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Curso de Baba:

Modulo 1: Ética e Postura Profissional:

O PAPEL DA BABÁ NA FAMÍLIA E NA SOCIEDADE

A figura da babá surge na mente das mães quando elas pensam em alguém para cuidar de seus
filhos, seja colaborando com ela, seja na sua ausência. E assim também espera a sociedade,
que devido a vida atribulada das grandes cidades, não possui mais o tempo necessário para o
cuidado com as crianças, e por isso necessita destes profissionais. Mas, em ambos os casos, a
mãe e a sociedade sonham com um babá que cuide de suas crianças com um alto padrão de
qualidade e com profissionalismo. E acima de tudo, que tenha carinho, cuidado e atenção com
seus filhos, sem jamais pensar em substituir a mãe ou a família. Parece complicado achar o
meio-termo nessa relação mãe-família-babá. Mas, é para isso que você está aqui, para receber
informações e ensinamentos que o auxiliarão a tornar-se, a cada dia, mais profissional.

O MERCADO DE TRABALHO DAS BABÁS HOJE

Como vivemos no mundo da informação, cercados por celulares, computadores e Internet, as


pessoas tem mais acesso à informação. Com isso, os patrões buscam cada vez mais as babás
profissionais, ou seja, cuidadores de crianças que estão nessa profissão porque gostam do que
fazem e não por consequência e que buscam aperfeiçoar-se. Foi-se o tempo em que alguém se
tornava babá porque "não conseguia outro emprego". A babá do século XXI tem formação,
frequenta cursos e se especializa. Várias profissionais de outras áreas, como professoras e
psicólogas, têm feito curso de babá e estão entrando nessa área, concorrendo com você.
Portanto, não pare no tempo. Nunca deixe de estudar e se aperfeiçoar.

DIREITOS E DEVERES DA BABÁ

Para que A babá concentre-se no que realmente importa – a criança – é fundamental que
todos os acordos sejam feitos na contratação: regime de folgas, horários, quais os deveres e
direitos da babá, enfim, tudo o que rege a relação patrão-babá. É interessante que o que for
acordado seja escrito, em forma de contrato informal, para que ambas as partes se lembrem
do que ficou combinado. Dessa forma, muitos desgastes e mal-entendidos serão evitados e
você preservará seu emprego por muito mais tempo.

REGIME DE FOLGAS

A babá pode ter folga semanal, quinzenal ou ser folguista. A folga quinzenal, aliás, é cada vez
mais rara. As famílias/creches/empresa ou órgãos que prestam esse tipo de serviço preferem a
folga semanal, onde a babá normalmente inicia sua jornada na segunda-feira de manhã e
termina na sexta à noite, no sábado ou domingo pela manhã. Pela lei, A babá deveria ter 24
horas de folga apenas, por estar inserida na categoria de empregados domésticos. Mas, as
famílias/creches/empresa ou órgãos que prestam esse tipo de serviço costumam dar 48 horas
de descanso. Lembre-se disso antes de recusar-se a trabalhar em um feriado. Você não é
obrigada a fazê-lo – o empregado doméstico tem direito aos feriados nacionais – mas quando o
fizer, antes de cobrar " uma diária" lembre-se que seus patrões já lhe dão folgas a mais do que
o previsto na lei. Algumas famílias/empresas podem oferecer as folgas em dias alternados ou,
ainda um dia no final de semana mais um dia na semana (exemplo, folgas aos domingos e
segundas-feiras). Tudo depende do que for acertado no dia da entrevista. Essa prática não é
ilegal pois, ainda de acordo com a legislação do empregado doméstico, as folgas devem ser
preferencialmente aos domingos e não obrigatoriamente aos domingos. A babá com folga
quinzenal trabalha duas semanas consecutivas na residência do contratante, folgando dois dias
corridos (48 horas, ou seja, 24 horas para cada 6 dias trabalhados). O seu salário é superior ao
da babá com folga semanal por estar mais tempo disponível para a família contratante.
Contudo, esse regime não é indicado para quem tem filho (s) pequenos (s), familiares, parentes
ou amigos que dependam de alguma forma desta profissional. A folguista trabalha na mesma
residência todos os sábados, domingos e feriados. Como ela "cobre" a folga da babá titular, os
pais podem contratá-la, por exemplo, para trabalhar domingos, segundas e feriados (se esses
forem os dias de folga da babá titular). Geralmente, seu horário de trabalho inicia na sexta-feira
à noite ou sábado pela manhã ou à tarde e termina na segunda-feira pela manhã. Em alguns
casos, a família requisita a profissional uma ou outra vez durante a semana, pagando,
normalmente, uma diária à parte ou trocando esse dia por um dia no final de semana. Como a
folguista trabalhará somente para aquela família, sua carteira de trabalho poderá ser assinada
como "Babá-folguista", embora, pela lei, não haja obrigatoriedade de assinatura da carteira,
uma vez que o serviço é prestado duas vezes na semana, não caracterizando vínculo
empregatício. A babá-Folguista, na maioria das vezes, é a única funcionária na casa naquele
período devendo, portanto, efetuar algumas tarefas na casa. Já no caso da baby-sitter não tem
vínculo com nenhuma família. Ela trabalha no período mínimo de doze horas e recebe por este
tempo trabalhado. Por freqüentar muitas famílias, a baby-sitter deve ser alguém de extrema
confiança. É sempre aconselhável que seja técnica em enfermagem para saber como proceder
em situações de emergência que envolvam a saúde da criança. Isto porque, diferente da babá
ou da folguista, a baby-sitter não conhece os hábitos da família, não sabe quais são os
costumes da criança.

HIGIENE PESSOAL E APRESENTAÇÃO

A babá deve estar sempre impreterivelmente limpo e impecavelmente apresentável. Isso não
significa estar perfumadíssima, maquiadíssima! Muito pelo contrário, significa: - tomar banho
todos os dias. Nos dias de calor, tomar banho sempre que necessário. - manter seu uniforme
impecavelmente limpo e bem passado. Ao sujar uma peça de roupa, troque-a imediatamente. -
manter os cabelos sempre limpos e bem presos (nada de " bolos" de cabelo no alto da cabeça).
Mesmo que você tenha cabelos curtos, mantenha-os presos com uma faixa ou tiara, de modo
que não fiquem caindo sobre seu rosto. - não usar perfume ou cosméticos com perfume. Opte
pelos desodorantes neutros e deixe para passar cremes nos dias em que não tiver contato com
a criança. Se tiver pele ressecada e o creme for essencial, compre cremes infantis para seu uso
(mas, jamais os misture com os cremes que a criança irá usar). - manter sapatos arejados e
igualmente limpos. Aquela mancha preta que costuma ficar dentro do sapato, onde apoiamos
o pé, deve ser sempre limpa para evitar proliferação de bactérias e fungos - escolher sapatos
que não escorreguem. Preste bastante atenção nisso, porque até algumas sandálias podem
escorregar. - saltos, mesmo que baixos ou mínimos, são proibidos para a babá - unhas devem
estar sempre curtas e bem feitas. Não use esmaltes escuros. Se machucar as mãos ao fazer as
unhas, medique rapidamente o corte e use luvas para manipular alimentos até a cicatrização
completa . NUNCA roa as unhas. - unhas dos pés, mesmo que não fiquem expostas, também
devem ser bem limpas, para evitar proliferação de fungos e bactérias - sempre perguntar aos
seus patrões quais as roupas que você pode usar. - usar roupas discretas e confortáveis. Evite
roupas justas e muito curtas, que lhe causarão desconforto e desviarão sua atenção. - use
roupas confortáveis e discretas para dormir, mas não exagere ao ponto de dormir de uniforme
-não usar brincos, pulseiras, alianças, anéis ou quaisquer outras bijuterias. Mesmo que sejam
pequenas, em algum momento alguma peça pode se desprender e o bebê pode achá-la antes
de você. Além disso, anéis e mesmo a aliança exige especial atenção para não reter sujeira.
-lavar sempre as mãos antes de pegar a criança. Cuidado com as roupas "de rua", procurar não
entrar em contato com as crianças antes de se trocar, especialmente no dia em que você volta
da folga. Estes procedimentos devem ser seguidos até para as entrevistas. -Evitar levar para
casa de seus patrões objetos de valor ou quantias em dinheiro. Se o fizer, avise seus patrões e
certifique-se bem de onde está guardando o dinheiro. Caso venha a perder algum valor em
dinheiro, a responsabilidade é sua e não vale acusar os demais empregados.

CUIDADOS COM A SAÚDE E DENTIÇÃO DA BABÁ

É fundamental que a babá esteja com a saúde em perfeito estado. Por isso, ao ingressar em um
emprego, faça exames completos em um posto de saúde: sangue, urina, fezes, pele, chapa de
pulmão. Refaça-os a cada 6 meses, para ter a certeza de que sua saúde está perfeita. Se você
tem histórico de alguma doença familiar, deixe seus patrões cientes disso e monitore os
sintomas regularmente. Se você toma remédios diariamente, comunique aos seus patrões.
Comunique, também, caso esses remédios gerem algum efeito colateral. Alimente-se bem,
descanse adequadamente, freqüente somente ambientes saudáveis. Cuide também dos seus
dentes, fazendo regulares visitas ao dentista. Os dentes são enorme foco de bactérias e
infecções, que podem passar para o bebê. Mantenha a mãe informada em caso de você
adquirir alguma cárie ou similar. Escove os dentes sempre que comer ou beber algo (exceto
água).

VACINAS

É fundamental que a babá esteja com sua carteira de vacinas em dia. Se você ainda não tomou
as vacinas disponíveis no mercado, vá ao posto de saúde de seu bairro e atualize a sua
vacinação. Se você ainda não teve doenças como catapora, sarampo, cachumba, pode
facilmente evitá-las com o uso das vacinas. As vacinas MMR – tipo adulto (contra sarampo,
caxumba e rubéola) e a DT (difteria e tétano) podem ser tomadas gratuitamente nos postos de
saúde. A vacina contra gripe custa cerca de R$ 50,00 nas clínicas especializadas. Lembre-se:
você tem contato direto com a criança. Se você se contaminar, certamente transmitirá a
doença à criança. Importante: se estiver com febre ou qualquer outro sintoma no dia da
vacinação, informe ao posto de saúde antes de tomar qualquer vacina.

NOÇÕES DE POSTURA E COMPORTAMENTO SOCIAL


1. No primeiro dia de trabalho, pergunte ao seu patroa quais as regras da casa ou da
empresa /órgão público em que irá trabalhar. 2. Ao começar em uma novo ambiente de
trabalho, esqueça-se dos hábitos e da rotina de seu emprego anterior. Você deve adaptar-se à
novo ambiente de trabalho. Jamais faça comparações (" lá no outro trabalho eu fazia assim...").
Se quiser dar alguma sugestão, faça-o na hora certa e com educação. 3. Mantenha-se sempre
reservada em relação aos seus patrões. 4. Evite fazer comentários e jamais esqueça a relação
patrão-babá. Por mais que seu patrão seja amistosa, 5. Respeite os horários e regras do
ambiente de trabalho. 6. Mantenha seu celular desligado no horário de trabalho e peça licença
aos seu chefe para usar o telefone da casa. Desse modo, eles poderão ter maior controle sobre
quem liga para você e sobre suas ligações. Contudo, use o telefone o estritamente necessário e
deixe claro em sua casa que ali é seu local de trabalho. 7. Quando lhe for delegada alguma
função que não saiba fazer, diga a verdade. Não assuma responsabilidades que não poderá ou
não conseguirá exercer. Em locais públicos com seus patrões, seja o mais discreta possível.
Mesmo que seus patrões lhe dêem liberdade dentro de casa, na rua mantenha sempre uma
atitude de respeito para com eles. Em locais mais refinados como casa de amigos dos seus
patrões, restaurantes etc, se você não souber como agir, não se acanhe. Aja com discrição e
neutralidade e você não decepcionará seus patrões. Quando for ao pediatra, nutricionista ou
qualquer outra consulta com a mãe, espere que ela lhe faça as perguntas para respondê-las.
Nenhuma mãe gosta de um babá respondendo em seu lugar às perguntas desses profissionais,
mesmo que a babá passe mais tempo com a criança do que a mãe.

CONVIVENDO COM OUTROS FUNCIONÁRIOS

Na maioria das casas, você terá que conviver com outras profissionais – cozinheiras, pessoal da
limpeza etc. É extremamente importante que você conviva bem com elas, de modo a não criar
conflitos. Ao chegar em uma casa, procure conhecer cada uma das suas colegas. Seja simpática
e não faça pré-julgamentos. Lembre-se que você vai conviver com elas todos os dias. Observe
cada colega e respeite seu modo de ser. Não queira mudá-la e, principalmente, não faça
comentários sobre elas para seus patrões. Aceite o que aquelas que trabalham há mais tempo
na casa lhe falam. Elas conhecem, certamente, mais seus novos patrões do que você e podem
ajudá-la a se adaptar mais rapidamente. Caso haja opiniões divergentes – por exemplo, uma
empregada da casa diz que a criança costuma ficar na cozinha e você acha perigoso – pergunte
à mãe o que você deve fazer, com educação e sem tom de "fofoca".

RELIGIÃO, POLÍTICA E OUTROS TEMAS

Jamais discuta sobre Religião, Política e outras idéias que podem causar divergência. Guarde
suas opiniões pessoais e respeite as idéias da família para a qual você trabalha. Não tente
impor suas opiniões e crenças. Mesmo que sua religião lhe ensine que é importante a
conversão de outras pessoas, por favor, não tente converter seus patrões.

ENTREVISTA E CONVÍVIO DIÁRIO

Na entrevista de emprego acontece o primeiro contato com seu possível contratante, esta
primeira impressão é fundamental, pois ela mostrará quem e como age você. Portanto,
comporte-se com se já estivesse comprometida com o trabalho: Pontualidade, Postura,
Vestimenta, Apresentação Pessoal. Lembre-se de, na entrevista, assegurar-se de ter entendido
o que esperam de você e quais são as condições do acordo de trabalho: salário, horário e folgas
(imagine você firmar um acordo e depois de uma semana resolver mudar, como ir à farmácia
perguntar o preço de um remédio, receber um valor e na hora de pagar o preço ser diferente.)
Quanto ao salário, não o altere em função do nível da família que a entrevista e,
principalmente NÃO PEÇA MAIS POR SER MAIS DE UMA CRIANÇA. Essa é a maior prova de falta
de profissionalismo que você pode dar. Quer um exemplo? Quando você vai ao médico e tem 3
problemas, você paga 1 ou 3 consultas? Mas, você não está comprando o tempo e o
conhecimento daquele médico? Sim, ele apenas trabalha mais porque você exige mais
cuidados ao revelar mais de um problema. Então, responda? Por que um babá cobra mais
porque tem que cuidar de duas crianças? Lembre-se, também, que o fato de serem gêmeos
não altera o valor do salário ou benefícios, caso fosse você fosse recepcionista, receberia o
mesmo salário para atender um, dois ou mil clientes. Estas observações são diretrizes
importantes para a sua qualificação profissional e vão diferenciá-la do restante das "cuidadores
de crianças no mercado".

Modulo 2: Nutrição Infanto-Juvenil

BOA ALIMENTAÇÃO

Ensinar a criança a se alimentar bem de forma saudável, ingerindo diversos tipos de alimento e
com variedade e qualidade é também é função também da babá, contribuindo para formação
de bons hábitos alimentares na criança.

CUIDADOS PESSOAIS

Lavar as mãos após ir ao banheiro. e antes de manipular alimentos. Quando manipular


alimentos, as unhas devem estar cortadas e sem esmaltes, e lembre-se sempre de prender os
cabelos.

• Evite o uso de anéis, pulseiras, colares e brincos.

• Não fale, espirre ou boceje sobre os alimentos.

PRECAUÇÕES COM OS ALIMENTOS

• Verificar se as embalagens estão danificadas e a data de validade

• Conservar laticínios(queijos, leite, requeijão) na geladeira.

• Não deixar alimentos prontos por mais de três horas fora da geladeira, em dias quentes
reduza esse tempo conforme bom senso

• Higienize as frutas e hortaliças antes de armazena-las

• Cozinhar legumes em água fervida.


CUIDADOS COM OS UTENSÍLIOS

• Ao preparar uma refeição, lavar a louça antes e cozinhe com utensílios sempre limpos.

• Não mantenha lixeiras em cima da pia.

• Não misturar alimentos e utensílios limpos com o que está sujo.Utilize um talher(garfo,
faca, colher) para cada preparação.

AS MAMADEIRAS

• O tempo máximo de exposição do líquido de uma mamadeira à temperatura ambiente


é de 30 minutos, à exceção de água.

• Limpeza: mergulhar a mamadeira e bico em detergente e água morna e lavar utilizando


a escovinha; lavar em água morna e escorrer. Após isso os bicos das mamadeiras devem ser
esfregados com sal.

• Desinfecção: mergulhe em solução de hipoclorito de sódio 1% (1 CS / 1L) por 15


minutos; enxaguar e secar. Ou fazer a fervura em ponto de ebulição.

• Guarde sempre em local seco.

CONGELANDO E DESCONGELANDO OS ALIMENTOS

Como congelar?

• Os alimentos a serem congelados devem ser sempre frescos e de boa qualidade.

• Devem ser divididos em recipientes pequenos e individuais

• Fechar em seguida, e levar ao freezer.

• Diferentes preparações devem ser congeladas separadamente

• Para o congelamento deve-se utilizar somente o freezer e podem ser armazenadas por
até 3 meses.

Como descongelar? • Levar os alimentos diretamente ao microondas, em potência mínima


ou descongelar, mexendo esporadicamente, por aproximadamente 5 minutos.

• Ou na própria geladeira, por até 5 horas, e em seguida, aquecer no fogo convencional.

LEITE MATERNO E SUA AJUDA NO CRESCIMENTO

A boa alimentação desde o nascimento, começando com o aleitamento materno, é a garantia


de que a criança crescerá com todo o potencial com que ela nasceu e que herdou da família.

• Aleitamento materno no mínimo até os 6 meses(se possível).

• Colostro(é uma forma de leite de baixo volume secretado nos primeiros dias de
amamentação pós-parto. Composto de vários fatores para o desenvolvimento e proteção como
água, leucócitos, proteínas, carboidratos e outros. O colostro vai se transformando
gradativamente em leite maduro nos primeiros quinze dias pós-parto.)
• Vitaminas e minerais

• Energia

• Imunoglobulinas a "primeira vacina"

• Fortalecimento da musculatura da face e da boca

• A amamentação pode prosseguir normalmente até os 2 anos de vida

VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO

O leite materno é um alimento nutricionalmente completo.

• Fornece anticorpos muito importantes nos primeiros meses de vida.

• Protege a saúde do bebê.

• Profilaxia(medidas preventivas para a preservação da saúde) para problemas


ortodônticos e dentais.

• Protege o bico do seio da mãe (colostro).

• Favorece o emagrecimento materno.

• Retarda nova gravidez.

• Protege a saúde da mãe.

• Fortalece o vínculo mãe-filho.

ALIMENTAÇÃO PRÉ-ESCOLAR E ESCOLAR

• Maior interesse pelo ambiente a volta pode gerar desinteresse pela comida pela
criança.

• A alimentação deve ser intercalada entre uma atividade e outra em horários regulares.

• Refeições devem ser sinônimo de momento de prazer, de alegria e integração.

• A criança comer sozinha pode ajudar a manter o foco na atividade

• Deve-se tomar cuidado com o uso de leite e/ou derivados após refeição pois estes
podem prejudicar a absorção de ferro pelo organismo levando a doenças como anemia.

A CRIANÇA QUE NÃO COME

• Idade mais frequente para esse tipo de sintoma é de 1 a 6 anos;

• Identificar quais causas é essencial nesses casos podendo ser motivada tanto por
doença, necessidade de despertar atenção, cansaço;

• Observar qual o estado nutricional da crianças, seu crescimento e desenvolvimento;


• Nestas situações a criança não deve ser forçada a comer ou sofrer chantagens.

INCENTIVANDO A ALIMENTAÇÃO

• Educação nutricional.

• Fazer a criança participar da preparação dos alimentos.

• A criança deve participar do ato de comer.

• Arrumação do prato – prato pequeno, refeições coloridas.

• O melhor é oferecer líquidos sempre após a refeição.

• Mascarar alguns alimentos, se necessário. Como por exemplo juntar legumes a mistura
de macarrão ou arroz.

• Nunca punir ou agradar a criança para que ela se alimente.

• A hora da refeição deve ser encarada como um ato prazeroso, divertido, mas não como
uma brincadeira.

• É importante que existam intervalos de duas a quatro horas entre as refeições.

• Não fornecer alimentos entre as refeições.

• Evitar alimentar-se em frente à televisão.

• Dar bons exemplos é crucial

OBESIDADE INFANTIL

Principais causas

• Dieta desbalanceada

• Alto teor de gorduras e carboidratos

• Falta de atividade física regular, sedentarismo infantil.

• Fatores genéticos podem ser resposta de parte do problema

• Fatores psicológicos também podem estar presentes no comportamento da criança.

CRIANÇAS OBESAS TEM MAIOR PROBABILIDADE DE SEREM UM ADULTO OBESO

• Tenha maior controle da alimentação da criança e crie uma rotina de atividade física;

• Melhores hábitos alimentares devem ser adotados por toda família;

• A proibição de alimentos deve ocorrer de forma moderada, pois pode tornar


determinado alimento mais desejável;
ALERGIA ALIMENTAR

É uma reação do sistema imunológico do organismo que afeta entre 6 a 8% das crianças com
menos de 3 anos e cerca de 3% dos adultos em reposta a algum alimento ingerido. Os sintomas
da alergia podem ser diarreia, vômitos, cólicas, palidez, urticárias e em alguns casos sintomas
mais graves como a anafilaxia que pode gerar dificuldade para respirar, causada pelo
estreitamento das vias aéreas que o inchaço da alergia provoca. Os alimentos mais comuns que
causam alergia são ovo, leite de vaca, amendoim, frutas cítricas, frutos do mar (camarão,
caranguejo, lagosta), soja, frutas secas e glúten. Ocorrendo qualquer sintoma procure o auxílio
de um especialista e exclua o alimento da alimentação da criança.

DIABETES MELLITUS OU DIABETES MELITO

• Também conhecido como diabetes sacarina ou diabetes açucarado e diabete, é uma


doença caracterizada pelo aumento anormal de açúcar no sangue, Podendo causar cansaço,
excesso de sono, sede e fome em excesso, sendo que se não tratada adequadamente pode
causar ataque cardíaco, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas na visão, amputação
do pé e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações.

• O diabetes ainda não possui uma cura definitiva, no entanto o seu tratamento através
de medicamentos e controle da alimentação(dieta) pode trazer ao paciente qualidade de vida.
O tipo 1 é desencadeado mais cedo, atingindo crianças e adolescentes (principalmente por
volta dos 10 aos 14 anos), justamente devido a fatores genéticos.

• Na alimentação o açúcar e alimentos que levem açúcar na preparação devem ser


evitados assim como pães, biscoitos, bolos, massas, arroz e gorduras em excesso.

PRISÃO DE VENTRE

• A dificuldade de evacuação nas crianças pode ocorrer tanto por fatores como
sedentarismo, alimentação ou mesmo pré-disposição genética. Alimentos industrializados, leite
e derivados, chás, frutas como maçã, excesso de carboidratos como pães e alimentos que
levam farinha como biscoitos e bolachas colaboram com a prisão de ventre. Enquanto
alimentos ricos em fibra, em gordura vegetal como mamão e abacate e frutas como a ameixa e
o tamarindo auxiliam para soltar o ventre. A atividade física regular também auxilia na
prevenção do sintoma.

DIARRÉIA

• Deve-se evitar alimentos ricos em fibras, leite de vaca e derivados feijão, laranja e
mamão.

• Substituir por alimentos como leite de soja, limonada coada ou chá preto, maçã (suco
ou raspa), banana; cereal de arroz; batata ou arroz cozido; legumes cozidos (cenoura e
chuchu); carnes magras e sem gordura.
• Durante a diarreia deve-se oferecer bastante líquido e soro caseiro para evitar a
desidratação.

EXEMPLO DE CARDÁPIO PARA CRIANÇAS A PARTIR DE 1 ANO

• Café da Manhã: Frutas, pães, torradas e biscoitos salgados integrais ou de polvilho),


cereais de milho e/ou outros grãos. Outros: requeijão, polenguinho, queijo branco, geleia de
fruta, presunto/peito de peru.

• Bebidas: leite com fruta, achocolatado, café (recomendado em pequenas quantidades


a partir de 18 meses), iogurtes de frutas, leites a base de soja, suco de frutas, água de coco.

• Almoço/Jantar: Arroz ou macarrão, feijão, salada de verduras, legumes, carne bovina,


aves, peixe. Omeletes, suflês, farofa, purê de batata ou creme de legumes, bolo de carne,
panquecas...

• Sobremesas: Frutas in natura, cereais, gelatina.

Modulo 3: Primeiros Socorros

Como babá, você conhece os perigos em cada fase da vida de uma criança. No entanto, todo
cuidado é pouco e a responsabilidade sobre acidentes que venham a acontecer com a criança é
sempre daqueles que estão zelando pela segurança da criança. As dicas abaixo devem ser
acrescentadas ao seu dia a dia, fazendo de você uma profissional mais zelosa nos cuidados com
a criança. Ao chegar em um novo local, observe sempre quais são os possíveis perigos para a
faixa etária da criança. Peque sempre pelo excesso de cuidado com a criança e e nunca pelo
"ache que não vai acontecer nada".

Mesmo quando sair com os pais ou com outro empregado da casa, nunca delegue a
responsabilidade da criança e nunca se distraia com outras coisas. Se a outra pessoa se distrair
ao mesmo tempo, um acidente pode acontecer, ou você pode acabar perdendo a criança de
vista.

Nunca deixe a criança "só um minutinho" sozinha. Nesse " minutinho" muita coisa pode
acontecer.

As panelas, enquanto estiverem no fogão, devem estar com o cabo virado para a parede, nas
bocas do fundo do fogão e nunca ao alcance da criança.

Acidentes na infância, são muito comuns e merecem atenção especial dos pais e responsáveis
que devem saber como proceder nos momentos de dificuldades.

O ACIDENTE PODE SER CARACTERIZADO

Como todo acontecimento que independe da vontade humana, causado por ação repentina de
causa externa podendo gerar lesão corporal ou não.
DEFINIÇÃO DE PRIMEIROS SOCORROS:

É uma série de condutas simples com o intuito de preservar a vida em situações de


emergência, realizado por pessoas comuns com conhecimentos até a chegada do atendimento
médico especializado, no entanto tão importante quanto os primeiros socorros é providenciar
o atendimento médico especializado.

Durante o atendimento a criança a babá deve ser atenciosa, observando as reações da criança,
mantendo sempre a calma e realizando os procedimentos de forma correta.

Indispensável nestes momentos é manter a calma e tentat acalmar a criança, afastando os


curiosos, agindo com rapidez procurando assistência médica imediata.

PAPEL DA BABÁ DURANTE UM ACIDENTE

 Identificar os riscos no ambiente e atuar de forma a reduzi-los ou a eliminá-los;

 Examinar as áreas de brincadeira da criança;

As babás sabem que as crianças, assim como os adultos possuem personalidades distintas. Por
isso é necessário que se observe quais características do comportamento da criança tornarão
as crianças mais propensas a causarem acidentes domésticos. Falta de medo, excesso de
curiosidade, euforia, hiperatividade, falta de cuidado, baixa concentração, são apenas algumas
das características que podem levar a criança a ficar mais suscetível a acidentes domésticos. No
entanto não se deve impedir que a criança brinque e tenha uma infância saudável, privando ela
do contato com novos ambientes e brincadeiras pois isto também é prejudicial ao seu
desenvolvimento.

CUIDADOS ATÉ OS 12 MESES DE VIDA

A partir do quarto mês, muitas crianças já demonstram autonomia para rolarem o corpo, e
instintivamente levam objetos à boca como forma de investigação.

PRECAUÇÕES Para tanto é necessário que se mantenha vigilância sobre a criança durante a
troca de fraldas, para evitar risco de queda; Embora seja muito comum o uso de trocadores, ou
mesmo cômodas e armarinhos desenhados nesse sentido, o ideal é que as trocas de fralda
ocorram no chão, em cima de um colchão simples ou de EVA eliminando desta forma qualquer
tipo de queda.

Nunca deixe a criança sobre cama, cadeiras ou poltronas, mesmo que por pequenos períodos,
sem as devidas proteções (travesseiros, acolchoados, etc.), e preste atenção em objetos
pequenos que possam ser levados à boca por curiosidade. Com relação as roupas o ideal é que
se qualquer vestimenta que possua botões ou qualquer tipo de adereço que possa ser
arrancado pela criança, pois esta pode levar estes objetos a boca.

ORIENTAÇÕES

• Proteger tomadas elétricas;

• Retirada de vasos de planta do alcance da criança;


• Proteger cantoneiras e quinas.

CUIDADOS DOS 12 MESES AOS 3 ANOS

Nessa idade deve-se tomar mais cuidado com possíveis quedas da criança pois normalmente
ela irá desenvolver maior coordenação motora para caminhar e até mesmo irá iniciar o hábito
de escalar móveis da casa sendo muito importante a segurança na movimentação dos
pequenos na casa e em parques. Deve-se notar a sua maior impulsividade e curiosidade,
subindo escadas e explorando diversas partes da casa. Armários, medicamentos, mesas,
geladeiras, fornos, e em muitos casos os bebês conseguem abrir recipientes e sentem-se
atraídas pelo fogo. É necessário que também se observe a falta de juízo de perigo das crianças
em relação a animais e a água.

ORIENTAÇÕES

• Trancar portas de armários e travar gavetas, janelas e vaso sanitário;

• Tapetes antiderrapantes também devem ser providenciados em especial para


banheiras e boxes;

• Portões para escadas;

• Grades ou telas de proteção para janelas ou sacadas;

• Grades de proteção para cama;

• Evitar a familiaridade da criança com animais, principalmente fora de casa;

• Não deixar medicamentos e produtos de limpeza em armários ao alcance da criança ou


mesmo no chão da área de serviço.

CUIDADOS DOS 3 AOS 5 ANOS

Em muitos casos as crianças nesta idade têm prazer e atração por situações de perigo como
correrem nas escadas, subir em árvores, ficam em pé em balanços ou muros altos. Objetos
perigosos (materiais cortantes e pontiagudos, fósforos e isqueiros) devem ser guardados. Nos
meninos é mais frequente que as brincadeiras contenham certa violência com seus brinquedos
e coleguinhas. Com relação aos remédios deve-se evitar que sejam tomados em frente aos
pequenos ou mesmo que se associe a eles o gosto doce ou mesmo agradável.

ORIENTAÇÕES

• Isqueiros, fósforos, tesouras, facas e outros objetos pontiagudos devem ser mantidos
fora do alcance da criança;

• Medicamentos devem estar sempre em armários trancados;

• Protetores, como joelheiras, capacetes, cotoveleiras e luvas devem ser utilizados


quando na prática de esportes como skate, patins ou bicicleta.

CUIDADOS AOS 6 ANOS AOS 7 ANOS


São muito ativas, agitadas e criativas, gostando de situações de aventura e que sejam
relacionadas a histórias embora iniciem novas tarefas, mas nem sempre as terminam por
possuírem tempo breve de concentração. Muitas vezes elas podem ser autoritárias e sensíveis,
teimando em realizar atividades perigosas o que exige maior paciência e jogo de cintura
daqueles que cuidam da criança.

CUIDADOS DOS 8 AOS 10 ANOS

Nesta idade elas tendem a uma maior curiosidade em relação ao funcionamento das coisas,
sendo que já nesta idade se poderá notar maior distinção entre a personalidade da criança e
seus gostos. A participação dos adultos nas brincadeiras tenda a se tornar reduzida nesta fase
ocorrendo maior desenvolvimento de sua autonomia.

CUIDADOS DOS 10 AOS 12 ANOS

Nesta etapa da vida o convívio com outras crianças e a formação da autoimagem é mais
valorizada podendo ocorrer momentos em que a criança tenderá a chamar atenção para si e
prezar pela aceitação em grupos buscando atitudes que podem ser perigosas. Neste momento
um dos maiores riscos é o fascínio desenvolvido com aquilo que é "proibido".

ORIENTAÇÕES

• O uso do álcool e/ou cigarros deve ser evitado ao máximo na frente das crianças
principalmente nesta idade, bem como fazer qualquer tipo de apologia ao tema;

• Ao invés disto deve-se estimular o diálogo com relação ao que é proibido

TIPOS DE ACIDENTES

CORTES E FERIDAS

Os cortes e as feridas podem ocorrer por diversos motivos e objetos cortantes e pontiagudos e
também no caso de ferida por queda, mordedura de animais, etc.

No caso de pequenos cortes deve-se lavar o ferimento com água e sabão neutro se necessário
para que se elimine a sujeira do ferimento. Após isto deve-se aplicar produto de cicatrização.
Vale ressaltar que o uso de esparadrapo ou mesmo band-aid deve ser evitado, devendo utilizá-
lo apenas por breve período com objetivo de estancar o sangramento caso necessário.

Caso ocorra um corte em que existe um grande volume de sangramento deve-se realizar uma
limpeza do local da ferida e aplicar-se um pano limpo no local fazendo uma compressão direta
por cerca de 10 minutos ou até que cesse o sangramento;

Leve a criança para assistência médica imediatamente. Vale lembrar que qualquer ferida feita
por animal doméstico deve ser encaminhada ao médico para que este verifique eventual
possibilidade de contaminação além de tratar do machucado.

SANGRAMENTO PELO NARIZ


• Caso ocorra sangramento nasal na criança devido a contusão no local, sente a criança
incline a sua cabeça da criança para frente para evitar que ela engula o sangue, o que pode
provocar vômito;

• Comprima levemente as narinas por alguns minutinhos aplicando compressa fria no


local;

• Caso não cesse o sangramento encaminhar a criança deve ser encaminhada a


assistência médica.

BLOQUEIO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

Sempre que um alimento (líquido ou sólido) ou um objeto é colocado na boca, engolido e vai
para o pulmão ou fique obstruindo as vias respiratórias, denominamos aspiração. O bloqueio
das vias respiratórias pode ocorrer sempre que um objeto sólido ou mesmo um líquido obstrui
as vias respiratórias dificultando a respiração.

• Caso seja possível visualizar o objeto, introduza os dedos na boca da criança em forma
de alicate e retire-o.;

• Quando nota-se que a obstrução, quando a pessoa não respira, devemos de imediato
aplicar a manobra de "HEIMLICH"

MANOBRA DE HEIMLICH

• No caso dos bebês, apoia-o em seu antebraço e segurando-o pelo peito com a cabeça
mais baixa que o corpo;

• Com a mão livre dê palmadas firmes (com a mão em formato de concha) nas costas
entre seus ombros a força deve ser moderada ;

• No caso de crianças de 12 meses a 8 anos sente a criança em seu colo com as costas
viradas para você e a cabeça mais baixa que o corpo;

• Com a mão livre proceda da mesma forma que nos bebês;

• Repita a operação enquanto necessário;

AFOGAMENTO

Asfixia gerada por aspiração de líquido no aparelho respiratório. No caso dos bebês estes
jamais deverão ser deixados sozinhos no banho; Para crianças maiores vigilância no banho
deve ser constante. • Acalme a criança, aquecendo-a e vestindo-a com roupas secas;

• A criança deve ser deitada de barriga para cima com a cabeça virada para o lado,
evitando que esta aspire líquidos;

• Caso a criança esteja inconsciente, avalie se ela está respirando e se o coração está
batendo e chame ajuda médica imediatamente;

QUEIMADURAS
As queimaduras são lesões na pele que podem ocorrer tanto devido a raios solares, fogo,
líquidos quentes, substâncias corrosivas, choque elétrico entre outros motivos.

As queimaduras de 1º grau apresentam coloração avermelhada (levemente rosa), são secas e


sem bolhas, normalmente são causadas por contato com superfície quentes;

As queimaduras de 2º grau têm coloração mais vermelhada, sendo úmida e gerando a


formação de bolhas, causadas pelo sol ou líquidos quentes;

As queimaduras de 3 º grau apresentam coloração amarelo-pálido e castanho carbonizado,


causadas por chama contínua e/ou rede elétrica.

As áreas mais perigosas são a da face, região genital, pescoço e tórax.

Orientações:

• Caso a queimadura seja de pequena extensão, resfrie o local com água fria e realize
compressa fria;

• Não coloque nada em cima da queimadura como pasta de dente, café, clara de ovo,
sempre encaminhe ao médico;

• Nas queimaduras de 2 º grau em que ocorre a formam-são de bolhas resfrie o local e


encaminhe imediatamente a assistência médica, em nenhuma hipótese fure as bolhas.

• As queimaduras de 3º grau são de extrema complexidade e urgência e por isso deve-se


encaminhar o paciente imediatamente a assistência médica;

• Caso as roupas estejam em chamas, derrube a criança no chão e cubra-a com tecido
grosso como cobertor ou tapete e a role no chão para apagar o fogo.

Queimadura química • Retire a roupa da criança que estiver com o produto cuidando-se para
que se evite o o contato com os restos da pele;

• Lave o local com água fria corrente caso seja possível e encaminhe diretamente para
assistência médica.

Queimaduras devido a exposição ao sol

• Refresque os locais mais atingidos com compressas frias;

• Nestas queimaduras a ingestão de líquidos é muito importante devido à desidratação;

FRATURAS

Fechadas: É a quebra de um osso, aonde a pele se mantém intacta; mostra-se com a


incapacidade de movimento, pele arroxeada e deformação aparente do membro;

Cuidados: Providenciar imobilização, compressas de gelo e encaminhar a assistência médica.

Expostas: Há exposição de osso fraturado com a perfuração da pele;

Cuidados: Não tente imobilizar, não faça compressão no local devido ao sangramento, somente
cubra o local com um pano limpo e encaminhar imediatamente a assistência médica.

ENTORSE
É a torção de uma articulação, com lesão dos ligamentos. Cuidados: Providenciar imobilização,
compressas de gelo e encaminhar a assistência médica.

LUXAÇÃO

É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da articulação.

Cuidados: Providenciar imobilização, compressas de gelo e encaminhar a assistência médica.

CONVULSÃO

É uma desorganizada contração muscular do corpo inteiro e que tem várias origens, porém nas
crianças pode ocorrer devido à febre alta.

Cuidados:

• Não tentar colocar a mão na boca da criança;

• Apoiar e proteger a cabeça de pancadas;

• E somente quando encerrar encaminhar imediatamente a assistência médica.

TRAUMATISMOS NA CABEÇA POR QUEDA

Uma "pancada" um pouco mais forte pode ocasionar um traumatismo que pode formar "um
galo".

É importante que observe o local do traumatismo, se aparentemente está com hemorragia


(ficando com a coloração arroxeada), os traumatismos na cabeça podem ocasionar hematomas
na testa, nos olhos, na face e no pescoço. Porém, dependo do trauma o hematoma pode
aparecer horas depois sendo necessário encaminhar a assistência médica;

• Caso a pele esteja íntegra e sem hematoma colocar gelo delicadamente e nunca
apertar com gelo e nem com faca;

• É importante manter a criança em observação, evitar que durma, observar sinais de


prostração, febre, irritabilidade excessiva, convulsão e na presença de algum desses sinais
encaminhar imediatamente a assistência médica.

Módulo 4: Cuidados com Neo Nato

Quando uma mãe entrega um bebê/criança para nós cuidarmos ela está entregando algo
muito precioso, a criança é algo muito valioso para sua mãe/ família e todas nós queremos
corresponder às expectativas dessa mãe, responsabilizando pelo bem-estar do seu bebê. Para
isso temos que ter credibilidade (credibilidade é o crédito/oportunidade que ganhamos pelo
reconhecimento de algo).

COMO GANHAMOS CREDIBILIDADE?


• Atentando as orientações (dessa mãe/família, cada família tem normas, hábito e
cultura diferentes);

• Com responsabilidade (em relação à medicação, alimentação, rotinas, horários, etc.);

• Com demonstração de amor, paciência, carinho, zelo, alegria e dedicação;

• E tendo amor no cuidar.

CUIDADOS BÁSICOS COM A BABÁ

• Manter uma boa aparência – "A aparência que constantemente apresentamos é a que
fica";

• Os cabelos deverão estar sempre presos;

• Deverão ter unhas cortadas, aparadas e limpas (para não ocasionar risco de cortes e
infecções);

• Não deverão fazer uso de cheiros fortes (perfumes, cremes, etc.) porque podem
provocar alergias e sufocamento nos recém-nascidos;

• Uso de jóias e bijuterias como relógios, pulseiras e anéis devem ser evitados durante o
contato com o recém-nascido (Poderão provocar arranhões, escoriações e hematomas).

CUIDADOS COM O RECÉM-NATO

Recém-nato – bebê com até 28 º dias de vida

Lactentes – criança de até 1 ano de idade (de 0 a 11 meses e 29 dias)

HIGIENIZAÇÃO DO RECÉM – NASCIDO - BANHO DE ABLUÇÃO (BANHEIRA)

1. A hora do banho traz sempre um pouco de insegurança, o bebê parece tão frágil e nos
dar a impressão que irá escorregar e se afogar. Mas estabelecendo-se uma rotina, mantendo-se
organizada com algumas pequenas regras tudo fica mais fácil;

2. Lavar as mãos sempre antes de entrar em contato com o recém-nascido e com os seus
pertences;

3. Deixe tudo pronto organizadamente: a banheira, o sabonete especialmente para


bebês, a toalha, a fralda e as roupinhas;

4. Verificar a temperatura da água, que deverá ter a temperatura ambiente (36º C)


somente quebrando a frieza, água fria provoca resfriamento e a água quente causa
queimadura e dor (fazer o teste com o antebraço), lembrando que deverá ser reservada uma
quantidade de água para o enxágüe;

(Passo a passo) 5. O banho é divido em duas partes: cabeça e corpinho.

• A roupinha deverá ser retirada e deixá-lo somente com a fralda envolvido na toalha;
• Leve- o até a banheira;

• Incline a cabeça sobre a banheira, apóie o corpinho no seu braço e a cabeça na sua
mão com os dedos polegar e médio fechando o canal auditivo;

• Lave o rostinho somente com água;

• E o couro cabeludo lave delicadamente com água e sabão; • Enxágüe a cabeça;

• Coloque-o no trocador e seque bem a cabeça e o rostinho;

6. Tire a fralda, faça a higiene da região genital com algodão umidecido antes de ser
colocado na banheira;

7. Banhando o recém-nascido de frente: Segurar o recém-nascido corretamente,


passando seu antebraço pela costa da criança e segurando debaixo do seu braçinho de forma
que a cabeça apóie no seu antebraço;

8. Lavar cuidadosamente as dobrinhas das coxinhas, do pescoço, das axilas e as


mãozinhas do recém-nascido;

9. Virar o recém-nascido da seguinte forma: Colocá-lo apoiado com o tórax no seu


antebraço, com a cabeça levemente apoiada na lateral do braço, ATENÇÃO: quanto ao rostinho
do neném para que não esteja imerso na banheira causando afogamento! 10. Terminando o
banho com dorso (as costas) e o bumbum; enxaguando com a reserva de água, limpa;

11. Secar o recém-nascido, ele deverá estar bem seco inclusive nas "dobrinhas";

12. O recém-nascido deverá ser vestido imediatamente, começando pela cabeça;

ATENÇÃO: A higiene da região genital dos meninos e meninas ocorre superficialmente no


banho devendo ser avaliada antes e depois do banho;

CUIDADOS NA TROCA DA FRALDA

A região genital é a região íntima, requer uma limpeza adequada, porém delicada.

• Lavar as mãos sempre antes de entrar em contato com o recém-nascido e com os seus
pertences;

• Realizar a limpeza do recém-nascido:

• Em meninos – A higiene deverá ser antero-posterior começando pelo pênis e


terminando com a higiene da região ananl, nunca abaixar o prepúcio exageradamente,
somente retrair delicadamente e retirar secreção "esmegma" se presente e a higiene da bolsa
escrotal para que não acumule fezes;

• Em meninas – a limpeza deverá ser também antero-posterior, começar pelo grandes


lábios afastando-os e limpando de preferência com algodão úmido os pequenos lábios
terminando com a limpeza da região anal.

• Atenção para não carregar fezes para a vulva e uretra – causando infecção.

QUANTO À APLICAÇÃO DA POMADA DE ÓXIDO DE ZINCO.


Poderá ser passada na pele ao redor na região genital em pequena quantidade, nunca na vulva
e no pênis. Porém deverá ser removido completamente a cada troca de fralda, porque ele faz
uma camada de cobertura sobre a pele, se não removido completamente a cada troca de
fralda irá aderindo sujidade ainda que a olho nú não se veja, pode causar infecção no bebê.

CUIDADOS COM O COTO UMBILICAL

• Após o banho, secar o coto umbilical; • A limpeza do coto umbilical deverá ser feita
somente com algodão ou gaze embebido com álcool a 70%, começando da base para a
extremidade, passando ao redor do coto. Atenção: para o álcool não escorrer para a região
genital causando queimadura.

Importante: Não se deve cobrir o coto com nada e de preferência deverá ficar para fora da
fralda para que ela não abafe e retarde a cicatrização e o coto umbilical deverá ficar para o lado
esquerdo do bebê.

Não se deve colocar café, açúcar, cinteiro e moeda porque causam infecção e podem levar o
bebê a óbito.

Geralmente o umbigo cai de 7 a 10 dias, podendo variar de acordo com cada criança.

CUIDADOS COM A FACE DO RECÉM-NASCIDO (OLHOS, NARIZ, BOCA E OUVIDOS)

Olhos

1. Lavar as mãos sempre antes de entrar em contato com o recém-nascido e seus


pertences;

2. Fazer a higiene com bolas de algodão úmido do canto interno para o e externo (usar
uma bola de algodão para cada olho) e atenção para que não fique resíduos de algodão nos
cílios do bebê.

Nariz

1. As narinas do bebê deverão ser limpas com cotonetes, delicadamente, caso perceba
que o bebê está respirando mais pela boca ela poderá estar obstruída, instile uma gota de soro
fisiológico em cada narina.

Boca

1. Lavar as mãos sempre antes de entrar em contato com o recém-nascido e seus


pertences;

2. Se possível use luva, envolva o dedo mínimo em uma gaze, umedeça a gaze em água
filtrada e faça a limpeza em toda extensão da gengiva, palato duro (céu da boca) e língua.

A realização da higiene oral no bebê deverá ser realizada pelo menos 3x ao dia, diminui assim a
probabilidade de monilíase, que são placas esbranquiçadas aderidas na boca e que não saem
facilmente.

Somente deverá ser usada pasta dental infantil a partir dos 2 anos e/ou conforme orientação
do dentista.
Ouvidos • Fazer a limpeza dos ouvidos com cotonetes apenas do canal auditivo externo
isto é, apenas o que pode ser visto e não introduzir no canal auditivo interno.

Considerações Importantes: O Recém-nascido pode apresentar mamas aparentemente


ingurgitadas nos primeiros dias de vida e que podem até ter secretar leite, isto é reflexo ainda
dos hormônios maternos circulantes na gestação que se concentram em pequenas
quantidades nos recém-nascidos e é conhecido popularmente como Leite de bruxa.

• Não se deve apertar ou espremer o mamilo e a mama do recém-nascido, poderá


causar infecção e até abscesso. "Deixe que seu próprio organismo expila".

Também pode ocorrer nas meninas um pequeno sangramento vaginal nos primeiros dias de
vida que também é derivado dos hormônios maternos circulantes.

VACINAS

É importante lembrar das vacinas e suas reações, porque é nessa fase que os bebês começam a
receber imunizações. Os bebês deveram ser encaminhados ao posto de saúde sempre pela
manhã, para que você possa observar ao longo do dia qualquer reação anormal. A vacina BCG
deve ser administrada nos primeiros dias de vida, no braçinho direito.Tem a sua imunização
confirmada com a cicatriz que será formada.

Deverá ter secreção, pústula e crosta (chamamos de casquinha).

Cuidados

• DEVERÁ SER LAVADA NORMALMENTE (COM ÁGUA E SABÃO);

• NÃO DEVERÁ SER USADO MERCÚRIO, ALGODÃO, GAZE, BANDAID, OU SEJA, NÃO
DEVERÁ SER COBERTO PORQUE RETARDAR A CICATRIZAÇÃO E AUMENTAR A LESÃO.

A vacina da hepatite B que é administrada no 2º, 4º e 6º mês de vida no vasto lateral da coxa
direita, poderá causar dor e irritabilidade no primeiro dia após a vacina assim como as demais
vacinas: a tríplice viral e a DTP.

Cuidados

• DEVERÁ SER COLOCADO COMPRESSA FRIA NAS PRIMEIRAS 24HS E EM CASO FEBRIL
DEVERÁ SER ADMINISTRADO ANTITÉRMICO DE COSTUME DO BEBÊ.

A vacina de rota vírus é oral, porém o bebê poderá apresenta como reação vacinal: febre,
vômito e diarreia que é normal, porém se o bebê não estiver se alimentando e com mais de 2
episódios de diarreia é necessário encaminhá-la para assistência médica.

Módulo 5: Segurança para crianças e cuidadores

O século XXI trouxe mudanças significativas. Algumas delas, você nem percebe. Quer ver um
exemplo? Ande em Copacabana. Você vê alguma câmera? Pois é...mas o 19º Batalhão da
Polícia Militar vê tudo o que as pessoas fazem nessa região, através das câmeras instaladas nas
ruas.
Nas casas e apartamentos de hoje, ocorre a mesma coisa. Expostas ou escondidas, não se
iluda: TODAS AS CASAS HOJE TÊM CÂMERAS COM ESCUTA (OU SEJA, QUE TRANSMITEM
TAMBÉM O QUE FALAMOS).

Além das câmeras das residências, outras câmeras registram nossos atos e movimentos nos
elevadores dos condomínios, nas suas áreas de lazer, nas casas de festas etc.

Vivemos, sim, em um imenso Big Brother, não duvide disso. Hoje, a tecnologia possui inúmeros
recursos para que se faça vigilância, seja através de camêras expostas ou escondidas, escutas,
escutas telefônicas , sensores de gavetas que registram a hora e a imagem de quem as abriu
etc.

Câmeras e sensores podem ser postos em quaisquer lugares, os mais estranhos possíveis. Você
acha que sabe tudo porque alguém lhe disse que existem mini-câmeras que são colocadas em
bichinhos de pelúcia? Essa já é velha e bem conhecida. Novidade, agora, é a mini-câmera que
não precisa de um computador para transmitir, em tempo real, som e imagem de um
ambiente, que podem ser vistos pela internet pelos seus empregadores de qualquer lugar onde
eles estejam, inclusive pelo celular. Ou seja, você pode estar falando mal da sua patroa para a
cozinheira e ela pode estar vendo e ouvindo lá do trabalho dela.

Desta forma, o melhor que você tem a fazer é ser profissional. Imagens são provas criminais. Se
uma pessoa é filmada furtando, essa imagem pode condená-la. Se a pessoa for pega
maltratando uma criança, poderá ser enquadrada no crime de maus-tratos.

Por esse motivo, quem tem tendência à irritabilidade, quem acorda de mau-humor ou, ainda,
leva seus problemas para o trabalho, o mais aconselhável é procurar outra profissão que não a
de babá.

DESISTA ENQUANTO É TEMPO!

MAUS TRATOS

Muita gente acha que essa expressão envolve apenas o castigo físico. Todo mundo considera
bater em uma criança, segurá-la com força, empurrá-la, como mau trato.

Dentre as situações abaixo, você consegue identificar mais alguma que represente mau-trato?

- A babá avança correndo na frente para pegar o elevador sem olhar para trás e deixa uma
criança de um ano correndo atrás dela para alcançá-la

- A babá inicia uma calorosa conversa com as "amigas" na pracinha e deixa a criança brincando
longe do seu alcance - a criança sai da aula de natação e a babá a deixa ir embora descalça e
com o maiô molhado

- A babá ameaça a criança para que não conte uma ou outra coisa aos pais

- A babá coloca medos inexistentes na criança a partir de histórias fantasiosas para forçá-la a
fazer o que A babá quer - A babá grita com a criança

TODAS ELAS REPRESENTAM MAUS-TRATOS E EXPÕE QUEM OS PRATICA ÀS PENAS DA LEI.

A violência psicológica leva mais tempo para ser identificada, mas ela aparece. E ela aprece de
repente, saltando aos olhos dos pais que buscam um psicólogo. Através de testes e técnicas
especiais, os psicólogos conseguem identificam uma criança vítima de violência sem que seja
necessário que ela conte.

Ao sair com uma criança para ir a uma pracinha, ou simplesmente ao ficar sozinha com ela lhe
dá a responsabilidade de zelar, naquele momento, pela sua guarda. Uma simples conversa em
uma pracinha com outras cuidadores de crianças pode levar a criança a se machucar e os pais a
acusarem de abandono de incapaz.

Outra coisa que não se pode deixar de considerar é que vivemos em um mundo extremamente
violento e a criança é um ser incapaz de defender-se sozinho. Desta forma, é necessário que o
adulto que tem sua guarda, naquele momento, zele pelo seu bem estar e pela sua segurança
física, psicológica e emocional.

A MELHOR FORMA DE SEGURANÇA: PREVENÇÃO

A falta de uma mentalidade de segurança, principalmente pessoal e familiar, é a causa de


graves problemas que seriam evitados por meio da prevenção. Não existe segurança ou
proteção 100% eficaz, porém os riscos pessoais e familiares podem ser bastante minimizados
com medidas simples que estão ao alcance de você e das famílias com as quais vai atuar.

Da mesma forma que visitamos um médico ou dentista para realizarmos alguma avaliação
sobre nossa saúde, certas pessoas têm necessidade de um profissional na área de segurança
para obter informações, sanar dúvidas ou tentar resolver uma situação adversa.

Segurança não é uma ciência exata, pois as variáveis envolvidas são muitas, principalmente de
ordem técnica, pessoal, sócio-econômica e política entre outras.

Desta forma, ao começar em uma casa e receber instruções de segurança, siga-as à risca, por
mais estranhas que lhe pareçam. Essas instruções podem salvar vidas em uma situação de
risco.

SEGURANÇA PESSOAL

Ao assumir a função de babá, você assume também a responsabilidade sobre a(s) criança(s)
da(s) qual (is) irá cuidar. Em situações de risco, você deve preservar a vida da criança e a sua,
pois naquela situação, você é a única chance que ela tem de defesa. Se algo acontece com
você, a criança ficará sozinha. Logo, não banque a heroína.

Antes de mais nada, adote a melhor solução para manter uma adequada segurança pessoal: a
prevenção contra as várias possibilidades existentes. A segurança pessoal aqui focalizada visa a
sua proteção e a da criança que estará sob sua responsabilidade.

PREVENINDO-SE DE BANDIDOS

O bandido, apesar de tudo, segue algumas regras. Como exemplo, podemos citar que: •
Não quer ser exposto;

• Sempre faz uma seleção de vítimas;

• Sempre vai escolher o mais fácil, ou seja, o mais despreparado;

• Durante o assalto o bandido está nervoso e com medo. Reagir não é a melhor solução
e representa altíssimo risco.
O bandido de hoje não tem descrição exata. O modelo de bandido trajando chinelo e bermuda
está ultrapassado. Hoje muitas pessoas relatam ter sido abordadas por homens elegantes,
alguns de terno e gravata. Vale ressaltar que a participação de mulheres tem crescido muito
nos assaltos. Aquela velhinha simpática que vem sorrindo para o bebê, pode estar distraindo
você. Mantenha sempre a vigilância e desconfie de tudo e de todos.

Ao deparar-se com uma situação adversa observe sempre: o comportamento, as mãos e os


olhos.

EVITANDO A ABORDAGEM

O primeiro passo é admitir que você pode ser vítima de um bandido. Achar que isto não vai
acontecer com você é errado. Assim, o certo é agir preventivamente, evitando a abordagem.

Quando estiver caminhado na rua observe tudo que acontece ao redor, não se distraia. Ao
identificar alguém como suspeito em potencial observe suas mãos e se possível seus olhos.

O bandido tem o espaço como seu inimigo, ou seja, ele precisa "fechar espaço", precisa se
aproximar para realizar uma abordagem. Desta forma, mantenha sempre, pelo menos, 20
metros de distância de um suspeito.

Quando um suspeito estiver fechando espaço entre você e a criança, proceda assim: • Mude
de calçada e observe o comportamento do suspeito;

• Se ele mudar de calçada também, aumentam-se as chances de que ele queira realizar
uma abordagem;

• Não permita que ele "feche o espaço", pois se isto ocorrer não se poderá fazer mais
nada no momento.

COMO EVITAR QUE O BANDIDO "FECHE O ESPAÇO"

Procure sempre:

• Um local abrigado e com muito movimento;

• Um local com seguranças ou policiais;

• Não encontrando um local para se proteger mude novamente de calçada, mantendo


sempre o espaço de,no mínimo, 20 metros entre você e o suspeito;

• Se ele apertar o passo entre em uma loja ou comércio qualquer;

• Não existindo locais assim, pegue a criança no colo e corra, sempre mantendo a
distância entre você e o suspeito. (Se ele alcança-la não corra mais, pare!).

No momento em que perceber que o elemento está correndo em sua direção está claro que
ele pretende cometer algum delito. Neste momento você pode gritar! Gritar o quê? Gritos de
"socorro" indicam perigo e as pessoas geralmente fogem do perigo, não é aconselhável gritar
esta palavra. Gritar "fogo" chama a atenção das pessoas para verificar onde está ocorrendo o
incêndio. Isto pode confundir o bandido e pode dar certo. Gritar um nome qualquer, de
preferência masculino, pode ser a melhor solução! " João, me ajuda!", pode ser a melhor
solução para afastar um bandido rapidamente. O bandido provavelmente achará isto inusitado
e pensará: "Quem é o João? Está por perto? Estará ouvindo pelo celular?". É bastante provável
que ele desista do seu intento.
Se o bandido desistir, volte imediatamente para casa e comunique o fato aos responsáveis da
criança. Procure memorizar as características do bandido e sugira que a melhor solução é
registrar queixa na delegacia de polícia da área. ATENÇÃO: se você tiver o "pressentimento" de
que uma pessoa vai lhe abordar, nunca feche o espaço entre você e ela. Muitas pessoas que
foram assaltadas relatam que perceberam que algo iria acontecer e não fizeram a prevenção.

SUPERVISÃO DA CRIANÇA É SEGURANÇA

Imagine um vigilante de banco lendo um livro ou ouvindo um rádio enquanto pessoas entram e
saem do estabelecimento. A possibilidade de alguma coisa dar errado em seu trabalho é muito
grande, porque as pessoas percebem que ali está um profissional desatento. Do mesmo modo,
alguém que tem responsabilidade sobre uma criança não pode, em hipótese alguma, se
distrair, seja em função de uma vitrine, de uma conversa, de uma cena de romance na TV. A
supervisão da criança deve obedecer algumas regras.

Vejamos:

Locais públicos: Você deve observar o nível de importância da família a que pertence a criança
e o grau de risco que eventualmente poderá existir para a integridade física da mesma.

Antes de sair para o passeio consulte os responsáveis onde você pode ir, se isto não lhe for
informado. Procure conhecer as condições de segurança do local quanto à possibilidade de
acidentes, tipos de pessoas que frequentam o local e se existe segurança ou policiamento.
Chegando ao local, uma boa dica é abaixar-se à altura da criança. Assim, você verá o mundo
com os olhos dela e observará o que pode ser perigoso para ela naquele local. Durante o
passeio a observação deve ser constante, sobre a criança e o que está ocorrendo a sua volta,
mantendo-se bem perto da criança de modo que, esticando os braços você a alcance. É comum
nestes ambientes que as pessoas encontrem conhecidos e passem a conversar ou resolvam ler
uma revista enquanto a criança brinca ou tão somente toma um banho de sol. Evite conversas,
ler, comer ou beber durante o passeio. A falta de atenção pode trazer uma surpresa
desagradável e consequências criminais, em casos mais extremos.

PESSOAS ESTRANHAS

Não permita que estranhos se aproximem da criança, sob qualquer hipótese. Também não
permite que tirem fotos ou filmem a criança. Como hoje em dia muita gente tem celular com
câmera, toda atenção é pouca.

Pessoas idosas ou aparentemente inofensivas podem aparecer para admirar ou fazer mimos à
criança. A responsabilidade de supervisionar e evitar que a criança sofra qualquer tipo de dano
é sua. Seja educada e cortes, porém, não permita que toquem, deem qualquer presente e,
principalmente, não permita que alimentem ou deem líquidos para a criança. Você também
não deve comer ou beber nada fornecido por estranhos.

Outra situação comum é a de alguém querer conversar. Primeiramente não se distraia nunca, e
não forneça informações sobre o local onde atua, endereço, nomes dos responsáveis, tipo de
casa ou apartamento e dados pessoais.
PESSOAS CONHECIDAS

Existem estatísticas mostrando que a maioria dos problemas envolvendo pedofilia e abuso
sexual de crianças ocorre por pessoas bem relacionadas e conhecidas pela criança. Deixar a
criança com pessoas assim, mesmo que seja parente, sem o prévio consentimento dos
responsáveis é terrivelmente perigoso. Procure sempre se informar com quem a criança
poderá ficar em uma emergência e quem pode ou não visitá-la. Se receber uma visita
inesperada, consulte os responsáveis. Não aceite ofertas do tipo " pode ir ver a novela que eu
cuido da criança".

TELEFONE

É comum em um dia de trabalho receber telefonemas. Não forneça nenhum tipo de


informação pessoal e dos responsáveis por meio do telefone, isto é muito perigoso.

SEQUESTROS

Embora pareça estranho, o sequestro é uma prática antiga. Hoje, todos nós corremos perigo. O
sequestro não é mais um privilégio de executivos de grandes empresas nem de milionários ou
suas famílias. Este crime está alastrado em todos os segmentos da sociedade, pois o ato de
executar o sequestro se banalizou, ficou mais fácil do que assaltar um banco.

Perfil do sequestrador

De acordo com estudos internacionais, os sequestradores podem ser divididos em três grupos:

• Criminoso Profissional – se envolve em um sequestro de forma acidental. O individuo


quer dinheiro e em seguida fugir. Quando seu intento é frustrado pela polícia procura um
refém para se proteger. Geralmente sabe que perdeu a questão e entrega-se sem maiores
complicações.

• Emocionalmente perturbado – apresenta diferentes e complexos problemas. Suas


tendências são irracionais, é levado pelas emoções e, desta forma, menos previsível nas suas
atitudes ou respostas a estímulos. Recomenda-se ouvir o máximo e falar o mínimo possível.
Não é possível prever o que um indivíduo perturbado irá fazer.

• Fanáticos (motivação política, religiosa, ideológica, etc) – planejam cuidadosamente


suas ações e com riqueza de detalhes. Agem em equipe e utilizam armas de grande letalidade.
Querem sempre chamar a atenção e criam estardalhaços. Não é comum no Brasil.

Fatores de vulnerabilidade

Citaremos três fatores de vulnerabilidade (ou seja, fatores que levam uma pessoa a ser mais
visada do que outra pelos bandidos):

• Prestígio – quanto maior o prestígio e distinção financeira, maior será a ameaça de


sequestro;

• Compensação financeira – a possibilidade de pagamento do resgate é um fator


determinante no planejamento do sequestro;
• Família – o grau de estreitamento e a força dos vínculos familiares são mais um
estímulo aos sequestradores.

Procedimentos básicos para evitar o sequestro

• Não desperte ou incentive a cobiça;

• Reduza as oportunidades;

• Evite facilidades.

No entanto, como já dissemos, estamos em uma cidade violenta. Claro que desejamos que
você nunca passe. Por esse motivo, mas se um dia você estiver em um cativeiro, nas mãos de
um sequestrador, decore as regras abaixo. Elas poderão fazer a diferença entre a vida e a
morte, da criança e sua também.

SITUAÇÕES ENVOLVENDO CARRO – COMO PROCEDER?

Se você estiver dentro de um veículo e sofrer uma tentativa de assalto ou sequestro, procure
agir da seguinte forma:

• Mantenha a calma;

• Diga ao bandido exatamente o que vai fazer. Exemplo: estou soltando o cinto de
segurança, vou soltar o cinto da criança, vou destravar a porta, vou abrir a porta;

• É importante evitar movimentos bruscos, porém é conveniente não realizar as ações de


forma muito lenta, pois isto pode vir a irritar o bandido.

CONSIDERAÇÕES ACERCA DE ABUSO COM CRIANÇAS

A infância e a adolescência são invenções relativamente recentes. Ao longo da história, ao


menos até o século XIX, a criança não era reconhecida enquanto experiência vivencial própria.
A criança era vista como uma miniatura do adulto.

Em 1946, a Assembléia Geral da ONU criou a Organização das Nações Unidas para a Infância, a
UNICEF, iniciando um amplo programa de auxílio às crianças de vários países. A mesma
Assembléia, em 1948, inseriu na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a garantia à
Educação, à Saúde e a limitação de trabalho, para as crianças.

Disto nasceu no Brasil, com muito atraso, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê
garantias a crianças e adolescentes. Três artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente são
importantes de serem conhecidos: • Artigo 15 – A criança e o adolescente têm direito à
liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento
e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas Leis;

• Artigo 17 – O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física,


psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da
identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais;
• Artigo 18 – É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-
os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou
constrangedor.

O Código de Processo Civil prevê penas severas contra maus tratos e abusos a criança e
adolescentes. Assim sendo se você tomar conhecimento de casos desta natureza comunique o
fato ao Conselho Tutelar de sua região. A polícia adotará as providências necessárias à
situação.

SOBRE SIGILO PROFISSIONAL

Possivelmente você está contente com seu novo trabalho e que quer contar para todo mundo
o que faz, aonde você vai, para quem você atua e tudo mais. Cuidado! Poucas pessoas
precisam saber para quem você atua, o que você faz e que lugares você frequenta. Evite
conversas sobre o seu trabalho nas rodas de amigos, na escola ou mesmo nas festas de sua
família.

Você não tem a menor ideia do que outras pessoas estão pensando ou tentando fazer. Ao fazer
determinados comentários sobre o seu trabalho pode estar pondo em risco a segurança da
família para quem você atua.

No seu dia a dia de trabalho o que se ouve e se vê não se comenta. Seja discreta e não faça
comentários desnecessários a ninguém.

Pode parecer desnecessário comentar isto, porém, é importante saber que no caso de alguém
cometer algum delito contra determinada família e isto estiver ligado de alguma forma a você,
não tenha dúvidas, a polícia ira lhe chamar para prestar esclarecimentos.

Módulo 6: Psicologia Infantil

NOÇÕES DE PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

O desenvolvimento da criança abrange o crescimento físico, as mudanças psicológicas e


emocionais e a adaptação social, determinados por condições genéticas e circunstâncias
ambientais. A Psicologia do desenvolvimento permite identificar as mudanças de
comportamento que ocorrem em um determinado período da vida do ser humano, bem como
seus conflitos e tarefas evolutivas que precisa superar. Saber o que é esperado para cada fase
"normal" ajuda a lidar com a criança com mais empatia e compreensão e a resolver com maior
eficácia as dificuldades.

PERÍODO DE BEBÊ – 0 A 18 MESES

• Fase oral.

• Criança centrada em si mesma sem clara percepção do outro.


• Adquire confiança no cuidador e precisa ser nutrida física e emocionalmente – "dieta
do afeto". • Desenvolve a noção de confiança x desconfiança: as duas necessárias para a
sobrevivência. A desconfiança é importante para nos protegermos, mas em excesso pode
prejudicar o contato com as outras pessoas.

• Antes de aprender palavras a criança registra impressões sobre si e sobre o mundo com
base na forma como é tratado.

PRIMEIRA INFÂNCIA – 1 ANO E MEIO AOS 4 ANOS

• Fase anal.

• Controle esfincteriano – prazer em segurar o xixi e o cocô.

• Poder de controle/ dominação e o desejo de fazer tudo o que quer. Ex.: ela não quer o
brinquedo, quer o poder de ganhar.

• Idade do "Não", dos "porquês" e do "Meu".

• Fase importante para a criação de normas e conseqüências.

• O sentimento de troca e de respeito pelos sentimentos do outro começa a ser


desenvolvido.

• "Comprar" briga com a criança nos coloca em risco de não expressarmos com
adequação a noção de realidade. Ela age por impulso, se fizermos do mesmo modo, estaremos
nos igualando e não a auxiliaremos a crescer.

• Desenvolve a autonomia, a vergonha e a dúvida.

• Em geral as crianças esta idade adoram histórias onde existem bichos malvados e
bonzinhos, prêmios para o bem e castigo para o mal...

OS ANOS PRÉ-ESCOLARES - 4 AOS 6 ANOS

• Fase fálica.

• O termo "fálico" se refere ao interesse pelos genitais. Interessam-se muito pela


diferença entre meninos e meninas.

• Idade do brincar: a imaginação é muito fértil e podem aparecer medos mais intensos
por personagens de histórias e também da morte.

• Sentem que estão crescendo e cada vez mais independentes.

• Desenvolve a iniciativa e a culpa (sentimento de inadequação).

IDADE ESCOLAR - 6 AOS 11 ANOS

• Fase da latência.

• Volta-se para relações fora da família, cuja aprovação social é importante: escola,
amizades... • A partir dos 6 anos até a adolescência o apoio social é importante.
• Ao brincar lida com hierarquia de papéis - através exemplos ideais, reais ou míticos
(heróis de lendas e histórias) • O menino imita mais o pai e a menina mais a mãe. Preferem
brincar em grupos selecionados por gênero.

• Podem aparecer tiques e os medos fantasiosos aumentarem de intensidade.

• A compreensão da criança é mais elevada e Por esse motivo aparecem maiores


exigências, • A amizade se instala, pois o egocentrismo é bem menor.

EXPRESSÃO EMOCIONAL E AGRESSIVIDADE

A sociedade está em constante mudança, mas os sentimentos que os seres humanos são
capazes de sentir permanecem os mesmos ao longo do tempo. Raiva, amor, ciúmes, inveja,
saudade, ansiedade, medo, alegria, tristeza e outros tantos, estão presentes em nossa vida e
são expressos das mais diversas formas. A forma de expressão dos sentimentos se modifica de
acordo com a idade, o ambiente social e a personalidade. Por exemplo, uma criança muito
introvertida, que teme seus cuidadores, poderá não expressar seus desagrados, sua raiva, e
então, sentir dor de cabeça. O fato de não saber falar sobre sua tristeza também pode
desenvolver comportamentos agitados para fugir de sensações ruins.

Quando uma criança aprende a ter uma relação mais positiva com o mundo, lida melhor com
todas as suas emoções. Ter uma relação mais positiva com o mundo significa: viver num
ambiente saudável, receber limites e amor dos pais e cuidadores, se divertir, brincar, aprender
a ter responsabilidades (de acordo com a idade), se alimentar bem, dormir bem, ser vista como
criança (e não como um pequeno adulto), conviver com pessoas emocionalmente
inteligentes...e muito mais. Não existe mundo ideal, mas suficientemente bom.

A agressividade é um dos comportamentos mais incompreendidos do ser humano. Ela é


necessária para a sobrevivência, mas pode ser tão exacerbada, que adquire uma função
negativa e traz sofrimento, tanto para a criança como para quem cuida dela. Geralmente
crianças excessivamente agressivas têm necessidades não supridas, como falta de atenção, de
limites, de escuta, de amor, de cuidados, de respeito...

Crianças muito pequenas ainda não desenvolveram a capacidade de conversar sobre o que
sentem e assim agem mais do que falam. Podem bater e morder tanto para alcançar seus
objetivos imediatos como para se defender. Nessa fase precisam de contenção e "firmeza
carinhosa", que demonstre tanto o limite quanto o afeto.

Crises de birra:

Praticamente todas as crianças passam essa fase em algum momento, mas algumas com maior
frequência que outras.

Estas dicas que podem ajudar no manejo:

1. Fale em tom firme, mas não agressivo. Lembre que você é adulto e precisa ter bom
senso e autocontrole para lidar com a agressividade da criança, dar sustentação e exemplo.

2. Faça orientações de certo e errado em frases curtas e olhando para a criança.

3. Esteja de corpo e alma presente para dar afeto e ajudá-la a se acalmar.


4. Não crie "rótulos", ameace ou humilhe a criança. Isso não educa, apenas destrói a
autoestima.

5. Dê possibilidades de escolha, quando possível. Exemplo: "Você não pode ir para a


escola de biquíni, mas pode escolher entre esse vestidinho azul e este amarelo."

No caso das babás, este é um importante item a ser combinado com os pais da criança, para
determinar como devem agir nestas situações, pois é essencial que haja uma constância e que
se respeitem os valores da família.

AUTOESTIMA

A autoestima é o sentimento de valor que temos sobre nós mesmos. Dela depende a
autoconfiança, a coragem para tomar iniciativas e a qualidade dos relacionamentos
interpessoais.

O desenvolvimento da autoestima acontece durante toda a vida, mas principalmente na


infância. Nessa fase é importante que suas qualidades sejam percebidas e reforçadas, bem
como as dificuldades compreendidas. As palavras e as "caras e bocas" são muito importantes
para as crianças. As críticas devem ser direcionadas ao fato em si e não a criança como um
todo. O deboche também é um aspecto altamente prejudicial e temos que ter cuidado com
metáforas, pois criança nem sempre entende brincadeira.

Por outro lado, os elogios sinceros (e também sem exageros) funcionam como uma força
poderosa de crescimento e saúde emocional. Quem recebe incentivo tem mais disposição para
aprender coisas novas e se tornará um adulto confiante, produtivo e feliz.

SEXUALIDADE INFANTIL

Muito cedo as crianças começam a reconhecer seu pertencimento a uma categoria sexual (2/3
anos) e demonstrar curiosidade pelas características físicas.

A curiosidade sexual se expressa diretamente entre 3 e 5 anos com perguntas sobre xixi,
fenda...Esta curiosidade pode ser acompanhada de uma atitude frequentemente exibicionista,
que se atenua por volta dos 5/6 anos e é substituída por manipulações (brincadeiras de
médico, curiosidade em ver os órgãos genitais...). Nesta fase começam a ficar com vergonha
dos adultos e a introjetar as regras sociais relativas a sexualidade.

A partir dos 7/8 anos o outro sexo é colocado a distância, brincam em grupinhos separados. Na
adolescência voltam a se integrar.

O manejo adequado dos comportamentos e curiosidades relativos a sexualidade envolve


algumas posturas :

• Ser casual, sem exageros.

• Responder apenas o que a criança perguntou.

• Proporcionar canalização da energia.

Este é mais um item importante para ser conversado previamente com os pais. Praticamente
todas as crianças vão tocar neste assunto ou demonstrar comportamentos relativos a este
tema, mas cada família terá uma forma própria para lidar com isso. Pode haver restrição
religiosa, cultural ou de valores, que precisam ser respeitadas.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

É possível que durante o período em que você estiver cuidando de alguma criança, situações
difíceis precisem ser enfrentadas. Situações como divórcio, morte, adoção, violência,
depressão pós-parto, entre outras.

Nunca menospreze a percepção das crianças, suas "anteninhas" estão sempre muito atentas a
tudo que acontece em sua volta. Ela escuta cochichos, percebe mudanças de humor, ouve
conversas pela metade e vai alimentando sua fantasia.

Uma vez que A babá passa muitas horas com a criança, pode-se esperar que elas questionem
algumas coisas, que tragam queixas ou que demonstrem sofrimento e choro. Esta é uma
situação muito delicada e que precisa ser esclarecida e combinada com os pais, de preferência
sem a presença da criança.

Quando for pega de surpresa, dê atenção à conversa dela, mas não responda nada que você
apenas "ache". Diga que entende sua preocupação e tristeza, e que vai perguntar para a
mamãe ou papai sobre isso. Desta forma você deu o suporte necessário, mas não interferiu na
intimidade da família. Depois disso, converse com os pais e dê uma satisfação à criança, como
por exemplo: "falei com seus pais e eles me disseram que lhe explicarão o que está
acontecendo", ou seja, siga as orientações que eles lhe derem.

QUESTÕES IMPORTANTES DE RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

• Este tipo de profissão depende muito da empatia com a criança e com a família.

• Em todas as idades, sempre que nos comunicamos, estamos transmitindo mensagens


sem palavras. As crianças são particularmente sensíveis ao estado emocional de seu cuidador e
percebem estas mensagens subliminares.

• O tom de voz pode mudar todo o sentido daquilo que estamos falando, e com isso, a
percepção do outro pode ficar muito longe do que seria nossa intenção.

• Expectativas com A babá ideal: Babá não é mãe, é uma profissional afetuosa e
dedicada, competente e interessada no bom desempenho do seu trabalho.

• Quando o cuidado envolve irmãos, podem ocorrer briguinhas, disputas de afeto e


comparações. O bom senso nesta hora é crucial.

• Há semelhanças e diferenças entre a criança que eu fui e a criança que eu cuido. É


muito importante que se tenha consciência destas diferenças e que a atenção esteja voltada
para a criança atual. Uma forma de se aproximar é ficar atento a questões da atualidade,
conhecer os personagens das suas histórias, filmes e desenhos, conhecer seus jogos (inclusive
de computador e videogame) e evitar comentários excessivamente nostálgicos, como por
exemplo "no meu tempo era tudo muito melhor...".

• A relação entre a família e A babá é diferente de qualquer outra relação de patrão e


empregado. Cria-se uma certa intimidade que não deve ultrapassar o limite do bom senso,
sendo primordial o estabelecimento de acordos e diálogo para resolução de conflitos, bem
como o estabelecimento da confiança. Quanto mais saudável for esta relação, mais tranqüila a
criança irá se sentir. Nunca dispute o afeto da criança com as pessoas da família!

• O reconhecimento e a compreensão das diferenças de personalidade e dos valores


individuais são aspectos essenciais no bom relacionamento interpessoal. Entre amigos, sócios,
casais, vizinhos e em todos os tipos de relacionamento existe a questão das diferenças de
valores e "jeitos de ser". Embora não seja possível evitar completamente a interferência de
nossos valores pessoais no trabalho, a função de babá exige um esforço para se colocar no
lugar dos pais e conhecer seus princípios. Como o seu papel é de auxiliar os pais no cuidado e
educação da criança, é necessário que se empenhe nessa tarefa. Cito aqui dois lembretes
importantes:

o Desempenhamos diferentes papéis sociais no nosso cotidiano, mas cada qual em seu
ambiente: papel de esposa, de mãe, de profissional, de amiga...

o Nunca se esqueça do seu papel de babá na família e na sociedade e cuide da sua


carreira profissional.

Módulo 7: Desenvolvimento Motor

Segundo Berta Bobath, o DMN significa um desabrochar gradual das habilidades latentes de
uma criança. Os movimentos iniciais e bastante simples dos recém-nascidos se alteram e
tornam-se mais variados e complexos. Estágio por estágio, as primeiras aquisições são
modificadas, elaboradas e adaptadas para padrões e habilidades de movimentos mais finos e
mais seletivos. Este processo continua por muitos anos, porém as alterações maiores e mais
rápidas ocorrem nos primeiros 18 meses, tempo em que os marcos fundamentais e
importantes são atingidos. Até a idade de três anos, o aperfeiçoamento no equilíbrio e
habilidades manuais continua num ritmo bastante rápido.

Na idade de cinco anos ela já está pronta para a escola. Ela agora tem um bom controle de seu
equilíbrio, pode pular, jogar, coordenar seletiva e precisamente os movimentos de suas mãos
para habilidades manuais.

DESENVOLVIMENTO NORMAL POR FAIXA ETÁRIA:

1 MÊS DE VIDA

COORDENAÇÕES SENSÓRIO MOTORAS

 Iniciando óculo-cefálica: acompanha objetos até a linha média se colocados em foco.

 Sucção da mão em prono (inicio da buco-manual)

 Início da óculo-manual (tenta tocar o que vê em condições controladas)


 Localiza direção dos sons (audio-cefálica) VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Olhos se movem em todas as direções, músculos bem desenvolvidos, mas sem


coordenação;

 Fixação ocular (início em torno de 4 semanas);

 Ausência de acomodação pupilar ( vê a um foco de 20 a 25 cm de distância);

 Preferem figuras contrastantes (preto e branco), padrões complexos e curvos,


reconhecem a face humana e são atraídos por movimentos. Tem memória visual;

 Preferência por objetos tridimensionais;

 Paralelismo dos eixos visuais;

 Orientação do olhar para a luz e para a fonte sonora;

 Reação pupilar bem desenvolvida;

 Início do movimento ocular vertical;

 Respondem a diferentes estímulos sensoriais (tato, paladar e olfato);

COMUNICAÇÃO

Os reflexos de busca, sucção e deglutição são importantes no desenvolvimento da fala  boca =


alimentação = sobrevivência = comunicação;

 Choro (primeira forma de produção de som);

 Respiração abdominal, caixa torácica hipodesenvolvida pela pouca movimentação;

 Pequenos ruídos com a garganta (posteriorizados);

 Distinguem diferentes sons (preferem vozes agudas);

 Expressões faciais semelhantes as do adulto;

 Prestam atenção quando falam com ele (diminuem a atividade motora)

2 MÊS DE VIDA

COORDENAÇÕES SENSÓRIOMOTORAS

 C. Óculo-cefálica: ultrapassando a linha média no eixo horizontal e início do eixo


vertical; Segue pessoas em movimento;
 Coordenações relativas aos movimentos das mãos: segura e solta objetos; tocar,
segurar, abrir, afastar, voltar a tocar; esboço de preensão;

 C. Buco-manual: sucção dos dedos com facilitação (no colo); em supino leva mão a
boca;

 C. Óculo-manual: olha a mão;

 C. Audio-cefálica: já está estabelecida (roda a cabeça para o lado da estimulação


sonora);

*Anormalidades: Não inicia coordenações em uma ou em todas as áreas:

• Não localiza objetos sonoros;

• Não segue objetos estimulantes;

• Não segue pessoas. VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Melhora da acuidade visual e coordenação dos movimentos oculares (início da


elevação dos olhos).

 Fixa alguma coisa por um curto período de tempo;

 Acompanha uma pessoa ou objeto a partir da posição frontal até 90 para um dos
lados. *Anormalidades: não faz contato visual/ não fixa olhar/ forte estrabismo

3 MÊS DE VIDA

COORDENAÇÕES SENSÓRIOMOTORAS

Óculo cefálica quase completa (segue a 180º) Fixação do objeto por tempo prolongado
(interrompe movimentação) Atividades das mãos

• gretagem

• arranhar, segurar e soltar

• preensão sob o controle do tato

• orientação da palma

• atividades isoladas dos dedos

 C. buco-manual  introduz polegar abduzido na boca

 Faz junção de mãos em decúbito lateral

 Segura chocalhos por pequenos períodos de tempo (solta-o involuntariamente)

 Leva objetos à boca

 Descoberta tátil - do nariz - dos olhos - outras partes do rosto

 Coordenação para levar a mão ao tronco VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS


 Diferencia vários tipos de sons

 Acompanha objetos em várias direções, dissocia olhar da cabeça e do corpo

 Visão convergente para objeto apresentado na linha média

 Início da coordenação binocular

 Explora objetos e ambiente com a visão  amplitude visual de 180

 Pestaneja com ameaça visual

4 MÊS DE VIDA

COORDENAÇÕES SENSÓRIO MOTORAS

 Tenta pegar o que vê

 Movimentos de preensão ainda descoordenados; grosseiros/ necessitam da ajuda da


mãe para realizá-los

 Leva objetos à boca ( resiste à sua retirada)

 Manutenção dos objetos na mão

 Coordenação para junção de mãos em supino

 Buco-manual:

• Leva objetos moles à boca

• Leva objetos duros à boca (final do mês)

 Óculo-manual:

• Segura os objetos quando vistos no mesmo campo visual

• Segura o que vê (final do mês)

 Puxa roupas VISÃO

 Movimentos de um olho e outro bem coordenados (ausência total de estrabismo)

 Visão central e periférica desenvolvidas

 Discriminação de cores

 Acomodação visual bem desenvolvida (foco)

 Associação da visão aos outros órgãos sensitivos


 Olhos localizam e mão alcança objeto (Início da função Viso-motora)

 Identifica a mãe

 Diferencia face séria/ face sorrindo

5 MÊS DE VIDA

COORDENAÇÕES SENSÓRIO MOTORAS

 Brinca com seus dedos (pés e mãos)

 Apalpa seu corpo

 Explora as possibilidades dos objetos/brinca com eles

 Brinca de "cuti" (início)

 Come biscoito sozinha

 Todas as CSMPs estão formadas

 Início das CSMS

 Segura mamadeira

 Busca visual do brinquedo perdido, pegando-o, se estiver ao seu alcance

 Segura um objeto, olha outro VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Reconhece diferentes tonalidades acústicas

 Repetem ruídos variando tonalidades

 Coordenação práxica olho/mão

6 MÊS DE VIDA

COORDENAÇÕES SENSÓRIO MOTORAS

 CSMSs bem desenvolvidas

 Faz bom uso das mãos quando estabilizada (preensão palmar)

 Passa objetos de uma mão para outra

 Pega objetos à distância/segue queda de objetos

 Pega pequenos objetos iniciando pinça

 Pega objetos com as duas mãos


 Boa interação com o ambiente/explora o ambiente

 Brinca de "cuti" (pano ou obstáculo)

 Se interessa por objetos maiores (pinça tipo "grasping", com toda mão)

 Busca objeto que caiu de sua mão

 Olha mais de 2 objetos

 Ainda leva objetos à boca

 Segura um objeto/aproxima-se de outro

 Resiste a retirada de um objeto

 Discrimina tamanhos VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Acuidade visual boa/ próxima do adulto

 Convergência binocular bem desenvolvida

 Associação óptica/tátil/auditiva e gustativa

 Identifica mãe

 Distingue materiais/superfícies agradáveis ou desagradáveis

7 MÊS DE VIDA

C.S.M.

 Transfere um cubo de uma mão a outra

 Identifica dois objetos diferentes

 Exercita as CSMSs (generalização)

 Brinca com os objetos (balança o chocalho)

 Imita gestos ou sons que os adultos lhe fazem VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Diferencia superfícies agradáveis e desagradáveis

 Pode mover os olhos em todas as direções sem o movimento conjunto da cabeça

8 MÊS DE VIDA

C.S.M.
 Pode estar iniciando o primeiro subestágio das atividades intencionais

 Pega (ou tenta) dois objetos com a mesma mão

 Bate palmas/ bate as mãos na superfície

 Se estimulada dá "tchau"

 "Brinca de cuti"

 Intencionalmente larga objetos e os recupera

 Faz pinça digital inferior

 Explora o objeto que pega

 Brinca com as mãos e os pés

 Interesse por argolas

 Busca objetos fora do alcance

 De pé olha pés (como também nas outras posturas)

 Descoberta dos órgãos genitais VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Sem alterações

9 MÊS DE VIDA

C.S.M.

 Explora constantemente objetos, ambiente e seu corpo

 Coloca objetos dentro de um recipiente e os tira

 Tenta comer com colher/tenta beber em xícara ou copo

 É curiosa e as vezes se expõe ao perigo (precisa ser vigiada)

 Exercita capacidade de ajustar seu corpo no espaço

 Quando solicitada oferece objetos mas não os dá

 Compara 2 objetos

 Segura um objeto em cada mão, larga um para pegar o outro que lhe é apresentado

 Puxa objetos amarrados por cordões

 Empurra e puxa um objeto com auxílio de outro

 C.S.M.S.s bem desenvolvidas/ Atividades intencionais

 Ainda não tem permanência do objeto bem desenvolvida


 C.S.M.P.s de MMII completadas

 Afasta e aproxima objetos com os pés. VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Interessa-se por ruídos menos perceptíveis (tique-taque)

 Distingue diferentes materiais

 Reage a ruídos agradáveis e desagradáveis

10 MÊS DE VIDA

C.S.M.

 1º subestágio das atividades intencionais

 Aplicação das C.S.M.Ss a novas situações

 Persistência substancial do objeto (que foi escondido)

 A criança utiliza outras pessoas para satisfazer os seus desejos

 A criança tenta satisfazer os seus desejos e necessidades de alguma forma


(experimentalmente/ tentativa e erro)

 Joga objetos a distância para ver a trajetória e o resultado (no final do período)

 Põe e tira objetos de um recipiente

 Estabelece relações entre imagens visuais e táteis

 Introduz objetos menores em maiores (inicia)

 Acha brinquedos escondidos

 Bate um objeto no outro

 Explora detalhes dos objetos

 Explora o corpo

 Bebe em copo sozinha

 Pinça superior VISÃO E ÓRGÃOS SENSORIAIS

 Visão de formas e distâncias bem desenvolvida;

 Permanência da imagem dos objetos;

 Boa acomodação e convergência visual

 Diâmetro do globo ocular com 90% do adulto


* Os autores consideram os 12 meses como o marco do início da fala.

À partir de 1 ano a criança aperfeiçoa as atividades já adquiridas e progressivamente adquire


novas atividades.

1 ANO E 3 MESES

 Geralmente usa a marcha para se locomover, ainda de forma "descoordenada" (às


vezes parece estar correndo, chocando-se com a mobília/parede)

 Anda sem apoio: - com base alargada

- quadris e joelhos ligeiramente flexionados

- sem rotação da coluna e quadril

- sem mobilidade ideal da articulação do pé

- a barriga para frente para aumentar a curvatura lombar

- MmSs erguidos para aumentar o equilíbrio

 Tem toda a movimentação possível na postura sentada (rotação, gira no seu eixo,...)

 Para ficar de pé, quando apoiada em móveis ou objetos, passa pela postura semi-
ajoelhada e sem apoio faz postura de urso

 Algumas crianças já andam segurando objetos na mão

 Tentam tirar peças de roupa, colaboram ao serem trocados.

 Sem apoio, abaixam para pegar objetos e depois levantam (cócoras)

 Tenta fazer pequenas tarefas domésticas que a mãe faz

 Sobe escadas de gatinhas

 Rabisca em folha de papel

 Come com colher sozinha com punho em pronação e rot. interna.

L ANO E 6 MESES

 Diminui base durante a marcha

 Anda segurando objetos

 Abaixa e levanta de cócoras com bons estágios intermediários

 Anda para trás ou roda no lugar


 Chuta bola

 De pé, joga bola (atira para frente)

 Sobe escada de pé com ajuda (duplo apoio)

 Controla bem início e término da marcha

 Desembrulha coisas

 Despe peças de roupas fáceis (abaixa a calça e abre/fecha o zíper)

 Auxilia no vestir (braços na manga e pés na calça)

 Tira sapatos desabotoados

 Brinca concentrada

 Movimentos dos ombros livres

 Bebe bem em copos ou xícaras, segurando copo com uma mão só

 Estágios motores intermediários bons em todas as posturas

 Corre descoordenadamente

 Sentá-se em cadeirinha e no pinico (inicia controle esfincteriano)

 Sobe em sofás, camas, cadeiras (trepa)

 Puxa brinquedos e carrinhos, acaricia boneca

 Preensão palmar cruzada:

- mão inteira envolve o objeto, e só segura, não se move

- braço não se apoia, movimentos grosseiros

- braço voltado para dentro, com desvio ulnar da mão e extensão do indicador

L ANO E 9 MESES

 Desce escada com auxílio

 Sobe escadas segurando o corrimão

 Monta quebra-cabeça simples (tenta)

2 A 3 ANOS

 Corre bem sem cair

 Maturação completa da marcha:


- equilíbrio

- rotação da coluna

- boa articulação/ mobilidade do pé

- balanço natural dos MmSs

- transferência de peso para a passada do pé (fase de balanço)

 Sobe e desce escada só

 Vira folha de livros (grossa)

 Veste peças de roupas simples

 Desabotoa roupas e tira

 Imita atividades domésticas

 Monta quebra-cabeça simples

 Busca objetos quando solicitado

 Salta no lugar com os dois pés (não tem noção de profundidade)

 Abre porta pela maçaneta

 Joga bola com direção

 Chuta bola

 Pedala triciclo

 Brinca de encaixar

 Faz movimento de rosca

 Faz bola de argila ou massinha

 Dá cambalhota com ajuda

 Chupa no canudo

 Separa comida com garfo, mas não come só

 Mastiga e engole

 Escova os dentes, por imitação

 Anda na ponta dos pés (2 anos e 6 meses)

 Pode passar longos períodos sem urinar

3 A 4 ANOS

 Alterna pés ao subir escadas


 Salta pequenas alturas

 Pedala velocípede

 Fica num pé só

 Come sozinha

 Passa líquido de um recipiente a outro

 Preensão em pincel:

- só os dedos são utilizados

- mão ainda em desvio ulnar

- inicia algum movimento de punho

 Desabotoa botões

 Lava e enxuga a mão

 Controle da urina durante o dia

4 A 5 ANOS

 Pula para frente

 Desce escadas alternando pés

 Joga bola para cima

 Salta num pé só

 Fica num pé só por 8 segundos

 Toma banho sozinho, mas não lava costas, pescoço e nem orelha

 Veste-se e despe-se sozinho

 Amarra sapatos (faz laço)

 Brinca com o grupo (coopera)

 Corre, desviando-se de obstáculos

 Anda sobre viga estreita

 Pula para trás

 Pula para frente várias vezes seguidas

 Pula de alturas maiores

 90% das noites secas (completamente independente aos 6 anos)

 Consegue usar a faca para passar a manteiga no pão


 Preensão adulta:

- em supinação

- coordenação dos dedos

 Recorta bem com tesoura (retas e curvas):

- boa coordenação entre visão e mão

- habilidade motora

- força nos dedos

DEPOIS DO 5 ANOS

 Passa para sentado a partir de supino sem rotação de tronco

 Pula uma altura de 10cm do chão

 Salta alternando os pés

 Consegue pedalar bicicleta de 2 rodas com auxílio

 Brinca de estátua (Placing)

 Conhece direita e esquerda

 Regula temperatura da água para o banho

 Faz um laço

 Independente no banheiro

 Coopera nas tarefas de casa

GRANDES MARCOS:

 Controle de cabeça: 3 a 5 meses

 Rolar: 5 a 6 meses

 Sentar-se: 6 a 8 meses

 Balbuciar: 2 a 6 meses

 Arrastar-se: 7 a 8 meses

 Ficar de gatas: 8 a 9 meses

 Engatinhar: 8 a l0 meses

 Ficar em pé com apoio: 7 a l0 meses


 Ficar em pé sem apoio: ll meses a l ano e 3 meses

 Correr: l ano e seis meses a 3 anos

 Falar: mais ou menos l2 meses

 Ficar em l pé só: 3 anos e seis meses a 4 anos

Módulo 8: Desenvolvimento Infantil: Brinquedos, Jogos e Educação

Ao recordar momentos vividos na infância, possivelmente boa parte das nossas lembranças,
serão baseadas nas brincadeiras, nos jogos e nos brinquedos que fizeram parte da nossa
história pessoal e social.

O brincar é uma forma de comportamento característica da infância. Segundo o estudioso e


pesquisador Winnicot: "O brincar é o natural da criança sendo algo imprescindível em suas
vidas".

Você babá, sabe que é extremamente difícil encontrar uma criança que não brinca, e quando
isso acontece pressupomos que qualquer coisa estranha está acontecendo com ela.

A babá por ser uma profissional que atua diretamente com a criança irá lidar com a questão do
brincar o tempo todo e desempenhará um papel importantíssimo no desenvolvimento da
criança ao interagir com ela durante as brincadeiras. É crucial que a babá tenha noções e
informações acerca do que é o brincar e sua importância nas mais diversas faixa etárias da
criança.

O brincar é um assunto muito sério e deve ser valorizado. Muitos pesquisadores sejam na
psicologia, na pedagogia, na biologia, na sociologia, na arte, na antropologia, na música e em
outras áreas do saber humano, já estudaram o brincar na vida das pessoas e deixaram grandes
contribuições a respeito deste tema.

O QUE É INFÂNCIA?

Todo profissional, especialmente as babás, que lidam diretamente com a criança tem que ter
clareza do conceito de infância e conhecer um pouco da história de como surgiu este
sentimento de infância.

Infância é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o décimo ano de vida
de uma pessoa. É uma etapa de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual
crescimento da altura e do peso da criança especialmente nos três primeiros anos de vida e
durante a puberdade. A infância é também o período onde o ser humano desenvolve-se
psicologicamente envolvendo graduais mudanças no comportamento da pessoa e na aquisição
das bases de sua personalidade.

Atualmente muitas reflexões se fazem a respeito da criança e seu desenvolvimento. Nossa


sociedade é tomada por questões que dizem respeito a infância. Nos dias de hoje, podemos
observar com total clareza a família e a escola envolvidas e ocupadas com os problemas
condizentes a infância, sejam eles físicos, sexuais ou morais. Podemos destacar também o
interesse e as contribuições das diversas ciências, dentre elas a psicanálise, a pedagogia, a
pediatria, a psicologia, a fonoaudióloga e muitas outras que em suas teorias, abordam o
desenvolvimento e a aprendizagem das crianças.

No entanto, apesar destas preocupações com a infância nos parecerem tão comuns e óbvias, o
sentimento ou consciência da infância nem sempre existiu. Para Áries (1968) a consciência da
infância, corresponde a noção de particularidade infantil que diferencia o adulto da criança.
Áries afirma que:

"Na sociedade medieval, o sentimento da infância não existia, o que não quer dizer que as
crianças fossem negligenciadas, abandonadas ou desprezadas. O sentimento da infância não
significa o mesmo que afeição pelas crianças: corresponde à consciência da particularidade
infantil". (1973, p.156).

Até a idade média e ainda no início dos tempos modernos, a infância não era percebida como
uma fase peculiar. Isso se deve ao fato de ser extremamente alto o índice de mortalidade
infantil que atingia as populações desses tempos, e em função disso, a morte das crianças era
considerada algo natural sendo a criança pouco valorizada. A "criancinha pequena" era cuidada
e paparicada pelas amas e pela mãe, que a considerava um ser inocente, ingênuo e gracioso,
sendo traduzido este sentimento de infância conforme Áries (1968) de "paparicação". Assim
que a criança superava o alto índice de mortalidade ela entrava diretamente para o mundo dos
adultos e a duração da "infância" se limitava à tenra idade em que ela necessitava dos cuidados
físicos para sua sobrevivência. Logo que este desenvolvimento físico fosse superado
(aproximadamente aos 7 anos, segundo Áries (1968) ) a criança passava a conviver diretamente
com os adultos, exercendo um papel produtivo direto, compartilhando do trabalho, do
vestuário, dos jogos, e das festas em todos os momentos.

A aprendizagem de valores e costumes se dava a partir do contato com os mais velhos na


medida em que as crianças os ajudavam. Logo, a socialização acontecia no convívio com a
sociedade, não sendo determinada ou controlada pela família. Nessa forma coletiva de vida, se
misturavam idades e condições sociais distintas não havendo lugar para a intimidade e a
privacidade. As pessoas viviam misturadas umas as outras: senhores e criados, crianças e
adultos.

Segundo Áries (1973), na idade média e no início dos tempos modernos, os filhos eram
cuidados e protegidos pelos pais, no seio de uma organização familiar. Mas a existência de
família não implicava um sentimento de família que unisse emocionalmente seus membros em
núcleos isolados.

A partir do séc. XVII, a sociedade sofreu muitas transformações, como: (a) o surgimento das
fábricas; (b) as descobertas científicas que prolongaram o aumento da vida, diminuindo o alto
índice da mortalidade infantil; (c) O surgimento de classes sociais, como a burguesia que veio
instalar a intimidade, a vida privada, o sentimento de união afetiva entre o casal e entre pais e
filhos; (d) e a consolidação através da destruição das formas comunitárias tradicionais de uma
nova organização familiar, em função das necessidades capitalistas. A partir destas mudanças,
aprendizagem social das crianças vai gradualmente, deixando de se realizar através do convívio
direto com os adultos, sendo substituída pela educação escolar, a partir do fim do séc. XVII. Sob
a influência dos eclesiásticos e homens da lei (moralistas) preocupados com a disciplina e
racionalidade dos costumes, foi sendo admitido lentamente a ideia de que a criança não era
preparada para a vida, cabendo aos pais a responsabilidade moral e espiritual dos filhos. Desta
forma resultou o surgimento de sentimentos novos nas relações entre os membros familiares:
o sentimento moderno de família. É importante ressaltar que não é a família que é nova, mas
sim o sentimento de família que aparece, inseparável do sentimento de infância, tornando o
reduto familiar cada vez mais privado e assumidos de funções o que antes eram realizadas pela
comunidade. Assim, a criança que na sociedade medieval convivia com os adultos em todos os
momentos, é retirada deste convívio, perdendo a capacidade de opinar sobre as decisões que
lhe diziam a respeito, sendo retiradas do processo de produção. As festas e os jogos foram
diferenciados, restando às crianças a condição de mera consumidora de bens e ideias
produzidos exclusivamente pelos adultos. Os pais passaram a enviar seus filhos à escola, onde
receberiam a sólida formação proclamada pelo pensamento moralista da época. Assim,
segundo Áries, "a família e escola retiraram juntas a criança da sociedade dos adultos".(1973,
p.277).

O QUE É O BRINCAR?

O termo brincar, do português-oriundo do latim vinculum, que significa laço, união - possui
uma especificidade que as palavras de outras línguas (alemão, inglês, francês e espanhol) não
apresentam.

Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, o termo brincar é definido em primeiro


lugar como divertir-se infantilmente, entreter-se com jogos de crianças. Brincar é utilizado
também em nossa língua para significar o ato de divertir-se de um modo geral, gracejar,
zombar, ou ainda tomar parte dos folguedos carnavalescos.

A conceituação do brincar abrange ou engloba tudo que diz respeito ao lúdico: as brincadeiras,
os jogos de regras, as competições, a recreação, as representações teatrais e litúrgicas.

O brincar é uma atividade universal e as brincadeiras estão presentes em todas as formas de


organização social, das mais primitivas às mais sofisticadas.

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR PARA A CRIANÇA

O brincar para a criança é extremamente importante e o que está por trás deste fenômeno tem
sido muito debatido por grandes pesquisadores. Muitas vezes, ao presenciarmos uma criança
brincando, não damos a devida importância para aquele momento supondo que nada de
significante está ocorrendo no instante em que ela brinca. No entanto, as brincadeiras
possibilitam a criança a:

- reconhecer o seu próprio corpo, o espaço físico e social.

-desenvolver a curiosidade e a iniciativa de buscar coisas novas.

-desenvolver a capacidade de elaboração de conceitos, regras e normas.

-desenvolver a coordenação motora

-desenvolver a linguagem

-compreender a realidade em que ela vive.

-desenvolver as percepções tácteis, visuais, olfativas e gustativas.

-desenvolver a criatividade e a imaginação


-buscar a novidade e situações onde se estabelecem relações entre objetos e pessoas.

- aliviar as tensões

-Favorecer a socialização

- desenvolver o respeito pelos sentimentos e ponto de vista do outro

-fortalecer vínculos afetivos com outras crianças e com os adultos.

A BABÁ, A CRIANÇA E O BRINCAR.

Conforme os tópicos acima sobre a importância do brincar, concluímos que esta atividade é
crucial na vida da criança. Desta forma, você babá enquanto profissional consciente e
qualificada deverá estimular e criar situações favoráveis para que a criança possa brincar. A
babá deve ser alegre criativa e disposta para sentar e participar das brincadeiras junto á
criança. Deve criar situações divertidas resgatando as brincadeiras saudáveis que brincou na
infância. É importante ressaltar que só poderemos reconhecer uma criança se, nela
reconhecermos um pouco da criança que fomos e que de certa forma, ainda existe dentro de
nós. Sabemos que atualmente muitas coisas mudaram no que diz respeito à sociedade, a
família, a criança e a forma que a infância tem sido vivenciada por elas. Dentre muitos fatores
causadores destas mudanças podemos citar: a perda da rua enquanto um espaço de
brincadeiras, ausência dO papel materna em casa, o uso cada vez mais abusivo da televisão na
vida cotidiana dos pequenos, o acesso cada vez mais precoce a informações, a entrada da
Internet, o consumismo exarcebado, a quantidade de brinquedos e jogos eletrônicos presentes
nas brincadeiras, etc.

É importante que a babá esteja ciente destas mudanças e esteja atenta a criança em relação a
sua rotina. É importante se perguntar: Essa criança brinca? Diverte-se? Sorri? Passa muitas
horas em frente a TV ou no computador? Tem amigos? Interage com outras crianças? Brinca
com seus brinquedos? Explora os ambientes da casa? Utiliza outros espaços fora de casa pra
brincar? Cria coisas novas? A babá enquanto profissional, deve estar sempre ligada a estas
questões e criar situações para que aja moderação em tudo o que a criança fizer. Fique atenta
e crie alternativas de atividades lúdicas que sejam interessantes para que possam substituir
algo que está demais ou em falta na vida criança. Se as atividades oferecidas por você, forem
interessantes haverá grande probabilidade de negociação e substituição por brincadeiras mais
saudáveis, pois não há criança que não goste de brincar.

A babá, de acordo com as regras da casa, se for permitido pelos empregadores, deverá levar as
crianças ao parquinho, areal, play e pracinhas para brincarem livremente. Nestes momentos é
crucial que a babá tenha sempre em mente que seu compromisso é com a criança, Por esse
motivo deve evitar impreterivelmente ficar sentada ou conversando com outras pessoas
enquanto a criança brinca. Procure participar, interagir e ficar atenta a qualquer eventualidade
já que você e a criança estão fora de casa. Nunca deixe os bebês sentados nos carrinhos por
muito tempo por comodidade ou porque não quer que eles se sujem. Brincadeiras no banho e
durante a troca de fraldas são também muito importantes, pois além de divertir fortalece os
vínculos afetivos entre você e a criança.

Outro fator importante é que o interesse da criança pelos brinquedos varia de acordo com a
faixa etária. Torna-se crucial para A babá conhecer e entender as características e necessidades
da criança que mudam de acordo com a idade. Piaget deixou grandes contribuições acerca do
desenvolvimento infantil e seus estudos são de grande valia para o profissional que lida
diretamente com a criança.

O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA SEGUNDO PIAGET

Piaget foi um psicólogo suíço que estudou o processo de construção de conhecimento em


seres humanos. Piaget realizou seus estudos observando crianças, pois a criança é o ser que
mais constrói conhecimentos. Piaget dividiu o processo de construção de conhecimento da
criança em etapas ou estágios e constatou que o brincar da criança sofre mudanças de acordo
com a faixa etária.

Período Sensório-Motor (0 a 2 anos)- Neste estágio a inteligência é prática, pois a criança


manifesta seus pensamentos juntamente com as ações que está desenvolvendo.A criança
precisa de ação o tempo e não existe ainda um brincar simbólico. Nesta fase a criança
manipula, explora e coloca objetos na boca. A criança está descobrindo o mundo através das
sensações.

Sugestões de brinquedos e brincadeiras para esta fase: Nesta fase é importante que a criança
brinque com brinquedos apropriados para esta faixa etária e que sejam de preferência
coloridos, emborrachados e grandes para não serem ingeridos. O cuidado e a tenção da babá
ao oferecer o brinquedo para a criança são primordiais. Neste estágio sugere-se: Chocalhos,
mordedores, móbiles, bola, bonecas, objetos macios, bichinhos de borracha etc. Por volta dos
seis meses de vida a brincadeira de esconde-esconde pode ser uma atividade divertida e
importante para o seu desenvolvimento. A bola também é um brinquedo muito atrativo nesta
fase e de grande importância para o desenvolvimento cognitivo e motor da criança de 0 a 2
anos.

Período Pré - operatório (2 a 7 anos)-A criança começa a entrar no mundo dos símbolos, ou
seja ela pode agir pensando em algo que não está presente. As crianças começam a brincar de
faz-de-conta usando a imaginação, onde, por exemplo, uma vassoura transforma-se num
cavalo. A criança brinca de faz-de-conta para melhor compreender a realidade em que vive.

Sugestões de brinquedos e brincadeiras para esta fase: Brinquedos que imitem a realidade são
importantíssimos para esta fase como: casinha, boneca, fogão, panelinhas. Neste estágio a
criança também gosta de dramatizar, vestir fantasias e representar personagens. Os fantoches
são brinquedos de grande apreciação nesta idade. O jogo de encaixe quebra – cabeça, blocos
de construção, lego, bambolê, bola, massinhas dentre muito outros são de grande interesse na
idade de 2 a 7 anos.

Período Operacional-Concreto (7 a 12 anos)- Neste estágio a criança descobre uma série de


regras para interagir com o mundo. Ela começa ter maior compreensão do mundo e já não
brinca com tanta intensidade de faz-de-conta. Nesta fase as brincadeiras são mais elaboradas e
voltadas para os jogos de regras.

Sugestões de brinquedos e brincadeiras para esta fase: os jogos e brincadeiras que envolvem
regras são fundamentais para esta fase. Exemplos: jogos de tabuleiros, pega varetas, banco
imobiliário, pega-pega, queimada, pique bandeira, pique esconde, jogos com bola e muitas
outras brincadeiras devem ser vivenciadas.

Período Operatório-Formal (12 anos em diante): Este estágio é considerado o ultimo, segundo
Piaget, que se inicia na adolescência e estende-se até a vida adulta. Nesta fase as estruturas
cognitivas da criança alcançam o seu nível mais elevado. A criança é capaz de resolver
problemas mais complexos, levantar hipóteses e já tem capacidade para distinguir o real do
possível.

Sugestões de brinquedos e brincadeiras para esta fase: O brincar ainda é muito importante
nesta fase, tudo dependerá do interesse da criança. O jogo continua sendo um grande aliado
nesta fase, podendo ser considerado um facilitador da aprendizagem. Infelizmente à medida
que crescemos nos distanciamos do brincar e deixamos de vivenciar situações lúdicas que nos
davam tanto prazer e diversão. O brincar é importante em todas as fases da nossa vida. É
crucial não esquecermos disso.

De acordo com Piaget, podemos observar que o brincar da criança primeiramente é prático,
posteriormente avança para as brincadeiras de faz – de - conta depois para os jogos com regras
explícitas e finalmente constituem-se os jogos reflexivos.

BRINQUEDO INDUSTRIALIZADO X BRINQUEDO CONSTRUÍDO:

Conforme o estudo realizado sobre o brincar concluímos que o brinquedo é um objeto


facilitador do desenvolvimento das atividades lúdicas, que desperta a curiosidade, exercita a
inteligência, permite a imaginação e a invenção infantil.

Atualmente a indústria produz brinquedos em larga escala, dominando o mercado e sendo


responsável pela demanda. Geralmente o brinquedo produzido, além de apresentar alto custo,
é um brinquedo pronto no qual a criança aperta o botão e ele funciona. Se a criança só tem
contato com brinquedos industrializados deste tipo ela fica impossibilitada de criar, de
imaginar e de vivenciar experiências novas.

No entanto é importante que A babá saiba que o brinquedo industrializado não é negativo para
o desenvolvimento da criança. Pelo contrário ele deve ser usado e fazer parte da rotina da
criança, mas não pode ser utilizado como uma única opção.

O brinquedo artesanal sempre se fez presente em nossa sociedade. Entretanto o fato de nossa
sociedade estar organizada para a produção e o consumo de mercadorias faz com que o
brinquedo artesanal perca a sua importância e o seu valor. O brinquedo artesanal estimula a
ludicidade para quem o cria e confecciona e proporciona no individuo o prazer de vê-lo pronto.

Como sugestão, o brinquedo artesanal pode ser construído com sucatas. Esta construção é
uma atividade prazerosa e interessante podendo ser realizada pelA babá e a criança. Sucata
não é lixo e deve estar sempre bem lavada e em bom estado para a confecção do brinquedo. O
brinquedo de sucata possibilita a criança um contato com materiais diferentes, recicláveis e
contribui para o desenvolvimento da consciência ambiental.

A partir destas descrições é crucial ressaltar que A babá ao lidar com a criança valorize ambos
os brinquedos: o artesanal e o industrializado, visto que estes são importantes suportes às
atividades lúdicas.

A partir do que foi colocado a respeito dos brinquedos podemos resumidamente, classificar os
brinquedos em:

Brinquedos tradicionais: Bola, bambolê, peteca, pipa, cata-vento, corda, cavalo de pau, bolinha
de gude.
Brinquedos que imitam a realidade: Casinha, panelinha, fogão, carrinho, fantoches, boneca,
mamadeiras, etc.

Brinquedos de Construção: lego, quebra cabeça, blocos de construção de madeira ou plástico,


jogos de encaixe etc.

Brinquedos com regras: Jogos de tabuleiros, pega-vareta, jogo da memória, boliche, bola.

Brinquedos com sucatas: Construções com garrafas Pets, rolos de papel higiênico, copos de
iogurtes, embalagens e todo tipo de material reciclável.

BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS:

– Massa de modelar:

• Descrição - 4 xícaras de farinha de trigo,1 xícara de sal, 1 xícara e meia de água, 1


colher de óleo.

Misture tudo muito bem, amassando com as mãos. Para colorir a massa, use um corante
comestível, do tipo que se usa em conrealizado de bolo - tem em qualquer supermercado. Essa
massa não precisa ir ao fogo e você pode fazer bonecos, animais e objetos do dia-a-dia, como:
escovas de dente, canecas e garrafas.

• Objetivos: – percepção tátil, coordenação motora, estimulação da criatividade.

OBS: a utilização da massa industrializada apresenta os mesmos objetivos da artesanal, porém


não terá o mesmo prazer e valor do que a descrita acima.

– Bambolê:

• Descrição – o Bambolê é uma criação dos americanos Arthur Melin e Richard Knerr,
donos de uma fábrica de brinquedos, que trouxeram a idéia da Austrália, onde estudantes de
ginástica se divertiam girando aros de bambu na cintura. A diferença é que eles fizeram seus
bambolês de plástico e o batizaram de hula hoop.

As brincadeiras com bambolês podem ser vivenciadas de diversas formas.

Um dos modos mais simples é brincando individualmente, onde a criança coloca o bambolê na
cintura e gira na cintura no embalo do aro. Com a prática, passa-se para o pescoço, braços e
pernas.

• Objetivo – coordenação motora, esquema corporal, agilidade. É uma atividade


extremamente prazerosa que pode ser realizada ao ar livre ou não.

OBS: Com criatividade podemos utilizar o bambolê não só nesta atividade como em várias
outras.

– Chicotinho Queimado:

• Descrição – uma criança esconde o objeto, geralmente uma correia velha ou qualquer
objeto escolhido, enquanto as demais tapam os olhos. Quando a criança que esconde acabar
diz: - "chicotinho queimado 1 2 3!" Depois, todas vão procurar o objeto escondido. Se uma
criança estiver mais distante, a que escondeu o objeto dirá que ela está fria. Se mais perto, dirá
que está quente. Quem acha o objeto é a próxima a escondê-lo.

• Objetivo: – orientação espacial (perto/longe), atenção, concentração, estimulação da


percepção auditiva. – Lego:

• Descrição – brinquedo industrializado de encaixe, encontrado nas lojas de brinquedos


especializadas disposto em módulos onde cada um tem um tema, como casa, campo, corpo de
bombeiros, etc.

• Objetivo – estimula a criatividade, coordenação motora, percepção tátil e visual além


de entreter a criança por um longo tempo. – Boneca:

• Descrição – podem ser emborrachas, de pano, grandes ou pequenas, elas encantam


até hoje meninas de todas as idades.

• Objetivo – atua a afetividade, a imaginação, fantasia e a imitação. Permite a criança


vivenciar situações vividas por ela no seu dia-a-dia e representar diversos papéis (mãe, pai
etc.).

– Fantoche:

• Descrição – podem ser industrializadas ou artesanais. Podendo também ser de dedo ou


manual. Para confeccionar fantoches quem determina a forma é a imaginação. É só pegar
agulha, linha, sucatas etc.

• Objetivo – desenvolve a imaginação, dramatização, a motricidade fina (no caso do


fantoche de dedo – dissociação dos movimentos dos dedos) e a linguagem oral.

– Quebra-cabeça:

• Descrição – consiste na montagem de parte de uma mesma figura até chegar ao todo.
De acordo com a idade da criança o jogo pode apresentar-se com um maior número de peças.

• Objetivo – excelente para estimular a atenção, a concentração, a discriminação visual e


a relação parte/todo. OBS: O quebra-cabeça também pode ser confeccionado. A criança
poderá fazer um desenho e recortá-lo em várias partes ou poucas partes conforme a idade da
criança. Neste caso, além dos objetivos descritos acima acrescenta-se também a estimulação
da criatividade, e da coordenação motora.

– Jogos de tabuleiros:

• Descrição – desperta maior interesse nas crianças maiores. Vão desde a simples e velha
conhecida dama até jogos mais atuais e instigantes como: War, Banco imobiliário, jogo da Vida
entre outros.

• Objetivos – estes jogos estimulam a inteligência e o raciocínio, obrigando-a a fazer


escolhas. Melhoram o senso de competição fazendo a criança lidar com as derrotas e vitórias.
Estimula também a atenção e a concentração. – Pique esconde:
• Descrição – a mais clássica das brincadeiras infantis. Consiste em uma pessoa contar
por determinado tempo com os olhos vendados até que o outro se esconda. Em seguida sai
para procurá-la. Ganha quem achar o (s) escondido (s) sem que este (s) seja salvo pelo pique.

• Objetivo – simplesmente lúdico, por ser divertida e prazerosa. -Jogo da memória:

• Descrição – consiste em um conjunto de pares de peças espalhadas sobre uma


superfície onde vence quem encontrar o maior número de pares.

• Objetivo- Estimula a memorização, a discriminação visual, a concentração e a noção de


localização do espaço físico. -Bola:

• Descrição – um dos primeiros e mais antigos brinquedos surgidos. A bola desperta


bastante interesse em crianças de todas as idades, inclusive nos adultos. Pode ser utilizada de
diversas formas, em variados tamanhos e texturas.

• Objetivo – As atividades com bolas poderão atingir objetivos diversos. Tudo dependerá
da atividade proposta. Brincadeiras com bolas desenvolvem a coordenação motora de quem
brinca, atua competitividade, a cooperação, a relação em grupo, a atenção, a concentração etc.
-Boliche:

• Descrição – O boliche pode ser confeccionado, adquirido nas lojas ou shoppings. É uma
brincadeira que desperta interesse de crianças de várias idades. Consistem em pinos
posicionados de forma estratégica onde o participante deve acertar o maior número de pinos
com uma bola a uma determinada distância. O boliche pode ser confeccionado com
aproximadamente dez garrafas de plástico, pintadas em cores variadas e dispostas em forma
de triangulo.

• Objetivo: Estimula a coordenação motora, desenvolve o raciocínio lógico-matemático


(adição, subtração, contagem, numerais).

De acordo com as atividades propostas, entendemos que a brincadeira é uma ferramenta útil
para o desenvolvimento mental, motor e social, além de contribuir para o bem estar dos
envolvidos. A participação da família, da babá e das pessoas próximas a criança nestas
atividades, torna as brincadeiras mais interessantes e o dia-a-dia da criança mais prazeroso. As
brincadeiras sugeridas além de serem pedagógicas e educacionais contribuem positivamente
para a construção do conhecimento da criança.

CONCLUSÃO:

Através das brincadeiras e jogos, as crianças desenvolvem funções primordiais para a sua
melhor interação com o mundo. Desta forma vimos que elas aprendem os valores, regras e
normas das relações sociais para lidar mais facilmente com o mundo adulto. Brincando elas
desenvolvem e aprimoram as funções motoras e cognitivas necessárias para um crescimento
sadio e adequado. Neste sentido é crucial que a babá redescubra e reconstrua, em si mesmo, o
gosto pelo fazer lúdico, buscando em suas experiências remotas ou não, brincadeiras de
infância e de adolescência estando sempre atenta aos momentos adequados com a criança
para pô-las em prática.

Recorde-se:
"No brincar aprendemos algo sobre a vida e a constante peleja que nela travamos". Eugênio
Tadeu Pereira

Módulo 9: Au Pair

Somente apresentação.