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Sumário

1. INTRODUÇÃO 3
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3
2.1. IDENTIFICAÇÃO TÁTIL-VISUAL DOS SOLOS 3
2.2. IDENTIFICAÇÃO DOS SOLOS POR MEIO DE ENSAIOS 4
2.2.1. ANÁLISE GRANULOMÉTRICA 4
2.2.2. ÍNDICE DE CONSISTÊNCIA (LIMITES DE ATTERBERG)
5
2.3. ÍNDICES FÍSICOS 5
2.4. IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO 7
2.5. CLASSIFICAÇÃO UNIFICADA 7
2.6. SISTEMA RODOVIÁRIO DE CLASSIFICAÇÃO 8
2.7. CLASSIFICAÇÕES REGIONAIS 8
2.8. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS PELA SUA ORIGEM 8
3. MATERIAIS E MÉTODOS 9
3.1. PREPARAÇÃO DA AMOSTRA 9
3.2. LIMITE DE LIQUIDEZ 10
3.3. LIMITE DE PLASTICIDADE 11
3.4. ENSAIO DE GRANULOMETRIA 11
4. RESULTADOS 11
5. CONCLUSÃO 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14

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1. INTRODUÇÃO
Este presente relatório trata-se de uma aula prática da disciplina de Mecânica dos
Solos I, realizada no Laboratório de Mecânica dos Solos e Pavimentação da
Universidade Federal do Pampa – Unipampa, campus Alegrete, com o objetivo de
fundamentar os alunos na teoria, aplicando a prática. Para a identificação dos solos a
partir das partículas que os constituem, são empregados dois tipos de ensaios, a análise
granulométrica e os índices de consistência. Portanto foram realizados ensaios de
Determinação do Limite de Liquidez, Determinação do Limite de Plasticidade e de
Granulometria.
Ambos os ensaios são normatizados e consistem em: o ensaio de Limite de
Liquidez é definido como o teor de umidade do solo como o qual uma ranhura nele feita
requer 25 golpes para se fechar, numa concha; o ensaio de Limite de Plasticidade é
definido como o menor teor de umidade como qual se consegue moldar um cilindro
com 3 mm de diâmetro, rolando-se o solo com a palma da mão; e o ensaio de
granulometria busca definir o tamanho das partículas de solos para posterior
classificação.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. IDENTIFICAÇÃO TÁTIL-VISUAL DOS SOLOS

Com muita frequência, seja porque o projeto não justifica economicamente a


realização de ensaios de laboratório, seja porque se está em fase preliminar de estudo,
em que ensaios de laboratório não estão disponíveis, é necessário descrever um solo
sem dispor de resultados de ensaios. O tipo de solo e o seu estado têm de ser estimados.
Isto é feito por meio de uma identificação tátil-visual, manuseando-se o solo e sentindo
sua reação ao manuseio.
Cada profissional deve desenvolver sua própria habilidade para identificar os
solos. Só a experiência pessoal e o confronto com o resultado de laboratório permitirá o
desenvolvimento desta habilidade.
O primeiro aspecto a considerar é a provável quantidade de grossos (areia e
pedregulho) existentes no solo. Grãos de pedregulho são bem distintos, porém, para que
se possa sentir nos dedos a existência de grãos areia, é necessário que o solo seja
umedecido, de forma que os torrões de argila se desmanchem.
Se a amostra estiver seca, a proporção de finos e grossos pode ser estimada
esfregando-se uma pequena porção de solo sobre uma folha de papel. As partículas finas
(siltes e argilas) se impregnam no papel, ficando isoladas as partículas arenosas.
Definido se o solo é uma areia ou solo fino, resta estimar se os finos apresentam
características de siltes ou argilas, para isso, realizam-se alguns procedimentos como os
descritos a seguir:
- Resistência a seco: umedecendo-se uma argila, moldando-se uma pequena
pelota irregular (dimensões da ordem de 2 cm) e deixando-a secar ao ar, esta pelota
ficará muito dura e, quando quebrada, se dividirá em pedaços bem distintos. Ao

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contrário, pelotas semelhantes de siltes são menos resistentes e se pulverizam quando
quebradas.
- “Shaking Test”: formando-se uma pasta úmida (saturada) de silte na palma da
mão, quando se bate esta mão contra a outa, nota-se o surgimento de água na superfície.
Apertando-se o torrão com os dedos polegar e indicador da outra mão, a água reflue
para o interior da pasta. No caso das argilas, o impacto das mãos não provoca o
aparecimento de água.
- Ductilidade: tentando moldar um solo com umidade em torno do limite de
plasticidade nas próprias mãos, nota-se que as argilas apresentam-se mais resistentes
quando nesta umidade do que os siltes.
- Velocidade de secagem: a umidade que se sente de um solo é uma indicação
relativa ao LL e LP do solo. Secar um solo na mão do LL até o LP, por exemplo, é tanto
rápido quanto menor o intervalo entre os dois limites, ou seja, o IP do solo.
Á informação relativa ao tipo de solo deve-se acrescentar a estimativa de seu
estado.

2.2. IDENTIFICAÇÃO DOS SOLOS POR MEIO DE ENSAIOS

Para identificação dos solos a partir das partículas que os constituem, são
empregados correntemente dois tipos de ensaio, a análise granulométrica e os índices de
consistência.

2.2.1. ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

Para reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo, realiza-se a análise


granulométrica, que consiste, em geral, de duas fases: peneiramento e sedimentação. O
peso do material que passa em cada peneira, referido ao peso seco da amostra, é
considerado como a “porcentagem que passa”, e representado graficamente em função
da abertura da peneira, esta em escala logarítmica. A abertura nominal da peneira é
considerada como o “diâmetro” das partículas. Trata-se, evidentemente, de um
“diâmetro equivalente”, pois as partículas não são esféricas.
A análise do peneiramento tem como limitação a abertura da malha das peneiras,
que não pode ser tão pequena quanto o diâmetro de interesse. A menor peneira
costumeiramente empregada é a de n° 200, cuja abertura é de 0,075mm. Existem
peneiras mais finas para estudos especiais, mas são pouco resistentes e por isso não são
tão usadas rotineiramente. Mesmo estas, por sinal, têm aberturas muito maiores do que
as dimensões das partículas mais finas do solo.
Em situação natural, é frequente que as partículas de solos estejam agregadas ou
floculadas. Sendo assim, uma das operações mais importantes é a separação de todas as
partículas, de forma que elas possam sedimentar isoladamente. Se estas aglomerações
não forem destruídas, serão determinados os diâmetros dos flocos e não os das
partículas isoladas. Para esta desagregação, adiciona-se um produto químico, com ação
defloculante, deixa-se a amostra imersa em água por 24 horas e provoca-se uma
agitação mecânica padronizada.
Para as diversas faixas de tamanhos de grãos, existem denominações
granulométricas do solo.

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2.2.2. ÍNDICE DE CONSISTÊNCIA (LIMITES DE ATTERBERG)

Os limites se baseiam na constatação de que um solo argiloso ocorre com


aspectos bem distintos conforme o seu teor de umidade. Quando muito úmido, ele se
comporta como um líquido; quando perde parte da sua água, fica plástico; e quando
mais seco, torna-se quebradiço. Este fato é bem ilustrado pelo comportamento do
material transportado e depositado por rio ou córrego que transborda invadindo as ruas
da cidade. Logo que o rio retorna ao seu leito, o barro resultante se comporta como um
líquido: quando um automóvel passa, o barro é espirrado lateralmente. No dia seguinte,
tendo evaporado parte da água, os veículos deixam moldado o desenho de seus pneus no
material plástico em que se transformou o barro. Secando um pouco mais, os veículos já
não penetram no solo depositado, mas a passagem provoca desprendimento de pó.
Os teores de umidade correspondentes às mudanças de estados são definidos
como: Limite de Liquidez (LL) e Limite de Plasticidade (LP) dos solos. A diferença
entre esses dois limites, que indica a faixa de valores em que o solo se apresenta
plástico, é definida como Ìndice de Plasticidade (IP) do solo. Em condições normais, só
são apresentados os valores do LL e do IP como índices de consistências do solo. O LP
só empregado para determinação do IP.
O Limite de Liquidez é definido como o teor de umidade do solo como o qual
uma ranhura nele feita requer 25 golpes para se fechar, numa concha. Diversas
tentativas são realizadas, com o solo em diferentes umidades, anotando-se o número de
golpes para fechar a ranhura, obtendo-se o limite pela interpolação dos resultados. O
procedimento de ensaio é padronizado no Brasil pela ABNT (Método NBR 6459).
O Limite de Plasticidade é definido como o menor teor de umidade como qual se
consegue moldar um cilindro com 3 mm de diâmetro, rolando-se o solo com a palma da
mão. O procedimento é padronizado no Brasil pelo Método NBR 7180.

2.3. ÍNDICES FÍSICOS

Numa massa de solo, podem ocorrer três fases: a fase sólida, a fase gasosa e a
fase líquida. A fase sólida é formada pelas partículas minerais do solo, a fase líquida por
água e a fase gasosa compreendem todo o ar existente nos espaços entre as partículas.
Portanto, o solo é um sistema trifásico onde a fase sólida é um conjunto discreto de
partículas minerais dispostas a formarem uma estrutura porosa que conterá os elementos
constituintes das fases líquida e gasosa.
Os índices físicos são definidos como grandezas que expressam as proporções
entre pesos e volumes e são utilizados na caracterização das condições atuais do solo,
em um dado momento e por isto, podendo ser alterados ao longo do tempo. Seus nomes,
simbologia e unidades devem ser aprendidos e incorporados ao vocabulário de uso
diário do engenheiro geotécnico. Sendo eles apresentados a seguir:

- Teor de umidade (w): o teor de umidade de um solo é determinado como a


relação entre o peso de água (Ww) e o peso das partículas sólidas (Ws) em um volume
de solo.

w = (Ww/Ws) . 100 (%) (1)

- Índice de vazios (e): é a relação entre o volume de vazios (Vv) e o volume dos
sólidos (Vs), existente em igual volume de solo. Este índice tem como finalidade indicar
a variação volumétrica do solo ao longo do tempo.
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e = Vv/Vs (2)

- Porosidade (η): é a relação entre o volume dos vazios (Vv) e o volume total
(V) da amostra.

η = (Vv/V) . 100 (%) (3)

- Grau de saturação (Sr): o grau de saturação indica que porcentagem do


volume total de vazios contem água.

Sr = (Vw/Vv) . 100 (%) (4)

- Peso específico aparente natural ou úmido ( ,  nat): E a relação entre o


peso total (W) e o volume total da amostra (V) para um valor qualquer do grau de
saturação, diferente dos extremos, expresso em (g/cm³ , Kg/m³ , kN/m³ , t/m³).

 = W/V (5)
- Peso específico aparente seco ( d): é a relação entre o peso dos sólidos (Ws) e
o volume total da amostra (V), para a condição limite do grau de saturação (limite
inferior), varia, geralmente, entre 12kN/m³ e 19kN/m³.

d = (Ws/V) (6)

- Peso específico saturado ( sat): é a relação entre o peso total (W) e o volume
total (V), para a condição de grau de saturação igual a 100%, varia, geralmente, entre
15kN/m³ e 22kN/m³.

sat = (Wsat/V) (7)

- Peso específico real dos grãos ou sólidos ( s) (NBR 6508/84): é a relação


entre o peso dos sólidos (Ws) e o volume dos sólidos (Vs), dependendo dos minerais
formadores do solo, expresso em (g/cm³ , Kg/m³ , kN/m³ , t/m³).

s = Ws/Vs (8)

- Peso específico submerso ( sub): quando a camada de solo está abaixo do


nível freático, define-se o peso específico submerso, o qual e utilizado para o cálculo de
tensões, varia, geralmente, entre 5kN/m³ e 12kN/m³.

sub = sat – w (9)

- Densidade real dos grãos ou sólidos (G): é a razão entre o peso específico
real dos grãos (s) e o peso específico da água a 4°C.

G = s/w (10)

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2.4. IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO

A diversidade e diferença de comportamento apresentados por diferentes solos


remete a necessidade de classificá-los em grupos distintos, aos quais podem ser
atribuídas algumas propriedades. Desta tendência racional de organização da
experiência acumulada, surgiram os sistemas de classificação dos solos.
O objetivo da classificação dos solos, sob o ponto de vista de engenharia, é o
poder estimar o provável comportamento do solo ou, pelo menos, o de orientar o
programa de investigação necessário para permitir a adequada análise de um problema.
A validade dos sistemas de classificação é muito discutida. De um lado qualquer
sistema cria grupos definidos por limites numéricos descontínuos, enquanto solos
naturais apresentam características progressivas variáveis. Pode ocorrer de solos com
índices próximos aos limites se classifiquem em grupos distintos, embora possam ter
comportamentos mais semelhantes do que os solos de um mesmo grupo de
classificação. A esta objeção, pode-se acrescentar que a classificação de um solo,
baseada em parâmetros físicos por ele apresentados, jamais poderá ser uma informação
mais completa do que os próprios parâmetros que o levaram a ser classificado.
Entretanto, a classificação é necessária para a transmissão de conhecimento.

2.5. CLASSIFICAÇÃO UNIFICADA

Este sistema foi originalmente desenvolvido pelo professor A. Casagrande


(Casagrande, 1948) para uso em aterros de aeroportos durante a Segunda Guerra
Mundial, sendo modificado posteriormente pra uso em barragens, fundações e outras
construções. A ideia básica do Sistema Unificado de Classificação dos solos é que os
solos grossos podem ser classificados de acordo com a sua curva granulométrica, ao
passo que o comportamento de engenharia dos solos finas está relacionado intimamente
com sua plasticidade. Em outras palavras, os solos nos quais a fração fina não exista em
quantidade sufuciente para afetar seu comportamento são classificados de acordo com a
sua curva granulométrica, enquanto os solos nos quais o comportamento de engenharia
é controlado pelas suas frações finas (siltes e argilas), são classificados de acordo com
as suas características de plasticidade. É o sistema mais usado na geotecnia em geral e
divide os solos em três grande grupos:

- Solos Grossos: mais de 50% em peso dos grãos são retidos na #200.
G: pefregulho;
S: areia;
W: bem graduado;
P: mal graduado;
C: com argila;
F: com finos;

- Solos Finos: mais de 50% em peso dos solos passam na #200.


L: baixa compressibilidade;
H: alta compressibilidade;
M: silte em sueco;
O: silte ou argila, orgânicos;
C: argila inorgância;

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- Turfas: solos essencialmente orgâncios.
Solos altamente orgânicos, geralmente fibrilares e muito compressíveis;

2.6. SISTEMA RODOVIÁRIO DE CLASSIFICAÇÃO

Este Sistema, muito empregado na engenharia rodoviária em todo o mundo, foi


originalmente proposto nos Estados Unidos. É também baseado na granulometria e nos
limites de Atterberg. A classificação é realizada com base na porcentagem que fica
retida na peneira n° 200, da seguinte forma:

- Solos Grossos: menos de 35% em peso dos solos passando nessa peneira, e são
classificados nos grupos A-1, A-2 E A-3.

- Solos Finos: mias de 35% em peso dos solos passando nessa peneira, e são
classificados nos grupos A-4, A-5, A-6 e A-7.

2.7. CLASSIFICAÇÕES REGIONAIS

No Brasil, o Sistema Rodoviário é bastante empregado pelos engenheiros


rodoviários, e o Sistema Unificado é sempre preferido pelos engenheiros barrageiros. Já
os engenheiros de fundação não empregam diretamente nenhum destes sistemas. De
modo geral, eles seguem uma maneira informal de classificar os solos, bem regional,
que pode ter tido origem nestes sistemas. A pouca utilização dos sistemas de
classificação decorre do fato deles nem sempre confirmarem a experiência local.
Portanto, uma maneira de contornar a dificuldade tem sido o das classificações
regionais, ainda que informais. Na cidade de São Paulo, por exemplo, são reconhecidos
diversos tipos de solos cujas características vão sendo progressivamente pesquisadas e
incorporadas ao conhecimento técnico.

2.8. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS PELA SUA ORIGEM

A classificação dos solos pela sua origem é um complemento importante para o


conhecimento das ocorrências e para a transmissão de conhecimentos acumulados.
Algumas vezes, a indicação da origem do solo é tão ou mais útil do que a classificação
sob o ponto de vista da constituição física.
Os solos podem ser classificados em dois grandes grupos, solos residuais e solos
transportados, sendo eles:

- Solos residuais: são aqueles de decomposição das rochas que se encontram no


próprio local em que se formaram. Para que eles ocorram, é necessário que a velocidade
de decomposição da rocha seja maior que a velocidade de remoção por agentes
externos.
- Solo residual maduro: solo superficial ou sotoposto a um horizonte
“poroso” ou “húmico”, e que perdeu toda a estrutura original da rocha-mãe e
tornou-se relativamente homogêneo.

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- Solo residual jovem: solo que mantém a estrutura original da rocha-
mãe, inclusive veios intrusivos, fissuras e xistosidade, mas perdeu a consistência
da rocha.
- Rocha alternada: horizonte em que a alteração progrediu ao longo de
fraturas ou zonas de menor resistência, deixando intactos grandes blocos da
rocha original.

- Solos transportados: são aqueles que foram levados ao seu atual local por
algum agente de transporte. As características dos solos são função do agente
transportador.
- Solos aluvionares: são solos resultantes do carregamento pela água, sua
textura depende da velocidade das correntes e são comuns camadas distintas
devido a diferentes tempos de deposição.
- Solos eólicos: são solos resultantes do transporte pelo vento, o qual
sofre arredondamento das partículas em virtude de seu atrito constante.
- Solos glaciais: são solos formados pelo deslocamento das geleiras que
levam junto diversos tamanhos de partículas de solo.
- Solos coluvionares: são solos formados pelo deslocamento de
partículas pela ação da gravidade, são solos heterogêneos, pois há o transporte
de todos os tamanhos de partículas. São solos propensos a rastejo e
deslizamento.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1. PREPARAÇÃO DA AMOSTRA

Seleciona-se uma quantidade representativa P1 de material seco ao arou úmido,


e determina-se sua umidade:
- 10,0 kg para material com pedregulho grosso;
- 2,0 kg para material com pedregulho fino;
- 1,0 kg para material arenoso;
- 0,5 kg para material siltoso/argiloso.
Passa-se a massa P1 na peneira #10 (2,0mm), do material que passar, separam-se
03 quantidades: P2 = 20 g para a determinação do peso especifico real das partículas; P3
= 50 a 100 g para a sedimentação; P4 = 200 a 600 g para o peneiramento fino.

- Procedimento:

A) Peneiramento Grosso (material retido na peneira #10):


- Lava-se o material na peneira #10 (2,0mm), em seguida coloca-o na
estufa;
- Peneira-se o material seco, mecânica ou manualmente, até a peneira
#10;
- Pesa-se a fração retida em cada peneira;
B) Peneiramento Fino (material que passa na peneira #10):
- Lava-se o material na peneira #200 (0,075mm), em seguida coloca-o na
estufa;
- Passa-se o material seco nas peneiras de aberturas menores que a #10;
- Pesa-se a fração retida em cada peneira;

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C) Sedimentação:
- Coloca-se a massa P3 em “banho” (6 a 24 horas) com defloculante
(solução de hexametafosfato de sódio);
- Agita-se a mistura no dispersor elétrico por 5 a 15 minutos;
- Transfere-se a mistura para a proveta graduada, completando com água
destilada ate 1000 ml e realiza-se o balanceamento;
- Efetua-se leituras do densímetro nos instantes de 30s, 1, 2 ,4 ,8 ,15,
30min, 1, 2, 4, 8, 25h;

3.2. LIMITE DE LIQUIDEZ

- Equipamentos:
- Estufa capaz de manter a temperatura de 60°C a 65°C e 105°C a 110°C;
- Cápsula de porcelana com aproximadamente 120 mm de diâmetro;
- Espátula de lamina flexível com aproximadamente 80 mm de
comprimento e 20 mm de largura;
- Aparelho de Casagrande e Cinzel;
- Balança que permita pesar nominalmente 200 g, com resolução de
0,01 g e sensibilidade compatível;
- Gabarito para verificação da altura de queda da concha;
- Esfera de aço com 8 mm de diâmetro.

- Procedimento:
A) Colocar a amostra na cápsula de porcelana, adicionar água destilada
em pequenos incrementos, amassando e revolvendo, vigorosa e continuamente
com auxilio da espátula, de forma a obter uma pasta homogênea, com
consistência tal que sejam necessários cerca de 35 golpes para fechar a ranhura.
O tempo de homogeneização deve estar compreendido entre 15 e 30 min, sendo
o maior intervalo de tempo para solos mais argilosos.
B) Transferir parte da mistura para a concha, moldando-a de forma que,
na parte central, a espessura seja da ordem de 10 mm. Realizar esta operação de
maneira que não fiquem bolhas de ar no interior da mistura.
- Retornar o excesso de solo para a cápsula.
C) Dividir a massa de solo em duas partes, passando o cinzel através da
mesma, de maneira a abrir uma ranhura em sua parte central, normalmente, à
articulação da concha. O cinzel deve ser deslocado perpendicularmente à
superfície da concha.
- As operações descritas nas alíneas “B” e “C” devem ser realizadas com
a concha na mão do operador e, quando houver dificuldade na abertura da
ranhura, deve-se tentar obtê-la por passagens sucessivas e cuidadosas do cinzel.
D) Recolocar, cuidadosamente, a concha no aparelho e golpeá-la contra a
base, deixando-a cair em queda livre, girando a manivela a razão de duas voltas
por segundo.
- Anotar o número de golpes necessários para que as bordas inferiores da
ranhura se unam ao longo de 13 mm de comprimento, aproximadamente.
E) Transferir, imediatamente, uma pequena quantidade do material de
junto das bordas que se uniram para um recipiente adequado para determinação
da umidade.
F) Transferir o restante da massa para a cápsula de porcelana. Lavar e
enxugar a concha e o cinzel.
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G) Adicionar agua destilada à amostra e homogeneizar durante pelo
menos 3 minutos, amassando e revolvendo vigorosa e continuamente com
auxílio da espátula.
H) Repetir às operações descritas nas alíneas “B” a “F”, obtendo o 2°
ponto de ensaio.
I) Repetir às operações descritas nas alíneas “G” e “B” a “F”, de modo a
obter pelo menos mais três pontos de ensaio, cobrindo o intervalo de 35 a 15
golpes.

3.3. LIMITE DE PLASTICIDADE

Teor de umidade limite entre o estado plástico e estado semissólido. Mínimo teor
de umidade no qual e possível moldar um cilindro de solo com 3 mm de diâmetro e
10cm de comprimento sem fissurar.
Determinação: ensaio de limite de plasticidade (NBR 7180/84). Determina-se o
teor de umidade no qual um cilindro de solo executado com a palma da mão, por meio
de movimentos regulares de vaivém, sobre uma placa de vidro fosco, começa a fissurar
ao atingir dimensões padrões (φ= 3mm e l= 10cm).

3.4. ENSAIO DE GRANULOMETRIA

A distribuição granulométrica dos materiais granulares, areias e pedregulhos, são


obtidos através do processo de peneiramento de uma amostra seca em estufa, enquanto
que, para siltes e argilas se utiliza à sedimentação dos sólidos no meio líquido. Para
solos, que tem partículas tanto na fração grossa (areia e pedregulho) quanto na fração
fina (silte e argila) se torna necessária a analise granulométrica conjunta (peneiramento
+ sedimentação). Ambos os ensaios citados na etapa de preparação da amostra.

4. RESULTADOS

Densidade Real dos Grãos


Temperatura (C°) 23
Picnômetro nº 18 40 -
Picnômetro (g) 103,91 106,42 -
Pic +Solo Seco (g) 174,46 178,56 -
Pic + Água (g) 607,13 610,73 -
Pic + Solo + Água (g) 650,12 654,65 -
Solo Seco (g) 70,55 72,14 -
Fator de Correlação (K)* 0,9976
Densidade Real (Gs) g/m³ 25,5 25,5 -
Média g/m³ 25,5
Peso esp sólidos (g/cm³) 2,559 2,556 -
Tabela 1.

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Limite de plasticidade
Número de cápsula 41 17 8 4 27
10,6
Total Úmido 10,94 9 12,92 11,35 11,29

PESO (g)
Total Seco 10,4 10 10,82 10,83 10,74
Cápsula 9,66 9,08 10,38 10,12 9,93
Água 0,54 0,69 2,1 0,52 0,55
Solo Seco 0,74 0,92 0,44 0,71 0,81
Úmidade (%) 72,97 75 477,3 73,24 67,9
Limite de Plasticidade 153,28
Tabela 2.

Limite de Liquidez
Número de Golpes 51 35 30 21 12
Número de cápsula 1 638 9,01 596 868 532 577 544 712 794
Total Úmido 14,62 17,13 16,4 16,14 15,38 15,28 16,43 15,61 15,03 15,66
Total Seco 12,48 14,94 14,17 14,3 13,31 13,38 14,27 13,78 13,18 13,52
PESO (g)

Cápsula 11,51 13,94 13,23 13,53 12,46 12,61 13,41 13,05 12,49 12,73
Água 2,14 2,19 2,23 1,84 2,07 1,9 2,16 1,83 1,85 2,14
Solo Seco 0,97 1 0,94 0,77 0,85 0,77 0,86 0,73 0,69 0,79
Umidade (%) 220,6 219 237,2 239 239 246,8 251,2 250,7 268,1 270,9
Umidade Média (%) 219,81 238,10 242,86 250,92 269,50
Tabela 3.

Gráfico - Limite de Liquidez


100

75
Gráfico - Limite de
Liquidez
Linear (Gráfico - Limite de
50 Liquidez)

25

LL = 246
0
200 210 220 230 240 250 260 270 280 290 300
Gráfico 1.

11
- Cálculo do Índice de Plasticidade:

IP=¿−LP (11)

IP = 246 – 153,28 = 92,72

SOLO A:

Figura 1.

- Classificação:

De acordo com a classificação do sistema unificado – OH.

De acordo com a classificação do sistema rodoviário – A 7-5.

SOLO B:

Composição Granulométrica (%) (Escala ABNT)


Areia
Argila Silte Pedregulho
Fina Média Grossa
81 13 5 1 0 0

12
Figura 2.

5. CONCLUSÃO

Portanto, o estudo dos solos é extremamente importante na área de engenharia,


pois ele é a base de tudo, onde, através de ensaios é possível determinar propriedades
para classificação dos diversos tipo de solo. Onde, neste presente relatório, após os
cálculos e determinação de todos os índices necessários, concluímos que ambos os solos
são finos, sendo o solo “A” é orgânico de alta compressibilidade e o solo “B” é uma
argila silto arenosa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- PINTO, CARLOS DE SOUZA, Curso Básico de Mecânica dos Solos em 16


Aulas, Oficina de Textos, 3a Edição, São Paulo.

- NOTAS DE AULA, Mecânica dos Solos I.

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