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Universidade Federal do Paraná

Departamento de Matemática
Programa de Pós-Graduação em Matemática Aplicada

Prova de Seleção – Álgebra Linear


20/02/2009

Nesta prova, se V , W são espaços vetoriais e T : V → W é uma aplicação linear, então N (T ) é o


núcleo de T e I(T ) é a imagem de T . Se V = W e β é uma base de V , [T ]β denota a matriz de T com
relação à base β.

Faça quatro das questões a seguir.

1. Um operador linear P : Rn → Rn é chamado de idempotente se P 2 = P .


(a) Mostre que se λ é autovalor de P então λ = 0 ou λ = 1.
(b) Prove que Rn = N (P ) ⊕ I(P ).
(c) Conclua que existe uma base β de Rn tal que a matriz [P ]β tem entradas 0 ou 1 na diagonal,
e todas as entradas fora da diagonal são nulas.
2. Seja V = R5 , e sejam U e W os seguintes subespaços de V :

U = {(x, y, z, w, s) ∈ R5 |x − y + z = 0, x + w − s = 0|}

W é o subespaço gerado por v1 = (2, 2, −2, 4, 2), v3 = (5, −1, 1, 1, 5), v3 = (1, −1, 1, −1, 1)
(a) Determine bases para U e W e suas respectivas dimensões.
(b) Encontre uma transformação linear T : V → V tal que N (T ) = U e I(T ) = W (a forma de
apresentar a transformação T fica a seu critério. Não é necessário, por exemplo, escrevê-la
na base canônica).
3. Considere a matriz  
1 1 0
A= 0 2 0 
1 1 1
(a) Ortogonalize os vetores colunas de A pelo processo de ortogonalização de Gram-Schmidt.
(b) Encontre a projeção de v = (1, 1, 0)T no espaço gerado pelas duas primeiras colunas de A.
4. Considere o operador T : R3 → R3 cuja matriz na base canônica β = {e1 , e2 , e3 } de R3 é
 
3 1 8
[T ]β = A =  1 3 −8 
−1 1 2
(a) Encontre um autovetor v de T associado ao autovalor 4.
(b) Dizemos que um subespaço W de R3 é invariante sob T se T w ∈ W para cada w ∈ W .
Sendo v o autovetor encontrado no item anterior, mostre que o espaço

W = {u ∈ R3 |hu, vi = 0}

é invariante sob T .
(c) Determine uma base ortonormal β 0 de R3 na qual [T ]β 0 tem a forma
 
∗ 0 0
[T ]β 0 =  0 ∗ ∗ 
0 ∗ ∗

sugestão: use os itens anteriores.

5. Seja Mn (R) o espaço vetorial das matrizes n × n. RecordeP


que se A = (aij ) ∈ Mn (R), o traço de
A é a soma dos elementos da diagonal da matriz, tr(A) = ni=1 aii .

(a) Mostre que tr : Mn (R) → R é uma transformação linear.


(b) Sendo n = 2, encontre uma base do núcleo de tr : M2 (R) → R.
(c) Dados A, B ∈ Mn (R), defina
hA, Bi = tr(AT B).
Relembrando que tr(A) = tr(AT ) e que tr(AB) = tr(BA), mostre que h·, ·i é um produto
interno em Mn (R).
P
6. Dado um operador T : V → V e um polinômio p(x) = ni=0 ai xi com coeficientes reais, definimos
p(T ) : V → V por
p(T ) = a0 I + a1 T + · · · + an T n
onde I é o operador identidade.

(a) Considere V = R3 , e suponha que p(T ) 6= 0 para todo polinômio p(x) de grau menor ou igual
a 2 (não incluı́mos o polinômio nulo). Mostre que dado qualquer vetor não-nulo u ∈ R3 , o
conjunto β = {u, T u, T 2 u} é uma base de R3 .
(b) Mostre que se λ ∈ R é um autovalor de T e v é um autovetor associado a λ, então p(T )v =
p(λ)v.
(c) Conclua que se p(T ) = 0 então λ é raiz de p(x).