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ONDAS E PARTÍCULAS

 Luz
 Onda (interferência – final do século XIX) versus partícula (efeito fotoelétrico –
virada do século XIX para XX)
 Possui caráter dual
sob determinadas condições sua característica ondulatória deve ser considerada;
sob outras condições seu comportamento corpuscular deve ser considerado

 Matéria
 Também deve apresentar caráter dual!
 Louis de Broglie (1924)
característica dual onda/partícula para a matéria
caráter ondulatório dos elétrons – prêmio Nobel em 1929
acompanhando os elétrons deve existir uma onda que guia, ou pilota cada elétron através do espaço
“Por um lado, a teoria quântica da luz não pode ser considerada satisfatória, pois ela define a
energia do corpúsculo de luz pela equação E = h, que contém a frequência . Dessa forma, uma teoria
puramente corpuscular nada contém que nos possibilite definir a frequência ; somos compelidos, no
caso da luz, a introduzir simultaneamente a idéia de corpúsculo e de periodicidade.
Por outro lado, a determinação do movimento estável dos elétrons no átomo introduz o conceito de
inteiros, e, até o momento, os únicos fenômenos envolvendo inteiros na física são a interferência e os
modos normais de vibração.
Tal fato sugeriu-me a idéia de que também os elétrons não podem ser considerados apenas como
corpúsculos, mas que uma periodicidade deve ser associada a eles.”

de Broglie, fala ao receber o prêmio Nobel em 1929.


 Segundo de Broglie, o comportamento dual também se aplica à
matéria
 Fóton: tem associado a ele uma onda luminosa, que governa seu movimento
 Matéria: tem associada a ela uma onda de matéria, que governa seu
movimento

SIMETRIA DA NATUREZA

 Comprimento de onda de de Broglie


 Para a luz vale:

𝑚𝑐 2 𝐸 𝑕𝜈 𝑕 ⇒ 𝑕
𝑝 = 𝑚𝑐 = = = = 𝜆=
𝑐 𝑐 𝑐 𝜆 𝑝

 Portanto, por analogia, para a matéria deve valer:

𝑕 𝑕 𝑕
𝜆= = ⇒ 𝜆= relação de de Broglie
𝑝 𝑚𝑣 𝑚𝑣
 Matéria e radiação
 Energia: 𝐸 = 𝑕𝜈

 Momento: 𝑝 = 𝑕/𝜆

 Exemplo
 Bola de beisebol
m = 1 kg ⇒  = 6,6 .10-25 Å
v = 10 m/s

 Elétron
E = 100 eV ⇒  = 1,2 Å

Comportamento ondulatório do elétron pode ser detectado;


Comportamento ondulatório da bola de beisebol não pode ser detectado!!!
 Primeira confirmação (teórica) para a hipótese de de Broglie
 Estados estacionários do modelo de Bohr para o átomo

raios das possíveis órbitas eletrônicas estáveis do elétron são dados pela equação de quantização

𝑕
𝐿 = 𝑚𝑣𝑟 = 𝑛 = 𝑛ℏ (postulado de Bohr)
2𝜋
portanto
𝑕
2𝜋𝑟 = 𝑛
𝑚𝑣

usando a relação de de Broglie encontramos

2𝜋𝑟 = 𝑛𝜆

ou seja, em um átomo somente serão permitidas as trajetórias eletrônicas estáveis cujo perímetro for
um múltiplo do comprimento de onda associado ao elétron

⇒ Concordância entre a relação de de Broglie e o postulado de Bohr (concordância entre teorias)


⇒ Falta base experimental
 Passos em direção a uma base experimental

 De Broglie sugere (1924) que um feixe de elétrons deveria apresentar difração


ao atravessar um pequeno orifício
 Einstein reporta (1925) a necessidade de se postular ondas de matéria a partir
de uma análise das flutuações em um gás de moléculas
 Einstein observa (1925) pequenos, porém mensuráveis efeitos de difração
devido a um feixe de moléculas
 Walter Elsasser sugere (1926) que os experimentos realizados por Clinton
Davisson com espalhamento de elétrons poderiam ser explicados por difração
de elétrons
 Clinton Davisson e Lester Germer (EUA), e George P. Thomson (Inglaterra)
demonstram simultanea- e independendemente (1927) a natureza ondulatória
dos elétrons
Davisson e Germer descobriram o efeito acidentalmente
G.P. Thomson (filho de J.J. Thomson) descobriu a propriedade ondulatória do elétron, enquanto que seu
pai descobriu a natureza corpuscular do elétron
Experimento de Davisson e Germer: difração de Bragg em um monocristal, por elétrons
Experimento de Thomson: difração de Debye-Scherrer em um policristal, por elétrons
 Experimento de Davisson-Germer

 Concepção original: analisar o arranjo dos átomos na superfície de uma amostra


de níquel, através do espalhamento elástico de um feixe de elétrons de baixa
velocidade pelo alvo de policristalino
análise da intensidade espalhada em função do ângulo  entre o feixe incidente e o alvo
do ângulo  de espalhamento
da ddp V aceleradora dos elétrons
resultados pareciam um tanto quanto monótonos

 Acidentalmente: foi conectada uma garrafa de ar líquido ao sistema, rompendo-


se o vácuo e resultando na oxidação do alvo de níquel que estava em alta
temperatura
a fim de se remover o óxido a amostra foi reduzida por um cuidadoso aquecimento sob um fluxo corrente
de hidrogênio
resultados totalmente novos foram obtidos após ser remontado o sistema
ocorrido: o aquecimento prolongado havia causado o desenvolvimento de regiões monocristalinas na
amostra
inesperados e estranhos resultados encontrados deviam-se à difração de elétrons em um monocristal
prosseguimento de seus experimentos e sua análise culminaram, em 1927, com a prova de que os
elétrons sofrem difração com um comprimento de onda dado por

𝑕
𝜆=
𝑝
cátodo (filamento incandescente)
ânodo
Montagem experimental
detector móvel
feixe de elétrons

alvo de níquel (monocristal)

Diagramas polares de  em diferentes voltagens V, para  = 90° – interferência Intensidade x , para V = 54 V

 = 0°

corrente no coletor (u.a)


 = 50°

 = 90°  (°)
44 V 48 V 54 V 64 V 68 V 0 25 50 75

Adaptado de http://www.leif iphysik.de/web_ph11_g8/versuche/07davisson/davisson.htm


 Resultados obtidos
diagramas polares para diversas voltagens, para  = 90°, mostram que a intensidade de corrente medida no
coletor é máxima ⇒ para V = 54 V
⇒ em  = 50°
cálculo do comprimento de onda de de Broglie ⇒ h = 6,626 .10-34 J.s
⇒ m = 9,11 .10-31 kg
⇒ V = 54 V ⇒ K = 54 .1,6 .10-19 J

𝑕 𝑕
𝜆𝑑𝐵 = = ⇒  = 1,67 Å
𝑝 2𝑚𝐾

portanto, se estiver ocorrendo o fenômeno de difração por elétrons, o comprimento de onda associado ao
élétron vale  = 1,67 Å

 Experimento de raios-X com o MESMO cristal


obteve-se o espaçamento entre os planos cristalinos d = 2,15 Å
condição de Bragg para o feixe difratado ⇒  = 50°

𝑑 sin 𝜃 = 𝜆𝑒𝑥𝑝 (𝑛 = 1) ⇒  = 1,65 Å

excelente concordância entre  dB e  exp ⇒ provam a validade da equação de de Broglie


⇒ provam caráter ondulatório do elétron (difração)
 Dualidade onda-partícula

 Física clássica
entes são partículas ou ondas

 Início do século XX
teoria ondulatória de Maxwell à radiação + descoberta de partículas elementares de matéria (nêutron,
pósitron)

dualidade onda-partícula: modelo ondulatório versus modelo corpuscular
apenas um modelo se aplica, dependendo das circunstâncias: ente pode atuar como partícula
(localizada) ou como onda (não localizada), mas não como ambos simultaneamente

 Princípio da Complementariedade

 Niels Bohr (1927)


modelo corpuscular e ondulatório são complementares: se uma medida prova o caráter ondulatório da
radiação ou da matéria, então é impossível provar seu caráter corpuscular na mesma medida
radiação e matéria não são apenas ondas, ou apenas partículas ⇒ caráter mais geral
situações extremas: pode ser aplicado um modelo mais simples, ondulatório ou corpuscular
ligação entre os dois modelos ⇒ interpretação probabilística da dualidade onda-partícula

radiação: Albert Einstein matéria: Max Born


 Modelo simples da radiação

 Ondulatório
1 2  : campo elétrico
𝐼= 𝜀
𝜇0 𝑐 I : intensidade da radiação; energia radiante contida em uma
unidade de volume (valor médio do vetor de Poynting)

 Corpuscular
N : número médio de fótons por unidade de tempo que cruzam uma
𝐼 = 𝑁𝑕𝜈 unidade de área perpendicular à direção de propagação
I : intensidade da radiação

Albert Einstein (1905) ⇒ sugere pela primeira vez (ef. fotoelétrico) que

I (intensidade da luz)  N (número médio de fótons)

 Unificação onda-partícula para a radiação

1 2
𝐼= 𝜀 = 𝑁𝑕𝜈 ⇒ 𝜀2 = 𝑁
𝜇0 𝑐
 Comparando radiação e matéria
𝑥
 Onda de radiação 𝜀 𝑥, 𝑡 = 𝐴 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡 = 𝐴 sin 2𝜋 − 𝜈𝑡
𝜆
  onda de radiação associada a um f óton: satisf az a equação da onda de Maxwell

𝜀2  medida da probabilidade de encontrar um f óton em uma certa região em um dado instante

𝜀 = 𝜀1 + 𝜀2  ondas superpostas: vale o princípio de superposição

 Onda de matéria 𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝐴 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡


  onda de matéria associada a uma partícula: satisf az a equação de Schrödinger

𝜓2  medida da probabilidade de encontrar uma partícula em um dado ponto em um dado instante

𝜓 = 𝜓1 + 𝜓2  ondas superpostas: vale o princípio de superposição

 Diferenças fundamentais entre onda e partícula

Ondas podem se sobrepor de f orma a se cancelarem (f ora de f ase; interf erência destrutiva)
Partículas não podem se combinar de f orma a se cancelarem

Ondas são delocalizadas no espaço


Partículas são localizadas no espaço
 Ondas versus pacotes de ondas

 Onda – delocalizada – se extende até o infinito

 Pacote de duas ondas – regiões localizadas


𝐴1 𝑥, 𝑡 = 𝐴0 sin 𝑘1 𝑥 − 𝜔1 𝑡
𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝐴1 𝑥, 𝑡 + 𝐴2 𝑥, 𝑡
𝐴2 𝑥, 𝑡 = 𝐴0 sin 𝑘 2 𝑥 − 𝜔2 𝑡

𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝐴0 sin 𝑘1 𝑥 − 𝜔1 𝑡 + sin 𝑘2 𝑥 − 𝜔2 𝑡

𝑘1 + 𝑘 2 𝑘1 − 𝑘 2
chamando 𝑘= Δ𝑘 = ⟹ 𝑘1 = 𝑘 + Δ𝑘
2 2
𝑘 2 = 𝑘 − Δ𝑘
𝜔1 + 𝜔2 𝜔1 − 𝜔2
𝜔= Δ𝜔 = ⟹ 𝜔1 = 𝜔 + Δ𝜔
2 2
𝜔2 = 𝜔 − Δ𝜔

sin 𝐴 ± 𝐵 = sin 𝐴 cos𝐵 ± sin 𝐵 cos𝐴


substituindo na equação para A(x,t), usando as relações trigonométricas
cos 𝐴 ± 𝐵 = cos𝐴 cos𝐵 ∓ sin 𝐴 sin 𝐵

chegaremos à equação para o pacote de duas ondas:

𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝐴0 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡 cos Δ𝑘𝑥 − Δ𝜔𝑡


𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝐴0 sin 𝑘1 𝑥 − 𝜔1 𝑡 + sin 𝑘2 𝑥 − 𝜔2 𝑡 = 2𝐴0 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡 cos Δ𝑘𝑥 − Δ𝜔𝑡

A1 A0sin

A2 2A0cos

A1 +A2 2A0sin.cos
2 ondas infinitas ondas

3 ondas
 Pacote de infinitas ondas – 1 pacote localizado

Forma mais geral de uma onda: 𝜓𝑘 𝑥, 𝑡 = 𝑎𝑒 𝑖 𝑘𝑥 −𝜔𝑡


= 𝑎 cos 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡 + 𝑖 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡

Pacote com inf initas ondas de números de onda desde 𝑘0 − Δ𝑘 até 𝑘0 + Δ𝑘 ( 𝑘0 − Δ𝑘 ≤ 𝑘 ≤ 𝑘0 + Δ𝑘 )

𝑘 0 +Δ𝑘 𝑘 0 +Δ𝑘

𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝜓𝑘 𝑥, 𝑡 𝑑𝑘 = 𝑎𝑒 𝑖 𝑘𝑥 −𝜔𝑡
𝑑𝑘
𝑘 0 −Δ𝑘 𝑘 0 −Δ𝑘

𝑝2 ℏ2 𝑘 2 ℏ 2
 e k são dependentes: 𝐸= ⟹ ℏ𝜔 = ⟹ 𝜔= 𝑘
2𝑚 2𝑚 2𝑚

𝑑𝜔
Expandindo  em Série de Taylor, em torno de k  k0 : 𝜔 = 𝜔0 + 𝑘 − 𝑘0 + ⋯
𝑑𝑘 𝑘0

𝑘 0 +Δ𝑘
𝑑𝜔
𝑖 𝑘𝑥 −𝜔 0 𝑡− 𝑘−𝑘 0 𝑡
𝑑𝑘 𝑘 0
Substituindo na equação: 𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝑎𝑒 𝑑𝑘
𝑘 0 −Δ𝑘

Chamando 𝑘 − 𝑘0 = 𝜁 os limites de integração passam a 𝑘 = 𝑘0 − Δ𝑘 ⟶ 𝜁 = −Δ𝑘


𝑘 = 𝑘0 + Δ𝑘 ⟶ 𝜁 = +Δ𝑘
Substituindo:
+Δ𝑘 +Δ𝑘
𝑑𝜔 𝑑𝜔
𝑖 𝜁𝑥 +𝑘 0 𝑥−𝜔 0 𝑡− 𝜁𝑡 𝑖𝜁 𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘 0 𝑑𝑘 𝑘 0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝑎𝑒 𝑑𝜁 = 𝑎𝑒 𝑖 𝑘 0 𝑥−𝜔 0 𝑡 𝑒 𝑑𝜁
−Δ𝑘 −Δ𝑘

𝑒 𝑖𝜃 + 𝑒 −𝑖𝜃
Lembrando que: = cos 𝜃
2
𝑒 𝑖𝜃 − 𝑒 −𝑖𝜃
= sin 𝜃
2𝑖
𝑒 𝑖𝜃 = cos 𝜃 + 𝑖 sin 𝜃

a integral f ica:
+Δ𝑘 +Δ𝑘
𝑑𝜔 𝑑𝜔
𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝑎 cos 𝑘0 𝑥 − 𝜔0 𝑡 + 𝑖 sin 𝑘0 𝑥 − 𝜔0 𝑡 cos 𝜁 𝑥 − 𝑡 𝑑𝜁 + 𝑖 sin 𝜁 𝑥 − 𝑡 𝑑𝜁
𝑑𝑘 𝑘0 𝑑𝑘 𝑘0
−Δ𝑘 −Δ𝑘

Paridade das f unções trigonométricas:


+Δ𝑘 Δ𝑘

cosseno é uma f unção par cos = 2 cos


−Δ𝑘 0
+Δ𝑘

seno é uma f unção ímpar sin = 0


−Δ𝑘
A equação f ica, portanto:

Δ𝑘
𝑑𝜔
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡 + 𝑖 sin 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡 cos 𝜁 𝑥 − 𝑡 𝑑𝜁
𝑑𝑘 𝑘0
0
𝑑𝜔
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝑘
𝑑𝑘 𝑘0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡 + 𝑖 sin 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝜔
𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘0

Tomando apenas a parte real:

𝑑𝜔
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝑘
𝑑𝑘 𝑘0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝜔
𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘0

sin 𝜙
Onda senoidal Modulação – f unção sinc 𝜙 =
𝜙
𝑑𝜔
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝑘
𝑑𝑘 𝑘0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝜔
𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘0
 Simetria das variáveis x e t: pacotes de infinitas ondas

Forma mais geral de uma onda: 𝜓𝑘 𝑥, 𝑡 = 𝑎𝑒 𝑖 𝑘𝑥 −𝜔𝑡


= 𝑎 cos 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡 + 𝑖 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡

(i) Pacote com inf initas ondas de números de onda desde 𝑘0 − Δ𝑘 até 𝑘0 + Δ𝑘 ( 𝑘0 − Δ𝑘 ≤ 𝑘 ≤ 𝑘0 + Δ𝑘 )

𝑘 0 +Δ𝑘 𝑘 0 +Δ𝑘

𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝜓𝑘 𝑥, 𝑡 𝑑𝑘 = 𝑎𝑒 𝑖 𝑘𝑥 −𝜔𝑡
𝑑𝑘
𝑘 0 −Δ𝑘 𝑘 0 −Δ𝑘

Solução 𝑑𝜔
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝑘
𝑑𝑘 𝑘0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝜔
𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘0

(ii) Pacote com inf initas ondas de f requência angular desde 𝜔0 − Δ𝜔 até 𝜔0 + Δ𝜔 ( 𝜔0 − Δ𝜔 ≤ 𝜔 ≤ 𝜔0 + Δ𝜔 )
𝜔 0+Δ𝜔 𝜔 0+Δ𝜔

𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝜓𝜔 𝑥, 𝑡 𝑑𝜔 = 𝑎𝑒𝑖 𝑘𝑥−𝜔𝑡 𝑑𝜔
𝜔 0−Δ𝜔 𝜔 0 −Δ𝜔

Solução
𝑑𝑘
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝜔
𝑑𝜔 𝜔 0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝑘
𝑥− 𝑡
𝑑𝜔 𝜔 0
 Resumindo

 Onda – delocalizada – se extende até o infinito

𝜓 𝑥, 𝑡 = 𝐴 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡

 Pacote de duas ondas – regiões localizadas

𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝐴0 sin 𝑘𝑥 − 𝜔𝑡 cos Δ𝑘𝑥 − Δ𝜔𝑡

 Pacote de infinitas ondas – função localizada

𝑑𝜔
sin 𝑥−
𝑡 Δ𝑘
𝑑𝑘 𝑘 0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝜔
𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘0
𝑑𝑘
sin 𝑥 − 𝑡 Δ𝜔
𝑑𝜔 𝜔0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝑘
𝑥 −𝑡
𝑑𝜔 𝜔 0
 Velocidade da partícula e da onda de matéria a ela associada

𝑑𝜔 vf
sin 𝑥 − 𝑡 Δ𝑘
𝑑𝑘 𝑘 0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝜔
𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘 0
vg
𝑑𝜔
 O máximo da onda moduladora se move à velocidade de grupo 𝑣𝑔 =
𝑑𝑘 𝑘0
ℏ 2 𝑑𝜔 ℏ𝑘0
Lembrando que 𝜔= 𝑘 ⟹ =
2𝑚 𝑑𝑘 𝑘0 𝑚
ℏ𝑘 0
a velocidade de grupo será 𝑣𝑔 =
𝑚

Relacionando a onda à partícula, usando a relação de de Broglie, teremos


ℏ𝑘 0
𝑝 = ℏ𝑘 0 = 𝑚𝑣partícula ⟹ 𝑣partícula =
𝑚

e portanto a velocidade da partícula está relacionada à velocidade de grupo da onda a ela associada

𝑑𝜔
𝑣partícula = 𝑣grupo =
𝑑𝑘 𝑘0
𝜔0
 O máximo da onda modulada se move à velocidade de fase 𝑣𝑓 =
𝑘0
ℏ 2 𝜔0 ℏ𝑘 0 𝑣𝑔
Novamente, lembrando que 𝜔= 𝑘 ⟹ = =
2𝑚 𝑘0 2𝑚 2
𝑣𝑔
a velocidade de fase será 𝑣𝑓 =
2

e portanto a velocidade da partícula está relacionada à velocidade de fase da onda a ela associada

𝜔0
𝑣partícula = 2𝑣fase = 2
𝑘0

 A onda de de Broglie (pacote de infinitas ondas) descreve muito bem uma partícula

 é localizada
 sua velocidade de grupo é idêntica à velocidade da partícula

Podemos, então, descrever o movimento de uma partícula através de um pacote de ondas? NÃO!!!

PACOTES DE ONDAS MODIFICAM SUA FORMA NO TEMPO: SE DESMANCHAM


x
 Princípio de Incerteza (x e p)
𝑑𝜔
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝑘
𝑑𝑘 𝑘0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝜔
𝑥− 𝑡
𝑑𝑘 𝑘0

 Estimativa da largura do pacote (distância entre os zeros à esquerda e à direita)

𝑑𝜔
𝑥𝑒 − 𝑡 Δ𝑘 = −𝜋
𝑑𝜔 𝑥 𝑒 = sin −𝜋 𝑑𝑘 𝑘 0
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝑘 = 0
𝑑𝑘 𝑘0 𝑥 𝑑 = sin +𝜋 𝑑𝜔
𝑥𝑑 − 𝑡 Δ𝑘 = +𝜋
𝑑𝑘 𝑘 0
2𝜋
A distância entre os dois zeros será, portanto, Δ𝑥𝑚𝑖𝑛 = 𝑥 𝑑 − 𝑥 𝑒 =
Δ𝑘

2𝜋
de f orma que a precisão é Δ𝑥 ≥ Δ𝑥 𝑚𝑖𝑛 ⟹ Δ𝑥 ≥ Δ𝑝 = ℏΔ𝑘
Δ𝑘

Lembrando que Δ𝑝 = ℏΔ𝑘 chegamos a

Δ𝑥. Δ𝑝 ≥ 2𝜋ℏ princípio de incerteza


t
 Princípio de Incerteza (t e E)
𝑑𝑘
sin 𝑥 − 𝑡 Δ𝜔
𝑑𝜔 𝜔0
𝜓 𝑥, 𝑡 = 2𝑎 cos 𝑘 0 𝑥 − 𝜔0 𝑡
𝑑𝑘
𝑥 −𝑡
𝑑𝜔 𝜔0

 Estimativa da largura do pacote (distância entre os zeros à esquerda e à direita)

𝑑𝑘
𝑥 − 𝑡𝑒 Δ𝜔 = −𝜋
𝑑𝑘 𝑡𝑒 = sin −𝜋 𝑑𝜔 𝜔0
sin 𝑥− 𝑡 Δ𝜔 = 0
𝑑𝜔 𝜔0 𝑡𝑑 = sin +𝜋 𝑑𝑘
𝑥 − 𝑡𝑑 Δ𝜔 = +𝜋
𝑑𝜔 𝜔0

2𝜋
A distância entre os dois zeros será, portanto, Δ𝑡𝑚𝑖𝑛 = 𝑡𝑑 − 𝑡𝑒 =
Δ𝜔

2𝜋
de f orma que a precisão é Δ𝑡 ≥ Δ𝑡𝑚𝑖𝑛 ⟹ Δ𝑡 ≥
Δ𝜔

Lembrando que Δ𝐸 = ℏΔ𝜔 chegamos a

Δ𝑡. Δ𝐸 ≥ 2𝜋ℏ princípio de incerteza


 Princípio de Incerteza de Heisenberg

 Definindo x e t como sendo a meia largura à meia altura, aparece um fator ½


nas equações

Δ𝑥. Δ𝑝 ≥ 𝜋ℏ
Δ𝑡. Δ𝐸 ≥ 𝜋ℏ

Essas duas equações foram apresentadas por Werner Heisenberg, em 1927

 No mundo macroscópico, como  é muito pequeno  x e t são muito pequenos

𝑥 ≫ Δ𝑥
𝑝 ≫ Δ𝑝
𝑡 ≫ Δ𝑡
𝐸 ≫ Δ𝐸

e não tomamos presença do princípio de incerteza


 No mundo microscópico: um exemplo
Um elétron se move na direção horizontal (y); queremos determinar sua coordenada x.

x
primeiro mínimo
y
máximo da
d difração
px
elétron py
py

fenda
primeiro mínimo
anteparo

Experimento – colocamos uma fenda (largura d = x) no caminho do elétron


se ele passar pela fenda, saberemos sua coordenada x com uma imprecisão x
𝜆
𝑑 sin 𝜃 = Δ𝑥 sin 𝜃 = 𝜆 ⟹ Δ𝑥 =
sin 𝜃
a fenda colocada provoca difração  comportamento ondulatório
a projeção px do momento no eixo x fornece sua imprecisão p
𝑕 𝑕
Δ𝑝 ≥ 𝑝 sin 𝜃 = sin 𝜃 ⟹ Δ𝑝 ≥ sin 𝜃
𝜆 𝜆
multiplicando as duas equações, obtemos Δ𝑥. Δ𝑝 ≥ 𝑕
(fator 2: forma de definir a imprecisão)
Com a fenda e o anteparo: obtivemos informações a respeito da posição x do elétron (imprecisão x)
perdemos resolução em seu momento p (imprecisão p)

Sem a fenda e o anteparo: o elétron iria se mover na direção y


saberíamos o valor exato de seu momento py (px = 0) (p = 0)
não teríamos nenhuma informação a respeito de sua posição x (x = )