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Questões de direito Administrativo – Ato Administrativo

1. (CESPE/2008) O ato administrativo é nulo quando o motivo se encontrar dissociado


da situação de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua realização. A
vinculação dos motivos à validade do ato é representada pela teoria dos motivos
determinantes.

2. (CESPE/2010) Com a publicação da Lei nº 9.784/1999, que regula o processo


administrativo no âmbito da administração pública federal, houve significativa melhoria na
proteção dos direitos dos administrados e na execução dos fins da administração pública. A
lei mencionada estabelece normas básicas acerca do processo administrativo somente na
administração federal e estadual direta.

3. (CESPE/2010) Nos processos administrativos, busca-se a adequação entre meios e fins,


até mesmo com a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas
estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, visando à prevenção das
irregularidades.

4. (CESPE/2010) Antônio José moveu, na justiça comum, ação para responsabilização civil
contra o cônjuge de Sebastião. Nesse mesmo período, no órgão federal da administração
direta em que trabalha, surgiu a necessidade de Antônio José presidir processo
administrativo contra Sebastião. Nessa situação, Antônio José está impedido de atuar nesse
processo administrativo.

5. (CESPE/2010) Pedro Luís, servidor público federal, verificou, no ambiente de trabalho,


ilegalidade de ato administrativo e decidiu revogá-lo para não prejudicar administrados que
sofreriam efeitos danosos em consequência da aplicação desse ato. Nessa situação, a
conduta de Pedro Luís está de acordo com o previsto na Lei n.º 9.784/1999.

6. (CESPE/2009) O que fundamenta a anulação (ou invalidação) do ato administrativo é a


inconveniência ou inoportunidade do ato ou da situação gerada por ele.

7. (CESPE/2009) A revogação, possível de ser feita pelo Poder Judiciário e pela


administração, não respeita os efeitos já produzidos pelo ato administrativo.

8. (CESPE/2009) O direito adquirido, regra geral, é causa suficiente para impedir o


desfazimento do ato administrativo que contém vício de nulidade insanável.

9. (CESPE/2008) Não compete ao Poder Judiciário revogar atos administrativos do Poder


Executivo, sob pena de ofensa ao princípio da separação dos poderes.

10. (CESPE/2008) O ato administrativo pode ser revogado por ter perdido sua utilidade.

11. (CESPE/2008) A revogação do ato gera, em regra, eficácia desde a prolação do ato
ilegal.

12. (CESPE/2010) Carlos, servidor da Justiça Federal, responde a processo administrativo


nesse órgão e requereu a aplicação da Lei n.º 9.784/1999 no âmbito desse processo. Nessa
situação, é correto afirmar que tal aplicação é cabível.
13. (CESPE/2010) O ato de delegação não retira a atribuição da autoridade delegante, que
continua competente cumulativamente com a autoridade delegada para o exercício da
função.

14. (CESPE/2010) Os atos do processo administrativo dependem de forma determinada


apenas quando a lei expressamente a exigir.

15. (CESPE/2010) No processo administrativo, eventual recurso deve ser dirigido à própria
autoridade que proferiu a decisão, podendo essa mesma autoridade exercer o juízo de
retratação e reconsiderar a sua decisão.

16. (CESPE/2010) Interposto recurso administrativo, a autoridade julgadora federal, que


não pode ter recebido essa competência por delegação, pode, desde que o faça de forma
necessariamente fundamentada, agravar a situação do recorrente.

17. (CESPE/2010) A revogação de atos pela administração pública, por motivos de


conveniência e oportunidade, possui limitação de natureza temporal, como, por exemplo, o
prazo quinquenal previsto na Lei n.º 9.784/1999, no entanto não possui limitação de
natureza material.

18. (CESPE/2010) A competência é delegável, mas não é passível de avocação.

19. (CESPE/2010) A edição de atos de caráter normativo é um dos objetos de delegação.

20. (CESPE/2010) Conforme afirma a doutrina prevalente, o ato administrativo será sempre
vinculado com relação à competência e ao motivo do ato.

21. (CESPE/2009) O princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade retrata a


presunção absoluta de que os atos praticados pela administração pública são verdadeiros e
estão em consonância com as normas legais pertinentes.

22. (CESPE/2009) Os atos administrativos são presumidamente verdadeiros e conformes ao


direito, militando em favor deles uma presunção juris et de jure de legitimidade. Trata-se,
assim, de uma presunção absoluta, que não depende de lei expressa, mas que deflui da
própria natureza do ato administrativo, como ato emanado de agente integrante da estrutura
do Estado.

23. (CESPE/2009) Segundo a doutrina, a presunção de legitimidade é atributo do ato


administrativo e se caracteriza pelo reconhecimento de que os fatos alegados pela
administração são verdadeiros e são aptos a produzir seus efeitos.

24. (CESPE/2009) Segundo a jurisprudência dos tribunais superiores, o princípio de que a


administração pode revogar seus próprios atos, por motivos de conveniência ou
oportunidade, encontra empecilho diante da ocorrência de situação jurídica definitivamente
constituída e do direito adquirido.

25. (CESPE/2008) O ato administrativo é nulo quando o motivo se encontrar dissociado da


situação de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua realização. A vinculação
dos motivos à validade do ato é representada pela teoria dos motivos determinantes.

26. (CESPE/2008) A garantia de instância (caução) para a interposição de todo e qualquer


recurso administrativo está prevista em lei.
27. (CESPE/2008) A exigência do depósito prévio como pressuposto de admissibilidade do
recurso administrativo é uma exigência compatível com a CF.

28. (CESPE/2008) É pacífico o entendimento de que os decretos não são considerados atos
administrativos, pois são, em verdade, atos normativos secundários.

29. (CESPE/2008) A licença é definida como ato discricionário por meio do qual a
administração pública consente ao particular o desempenho de certa atividade.

30. (CESPE/2009) Na hipótese de decisão administrativa contrariar enunciado da súmula


vinculante, caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar,
explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade
ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso.

31. (CESPE/2009) Suponha que um servidor público tenha recebido uma delegação de
poderes e, com base nela, tenha editado determinado ato. Nessa situação, como houve
delegação, eventual impugnação judicial ao ato deve ser feita contra a autoridade delegante.

32. (CESPE/2009) O princípio da oficialidade, aplicável ao processo administrativo,


encontra-se presente no poder da administração de instaurar e instruir o processo, bem
como de rever suas decisões.

33. (CESPE/2010) A administração pública pode, independentemente de provocação do


administrado, instaurar processo administrativo, como decorrência da aplicação do princípio
da oficialidade.

Segue as questões gabaritadas e comentadas

1. (CESPE/2008) O ato administrativo é nulo quando o motivo se encontrar dissociado


da situação de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua realização. A
vinculação dos motivos à validade do ato é representada pela teoria dos motivos
determinantes.

GABARITO – CORRETO

Comentário: O ato discricionário – segundo a doutrina majoritária – não necessita


nos casos em que a lei facultar da motivação. Contudo, uma vez expostos os
motivos que determinaram o ato a eles o administrador público fica vinculado, ou
seja, motivou tem seguir os motivos. Caso contrário o ato passa a ser ilegal e
passível de anulação.

2. (CESPE/2010) Com a publicação da Lei nº 9.784/1999, que regula o processo


administrativo no âmbito da administração pública federal, houve significativa melhoria
na proteção dos direitos dos administrados e na execução dos fins da administração
pública. A lei mencionada estabelece normas básicas acerca do processo administrativo
somente na administração federal e estadual direta.

GABARITO – ERRADO
Comentário: A lei 9.784/99 Regula o processo administrativo no âmbito da
Administração Pública Federal. Não existe previsão legal para a administração
estadual.

3. (CESPE/2010) Nos processos administrativos, busca-se a adequação entre meios e


fins, até mesmo com a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida
superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, visando à
prevenção das irregularidades.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Pelo princípio da legalidade do art. 37 caput da CF/88 ao


Administrador só é dado fazer o que a lei determina ou autoriza e ainda assim
dentro dos estritos limites de sua determinação legal, não podendo haver medida
superior. O excesso ou desvio de finalidade acarreta o chamado abuso de poder
administrativo.

4. (CESPE/2010) Antônio José moveu, na justiça comum, ação para responsabilização


civil contra o cônjuge de Sebastião. Nesse mesmo período, no órgão federal da
administração direta em que trabalha, surgiu a necessidade de Antônio José presidir
processo administrativo contra Sebastião. Nessa situação, Antônio José está impedido
de atuar nesse processo administrativo.

GABARITO – CORRETO

Comentário: O art. Art. 18 da lei 9.784/99 prevê: “É impedido de atuar em processo


administrativo o servidor ou autoridade que:”

I – tenha interesse direto ou indireto na matéria;

II – tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou


representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou
parente e afins até o terceiro grau;

III – esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou


respectivo cônjuge ou companheiro.

5. (CESPE/2010) Pedro Luís, servidor público federal, verificou, no ambiente de


trabalho, ilegalidade de ato administrativo e decidiu revogá-lo para não prejudicar
administrados que sofreriam efeitos danosos em consequência da aplicação desse ato.
Nessa situação, a conduta de Pedro Luís está de acordo com o previsto na Lei n.º
9.784/1999.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Caso o ato revogação somente se presta a invalidar atos legais. Em


caso de atos ilegal o correto seria anulação!

6. (CESPE/2009) O que fundamenta a anulação (ou invalidação) do ato administrativo é


a inconveniência ou inoportunidade do ato ou da situação gerada por ele.
GABARITO – ERRADO

Comentário: O fundamento da anulação é a ilegalidade. Conveniência e


oportunidade são chamadas de critério de mérito, ou seja, o mecanismo correto
nesse caso é a revogação.

7. (CESPE/2009) A revogação, possível de ser feita pelo Poder Judiciário e pela


administração, não respeita os efeitos já produzidos pelo ato administrativo.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Dois erros: primeiro, revogação somente pela administração pública


(poder judiciário não revoga ato de outro poder). E os atos que geraram efeitos
(exauridos) não podem ser revogados.

8. (CESPE/2009) O direito adquirido, regra geral, é causa suficiente para impedir o


desfazimento do ato administrativo que contém vício de nulidade insanável.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Ato com vício insanável é ato ilegal e não gera direito adquirido,
podendo ser anulado a qualquer tempo.

9. (CESPE/2008) Não compete ao Poder Judiciário revogar atos administrativos do


Poder Executivo, sob pena de ofensa ao princípio da separação dos poderes.

GABARITO – CORRETO

Comentário: O poder judiciário não pode avaliar o mérito, por esse motivo não
revoga ato de outro poder.

10. (CESPE/2008) O ato administrativo pode ser revogado por ter perdido sua utilidade.

GABARITO – CORRETO

Comentário: É o chamado mérito, ou seja, conveniência e oportunidade da


administração pública.

11. (CESPE/2008) A revogação do ato gera, em regra, eficácia desde a prolação do ato
ilegal.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Dois erros: Primeiro, revogação é para ato legal; Segundo, os efeitos
da revogação são ex-nunc, ou seja prospectivos (do desfazimento para frente, não
retroagem).

12. (CESPE/2010) Carlos, servidor da Justiça Federal, responde a processo


administrativo nesse órgão e requereu a aplicação da Lei n.º 9.784/1999 no âmbito
desse processo. Nessa situação, é correto afirmar que tal aplicação é cabível.
GABARITO – CORRETO

Comentário: O processo administrativo é norma geral de aplicação do processo


administrativo, vindo a complementar as regras dos estatutos próprios de cada
órgão.

13. (CESPE/2010) O ato de delegação não retira a atribuição da autoridade delegante,


que continua competente cumulativamente com a autoridade delegada para o exercício
da função.

GABARITO – CORRETO

Comentário: A competência é intransferível, contudo ela é relativa, pois possibilita


a delegação. Nesse caso, passa-se somente a execução, ficando sempre a
titularidade com a autoridade delegante.

14. (CESPE/2010) Os atos do processo administrativo dependem de forma determinada


apenas quando a lei expressamente a exigir.

GABARITO – CORRETO

Comentário: A forma é o terceiro elemento do ato e é sempre vinculado a lei.


Lembrando que temos cinco elementos ou requisitos. Competência, finalidade,
forma, motivo e objeto.

15. (CESPE/2010) No processo administrativo, eventual recurso deve ser dirigido à


própria autoridade que proferiu a decisão, podendo essa mesma autoridade exercer o
juízo de retratação e reconsiderar a sua decisão.

GABARITO – CORRETO

Comentário: É o teor do Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em


face de razões de legalidade e de mérito.

§ 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se


não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior.

16. (CESPE/2010) Interposto recurso administrativo, a autoridade julgadora federal, que


não pode ter recebido essa competência por delegação, pode, desde que o faça de forma
necessariamente fundamentada, agravar a situação do recorrente.

GABARITO – CORRETO

Comentário: Atenção: O recurso administrativo pode agravar a penalidade, a


revisão administrativa não.

17. (CESPE/2010) A revogação de atos pela administração pública, por motivos de


conveniência e oportunidade, possui limitação de natureza temporal, como, por
exemplo, o prazo quinquenal previsto na Lei n.º 9.784/1999, no entanto não possui
limitação de natureza material.
GABARITO – ERRADO

Comentário: A limitação de natureza material diz respeito a matéria, que só pode


ser tratar de ato legal que será revogado por mérito administrativo, ou seja
conveniência e oportunidade.

18. (CESPE/2010) A competência é delegável, mas não é passível de avocação.

GABARITO – ERRADO

Comentário: A avocação esta prevista no art. Art. 15 da lei 9.784/99 “Será


permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente
justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão
hierarquicamente inferior.”

19. (CESPE/2010) A edição de atos de caráter normativo é um dos objetos de


delegação.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Vejam a previsão legal do art. 13 da lei 9.784/99.

Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:

I – a edição de atos de caráter normativo;

II – a decisão de recursos administrativos;

III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

20. (CESPE/2010) Conforme afirma à doutrina prevalente, o ato administrativo será


sempre vinculado com relação à competência e ao motivo do ato.

GABARITO – ERRADO

Comentário: O ato será sempre vinculado nos três primeiros requisitos ou


elementos, ou seja, competência, finalidade e forma. O motivo e o objeto podem ser
vinculados (em um ato vinculado) ou discricionários em um ato discricionário. O
certo é que todo ato, mesmo os discricionários possuem uma margem de
vinculação, que são os três primeiros elementos.

21. (CESPE/2009) O princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade retrata a


presunção absoluta de que os atos praticados pela administração pública são verdadeiros
e estão em consonância com as normas legais pertinentes.

GABARITO – ERRADO

Comentário: O princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade é relativo,


ou seja, iuris tantun, pois pode ser invalidado em caso de vício que o torne ilegal.
22. (CESPE/2009) Os atos administrativos são presumidamente verdadeiros e
conformes ao direito, militando em favor deles uma presunção juris et de jure de
legitimidade. Trata-se, assim, de uma presunção absoluta, que não depende de lei
expressa, mas que deflui da própria natureza do ato administrativo, como ato emanado
de agente integrante da estrutura do Estado.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Os atos administrativos nascem com aparência de legalidade é o


chamado atributo da presunção de legitimidade do ato administrativo e são iures
tantum ou relativos.

23. (CESPE/2009) Segundo a doutrina, a presunção de legitimidade é atributo do ato


administrativo e se caracteriza pelo reconhecimento de que os fatos alegados pela
administração são verdadeiros e são aptos a produzir seus efeitos.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Não ocorre o reconhecimento absoluto e sim relativo, os atos nascem


com simples “aparência de legalidade”.

24. (CESPE/2009) Segundo a jurisprudência dos tribunais superiores, o princípio de


que a administração pode revogar seus próprios atos, por motivos de conveniência ou
oportunidade, encontra empecilho diante da ocorrência de situação jurídica
definitivamente constituída e do direito adquirido.

GABARITO – CORRETO

Comentário: É o teor da súmula 473 do STF: A ADMINISTRAÇÃO PODE


ANULAR SEUS PRÓPRIOS ATOS, QUANDO EIVADOS DE VÍCIOS QUE OS
TORNAM ILEGAIS, PORQUE DELES NÃO SE ORIGINAM DIREITOS; OU
REVOGÁ-LOS, POR MOTIVO DE CONVENIÊNCIA OU OPORTUNIDADE,
RESPEITADOS OS DIREITOS ADQUIRIDOS, E RESSALVADA, EM TODOS
OS CASOS, A APRECIAÇÃO JUDICIAL.

25. (CESPE/2008) O ato administrativo é nulo quando o motivo se encontrar


dissociado da situação de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua
realização. A vinculação dos motivos à validade do ato é representada pela teoria dos
motivos determinantes.

GABARITO – CORRETO

Comentário: Em caso de motivação do ato administrativo fica o administrador


público preso aos motivos que determinaram o ato.

26. (CESPE/2008) A garantia de instância (caução) para a interposição de todo e


qualquer recurso administrativo está prevista em lei.

GABARITO – ERRADO
Comentário: Previsão legal da lei 9.784/99: “art. 56 § 2o Salvo exigência legal, a
interposição de recurso administrativo independe de caução.”

27. (CESPE/2008) A exigência do depósito prévio como pressuposto de admissibilidade


do recurso administrativo é uma exigência compatível com a CF.

GABARITO – ERRADO

Comentário: É ilegal a cobrança de deposito prévio para interposição de recurso.

28. (CESPE/2008) É pacífico o entendimento de que os decretos não são considerados


atos administrativos, pois são, em verdade, atos normativos secundários.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Os decretos são considerados atos administrativos decorrentes do


poder regulamentar e estão dispostos de duas formas: Regra: Decreto de execução;
Exceção (art. 84 VI a’ e b’) chamados de decretos autônomos, esse últimos
autorizados pela EC 32/2001.

29. (CESPE/2008) A licença é definida como ato discricionário por meio do qual a
administração pública consente ao particular o desempenho de certa atividade.

GABARITO – ERRADO

Comentário: Licença é ato vinculado e definitivo.

30. (CESPE/2009) Na hipótese de decisão administrativa contrariar enunciado da


súmula vinculante, caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a
reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões
da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso.

GABARITO – CORRETO

Comentário: Segue a referência legal dentro da lei 9.784/99

Art. 64-A. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula vinculante, o


órgão competente para decidir o recurso explicitará as razões da aplicabilidade ou
inaplicabilidade da súmula, conforme o caso.

Art. 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada


em violação de enunciado da súmula vinculante, dar-se-á ciência à autoridade
prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão
adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de
responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal

31. (CESPE/2009) Suponha que um servidor público tenha recebido uma delegação de
poderes e, com base nela, tenha editado determinado ato. Nessa situação, como houve
delegação, eventual impugnação judicial ao ato deve ser feita contra a autoridade
delegante.
GABARITO – ERRADO

Comentário: O ato impugnado deverá ser contra o delegado, pois a


responsabilidade do servidor é subjetiva, havendo a necessidade de comprovação
de dolo ou culpa do agente.

32. (CESPE/2009) O princípio da oficialidade, aplicável ao processo administrativo,


encontra-se presente no poder da administração de instaurar e instruir o processo, bem
como de rever suas decisões.

GABARITO – CORRETO

Comentário: O princípio da oficialidade (ou impulso oficial) determina que depois


de iniciado o processo pelo administrado, a competência para movimentá-lo até a
decisão final cabe a administração.

33. (CESPE/2010) A administração pública pode, independentemente de provocação do


administrado, instaurar processo administrativo, como decorrência da aplicação do
princípio da oficialidade.

GABARITO – CORRETO

Comentário: Essa é uma das funções do princípio da oficialidade, ou do impulso


oficial, ou seja, a administração pode iniciar sem a representação do administrado
ou depois de representado, seguir até a decisão final proferida.