme a necessidade) e
afinação constante.
 Articular as notas sem alterar a forma de soprar.

Obs.: O domínio da articulação contribui significativamente para um melhor manuseio do


fraseado no texto musical.

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EXERCÍCIO DE ARTICULAÇÃO

(ESTUDO DIÁRIO)

Pronunciaras notas com a sílaba “TU” (“Ti”)

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ARTICULAÇÃO/LIGADURA/ALTERNANCIA DE REGISTRO

(Na mudança de registro não fazer band/glissando (“Quaein”).

ESCALA MAIOR

A escala é a fonte para o domínio do idioma do instrumento e também um meio de


comunicação dentro da linguagem musical.

A importância do estudo das escalas:

“O estudo de escalas auxilia o músico a ter uma boa afinação e uma melhora na sincronia dos
dedos. É importante enfatizar que qualquer música é escrita a partir de uma escala. Portanto, é
imprescindível o estudo de escalas. Na CCB, é impressionante a quantidade de irmãos
músicos que não tem a menor noção do que é uma escala (a maioria conhece o “famoso” dó a
dó). Todo músico tem por obrigação decorar, no mínimo, todas as escalas maiores haja vista
que os hinos são todos em tonalidade maior” (NASCIMENTO, 2014, p. 35).

Principais benefícios:

 O estudo diário das escalas propiciam maior agilidade nos dedos e maior fluência na
digitação em todas as tonalidades.

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EXEMPLO DE EXERCÍCIO DE ARTICULAÇÃO SOBRE A ESCALA MAIOR


(ESTUDO DIÁRIO)

Praticar este estudo sobre a escala maior em todos os tons com dinâmicas diferentes e
articulações variadas.

Forma de estudo: Começar lento, havendo progresso, aumentar a velocidade em quatro bpm
para cada repetição, objetivando cada vez mais, fluência nas escalas e suavidade nas
articulações.

EXERCÍCIOS DE MECANISMOS

(ESTUDO DIÁRIO)

Principais benefícios:

 O estudo dos exercícios de mecanismos proporciona precisão, agilidade e


familiaridade com todas as posições objetivando o desenvolvimento do equilíbrio na
velocidade da digitação do saxofone.

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Mecanismos 1

Mecanismos 2

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OBSERVAÇÕES PARA A PRÁTICA EM GRUPO

Nos cultos e ensaios, nota-se que há muitos irmãos tocando saxofone com sonoridades que
não são compatíveis com a massa sonora de uma orquestra e também não é raro a prática de
tocar mais forte, com uma intensidade muito acima dos demais instrumentos que tocam a
mesma voz, até mesmo, cobrir toda uma orquestra com o som do seu instrumento. Fato que se
dá, talvez, por não possuírem boas referências sonoras do instrumento e não ter o
entendimento da proposta musical de uma orquestra e principalmente das orquestras da CCB.

Efeitos: bands (Quaein), glissando, som rocado e outros.

Na musica popular, muito embora haja liberdade para o uso, estes efeitos/ornamentos, são
utilizados comedidamente. Na música erudita ou na chamada música de concerto
contemporânea, também são utilizados quando o compositor escreve na partitura o efeito
desejado por ele. Nas orquestras da CCB não devemos fazer uso de tais efeitos por duas
razões lógicas; os hinos não são considerados música popular e tais ou nenhum efeito está
escrito no hinário. Portanto cuidemos para guardar os princípios básicos de coerência
musical.

ESTUDO/PRÁTICA DE CONJUNTO

Este estudo destina-se para aplicação de todas as técnicas estudadas nas etapas anteriores.

Principais benefícios:

 Desenvolver a prática de grupo, percepção e a cognição musical.


 Aprimoramento da escuta ativa. A escuta ativa é não ouvir apenas a própria voz, é
ouvir ou tentar ouvir todas as vozes ao mesmo tempo e interferir de maneira
apropriada.
 Desenvolver a capacidade de timbrar o som. Primeiro com o seu naipe ou categoria,
segundo com os outros instrumentos que tocam a mesma voz e por fim, com todo o
conjunto/orquestra.

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SAXOFONE BARÍTONO

“Efeito PingPong”

O que trataremos aqui como “efeito ping-pong” são as quebras de frases ocorridas durante a
execução da quarta voz do nosso hinário pelo sax barítono (quando tocada uma oitava abaixo
do que está escrito). A quarta voz também é tocada pelos saxofones, baixo e contra baixo,
porém esses são menos propensos a tal problema (efeito ping-pong), os referidos instrumentos
tocados uma oitava abaixo do que está escrito, alcançam até as notas Fá -1 (sax baixo em Sib)
e Réb -1 (sax contra baixo em Mib).

Na busca por notas no registro mais grave do instrumento, os irmãos tocam uma oitava abaixo
do que está escrito, além de saírem da tessitura proposta no hinário, gera saltos inexistentes na
voz do baixo, contrários aos escritos originalmente, proporcionando alteração de timbre e
quebra de frase no caso especificamente do saxofone barítono.

Portanto, toque sempre dentro da tessitura escrita no hinário e use instrumentos originais
buscando sempre uma unidade sonora com os outros instrumentos que tocam a quarta e/ou
mesma voz.

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A SEGUIR, UM EXEMPLO DO EFEITO PING PONGNO HINO 395.


As figuras circuladas são as notas que a tessitura do saxofone barítono não alcança
quando tocado uma oitava abaixo do que está escrito para a quarta voz.

Obs.: As notas assinaladas com asterisco*(Sib)são alcançadas apenas pelos saxofones


barítonos modificados. Esta modificação acrescenta geralmente as notas Lá, nos saxofones
com mais de vinte anos e Sol para os saxofones a partir de vinte anos (respectivamente as
notas, Si e Sib – som real).
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SAXOFONES, BARÍTONO, BAIXO E CONTRA BAIXO

Quando tocamos em naipe, tudo é importante em relação à unidade sonora. A primeira


preocupação que devemos ter é com a afinação e o timbre, precisamos tocar afinados e
timbrar com os outros instrumentos que fazem a mesma voz. Para os saxofones, timbrar com
as tubas é uma tarefa que exige bastante esforço, devido às diferenças nas características
construtivas desses instrumentos. Além disso, os saxofones (barítono, sax baixo e contra
baixo) usados na CCB, atualmente, são poucos os modelos originais. Muitos destes
instrumentos foram adaptados para alcançarem notas mais graves e outros até construídos ou
reconstruídos artesanalmente. Como resultado, temos percebido ao longo do tempo, muitos
problemas de afinação e de funcionamento. Por não serem anatômicos, também oferecem
riscos ergonômicos e outros males à saúde.

Portanto, toque sempre dentro da tessitura escrita no hinário e use instrumentos originais
buscando sempre uma unidade sonora com os outros instrumentos que tocam a quarta voz.

BOQUILHAS PARA SAX BAIXO E CONTRA BAIXO

Boa parte dos irmãos que tocam sax baixo acaba usando boquilha de sax barítono por serem
muito parecidas. Por fora as boquilhas se parecem em forma e tamanho, porém as câmaras
possuem tamanhos diferentes, fato que dificulta um timbre homogêneo com os demais
instrumentos que fazem a quarta voz. Outro fator que contribui significativamente para isso
são os preços. Atualmente existem poucos fabricantes e o preço de uma boquilha para sax
baixo tem um custo bastante elevado para os nossos padrões. Uma saída para este problema é
buscar alternativas em boquilhas de marcas genéricas.

EXERCÍCIO FINAL:

APLICAÇÃO PRÁTICA DAS TÉCNICAS ESTUDADAS NO HINÁRIO

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SUGESTÃO PARA POSTURA DO CORPO E O USO DE CORREIAS

Posição do corpo:

Os ombros devem estar soltos (sem tensão) para criar espaço para o pescoço. Ajuste a correia
para que o saxofone fique numa altura confortável e que sua cabeça não fique forçada para
trás nem para frente. O tudel e a boquilha devem ser girados e ajustados numa posição em que
não seja necessário dobrar a coluna ou o pescoço para o lado, em função de alcançar a boca na
boquilha. É o instrumento que deve moldar-se no corpo e não ao contrário. A melhor maneira
de posicionar as mãos no instrumento pode ser definida como uma maneira sem nenhuma
tensão nos dedos, nas mãos, nos braços ou nos ombros. O peso não pode ficar totalmente
sobre as mãos e a maior parte do peso do instrumento deve ser distribuído na correia. Com
uma posição correta é muito fácil chegar a uma boa técnica.

A postura corporal figura como o primeiro fundamento básico, pois é pré-requisito para uma
boa respiração e um bom dedilhado das chaves.

A melhor posição para tocar de pé e sentado: tanto em pé quanto sentado, o saxofonista deve
permanecer com o tronco ereto, de forma natural, sem nenhum tipo de tensão ou torção
muscular, conforme citado anteriormente. O saxofone alto e tenor podem ser segurados tanto
na frente do corpo quanto na lateral, desde que seguidas às mesmas orientações de posturas
dadas anteriormente. Os demais saxofones possuem, geralmente, uma só posição de execução.
O saxofone deve se ajustar ao corpo como se fosse uma extensão natural do mesmo.
Mantenha os pés levemente afastados, com o peso do corpo distribuído igualmente pelas duas
pernas quando tocar em pé. Sente-se na ponta da cadeira, com as costas retas e afastadas do
encosto quando tocar sentado.

As mãos com os dedos nas chaves devem estar em forma de “C” e não em forma de “V”.

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EXEMPLOS: Mão esquerda, como não devemos fazer...

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Exemplo correto/mão esquerda:

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Mão direita: Como não devemos fazer...

Mão direita: Maneira correta

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CORREIAS

Para o estudo do saxofone, evite usar a alça de sustentação (talabarte ou correia) no pescoço,
busque aquelas que distribuem o peso do instrumento sobre a região dorsal. E isso não apenas
para os saxofones maiores, como o tenor e o barítono, mas também para o alto.

Exemplos de correia para os saxofones Alto, Tenor e Barítono:

VIBRATO

Vibrato são pequenas oscilações de uma nota, muito usado no canto, tanto lírico como
popular, onde cada estilo/gênero vocal/instrumental têm sua forma própria quanto ao tamanho
da oscilação de amplitude e velocidade do vibrato. Frequentemente, o vibrato é usado como
forma de compensar inadequado desenvolvimento sonoro e afinação imprecisa. Quando
tocamos em naipe, não devemos usar vibrato para não interferir na afinação e no equilíbrio
sonoro do naipe. O bom vibrato, equilibrado e usado adequadamente, deveria integrar-se ao
estilo musical; quando chama atenção, é porque provavelmente se destaca dos limites do bom
gosto musical.

O vibrato é um elemento expressivo no som do saxofone, muitos saxofonistas utilizam o


vibrato incessantemente tornando-o parte de seu som, porém, quando usado inadequadamente,
pode também ser uma parte muito traiçoeira no som do instrumento. Essa prática não é
aconselhada, pois o uso excessivo desse ornamento torna-se sem efeito; ele deverá ser usado
de acordo com o estilo em execução e, em alguns casos, torna-se desnecessário. O vibrato é
um ornamento como qualquer outro e precisa ser usado comedidamente, por exemplo, se
comparado a apoggiatura: imagine se colocarmos uma apoggiatura em cada nota que

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tocamos; como ficaria? O saxofone é um instrumento com muita projeção sonora e


naturalmente se destaca, portanto todo cuidado é necessário.

 Evite o uso de vibrato quando estiver tocando em naipe.


 Pelas razões citadas nos itens elencados neste tópico, nas orquestras da CCB não é
aconselhado o uso do vibrato.

CUIDADOS BÁSICOS

Mais importante do que ter um instrumento de boa marca, é que o seu ESTEJA bom.
Portanto, entregue seu saxofone sempre que for preciso aos cuidados de um técnico
profissional e responsável para realizar a sua manutenção. Ele só trabalha com isso e tem
ferramentas e acessórios apropriados para a realização de tais serviços. Desconfie se seu
instrumento estiver apresentando muita resistência ou grande dificuldade na emissão de
algumas notas; pode ser que o problema seja de regulagem mecânica e não de execução.

Nunca, em hipótese alguma, lave seu instrumento montado na água corrente ou na banheira!
Limpe seu saxofone por fora após tocá-lo com uma flanela macia e seque-o por dentro com
um pano amarrado a um barbante numa ponta e um pequeno peso revestido na outra. A cada
dois anos, no máximo, leve seu instrumento ao seu técnico de confiança para fazer uma
limpeza completa e ele desmontará totalmente o saxofone e limpará minuciosamente peça por
peça. Seque seu instrumento mesmo depois de ter tocado poucos minutos, pois a condensação
começa a se formar a partir dos primeiros instantes de uso. Só utilize o “PadSaver”, também
chamado de escovão, de boa qualidade, pois elimina a umidade não permitindo a oxidação
dentro do corpo do saxofone e dos reverberadores (presos às sapatilhas) quando feitos em
metal. Para evitar que as sapatilhas comecem a colar, passe um pano que não solte fios com
um pouco de álcool líquido entre a sapatilha e a chaminé. Melhor que o papel com talco que
com o tempo acentua o problema. - Use pedaços de papel recortados em forma de quadrado
para secar as sapatilhas. Isso retardará o desgaste das mesmas, principalmente as das chaves
do registro agudo, que ficam mais úmidas que as demais. Lubrifique seu saxofone em
intervalo máximo de dois meses. O atrito de metal contra metal é a principal causa de jogo
nas chaves. Use uma pequena chave de fenda para colocar uma gota de óleo em cada junta
com parafuso e não se esqueça de lubrificar as molas.

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ORIENTAÇÕES PARA COMPRAR O INSTRUMENTO

Na hora de comprar um saxofone, temos dúvidas sobre as marcas de saxofones. São


recomendados para os iniciantes os saxofones de mecânica moderna “made in China”, porque
são baratos, mais fáceis de pagar, de boa afinação e anatomia moderna. Algumas marcas são
facilmente encontradas no mercado como: Michel, Dolphin, Coniff, Condor, Eagle, Vince,
CSA, Maxtone, Conductor, Stagg, Jupiter, HandCraft, Selmer Bandy, Shelter, Century, Olds,
L.A., Armstrong, Winston, Arena, Rmv, Pierret, Dolnet, York, Antigua, Winds, Buffet
Crampon, Conn e o nacional WERIL. Para quem deseja adquirir um instrumento superior
existem as linhas profissionais Yamaha, Yanagisawa, ou Selmer (Francês). Se preferir
comprar um instrumento mais antigo, os chamados instrumentos “vintage”, como por
exemplo: Martin, Buerscher, Conn, King, Galasso, Weril e outros, apesar de sua comprovada
e incontestável superioridade sonora, você pode se deparar com uma série de inconvenientes,
como afinação, mecânica ruim, ergonomia ruim e etc. Nesse caso é preciso consultar uma
pessoa experiente.

REPERTÓRIO BÁSICO PARA REFERÊNCIA

“A escuta musical, além de ser um prazer, é considerado parte dos estudos”.

Repertório sinfônico:

Quadros de uma exposição Modeste Mossorgsky - orquestração de Maurice Ravel, A


Criação do Mundo – Darius Milhaud, SuiteL`arlesiana - Georgies Bizet, Sinfonia Domestica
- Richard Strauss, Porgand Bess, Rapsody in blue - George Gershwin, Opera de quatsous -
Kurt Weill, OtenenteKijé op. 60 - Prokofiev, Concerto em memória de um anjo- Alban
Berg, Sinfonia nº 6 - Vaugham-Williams, Polyphonie- Pierre Boulez, Gruppen–Karlheinz
Stokhausen, West SideStory - Leonard Bernstein.

Concertos para saxofone e orquestra:

Concerto em Eb - Alexander Glazounov, Concertino da Câmera - Jacques Ibert, Concerto -


Pierre Max Dubois, Ballade - Henri Tomasi, Ballade - Frank Martin, Scaramouche–

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Darius Milhaud, Concertino para sax alto e orquestra - Radamés Gnattali, Fantasia para sax
soprano e orquestra - Villa Lobos.

Repertório camerístico (solo, duos e pequenas formações):

Capriceen Forme de Valse - Paul Bonneau, 12 Études-Caprices–EugèneBozza,


Improvisation I, II e III- Ryo Noda, Sequenza IX b - Luciano Berio, Aria - Eugène Bozza,
Sonate - Paul Hindemith, Sonatine Sportive - Alexandre Tcherepnine, Sonata Opus 19. -
Paul Creston, Quartett Op.109 - Alexander GLASOUNOV.

Métodos adicionais para o estudo do saxofone:

FERLING, W. 48 Études du Marcel Mule. París: Alphonse Leduc, 1946.

KLOSÉ, H. Methode Complete per Saxophones. París: Alphonse Leduc, 1951.

LACOUR, Guy. 50 Études Faciles et Progressives 1 e 2.París: Gérard Billaudot, 1989.

LONDEIX, Jean Marie. Exercises Méchaniques pour lês Saxophones vol. 1. París: Henry
Lemoine, 1961.

MULE, Marcel. Enseignement du Saxophone – 24 Études Faciles – A. Samie.París: Alphonse


Leduc, 1946.

PRATTI, Hubert. L´Alphabet du Saxophoniste-Méthodo pour débutants. París: Gérard


Billaudot, 1979.

CONCLUSÃO

Buscou-se neste trabalho, abordar a técnica básica e os principais benefícios proporcionados


pelo estudo consciente e sistemático delas, fundamentado nos principais pilares para uma boa

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execução do saxofone. Espera-se com isso, auxiliar nossos irmãos encarregados regionais,
locais e instrutores no ensino do instrumento, como também propagar e incentivar o estudo do
saxofone na música de concerto, visando um futuro próspero do mesmo dentro de nossas
orquestras.

Entretanto, é extremamente importante que os irmãos músicos e candidatos que desejam tocar
saxofone na CCB, estarem esclarecidos sobre qual é a proposta musical de uma orquestra e
que o saxofone oferece inúmeras possibilidades de som, por isso, é preciso estar atento e
consciente buscando sempre o timbre do instrumento referenciado na escola erudita do
saxofone.

É sabido que o estudo de qualquer instrumento musical exige disciplina durante uma vida
toda, é necessário ter paciência, força de vontade e saber que é somente com o tempo e a
prática constante que se alcançará um maior domínio técnico e mecânico sobre o instrumento.

A persistência ainda é o melhor método para vencer as dificuldades.

“Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma
recompensa” (II Crônicas – 15:7).

Nota

Todos os exercícios intitulados como Estudos Diários, deverão ser praticados na frente de um espelho
com o auxilio de metrônomo e afinador, observando a embocadura, respiração, postura, precisão
rítmica e afinação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMORIM, Bruno Barreto. A trajetória do saxofone no cenário musical erudito brasileiro


sob o enfoque do representacional. 169 p. Dissertação (Mestrado em Música) – Programa de

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Pós-Graduação em Música Stricto Sensu da Escola de Música e Artes Cênicas da


Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2012.
BATISTA, Paulo Cesar. A metodologia para o estudo do trompete. Dissertação (Mestrado
em Musicologia) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, 2010.
BENNETT, Roy. Instrumentos da orquestra. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.
CAPISTRANO, Rodrigo. Apostila para o primeiro festival de musica de câmara do Ceará
de 2006. Paraná, 2006.
EGLER, Guy. L’Enseignement du Saxophone. Pour Une Double Pedagogie. França, 1997.
LIMA, César Edgar Ribeiro. O Saxofone: História e Evolução, contributos para uma nova
sonoridade na Música Erudita. Belo Horizonte, UFMG, 2003.
FALLEIROS, Manu. O som do Sax - Método de Saxofone. São Paulo: Editora Hmp, 2008.
METAIS, Sax&,Revista. Melhore o som e a técnica nº 18. São Paulo: M e M editorial, 2008.
MIJAN, M. Técnica de Base - Escuela Moderna de Saxofone – Vol. 1 Cidade: Real Musical,
1976.
NASCIMENTO, Amarildo Coelho do. A respiração para instrumentos de sopro. Faculdade
Cantareira: São Paulo, 2015.
__________, Fundamentos do Trompete. Suzano: CCB, 2014.
PAIS, Erik Heimann. Sopro Novo Yamaha: Caderno de Saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale,
2008.
REGENMORTER, Paula J. Van. Brazilian music for saxophone: a Survey of solo and small
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University of Maryland, College Park, in partial fulfillment of the requirements for the
degree of Doctor of Musical Arts, 2009.
RYDLEWSKI, Paulo Eduardo de Mello. Uma Abordagem do Processo Composicional de
Mario Ficarelli a Partir da Análise de “Concertante para Sax Alto e Orquestra”.Dissertação
(Mestrado em Musicologia) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo,
1999. SOARES, Carlos. O saxophone na música de câmara de Heitor Villa-Lobos. UFRJ –
Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2001.

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