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1959 - oldsmobile 1954 - maverick 1977www.cteditora.com.br hot rods # 106F-100

1954 - maverick 1977www.cteditora.com.br hot rods # 106F-100 hot diesel Ford F-100 roda com motor turbodiesel
1954 - maverick 1977www.cteditora.com.br hot rods # 106F-100 hot diesel Ford F-100 roda com motor turbodiesel

hot diesel

Ford F-100 roda com motor turbodiesel

ISSN 1808-9399 ano 9 #106 R$ 14,90 9 77180 8 9 3 900 7 0
ISSN 1808-9399
ano 9 #106
R$ 14,90
9
77180 8
9 3 900 7
0 0 1 0 6
oldsmobile
sedan ninety eight 1954

Visual rat rod e mecânica clássica dos anos 1950 são destaque do modelo, que ganhou ensaio com a pin-up

Garage Tech: troca das cruzetas História: National Hot Rods Association Técnica: Você está satisfeito com o desempenho do seu motor? Encontros: Holambra e São Bernardo do Campo

Editorial

Passado e futuro

Hot Rods se despede de 2013 com a promessa de que o próximo ano será melhor. Pelo menos no que depender de nós!

Ademir Pernias e Ricardo Kruppa - editores

depender de nós! Ademir Pernias e Ricardo Kruppa - editores a época das festas de final

a época das festas de final de ano é propícia a reflexões. De fazer um balanço de nossas atitudes e conquistas no período que se encerra e de planejar ações e objetivos a ser atingidos

no novo ano que se inicia. Período em que podemos mirar o futuro, porque é neste tempo que podemos fazer com que nossas ações gerem os frutos que gostaríamos de colher. Mas sem deixar de olhar o passado, pois foi ali que

plantamos o que estamos colhendo hoje. O ano de 2013 terá, para cada um de nós, sido um ano bom ou ruim de acordo com nossas perdas e con- quistas pessoais. Não se pode negar que, para os brasileiros, foi um ano de dificuldades econômicas, quase estag- nado, apesar de cada um de nós achar que deu o melhor de si em seu traba- lho. Plantou-se, mas as condições adver- sas não resultaram em colheitas fartas. Fazer o quê? Arar o solo novamente,

escolher as melhores sementes, fertilizar

a plantação e aguá-la. Ou seja, no que depender de nós, fazer o melhor para que os frutos sejam fartos e doces.

A equipe de Hot Rods deseja a

seus leitores, colaboradores e ami- gos, que o balanço que fizermos quando 2014 chegar ao fim nos traga, senão a satisfação plena, pelo menos consciência tranquila de que todos os esforços tenham sido feitos. Feliz 2014!

Sumário

enContro - são Bernardo do CamPo (sP)

06

Impala 1969 com placa preta, que garante a originalidade, é um dos destaques do encontro que aconteceu no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo

aconteceu no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo Crazy turkey editora diretores Vera Miranda

Crazy turkey editora

diretores

Vera Miranda Barros Miguel Ricardo Puerta

Chefe de redação - Ademir Pernias / editores - Ademir Pernias e Ricardo Kruppa - hotrods@cteditora.com.br / textos - Aurélio

Backo, Flávio Faria, Manuel Bandeira, Victor Rodder e Vitor Giglio / editor de arte - André Santos de Sousa- andre@

cteditora.com.br / editor de fotografia - Ricardo Kruppa - ricardokruppa@cteditora.com.br / Consultoria técnica - Norberto

Jensen, Sérgio Liebel e Cosme Santos / digitalização de Imagem e Produção - Marcio Martins, Danilo Almeida / diretor

administrativo - Miguel Ricardo Puerta / diretora Comercial - Vera Miranda Barros - (11) 2068-7485 / Gerente Comercial -

Geovania Alves / Contato - Dorival Sanchez Júnior / assinaturas e atendimento ao Leitor - Kyka Santos - (11) 2068-7485 /9287

- assinatura@cteditora.com.br / Contabilidade - RC Controladoria e Finanças - (11) 3853-1662. Resp.: Ricardo Calheiros /

assessoria Jurídica - Juliana T. Ambrosano / assinaturas e números atrasados - (11) 2068-7485 de segunda a sexta das 9h às 18h - assinatura@cteditora.com.br

Hot rods

A Hot Rods é uma publicação mensal da Crazy Turkey Editora e Comércio Ltda. • Redação, Administração e Publicidade: Rua Crisólita, 238, Jardim da Glória CEP 01547-090 São Paulo SP Fones/fax: 55 11 2068-7485/ 9287. Distribuidora exclusiva para todo o Brasil - Fernando Chinaglia Distribuidora • A Hot Rods não admite publicidade redacional • É proibida a reprodução das reportagens publicadas nesta edição sem prévia autorizacão • As opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não são necessariamente as da revista e podem ser contrárias à mesma • A Hot Rods é marca registrada pela Crazy Turkey Editora Ltda • Ninguém está autorizado a receber qualquer valor em nome da Crazy Turkey Editora ou da Hot Rods.

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cteditora.com.br / Jornalista responsável - Ademir Pernias - MTb

25815 / Impressão e acabamento - Prol Editora Gráfica

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ford f-100 1959

- Procure-nos também no facebook ford f-100 1959 Picape recebeu motor turbodiesel e ostenta visual clean

Picape recebeu motor turbodiesel e ostenta visual clean com rodas custom

18

maverICk Gt 1977

e ostenta visual clean com rodas custom 18 maverICk Gt 1977 Muscle brasileiro com motor 302”

Muscle brasileiro com motor 302” da Ford com preparação pesada rende 350 cv

28

motor 302” da Ford com preparação pesada rende 350 cv 28 ComPetIção - eL mIraGe, arIzona
motor 302” da Ford com preparação pesada rende 350 cv 28 ComPetIção - eL mIraGe, arIzona

ComPetIção - eL mIraGe, arIzona (eua)

rende 350 cv 28 ComPetIção - eL mIraGe, arIzona (eua) Competição no lago seco da Califórnia

Competição no lago seco da Califórnia (EUA) reúne hots, motos e entusiastas

36

oLdsmoBILe sedan nInety eIGHt 1954

motos e entusiastas 36 oLdsmoBILe sedan nInety eIGHt 1954 Mamãe-Noel Juliana Carolina da Cruz no ensaio

Mamãe-Noel Juliana Carolina da Cruz no ensaio com o Oldsmobile 1954

52

Juliana Carolina da Cruz no ensaio com o Oldsmobile 1954 52 enContro – HoLamBra (sP) Cidade
Juliana Carolina da Cruz no ensaio com o Oldsmobile 1954 52 enContro – HoLamBra (sP) Cidade

enContro – HoLamBra (sP)

ensaio com o Oldsmobile 1954 52 enContro – HoLamBra (sP) Cidade da Flores se transforma em

Cidade da Flores se transforma em Cidade dos Autos Antigos durante encontro

62

Casa Cor 2013

Cidade dos Autos Antigos durante encontro 62 Casa Cor 2013 Evento em Campinas tem ambiente inspira-

Evento em Campinas tem ambiente inspira- do no universo dos hot rods

70

Encontro - São BErnardo do campo (Sp)

Hots no aBC

Encontro de hot rods reúne quase 10.000 pessoas em São Bernardo do Campo

Texto: Vitor Giglio::Fotos: Dorival Sanchez

rods 8Hot

Encontro - São BErnardo do campo

rods 8Hot Encontro - São BErnardo do campo o Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do
rods 8Hot Encontro - São BErnardo do campo o Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do
rods 8Hot Encontro - São BErnardo do campo o Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do
rods 8Hot Encontro - São BErnardo do campo o Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do

o Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo (SP), recebeu entre os dias 8 e 10 de novembro a 4ª edição do Rotrods Brasil. Organizado pela entidade homônima, em parceria com a empresa MA3, o encontro reuniu mais de 120 veículos e cerca de 80 expositores.

Paulo dos Santos, presidente do clube, conta mais detalhes. “Trata-se do principal encontro anual da nossa entidade. Nesta ocasião oferecemos a possibilidade das pessoas que traba- lham no ramo demonstrarem seus serviços. Muito dos estandes eram de oficinas especializadas em hot rods”, afirma. Além disso, outras atividades, como apresentações musi- cais e de dança, demonstração de pintstriping e aerogra- fia e palestras foram realizadas.

como apresentações musi- cais e de dança, demonstração de pintstriping e aerogra- fia e palestras foram
À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street
À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street

À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street

À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street
À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street
À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street
À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street
À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street
À esquerda, no alto, Ford F-1. Acima, Bel Air 1955 street

Encontro - São BErnardo do campo

Encontro - São BErnardo do campo Acima, Chevrolet Apache. À direita, um Lakester rods 10Hot
Acima, Chevrolet Apache. À direita, um Lakester rods 10Hot
Acima, Chevrolet
Apache. À direita, um
Lakester
rods 10Hot
Encontro - São BErnardo do campo Acima, Chevrolet Apache. À direita, um Lakester rods 10Hot

Encontro - São BErnardo do campo

Encontro - São BErnardo do campo No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi-
Encontro - São BErnardo do campo No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi-
Encontro - São BErnardo do campo No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi-
Encontro - São BErnardo do campo No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi-

No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi- ta, a arte do pinstriping

Encontro - São BErnardo do campo No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi-
Encontro - São BErnardo do campo No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi-
rods 12Hot
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Encontro - São BErnardo do campo No alto, Ford F-100 saia e blusa. Abaixo, à direi-

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Encontro - São BErnardo do campo

“Cerca de 10.000 pessoas passaram por lá ao longo dos três dias de evento, inclusive visitantes de outros esta- dos e convidados de outros países, como Alemanha e Estados Unidos”, lembra Paulo. Outra particularidade do evento foi a comercialização, não apenas de acessórios, mas também de veículos. Paulo destaca também a importância do evento para o comércio da região, extremamente movimentado devido ao grande número de pessoas que passaram pela cidade durante o final de semana. O próximo encontro já está confirmado para 2014 e deve acontecer igualmente no mês de novembro.

de semana. O próximo encontro já está confirmado para 2014 e deve acontecer igualmente no mês
de semana. O próximo encontro já está confirmado para 2014 e deve acontecer igualmente no mês
de semana. O próximo encontro já está confirmado para 2014 e deve acontecer igualmente no mês
de semana. O próximo encontro já está confirmado para 2014 e deve acontecer igualmente no mês
rods 14Hot
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de semana. O próximo encontro já está confirmado para 2014 e deve acontecer igualmente no mês
de semana. O próximo encontro já está confirmado para 2014 e deve acontecer igualmente no mês
Abaixo, C-10 Nostálgi- ca. À esquerda, Ford da equipe Lucky Friends
Abaixo, C-10 Nostálgi- ca. À esquerda, Ford da equipe Lucky Friends
Abaixo, C-10 Nostálgi- ca. À esquerda, Ford da equipe Lucky Friends

Abaixo, C-10 Nostálgi- ca. À esquerda, Ford da equipe Lucky Friends

Abaixo, C-10 Nostálgi- ca. À esquerda, Ford da equipe Lucky Friends

rods 16Hot

Encontro - São BErnardo do campo

rods 16Hot Encontro - São BErnardo do campo No alto, El Camino, ao lado de uma
rods 16Hot Encontro - São BErnardo do campo No alto, El Camino, ao lado de uma
rods 16Hot Encontro - São BErnardo do campo No alto, El Camino, ao lado de uma
rods 16Hot Encontro - São BErnardo do campo No alto, El Camino, ao lado de uma
rods 16Hot Encontro - São BErnardo do campo No alto, El Camino, ao lado de uma

No alto, El Camino, ao lado de uma Kombi Corujinha

rods 16Hot Encontro - São BErnardo do campo No alto, El Camino, ao lado de uma

Ford F-100 1959

fora dos Padrões

Administrador de Pouso Alegre (MG) resolve reformar picape do pai de forma não convencional e monta Ford F-100 com mecânica a diesel

Texto: Flávio Faria::Fotos: Ricardo Kruppa

rods 20Hot

Ford F-100 1959

rods 20Hot Ford F-100 1959 Pintura em vermelho brilhante e visual clean tem como destaque a

Pintura em vermelho brilhante e visual clean tem como destaque a grade cromada, que harmoniza com a roda da Billet Specialties

e mbora relativamente comuns nos Estados Unidos, os hot rods movidos com mecânica a diesel ainda são bastante raros no Brasil. Por aqui, ainda pre- domina a cultura do V8, como regra geral. Mes- mo lá fora, o mais comum são os modelos rat, que se orgulham de fazer muita fumaça. O projeto do

administrador Marcelo Martins de Oliveira é um pouco

diferente. Por ser proprietário da Tecnodiesel, mecânica especializada neste tipo de motorização, quando Marce-

lo decidiu reformar a F-100 que já estava na família des-

de 1982, não teve dúvida: tinha que ser com este tipo de propulsor. “Ouço algumas críticas a respeito, dizem que tem que ser V8, mas quando me falam isso eu con- vido para dar uma volta e tenho certeza que, antes de

a pessoa descer, seus conceitos já mudaram. Tenho um

motor moderno e confiável, além de ser um seis cilindros

biturbo”, conta o proprietário.

já mudaram. Tenho um motor moderno e confiável, além de ser um seis cilindros biturbo”, conta

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Ford F-100 1959

NuNca aNtes

Apesar de ser quase um caminhão de pequeno porte, a F-100 nunca teve uma versão a diesel original. Todas elas eram movidas a gasolina, tendo como opções motores de seis e oito cilindros. Na verdade, isso ocorria porque, ape- sar de ter uma grande vocação para o trabalho, este tipo de picape sempre flertou mais com o segmento de carros de passeio, por ter um visual chamativo e com muito estilo. Quem vê a Fordinha do Marcelo por fora nem imagina que ela tem este diferencial. A pintura é clássica, em vermelho brilhante. A carroceria mostra um visual clean, com poucos frisos, fruto de um bem feito trabalho de funilaria e pintura. Os espelhos foram importados dos Estados Unidos e a grade foi cromada, fazendo par com as enormes rodas Billet Spe- cialties, de 17” na dianteira e 18” atrás.Os pneus são impor- tados, de perfil baixo, nas medidas 225/50 na dianteira e 285/50 na traseira. A traseira também foi alisada, saindo as tradicionais lanternas redondas para entrar em cena dois filetes de LED’s que fazem as vezes de luz de freio e seta. A caçamba recebeu assoalho novo, feito em jatobá.

e seta. A caçamba recebeu assoalho novo, feito em jatobá. Motor 6 cilindros turbodiesel gera 300
e seta. A caçamba recebeu assoalho novo, feito em jatobá. Motor 6 cilindros turbodiesel gera 300

Motor 6 cilindros turbodiesel gera 300 cv de potência para a “velha senhora”, que foi totalmente restaurada

jatobá. Motor 6 cilindros turbodiesel gera 300 cv de potência para a “velha senhora”, que foi

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Ford F-100 1959

clássica

Por dentro, o visual é clássico das picapes F-100. Os bancos foram forrados em couro e ajustados para ofere- cerem a posição de pilotagem próxima à das picapes modernas. O volante é da Billet Specialties, preso a uma coluna de direção da GM que, segundo o proprietário, oferece muito conforto. O painel permanece original e foi pintado na mesma tonalidade do exterior. A instrumen- tação é Auto Meter, da série Carbon Fiber, com velocí- metro eletrônico programável. As pedaleiras foram feitas sob medida e têm um visual pensado para casar com a manopla de câmbio da Hurst.

turbo diesel

O motor que equipa a F-100 é o MWM Sprint, de seis cilin- dros e 18V turbodiesel da GM, que originalmente equipa o modelo Silverado. Reconhecidos pelo torque absurdo, os motores a diesel comumente são aplicados a picapes que precisam carregar muito peso e até tratores. Por isso, seu limite de giros dificilmente é muito alto, como nos motores a gasolina, para privilegiar a força em detrimento da potência. No caso dos motores mais modernos, até para se evitar as trocas constantes de marcha, os propulsores giram um pouco mais alto, mas a potência e o torque máximo sempre estão disponíveis em rotações bem baixas. No caso deste modelo específico, os 300cv de potência são gerados pelos seis cilin- dros já em baixíssimas rotações, graças ao sistema adaptado por Marcelo, que utiliza duas turbinas, uma menor (Hx 221E, Holset), para ter menos lag, e outra maior (Garret Gt25), para maior admissão de ar, e consequentemente, mais potência em altas rotações. O sistema roda com 2,5kg de pressão.

rods 24Hot
rods 24Hot
admissão de ar, e consequentemente, mais potência em altas rotações. O sistema roda com 2,5kg de
admissão de ar, e consequentemente, mais potência em altas rotações. O sistema roda com 2,5kg de

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rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho
rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho
rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho
rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho
rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho
rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho
rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho
rods 25Hot Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho

Volante Billet, instrumentos Auto Meter e bancos de couro na parte de dentro. Assoalho é de jatobá

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Ford F-100 1959

Como todo propulsor a diesel, a injeção é direta. A única modificação feita por Marcelo foi visual. A pressurização do turbo é em inox e a tampa do cabeçote está cromada, dando um visual muito elegante e poderoso ao cofre do motor. O escapamento é todo de inox, com tubos de 3”. O silencioso e a ponteira do escape são Magnaflow, com 4”. O câmbio é manual, de cinco velocidades, do conjunto original da F-1000, com carcaça de alumínio. Os freios são a disco na dianteira, com tambor na traseira, e tem apoio hidráulico para auxiliar nas paradas, até porque essa é uma picape mais utilizada para passeios do que para tirar borracha do asfalto. Mas, segundo o proprietá- rio, deve entrar em breve um sistema mais “parrudo”, com discos de 320mm da Wilwood, com quatro pistões. Não que com todo esse torque ela não seja capaz de lixar o pavimento, muito pelo contrário. A suspensão conta com barras estabilizadoras na dianteira e na traseira e conta com molas traseiras e torção dianteira originais. Xodó da família, a picape já tem dono para o futuro. “Meu filho Enrico, de 7 anos, deu o nome de “Sally” para a picape, por causa da personagem do filme “Carros”, que ele gosta muito. Eu a chamo de “The Red Sally”, con-

ta. Ele diz que a picape é dele e já sabe tudo a respeito. Com certeza ela um dia será, só espero que ele não

resolva desmontar e refazer tudo de novo

”.

que ele não resolva desmontar e refazer tudo de novo ”. Acima, close da roda da

Acima, close da roda da marca Billet Specialties, de 17” na dianteira e 18” na traseira

Quem fez:

Tecnodiesel. Tel. (35) 3422-5250 tecno.diesel@uol.com.br Tapeçaria: (35) 9936-7091. Funilaria Zé Pretinho. Tel. (35) 9861-9504. Funilaria artesanal e martelinho Sr. Oswaldo. Tel. (35) 9162-9600. Pintura: Flavio. Tel. (35) 9989-6046.

Tel. (35) 9162-9600. Pintura: Flavio. Tel. (35) 9989-6046. fICHa téCnICa ford f-100 1959 parte externa Chassi

fICHa téCnICa ford f-100 1959

parte externa Chassi da Chevrolet Blazer Pintura em vermelho Retrovisores importados Grade cromada Rodas cromadas Pneus importados

Caçamba com assoalho em jatobá Traseira personalizada com feixes de LED’s

parte interna Banco inteiriço em couro

Volante Billet Specialties Painel de instrumentos na cor da carroceria Instrumentação Auto Meter, modelo Carbon Fiber

mecânica Motor 6 cilindros 300cv de potência Injeção direta

Tampa de cabeçote cromada

Pressurização em

Câmbio manual de cinco marchas Suspensão com molas originais e barras estabilizadoras Freios a disco na dianteira e a tambor na traseira

turbodiesel

inox

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mavErick Gt 1977

PaIxão que tIra o sono

Empresário proprietário deste legítimo Maverick GT tem uma queda por amores à primeira vista e relacionamentos à distância

Texto: Flávio Faria::Fotos: Ricardo Kruppa

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mavErick Gt 1977

Pintura laranja Lótus foi mantida e recebeu as faixas pretas do GT

q uem leu a história do empresário baiano Adson Sant´Ana Queiroz e seu Dart na última edição de Hot rods deve ter imaginado como foi difícil tocar a restauração do carro à distância, já que tudo foi feito em Curitiba (PR), apesar de o trabalho ter sido realizado por mãos muito competentes. No entanto,

ao conhecer a história deste Maverick GT 1977, duas coi-

sas ficam bem claras: ele é apaixonado por muscle cars e deve ter uma queda por amores complicados. “Comprei este carro em 2012 e a nossa história começou no encontro de Águas de Lindoia. Meu amigo Fábio Roque, apaixonado

como eu por carros antigos, me acompanhava no primeiro dia do evento. Nós já tínhamos andado muito e comprado algumas peças quando fomos ao estande da Powertech para conversar com os amigos Ricardo Moreira e Paulo Kuelo, que trabalharam na restauração do meu Dart. Chegamos ao estande da loja Armazém W70 e este Maverick estava em exposição. Quando o vi, fiquei louco. Chamei um vendedor e perguntei se o carro estava à venda, o que ele confirmou. Pedi aos amigos da Powertech para darem uma opinião profissional sobre o carro. Eles foram até lá e aprovaram. Fui para o hotel pensando se comprava ou não, conversei com

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mavErick Gt 1977

o Fábio, mas acabei decidindo que ainda não era a hora”,

conta o proprietário, que a partir daquele momento já tinha sido pego pela paixão e não conseguia tirar o “laranjão” da cabeça. “Todos os dias entrava no site da W70 para ver se o carro já tinha sido vendido. Depois de alguns meses

entrei novamente no site, anotei o telefone e passei a noite pensando se deveria comprar, pois para isso teria de me desfazer de um dos meus carros, no caso o Comodoro, para comprá-lo. Decidi fazer negócio, vendi o Opala para meu primo e liguei para a W70 para fechar a compra. Com tudo acertado, falei para o pessoal da Powertech arrumar um lugarzinho, que eu queria algumas melhorias”, conta. Mais uma vez o proprietário se conformou em acompanhar à distância a reforma da sua paixão, mas segurou as emoções

e investiu na confiança na Powertech, que não deixou por

menos e entregou um Maveco que realmente merece a alcu- nha de muscle car.

laraNja lotus

De longe dá para perceber o Maverick chegando. Além

do som do V8, que já ecoa de longe, seu visual esporti- vo chama a atenção de todos que se aproximam. O res- ponsável pela pintura não foi Adson, mas o empresário nem por um minuto pensou em mudar a cor, que foi um dos detalhes que despertaram a sua atenção. A tonali- dade laranja, obviamente, não fazia parte da paleta de cores original do cupê. Segundo o antigo proprietário,

é a mesma utilizada nos carros da Lotus, em especial o

modelo Elise. A intervenção de Adson foi a faixa preta nos moldes originais do GT, que deu ainda mais identi- dade ao muscle nacional. Até porque estamos falando

aqui de um legítimo GT e não só uma personalização, e Adson tem o documento para provar. Acessórios externos, como retrovisores, já vieram novos com o carro. Faróis

e lanternas, apesar de estarem em bom estado, foram

trocados por modelos adquiridos aqui mesmo no Brasil. As rodas são Torq Thrust II, de 17”, montadas em pneus importados da Hankook, nas medidas 225/45 na dian- teira e 245/45 na traseira. Por dentro, o visual guarda o aspecto esportivo original concebido pela Ford nos anos 70. Apenas os bancos foram trocados por modelos mais atuais e forrados em couro. Os instrumentos são da Auto Meter, incluindo con- tagiros, manômetro de óleo e termômetro para o motor. O volante é original. Afinal, quem teria coragem de trocar?

receita matadora

Produzido entre 1970 e 1977, o Maverick GT foi a resposta da Ford para o Opala. Junto ao Charger, foi o grande sonho dos adolescentes da época e as estrelas dos rachas ilegais

da Ford para o Opala. Junto ao Charger, foi o grande sonho dos adolescentes da época
da Ford para o Opala. Junto ao Charger, foi o grande sonho dos adolescentes da época
Carroceria Lakester em fibra foi montada sobre chassi de Ford 1928 Bancos modernos forrados de

Carroceria Lakester em fibra foi montada sobre chassi de Ford 1928

Lakester em fibra foi montada sobre chassi de Ford 1928 Bancos modernos forrados de couro e
Bancos modernos forrados de couro e instrumensos Auto Meter no interior clássico rods 33Hot
Bancos modernos forrados de
couro e instrumensos Auto Meter
no interior clássico
rods 33Hot

mavErick Gt 1977

daquele tempo. A versão top do Maveco vinha com carbura-

dor quadrijet e comando de válvulas especial, projetada para fazer frente ao recém-lançado seis cilindros 250-S da GM. Obviamente que, depois de sair da Powertech, o carro teria algumas “coisas” a mais debaixo do capô. Pistões são novos,

da Sealed Power. Na parte de alimentação, os comandos

originais deram lugar a modelos Edelbrock, com 298º. Polias

são da Art Billets, com correia da Edelbrock Os cabeçotes

foram feitos sob medida pela Powertech, em alumínio, e as vál- vulas são acionadas por balanceiros Roller Comp Cams.

O ar é admitido por um coletor Edelbrock. O combustí-

vel, por sua vez, é empurrado por uma bomba mecânica da mesma marca. Tudo isso é misturado e jogado para dentro dos cilindros para queimar por um carburador da

Holley, de 750cfm de vazão. Com essas modificações, o propulsor agora está com 350cv

de potência. O câmbio é manual, de quatro velocidades, e

aproveita bem o torque absurdo do oito cilindros.

A suspensão foi recalibrada para dar mais firmeza e agora conta com buchas em PU, melhorando a estabilidade e a aderência, principalmente em curvas, com menos rolagem

da

carroceria. Mas, com tanta força no motor, é necessário

ter

cautela com o acelerador. “Ele está muito forte, gostoso

de

guiar. A retomada está muito melhor e qualquer acelerada

em primeira marcha destraciona”, conta o proprietário. Os freios contam com disco na dianteira e tambor na traseira, mas, segundo Adson, o conjunto é mais do que suficiente para segurar o ímpeto do muscle. Da mesma maneira que foi com o Dart, Adson só conse- guia ter contatos esporádicos com o carro durante a sua restauração e só depois de pronto é que pôde ter ele nas mãos para curtir. Aliás, assim como o Dodge, faz pouco tempo que o Maveco está de volta à garagem do dono, de onde provavelmente não sairá mais!

rods 34Hot
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fICHa téCnICa maverICk Gt 1977 parte externa Pintura laranja Lotus Faixas padrão GT Acessórios externos
fICHa téCnICa
maverICk Gt 1977
parte externa
Pintura laranja Lotus
Faixas padrão GT
Acessórios externos
importados
Rodas Torq Thrust II, de 17”
Pneus Hankook 225/45 na dianteira e 245/45 na traseira
parte interna
Bancos em couro
Volante original
Instrumentos Auto Meter
mecânica
Motor Ford V8 302”
Pistões Sealed Power
Comando Edelbrock 298º hidráulico
Admissão Edelbrock
Carburador Holley 750 cfm double pump
Bomba combustível Holley mecânica
Kit corrente de comando dupla Edelbrock
Cabeçote de alumínio Powertech Performer
Balanceiros Roller Comp Cams
Embreagem cerâmica Displatec
Bomba d’água de alumínio hi volume
Coletor escape dimensionado By Fabinho
Kit de tampas e filtros de ar Edelbrock
Cabos de velas Malory
Radiador de alumínio Griffin
Kit de polias Art Billits

Motor Ford V8 302” gera 350 cv após a preparação recebida

Quem fez:

Preparador: Alan Fábio. Tel. (41) 8726-3528. Pintura Faixas: Ricardo Moreira. Tel. (41) 9159-7608. Restauração de peças: Paulo Kuelo. Tel. (41) 9123-0480.

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compEtição - El miraGE, arizona (Eua)

da seCa ao torque

Tradicional prova de velocidade final no Deserto de Mojave, na Califórnia, chega à etapa final; 101 carros participaram da competição

Texto: Bruno Bocchini::Fotos: Ricardo Kruppa

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compEtição - El miraGE, arizona (Eua)

o Lago Seco de El Mirage, localizado no Deserto de Mojave, na Califórnia, recebeu a 6ª e últi- ma etapa da temporada 2013, dias 9 e 10 de novembro. No total, 150 participantes, dentre eles, 101 automóveis e 49 motocicletas. Assim como em Bonneville, as competições em El

Mirage são organizadas pela SCTA (Associação de Crono- metragem do Sul da Califórnia), uma organização de vários clubes, sem fins lucrativos, estabelecida em 1937 com o objetivo de promover eventos de velocidade. Dentre os clubes estão Eliminators, Gear Grinder, Gold Coast, High Desert Racers, Lakers, Land Speed Racers, Milers, Road Run- ners, Road Riders, San Diego Roadster Club, Sidewinders e Super Fours. Em apenas dois eventos no ano é permitida a participação de não-filiados, mas para obter um recorde de velocidade final reconhecido é necessária a filiação. Os veículos que competem em El Mirage e também em Bonneville são classificados em mais de 30 categorias. Além da classificação pela carroceria, há também a divi- são pela capacidade volumétrica do motor que equipa o carro: por exemplo, um Maverick e um Dodge Dart nacio- nais pertenceriam a uma mesma categoria PRO (produ- ção), mas como seus motores têm 302 e 318 polegadas cúbicas, seriam identificados diferentemente.

Nos detalHes

A corrida em El Mirage usa as mesmas regras e estrutura da

famosa prova de Bonneville. O objetivo é correr mais rápi- do do que qualquer outro competidor da mesma categoria.

A principal diferença é que Bonneville oferece pistas com

até cinco quilômetros cronometrados. No El Mirage, o curso

é apenas 1,3 milha (2,09 km), cronometrado. O campeo-

nato é somado a pontos conquistados por recordes. Mas registrar um recorde em El Mirage é mais difícil do

que em Bonneville, e muito mais desafiador. Uma das razões é que a pista é mais curta e, portanto, há menor tempo para acelerar. Outro fator decisivo é a superfície da pista, seca e exigente com os pneus. Efetuar sistema

de tração é um problema e os pilotos persistentes são

recompensados com melhores pontos. Quanto mais pontos ganhar, mais à frente o competidor estará nos registros.

os mais rápidos

O carro mais rápido em El Mirage é um Lakester (rodas

abertas) em vez de um Streamliner. Quatro dos cinco registros principais envolvem Les Leggitt da empresa Motores Leggitt. Leggitt e Larry Lindsley são nomes tradi- cionais no segmento e ambos somam recordes importan- tes como o modelo Firebird Fuel-Hemi que detém a marca de 308 mph em Bonneville.

e ambos somam recordes importan- tes como o modelo Firebird Fuel-Hemi que detém a marca de
e ambos somam recordes importan- tes como o modelo Firebird Fuel-Hemi que detém a marca de
e ambos somam recordes importan- tes como o modelo Firebird Fuel-Hemi que detém a marca de
e ambos somam recordes importan- tes como o modelo Firebird Fuel-Hemi que detém a marca de
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville

Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville

Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville
Corrida de El Mirage utiliza as mesmas regras e estrutura da famosa prova de Boneville

compEtição - El miraGE, arizona (Eua)

compEtição - El miraGE, arizona (Eua) Divididos em diversas categorias, carros e motos percorreram o deserto
compEtição - El miraGE, arizona (Eua) Divididos em diversas categorias, carros e motos percorreram o deserto
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compEtição - El miraGE, arizona (Eua) Divididos em diversas categorias, carros e motos percorreram o deserto

Divididos em diversas categorias, carros e motos percorreram o deserto da Califórnia

carros e motos percorreram o deserto da Califórnia rods 40Hot os dez melHores em el mirage
carros e motos percorreram o deserto da Califórnia rods 40Hot os dez melHores em el mirage
carros e motos percorreram o deserto da Califórnia rods 40Hot os dez melHores em el mirage
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os dez melHores em el mirage

1 (#2010) - Hasport Hondata - Rod Riders - 939 pontos

2 (#2626) - STD Racing - Rod Riders - 893

3 (#3) - Lattin Stevens - SDRC - 883

4 (#425) - Kennedy Racing - Gear Grinders - 880

5 (#7) - Aardema Braun Goetz - SDRC - 878

6 (#75) - Ferguson Racing - Rod Riders - 874

7 (#4) - Warnock Racing - HiDsrtRcrs - 872

8 (#3535) - B Ralph Hudson - Milers - 859

9 (#977) - B Pflum Wagner Racing - Gear Grinders - 842

10 (#9999) - Rice Vigeant Racing - Gear Grinders - 841

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HiStória

nHra: natIonaL Hot rod assoCIatIon

Fundada em 1951, associação norte-americana se dedica às competições de arrancada, estabelecendo regras e organizando eventos nos EUA e no Canadá

Texto: Aurélio Backo::Fotos: Divulgação

EUA e no Canadá Texto: Aurélio Backo::Fotos: Divulgação a s competições com carros surgiram pouco tempo

a s competições com carros

surgiram pouco tempo depois

da invenção do automóvel,

no final do século 19. Inicial-

mente, as competições eram

provas de velocidade final

ou corridas entre carros em trechos

de estrada ou em circuitos fechados. Em 1901, o próprio Henry Ford, ao volante de um carro construído ape- nas para competição, o Ford 999, ganhou uma prova em um circuito de 16 quilômetros contra o então famoso piloto e fabricante de carros

Alexander Winton. Três anos depois,

o mesmo Henry quebrou o recorde

mundial de velocidade, ao atingir 146 km/h sobre a superfície conge- lada de um lago em Michigan, nos

Estados Unidos.

A produção em massa de veículos

nos EUA popularizou o automóvel e propiciou o surgimento dos “rachas” de rua (divertidos, ilegais
nos EUA popularizou o automóvel e propiciou o surgimento dos “rachas” de rua (divertidos, ilegais
nos EUA popularizou o automóvel e propiciou o surgimento dos “rachas” de rua (divertidos, ilegais

nos EUA popularizou o automóvel e propiciou o surgimento dos “rachas”

de rua (divertidos, ilegais e perigo-

sos

motoristas a bordo de seus carros do

dia-a-dia (usualmente um Ford) espe- ravam a luz verde do semáforo acen- der para ver quem tinha o carro que acelerava mais, não necessariamente

o carro mais veloz. Uma possível

origem do termo “dragracing” seria “corrida na rua principal”, pois, em inglês, “maindrag” significa rua prin- cipal, normalmente a melhor e mais larga rua de uma cidade pequena.

).

Nesses “rachas”, um par de

rua de uma cidade pequena. ). Nesses “rachas”, um par de Oficialmente poderíamos considerar o ano

Oficialmente poderíamos considerar

o ano de 1950 como o início das

competições de arrancada. Neste ano, Cloyce Hart, sua esposa, Mary Margaret “Peggy” Riley, e mais dois sócios fundaram a primeira pista

comercial voltada para as corridas de arrancada, o “Santa Ana Drag Strip”.

O local escolhido foi uma pista não

utilizada do aeroporto do Condado

de Orange, na Califórnia. Como o

“dragracing” não era até então algo organizado, o próprio C. J. “Pappy” Hart (como era chamado Cloyce) estabeleceu a distância de um quarto de milha (402 metros), com base nas

corridas de cavalo, e também estabe- leceu as classes dos competidores. Já

no primeiro mês de operação, Pappy

e Peggy se tornaram os únicos sócios

da pista e entraram para a história como os responsáveis pelo estabeleci- mento de um novo esporte. Com o sucesso comercial da pista de Santa Ana, outras pistas surgiram

e se fazia necessária a criação de

regras que uniformizassem as compe- tições. Para suprir esta necessidade

foi criada então a NHRA (National Hot Rod Association), sendo seu fun- dador Wally Parks. Wally Parks competia nas provas de velocidade promovidas pela SCTA (Southern California Timing Association,

da qual falamos na edição anterior) e participava também na organização da SCTA como secretário. Por ser um entu- siasta da velocidade e administrador competente, foi convidado, em 1949,

a ser o editor da revista americana Hot Rod. No começo, a ênfase da publica- ção eram os carros que participavam das provas de velocidade nos desertos

e lagos secos, mas a popularidade

crescente das provas de arrancada fez destas o foco principal da revista. Parks, como editor da Hot Rod, deu visibilidade ao “dragracing”, ao mesmo tempo em que apoiava, por meio da

revista, iniciativas que buscavam a regu- lamentação e a segurança nas provas. Então, em 1951, Parks fundou e passou

a presidir a National Hot Rod Associa-

tion (NHRA), organização que buscava instituir regras de segurança e padrões de desempenho para as competições. Em 1954, uma iniciativa da NHRA que ficou conhecida como Drag Safari

uma iniciativa da NHRA que ficou conhecida como Drag Safari “turbinou” as provas de arrancada pelos

“turbinou” as provas de arrancada

pelos Estados Unidos. Nesta iniciati- va da associação, uma equipe com quatro membros, acompanhados por um fotógrafo da Hot Rod, pegou a estrada a bordo de uma perua Dodge 1954 puxando um trailer com todo o

equipamento necessário para promover uma prova de arrancada: equipamento de cronometragem eletrônica, sistemas de som e comunicação, gerador de energia e até troféus. A equipe não se restringia apenas às competições. No período entre as provas, os membros da equipe contatavam policiais e líde-

res locais mostrando que o novo espor-

te era algo organizado e seguia regras

de segurança (além disso, desestimula-

ria os rachas de rua

locais, a equipe organizava seminários ensinando como preparar e gerenciar

pistas para provas de arrancada. Havia ainda a divulgação nacional pela revis- ta Hot Rod das ações da equipe. Nesta primeira edição do Drag Safari,

em 1954, a equipe organizou dez even-

tos em um período de três meses, soman- do 19 mil quilômetros no odômetro da perua Dodge. O sucesso desta iniciativa ficou comprovado quando, em 1955,

a NHRA pôde organizar seu primeiro

evento nacional, ou seja, o novo esporte havia se espalhado de forma organiza- da pelos Estados Unidos. O Drag Safari

ainda teve edições em 1955 e 1956. Hoje, após 50 anos, a NHRA é a maior organização mundial dedicada ao auto- mobilismo, com 80 mil membros, 35 mil pilotos licenciados e 140 pistas. Os “bólidos” que competem são classifica-

dos em mais de 200 classes, baseadas em diversos itens, como, por exemplo, tipo do veículo, tamanho do motor, peso, aerodinâmica e modificações efetuadas.

A NHRA é mais uma prova de que inicia-

tivas de sucesso são resultado de 1% de inspiração e 99% de transpiração

).

Para os clubes

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aurélio backo é rodder e proprietário da lakester, fabricante de carrocerias.

Cultura Hot

Os hOts de “Big daddy”

Na segunda parte do artigo sobre o criador do Rat Fink, você fica sabendo todos os detalhes sobre sua verdadeira paixão: os carros especiais

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N a edição passada apresentei a vocês um pouco da história de Ed Roth. Falei sobre sua infância, seus primeiros desenhos, seu tra- balho antes de se tornar um dos personagens mais famosos da

Kustom Kulture e de como ele introduziu na cultura moderna a camiseta com dese- nhos e ilustrações. Nesta segunda parte do artigo sobre o criador de Rat Fink, vou concluir a história falando de sua verda- deira paixão: os carros especiais. Quando pensamos em Ed “Big Daddy” Roth, imediatamente nos vem à mente uma série de coisas: de pinstriping a drag racing, passando por brinquedos, revistas, ilustrações, camisetas e cus- tomizações em geral. Mas essa visão que temos hoje sobre a vida e a perso- nalidade de Ed Roth não nos mostra a

Texto: Victor Rodder::Fotos: Divulgação

não nos mostra a Texto: Victor Rodder::Fotos: Divulgação tomizador de carros e pinstriper e sua oficina
não nos mostra a Texto: Victor Rodder::Fotos: Divulgação tomizador de carros e pinstriper e sua oficina

tomizador de carros e pinstriper e sua oficina estava sempre lotada. Mas, mesmo tendo de trabalhar muito para garantir um padrão de vida razoável para sua esposa e os cinco filhos, e ainda partici- par de eventos auto- motivos para continuar sendo visto e lembrado no meio, ele arrumava tempo para se dedicar a este seu projeto especial. À época, a fibra de vidro para uso automotivo ain- da era uma novidade, recém-lançada no mercado, e foi nela que Ed Roth achou um meio de realizar seu sonho. Desde 1953 automóveis eram fabrica- dos em larga escala utilizando carroce- rias de fibra de vidro, como o Corvette, por exemplo, que foi apresentado ao mundo em 17 de janeiro de 1953, no hotel Waldorf Astoria, em Nova York (EUA). E foi somando esse material a peças recondicionadas encontradas nos ferros-velhos da região de Los Angeles que Ed construiria seu primeiro modelo original. As grandes fabricantes de automóvel buscavam inovações, tentando lançar carros com designs mais arrojados, como foi o caso do Ford Edsel. Mas Ed Roth queria mais. Muito mais. E se dedicou com afinco a isso. Mas quem realmente financiava seus projetos era Rat Fink e sua turma! A moda das camisetas de monstros se alas- trou tanto e tão rapidamente no final dos

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verdadeira paixão desse ícone da Hot Rod Culture. Ed foi um artista de múlti- plos talentos e conseguiu alcançar um nível de fama e reconhecimento que não podem ser comparados a nenhum outro. Nem mesmo nomes como George Barris e Von Dutch tiveram tanto alcance. Mas o que realmente impulsionava Ed Roth a trabalhar tanto era sua insaciável sede de criar veículos especiais. Desde cedo Ed se interessou pela indústria automobilística e, apesar de ter sido seu talento para o desenho e suas criações monstruosas que o levaram à fama, seus carros e motos eram sua fonte de energia.

Projeto inovador

Como disse na primeira parte desse arti- go, de 1958 a 1960, Ed Roth dedicou todo seu tempo livre ao desenvolvimento de um projeto totalmente inovador: um carro diferente, customizado, fora de linha e feito de plástico e fibra de vidro. Ed já tinha se estabelecido como cus-

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anos 50 que não demorou para que a Prefeitura de Los Angeles proibisse seu uso nas escolas públicas. A proibição fez com que a vontade dos jovens usa- rem uma camiseta com Rat Fink estampa- da no peito só aumentasse.

os carros de ed roth

O primeiro carro customizado por

Ed, e que foi seu passaporte para os grandes eventos, foi um Ford A Tudor 1930 que foi reestilizado e chamado

de

“Little Jewel”. Mas o que diferenciou

Ed

de outros customizadores foi que,

até então, no final dos anos 50, cons- trutores de carros não criavam novos

conceitos, apenas reestilizavam carros.

E, em 1959, com seu Outlaw, Ed Roth

mostrou ao mundo que qualquer um poderia projetar e construir um carro sem ser um engenheiro automotivo certificado. Tudo o que você realmente precisava era imaginação, alguma noção sobre motores, muita graxa e bom senso. Depois do Outlaw vieram outros carros e motos especiais, todos inovadores e revolucionários de alguma forma. Bea- tnik Bandit e seu teto transparente de Plexiglass, Mysterion, com dois motores Ford 406 V8; Surfite, o minicarro que utilizava chassi e mecânica do Mini Morris e levava uma prancha de surf na sua lateral; Orbitron – que foi inspirado nos dragsters e slingshots e tinha três

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foi inspirado nos dragsters e slingshots e tinha três 07 01. Segundo antigas entrevistas com Ed

01. Segundo antigas entrevistas com Ed Roth,

Rat Fink surgiu como um rabisco num guarda- napo, mas na mesma hora Ed Roth percebeu

que aquele bicho tinha futuro. Fez um desenho de bom tamanho na frente de um antigo refri- gerador em sua oficina, e passou a desenhá-lo em inúmeras situações, fazendo com que o rato se tornasse seu principal personagem

02. No novo endereço, até no cartão de visitas

monstros eram sinônimo de bons negócios!

03. Mesmo depois de adotar o look “cartola e

bengala”, Ed continuou a investir forte em uma de suas principais características: a irreverência

04. Rat Fink é, sem dúvida nenhuma, o perso-

nagem mais famoso de Ed, e uma das imagens mais associadas à Kustom Kulture. E, ao longo

dos anos, foi criado e recriado inúmeras vezes, sendo sempre lembrado por outros artistas, como nessa ilustração de Nate Greco

05. Beatnik Bandit e seu teto transparente de

Plexiglass. Uma das muitas criações de Ed Roth que entraram para a história do automobilismo

06. Arte orginal de Big Daddy – “Ajude a

promover as corridas de rua”. Umas das

muitas frases de que se arrependeu Ed Roth no período religioso de sua vida

07. Quando Big Daddy começou a sofrer

críticas por veteranos da II Guerra Mundial, devido aos símbolos germânicos de suas criações, ele passou rapidamente a fazer camisetas com desenhos enaltecendo os sol- dados americanos que combatiam no Vietnã

ele passou rapidamente a fazer camisetas com desenhos enaltecendo os sol- dados americanos que combatiam no

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faróis coloridos primários (vermelho, verde e azul) que, quando ligados e focados em conjunto, produziam luz branca; Rotar, ou “Roth Air Car”, um

monoposto em forma de delta que tinha dois motores Triumph de 650 cm3 e um colchão de ar, que lhe permitia trafegar

em solo firme e na água

pre trabalhou em seus carros e motos, exceção a alguns poucos períodos, o que lhe garantiu uma longa lista de cria- ções, sendo a última o Stealth 2000, com motor Geo Metro (V4 de 1.300 cm3), montado dois anos antes de sua morte, em 4 de abril de 2001. Mas, nessa edição, vamos falar apenas de sua primeira criação – The Outlaw. E a verdade é que só a história desse carro já renderia uma matéria inteira. Porém tem muito mais coisas para escrever sobre Ed Roth. Então, mesmo nos restringindo ao Outlaw, vamos nos

Ed Roth sem-

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mudar para sua nova oficina na Av. Slauson, 4.616, em Maywood – Cali- fórnia, quando decidiu que construiria um carro totalmente novo. Sua concep- ção começou com um dos desenhos de monstro na parte de trás de uma camiseta e a escolha do material veio depois de ver uma foto de Henry Ford batendo com uma marreta na tampa do porta-malas de um Ford 1941 coberto de fibra de vidro. De acordo com a legenda da foto, “sem nenhum amas- sado”. Ed fez uma nota mental sobre esse novo material e mais tarde acabou sendo oficialmente apresentado ao mis- terioso material no Pier de Huntington Beach, onde viu um surfista com uma prancha de madeira coberta com um revestimento de fibra de vidro à prova d’água. Mas até então eram apenas informações sendo armazenadas. A decisão foi finalmente tomada quando Ed leu na Life Magazine uma matéria sobre um rodder chamado WR Shadoff, que havia construído com fibra de vidro um streamliner para correr em Bonne- ville. Foi quando Ed Roth começou a fazer experiências por conta própria com vibra de vidro nos fundos de sua oficina. De acordo com o livro “Hot Rods por Ed “Big Daddy” Roth”, quan- do Ed estava trabalhando com fibra de vidro um par de calças durava um dia e os sapatos no máximo quatro antes

concentrar naqueles detalhes que não podem ser deixados de lado.

the outlaw

A diferença entre o primeiro trabalho “completamente autoral” de Ed Roth e seu modelo anterior era tão grande, tão gritante, que “Little Jewel” foi vendi- do para pagar somente a cromagem do “Outlaw”. E quando o carro ficou pronto, um conceito totalmente novo surgiu. Algo que nunca havia sido feito ou testado por ninguém. Ed Roth tinha apenas uma imagem em sua cabeça, alguns desenhos e muita vontade quan- do começou a trabalhar com a recém descoberta fibra de vidro. E “Outlaw” acabou se tornando não só um carro, mas uma inovação de design, rees- crevendo completamente as regras de design automotivo. Em 1957 Ed tinha acabado de se

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que fosse preciso pintá-los novamente. Como ninguém sabia manusear fibra de vidro naquela época, Ed não tinha com quem se aconselhar, nem com quem aprender. A construção era toda intuitiva e foi pelo árduo processo de tentativa e erro, e de se fazer e refazer as coisas que Ed chegou ao resultado final de seu projeto dois anos depois. Originalmente batizado de “Excalibur”, The Outlaw fez sua estreia no “Dis- neyland Day Car Club e Autocade” em setembro de 1959. O nome Excalibur veio de uma espada usada como ala- vanca de câmbio no carro. A espada era uma peça histórica e que pertencia à família da sogra de Ed. Mas ninguém conseguia pronunciar o nome do carro direito e, no final de 1960, Ed Roth mudou o nome para Outlaw. Durante esse período, quando o carro ainda se chamava Excalibur, apareceu em diversas revistas, mas ainda não estava pronto, faltando uma série de detalhes, como o interior e as rodas. Quando o projeto ficou pronto, era troféu após tro- féu. Ed chegou a afirmar que se tornou injusto competir com o Outlaw, e as pessoas começavam a achar desculpas para desclassificá-lo, como aconteceu no Oakland Roadster Show de 1960, quando seu carro não foi julgado por utilizar as novas porcas de fixação de náilon e não ter chavetas nas juntas da balança da suspensão. Ed acabou con- cluindo que seu carro era tão avançado para seu tempo, tão maluco na con-

cepção que realmente não poderia ser

julgado ao lado de carros “comuns”, passando então a participar como con- vidado dos eventos automotivos.

À essa altura os prêmios já tinham se

acumulado, e não eram mais realmente necessários. O Outlaw tinha impres- sionado tanto as pessoas que Ed Roth recebeu um convite da maior empresa de plastimodelismo dos EUA, a Revell, para que seu Outlaw fosse produzido. Ed não pensou duas vezes! O reconhe- cimento da Revell era um elogio em si. Sua primeira criação estava se tornando também um brinquedo e estaria rapida- mente na casa de muitos outros america-

nos, marcando uma longa parceria entre Ed Roth e a Revell, que produziria kits em miniatura de muitos de seus carros. Surge Ed “Big Daddy” Roth. Quando a Revell chamou Ed e pergun- tou se eles poderiam fazer e vender um kit de montagem do Outlaw, Ed ficou emocionado e concordou na hora com

a oferta, que a princípio parecia insig-

nificante. A Revell pagaria um centavo de dólar para cada kit vendido. Ed Roth não estava pensando no dinheiro nesse momento. Ele pensava no futuro, na exposição que seu nome e trabalho teriam. Ed acertou em cheio ao pensar assim. Mas se enganou muito ao achar que o dinheiro não seria um fator pre- ponderante nessa negociação, pois em 1963 as vendas das miniaturas dos car- ros de Ed Roth, como o Outlaw, já atin- giam mais de 3.000.000 de unidades.

Ed Roth era uma febre nacional. Mas, para que isso acontecesse, algumas mudanças tiveram que acontecer antes. Quando a Revell começou a fabricar o kit do Outlaw, Henry Blankfort , um dos diretores da Revell, chamou Ed em seu escritório e lhe disse que seu nome precisava de um impulso, um charme, um apelido. Algo como o que acontecia com Von Dutch. Ed concor- dou e disse a Henry que ele tinha sido sempre chamado de “Big Ed” na sua antiga escola. A Revell então sugeriu nomes como “aranha” ou “barata”, mas nenhum deles agradou Ed. Na mesma época um movimento hippie surgiu em Los Angeles, e muita gente começou a deixar a barba crescer e recitar poesia

em cafés. Esses caras ganharam o apelido de “Big Daddy” e Henry achou que substituir “Big Ed” por “Big Daddy” poderia funcionar. Quando Ed ouviu a ideia, lembrou de seus cinco filhos em casa e que era realmente um cara gran- de, então tudo parecia se ajustar bem. Todos estavam felizes e, com o novo apelido, o kit foi um sucesso. Mas ainda faltava um detalhe: Ed tinha um novo nome, mas continuava com o velho visual. Viajava de uma cidade para outra a bordo de sua station wagon carregando seus carros numa carreta, e muitas vezes não tinha como ir para um hotel. E foi numa daquelas manhãs de “acordei dentro do carro” que Ed se deparou com uma

de “acordei dentro do carro” que Ed se deparou com uma 08. Apesar de ter sido

08. Apesar de ter sido seu talento para o

desenho e suas criações monstruosas que o levaram à fama, seus carros e motos eram sua fonte de energia

09. Outlaw foi o primeiro de uma série de

carros a serem reproduzidos e vendidos em miniaturas para montar pela Revell 10 e 15. Sem ninguém que pudesse ajudar ou

orientar Ed Roth no uso do fiberglass, ele teve que aprender literalmente “botando a mão na massa”!

11. Aqui, algumas das diversas fases da

construção do Outlaw

aprender literalmente “botando a mão na massa”! 11. Aqui, algumas das diversas fases da construção do

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criança com um de seus kits na mão,

esperando ele sair. Ed levantou com

a cara amassada e se deu conta que

também precisava de uma aparência melhor. No mesmo dia, passando por um bazar de caridade, achou a car- tola, o fraque e a bengala. Nascia a imagem de Ed “Big Daddy” Roth que ficaria conhecida em todo mundo.

a fama

Em 1963, mesmo ano em que Ed apre- sentou seu Mysterion, com dois motores Ford 406 V8 montados paralelamente, duas caixas automáticas e diferencial duplo, com dois conjuntos de coroa e pinhão no mesmo eixo, também deu

início a sua carreira musical. Ed foi cer- tamente o nome que melhor soube apro- veitar sua fama e investir em sua ima- gem pessoal. E uma das maneiras que Mr. Roth encontrou foi lançando discos de surf rock com sua banda Mr. Gasser

& the Weirdos (leia a coluna Rock’n

Hots, nesta edição). Foi também em 63

que o jornalista Tom Wolfe foi enviado

à Califórnia pela revista Esquire para

escrever sobre a febre de carros custo- mizados que infestava o país. Tom tinha

o material, mas não sabia como come-

çar a matéria. Resolveu então fazer uma

carta a seu editor, que acabou publica- da na íntegra com o título “There Goes (Varoom! Varoom!) That Kandy-Kolored (Thphhhhhh!) Tangerine-Flake Streamli- ne Baby (Rahghhh!) Around the Bend

(Brummmmmmmmmmmmmmm)

o começo do “New Journalism”, um

movimento que revolucionou todas as

”. Era

Redações do mundo. Ed Roth estava decididamente destinado a participar de várias revoluções culturais. Nos anos seguintes a fama de Ed Roth só aumentou e ele participou de programas de TV, foi o astro de inúmeros show cars e suas camisetas weirdos e suas músicas espalharam pela América a mensagem de que ser esquisito era bacana! Ed teve alguns momentos difíceis, é ver- dade, como em 1967, quando passou a

ser hostilizado por veteranos da II Guerra Mundial devido aos símbolos germânicos

de suas criações. Mas isso só fez com que sua imagem melhorasse, pois passou rapidamente a fazer camisetas com dese- nhos enaltecendo os soldados america- nos que combatiam no Vietnã.

E, em 1968, a Mattel apresentou o pri-

meiro dos 16 modelos de Hot Wheels baseados em carros de Ed Roth, com a miniatura do Beatnik Bandit. Entre 1967 e 1970, foi editor da

revista de motos Choppers Magazine, mas neste último ano o estúdio de Roth foi invadido, e todo seu acervo foi roubado. Ed ficou arrasado, chegando mesmo a desistir do cargo na revista. Ed voltou a fazer pinstripes, e teve uma fase bem difícil, até que em

1974 converteu-se ao mormonismo,

e lamentou publicamente ter criado

monstros para crianças e participado de corridas ilegais com hot rods.

Mas essa fase passou logo e em

1976 retornou aos triciclos e a cons-

trução de carros. É dessa fase o dra-

gster Yellow Fang e o Great Speckled Bird e o Secret Weapon.

arte e cultura

Quando Ed “Big Daddy” Roth chegou aos anos 80, sua obra já podia ser encontrada em histórias em quadrinhos underground, em estúdios de tatuagem

e em galerias de arte. Cartazes e capas

de discos de bandas também entraram para o currículo de Ed “Big Daddy” Roth

Ed “Big Daddy” Roth faleceu em 4 de abril de 2001, vítima de um ataque

cardíaco. Mas sua genialidade perma- nece até hoje entre nós. Ed não criou apenas um monstro atemporal chamado Rat Fink, ou uma frota de veículos incrí- veis e desenhos de monstros que muda- ram a moda. Big Daddy Roth mostrou como ser esquisito e diferente podia ser “normal”, e que sempre vale a pena correr atrás de seus sonhos. Principal- mente se for a bordo de um hot rod!

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sonhos. Principal- mente se for a bordo de um hot rod! 14 15 12, 13 e

12, 13 e 14. Em 1967 Ed começou a sim- patizar cada vez mais com os motoclubes, especialmente o mais “mal visto” deles: os Hell´s Angels. Essa simpatia aos Angels lhe rendeu alguns problemas com a Revell, que inclusive relançou um de seus carros sem o nome de Ed Roth na caixa. Mas também foi a inspiração para construir seu primeiro triciclo, o Mail Box, com motor Crosley de quatro cilindros e o Mega Cycle, que tinha ganhado o apelido de “Captain Pepi’s Motorcycle & Zeppelin Repair”

de quatro cilindros e o Mega Cycle, que tinha ganhado o apelido de “Captain Pepi’s Motorcycle

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téCniCa

POtêNcia suficieNte

Você está satisfeito com o desempenho do motor do seu hot? Entenda a razão dos problemas e saiba como resolver

Texto: Manoel G. M. Bandeira::Fotos: Divulgação

resolver Texto: Manoel G. M. Bandeira::Fotos: Divulgação i ndagado sobre a potência dos motores que equipavam

i ndagado sobre a potência dos motores que equipavam os carros da Rolls-Royce, o proprietário da fábrica res- pondeu simplesmente que seus carros tinham a potên-

cia suficiente. E o seu carro, tem a potência suficiente? Se pegarmos dois motores zero quilômetro de fábri- ca, completamente idênticos e até fabricados no

mesmo dia, é muito provável que exista uma pequena diferença de potência entre eles.

A potência pode sofrer variações devido a vários fatores.

Geralmente, alguns deles estão relacionados à montagem do motor, como as folgas e os ajustes das peças móveis, e outros

à própria fabricação dos componentes do motor.

Um motor que tenha uma diferença pequena de peso entre os seus pistões, somada a uma pequena diferença de peso entre

suas bielas, certamente não irá funcionar de maneira redonda

e homogênea. Este desbalanceamento causará uma pequena

vibração interna, que impedirá que o motor atinja um limite de rotações mais alto. E isto certamente fará com que este motor tenha menos potência do que um motor idêntico, porém com as peças como pistões e bielas todas com o mesmo peso. É claro que isso não se aplica somente a pistões e bielas. Em geral todas as peças móveis do motor devem ter o mesmo peso entre si, para que o motor funcione macio e redondo.

equalização de volumes

Outro detalhe importante é a equalização de volumes. Um motor de 2.000 cilindradas e 4 cilindros, por exemplo, aspira 500 centímetros cúbicos por cilindro. Isso se tiver eficiência volumétrica de 100%, o que é praticamente impos-

sível em um motor aspirado construído em série, pois existem muitos fatores que influenciam na eficiência em encher os cilindros com a maior quantidade possível de mistura ar/ combustível. Mas falaremos sobre isso na próxima edição. Por enquanto vamos imaginar apenas o volume de cada cilindro com o motor parado. O volume total de cada cilindro

é a soma do volume do cilindro em si, que pode ser obtida

enchendo-se o cilindro com um líquido (geralmente utilizamos

óleo para sistemas hidráulicos por ser mais fino e mais fácil de manusear), somada ao volume da câmara de combustão (que também medimos enchendo a câmara de combustão com o mesmo óleo). Então, supondo que um cilindro tenha 501cc

e que a câmara de combustão deste mesmo cilindro tenha

60cc, se somarmos os dois volumes, chegamos a 561cc. O outro cilindro tem 499cc e sua câmara de combustão tem 58cc. Portando, a soma dos dois volumes daria 557cc. Se imaginarmos que os outros dois cilindros também apre- sentem diferenças semelhantes, isso fatalmente resultaria em perda de potência deste motor, pois as explosões teriam forças diferentes em cada cilindro. Isso deixaria o motor quadrado, o que novamente o impediria de alcan- çar limites de giros mais altos, fazendo com que a potên- cia fique abaixo do esperado. Ao contrário do que possa parecer, o que foi descrito acima é muito comum e acontece na maioria dos motores, principalmente em motores de concepção mais antiga, como os utilizados na maioria dos hot rods, os bons e velhos V8 ou 6 cilindros em linha. Nos motores mais antigos, a fundição das peças é mais arcaica, os sistemas de usinagem menos precisos e, por- tanto, as diferenças de peso e volume acontecem com mais frequência. Isso pode ser melhorado quando o motor

Rods 51hot

Rods 51hot é montado por um mecânico cuidadoso, que mede e equaliza pesos e volumes. Somente
Rods 51hot é montado por um mecânico cuidadoso, que mede e equaliza pesos e volumes. Somente
Rods 51hot é montado por um mecânico cuidadoso, que mede e equaliza pesos e volumes. Somente
Rods 51hot é montado por um mecânico cuidadoso, que mede e equaliza pesos e volumes. Somente

é montado por um mecânico cuidadoso, que mede e equaliza pesos e volumes. Somente através destas duas variáveis podemos conseguir um ganho de potência de até 20%, pois teremos um motor melhor equalizado e balance- ado, o que irá contribuir, também, para que o motor con- suma menos combustível, apesar de ser mais potente. Retrabalhar dutos de admissão, tanto no cabeçote como no coletor de admissão, polir dutos de escapamento, somados a um coletor de escape eficiente, são outros fatores que também nos ajudam a ganhar potência. Nas próximas edições abordaremos minuciosamente cada um dos retrabalhos que podem ser feitos no motor visando ganho de potência. Então, seu motor tem a potência suficiente? Se você acha que não, não perca as próximas edições de Hot Rods.

À esquerda, os pistões. Ao lado, o esquema de uma câmara de explosão:

a equalização de volumes das câmaras é essencial para o máximo rendimento do motor

oldsmobile sedan ninety eigHt 1954

oldsmobile sedan ninety eigHt 1954

Rude e vivO

Oldsmobile Sedan Ninety Eight 1954 de Brasília, mas feito em São Paulo, traz visual rat e mecânica clássica dos anos 50

Texto: Flávio Faria::Fotos: Ricardo Kruppa

Rods 54hot

oldsmobile sedan ninety eigHt 1954

P oucas marcas traduzem o amor dos norte-americanos pelos carros quanto a Oldsmobile. Símbolos do pós- -guerra americano, os carros da marca ainda são parte do retrato da década de 50, quando as barcas eram luxuosas e ainda não havia a preocupação com o alto consumo de combustível, que viria na década

de 70, e muito menos com emissões de gás carbônico, algo

ainda mais recente. Ou seja, carro grande devia ter motor V8

e ponto final. E os da Olds estavam entre os melhores.

Os modelos de 1954 marcaram uma reestilização comple-

ta do line-up da Oldsmobile. Eles eram maiores, mais luxuo-

sos e traziam tudo que se esperava de um sedã luxuoso da época. O visual era marcado por uma grade proeminente

na dianteira, capô com saliências marcantes e frisos na

lateral que separavam as tonalidades da carroceria, sempre pintada no esquema “saia e blusa”, uma marca registrada dos carros da época, a exemplo dos modelos Bel Air. Adquirido pelo empresário Tobias Jacob e seu filho Kairon da Silva Santos, estudante, do Distrito Federal, este Olds 1954, modelo Sedan Ninety Eight, foi restaurado pela Garage Old School, oficina de São Paulo, seguindo o estilo rat, que denomina os hots que a princípio parecem

ter saído do ferro-velho diretamente para as ruas. Con-

troverso, o estilo ganha cada vez mais adeptos. E não é porque o visual pode sugerir descuido que a motorização

e a estrutura deixarão de oferecer confiabilidade ou segu- rança. Trata-se apenas de estética. Para os amantes do estilo rato, ferrugem é história e deve ser preservada!

ratão

O visual externo está praticamente como concebido pela

fábrica e ainda guarda as marcas do tempo. Segundo Tobias, o carro não estava em mau estado. “Estava com lataria desgastada pelo tempo, mas boa, com quase nada de ferrugem, pintura preta fosca e interior pratica- mente original: painel, volante, câmbio, relógio e ban- cos. Faltava um detalhe ou outro, mas no geral estava bem inteiro. Só o motor que estava parado”, conta. Adequado para este tipo de modelo, o visual rat, de des- gastado, tem apenas a cara e foi escolhido pelos proprie- tários por ser uma expressão marcante da cultura.Todos os detalhes foram pensados para tornar o carro confortável e seguro. Frisos, grades e para-choques permanecem origi- nais, ainda com a ferrugem que os acompanha. As rodas são de Cadillac e contribuem para o visual oldschool. Por dentro, o modelo também incorpora o estilo rato. Os

bancos são originais, inteiriços, forrados de couro. Volan-

te

e instrumentação são originais do modelo, os últimos

foram retrabalhados para funcionarem com eficiência

na nova mecânica.

para funcionarem com eficiência na nova mecânica. Em foto antiga de seu arquivo pessoal, Tobias Jacob

Em foto antiga de seu arquivo pessoal, Tobias Jacob com o filho Kairon no colo admira seu modelo Chevrolet

nova mecânica. Em foto antiga de seu arquivo pessoal, Tobias Jacob com o filho Kairon no
nova mecânica. Em foto antiga de seu arquivo pessoal, Tobias Jacob com o filho Kairon no
nova mecânica. Em foto antiga de seu arquivo pessoal, Tobias Jacob com o filho Kairon no

Rods 55hot

Rods 55hot Visual desgastado do Olds foi preservado por ser uma expressão da cultura Hot

Visual desgastado do Olds foi preservado por ser uma expressão da cultura Hot

Rods 55hot Visual desgastado do Olds foi preservado por ser uma expressão da cultura Hot
Rods 55hot Visual desgastado do Olds foi preservado por ser uma expressão da cultura Hot

oldsmobile sedan ninety eigHt 1954

oldsmobile sedan ninety eigHt 1954 Rods 56hot Juliana Carolina e parte da equipe da Garage Old
Rods 56hot
Rods 56hot

Juliana Carolina e parte da equipe da Garage Old School

rocket in

Por baixo do capô deste Olds 1954 bate um coração um pouco mais novo do que a carroceria. Herdado de um modelo um ano mais novo, este V8 324” Rocket é conside- rado o primeiro modelo de oito cilindros com válvulas no cabeçote produzido em larga escala, um grande avanço para a época. Com cerca de 200cv de potência originais, dá conta tranquilamente de carregar o peso do grande sedã. Não foi adicionada nenhuma pimenta mais forte ao motor, apenas um comando de válvulas esportivo e um car- burador da marca americana Edelbrock, com 600cfm de vazão. O câmbio é automático, de três marchas, com uma relação que privilegia o conforto para rodar macio. A parte elétrica foi totalmente refeita e os freios ainda são originais, a tambor. A suspensão é original do modelo, bastante macia, e enfrenta com bravura o asfalto castigado do Brasil sem comprometer o conforto do proprietário. Para comemorar esta linda época do ano, preparamos um ensaio especial para esse belo Olds, com um toque da magia do Natal. Convidamos a mamãe-noel Juliana Carolina da Cruz, de 21 aninhos, da cidade de Araraquara (SP), para desejar um ótimo final de ano para nossos leitores, afi- nal, de barbudos e barrigudos bastamos nós! Feliz Natal, rodders!

quem fez:

Garage Old School. Tel. (11) 7870-2334.

ficha técNica OldsmOBile sedaN NiNety eight 1954 Parte externa Visual rat rod Frisos e grade
ficha técNica
OldsmOBile sedaN NiNety eight 1954
Parte externa
Visual rat rod
Frisos e grade cromados
Rodas de ferro de Cadillac
Parte interna
Banco inteiriço
Volante original
Instrumentação original
mecânica
Motor V8 Rocket 324
200cv de potência
Carburador Edelbrock 600cfm
Comando de válvulas esportivo
Suspensão original
Freios originais

Rods 58hot

garage teCH

tROca das cRuzetas

Procedimento simples no eixo cardã pode evitar problemas como ruídos e dificuldade para troca de marchas

Texto e fotos: Norberto Jensen

e ste mês, Garage Tech mostra como fazer a troca de

um item de que, normalmente, nem nos lembramos que

existe. Pelo menos até a hora em que ele se desgasta

e passa a apresentar problemas, como “roncos”, esta-

los nas trocas de marcha e até mesmo um acidente

mais grave, caso ocorra sua quebra. Estamos falando das cru-

zetas do eixo cardã, peça que transfere a força do conjunto motor/câmbio para o eixo traseiro, o eixo diferencial.

As cruzetas são normalmente encontradas em qualquer loja de autopeças e, mesmo de modelos importados, normalmente encontramos similares nacionais, o que reduz bastante o custo da substituição. Um grande abraço e até a próxima edição. Se você tiver dúvidas ou sugestões para temas para a seção Garage Tech, escreva para:

suporte@hotcustoms.com.br.

a seção Garage Tech, escreva para: suporte@hotcustoms.com.br. 01 Eixo cardã retirado do veículo para manutenção

01

Eixo cardã retirado do veículo para manutenção

02 03 Reparo da cruzeta nova para substituição Fixe o eixo cardã a uma morsa

02

02 03 Reparo da cruzeta nova para substituição Fixe o eixo cardã a uma morsa 04
02 03 Reparo da cruzeta nova para substituição Fixe o eixo cardã a uma morsa 04

03

Reparo da cruzeta nova para substituição

Fixe o eixo cardã a uma morsa

nova para substituição Fixe o eixo cardã a uma morsa 04 05 06 Com alicate de

04

nova para substituição Fixe o eixo cardã a uma morsa 04 05 06 Com alicate de

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para substituição Fixe o eixo cardã a uma morsa 04 05 06 Com alicate de bico,

06

Com alicate de bico, comece retirando os anéis de travas

O anel é elástico e de fácil remoção

Com ajuda de uma prensa , solte um lado da cruzeta

Com ajuda de uma prensa , solte um lado da cruzeta 07 08 Rods 59hot Cuidado

07

08 Rods 59hot
08
Rods 59hot

Cuidado para não “machucar” as bordas nesta hora, pois você terá trabalho no momento da remontagem

Solte a “castanha” da cruzeta

garage teCH

garage teCH 09 10 11 Solte o canhão da luva do câmbio do eixo cardã A

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garage teCH 09 10 11 Solte o canhão da luva do câmbio do eixo cardã A

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garage teCH 09 10 11 Solte o canhão da luva do câmbio do eixo cardã A

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Solte o canhão da luva do câmbio do eixo cardã

A luva solta do cardã

Repita as ações acima para retirar a cruzeta também do canhão da luva

acima para retirar a cruzeta também do canhão da luva 12 13 O sistema todo desmontado

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acima para retirar a cruzeta também do canhão da luva 12 13 O sistema todo desmontado

13

O sistema todo desmontado

Meça o diâmetro do encaixe da cruzeta

14 15 16 para conferir com a nova cruzeta e certificar- -se se são compatíveis
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para conferir com a nova cruzeta e certificar-
-se se são compatíveis
Comece encaixando a cruzeta ao cardã
Encaixe uma das castanhas
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17 18 19 Na prensa, coloque a outra castanha Agora encaixe o canhão da luva

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17 18 19 Na prensa, coloque a outra castanha Agora encaixe o canhão da luva à

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17 18 19 Na prensa, coloque a outra castanha Agora encaixe o canhão da luva à

19

Na prensa, coloque a outra castanha

Agora encaixe o canhão da luva à cruzeta

Encaixe as castanhas

encaixe o canhão da luva à cruzeta Encaixe as castanhas 20 21 Com um alicate, coloque

20

o canhão da luva à cruzeta Encaixe as castanhas 20 21 Com um alicate, coloque os

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Com um alicate, coloque os anéis de fixação

Ajuste perfeitamente os anéis aos canais de fixação

22 23 A cruzeta remontada O eixo pronto para ser reinstalado no veículo Rods 61hot
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A cruzeta remontada
O eixo pronto para ser reinstalado no veículo
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enContro – Holambra (sP)

é PRimaveRa!

Conhecida como “Cidade das Flores”, Holambra (SP) retoma seus encontros de carros antigos com perfil de atração familiar

Texto: Da Redação::Fotos: Divulgação

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enContro – Holambra (sP)

Rods 64hot enContro – Holambra (sP) c onhecida como Cidade das Flores, Holambra, dis- tante cerca
Rods 64hot enContro – Holambra (sP) c onhecida como Cidade das Flores, Holambra, dis- tante cerca
Rods 64hot enContro – Holambra (sP) c onhecida como Cidade das Flores, Holambra, dis- tante cerca
Rods 64hot enContro – Holambra (sP) c onhecida como Cidade das Flores, Holambra, dis- tante cerca
Rods 64hot enContro – Holambra (sP) c onhecida como Cidade das Flores, Holambra, dis- tante cerca

c onhecida como Cidade das Flores, Holambra, dis- tante cerca de 140 quilômetros da capital paulista, foi sede, entre os dias 15 e 17 de novembro, do 4º Encontro de Veículos Antigos da cidade. O even- to mereceu do conhecido antigomobilista Mário Ferretti, colecionador de automóveis da marca

Studebaker, o seguinte comentário: “A Cidade das Flores agora é também a Cidade dos Carros Antigos”, definiu. Este ano, o encontro contou com a participação de cerca de 230 carros e recebeu aproximadamente 13 mil visitan- tes. “O que mais impressionou foi a qualidade dos veículos, contamos com vários carros únicos no Brasil, vários capas de revistas e autos premiados em outros encontros”, conta Carla Prado, presidente da APVA - Holambra (Associação dos Proprietários de Veículos Antigos de Holambra). O encontro foi realizado no mesmo local onde é realizada a Expoflora. A infraestrutura conta com quatro pavilhões cobertos e fechados, sendo que o principal é o Espaço Ypê, com estacionamento para cerca de 8 mil veículos. “Temos espaço para pelo menos 700 carros expostos em local coberto e fechado, com total segurança”, diz Carla.

local coberto e fechado, com total segurança”, diz Carla. No alto, Camaro 1967 conversível. Acima, à

No alto, Camaro 1967 conversível. Acima, à esquerda, Impala 1964

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enContro – Holambra (sP)

novo Perfil

O encontro foi concebido e realizado pela APVA - Holam- bra com o intuito de mudar o perfil dos encontros de car- ros antigos. O lema “Um evento para toda a família!” foi a principal guia para a organização. “Neste encontro o foco não foi só o proprietário, mas toda a família. Houve uma perfeita mistura de carros e flores. Havia passeios turísticos às plantações de flores, vôos panorâmicos de helicóptero, área kids, curso de educação infantil no trân- sito, fanfarra holandesa etc”, conta Carla. Além dos carros, houve uma exposição de tratores anti- gos, com destaque para os tratores do Trekker Trek (trato- res brutos). O “Dick Vigarista”, por exemplo, conta com três motores 6 cilindros e um big block 454, todos da Chevrolet e todos trabalhando juntos para esbanjar potên- cia. Outra atração foi a participação do clube Amigos do MP Lafer e do escritor Jean Tosetto, autor do livro MP Lafer: A Recriação de um Ícone. O grupo veio rodando diretamente do Rio de Janeiro para o encontro.

livro MP Lafer: A Recriação de um Ícone. O grupo veio rodando diretamente do Rio de
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livro MP Lafer: A Recriação de um Ícone. O grupo veio rodando diretamente do Rio de
livro MP Lafer: A Recriação de um Ícone. O grupo veio rodando diretamente do Rio de
livro MP Lafer: A Recriação de um Ícone. O grupo veio rodando diretamente do Rio de

Rods 67hot

Rods 67hot Tratores antigos e os MP Lafer (acima) foram atrações em Holam- bra. À esquerda,
Rods 67hot Tratores antigos e os MP Lafer (acima) foram atrações em Holam- bra. À esquerda,
Rods 67hot Tratores antigos e os MP Lafer (acima) foram atrações em Holam- bra. À esquerda,
Rods 67hot Tratores antigos e os MP Lafer (acima) foram atrações em Holam- bra. À esquerda,
Rods 67hot Tratores antigos e os MP Lafer (acima) foram atrações em Holam- bra. À esquerda,

Tratores antigos e os MP Lafer (acima) foram atrações em Holam- bra. À esquerda, Mario Ferretti (centro) com os organizadores do encontro

enContro – Holambra (sP)

a retomada

Esta edição do encontro, a de número quatro, foi reali- zada após interrupção de quatro anos. “Após 2008, o

Encontro de Veículos Antigos de Holambra, que começa- va a tomar forma, foi interrompido por questões políticas”, conta Carla. Sem opção, os proprietários da região passaram a se encontrar em uma praça da cidade. Mas aquela lembrança, e o desejo de manter os grandes encontros na cidade, ainda permaneciam em alguns antigomobilistas. No final de 2012 quatro entusiastas se uniram para formar a APVA - Holambra principalmente

a fim de retomar esses encontros, em uma empreitada,

considerada por muitos, insana. Assim, Carla Prado, Harriet Millan, Carlos Lima e Norival Millan iniciaram os trabalhos para realizar este quarto encontro. Para 2014,

a associação promete fazer algo ainda melhor. hot rods já confirmou sua presença.

algo ainda melhor. hot rods já confirmou sua presença. Rods 68hot Grades, conjuntos ópticos e motores
algo ainda melhor. hot rods já confirmou sua presença. Rods 68hot Grades, conjuntos ópticos e motores
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melhor. hot rods já confirmou sua presença. Rods 68hot Grades, conjuntos ópticos e motores do passado
melhor. hot rods já confirmou sua presença. Rods 68hot Grades, conjuntos ópticos e motores do passado
melhor. hot rods já confirmou sua presença. Rods 68hot Grades, conjuntos ópticos e motores do passado

Grades, conjuntos ópticos e motores do passado no encontro de Holambra

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Casa Cor 2013

Ô lá em casa

Hot Rods invadem Casa Cor Campinas: apaixonados por veículos antigos criam ambiente para aficionado nenhum botar defeito

Texto: Vitor Giglio::Fotos:

Casa Cor 2013

Casa Cor 2013 O Palácio do Bispo, em Campinas (SP), foi sede da 5ª edição da
Casa Cor 2013 O Palácio do Bispo, em Campinas (SP), foi sede da 5ª edição da

O Palácio do Bispo, em Campinas (SP), foi sede da 5ª edição da Casa Cor do município, entre os dias 18 de setembro e 3 de novembro. Mas qual seria a relação do evento voltado para a decoração de interiores com os hot rods? A resposta é simples: tudo! Isso porque um dos ambientes apresentados na

ocasião foi o “Jardim e Garagem do Hot Rod”, uma cria-

ção do engenheiro e restaurador Herbert Faustino, do

arquiteto Maxwell Geraldi e da paisagista Márcia Joly.

O

intuito do trio era promover o uso de materiais de baixo cus-

to

e reciclados, inspirados no rústico, para reproduzir com o

máximo de fidelidade a vida de um apaixonado por hot rods.

O espaço criado, uma espécie de celeiro, no estilo norte-

-americano, em madeira e com grandes portões abrigou três legítimos representantes do universo dos hots: um Ford Tudor 1929, Corvette Stingray 1974 e um Mustang Fast- back 1968, além de uma Harley-Davidson.

Acima, Corvette da década de 1970 no ambiente da Casa Cor

e um Mustang Fast- back 1968, além de uma Harley-Davidson. Acima, Corvette da década de 1970

Casa Cor 2013

Outros detalhes inspirados na temática dos veículos anti- gos enriqueceram ainda mais o espaço, como um adega transformada em bomba de combustível, o fundo infinito estampando a histórica Route 66, a parte dianteira de uma caminhonete transformada em escritório e miniaturas de hot rods nas paredes. “Complementa o paisagismo um origami preso à parede, uma escultura sobre o gramado e paineis decorativos vinta- ge com pin-ups, tudo idealizado para receber os visitantes de forma requintada e prazerosa”, finaliza Herbert.

de forma requintada e prazerosa”, finaliza Herbert. Rods 74hot Elementos decorativos vintage podiam ser vistos
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forma requintada e prazerosa”, finaliza Herbert. Rods 74hot Elementos decorativos vintage podiam ser vistos no ambiente
forma requintada e prazerosa”, finaliza Herbert. Rods 74hot Elementos decorativos vintage podiam ser vistos no ambiente

Elementos decorativos vintage podiam ser vistos no ambiente

forma requintada e prazerosa”, finaliza Herbert. Rods 74hot Elementos decorativos vintage podiam ser vistos no ambiente

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Vitrine

cabos de silicone

 

tampas de válvulas

A

Marcelinho Special Parts

A Marcelinho Special Parts O destaque da Pro-1 são as peças para acabamento de motor Ford

O

destaque da Pro-1 são as peças para acabamento de motor Ford 302,

destaca nesta vitrine o jogo de cabos de silicone 10.0 da Nika Cabos, para diver- sos motores de todos os fabricantes, de 4 cilindros, 6 cilindros e 8 cilindros. A empresa monta cabos sob encomenda conforme a necessidade do cliente. Informações: www.marceli- nhospecialparts.com.br ou tel.(15) 3363-4644.

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caçamba para chevy

O destaque da Stepside é a caçamba para Che- vrolet 3100 de 1947 a 1955. A peça é fabricada em chapa de aço 16 (1,5mm), possui tampa traseira com estampa Chevrolet e saia america- na com opção de furos para lanternas e encaixe para escape. Acompanham travessas para fixa- ção e par de para-lamas modelo original em fibra de vidro reforçada. Preço: R$ 2.380. Informações: www.stepside.com.br ou tel. (11) 3687-1357.

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mini-pipoqueira vintage

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A sugestão da SD Motorsports é

Veloparts destaca nesta vitrine o coletor de admissão da marca norte- -americana Edelbrock modelo Performer RPM air-gap Ford302. Informações: Tel. (51) 3593-8881 ou contato@veloparts.com.br

A

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pode ser encontrada por R$ 165. Informações: www.sdmotorsports. com.br ou tel. (11) 2629-4500.

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Rods 81hot

Rods 81hot

roCkn Hots

suRf cultuRe

Chegou o verão! Época de praia e surf. Por isso vamos mergulhar um pou- co mais na história de Ed “Big Daddy” Roth e contar como, no auge da surf culture, ele esteve presente na música e no cinema

Por Victor Rodder

d efinitivamente, uma revista inteira seria pouco para

contar a história de Ed “Big Daddy” Roth. Então,

aproveitei a coluna de filmes e música para falar um

pouco mais sobre esse entusiasta dos veículos custo-

mizados e que transformou sua obsessão por carros

em um próspero negócio no início da década de

1960. E ele soube se aproveitar bem da onda do surf music, criando uma banda chamada Mr. Gasser and the Weirdos, ou, traduzindo, Sr. Arrancada e os Esquisitos. Ed chamou para o estúdio Gary Usher, dos Beach Boys, e alguns dos melhores músicos de Los Angeles à época, como o baterista Hal Blai-

ne e o guitarrista Glen Campbell. Foram ao todo três discos lançados pela Capitol, nos anos de 1963 e 1964, e que foram relançados recentemente por outras gravadoras, como a Sundazed. Já nas telinhas e na telona, Ed Roth não teve tantas aparições com em outras áreas culturais, mas, mesmo lá, deixou sua marca. Em pessoa, Big Daddy só é visto em um documentário produzido após sua morte com imagens de arquivo e em alguns shows de TV e muitas entrevistas. Mas seus carros apareceram em alguns filmes. O mais notável, e que tem papel relevante, é Surfit, o minicarro amarelo que carregava uma prancha de surf em sua lateral.

amarelo que carregava uma prancha de surf em sua lateral. hOt ROd hOOtNaNNy - mR. gasseR
hOt ROd hOOtNaNNy - mR. gasseR aNd the WeiRdOs - eua – 1963 cONtOs de
hOt ROd hOOtNaNNy - mR. gasseR aNd the WeiRdOs - eua – 1963
cONtOs de Rat fiNK (tales Of the Rat fiNK) – eua - 2006

Os desenhos de Roth traziam monstros enlouquecidos e motociclistas maníacos, e foram adotados por entusiastas da Hot Rod Culture, Kustom Kulture e surfistas de todas as idades, e estão até hoje em todos os níveis desse universo. Nesse primeiro disco da vertente musical do empreen- dedor Ed Roth, a nata da surf music californiana se reuniu para produzir músicas tão engraçadas e malucas quanto o vocalista da banda, Mr. Big Daddy em pessoa. O resultado foram faixas como “You Ain’t Nothing But a Honda” ou “Termites in my Woody”.

Nesse documentário de aproximadamente uma hora e meia, que mistura animação e efeitos especiais não tão especiais assim, a biografia de Ed Roth é contata não somente “através de seus carros e motos”, mas pelos próprios carros e motos! E fazendo as vozes dos veículos, nomes como Jay Leno, Robert Willians (artista e customizador), Billy Gibbons (ZZ Top), Brian Wilson (Beach Boys), Tom Wolf (escritor e jornalista) e o ator John Goodman. Vale muito pelo conteúdo, mas não espere imagens sensacionais.

ROds N’ RatfiNKs – mR. gasseR & the WeiRdOs - eua - 1964 fOlias Na
ROds N’ RatfiNKs – mR. gasseR & the WeiRdOs - eua - 1964
fOlias Na PRaia (Beach BlaNKet BiNgO) – eua – 1965

Neste segundo álbum produzido, arranjado e mixado por Gary Usher (Beach Boys), a fórmula escolhida pela gravadora e Ed Roth mostrou que estava correta. Ótimos músicos de estúdio como Jerry Cole, David Gates, Steve Douglas, Leon Russell, e Earl Palmer e uma proposta sonora e poética divertida e de fácil aceitação para o público jovem. Neste disco, destaque para algu- mas faixas como “Hearse with a Curse,” “The Ballad of Eefin Fink,” “Fink Rod, 409,” e “Three Kats in a Tub”.

Fink,” “Fink Rod, 409,” e “Three Kats in a Tub”. Neste, que é o quarto filme

Neste, que é o quarto filme da sequência de produções para o cinema em que Frankie Avalon e Annette Funicello interpretam um casal de jovens adolescentes, o que vale são as boas risadas que o humor leve e pudico dos grandes estúdios de Hollywood proporcionavam. E, no roteiro desse episódio, além da engra- çadíssima gangue de motoqueiros de Eric Von Zipper, a cantora Sugar Kane, um bando de surfistas paraquedistas, uma sereia chamada Lorelei e o carro de Ed Roth – Surfit!

suRfiNK! – mR. gasseR & the WeiRdOs - eua - 1964 a cidade dOs gigaNtes
suRfiNK! – mR. gasseR & the WeiRdOs - eua - 1964
a cidade dOs gigaNtes (village Of the giaNts) – eua – 1965
Mr. Gasser & the Weirdos não era uma banda de verdade. O grupo
criado por Ed Roth só existia no estúdio e aproveitou a moda das surf
bands e o prestígio de Big Daddy dentre os adolescentes da época
para levar ainda mais longe as irônicas ideias da contra cultura. Foram
três discos lançados pela Capitol, e neste músicas como “Surfer
Ghoul,” “There’s a Dog-Gone Ding in My Ding-Dong Board“ e Finksvil-
le, U.S.A.” dão uma boa ideia de como o bom humor imperava.
Apesar de ter muitos elementos dos Beach Party Movies, como
os atores adolescentes, cantores convidados fazendo números
musicais – no caso a banda The Beau Brummels e o cantor
Freddy Cannon – e o Surfit de Ed Roth fazendo uma ponta, esse
filme de ficção científica/comédia tinha baixo orçamento e um
apelo sexual bem grande para a época. Talvez por isso tenha
sido exibido basicamente em drive-ins quando foi lançado.
Rods 82hot

Rods 83hot