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O ENSINO E O DESEMPREGO EM

PORTUGAL E NA UNIÃO EUROPEIA


Comparação entre países

GAi, CI-CT07
Eugénia Paixão | nº 82848 | Gestão
22/05/2018

Escrita de Relatórios Técnicos


2º Semestre 2017/2018
Docente: Luís Pedro Miguel
Sumário executivo
Este relatório abordará os níveis de empregabilidade de estudantes
recentemente graduados, divergindo em género, aproveitando como
suporte os anexos 2, 2A e 2B, e serão também explorados os dados
relativos às percentagens de jovens sem educação completa, nem
emprego, utilizando o anexo 1. Os referidos anexos foram disponibilizados
pela unidade transversal curricular de Escrita de Relatórios Técnicos e
seguirão como complemento do trabalho, no fim do mesmo.

A recente consciencialização generalizada perante o tema que irei


abordar, poderá ter impactos socialmente positivos, mas não deixa, por
isso, de continuar a ser uma realidade. O género ainda é uma grande
influência no que diz respeito à empregabilidade. As bases referenciais do
trabalho dirão respeito a países da União Europeia, atribuindo atenção
particular ao nosso país, Portugal. O objetivo concreto será o
estabelecimento subsequente de um ponto de comparação entre o nossa
realidade e outras relativamente próximas, dentro do espaço europeu.
Mais especificamente, pretendem-se encontrar desigualdades notórias,
para diferenciar os vários factos existentes.

Posteriormente à análise dos dados, é importante a recomendação


de uma melhor divisão de recursos, pois um país desenvolvido, como são
maior assim caracterizados os países europeus, deveria apresentar uma
taxa de emprego estável ou crescente, e não o contrário.

Deste modo é notória uma problemática associada à decisão de


frequentação do ensino superior e escolha do mesmo em si por parte dos
jovens alunos, existe também uma má distribuição de oportunidades, pois
uma grande percentagem de recém graduados não consegue enveredar
no mercado de trabalho após a sua especialização numa dada área.
1
Dentro dos números examinados é também evidente uma desarmonia e
disparidade entre os níveis de empregabilidade de indivíduos de diferentes
géneros.

2
Índice

Introdução

1. Jovens NEET em Portugal e na União Europeia………...……6


2. Empregabilidade de jovens recém graduados em Portugal….8
3. Empregabilidade de jovens recém graduados, por género, em
Portugal…………………………………………………………….9
4. Empregabilidade de jovens recém graduados na União
Europeia………………………………………………………..….10
5. Empregabilidade de jovens recém graduados, por género, na União
Europeia………………………………...…………………………10

Conclusão

Referências Bibliográficas

Anexos

3
Índice de gráficos

Gráfico 1 – Taxa de jovens recém graduados em Portugal, por


género…………………………………………………………………………8

Gráfico 2 – Taxa de jovens recém graduados na Suécia, por


género………………………………………………………………………..10

Gráfico 3 – Taxa de jovens recém graduadas na Eslovénia, por


género…………………………………………………………………..……10

Índice de tabelas

Tabela 1 – Comparação das percentagens de jovens NEET em Portugal,


Dinamarca, Itália e Luxemburgo…………………………………………………7

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Introdução

O relatório técnico que segue terá como objetivo geral a


comparação dos níveis de educação e empregabilidade, de vários países
da União Europeia, durante o período de 2000 a 2016. Atribui-se especial
importância a Portugal, e a outros que se destacassem por percentagens
muito elevadas ou muito baixas, nas variáveis a ser estudados. Dentro
desta análise, surge também uma outra temática atual, que é a
discrepância entre os valores de empregabilidade de jovens recém
formados consoante o género.

Este relatório será constituído por uma capa, um sumário executivo,


índice, introdução, desenvolvimento, onde se encontrarão os resultados
das comparações feitas entre países, eventuais motivos e explicações
para as divergências verificadas e hipotéticas medidas de prevenção dos
fenómenos visualizados. Primeiramente foram explorados os dados
relativos à percentagem de jovens desempregados e sem formação em
Portugal que se encontra intermediamente conotado entre a Dinamarca e
Itália. Em seguida são analisados os valores referentes às taxas de
empregabilidade dos jovens, novamente em Portugal e vários outros
países europeus, não omitindo as diferenças de números entre mulheres e
homens.

Posteriormente, é possível encontrar uma conclusão, referências


bibliográficas complementares a este trabalho e anexos, onde se
encontram todos os dados numéricos necessários para a realização deste
relatório.

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1. Jovens NEET em Portugal e na União Europeia

NEET (not in employment, education or training) é a sigla utilizada


para designar todos os jovens, entre os 15 e os 24 anos, que não se estão
a instruir educacionalmente, a trabalhar, nem a frequentar qualquer tipo de
ação de formação, numa determinada área. Podemos encontrar vários
motivos para estes jovens se encontrarem inativos, como doenças ou
incapacidades limitantes, razões familiares, ou até mesmo desmotivação
pessoal.

Este grupo constitui duas subdivisões, uma que representa todos os


jovens que se registam em serviços públicos de emprego, mas mesmo
assim não se encontram empregados, e outra que engloba os jovens que
não o fazem e não dão mostras de quererem abandonar o estado de
inatividade. Este último grupo anérgico referido pode constituir para
Portugal, e todos os restantes países da União Europeia, uma
preocupação, dado que não geram riqueza, nem contribuem para o
desenvolvimento económico do respetivo país.

O governo português, em resposta a este problema, adotou várias


medidas. “Garantia Jovem” é um Estágio remunerado, com 9 meses de
duração, para qualquer setor de atividade, que tem como objetivo
melhorar e tornar mais eficaz a transição dos jovens para o mercado de
trabalho. Para os jovens NEET foi desenvolvido um método que lhes trará
resultados em menos de quatro meses, dentro de todas as áreas de
educação e formação, possibilitando que estes recebem alguma
maleabilidade experimental e melhorem as suas qualificações, no mundo
do trabalho.

6
Como é possível analisar no anexo 1, Portugal revelou
percentagens generalizadamente crescentes até ao ano 2013 e o
posterior decréscimo até 2016, que é o último ano com informações
disponíveis. Relativamente a outros países, encontramos extremos como
a Dinamarca e o Luxemburgo, com percentagens de jovens NEET
reduzidas, e as menores registadas, com ligeiras nuances ao longo dos
anos, e Itália, um país com níveis elevados de jovens nestas
circunstâncias.

2014 2015 2016

Luxemburgo 6,3 6,2 5,4

Dinamarca 5,8 6,2 5,8

Itália 22,1 21,4 19,9

Portugal 12,3 11,3 10,6

Tabela 1

A tabela a cima foi construída com base no Anexo 1 cedido, focando


nos países referidos anteriormente e nos anos mais próximos da
atualidade, para poder mostrar a divergência de valores destes países.
Portugal encontra-se num patamar intermédio entre a Dinamarca e Itália.

“O maior desafio dos governos nos anos vindouros é, por


conseguinte, a elaboração de políticas que dotem os jovens com as
competências de que precisam e os ajudem a desembaraçar-se dos
obstáculos à educação e ao emprego, (OCDE,2016)”. Perante esta
afirmação, conclui-se que é de extrema importância a toma de medidas,
pelos governos, de forma a assegurar a conclusão do ensino secundário,
7
por parte de todos os jovens, de forma a prevenir o progressivo risco de
formar uma sociedade cada vez mais distribuída e letárgica.

2. Empregabilidade de jovens recém graduados em Portugal

Taxa de emprego de jovens recém licenciados em Portugal


100
Percentagem

90

80

70

60

50
Homens
40
Mulheres
30

20

10

0
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Anos

Gráfico 1

Este gráfico foi concebido com os dados incluídos nos Anexos 2ª e 2B.

Como é possível analisar, globalmente, as taxas de


empregabilidade de jovens recém licenciados em Portugal tem vindo a
decrescer ao longo dos anos.

Atualmente, encontramo-nos num momento de crise mundial e de


desemprego generalizado. Esta realidade poderá dever-se ao excesso
de trabalhadores mais experientes e qualificados, numa certa área, que
se escontra por si já saturada. Consequentemente, verificamos as

8
consideravelmente reduzidas oportunidades de emprego daqueles que
acabam de se graduar e que pretendem ingressar no mercado de
trabalho. Para reformular esta verdade e diminuir a taxa de desemprego
verificada é de fulcral conveniência a melhor informação dos candidatos
ao ensino superior, para que estes façam uma escolha mais racional,
dentro das suas possibilidades. Além disso, seria vantajoso aumentar as
ligações estabelecidas entre os estudantes universitários e os
empregadores já envolvidos no mercado de trabalho.

3. Empregabilidade de Jovens por género em Portugal

Para além disso, podemos verificar ainda que a linha referente aos
indivíduos do género masculino encontra-se sempre posicionada a cima
da linha que representa o género feminino. Este facto representa um
problema de desigualdade social, ainda atual, no nosso país e em muitos
mais globalmente. A diferença de género não afeta apenas as
percentagens de empregabilidade, mas também o montante salarial
recebido, o estatuto, a progressão na carreira e o reconhecimento
profissional.

9
4. Empregabilidade de Jovens Recém Graduados na
União Europeia

Com base na análise do Anexo 2, podemos destacar vários países com


taxas de empregabilidade de recém licenciados muito altas, em 2016, como
é o caso da Alemanha (90,1%), Islândia (94,7%) e Noruega (90,1%).
Mediante estas percentagens, podemos concluir que praticamente todos os
jovens que apostam na sua educação superior e especializada conseguem
entrar no mercado de trabalho.

Em caso completamente oposto aos anteriores países mencionamos,


temos a Espanha (68%) com uma percentagem baixa da mesma variável.
Entre todos os motivos responsáveis por esta realidade, o que mais se
destacou foi a falta de experiência de quem se candidata a determinado
emprego. Muitos outros estudantes candidatos procuram trabalhos que não
exigem formação especifica, que é exatamente o contrário do que é
necessário neste momento na Espanha

5. Empregabilidade de jovens recém graduados, por


género, na União Europeia

Taxa de emprego de jovens recém Taxa de emprego de jovens recém


licenciados na Suécia licenciados na Eslovénia
Percentagem

Percentagem

90 100
88
86 80
84
60
82
80 Homens
40 Homens
78 Mulheres
76 20 Mulheres

Anos
Gráfico 2 Gráfico 3
Anos

10
Ambos estes gráficos foram construídos com recurso aos anexos
2A e 2B, como intuito de mostrar exemplos de dois países onde há uma
grande proximidade entre os valores de empregabilidade de jovens de
ambos os géneros, com tendência à convergência ao longo dos anos
(Suécia) e outro país onde se verifica uma grande discrepância de
percentagens.

Mais recentemente entre 2014 e 2016, verificamos que, na suécia a


linha representativa dos indivíduos de género masculino é praticamente
dissimulada com a linha que diz espeito ao género feminino, pois os
valores são iguais. Já no caso da Eslovénia, os valores continuam
extremamente díspares.

Estas diferenças devem-se essencialmente ao caracter, espírito


critico e maleabilidade mental da sociedade característica dos países em
causa, mais especificamente dos empregadores.

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Conclusão

Com este relatório é possível retirar algumas conclusões.

Ao comparar Portugal com o Luxemburgo, Itália e Dinamarca, é


possível verificar que a Itália tem a maior percentagem de jovens NEET,
ou seja, em 2016, 19,9% dos jovens italianos encontram-se estagnados e
inativos. Portugal tem medidas já tomadas para a diminuição da
percentagem de jovens nestas condições, embora ainda se mantenha
com um número consideravelmente volumoso.

Em Portugal, e quanto ao número de jovens recém graduados e


empregados, é verificável uma disparidade entre a percentagem
masculina e feminina. O nosso país é ainda bastante desigual no que toca
à empregabilidade por género. Esta situação é diferente em vários outros
países da União Europeia, atingindo vários extremos. No caso
mencionado da Eslovénia encontramos uma diferença ainda maior nestes
números, enquanto que na Suécia os números encontram-se a convergir,
chegando até a casos em que a percentagem de mulheres empregadas é
até superior à percentagem de homens. A forma como a sociedade de
cada país está estruturada, e a mentalidade mais aberta dos
empregadores nestes países, são fatores de extrema relevância para a
explicação dos níveis anteriormente analisados neste trabalho.

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Referências Bibliográficas

Abigail Player, Gender equality: why women ae still held back,


https://www.theguardian.com/business/economics-
blog/2013/dec/06/gender-equality-women-stereotypes-stop-progress, 6
Dec 2013

Becker, GSB, 1985, “Human capital, effort, and the sexual division of
labor”, Journal of Labor Economics, 3: 33-80.

F. Gregory, R F G, in Women and Workplace Discrimination:


Overcoming Barriers to Gender Equality, Rutgers University Press

Harvard Summer School, Gender inequality and women in the workplace,


https://www.summer.harvard.edu/inside-summer/gender-inequality-
women-workplace, 23 Apr 2018

M. Penner, AMP, 2015; Gender Inequality In Science, 347: 234-235.

World Bank, WB, 2011, ‘Gender Differences in Employment and Why They
Matter’, in World Development Report 2012: Gender Equality and
Development: ch. 5, Washington DC: World Bank

World Bank, W B, 2011, in World Development Report 2012: Gender


Equality and Development, Washington DC: World Bank

Cláudia Raquel Martins Silva: O Fenómeno ´NEET`,


http://ecportuguesaeeuropeia.blogspot.pt/2016/10/o-fenomeno-neet.html ,
14/10/2016

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Anexos

Anexo 1: Young people neither in employment nor education and training

14
Anexo 2: Employment rates of recent graduates

15
Anexo2A:Employment rates of recent graduates (males)

Anexo 2B:Employment rates of recent graduates (female)

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