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Tecnologia da Pré-Formulação

Pré- formulação

Processo de desenvolvimento que torna um fármaco candidato em um produto farmacêutico.
Processo de
desenvolvimento
que torna um
fármaco
candidato em
um produto
farmacêutico.
Pré- formulação Processo de desenvolvimento que torna um fármaco candidato em um produto farmacêutico.

Definições

Fórmulas

Oficinais

São aquelas cuja fórmula é da autoria do clínico, e que o

farmacêutico prepara seguindo essas prescrições.

Fórmulas

Magistrais

São aquelas cuja fórmula e técnica se encontram inscritas e descritas na Farmacopéia ou em Formulários.

Fórmulas

Especializadas

São aquelas que se encontram já preparadas e embaladas (especialidade farmacêutica) e que se apresentam sob um nome de fantasia ou sob uma denominação (comum ou científica) da substância ativa.

Componentes

Substância Ativa

Representa o componente da formulação responsável pelas ações farmacológicas.No caso de

haver mais de uma substância ativa, teremos:

caso de haver mais de uma substância ativa, teremos: Princípio Ativo Base • É a substância

Princípio Ativo

Base

É a substância ativa com maior

atividade farmacológica, quer pela sua potência, quer pelo seu volume.

Co-adjuvante terapêutico

Sinergismo

Ação de uma droga na promoção ou

no aumento da efetividade de uma outra droga.

Excipiente

Todo componente sólido e inerte de uma formulação que serve para

dissolver, suspender ou misturar-se homogeneamente com outros

ingredientes para facilitar sua administração ou tornar possível sua confecção.

Principais funções:

possibilitar a preparação do medicamento;

facilitar a administração e a liberação do fármaco;

proteger, fornecer ou melhorar a estabilidade;

melhorar a biodisponibilidade biológica do fármaco e a aceitabilidade do paciente.

Veículo: a parte líquida da formulação na qual estão dissolvidos os demais componentes.

Excipientes

A princípio, são farmaceuticamente inertes, mas interações físicas e químicas com o componente ativo são possíveis, devido a propriedades específicas dos excipientes, tais como:

agem como fonte de umidade

formam uma solução sólida

agem como catalisadores de reação ou reagente químico.

ADJUVANTE TÉCNICO

Substâncias cujas propriedades visam estabilizar, conservar, espessar o meio e favorecer a dissolução

propriedades

Visa

também

corrigir

produto

final

o

em

suas

organolépticas (CORRETIVO)

Características de um excipiente ideal

Toxicologicamente inativo.

Química e fisicamente inerte frente ao fármaco.

Compatível com outros ingredientes da formulação.

Incolor e insípido.

Elevada fluidez e boa capacidade de escoamento (sólido).

Alta capacidade de sofrer compressão (sólido).

Disponível a partir de diversas fontes, com custos adequados.

Fácil de ser armazenado.

Características reprodutíveis lote-a-lote.

Desempenho consistente com a forma farmacêutica ao qual se destina.

Categoria de excipiente de acordo com sua influência na estabilidade, absorção do fármaco

ESTABILIDADE

 

Antioxidantes

 

Acido ascórbico; Hidroxibutiltolueno; Acido hipofosforoso; Monotioglicerol; Ascorbato de sódio; Bissufito de sódio;

 

Metabissufito de sódio; Formaldeido de sódio.

Quelantes

EDTA; Acido edético;

Conservantes

 

Butilparabeno; Etilparabeno; Metilparabeno; Acido benzóico;

 

Propilparabeno; Benzoato de sódio;

Tamponantes

 

tampão fosfato

 

tampão borato

Agentes

alcalinizantes

ou

Agentes acidicantes: ácido acético, ácido cítrico

acidificantes

Agentes alcalinizantes: monoetanolamina, dietanolamina, bicarbonato de

 

sódio

Influência na preparação para FF específicas:

 

emulsões e suspensões

agentes emulsificantes, suspensores

géis

agentes gelificantes

sólidas

diluentes, lubrificantes

Candidatos primários a adjuvantes para formulações de comprimidos e cápsulas

Excipiente

Função

Lactose Monoidratada

Materialde enchimento

Fosfato dicálcico diidratado

Material de enchimento

Celulose monocristalina

Material de enchimento

Amido de milho

Desidratante

Amido modificado

Desidratante

Polivinilpirrolidona

Aglutinante

Sílica coloidal,

Deslizante, , absorvente

Aspectos relacionado ao processo fabril

DILUENTE: material de enchimento inerte usado para produzir um volume, propriedades de fluxo e característica de compressão desejáveis em cápsulas e comprimidos.

Amido pré gelatinizado Celulose microcristalina Carbonato de cálcio Lactose; manitol; Sorbitol; amido.

Aplicação da Lactose

Aplicação da Lactose • Fonte: http://www.dfepharma.com/pt-pt/excipients/lactose.aspx

Fonte: http://www.dfepharma.com/pt-pt/excipients/lactose.aspx

Aspectos relacionado ao processo fabril

LUBRIFICANTE:

Utiliza-se em formulações de comprimidos para reduzir a fricção

durante a compressão;

Previne a aderência dos pós e granulados nas punções e matrizes, Facilitar o escoamento dos mesmos no alimentador e facilitar o enchimento de cápsulas.

estearato de magnésio estearato de cálcio ácido esteárico Talco (silicato de magnésio) óleo vegetal hidrogenado

 

Absorção do Fármaco

   

Desintegrantes:

 

croscarmelose sódica

Promovem

a

desintegração

em

partículas

menores,

mais

amidoglicolato de sódio

facilmente dispersíveis ou dissolúveis

 

crospovidona

Fármaco dissolvido no fluidos GI
Fármaco
dissolvido no
fluidos GI

Absorção do Fármaco

Plastificantes: Proporciona a coalescência do filme formado sobre os grânulos, comprimidos ou pellets. Torna a camada de revestimento mais uniformemente distribuída sobre o granulado, durante a preparação de cápsulas de liberação entérica.

Glicerina

Trietilcitrato

Dibutilftalato

Silicone

Absorção do Fármaco

Formadores de filme/polímeros:

Empregados para revestir comprimidos, grânulos, cápsulas ou pellets Objetivos : proteger o fármaco contra decomposição pelo oxigênio atmosférico e umidade, para mascarar sabor ou odor desagradável,

para evitar a degradação no suco gástrico e obter a liberação do

fármaco em meio entérico, promovendo liberação retardada do fármaco.

origem natural (ceras, shellacs, gelatina), derivados da celulose (metil ou etilcelulose, acetoftalato de celulose, hidroxipropilmetilcelulose, acetato de celulose); álcool polivinílico (PVA), acetato de polivinil.

 

Absorção do Fármaco

   

Agentes bioadesivos/agentes encapsulantes:

 

Gelatina Acetatoftalato de celulose;

Emprega-se

para

formar

finos

invólucros

para

encerrar

um

fármaco,

facilitando a sua administração.

   

Absorção do Fármaco

Modificadores da liberação:

Substâncias de natureza polimérica empregadas com a finalidade de se obter liberação prolongada e/ou controlada do fármaco que se encontra disperso, uniformemente, na matriz.

fármaco que se encontra disperso, uniformemente, na matriz. Goma xantana, Carbopol Ágar-ágar, derivados

Goma xantana, Carbopol Ágar-ágar, derivados polióxidoetilênicos (PEO's)

Molhantes: se adsorve nas superfícies ou interfaces para reduzir a tensão superficial ou interfacial.

Agente molhante, detergente ou emulsionante.

lauril sulfato de sódio, docusato sódico polissorbato 80.

Propriedades Organolépticas

Papilas

gustativas:

doces,

amargos

flavorizantes.

reconhecem

e

sabores

do

salinos

ácidos

Estratégias para fármacos desagradáveis ao paladar. Alternativas:

Administrados em cápsulas

Preparados na forma de partículas revestidas

Comprimidos de fácil ingestão, evitando papilas

gustativas

• Preparados na forma de partículas revestidas • Comprimidos de fácil ingestão, evitando papilas gustativas

Propriedades Organolépticas

Alternativa: derivados de fármacos insolúveis em água (pouco ou nenhum sabor)

Palmoato de amitriptilina

Biodisponibilidade inalterada

Na ausência ou não pode ser utilizado: buscar uma essência ou agente

flavorizante

Edulcorantes

Corantes

Conferem sabor doce à preparação.

Corantes • Conferem sabor doce à preparação. Aromatizantes e Flavorizantes • conferem sabor

Aromatizantes e Flavorizantes conferem sabor agradável à preparação.

Conferem cor às formas farmacêuticas

Propriedades Organolépticas

Adição de flavorizantes e/ou corantes:

Destinadas principalmente às FF líquidas de uso oral

Constituição: mistura de substâncias de origem natural ou sintética.

Extratos concentrados, soluções, adsorvatados sobre pós ou microencapsulados.

Agentes flavorizante dependem:

Sabor do próprio fármaco

Flavorizantes cítricos: mascaram sabores azedos ou ácidos

Agentes adoçantes: mascaram o sabor amargo

Sacarose X sacarina sódica

Sorbitol (diabéticos)

Solubilidade e estabilidade do flavorizante em um veículo

Idade do paciente: sabores adocidados

Elo psicológico: sabor x cor

Propriedades Organolépticas

Corantes

Padronizar e melhorar a cor do fármaco

Mascarar a mudança de cor

Origem dos corantes

Natural: carotenoides

Sintética (maior parte): amaranto

Propriedades organolépticas

Características dos corantes:

Aquo-solúveis: amaranto

Solúveis em óleo(sudão IV)

Insolúveis em ambos os solventes (pigmentos):

Lacas são complexos , como, por exemplo, os de alumínio ou cálcio (insolúveis em água).

Comprimidos e comprimidos revestidos: maior estabilidade luminosa

Por exemplo, laca de alumínio

Corantes aquosos:

Estabilidade variável em relação ao pH e agentes redutores

Outras propriedades

Fármacos higroscópicos:

Ambientes de produção com baixa umidade

Ausência de água na formulação

Fármacos com escassas propriedades de fluxo:

Adição de agentes promotores do fluxo:

Sílica coloidal

Estudos de compressibilidade

Propriedades voltadas à via de administração

Aerossóis de inalação

Inalação profunda

Alívio rápido em emergências

Inapropriado para crianças

Sublingual

Efeito sistêmico rápido

FÁRMACO-ADJUVANTE

A

pré-formulação

requer uma mistura de proporção 1:1 (m:m), para maximizar a probabilidade de observar-se uma interação.

pesquisa

de

interações

fármaco-adjuvante

na

Fármacos
Fármacos
pesquisa de interações fármaco-adjuvante na Fármacos Excipientes Interações observadas Calorimetria
Excipientes
Excipientes
de interações fármaco-adjuvante na Fármacos Excipientes Interações observadas Calorimetria Diferencial
Interações observadas
Interações
observadas

Calorimetria Diferencial Exploratória (DSC)

Sais

Sal de compostos:

Base fraca: solubilidade adequada C S =1mg. mL -1 , TGI

Controlará o pH da camada de difusão (a solução saturada imediatamente adjacente à superfície que está dissolvendo, conhecida como microambiente de pH ).

Altera as propriedades físico-químicas do fármaco

Velocidade de dissolução e a solubilidade: afetam a velocidade e a extensão da absorção

A medida que a velocidade de dissolução aumenta, a absorção diminui, pois o fármaco

encontra-se ionizado

Higroscopicidade

Melhor solubilidade.

Possíveis vantagens e desvantagens da formação de sais

VANTAGENS

DESVANTAGENS

Solubilidade melhorada

Porcentagem do ativo diminuída

Taxa de dissolução aumentada

Higroscopicidade aumentada

Maior ponto de fusão

Estabilidade química reduzida

Menor higroscopicidade

Aumento do número de polimorfos

Fotoestabilidade aprimorada

Dissolução reduzida no meio gástrico

Melhor sabor

Nenhuma mudança na solubilidade de tampões

Melhor biodisponibilidade

Corrosividade

Melhor Processabilidade

Possível desproporcionação

Síntese ou Purificação mais fácil

Passo adicional de fabricação

Potencial para liberação controlada

Aumento da toxicidade

Aulton, 2013

EXEMPLO

Com bases fracas, seus sais dissolvem rapidamente no estômago, mas não há absorção, uma vez que o fármaco encontra-se ionizado e a absorção é postergada até o intestino.

Órgãos de regulamentação: tratam cada sal como uma entidade

química diferente.

Raramente, altera a farmacologia (como a intensidade da resposta)

Sais preparados a partir de ácidos ou bases fortes:

Livremente solúveis, mas muito higroscópicos:

Instabilidade de comprimidos e cápsulas: fármacos dissolvem-se no seu próprio filme

adsorvido de umidade.

Sais

Xaropes: menos ácidos (melhor palatabilidade)

Alcalinidade imprópria poderá afetar vidros de acondicionamento

Sais de ácido clorídrico: não podem ser usados em alguns aerossóis

(reação ácido propelente corroerá o recipiente).

Fármacos ácidos

Fármacos ácidos

Fármacos básicos

Fármacos básicos

Exemplo Tylenol ®

Exemplo Tylenol ® • Ácido esteárico: lubrificante • Água purificada • Amido pré gelatinizado: diluente •

Ácido esteárico: lubrificante

Água purificada

Amido pré gelatinizado: diluente

Hipromelose =

hidroxipropilmetilcelulose:

Formadores de filme/polímeros:

Macrogol: co-solvente

Povidona: desintegrante

Buscofem ®

Buscofem ® • Excipientes: • Macrogol: co-solvente • hidróxido de potássio • Gelatina: Formadores de

Excipientes:

Macrogol: co-solvente

hidróxido de potássio

Gelatina: Formadores de filme/polímeros

Anidrisorbitol: Sorbitol E420: edulcorante

metilparabeno, propilparabeno:

conservantes

corante amarelo.

Desenvolvimento de ensaios

Calorimetria Diferencial Exploratória Termogravimetria Derivada Espectrofotômetro Cromatografia

Compatibilidade entre adjuvantes

Formulação bem sucedida de uma forma

farmacêutica estável e eficaz depende da seleção cuidadosa dos excipientes que serão adicionados

para facilitar a administração, promover a

liberação consistente e a biodisponibilidade do

fármaco e protegê-lo da degradação.

FÁRMACO

FÁRMACO MISTURA A 50% DSC ADJUVANTE ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO

MISTURA

A 50%

DSC

ADJUVANTE

FÁRMACO MISTURA A 50% DSC ADJUVANTE ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO
FÁRMACO MISTURA A 50% DSC ADJUVANTE ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO

ADJUVANTE

ALTERNATIVO

FÁRMACO MISTURA A 50% DSC ADJUVANTE ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO
FÁRMACO MISTURA A 50% DSC ADJUVANTE ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO

SIM

MISTURA A 50% DSC ADJUVANTE ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO SIGNIFICATIVA

SEM

INTERAÇÃO

INTERAÇÃO

ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO SIGNIFICATIVA ADJUVANTE RECOMENDADO NÃO

CCD

DEGRADAÇÃO

SIGNIFICATIVA

ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO SIGNIFICATIVA ADJUVANTE RECOMENDADO NÃO
ADJUVANTE ALTERNATIVO S I M SEM INTERAÇÃO INTERAÇÃO CCD DEGRADAÇÃO SIGNIFICATIVA ADJUVANTE RECOMENDADO NÃO

ADJUVANTE

RECOMENDADO

NÃO

Compatibilidade entre adjuvantes

Análise térmica: usada para investigar e predizer interações físico- químicas entre componentes Ajuda na seleção de melhores adjuvantes

Compatibilidade entre adjuvantes

Método de sondagem por interação fármaco-adjuvantes:

5mg do fármaco em uma mistura com 50% de adjuvantes para maximizar a probabilidade de observar uma interação.

Examinadas sob nitrogênio para eliminar efeitos oxidativos e pirolíticos em uma velocidade padrão (2,5 ou 10°C/mn): aparelho de DSC

Faixas de temperatura: que cubra quaisquer mudanças térmicas observadas tanto no fármaco quanto no adjuvante

Para análise, manter termogramas em arquivos referência para

comparação

Análise Térmica

Refere-se a um conjunto de técnicas em que as propriedades físicas da substância e/ou seus produtos de reação são medidos em função da temperatura enquanto a substância é submetida a um programa de temperatura controlada.

Análise Térmica

Técnicas

frequentemente

usadas

são

termogravimetria/ análise térmica

termogravimetria derivada

diferencial (DTA) e calorimetria exploratória diferencial (DSC).

(TG/DTG),

Lembrar que

Propriedades térmicas de uma mistura física são a soma dos componentes individuais, e o termograma formado pode ser comparado com aqueles do fármaco e do adjuvante puros.

Análise Termogravimétrica

Técnica de análise instrumental que mede a variação de massa da amostra em relação a temperatura e/ou tempo enquanto é submetido a uma programação controlada. Possibilita conhecer a faixa de temperatura em que a amostra:

adquire uma composição química fixa

temperatura em que se decompõe

andamento das reações de desidratação, oxidação, combustão, decomposição etc.

Análise Térmica

O resultado do teste é dependente de muitos fatores:

massa da amostra

taxa de aquecimento

atmosfera

tipo de cadinho

Análise Termogravimétrica Derivada

Derivada da

de

Termogravimetria: estima-se a variação de massa em relação ao tempo (Δm/Δt) ou

temperatura (Δm/ΔT)

da

curva

reação, obtendo um gráfico.

Permite visualizar processos de

dessolvatação ou de

decomposição

ASC

da curva reação, obtendo um gráfico. • Permite visualizar processos de dessolvatação ou de decomposição •

Análise Termogravimétrica Derivada- DTG

A área sobre a curva é proporcional a massa perdida, e a altura do pico fornece uma razão da variação de massa em qualquer temperatura pela equação de Arrhenius.

Análise Termogravimétrica Derivada

A: fator pré-exponencial

E: energia de ativação

R: constante dos gases

Termogravimétrica Derivada • A: fator pré-exponencial • E: energia de ativação • R: constante dos gases

Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC)

Consiste na medição da transferência de calor para a amostra

Diferencial (DSC) • Consiste na medição da transferência de calor para a amostra método dos aparelhos

método dos aparelhos Dupont

Análise Termogravimétrica

Derivada

mede diferenças de

temperatura entre amostra

e referência.

Calorimetria Exploratória

Diferencial

mede diferenças de

energia.

Exploratória Diferencial mede diferenças de energia. • Fornecem informação quantitativa sobre mudanças

Fornecem informação quantitativa sobre mudanças exotérmica, endotérmica e na capacidade de calor em

função da temperatura e do tempo (como fusão, pureza e temperatura de transição vítrea).

Consistem no uso de dois cadinhos (amostra e referência)

Avaliação de incompatibilidade- Importante

Avaliação de possíveis incompatibilidades

entre os ingredientes ativos e diferentes

excipientes junto com a avaliação da

estabilidade térmica são partes cruciais

ao estudo de pré- formulação.

Análise de Picos - Interações

Em condições de interações:

Propriedades térmicas de uma mistura física são a soma dos componentes

individuais, e esse termograma pode ser comparado com aqueles do fármaco e do adjuvante puros.

Nenhum novo evento térmico (alterações de picos): sem interações

Mudança ou desaparecimento de picos endotérmicos ou exotérmicos e/ou

variações na entalpia correspondente significam possivelmente interação.

Interações químicas são indicadas pelo aparecimento de novos picos ou quando houver grande alargamento ou alongamento de um pico endo ou

exotérmico.

Algumas

alterações

biodisponibilidade.

podem

ser

vantajosas,

melhorando

a

alterar

a

Exemplo

Preta: aspirina Azul: cafeína

Verde: paracetamol

Vermelho: dipirona

Azul: cafeína Verde: paracetamol Vermelho: dipirona Dipirona apresenta como primeiro evento um pico endotérmico

Dipirona apresenta como primeiro evento um pico endotérmico referente à desidratação. Todos os compostos estudados apresentam um pico fino e endotérmico característico do comportamento de fusão. Ordem crescente de estabilidade térmica para os compostos anidros: AAS, cafeína, paracetamol e dipirona. AAS e o paracetamol apresentam ponto de fusão mais baixo.

Análise Térmica

Não pode substituir os métodos químicos para determinar a concentração do fármaco e os testes clássicos de estabilidade a longo prazo.

Técnica oferece boas correlações entre resultados do DSC e os testes

de estabilidade.

Resultados em altas temperaturas podem nem sempre ser relevantes sob condições ambiente

Outras técnicas analíticas usadas em conjunto.

Outras aplicabilidades

As técnicas DSC e TG fornecem informações sobre polimorfismo:

Acontece frequentemente em substâncias orgânicas.

80% dos fármacos são polimórficos.

Apresentam diferenças consideráveis nas solubilidades, pontos de fusão,

densidades, padrão de difração de raio-X e espectro molecular.

Análise Termogravimétrica Derivada- DTG Calorimetria Exploratória Diferencial - DSC

Difração por raios X

A difratometria de raios X (DRX) de pós é uma técnica eficaz para a identificação de fármacos sólidos cristalinos.

Combina especificidade com um alto nível da exatidão para a caracterização dos fármacos sólidos e é um método especialmente útil para descrever o possível comportamento polimórfico de fármacos.

Igualmente

ativos

permite

identificação

simultânea

a

de

ingredientes

múltiplos em formulações farmacêuticas diferentes

Espectrofotometria

Maioria

dos

fármacos

absorve

ultravioleta (190 a 390nm):

luz

nos

comprimentos

de

onda

Anéis aromáticos e ligações duplas Excitação das moléculas em solução causa perda de energia

luminosa e variação líquida entre a intensidade da luz incidente

(I o ) e da luz transmitida pode ser medida(I). Quantifica a quantidade de fármacos em uma solução particular.

Quantidade

de

luz

absorvida

proporcional

à

concentração

e

ao

percurso óptico da solução pelo qual passou.

Espectrofotometria

Espectrofotometria A excitação da molécula causa uma perda de energia luminosa. Quantidade de luz absorvida é
Espectrofotometria A excitação da molécula causa uma perda de energia luminosa. Quantidade de luz absorvida é

A excitação da molécula causa uma perda de energia luminosa. Quantidade de luz absorvida é proporcional a concentração e ao percurso:

Absorvância (A)= log (I/I 0 )

Quantidade de radiação absorvida pode ser medida de diversas formas:

Transmitância, T = P / P 0 Transmitância % , %T = 100 T Absorbância,

A = log 10 P 0 / P

A = log 10 1 / T

A = log 10 100 / %T

A = 2 - log 10 %T

Lei de Beer-Lambert

Lei de Beer-Lambert e é a absorbitividade molar em unidades de L mol - 1 cm

e é a absorbitividade molar em unidades de L mol -1 cm -1

b é o comprimento do caminho da amostra, isto é, o comprimento do caminho que a luz tem que atravessar na cuba ou qualquer recipiente onde esteja a solução. Esta grandeza tem unidades de comprimento, p. ex. centímetro.

c é a concentração do elemento que absorve, na solução, expresssado em mol L-1

Cromatografia em Camada Delgada

Rswett (1906): botânico russo

Levou ao desenvolvimento da cromatografia em coluna e sob pressão (CLAE)

Cromatografia em camada delgada:

Separar lipídeos

A placa de vidro pode ser preparada

gel, celite, alumina,

a cromatografia em

sílica

com

em

celite (análogo

papel)

processos químicos.

e

celuloses

modificadas

por

alumina, a cromatografia em sílica com em celite (análogo papel) processos químicos. e celuloses modificadas por

Exemplo

Exemplo

Cromatografia de fase reversa

Cromatografia de fase reversa- C2, C8 e C18 silanizado e difenil-sílica.

Estabelecida por Stahl (1956)

separações eram consideravelmente mais curtas que no papel, as manchas eram mais compactas, a resolução era melhor e as amostras em submicrogramas podiam ser separadas e recuperadas.

Técnicas qualitativa confiável e sensível para separa misturas complexas em amostras de estabilidade

Amostra separada pelo movimento capilar capilar do solvente ascendendo na

placa

Quantifica a quantidade de componentes e estimará sua concentração mediantes referência de um padrão (ocorres concomitantemente)

CLAE

Trata-se de coluna delgada (fase estacionária) com solvente (fase móvel)

bombeada pelo fluxo capilar

Conduzida por alta pressão de eluição

Bombea-se o solvente eluente (fase móvel) sob pressão de até 40 Mpa e

v=3mL/mim

A coluna pode ser muito menor e conter um material em fase estacionária com tamanho da partícula menor Resulta em tempos de retenção menores (tempos de soluto na coluna), alta

sensitividade (tipicamente 1ng), pequeno volume de amostra (0 -50ng) para

resolução de misturas complexas.

1- a maioria dos componentes hidrofílicos interagem melhor com a coluna 2- componentes menos polares
1- a maioria dos componentes
hidrofílicos interagem melhor com a
coluna
2- componentes menos polares
eluem primeiro
3- Produtos eluídos
4- a maioria dos componentes
polares eluem por último

CLAE em fase normal

Efetuada mediante a eluição de uma coluna empacotada com sílica (hidrofílica), com uma fase móvel não polar:

Fase móvel: compostos orgânicos (hexano+ clorofórmio, tetraidrofurano (THF), acetonitrila, álcool isopropílico ou etanol.

Separação atingida quando pela partição com adsorção e desorção

diferencial de ambos o soluto e o solvente durante a passagem pela coluna:

Solutos polares são retidos

CLAE em fase reversa

Soluto eluído em fase móvel polar (majoritária)

Fase estacionária hidrofóbica: suporte de sílica