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Oficina - 2018 LIDERANÇA CRISTÃ: A CLAREZA, O RENOVO E A MISSÃO

LIDERANÇA CRISTÃ: A CLAREZA, O RENOVO E A MISSÃO.


Você pode até ser bom líder para os homens, mas ser um líder de Deus são outros 500!
Nós temos diante de nós uma realidade desafiadora de "construir" uma nova geração de
lideres cristãos: mulheres e homens de Deus que respirem Sua Palavra, que cultivem
intimidade com Ele, que saibam discernir Sua vontade nos acontecimentos mais
corriqueiros da vida.

1 – A CLAREZA:
- O Chamado e a sua resposta - Um chamado "natural", “desafiador", profundo,
excêntrico, místico! Como saber? Como discernir? (ITm.1:12-19). É preciso ter clareza,
trazer à memória e perseverar firmemente!
“Conhecimento é para compromisso”.
A resposta ao chamado depende muito da nossa disposição para servimos a Deus a ao
próximo (Compromisso vertical e horizontal).

- O líder e a oração: o seu termômetro.


“Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum
poder".
"A questão não é orar até que Deus nos ouça o que lhe pedimos, mas até entender
aquilo que Ele nos pede." (Sóren Kierkegaard).

a) Eu e meus pecaditos: um convite à humildade.


"Eu" não posso ser líder espiritual, não posso conduzir o povo de Deus, se não tiver a
capacidade de reconhecer o pecado em mim, primeiramente. Não é o pecado dos outros
que interessa, primeiramente, mas o seu próprio pecado.
b) Precisa-se de intercessores que “vistam a camisa”.
Talvez tivéssemos que gastar muito tempo falando da vida apaixonada de Neemias,
Moisés, Josué, Davi e tantos outros líderes que a Bíblia apresenta. Uma coisa iríamos
encontrar neles: "paixão" pelo povo que eles lideravam. Como líderes, temos que orar
apaixonadamente pelos integrantes do nosso grupo.

- Os custos da liderança.
“Ninguém lhe prometeu um mar de rosas!”
a) Auto-sacrifício
O auto-sacrifício é parte do preço que deve ser pago diariamente (Lc.9:23). Fugir do
auto-sacrifício é fugir do próprio cristianismo. Todas as pessoas chamadas por Deus
para liderar o seu povo, caracterizaram-se pela prontidão para renunciar preferências e
privilégios pessoais, para sacrificar desejos legítimos e até naturais, por amor a Deus e
ao próximo.

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b) Solidão
Na verdade, a tarefa de liderar requer uma disposição para caminhar no deserto,
sabendo que o “Senhor está comigo”.
Pela sua própria natureza, o líder está numa condição de solidão, ele precisa estar à
frente de seus seguidores, ter visão na frente, deve estar preparado para caminhar
sozinho quando for necessário.
c) Pressão e Perplexidade
Aqueles que nunca se viram numa posição de liderança poderiam pensar que uma
experiência maior e uma comunhão mais longa com Deus, resultariam em maior
facilidade para se discernir a Sua vontade, em situações complexas e de perplexidade.

2 – O RENOVO: como perseverar?


O trabalho que fazemos como líderes cristãos, pode levar-nos ao esgotamento, que é
muito mais do que cansaço físico, é algo profundo e, portanto, difícil de tratar.
De um modo geral, todo trabalho tende a esgotar-nos, por uma razão simples: somos
finitos e o trabalho consome nossas energias. Se não estamos enganados, o trabalho
cristão concentra, dentro de sua estrutura, fatores adicionais que podem contribuir para
nosso esgotamento.
São pessoas como nós a quem Jesus faz o seu convite: “Vinde a mim, todos os que
estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei.” (MT 11:28).
Deus diz a Moisés: “A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (ÊX
33:14).
A possibilidade de refrigério e renovação não se limita a um dia, nem a certo lugar, nem
à ausência de atividade física. Está ligada à presença de Deus. Portanto, o seu
“descanso” sempre está disponível, pois se dá no relacionamento com Cristo, que nos
mostra o Pai (v.27). Sua fonte é espiritual, porém se derrama em toda a extensão de
nossas atividades cotidianas.
Jesus nos dá conhecimento do Pai, e diz que esse produz descanso para nossas almas. O
discipulado que Jesus oferece, ao contrário do que os judeus oferecem, traz descanso.
Não na inatividade, mas por um jugo novo para o serviço, que não é pesado. Quando
nosso discipulado é uma fonte de esgotamento e ansiedade, e carga excessiva,
precisamos perguntar o que tem acontecido da nossa relação com Jesus. Como Jesus
nos dá descanso nessa relação com Ele?
1. Remove o jugo da lei de nosso ombros.
Vivemos, num mundo de pressões. Sofremos todo tipo de cobrança em casa, na
igreja, na escola, na universidade, no trabalho.
2. Jesus toca na fonte de esgotamento em nossas vidas.
O que nos leva ao esgotamento no trabalho?
Ansiedade. Nosso desempenho no ministério, como líderes, é fonte de grande
ansiedade, e nós sabemos que nada consome mais energia e nos cansa tanto como a
ansiedade profunda e persistente. O trabalho se converte em um peso.
Os temores que somamos ao ministério.
3. Jesus remove, lenta e progressivamente, de nossas almas, o jugo do ativismo.

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Podemos estar ativos, dada a nossa necessidade compulsiva de estarmos


ocupados, alimentados por uma ideia distorcida de Deus.
Podemos estar ativos, com a energia que o descanso e a renovação de Jesus
trazem a nosso interior.

3 - A MISSÃO - Dicas de liderança para liderança.

- Liberte-se do perfeccionismo e dos números: você está aqui para servir a Deus, e
não para cumprir metas de produtividade!
- Esqueça as grandes obras: busque a integridade, a simplicidade e a constância.
- Lembre-se do contexto estrutural: Não há igreja (institucionalmente) perfeita. Apesar
dos problemas, tenha certeza do chamado de Deus, e persevere em Cristo e na comunhão
dos irmãos.
- Cuidado com debates doutrinários ou outros sem sentido: a missão de levar a
Cristo deve ser o centro e foco de tudo (I Timóteo 1:3-7).
- Respeite opiniões diferentes e evite escandalizar: somos um grupo muito diverso,
precisamos discernimento no agir, no falar e no calar (Paulo prega, a judeus e gentios,
como?).
- Cuidado na escolha de líderes (“A ninguém imponhais...”): com o tempo, os frutos
aparecerão, e você saberá discernir as boas árvores.
- Lembre-se da condição financeira do grupo, nada de projetos megalomaníacos!
- O grupo dos jovens, de certa forma é, por sua estrutura, muito cíclico: precisamos
de constante capacitação e divulgação, para a entrada de novos jovens missionários, a
fim de que o evangelismo não pare.
- Entenda que sempre haverá muito trabalho a fazer: sempre haverá necessidades e
oportunidades que superam nossa capacidade para responder a elas. Como podemos
descansar, quando constantemente há o algo mais para fazermos? Prioridades e
urgências.
- Levamos sempre o trabalho conosco: nossa missão não acaba no encerramento da
reunião do sábado. Temos sempre a responsabilidade de orar, de pensar
estrategicamente, de planejar como será o próximo encontro, os treinamentos, etc. Essa
atividade toda pode, muitas vezes, produzir muita ansiedade e desgaste emocional e
espiritual.
- Celebre a disciplina e exercite a dependência em Cristo: não podemos esquecer da
oração, da vida devocional, da comunhão com Deus e de outros elementos de nossa
espiritualidade, que servirão de amortecedores de nosso cansaço físico e espiritual.

Bibliografias:
Bíblia toda, com foco em Timóteo, Jonas e Neemias.
Jeriel Santos. “LIDERANÇA CRISTÃ - Um estilo de vida”, e “LIDERANÇA ESPIRITUAL – Responsabilidade e Desafios”.
John Stott. Desafio da Liderança Cristã. ABU Editora.
Eugene Peterson. A Vocação Espiritual do Pastor.

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