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As debilidades de sector agrí cola

cola
 Produção – deficiências estruturais
caracterí sticas
sticas da população
agrí cola
cola
gestão e utilização do solo arável
 Transformação
 Organização das redes de distribuição e
comercialização
Bloqueio ao desenvolvimento agrícola

Baixos níveis de produtividade e de rendimento e


consequentemente elevada dependência externa
Deficiências estruturais

 Condicionalismos naturais
 Irregularidade do relevo
 Pobreza e pouca profundidade dos solos

(Portugal tem cerca de 26% de solos com


aptidão agrí cola,
cola, dos quais 11% são de boa
qualidade)
 Irregularidade das precipitações
Deficiências estruturais

 Condicionalismos naturais
 Irregularidade do relevo
 Pobreza e pouca profundidade dos solos

(Portugal tem cerca de 26% de solos com


aptidão agrí cola,
cola, dos quais 11% são de boa
qualidade)
 Irregularidade das precipitações
Condicionalismos Humanos

Estrutura das  Excessiva fragmentação e dispersão das parcelas


explorações das explorações agrí colas
colas
agrícolas e a  Partilha das terras por heran ça
estrutura  Reduzida dimensão das explorações agrí colas
colas
fundiária

Modos de exploração da terra


Sistemas de cultura
Características
Características da população agrícola
Utilização das técnicas agrícolas
Desde 1989 que o número de explorações agrícolas em Portugal
vem diminuindo, registando uma quebra de 45,9%, que ocorreu
principalmente nas explorações com menos de 5 hectares de
Superfície Agrícola Utilizada (SAU). De referir, contudo, que as
explorações com 50 e mais hectares de SAU aumentaram 11,7%,
representando, em 2005, 3,2% do número total de explorações.
As explorações agrícolas localizam-se
predominantemente no Norte e Centro Litoral:
• Trás-os- Montes (19%)
• Beira Litoral (18%9
• Entre Douro e Minho (16%)
• Algarve e Madeira - menor nº de explorações
• Alentejo – apenas 9% de explorações
Estrutura fundiária
Forma como se organiza o espaço rural
 Minif úndio – Exploração agrí cola
cola de pequena dimensão,
geralmente inferior a 5 ha
 Latif úndio – Exploração agrí cola
cola de grande dimensão,
geralmente superior a 5 ha

Dimensão média das explorações


Fragmentação das explorações

Problemas de ordem estrutural


 As regiões com maior nº de explorações agrí colas
colas
são também as que concentram as explorações de
menor dimensão – Trás-os-Montes, Beira Litoral e
Entre Douro e Minho

 As explorações que sofreram maior diminuição foram


as de pequena dimensão, cerca de 33% nas
explorações com menos de 1 ha

 As explorações com maior dimensão, com mais de 50


há, aumentaram
A dimensão média das explorações e
a superf í ície
 cie agrí cola
cola utilizada SAU
Aumento da importância relativa das
explorações com 100 ou mais ha.
1,7% do total das explorações agrícolas e
mais de 50% da SAU, localizando-se
cerca de ¾ no Alentejo

No Alentejo houve um aumento da dimensão


das explorações , mais 5 vezes a média
nacional, ultrapassando os 60 ha de SAU
A dimensão média das explorações e a
superf í 
ície
c  ie agrí cola
cola utilizada SAU
 Predominam as explorações de pequena dimensão.
 Cerca de ¼ das explorações tem uma dimensão inferior a 1 ha,
detendo apenas 1% da SAU, localizando-se predominantemente
na Beira Litoral, Entre Douro e Minho e Madeira
 Cerca de ¾ das explorações tem menos de 5 ha
 Os valores de SAU m édia por exploração são mais baixos na
Beira Litoral, Entre Douro e Minho e Madeira
 Desaparecimento de cerca de 22% de explorações agrí colas,
colas,
sobretudo nas de pequena dimensão, reflectiu-se no aumento da
SAU média por exploração –cerca de 11,4 há em 2005, contra os
9,3 há em 1999
Fragmentação das explorações agrí colas
colas
 Excessiva fragmentação – a ní vel
vel nacional,
média de 5,8 blocos, em 1999
 Trás-os- Montes – 10 blocos assimetrias
 Alentejo – 2,6 blocos
Bloco – parte de uma
Entrave exploração agrícola
inteiramente rodeada de terras
não pertencentes à exploração

Ao desenvolvimento e modernização da agricultura


portuguesa: condiciona a introdução de novas tecnologias
agrícolas (mecanização) e aumenta os custos de produção,
pois as deslocações (por ex) implicam perdas de tempo
maior desgaste de material e aumento do consumo de
combustível
Fragmentação do solo caracterí stico stico
do noroeste: EDM e BL
Elevada fertilidade do solo
Elevada humidade
Relevo acidentado
Elevada concentração demográfica
Elevadas txs de natalidade e partilha das terras
por herança
Venda das terras (parceladas) aos camponeses,
durante a reconquista aos mouros, pela
nobreza, clero e ordens militares
Reduzida fragmentação do Alentejo

 Clima seco
 Solos mais pobres
 Relevo pouco acidentado
 Fraca concentração populacional
 Doações de terras pelos monarcas aos fidalgos,
cavaleiros e ordens religiosas
Soluções ?
Modos de exploração da terra

Exploração directa Exploração indirecta


Agricultor autónomo Renda anual fixa
Responsabilidade na ou
tomada de decisões Pode repartir com o
Obtenção de lucros ou proprietário as perdas e
perdas ganhos (depende do
contrato)
Utiliza principalmente mão-
de-obra familiar
Falta de meios técnicos e
financeiros
Forma irregular e puequena
dimensão das terras
Falta de formação
profissional – entrave à
inovação e modernização

Associativismo – em conjunto os
agricultores podem ter mais facilidade na
obtenção de apoios técnicos-financeiros
para a reconversão/modernização da
agricultura
Sistema de cultivo
é a forma como o agricultor tira partido das suas terras.Abrange o
conjunto das plantas escolhidas, o modo como estas se associam
associam e as
técnicas de cultura

Sistema
Policultura Sequeiro
intensivo
Monocultura Regadio
Sistema
extensivo
Sistema intensivo
 Ocupação contí nua
nua do solo todo o ano
 Forma irregular
 Com vedações (muros de pedra, sebes)
 Minif úndios
 Muita mão-de-obra
 Nas explorações mais modernas – mecanização e sistemas de
rega modernas e utiliza ção elevada de fertilizantes
 Os custos de produção são elevados
 Rendimentos elevados
 É praticado sobretudo nas regiões com elevada densidade
populacional, de elevada pluviosidade, de solos f érteis e de
relevo mais acidentado
 Regadio
Sistema Extensivo
 Ocupação descontí nua
nua do solo
 Forma regular
 Povoamento concentrado
 Utilização de maquinaria
 Custos de produção baixos (rendimentos mais
baixos / pq
pq ocupação descontí nua
nua do solo)
 Monocultura
 Sequeiro
O regadio e sequeiro
 Predomí nio
nio sequeiro no paí s
 Regadio: Madeira, EDM, BL
 Sequeiro: TM, BI, AL, Açores

Superfície regada- é a superfície agrícola da


exploração por culturas temporárias, culturas
permanentes, que foram regadas pelo menos uma
vez o ano agrícola
Caracterí stica
stica da população agrí cola
cola
 Decréscimo
 Envelhecimento
 Baixo ní vel
vel de
qualificação

Duplo Assim, em 2005, os produtores com 65 e


envelhecimento:
Entrave à
mais anos representavam 47,3%, enquanto
inovação, que em 1989 eram 28,8%. Pelo contrário,
modernização
os produtores com menos de 35 anos, que
em 1989 representavam 6,7%, passaram
em 2005 para apenas 2,2%
 Não se verificou entrada de jovens no sector
agrí cola
cola
 Diminuição dos agricultores com menos de
35 anos
 Aumento de í ndice
ndice d envelhecimento

Algarve – região mais


envelhecida
Açores – região mais jovem
Ní vel
vel de instrução do agricultor
 O nível de instrução dos produtores agrícolas,
apesar da melhoria, continua baixo. De facto,
em 2005, cerca de 30% dos produtores não
tinham qualquer nível de instrução e, destes,
14,2% não sabiam ler e escrever
 82% dos produtores agrícolas não possuíam
mais do que o primeiro ciclo do ensino básico
 Beira Interior – apenas 67% frequentou a escola (a
região com a pior frequência escolar)
 Ribatejo e Oeste – 77% frequentou a escola,sendo
simultaneamente, no continente, a região com melhor
taxa de alfabetização e a que registou a melhor taxa
de frequência escolar superior ao 2º ciclo do ensino
básico.
 Açores – 81% frequentou e completou o 1º ciclo do
EB – é a região com a população agrí cola
cola mais jovem
e a que registou a melhor taxa de alfabetização