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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

FACULDADE DE FARMÁCIA
TOXICOLOGIA APLICADA

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA


Indentificação de Canabinóides

DRIELE CUNHA
LORENA CHAVES

Goiânia, 12 de Julho de 2016


1. Introdução
O consumo de drogas de abuso atinge diversos segmentos da sociedade e as análises
toxicológicas são importantes como medidas de prevenção e controle. Assim, vem sendo
requisitadas com a finalidade de identificar a exposição à drogas de abuso no ambiente de
trabalho, em programas anti-dopagem no esporte, no auxílio e acompanhamento do tratamento de
usuários em clínicas e investigações forenses (KIDWELL, BLANCO & SMITH, 1997).
Métodos para a detecção de drogas de abuso em urina estão bem estabelecidos e são
aplicados na rotina dos laboratórios que realizam o controle do uso de drogas. Esta matriz possui
um período de detecção relativamente curto, podendo variar de horas a dias, o que permite
comprovar exposição recente.
Os métodos de triagem são empregados para verificar a presença ou ausência de uma
determinada classe ou grupo de compostos. A escolha de um método de triagem é fundamental,
pois define a gama de analitos que serão procurados e detectados. Os testes químicos mais
utilizados para triagem da Cannabis sativa L. são Fast Blue B e Duquenóis-Levine. As reações
colorimé- tricas que ocorrem nesses testes são atribuídas à natureza fenólica da estrutura química
dos canabinoides e, por isso, falta-lhes especificidade, pois outros compostos análogos presentes
nos vegetais podem se comportar de maneira semelhante (CHASIN, 2008).
2. Objetivo
Realizar a determinação da presença de Δ9-tetrahidrocanabinol presente na Cannabis
sativa L. em amostras de urina.
3. Materiais e Métodos
3.1. Reativo de fast blue b (azul sólido b)
Material: Fast Blue B (solução aquosa 0,5%); Éter de petróleo (ou hexano); Solução de
bicarbonato sódico a 10%.
 Macerou-se o material suspeito (planta) em almofariz, com o solvente orgânico (5-
10 mL).
 Retirou-se, com pipeta Pasteur, uma alíquota do extrato e transferiu-se 5 gotas
para um papel de filtro Whatman No1 ou similar; repetiu-se esta operação para as outras
amostras. Num mesmo papel poderão ser adicionadas até 8 amostras.

 Deixou-se evaporar o solvente;


 Adicionou-se 2-3 gotas de bicarbonato de sódio a 10% em cada amostra;
 Adicionou-se 2-3 gotas de Fast Blue B 0,5% em cada amostra;
 Deixou-se em repouso por alguns minutos;
 Conferiu-se a coloração desenvolvida e comparou-se as amostras com os padrões
de canabinóides (maconha).
 Emitiu-se o resultado desta avaliação preliminar (triagem).
3.2. Cromatografia em Camada Delgada Comparativa
Em um gral, triturou-se a droga com pistilo, pesou-se cerca de 0,2 g e adicionou-se 5
mL de éter de petróleo (pode aproveitar o extrato feito para triagem), homogeneizou-se,
transferiu-se para tubo de centrífuga e centrifugou-se a 1.500 rpm. por 3 min. Transferiu-se o
sobrenadante para um béquer pequeno, levou-o ao banho-maria e evaporou-se até 1 mL.
Cromatografar [Fase móvel: Clorofórmio: Benzeno (4:1V/V). Revelador: Solução de Azul Sólido
B a 0,5%. Presença de manchas vermelhas.
3.3. Imunocromatografia
Foram utilizados dois testes rápido (Instant View Multidrug of Abuse Urinetest) com
duas amostras de urina.
4. Resultados e discussão
O método reativo de fast blue apresentou-se positivo (cor vermelha) somente para a
amostra controle, sendo que não houve mudança de coloração para as outras amostras que
posteriormente foram identificadas como salsa, alfavaca, chá verde e cebolinha.
O método de CCD não apresentou bons resultados tendo em vista algum erro no
procedimento técnico ou nos materiais utilizados.
Os dois testes de imunocromatografia apresentaram-se da seguinte maneira:
 Teste A: positivo para cocaína e benzodiazepínicos. O que comprova a eficácia do teste
tendo em vista que a amostra havia sido adulterada pelo professor com Inibex
(Amfepramona e Diazepam).
 Teste B: apresentou-se negativo para todos os tipos de droga que podem ser identificados
através desse teste.
5. Conclusão
Os métodos utilizados demonstraram ser eficazes na detecção de canabinoides, ainda
que com falhas na execução do CCD. Sendo assim, pode ser percebida a importância da
realização desses exames de triagem.
Referências bibliográficas
KIDWELL, D.A.; BLANCO, M.A.; SMITH, F.P. Cocaine detection in university population by
hair analysis and skin swab testing. Forensic Sci. Int., Amsterdam, v.84, p. 75-86, 1997.

Chasin, A. A. M. Em Toxicologia Analítica; Moreau, R. L. M.; Siqueira, M. E. P. B., eds.;


Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2008.