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SEMIOLOGIA

NEUROLÓGICA
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO

DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO

DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO

DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO

DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO

DIAGNÓSTICO
DA
DEFICIÊNCIA
ANAMNESE: Paciente com
queixa de dificuldade para
subir escadas e para levantar
da posição sentada.
EXAME NEUROLÓGICO:
fraqueza muscular proximal nos
membros inferiores.

SÍNDROME DEFICITÁRIA
MOTORA
ANAMNESE: Paciente com
queixa de formigamento nos
pés.
EXAME NEUROLÓGICO:
diminuição das sensibilidades
táctil, dolorosa e vibratória
nos pés, até os tornozelos.

SÍNDROME DEFICITÁRIA
SENSITIVA
ANAMNESE: Paciente com queixa de que
quando machuca os pés não sente dor,
e que tem dificuldade para andar na
ponta dos pés e nos calcanhares.
EXAME NEUROLÓGICO: diminuição da
sensibilidade dolorosa nos pés e atrofia
e fraqueza distal nos membros
inferiores.

SÍNDROME DEFICITÁRIA
SENSITIVO-MOTORA
ANAMNESE: Paciente com queixa
de sudorese excessiva nos pés,
urgência miccional e dificuldade
para manter ereção durante ato
sexual.
EXAME NEUROLÓGICO: sudorese
excessiva nos membros inferiores.

SÍNDROME DEFICITÁRIA
AUTONÔMICA
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO

ANAMNESE: em geral define o diagnóstico


sindrômico
EXAME NEUROLÓGICO: em geral confirma ou amplia esse
diagnóstico
EXAMES COMPLEMENTARES: confirmam ou ampliam esse

diagnóstico
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO

DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO

DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO
DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO

DIAGNÓSTICO
DO LOCAL DA
LESÃO
ANAMNESE: Paciente com queixa de que
acordou pela manhã com a boca torta
para a direita e não conseguia movimentar
o braço e a perna esquerdos.
EXAME NEUROLÓGICO: hemiparesia
completa desproporcionada à esquerda,
com hipertonia e hiperreflexia.

LESÃO NO HEMISFÉRIO
CEREBRAL DIREITO
ANAMNESE: Paciente com queixa de
fraqueza e sensação de
formigamento na perna direita.
EXAME NEUROLÓGICO: fraqueza
muscular e diminuição das
sensibilidades táctil e dolorosa.

SÍNDROME DEFICITÁRIA SENSITIVO-MOTORA

DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO ?
DISTRIBUIÇÃO DA
ALTERAÇÃO SENSITIVA
NERVO RAIZ NERVO RAIZ
DISTRIBUIÇÃO DA
ALTERAÇÃO SENSITIVA
DISTRIBUIÇÃO DA
ALTERAÇÃO SENSITIVA
DISTRIBUIÇÃO DA
ALTERAÇÃO SENSITIVA

Links neuroscience

Links neuroscience
TIPOS DE SENSIBILIDADE
 SUPERFICIAL
– TACTIL
– DOLOROSA
– TÉRMICA

 PROFUNDA
– POSIÇÃO SEGMENTAR
– VIBRATÓRIA
– TACTIL DISCRIMINATÓRIA
TIPOS DE SENSIBILIDADE
 SUPERFICIAL NERVOS: FIBRAS FINAS

– TACTIL
MEDULA: TRATOS ANTERO-
– DOLOROSA LATERAIS
– TÉRMICA
PROJEÇÕES: TÁLAMO-
CORTICAIS

 PROFUNDA NERVOS: FIBRAS GROSSAS


– POSIÇÃO
SEGMENTAR MEDULA: TRATOS
POSTERIORES
– VIBRATÓRIA
– TACTIL PROJEÇÕES: TALAMO-
DISCRIMINATÓRIA CORTICAIS
SENSIBILIDADES
EXTEROCEPTIVA PROPRIOCEPTIVA

CRUZAMENTO

BULBO

MEDULA
EXAME NEUROLÓGICO
 TATO - algodão

 DOR – alfinete

 VIBRAÇÃO – diapasão

 POSIÇÃO SEGMENTAR - movimento


MOTRICIDADE
 TROFISMO
 TÔNUS
 FORÇA MUSCULAR
 REFLEXOS
 MOVIMENTOS ANORMAIS
 COORDENAÇÃO MOTORA
FORÇA MUSCULAR
FORÇA MUSCULAR
(Escala do Medical Research Council)

 NORMAL --------------------------- 5
 MOV. ATIVO CONTRA RESISTÊNCIA ---- 4
 MOV. ATIVO CONTRA GRAVIDADE ------ 3
 MOV. ATIVO ELIMINADA GRAVIDADE---- 2
 CONTRAÇÃO MUSCULAR SEM MOV. ------ 1
 AUSÊNCIA DE CONTRAÇÃO ------------- 0
REFLEXOS PROFUNDOS
NIVEL DE INTEGRAÇÃO DOS REFLEXOS
PROFUNDOS

 BICIPITAL ------------------------- C5 - C6
 TRICIPITAL ------------------------ C6 - C8
 ESTILORRADIAL -------------------- C5 - C6
-------------------- C7 - C8
 FLEXOR DOS DEDOS ----------------- C7 - C8 - T1
 PEITORAL -------------------------- C6/C7/C8 - T1

 COSTO ABDOMINAL ----------------- T6 - T9


 MÉDIO-PÚBICO --------------------- T6 - T12
 ADUTOR DA COXA ------------------- L2 - L4
 PATELAR --------------------------- L4 - L5
 AQUILEU --------------------------- S1 - S2
 FLEXOR DOS DEDOS DO PÉ ------------ S1 - S2
Unidade Motora
Atrofia Fascicul. Tônus Fraqueza Refl.Prof.

+/++ +/++
Neurônio motor
inf. hipotonia Focal /-
+/++ +/++ Focal/
Raiz, plexo nervo hipotonia
segment.
/-
Junção - -
neuromusc. normal Difusa normal

Músculo ±/+ ±/+ Difusa/


hipotonia
proximal

SNC X SNPeriférico
Atrofia Fascicul. Tônus Fraqueza Refl.Prof.

SNPeriférico ± ± hipotonia + 

Piramidal - - espastic. + 

Extrapiram. - - rigidez ± normal

Cerebelar - - hipotonia - 
MOTRICIDADE
NERVO RAIZ
MEDIANO: flexores profundos
dos dedos;

ULNAR: flexor curto do 5o. dedo;


Abdutor 5o. dedo;

RADIAL: extensores dos dedos;


extensores do punho;
MOTOR VOLUNTÁRIO

MOV. INVOLUNTÁRIOS

COORDENAÇÃO MOTORA
NERVOS CRANIANOS
OLFATÓRIO
NERVO ÓPTICO
NERVO ÓPTICO
 ACUIDADE VISUAL
 CAMPO VISUAL
 FUNDO DE OLHO
 REFLEXO FOTOMOTOR
– DIRETO
– CONSENSUAL
 REFLEXO DE ACOMODAÇÃO
NERVO OCULOMOTOR
NERVO OCULOMOTOR
 ABERTURA PALPEBRAL
 MOTILIDADE OCULAR
– RETOS SUPERIOR, MÉDIO E INFERIOR
– OBLÍQUO INFERIOR (OLHAR PARA CIMA E
PARA DENTRO)
 REFLEXO FOTOMOTOR
– DIRETO
– CONSENSUAL
 REFLEXO DE ACOMODAÇÃO
NERVO TROCLEAR
NERVO ABDUCENTE
NERVO TROCLEAR
 MOTILIDADE OCULAR
– OBLÍQUO SUPERIOR (OLHAR PARA BAIXO E
PARA DENTRO)

NERVO ABDUCENTE
 MOTILIDADE OCULAR
– RETO LATERAL (ABDUÇÃO)
NERVO TRIGÊMIO
NERVO TRIGÊMIO
NERVO TRIGÊMIO
NERVO TRIGÊMEO
 SENSIBILIDADE SUPERFICIAL DA FACE
(PELE E MUCOSAS)
 MOTRICIDADE (masseter, temporal,
pterigóide interno e externo) MASTIGAÇÃO
 REFLEXOS SUPERFICIAIS
– CÓRNEO-PALPEBRAL
– ESTERNUTATÓRIO (ou nasal)
 REFLEXO PROFUNDO
– MANDIBULAR (ou masseteriano ou da
mandíbula)
NERVO FACIAL
NERVO FACIAL
NERVO FACIAL
NERVO FACIAL
 MÍMICA DA FACE (incluindo platisma)
 SENSIBILIDADE GUSTATIVA 2/3
ANTERIORES DA LÍNGUA
 REFLEXOS PROFUNDOS
– ORBICULARIS OCULI (ou supraorbital,
glabelar, nasopalpebral)
– ORBICULARIS ORIS (ou perioral, oral, bucal,
nasomental)
 REFLEXOS SUPERFICIAIS
– CÓRNEO-PALPEBRAL
– PALMO-MENTUAL
 SINAL DE BELL
 SINAL DE CHVOSTEK
NERVO AUDITIVO
NERVO COCLEAR
NERVO VESTIBULAR
NERVO AUDITIVO
 AUDIÇÃO
– PROVA DE WEBER (sobre a cabeça)
– PROVA DE RINNE (aérea x óssea)
– PROVA DE SCHWABACH (óssea paciente x
examinador)
 VESTIBULAR
– NISTAGMO (fase lenta para o lado do fluxo da
endolinfa/ paralelo ao plano do canal)
Estímulo máx. componente rápido para mesmo lado
Estímulo mín. componente rápido para lado oposto

– DESVIO POSTURAL (desvio para o lado da fase


lenta do nistagmo)
GLOSSOFARÍNGEO e VAGO
GLOSSOFARÍNGEO e VAGO

 DESVIOS DO PÁLATO E ÚVULA

 GUSTAÇÃO 1/3 POST DA LÍNGUA

 SENSIBILIDADE DA FARINGE

 REFLEXO DO VÔMITO
ACESSÓRIO
 CORDAS VOCAIS

 ESTERNOCLEIDOMASTOIDEO
 TRAPÉZIO
HIPOGLOSSO
HIPOGLOSSO
 MOVIMENTAÇÃO DA LÍNGUA
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
 FUNÇÕES VEGETATIVAS

– PARASSIMPÁTICO (CRANIO-SACRAL)

– SIMPÁTICO (TÓRACO-LOMBAR)
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
 CONEXÕES CENTRAIS

– HIPOTÁLAMO

– SISTEMA LÍMBICO (giro cíngulo, ístmo, giro hipocampal e


uncus), giro subcaloso e retroesplenial, área piriforme,
hipocampo, estruturas subcorticais (amígdala e núcleos
septais)
– ínsula, lobo temp medial, giro orbital medial e post.

– TRONCO CEREBRAL
– Núcleos dos nervos cranianos
– Formação reticular (centros vasomotores, centro freq card,
centro respiratório reflexo)
– Centros inibitórios e facilitadores no mesencéfalo e no bulbo
– outros
PARASSIMPÁTICO (cranial)
 OCULOMOTOR
– n. Edinger-Westphal  pupila
 FACIAL
– n. salivatório sup  gland. submaxilar,
sublingual e mucosa boca e língua; gland.
Lacrimal, mucosa orbital, nariz, faringe post,
pálato mole e superior da boca.
 GLOSSOFARÍNGEO
– n salivatório inf  parótida, porções post e inf
da faringe e boca
 GLOSSOFARÍNGEO-VAGO-ACESSÓRIO
– n. eferente dorsal  coração, bronquíolos e
trato gastrointestinal (até cólon descendente)
PARASSIMPÁTICO (sacral)
Substância cinzenta intermédio-lateral
da medula espinhal sacral (S2 - S5)
v
Nervos pélvicos e Plexo pélvico
v
Bexiga, cólon descendente, reto, ânus e
genitália
SIMPÁTICO (tóraco-lombar)
Substância cinzenta intermédio-lateral
da medula espinhal toraco-lombar
(C8 ou T1 – L2 ou L3)
v
Raízes ventrais
cadeia gangliônica paravertebral
Plexo prevertebral e gânglio colateral
v
Vísceras
SIMPÁTICO (tóraco-lombar)
 Porção cervical
– Superior  segmento cefálico, seio
carotídeo e carótida e coração
– Média (C5 e C6)  coração e tireóide
– Inferior (C7 e C8)  coração e vasos
 Porção torácica
– Coração e pulmão
– Vasos sangüíneos, glând. sudoríparas,
outras estruturas glandulares e músc liso.
– Vísceras abdominais e pélvicas
INERVAÇÃO
PARASSIMPÁTICO SIMPÁTICO
Estruturas especiais Todas as partes
– PUPILAS do corpo
– GLÂNDULAS SALIVARES
– CORAÇÃO
– PULMÕES
– TRATO
GASTROINTESTINAL
– BEXIGA
– GENITAIS
FUNÇÃO
PARASSIMPÁTICO SIMPÁTICO
– MANUTENÇÃO DA – PREPARO DO
VIDA ORGANISMO PARA
– CONSERVAÇÃO DE AÇÃO
ENERGIA – GASTO DE ENERGIA
– CONTROLA – CONTROLA
ANABOLISMO, CATABOLISMO
EXCREÇÃO E – PREPARA O
REPRODUÇÃO ORGANISMO PARA O
– CONSERVA E COMBATE
RESTAURA ENERGIA E – AJUSTES RÁPIDOS AO
RESERVAS AMBIENTE
FUNÇÃO
Colinérgico Adrenérgico
ÓRGÃO PARASSIMPÁTICO SIMPÁTICO
OLHOS miose midríase
tensão lente (visão perto) abertura palpebral
Posição globo ocular p/ frente
 tensão lente (visão longe)
GL. LACRIMAIS lacrimejamento
SALIVARES salivação fluida Pouca saliva e espessa

PELE Piloereção/sudorese (Colinérg)

VASOS SANG. Vasodilatação glândulas e Vasoconstricção, hipertensão


genitália Vasoconstricção parcial cereb.
Vasodilat cerebr. e meníngea e meníngea (seguida dilat.)

CORONÁRIAS Vasoconstricção Vasodilatação


FUNÇÃO
Colinérgico Adrenérgico
ÓRGÃO PARASSIMPÁTICO SIMPÁTICO
CORAÇÃO Bradicardia,  fração de Taquicardia,  fração de
ejeção,  condução AV ejeção,  condução AV

PULMÕES Broncoconstricção,
Broncodilatação
 secreção brônquica

 tônus e mobilidade
GI  tônus e mobilidade
Relaxamento dos esfíncteres Relaxamento dos esfíncteres
 secreção glandular  secreção glandular (possível)
(Pâncreas secreção de (Fígado  glicogenólise,
insulina reduz glicose)  glicemia)
BEXIGA  tônus e mobilidade uretér  tônus e mobilidade uretra
Contração detrusor, relaxa Relaxamento detrusor, contrai
trígono e esfíncter int trígono e esfíncter int

Ereção e ejaculação Emissão sêmen e  ereção


GENITAIS
Secreção vaginal, ereção Contração trompa Fallópio,
clitoris e engurgitamento útero e gl. orgasmo;contr.
peq lábios uterina durante gravidez
LINGUAGEM E PRAXIA

ASTEROGNOSIA

APRAXIA
IDEOMOTORA
A
S IC
A
NÉ XI
M E
A AL
ANARTRIA
S IA
A
AF
AGNOSIA
AUDITIVA AGNOSIA
VISUAL
DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO

ANAMNESE: pode auxiliar em algumas situações a definir o


diagnóstico topográfico

EXAME NEUROLÓGICO: muito importante


para definir a topografia da lesão
EXAMES COMPLEMENTARES: em geral
auxiliam a definir o diagnóstico topográfico
DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO

DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO

DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO
DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO

DIAGNÓSTICO
DA CAUSA DA
DOENÇA

CURSO DE NEUROLOGIA
4o. ANO