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FACULDADE MICHELANGELO

CAMPUS SANTA MARIA


CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

BRENA CATHERINI SANTOS DA SILVA


LUIZ ALFREDO FERREIRA RAMOS

CONTABILIDADE DE CUSTO NA GESTÃO EMPRESARIAL: A contabilidade de


custos aplicada como ferramenta de gestão em empresa de pequeno porte.

SANTA MARIA-DF
2017
FACULDADE MICHELANGELO
CAMPUS SANTA MARIA
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

BRENA CATHERINI SANTOS DA SILVA


LUIZ ALFREDO FERREIRA RAMOS

CONTABILIDADE DE CUSTO NA GESTÃO EMPRESARIAL: A contabilidade de


custos aplicada como ferramenta de gestão em empresa de pequeno porte.

Trabalho de conclusão de curso, apresentado


à coordenação do curso de Ciências
Contábeis, como requisito parcial para
obtenção do título de bacharel em Ciências
Contábeis na Faculdade Michelangelo JK.

Orientador: Prof. David Vieira de Souza

SANTA MARIA-DF
2017
BRENA CATHERINI SANTOS DA SILVA
LUIZ ALFREDO FERREIRA RAMOS

CONTABILIDADE DE CUSTO NA GESTÃO EMPRESARIAL: A contabilidade de


custos aplicada como ferramenta de gestão em empresa de pequeno porte.

Este trabalho de conclusão de curso, foi julgado adequado para a obtenção


do título de Bacharel em Ciências Contábeis e aprovado em sua forma final, pela
Coordenação do Curso na Faculdade JK.

___________________________________________
Prof. Msc. Coordenador: Berilo Wagner Freire Sandes

BANCA EXAMINADORA

______________________________________
Prof. Orientador: David Vieira de Souza

______________________________________
Profª. Examinadora Inistela Vigna

____________________________________
Prof. Esp. Examinador
RESUMO

Este trabalho tem como objetivo principal apresentar a importância da


contabilidade de custo como uma ferramenta de gestão, principalmente nas
empresas de pequeno porte, foram definidos para isso três objetivos específicos que
visam conceituar a contabilidade geral e a contabilidade de custo; demonstrar a
gestão dos custos na formação de preço e identificar os sistemas de custeio mais
utilizados pelas empresas de pequeno porte. E relevante o papel da contabilidade de
custos em uma empresa mesmo ela sendo de pequeno porte, pois através dela e
possível que os gestores mensurem valores de produção e/ou comercialização de
determinado produto visando o lucro necessário para a manutenção da empresa
mesmo em tempos de instabilidade econômica. A pesquisa atingiu seu objetivo
demonstrando o quão e importante a contabilidade de custo em uma empresa
mesmo ela sendo de pequeno porte, e uma boa gestão e indispensável para que se
tenha bons resultados.

Palavras-chaves: Ferramenta. Gestão. Tomada de decisão.

ABSTRACT
This work has as main objective to present the importance of cost
accounting as a management tool, especially in small companies, were defined for
this purpose three specific objectives that aim to conceptualize general accounting
and cost accounting; demonstrate cost management in price formation and identify
the costing systems most used by small businesses. It is relevant the role of cost
accounting in a company even if it is small, because through it it is possible for
managers to measure values of production and / or marketing of a certain product
aiming at the profit necessary for the maintenance of the company even in times of
Economic instability. The research has achieved its goal demonstrating how
important and cost accounting in a company even though it is small, and good
management and indispensable for it to have good results.

Keywords: Tool. Management. Decision making.


SUMÁRIO
1 INTRODUÇAO........................................................................................................06
2 REFERENCIAL TEORICO.....................................................................................07
2.1 Visão Geral da Contabilidade.............................................................................07
2.2 Conceituando Contabilidade De Custo..............................................................07
2.3 Gestão Estratégica De Custo e Preço................................................................08
2.3.1 Markup...............................................................................................................10
2.4 Sistemas De Custeamento.................................................................................11
2.4.1 Custeio Por Absorçao.......................................................................................11
2.4.2 Custeio Direito..................................................................................................13
2.4.3 Custeio Baseado em Atividades (ABC)............................................................15
2.5 Definição de microempresa e empresa de pequeno porte..................................15
3 METODOLOGIA....................................................................................................17
3.1 Quanto aos Meios ...............................................................................................17
3.2 Quanto aos Fins...................................................................................................17
4 CONSIDERAÇOES FINAIS....................................................................................18
5 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.......................................................................19
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1 INTRODUÇÃO

O comércio de pequeno porte vem crescendo consideravelmente no Brasil,


aumentando a necessidade da criação de empreendimentos capazes de oferecer
conforto e qualidade nos serviços prestados, tem papel importante na circulação de
dinheiro e geração empregos no pais. Os supermercados, são apresentados com
relevante importância na organização e na estruturação do comercio, e com a
competitividade do setor aumenta a necessidade das empresas varejistas em
aprimorarem seu sistema de gestão, auxiliando no processo de decisão e a
permanência no mercado.
A contabilidade e responsável pelo sistema gerencial, auxiliando para o
crescimento do negócio, e pela gestão das informações que são produzidas e
documentadas, tais como, escrituração, contabilização e demonstrações financeiras,
através desta a empresa tem demonstrado um crescimento significativo ocupando seu
espaço perante os gestores das empresas.
Nas últimas décadas, os avanços tecnológicos, mudaram o ambiente das
empresas, incluindo as empresas de pequeno porte, necessitando também de um
gerenciamento inovador, focado na Gestão de Custos que é um dos setores mais
dinâmico da contabilidade, notoriamente, por dar mais responsabilidade ao contador,
uma vez que necessita de atenção redobrada nas análises e interpretações das
questões empresariais, apresentando instrumentos para o processo decisório. Diante
disso, como a contabilidade de custo se torna eficaz em um comercio de pequeno
porte?
Os objetivos desta pesquisa foram: descrever a relevância da contabilidade de
custo no ramo comercial; conceituar a contabilidade e a contabilidade de custo;
demonstrar a importância na formação de preço e identificar os sistemas de custos. E
com esse artigo iremos descrever a relevância desta pesquisa tanto para a sociedade
acadêmica quanto para a sociedade em geral, demonstrando a importância do uso de
informações provenientes da contabilidade de custos para a tomada de decisões junto
as empresas que há utilizam.
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2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Visão geral da contabilidade

A contabilidade tem um papel fundamental no controle de um empreendimento,


pois através dela e possível obter uma série de informações relevantes para a tomada
de decisões, acompanhando e controlando as operações, facilitando o planejamento.
Gonçalves (2004, p.23) descreve contabilidade como: “a ciência que tem por
objeto o estudo do patrimônio a partir da utilização de métodos especialmente
desenvolvidos para coletar, registrar, acumular, resumir, e analisar todos os fatos que
afetam a situação patrimonial”.
Para que esses métodos se tornem eficaz, são necessários que certificamos que
essas informações sejam de qualidade, e devem obter os fatores: deve ser confiável,
existir prazo, obter relevância, ter a possibilidade de comparável e possuir nível de
detalhamento.
Para Franco (1997):
A contabilidade, desde seu aparecimento como conjunto ordenado de
conhecimentos, como objeto e finalidades definidos, tem sido
considerada como arte, como técnica ou como ciência, de acordo com a
orientação seguida pelos doutrinadores ao enquadrá-la no elenco das
espécies do saber humano.

Com base nos autores citados, define-se contabilidade como uma ciência que
tem por finalidades a produção de informações inerentes ao que diz respeito ao
patrimônio das pessoas.

2.2 Conceituando contabilidade de custo

Custo é considerado todo gasto utilizado em produção de alguns bens ou


serviço.
Segundo Martins (apud, BERTI 2000) a contabilidade de custos, como consumo
ou gasto empregado na produção outros bens ou serviço.
8

Já para Holanda (1975, p. 225), “custo é todo e qualquer sacrifício feito para
produzir determinado bem, desde que seja possível atribuir um valor monetário a esse
sacrifício”.
Dutra (1995, p 28) descreve contabilidade de custo como uma parcela do gasto
que é aplicada na produção, ou em outra qualquer função de custo, gasto este
desembolsado ou não.
Pode-se dizer que a contabilidade de custo serve como apoiar nas decisões das
necessidades gerencias, tais como: determinar a rentabilidade e desempenho das
atividades na entidade e também no auxílio do planejamento, controle e administração
elaboração das operações gerenciais.
Para Leone, George S.G (1997, p 27),
A contabilidade de custo e parte integrante da contabilidade, está
considerada como ciência. É muito difícil desassociarmos uma da outra.
A contabilidade de custo e um instrumento disponível poderoso porque
utiliza, em seu desenvolvimento os princípios, os critérios e os
procedimentos fundamentais da ciência contábil.

De acordo com o parágrafo citado a contabilidade de custo e de extrema


importância, pois ela fornece informações aos diversos setores da entidade.
Possibilitando uma maior interação entre os setores.

2.3 Gestão estratégica de custos e preço

Diante da grande recessão econômica uma gestão estratégica de custo deve ser
sempre utilizada pelas empresas, como uma orientadora na tomada de decisões e
formação de preço, pois através dela e possível se ter uma visão de futuro
possibilitando assim os gestores alcançar os objetivos da empresa.
Berti (2002) diz, "a gestão estratégica de custos, vem sendo utilizada nos últimos
tempos para designar a integração que deve haver entre o processo de gestão de
custos e o processo de gestão da empresa como um todo."
A gestão estratégica de custo sem dúvidas e uma boa opção para as empresas,
que buscam um sistema eficaz e que traga bons resultados, em curto período de tempo
sem deixar de lado a qualidade em sua execução.
9

Segundo Martins (2003), "a gestão estratégica de custos busca conhecer toda a
cadeia de valor desde a aquisição da matéria prima até o consumidor final ." E
necessário também se ter uma gestão de preço, pois através deste e que se obtém
lucro sobre as vendas de determinados produtos.
Para Berti (2002) "o preço de venda acaba sendo o mais importante de todo
planejamento, já que qualquer mudança causa um impacto direto no resultado
desejado." Onde necessita de um planejamento para se formular os preços, afim de
que se obtenha bons resultados.
Berti (2002) destaca diversas variáveis a serem observadas:
a) grau de consciência dos preços pelos consumidores;
b) grau de sensibilização e alterações nos preços;
c) o conhecimento da concorrência e seus preços;
d) a demanda operacional do produto;
e) o nível de produção e/ou vendas que se pretende ou que se pode operar;
f) os custos e despesas que se pode fabricar, administrar e comercializar o produto;
g) os custos financeiros de gestão de produto.
São diversas as variáveis que devem ser analisadas para uma boa gestão, que
auxiliam na formação de preços, para assim obter um bom lucro.
Ainda vale lembra que para determinar o preço de venda, tem influência por
inúmeros fatores, os quais se destacam (CRC – SP,1995):
 A capacidade e a disponibilidade de pagar do consumidor;
 A qualidade/tecnologia do produto em relação as necessidades do mercado
consumidor;
 A existência de produtos substitutos a preço mais vantajosos;
 A demanda esperada do produto;
 Os ganhos e perdas de gerir o produto;
Observa-se então que a formulação dos preços, está mais ligada com as
necessidades do mercado, do que com seu custo. Porém os custos são fatores mais
importantes na formação e análise dos preços.
10

2.3.1 Markup

O mark-up e um dos vários métodos de formação de preço, e que tem como


base os custos envolvidos na produção de determinado produto. Seu principal objetivo
é definir um preço que cubra as despesas e obtenha um lucro satisfatório em cima da
venda do produto.
Segundo SANTOS, Joel, define mark-up como um índice aplicado sobre custo de
um bem ou serviço para a formação do preço de venda.
No exemplo abaixo iremos utilizar a forma do mark-up para definir o preço de
venda de um produto.
Exemplo:
Em uma situação hipotética uma determinada empresa paga R$ 2,00 (Custo) em
um produto, cujo valor do ICMS é de 18%, PIS e COFINS 4,65%, comissão do
vendedor 2,0%, despesas administrativas 5 % seu lucro desejado fora impostos e de
15%.
Vejamos:

Preço de venda(PV) = 100,00%


ICMS sobre a venda = 18,00 %
Pis/Cofins = 4,65 %
Comissão vendedor = 2,00 %
Desp. administrativas = 5,00 %
Lucro desejado sem impostos = 15,00%
Custo total de venda(CTV) = 44,65%

Cálculo: MK = (PV – CTV) / 100


MK = (100 – 44,65) / 100
MK = 55,35 / 100
MK = 0,5535
Se for usada a fórmula markup teremos o custo de R$ 2,00 / 0,5535 = R$ 3,61
preço de venda para garantir o pagamento dos impostos e obter um lucro de 15%.
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Baseando-se nos cálculos acima e possível definir um preço de venda para


determinado produto, mas além de saber executar o calculo de forma correta e
necessário estar a par da tributação de cada produto do qual deseja se formar um
preço.

2.4 Sistemas de custeamento

Dentro das empresas, no processo de tomadas de decisões, possui ferramentas


para auxiliar na gestão tornando as mais competitivas, dentro da sua área de atuação.
Para Perez (2001) “O sistema de custeio é uma ferramenta que fornece
informações sobre a estrutura de custos das organizações”. Que serão utilizadas
internamente nos níveis: estratégico, tático e operacional. Assim podemos dizer que
sistema de custos é responsável por classificar, coletar e organizaras informações
inerentes aos custos dos produtos ou serviços.

2.4.1 Custeio por absorção

O custeio por absorção, debita os custos dos produtos ou produção, relativos ao


esforço que foram utilizados na fabricação, que podem ser os custos diretos ou
indiretos, fixos ou variáveis, de estrutura ou operacionais. Esse custeio foi proveniente
de um sistema desenvolvido na Alemanha no início do século XX.
Florentino (1983, p.57) afirma que:
O custeamento por absorção procura-se descarregar ao máximo toda a
gama de custos existentes na empresa, mas assim mesmo, em certos
casos, os gastos de caráter tipicamente de administração geral poderão
ficar fora da absorção e ser levados ao resultado.

Por outro lado, Martins (1998, p.41-42) afirma que, “custeio por absorção é o
método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos.
Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os
de produção.”
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O custeio por absorção consiste na junção de todos os custos de produção


(diretos e indiretos, fixos e variáveis) de todos os bens produzidos, ou seja, uma
espécie de rateio onde são somados todos os custos de produção e divididos pelo
número de produtos fabricados obtendo um valor especifico para cada bem.
Na tabela abaixo está em evidencia esse cálculo, baseando nos custos de
produção de ABC, utilizando o método do custeio por absorção teremos:

DESCRIÇAO VALOR
Matérias Primas para produção R$ 30.000,00
Custo da Mão de Obra apurada no mês R$ 15.000,00
Gastos Gerais de Produção no mês R$10.000,00
Total do custo de produção do mês R$ 55.000,00
Unidades Produzidas no mês 7.OOO
Custo Unitário de Produção de ABC R$7,85

O custeio de absorção possui algumas vantagens, conforme relatarei abaixo:

O custeio por absorção reconhece a importância dos custos fixos de manufatura


e sustenta que todos os custos de manufatura são custos de produto.
Esse método pode ser menos custoso de implementar, pois ele não requer a
separação dos custos de manufatura nos componentes fixos e variáveis.
Seu conceito está bem firmado, para realizar os relatórios contábeis externos.
(Padoreze,2000).

Ainda sobre o sistema de custeamento por absorção, podem está utilizando


mapas ou planilhas, para facilitar o uso do sistema, onde é técnica de identificação,
porém não é obrigatória, podendo utilizar o custeio sem a técnica citada.
Segundo Leitão Filho (2000, p.193-194), o custeio por absorção necessita de
algumas ferramentas e passos
Os passos desse fluxo são:
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Classificação dos departamentos/função de área industrial;


Identificação, apontamento e acumulação de CIF de cada função produtiva e de
serviços;
Definição de hierarquia da alocação dos custos;
Análise de fatores-chave para a determinação dos critérios de rateio dos CIF das
funções;
Preparação do mapa de rateio do CIF entre os departamentos/funções produtivas e de
serviços;
Análise de fatores- chaves e escolha de critérios de rasteio dos custos indiretos totais;
Preparação do mapa de rateio de CIF entre os diversos produtos.

2.4.2 Custeio direto

Custeio direto ou variável e o tipo de custo mais comuns nas indústrias e


comércios, pois é mais simples e objetivo. Os resultados dependem do volume
produzido, que pode variar de acordo com a quantidade de vendas realizadas período
de tempo pré-determinado.
Florentino (1983, p.37) a técnica do custeio direto, que segue o princípio de não
ratear e não distribuir ao custo dos produtos ou dos serviços as parcelas de custo
fixo.na técnica do custeio direto todos os custos diretos variáveis são imputados aos
custos dos produtos ou serviços mediante sistemas de apuração
Já Martins (1998 p. 215) cita que
custeio variável ‘’e muito mais conhecido por custeio direto, mas
preferimos aquela forma, porque esse método significa a apropriação de
todos os custos variáveis, quer diretos quer indiretos, e tão-somente das
variáveis’ ’portanto com base no custeio direto, só são alocados aos
produtos os custos variáveis, ficando os fixos separados e considerados
como despesas do período, indo diretamente para o resultado’’.

O custeio variável tem como característica principal a tomada de decisões, já que


as informações geradas fornecem aos gestores meios de avaliação das atividades
empresarias como segurança e agilidade.
14

Mas o custeio direto apresenta algumas vantagens e desvantagens.


Padoveze (2000 p.48-49) apresenta como vantagem o seguinte:
a) o custo dos produtos são mensuráveis objetivamente, pois não sofrerão
processos arbitrários ou subjetivos de distribuição dos custos comuns;
b) o lucro líquido não e afetado por mudança de aumento ou diminuição de
investimentos;
c) e mais fácil para os gestores entenderem o custeamento dos produtos sob
custeio direto;
d) o custeamento direto e totalmente integrado com o custo padrão e o orçamento
flexível, possibilitando o correto controle de custos;
e) o custeamento direto possibilita mais clareza no planejamento do lucro e na
tomada de decisões.
E como desvantagem apresenta o seguinte:
a) a exclusão dos custos fixos indiretos para valoração dos estoques causa a sua
subavaliação, fere os princípios contábeis e altera o resultado do período;
b) na pratica a separação dos custos fixos e variáveis não e tão clara como parece;
c) custeamento direto e um conceito de custeamento e analise de custos para
decisões de curto prazo.
O custeamento direto ou variável como e mais conhecido e indispensável a
gestão principalmente de comércios que, pois, através dela se tem detalhadamente o
volume de vendas necessário para se obter lucro e a continuidade da instituição.

2.4.3 Custeio baseado em atividades (ABC)

O custeio baseado em atividades (Activity Based Costing) mais conhecido como


ABC, e uma técnica de custeamento em que tem como finalidade classificar as
atividades elaboradas dentro de uma empresa seja ela no ramo industrial quanto
comercial, direcionando os custos e despesas de uma maneira mais eficaz, criando
assim informações importantes para tomada de decisões na empresa.
15

Martins (1998, p. 112) cita que ‘’o ABC e uma ferramenta que permite melhor
visualização dos custos através da análise das atividades executadas dentro da
empresa e suas relações com os produtos’’.
Já Nakagata (1994, p.40) explica que ‘’ trata-se de uma metodologia
desenvolvida para facilitar a analise estratégica de custos relacionados com as
atividades que mais impactam o consumo de recursos de uma empresa ‘’.
Essa divisão de atividades visa a facilidade em determinar o custo de cada
serviço desenvolvido pela empresa e logo após determinar seu custo, e assim mensurar
seu desempenho econômico.

2.5 Definição de microempresa e empresa de pequeno porte

Segundo a uniformização da Lei Geral das Microempresas e Empresas de


Pequeno Porte, que foi instituída em 2006, para regulamentar o disposto na
Constituição Brasileira no artigo 179, as microempresas, poderá ser sociedade
empresária, sociedade simples, empresa individual de responsabilidade limitada e o
empresário, quando devidamente registrados nos órgãos competentes, que alcance a
receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 em cada ano. Já as empresas de
pequeno porte serão enquadradas se sua receita bruta anual for superior a R$
360.000,00 e igual ou inferior é R$ 3.600.000,00.
De acordo com Lei Complementar nº 123/2006, Art 3º, define microempresas ou
empresas de pequeno porte:
Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas
ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade
simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o
empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro
de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de
Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas,
conforme o caso, desde que: I - no caso da microempresa, aufira, em
cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00
(trezentos e sessenta mil reais); e II -
no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-
calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e
sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00
(quatro milhões e oitocentos mil reais.
16

Segundo Leane (1999, p.91) "As pequenas e médias empresas foram


identificadas como sendo mais centralizadas, com estrutura organizacional simples,
necessitando de quantidade menor de unidades ou funções administrativas”.
A pequena empresa tem grande importância econômica no Brasil, pois geram
diversos empregos. Porém encontram diversas dificuldades em se manterem no
mercado de trabalho, e assim muitas deixam de existir com pouco tempo de
funcionamento. Uma boa saída para essas dificuldades seria utilizar a contabilidade de
custos, para auxilio nas tomadas de decisões e assim se manterem no mercado de
atuação.

3 METODOLOGIA
Estão em evidencia neste capítulo os procedimentos metodológicos que foram
utilizados na pesquisa a respeito do custo na gestão empresarial.
Neste capítulo será apresentado o método que foi utilizado neste estudo, no que
se refere ao objeto da pesquisa, bem quanto a seus meios e fins.

3.1 Quanto aos fins


Quanto aos fins a pesquisa foi descritiva, pois terá como objetivo fornecer
informações sobre objeto de pesquisa.
Para Gil (2008) “são pesquisas descritivas aquelas que envolvem levantamento
bibliográfico e documental, entrevistas não padronizadas e estudo de caso.’’
Também Segundo Gil (2008,) “São inúmeros os estudos que podem ser
classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na
não utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados”.
17

3.2 Quanto aos meios


Por se tratar de um assunto especifico podemos definir essa pesquisa como um
estudo de caso, combinado com pesquisa bibliográfica e entrevistas com pessoas que
possuem experiência com o tema pesquisado.
GIL (2008, p. 57) caracteriza estudo de caso como ‘’ Estudo profundo e exaustivo
de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e
detalhado’’.
Segundo Gil (2008, p.50) “A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de
material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científico.’’

4. CONSIDERAÇOES FINAIS

Esta pesquisa procurou demonstrar a importância da contabilidade de custos em


uma empresa de pequeno porte, seus objetivos específicos foram, as realizações de
uma pesquisa bibliográfica a respeito da contabilidade, mais especificamente sobre a
contabilidade de custos, foram evidenciadas também as principais ferramentas
utilizadas por ela.
Por intermédio desta pesquisa, observou-se que mesmo sendo de pequeno porte
as empresas devem possuir alguma ferramenta de gestão eficaz para seus custos, para
que assim consigam vender seus produtos a preços lucrativos, objetivando a
manutenção da empresa perante o mercado.
Observa-se também que um bom sistema de custeamento e de extrema
importância em vista que ele auxilia de forma direta na tomada de decisões auxiliando
os gestores no controle de custos mesmo em uma empresa de pequeno porte. Este
sistema possibilita uma abordagem simples a respeito das tomadas de decisões
perante a empresa, pois é um sistema de baixo investimento, simples, funcional e que
obtém resultados significativos.
Conclui-se que a contabilidade de custo deve ser sempre utilizada mesmo em
empresas de pequeno porte, em vista que se o seu sistema for utilizado de forma
correta, os gestores terão uma auxilio e uma visão mais ampla do mercado de atuação,
onde será possível obter um crescimento dentro de sua organização, mesurando os
18

custos de produção, e elaborando os preços de vendas, afim de obter os lucros


desejados, para manutenção do seu negocio dentro do mercado em que atua.
19

REFERÊNCIAS

BERTI, Anélio. Custos: Uma estratégia de gestão. 9.ed. São Paulo: Atlas, 2002.

FRANCO, Hilário. Contabilidade geral. 23.ed. São Paulo: Atlas, 1997.

GONÇALVES, Eugênio. Contabilidade Geral. 5.ed. São Paulo: Atlas,2004.

LEONE, George. Curso de contabilidade de custos. 1.ed. São Paulo: Atlas,1997.

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2001

______. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003

PEREZ JÚNIOR, José Hernandez; OLIVEIRA, Luís Martins de; COSTA, Rogério
Guedes. Gestão Estratégica de Custos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

SANTOS, Joel. Fundamentos de Custos para formação de preço e do lucro. 5.ed.


São Paulo: Atlas, 2005.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social.6 ed. – são Paulo: atlas,
2008.

As especificidades das pequenas e médias empresas. Disponível em:


<File:///C:/Users/Alison%20Holanda/Downloads/3402091.pdf>Acesso em: 29 de nov
2017.

Custeio por absorção. Disponível em:


<https://pt.wikipedia.org/wiki/Custeio_por_absorção>Acesso em 18 de nov 2017.

GONÇALVES, Márcia. A Gestão Estratégica de Custos como Diferencial


Competitivo nas Empresas. Disponível em:
<Https://www.ecrconsultoria.com.br/biblioteca/artigos/controladoria-estrategica/a-
gestao-estrategica-de-custos-como-diferencial-competi> 15 de out 2017.

Lei Geral Das Micro E Pequenas Empresas: Entenda As Diferenças Entre


Microempresa, Pequena Empresa E Mei. Disponível em:
<http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-as-diferencas-entre-
microempresa-pequena-empresa-e-
mei,03f5438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD>Acesso em: 29 de nov.