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A CULTURA ESCOLAR NO SÉCULO XXI: RELAÇÕES DE PODER E

AFETIVIDADE NAS PRÁTICAS DE ENSINO

Autora: Joelma Gonçalves Santos Santana1


Co-autores: Michelle Flávia Rodrigues dos Santos2
Marcos Batinga Ferro3

RESUMO

O escopo deste trabalho tem como proposição trazer uma reflexão a respeito da cultura
escolar no século XXI, mostrando as principais vertentes da reprodução e alienação na
produção de novas práticas educativas aplicadas nas escolas contemporâneas. A pesquisa
aqui apresentada está fundamentada no viés da pesquisa bibliográfica de autores que
vislumbram sobre o tema abordado. Nesta perspectiva, faz-se necessário salientar que a
alienação e a reprodução estão vinculadas nas instituições de ensino por meio do poder
hegemônico. Além disso, a cultura escolar tem trazido práticas pedagogias que estiveram
inseridas no contexto escolar dos séculos passados, sendo ministradas pelos educadores
de forma tradicionalista. Por fim, é uma pesquisa de relevância para pedagogos,
acadêmicos e profissionais da educação . Por ser um estudo que aborda novos paradigmas
da pedagogia atual através da valorização afetiva.

Palavras-chave: Cultura escolar. Poder. Práticas pedagógicas. Afetividade.

ABSTRACT

The scope of this work is proposing to bring a discussion about the school culture in the
twenty-first century, showing the main aspects of reproduction in the production and
alianation of new educational practices applied in contemporary schools. The research
presented here is based on the bias of the literature of authors who envision about the topic.
In this perspective, it is necessary to point out that the sale and reproduction are linked in
educational institutions through the hegemonic power. In addition, school culture has brought
practical pedagogies that were inserted in the school context of past centuries, being taught
by educators so traditionalist. Finally, research is of relevance to educators, academics and
education professionals. It is a study that addresses the new paradigms of teaching by
valuing current affective.

Key Words: School culture. Power. Pedagogical practices. Affectivity

GT8 Espaços Educativos, Currículo e Formação Docente (Saberes e Práticas)


_______________________________________________________________________
1
Graduada em pedagogia e Especialista em didática e metodologia do ensino superior pela Faculdade São Luis de França.E-
mail: Joelma 1979@bol.com.br
2
Graduada em pedagogia e Especialista em didática e metodologia do ensino superior pela faculdade são Luis de França. E-
mail: michelleflavia21@hotmail.com
3-
Professor Especialista em didática e metodologia do ensino superior da Faculdade São Luis de França. E-
mail:marcosbating@hotmail.com
2

INTRODUÇÃO

O presente artigo tem como principal objetivo demonstrar a cultura escolar


no século XXI: e as relações de poder e afetividade nas práticas de ensino. A
proposição da elaboração deste artigo deu-se a partir das práticas de ensino, que
tem perpassado a história da pedagogia.
De acordo com Cambi (1999, p. 199) “uma área de renovação pedagógica
que veio estabelecer uma ruptura com o passado diz respeito ao currículo de
estudos”. De fato, diante das grandes transformações nas dimensões culturais,
políticas, sociais e econômicas o presente século, têm sinalizado grandes
renovações dos conteúdos no âmbito educacional, em relação à sistematização do
currículo, portanto, perceber-se que os segmentos sociais têm exigido apenas a
aprendizagem dos conteúdos.
A educação do século XXI têm sido avassaladora com a imposição de
promover, novas reflexões, valorando a importância das transformações culturais e
sociais, com o objetivo de provocar a autonomia do educando, das escolas
contemporâneas. Conforme Cambi (1999, p. 477) “a nova sociedade exige um
homem novo, dotado de mentalidade igualitária e antinvidualista, capaz de
comunicar-se com os outros e de reavaliar a própria atividade laborativa”. Nesta
vertente, nota-se que,as escolas contemporâneas estão preocupadas em instruir os
seus educandos para serem inseridos numa sociedade competitiva, visando acima
de tudo à inserção do seu aluno no mercado de trabalho.
Para Certeau (1995, p.138) “no passado, a escola era o canal da
centralização. Hoje, a informação unitária vem pelo canal múltiplo da televisão, da
publicidade, do comércio, dos cartazes etc.” Desse modo, na contemporaneidade,
professores e alunos utilizam práxis relacionadas às comunicações, oriunda da
massa. Entretanto, essas informações chegam até o educando de forma pronta,
vinculada pela mídia, que emite a sua opinião em relação ao tema referido, nesse
aspecto, com a proliferação das informações, os alunos não fazem a análise crítica,
do tema propagado para saberem se as mesmas procedem de fontes verídicas e
poderá auxiliá-lo na aquisição do conhecimento.
Neste viés, a abordagem utilizada será a qualitativa, por apresentar registros
que apresentam práticas pedagógicas aplicadas nas escolas contemporâneas, visto
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que a pesquisa vem ressaltar a cultura escolar do século XXI atrelada a questões de
poder e afetividade.

1 PRÁTICAS DISCIPLINARES NAS ESCOLAS CONTEMPORÂNEAS

Na nossa atualidade, existe uma variedade de castigos disciplinares


incorporados nas práxis dos professores, sendo utilizados de forma camuflada como
instrumento específico de poder. Perceber-se que a escola contemporânea passa
pelos processos de transformações e desafios, posicionadas a mudarem as suas
práticas de ensino, os seus princípios e suas concepções educativas.
Segundo Foucault (2002, p. 143) “o sucesso do poder disciplinar se deve
sem duvida ao uso de instrumentos simples: o olhar hierárquico, a sanção
normalizadora”. Desta forma, é necessário salientar que os professores fazer o uso
do olhar, como uma norma disciplinar, frisando que o educando imediatamente
interrompe o processo de mau comportamento, desta forma, compreende-se que o
educando está sendo controlado por meio do olhar do educador.
Ainda conforme Foucault (2002, p.125) “a disciplina, arte de dispor em fila, e
da técnica para a transformação dos arranjos. Ela individualiza os corpos por uma
localização que não os implanta, mas os distribui e os faz circular”. Nesta
perspectiva, o ato de manter as crianças nas filas no contexto escolar, permanece
proliferando-se, sendo uma das práticas ainda muito utilizada para manter a
organização e a alienação coletiva.

As disciplinas, organizando as “celas”, os “lugares” e as “fileiras”


criam espaços complexos: ao mesmo tempo arquiteturais funcionais
e hierárquicos. São espaços que realizam a fixação e permitem a
circulação; recortam segmentos individuais e estabelecem ligações
operatórias; marcam lugares e indicam valores; garantem a
obediência dos indivíduos, mas também uma melhor economia do
tempo e dos gestos. (MICHEL FOUCAULT, 2002, p.126)

A configuração da técnica da fileira promove a organização corporal dos


alunos num espaço que está vinculado ao viés da estratégia utilizada como forma
modeladora no controle dos corpos. Neste aspecto, cabe salientar que o
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desenvolvimento eficaz na distribuição dos indivíduos nas filas coloca os alunos num
padrão de conformidade.
“O cantinho do pensar”, é uma prática educativa muito presente nas escolas
contemporâneas, na verdade está relacionada com o ato de ficar “de pé” nos cantos
das salas, durante a aula, técnica muito utilizada nos séculos XVI a XIX. Na
atualidade ainda são utilizados, vários métodos de castigos com nomenclaturas
diferentes.
Com base em Luckesi (2003, p. 13), “Do erro como fonte de castigo ao erro
como fonte de virtude”. O erro aparece como uma forma de condenar o aluno, com a
missão de mostrar de maneira muito clara e eficaz que o educando é culpado, ou
seja, fomentado o seu lado moral e intelectual de que o seu comportamento é
inaceitável.
Conforme destaca Luckesi (p.24-25, 2003) “Hoje não estamos usando mais
o castigo físico explícito, porém, estamos utilizando um castigo muito mais sutil o
psicológico”. Entretanto, perpassando pelo viés da adaptação o castigo psicológico
tem causado um grande estrago intelectual,sendo usado pelos educadores com a
finalidade de corrigir erros e faltas cometidas pelos alunos, através da punição que
está diretamente ligada a questão do medo, servido como um instrumento de
obediência, porém está forma de submissão provoca traumas causando conflitos
psicológicos.
Segundo Foucault (2002, p.123) “importa estabelecer as presenças e as
ausências, saber onde e como encontrar os indivíduos, instaurar as comunicações
úteis, interromper as outras, poder a cada instante vigiar o comportamento.” Cabe
ressaltar, que os alunos estão inseridos em um processo de dominação e vigilância,
ou seja, existe um controle exercido sobre os comportamentos do educando sendo
necessário destacar que a conduta de cada educando é submetida à formação por
meio da intermediação do cumprimento das regras.
É de primordial relevância destacar uma técnica de castigo muito utilizada
pelos docentes na nossa contemporaneidade, como deixar o educando sem sair no
horário do recreio.
De acordo com a implantação da Lei 5.692/71 e o CFE, no Parecer 792/73,
de 5-6-73, concluiu: “o recreio faz parte da atividade educativa e, como tal, se inclui
no tempo de trabalho escolar efetivo.” Diante dessa afirmativa, mesmo com a lei que
rege esse direito ao aluno, vale evidenciar que têm sido uma das marcas negativas
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deixadas pelos professores, que vem proliferado essa prática a longas décadas no
contexto escolar. Neste viés, quando o aluno descumpre com as suas obrigações, é
submetido à punição por ser considerado desobediente, sendo comunicado várias
vezes o motivo á qual o deixou sem o seu momento de lazer, essa práxis têm como
objetivo fazer com que o aluno reflita e mude de atitude.

2 A SOBERANIA DO PROFESSOR COMO POSSÍVEL


REPRODUTORA DO FRACASSO ESCOLAR

O professor é considerado o representante de maior soberania em sala de


aula, estabelecendo à ordem desejada, direcionando os seus educandos em busca
de adquirir novas conquistas científicas no campo da educação, com o intuito de
desenvolver o lado intelectual dos seus alunos.
Conforme Bourdieu (2007, p. 7-8) “é, com efeito, esse poder invisível o qual
só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe
estão sujeitos ou mesmo que o exercem”. Dessa forma, a ideologia do autor em
relação ao poder simbólico refere-se à compreensão do poder exercido na
concepção hegemônica, que funciona como instrumento de dominação social, por
meio da imposição, arbitrariedade e dominação sobre uma determinada valoração
de um grupo social, que serve aos interesses da classe dominante.
Para tanto, para discorrer sobre o fracasso escolar faz-se necessário citar
um aspecto muito presente na nossa sociedade, são as doenças psicológicas
causas pela predominância do professor. Segundo Luckesi, (2003, p.24) “o medo
gera a submissão forçada e habitua a criança e o jovem a viverem sob sua égide.
Reiterando, gera modos permanentes e petrificadas de ação. Produz não só uma
personalidade submissa.” Diante disso, observar-se que um ambiente de sala de
aula tenso, vem a favorecer as doenças “respiratórias, gástricas, sexuais” etc. por
conseqüência são muitas as mazelas adquiridas pelo docente, neste contexto
possibilitando ao aluno acumular uma carga negativa de estresse.
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Michel Foucault, em seu livro microfísica do poder explica que:

O poder deve ser analisado como algo que circula, ou melhor, como
algo que só funciona em cadeia nunca está localizado aqui ou ali,
nunca está nas mãos de alguns, nunca é apropriado como riqueza
ou um bem. O poder funciona e se exerce em rede. Nas suas malhas
os indivíduos não só circulam, mas estão sempre em posição de
exercer este poder e de sofrer sua ação; nunca é o alvo inerente ou
consentido do poder, são sempre centros de transmissão.
(FOUCAULT, 2007, p. 183)

Nesta perspectiva, é essencial observar que o poder cumpre a função de ser


exercido em rede, percorre na sociedade por classes passando de mãos e mãos,
estando vinculadas a imposições, persuasões, coações, alienações passando de
individuo a indivíduo, configurando-se a um cenário social, aos que detém o poder, e
os que não o detém, caracterizando-se a ação da microfísica do poder. Nessa
concepção, perceber-se que o poder não está apenas centrado em uma classe e
sim em uma cadeia de transferência.
Segundo Hoffman (2003, p.22) “as notas e as provas funcionam como rede
de segurança em termos do controle exercido pelos professores sobre seus alunos,
das escolas e dos pais sobre os professores, do sistema sobre suas escolas”. Além
disso, durante muito tempo a avaliação foi considerada como principal instrumento
de controle, auxiliando do êxito ou no fracasso escolar, o ato de avaliar caracterizou-
se necessário para classificar e desclassificar o aluno, sendo administrada de forma
concreta para priorizar o controle das notas, enfatizando o conhecimento adquirido,
possibilitando ao educador tomar as suas decisões de acordo com os resultados das
notas.
Com base em Libânio (1994, p.198) “o mais comum é tomar a avaliação
unicamente como ato de aplicar provas, atribuir notas classificar os alunos. O
professor reduz à avaliação a cobrança daquilo que o aluno memorizou.” Assim,
percebe-se que a avaliação submete o aluno a critérios sistemáticos, com a função
de controlar o que o educando apreendeu por meio da memorização, possibilitando
ao professor tomar conhecimento do rendimento de cada educando.
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Para Foucault (2002, p.154) “o exame combina as técnica da hierarquia que


vigia e as da sanção que normaliza. É um controle, normalizante uma vigilância que
permite qualificar, classificar e punir”. Nesse sentido, a avaliação é vista como um
instrumento de poder, com o intuito de penalizar, possibilitando ao professor
desclassificar ou desclassificar o aluno, o exame é a ferramenta que permite ao
docente estabelecer determinada autoridade sobre o aluno.
Portanto, o exame submete o aluno a práticas avaliativas, servindo de
analise do seu desenvolvimento de aprendizagem, além disso, é considerado um
dos aspectos causadores do fracasso escolar. “O exame supõe um mecanismo que
liga certo tipo de formação de saber a certa forma de exercício do poder”. (MICHEL
FOUCAULT, 2002, p.156). Assim, à medida que o educador aplica o seu
instrumento de avaliação para mensura o nível de aprendizado dos seus alunos,
também estabelece normas para exercer seu poder.

3 A AFETIVIDADE ENTRE PROFESSOR E ALUNO UM ASPECTO


FAVORÁVEL A APRENDIZAGEM

Quando se fala de processo de ensino-aprendizagem no ambiente escolar,


muitos aspectos devem ser levados em consideração na relação entre professor e
aluno, sendo a afetividade o ponto inicial e mais relevante no que diz respeito à
confiança e entrega ao conhecimento.

Aprendizagem afetiva ou emocional- Diz respeito aos sentimentos e


emoções. Aprender a apreciar o belo através das obras de arte é
uma aprendizagem afetiva. A aprendizagem afetiva tem uma série de
implicações pedagógicas. Ela é decorrência do “clima” da sala de
aula, da maneira de tratar o aluno, do respeito e da valorização da
pessoa do aluno e assim por diante. (PILETTI, 2004, p.32)

Sendo assim, a relação afetiva entre professor e aluno é de grande valia,


possibilitando a facilitação do processo de ensino- aprendizagem e um ambiente
harmônico em sala de aula, apresentando-se como um fator primordial no processo
da aquisição de um conhecimento mais significativo.
De acordo com Cunha (2008, p.51) “em qualquer circunstância, o primeiro
caminho para a conquista da atenção do aprendiz é o afeto. Ele é um meio
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facilitador para a educação. Irrompe em lugares que muitas vezes, estão fechados.”
Nesse sentido, o afeto desenvolvido em sala de aula é uma ferramenta poderosa
auxiliando o professor na transmissão do conhecimento, proporcionando ao
educando a superação de aspectos- emocionais e promovendo a interação entre
professor e aluno.
Ainda segundo Cunha (2008, p.69) “há professores – mesmo com
pouquíssimos recursos – que afetam tanto que são capazes de transformar suas
aulas em dínamos de inteligências”. Além disso, é possível constatar que um bom
relacionamento entre docente e discente reflete muito no processo de ensino -
aprendizagem, trazendo um bom êxito, na receptividade da assimilação dos
conteúdos.
Com base em Tiba (2006, p.74) “o mestre ultrapassa o conteúdo expresso
das que leciona e, com freqüência, o terceiro nível do comportamento humano - a
capacidade relacional -, colocando em prática amor, disciplina, gratidão”. Diante do
exposto, o professor por meio do seu relacionamento contínuo com o aluno
consegue formar no educando diversos aspectos sócio- emocionais e afetivos.
Segundo Novello (1987, p.100) “ao estabelecer uma relação positiva com a
professora, onde haja espaço para laços afetivos, terá maior de seu circulo social
incita-a a estudar para entender melhor o que passa ao seu redor”. Neste viés,
pode-se notar que um relacionamento positivo entre professor e aluno proporciona
mudanças favoráveis, aguçando no educando o desejo em adquirir novos
conhecimentos.
Conforme Haydt (2003, p.55) “a interação social se processa por meio da
relação professor- aluno e da relação aluno- aluno. É no contexto da sala de aula, no
convívio diário com o professor e com os colegas”. Partindo desse pressuposto, as
interações sociais vividas entre os alunos e professores estabelecem uma mediação
facilitando a troca de conhecimento, por meio das vivencias das relações humanas,
ou seja, a aprendizagem vai ocorrendo de forma coletiva e afetiva através da força
dos relacionamentos entre professores e alunos.
Ainda com base em Haydt (2003, p.59) “para haver um processo de
intercâmbio que propicie a construção coletiva do conhecimento, é preciso que a
relação professor-aluno tenha como base o diálogo”. Portanto, a sensibilidade da
relação do diálogo entre docente e discente é muito importante, porque o professor
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consegue diagnosticar o contexto social a qual o seu aluno está inserido,


favorecendo satisfatoriamente o processo educativo.
Libâneo (1994, p.249) “As relações entre professores e alunos, as formas de
comunicação, os aspectos afetivos e emocionais, a dinâmica das manifestações na
sala de aula fazem parte das condições organizativas do trabalho docente”. Dessa
forma, para o discente desenvolver um bom trabalho em sala de aula deve-se levar
em consideração o aspecto sócio- emocional, ou seja, que diz respeito ás relações
pessoais entre professor e aluno.
Com base em Comenius (2011, p. 187) “antes de se iniciar qualquer estudo,
deve-se despertar um profundo amor nos estudantes, procurando atraí-los por meio
da importância, da utilidade e do encanto do tema tratado”. Desse modo, percebe-se
que através da influência da afetividade o professor pode despertar no aluno a
busca do conhecimento, sendo um mediador na transmissão do processo ensino -
aprendizagem e estimulando a vontade do educando de ir em busca de novas
descobertas no universo educacional.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da pesquisa realizada é importante destacar que muitos métodos da


cultura tradicional fizeram e ainda faz parte das práxis atuais, levando em
consideração que existe uma mistificação nesse processo que agrega valores,
didáticos e métodos que perpassam valores tradicionais e da escola nova.
Pode-se pontuar que na nossa atualidade são muitos os desafios
enfrentados pelas escolas do século XXI, um dos fatores primordiais constantes,
está relacionado à ordenação sistemática do currículo, um dos mecanismos ainda
muito rígido que tem causado a reprodução do estresse entre professores e alunos.
Nesta perspectiva, são muitos os conflitos subsidiados por meio das vivências e
experiências do âmbito escolar.
A sociedade atual tem enfrentando uma crise em busca do saber,
estabelecendo no contexto escolar um ritmo competitivo e exaustivo, influenciados
pela proliferação da transmissão do conhecimento. Neste viés, nota-se que o
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principal fator está ligado à hegemonia capitalista, na busca acirrada da


compreensão de novos conhecimentos científicos.
Percebe-se que no âmbito desta sociedade, existe a necessidade de
professores que venham a modificar as imposições vinculadas ao sistema
educacional, tornando-se possível a quebra de paradigmas ainda atrelados ao
ensino tradicional.
Assim, nota-se que a cultura escolar do século XXI apresenta uma
diversidade de posturas educacionais, que perpassaram os castigos disciplinares e
as imposições da pedagogia tradicional, que atualmente tem agregado valores a
uma nova forma de educar, enfatizando as interações e relações afetivas.
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