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PPGCOM ESPM – ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING – SÃO PAULO – 15 E 16 OUTUBRO DE 2012

Uma Análise da Comunicação de Práticas Ambientais nos Supermercados


Brasileiros1

Mitsuru Higuchi Yanaze2


Flávia Cristina Martins Mendes3
Universidade de São Paulo

Resumo
Este artigo tem como objetivo mostrar uma análise da comunicação institucional dos três maiores varejistas
do setor supermercadista brasileiro – Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart. O problema encontra-se
em como essas grandes empresas associaram sua marca institucional, construída pela comunicação
organizacional, às ações na área ambiental. Foram estudadas quatro práticas sustentáveis: produtos verdes,
gestão de resíduos, construções sustentáveis e preservação do meio ambiente. Estas ações são as mais citadas
na comunicação institucional destas empresas, ou seja, a comunicação que não visa vender algum produto,
mas sim comunicar a empresa como uma instituição relevante para sociedade. Por ser um tema complexo é
necessário averiguar quais são os esforços reais das organizações em transformarem seus projetos em
práticas coerentes e cotidianas, e não em uma comunicação institucional superficial apenas para chamar a
atenção dos públicos-alvo.
Palavras-chave: sustentabilidade; práticas ambientais; supermercados; marca institucional.

Introdução
Houve muitas mudanças no comportamento humano, na economia mundial e na sociedade
como um todo no século XX. As relações internas e externas das organizações foram afetadas, pois
surgiu uma tendência à transparência na comunicação das ações empresariais, ou seja, da prestação
de contas da empresa com a sociedade.
Os consumidores tornaram-se mais críticos nos últimos anos e com os novos formatos
tecnológicos de comunicação rápida e abrangente conscientizaram-se que a sustentabilidade e suas
práticas fazem parte de uma nova época e que não há possibilidade de evitar esta nova realidade.
Este contexto socioeconômico possibilitou a formulação de novos valores e conceitos
organizacionais. Elkington (2001, p. 2) confirma: “Essas mudanças vêm de uma profunda

1
Trabalho apresentado no Grupo de Trabalho 10 Comunicação, Consumo, Poder e Discursos Organizacionais, do 2º
Encontro de GTs - Comunicon, realizado nos dias 15 e 16 de outubro de 2012.
2
Professor Titular da ECA-USP; Coordenador do CEACOM – Centro de Estudos de Avaliação e Mensuração em
Comunicação e Marketing da ECA-USP; Autor de obras de Gestão de Marketing e Comunicação (Saraiva) e de
Retorno de Investimentos em Comunicação (Difusão); Consultor de Empresas.
3
Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP; Pesquisadora e assessora de comunicação e marketing;
Colunista do Portal Comunifoco: http://comunifoco.com.br. E-mail: flaviammendes@yahoo.com.br
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reformulação das expectativas da sociedade e, como resultado, dos que servem aos mercados local e
global”. As reformulações nessas expectativas ocorreram em três áreas: ambiental, social e
econômica, chamadas de os pilares que compõem a sustentabilidade. O autor apresenta as ‘Sete
revoluções para a sustentabilidade’ que marcaram o início da consciência da sociedade e das
empresas a respeito do tema.
A primeira revolução aconteceu pela competição do mercado, pois clientes e mercados
financeiros já avaliam o comprometimento das empresas com os três pilares. A segunda revolução é
guiada pela alteração dos valores humanos, onde os valores sociais começam a se destacar perante
os valores econômicos. A terceira revolução é a transparência, que foi impulsionada pela internet e
exige cada vez mais que empresas mostrem seus resultados de forma ética.
A quarta revolução, chamada de tecnologia do ciclo de vida, impõe que as empresas
pratiquem os três pilares desde sua cadeia de fornecedores, os produtos em trânsito e até o fim da
vida útil desses produtos. Na quinta revolução, chamada de parcerias, as empresas precisam de
outras empresas ou instituições para colocar em prática os três pilares.
A sexta revolução é denominada tempo. Na sustentabilidade o tempo precisa ser estendido,
por isso é necessário pensar em longo prazo. A sétima e última revolução é resultado das outras
revoluções, a governança corporativa, ou seja, uma nova forma de gerenciar organizações e prestar
contas à sociedade.
Essas alterações trouxeram novos conceitos e demandas na construção e consolidação da
marca institucional, ou seja, a marca que representa a organização como parte integrante da
sociedade e não apenas como um produto ou serviço.
No entanto, os diversos conceitos de sustentabilidade muitas vezes são imprecisos e
abrangem outros conceitos como responsabilidade social corporativa, responsabilidade
socioambiental e até mesmo desenvolvimento sustentável. Até os próprios pesquisadores do tema,
concluem que é complicado defini-la. “Devemos nos limitar a uma interpretação estritamente
ecológica da noção de ‘sustentabilidade’ ou levar em conta todos seus aspectos (éticos, sociais,
econômicos, etc.) do desenvolvimento?” (SACHS, 2007, p. 217).
Entretanto, existe uma definição que mostra as diferenças conceituais entre responsabilidade
social e sustentabilidade: “a responsabilidade está ligada às consequências das ações das empresas e
a sustentabilidade está mais ligada propriamente às ações das empresas” (CASALI, 2009, p. 166-
167). Esta é a linha de definição utilizada, a sustentabilidade caracterizada como ações sustentáveis.
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A Sustentabilidade nas Organizações


Ao analisar a sustentabilidade dentro das organizações é necessário entender que para ser
utilizada integralmente, a sustentabilidade precisa fazer parte da estratégia da empresa, estar
incorporada em todas as áreas, ser debatida com diversos stakeholders, e o que talvez seja mais
importante, deve ser uma vantagem competitiva.
As mudanças que a sustentabilidade proporciona são imensas, desde atitudes do cotidiano
até alterações estruturais dentro de uma sociedade, por isso é necessário estar bem definida e
disseminada para ser incorporada, pois abrange conceitos como transparência e ética. Dentro de
uma organização esses conceitos podem variar de departamento para departamento e de colaborador
para colaborador. Então, como é possível gerenciar esses princípios em organizações com mais de
mil funcionários, muitas vezes multinacionais com traços culturais diversificados, e transformá-los
em valores praticados?
Uma tarefa bem complicada, mas que não é impossível quando a empresa tem muito bem
definido o caminho que deve seguir. Este caminho está relacionado com a identidade da
organização, ou seja, a sua missão e seus valores. “Missão é o elemento que traduz as
responsabilidades e pretensões da organização junto ao ambiente e define o ‘negócio’, delimitando
o seu ambiente de atuação. A missão da organização representa sua razão de ser, o seu papel na
sociedade” (CHIAVENATO; SAPIRO, 2004, p. 41- 42).
Se a identidade corporativa for algo confuso e sem parâmetros, a inclusão de uma gestão
sustentável será praticamente impossível. “A sustentabilidade é transversalidade e só será alcançada
se for parte integrante da estratégia da organização” (ALMEIDA, 2007, p. 104). A identidade está
na cultura organizacional que começa com os altos escalões, ou seja, a liderança. “[...] a cultura da
organização é extremamente difícil de ser mudada. Entretanto, a mudança da cultura é
frequentemente a chave para a bem-sucedida implementação de uma estratégia” (CHIAVENATO;
SAPIRO, 2004, p. 113).
A dificuldade na mudança da cultura organizacional aparece quando a sustentabilidade é
vista como um obstáculo. Por isso é necessário uma integração da sustentabilidade com a identidade
organizacional. Sem enxergar além e sem uma real transformação na cultura organizacional, a
sustentabilidade nunca se converterá para uma estratégia eficaz. Se as empresas já conseguiram
realizar essa alteração nos valores e na cultura, elas têm outro desafio: fazer de valores,
procedimentos que se transformem em práticas, realmente, sustentáveis.
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Para empresas de serviços, as ações sustentáveis são mais difíceis de serem mensuradas,
mas adaptar-se a algumas normas pré-existentes também pode auxiliar. Causas sociais e ambientais
também ajudam a empresa na construção de uma identidade e imagem voltadas à sustentabilidade.
Empresas de varejo, que dependem dos produtos manufaturados e dos serviços, podem ter
mais dificuldade na adaptação da sustentabilidade, mas também tem mais facilidade no controle de
processos e mais poder para controlar sua cadeia produtiva.

Conceitos e Modelos de Construção de Marca.


A marca assumiu um papel muito importante na sociedade atual. Além de ser um símbolo
físico, um logotipo, que diferencia produtos, serviços e empresas, traz consigo uma história, uma
forma de relacionamento com seus diversos públicos. A marca começou a buscar uma identidade
que transcendeu do racional (marca considerada apenas como símbolo físico) ao emocional (marca
como valor intangível). Os valores imateriais serão as características da marca no século XXI.
No começo, a imagem da marca lembra somente as vantagens materiais que seu nome
garante. Porém, com o tempo, ela acaba por evocar valores imateriais: a qual a classe de
consumidores está associada, a qual estilo de vida, a qual universo imaginário, a quais
valores. (KAPFERER, 2004, p. 23)

Algumas definições procuram compreender o fenômeno marca como algo mais complexo
que a identificação e a diferenciação de produtos. A marca evoluiu para o conceito de
relacionamento, as organizações perceberam que as marcas são construídas em conjunto com os
seus stakeholders, principalmente, os consumidores.
Este artigo aborda a marca no seu significado mais amplo, pois ao falar da marca
institucional falaremos da marca que representa a empresa na sociedade e se relaciona com a
mesma, e este relacionamento não ocorre apenas por seus produtos ou seus serviços, mas também
pela sua imagem e sua reputação. A marca institucional se baseia na identidade da empresa (o que
realmente a empresa é), na sua imagem (a percepção pelos consumidores e todos os públicos
envolvidos) e na sua reputação (consequência da construção de uma identidade e de uma imagem).
Esses três elementos são essenciais para a construção da marca institucional.
Para entender como esses elementos são aplicados, foram utilizadas três proposições sobre
construção de marcas. Os aspectos da comunicação de marca foram estudados por meio do
Quadrado Semiótico de Floch (1990) que visa mostrar qual é o significado da marca e como ela
pretende realizar sua comunicação. Esse quadrado pode gerar um significado para cada empresa
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com relações de contrariedade, contradição e complementaridade, mas cada prática sustentável


constrói um significado para marca e também pode desconstruir um discurso, o que está sendo
proposto como solução. As relações de contrariedade dão um significado ambíguo para as referidas
marcas, pois elas praticam a ação sustentável, mas também podem praticar sua contradição.
Já os aspectos da gestão de marca são apresentados por meio do Brand Equity (patrimônio
da marca) baseado no cliente – Consumer-Based Brand Equity – de Keller e Machado (2006), onde
existem quatro etapas: identificação da marca, o significado da marca, respostas à marca e
relacionamentos com a marca. Na última etapa, a ressonância, a marca cria um vínculo com o
consumidor. “Para criar ressonância é preciso haver também uma ligação pessoal. É preciso que os
clientes tenham mais que uma atitude positiva, que pensem na marca como algo especial em um
contexto mais amplo” (KELLER; MACHADO, 2006, p. 56). Este é o intuito de uma marca voltada
à sustentabilidade.
Na gestão de marca também aparece os Fatos Comunicáveis denominados como “ações ou
realizações que sejam merecedoras de menção e de referência” (YANAZE, 2011, p.460), que
devem ser compartilhados com os diferentes stakeholders.
Como a marca institucional se baseia na identidade, imagem e reputação, é necessário ver
sua construção através da comunicação institucional, ou seja, a comunicação que não visa vender
algum produto, mas comunicar a empresa como uma instituição importante dentro da sociedade,
como exemplo, os relatórios de sustentabilidade, sites institucionais e campanhas relacionadas às
causas ambientais. Então, “a disseminação adequada dos fatos comunicáveis aos públicos
relacionados e compatíveis resulta na formação de uma imagem positiva da empresa em cada um
dos seus segmentos representativos de seu universo de interesse” (YANAZE, 2011, p.463).
Esse posicionamento da marca traduziu-se em uma nova percepção da sociedade de que a
função da marca havia mudado. “Já que a marca é o imaterial e a empresa é o corpo (daí o nome:
corporação), não poderia existir, na era da transparência, separação entre símbolos e atos”
(KAPFERER, 2004, p.19). Na era da transparência, as atitudes de uma organização têm muita
relevância, então, houve uma abertura para que a gestão sustentável se integrasse nas estratégias das
empresas, e para que a marca institucional fosse reconhecida como responsável por este processo.

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Metodologia da Pesquisa
A metodologia utilizada foi de um estudo de caso múltiplo (YIN, 2010). A comunicação
organizacional das empresas escolhidas foi analisada por quatro canais diferentes: os dois últimos
relatórios de sustentabilidade publicados até dezembro de 2011, o que se encontra nos respectivos
sites institucionais, a comunicação institucional realizada nas mídias sociais, com ênfase no Twitter
e por meio de entrevistas com executivos das empresas realizadas por e-mail.
O trabalho verificou quatro suposições sobre a comunicação das práticas ambientais e a
construção da marca institucional. Primeiro, se as três maiores empresas do setor supermercadista
brasileiro utilizaram as ações sustentáveis relacionadas aos produtos verdes, gestão de resíduos,
construções sustentáveis e preservação do meio ambiente para consolidar suas respectivas marcas
institucionais no tema sustentabilidade. Segundo, se essas práticas sustentáveis tornaram-se uma
vantagem competitiva num setor com pouca diferenciação. Terceiro, se para realizarem uma
comunicação institucional efetiva, as empresas reformularam seus processos internos na construção
de uma nova identidade (missão, visão e valores) voltada à sustentabilidade. E por último, se a
sustentabilidade foi vista por essas empresas como um eixo do EST Model (ANDER JR, 1998), ou
seja, ela é uma estratégia a ser seguida pelo varejo supermercadista atual.
Portanto, o sentido deste trabalho foi identificar e avaliar como estas organizações realizam
e comunicam práticas sustentáveis na área ambiental, pois a primeira impressão é que as estratégias
varejistas caminham em direção oposta aos conceitos de sustentabilidade.

As Práticas Ambientais nos Supermercados


Na literatura, os supermercados e hipermercados estão classificados como formatos do
varejo de alimentos. Neste tipo de varejo encontram-se também bares, mercearias, padarias, lojas de
conveniência e clubes de compras (PARENTE, 2000).
Segundo definição da Nielsen, “o segmento supermercado é caracterizado como varejo
alimentar que se vale do sistema de autosserviço, dispõe de dois ou mais check-outs e de quatro
áreas básicas: perecíveis, mercearia, limpeza doméstica e bebidas” (RANKING ABRAS, 2011,
p.58).
É um setor que em 2010 teve um faturamento de R$ 201,6 bilhões e cresceu 13,9% (em
relação a 2009) com 81,1 mil lojas e mais de 919 mil funcionários (RANKING ABRAS, 2011).

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Estes números demonstram que além do crescimento é um setor muito forte dentro do
cenário econômico, representa 5,5% do PIB brasileiro.
A seguir, apresentamos os resultados das análises que realizamos junto às principais
empresas de varejo no contexto mercadológico brasileiro.
Grupo Pão de Açúcar
A empresa denominou suas ações sustentáveis como iniciativas de responsabilidade
socioambiental e qualidade de vida. Essas iniciativas caracterizam-se por diferentes ações nas áreas:
ambiental, social e de qualidade de vida. A área ambiental tem ações voltadas para reciclagem,
construções sustentáveis, embalagens, recursos naturais e produtos sustentáveis. Por meio do site,
foi possível saber o que a empresa promete realizar e um pouco da sua proporção, alguns números,
mas tornou-se complicado entender como a empresa transformou a sustentabilidade como parte de
sua estratégia de negócio.
No relatório de 2009, a organização citou que a sustentabilidade faz parte de suas
estratégias e objetivos. No relatório de 2010, há mais informações sobre como a sustentabilidade faz
parte de seu negócio, mas não é possível verificar o início dessa trajetória sustentável.
Como parte de sua governança corporativa, nos dois relatórios – Comitê de
Desenvolvimento Sustentável – criado em 2009, foi amplamente citado como órgão que tem como
objetivo intensificar os negócios da organização com os aspectos do desenvolvimento sustentável.
No relatório de 2010 foram apresentadas as ‘Diretrizes de Sustentabilidade’ que englobam
políticas voltadas aos colaboradores, clientes e cadeia produtiva.
Para o Grupo Pão de Açúcar (GPA), trabalhar pelo desenvolvimento sustentável do Brasil é
parte de seu planejamento estratégico, sendo a sustentabilidade e seus três principais eixos de
desempenho – econômico, social, ambiental - um dos seus pilares de atuação4.

Nesta parte do estudo de caso, o Grupo Pão de Açúcar demonstrou que possui uma intenção
de criar e manter ações sustentáveis, mas a construção de uma trajetória não está explícita e nem
acessível à maioria dos stakeholders.
As informações foram retiradas do site institucional e dos relatórios de 2009 e 2010, mesmo
com os relatórios não fica claro compreender quais são as metas da empresa e como essas ações
influenciam na sua gestão. Os relatórios são bem parecidos, mas existiu uma dificuldade para
vincular as ações ambientais de uma forma mais coerente. Alguns dados foram encontrados no

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Disponível em <http://www.grupopaodeacucar.com.br>. Acesso em: 19 out. 2011
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relatório de 2009 e depois não foram encontrados no relatório de 2010. Algumas ações tiveram mais
detalhes pelo site do que pelos relatórios.
A empresa declarou-se pioneira em algumas ações sustentáveis, mas não existe nenhuma
informação de como ela tornou-se pioneira, algo que confirme esta prática.
A dificuldade em encontrar os relatórios (apesar de na entrevista ter sido afirmado que os
relatórios estão disponíveis para todos os públicos) e a publicação de apenas o último relatório no
site de Relações com Investidores demonstraram que a empresa não encara este canal como um
espaço de diálogo com os stakeholders ou como uma comunicação institucional coerente e
acessível.
A entrevista contrariou alguns pontos analisados como ao descrever, por exemplo, “A
maioria destas iniciativas [práticas ambientais], o Grupo Pão de Açúcar foi pioneiro, portanto todas
tiveram uma boa repercussão e conseguiram legitimar cada vez mais o nosso papel de líder em
sustentabilidade”. Entretanto, nos relatórios, no site e nas mídias sociais não houve formas de se
comprovar que esse é o desejo da empresa.
Existem também pontos que não se esclarecem na entrevista como qual formato de
comunicação sobre sustentabilidade é o mais eficaz: “Acreditamos que o canal mais eficaz é aquele
que traz a sustentabilidade para o dia a dia do receptor da informação, pois desta forma, fará sentido
no dia a dia dele e ele conseguirá interagir e colocar os conceitos no seu cotidiano”, ou seja, a
resposta foi muito vaga, a comunicação não tem uma forma clara e objetiva. Na entrevista foi
confirmado que as bandeiras possuem orientações diferentes para as práticas sustentáveis, e isso se
comprovou ao verificarmos que a bandeira Pão de Açúcar demonstra mais engajamento em ações
como lojas verdes e mais unidades de coleta de lixo reciclável que as outras bandeiras, como o
hipermercado Extra, voltado às práticas sociais.
Nossa pesquisa se estendeu à mídia social Twitter, pois as empresas que utilizam esta mídia
procuram comunicar ações voltadas à comunicação mercadológica (divulgação de produtos ou
promoções) e à comunicação institucional, como por exemplo, os fatos comunicáveis que desejam
divulgar para uma grande quantidade de seguidores. Investigamos o perfil @ImprensaGPA que
realiza a comunicação institucional do Grupo Pão de Açúcar e comunica ações de todas as
bandeiras. Este perfil possuía 2.788 seguidores em 30 de novembro de 2011.
Embora os temas das mensagens fossem diversificados e a época em que foi realizado o
monitoramento antecedeu período das festas de final de ano, das 82 mensagens publicadas no
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período (15 a 30 de novembro) nenhuma esteve relacionada às práticas ambientais. A


sustentabilidade neste varejista teve seu destaque em práticas sociais como a inauguração do Núcleo
de Alto Rendimento Esportivo e uma campanha de doação de brinquedos.
E a divulgação de ações da companhia foi pautada muito mais na comunicação
mercadológica do que na comunicação institucional, contradizendo a entrevista onde foi afirmado
que o uso do Twitter para divulgação de práticas ambientais ocorre 5 vezes por semana ou mais.
Carrefour
Ao verificar as comunicações que a empresa disponibilizou em seu site, pôde-se perceber
que a trajetória de sustentabilidade no Brasil iniciou em 2003 quando foi lançado seu primeiro
relatório. O lançamento de um relatório anual significa que a empresa começa a considerar a
sustentabilidade em seu processo sistêmico, dentro dos inputs, throughputs e outputs (YANAZE,
2011), ou seja, na captação de recursos, em seus processos e políticas, e nos produtos e serviços que
oferece.
Os valores da empresa baseiam-se em três pontos: Positivo, Juntos e Acolhedor. Positivo
refere-se ao pensamento positivo e com o entusiasmo da empresa. O valor Juntos significa que a
empresa deseja interagir e dialogar com todos os seus públicos. E por último, o valor Acolhedor
serve para criar laços de confiança em seus relacionamentos.
Na comunicação institucional da empresa a missão e a visão não são expostas com estas
denominações, mas aparece o Compromisso Brasil que é composto por três atitudes: “agilidade e
atualidade, agente de transformação das relações de consumo e melhor maneira em tudo que
fazemos”. Para a empresa, ser um agente de transformação das relações de consumo é encontrar
formas mais simples, prazerosas, econômicas e corretas de consumir. Esta parte pode se relacionar
com valores de construção de uma gestão voltada à sustentabilidade.
A empresa informou que o desenvolvimento sustentável é o condutor das operações da
empresa e tem como principal visão os 5Cs – Consumidor, Cadeia, Colaborador, Clima e
Comunidade.
Segundo os relatórios, o princípio Consumidor tem como objetivos: “atendimento a todas as
classes sociais; parceria com o fornecedor no desenvolvimento de produtos e serviços; lojas com
ambiente prazeroso; serviços e produtos que atendem às necessidades de consumo e sensibilização
para o consumo consciente”. O princípio Cadeia enseja “a expansão contínua do negócio, gerando
produtos e desenvolvendo serviços para melhor atender às expectativas dos consumidores; produtos
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e serviços para ampliar o valor da marca; parcerias com fornecedores para desenvolver produtos e
serviços mais sustentáveis e o desenvolvimento de produtos diferenciados sob a marca Carrefour”.
Para o Colaborador é necessário “o respeito às individualidades e estímulo do trabalho em
equipe que propicia um excelente ambiente; a formação contínua que potencializa as oportunidades
de crescimento pessoal e profissional e a capacitação para que cada colaborador seja um agente de
mobilização das práticas sustentáveis”. Em Clima é valorizado “a promoção de ações nas operações
que visam minimizar o impacto no meio ambiente; as parcerias com clientes e fornecedores para
desenvolver iniciativas mais sustentáveis e o apoio e adesão a compromissos relevantes no âmbito
da sociedade civil”. O último princípio Comunidade tem como objetivo “o desenvolvimento de
projetos em parceria com colaboradores e fornecedores que visam melhorar a qualidade de vida das
comunidades onde a empresa está presente”. Foi a partir dos 5 Cs que os relatórios de 2008 e 2009
foram desenvolvidos.
O relatório de 2009 possui mais detalhes e números como os Indicadores Socioambientais e
um Índice Remissivo5 mais elaborado do que o relatório de 2008. Os relatórios não apresentam
metas e informações detalhadas sobre as realizações das práticas sustentáveis estudadas.
No Índice Remissivo, o Aspecto Comunicações de Marketing nos relatórios foi informado
como não disponível, mas no segundo relatório a adesão à campanha ‘Saco é um Saco’ pode ser
considerada uma comunicação de marketing relacionada à causa. A empresa não colocou de forma
clara o que influenciou sua comunicação de marca.
Os relatórios são bem parecidos e seguem os princípios dos 5 Cs, são bastante ilustrativos
com fotos, imagens e tabelas, mas pecam em uma comunicação mais transparente, ou seja, mais
informações de como estão sendo realizadas as práticas sustentáveis e como será o futuro dessas
práticas. Aparentemente, esses relatórios pretendem ser apenas uma ilustração das ações
sustentáveis que foram realizadas pela empresa.
No Twitter, o Carrefour apresentou-se como um perfil diferente dos outros dois varejistas.
Aqui o intuito parece não ser divulgar informações, mas ser utilizado como um Serviço de
Atendimento ao Consumidor, com o objetivo de atender as reclamações, sugestões e dúvidas dos
usuários. O perfil @carrefourbrasil possuía 13.742 seguidores até 30 de novembro de 2011.

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O índice remissivo dos relatórios elaborados pelo formato GRI é um índice que mostra o que a empresa colocou e o
que não disponibilizou no relatório.
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No entanto, este perfil não possuiu nenhuma comunicação institucional voltada à divulgação
de informações das ações da empresa ou até mesmo uma comunicação mercadológica. As práticas
ambientais presentes nos relatórios de sustentabilidade e no site não se encontram neste formato de
comunicação. E a análise qualitativa da política de sustentabilidade do Carrefour Brasil não pôde
ser realizada porque a organização havia se comprometido a responder a entrevista, mas não
respondeu.
Walmart
A incorporação da sustentabilidade no Walmart pode ser considerada a trajetória mais
conhecida e mais divulgada do varejo, pois o início foi nos Estados Unido em 2005, quando o
presidente na época, Lee Scot, declarou que iria começar a agir na temática da sustentabilidade 6.
Esta trajetória é a mais conhecida porque talvez seja o movimento sustentável varejista mais
recente. Entretanto, esse fato de ser iniciante não tirou o mérito de ser a empresa que mais
conseguiu organizar e divulgar suas práticas sustentáveis.
No segundo semestre de 2010, a empresa lançou o site walmartsustentabilidade.com.br que
contém além dos relatórios de sustentabilidade, as informações sobre cada prática sustentável e
também outros relatórios mais específicos como Relatório Compromisso com a Amazônia,
Relatório Cadeias Produtivas entre outros. O Walmart foi das três empresas analisadas a que mais
disponibilizou informações organizadas e acessíveis sobre a temática da sustentabilidade.
Segundo o site e os relatórios, a organização baseia seus programas de sustentabilidade em
três pilares: Clima e Energia, Resíduos e Produtos.
Os dois relatórios não se diferem muito em relação ao conteúdo, no relatório de 2011 o
relacionamento com os stakeholders e a relevância dos temas para os mesmos ganham mais
destaque do que no relatório de 2010. Essa comunicação institucional da empresa encontrou-se bem
formatada e possibilita uma leitura compreensível por diversos públicos. Apesar de ambos os
relatórios terem mais de 70 páginas, muitas contém apenas ilustrações e fotos. Os dois relatórios de
um modo geral estão bem concisos nas práticas sustentáveis ambientais, mas tiveram como
avaliação GRI nível de aplicação B e não tiveram auditoria externa como confirmação da
credibilidade de suas ações.

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Disponível em: Guia Exame de Sustentabilidade, 2009.
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A entrevista conseguiu confirmar as informações que foram colocadas nos relatórios,


principalmente ao descrever suas práticas ambientais e destacar projetos como o Mês da Terra,
estações de reciclagem, programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta e Pacto pela Sustentabilidade.
Por mais que o Walmart tivesse uma comunicação institucional (site específico e perfis em
mídias sociais específicos) voltada à sustentabilidade, este ainda parece ser um assunto sem uma
direção concreta, pois o intuito de ter um relatório com auditoria externa não tem um prazo
estipulado.
No Twitter, a empresa possui dois perfis bem distintos, um é para disseminar sua
comunicação mercadológica e atendimento ao consumidor que é o perfil @Walmart_BR e outro
específico para a divulgação de práticas sustentáveis que é @VarejoVerdeWM. Este perfil
dedicado exclusivamente ao tema sustentabilidade possuía 6.874 seguidores até o dia 30 de
novembro de 2011. Apesar de ser um perfil exclusivo apresentou-se pouco útil na mídia social, pois
entre os dezesseis dias analisados, nove dias não tiveram nenhuma informação divulgada, com um
total de 16 mensagens. Nove mensagens sobre práticas ambientais: em produtos verdes, das cinco
mensagens, três mensagens são a respeito dos produtos do programa Sustentabilidade de Ponta a
Ponta; em preservação ambiental aparecem três mensagens e em gestão de resíduos aparece uma
mensagem sobre reciclagem e separação de lixo. Duas mensagens referem-se às ações sustentáveis
na área social e uma mensagem é apenas um informativo sobre o site
walmartsustentabilidade.com.br.

Considerações Finais
Nas ações ambientais verificadas foi possível perceber que todas seguem um padrão e
muitas vezes praticam as mesmas ações. O foco para o Grupo Pão de Açúcar e Walmart encontrou-
se mais nas ações relacionadas à cadeia produtiva e às construções sustentáveis. Já o Carrefour
possuiu práticas menos divulgadas, ao verificar as quatros práticas ambientais não houve uma mais
relevante que a outra, todas se encontraram no mesmo nível de abordagem na comunicação
institucional.
A construção de uma marca pela sustentabilidade começa pela compreensão do significado
da marca e assim, o próximo passo foi verificar como se encontram as relações de contrariedade,
contradição e complementaridade das empresas estudadas.

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Foi possível perceber que para as três empresas as relações de contrariedade, contradição e
complementaridade (FLOCH, 2003) são as mesmas. O que muda é o direcionamento de marca de
cada uma. O Grupo Pão de Açúcar tem uma marca voltada ao crescimento e por isso seu eixo é o
Biggest (ANDER JR, 1998). Dessa forma sua contrariedade é uma marca institucional voltada à
sustentabilidade, sua contradição são as práticas ambientais como construção da marca e sua
complementaridade são as práticas ambientais com valor periférico 7. O mesmo ocorre com o
Carrefour, com eixo Easiest (marca voltada ao oferecimento de serviços) e Walmart com eixo
Cheapest (marca voltada aos produtos de preço baixo). E a marca institucional voltada à
sustentabilidade tem como complementaridade as práticas ambientais como elementos de
construção de marca.
Os varejistas analisados apresentaram características particulares na divulgação de suas
respectivas práticas sustentáveis. O Walmart organizou melhor a sua comunicação institucional, já
que a sustentabilidade é um tema muito abstrato. O Carrefour seguiu um padrão colocado pela
matriz na França, o que fez com que tivesse alguma coerência. Entretanto, demonstrou por meio de
sua comunicação institucional que a sustentabilidade não é o objetivo principal para a consolidação
de sua marca. O Grupo Pão de Açúcar possuiu uma comunicação abrangente em relação à temática
da sustentabilidade, mas encontrar uma direção nesta comunicação tão dispersa não foi fácil. A
empresa demonstrou que se perdeu ao elaborar a temática da sustentabilidade. Não existe um foco,
existiam ações sem uma administração precisa do tema.
Os relatórios de sustentabilidade foram as formas de comunicação mais utilizadas. Apesar
das três empresas utilizarem o modelo GRI de relatório, as mesmas não procuraram auditar esses
documentos. Todos os seis relatórios apresentaram-se como relatórios evasivos com dados algumas
vezes divergentes e em outras bem confusas. As práticas ambientais permeiam vários tópicos e
encontram-se misturadas com ações sociais. O Grupo Pão de Açúcar colocou uma barreira (que
dificultou neste estudo) ao acesso a seus relatórios. Primeiro, porque expôs no site de relação com
investidores e segundo porque não colocou todos os seus relatórios apenas o último publicado, além
de focar mais em dados financeiros. O Carrefour não colocou metas para suas ações futuras. Porém,
o Walmart conseguiu facilitar o acesso a todos os públicos por meio de um site voltado
exclusivamente ao tema sustentabilidade.

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Como um valor estratégico de mercado (BALDISSERA, 2009).
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PPGCOM ESPM – ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING – SÃO PAULO – 15 E 16 OUTUBRO DE 2012

Ao verificar as suposições propostas, foi possível perceber que na primeira suposição: as


três maiores empresas do setor supermercadista brasileiro utilizaram as ações sustentáveis
relacionadas aos produtos verdes, gestão de resíduos, construções sustentáveis e preservação do
meio ambiente como tentativa de consolidar suas respectivas marcas institucionais em
sustentabilidade, mas este processo de consolidação ainda encontra-se no início de sua construção.
Já na segunda suposição, as práticas ambientais não se tornaram uma vantagem competitiva
no setor supermercadista, pois cada empresa tem seu eixo estratégico de atuação e porque praticam
ações que não se constituem em a inovação em sustentabilidade.
Na terceira suposição, as empresas precisariam construir uma nova identidade (missão,
visão e valores) sustentável, mas não foi o que ocorreu. O Walmart apresentou algumas propostas
de reformulação de seus valores no que se refere à cadeia produtiva, o Grupo Pão de Açúcar e o
Carrefour não confirmaram nenhum tipo de reformulação em seus valores.
Na quarta suposição, a sustentabilidade pode ser vista como um eixo do EST Model
(ANDER JR, 1998), ou seja, ela é uma estratégia a ser seguida pelo setor supermercadista. Contudo,
a sustentabilidade tornou-se uma estratégia complementar, pois cada empresa segue a sua estratégia
principal (biggest, easiest e cheapest) e, apenas tenta implementar práticas sustentáveis.
Se utilizássemos uma balança de pesos, as três empresas encontrar-se-iam na mesma
medida, uma erra por um lado, a outra pelo outro, mas por mais esforços que empreendam ainda
continuam com falhas, principalmente no que diz respeito à comunicação e interação com os
stakeholders.
Ações ambientais estão sendo idealizadas para que num futuro (próximo ou não) exista uma
lembrança de marca, o reconhecimento de que a marca institucional varejista foi consolidada pela
sustentabilidade e por suas práticas sustentáveis.

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