Curso de informação sobre lubrificantes e lubrificação

Substâncias lubrificantes

Autor: Engo Ronald Pinto Carreteiro

Substâncias Lubrificantes As mais variadas substâncias são usadas como lubrificantes. Conforme seu estado, os lubrificantes podem ser classificados em: 1234Líquidos Pastosos Sólidos Gasosos

1- Lubrificantes Líquidos Os líquidos são mais empregados porque penetram entre partes móveis por ação hidráulica, mantendo-as separadas e atuando como removedores do calor. Os lubrificantes líquidos podem ser: óleos minerais, óleos graxos ( orgânicos), óleos compostos e óleos sintéticos. 1.1Óleos Minerais

São os mais importantes para emprego em lubrificação. Os óleos minerais são obtidos do petróleo e, conseqüentemente, suas propriedades relacionam-se á natureza do óleo cru que lhes deu origem e ao processo de refinação empregado. O petróleo consiste, fundamentalmente, de carbono (C) e hidrogênio (H), sob a forma de hidrocarbonetos. A composição percentual aproximada dos diversos elementos químicos constituintes do petróleo é a seguinte: Carbono..................................................................... Hidrogênio................................................................. Oxigênio.................................................................... Nitrogênio.................................................................. Enxofre...................................................................... 80 a 88% 10 a 14 % 0,01 a 1,2 % 0,002 a 1,7% 0,01 a 5 %

Estes componentes encontram-se dispostos das formas as mais diversas. O petróleo, portanto, vem a ser, usualmente, uma mistura de centenas de hidrocarbonetos líquidos, com vários hidrocarbonetos sólidos e gasosos dissolvidos. Da forma que é extraído do poço. O óleo cru contém impurezas, como água , lama, sal e certos compostos de enxofre, oxigênio e nitrogênio. As características de cada hidrocarboneto dependem do número de átomos de carbono que ele contém, do número de átomos de hidrogênio combinados com eles, e do arranjo estrutural dos átomos. Cada série diferente de hidrocarbonetos é caracterizada por sua própria relação numérica entre átomos de carbono e hidrogênio. Os petróleos de base parafínica não contém, praticamente, asfalto. Já os petróleos de base asfáltica, constituídos basicamente por hidrocarbonetos naftênicos, não apresentam parafina. Quando os petróleos apresentam concomitantemente proporções razoáveis de asfalto e parafina, são classificados como de base mista, sendo constituídos por hidrocarbonetos parafínicos, naftênicos e aromáticos. Na produção de lubrificantes o petróleo é submetido, inicialmente, á destilação primária inicial ou topeamento(“toppint”), que vem ser a remoção, por destilação, das frações mais leves. A seguir é feita a destilação a vácuo separando-se as diversas frações. A fração de óleos lubrificantes é submetida a tratamentos subseqüentes, tais como a remoção de parafina, remoção do asfalto, refinação ácida, refinação por solventes, etc.

Os óleos aromáticos não são adequados para fins de lubrificação. Os óleos lubrificantes minerais podem, então ser classificados, de acordo com sua origem, em naftênicos e parafínicos. Esses dois tipos de óleos apresentam propriedades peculiares que os indicam para umas aplicações, contra-indicando-os para outras. Não há , pois, sentindo em dizer-se que um óleo é melhor que outro, por ser parafínico ou naftênico. Acontece, realmente, que por ser naftênico ou parafínico, ele poderá ser mais ou menos indicado para determinado fim. Lembramos, entretanto, que os modernos processos de refinação podem modificar as características do óleo. Pode-se, pela refinação adequada, melhorar a resistência á oxidação do lubrificante, abaixar seu ponto de fluidez, aumentar seu índice de viscosidade, torná-lo mais claro, etc. Mostraremos a seguir as principais divergências nas características normais dos óleos parafínicos e naftênicos. Características Ponto de Fluidez Índice de Viscosidade Resistência á Oxidação Oleosidade Resíduo de Carbono Emulsibilidade Parafínicos Alto Alto Grande Pequena Grande Pequena Naftênicos Baixo Baixo Pequena Grande Pequeno Grande

Os óleos básicos naftênicos, parafínicos ou mistos de diferentes viscosidades, pontos de fulgor, cores etc, e procedentes de diversas refinarias, são convenientemente misturados e dosados com aditivos ou compostos graxos em uma instalação de mistura (“ blending plant”), a fim de se transformarem nos produtos acabados para as mais diversas finalidades, tais como óleos para carter (“ motor oils”), óleos para engrenagens (“ gear oils”), óleos para turbinas (“ turbine oils”) etc. Finalmente, são envasados nas seguintes embalagens, de uso legal no Brasil latas de 1 e 5 litros, baldes de 20 litros e tambores de 200 litros. Para fornecimento de grandes volumes, é usual a entrega a granel, por caminhão tanque. 1.2 Óleos Graxos Os óleos orgânicos, tanto vegetais como animais, foram os primeiros lubrificantes a serem utilizados. Hoje, estão quase que totalmente substituídos pelos óleos minerais que além de serem mais baratos, não sofrem hidrólise nem se tornam ácidos ou corrosivos pelo uso. A única grande vantagem dos óleos graxos é sua capacidade de aderência a superfícies metálicas. Esta propriedade é devida, em grande parte, a presença, nos mesmos, de ácidos graxos livres, em pequenas quantidades. Os ácidos livres, de natureza polar, exercem uma ação superficial que ocasiona uma adsorção molecular na interfase metal-óleo. A principal desvantagem dos óleos graxos está na sua quase inexistente resistência á oxidação, motivo pelo qual tornam-se rançosos e formam gomosidades. Alguns tipos de óleos orgânicos ainda hoje são usados em algumas poucas e restritas aplicações de lubrificação industrial. Como exemplos, citaremos o óleo de mamona e o óleo espermacete. 1.3 Óleos Compostos De importância ainda hoje no campo da lubrificação, é a utilização dos óleos graxos adicionados a óleos minerais, dando origem aos chamados óleos compostos. Os óleos compostos são, portanto, óleos minerais aos quais se adiciona certa quantidade de produto orgânico, em geral de 3 a25%, podendo chegar até 30% da mistura.

Por isto.O objetivo da mistura é conferir ao lubrificante maior oleosidade ou maior facilidade de emulsão em presença de vapor d´água. Não são corrosivos para metais. ou polímeros de metil-fenil-siloxano. de óleos para perfuratrizes (“ rock drill oils”). O ácido poleico encontra aplicação na formulação de óleos emulsionáveis (“ soluble oils”). Quanto ao poder lubrificante. Entretanto. Os óleos de silicone encontram campo particularmente em aplicações que requerem a mínima variação possível da viscosidade com a temperatura. problema aliás comum aos outros sintéticos. c) Ésteres de Silicatos Estes compostos possuem qualidades de baixa volatilidade e relação viscosidade temperatura que os colocam entre os melhores sintéticos. os silicatos se decompõem formando um gel e sílica abrasiva. como no caso. porém tem um acentuado efeito solvente sobre borrachas. São empregados como lubrificantes de motores a jato ( especificação MIL-L-7808). e como constituintes de graxas especiais de baixa volatilidade. Sua volatilidade é baixa e sua relação viscosidade temperatura é ligeiramente melhor que a dos óleos de petróleo. e os produtos de hidrólise podem formar ácidos fosfóricos corrosivos. A relação viscosidade-temperatura do silicone é superior não apenas a dos óleos minerais mas á de todos os outros sintéticos. onde a resistência ao calor é importante. e óleos para instrumentos delicados ( instrument oils). polímeros de fenil-siloxano. obtidos por síntese química. podem se classificados em cinco grupos: a) Ésteres de Ácidos Dibásicos São superiores aos óleos de petróleo na sua relação viscosidade temperatura e menos voláteis. e muito grandes suas estabilidades térmicas e hidrolíticas. vernizes e plásticos. São usados como fluidos hidráulicos. encontramos algumas aplicações de óleos compostos em lubrificação sujeitas a grandes cargas e cilindros a vapor. por exemplo. Depósitos abrasivos podem ser formados a temperaturas superiores a 200º C. O óleo de banha (“ lard oil”) tem grande emprego na formulação de óleos compostos. 1. óleos hidráulicos especiais. embora permanecendo sempre acima do nível dos óleos de petróleo. Em presença de água. especialmente. suas estabilidades térmicas e hidrolíticas deixam a desejar. Os principais óleos sintéticos em uso. conduziram ao desenvolvimento dos produtos sintéticos. fluídos hidráulicos de alta temperatura. a resistência á oxidação é muito alta. e como lubrificantes de baixa temperatura. embora em menor escala. O aumento do teor de fenil aumenta a estabilidade ao calor mas diminui o índice de viscosidade. atualmente.Alguns ésteres de organo-fosfatos têm tendência a hidrolisar . Entretanto. São usados como fluidos de transferência de calor. mas sua estabilidade só é satisfatória até 150º C. d) Silicones O nome de silicone é empregado para designar fluidos que são polímeros de metil-siloxano. Sob cargas pesadas seu comportamento varia enormemente em função dos . b) Ésteres de Organo–Fosfatos Tem um poder lubrificante muito alto e não são inflamáveis como os óleos de petróleo.4 Óleos Sintéticos As necessidades industriais e. Sua volatilidade é muito baixa. estabilidade térmica e resistência á oxidação são comparáveis a um bom lubrificante de petróleo. O poder lubrificante dos fluidos de silicone é similar ao dos óleos de petróleo sob cargas moderadas e médias. as militares de lubrificantes aptos a suportar as condições mais adversas possíveis. Sua resistência á oxidação é boa. seu custo é por demais elevado. isto é.

metais das partes a lubrificar. resistência ao calor e a outros fatores adversos dependem.2. pequena resistência ao cizalhamento. a oxidação de elevada temperatura provoca a formação de gel. Entre os sintéticos. bronze. Os ésteres de poliglicol podem ser melhorados por aditivos antioxidantes.Lubrificantes Sólidos Os lubrificantes sólidos devem possuir forte aderência a metais.Lubrificantes Pastosos Compreendem as graxas e as composições betuminosas.1. Por outro lado. ou amanteigada. As graxas comuns vêm a ser dispersões estáveis de sabões em óleos minerais. fibrosa. Esses compostos têm excelente relação viscosidade-temperatura e superam os óleos minerais com baixa volatilidade. é obtida com a adição de agentes estabilizantes. Encontram aplicação na lubrificação de compressores e de engrenagens e como base para graxas de baixa temperatura. O emprego das graxas é feito nos pontos de onde o óleo escapará com facilidade e em diversos casos especiais. proporcionam uma lubrificação fluida. estabilidades em altas temperaturas. Existem compostos em diferentes viscosidades.Entretanto. Cabe aqui enfatizar que a cor na da tem a ver com o desempenho de uma graxa. A estabilidade da graxa. perdem na resistência á oxidação. os poliglicois são os de preços mais acessíveis. Podem ser classificados em sólidos laminares e compostos orgânicos. suas propriedades adesivas. e) Compostos de Ésteres de Poliglicol Os ésteres de poliglicol têm sido usados como lubrificantes em diversas aplicações e também como fluidos hidráulicos especiais. nylon. . primordialmente. cromo ou cádmio. do tipo de sabão empregado. do sabão usado. Vias de regra. serem quimicamente inertes e terem elevado coeficiente de transmissão de calor.Graxas São compostos pastosos ou sólidos á temperatura ambiente que.Composições Betuminosas São lubrificantes da elevada aderência formulados a base de misturas de óleos minerais com asfalto. 2. Também a cor da graxa é função primordial do tipo de óleo empregado. mas os produtos de sua oxidação não tendem a formar borra. fundamentalmente. ácidos graxos. resistência a inflamação e poder lubrificante. necessitam aquecimento prévio para serem aplicadas. a viscosidade do óleo básico é o fator determinante na formação da película lubrificante apropriada. podendo ser aplicadas a frio. com glicerina. A sua textura. Alguns tipos apresentam-se diluídos em solventes leves não inflamáveis (tricloretileno). A composição da maior parte das graxas é de 65 a 90% de óleo e 35 a 10% de sabão. untosa. 2. entretanto. água etc. 2.. Da mesma forma. 3. Pela sua importância as graxas serão motivo de uma outra palestra mais detalhada. estabilidade térmica. que é um fator importantíssimo. Apesar de sua boa estabilidade térmica. é função. Seu comportamento é bom para munhões de aço contra mancais de zinco. solúveis ou não em água. São muito utilizadas na lubrificação de grandes engrenagens expostas e de cabos de aço.

A grafita é satisfatória para uso como lubrificante até a temperatura de 370º C. A grafita é o lubrificante sólido de uso mais comum. seu principal minério. É possível a obtenção de grafita partindo-se de carvão antracitoso e coque de petróleo. em locais onde não são viáveis as utilizações dos lubrificantes convencionais. . sendo usado como agente de extrema pressão. A lubrificação de moldes de vidro é feita usualmente com graxas ou óleos grafitados. É muito usada a grafita sob forma coloidal. sendo muito fortes as ligações entre átomos de uma mesma camada e fracas as ligações entre camadas distintas. o dissulfeto de tungstênio. É muito grande sua capacidade de aderência ás superfícies metálicas. o dissulfeto de molibdênio. acima da qual passa a sofrer a oxidação do ar. brilhante. constituídos por sabão 4. Estruturalmente. os átomos de molibdênio orientam-se em um plano entre dois outros de átomos de enxofre. em fornos especiais.Os sólidos laminares têm sistemas estruturais dispostos em camadas. ceras. Pertencem a esta categoria de lubrificantes a grafita. a mica. com partículas entre 0. o talco. Dentre elas podemos citar: o ar. o nitrogênio e os gases halogenados. extraído de molibdenita.1 a 1Å. o sulfato de prata e o bórax.Lubrificantes Gasosos Os lubrificantes gasosos são usados em casos especiais. Sua utilização é recomendada até a temperatura de 400º C. A grafita é muito utilizada como carga para graxas de alta temperatura. acima da qual sofre considerável oxidação. A grafita natural é constituída por carbono na forma cristalina e é possível sua moagem em granulometria fina sem perda de estrutura lamelar. O grupo dos compostos orgânicos é formado pelas parafinas. pastas especiais para estampagem e trefilação. Sua aparência é de um pó preto. O dissulfeto de molibdênio(Mo S2) é obtido da natureza.

Curso de Informação Sobre Lubrificantes e Lubrificação Propriedades dos Lubrificantes Autor:Engº Ronald Pinto Carreteiro .

enquanto. Hágem e Poiseuille estudaram o escoamento de líquidos em condutos circulares capilares.Propriedades dos Lubrificantes 1. O fluído em contato com a placa inferior. A experiência nos mostra que a força F é diretamente proporcional á área A da placa móvel. que Boussiresq e Reynolds se notabilizaram nos estudos de escoamento turbulento. as camadas intermediárias do fluído se moverão com velocidade V1. o que vem a ser viscosidade.. que tem as dimensões gramas por centímetros por segundo. então. estudaram matematicamente o equilíbrio dinâmico dos fluídos viscosos. teremos para a viscosidade absoluta: L –1 T -1 M O conceito de viscosidade foi estabelecido.. primariamente á alteração entre moléculas do fluído. yn. tiver velocidade zero. que então se move a uma velocidade constante V.. conforme a figura 1. O movimento será laminar. inversamente á distância y. por Isaac Newton. e George Stokes. Louis Navier. Vn.” .. Vejamos.. Figura 1 Suponha-se uma força constante F atuando sobre a placa superior. na França. temos F = µ A V (1) onde µ é o coeficiente de viscosidade ou ainda. A viscosidade de um fluído é a propriedade que determinam o valor de sua resistência ao cizalhamento. y2. e a curva de variação da velocidade será uma linha reta. diretamente proporcionais a y1. a força F varia também de acordo com a natureza do fluído. Então. Além disso. duas placas paralelas separadas por uma pequena distância y. V2. no princípio do século XIX... Se a velocidade V não for excessivamente grande. A unidade cgs de viscosidade dinâmica ou absoluta Va é o poise. De acordo com a ASTM (“ American Society of Testing Materiais”).Viscosidade A viscosidade do óleo tem importância fundamental na lubrificação hidrodinâmica.. Desenvolvendo a equação (1) teremos: µ = F A y V Ou µ =F/A V/y (2) Procedendo-se á análise dimensional.. temos as seguintes definições: “Viscosidade Absoluta ( Dinâmica) de um líquido Newtoniano é a força tangencial sobre a área unitária quando o espaço é cheio com o líquido e um dos planos move-se em relação ao outro com velocidade unitária no seu próprio plano. fixa . em princípio. na Inglaterra. sendo o espaço entre as mesmas ocupado por fluído. Consideramos.. A viscosidade é devida. á velocidade V e.. viscosidade absoluta ou y dinâmica do referido fluido..

deixa-se escoar o óleo através do orifício inferior. De uso mais corrente é o “microreyn” que é a milionésima parte do “reyn”. de um tubo de seção cilíndrica com um estritamento na parte inferior. Unidades e Métodos de Medir Viscosidade Vimos acima a definição consagrada pela ASTM para a viscosidade dinâmica ou absoluta. e mede-se o tempo de escoamento. No sistema CGS a unidade é o “poise” que vem a ser dina seg/cm2 . por alguns autores. A viscosidade Furol é aproximadamente um décimo de viscosidade Universal. A razão constante da tensão de cizalhamento para o grau de cizalhamento é a viscosidade do líquido. O inverso da viscosidade absoluta é chamada fluidez. Outras definições para viscosidade de um óleo seriam: é a sua resistência a fluir. tais como óleos. é o peso no vácuo (massa) do volume unitário da material na temperatura estabelecida. ou a sua resistência ao escoamento. Na temperatura escolhida. dizer que a viscosidade de um óleo é inversamente proporcional á sua flacidez.“Viscosidade Cinemática de um líquido Newtoniano é o quociente da viscosidade dinâmica ou absoluta dividida pela densidade Va. que tem as dimensões centímetros quadrados por segundo. A unidade cgs de densidade é gramas por centímetro cúbico”.” Viscosidade Saybolt Furol – o tempo de escoamento em segundos de 60 ml de amostra fluindo através de um orifício Furol calibrado sob condições específicas. Normalmente é utilizado o “centipoise” que é a centésima parte de “poise”. Redwood e Engler tem uma construção muito semelhante. A unidade cgs da viscosidade cinemática Vk. No sistema MK*S a unidade de viscosidade absoluta é Kg* seg/m2 e não possui nome especial. Este sufixo indica fluxo e a ciência denominada “RHEOLOGIA” estuda o fluxo dos diversos materiais capazes de fluir. A palavra Furol é uma contração de fuel and road oils. Um óleo viscoso ou de grande viscosidade é grosso e flui com dificuldade. a uma velocidade relativa também unitária. tais como óleos combustíveis (fuel oils) e outros materiais residuais. nos Estados Unidos. . e é recomendada para os produtos de petróleo que tenham viscosidades maiores que 1000 segundos (Saybolt Universal). ambos á mesma temperatura. É prática comum na indústria do petróleo exprimir a viscosidade cinemática em centistokes(cs). Popularmente. Os viscosímetros Saybolt. Podemos dizer que ela é numericamente expressa pela forma aplicada a uma superfície. e até os solos. Podemos pois. denominada “RHE”. é o seu atrito interno. “Escoamento Newtoniano – é caracterizado pelo líquido no qual o grande cizalhamento ( rate of shear) é proporcional á tensão de cizalhamento ( shearing stress). “Densidade. d.Redwood na Inglaterra Engler. a fim de cizalhar uma película do fluído de espessura unitária. a viscosidade dos óleos lubrificantes é expressa em tempo ( segundos) de escoamento através de tubos capilares metálicos como é o caso do viscosímetro Saybolt. a unidade é lb + seg/pol2 que é denominada “reyn”. Sua unidade de sistema CGS é . um óleo de pouca viscosidade é fino e escorre facilmente. Um stoke equivale a 100 cs”. “Líquido Newtoniano (simples) é aquele no qual o grau de cizalhamento (rate of shear) é proporcional á tensão de cizalhamento ( “shearing stress”). tintas etc.” Para fins práticos. é o stoke. na Alemanha.. a viscosidade é o “campo” do lubrificante. Todos os três compõem-se. No sistema inglês. Uma determinada quantidade de óleo é contida no tubo que fica mergulhado em um banho com temperatura controlada por termostato. “Viscosidade Saybolt Universal – o tempo de escoamento em segundos de 60 ml de amostra fluindo através de um orifício Universal calibrado sob condições específicas. basicamente.

enquanto que as dos dois tipos de óleo mineral são intermediária.5 centistokes.8 era geralmente usado padrão. mas oriundas de um mesmo cru.8. mas a ASTM posteriormente verificou que a equação se ajustava melhor para dados experimentais empregando o valor de 0. 3 a 4 ou mais. pode ser empregada. chamado “Polhohe” e devido a Ubbelohde. Inclinação da Curva ASTM e Índice de Viscosidade. 2. Na figura 2 temos uma tabela ASTM com a representação da variação de viscosidade de quatro tipos de óleos: 2 sintéticos e 2 de petróleo. que as curvas viscosidade x temperatura da tabela ASTM para os óleos de viscosidade diferentes. na qual: H = 870 log log ( V+K ) + 154 (2) E na qual a escala K fosse escolhida de modo que K fosse igual a 0 a 210º F e K = 1 a 100o F. A viscosidade cinemática em cs é dada pelo produto KT.Esse valor é atualmente usado nas tabelas pela ASTM. ou de tipos similares. não inteiramente verdadeira.Verifica-se que a curva do óleo de silicone se aproxima da horizontal ao passo que a do fluorocarbono é bastante inclinada.Walther sugeriu o B de sua equação como medida da inclinação.6 para viscosidades maiores que 1. T é temperatura absoluta. quando a viscosidade é marcada contra a temperatura em graus Fahrenheit. baseia-se na premissa. Relações De Viscosidade E Temperatura O coeficiente viscosidade temperatura de todos os líquidos é alto e a temperatura deve ser cuidadosamente referida em qualquer medida de viscosidade. Vamos abordar três deles: Altura do Pólo de Viscosidade. Se as duas temperaturas escolhidas fossem 100 e 210º F e a equação se K2 – K1 Simplificaria para: Inclinação = H 100 – H 210 (3) As tabelas originais de Bell e Sharp foram baseadas na equação de Walther com o valor de K igual a 0. uma constante universal. Esta inclinação pode ser determinada graficamente ou expressa matematicamente.Este sistema. Um valor de 0. A Altura do Pólo dos óleos parafínicos é da ordem de 1 a 2 . A distância vertical entre o Pólo de Viscosidade e uma linha padrão é a Altura do Pólo. Este ponto foi chamado de “ Viscositaspol” ou Pólo de Viscosidade. Para óleos lubrificantes a seguinte equação empírica conhecida como equação de Walter. . Bell e Sharp propuseram um número de inclinação baseado em uma escala de ordenadas H e uma escala de abscissas K. e dos naftênicos. ao menos para uma gama considerável de óleos: Log log (V + K ) = A = B log T (1) Onde V é a viscosidade cinemática em centistokes. obtem-se linhas retas. A e B são constantes para um dado óleo. Inclinação da Curva ASTM . As tabelas são feitas para viscosidades cinemáticas ou Saybolt. e K é. A inclinação então seria H2 – H1 .Um método mais simples de exprimir a mudança da viscosidade com a temperatura é a inclinação da curva (reta) do óleo no gráfico ASTM. exceto para valores muito baixo de V. Altura do Pólo de Viscosidade . As escalas das ordenadas e abscissas empregadas nessas tabelas são tais que. cujo diâmetro é determinado para cada gama de viscosidade e relaciona-se ao tempo T de escoamento do líquido entre duas referências por uma constante K. Diversos métodos tem sido propostos para exprimir a variação de viscosidade com a temperatura por meio de apenas um número. se interceptam em um ponto.O viscosímetro cinemático é basicamente constituído por um tubo capilar de vidro.

O IV (em inglês VI.H x 100 (4) Onde L = viscosidade a 100º F do padrão de IV = 0 Figura 2. de “viscosity index”) de um óleo de uma dada viscosidade a 210º F é calculado partindo-se de sua viscosidade a 100º F e das viscosidades a 100º F dos padrões tendo uma viscosidade a 210º F igual á do óleo cujo IV queremos determinar: IV = L . 100 VI Óleo Mineral .U L .6 O número de inclinação dos lubrificantes de petróleo varia de 200 para os óleos parafínicos a 300 ou mais para os de natureza naftênica ou aromática.Hirschler publicou uma série de tabelas revistas com o valor de K = 0. Os padrões são duas séries de óleos: Uma obtida de um cru da Pennsylvania que foi arbitrariamente considerada como de IV (Índice de Viscosidade) = 100 e outra proveniente de um cru da Costa do Golfo á qual foi arbitrado = 0. 0 VI Fluorocarbono 103 1 102 1 3 2 4 10 2 0 100 210 .Curvas Viscosidades Temperatura de alguns Óleos Típicos 1234105 104 2 4 3 Silicone Óleo Mineral . Índice de Viscosidade – O método mais usual para se expressar o relacionamento da viscosidade com a temperatura é o Índice de Viscosidade devido a Dean e Davis e baseado em uma escala empírica.

O Índice de Viscosidade Deam e Davis é de uso corrente nos Estados Unidos e no Brasil.H = viscosidade a 100º F do padrão de IV = 100 U = viscosidade a 100º F da amostra No manual ASTM existem tabelas para determinação do IV de Deam e Davis partindo-se ou da viscosidade cinemática ou da viscosidade Saybolt a 100º F e a 10º F. o método Hardiman e Nissan de cálculo do Índice de Viscosidade não apresenta as anomalias do sistema Dean e Davis. .4336 Log V 210 log V 210 Verificaram ainda que o IV relaciona-se com N pela equação empírica seguinte: IV = 3.Não é uma propriedade aditiva. 4. terem viscosidade a 210º F muito diferentes. a equação: V100 = 2. partindo-se de suas viscosidades a 100º F e 210º F. Eles usaram as informações de Dean. Os valores obtidos desta maneira coincidem com os IV´s Dean e Davis na faixa de 0 a 100. para valores de viscosidades de 210º F maiores que 8 centistokes. 3. determinar-se o valor de uma mistura. como são os valores da altura do pólo de viscosidade e da inclinação da curva ASTM. que permitem.É baseado em padrões arbitrários. por simples operações aritméticas. Hardiman e Nissan estudaram o sistema do Índice de Viscosidade. Entretanto. procurando eliminar as duas últimas deficiências.63 ( 60 – antilog N ) (7) É possível.Para valores muito elevados o IV torna-se falho.714 = log V 100 – 0.74 Vn 210 ( 5) ou ( 6) N = log V 100 – log 2. 2.Resultados anômalos de IV são obtidos na faixa de viscosidades a 210º F abaixo de 8 centistokes. Bauer e Berglund como base de seu trabalho e propuseram que a faixa de viscosidade de 8 a 40 centistokes a 210º F e IV`s de 0 a 100. ele apresenta as seguintes deficiências: 1. conhecidos os valores dos componentes. podendo dois óleos do mesmo IV e viscosidades iguais a 100º F. por meio das equações (6) e (7) calcular o Índice de Viscosidade Hardiman e Nissan de um óleo. Para valores mais altos de IV e viscosidades mais baixas.

268 1.0 41.0 53.1 1.7 1.5 56.0 66.3 138.2 238.5 48.1 210.Tabela I Tabela para Índice de Viscosidade ============================ Cálculo de IV Dean Davis Em Função da Viscosidade a 210º F Expresso em SUS Viscosidade em SUS a 210ºF do óleo em estudo x 40.4 337.1 429.5 386.311 1.161.5 542.5 44.3 275.9 578 590 602 615 627 639 651 664 677 689 702 775 728 743 755 .5 47.8 386.5 50.5 75.016.9 229.5 67.0 61.0 51.5 64.2 456.0 49.0 166.8 34.204 1.355 1.2 157.5 74.0 68.5 73.2 554.1 490.9 219.422 1.0 72.9 265.444 1.2 668.2 543.5 51.3 157.1 473.9 285.0 130.6 102.2 75.333 1.2 955.0 82.1 1.0 45.5 250.0 50.9 147.5 495.0 40.0 55.036.5 68.0 614.2 147.0 46.0 65.0 71.3 518.0 439.0 70.290 1.5 45.3 650.5 49.5 61.3 247.4 193.2 404.0 67.5 76.5 46.3 295.9 169.4 181.2 396.5 62.5 53.2 38.5 916.5 54.4 222.1 279.0 365.5 63.0 64.7 525.7 818.4 375.5 578.468 1.3 1.2 422.1 L 780.6 43.5 77.4 876.5 43.3 507.0 440.377 1.0 Viscosidade em SUS a 210ºF do óleo em estudo x 60.4 473.399 1.1 202.0 68.3 484.1 596.2 123.057.1 450.4 236.8 184.5 71.5 41.5 66.077.0 76.0 -L 137.0 88.5 65.3 368.1 857.4 293.8 530.5 55.9 308.5 69.0 55.0 47.7 194.7 1.0 61.9 175.1 1.0 48.1 996.2 1.6 I-H 30.7 208.6 799.4 418.5 49.5 72.0 62.2 322.225 1.0 74.9 462.0 54.0 563.119.0 42.0 43.0 75.0 560.9 838.8 266.0 52.5 57.8 407.1 632.9 976.8 95.3 1.0 60.9 896.0 56.9 507.0 69.2 1.5 116.0 63.489 L-H 355.182 1.5 70.140.0 44.2 936.4 256.6 109.5 42.247 1.098.5 52.0 73.0 352.

a densidade.780 0. uma grandeza designada como grau API.739 . função matemática da densidade relativa.953 0.845 0. por serem mais leves que a água. Óleos bastante parafínicos.5 723.604 768 781 794 808 822 Freqüentemente menciona-se.806 0. abaixo. provavelmente.787 0. que inventaram o artifício de uma escala na qual a densidade da água passou a ser 10. Para uso em nosso país. a massa específica.9 (API < 25).876 0.802 0.887 0.751 0.850 0.860 0.5 334.5 1. Quando muito.893 0.835 0. números maiores que 10. massa) ou vice-versa.825 0. em especificações ou em análises de óleos lubrificantes. ou melhor. quando julgado necessário.8 77.6 344.940 0.8 314.934 0. possuem densidades em torno de 0.755 0.5 3 – Grau API 687. a equivalência entre graus API e densidades: API 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Densidade API Densidad API e 1.793 0.816 0.000 0. possuem densidades inferiores a 1.771 0. porém de uma unidade de densidade.763 0. é expressa por número abstrato.57. por ser uma relação.928 0.993 0.747 0.8 861.986 0.580 1. achamos muito mais conveniente mencionar-se.131.7 324.744 0.0 705.830 0.5 Densidade a 60º F .5 59. é tornar possível a conversão de volume em peso (na realidade.922 0.882 0. o valor da densidade como fator de especificação de lubrificante é muito reduzido.7 304.0 59.959 0. Ora. Trata-se.855 0. e as dos líquidos mais leves. Outrossim.820 0. A densidade em graus API é dada pela fórmula : O API = 141. grau API.871 0. é uma escala convencional.5 58.966 0.840 0.5 79.898 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 0.789 0.5 Portanto.0 79.811 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 Densidade 0. pura e simplesmente.979 0.865 0.767 0.0 78.0 58.5 78.759 0. Isto. pode-se eventualmente determinar o tipo de cru do qual o óleo é proveniente.87 (API em torno de 30) enquanto que os naftênicos tem densidades acima de 0. não de uma grandeza.947 0.512 1.9 742.557 1.775 0. Apresentamos.904 0.972 0. pareceu incomodo aos técnicos do API. ou o peso específico (numericamente iguais).784 0. os lubrificantes. A única grande vantagem de se conhecer a densidade. na realidade.910 0.916 0.534 1. necessária nos cálculos de fretes e conferências de recebimento.

praticamente. efetuando um vaso aberto. O ponto de fluidez só interessa no emprego de lubrificantes para máquinas frigoríficas. se inflama espontaneamente. Quando a temperatura chega próxima ao ponto de fulgor previsto. Diferenças muito maiores ocorrem quando se empregam diferentes processos de resfriamento. de bronze. uma vez que. feita no aparelho Cleveland. realizados rigorosamente de acordo com as normas ASTM. por acusar a contaminação com o combustível. de maneira que um óleo pode ainda fluir as temperaturas mais baixas que o ponto de congelação determinado em laboratório. de um vaso aberto.35 cm o seu diâmetro interno e 3. todos os óleos lubrificantes possuem pontos de gota muito baixa. expresso em ºF. A determinação de ponto de fulgor mais empregada nos Estados Unidos e no Brasil é a preconizada pela norma ASTM D 92-52. durante um mínimo de 5 segundos. o resfriamento é muito mais lento e também as pressões são muito mais elevadas. medindo 6.4 cm. Existem diversos métodos para se realizar este ensaio em laboratório e os resultados obtidos variam consideravelmente. ocasionando determinações de valores elevados para o ponto de mínima fluidez. Portanto. pois. utiliza-se gelo seco (ácido carbônico em estado sólido) que produz um resfriamento muito rápido. com largo rebordo na boca.Ponto de Fluidez O ponto de fluidez. sem o contacto de chama. também chamado ponto de gota ou ponto de congelação. motivo porque é imperioso referir-se o valor encontrado ao processo empregado. de acordo com o mesmo ensaio ASTM D 92-52 acima descrito. Os métodos mais usais são o Cleveland. que é a temperatura na qual o lubrificante. é não se confundir as temperaturas referentes ao ponto de fulgor e de combustão com a de auto-inflamação do lubrificante. Normalmente nos laboratórios brasileiros. do mesmo óleo.Ponto de Fulgor O ponto de fulgor de um óleo é a menor temperatura na qual o vapor desprendido pelo mesmo. verifica-se se o óleo ainda é capaz de fluir. vem a ser a temperatura mínima na qual o óleo ainda flui. A intervalos de 5 em 5º F. ao se lhe aplicar uma chama. é sempre múltiplo de 5. Em nosso clima. por meio de resfriamentos sucessivos da amostra de óleo colocada em um frasco de vidro. Normalmente. o ponto de combustão é de 22 a 28º C acima do ponto de fulgor. de 0º C. começa-se a passar. formando um lampejo (“flash”). especialmente nos sistemas circulatórios. sobre a superfície do óleo. o ponto de mínima fluidez carece do valor que se lhe pode atribuir á primeira vista. que consiste essencialmente. uma pequenina chama padrão esférica. e o Pensky-Martens que utiliza o sistema de contenção dos vapores em vaso fechado. Esta temperatura é determinada. no mesmo laboratório. inflama-se momentaneamente. no qual é colocada a amostra de óleo e aquecida. a intervalos regulares de tempo que correspondem a aumentos constantes de temperatura. de acordo com o Ensino Padrão D97-47 da “ASTM”. é comum uma diferença de 10º F. não há sentido em se especificar pontos de mínima fluidez para óleos de motor. o ponto de fluidez. com diâmetro aproximado de 0. Em laboratórios diferentes. Em serviço. È normal uma variação de 5º F em ensaios. e que é muitíssimo mais elevada.4. Por isto. 5. O ensaio do ponto de fulgor é importante para de julgar das condições de um óleo de motor usado. Também necessário.33 cm de profundidade. É preciso distinguir-se o ponto de fulgor do ponto de combustão que vem a ser a temperatura na qual os vapores de óleo se queimam de modo contínuo. Óleos com ponto de fulgor inferior a 150º C não devem ser empregados para fins de lubrificação. O conhecimento do ponto de fulgor permite avaliar as temperaturas de serviços que um óleo lubrificante pode suportar com absoluta segurança. . em presença do ar.

não se verificam em nenhuma máquina. a combustão do óleo. desde transparentes (incolores) até pretos (opacos). Daí surge a grande objeção ao resíduo de carbono Conradson.com o método Ramsbottom. são muito inconvenientes. isto é. na razão direta da viscosidade. Uma regra básica para que um ensaio mereça bastante crédito é que reproduza. A cor é importante para óleos brancos ( cor Saybolt) e para as vaselinas (cor N. por onde se escapam as vapores. em laboratório. É. Terminado o teste. numerada em ordem crescente. O colorímetro Saybolt é empregado para óleos luberificantes incolores comercialmente conhecidos como óleos brancos. não indica. resíduos de carbono menores que os apresentados por óleos da mesma origem. Entretanto. a significação prática dos testes de resíduo de carbono. Para óleos lubrificantes usuais são mais empregados o colorímetro Union. originário da Inglaterra. que os óleos refinados por oxidação de solvente. e o colorímetro Lovibond. e aditivados da mesma forma. O ponto de fulgor varia. 6-Resíduo De Carbono Resíduos de carvão deixados pelo óleo lubrificante em motores de combustão interna ou em compressores. refinados por outros processos menos enérgicos.Cor Os óleos lubrificantes variam de cor. colocado em um banho á temperatura de 550º C (1022º F). ao se evitar o contacto com o ar. A cor Saybolt + 30 indica que o óleo é absolutamente incolor. A evaporação do óleo é feita em um vaso de aço inoxidável ligado á atmosfera apenas por um tubo capilar. Tag-Robinson e Saybolt.A). refinados pelo mesmo processo. basicamente. impedindose durante a prova. as condições existentes na prática. As condições existentes no aparelho. de 1 a 8. limitada. menor quantidade de resíduos que os parafínicos. que o mesmo possua boas qualidades anti-oxidantes. O colorímetro Union consta de um tubo com luneta que permite a observação simultânea da amostra do óleo e do vidro na cor padrão. Os óleos de origem naftênica produzem. o mais viscoso possui ponto de fulgor mais elevado. desde a mais clara até a mais escura. pois. tanto quanto possível. ou por luz refletida. A cor pode ser observada por transparência. necessariamente. tanto nos ensaios Conradson e Ramsbottom como em aplicações práticas. As divergências entre resultados práticos obtidos em motores diesel e gasolina. Existem diversos aparelhos para se determinar a cor de óleos lubrificantes: colorímetros Union. O ensaio Conradson para resíduo de carbono foi estabelecido (nota ASTM D 189-52) para se calcular um índice da quantidade de resíduo que o óleo poderia deixar nos motores de combustão interna e em outras máquinas. para produzir o resíduo.P. Da mesma forma o elevado ponto de fulgor de um óleo. contra a luz. de maneira geral. pesase o resíduo deixado no vaso de porcelana que continha amostra. recomendado pela ASTM na norma D-155. para emprego em alta temperatura. . Lovibond. em geral. 7. Em óleos de uma mesma série. quando submetido á evaporação sob elevadas temperaturas. isto é. Outro processo de ensaio de resíduo de carbono é o Ramsbottom. motivo de gozarem de certa preferência para prego em compressores. provenientes do mesmo tipo de cru. durante 20 minutos. sob vários aspectos. Certo é. apresentam.O ponto de fulgor depende da volatilidade dos constituintes mais leves(mais voláteis) de um óleo. porém. Este ensaio consiste. de vasta aplicação como matéria prima na indústria de cosméticos e farmecêutica. Os óleos brancos tem uma importante aplicação na lubrificação de fibras têxteis sintéticas. com os resultados obtidos no ensaio Conradson também ocorrem . não é ele um índice de volatilidade do óleo. em se fazer evaporar uma amostra de 10 gramas do óleo.

9. salvo para o fabricante controlar a uniformidade de produto. Em óleos usados. o número de precipitação revela o conteúdo de partículas sólidas em suspensão.ou seja. Este número de neutralização é expresso em miligramas de KOH (hidróxido de potássio) necessários para neutralizar os ácidos contidos em um grama de óleo. pela parte mineral dos aditivos e permite avaliar. agitada a uma temperatura entre 90 e 95º F (32 a 35ºC) e submetida a centrifugação. separando-se por meio de centrifugação. Para óleos do mesmo tipo. 8. por luz refletida uma fluorescência verde. até certo ponto. em mililitros. a possibilidade da existência no óleo de aditivos detergentes “ashless” que não deixam cinzas. O volume do precipitado. o resíduo da queima é tratado com ácido sulfúrico. enquanto que os naftênicos dão reflexos azulados.Número de Neutralização O grau de acidez ou alcalinidade do óleo pode ser avaliado pelo seu número de neutralização. ou ácido sulfúrico. indicando a contaminação por matérias estranhas. De acordo com o ensaio D 91-52 da ASTM uma pequena amostra do óleo é misturada a uma nafta de petróleo (solvente parecido com gasolina). as cinzas são referidas como cinzas sulfatadas. utiliza-se ácido clorídrico. é o número de precipitação. indesejáveis num bom lubrificante. Nos óleos usados.Para os óleos lubrificantes comuns carece de importância prática a determinação da cor. o mais claro possui menor viscosidade. Geralmente.Número de Precipitação O número de precipitação indica o volume de matérias estranhas existentes no óleo lubrificante. É preciso lembrar. esse ensaio indica o grau de refinação do produto. são insolúveis em nafta leve de petróleo. porém. pois os compostos asfálticos. entretanto. É preciso lembrar. Quando o óleo é básico. Da mesma forma. principalmente. .10. que existem óleos de alta viscosidade e cor clara. indica a quantidade de matéria inorgânica presente. obtendo-se sulfatos dos metais presentes. até certo ponto. Os óleos minerais puros têm número de neutralização inferior a 0. se o óleo é de origem naftênica ou parafínica. Os óleos parafínicos apresentam. Os óleos aditivados apresentam. Em óleo sem uso. Entretanto. É possível de se identificar. valores bem mais elevados. a cor não é um comprovante da procedência do óleo. o grau de detergência dos motor-oils. Existem óleos pretos que apresentam certas características superiores a outros mais claros. A quantidade de solução ácida necessária para neutralizar os álcalis contidos em um grama da amostra do óleo é convertida no seu equivalente em mg de KOH.Cinzas A determinação da quantidade de cinzas resultante da queima completa de uma amostra de óleo. pois é facilmente mudada pela adição de corantes. 10. Em óleos sem uso esse valor é representado. muito embora o consumidor industrial leigo tenha certa aversão natural por óleos pretos. normalmente. a cor não é comprovante de qualidade. as cinzas resultam da soma da parcela oriunda dos aditivos com outra proveniente de contaminantes.

visando proteger as peças de borracha. pois indica uma tendência a atacar peças de borracha. permanecem em solução equilibrada. O ponto de anilina é inversamente proporcional á quantidade de hidrocarbonetos aromáticos em um óleo lubrificante. ou num solvente de petróleo. para compressores de ar de alta compressão e martelete para perfurar rochas é desejável que ocorra até o contrário – facilidade de emulsão. pois quanto maior a sua presença. quando é desejável uma grande estabilidade de emulsão. seja corrosivo ou não. lacas. também o emprego do número de saponificação é muito restrito.Número de Saponificação O número de saponificação é um índice da quantidade de gordura ou de óleo graxo presente em um óleo mineral composto. medido em centímetros cúbicos por hora.a certa temperatura(55 ou 82º C). não se pode prever se um óleo. em segundos. no mínimo. Finalmente a emulsão deve permanecer estável durante 24 horas. uma vez que. o óleo oxidado se emulsiona também mais facilmente que o move. Este ensaio consiste. é de grande valor. em grande parte. reduz-se á lubrificações específicas.1 a 25% do óleo sem adição de qualquer produto. que entretanto. como em perfuratrizes de rocha e eventualmente. Esta emulsão deve estar isenta de espuma com 15 minutos de repouso após sua preparação a temperatura ambiente (25ºC +/. na qual partes iguais em volume da amostra do produto de petróleo em ensaio e de anilina recém destilada. 12. ensaia-se a amostra de maneira a verificar se o óleo forma emulsão estável com água em proporções de 0.No controle de óleos usados neste ensaio é útil para se verificar a variação do seu valor. devido as diferenças de natureza dos ácidos orgânicos que se podem formar nos óleos como resultados da oxidação em serviço. essencialmente. apresentam maior resistência da película.Ponto de Anilina O chamado ponto de anilina é a temperatura mais baixa. maior será a capacidade de dissolver certas gomas. tanto assim que é um dos principais parâmetros considerados na especificação SAE 70 Kg. Conseqüentemente. os óleos lubrificantes tendem a acumular produtos ácidos. compressores de múltiplos estágios. expressa a rapidez com que o óleo se separa de determinada emulsão padrão. O número de emulsão (norma ASTM D 157-51 T) é o tempo. entretanto. é preciso notar que. Com o progresso das técnicas e produtos lubrificantes. com determinado valor elevado para o número de neutralização. o emprego de óleos compostos hoje em dia. resultantes da sua própria combustão ou deterioração. Entretanto. Em geral. No caso de óleos emulsionáveis para emprego em usinagem de metais. pelo poder solvente dos derivados de petróleo: é uma característica indesejável no caso dos óleos lubrificantes. em miligramas de hidrato de potássio necessário para saponificar um grama de óleo. que a amostra do óleo leva para separar-se da água condensada proveniente de uma injeção de vapor. em trabalho.8ºC). em medir o peso. . Nos solventes. 11. Por outro lado. os chamados óleos de corte solúveis. Os hidrocarbonetos aromáticos são responsáveis. pigmentos e vernizes empregados nas indústrias de tintas e cera. os óleos que oferecem menor resistência á emulsão são os de maior acidez. De grande importância é o ponto de anilina nas especificações de fluidos para freios. 13. Esta propriedade de desemulsibilidade é de importância primordial em turbinas. Já no caso de óleos para cilindros de máquinas a vapor. Já o índice de desemulsibilidade Herschel.Número de Emulsão Na maior parte das aplicações é altamente desejável que o óleo lubrificante separa-se rapidamente da água.

Os insolúveis em benzeno representam apenas esses contaminantes externos. 100º C ).TAN e TBN O TAM (“Total Acidity Nimber”) é a medida da quantidade do ácido. e mede-se até que a altura do óleo subiu por capilaridade. em termos de miligramas de KOH equivalentes ao ácido clorídrico gasto para titular até PH= 4. Para óleos MIL-L-2104 B (diesel) o limite seria de 1. entretanto. ou 1 b no máximo ( pequenas variações de cor na lâmina de cobre ). posta sob ação de óleo. em centrifugar duas amostras dos óleos: uma diluída em pentano. Para a realização dos ensaios são utilizados dois produtos: o pentano e o benzeno. durante certo período de tempo ( 3 horas ) uma determinada temperatura elevada ( 212º F ou seja. devendo o óleo mineral puro se enquadrar no início da escala. Entretanto podemos considerar o valor de 2. classificação 1 a. em termos de miligramas de KOH necessária para neutralizar todos os componentes ácidos até PH= 11. para a avaliação de acidez. Alguns fabricantes de motores diesel estabelecem limites de uso para os óleos baseados no valor de insolúveis em pentano. recomenda-se o teste modificado do mata-borrão que a seguir descrevemos. e verificar os precipitados. poder dispersante e presença de água em óleos usados.0 de um grama o óleo. O TBN (“Total Base Number”) é a medida da alcalinidade. que os insolúveis em benzeno incluem também compostos de chumbo oriundos do combustível. Se for superior a 4 cm o óleo tem ainda suficiente poder disperante. por 24 horas. O método empregado. . que fixa o valor limite máximo em 1 (peso).5 % em peso. A quantidade de material presente no óleo que não é solúvel nesses produtos constitui os insolúveis em benzeno. consiste.0 a 1. 15.14. Coloca-se 25 gramas de óleo usado em um becher alto de 520 cm3. É preciso se considerar. outra diluída em benzeno. A lâmina de cobre sofre certas variações de cor que são comparadas com uma escala.Teste do Mata – Borrão O teste de mata – borrão é uma maneira rápida. A quantidade de insolúveis em pentano representa as resinas provenientes da oxidação do óleo e as matérias estranhas. Prende-se uma tira de mataborrão ou papel de filtro em posição vertical atingindo o fundo do “becher”. são os ensaios de insolúveis. 16.Corrosão O ensaio de corrosão mais comum é efetuado em uma lâmina de cobre. essencialmente. como Detroit Diesel por exemplo. ASTM D – 893. Para a medida do poder dispersante dos modernos óleos para motor. 17. A diferença nos dá os produtos da oxidação.0 pelo método ASTM D-664 de um grama de óleo.Insolúveis Muito utilizados para avaliação de óleos em uso. Deixa-se sua extremidade inferior embeber-se em óleo. Não existem valores limites pré-fixados de insolúveis para os diversos tipos de óleos a fim de se avaliar o seu estado. Por isto é normal que um óleo usado em motor a gasolina apresente um valor de insolúveis em benzeno maior que quando usado em motor diesel.5 % em peso para insolúveis em benzenos como limite máximo para óleos de classe Ford M 2C 101A (gasolina). e de difícil interpretação. porém muitíssima imprecisa.

e uma pequena quantidade da mistura é colocada em um dos eletrodos de uma lâmpada de arco e fotografa-se o espectro resultante. Cromo que constitui um índice de desgaste de camisas de cilindros cromados. como o carbonato de lítio. Ferro. que constitui um índice do pó introduzido pelo ar. . que revela o desgaste dos anéis e das camisas de um pistão do de engrenagens. Estanho. Alumínio que demonstra desgaste de pistões. que revelam desgaste de mancais. cobre ou prata. Por este método é possível determinar-se as quantidades dos diversos elementos presentes em partes por milhão. Assim verifica-se: a) b) c) d) e) Sílica.Análise Espectrográfica Para se submeter um óleo á análise espectrográfica procedem-se á combustão de uma determinada quantidade da amostra. A cinza obtida é misturada a um “padrão normalizado”. chumbo.18.

Choueri .CURSO DE INFORMAÇÃO SOBRE LUBRIFICANTES E LUBRIFICAÇÃO ADITIVOS INDUSTRIAIS E SUAS APLICAÇÕES Autor: Dr. Helio R.

Amontons.Biocidas 16) Coloração 17) Estabilização e Fixação de Cor 18) Controle ou Modificação de odor 19) Outros Vamos agora citar exemplos de aditivos usados na indústria. Coulomn etc. 1.reação química (fosfatização) (oxidação) 2) Transferência de calor por convecção 3) Dispersão de sólidos 4) Emulsão de líquidos e gases 5) Oleosidade ou untuosidade 6) Lamelaridade – existência de lamelas e movimentos lamelares 7) Anti-oxidação 8) Anti-ferrugem 9) Anti-corrosão 10) Anti-catálise (desativadores de metal) 11) Repulsão de água e desemulsificação 12) Inibição de emulsões e dispersões 13) Melhoramento do Índice de Viscosidade 14) Abaixamento do Ponto de Fluidez 15) Antissepcia 15. AGENTES ANTI-DESGASTE E EP (atuam em condições de lubrificação limítrofe) . na prática. da imensa quantidade de produtos atualmente usados como aditivos. A designação Aditivos Lubrificantes é meramente didática. Hoje fala-se mais em mecanismo de ação como: 1) Adesão 1. suas funções e mecanismo de ação.2.Absorção física – óleos ) graxa ) (polaridade e/ou impregnação). porque as funções de um lubrificante são as mesmas na indústria e no equipamento automotivo.ADITIVOS INDUSTRIAIS O texto que se segue é uma espécie de inventário de aditivos industriais. Os primeiros aditivos industriais pesquisados foram os anti-desgaste e EP e há teorias a respeito de “lubrificação” como as de Da Vinci. A definição histórica “Lubrificar é Diminuir o Desgaste” é válida até hoje. O que existe é a preponderância de certas funções sobre outras em cada tipo de aplicação.1 – Adsorção física (polaridade).2 – Adsorção química (corrosão): reação com o material lubrificado.4 – Absorção química . resinas ) 1. É uma tentativa de esquematizar brevemente a parte útil.3 .1 – Microbiostásticos 15. 1.

Usados em óleos de usinagem de todos os tipos de metais.Existe bastante literatura a respeito. 1. desde óleo de engrenagens automotivas até pastas de estampagem. e corrosivos a mais de 16%p. natural. As moléculas se alinhariam uma junto à outra como contas de um colar. não são tão eficientes quanto o grafite coloidal e dispersões de dissulfeto de molibdênio.2 – Sulfurados 2.2.2. O 1º corrosivo usado foi o de enxofre. ( Os sulfetos formados se decompõem muito facilmente).000 planos de clivagem. Defendem alguns que. formando películas de compostos geralmente amorfos e de dureza muito menor que a dos metais a serem lubrificados. 2. em todas as aplicações onde for necessária lubrificação do tipo limítrofe. bem como a atividade química do enxofre.2. o Grafite e o Talco – são untuosos.1 . muito corrosivo e difícil de aplicar.6 – Dissulfeto de molibdênio – Um dos mais importantes agentes anti-desgaste. 2.4 –Litopônio 1. Trabalhos de estudiosos explicam o movimento lamelar do dissulfeto de molibdênio em lubrificação limítrofe. Hoje são escolhidos compostos chamados de “corrosão controlada” para evitar a corrosão de modo indiscriminado. Perigos quanto ao uso: a formação de HCL com o cobre e suas ligas podem formar cloreto de cobre. 2.2 – Óxido de zinco 1.2. dos compostos AP ou anti-desgaste.3 – Bórax 1. seguindo-se o molibdênio e o 2º enxofre. 2.2 – Enxofre + água ) muito corrosivos 2. ao metal. Químicos . pouco ou nenhum odor e combinam oleosidade com atividade EP. manchando as peças. teria a propriedade particular de colar-se ao metal por um dos enxofres.4 – Óleos graxos sulfurados (ex. Quanto maior for a labilidade do enxofre.7 –Talco Esses três últimos – a Mica. muito usadas em estampagem. 2. diésteres): São produtos escuros não corrosivos com enxofre abaixo de 12% p.5 -Mica (Bentonita) 1. As parafinas cloradas têm cor baixa. b) Butenos e poli-isobutenos sulfurados Estes produtos têm larga aplicação.3 – Básico sulfurado ) só para fins específicos Os óleos básicos derivados do Petróleo podem ser sulfurados aceitando até 2% de enxofre lábil. 2.Clorados – Especialmente as parafinas cloradas. embora não sejam compreensíveis quando sujeitos a altas pressões. ficando linha após linha e constituindo blocos de linhas formando lamelas. Provou-se também a adsorção do composto. de enxofre.6 .1 – Carbonato de cálcio 1. Físicos (predomina a atividade física – atividade química pequena ou inexistente) 1. enfim.Grafite 1.1 – Enxofre + sabão ) 2. maior a atividade EP. Composto de alta polaridade.5 – Outros hidrocarbonetos sulfurados a) Terpenos sulfurados. em óleos de engrenagens.Baseiam-se no ataque corrosivo – maior ou menor –a superfícies metálicas que devem lubrificar. é este o aditivo que tem maior propriedade de "cicatrização" da película e numa película de 1/100 de polegada de espessura haveria mais ou menos 40.2.2. .

Ditiofosfatos organo-metálicos. Outros INIBIDORES DE CORROSÃO São usados em óleos para engrenagens. Sulfetos orgânicos. c) Neutralizadores de ácido. Eles aumentam consideravelmente o período de indução (em certos casos mais de 20 vezes). hidráulicos. c) os produtos que desativam os metais (anti-catalizadores). 3. 4. O DBPC e outros fenóis. . 6. Aminas aromáticas. e agente EP para os quimicamente ativos. . os inibidores de oxidação não são realmente inibidores da oxidação mas sim retardadores. O MoS2 tem larga aplicação. 6. 4. a natureza da ligação do enxofre aos compostos etc. de tempera. sendo essa ação devida ã polarização e também à própria inibição da oxidação. 2. Pode-se aceitar a idéia de que o enxofre unido por eletrovalência é mais lábil que o enxofre ligado por co-valência.para fins didáticos. Os anti-oxidantes são usados em quase todos os tipos de óleos industriais e automotivos. . reduzir as pressões de contato real e minimizar o contato metal-metal.Naftenatos Metálicos. É aplicado com sucesso em vários óleos de corte tem como únicas desvantagens o preço e. veículo de resina com solvente que evapora). b) Protetores de superfície (alguns deslocam água e agentes corro si vos da superfície metálica). Como exemplo dos inibidores de oxidação. Muito dos inibidores de oxidação também são inibidores de corrosão. 5. adsorção e as reações químicas dariam ao dissulfeto de molibdênio a possibilidade de aplainar irregularidades. Sulfonatos metálicos (chamados de alcalinidade total). desde lubrificantes especiais até graxas e mesmo "coatings" (aplicado em . (ação química e física). São assim. a formação de partículas duras de tamanho relativamente grande. Fosfitos. Sais organo-metãlicos do ácido tiofosfõrico. muitos autores falam em agente anti-desgaste para os compostos pouco ativos quimicamente ou sem atividade química. especialmente nos de corte e retífica. lamelaridade. De chumbo. que conseqüentemente 1mpede a formação de compostos acídicos. às vezes. Tal como no caso dos aditivos para óleos automotivos. de alumínio etc. 5. b) os produtos que decompõem peróxidos. 2. 7. Selenetos. estabelecer micro-regiões de contato. 3. São eles principalmente: 1. Fosfitos. Ceras sulfuradas. 2. A classificação é apenas didática porquanto a atividade cresce com a temperatura. de estanho. Os principais tipos são: a) os inibidores de radicais livres.A resistência de película. laminação etc. Tiofosfatos orgânicos de zinco e estanho. Nota . INIBIDORES DE OXIDAÇAO Os inibidores de oxidação de óleos industriais funcionam da mesma maneira que os inibidores de oxidação dos óleos automotivos. podemos citar: 1. de usinagem. Sulfetos orgânicos.3. de três tipos principais: a) Inibidores de oxidação (e corrosão).

2. mais usadas em óleos de motor. EMULSIFICANTES Distinguem-se na indústria dois tipos: a) os emulsificantes de óleo ou substâncias orgânicas geralmente graxas . Além de emulsionar eles podem ter incorporada função anti-ácida (quando necessário) ou anti-ferruginosa. Esteres e poliésteres de alto peso molecular. Alquenil-succinamidas. 9. tradicionalmente chamados "emulsionantes de produtos sintéticos". pastas ou onde se tenha de manter partículas sólidas em suspensão. emulsionando fases sólidas. 3. deixam uma película seca e mais dura. 3. sub-produtos da indústria de óleo branco etc. Nota .Na indústria quase não se usam como detergentes os salicilatos-alcoil-substituídos.. mas também largamente utilizadas na indústria. 3. 3. Polímeros de hidrocarbonetos tratados com reagentes para introdução de funções polares. 2. Sao principalmente: 1.. e 2. por exemplo: 1. Sulfonatos neutros e "superbásicos" (nos quais há um excesso de base em dispersão coloidal): em geral são derivados do cálcio sulfônico.Eles atuam por ação de superfície. Tem largo emprego na industria e o mecanismo de operação é o mesmo dos dispersantes para óleos automotivos.7. laminação. baseando-se no mecanismo de ação de superfície. Terpenos sulfurados. DETERGENTES Usados em todos os produtos industriais onde seja necessário manter em suspensão partículas sólidas. São usados em corte. extrusão. Do 1o tipo. éter etc. queimam quase completamente. Terpenos fosfosulfurados. sabões de bases orgânicas: Quando usados em estampagem ou tempera. temos: 3.Sulfonatos. 3. 2. Amidas boradas DISPERSANTES . Seu mecanismo de ação não difere dos detergentes automotivos. os sabões de sódio e de potássio. Todos esses. Amidas e poliamidas de alto peso molecular. São. As chamadas soluções (emulsões) de óleo solúvel em água permitem operações em que.Oleatos de trietanolamina. temos: 1. Ditiocarbonatos organo-metálicos. pela queima ou decomposição. amina. Entre os mais importantes emulsionantes. .3. imida. imina. Fosforatos em geral: são produtos de reação de poli-olefinas líquidas com P2S5 (tiofosfonatos).1. 10. Usados em todos os lubrificantes e fluidos onde se tenha de dispersar líquidos. estampagem. deixando baixo resíduo. da evaporação desta. pastosas ou líquidas. Os superbásicos são indicados quando for necessária a neutralização de compostos acídicos. 4. 8. e b) os emulsificantes de compostos inorgânicos. . os sabões de bases inorgânicas. fique sobre o metal uma película oleosa. 5.Sabões de breu. Copolímeros que contenham função éster. Fenolatos neutros e básicos e os fenato sulfetos. carboxilato. depois. O mecanismo de operação é semelhante ao dos detergentes.

Alguns óleos e Ácidos Graxos e seus derivados halogenados. A ferrugem pode ser ainda inibida por outros processos. Quando for necessária a lubrificação de extrema pressão. b) Podem funcionar também como neutralizadores de compostos acídicos e emulsificam os subprodutos. Associações de Nitrito de Sódio com Trietanolamina. c) Absorvem-se quimicamente (e combinam-se) com o metal. São também usados em óleos de engrenagens para atender aos requisitos de certas especificações industriais. como será explicado durante a aula sobre óleos de corte. eles têm afinidade pelos metais aos quais se absorvem fisicamente. . Como exemplos. Fosfatos Orgânicos. 4. o que muitas vezes . Muitos inibidores de oxidação funcionam também como inibidores de ferrugem. Podese proteger o metal desde apenas a atmosfera normal até uma atmosfera de umidade salina medida no aparelho de "Salt Spray'. . pode-se adicionar ao binômio óleo + emulsionante um aditivo do tipo EP. SINTÉTICOS "Emulsões sintéticas" são especialmente recomendadas para retifica e outras aplicações onde substâncias oleosas tenderiam a aglomerar detritos ou . No exemplo anexo. Por evaporação da água ou de toda a fase líquida da emulsão. . (No caso da retifica elas evitam que os rebolos fiquem cegos. diferentes durezas do aço e diferentes operações de usinabilidade são descritas e são dadas porcentagens aproximadas de aditivos a serem usados. 3. Succinatos. . serão utilizadas em todos os casos onde o resfriamento for mais importante que a lubrificação de extrema pressão. A espessura da película e a atividade do aditivo dependem do grau de proteção que se quer dar. Hoje são mais usados os: 1.Os emulsificantes são largamente usados em óleos chamados solúveis que realmente são emulsões de óleos em água. deixam películas polares. Aminas complexas. 2. como pela adsorção de resinas fosfatadas aplicadas com solvente. Seu mecanismo de ação e o dos tenso-ativos em geral.-. ar úmido etc. Essas emulsões. deixando depois uma película fina resinosa não lavável onde o aditivo fosfatado é a parte e a resina o protetor inerte. Freqüentemente os inibidores de ferrugem são repelentes de água. 5.' Pode-se ainda proteger a superfície metálica pela fosfatização ou outros tratamentos metálicos. Glicóis e Poliglicóis. 3. Nota: Os aditivos para óleos de corte não solúveis são. bem como em graxas. os aditivos do tipo EP e/ou agentes de oleosidade. Sulfonatos organo-metãlicos. No anexo (2) fornecemos um exemplo de recomendações para uso de aditivos em óleos de corte. que permitirá que uma emulsão funcione também como óleo de corte além de oferecer bom resfriamento. 2. formando uma película não oxidável Os inibidores de ferrugem são utilizados em todos os lubrificantes industriais onde se tenha contato com água. em geral.acontece quando se usam emulsões oleosas. Acetatos de Sódio. podemos citar: 1. partículas sólidas. Exemplos: Fosfatos de Sódio e Carbonatos de Sódio (Taylor-Precursor). espec1almente as mais ricas). INIBIOORES DE FERRUGEM Funcionam de várias maneiras: a) Como muitos inibidores de corrosão.

e química .Ácido Palmítico. 2. de caroço de algodão.5. MELHORAMENTOS DE INDICE DE VISCOSIDADE Na Industria. emprestam o nome LUBRIFICAÇÃO. cinético e estático dão o no de "stick-slip" na razão= coeficiente estático de atrito coeficiente cinético de atrito Estes aditivos são especialmente importantes para fabricação de graxas. 1.que torna seu emprego na indústria cada vez mais difundido. . MODIFICADORES DE ATRITO Agentes de aderência. também se podem proteger as superfícies metálicas pela formação de ligas. geralmente ésteres de origem animal ou vegetal. Sintéticos -Podemos citar os glicerídicos esterificados. Exemplos: 1. sendo chamados de gorduras os que são sólidos acima de 68°F. em geral. O óleo de oliva desempenhou um papel importantíssimo na indústria de lã e seu uso data da Revolução Industrial. 3. aditivos de ação física . Sabões derivados da reação de bases fortes com ácidos graxos: 3. Polímeros de alto peso molecular. 4.ação EP. 4. são usados especialmente quando a temperatura tem função importante. todas as aplicações onde a adesividade seja necessária.oleosidade propriamente dita . os melhoradores de índice de Viscosidade possuem. 3. Ceras microcristalinas derivadas de petróleo. O mecanismo de ação é não apenas a adsorção. óleos industriais não gotejantes. graxas etc. Cera de abelhas.a adesividade . o óleo de mamona. 1. mas a coesão das partículas do aditivo. que tende a se grudar ao metal. Exemplos. enfim. Exemplos: 4. de laminação.Nota: Evidentemente.1. . Os valores dos coeficientes de atrito.Glicerídios obtidos pela ação de glicerina sobre ácidos graxos. de colza etc. 2. Sabões de ácidos graxos insaturados.2. mas isso escapa ao nosso assunto.1 . Borrachas levemente despolimerizadas. .Ácido Oleico.Ácido Esteárico.3 .1. lubrificantes de corredeiras e trilhos ("way lubrificants"). Seu mecanismo de ação é mais importante nos casos de lubrificação limítrofe. 3. a banha e o óleo de banha.2 . Podem-se citar: 2. Entretanto. uma propriedade muito importante . No Brasil este não é o caso. Óleos Graxos são compostos líquidos por volta de 68oF.3.2. 4. Os primeiros agentes de oleosidade foram o sebo animal. Ceras. óleos de extrusão. AGENTES DE OLEOSIDADE Os mais antigos (considerados no passado os lubrificantes por excelência). Estearato de Potássio Oleato de Sódio. Sabões de alumínio. Ácidos Graxos provenientes dos óleos Graxos de cadeia reta e longa. 4. No mecanismo de oleosidade tende-se a esquecer que a lubrificaçao de extrema pressão tem papel importante porque a ação puramente física não explica todas as propriedades e qualidades dos agentes de oleosidade. Estearato de Sódio. de mocotó. 1. Cera de carnaúba.1 . São. óleos solúveis. São usados em quase todos os lubrificantes de engrenagens industriais. em geral. . 1.

evitando que se aglomerem a baixas temperaturas. temos os alcoil-fenóis. que envenenam ou destroem fungos. exceto naqueles casos em que a baixa temperatura obriga o seu uso. 1. 3. Produtos de condensação de parafinas com naftaleno ou fenol e seus : polímeros. "COUPLING AGENTS" Especialmente utilizados em graxas e em colóides com sólidos em suspensão. DILUENTES OU VEÍCULOS São. . Novamente. prestam-se à dissipação de calor.Por exemplo: poli-isobutilenos têm sido empregados com sucesso como aditivos para óleos e emulsões de laminação a frio e a quente. Álcool. Sua função é separar os cristais de cera. ANTISSÉPTICOS Temos os biostáticos. como produto específico. 2. que interrompem uma fase do ciclo vital dos micro organismos. em geral. Polimetacrilatos. em contraposição aos óleos animais e vegetais usados como aditivos de laminação e estiragem. 2. Sua função é permitir a aplicação e deposição do produto dissolvido. São especialmente úteis para trabalhos de moldagem em formar e aplicação de nosos sobre superfícies metálicas. Têm larga aplicação em locais onde há condensação de água ou onde a água possa penetrar. e os biocidas. produtos baratos e vão desde a água até os solventes derivados de petróleo e/ou destilados de madeira. Usados também para produtos não miscíveis. Exemplos: . Compostos Clorados e Mercúrios. Os principais antissépticos são produtos de Função: 1. Fenol. REPELENTE DE ÁGUA (desaguadores) Compostos organo-silícicos e outros polímeros. bactérias etc. Os polímeros de hidrocarbonetos são por alguns chamados de aditivos ou óleos sintéticos. 4. Aminas alifáticas. Como exemplo. os anti-oxidantes às vezes são também controladores de odor e. aldeído. CONTROLADORES DE ODOR Um mecanismo possível seria mascarar um odor desagradável por meio de perfumes sintéticos. podemos citar o nitrobenzeno. ABAIXADORES DE FLUIDES Têm pouca aplicação em óleos industriais. geralmente evaporando Em trabalhos de corte de têmpera. carvão. Outro mecanismo seria a reação química do aditivo com o composto mal cheiroso. hidroxiácidas e ácidos graxos. Sua queima quase completa permite sua aplicação especialmente naqueles casos em que o recozimento tende a deixar pesados depósitos de carvão sobre as chapas quando se usam óleos como o de babaçu.

. Inc.V. Hobson. -New York. (Society of Automotive E~gineers -397B -September 11-14. (2) "Petro1eum Products Handbook". Inc. -New York. . The Industrial Press -New York. USA1955.1968. USA ~ 1967 (5) "Addi tives in Lubrificants". McGraw-Hil1 Book Company. (1961) . por Virgi1 B. por Peter Ka1il. -C1eveland. McGraw-Hil1 Book Company. (3) "Stanaard Handbook of Lubrification Engineering". Jentgen. USA.REFERÊNCIAS: (1) "Industrial Lubrification Practice". Sma1heer e R. Paul D. USA -1960. Guthrie. Ohio. por. (4) "Lubrificant Additives". por O'Connor e Boyd. por C. Kennedy The Lezius-Hi1es Co.(6) "Lubrificating-Oil Additives: How They Act". por Ben Richard L.

CURSO DE INFORMAÇÃO SOBRE LUBRIFICANTES E LUBRIFICAÇÃO GRAXAS LUBRIFICANTES Autor: Engo Roberto Mesquita Lage .

um óleo de petróleo. Hoje em dia. VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO Em mancais de rolamento: a) boa retenção b) lubrificação instantânea na partida c) mínimo vazamento d) permite uso de mancais selado e) elimina contaminação f) permite operação em várias posições g) requer aplicações menos freqüentes h) baixo consumo Em mancais de deslizamento a) boa retenção b) resistência ao choque c) baixo consumo d) permanece onde necessário nas partidas e nas operações intermitentes Em engrenagens: a) boa retenção. a maioria dos produtores de lubrificantes mantém substanciais programas de pesquisas sobre graxas. consistindo primordialmente de um espessador. Estes resultam da reação de gorduras de . a história revela que já em 1400 A. como as conhecemos hoje. pois que reduz a tendência do lubrificante a fluir ou vazar da área que está sendo lubrificada.GRAXAS LUBRIFICANTE CONSIDERAÇÕES GERAIS A graxa é um lubrificante fluido espessado a uma consistência de gel. A maioria das graxas é feita atualmente pelo espessamento de um óleo de petróleo com sabão. embora o tipo usado nas graxas mais convencionais seja um sabão ou mistura de sabões. A consistência semi-sólida é a característica básica. os egípcios faziam um material semelhante à graxa que era usada para lubrificar eixos os de seus carros de gerra. somente há cerca de 100 anos passados é que foram fabricadas as primeiras graxas contendo. contudo. um lubrificante fluido e quase sempre de mateiais de adição para realçar certas propriedades da graxa. pertencendo ao passado os dias do artífice de fabricação de graxa e suas técnicas secretas. para acompanharem as exigências tecnológicas. principalmente em engrenagens expostas b) resiste a ação de remoção proveniente da força centrífuga c) resiste a pressões de carga COMPOMENTES DE UMA GRAXA LUBRIFICANTE As graxas lubrificantes. de um ou outro tipo. vem sendo feitas há séculos. C. os aditivos GRAXA LUBRIFICANTE = ESPESSADOR + LUBRIFICANTE FLUIDO + ADITIVOS ESPESSADOR Existe uma ampla gama de materiais. A arte de se produzir graxas transformou-se gradualmente em uma ciência altamente desenvolvida. incluindo argilas ou pigmentos. são produtos complexos. como lubrificante fluido. As graxas. pela adição de vários agentes espessantes. De fato.

Os materiais de adição podem ser qualquer numero de aditivos necessários para certas características desejadas a graxa pronta incluindo estabilidade a oxidação. ADITIVOS São compostos químicos que adicionados às graxas lubrificantes inferem certas propriedades especiais. a reação entre u ácido graxo e uma base metálica é conhecida como saponificação. As fibras sintéticas e os materiais orgânicos foram bastante usados como espessadores de graxas resistentes à ação de hidrocarbonetos. talco ou pós metáticos. também neste caso o fabricante de graxas dispõe de uma ampla escolha de óleos. e) ceras. O componente metal tem importância nas propriedades da graxa. fluidos sintéticos devem ser utilizados: tais como o silícone e os ésteres de fosfato. dissulfeto de molibdênio. alumínio. para eliminarem a água na formulação final com um correspondente aumento na temperatura máxima de uso. propriedades e extrema pressão e inibição contra ferrugem. sódio. f) silicones. como grafite. Um fato que deve ser observado na utilização de um aditivo é o seu efeito no contexto estrutural.origem animal ou vegetal com cálcio. quando em presença de umidade. Em algunas graxas são adicionados certos materiais sólidos. a escolha de sabões para a produção de graxas é realmente bem grande. lítio. as argilas modificadas de bentonita e hectorita têm sido usadas com sucesso em graxas. c) asfaltos. b) querosene. melhor aderência. apresenta entretanto um inconveniente. Os aditivos mais ou menos específicos para graxas. Os sabões complexos são mistura de sal-sabão. bário Base mista – Cálcio-chumbo. argila hectorita c) Poliuréias d) Negro de fumo e) Fibras sintéticas f) Materiais Orgânicos LUBRIFICANTE FLUIDO Igualmente. variando muito em características físicas e químicas. Os tipos de espessadores podem ser sintetizados: a) Sabões Metálicos: Normal – Cálcio. As poliuréias são formadas pela reação de aminas com isoctanas em temperatura ambiente. Entre espessadores inorgânicos. Com a variedade de gorduras e álcalis existentes. são os estabilizadores químicos e aqueles que aumentam o ponto de gota. para se obter propriedades especiais. Além do sabrão.. Quimicamente. o componente fluido da graxa pode ser uma grande variedade de materiais. hidróxido de sódio ou lítio. Complexo – Cálcio. pois tem repercussão no rendimento da graxa. Por exemplo. o silicone clorado e outros . também largamente usada. b) Inorgânico: Argila betonita. quanto à função e finalidade. De modo geral estas graxas são utilizadas em temperaturas pouco mais elevadas dos que as graxas de sabão normal. sílica. podendo provocar abrasão nas partes lubrificadas. graxas à base de lítio fabricadas com óleos viscosos têm ponto de gota elevado e evaporação baixa com óleos de baixa viscosidade têm melhor rendimento a baixas temperaturas. lítio-chumbo. mas usualmente é um óleo de petróleo e. a saponificação também origina produtos de reação secundária. O negro de fumo. . A viscosidade do óleo tem bastante influência nas propriedades das graxas. alumínio. pois é sujeira à aglomeração. principalmente de acetileno. álcool ou glicerina. tais como água. Os estabilizadores químicos são usados na fabricação de certas classes de graxas . A sílica. lítio. tem ação espessadora em graxas lubrificantes. Os principais tipos podem ser agrupados: a) óleos minerais. Quando as graxas são formuladas para condições cri ticas . Muitos dos aditivos usados em graxas lubrificantes são semelhantes àqueles utilizados para os óleos lubrificantes. bário. g) ésteres. d) petrolatos. o polialquileno glicol e o ester de silicato.

..... números menores de GRAU NLGI... CLASSIFICAÇÃO EM GRAUS CLI* Grau NGLI da graxa Consistência Penetração ASTM trabalhada ** a 25 oC 445 – 475 400 – 430 355 – 385 310 – 340 265 – 295 220 – 250 175 – 205 130 – 160 85 – 115 000 . 3 ½.. 2 . 2 ½...... as graxas mais macias apresentam maiores penetrações.. isto é........ etc............ na base de suas consistências após terem sido trabalhadas........ como 25 oC............. 5 .......... * NGLI: National Lubrificanting Grease Institute ** 60 batidas duplas no batedor padronizado de Graxa ASTM (American Society for Testing and Materials) ... 00 .................. Ele possui uma capacidade peculiar de reduzir o atrito e o desgaste......... 6 ........................................................ isto é 1 ½...................................... do que como carga.... (mas não oficialmente) designada como de meio grau........ o bissulfeto de molibdênio........................... em certas condições de movimento deslizante................................. com baixa velocidade e alta carga.............................. Na tabela abaixo.................. Assim sendo... 1 .. 4 ............ porém........ A penetração de uma graxa é determinada pelo puncionamento da mesma............Embora o ponto de gota não tenha relação direta com o desempenho satisfatório..... uma graxa tendo uma penetração dentre dessas diferenças é usualmente..... observa-se que existem diferenças de 15 pontos entre os graus adjacentes.................................................... como tal.... ou “moly” usualmente é considerado mais como aditivo............. EXEMPLOS DE ADITIVOS USADOS EM GRAXA LUBRIFICANTE Tipo de aditivo Composição química Finalidade Agente espessante Sabões metálicos Manter o óleo por adsorção Cargas Óxidos metálicos Dar volume à graxa Inibidor de oxidação Fenil-beta-naftilamina Inibidor de oxidação Passivador metálico Mercaptobenzotiazol Impedir o efeito catalítico dos metais Inibidor de corrosão Sulfonato de amônia dinonil Impedir a corrosão naftaleno Agente anti-desgaste Dissulfeto dibenzílico Reduzir o desgaste Agente de extrema-pressão Cera Clorada Reduzir o atrito Naftenato de chumbo Melhorador de ponto de gota Sabões graxos Aumentar o ponto de gota Estabilizadores Ésteres de ácido graxo Aumentar a temperatura de uso Agente de aderência Polibutilenos Aderência nas partes metálicas CLASSIFICAÇÃO DAS GRAXAS LUBRIFICANTES As graxas lubrificantes são classificadas entre nove graus NLGI padronizados........ O bissulfeto de molibdênio é um composto inorgânico largamente usado nas formulações de graxas... em alguns casos............ medindo-se a penetração no cone calibrado na graxa a uma determinada temperatura padrão de ensaio de graxa. 3 ........... 0 . um aumento no ponto de gota reduzira o vazamento a altas temperaturas.................... que relaciona as faixas de penetração... isto é terem sido repetidamente forçadas através de uma chapa perfurada em um batedor...................

boa. . A mudança de penetração trabalhada de uma graxa após o batimento indica a medida de sua resistência ao cisalhamento. .~!.. CARACTERISTICAS DAS GRAXAS LUBRIFICANTES' .r~'! ~!! : .t9. ."de ~álcio~ a) aparênC:ía untuósá.'." . .'r..' . ádiciona-se às graxas aditivos E. tendo em ~sta sua aplicação onde há possibi'1-i. ._r...7 -Ação da:~ágem pela Água (ASTM D-1264) : A resistência de uma graxa à ação de lavagem piela. (" 7. b) ~ . 'J " " ' . BOMBEABILIDADE: Os fatores que afetam a bombeabilidade são: viscosidade do óleo mineral. d) boa resistênciC'... O "valor OK" de uma graxa corresponde à maior pressão que as peças. a separaçao do oleo ... em ordem decrescente em impotância: sabão. ~ f hr.l"J.. método de fabricação..o. "b) -Doa característica de bom.iuiportância.. 'Essa resistência é medida em .as-l'dfi: Litio: '8) '.. .:.. ~~~Fência.'. f) grande estabili~a~~~f~ .c) -'POnto de gota relativamente'bàixo.. ' . . . -d) adequ~da resistência ã ação de lavagem~p~la âgU~: ' ' -.. d). . -boa caracter1.gq..-(1809C a 2009C) . ESTABILIDADE Ã OXIDAÇÃO (ASTM D-942): As graxas são sujeitas ã oxidação e por esse motivo certas graxas possuem aditivos anti-Qxidantes."!J 9u O~" Graxas de Alumínio: a)!-.Te:Si$'ttu~fi~'i ~~ci. .dade d~ contamin'ação -pel'a.! " acterística de bombeaDilidade. . trel20oCe250o C-. Entretanto.mento p~~e~~-suportar.J::~~sjstiênci~ ã ação i:de lavagem peia ág~a.' ---. . b) Anídrico: ponto de gota entre 1209C e lBO9C. ! ob". sob pressão. . .' Os' f~~t:é-s-_~~s usados são o TIMKEM e o FOUR-BALL~ : . a al ta temperatura.ax.' .'. ~.. .).--. r 'O.pe:'gota~. : : : .Gr. penetração trabalhada.c. 1~~..3 -.'-. c) boa adesi vidade..âguà.4 -Graxas de Sódio: a) boa resistência a alta temperatura (até lBO9C). tempo de engrossador REQUISITOS DE ALTA TEMPERATURA: O ponto de gota indica a temperatura . .. '_?:~ ' .-r-"J"..1??a. SEPARAÇÃO DO OLEO DURANTE O ARMAZENAMENTO (ASTM D-1742) : As graxas apresentam uma tendência à separação do óleo quando armazenadas durante um longo período de tempo. " ..dr5('G..'~ 1-1TGA BXf'. Consistência NLGI.. ASTM D-217.tideÍlcía.beabilidade. durante o processo de fabricação.Geralmente saó ':encontradas em 3 tipos: a) Normal: ponto de gota ate l209C.!:...I' -.-.""' c..i'.P.stL~:de bombeabilidade. ç} Complexo: ponto de gQ~~ en . e) altop9:1J.-:..PROPRIEDADES DAS GRAXAS LUBRIFICANTES As propriedades dependem dos seguintes pontos. 6. aditivos e óleo mineral. y1.~' ' '. 7.' té.. em que uma graxa passa para o estado líquido (ASTM D-566) ESTABILIDADE (ASTM -1831): A graxa quando em trabalho e constantemente cisalhada. -~'~'I~t::-'._.! ~\~' -!j. Para condiçoes de ~ levados valores de OK.r~e lavagem pela água. CAPACIDADE DE CARGA (D-2509 E D-2596): É de suma importância para a caracterização da extrema pressão.-781 -Graxas'. duas temperaturrss:-= lO~é l75QF. -. h) m~.Agua. quando as temperaturas são elevadas recomenda-se uma troca mais freqüente de graxa. 7.:..'..'. . . . . tem 'grande .

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