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Dn.

a n ib a l p e r e ir a d o í r e ií
ix-paDut

I
E ssa não!!!

EOlÇÒES 'CAMINHO Dí DAMAS&O


D r* A N ÍB A L PEREIRA DOS REIS
E X -P A D R E

CATÓLICOS

I
PENTECOSTAIS?
Essa não!!!
*

E D IÇ Õ E S " C A M IN H O DE D A M A S C O "

f
D r. A N ÍB A L PEREIRA DOS REIS
E X - PADRE

CATÓLICOS
RENTECOSTAIS?
4
E s s a não!!!

Um estudo do movimento carism ático surgido


ultimamente no seio do catolicism o romano.

DISSE JESUS:
"A coufeloi-vos, que ninguém vos ertgone; porque muílos
vlrOo em Meu Nome, dizendo: Eu sou o C rlito ; e erçonardo o
muitos" (M t ,2 4:4-5).
"E surglròo muitos falsos profetas, e enpanordo o muitos*
(M t .24:11).
"A couteloi-vM , porém, das falsos profetas, que veem oté
v6s vestidos como o v e lh a , ma* interiormente s8o lobos devorodo-
res“ ( M t .7 :) 5 ) .

I
E D IÇ Õ ES 11C A M IN H O DE D A M A S C O "
uma editora corajosa a serviço da evangeiizaçdo
SÃO PA U LO
1973
aten çào ::i

N A C A P A deste liv ro , antecedendo o meu nome, como


seu autor, a expressão: "EX-PA D RE" salienta minha a n t e r i o r
condição relig io sa.
Com e fe ito , durante 15 anos e meio m ilitei nas hostes
cle rica is de Roma à procura de paz intima na certeza de minha
salvação eterna.
Cuidadoso, como sacerdote, cumpri todos os meus deveres,
empenhei-me na pratica de tantas devoções, exercitei-m e na
celebração de uma infinidade de ritu a is, macerei-me em tortu­
rantes penitências, desdobrei-me na luta em prol de programas
de beneficência so c ia l, afadíguei-me na construção de tantas
o b ras.. .
Gastei-m e inutilmente porque em nada daquilo encontrei
a paz interior ansiada.
M inha autobiografia, "ESTE PADRE ESCAPO U DAS GAR­
RAS DO PAPA ' J ! M, em duzentos paginas re v e la , outrossím,
lance por la n ce , o longo e doloroso caminho da minha conversão
a Jesus C risto , ocorrida em 8 de novembro de 1961.
Sentindo-me salvo por C risto , permaneci, contudo, no
e xercício doquele ministério até 12 de maiode 1965por supor
poder co n cilia r minha consciência de c r e n t e com as funções
sacerdotais do catolicism o.
Com sinceridade confesso: tudo fiz a verse podia permane­
cer como podre.
Se muito sofrerá em busca de minha salvação , agora, de
novembro de 1961 a maio de 1965, afligi-m e intensamente na
luta por encontrar recursos que me levassem a hamonizar minha
consciência de salvo por Jesus Cristo com o exercício do sacer­
dócio romano.
Mas depois de muito sofrer conclui ser absolutamente im­
possível permanecer 16 dentro.

Por experiência própria c o n c lu i Ê IM PO SSÍVEL SALVAR-


SE a l g u é m c o m o c a t ó l i c o : ; :
E ainda mais: § TO TALM EN TE IM PO SSÍVEL UM SALVO
POR JESUS CRISTO PERMANECER C A T Ó L IC O :::
E a.razão é muito simples. C la ra . Evidente: i :

Jesus Cristo SOM ENTE salvaopecador que, arrependido,


confia nEle co m o seu U N IC O eTO D O -SU FIC IEN TE SALVADO R.
Jesus nunca salvaquemnõo confia TO TAL e EX C LU SIV A ­
MENTE n Ele .
O r a , arrependido, a c e ite i-O como meu Ú N IC O , TO D O -
SU FIC IEN TE e TO D O -C A P A Z SALVAD O R.
E Ele me salvou.1
Aceitando Cristo como U N IC O REDENTOR jamais poderia
admitir em M aria uma C O -R ED EN TO R A .

Aceitando-O como Ú N IC O SA LV A D O R, evidentemente,


a c e ite i- 0 co m o U N IC O MEDIADOR entre Deus e os homens
(I Tm. 2:5-6) e não poderia mais tolerar em M aria uma MEDIA­
N EIRA de todas as graças.
A ce ita n d o -0 como U N IC O SA LVA D O R, cujoSangue nos
purifica de todo o pecado (I J o . 1 :7 ), jamais poderia crer num
chamodo purgatório.
Aceitando Cristo como U N IC O SALVADOR e , em conse­
qüência, impossibilitado de continuar a crer num chamodo pur­
gatório, absurdo seria concordar com o SU FR A G IO PELOS MOR­
TO S.
Aceitando Jesus como U N IC O e TO D O -S U FIÇ JEN TE SAL­
VAD O R impossível tornou-se-me crer na IN TÉRCESSAO dos cha­
mados santos católicos.
A ceitando -O como meu U N IC O e T O D O -S U FIC IE N T E ,
S A LV A D O R , a c e ite i-O também como SO BERAN O SEN HOR de
minha vida e como poderia continuar submisso a autoridade do
papa e do meu bispo?
A ceitando -O como Ú N IC O e TO D O -S U FIC IEN TE SAL­
VADO R absurdo seria acreditar na M IS S A , q u e, segundo a dou­
trina c a tó lic a , repete e renova incruentamente o S a crifício da
C ru z. À luz da B íb lia , por exem plo, em H b. 1 0 :1 0 ,1 2 ,1 4 , o
S a c rifíc io de Jesus, por ser de valor in fin ito , é IR R EN O V A V EL
IRREPETÍVEL.'
Para aceitar Jesus Cristo como meu U N IC O e TO D O -SU -
F IC IE N T E SALVAD O R precisei d e ace íta r a B íb lia como Ú N IC A
REGRA DE FE e , por isso ,ja m a is poderia admitir a TRAD IÇÃ O
e o M A G IS TÉR IO E C LES IÁ STIC O como outras fontes de revela­
çã o .
N ão crendo, pois, em mais noda daquilo que caracteriza
o catolicismo porque havendo aceitado Jesus Cristo como meu
U N IC O e TO D O -S U FIC IEN T E SALVADO R - comopoderia per­
manecer como cató lico ?
Pelo Espirito Sonto convencido dos meus pecados ( J o .l6 :8 )
e , por haver confiado em C risto , selado com o mesmo Espírito
da promesso ( E f .l :1 3 ) , precisei por força de minha conversão
apartar-me da iniqüidade (II T m .2 :1 9 ).
A Palavra de Deus é categórica: "Assim que, se alguém
estâ em C risto , nova criatura é: as coisas velhas já passaram;
eis que tudo se fez novo" (II C o r.5 :1 7 ).
Por acaso a ID O LA TR IA não é iniqüidade?
E idolatria não é apenas o culto de im agens.. .
O culto a M aria é id o lãtrico i
O purgatório é idolatriaJ
O sufrágio pelos mortos é id o latria .
A missa é o máximo culto id o látrico .
A submissãoaopapa, o pretenso vigário de Cristo é idola­
tria .

* «t *

Nesta dispensaçõo q u e m é o V IG A R IO d e Cristo no coração


do crente?
E o Espirito Santo, o Consalador, o Paráclito ( J o . 14:16,
17;16:7,13>.
Pretende o papa usurpar o lugar do Espirito Santo.
E isso, porventura, nõo é idolatria?

* * «

Apartei-m e do iniquidode! J !
JESUS CRISTO e C A TO LIC IS M O são irreco n ciíiáveis.
Ou Jesus Cristo ou catolicismo!
Ou Jesus ou idolatria!
Ou Jesus ou iniqüidade! !.'
Jamais Jesus será parceiro do pecado.
E o crente em Jesus, em virtude de sua fé , precisa apar-
tar-se do iniqüidade. Da idolatria!
"G uardai-vos dos Tdolos" ordena João no último versículo
de sua Primeira Corta (I J o .5 :2 1 ).
" . . . sa?* do meio delas (dos ídolos), e a p a r t a i- v o s ..." ,
exige o Senhor por intermédio de Paulo ( II C o r. 6 :1 7 ). E aos
corlntios pelo mesmo Apóstolo, brada: "fugi da Idolatria" (1 Cor,
10:14).
* * *

POR HAVER ME TO RN AD O CRENTE EM JESUS CRISTO


PRECISEI DEIXAR O SA C ERD Ó C IO R O M A N O E O C A TO LIC IS ­
MO.
E , na Sua Infinita M isericórdia, Deus me chamou para o
ministério da Sua Palavra Santa.
Dada a minha experiência de conversão pouco comum, em­
penho-me de corpo e alma em ir de cidade em cidade, clamando
que SÓ CRISTO SALVA O PECAD O R.
Por ser raro o fato de um s a c e r d o t e católico se tornor
crente em Jesus C risto , sendo outrossim o nosso povo de maioria
c a tó lic a , em minhas campanhasé notável a afluêncio de pessoas
curiosas. Se a curiosidade as move, ouvem o Verdade do Evan­
gelho e se convertem.
O ministério para o qual Deus me convocou tem outra
incumbência. Ê a d e, como a talaia da Verdade do Evangelho,
alertar o povo de Deus nesta época em que o "mistério do injus­
tiça opera" {II Ts.2 :7 ) e quando o iníquo, "cu ja vinda é segundo
a e ficá cia de Satanaz, com todo o poder, e sinais e prodígios
de mentira" ( II T s .2 :9 ), desvia o muitos da verdade, levondo-os
as fábulas.
Para atender a vontade soberana de Deus é que incansavel­
mente tenho escrito livro s.
A fim de cumprir esse dever imposto pelo Senhor preciso
de acompanhar a literatura religiosa crescente n e s t e s ultímos
tempos.
Nesse intuito li o livro " C A T O LIC O S P EN TEC O STA IS1'
E com quanta tristeza o li em princípios de 1972 quan­
do veio à lume sua versão em nossa Ifngua.

De pronto desejei contestã-lo por ser uma congérie de


absurdos. Exam inei-o muitas vêze s. O r e i. Pus-me em disponi­
bilidade peronte o Senhor.
Em novembro doquele mesmo ano atendi ao convite de
crentes pentecostais, desejosos de s e r e m informados sobre o
EC U M EN IS M O , E neste contato constatei a urgência da publi­
cação deste nosso liv ro .
M ove-m e, ao serviraD eu s nesta tarefa, o exclusivo desejo
de a ju d ar, esclarecendo-os, os crentes pentecostais valorosos no
cumprimento do GRAN D E C O M ISSÃ O ( M t .28:18-20; M c .16:
14-20; A t . 1:8).
Peço-lhes lerem este l i v r o e ororem ao Senhor porque
fecundados com Suas Bênçãos estas paginas acordarão o muitos da
inércia e advertirão a tantos enredados nas molhas ecumenistas.

Sâo Paulo, 9 de março de 1973


D r. Anfbal Pereira dos Reis
Copftulo !

DONS "ESPIRITU AIS" NO CATO LICISM O

D ESCO N H ECED O RES DO C A T O LIC IS M O supoèm muitos


acontecer grande novidade em seu seio com o surgimento da ondo
carism ática enaltecida pelo livro : C A T Ó LIC O S PEN TECO STAIS
Desde os seus primórdios "a e ficá cia de Satanaz, com todo
o poder, e sinais e prodígios de mentira" ( II T s.2 :9 ) se manifesta
para promover o antievangelho.
É evid ente, porém, que quanto mais se aproxima a vindo
escatolôgica de Jesus maiorserá oempenho do "homem do peco-
do" (II Ts*2:34) “ para enganar, sepossfvel, os próprios escolhi­
dos" ( M t .2 4 :2 4 ).
Toda a historio do catolicism o se distingue pelo presença
dos cognominados "S A N T O S ", cufa vida mor cada por acentuado
histerismo muito contribuiu para o desenvolvimento do seita do
papa e seu incremento entre os povos.
Dentre outros destacaremos, para exem p lificar, Tereza de
Jesus (a reformadora das carm elitas), Luis M a r i a Grignon de
Montfort, Joào da C ru z , o homossexual Francisco de Assis,
Catarina de Sena, a santa que v iv ia completamente nua no cum-
primento de um voto indecente.
Os mais singulares fatos, incluindo-se visões e levitaçdes,
com eles ocorreram.
Desenganem-se os observadores superficiais ao suporem
Impossível a irrupção carismática no catolicismo por levarem
"em conta a frieza de sua litu rg ia , o dogmática docentralismo
sacerdotal e a participação passiva dos membros na condução
ritualfstica dos ofícios divinos".
Em sua origem e evolução os dogmas católicos mui devem
aos "santos". A doutrina do purgatório incrementou-se com as
alucinações de "santa11 Bngida. O cultoà hóstia se intensificou
- e a í estão os "congressos eucaristicos", autênticas oportunida­
des para o turismo - comas esquisitices de Pascoal B a llã o . O
fanatismo em torno do sacerdote recrudesceu com João Batista
Maria V ia n n e y, o "santa cura" d'A rs.

Particularmente os "sontos" carismáticos impulsionaram o


capítulo teológico referente a M a ria. O dogma da “ imaculada
conceição" se difundiu com todo v i g o r depois das visões de
Bernardete, a confidente da "Nossa Senhora" de Lourdes. A
doutrina da mediação de M aria se projetou com as visagens da
alucinada freira Catarina de Louberé. A mariologia muito deve
a "são" Domingos e a Luís M aria Grignon de Montfort.
Certas devoções também surgiram em resultado de experi­
ências carismáticas como as da freiraM argaridaM aria Alacoque
propulsoras da devoção a o '‘sagrado coração de Jesus". Essa
freira em seus êxtases v ia Jesus Cristo com seu coração de fora,
circundado por uma coroa de espinhos, encimado por labaredas
e gotejando sangue. Dessa freira carismática procedeu a cogno-
minada prática das "nove primeiras sextas-feiras". O coração
de Jesus, segundo e la , prometeu garantir a salvação eterna a
todos quantos em sua honra recebessem em nove primeiras sextas-
feiras de meses seguidos a h ó s t i a em comunhão. Por isso, a
irmandade chamada Liga do Coração de Jesus ou Apostolado da
O ração,caracterizada pela fita vermelha,ao promover a devoção
do "Sagrado C o ração ", deflagrou entre o beatério imenso fana­
tismo pela hóstia.
O catolicismo romano corporíficou e codificou a suadou-
trináriasoboim pactoeoim pulsodas mais estrondosas e estranhos
experiências religiosas.
Distinguiram-se os flagelantes, originários de Perusa, na
It á lia , e se alastraram pela Alem anha, Espanha e Inglaterra.
V elhos, jovens, mulheres, crianças, sob tensa histeria de fana­
tismo religioso, todos nus, aos bandos percorriam as cidades
cantando, clamando em linguagem desconexa e estranha, fusti­
gando com açoités os ombros e os rins.
V ez ou outro, então, no objetivo de reafervorar e entu­
siasmar o povo cató lico , surge um sacerdote com o dom de cura
a realizar prodígics espetaculares.
Por várias razões nas primeiras décadas deste século, o
catolicismo no Brasil e de maneira particular em sua região cen-
tro-sul, se enfermara de crônica a p a tia . O episcopado brasilei­
ro , preocupado, d ecid iu , arranca-Io dessa letarg ia. E , na déca-
do de 4 0 , além dos grondes "movimentos de fé" dentre os quais
se destacaram os congressos eucarísticos eo incentivoas romarias
aos lugares santos, sobretudo Aparecida do N o rte, surgiram dois
sacerdotes aureolados com poderes supraterreno6.
Conheci pessoalmente o Frei Eustáquioe o v i em Campinas,
Estodo de São Paulo, quando por lá passou, c u r a r um médico
p aralítico há mais de vinte anos. Em seguida surgiuem Rio Casca
de Minas G erais o afamado padre Antônio Pinto, que, com seu
poder taumaturgo atraía levas e levas de peregrinos. Ambos se
notabilizaram entre o povo como santos.
Entre 1955 e 1962, foi a vez do padre José D o n izzeti, de
Tombou, no interior do Estado de Sõo Paulo, fazer as suos acro­
bacias.
Assisti esses tres sacerdotes em seus instantes de fervorosas
devoções se manifestarem em línguas estranhas.
A liá s , ao tempo de estudante na Faculdade de Teologia
da P o n tifícia Universidade C a tó lic a , em S . Paulo, todos tínha­
mos muita devoção o uma imagemda Senhora das Dores. E todas
as tardes, após o jantar, corríamos à sua presença e porfíovamos
em lhe demonstrar nosso fervor terno e f il ia l . Quantos jovens
embatinados, de joelhos diante d a q u e Io venerando imagem,
explodiam em aclamações de louvores entremeadas de expressães
desconhecidasJ Quando, noardorda devoção, a clamar interje-
ções esquesitas, rolavam no ossoalho do templo.
De certa fe ita , revelou-nos o nosso monsenhor-reitor o seu
anelo por concluir em tempo recorde a construção da nova capela
do seminário. Consultado pelo Vaticano sobre sua eleição para
o episcopado, almejava assinalar sua passagem p e la reitoria
doquele estabelecimento deensinoeclesiâsticocom a construção
acabado do mencionado t e m p I o . Pediu-nos que rezássemos o
"São" Jo sé , o solucionodor dos casos econômicos e crises finan­
ceiras e , em p articu lar, o celestial provedor ou ecônomodcs
seminários católicos.

Resolvemos, os seminaristas, nessa conjuntura, promover


devoçdes especiais ao glorioso santo perante sua grande e solene
imagem entronizada num dos claustros. Numa das noites da nosso
devoção, manifestou-se em línguas estranhas um colega, O uvi­
mo-lo com respeito e silê n cio . A seguir, um outro interpretou.
E a mensagem do celeste patrono dos cofres seminarísticos foi
esta: que se lhe fizesse uma novena com todo o sem inário, alu­
nos, professores, freiras e empregados diante doque Ia venerando
imagem, a cujos pés, no primeiro dia da novena, dever-se-ia
colocor um bilhete de loteria fed eral, com número determinado,
comprado pessoalmente pelo reitor.

O prêmio certo de a lg u m a s centenas de contos seria


suficiente para o término acelerodo da obra.
Humilde em atitude de acatamento â revelação, o nosso
monsenhor-reitor comprou o papel lotérico e , posto devota e
solenemente sob a imagem, alipermaneceudurantetodoopiedo-
so novenário josefino. Falhou o revelação. Falhou a mensagem
em língua estranha. Falhou o interpretação. Falhou o profecia.'
Por terra os sonhos do nosso reito r, que, guindodoao trono epis­
co p al, deixou inacabada a capela. O único aspecto positivo do
ocorrido, porém, foi aquele avivomento de “ d o n s carismáti­
cos" ( ? )
A bem da verdode, entretanto, devo declarar que, dada
a corêncía de alimentos naquela fase agudo da segunda Guerra
M undial, passávamos fome crô n ica, cujo resultado, a l é m do
surto carism ático, foi a tuberculose haver vitimado vários cole­
gas.
Ao tempo de padre deparet-me em diversos oportunidades
com experiências semelhantes.
Quando vigário em Guaratinguetá produzi muitas curas
espetaculares. Sá nõo me projetei como podre santo e mílagreiro
porque meu bispo julgou inconveniente e exigiu moderar-me a
fim de não prejudicar o prestígiodaSenhoraAparecida, instala­
da nas vizinhanças da minha paroquia. Um pretenso líder pente-
costal que me conheceu naquele tempo e presenciou fatos miro-
culosos por mim feitos, procurou-me várias vêzes insistindo no
sentido de me ligar ao seu movimento onde poderia deslanchar
meus dons de praticar a "cura d iv in o ", confidenciavo-me e le .
Os padres são assíduos nas práticas espíritas. Para nõo
me constituir em exceção também f r e q ü e n t e i o espiritismo e
participei de suas p ráticas. Nõo se chilreia durante as sessões?
V i lá tanta língua estranha e ocorrências prodigiosos. Algumas
vêze s, quando meu poder de sugestionar fa lh ava, cecorna a um
célebre medium esp írita, cujos posses e exorcismos se efetivavom
ao som de clamores in in telig íveis ( I s . 8:19),
Certa fre ira , minhapenitente, dizia-m e emsuas confissões
estar vendo Jesus e M a ria. Contou-me surpreendentes particula­
ridades reveladas pela Virgem , enquanto seu Filh o se lim itava a
olhar com os olhos lacrimosos. Informou-me serem os mensagens
de M aria em linguagem desconhecida; dotada, porém, do dom
da interpretação, entendia tudo. Perguntei-lhe c o m o ia de
penitências, porquanto a freirinhase aniquilava em prolongados
jejuns. Purificada por atrozes penitências - convencera-se a
freira - mereceria a graça de contemplar Jesus e desfrutar da
intimidade com "Nosso Senhora".
Condoído do pobrezinha tâodebrlitada e conturbada pelas
vísôes alucinatórias, em nome da santa obediência ao seu podre
confessor, impus-lhe a penitência de se alimentar conveniente­
mente. Pois bem, nunca m aisa "írmanzinha" viu J e s u s e Sua
mãe. Suas visões resultavamda debilidade orgânica proveniente
da fome e da sede.
Escreveria, se fosse o meu propósito, um imenso rol de
fatos referentes as experiências carismáticas no catolicism o.
Suficientes sâo os citados parose constator a nossa assertiva sobre
a antiquíssimo pratica carismática na seita papista.
Qualquer investigodor, outrossim, encontrará na .História
do catolicismo medieval abuntantissimos informes a contrariarem
a idéia de que a busca dos "dons espirituais" caracteriza a de­
cantada, porém, falso lib eralização da “ Igreja C ató lica Roma­
na'1.
Capítulo II

A ATUAL EXPLOSÃO CARISMÁTICA NO


CATO LICISM O

O LIV R O "C A T Ó L IC O S PEN TECO STA IS" de autoria do


casal Ranaghan, de fervorosos católicos norte americanos, cuja
traduçõo portuguesa é divulgada em n o s s o País pela editora
pentecostal " O .S .B O Y E R " , sediadaem Pindamonhangaba, Estea­
do de Sõo Paulo, vem incrementando um enorme interesse pelas
experiências espirituais incentivando a chamodo "explosão p e rr
tecostal" que d e s b o r d a em t o d o s os grupos protestantes e
evangélicos e causa, por isso, sérias polêmicas em virtude da
contestação levantada pelos "tradicionais11 ou "ortodoxos".
N o anterior capífuloverificam osaconstância cató lica dos
praticas carism áticas. Chamam, porém, a atenção no livro em
apreço dois aspectos: acontecer a recrudescência pentecostal
católica nos Estados Unidos e suas implicações ecumenistos.
Travei am izade, em 1965, com um missionário evangélico
norte am ericano. D ecisivo , afirm ava ele ser absoluta e rad ical­
mente diverso o catolicismo em sua pátria comparado com o dos
países de origem la tin a , co m o o B rasil. O catolicismo norte
americano, e lu cid a v a , talvez por i n f I uê n c i a do Evangelho,
rejeita imagens, procissões, rosários, romarias e certos tipos de
prodígios.
A liá s , posteriormente, deporei-me muitos vêzes com o
mesmo assertivo.
Conhecedor do catolicismo a f u n d o , pois exerci o seu
sacerdócio além de quinze anos, jamaisocreditei noquela infor­
mação. Reconheço a extraordinário capacidade do clero roma-
nísto em se insinuar, em se in f ilt r a r .. . Em sua fabulosa malea­
bilidade sabe se conformar, se ad ap tar.. . E quando se torna
senhor da situação, prestigiado, a ce ito , a í se manifesta em toda
a suo realidode objetiva e única no mundo inteiro.
O catolicismo dos Estados Unidos é idêntico ao do Brasil!
Sem tirar nem p o r!! !
Soube sim , como ja o fez em tantos ocasiões, esperar a
sua oportunidade.
Dizem os clérigos ser Roma eterna. Em conseqüência, não
se açoda. Não tem pressa. Ê hábil em dar t e m p o ao tempo
enquanto solapa as posições dos adversários.

Posteriormente aquele missionário meu amigo, ao regressar


de sua pátria onde passara alguns meses de férias, estarrecido e
surpreso, contou-me as novidades: i m a g e n s de s a n t o s e da
"virgem" à beira das estradas, procissões com andores multico-
loridos desfilando pelas ruas da sua cidade, flâmulas de "São
Cristovão" a encimar o volante dos motoristas devotos do seu
patrono, nichos iluminados com lâmpadas vermelhas ou azuis nos
terraços das casas, novenários e festas dos padroeiros das cida­
des, m ultiplicação de paroquias e templos católicos, devoção b
pessoa do p a p o .. . Tudo, tudo como no B ra s il!! !
E porque o catolicismo dos norte-americanos é afim , é
semelhante, é IG U A l - ID ÊN TIC O ! ! ! - aocatolicismodosbra­
sile iro s, dos italian o s, dos portugueses ou dos japoneses, lá nos
Estado Unidos também há imagens de "Nossa Senhora" que cho­
ram. E os superdesenvolvidos norte-americanos, fervorosos de­
votos da Senhora, ocorrem, pressurosos, em romarias. Tudo como
por estes brasis desde o seu berço tão infelicitado pela idolatria
c le ric a l.
Com e fe ito , os órgãos noticiosos, "Folho de São Paulo" e
" O Estado de São Paulo ", de 21 de Julho de 1972, divulgaram
uma fotografia procedente de N o vaO rlearts, no Estado de Loui-
siana (Estado Unidos), n a q u a l s e v ê uma imagem da "Senhora de
Fátima" a verter lágrimas, O sacerdote Elmo Romagosa no dia
anterior àquela data, dera publicidade ao fato prodigioso através
do seu artigo: *'AS LAGRIM AS DA IM A G EM M O L H A R A M O
MEU D E D O " , no "C lario n H e ra ld ", semonório católico distri­
buído em onze paróquias de sua Cidade.
As aporiçôes da "Senhora de Fátim a", em Portugal, de
cujos lances fantasmagóricos me ocupei em meu livro ! "SEN H O ­
RA DE FÁ T IM A , OUTRO C O N T O DO V I G Á R I O " (Edições Ca­
minho de Damasco, S. Paulo, 1969), assanharam o beatério ro-
manista sobretudo durante e após a Segunda Guerra M undial.
Atendendo pedidoda própria "Senhora fa tfm ic a " , diversas ima­
gens suas foram construídas por mãos de homens e saíram a per-
corTer o mundo.
O supremo hferarca romano, o papa Pio X I I , solerte e
ostuto, ao fin al da G u e rra , designou para bispo a u xilia r de No­
va Iorque, Fulton J . Sheen, adrede preparado para ainvestid o .
Comovido com os desastres e sofrimentos causados pela hecatom­
be, o povo norte omerlcanorecebeusuas mensagens radiofônicas
caracterizadas, de In íc io , pela indefiníçãodoutrinâria. Quando
seguro de sua posição em grande área norte- americano, começou
o revelar os seus reais propósitos e o divulgar o devoção e notí­
cias referentes a "Senhora de Fótim a",
Das várias imagens peregrinas, atualmente restam apenas
duas. Ao sacerdote norte-americono, Breaultcabe a responsabi­
lidade de conduzir pelos r i n c & e s de sua pótria uma delas, a
referida chorona.
Fotógrafos e jornalistas, depois do artigo de Romagosa,
acorreram junto da prodigiosa e s c u l t u r a , atendendo o velho
•squema cle rica l de divulgo-Ia ao máximo.
Ninguém deve, pois, admirar-se d i a n t e dos relatos e
depoimentos registrados por K evin e Doroty Ranaghon.
O outro aspecto do livro : "C A T Ó LIC O S PEN TECO STAIS"
são os suas implicaçães ecumenistos.
De resto, a prôpriaobrodo casal norte americano avivado
é marcada "de profundo sentido ecumenista", na observação do
crítico de um mensórlo b rasileiro . N ota, aind a, este critico :
"M ais um ponto de aferição do ecumenismo no espírito pentecos­
tal norte americano. Citandoosgrandesreformadores religiosos,
o livro "Católicos Pentecostais" olinbo-os heterogeneamente,
sem distinção ideológica, assim: Gregório, o G rande, Carlos
Magno, Lutero, Z w in g lio , o C o n cilio de Trento, Francisco de
Assis, Inácio de Loyola, Francisco de Sales, George Fo x, Joôo
W esley, B illy Graham e Tomâz Merton. Ficam , decambulhada
evangélicos, papas, quacquers, íesuítas, santos e tc . irmanados
num mesmo pedestal" ("Jo rn a l de H o je", São Paulo, março de
1972).
A respeito deste ospecto olargor-nos-emos nos próximos
capítulos.
Nada a se estranhar, pois, o "assanhamento pentecostal
católico" nos Estados Unidos, onde o catolicismo é Idêntico ao
de qualquer parte do mundo.
Vamos agora em síntese historiar os acontecimentos.
No outono de 1966 reuniu-se na Universidade Duquesne
do Espirito Santo a Convenção Nacional dos Cursilhos, o movi­
mento desencadeado pelo cleronosentidode dinamizar as práti­
cas religiosas entre os seus fiéis conscientizando-os a aderirem
à sua hierarquia em função do ecumenismo. Dentre os líderes
cursilhistas compareceram Steve Clark e Ralph Martin K e ife r,
cujo mentor espiritual é clérigo Edward O* Connor.
Este sacerdote, membro dp departamento de teologia da
Universidade de Notre Dame, com longa experiência pastoral
entre jovens, bastante envolvidocomomovimentocatólicopente­
costal, é autor de "The Pentecostal Mouvement in TheCatholic
Church" (Ave M aria Press, Nótre Dame, Indiana, U . S . A . ) e do
artigo "Pentecost and Catholicism" p u b l i c a d o na revista The
Ecumenist { julho-agosto, 1968).
Destaca-se O 1 Connor entre outros sacerdotes engajados
na ação ecumenísta. Coube-lhe, outrossim, a tarefa de se In fil­
trar entre os evangélicos pentecostais, até então mui fechodos
para o ecumenismo.
Em 1966, fazia sucesso nos meios protestantes o livro de
Davíd W ilkersom , "A CRUZ E O P U N H A L". No Intuito de pre­
parar os seus dois dirigidos: Steve e Rolph para a u x ilia - Io na
(ornada de ecumenístízar os pentecostais atravéz de uma explosão
carismático no meio ca tó lico , fê-los lê -lo .
O* Connor obteve o êxito desejado.
Outro lívro posto pelo clérigo nos mãosdos rapazes foi
"ELES FALAM EM OUTRAS L ÍN G U A S " , de John S h e rril.
Entusiasmado - tudo de acordo com os prognósticos do
padre Edward O 1 Connor - Ralph procurou certas experiências
com pentecostais, as quais o habilitaram pora instrumento nas
mâos do seu mentor, Compareceram os d o i s ò Convençãodos
Cursi lhos e dentro mesmo do plano de O 1 Connor l e v a r a m a
Assembléia a a v a lia r os resultados das investidas ecumenistos nas
fireo$ pentecostais. Contataram o fracassoj
Relataram , porém, suas experiências pessoais referentes
noi dons carism áticos. Referiram-se àqueles dois livros desper­
tando o interesse gerai por sua leitu ra.
O clérigo Edward prenunciava jâ o sucesso do seu plano!
Concluído o programa da Convenção dos CursMhos, no
objetivo de orar em busco dos dons espirituais, reuniram muitas
l»nfti<Kit comprometidas, como cursilhistos, em varias atividades
«I» catolicism o, destacando-se a ação ecum ênica.
A Universidade Duquesne do Espírito Santo se prestou per-
Mhjmnnto poro essa primeira reunião realizada sob o impacto
• l<><l«polmento dos dois pupilos de O 1Connor e da leitura doque-
U i (io li livro s, pois se lo c a liza numa das colinas dacidadede
1'lMiliurflh, Pennsylvania, Estados Unidos. “ Naquele monte venta
•millo; uma brisa forte que vem do rio açoita as perncs dos estu-
«IomI s i «i assanha os seus cabelos, principalmente no Outono.
Mm «h Apocci o poeta e o místico podem sentir no próprio ar o
Espírito que vem como " vento impetuoso" eque "sopro onde quer"
descreve o casal Ranaghan em seu livro "C A T Ó L IC O S PENTE­
C O S TA IS 1’ (P . 15).
Ao clérigo Edward O ’ Connor n a d a escapou! Preparou
através de apropriado condicionamento psicológico, os persona­
gens principais: Steve C lark e Ralph Martin e o cenário adequado
na colina de Pittsburg. Demonstrou, com efeito , ser um sacerdote
perfeitamente em órbita da "santa Mãe Igreja",m estra em montar
farsas semelhantes, próprias para as v i s õ e s alucinatórias da
"Santíssima Virgem" e "corações de Jesus".
As reuniões foram se repetindo no propósito de criar um
clima íntimo em cada participante até culminar nos experiências
de batismo com o Espírito Santo desejadas por O* Connor e toda
a hierarquia c le ric a l.
Nessa conjuntura entrou em cena o b i s p o episcopal de
Pittsburg, W illiam Lew is, também comprometido com atividades
ecumenistos, que se encarregou sob orientação de O ' Connor,
de por os católicos em busca de avivamento em contato com
protestantes habituados às avivadas reuniões de oração.

Além dos manifestações do batismo com o Espírito Santo,


como a glossolâlia, os católicos dominavam o ambiente e impu­
nham suas próprias p raticas. Rolph Keifer chegou a observar:
"Estão vendo o que acontece quando a p a r e c em católicos por
aqui? Vocês terminam tendo rituais e cerimônias" (Ranaghan,
o c it . p 2 6 ).
Ao ínvês dos crentes evangelizar os c a tó I i c o s nessas
ecumênicas reuniões de oraçãoà procura ou para o e xercício dos
dons espirituais, são os católicos engajados que catequizam os
e va n g élico s.. .
Esso observação de Ralph Keifer deveriaser meditada pelos
ingênuos, sonhadores de levar o E v a n g e l h o aos perdidos em
encontros semelhantes.

Desde fevereiro de 1967 decidiram os batizados com o


Espírito Santo rea liza r as chamadas “ reuniões de fTm-de-semo-
n a ", oportunidade, quartdosempreKovíaalegre parte social com
danças, para outros pessoas buscarem semelhantes experiências
espirituais*
Ralph K e ife r, orientado pelo padre Edword O ' Connor,
em meados de fevereiro de 1967, levou as noticias alviçare íras a
Universidade de Notre Dame pormenorlzando fatos relatados em
janeiro anterior por Bert G h e zzi e acrescentando muitos outros.

O casal Kevin e Doroty Ranaghan,o futuro autor do livro


"C A T Ó L IC O S PEN TECO STAIS" ("marcado de profundo sentido
ecum enísta"), sumamente interessado, passou, em princípios de
março, a promover reuniões de oração com o mesmo propósito.
Alunos, professores, padres, freires foram se e n v o lv e n d o ...
N a conformidade com o p la n o de Edward O* Connor o
In ício deveria ser em Pittsburgh porque no caso de fracasso a
repercussão seria Inexpressiva. Seu grande desejo, porém, era
•nvolver a Universidade de Notre Dame, a p rin cip al universido-
de cató lica dos Estados Unidos. Os católicos norte americanos
mais fervorosos e das regiòesmai$distantesan$eiam$eja exaltado
o nome da sua religião e , por isso, com sa crifício s embora,
•nvlam os seus f i I ho s que se destacam nos estudos ou até em
qualquer modalidade de esporte a estudar nessa universidade.
A Universidade de Notre Dame vincula-se às maiores glo­
r ia i, até esportivas, e aos maiores empreendimentos do cololi-
cíimo na Am érica do N orte.
M uito bem preparados e vitoriosos no desincumbirem-se de
•un m lisâo, C la rk e Ralph se constituírom nos líderes do pente-
rostolíimo cató lico no campus de Nofre Dame e em outras uni-
veritdode e aglomerados católicos.
Em Notre Dame os "fins-de-semana" reuniam atéquarenta
P«moc« , oportunidades em que {amais f a l t o u - e nem poderia
fultnr J - a missa na gruta da Senbora de Lourdes.
Observe-se: desde o princípio dos cognominodos católicos
(■•ntur.ottals timbraram por sua presença a m ariolatria e a missa.
Satisfazendo o interesse dos promotores e mentores da
•*l>l(*âo pentecostal entre os cató lico s, a imprensa se encarregou
de noticiar aos quatro c a n t o s do país e fora dele os estranhos
acontecimentos do campus de Notre Dome. E muitos curiosos e
outros interessados passaram avisitaraUniversidadecom o desejo
de presenciarem as manifestações.
No verão de 1967, uns três mil estudantes de todo o país,
freiras, padres, e irmãos-leigos, foramòquela Universidade para
estudos de extensão em matérias adiantadas* E grande parte deles
foi atingida pela nova experiência. Como resultado, além da
propaganda da imprensa, os "batizados com o Espírito Santo"
disseminaram por muitas regiões, as mais distantes, a prática de
reuniões de oração para busca e exercício dos dons espirituais.
Mary Papo, do The National Catholic Repórter descreve
a reunião que presenciou participada por três podres e quatro
freiras e quando o cântico de hinos era acompanhado por guitar­
ras» Transcrevê-la-ei no desejodeque os evangélicos pentecos-
tais possam re fle tir. "AS O RAÇÕ ES C O N TIN U A R A M , POREM,
EM M EIO A UM A LEG RE BA TE-PA PO . UM JO V EM CASAL PER­
M A N EC IA DE MÃOS D A D AS. UMA M OÇA BEBIA C O C A -C O ­
L A . UM HOMEM O FERECIA CIG A RRO S A A L G U É M . Q U A N ­
DO ELE S, EM S E G U ID A , IN IC IA R A M UM C Â N T IC O QUE DI­
Z IA : " . . . ELES SABERÃO QUE SOMOS CRISTÃ O S, POR CAU­
SA DO N O SSO A M O R .. . " S E N T I-M E , EU M ESM A, SENDO
ABSORVIDA POR A Q U ILO "
(Ronaghan, ob. c it.p p . 61-62).
MAlegre b a te - p a p o "... "Jovem caso! de mãos dadas*. . .
"Moça bebendo co co -co la". . . "Oferecendo c ig a rro s " ... Tudo
numa cordialíssima reunião de oração.’ Isso tudo porventura ins­
p ira ? Ajuda o comunhão com Deus?
Os evangélicos pentecostais entusiastas dos católicos pen-
tecostais aprovam? Será que terão cigarros em suas reuniões?
Será ainda que Mary Papa não descobriu também entorpe­
centes por lã ? Ou bebidas alcoólicas?
Correu o história de que bispos durante as sessões do Con­
c ilio Ecumênico Vaticano II estavam sendo batizados com o Es­
pírito Santo e falavam línguas. Soube-se, contudo, que eles se
embriagavam, isto sim , num bar-restaurante instalado junto das
salas das sessões.. .
Ralph M artin e Steve C la r k , porém, prosseguirom na tarefa
Imposta pelo seu mentor e sp iritu al, EdwordO' Connor. No Outo­
no de 1967, acompanhados de G erry Ranch, o guitarrista Jlm
Cavnar e o sacerdote-mentor, dirigiram-se 'a Universidade de
M ichigan, em Ann A rbor, Suos andanças prosseguem na incum­
bência de incentivar e fo rtalecera eclosôo pentecostal no meio
cató lico .
Texas, Fló rid a, PennsylvanÍa,M assachusetts, Nova Iorque
Illin o is , Indiana, O n t ó r io ... Dayton, C in cin n a ti; C levelan d ,
O hio; Kansas C ity e Conception, Missourí; Portland, Oregon;
Denver, C o lo r a d o ... Hstodos e cidades, incluindo-se a próprio
Washington, por onde se disseminam os católicos pentecastais
causando júbilo intenso aos hierarcas católicos seguros agora do
teu domínio absoluto nos Estados Unidos, vencidos pela ação
• cumenista, o mais espetacular estratagema empreendido pelo
clero de Roma.
Coprtuio iii

OS "C A T Ó LIC O S PENTECOSTAIS" NO


PROGRAMA ECUMENISTA

A O PAPA - o o lím podoV aticano- interessoo desenvolvi­


mento do E C U M EN IS M O , fonte inexourivel de resultados pre­
vistos e ambicionados, pois de suo pontifícia ganância nenhuma
área religiosa escapo.
Sem outro desejo senão o de informar, sugiro a leitura dos
lívros de minha autoria: O PAPA ESCRAVIZARA O S C R ISTÃ O S?
• O EC U M EN ISM O : SEUS O B JE T IV O S E SEUS M ÉTO D O S. Sâo
obros vasadas a luz de documentos sobre o assunto emanados do
V atican o , de autoridades católicas e do ConsFlio Mundial de
Iorefos. N a primeira obra demonstro-se a origem histórica e o
porque do interesse papol sobre o movimento. Na segunda, as
•mis finalidades e os diversos métodos de sua ação .
Por folta de esclarecim ento, hâ tantos idéias destorcidas
•olwft o assunto também entre os pessoas contrárias que insisto na
necessidade urgente da leitura desses livro s. São páginas vigoro-
•ot, que incitam seus leitores ò uma definição e tomada consci­
ente de posição.
Os sectários pontifícios se espalham por todo o foce do
terra intentando oplicor normas adrede estudados para infiltrar
e ímplantor o EC U M EN ISM O . Avaliam o terreno, observom o
adversário, chamam paro s» as atenções, Íns?nuam-se, aproxi-
mam-se, so la p a m ... E , por fim , dominam!
Ao longo da História encontro-se toda sorte de façanhas
c le ric a is. Engodo, suborno, rapino, seqüestro, in q u is iç ã o ... O
EC U M EN ISM O , todavia, é a sua maior e mais espetacular em­
preitada a carrear a mois farta messepara os celeiros vaticonos.

O popa é o indivíduo mais inteligente, moi&solerte e mais


ardiloso do mundo. E diabolicamente sagaz. E satanicamente
perspicaz.
Porém, acreditem, jamais supunha ser tào fe liz ao deflo-
gror a onda ecumenisto.
Conseguiu arrebanhar os insensatos das denominações vin ­
culadas ao protestantismo históricofadadasbextinçâo em conse­
qüência do seu crescimento vegetatívo. Obteve a cumplicidade
dos incrédulos instalados, por amadorismo religioso, no meio
evangélico. Pode contar com a credulidade dos snobs, ignoran­
tes, desejoãos de passar por mui atualizados e porque estã na
moda ser ecumenisto aceitam dançar no ritmo do mazurca cle ri­
c a l. Granjeou o beneplácito dos figurões complacentes fascina­
dos com a eventual promoçõo que a boataria r e l i g i o s a lhes
poderia proporcionar por considero-los sintonizados com a horo
presente. E na raboda desse movimento, com os seus o l h o s de
ganância, vê o popa a malta dos fantoches predicantesde boa
vizinhança com o diabo.
Ocorre que a apatia de muitos evangélicos caídos na
rotina se a lia ao trabalho de sapo que os "falsos irmãos" fazem
no sentido de criar um ambiente de conformismo com a situação
reinante.
O papa se u tiliz a de todos esses para compor o elenco da
patuscada ecumenisto. Move-os o todos como se movesse bone-
cos-de-engonço sem jornais se embaroçar nos cordões.
Tudo lhe sai mais fâ c il do que as suas previsões, pois os
arlequins provenientes dos meios evangélicos se agacham e se
acopacham com muito mais mobilidade do que "sua santidade"
im aginava.
Dentre os grupos evangélicos, os PEN TECO STAIS se de­
monstravam os mais refratârios. Os mais arredios as pretensões
popistas. Apegados bs Santas Escrituras repeliam as insinuações
da id o latria!
Com quanto desapontamento o clero observava a ausência
deles em seus concílíábulos ecumenistos! Quantas preocupoções
lhe causava o interesse evangelístico do povo p e n t e c o s t a l !
Quantas almas outrora escravas de suas praticas religiosas agora
se passaram paro esse povo ao encontrar o gloriosa libertação
espiritual em Jesus Cristo.'
O crescimento do povo pentecostal causava terrível angus­
tia aos sacerdotes de Roma.
O que fazer?
Esquivava-seelesem predequalquerpropostade contato ou
diálogo.
Reconheciam os clérigos o amor e o entusiasmo desse povo
pela experiência chamada "BA TISM O CO M O ESPIRITO SA N ­
TO " e pelos "D O N S ESPIRI TUAIS", sobretudo o da cura divina
e o da glossolália.
Se todos os grupos evangélicos se entendem nas doutrinas
fundamentais da B íblia e se irmanam na gloriosa e bendita "V er­
dade do Evangelho" ( G l , 2 :5 , 14) de que SÓ CRISTO SA LVA O
PECA D O R, distinguem-se entre si nadivulgaçõode determinadas
e características p ráticas.
Assim os presbiterianos, dentre outras, por causa de sua
organização e cle siá stica . Os batistas, embora outros grupos neste
assunto os acompanhem, pelasua longae épica historia vincula­
da ao batismo por imersão de crentes.. t o s pentecostais pelas
tuos experiências do "batismo com o Espírito Santo" e a crença
nos dons espirituais ou carismáticos.
Escapo do objetivo deste livro entrarmos na historia deste
ultímo grupo-mencionado. Ressalte-se, contudo, o seu impressio­
nante crescimento a causar angústíantessobressaltcsà hierarquia
nababesca de Roma.
D ecidiu o clero ínfiltror-se entre os pentecostais até ha
bem pouco avesso às suas insinuações, manipulando uma farsa,
um arremedo, da experiência característica deles, o "batismo
com o Espírito Santo".
Nem o fantástico analuvião do propaganda ecumenista,
nem o diálogo sempre executado com êxito no envolvimento de
pessoas de outras denominações, nem05 cuiios ecumênicos cele­
brados em ocasiões especiais como nas comemorações pátrias,
enfim , nenhuma tá tic a , nenhum ardil ecumenista enredava os
pentecostais.
Mas agora, cheio de si a arrotar argúcia de in telig ên cia,
o papa contemplo embevecido o imenso entusiasmo pelo pente-
costalismo católico a grassar em muitas foixos evangélico-pen-
tecostais. Para sua alegriaenfeitiçoram -se muitas delas. Muitas
caíram na esparrela e aceitaram o "conto" do b a t is m o com o
Espírito Santo.
Desiludam-se os menos informados. A investida carismático
nos meios católicos consta com o "n ih il obstat1' da sua hierarquia
c le ric a l. Nessa irrupçôo nada e x i s t e fora da orientação dos
supremos hierarcas, pois ela não ê f r u t o de nenhuma suposta
liberalização da "Igreja C ató lica Romana".
Tudo é vaticanodírigido. PontíficeguiadoJ 1!
" O movimento pentecostalnõoseparouou excluiuos cató­
licos da sua Igreja” , informam os Ranaghan (O b . c it .p , 73).

Facíltm o foi 00 padre Edward O* Connor aplicar o golpe


ponque os atuais católicos pentecostaisrepetemasmesmasecedi-
ças experiências do romanismo tempos em fora, como ja v e rificá ­
mos em capftulo anterior, c que primeÍrodavan*-lhe outros nomes
e se limitovom à promoção de d e v o ç õ e s a santos e à s "nossas
senhoras". Agora o objetivo ê promover o ecumenismo.
Reconhece o clero o amor acendrado que os evangélicos
pentecostais têm pelo batismo com o Espírito Santo e pelos dons
espirituais, de que, a lia s , procede o seu nome. E habilmente se
aproveitou desse belo título para rotular suas farsas e seus histe­
rismo®.
Utilizando-se dessa tática o clero viu com júbilo abertas
muitas portas em diversas setores pentecostais. Encontraram mes­
mo acolhida fraterna,
Com e fe ito , dentre os sinais da proxíma v i n d a de Jesus
veem eles o derramamento do Espírito consoante Joel 2:28-29:
*'E há de ser q ue, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda
a carne, e vossos filhos e vossas fílhas profetizarão/os vossos
velhos terõo sonhos, os vosscs mancebos terão visòes. E também
sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu
E sp irito ". BaseadosemAt. 2 :1 6 -1 8 , verificam oseu cumprimento
neste período apáô - Jesus relacionando-o com o b a t is m o no
Espírito.
Segundo esta pro fecia, assim creem, Jesus batiza com o
Espírito Santo todas as pessoas sem levar em conta separações
denominacionais. Derrama o seuEspíritosobretoda a carne, sem
quaisquer acepções de grupos. Em conseqüência, muitos - e de
todas as denominações, mesmo contrariando suas normas tradicio­
nais e a v ig ilâ n c ia dos seus líd e re s- em especiais reuniões de
oração, que, de resto, se m ultiplicam , b u s c a m sequiosos a
"segunda bênção".
A cognominoda "explosâopentecostal" escapa ao controlo
dos dirigentes das áreas evangélicas trad icio nais. Em m u it a s
delas ocorrem císões, excfusòes de pessoas im plicadas. E s t a s ,
em atitude de mártires, apegadas ao nome de sua antiga denomi­
nação, se agrupam e mantêm o títu lo , embora acrescentem-lhe
algum adjetivo a marcar a nova experiência*
Chegam alguns a prenunciar o fim das chamadas denomina­
ções ortodoxas ou trad icio n ais. Há os entusiastas pela extinção
total de todas elas, pois todos, não importam as suas convicções
lobre a forma do batismo-ordenança, sobre as várias correntes
escatológicas, sobre a organização do I g r e j a lo c a l, sobre o
ministério e tc . todos se niveíarSo nas experiências carismáticos
do batismo com o Espírito Santo e no uso dos dons espirituais
examinados por Paulo Apóstolo em sua P r i m e i r a Epístoiâ aos
Coríntios (capítulos 12 e 14).
Nada mais importo paraalguns grupos evangélico- pente-
costais senòo a "segunda bênção". Tudo o resto é secundário
nesta horo do derramamento do Espírito.
Deus não leva em conto nenhuma barreiro e , conforme creem,
toda a carne é atingida por oquele derramamento. Também os
católicos!
Ao observarem, ainda, o comportamento de aversão por
porte dos grupos "ortodoxos" ou "trad icio n ais", imaginam que os
católicos pentecostais sofrem porportedesua cúpula hierárquica
semelhante repressão.
VejamJ Jesus esta cumprindo a promessa do derrama­
mento do Espírito. Ele batiza com o Espirito Sonto sem levar em
conta as nossas diferenças denominacíonais. E uma bênção para
todos. Para os católicos tambémj"
Eis expressòes entusiastas de alguns.
Acreditam , iludidos, haver o Concilio Ecumênico Vaticano
I I , ao def lograr o movimento ecumenísta, oferecido aos católicos
oportunidade de se aproximarem dos evangélicos e que, agoro,
os bispos se veem em sérios embaraços paro coibir-lhes o prosse­
guimento nas experiências carismáticas.
Aqueles iludidos olham pora estes católicos com entusiasmo
— com maior entusiasmo do que olham para 05 outros evangélicos
contraditados pelos seus líderese co-irmoos "ortodoxos"- e com
enlevo, vendo neles pessoas superiores por se transformarem aos
seus olhos o grande, a inconteste prova do cabal cumprimento
doquela promessa registrada por Joel 2:28-29.
O Jornal "O Batista N acional" (n? 6 , de julho de 1970)
exibe o ortigo "Avivamento hoje" de autoria do Pastor Reuel P.
Feitosa, onde declara: "Há pouco chegou-nos às mãos o carto
de um pastor americano, David du Plessis, onde dá conta de que
" . . . Deus esto abençoando grandemente nosso país em todas as
ig re jas, E simplesmente espantoso como um reovivamento caris­
mático das igrejas esta varrendo este país, especialmente a Igreja
C a tó lica Romana, Tem acontecido que centenas de freiras e
sacerdotes estão recebendo o batismo com o Espirito Santo cada
semana nos conventos e nos sem inários",

Muitos antigos refratârios corram nas malhas doecumenis-


mo» Deixaram -se emboscar, qual simplória mariposa vencida
peta própria luz que a a tra iu .
Tenho para mim que o ârea evangélica m a is solapada,
prejudicada, comprometida com o ecumenismo esto em quase
todos os grupos pentecostais ou pentecostalizados,
E o pior é que esses avivados incautos nem se apercebem
dodesostre. Pelo contrario' Blazonam -sedam aior desgraça em
que poderiam ter caído.
Com amargura sinto que os pentecostais também no Brasil
vêm perdendo e rapidamente aquele ardor evangelístico até hâ
pouco tempo característico deles.
Ranaghan, em seu livro já citado, e x p lic ita : "Um dos mais
ricos frutos desse movimento carismático contemporâneoéa uni­
ão dos crístôos de muitos denominaçães, no Espírito de Jesus.
Episcopais, Luteranos, Presbiterianos, M etodistas, Botistas, Dis­
cípulos, N azarenos, Irmãos, assim como Pentecostais denomino-
ciorvais têm se tornado nosscs queridos irmãos e irmos em C risto ,
unidos pelo batismo com o Espírito Santo" ( O b .c it .p . 282),

E à pagina 195 enfatiza para que n in g u é m duvide das


intenções de domínio por parte do hierarquio cotólica ao lançar
como pontas de lança seus asseclas entre os evangélicos pente­
costais: " .. .u m saudável aspecto ecumênico se desenvolveu no
movimento e tem sido tremendamente fru tífe ro .. . "
Porei em ca ixa a lta para c h a m a r a atenção a seguinte
observação: " . . . E TEM SID O TREM ENDAM ENTE FRUTÍFE­
R O .,."
Ressalto, ainda, entre os movimentos litúrgrco e escritu-
rfstico incentivados pelo C o n cilio Ecumênico Vottcan© I I , o
ecumenismo como um dos "dons soberanos do Espírito" ( p .204).
Os que imaginam estarem os bispos romanos em sérias d ifi­
culdades com seus fiéis carismáticos se e n g a n o ro . A liá s , um
apressado observador noto: “A escalada ecumênica, propiciando
mais chegada convivência com áreas católicos, admitindo con­
cessões, também permitiu a absorção de certas idéias e compor­
tamentos dos "irmãos separodos".

Desiludo-se o nobre e apressado observador! Essa convi­


vência produziu efeito contrário ao notado por e le .
Os católicos não absorveram certas idéias e comportamen­
tos dos evangélicos. Ranaghon elucida: "Mesmo sendo autenti­
camente cató lico , esse movimento(corismático) trouxe uma nova
dimensão às relações ecumênicas entre os cristãos1' ( O b .c it . p .
73).
Observe-se que o casal-autor de C A TÓ LIC O S PENTE­
CO STAIS é toxativo ao reconhecerqueomovimento é "A U TEN ­
TICAM EN TE C A T Ó LIC O ".
Note-se outrossim: tem ele na América do Norte levado
muitos evangélicos pentecostais para o seio do catolicismo roma­
no.
Nesta oportunidade menciono apenas um caso. Na reunião
ecumênica de oraçõo realizada na Universidade de Dayton, em
O h io , onde se encontravom o podre Edward O 1 Connor e seus
a u xilia re s, Ralph e Steve, a missa assistida por todos, também
pelos evangélicos e protestantes, assinalou o clímax dos progra­
mas. 'Antes do ofertóno da missa", c o n t a Ranaghon, "Tom
B e t t le r ... fez profissõo de fé e foi oficialmente recebido na
Igreja C a tó lic a , tendo recebidoasuaprim eira comunhão" (O b .
c it .p . 7 1).
A hierarquia episcopal noBrasil não esperou se beneficiar
apenas com a tradução em nosso vernáculo do livro C A TÓ LIC O S
PEN TEC O STA IS.
Trouxe um sacerdote norte am ericano, JE S U IT A , Horold
J.R a h m . Por duas razões sobretudosediou-se em Campinas, uma
cidade com 400.000 habitantes do Interior do E s t a d o de Sâo
Paulo: porque nessa localidade se concentram muitos missionários
evangélicos norte americanos, o que representa uma ameaça'as
tradições cotólicas campineiras; e por carecer o clero daquela
arquidiocese de um representante c a p a z de desenvolver uma
atividade ecumenistizante no sentidode impressionar os evangé­
licos à frente de várias e antigas organizações, além de suas
Igrejas,
Para o B ra sil, Harold J . Rahm, preparado nos mesmas táti­
cas de Edward O 1 Connor, seu pessoal a m i g o , ve iu trazer as
experiências carismáticos. E é ele quem declara em seu livro
SEREIS BA TIZA D O S N O ESPIRITO (Edições Lo yo la, Sâo Paulo,
1972): " . . . Tenho visto o movimento pentecostal favorecer me­
lhor o entendimento ecum ênico, em pouco tempo, que discussões
teológicas, por um longo período" ( p .2 2).
Inclusive já oqul no Brasil observou: "Frequentemente,
sõo (os pentecostais não cotólicos) abertos a ponto de ap reciar,
e mesmo a c e ita r, muitas das proposições que nos são caras" (pp.
21- 22).
No primeiro capftulo do seu livro SEREIS BA TIZA D O S N O
ESPIRITO, editado, a liá s , com a apro vação eclesiásticae opre-
sentado solenemente pelo s r. Antonio Mario A lve s de Siqueira,
arcebispo metropolitano de Campinos, a contrariar a idéia de
que o movimento pentecostal no meio católico é subrepticio, no
primeiro capitulo do seu liv r o , o jesufta Rahm, trata das "van­
tagens da renovação carism ática", destacando a : "ABERTURA
E C U M Ê N IC A ".
Neste item das vantagens doquela renovação, Rahm, a
controdizer o impressão de que" a escalada ecumênica permite
aos católicos a absorção de certas idéias e comportamentos" dos
evangélicos, afirm a: "Se não possuem (os "cristãos separados")
toda a verdade, a grande parcela que possuem, sabem defendê-
la , am á-la e p a rtilh á -lo , comodom magnífico do tesouro marcr-
vilhoso que o Pai lhes confiou.
N ós, que possuímos "toda a v e r d a d e " ( J o . 16, 13) , na
ríqueza Incomensurável dos sacramentos, e no carinhosoamor do
Mãe de Deus, que é também n o s s a ..." (p p .46-47).
Embora tendo o B íb lia como única regra de fé , aos pente­
costais, de acordo com Rahm, fa lta a verdade to ta l. Por carece­
rem eles da tradição e dó rpagistério eclesiástico são destituídos
da "riqueza" ( ? ) dos sacramentos, da Mãe de Deus ( ? ) que tam­
bém é mãe dos c a tó lic o s.. .
Cego, terrivelm eriíç cego, o j e s u í t a , encastelado nos
pavorosos erros de suaisôitov se considera elevado a um pedestal
de suma importância dondé^lha com imensa compaixão p a r a
os pequeninos pentecostais debilitados a falta da verdade com-
p le ta ".
Esse petulante jesuíta observa a valiosa contribuição ofe­
recido pela renovoçôo pentecostal católico ao ecumenismo: "O
Espírito de omor, na sua renovação, tem operado o milagre da
mútua compreensão e união, milagre que se opera nos encontros
carismáticos com a abertürò, simplicidade .e rapidez, que todos
os seminários ecumênicos e, discussões teológicas não consegui­
ram. E isso nos faz pensar que se aproxima o dío, se já não se
vem realizando, de certo modo, noEspfritode C risto , do "único
rebanho e do único pastor" ( J o . 1 0 , 1 6 ) . . .
Esperamos que a Espírito de Cristo esteja "preparando o
caminho do Senhor, aplainando assuas veredas" ( M t .3 ,3 ) , para
que as diferenças se vão resolvendo cada vez mais até chegarmos
b unidade completa" ( p .4 7).
Com efeito , o unionismosob a única autoridade do pontí­
fice romano, o único pastor, é o objetivo primacial do ecume­
nismo vaticanocentrista, conforme se poderá constatar a luz de
farto documentário exibidoe analisado ao longo da primeira parte
do livro de minha autoria: O ECU M EN ISM O : SEUS O BJETIV O S
E SEUS M ÉTO D O S, cuja leitura é da máxima urgência também
para os evangélicos pentecostais a fim de que se desvincilhem
quanto antes do marota cilada destinada a levá-los ao desastre
total e irreversível.
Impossível outrossim encerrar este capitulo sem trazer o
pensamento a respeito do assunto do monge beneditino Estêvão
Bettencourt: N0 ecumenismo (tendênciaàaproxim açãocrescente
das diversas denominações cristãs entre si) constitui uma noto
forte do pente costa lismo ca tó lico . A. este titu lo , o movimento
merece aplausos e apoio" (In Pergunte e Responderemos, 149/
1972, p . 238).
EXPERIÊNCIAS " PENTECOSTAIS- A SERVIÇO DO
REAVIVAME NTO C A TÓ LICO

DISSUADAM -SE OS E V A N G É L IC O S pentecostais entu­


siastas do "ovivamento" a alastrar-se entre os cató lico s. Este
"ovivamento" não fa c ilita o evangelização . Mas, planejado e
promovido pela própria hierarquia c le rica l como método de oçòo
ecum ênica, d ificu lta a obra evangelistica e leva os católicos
avivados a um apego muito maior às suas doutrinas e um reofer-
voramento mais intenso às suas práticas devociorvais e ritu a is.
O casal Kevin e Doroty Ronaghan, a u t o r e s do livro
C A T Ó LIC O S PEN TECO STAIS sào honestos em não encobrir o
foto: " O M O V IM EN TO PEN TECO STA L N Â O SEPA R O U , OU
EX C LU IU O S C A T Ó LIC O S DA SUA IG R E J A . A O CO N TRA RIO
R EN O V O U O SEU AMOR PELA IG R E JA E ED IFIC O U UMA FÉ
V IV A N A CO M U N ID A D E C A T Ó LIC A " ( p .7 3).
O jesuíta Rohm, o sacerdote vindo dos Estados Unidos e
posto em Campinas paro, com objetivo ecum ênico, In icia r e
desenvolver atividades pentecostais entre católicos brasileiros,
em seu livro SEREIS BA TIZA D O S N O ES P IR ITO , logo no primei­
ro capítu lo , ao apresentar as "vantagens do renovacòo carismá­
tica " para os católicos evidentemente, d e s t a c a entre elos a
"N O V A A P R EC IA Ç Ã O DA IG R E J A , DA L IT U R G IA , DA EUCA­
R IS TIA , DE M ARIA" ( p .3 8 ).
Deste tópico do primeiro capitulo desse livro sublinhamos
as seguintes frases, síntese de sua assertiva: "O PEN TECO STA-
LISM O N Ã O E UMA SEITA , UMA R A M IFIC A Ç Ã O DEN TRO DA
IG R E JA . OS SEUS ADEPTOS SÃ O BO N S C A T O L I C O S . . (p.
3 8).
" D a í acontecer que os que recebem o batismo do Espirito
sõo, ou devem ser, melhores cristãos, membros leais e devotados
da Ig re ja , fiéis aos seus ensinamentos eàs suas práticas, mormen­
te ao que respeita aos sacramentos" ( p .3 8).

A seguinte frase porei em ca ixa a ljo para chamar bem a


atenção: "UM C R ISTÃ O , C U JA VI D A E C O N D U Z ID A PELO
ESP ÍR ITO , N Ã O PORÃ N U N CA EM Q U ES TÂ O A O BED IÊN C IA
DE VI DA "AS DIRETIVAS DA IG R EJA O U DO SUCESSOR DE
PEDRO, O CRISTO V IS ÍV E L NA TERRA" ( p .3 8).
Segundo os Ranaghan e o jesuítaHarold J.R ah m , o cató li­
co batizado com o Espírito Santo se t o r n o mais idólatra ( se é
possível haver graus ou escolas na id o latria). Mais idólatra em
todas as modalidades católicos: petrolatria, papolatria, sacro-
m entolatria, m ariolotria, eu ca ristio lo tria .. .
A obro CATOL1CO S P EN TEC O STA ISenfileiraumpunhado
de testemunhas a evid enciare comprovar aquelas afirmações dos
Ranaghan e do clérigo Rahm.
Desde os prímôrdios da eclosão avivalista em Pittsburgh
constata-se o interso reafervoramento em todos os "despertados".
" . . . TO D O S EXPERIM ENTARAM UM INTERESSE M UITO
MAIOR EM PARTICIPAR DA VI DA SACRAM ENTAL DA IG R EJA
DO Q U E A N TES" (Ranaghan, o b .c tt.p .3 2 ).
Essas pessoas passarama ter maior "apreciação pela euca-
ristia*' (idem , ib id e m ,p .2 8 ).
O s depoimentos das pessoas "queimadas" na Universidade
Duquesne do Espírito Santo,em Pittsburgh, ilustram essa ênfase.
David Mangan, ex-a!uno dessa Universidade, desde 1967
leciono motematica e religião no Colégio S t. Thomas, em Brac^*
dock, Pennsylvania, Como católico engajado foi procurar na
experiência pentecostal uma renovação do que r e c e b e r a no
batismo sacramental e na crisma (p p .37-42).
M ary M cC arthy, tombem ex-aluna de Duquesne, depõe:
"Em seguida tornei-me envolvida de maneiro mais dinâmica na
litu rg ia . A assistência diória à Missa tornou-se minha maneira
de viver* Através da Missa recebo a.fo rç«de que necessito para
testemunhar de Cristo e dos seus ensinamentos1' . E mais adiante:
"H oje alegro-me ém dizer que minha religião cató lica tornou-se
mais dinâm ica para mim. Tenho percebido esta mesma atitude
dinâmica em meus amigos que re ce b ia m o batismo" (p p ,44 -4 5 ),
Ao ler esses testemunhos recordo-me de um am igoespírita.
Nascido num lar espiritista, sempre creu nas doutrinos de sua
re lig iã o , ensinava-as a outros, assistia ossiduamenteàs "sessões"
e se considerava um espírita engajado. De certa feita experimen­
tou, para surpresa sua porque fora colhido de modo inesperado,
a comunicação com o além aoser "tomado" pelo espírito de uma
pessoa importante na encarnação terrena. Sob o impacto desta
experiência avivou-se o meu amigo e se tornou também um espí­
rita dinâm ico.
P atrícia G allo g h er, outro ex-qjuna da Universidade Cató­
lica de Pittsburgh, engajado, empregava todo o seu tempo ao
serviço cató lico no Newman C en ter, em M ich igan. Recebeu o
batismo com o Espírito Santo“ enquanto estava de joelhos, em
oração, diante do santíssimosacramento" .S e e ra "boa c a tó lic a ",
tornou-se mais fervorosa. "Sinto-m em aisdevota, depõe, do que
nunca aos sacramentos, especialmente à Eu caristia. O batismo
com o Espírito Santo trouxe vida e sig nificação a muitos aspectos
do catolicism o, que antes eram para mim s o m e n t e hábitos e
tradições" ( p .5 1 ).
Preciso destacar o depoimento dessa mulher. R epeti-lo -ei
em caixa a lta : "S IN T O -M E M AIS D EVO TA DO Q U E N U N C A
AO S SA C R A M EN TO S, ESPECIALM EN TE A E U C A R ISTIA . O BA-
TfSMO C O M O ESPÍRITO SA N T O TRO UXE V ID A E S IG N IF I­
C A Ç Ã O A M UITO S ASPECTO S DO C A T O L IC IS M O , Q U E A N ­
TES ERAM PARA MIM SO M EN TE HÁBITO S E TR A D IÇ Õ E S ".
A recrudescêncía do fervor católico se acentuou também
nos avivados da Uníversidode de Notre Dame.
James Cavner, ex-alunodesta escola superior, envolveu-
se no hrabolho católico do Newman Center de Ann Arbor. De
origem ca tó lic a , foi estudar em Notre Dame, "nflo somente por­
que era uma boa universidade, mas também porque era católica"
( p .77). Embora houvesse sofrido uma crise religiosa, jamais dei­
xou as praticas de sua se ita , sobretudo a da missa. Ao participar
do Cursllho reafervorou-se e , depois do batismo com o Espirito
Santo, seu entusiasmo católico se intensificou ao máximo (pp.
76-85).
Jtm C a vn ar, o guitarrista das reuniões de oroçôo, odquiriu
o habito de rezar o rosário desde que recebeu o batismo como
Espirito Santo (p . 253).

Um comissário religioso de Farley Hall Tom N oe, numa


residência de universitários, estudou também em Notre Dame.

Impuseram-lhe as mõos, a seu p e d i d o , n u m a reuniõo


a vivalista na cosa dos Ranaghan, q u a n d o , s e g u n d o relata:
" . . . senti imediatamente como se meu peito inteiro estivesse
querendo subir para a cabeça. Meus lábios começaram a tremer
e meu cérebro começou a dar estalos. Em seguida comecei a rir
sem parar". Aconteceu-lhe o b a t i s m o com o Espírito SanfoJ
"Umas duas semanas maís tarde, prossegue, estava sentado em
classe, esperando que fosse Iniciada a aulade Teologia, e usava
o tempo disponível para rezaro rosário (um hábito que adquirira
desde que recebera o batismo com o Espírito Santo)1' . E n e s ta
oportunidade começou a falar línguas estranhas.

"DESCO BRI UM N O V O GRAU DE S IG N IF IC A Ç Ã O EM


TO DO S OS SACRA M EN TO S, ESPECIALM ENTE NA C O N FIS ­
SÃ O E NA E U C A R ISTIA ", reconhece Thomas N oe. "C H EG U EI
A ENTENDER DE M ANEIRA M AIS PERFEITA A EUCARISTIA C O ­
M O S A C R IFÍC IO E V O L T E I A C O N FISS Ã O F R E Q U E N T E , A
Q U A L AN TES TIN H A DÚVIDAS SOBRE SEU VALOR CO M O
A G E N T E DE C O R R EÇ Ã O . DESCOBRI UMA PROFUNDA D EVO ­
Ç Ã O A M ARIA" (p p .8 7 - 9 3 ).
Senti-me no dever deressaltoroporte final deste testemu­
nho para chamar a atenção dos evangélicos pentecostais e per-
guntor-lhes: como veem esse reafervoramento à luz da B íb lia ?
A 8 íb lia autoriza os chamados sacramentos? A BTblia autoriza a
eucaristia ou missa como s a c rifíc io , o S a c rifício do C a lv á rio ,
que, rvo altar da missa, se renovaese repete? A B íb lia autoriza
a confissão sacram ental? A B íb lia autoriza a devoção a M a ria?
Se qualquer evangélico pentecostal fascinado por essa onda
católico ou comprometido com o ecumenismo me mostrar um só
versículo das Escrituras que revela uma daquelas proposições,
voltarei imediatamente ao seio da relígião do papa e , como pa­
dre reintegrodo, irei ensinar aos ca tó lico so b a t is m o com o
Espírito Sonto pora reacender-lhes no mais alto grau o fervor a
todas as suas práticas sacramentais e devocíonals.
Outro ex-aluno de Notre Dame, Bert G h e z z i, testemunha
em favor da assertiva dos Ranaghane do jesuíta Rahm no sentido
de que os católicos avivados se inflamam em sua fidelidade b
religião da hierarquia. "N a sci e cresci como cató lico romano.
Minha mãe, nossos padres da paróquia l o c o l e a s freiras, no
escola primaria da paróquia, plasmaram-me nas formas da pieda­
de cató lica tra d ic io n a l". Em 5 de março de 1967, Berth e sua
esposa Mary Lou passaram pela experiência "penteco stal", e
registra: "Como muitos dos nossos amigos ja descobriram, o Espí­
rito Santo renovou nosso amor pela Igreja ( . . . ) . As devoções
naturais, como a de M a ria , por e x e m p lo , tornaram-se mais
sig nificativas ( e eu era dos que colocavam M aria completamen­
te fora de cena anos atras). Especialmente o v id a sacramental da
Igreja tem se tornado mais s ig n ific a tiv a , particulormente o sa­
cramento da penitencio, que ambos usamos agora com muito mais
resultado e frutos do que nunca" (pp. 10-115).
M ary Pat B rad ley, outra cató licadesdeo berço, a confir-
mar a assertiva do jesuíta Rahm e do casal Ranaghan, em cuja
resid ência, duronte uma reunião de oroção quondo todos os pre-
sentes o acompanhavam na reza do Mqgníficat foi atingida com
a renovação carism ática. A sua experiência, confessa, “ de ne­
nhum modo atrapalhou o interesse ou a participação na v i d a
institucional, nas realidadessacramentaisounas devoções tradi­
cionais da Igreja" (pp, 117-123).
A funcionária do hospital católico em Elwood, Indiana,
senhora John O rth , apresentar-nos-â o ultimo depoimento desta
série: "Assistia b missa e aos sacramentos regularmente, fazia
trabalhos paroquiais e tentava ser bondosa, procurando ajudar
meus amigos e vízinho6, embora eu mesma tivesse minha parcela
de sofrimento." "Queimada" pelo fogo pentecostal católico num
dos encontros avivalistas de Notre Dame, seu fervor aumentou e
declara: “ Meu interesse profundo pela missa aumentou e meu
amor e compreensão pelos clérigos também aumentou" (pp. 131-
132).
Diante destes depoimentos nada se tem a comentar. Con­
firmam as afirmações de Harold J.Rahm e dos Ranaghan.
Elas outrossím, nos incitam b compaixão d e s s a s pobres
almas.

* O cântico de Maria registrodopor L c . 1:46-55 que os de­


votos marionos transformaram em reza como louvor b Senhora.
Capítulo V

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO E O


BATISMO SACRAMENTAL

O LI VRO C A T Ó LIC O S P EN TEC O STA IS. que assanhou o


ondo ecumenisto no B ra sil, apôs um histórico, apresenta uma série
de depoimentos, os "testemunhos de apoio” , e , a seguir, entra
na parte doutrinária do assunto, objeto de suas paginas»
Hâ um aspecto do liv ro , bem ^como do obro de Harold J .
Rohm, SEREIS B ATIZADOS N O ESPIRITO, que me chama a aten-
çõo. E a honestidade' Nunco os dois tentaram sequer encobrir
as verdadeiras intenções e os reois objetivos do movimento pen­
tecostal cató lico : o reafervoramento dos católicos para a açâo
ecumenisto. A liá s , isto decorre com todos os documentos ponti­
fícios sobre o ecumenismo.
Qualquer evangélico sincero , portanto, que ler esses livros
ou esses documentos ficorá imunizado contra o vírus ecumenisto.
Se meu objetivo e cooperar com a causa evangélico em
geral e , em p a rticu la r, neste assunto, com a causo pentecostal,
preciso eximir-me do dever de desnudar o artimanha "cató lico -
pentecostal", o método deflagrado pela hierarquia romana no
intento de minar as forças evongélico-pentecostais.
Como resultado, portanto, focalizaremos certos aspectos
das tradicionais doutrinas católicas que oferecem arcabouço para
o "explosão pentecostal" nas ãreas romanistas.
Nessa conformidade somos forçados a usar a terminologia
doquela dogmática, aliás aplicada t a m b é m pelos dois livros
acima mencionodos.
Estas obras repetem várias vézes o vocábulo sacramento,
que, segundo a teologia ca tó lic a , se define como um sinat sen­
sível, instituido por Jesus Cristo para comunicar ao pecador a
graça d ivin a.
Sacramentum est signum sensibilequod, ex stabile institu-
tio n e C h risti,vim habet gratiae non solum significandae sed et
producendoe.
Rahm, o jesufta^renovado", à p . 199 do seu livro SEREIS
BA TIZA D O S N O ESPIRITO, confirma essa definição ao dizer:
"A graça nos é outorgada, em modo particu lar, a t r a v é s dos
sacramentos".
A firm a, ainda: "O s sacramentos conferem graça ex opere
operotq, isto é , de si mesmos.. . " ( p .203).
t um sinal sensível, isto é , m aterial. Assim, no sacromento
do batismo o sinal sensível é a água; na crisma ou confirmação,
bem como no unção dos enfermos ou extrema-unção, o óleo; na
eucaristia, o pão e o vinho; na confissão ou sacramento da peni­
tência, a declaração dos pecados; e tc.
Sacramento, portanto, é fe itiç a ria , pois sabe-se ser a
feitiça ria o atribuir-se um valor ou poder sobrenatural a um obje­
to m aterial. A ferraduro afixada na porta de uma casa paro evitar
"mau olhado" é fe itiç o ria . A cabeça descarnada de um boi morto
a ostentar os seus recurvos chifres erguida na ponta de uma vara
para evitar as pragas numa plantação, é fe itiç a ria . Feitiçaria é
a planta denominada "espada de S . Jorge" posto no terraço de
uma casa pora dar sorte. Feitiçoria é a figa que muitas pessoas
usom no desejo de serem felizes em seus empreendimentos. Tanta
e tanta f e i t i ç a r i a . . . Até o número 13 pode ser transformado em
artigo de fe itiç o ria .
Pora o crente em Jesus sacramento e fe itiça ria sõo sinôni­
mos. Ambos são a mesma coisa.

A teologia católica afirma que o sacramento é instituído


por Jesus C risto.
Pergunto: onde nos Evangelhos encontramos Jesus estabe­
lecendo poderes a objetos materiais ou sensíveis para nos conce­
der através deles a sua graça misericordiosa e salvadora?
Q ual é o instrumento - e único i n s t r u m e n t o - que Ele
requer jde nós para nos outorgar Sua graça e Suas Bênçãos?
E a fé . Fé segundo as Santas Escrituras. Fé n E le . E somente
nEle!
Ele salvo o pecador com a única condição d e, arrependi­
do, crer nEle como seu único e todo-sufic»ente Salvador.
No capitulo intitulado: "C O M O RECEBER O BATISM O
CO M Q ESPÍRITO S A N T O " , o livro C A T Ó LIC O S PENTECOS^
TAIS salienta: "Depois, você deve se conscientizar de que jâ
estã vivendo no Espirito através do batismo, da confirmação, da
santa eucaristia e dos outros sacramentos, tanto quanto através
da vida de oração e ação" (p p .271-272).
Penso que os evangélicos pentecostais repelem este ensino
romanista por estarem convencidosdeser a fé o instrumento pelo
qual Jesus batiza com o Espírito Santo.
Lembrando, porém, quea liturgia envolve todo o ritualis-
mo da administração, prático e celebração d o s sacramentos,
encontramos ò p. 227 do livro citado esta declaração:"É DEN ­
TRO DO PRISMA LITÚ R G IC O Q U E A REALIDADE E PROPÓSI­
TO DOS D O N S SE TO RN AM D E F I N I D O S 1'.
Pasmem ainda os evangélicospentecostafs.'Ap. 192encon­
tramos esto assertiva contrária as normas bíb licas: " . . . SEM A
V I DA SACRA M EN TAL DA IG R E JA C O M O B A SE, A S O RAÇÕ ES
QUE SÃO FEITAS PARA UMA R E N O V A Ç Ã O D O , E S P Í R I T O
SA N TO N Ã O TERIAM Q U ALQ UER S I G N I F I C A Ç A O " .

O clérigo Rahm concorda: ME é de notar que as pessoas


envolvidas na renovação carism ática demonstram, em g e r a l ,
maior respeito pelos sacramentos, que o comum dos fiéis" (ob.
c !t,p .2 0 3 ).
£ , portanto, p u e r i l supor-se que, em conseqüência do
C o n cilio Ecumênico Votícono I I , a chamada "Igreja" haja aberto
mão de suo cediça dogmático ou que os “ católicos renovados" se
rebelam contra e la . Na segunda parte do meu livro O ECUME­
N ISM O : SEUS O B JETIV O S E SEUS M ÉTO D O S, a sociedade,
demonstramos ser o catolicismo pós-conciltar idêntico ao ante-
co n cilia r. E nesto obro v e rifíc a -s e ò farta estarem os católicos
pentecostais em perfeita sintoniaeadm irâvel sincronia com toda
a teologia e práticas romanistas.
O primeiro dos sacramentos é o batismo. E no contexto
cató lico , o sacramento da iniciaçõo cristã. O ra , notem como os
católicos pentecostais K e vin e Dorothy Ranaghan veem a origem
do batismo sacromento. "A pratica religiosa de batizar nâo foi
criação da Igreja apostólica. Os rituais de p urificação , como o
banhar-se ou batizar-se, eram uma prótico cúltica e sociol da
époco. Temos visto que João Batista empregava a imersão em
águo como símbolo de arrependimento. Há outros referências do
batismo dos prosélitos judeus; um banho em água era parte do
ritual de in ic ia ç ã o , quando umgentiose convertia ao judaismo.
Entre os essênios que viviam em Qumran (locol dos pergaminhos
do Mar Morto), as lavagens rituais eram p a r t e integrante da
liturgia do comunidade. Podemos concluirquea Igreja apostóli­
ca em seu uso de imersão em água para in iciar os convertidos na
nova vida em C risto, estava adotando a sig nificativa atividade
cú ltica do seu meio ambiente" (pp. 160-161).
Calamidade dos calamidades' *
Segundo o teologia católico-pentecostol a Igreja apos­
tólica praticou o imersão em água porque adotou um rito cúltico
do seu meio am biente.. . Não reconhece ela haver os crentes em
Cristo doqueles primórdiosproticodoo batismo por ser ordenança
de Jesus (M t .28:19; M c .16:16)?
Atentem os evangélicos pentecostais para o próximo trecho
e verifiquem se concordam com os católicos avivados quando eles
conexam o batismo com o Espírito Santo e o batismo sacramental.
"A comunidade do Novo Testamento entendeu claramente
que a vindo do Espírito Santo estava ossociada com o batismo.
Em Mateus 3:11 e Lucas 3: 16, João Batista compara seu batismo
com o batismo concedido por Jesus que ê com “ o Espírito Santo
e com fogo*'. Há uma relação entre obatismode Jesus no Jordão
e o batismo cristão que v iria mais farde. "Aquele sobre quem
vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espí­
rito Santo" (João 1:33). Mesmo conduzindo ao batismo cristão,
o batismo de João nào tínho o mesmoqualídade ou sig n ifica çã o .
Foi a descida do Espirito Santo que transformou um ritual de puri­
fic a ç ã o , em um sacramento da vinda do Espírito Santo. O ritual
de João recebeu nova sig n ificação assímque os primeiros cristãos
experimentaram a vinda do Espírito Santo no Pentecostes" (p .
161).
Paro provar o afírmoçâo de que a comunidade dos prim iti­
vos cristãos "entendeu claramente que a vinda do Espírito Santo
estava associada com o batismo", invoca M t . 3 : l l e L c . 3 : 1 6 e
compara o batismo de Jo ã o , oprecursor,com obatismoconcedido
por Jesus que e com "o Espírito Santo e com fogo". As Escrituras
invocodas demonstram o oposto dessa pretensão, pois João distin­
gue enfaticamente o seu batismo do de J e s u s . Em seguida os
líderes pentecostais católicos se contradizem. Mas dogmatizam
que foi o "descida do Espirito Santo que transformouumritual de
p u rifica çã o , em um sacramento da v i n d a do Espírito Santo ".
T o lice ! O batismo com o Espírito Santo no Pentecostes nada teve
a ver com o batismo ordenança. Esta ordenança, com efe ito ,
havia sido estabelecida por Jesus.
à p . 162, ao mencionarem J o . 3: 1-2 1, sentenciam: “ No
texto , os cristãos primitivos viram a conexão entre o batismo e
o Espirito Santo ". Lembram, ainda nessa página, os cinco relatos
de Ates dos Apostólos (capítulos 2 , 8 , 9 : 1 8 , 1 0 e 19) onde ê men­
cionado o batismo em águas, para lembrar."Todos esses inciden­
tes nos falam que o Espírita tem uma conexão bem chegada, senão
inseparável com o batismo, segundo ê praticado em A to s".
Se observam ser de d ifíc il compreensão sobre a sua osser-
tíva o texto em Atos 8 , afirmam no mesmodiapasão das declara­
ções anteriores: "A conexão entre batismo e ser cheio com o
Espirito Santo é evidenciado em Atos 9” (p . 163).
Estendem-se em considerações sobre as cinco passagens de
Ates acima mencionadas e depois perguntam e teologizam: "Que
podemos concluir desses episódios em Atos? Todos eles relacio­
nam diretamente o Espirito Santo comobatismo. O derramamento
do Pentecostes, a fonte do batismo cristão, é um batismo no
Espirito e , finalm ente, nessas condições o E s p i r i t o é sempre
recebido de algum modo no contexto batismal. Assim sendo, o
acontecimento batism al, a celebração litúrgica da conversão e
in iciação na morte e ressurreição de C risto, é o ato normal
e básico para compartilhar o Espírito Santo" (p . 165),
Inexiste nos Sagradas Escrituras qualquer p a s s a g e m que
confirme essa teologia dos católicos renovados, a l i a s afinada
com a tradicional teologia católico-romana.
Os evangelicospentecostaís creem no batismo com o Espí­
rito Santo como uma segunda bênção posterior a conversão do
pecador.
Como os evangélicos pentecostais, os que admitem o batis­
mo com o Espírito Santo como uma segundo bênção, veem este
ensino dos católicos pentecostais, coincidente, a lió s, com a
tradicional teologia de Roma?
E por nos referimos à trodicional doutrina, com o intuito
de demonstrar o seu apego e submissão incondicionais à teologia
romana, os católicos pentecostais, com oela, se valem da Tradi­
ç ã o , a fonte de Revelação Divino além das Escrituras( no ensino
católico) para insistirem na tecla repisada: "Tudo indica que o
batismo que Jesus dó - o batismo com o Espírito Santo - veio a
ser identificado com os sacramentos cristãos da iniciação " (p .
168).
Ao defenderem o batismo com o Espírito Santo como uma
segunda bênção posterior a conversão, os evangélicos pentecos­
tais contestam ardorosamente os outros evangélicos quando estes
identificam o batismo com o E s p i r i t o Santo com a conversão,
oportunidade em que o pecador recebe o Espírito do Senhor. Por
isso têm havido muitas disputas, rivalidades, provocodas de am­
bas as partes.
Surpreende-me por muitos motivos o fato de uma editora
de pentecostais divulgar a tradução do livro do casal Ranaghan e
também por esta razão: a teologia católico-pentecostal identifi­
ca não o batismo com o Espírito Santo com o conversão, mas o
batismo com o Espírito Santo e o batismo sacramental cató lico ,
forçando absurda exegese de passagens b íb lica s, como v e rific a ­
mos, e se baseando na patrístico (trad ição ), insistem: “ O que
fica claro é que temos um acontecimento (batismo sacramental)
no qual ocorre simultaneamente, e podemos dizer até indistinta­
mente, a regeneração e o derramamento do Espirito. Os dois
estão tào bem relacionados1' (p . 171),
Lembram os vários lances do sacramento da regeneração,
que e o batismo segundo a teologia tradicional e pôs-concíliar
c a tô líc a , naqueles séculos dos "Pais da Igreja'’ , os órgõos da
Trad ição, a outra Fonte de Revelação,porque para a dogmática
romana, a B íb lia é insuficiente. E concluem: "Esse ritual (o ba­
tismo sacramental) no Igreja dos primeiros cinco séculos era o
batismo com o Espírito Santo" (p p .171-172).
E lembram: "Ê interessante observar o que disseram os Pais
da Igreja com relação às várias partes dos rituais de in icia çã o ,
particularmente em relação ao derramamento do Espírito. Vários
pontos são universalmente aceítos: 1 ) 0 Espírito Santo opera em
todo o r itu a l, através dos símbolos sacramentais.
2) O neófito nasce de novo no ritu a l; abandona o velho homem,
morre e ressuscita com C risto , como novo homem.
3) O neófito recebe o Espírito Santo no processo, junto com os
dons e frutos do Espírito" (p . 172).
Clamam aos céus tantos absurdos! Será que os crentes pen-
tecostoís e os renovados fecham os olhos? Poderão acaso encon­
trar eles alguma afinidade com a renovação carism ática católi­
ca?
O s "Pais da Ig re ja ", reconhecem-no os Ranaghan, dispu­
tavam quanto ao momento preciso em que ocorria o batismo com
o Espírito Santo durante as várias partes da administração do ba­
tismo-socramento: se no imersão, se na unção com ó leo , ou se
no comunhão eu carística. (Lembramos que a teologia c a tó lic a
romana se recheia de disputas e opiniões as mais contraditórias).
Embora controríondo as Escrituras numa coisa, porém, concorda­
vam de acordo com os próprios Ranaghan: "Podemos dizer basi­
camente que a inícloção cristã e ra , na I g r e j a P atrística, um
sacramento geralmente chamado batismo, e que no contexto
daquele acontecimento o novo nascimento e a recepção do Espí­
rito Santo tomavam lugar" ( p .173).
"O Ú N IC O PO N TO IM PORTANTE A Q U I É Q U E N O S
PRIMEIROS S ÉC U LO S , SER C H EIO CO M O ESPÍRITO S A N T O ,
RECEBER O S D O N S E FRUTOS DO ESPÍRITO PARA VIVER EM
C R IST O , ERAM PARTES IN TEG RAN TES DOS RITO S BATISMAIS
E PASCAIS" (p . 174).
Reafirmando osso velha doutrina p atrística, os católicos
pentecostais elucidam osignificadode sua experiência após tantos
anos de batizados: "o batismo com o E s p í r i to Santo, do modo
como usamos o termo, Foi derromodo na Igreja desde o domingo
de Pentecostes e através da completa celebração batismal ainda
hoje. A Igreja é cheia com o Êr.pírito Santo e , como Corpo de
C risto , ela recebe os dons e frutos do Espírito. O Q U E ESSE
N O V O M O V IM EN TO PEN TECO STAL PROCURA FAZER ATRA­
VÉS DE FERVOROSAS O R A Ç O E S , E PELA FÉ NA PALAVRA DE
D EU S, f PEDIR A O SENHOR QUE A T U A L IZ E , DE UM M ODO
C O N CR ETO E V IV E N C IA L , O QUE O PO VO CRISTÃO JÁ
RECEBEU" (p . 182).
Tudo acima em caixa alta para destacar. Continuamos em
caixa alta com o mesmo interesse porque desejamos chamar a
atenção dos evangélicos pentecostais para o que os católicos
renovodos entendem por batismo com o Espírito Santo nesta expe­
riência tào propalada:
"N A P R Á TIC A ÉM A ISU M A EXPERIÊN CIA DE REAFIRMA­
Ç Ã O DO Q U E DE IN IC IA Ç Ã O . Entre os católicos pentecostais
este batismo nem é um novo sacramento, nem é um sacramento
substituto" (p . 182).
Depois de repetir que o botrsmo com o Esofrlto Santo se
id entifica com o batismo sacramental, explicam os Ronaghan o
sentido do movimento que tanto entusiasmo d e s p e r t a entre os
evangélicos pentecostaiseavivados: "O Q U E O GRUPO CARIS­
M Á TIC O DE O R A Ç Ã O ESTÁ FA Z E N D O É O R A N D O , CO M FE
C O N F IA N T E , PELA CO N C R ETA R E N O V A Ç Ã O E C O N T IN U A ­
Ç Ã O D O BATISM O C O M O ESPÍRITO SA N TO NA V ID A DA
P E S S O A ... SE Q UISÉSSEM O S SER MAIS PRECISOS N Ã O DE­
VERÍAM O S FALAR D O R EC EB IM EN TO DO BATISM O CO M O
ESPÍRITO S A N T O , MAS DA R E N O V A Ç Ã O D O BATISM O CO M
O ESPÍRITO S A N TO " (p . 192).
Repito: NSe quiséssemos ser mais concisos nâo deveríamos
falar do recebimento do batismo com o Espírito Santo, mas da
renova$ão do botismo com o Espírito Santo".
A luz destas declarações os renovados e renovacionistas
católicos merecem o simpatia que lhes d e v o t o m certas faixas
evangélicos?
Aindo duas rãpídas citações do livro CATO L1CQ S PENTE­
CO STA IS a fim de demonstrar claramente as suas convicções
sobre o assunto. Transcrevê-los-emos em caixa a lta também:
"A O R A Ç Ã O PED IN D O O BATISM O COM , O ESPÍRITO
SA N TO E , SIM PLESM EN TE, UMA O R A Ç Ã O DE FE C O N F IA N ­
T E , PARA Q U E SEJA M R EN O V A D O S,E A T U A L IZ A D O S , EXIS-
T E N C IA L M E N T E , EM SUA IN IC IA Ç A O BATISM AL* (pp. 188-
189)
O BATISM O CO M O ESPÍRITO S^ N TO C O M O É CO M U-
MENTE USADO O TERMO P E LO S C A T O LIC O S PEN TECO STAIS
É PRECISAM ENTE UMA O R A Ç Ã O PELA RE N O V A Ç Ã O E ATUA­
L IZ A Ç Ã O D A IN IC IA Ç Ã O BATISM AL" (p .1 9 2 ).
Um dos constantes ardis da teologia católlco-romano é
u tiliza r-se da terminologia bíblico com sentido diverso.
A luz neo* testamentârío, Igreja é a congregoçõo de pessoas
regeneradas, mas para aquela teologia e a sociedade dos batiza­
dos (lembre-se o batismo In fan til) queaceitam asdoutrinascató­
licas e se submetem ao papo, a&uo pedra fundamental. Consoan­
te a B íb lia , conversãoenvolvearrependimentoe fé , mas o cato­
licismo aceita ser o batismo a conversão. Segundo as Escrituras
Cristo Jesus é o nossoUnicoe Todo-SuficienteSalvador, o Unico
Mediodor, o UntcoAdvogado, mas o Cristo da teologia católica
é diferente, pois não é único,um avezquerequer umaco-reden-
tora, uma medianeira de todas as graças, uma a d v o g a d a ... O
Cristo católico é muito diferente do C r i s t o , nosso Salvador,
embora os nomes sejam idênticos. Eenfileirarramosuma comprida
lista de nomes iguais com significações d iv e rs a s ...
Assim também a expressão batismo com o Espírito Santo.
Os católicos renovados conforme vimos, têm outra concepção
dessa exp eriên cia, embora usem a mesma expressão.
Como o uso desta terminologia lhes fa c ilita a investida
ecumenisto entre os evangélicos pentecostais, apregoam-na aos
quatro ventos.
Outrossim de renovação pentecostol, o c a t o l i c i s m o só
aceitou o nome porque até rejeita o dom de línguas como evi-
dêncio do batismo com o Espírito Santo.
Com efe ito , a maioria dos grupos pentecostais cre ser o
falar línguas estranhas a manifestação, a prova, a evidência do
revestimento do Espírito Santo pelo Seu batismo.
Os Ranaghan, porém, observam: " . . . para muitas denomi­
nações pentecostais o batismo com o Espírito Santo e a experiên­
cia dos dons tem sido um foco tão central que tende a exclu ir
outras ricas facetas da vida comunitária cristã* (o b .c it.p .1 9 6 ).
E à p .? 4 4 , especificam: " . . . A PESSOA PODE SER CHEIA
C O M O ESPIRITO S A N T O , SEM A EV ID EN C IA T A N G ÍV E L DAS
L ÍN G U A S ".
Insistem: "A LG U N S PEN TECOSTAIS D EN O M IN A C IO ­
N A IS SUSTENTAM Q U E A PESSOA SÓ É BATIZADA ÇO M O
ESPÍRITO SA N TO SE TIVER FALAD O EM L ÍN G U A S . E CLA­
RO QUE ISTO É JN TEIRAM ENTE IN A C EITÁ V EL DENTRO DA
T E O L O G IA C A T Ó LIC A " (p .2 7 7 ).
O sacerdote Rahm em seu tratado: SEREIS BATIZADO S NO
ESPÍRITO destinodo a reavivar os católicos, é taxativo: "Toda-
v to , para ele (Paulo) esse dom (o de línguas) nâoéo mais impor­
tante. De fato , na sua fila aparece entre os ultímos* (p . 150).
Sincrqnizodo com os Ranaghan, manifesto-se o jesuíta
renovado: ME a opiniõode alguns, sobretudo entre os de denomi­
nação pentecostal, que o dom de línguas é a "evid ência in ic ia l
da recepção do Espírito Santo ". Q uerem significar que, enquan­
to nào orarem em línguas, as pessoas nõo receberam o batismo
no Espirito . To d avia, o livro dos Atos nos mostra que esse dom
nào ê uma evid ên cia; o que é evidência é a tendência para o
"louvor inspirado". Pode ser em línguas ou em língua vernácu­
la ( A t .2 ,4 - 1 1 ; 8 ,9 - 1 3 ; 10,45-46)*' ( p .9 8).
O que mais se necessita dizer ou demonstrar para abrir os
olhos dos crentes pentecostais enredados no cilad a cle rical'?
Serâ que tudo o que demonstramos já não os convence da
impossibilidade de se considerarem os ■ c a t ó lic o s renovados"
incluídos no cumprimento da promessado derramamento do Espí­
rito ?
Capitulo VI

O AVIVALISM O C A TÓ LIC O DESPERTA


ACENDRADA SUBMISSÃO A HIERARQUIA CLERICAL

O C L É R IG O HAROLD J .R A H M , o jesuíta Instalado em


Campinas, Estado de Sâo Paulo, para o c e n d e r o estupim da
"explosão pentecostal" cató lico no Brasil e arrombar com o seu
impacto as comportas e barreiras antiecumenistas no meio evan­
gélico pentecostal, no fulcro da v e lh a , ce d iça , teologia cató-
lico-romana nestes tempos doassanhamentoda estupidez humona
apodada de teologia p ó s-co nciliar, e n f a t i z a a presenço dos
Apóstolos no maravilhoso fato do Pentecostes.
" . . . no Pentecoste os Apóstolossão"investidos com a for­
ça Ia do a lto como Cristo prometera ( L c . 2 4 ,4 9 )" (Harold J .
Rohm, o b .c it .p .6 6 ) .
Só os Apóstolos foram revestidos de poder? Somente eles
se encontravom no cenáculo?
Pelo v .1 5 do ca p ítu lo lP d e Atos dos Apóstolos sabemos que
"a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas" e pelos
vv 3 e 4 do capítulo 2 do mesmo Livro averiguamos que: "Foram
vistos por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais
pousaram sobre coda um deles. E todos foram cheios doEspírito
S a n t o " ...
Portanto, n ã o só os Apóstolos, mas todosJ
PertSnaz, renitente, alheio à exatidão dos informes bíbli­
cos, Rahm pergunta: “ Quais os efeitos, nos Apóstolos, da recep­
ção do plenitude do Espirito no Pentecoste?
Primeiramente, ensino-lhes toda a verdade ( . . . )
E esse amor ardente e sempre novo enche-os (os Apóstolos)
de força para testemunhar. Conhecemos como os Apóstolo®, de
tímidos que erom, se tornaram o u s a d o s na pregação de Jesus
Cristo ( . . . )
A forco era bem necessária aos Apóstolos que muito sofre-
riam pela Verdodede C risto , até darem a vida por ela" (o b .c it.
pp.68-69),
Rahm, encegueirado pela teologia de sua se ita , está obce­
cado e nõo consegue ler corretamente os relatos de Atos.

Realmente aos Apóstolos prometeu Jesus o Espírito da Ver­


dade para guiá-los em toda a Verdade ( J o . 16:13-15) - " e s s e
vos ensinará todas os cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos
tenho d ito ", explicou-lhes Jesus em J o . 14:26.
Aos Apóstolos coube a missão especialíssimo e única de
órgãos da Revelação D ivin a . Coube-lhes um magistério especial
e , de fato, antes de concluído o Novo Testamento, suas prega­
ções se constituíram em viva Revelação. Competia-lhes a incum­
bência de completar o depósitodaRevelação. Em conseqüência,
disse-lhes Jesus: " . . . tudo quanto tenho ouvido do meu Pai vos
tenho dado a conhecer" ( J o . 15:15) e s o b r e eles permaneceu
depositada a doutrina de C risto, total e íntegra como deve ser
anunciada a toda criatura (M t .28:20; M c .16:15). Por isso, são
eles os fundamentos da Igrejo (E f.2 :2 0 ; G I.2 :9 ;A p o c .2 1 :1 4 ;M t.
19:28).
No propósito de capacitá-los p a r a o desempenho dessa
incumbência especialíssimo é que Jesus lhes prometeu o Espírito
Santo. Este D ivino Paráclíto fá-lo s-ia cumprir cabalmente essa
missão: ensinando-lhes todas as cousas e fazendo-os lembrar de
tudo quanto Jesus lhes havia dito ( J o . 14:26).
Pelo Espírito Santoconduzídosà Verdade íntegra e , inspi­
rados, consignaram nos Livros Neo-Testamentáríos a Revelação
Total do Salvado r, com o objetivo de torna-la conhecida em
todas as épocas pelos Evangelhos e Epístolas.
Esse mesmo Espíritoílum inou-lhes os mentes quanto a obra
de C risto , nào sô imprimindo nelas os ensinamentos de Jesus, mos
concedendo-lhes, também, o significadoespirítual de Suas pala­
vra s. E surpreendentemente maravilhoso observar-se c o m o os
escritores dos Evangelhos puderam recordar-se de sermões inteiros
de Jesus, cada um do seu ponto de vistapessoal e possivelmente
não sabendo este o que aquele escrevera, e , no entanto, conta­
rem a mesma histó ria, sem conflitos e contradições.
Com a morte de Jo ã o , encerrou-se a Era Apostólica e o
Período Neotestamentario, ficando completa a Revelação D iv i­
n a. Os Livros do Novo Testamento substituíram a pregação oral
dos Apóstolos!
Enquadrado na dogmática c a tó lic a , porém, o jesuíta Rahm
escapa desta Verdade cristalin a porque interessa-lhe levar seus
“ renovados” a um apego íntimo e a uma sujeição estreita à hie­
rarquia e cle siá stica .
Ãqueles textos sobre a promessa do Espírito Santo feita por
Jesus, a teologia c a tó lic a , consoante sua praxe, junta J o . 14:16:
HE eu rogarei ao P a i, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de
que esteja para sempre convosco". E ainda M t .28:20: " . . . e eis
que estou convosco todos os dias até a consumoção do sécu lo ".
E com malabarismos de sofismas conclui com esses textos
haver Jesus instituído a sucessão apostólica através dos séculos
na pessoa dos bispos cató lico s.
D a í o interesse de Rahm insistir no fato de que o Espírito
Santo foi derramado sobre os Apóstolos paro ensinar-lhes, como
órgãos da Revelação N eo-Testam entária, toda aV erd ad ee lem-
brar-lhes tudo o que Jesus lh e sd isse ra (Jo ,1 6 :1 3 -1 5 ;1 4 :2 6 ), des­
ceu Ele também sobre todos os discípulos a fim de lhes dor a
força para testemunhar ( L c .24:49; A t . 1:8) até com o risco da
própria v id a . Então, o primeiro a testemunhar com a própria vida
foi Estevõo, que nõo era Apóstolo, mas "cheio de fé e do Espí­
rito Santo" ( A t .6 :5 ), "cheio de fé e de poder" ( A t . 6 :8 ). Em
prisòes tantos testemunharam com poder, com o forçado A lto , o
Nome de Jesus na ocasião em que Saulo açulava ainda mais em
ôdio por causa do heroísmo de Estevão, "ossolavaa I g re j a , en­
trando pelas casas; e , arrastando homensemulheres, os encerra­
va na prisão" (A t. 8 :3 ). Com o derramamento do Espírito torna­
ram-se, não só os Apóstolos, mas sim todos os discípulos por Ele
ungidos, ousados na pregação de Jesus Cristo.

No interesse, porém, de promover a sua hierarquia, o


jesuíta "renovado" de Compinas limita aos Apóstolos o revesti­
mento de poder.
No livro C R ISTO ? SIM ' PADRE? N Ã O : :: e no capitulo
X I de O ECU M EN ISM O : SEUS O B JETIV O S E SEUS M ÉTO D O S,
ambos de minha autoria, cuja le itu ra, com humildade, empenha­
do e com insistência, recomendo, demonstra-se a identificação
na teologia católico-romana da Igreja com a sua hierarquia. A
Igreja é a hierarquia (= os bispos ligodosao popa). A hierarquia
é a Ig reja. Em seus primórdios o catolicismo se cognominava de
Igreja da H ierarquia.
Se cabe b hierarquia, no seu munus santificador (? ) con­
feccionar e administrar os sacramentos, o derramamento do Espí­
rito Santo se faz "através da Igreja" (Ranoghan, o b .c it.p .1 6 8 ).
Os mentores do movimento carismático cató lico , a serviço
de sua hierarquia conjugam todos os e s f o r ç o s por levarem os
"renovados" a uma adesão mais estreita com e la , embora, para
se desincumbirem dessa tarefa, torçam e retorçam as Santas Escri­
turas.
Os Ranaghan, na obra C A TO LIC O S PENTECOSTAIS se
extendem em varias observações sobre A t .2 após transcrevê-lo,
ressaltando em primeiro lugar: *1) O cerne do capitulo é que a
Igreja prim itiva foi cheia do Espírito Santo" (p . 157). Essa Igreja
na mente cató lico , é a sua hierarquia, noquela oportunidade do
Pentecostes consubstancioda apenas nos Apóstolos.
Rahm, o m entoreclesiásficodo pentecostalismo no B ra sii,
afínaao com a 5.00 teologia c le r ic a l, corrobora os Ronaghan: "A
Igreja é o grande meio, o meio ídeol da salvação ( . . *) Ela é o
grande depositária da graça, que dispensa, peio Espírito, em
todos os mistérios renovados da vido do Solvador, no seu ciclo
lítúrgiço" ( o b .c it .p .8 0 ) .
E verdade* O próprio C o n cilio E c um ê n i c o Vaticano II
(Constituição Dogmático Lumen Gentium § 48 e § 54) reafirmou
o velho dogma de que "Fora da Igreja nào há salvação" EXTRA
EC C LESIA N U LLA SALU S.'
N a p . 159 o livro do casai Ranaghan, porque cabe a hie­
rarquia o produzir e a p lica r os sacramentos, afirm a: "Somente
pelo fato de ser v iv ifica d a pelo Espírito é que a Igreja continua
a celebrar o mistério pascal de C risto , em palavra e sacramento,
fazendo presente e eficiente em cado g e r a ç ã o a plenitude da
redenção"•
Afirm oção essa também a n ti-b íb lica porque, segundo os
Escrituras, a redenção se torna presente e eficiente em cada um
quando c rê . A fé é o õnico v eícu lo por porte do pecodor pelo
qual Deus lhe comunica Sua G raça redentora.
Interesso aos mentores da renovação carismática romanista
Incuicar a outoridaáe pontíficiacom obasefundam entalda Igreja
da Hierarquia que ao descrever os fotos do Pentecostes, após a
transcrição de A t .2 acima referid a, sob o it e m 4 , comenta:
"Pedro, assumindo seu papel de l í d e r . . . " (p . 158).
Aos evangélicos pentecostais simpatizantes dos católicos
renovados peigunto: onde e com oem At.2 se nota, ou se vislum­
bra, pelo menos, o papel de líderonça por parte de Pedro, que
cs Ranaghanr como fervorosos cató lico s, viram ?
Sintonizados com a teologia ca tó lic a , com e fe ito , reco­
nhecem não ser a B íb lia Revelação d efinitiva e completade Deus
para o homem da Historio deste mundo. A p ãg ina202do seu livro
relacionam assim os dons carismáticos: "p ro fe cia , se rviço , ensi­
no, exortação, generosidade, liderança, m isericórdia, aposto-
lado, eypngelismo, palavra de sabedoria, palavra de conhecl-
mento, fé , cu ra, milagres, discernimento de espíritos, línguas
e interpretações de línguas". "A Ü s ta é longa, mos na REALIDA­
DE É IN F IN D Á V E L " ( p .202).
Na assertiva por mim posta em caixa alta se manifesta a
idéia da evolução constante da R evela çã o D ivin a , também nesta
m atéria, segundo e le s. Por Isso os c a r is m a s mencionados por
Paulo, afirmam, “ são simplesmente exemplos". Portanto, não
são exclusivos e competeà hierarquiaam plia-lose d iscerní-lo s,
pois "o papel do hierarquia em si mesmo é carism ático, um o fício
concedido pelo Espírito Santo" ( p .2 0 3 ).Em conseqüência,"assim
também quando novas estruturas evoluem na Ig re ja , elas também
são cheias do Espírito de Deus" (p ,2 0 3 ).
Porei em ca ixa alta para caracterizar oulTa vez a idéia da
constante evolução retro referida: "Q U A N D O N O V A S ESTRU­
TURAS EVO LUEM N A IG R E J A " , porquanto na própria concei-
tuaçao católico-romana dosRanaghan, todos os mudanças da sua
Igrefa são carismas.
"N ão estamos dizendo que somente os dons alistados em
I Coríntios são carismas. Todos os outros dons do Espírito em suo
Ig re ja *, teologizam os Ranaghan, "são carismáticos do mesmo
modo" (p . 206).
Os dons, os relacionados n a B íb liae o s criados pela hierar­
quia (= a Ig re ja ), sucessora do colégio apostólico liderado por
Pedro, "S Ã O CARISM ÁTICO S D O M ESM O M O D O ", porquanto
a ela cabe peosseguir a Revelação na conformidade com os ensinos
pontifícios.
No contexto da dogmática romana, lastro do movimento
avivolista católico^ nada há de se estranhar a petulante procla­
mação: " O C O N C IL IO V A T IC A N O II PERMANECE C O M O O
M AIS Ó B V IO E CEN TRAL RECEPTOR DOS DONS DO ESPÍRITO
EM N O SSO S D IAS" (p .2 0 4 ).
E ainda esta outra:
"ESPERÁVAM OS Q U E O C O N C ÍL IO F O S S E UM A C O N ­
TECIM EN TO "P E N T E C O S T A L", UM DERRAMAMENTO DO ES­
PÍRITO S A N T O . E FO I MESMO" (p .2 3 2 ).
Destacamos com o desejo de fa c ilita r a leitura aos míopes
cujas lentes óticas estejam fracas*

O ovivamento cató lico , portanto, crê estar agora aconte­


cendo o derramamento do Espírito anunciado por Jo el 2;2 8 -2 9 ,
pois os bispos, os hierarcas, partícipes desse C o n c ilio , espalha­
dos por toda a terra, enchem a todos com a plenitude do Espírito.
A grande evidência desse fato é o assanhamento episcopal a
infundir sob a normas conciliares um reafervoramento em seus
fiéis através dos diversos "movimentos de apostolado" •
Dentre estes hâ o renovacíonista ou carismático estreita­
mente jungido a hierarquia e destinado a agredir com o ecume­
nismo as âreas evangélico-pentecostais.
Então, o clérigo Harold J . Rahm concita: MUm cristão,
cuja vida é conduzida pelo Espírito, não porâ nunca em questão
a obediência devida às diretivas da I g r e j a ou do sucessor de
Pedro, o Cristo v isív e l na terra” (o b .c it .p .3 8 ) .
“A Igreja também preciso de nós", ensina aos seus dirigi­
dos. "E nela que iremos progredindo* Notemos a palavra de
santo Agostinho: "Um homem possui o Espírito Santo na medida
do seu amor pela Igreja de C risto ", E o nosso amor se manifes­
tara por mais respeito, maior doação, melhor acatamento das
suas d ire tivas, maior zelo pelo seu bom nome" (Harold J . Rahm,
o b .c it .p .1 3 5 ).
E e is , como resultado, os c a t ó l i c o s pentecostais mais
subservientes aos seus bispos e ao papa. Se reafervorados pela
“ experiência carism ática" ( ? ) mais se fanatizam pela I g r e j a
( « Hierarquia) porque quanto mais a servem mais possuem o Espí­
rito Santo.
E frisante o testemunho da senhora John O rth: " . . . meu
amor e compreensão pelos clérigos também aumentou" (Ranaghan
o b .c it .p . 132).A lia s , em todos os depoimentos enfileirados no
capítulo 4? deste livro se constata uma mais intensa odesão à
hierarquia c le ric a l por parte dos "católicos carism aticos".
Escapando, a lia s , da égide do seu bispo, o auferidor dos
dons espiritu ais, o cató lico ren o vad o se In u tiliza . D a ío 11Decre­
to sdbre o Apostolado Leigo", do C o n cilio Ecumênico Vaticano 11
e citado a pagina 233 do livro dos Ranaghan, a respeito dos dons
espirituais, estabelece: "O superior deve fazer um julgamento a
respeito do verdadeira natureza e usoapropriodo destes dons, nâo
para extinguir o Espírito, mas para testar todas o$ coisas e esco­
lher o que ê bom" (I T s .5 :1 2 ,1 9 ,2 1 ).
Verifíquem-se os versículos bíblicos citados. Nada têm a
ver com o anunciado do Decreto. S erviu , porém, para iludir os
incautos com a suposição de que o catolicismo hoje segue, ou
procura seguir, a B íb lia .
A lia s , os documentos deste último Concilio estão repletos
destes enganos. Faltou aos dois mil e quinhentos e tantos bispos
conciliares oportunidade de ler os textos e foram - sine ullo
descrimine - a esmo e ao acaso citando números de capítulos e
versículos da B íb lia .
Feita essa observação, a luz do citaçõo acim a, que con-
clue este capitulo, os evangélicos pentecostais concordam ter o
bispo capacidade de "julgamento a respeitoda verdadeira natu­
reza e uso apropriodo dos dons"?
Mas o controlo por parte dos híerarcas romanlstas produz o
efeito de conservar seus fiéis "renovados1* sob a pontifícia auto­
ridade, e a serviço do ecumenismo entre os protestantes.
Capítulo V II

O REAVIVAM ENTO IDOLÁTRICO DOS


CATÓ LICO S PENTECOSTAIS

DE A L G U N S TEM PLOS romanos retiraram-se imagens?


Sem se sondarem as verdadeiros razões e os reais objetivos
dos clérigos supostos "iconoclastas" proclama-se haver, no seu
plano de transformações e inovações, o catolicismo supresso o
culto de imagens.
O uço sempre declarações entusiastas sobre o N O V O CA­
T O LIC IS M O ( ? ? ? ) , inclusive por jornais evangélicos obrigados
a primar pelo cumprimento do dever de bem inform ar, sinônimo
de bem orientar a opinião p ú b lica . Alguns d e l e s atrelados à
carruagem embandeíroda e festiva do e c u m e n is m o objetivam
agradar a -todos e alisar tudo.
Pois bem, o N O V O C A T O LIC IS M O ( ? ? ? ) , que de novo
sô tem o seu assanhamento, no C o n cilio Ecum ênicoVoticano I I ,
confirmou, ra tific o u , sancionou o cultoàs imagens, ou iconola-
trio .
" . . . OBSERVEM R ELIG IO SA M EN TE O QUE EM TEMPOS
PASSADOS FO I DECRETADO SOBRE O CU LTO DAS IM A G EN S
DE C R IST O , DA BEM -AVENTURADA V IR G EM E DOS SA N TO S”
(ContítuiçÔo Dogmático Lumen Gentíum § 67).
A próprio Constituiçõo Socrossontum Concílium , recheado
de normas e prescrições poro o culto romano, sem embages, pro­
c la m a - : "FIRM E PERMANEÇA O COSTUME DE PROPOR NAS
IG R EJA S AS SAGRADAS IM AG EN S'A V EN ER A Ç A O D O S FIÉIS "
( § 125).
Continuam outrossim os sacerdotes a benzer ícones e a
instruir o seu povo sobre o assunto. Um fervoroso líder de cursi-
Iho saiu-se com o novo argumento apreerxüdo n u m a de s u a s
reuniões: o culto de imagens só é idolatria quando praticado por
alguém que nào crê em Deus. Isto é , a crença em Deus legitima
esse culto.
Ê ! Eis uma novidade no catolicismo pós-concíliar! Um
argumento novo em sua d ia lé t ic a .. .
Suponhamos, todavia, - e suponhamos só para efeito de
exposição - que a hierarquia cancelasse e abrogasse a sua ico-
nologia ou culto de imagens.
Continuaria id ó la tra !!!
Sím , continuaria idólatra porque os seus sacramentos sâo
id o latria.
Sím , continuaria idólatra porque o seu culto aos santos é
id o latria.
Sim , continuaria idólatra porque o culto bsua hierarquia,
ao papa especialmente, é id o latria.

Sim , continuaria idólatra porque o culto a Maria é idola­


tria .
Sím , continuaria idólatra porque a missa é o seu supremo
culto idólatra.
Catolicism o é iconolatria, m ariolatria, santolatrio, papo-
la tria , hierarquiolatria, eucaristíolotria, sacram entolatria.. .
O culto bs imagens, embora importante noritual católico,
é acessório. Qualquer cotólíco reconhece numa im a g e m um
símbolo, uma representação, otravés da qual cultua o santo de
sua devoção.
Mas na eucaristia ele adora Jesus C risto , com Seu Corpo,
Sangue, Alma e Divindade tão realmente como esta no céu.
Com efe ito , na eucaristia ou missa há, segundo a teologia
romana, duplo aspecto: a presença real de Cristo e o sa crifício
incruento.
Acontece a presença real com a tronsubstanciaçõo operada
durante a missa pelas palavras consecratórias sobre o põo e o
vinho . Aquele pão e aquele vinhopela magia da " consagroção"
trarsubstanciam-se, transformam-se verdadeira e realmente em
Jesus Cristo apesar de conservarem suas característicos aciden­
tais ou exteriores à sua substância como o cheiro,sabor, peso,
dimensões, configuração.
Em sua carta e n c íc liç a Mysteríum F id e i. sobre a eucaris­
t ia , o papa M o n tin i, o cognominado Paulo V I , repisa a velha
doutrina: "Esta presença chama-se r e a l .. . porque ésubstancial,
quer d iz e r, por ela esta presente, de fato, C r i s t o completo,
Deus e Homem1' ( § 3 9 ) . Em conseqüência, o cató lico deve pres­
tar à hóstia o "culto latrêutico , que só a Deus compete" (idem,
§ 5 5).
A Sagrada Congregação dos Ritos, em 25 de maio de 1967,
por sua Instrução Eucharisticum Mysterium, estabeleceu normas
para as modificações rituais na celebração da missa. No item 3 ,
letra F , porém, a fim de que ninguém se c o n f u n d a ao supor
erroneamente modificaçõesdoutrinâriassobreoassunto, salienta:
"Ninguém deve duvidar de"que todos os fié is cristãos, segundo
o costume sempre recebido na lgre|o C a tó lic a , prestam a esse
santíssimo sacramento a veneração e o culto de adoração que só
se deve a D e u s.. . Com efe ito , também no sacramento que se
conserva deve ele ser adorado, p o isq u ealíestâ substancialmen­
te presente por aquela conversão do p õ o ed o vinh op elo C o ncilio
Tridentino apropriadamente chamada " transubstanciagão" .
Se os outros sacramentos são apenas sinais m ateriais, sen­
sív e is, para a comunicação da g raça, a eucaristia é o próprio
C risto, o próprio Deus, autor da graça.
O cató lico , portanto, ao seajoelhardiante de uma hóstia
presta um culto idolãtrico a um pedaço de pão, porquanto os
relatos evangélicos sobre a Ceia do Senhor desautorizam a dog­
mática romana sobre a tronsubstanciaçõo e o culto eucarístico.
A missa é a suprema id o latria .'! I
O outro aspecto da eucaristia que também aberra das Escri­
turas e tenta conspurcar o valor infinitoda Morte de Jesus Cristo,
é o do s a c rifíc io .
Aquela Instrução da Sagrada Congregaçãodos Rítos doutri­
na ser a missa "o sa crifício peloqualse perpetua o S acrifício da
Cruz" ( § 3 ) . E na Constituição Dogmótica Lumen Gentium , o
C o ncilio Ecumênico Vaticano II afirma que cs padres “ pela cele-
broçôo sobretudo da missa oferecem sacramentalmente 0 S acrifí­
cio de Cristo" ( § 5).
Segundo a teologia romana na missa se repete, se renova,
o S acrifício de Jesus C risto. Em cada missa, no instante da cha­
mada consagração, acontece a morte de Cristo, que é demons­
trada pelas duas espécies (pão e vinho) separadas: o pão que é a
Sua Carne e o vin ho , o Seu Sangue.
Se a missa é a suprema idolgtría, também é o supremo
escârneo ao S a crifício de Jesus, Unico e Todo-Suficiente por
ser de volor ín fín íto .
Jesus é Deus e Homem , Como Homem sofreu e morreu. E
como Deus valorizo ao infinito esse S a c rifíc io . Sendo, portanto,
de valor infinito não pode repetir-se nem se renovar.
V erifica-se também neste pontoque o Jesus Cristo do cato­
licismo romano nao é o nosso Bendito, Unico e Todo-Sufíciente
Salvodor, Jesus C risto , cuja Morte é de volor infinito .
Contra o catolicismo militam três potências: a H istória, a
Razão e a B íb lia .
A luz da Razão, do bomsenso, constata-se acima o absur­
do da missa, aínda como sa c rifíc io .
Se os relotos bíblicos da instituição da Ceia do Senhor não
autorizam esta doutrina irra cio n a l, a B íb lia toda se levanta con­
tra e la .
Como explicar-se a teologia s a c rifíc ía l da missa a lu z ,
por exemplo, de Hb. 10:10: 11Na qual vontade temos sido santi­
ficados pela oblaçõo do Corpo de Jesus Cristo feita uma v e z” ?
E de H b .10:12 e 14: “ Mas Este (Jesus) havendo oferecido um
único sa c rifíc io pelos pecados, esta assentado para sempre a
dextra de Deus ( . . . ) Porque com uma só oblaçâo aperfeiçoou
para sempre os que sâo santificados" ? M as, para o catolicismo
"o mistério eucarístico é verdadeiramente o centro da Sagrada
Liturgia e mesmo de toda a vida cristã" (instrução Eucharisticum
Mysterium, § 1 ). O C o n cílio Ecumênico V aticano II em tantas
vêzes salientou esta importância suma da eucaristia como, por
exemplo, na sua Constituição Dogmática L u m e n Gentium ao
chamá-la de "centro da Igreja Universal" ( § 6 8).
Em conseqüência, na eucaristia centralizo-se todo o culto
católico-rom ano, porque, consoante Paulo V I , e la é "o coração
e o centro da Sagrada Liturgia" (Mysterium F id e i, § 1 ).
No contexto dessa doutrina a demonstrar o máximo signi­
ficado da missa, evidencia-se o valor que lhe devem atribuir os
católicos reavivados.
Por isso, tornam-se eles mais fervorosos participantes da
missa quando alguns sâo batizados com o Espírito Santo ( Rana­
ghan, o b .c it .p . 184), conforme observamos em capítulo anterior
nos testemunhos registrados no livro C A T Ó LIC O S PEN TECO S­
T A IS .
M ary M cCarthy declarou: "A assistência diária a missa
tornou-se minha maneira de v iv e r" ( p .45).
Patrícia G allagher conta que recebeu o batismo com o
Espirito Santo "enquanto estova de joelhos, em oração, diante
do santíssimo sacramento" ( p .4 8 ). E informo: "Sinto-me mais
devota do que nunca aos sacramentos, especialmente ò eucaris­
tia " (p . 5 1).
Thomas N o e , depois do batismo com o Espírito Santo des­
cobriu "um novo grau de sig n ificação em todos os sacramentos,
especialmente na confissão e na eu caristia. Cheguei a entender
de maneira mais perfeita a eucaristia como s o c r ifíc io .. . " (p .

92)‘
Ao relatar a sua experiência pentecostal, a senhora John
Orth destaca: "meu interesse profundo pela missa a u m e n to u ..."
( p .132).
E o caso de Tom Bettler? Durante uma missa "fe z profissSo
de fé e foi oficialm ente recebido no Igrefa C a tó lica , tendo rece­
bido a sua primeira comunhão" ( p .71).

O clérigo Rahm, a lia s , acha "natural que após a purifica­


ção sacram ental.. . e a recepção de Cristo na eu caristia, muitos
sejam batizados com o Espírito Santo" (ob. c it .p . 199). E a pagi­
na 217, do seu livro afirma: "Uma das notas características dos
que se entregam ao Espírito Santo é um grande amor a C risto , um
afervoromento da devoção à eucaristia. A necessidade de vivên­
cia eucarístico é uma das consequênciasdobatismo no Espírito
Santo” (o b .c it ).

Diante das informoçõesapresentadassobreadoutrinaeuco-


rístíca , pergunto aos evangélicos pentecostais: concordam ser a
vivên cia eucarístico , isto é , a devoção constante à eucaristia,
um dos resultados, um dos frutos do batismo com o Espírito San­
to?

Se algumenvenenodocomotóxico ecumenista julga isso


sem im portância, ou acredita que um d e v o t o da eucaristia
(» eucaristiólatra) possa ser batizado com o Espírito Santo, então
que se ajoelhe também diante da hóstia, engula-a e rasgue a Bíblia.
No caso, o entoxicado pelo ecumenismo concorda ainda
com o clérigo mentor da eclosão o vivalista no B rasil, Rahm,
quando d iz: "Entre os sacramentos, a eucaristia lhes merece uma
devoção toda especial. A i é que têm a união mais intima não só
com Jesus, mas com o Pai e com o Espírito Santo" (ob. c it . p.
40).
Rahm continua com o palavra: "A passagem de Cristo sobre
a terra tinha que ser transitória. No entanto ele soube f i c a r
"até a consumação dos séculos" (M t ,28:20) pelos seus dois mag­
níficos dons: o presença eucarístico e a presença do seu Espíri­
to" ( o b .c it .p .6 7 ) .
Quanto a suo permanência entre os crentes pelo Seu Espí­
rito , o Consolador, creio de todo o coração e a sinto em meu
íntimo e o reconheço em minha v id a .
E o toxicômano ecumenisto concorda com o permanência
de Cristo pela eu caristia?
Pergunto ao povoevangélicopentecostal: Jesus pode bati­
zar com o Seu Espírito um incrédulo?

Jesus pode batizar com Seu Espírito bquele que rejeita


esse D ivino Espírito quando o quer convencer do seu pecado?
Jesus pode batizar com oSeu Espíritoobêbadoacam balear
pelas ruas?
Jesus pode batizar com Seu Espírito a prostituta agarrada
ao seu bordel?
Jesus pode batizar com Seu Espírito o esp iritista, cujas
doutrinas básicas sào a reencarnaçào e a invocação dos mortos,
ambas condenados pela B íb lia ?
Jesus pode botizar com Seu Espírito o Índico que crê no
valor regenerador das águas do rio G a n g e s em benefício dos
mortos nelas imersos e que presta culto a vaca por a cre d itá-la
sagroda?
Jesus pode batizar com Seu Espírito o terrorista, o sangui­
nário, o lodrôo permanentes na sua contumácia?
E Jesus que nâo batiza com Seu Espírito o pecador irrege-
nerado, empedernido, batizará o idólatra só porque este idólatra
d iz crer também n Ele ? Vem-me íi lembrança oquela palavra de
Jesus registrada por M t.7 :2 1 : "Nem todo o que me diz Senhor,
Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade
de meu P a i, que está nos céus",
Poderá Jesus botizar o idólatra seguidor de doutrinas de
homens?
Por muita boa vontade que se tenha para com os cató lico s,
'b vista do culto eu carístico , só podemos considerá-los idólatras.
Mas e as manifestações em seus encontros a viva listas? Nõo
procedem de Deus?
Poderá parecer dura, mas p ro v e m da pura realidade a
seguinte conclusão: AS EXPERIÊN CIAS PEN TECOSTAIS CA TÓ ­
LICAS N Ã O PROCEDEM DE DEUS:
N Ã O SÃO DE D EU S.'.':
Se procedessem de Deus, então também de Deus seriam as
manifestações dos centros espíritase terreirosde macumba. Nes­
tes lugares também se fala o Nome de Deus.
Para se chegar a essa conclusão nem se necessita do dom
de discernimento dos espiritçs (I C o r .12:10). Quem conhece a
Bib lia e a reconhece como U N lC A REGRA DE FÉ rejeita como
espúrias, falsas, ardilosas e enganadoras as "manifestações ca­
rismáticas" dos "católicos pentecostais".
Católicos pentecostais? Essa nõo.']!
Católicos pentecostais? Um absurdoò luz da B rb lio JJJ
Capítulo V III

OS "C A TÓ LIC O S PEN TECO STAIS", FIÉIS


DEVOTOS DA VIRGEM MARIA

D EPO IS DO C U lT O e u c a rís tic o , o culto a M aria é a outro


grande aberração do catolicismo romano, t a pior de todas os
suas pragas 1
E a pior de todas as suas pragas?
E x p lic o .
Todos os católicos creem na m issaeaceitam os ensinos dos
seus clérigos quanto a hóstia, mos grande parte nõo tem a vivên­
c ia eu carístico . Grande maioria nào comungo a obréia. Grande
moiorio, conquanto c re ia , porém nàoéossiduaàm issa dominical
imposta sub gravi por preceito da hierarquia.
À chamada "N O S S A S E N H O R A ", contudo, o apego e a
devoção são profundos e generalizados. A v iv ê n cia mariano é
impressionante porque os sentimentos filia is são arraízados em
qualquer coração por mais embrutecido no crime e no perversi­
dade. O clero sabe oproveítor-se diabolicamente deste senti­
mento para condicionar o psíquico dos seus fiéis o devoção
a M a ria .
Somente depois de muitos sofrimentos e lutos quando con­
frontava, oo tempo de sacerdote ca tó lico , as doutrinas marianas
com a B íb lia , fui liberto, pelopoder de Jesus, também da marÍo-;
la tria .
I j o acendrodo no espírito católico o culto a Mario que
dele se ocupou a sociedade o Concilio Ecumênico Vaticano I I ,
tido e havido como o acontecimento que abriu nova era para a
seita po ntifícia.
Efetivamente a Lumen Gentium , a Constituição Dogmática
sobre a Igreja, o documento máximo por ser a fonte de todos os
demais Decretos e ConstituiçõesdoConcííioVaticano I I , reserva
grande destaque paro o teologia mariana.
Através dessa Constituição "é aprím eiravez que um Con­
c ilio Ecumênico apresenta síntese tão vasto no doutrina cató­
lica acerca do lugar que Moria Santíssima ocupa no mistério de
Cristo e da Ig reja ", declarou o papa M ontini, em seu discurso
de encerramento do III Sessão do referido Vaticano I I , em21 de
novembro de 1964, oportunidade em que Maria foi proclamada
MÃE DA IG R E J A .
O C o ncilio Vaticano II abriu nova etapa no catolicismo
denominada de EPO CA MARIAL sob os anelos e votos do pontí­
fice : "Auguramos pois, que, com a promulgaçãoda Constitui­
ção sobre a Ig reja, selada pela proclamação de M aria, Mãe da
Igreja, isto é , de todos os fiéis e pastores, o povo cristão se
d irija ò Virgem Santa com maior confiança e ardor, e a Ela tri­
bute o culto e o honra que lhe competem.. (Paulo V I na mes­
ma alocuçâo de 21 de novembro de 1964),
Confirmou o C oncilio Vaticano II todos os antigos dogmas
relativos a M aria: maternidade d ivin a , virgindade p e r p é t u a ,
imaculada conceição e assunção corporal aos céus e endossou
todas as velhas práticos devocionais em sua honra.
Inovou-lhe o dogma de MÃE DA IG R E JA , MATER ECC-
LES IA E. " . . . a Bem-Aventurada Virgem Mario é invocada na
Igreja sob os títulos de A D V O G A D A , A U X ILIA D O R A , A D JU -
T R IX , M ED IAN EIRA" (Lumen Gentium § 62).

N a tessitura do novo d o g m a m ariolátrico, sob o título


MAE DA IG R E J A , M aria é Advogada, A u xiliadora, Adjutrix e
M edianeiro.
O jesuíta Harold J , Rahm, devoto da "Senhora de Guada­
lupe, Roinha das Am éricas11 (ob. c it .p . 15), conduzido ao Brasil
"pela bondade da Senhora Aparecida11 ( o b .c it .p . 16), o jesuíta
Rahm, na incumbência de mentor a vivalista do catolicismo pen­
tecostal no B rasil, como n3o podia deixar de se r, tem em seu
livro SEREIS BA TIZA D O S N O ESPIRITO uma exposição sobre o
assunto. Transcreve- lo-ei entremeada de comentários, ipsis verbis,
porque os nossos irmãos crentes em Cristo vinculados ao grupo
pentecostal precisam de saber para se imunizarem do virus ecu-
menista a infeccionor suas áreas através das chamadas "experiên­
cias pentecostais ca tó lica s".
Em sua pieguice m a ria l, o jesu ítareavivalista recorre, no
intento de relacionar M aria com o Pentecostes, a Nino Salva-
neschí D ali O g lio (in U N FIO RE A M A RIA , M ilano): "Quando,
após a morte de Jesus, os primeiros apóstolos reunidos em torno
de Nossa Senhora, ouviram-narelembrarosepisódios de N aza­
ré , Belém e Jerusalém , a sua voz foi para os discípulos a voz
do Espírito Santo. Cristo tinha confiado a humanidade redimida
ao Espírito Santo e à M ario . Assim, o C a l v á r i o e oCenãculo
uniam a Virgem e o Paráclito" ( o b .c it .p . 197).
O católico avivad o , de acordo com Rahm perfeitamente
sincronizado com a teologia pós-concíliar de sua s e ita , por suo
vez em excelente consonânciacom atradicionaldogm ática pon­
t if íc ia , precisa imitar a única devoçâode Jesus no terra: a devo-
ç â o a M a r ia . E "que continua sendo a devoção de J e s u s no
c é u j" ( o b .c it .p .4 1 ).
Por outro lado, estimula-lhes acendrodo fervor a M aria
porque ela "alconça paro os batizados no Espirito uma "píenitude
crescente", e uma penetração mais íntima nesses mistérios, que
Cristo quer reviver em cada um pelo Espirito Santo" (o b .c it .p .
41).
A todo custo anseia in cu tir nos católicos "pentecastalizcr
dos" como aconteceu, por exem plo, ao casal Lou (Ranaghan,
o b .c i t .p .114), a Thomas Noe (idem , ib id e m ,p .9 2 ), a Jim C a v -
nar (idem , ibidem, p . 256) o espírito de dependência de Maria
e , por isso, opôs descrever o acontecimento do Pentecostes,
pretende exp licar porque b luz d e s s e foto, Maria é MAE DA
I.G REJA: "N ão queremos terminar esta reflexão , escreve Rahm,
sobre o Pentecoste sem falar daqueia que foi e é a Mãe da Igre­
ja . No cenâculo, "todos eíes perseveravam concordes na ora­
çã o , com os mulheres e M oria, mãe de Jesus" (A t. 1 ,1 4 ). Em
Belém, Maria d e ro à luz Jesus, a cabeça do Corpo M ístico . Na
C ru z, pela palovra fecunda do seu F ilh o , o seu coração se alar­
gara para a maternidade espiritual de todos os membros desse
corpo, oté que se complete na parusia. Era normal que a Mãe
presidisse, fosse o madrinha desse batismo do Espírito à Igreja,
que no dia de Pentecoste in icia va a sua vida o ficia l s o b r e a
terra. Inseparável dos mistérios de C risto, é e la a esposado Espí­
rito que melhor que ninguém nos pode obter as suas graças e a
renovação incessante do Pentecoste para todos os membros do seu
F ílh o . Por isso, a fusto tfíu lo , ê chamada Mõe da Igreja” (ob.
c it .p .7 0 ).
Neste título encerro-se o dogma de Mario M ED IA N EIRA ,
uma anomalia diante da Razão e da B íb lia quando enfatiza em
I Tm .2 :5 -6 : "Porque há um só Deus eum só Mediador entre Deus
e os Homens, Jesus Cristo Homem, o quol se deu a si mesmo em
preço de redenção por todos, para servir de testemunho o seu
tempo” .
O jesuíta Rahm, todavia, aferrado à sua seita desconhece
essa passagem b íb lica e renuncia no seu fanatismo todo e qual­
quer vislumbre de bom senso, invoca Charmot para lhe voier:
"A mediação de M aria {no Pentecoste) aparece em primeiro pla­
no ( . . . ) A fé e a fidelidade de Mai ia forom imediatamente após
a Ascençáo, diz-nos o Escritura, o imã invencível e o exemplo
irresistível que reuniram em volta do Cenóculo os apóstolos, os
discípulos, as santas mulheres" (o b .c it.p .1 9 7 ).
Que barbaridade!!! Onde na Escrituro qualquer referência
a esse "Im ã "?
O teólogo do movimento católico carismático no Brasil,
contudo, se não encontra em suas elocubraçSes maríolâtricas su­
porte dos Escrituras, vale-se do seu confrade jesuíta Raul Plus
( EM U N IÃ O C O M O ESPÍRITO S A N T O , Apostoladoda Impren­
s a , Porto, p p .206-207): "Elo é o grande mestra da vido interio r.
Os Atos salientam que M aria estava no meio do grupo, presidin­
do, nSo por autoridade, pois o chefe era São Pedro, mos mater­
nalmente o esse alvorecer da Ig re ja . Estovo com eles a Mãe de
Jesus. Em toda a porte onde M aria se encontra, o Espírito Santo
quer v ir trabolhor. E atraído como por um Ímã. Desde que na
Anunciação a beleza da Virgem o conquistou, Ele deseja sempre
fazer jorrar a graça onde quer que descubra a sua virginal pre­
sença. Se não me encontro longe de M a ria , beneficiarei in fa li­
velmente das riquezas que lhe forem dispensados. No Pentecos-
tes, M aria recebera por si maior número de graças que todos os
apóstolos e discípulos juntos. Édoseuglobode fogo que irradia­
rão os línguas incandescentes1'.
Embevecido Rohm arremato as piegas considerações de
Raul Plus enaltecendo o poder de mediação de M aria: "O autor
desse belo trecho sugere que peçamos à nosso Mãe que nos faça
participar da sua plenitude. Se Cristo nada nega o mais amada
dos M ães, quanto mais a ouve quando lhe pede o que ele mais
deseja dar-nos" (o c * c it .p .7 0 - 7 1 ).
A EPO CA M ARIAL Iniciada com o C o n cilio Ecumênico
Vaticano II despertou enorme efervescência de pieguicepara com
o co-redentora "M AE DA IG R E J A " . Os mentores da eclosão
renovacionisto c a tó lic a , por isso, teologizam paro os seus d iri­
gidos sobre M aria em sua novo posiçãode moternidade e cle sio l.
Harold J , Rohm vale-se de Charmot quando afirm a: "E M aria foi
então (no Pentecostes) repleta desse mesmo Espírito, como Mãe
e como Co -R edento ra,. . "
"A le lu ia o M a rio *. . " ( o b .c it .p . 196).
"A LE LU IA A M A R IA " :.’ :
As reuniões dos católicos p e n t e c o s t a i s presididos pela
MAE DA IG R E JA ( ? ) avivados por "A LE LU IA S A M A RIA ” , pro­
duzem estupendas manifestações c a ris m á tic o s ...
"Em certa reunião de oração cm South Bendt", por exem­
p lo , "um padre que estova assistindoàsua primeiro reunião per­
guntou o um homem que estava pertodele, onde ele havto apren­
dido grego. A resposta foi o seguinte: 11Que grego?" O podre
disse então, para o grupo, que ouvira indistintamente o homem
repetir as primeiras sentenças da "A ve M a ria ", em grego, durar>-
te a sua oração" (Ranaghan, o b .c it .p p .225-226).
"A LE LU IA A MARIA" J ! ! Senhoresevangélicos ludibriados
pelo ecumenismo.. . Concordam ???
Concordam com aquela reunião em que Mary Pat Bradley
foi "batizada com o Espírito Santo" ao som da reza do M agnifi-
cat a "Nossa Senhora" (Ranaghan, o b .c it.p .1 2 1 )?
Por acaso serão essas reuniões legftimasò luz da Palavra
de Deus? Nelas acontecera o derramamento do Espirito?
Se acontecer esquive mo-nos de censurar as sessões espiritas
onde também se fala o nome de Deus.

Harold J . Rahm, sincronizado com a EPOCA MARlALdeste


pôs-concilio, com o coração palpitante de A L E L U I A S A MA­
RIA ( ? ? ? ! ! ! ) , exclama que no Pentecostes Maria "se tornou
verdadeiramente Mãe da Igreja" (o b .c ít.p .1 9 6 ).
Quem sabe se Harold Rahm não foi mesmo batizado com o
Espírito Santo e , ao escrever o seu liv ro , sofreu violenta tenta­
ção d iab ó lica, uma saudade do seu tempo de m ariôlatra, e , por
isso, inconscientemente deixou-se tra ire passou para o papel os
seus sentimentos saudosistas.. . Assim poderia supor um ecume-
nista pentecostal no auge da boa vontade, embora discorde da­
quelas exposições mariais ou marianas.
N ão , senhor! Não é noda disso! O homenzinho continua
m ariôlatra. Suas demonstrações marianas são constantes oo longo
do seu liv ro . E são tiradas longas.
Recorre outro vez ao seu confrade Raul Plus (o b .c it.p p .
90 e 91) pedindo endossar-lheseusALELUlAS A MARIA: "N âo é
a Anunciação que faz a grandeza em vida d i v i n a da Virgem
M a ria. Esta grandeza é anterior, e é devido a ela que se reali­
zam os extraordinários desponsórios do Virgem com o Espírito
Santo, ou antes do Espírito Santo com e la . Os podres da Igreja
têm-no feito observor: o Pai é fecundo: gera incessontemente o
F ilh o . O Filh o é fecundo: do Poi e dele procede incessantemente
o Espírito Santo. Só este ultimo é que não é fecundo. M as, 6
prodígio inaudito! Graças à sua ação em M a ria, e i-Io autor de
umo criação extraordinária, e uma fecundidade maravilhosa vem
a ser obra sua, em união com a Virgem Imaculada.
E livremente que o Espírito Santo se oferece paro esta
fecundidade de uma qualidade sem exemplo, e também é livre­
mente que Mario oceita estes desponsõrios santos que, segundo
dizem os mesmos padres da Ig re ja , a sagrom simultaneamente
Sponsa Spiritus S o n cti, consaguinea T rin ita tis, o que nosentido
literal vem o ser: "consanguínea do Trindade".
A teologia mariana é de um romantismo dulçoroso.. . C a­
sada com o Espírito Santo entrou, segundo os católicos pentecos­
tais estribados na Tradição (= Fonte de R evelação), a fozer porte
da Trindode.
Logicamente deveriam eles rejeitar esse nome Trindade.
Para serem coerentes os católicos pentecostais da EPO CA MA-
RIA L do pós-Concílio deveriam adotaronom eQ U A TERN ID A D E.
A Trindode deles não é de quatro pessoas?
O Pai gera o F ilh o . Da relação ad intra entre os doispro-
cede o Espírito Santo. E para que este não ficasse infecundo
desposou M aria para gerar Jesus C risto ,
Em conseqüência, M aria é filho do P a i, Mãe do Filho e
Esposo do Espírito Santo.
Eis a quaternidade cató lico -p en te co stali.' I
N ad a, po is, a se estranhar quando os avivados romanistas
exclamam: A LE LU IA A M A RIA!

A le lu ia sig nifica em nossa língua: Louvai ao Senhor.


Então, se M aria é pessoa da quaternidade por que não lhe
exclamar também: A L E L U IA ?
Perfeitamente de acordo coma ÉPO CA M ARIAL pós-Con­
c ílio Vaticono I I , o promotor das grandes inovações no cato li­
cismo romano.
Perfeitamente de acordo com os católicos pentecostais
engajados na EPO CA M A R 1 A L ... E "concebidos tombem em Ma­
ria " .
Sim , senhores! Os católicos pentecostais sâo filhos de
M a ria, concebidos n e la .**
E o próprio mentor deles, Horold J . Rohm que, solene,
afirma: "Podemos dizer que o Espírito Santo nos concebeu tam­
bém em M aria" ( o b .c it .p . 196).
Em C harm ot("EXERC ÍC IO S ESPIRITUAISE M ARIA")encon-
trou apoio para a sua assertiva: "A unica Mae que dá a vida
divina a todos os vivos é a Santa Virgem , Só ela é verdadeira­
mente a "M ulher" e o "M5e de toda a criaçSo humano".
Preferiu Rahm, porém, recorrera E n c íc lic a Ad diem illu m ,
do papa Pio X , que doutrina: "trazendoJesusem seuseio, M aria
trazia também todos aqueles que tinham vida na vida do Salva­
dor, Nós todos que somos unidos a C risto , devemos dizer-nos
originários do seio da Virgem ".
À vista desse farto documentário, que culmina com essa
monstruosidade: "N Ó S TO D O SQ U E SOM OS U N ID O S A CRIS­
T O DEVEM OS D IZ ER -N O S O R IG IN Á R IO S DO SEIO DA V IR ­
G E M " , poderõo os evangélicos pentecostais p r e v e r frutos de
genuína conversSo provenientes do "eclosão carismática" nos
meios católicos?
Ou nõo serio o paroxismo da ingenuidade esperá-los?
De minha porte, à luz da Verdade do Evangelho, suponho
ser supremamente urgente pregar aos católicos, também aos cató­
licos iludidos pelas experiências carismáticas que SO CRISTO
SALVA O PECADOR e q u e , havendo se arrependido dos seus
pecados o começar do da idolatria (= iconolotria, sacramento-
la trta, eu caristio latria, hierorquiolatria, mariolotria) precisam
eles de a ce itá -IO como seu U N I C O E TO D O -SU FIC IEN TE SAL­
VADOR.
Capítulo IX

DUAS OBSERVAÇÕES E CONCLUIREMOS

À V IS TA D O EXPO STO constata-se a ausência da regene­


ração por parte dos católicos "botizados com o Espirito Santo'1
de vez que continuam a praticar as mesmos iníquidades.
Praticam-nos, de resto, com muito mais fervor. Se marió-
latras, suo devoção a M aria cresceu. Se eucaristiólatras, seu
fervor pela missa recrudesceu. Mais subservientes se tornaram à
híerarquio.
Incitaram-nos m a isã iniqüidade as experiências "pente­
costais" .
Esto observação de si só demonstro o ilegitim idade dessas
experiências.
Tenho para mim que o serviço de Jesus C risto , o meu Se­
nhor, me requer cada vez maissanto, mais de acordo com o Santo
Vontade de Deus. Como poderei se rv i-IO se meu comportamen­
to desautoriza minhas palavras?
Jesus chama de insensato aquele que ouve o Sua Palavra
e não a pratica (M t.7 :2 6 ), pois Elequerseguidoresde vida san­
ta , digna de Sua própria V id a .
Os evangélicos pentecostais, se consentâneos com aPalo-
vra de Deus, hão de querer testemunhar através de uma v i d a
digno do Evangelho, as suas experiêncios de batismo com o Espí­
rito Santo.
Tudo é belo; considerem-se validos as manifestações dos
dons e s p iritu a is ... S e , porém, faltar santidade de v id a , tudo se
esboroa no rid ícu lo . Com seucomportamentodesajustodoo"cris­
tão" desmoraliza o Evangelho diante do mundo.
Se fosse eu a um temploe visse um crente possuído pelo Espí­
rito Santo realizar prodígios e depois fosse encontrá-lo embria­
gado na rua ou prostrado diante de uma imagem de "Nossa Senho­
r a " , co n cluiria, por acaso, que esse cidadão, de fato, é discí­
pulo de Cristo e aquelas manifestações genuínas?
"Nem todo o que me d iz: Senhor, Senhorentrará no Reino
dos Céus, mas aquele que faz a Vontade do Meu P a i, que está
nos céus", categórico, afirmou Jesus em M t. 7:21.

A si próprio se seduz o mero ouvinte da Palavra, "engo-


narvdo-se com falsos discursos" (T g .1 :2 2 ).
Aquelas dez virgens loucas, por lhes faltar o azeite como
resultado de sua indolência, emboro domassem: Senhor, Senhori
fechadas lhes forom as portas do Reino (M t.25:1-13),
Indignado com essa religiõode palavras desmoralizada pe­
lo comportamento, recrimino Jesus: "E porque me chamais Se­
nhor, Senhor, e nõo fazeis o que Eu digo? (L c .6 :4 ó ).
" . . . que aproveita se alguém disser que tem fé , e nõo
tiver as obras?" (T g .2 :1 4 ).
Essa fé "é morta em si mesma" (T g .2 :1 7 ).
As obras, é verdade, nâo produzem sa lv a çã o . M asasalva-
Ção produz boas obras.
Demonstro-me salvo pelo meu comportamento, pela minha
v íd o , pelo meu interesse em seguir os santos preceitos de Deus.
Quem "está em C risto, novo c r i a t u r a é" (II C o r.5 :17).
Deixou paro traz os vício s e o vido sujo.
Exige-se desso pessoa umaCabal mudança de vid o . Se era
ébrio, deixo de sê -lo . Se era homossexual, deixo de sê -lo . Se
era fumante, deixa de sê-lo .
E se era idólatra? E feiteceiro?
Poderá continuar?
Ou serâ que para o cató lico pentecostal nâovole a adver­
tência de Paulo Apóstolo: "nõo vos prendois a um jugo desigual
com os in fié is; porque, que sociedade tema justiça com a injus­
tiç a ? E que comunhão tem a luz comas trevos? E que concórdia
hó entre Cristo e B e lia l? O u que parte tem o fie l com o in fie l?
E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós
sois o templo do Deus v iv e n te , como Deus disse: neles habitarei,
e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serõo o meu
povo. Pelo que s a í do meio deles# e apartai-vo s, d iz o Senhor;
e nõo toqueis nado imundo, e Eu vos re ceb e re i".

Note-se a promessa do Senhor: "e Eu vos receb e re i".


E mais ainda: "E Eu serei para vós Pai e vós sereis para
Mim filhos e Filhas" (II C o r .6 :1 8 ).
Quol o condição estabelecida pelo Senhor?
Q ue soíam!
Que saiam donde?
Do meio d eles. Dos ídolos!
" O templo do Deus vivente" nõo abriga ídolos.
Por que o crente nõo fuma? Por ser o templo do Espírito
Santo.
Reconhece a luz de I C o r .6:19-20 o valor do seu corpo:
"O u nõo sabeís que o vosso corpo é o templo do Espíríto Santo,
que habita em vó s, proveniente de Deus, e que nõo sois de vós
mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificoi pois
a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito , os quais pertencem a
Deus".
Esse corpo, por ser templo do Espírito Santo, nõo pode se
intoxicar com a fumaça do cig arro. E poderá abrigar ídolos?
Onde ha ídolos, ja se co nclue, impossível o presença do
Espírito de Deus.
EntÕo, por serem idólatras os católicos injustamente cog-
nominados de pentecostais, nõo têm o Espírito Santo.
As suas "experiências pentecostais" sõo embustes. M isti­
ficações! ! I
Que façam e le s, em primeiro lugar, oque fizeram aqueles
efesinos (A t. 19:19). Quebrem os suas imagens! R e j e i t e m o
sacramentolatria .'Repilam a hóstia!
Abjurem a idolatria
Quando me converti a Jesus, senti imediatamente, em
decorrência da f é , uma profunda repulsaa id o latria. Convenci-
me de pronto da impossibilidade absoluto de continuar devoto das
imogens e dos "santos", crendo no$J'sacramentos" e na missa.
Ao aceitar Cristo como meu Unico e Todo-Suficiente Sal­
vador, esmiucei e joguei fora os pacotes de cigarros armazenados
em minha casa para o sustento do meu v íc io , espatifei as garra­
fas de bebidas alcóolicas e despedacei as imagens entronizodos
no oratório do meu quorto.
Jesus batiza com o Espirito Santoquemnãoé selado com o
Espirito Santo da promessa? Batiza com o Seu Espirito quem nâo
se deixou convencer pelo próprio EspiVito Santo do seu pecado?
Se o fizesse sería construir sobre a iniqüidade*
Aberra de todas as normas das Santas Escrituras o odmiti-
rem-se "experíêncíaspentecostais" em incrédulos, em irregene-
rados, em idólatras, em iníquos.
Os mentores do catolicismo pentecostal sâo coerentes e o
casal Ranaghan no capitulo "Como receber o batismo com o Espí­
rito Santo" do seu livro : C A T Ó LIC O S PEN TEC O STA IS. nem
menção faz sobre a imprescindibilidode do arrependimento se­
gundo Romanos 12:1-2: "Rogo-vos, pois, irmõos, peIa compaixão
de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sa crifício v iv o ,
santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racio n al.
E não vos conformeis com este mundo, mos transformai-vos
pela renovação de vosso entendimento, para que experimenteis
qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus".
Ao contrario! Destaca aquele casal-autorqueao se buscar
o batismo com o Espírito Santo não "é uma ocasião de chorar
sobre erros passados" ( o b .c it .p .271).
E Rahm, sem rebuços, afirm a: "Mas o batismo no Espírito
nem sempre envolve uma mais profunda conversão" ( o b .c it .p .
100), E b p* 104: "Se uma pessoa foí batizada no Espírito, mas
não se converte a Cristo totolmente, nâoserâ grande coisa como
cristã; se não compreende as verdades básicos do Cristianism o,
ou não amo a Deus, não será grande crista ".
Os evangélicos pentecostais chamam obotismo com o Espí­
rito Santo de SEG U N D A B Ê N Ç Ã O . Se for SEG U N D A é porque
há umo PRIM EIRA, o conversão.
Os evangélicos enfeitiçodos pelo assanhamento pentecos­
tal cató lico admitirão a SEG U N D A B Ê N Ç Ã O , o batismo com o
Espirito Santo prescindindo da conversão, a P R I M E I R A BÊN­
ÇÃO?
Se houver não me admirarei I
Não me odmirorei por constatar como se generalizou a
estupidez humana.
É claro que os snobs enfileíram sofismas sobre soflsmos por
desejarem coonestar seu esdrúxuloponto-de-vista. E antibiblico
ponto-de-vista. E estúpido ponto-de-vista.
Não me admirarei porque me lembro da Palavra de Jesus:
"Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: lá
vem chuvo, e assim sucede. E , quando assoporo o s u l, dizeis:
haverá colma; e assim sucede. H ipócritas, sabeis discernir a face
da terra e do céu; como nâo sabeis então discernir este tempo?"
(L c . 12:54-56).
Um dos sinais da próxima vinda de Cristo é a proliferação
dos falsos profetas e falsos cristãos. "Esurgirãomuitosfalsospro-
fetas, e enganarão a m uitos", advertia Jesus em Mt . 2 4: 11.
"Porque muitos virâo em Meu Nome, dizendo: Eu sou o
Cristo; e enganarão a muitos" (M t.2 4 :5 ),
Observe-se: surgirão muitos embusteiros. "E E N G A N A ­
RÃO A M U IT O S ".
"Enganarão a muitos" é a observação de Jesus porque Sua
profecia quanto oo cumprimentodossinois de Suo vinda deve ser
“ fetivada. Efetiva-se de m aneiraespetacular nesta hora de tanta
apostasia com o desenvolvimento do ecumenismo, que in cita os
evangélicos o se aporceirarem com os f a u t o r e s e mentores do
O ecumenismo carreia uma imensa e caudalosa onda de
simpatia para o "homem do pecado, o filho da perdição; o qual
se opõe, e se levanta contra tudo oquese chama Deus, ou se
adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus,
querendo parecer Deus" (II T s .2 :3 -4 ).
Esse homem do pecado, porventura não será o papa?
A quais ti>ulos se arroga e le ?
Vigário de C risto , in fa lív e l, detentor do magistério d ivi­
no, canonizador de "santos", revestido do primado universal de
jurisdição,senhor das consciências et c o e te ra ...
Quais as honras que se lhe prestam?
E carregodo na sédio gestatóría, como os "santos" o s fo
em seus a n d o re s ... Diante d e le a jo e lh am -se o sse u sfié is... Bei­
jam-lhe « p é s ... Aplaudem-no como ao Pontifex M axinus, o
título usado pelos imperodores antigos por se considerarem deu­
ses. . .
Que o homem do pecado faça prodígios? E prodígios espe­
taculares?
Que fale línguas? Que cure?
Nado há a se estranhar porque o vÍndadolníquo"é segun­
do o e ficá cia de sotanaz, com todo o poder, e sinaise prodígios
de mentira, e com todo o engano do injustiça para os que pere­
cem, porqye não receberam o amor da verdade para se salvarem.
E por isso Deus lhes enviorá a operoçãodoerro, para que creiam
o mentira; poro que sejam julgados todos os que não creram o
verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade" (II T s .2 :9 -1 2 ).
Será que até evangélicosse envolveram na "operação do
erro" e creem no mentira?
Os fatos espetaculares: curas, profecias, prodígios, línguas
exorcismos, milagres podem não comprovar ser o toumoturgo apro­
vado por Deus. Conforme as passagens bíblicas acima referidas
podem demonstrar ser ele "o homem do pecado", o fatso profeta.
Por isso que no dia do juízo m u it o s clamarão: "Senhor,
Senhor, não profetizamos nós em Teu Nome? e em Teu Nome não
expulsamos demônios? e em Teu Nome nâo fizemos muitas mara­
v ilh a s? - (M t.7 :2 2 ).
E Jesus aplaudira esses ta is? Recebe-los-á?
N ão! Ao contrário, R eje itá-lo s-á! "Então lhes direi aber­
tamente: Nunca vos conheci; aportai-vos de M im , vás que pra-
tlcals a Iniqüidade" (M t.7 :2 3 ).
Iniqüidade é religião fa ls a . Embora rotulada de cristianis­
mo, distante das Escrituras, é indigna de Deus.
E Deus repele o seu culto por ser falso, eivado de tradi­
ções, comprometido com o id o latria .
Esse culto é Iniqüidade, Deus não pode suportá-lo. (Is. 1:
13).
Senhores evangélicos pentecostais, escapem do envolvi­
mento ecumenis*a! Prossigam descomprometidos da i d o l a t r i a !
A coutelem -se!! !
"A co u telo i-vo s", insiste Jesus em M t.7 :1 5 , "acauteloi-
vos, porém dos falsos profetas, que veem até vás vestidos como
ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores"•
Em M t ,2 4 :4 -5 , o Salvador opela: “A cau te lo i-vo s, que
ninguém vos engane; porque muitos virão em Meu Nome, dizen­
do: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos".
Com o Senhor estaremosse Lhe formos fié is . E a expressão
da nossa fidelidade é o nosso submissão à Sua P alavra. A nosso
obediência aos Seus santos estatutos e preceitos. A nossa vivên­
cia como novas ciraturas em C risto .
O crente em Jesus Jamais terá odireito de se deixar enga­
nar e levar pela boataria de orodígios e palavras bombásticas.
Primeiro porque tem a B íb lia , a Palavrode Deus. E também por­
que Jesus, na Sua Infin ita M isericórdia, nos adverte: " E , então,
se alguém vos disser: eis aqui o Cristo; ou e i-Io a li; não acredi­
teis. Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e
farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os
escolhidos. Mas vás vede: eis que de antemão vos t e n h o dito
tudo" ( M c .13:21-23).
• * *
De antemão disseste tudo isso, Jesus. Mas quantos hoje
estão sendo iludidos!
Deixam-se atrair pelas notícias de prodígios, línguas, cu­
ras, milagres, p ro fe c ia s ... E compactuam coma id o la t r ia ...
Com o pecado! Noda de mais veem na in iq ü id ad e.. . Prostitu­
em-se com o ecumenismo, ao q u al, no cúmulo do absurdo, no
paroxismo da estupidez, consideram um dom do Espírito S a n to .. .
Com que ardor e audácia o Teu servo Paulo batalhou em
Éfesol Todo a Ássa Menor ouviu a Tua Palavra.
Multidões e multidÕesob]uravamaÍdolatTÍa, a fe itiç a ria .
A dianolatria!
Sentiram os fautores da dianomoriolatria tremerem os a li-
cerces do falso culto e se revoltaram.
Sustentaram a luta aqueles Teus intrépidos servos.
Paulo Apóstolo, como servo fidelíssimo de Tua Soberana
Vontade, buscou outras regiões do mundo para anunciar-lhes a
Tua Sacratíssima Boa N o va.
Enquanto isso os pregadores do antievangelho- não os dia-
nólatras - se infiltraram para destruir o trabalho do Teu Apósto­
lo .
Os crentes efesinos não se curvariam diante do trono da
"Nossa Senhora D ia n a ". Mos deíxaram-se minar pelo antievan­
gelho, a heresia judaizante ou lega lista que exige paro a salva­
ção do pecador obras além da fé em T i, ó Jesus.
O antievangelho nâo Te admitecomoUnicoe Todo-Sufici-
ente Salvador.
O Teu dedicado servidor, ao p artir, deixou Timóteo em
Efeso para que advertisse sobre essa ameaça e , com o intuito de
comprovar a autoridade do seu representante naquela região no
sentido de reprimir o surto da heresia, escreveu-lhe uma carta,
a chamada Primeiro Epístola a Timóteo.
Passando por M ile to , chamou Paulo os presbíteros efesinos
(A t.2 0 :1 7 ). DirigSo-se a Jerusalém e já sabia das ameaças dos
prtsões e tribuloções» "Mas em nada tenho a minha vida por pre­
cio sa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o
ministério que recebi do Senhor Jesus, poro dor testemunho do
Evangelho da graça de Deus" ( A t .2 0:24).
Se a sua disposição era tamanha diante do sofrimento, o
seu coração de ardoroso pregador de Tua P alavra, contudo, se
confrangia por prever os ataques doantievangelhoaoquelereba­
nho de Éfeso. "Porque eu sei isto, q ue, depois da minha partida,
entrarão no meio de vós lobos cru éis, que não perdoarão ao rebo-
nho".
Lembrando-se dos judaizantes, os seguidores do cato licis­
mo nascente, Paulo Apóstolo anuncio sobef com antecipação:
"e que dentre vós mesmos se levontarão homensque falarão coisas
perversas, para atraírem os discípulos após s i . Portanto, v ig ia i,
lembrando-vos de que durante tres anos não cessei, noite e d ia ,
de admoestar com lagrimas a cado um de vos" ( A t .2 0 :2 9 -3 1 ).
A despedida foí emocionante com "grande pranto" ( A t .20:
37).
Porventura aquele povo acatou as recomendações e adver­
tências instantes do Teu servo Paulo?
Desgraçadamente informa-nos a História de que não acatou 1
Os pregadores do antievangelho, do catolicism o incipien­
te , quais lobos esfaimados entraram no rebanho.

E irrisão de todas as irrisões


N o ano de 431 os bispos cató lico s, fã consolidados em hie­
rarquia c le r ic a l, proclamaram no cidadede Efeso, cuja padroei­
ra ero "Nosso Senhora D ia n a ", o primeirodogmado mariolotria:
a maternidade divina de M a ria.
A m ariolatrio, sob aspecto dogmático, começou em ÉfesoJ
O aceitar-se o antievangelho sig n ifica resvalar-se para a
id o latria .
Apesar das Tuas sérias advertências, apesar das objurgató-
rios do Teu Apóstolo, muitos, ao longoda H istó ria, têm se apos-
tatado, O mesmo ocorre nestes dios.
Há de se estranhar?
Ao v e rific a r como o Teu rebanhoestásendodizimadopelos
lobos ropoces do ecumenismo, choro amargamente em meu cora­
ção .
Mas, Senhor, cumpri também este dever que me impuseste,
qual seja o de chamar a atenção dos evangélicos pentecostais.
Encontro-me, Senhor, em disponibilidade em Tuo presen­
ça para fazer tudo o que Tu queres de mim!
A P Ê N D IC E
Estará superada
a polêmica?
A polêmica c própria de situações onde hú diver­
gências de pensamentos e de convicções.
Foge dela quem é inseguro quanto aos seus princí­
pios. E , no caso dos evangélicos, significa covardia e ne­
nhum amor às almas perdidas.
Nestes ominosos tempos Satanás interessa-se sobre­
modo pela ausência da polemica em torno das doutrinas
religiosas à luz da Bíblia. Ele está convencido de sua fra-
gorosa derrota quando confrontado diante da Palavra de
Deus. Jamais esquecerá a derrota sofrida quando |>olcmi-
7.0u com Jesus (Le. 4:1-13).

Uma das artimanhas oo ECUMENISMO c exata­


mente essa: a de se incutir na mente do povo e entre os
adversários do catolicismo a idéia de que o tempo da po-
lèmica já pa«sou. Os sacerdotes da idolatria reconhecem a
total fraqueza dos seus argumentos e a única maneira de
continuarem n dominar a sensibilidade religiosa popular
é espalhar a ontla tle que a controvérsia destoa do atual
clima do mundo. Dizem estarmos na hora de somar e
não de dividir, de juntar e não dc separar, de aproximar
e não de afastar, de congraçar c não dc desunir, e que-
jandas...
Afirmar-se que a ]>oIèmica está fora de tempo, é um
dos grandes c mais divertidos contos do vigário... Ja­
mais os homens polemizaram tanto! Só os líderes religio-
sos do mundo fogem da polêmica, destoando assim desta
época. São uns “quadrados” e querem que os outros tam­
bém o sejam. . .
Desgraçadamente muitos evangélicos aceitam essa
filosofia da fuga e da covardia... Supõem atrair almas
para Cristo, evitando combater os erros e o pecado. E
alegam ser necessário apenas o apresentar-se a mensagem
positiva do Evangelho por meio da qual o pecador acei­
ta Cristo c, em seguida, deixará os erros e enganos re­
ligiosos. ..
C) microevangelho, o evangelho pasteurizado, o evan­
gelho miniaturizado está numa infinita distância do
EVANGELHO DE CRISTO, que exige para a conversão
o arrependimento. A mensagem positiva do Evangelho
imprescinde da proclamação do ARREPENDIMENTO.
Aceitação de Cristo sem arrependimento é fantasmagoria,
utopia, ilusão, em b u ste... Ê tudo menos Evangelho.
Aquele inétodo sugerido pelos partidários da “água
doce”, os comprometidos com o comodista "dolce famien-
te” e com a política da amabilidade com o erro, aquele
método é falho. Falho porque, nem por isso, esses evan­
gélicos e predicantes do microevangelho levam mais al­
mas a Cristo, como nos testifica a experiência deles. F a­
lho, também, porque os que aderem à sua comunidade,
muitas vezes, carregam o ranso de tantas heresias e de
tantos pecados encalacrados em suas almas sem arrepen­
dimento. Conheço membros de Igrejas Evangélicas que
guardam íntimas reminiscências dos “santos de sua devo­
ção” , enquanto outros conservam seus contactos com as
“benditas almas” dos defuntos.. .
Esse método, ainda, está totalmente fora da época
porque hoje somente as pessoas vibrantes sâo as vence­
doras.
Mais do que nunca, hoje a polêmica é atualíssima,
pois vivemos na hora da contestação. Nestes dias, con­
testar é sintoma de juventude. Contestar é índice de in-
conformação com o mundo c seu sistema de vida.
Vivemos a hora da contestação. Do protesto! D a in­
surreição! D a polêmica!
Protesta-se até pela esquisitice do trajar.
Nos próprios países superdesenvolvidos a juventude
desprovida de todos os bens protesta contra a sociedade
estabelecida.
Chamam-nos protestantes. Mas, enquanto todos pro­
testam, polemizam, nós não protestamos mais. Irrisão de
todas as irrisõesü!
Somos protestantes e deixamos dc protestar -.
Degeneramo-nos. Abastardamo-nos. Capitulam os. . .
Acomodamo-nos. Cruzamos os braços. Sorrimos sor­
risos benévolos e complacentes de anuência para tudo e
para todos.
Para nós tudo está bem. Não queremos desagradar.
E , por isso, aceitamos tudo e aplaudimos os piores dis­
parates, inclusive cultos e casamentos ecumênicos, o
cúmulo da palhaçada.
Tomaino-nos sabujos. Chaleiras, Capachildos. Sub­
servientes h impostura, ao embuste e a tramo organizada
contra a proclamação positiva e integral do Evangelho.
Aos que não apreciam a polemica o ecumenismo ar-
rancou-lhes a personalidade e os transformou em autô­
matos às suas ordens!
Será que os crentes já amam o mundo, cujo príncipe
é o Diabo?
Garanto que também agora, se vivesse, Paulo seria
um estupendo |>oIemLsta. Em suas cartas vibra a polêmi-
ca. Suas atitudes desassombradas. ainda hoje, causam ad­
miração.
Foi cognominado de “promotor de sediçôcs” (Àt.
24:5).
Aliás, a Bíblia é o livro das grandes controvérsias.
Das acirradas polêmicas. Se se lhe tirarem as páginas dc
polemica, pouco lhe restará.
O próprio Jesus não teve receio de desagradar (Jo.
C»:60-71} 7:43; 10:19; Mt. Lc. 12:49} 51).
Afrontar o erro, combater-lhe as insídias e os embus­
tes é dever de quem está convencido da Verdade, de
quem alça acima dc tudo o Kvangelho Bendito de Jesus
Cristo.
A intrepidez é o apanágio dos servos de Deus.
ÍNDICE

A te n ç ã o ............................................................................................................. 3
Dons Espirituais no C a to lic is m o ......................................................... 9

A Atual Explosão Carism ática no Catolicism o ...................... 15


Os "Católicos Pentecostais" no Programa Ecumenista . . . . 25
Experiências "Pentecostais" a serviço do reavivamento
católico .................................................................................................. 37
O Botismo com o Espírito Santo e o Batismo Sacramental . . 43

O Avivalism o C ató lico desperta acendrada submissão à


Hierarquia C l e r i c a l ............................................................................... 55
O Reavivamento idolátrico dos Católicos Pentecostais.. . . 63

O s "Católicos Pentecostais" Fiéis Devotos da Virgem


M a r ia ................................................................................................................ 71

Duas Observações e C o n cluirem o s.................................................... 79

A p ê n d ic e ............................................................................................................. 89
LEIA O S S E G U IN T E S LIV R O S DE A U TO R IA D O D r. A N ÍB A L

PEREIRA R EIS:

C R IS T O ? S IM ! PA D R E? N Ã O " ! (2 a . Edição - Esgotada)


UM PADRE LIBERTO DA E S C R A V ID Ã O D O PAPA (2 a . Edição -
Esgotada)
O PAPA E S C R A V IZ A R Á O S C R IS T Ã O S ? (2 a . Edição - Esgotada)
S EN H O R A A P A R E C ID A (3 a . Edição)
S EN H O R A DE FÁ TIM A (2 a . Ediçõo)
ESTE PADRE ESC A PO U DAS GARRAS D O P A P A .'.'!
O V A T IC A N O E A BÍBLIA
P O D E R -SE -Á C O N F IA R N O S PADRES?
A O S "C R IS T Ã O S " Q U E N Ã O CREEM N A D IV IN D A D E DE
C R ISTO
ESSAS BÍB LIA S C A T Ó L I C A S :::
C R E N T E , LE IA A B ÍBLIA
O E C U M EN IS M O E O S BA TISTAS
A B ÍB LIA TR A ÍD A
O EC U M EN ISM O
C A T Ó L IC O S P E N T E C O S T A IS ? ESSA N A O i i :

L E N D O -O S V O C Ê SE TO R N A R Á UM A PESSO A M AIS
E S C LA R EC ID A E M A IS A T U A L IZ A D A EM A S S U N T O S R E L IG IO ­
SO S C O N T E M P O R Â N E O S

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Dr. ANÍBAL PEREIRA REIS,


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