Você está na página 1de 417

TeSys T LTM R Modbus

Controlador de Gerenciamento de Motores


Manual do Usuário
03/2013

www.schneider-electric.com
As informações contidas nessa documentação contêm descrições gerais e/ou características
técnicas do desempenho dos produtos contidos aqui. Essa documentação não deve ser considerada
como substituta, nem deve ser utilizada para determinar a adequabilidade ou confiabilidade desses
produtos para as aplicações específicas do usuário. É de responsabilidade de qualquer usuário ou
integrador realizar a análise apropriada e completa de risco, avaliação e teste dos produtos em
relação à aplicação relevante específica ou seu respectivo uso. Nem a Schneider Electric nem
qualquer uma das suas afiliadas ou subsidiárias deve ser responsabilizada pelo uso inadequado das
informações contidas aqui. Caso você tenha quaisquer sugestões quanto às melhorias ou alterações
ou se encontrar erros nessa publicação, informe-nos.
Nenhuma parte desse documento pode ser reproduzida de qualquer forma ou por quaisquer meios,
eletrônicos ou mecânicos, incluindo fotocópia, sem a prévia autorização por escrito da Schneider
Electric.
Todos os regulamentos de segurança local, regional e estadual pertinentes devem ser observados
ao instalar e usar esse produto. Por razões de segurança e para ajudar assegurar a conformidade
com os dados de sistema documentados, somente o fabricante deve realizar os reparos nos
componentes.
Quando os dispositivos forem utilizados para aplicações com requisitos técnicos de segurança, as
instruções relevantes devem ser seguidas.
Não usar um software da Schneider Electric ou um software aprovado com os nossos produtos de
hardware pode resultar em ferimentos, prejuízos ou resultados operacionais inadequados.
Caso essas informações não sejam observadas, pode haver ferimentos ou danos nos
equipamentos.
©2013 Schneider Electric. Todos os direitos reservados.

2 1639501 03/2013
Índice

Informações de segurança................................................................... 7
Sobre o Manual ................................................................................... 9
Capítulo 1 Introdução ao Sistema de Gerenciamento de Motores TeSys T .............. 11
Apresentação do Sistema de Gerenciamento de Motores TeSys T ......................................... 12
Guia de Seleção do Sistema ................................................................................................... 17
Descrição Física do Controlador LTM R com o Protocolo Modbus .......................................... 20
Descrição Física do Módulo de Expansão LTM E ................................................................... 22
Capítulo 2 Funções de Monitoramento e Medição .................................................. 25
2.1 Medição ................................................................................................................................... 26
Correntes de Linha .................................................................................................................. 27
Corrente de Aterramento ......................................................................................................... 28
Corrente Média ........................................................................................................................ 30
Desequilíbrio da Fase da Corrente ......................................................................................... 31
Nível de Capacidade Térmica.................................................................................................. 32
Sensor de Temperatura do Motor ............................................................................................ 32
Frequência .............................................................................................................................. 33
Tensões Linha a Linha ............................................................................................................ 33
Desequilíbrio da Tensão da Linha ........................................................................................... 34
Tensão Média .......................................................................................................................... 34
Fator de Potência .................................................................................................................... 35
Potência Ativa e Potência Reativa .......................................................................................... 36
Consumo da Potência Ativa e Consumo da Potência Reativa ................................................. 37
2.2 Falhas de Monitoramento do Dispositivo e Sistema ................................................................. 38
Falha Interna do Controlador ................................................................................................... 39
Temperatura Interna do Controlador ....................................................................................... 40
Diagnóstico de Erro do Comando de Controle......................................................................... 41
Falhas da Fiação ..................................................................................................................... 43
Soma de verificação da Configuração ..................................................................................... 45
Perda de Comunicação ........................................................................................................... 46
Tempo para Acionamento ....................................................................................................... 48
Falha de Configuração do LTM R ............................................................................................ 48
Falha de Configuração e Aviso do LTM E ................................................................................ 48
Falha Externa .......................................................................................................................... 49
2.3 Contadores de Aviso e Falha................................................................................................... 50
Introdução dos Contadores de Aviso e Falha ........................................................................... 51
Contador de Todas as Falhas ................................................................................................. 51
Contador de Todos os Avisos ................................................................................................. 51
Contador de Reinicialização Automática ................................................................................. 52
Contadores de Aviso e Falhas de Proteção ............................................................................. 52
Contador de Erros do Comando de Controle ........................................................................... 53
Contador de Falhas da Fiação ................................................................................................ 53
Contadores de Perda de Comunização .................................................................................. 53
Contadores de Falha Interna ................................................................................................... 53
Histórico de Falha .................................................................................................................... 54
2.4 Histórico do Motor ................................................................................................................... 55
Contadores de Partidas do Motor ............................................................................................ 56
Contador por Hora de Partidas do Motor ................................................................................ 56
Contador de Rejeição de Carga ............................................................................................... 56
Contadores de Reinicialização Automática ............................................................................. 56
Razão da Corrente da Última Partida do Motor ....................................................................... 57
Duração da Última Partida do Motor........................................................................................ 57
Tempo de Operação .................................................................................................................. 57

1639501 03/2013 3
2.5 Status Operacional do Sistema ................................................................................................... 58
Estado do Motor ....................................................................................................................... 59
Tempo Mínimo de Espera ........................................................................................................ 59
Capítulo 3 Funções de Proteção do Motor........................................................... 61
3.1 Introdução das Funções de Proteção do Motor ........................................................................ 62
Definições ................................................................................................................................. 63
Características de Proteção do Motor....................................................................................... 64
3.2 Funções de Proteção Térmica do Motor ................................................................................. 66
Sobrecarga Térmica ................................................................................................................. 67
Sobrecarga Térmica - Inversão Térmica ................................................................................... 68
Sobrecarga Térmica - Tempo Definido..................................................................................... 72
Sensor de Temperatura do Motor ............................................................................................. 74
Sensor de Temperatura do Motor - PTC Binário ...................................................................... 75
Sensor de Temperatura do Motor - PT100 ............................................................................... 77
Sensor de Temperatura do Motor - PTC Analógico .................................................................. 79
Sensor de Temperatura do Motor - NTC Analógico ................................................................... 81
Bloqueio do Ciclo Rápido ......................................................................................................... 83
3.3 Funções de Proteção da Corrente do Motor ............................................................................. 85
Desequilíbrio da Fase da Corrente ........................................................................................... 86
Perda da Fase da Corrente ...................................................................................................... 89
Inversão da Fase da Corrente ................................................................................................... 91
Partida Prolongada ................................................................................................................... 92
Congestionamento .................................................................................................................... 94
Subcorrente .............................................................................................................................. 96
Sobrecorrente ........................................................................................................................... 98
Corrente de Aterramento .......................................................................................................... 100
Corrente de Aterramento Interno .............................................................................................. 101
Corrente de Aterramento Externo ............................................................................................. 103
3.4 Funções de Proteção da Tensão do Motor ............................................................................... 105
Desequilíbrio da Fase da Tensão ............................................................................................. 106
Perda da Fase da Tensão ........................................................................................................ 109
Inversão da Fase da Tensão .................................................................................................... 111
Subtensão ................................................................................................................................ 112
Sobretensão ............................................................................................................................. 114
Gerenciamento da Queda de Tensão ...................................................................................... 116
Rejeição de carga ..................................................................................................................... 117
Reinicialização Automática ....................................................................................................... 119
3.5 Funções de Proteção da Potência do Motor .............................................................................. 123
Subpotência.............................................................................................................................. 124
Sobrepotência .......................................................................................................................... 126
Fator de subpotência ................................................................................................................ 128
Fator de sobrepotência ............................................................................................................. 130
Capítulo 4 Funções de Controle do Motor ............................................................ 133
4.1 Canais de Controle e Estados Operacionais ............................................................................ 134
Canais de Controle ................................................................................................................... 135
Estados Operacionais .............................................................................................................. 138
Ciclo de Partida ........................................................................................................................ 141
4.2 Modos de Operação ................................................................................................................. 144
Princípios de Controle .............................................................................................................. 145
Modos de Operação Pré-definidos ........................................................................................... 146
Gerenciamento de Falha e Fiação de Controle........................................................................ 148
Modos de Operação da Sobrecarga ......................................................................................... 149
Modo de Operação Independente ............................................................................................ 151
Modo de Operação do Inversor ................................................................................................ 153
Modo de Operação em Duas Etapas ........................................................................................ 156
Modo de Operação em Duas Velocidades................................................................................ 161
Modo de Operação Personalizado ........................................................................................... 165
4.3 Gerenciamento de Falha e Comandos para Apagar .................................................................. 166
Gerenciamento de Falha - Introdução ...................................................................................... 167
Reinicialização Manual ............................................................................................................. 169
Reinicialização Automática ....................................................................................................... 171
Reinicialização Remota ............................................................................................................ 174
Códigos de Aviso e Falha......................................................................................................... 176
Comandos para Apagar do Controlador LTM R .......................................................................... 178

4 1639501 03/2013
Capítulo 5 Instalação ............................................................................................ 181
5.1 Instalação ................................................................................................................................ 182
Princípios Gerais ..................................................................................................................... 183
Dimensões .............................................................................................................................. 184
Montagem ............................................................................................................................... 186
Instalação ................................................................................................................................ 189
Fiação - Generalidades ........................................................................................................... 194
Fiação - Transformadores da Corrente (da sigla em inglês, CTs) ............................................ 198
Fiação - Transformadores da Corrente de Falha de Aterramento ............................................ 203
Fiação - Sensores de Temperatura ......................................................................................... 205
Fiação - Fonte de Alimentação ................................................................................................ 206
Fiação - Entradas da Lógica .................................................................................................... 209
Fiação - Saídas da Lógica ....................................................................................................... 213
Conexão a um Dispositivo HMI ............................................................................................... 215
5.2 Fiação da Rede de Comunicação Modbus ............................................................................. 219
Características da Rede Modbus ............................................................................................. 220
Características do Terminal de Fiação da Porta de Comunicação Modbus ............................. 221
Fiação da Rede Modbus ......................................................................................................... 223
Capítulo 6 Comissionamento……………………………………………………………. 229
Introdução ............................................................................................................................... 230
Primeira Inicialização ............................................................................................................... 232
Parâmetros Opcionais e Exigidos ............................................................................................ 234
Configurações da FLC (Corrente de Carga Total) ................................................................... 235
Verificação da Comunicação Modbus® ................................................................................... 237
Verificação da Fiação do Sistema ........................................................................................... 239
Verificação da Configuração .................................................................................................... 241
Capítulo 7 Uso....................................................................................................... 243
7.1
Uso do Controlador LTM R Sozinho ......................................................................................... 244
Configurações de Hardware .................................................................................................... 245
Configuração Independente .................................................................................................... 246
7.2 Uso da Unidade do Operador de Controle do LTM CU............................................................ 248
Apresentação da Unidade do Operador de Controle do LTM CU ............................................ 249
Configuração da Porta HMI ..................................................................................................... 250
73
Configuração de Magelis® XBTN410 ...................................................................................... 251
Instalação do Software de Programação Magelis® XBT L1000 .............................................. 252
Download dos Arquivos de Aplicação do Software 1 em muitos ............................................... 253
Transferência do Software de Aplicação para o Magelis® XBTN410 HMI ................................ 254
74
Uso do Magelis® XBTN410 HMI (1 em muitos) ........................................................................ 255
Descrição Física (1 em muitos) ............................................................................................... 256
Linhas de Comando (1 em muitos)............................................................................................ 259
Navegação da Estrutura do Menu (1 em muitos) ..................................................................... 260
Edição de Valores (1 em muitos) .............................................................................................. 261
Execução de um Comando de Registro de Valor (1 em muitos) ................................................ 264
Estrutura do Menu (1 em muitos).............................................................................................. 265
Estrutura do Menu - Home Page (1 em muitos) ....................................................................... 266
Estrutura do Menu - Todos Controladores LTM R e HMI (1 em muitos) ................................. 267
Página do Controlador (1 em muitos) ....................................................................................... 269
Configurações (1 em muitos) .................................................................................................... 270
Estatística (1 em muitos) ......................................................................................................... 277
ID do Produto (1 em muitos)..................................................................................................... 279
Monitoramento (1 em muitos) ................................................................................................... 280
Gerenciamento da Falha (1 em muitos) ................................................................................... 281
Comandos de Serviço (1 em muitos) ....................................................................................... 282
7.5 Uso do SoMove com o DTM do TeSys T ............................................................................... 283
Apresentação do SoMove com o DTM do TeSys T ................................................................. 284
Instalação do SoMove e da Biblioteca do DTM do TeSys ........................................................ 285
7.6 Uso da Rede de Comunicação Modbus .................................................................................. 286
Princípio do Protocolo Modbus® ............................................................................................. 287
Configuração da Porta de Rede Modbus do LTM R ................................................................ 288
Controle e Monitoramento Simplificado .................................................................................. 289
Exemplos da Programação e Solicitação Modbus® ................................................................. 290
Gerenciamento de Exceção do Modbus .................................................................................. 291
Variáveis do Mapa do Usuário (Registros Indiretos Definidos pelo Usuário) ........................... 292
Mapa de Registro (Organização das Variáveis de Comunicação) ....................................................... 293

1639501 03/2013 5
Formatos de Dados .................................................................................................................. 294
Tipos de Dados ....................................................................................................................... 295
Variáveis de Identificação ......................................................................................................... 301
Variáveis da Estatística ............................................................................................................. 302
Variáveis de Monitoramento ..................................................................................................... 308
Variáveis de Configuração ........................................................................................................ 314
Variáveis de Comando ............................................................................................................. 321
Variáveis do Mapa do Usuário .................................................................................................. 322
Variáveis da Lógica Personalizada ........................................................................................... 323
Capítulo 8 Manutenção ........................................................................................ 325
Detecção de Problemas ........................................................................................................... 326
Solução de Problemas .............................................................................................................. 327
Manutenção Preventiva ............................................................................................................ 329
Substituição de um Controlador LTM R e um Módulo de Expansão LTM E ............................. 331
Avisos e Falhas de Comunicação ............................................................................................. 332
Anexos .................................................................................................................. 335
Anexo A Dados Técnicos......................................................................................... 337
Especificações Técnicas do Controlador LTM R ...................................................................... 338
Especificações Técnicas do Módulo de Expansão LTM E ....................................................... 341
Características das Funções de Monitoramento e Medição ....................................................... 343
Interruptores Recomendados ................................................................................................... 344
Anexo B Parâmetros Configuráveis .......................................................................... 347
Configurações Principais .......................................................................................................... 348
Controle .................................................................................................................................... 350
Comunicação ............................................................................................................................ 352
Térmico..................................................................................................................................... 353
Corrente.................................................................................................................................... 354
Tensão...................................................................................................................................... 356
Potência.................................................................................................................................... 358
HMI ......................................................................................................................................... 359
Anexo C Diagramas da Fiação ................................................................................ 361
C.1 Diagramas da Fiação de Formato IEC ....................................................................................... 362
Diagramas da Fiação do Modo de Sobrecarga ......................................................................... 363
Diagramas da Fiação do Modo Independente .......................................................................... 367
Diagramas da Fiação do Modo do Inversor ............................................................................... 369
Diagramas da Fiação do Modo Wye-Delta em Duas Etapas ................................................... 371
Diagramas da Fiação do Modo do Resistor Primário em Duas Etapas .................................... 373
Diagramas da Fiação do Modo do Autotransformador em Duas Etapas ................................... 375
Diagramas da Fiação do Modo Dahlander em Duas Etapas..................................................... 377
Diagramas da Fiação do Modo de Alteração de Polo em Duas Etapas ................................... 379
C.1 Diagramas da Fiação de Formato NEMA .................................................................................... 381
Diagramas da Fiação do Modo de Sobrecarga ......................................................................... 382
Diagramas da Fiação do Modo Independente .......................................................................... 386
Diagramas da Fiação do Modo do Inversor ............................................................................... 388
Diagramas da Fiação do Modo Wye-Delta em Duas Etapas ................................................... 390
Diagramas da Fiação do Modo do Resistor Primário em Duas Etapas .................................... 392
Diagramas da Fiação do Modo do Autotransformador em Duas Etapas ................................... 394
Diagramas da Fiação do Modo em Duas Velocidades Enrolamento único (Polo Resultante) . 396
Diagramas da Fiação do Modo em Duas Velocidades: Enrolamento Separado ..................... 398
Glossário ................................................................................................... 401
Índice ................................................................................................... 405

6 1639501 03/2013
Informações de Segurança

Informações importantes

OBSERVAÇÃO
Leia atentamente essas instruções e examine o equipamento para se familiarizar com o dispositivo
antes de tentar sua instalação, operação ou manutenção. As seguintes mensagens especiais podem
aparecer ao longo deste manual, ou no próprio equipamento, indicando os possíveis riscos ou
destacando as informações que esclarecem ou simplificam um procedimento.

A adição desse símbolo a uma etiqueta de segurança "Perigo" indica


que um risco elétrico existe, podendo resultar em lesão corporal, caso
as instruções não sejam seguidas.

Esse é o símbolo de alerta de segurança. É utilizado para alertá-lo


sobre os possíveis riscos de lesão corporal. Obedeça à todas as
mensagens de segurança que acompanham esse símbolo a fim de
evitar possíveis ferimentos ou morte.

PERIGO
PERIGO indica uma situação iminentemente perigosa que, se não evitada,
resultará em morte ou lesões graves.

AVISO
AVISO indica uma situação potencialmente perigosa que, se não evitada, pode
resultar em morte ou lesão grave.

CUIDADO
CUIDADO indica uma situação potencialmente perigosa que, se não evitada, pode
resultar em lesões leves ou moderadas.

OBSERVAÇÃO
OBSERVAÇÃO é utilizada para indicar as práticas não relacionadas à lesão
corporal.

OBSERVE
Os equipamentos elétricos devem ser instalados, operados e reparados somente através da equipe
qualificada. A Schneider Electric não assume nenhuma responsabilidade por quaisquer
consequências decorrentes do uso inadequado deste material.
Uma pessoa qualificada é aquela que possui habilidades e conhecimentos relacionados à
construção e operação dos equipamentos elétricos, em como à sua instalação, e recebeu
treinamento de segurança para reconhecer e evitar os riscos envolvidos.

1639501 03/2013 7
8 1639501 03/2013
Sobre o Manual ............................................................................

Visão Geral

Escopo do Documento
Este manual descreve a versão do protocolo de rede Modbus® do controlador de gerenciamento do
motor LTM R TeSys® T e o módulo de expansão LTM E.
O propósito deste manual é:
• descrever e explicar o monitoramento, a proteção e as funções de controle do controlador
LTM R e do módulo de expansão LTM E.
• fornecer todas as informações necessárias para implementar e suportar uma solução que
melhor se adapte às exigências de sua aplicação.
O manual descreve as 4 partes principais de uma implementação bem-sucedida do sistema:
• instalação do controlador LTM R e do módulo de expansão LTM E
• comissionamento do controlador LTM R configurando-se os valores essenciais do parâmetro
• uso do controlador LTM R e do módulo de expansão LTM E, ambos com e sem dispositivos
adicionais de interface homem-máquina
• manutenção do controlador LTM R e do módulo de expansão LTM E
Este manual é destinado aos:
• engenheiros de projetos
• integradores do sistema
• operadores do sistema
• engenheiros de manutenção

Nota de Validade
Este manual é válido para todos os controladores LTM R Modbus® . Algumas funções estão
disponíveis dependendo da versão do software do controlador.

Documentos Relacionados

Número de
Título da Documentação
Referência
Guia Rápido de Inicialização do Controlador de Gerenciamento de Motores LTM R Modbus
1639572
TeSys T
TeSys T LTM R ••• Folha de Instruções AAV7709901
TeSys T LTM E ••• Folha de Instruções AAV7950501
Manual do Usuário da Unidade do Operador de Controle do TeSys T LTM CU 1639581
Folha de Instruções do TeSys T LTM CU AAV6665701
Manual do Usuário do Editor de Lógica Personalizada do Controlador de Gerenciamento
1639507
de Motores TeSys LTM R
Manual do Usuário do XBT-N 1681029
Folha de Instruções do XBT-N 1681014
www.electrical-
Guia de Instalação Elétrica (versão Wiki)
installation.org
Guia de Solução Okken DESY014EN
Guia de Solução Blokset ESBED297701EN

Você pode fazer o download dessas publicações técnicas e outras informações técnicas a partir do
nosso website em www.schneider-electric.com.

Comentários do Usuário
Apreciamos os comentários sobre este manual. Você pode entrar em contato conosco em
techcomm@schneider-electric.com.

1639501 03/2013 9
10 1639501 03/2013
Apresentação do Sistema de Gerenciamento de Motores
TeSys T

Visão Geral
Esse capítulo apresenta o sistema de gerenciamento de motores TeSys T e seus dispositivos.

O que há nesse Capítulo?


Esse capítulo contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Apresentação do Sistema de Gerenciamento de Motores TeSys T 12
Guia de Seleção do Sistema 17
Descrição Física do Controlador LTM R com Protocolo Modbus 20
Descrição Física do Módulo de Expansão LTM E 22

1639501 03/2013 11
Introdução

Apresentação do Sistema de Gerenciamento de Motores TeSys T

Propósito do Produto
O sistema de gerenciamento de motores TeSys T oferece recursos de proteção, controle e
monitoramento para os motores de indução de CA monofásicos e trifásicos.
O sistema é flexível, modular e pode ser configurado para atender aos requisitos das aplicações na
indústria. O sistema é projetado para atender às necessidades dos sistemas de proteção integrada
com comunicações abertas e uma arquitetura global.
Os sensores altamente precisos e a proteção total do motor de estado sólido proporcionam uma
melhor utilização do motor. As funções de monitoramento completas permitem a análise das
condições operacionais do motor e respostas mais rápidas que impedem a ociosidade do sistema.
O sistema oferece funções diagnósticas e estatísticas, além de avisos e falhas configuráveis, o que
permite um melhor prognóstico da manutenção do componente, além de apresentar dados para a
melhoria contínua de todo sistema.

Exemplos dos Segmentos Suportados da Máquina


O sistema de gerenciamento de motores suporta os seguintes segmentos da máquina:
Segmento da Máquina Exemplos
Segmentos especiais da máquina e processo Tratamento de água e água residual
• tratamento de água (sopradores e agitadores)
Metal, Minerais e Mineração
• cimento
• vidro
• aço
• extração de minério
Óleo e gás
• processamento de óleo e gás
• petroquímica
• refinaria, plataforma marítima
Microeletrônica Farmacêutica
Indústria Química
• cosmética
• detergentes
• fertilizantes
• tinta
Indústria de transporte
• linhas de transferência automotiva
• aeroportos
Outras indústrias
• tuneladora
• guindastes
Segmentos complexos da máquina Inclui as máquinas coordenadas ou altamente automatizadas
usadas em:
• sistemas de bombeamento
• conversão de papel
• linhas de impressão
• HVAC

12 1639501 03/2013
Introdução

Indústrias Suportadas
O sistema de gerenciamento de motores apoia as seguintes indústrias e setores comerciais
associados:
Indústria Setores Aplicação
Construção • escritórios comerciais • Controle e gerenciamento das instalações em
• shopping centers edificações:
• escritórios industriais • sistemas de HVAC críticos
• navios • água
• hospitais • ar
• centros culturais • gás
• aeroportos • eletricidade
• vapor
Indústria • metal, mineral e mineração: cimento, • <<<<<<
vidro, aço, extração de minério • controle e monitoramento dos motores da bomba
• microeletrônica • controle da ventilação
• petroquímica • controle da tração e movimentação de carga
• etanol • visualização do status e comunicação com as
• química: indústria papel e celulose máquinas
• Farmacêutica • processo e comunicação dos dados capturados
• alimentos e bebidas • gerenciamento remoto de dados para um ou
diversos locais via Internet
Energia e • tratamento e transporte de água • controle e monitoramento dos motores da bomba
Infraestrutura
• infraestrutura de transporte para • controle da ventilação
pessoas e frete: aeroportos, tuneis • controle remoto de turbina de ar
rodoviários, metrôs e bondes
• gerenciamento remoto de dados para um ou
• geração e transporte de energia diversos locais via Internet

Sistema de gerenciamento de motores TeSys


Os 2 principais componentes de hardware do sistema são o controlador LTM R e o módulo de
expansão LTM E.
O sistema pode ser configurado e controlado:
• usando um dispositivo de HMI (Interface Homem/Máquina): Magelis® XBT ou LTM CU
TeSys® T
• usando um PC que executa o SoMove com o DTM do TeSys.
• usando um PLC conectado ao sistema via rede de comunicação

Os componentes como os transformadores de corrente de carga do motor externo e


transformadores de corrente de aterramento adicionam uma faixa adicional ao sistema.

Controlador LTM R
O controlador LTM R baseado no microprocessador é o componente central no sistema que
gerencia as funções de controle, proteção e monitoramento dos motores de indução de CA
monofásicos ou trifásicos.
O controlador LTM R é projetado para funcionar com diversos protocolos fieldbus. Esse manual foca-
se somente nos sistemas projetados para se comunicarem através do protocolo Modbus.
A faixa inclui 6 modelos de controlador LTM R que utilizando o protocolo de comunicação Modbus.
Controlador LTM R Descrição funcional Número de Referência

• detecção da corrente O.4...100 A LTMR08MBD (24 VCC,


O.4...8AFLC)
• entradas de corrente monofásicas ou trifásicas
• 6 entradas da lógica discretas LTMR27MBD (24 VCC,
• 4 saídas de relé: 3 SPST, 1 DPST I.35...27AFLC)
• conexões para um sensor de corrente de aterramento
LTMR100MBD (24VCC,
• conexão para um sensor de temperatura do motor 5...100 AFLC)
• conexão para rede
LTMR08MFM (100...240
• conexão para o dispositivo HMI ou módulo de
VCA, O.4...8 AFLC)
expansão
• proteção da corrente, funções de monitoramento e LTMR27MFM (100...240
medição VCA, I.35...27 AFLC)
• funções de controle do motor
• indicador de energia LTMR100MFM
(100...240 VCA, 5...100

1639501 03/2013 13
Introdução

• indicadores de LED de aviso e falha AFLC)


• comunicação de rede e indicadores de alarme
• indicador de LED da comunicação HMI
• função de teste e reinicialização

Módulo de Expansão LTM E


Há dois módulos dos módulos de expansão LTM E que fornecem a funcionalidade de
monitoramento da tensão e 4 entradas da lógica adicionais. Os módulos de expansão LTM E são
acionados através do controlador LTM R via um cabo conector.

Módulo de Expansão
Descrição funcional Número de Referência
LTM E
• detecção da tensão 110...690 VAC LTMEV40BD(entradas da lógica
• Entradas de tensão trifásica 24VCC)
LTMEV40FM
• 4 entradas da lógica discretas
adicionais (entradas da lógica 100...240
• proteção de tensão adicional, funções VCA)
de medição e monitoramento
• indicador de LED de energia
• indicadores de LED do status de
entrada da lógica
Componentes adicionais necessários para
um módulo de expansão opcional:
• Controlador LTM R no cabo de conexão
LTM E

Dispositivo HMI: Magelis® XBTN410


O sistema usa o dispositivo HMI Magelis® XBTN410 HMI com uma tela de cristal líquido.
Magelis® XBTN410 Descrição funcional Número de Referência

• configura o sistema através das entradas XBTN410(HMI)


do menu XBTZ938 (cabo)
• exibe os parâmetros, avisos e falhas XBTL1000 (software)
Componentes adicionais necessários para um
dispositivo HMI opcional:
• fonte de alimentação separada
• LTM R/LTM E para o cabo de
comunicação HMI
• Software de programação Magelis
XBTL1000

Dispositivo HMI: Unidade do Operador de Controle LTM CU


O sistema usa o dispositivo HMI da Unidade do Operador de Controle do LTM CU do TeSys®T com
uma tela de cristal líquido e teclas de navegação contextuais. O LTM CU é acionado internamente
pelo LTM R. Consulte o Manual do Usuário da Unidade do Operador de Controle do LTM CU do
TeSys T para maiores informações.
LTMCU
Unidade do Operador de Descrição funcional Número de Referência
Controle
• configura o sistema através das entradas LTMCU
do menu LTM9CU«0
• exibe os parâmetros, avisos e falhas (cabo de comunicação HMI)
• controla o motor TCSMCNAM3M002P (kit do cabo)
Componentes adicionais necessários para um
dispositivo HMI opcional: LTM9KCU
• LTM R/LTM E para o cabo de Kit para LTM CU portátil
comunicação HMI
• cabo de comunicação HMI para o PC

14 1639501 03/2013
Introdução

SoMove com o DTM do TeSys


O software SoMove é uma aplicação baseada no Microsoft® Windows®, que usa a tecnologia
FDT/DTM aberta. SoMove contém muitos DTMs. Existe um DTM específico para o sistema de
gerenciamento de motores TeSys T.
SoMove com o DTM
Descrição funcional Número de Referência
do TeSys
• configura o sistema através das entradas do menu SoMove com o DTM do
• exibe os parâmetros, avisos e falhas TeSys
• controla o motor
• permite a personalização dos modos de operação
Componentes adicionais necessários para o FDT
container do SoMove TCSMCNAM3M002P (kit do
cabo)
• um PC
• fonte de alimentação separada
• LTM R / LTM E em cabos de comunicação do PC

Transformadores da Corrente de Carga


Os transformadores da corrente de carga externos expandem a faixa da corrente para uso com os
motores maiores do que 100 Amperes de carga total.
Transformadores da Primário Secundário Diâmetro Interno Número de Referência
Corrente de Carga mm pol.
Schneider Electric
100 1 35 138 LT6CT1001
200 1 35 138 LT6CT2001
400 1 35 138 LT6CT4001
800 1 35 138 LT6CT8001

Observação: Os seguintes transformadores de corrente também estão


disponíveis: Schneider Electric LUTC0301, LUTC0501, LUTC1001, LUTC2001,
LUTC4001 e LUTC8001.

O kit lug-lug fornece barramentos e terminais de alça que adaptam a passagem através da janela de
fiação e fornece terminais de linha e carga para o circuito de alimentação.
Kit Lug Lug Square D Descrição Número de Referência
Kit Lug Lug Square D MLPL9999

Transformadores da Corrente de Falha de Aterramento


Os transformadores da corrente de falha de aterramento externo medem as condições da falha de
aterramento.
Schneider Electric Tipo Máximo Diâmetro Interno Transformação Referência
Vigirex™ Corrente mm pol. Razão Número
Transformadores da
Corrente de Aterramento
TA30 65 A 30 1,18 1000:1 50437
PA50 85 A 50 1,97 50438
IA80 160 A 80 3,15 50439
MA120 250 A 120 4,72 50440
SA200 400 A 200 7,87 50441
PA300 630 A 300 11,81 50442
POA 85 A 4646 1,81 50485
GOA 250 A 110 4,33 50486

1639501 03/2013 15
Introdução

Cabos
Componentes do sistema requerem cabos para conexão em outros componentes e comunicação
com a rede.

Cabo Descrição Número de Referência


Conector de 0,04 m (1,57 pol.) de comprimento, para LTMCC004
conexão lado a lado do LTM R e LTM E

Cabo conector RJ45 do LTM R para LTM E de 0,3 m LTM9CEXP03


(11,81 pol.) de comprimento
Cabo conector RJ45 do LTM R para LTM E de 1,0 m LTM9CEXP10
(3,28 pol.) de comprimento

Cabo de comunicação da rede Modbus de 0,3 m (11,81 VW3A8306R03


pol.) de comprimento
Cabo de comunicação de rede Modbus de 1,0 m(3,28 VW3A8306R10
pés) de comprimento
Cabo de comunicação de rede Modbus de 3,0 m (9,84 VW3A8306R30
pés) de comprimento

Cabo de conexão do dispositivo HMI do LTM R/LTM E XBTZ938


para Magelis®
2,5 m (8,20 pés) de comprimento

Cabo de conexão do dispositivo HMI do LTM R/LTM E LTM9CU10


para LTM CU
1,0 m (3,28 pés) de comprimento
Cabo de conexão do dispositivo HMI do LTM R/LTM E LTM9CU30
para LTM CU
3,0 m (9,84 pés) de comprimento

Kit de cabo, inclui LTM E/LTM R para cabo de TCSMCNAM3M002P


comunicação de PC
2,5 m (8,2 pés) de comprimento

16 1639501 03/2013
Introdução

Guia de Seleção do Sistema

Visão Geral
Esta seção descreve o controlador LTM R com e sem o módulo de expansão opcional LTM E para
as funções de monitoramento e medição, proteção e controle.
• Funções de Monitoramento e Medição
• medição
• contadores de aviso e falha
• falhas de monitoramento do dispositivo e sistema
• histórico do motor
• status de operação do sistema
• Funções de Proteção
• proteção térmica do motor
• proteção da corrente do motor
• proteção da tensão e potência do motor
• Funções de controle
• canais de controle (seleção da fonte de controle remoto/local)
• modos de operação
• gerenciamento de falha

Funções de Medição
A seguinte tabela lista o equipamento necessário para suportar as funções de medição do sistema
de gerenciamento de motores:
Função Controlador LTM R LTM R com LTM E
Medição
Correntes da Linha X CX
Corrente de Aterramento X X
Corrente Média X X
Desequilíbrio da Fase da Corrente X X
Nível de Capacidade Térmica X X
Sensor de Temperatura do Motor X X
Frequência - X
Tensão linha a linha - X
Desequilíbrio da tensão da linha - X
Tensão Média - X
Fator de potência - X
Potência ativa - X
Potência reativa - X
Consumo da potência ativa - X
Consumo da potência reativa - X
Falhas de monitoramento do dispositivo e sistema
Falhas Internas do Controlador X X
Temperatura Interna do Controlador X X
Diagnóstico de Erro do Comando de Controle X X
Falha da Fiação - Conexões do Sensor de X X
Temperatura
Falha da Fiação - Conexões da Corrente X X
Falha da Fiação - Conexões da Tensão - X
Soma de verificação da Configuração X X
Perda de Comunicação X X
Tempo para o Acionamento X X
X: Função disponível
-: Função não disponível

1639501 03/2013 17
Introdução

Função Controlador LTM R LTM R com LTM E


Contadores de aviso e falha
Contagens de falha de proteção X X
Contagens de aviso sobre a proteção X X
Contagens de falha diagnóstica X X
Contagens da função de controle do motor X X
Histórico de Falha X X
Histórico do motor
Partidas do motor/ 01 partida/ 02 partidas X X
Tempo de operação X X
Partidas do motor por hora X X
Razão da Corrente da Última Partida do Motor X X
Duração da Última Partida do Motor X X
Status de operação do sistema
Operação do motor X X
Motor pronto X X
Partida do motor X X
Tempo mínimo de espera X X

X: Função disponível
-: Função não disponível

Funções de Proteção
A seguinte tabela lista o equipamento necessário para suportar as funções de proteção do sistema
de gerenciamento de motores:
Funções Controlador LTM R LTM R com LTM E
Sobrecarga Térmica X X
Desequilíbrio da Fase da Corrente X X
Perda da Fase da Corrente X X
Inversão da Fase da Corrente X X
Partida Prolongada X X
Congestionamento X X
Subcorrente X X
Sobrecorrente X X
Corrente de Aterramento X X
Sensor de Temperatura do Motor X X
Bloqueio do Ciclo Rápido X X
Desequilíbrio da Fase da Tensão - X
Perda da Fase da Tensão - X
Inversão da Fase da Tensão - X
Subtensão - X
Sobretensão - X
Rejeição de Carga - X
Subpotência - X
Sobrepotência - X
Fator de subpotência - X
Fator de sobrepotência - X

X: Função disponível
-: Função não disponível

18 1639501 03/2013
Introdução

Funções de controle
A seguinte tabela lista o equipamento necessário para suportar as funções do sistema de
gerenciamento de motores:
Funções de controle Controlador LTM R LTM R com LTM E
Canais de controle do motor
Régua de terminais X X
HMI X X
Remoto X X
Modo de Operação
Sobrecarga X X
Independente X X
Inversor X X
Duas etapas X X
Duas velocidades X X
Personalizado X X
Gerenciamento de falha
Reinicialização manual X X
Reinicialização automática X X
Reinicialização remota X X

X: Função disponível
-: Função não disponível

1639501 03/2013 19
Introdução

Descrição Física do Controlador LTM R com o Protocolo Modbus

Visão Geral
O controlador LTM R baseado em microprocessador oferece controle, proteção e monitoramento
para os motores de indução de CA monofásicos e trifásicos.

Entradas de corrente de fase:


O controlador LTM R inclui os transformadores de corrente internos para medição da corrente de
fase de carga do motor diretamente dos cabos de alimentação de carga do motor ou dos substitutos
dos transformadores de corrente externos.

1 Janela para medição da corrente de fase

Face Frontal
A face frontal do controlador LTM R inclui as seguintes características:

1 Botão de Teste / Reinicialização


2 Porta HMI com conector RJ45 que se conecta ao controlador LTM R em um HMI, PC ou módulo de expansão LTM E
3 Porta da rede com conector RJ45 que se conecta ao controlador LTM R na rede Modbus
4 LEDs indicadores do status do LTM R
5 Terminal Plug-in: potência de controle, entradas da lógica e comuns
6 Terminal Plug-in: relé de saída bipolar de uma direção (DPST)
7 Terminal Plug-in: relé de saída
8 Terminal Plug-in: entrada de falha do aterramento e entrada do sensor de temperatura
9 Terminal Plug-in: Rede Modbus

20 1639501 03/2013
Introdução

Botão de Teste/Reinicialização
O botão de teste/reinicialização realiza uma reinicialização, auto-teste ou coloca o controlador LTM R
sob um estado de falha interna. Para uma descrição detalhada das funções do botão de
teste/reinicialização, consulte Teste/Reinicialização, página 247.

Dispositivo HMI/Módulo de Expansão/Porta do PC


Essa porta conecta o controlador LTM R aos seguintes dispositivos através da porta HMI usando um
conector RJ45.
• um módulo de expansão
• um PC que executa o SoMove com o DTM do TeSys T
• aMagelis®XBTN410HMI

LEDs
Descrições do LED do controlador LTM R:
Nome do LED Descrição
HMI Comm Comunicação entre o controlador LTM R o dispositivo HMI, PC ou módulo de expansão
Power (potência) Potência do controlador LTM R ou condição de falha interna
Alarm (Alarme) Aviso de proteção ou falha, falha interna
Recuperação de Perda de comunicação entre o controlador LTM R e a rede ou fonte de controle HMI
Falhas
PLC Comm Atividade da rede

1639501 03/2013 21
Introdução

Descrição Física do Módulo de Expansão LTM E

Visão Geral
O módulo de expansão LTM E amplia as funções de controle e monitoramento do controlador LTM R
oferecendo medição de tensão e entradas da lógica adicionais:
• 3 entradas de tensão de fase
• 4 entradas da lógica discretas adicionais
Módulo de expansão LTM E Módulo de expansão LTM E conectado a um controlador LTM R

Face Frontal
A face frontal do módulo de expansão LTM E inclui as seguintes características:

1 Porta com o conector RJ45 em HMI ou PC


2 Porta com o conector RJ45 ao controlador LTM R
3 LEDs de indicação de status
4 Terminal Plug-in: entradas de tensão
5 Terminal Plug-in: entradas da lógica e comuns

OBSERVAÇÃO: As entradas da lógica são externamente acionadas de acordo com as


classificações de tensão de entrada.

22 1639501 03/2013
Introdução

LEDs
Descrições dos LEDs do módulo de expansão LTM E:
Nome do LED Descrição Aparência Status
Energia Status de energia/falha verde aceso, sem falhas
vermelho aceso, com falhas

desligado sem energia


I.7 Status da entrada da lógica I.7 amarelo ativado

desligado não ativado

I.8 Status da entrada da lógica I.8 amarelo ativado

desligado não ativado

I.9 Status da entrada da lógica I.9 amarelo ativado

desligado não ativado

I.10 Status da entrada da lógica I.10 amarelo ativado

desligado não ativado

1639501 03/2013 23
Introdução

24 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Visão Geral
O Controlador LTM R apresenta a medição e monitoramento no suporte das funções da corrente,
temperatura e proteção da falha de aterramento. Ao conectado a um módulo de expansão LTM E, o
controlador LTM R também apresenta as funções de medição de tensão e potência.

O que há nesse Capítulo?


Esse capítulo contém as seguintes seções:
Seção Tópico Página
2.1 Medição 26
2.2 Falhas de monitoramento do dispositivo e sistema 38
2.3 Contadores de aviso e falha 50
2,4 Histórico do motor 55
2.5 Status de operação do sistema 58

1639501 03/2013 25
Funções de Monitoramento e Medição

2.1 Medição

Visão Geral
O controlador LTM R usa essas medições para utilizar as funções de proteção, controle,
monitoramento e lógica. Cada medição é detalhada nesta seção.
As medições podem ser acessadas por meio de um:
• computador que execute o SoMove com o DTM do TeSys T
• dispositivo HMI:
• PLC através da porta de rede

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Correntes da Linha 27
Corrente de Aterramento 28
Corrente Média 30
Desequilíbrio da Fase da Corrente 31
Nível de Capacidade Térmica 32
Sensor de Temperatura do Motor 32
Frequência 33
Tensões linha a linha 33
Desequilíbrio da tensão da linha 34
Tensão Média 34
Fator de Potência 35
Potência Ativa e Potência Reativa 36
Consumo da Potência Ativa e Consumo da Potência Reativa 37

26 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Correntes da Linha

Descrição
O controlador LTM R mede as correntes de linha e apresenta o valor de cada fase em amperes e
como uma porcentagem da Corrente de Carga Total (da sigla em inglês, FLC).
A função das correntes de linha retorna o valor rms em amperes das correntes de fase das 3
entradas de CT:
• L1: corrente de fase 1
• L2: corrente de fase 2
• L3: corrente de fase 3
O controlador LTM R realiza os cálculos corretos de rms para as correntes de linha até a 7ª
harmônica. A corrente monofásica é medida de L1 e L3.

Características da Corrente de Linha


A função das correntes de linha possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade A

• +/-1 % para os modelos 8 A e 27 A


Precisão
• +/- 2 % para os modelos de 100 A
Resolução 0,01A
Intervalo de atualização 100 ms

Razão da Corrente de Linha


O parâmetro da Razão da Corrente L1, L2 e L3 apresenta a corrente de fase como uma
porcentagem de FLC.

Fórmulas da Razão da Corrente de Linha


O valor da corrente de linha para a fase é comparado à configuração do parâmetro FLC, onde FLC é
FLC1 ou FLC2, seja qual estiver ativo no momento.
Medição Calculada Fórmula
Razão da corrente de linha 100xLn/FLC
onde:
• FLC = configuração do parâmetro FLC1 ou FLC2, seja qual estiver ativo no momento
• Ln = valor da corrente L1, L2 ou L3 em amperes.

Características da Razão da Corrente de Linha


A função da razão da corrente de linha possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade % de FLC
Precisão Consulte as Características da Corrente de Linha, página 27
Resolução 1% de FLC
Intervalo de atualização 100 ms

1639501 03/2013 27
Funções de Monitoramento e Medição

Corrente de Aterramento

Descrição
O controlador LTM R mede as correntes de aterramento e apresenta os valores em Amperes e como
uma porcentagem do FLCmin.
• A corrente de aterramento interno (Igr) é calculada através do controlador LTM R a partir de
3 correntes de linha medidas pelos transformadores da corrente de carga. Registra 0 quando
a corrente está abaixo de 10% do FLCmin.
• A corrente de aterramento externo (Igr) é medida através do transformador de corrente de
aterramento conectado aos terminais Z1 e Z2.

Parâmetros Configuráveis
A configuração do canal de controle possui as seguintes configurações de parâmetro configuráveis:
Parâmetro Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Modo da Corrente de Aterramento  Interna Interna
 Externa

Razão da Corrente de Aterramento  Nenhuma Nenhuma


 100:1
 200:1.5
 1000:1
 2000:1
 Outra Razão

CT de Aterramento Primário  1…65.535 1


CT de Aterramento Secundário  1…65.535 1

Fórmula da Corrente de Aterramento Externo


O valor da corrente de aterramento externo depende das configurações do parâmetro:
Medição Calculada Fórmula
Corrente de Aterramento Externo (Corrente através de Z1-Z2) x (CT de Aterramento Primário) / (CT de
Aterramento Secundário)

Características da Corrente de Aterramento


A função da corrente de aterramento possui as seguintes características:
Característica Valor
Corrente de Aterramento Corrente de Aterramento Externo
Interno (IgrE) (Igr)
Unidade A A
Precisão
LTM R 08xxx Igr > 0,3 A +/- 10% maior de +/- 5 % ou +/- 0,01 A
O.2 A < Igr < 0,3 A +/- 15%
0,1 A<lgr<O.2 A +/- 20 %
Igr < 0,1 A N/A (1)

LTM R 27xxx Igr > 0,5 A +/- 10%


0,3 A < Igr < 0,5 A +/- 15%
O.2 A < Igr < 0,3 A +/- 20 %
Igr < O.2 A N/A (1)

LTM R 100xxx Igr > 1,0 A +/- 10%


0,5 A < Igr < 1,0 A +/- 15%
0,3 A<lgr<0,5 A +/- 20 %
Igr <0,3 A N/A (1)

Resolução 0,01 A 0,01 A


Intervalo de atualização 100 ms 100 ms
(1) Para correntes dessa extensão ou menores, a função da corrente de aterramento interno não deve ser
utilizada. Ao invés disso, usamos transformadores da corrente de aterramento externo.

28 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Razão da Corrente de Aterramento


O parâmetro da razão da corrente de aterramento apresenta o valor da corrente de aterramento
como porcentagem de FLCmin.

Fórmulas da Razão da Corrente de Aterramento


O valor da corrente de aterramento é comparado ao FLCmin.
Medição Calculada Fórmula
Razão da corrente de aterramento 100 x corrente de aterramento / FLCmin

Características da Razão da Corrente de Aterramento


A função da razão da corrente de aterramento possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade 0...2.000% de FLCmin
Precisão Veja as Características da Corrente de Aterramento, acima
Resolução 0,1 % de FLCmin
Intervalo de atualização 100 ms

1639501 03/2013 29
Funções de Monitoramento e Medição

Corrente Média

Descrição
O controlador LTM R calcula a corrente média e apresenta o valor para a fase em amperes e como
uma porcentagem de FLC.
A função da corrente média retorna o valor de rms da corrente média.

Fórmulas da Corrente Média


O controlador LTM R calcula a corrente média ao usar as correntes de linha medidas. Os valores
medidos são internamente somados ao usar a seguinte fórmula:
Medição Calculada Fórmula
Corrente média, motor trifásico lavg = (L1 + L2 + L3) / 3
Corrente média, motor monofásico lavg =(L1 + L3)/2

Características da Corrente Média


A função da corrente média possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade A
• +/-1 % para os modelos 8 A e 27 A
Precisão
• +/- 2 % para os modelos de 100 A
Resolução 0,01 A
Intervalo de atualização 100 ms

Razão da Corrente Média


O parâmetro da razão da corrente média apresenta o valor médio da corrente como porcentagem de
FLC.

Fórmulas da Razão da Corrente Média


O valor da corrente média para a fase é comparado à configuração do parâmetro de FLC, onde FLC
é FLC1 ou FLC2, seja qual estiver ativo no momento.
Medição Calculada Fórmula
Razão da Corrente Média 100 x lavg/FLC
onde:
• FLC = configuração do parâmetro FLC1 ou FLC2, seja qual estiver ativo no momento
• lavg = valor da corrente média em amperes

Características da Razão da Corrente Média


A função da razão da corrente média possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade % de FLC
Precisão Veja as Características da Corrente Média acima
Resolução 1% de FLC
Intervalo de atualização 100 ms

30 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Desequilíbrio da Fase da Corrente

Descrição
A função de desequilíbrio da fase da corrente mede a porcentagem máxima de desvio entre a
corrente média e as correntes de fase individual.

Fórmulas
A medição do desequilíbrio da fase da corrente baseia-se na razão de desequilíbrio calculada a
partir das seguintes fórmulas:
Medição Calculada Fórmula
Razão de desequilíbrio da corrente na fase 1 (em %) N1 = (l L1 -lavg Ix 100) / lavg
Razão de desequilíbrio da corrente na fase 2 (em %) N2 = (l L2-lavg Ix 100) / lavg
Razão de desequilíbrio da corrente na fase 3 (em %) N3 = (l L3-lavg Ix 100) / lavg
Razão de desequilíbrio da corrente para 3 fases (em %) limb = Max (M1, N2, N3)

Características
A função de desequilíbrio da corrente de linha possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade %

Precisão
• +/-1,5% para os modelos de 8 A e 27 A
• +/- 3% para os modelos de 100 A
Resolução 1%
Intervalo de atualização 100 ms

1639501 03/2013 31
Funções de Monitoramento e Medição

Nível de Capacidade Térmica

Descrição
A função do nível de capacidade térmica usa 2 modelos térmicos para cálculo da quantidade de
capacidade térmica utilizada: um do estator de cobre e enrolamentos do rotor do motor e outro para
a estrutura de ferro do motor. O modelo térmico com a capacidade máxima utilizada é registrado.
Essa função também estimar e exibe:
• o tempo restante antes de uma falha da sobrecarga térmica ser acionada (veja Tempo para
Acionamento, página 48), e
• o tempo restante até a condição de falha ser resolvida, após uma falha de sobrecarga térmica
ter sido acionada (veja Tempo de Espera Mínimo, página 59).

Características da Corrente de Acionamento


A função do nível de capacidade térmica usa uma das seguintes características da corrente de
acionamento selecionada (TCCs):
• tempo definido
• inversão térmica (configuração de fábrica)

Modelos do Nível de Capacidade Térmica


Tanto os modelos de cobre quanto os de ferro usam a corrente de fase máxima medida e o valor do
parâmetro da Classe de Acionamento do Motor para gerarem uma imagem térmica sem escala. O
nível da capacidade térmica registrada é calculado ao representar em escala a imagem térmica no
FLC.

Características do Nível de Capacidade Térmica


A função do nível de capacidade térmica possui as seguintes caracaterísticas:
Característica Valor
Unidade %
Precisão +/- 1 %
Resolução 1%
Intervalo de atualização 100 ms

Sensor de Temperatura do Motor

Descrição

Características
A função do sensor de temperatura do motor exibe o valor da resistência em ohms medido através
do sensor de temperatura da resistência. Consulte a documentação do produto para o sensor
específico de temperatura a ser utilizado. Um dos 4 tipos de sensores de temperatura pode ser
utilizado:
• PTC Binário
• PT100
• PTC Analógico
• NTC Analógico
A função do sensor de temperatura do motor possui as seguintes características:
Característica Sensor de Temperatura PT100 Outro Sensor de Temperatura
0
Unidade C ou ° F, de acordo com o valor do 
parâmetro do CF do grau do sensor de
temperatura de exibição do HMI

Precisão +/- 2 % +/- 2 %


Resolução 1 °C ou 1 °F 0,1 
Intervalo de 500 ms 500 ms
atualização

32 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Frequência

Descrição

Características
A função de frequência exibe o valor medido com base nas medições da tensão da linha. Caso a
frequência seja instável (variações de +/- 2 Hz), o valor registrado será 0 até a frequência estabilizar.
Se nenhum módulo de expansão LTM E estiver presente, o valor da frequência é zero.
A função da frequência possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade Hz
Precisão +/- 2%
Resolução 0,1 Hz
Intervalo de atualização 30 ms

Tensões linha a linha

Descrição

Características
A função das tensões linha a linha exibe o valor de rms da tensão fase a fase (V1 a V2, V2 a V3, e
V3 a V1):
• Tensão L1-L2: tensão de fase 1 a fase 2
• Tensão L2-L3: tensão de fase 2 a fase 3
• Tensão L3-L1: tensão de fase 3 a fase 1
O módulo de expansão realiza cálculos corretos de rms para a tensão linha a linha até a 7ª
harmônica. A tensão de fase única é medida de L1 e L3.
A função das tensões linha a linha possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade VCA
Precisão +/- 1 %
Resolução 1 VCA
Intervalo de atualização 100 ms

1639501 03/2013 33
Funções de Monitoramento e Medição

Desequilíbrio da Tensão da Linha

Descrição

Fórmulas
A função de desequilíbrio da tensão da linha exibe a porcentagem máxima de desvio entre a tensão
média e as tensões de linha individuais.
A medição calculada do desequilíbrio da tensão da linha baseia-se nas seguintes fórmulas:
Medição Calculada Fórmula
Razão do desequilíbrio da tensão na fase 1 em % Vi1 = 100x1 V1 -Vavg I/Vavg
Razão do desequilíbrio da tensão na fase 2 em % Vi2 = 100 x I V2 - Vavg I / Vavg
Razão do desequilíbrio da tensão na fase 3 em % Vi3 = 100 x I V3 - Vavg I / Vavg
Razão do desequilíbrio da tensão para 3 fases em % Vimb = Max (Vi1,Vi2, Vi3)
Onde:
• V1 = tensão L1-L2 (tensão de fase 1 a fase 2)
• V2 = tensão L2-L3 (tensão de fase 2 a fase 3)
• V3 = tensão L3-L1 (tensão de fase 3 a fase 1)
• Vavg = tensão média

Características
A função de desequilíbrio da tensão da linha possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade %
Precisão +/- 1,5 %
Resolução 1%
Intervalo de atualização 100 ms

Tensão Média

Descrição

Fórmulas
O controlador LTM R calcula a tensão média e fornece o valor em volts. A função da tensão média
retorna o valor de rms da tensão média.
O controlador LTM R calcula a tensão média ao usar as tensões de linha a linha medidas. Os
valores medidos são internamente somados ao usar a seguinte fórmula:
Medição Calculada Fórmula
Tensão média, motor trifásico Vavg = (tensão L1-L2 + tensão L2-L3 + tensão L3-L1) / 3
Tensão média, motor monofásico Vavg = tensão L3-L1

Características
A função da tensão média possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade VCA
Precisão +/- 1%
Resolução 1 VCA
Intervalo de atualização 100 ms

34 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Fator de Potência

Descrição

Fórmula
A função do fator de potência exibe o deslocamento de fase entre as correntes de fase e as tensões
de fase.
O parâmetro do Fator de Potência (também chamado cosseno phi ou cos cp) representa o valor
absoluto da razão da Potência Ativa para a Potência Aparente.
O seguinte diagrama exibe um exemplo da curva sinusoidal da corrente média de rms isolada
levemente atrás da curva sinusoidal da tensão média de rms, e a diferença do ângulo de fase entre
as 2 curvas:

360

tensão

corrente

Ângulo de fase ()


Após o ângulo de fase (cp) ser medido, o fator de potência pode ser calculado como o cosseno do
ângulo de fase (cp) - a razão de um lado a (Potência Ativa) sobre a hipotenusa h (Potência
Aparente):

A função da potência ativa possui as seguintes características:


Característica Valor
Precisão +/- 10 % para cos φ ≥ 0,6
Resolução 0,01
(1)
Intervalo de atualização 30 ms (típico)
(1) O intervalo de atualização depende da frequência.

1639501 03/2013 35
Funções de Monitoramento e Medição

Potência Ativa e Potência Reativa

Descrição
O cálculo da potência ativa e potência reativa baseia-se:
• na tensão de fase de rms média de L1, L2, L3
• na corrente de fase de rms média de L1, L2, L3
• no fator de potência
• no número de componentes

Fórmulas
Potência ativa, também conhecida como potência real, mede a potência média de rms. É derivada
das seguintes fórmulas:
Medição Calculada Fórmula
Potência ativa para o motor trifásico 3 x lavg x Vavg x cos φ
Potência ativa para o motor monofásico lavg x Vavg x cos φ
onde:
• lavg = Corrente média de rms
• Vavg = Tensão média de rms

A medição da potência reativa é derivada das seguintes fórmulas:


Medição Calculada Fórmula
Potência reativa para o motor trifásico 3 x lavg x Vavg x sin φ
Potência reativa para o motor monofásico lavg x Vavg x sin φ
onde:
• lavg = Corrente média de rms
• Vavg = Tensão média de rms

Características
As funções de potência ativa e reativa possuem as seguintes características:
Característica Potência Ativa Potência Reativa
Unidade kW kVAR
Precisão +/- 15% +/- 15%
Resolução 0,1 kW 0,1 kVAR
Intervalo de atualização 100 ms 100 ms

36 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Consumo da Potência Ativa e Consumo da Potência Reativa

Descrição
As funções de consumo da potência ativa e reativa exibem o total acumulado da potência elétrica
ativa e reativa distribuída, e usada ou consumida pela carga.

Características
As funções de consumo de potência ativa e reativa possuem as seguintes características:

Característica Consumo da Potência Ativa Consumo da Potência Reativa


Unidade kWh kVARh
Precisão +/- 15% +/- 15%
Resolução 0,1 kWh 0,1 kVARh
Intervalo de atualização 100 ms 100 ms

1639501 03/2013 37
Funções de Monitoramento e Medição

2.2 Falhas de Monitoramento do Dispositivo e Sistema

Visão Geral
O controlador LTM R e o módulo de expansão LTM E detectam as falhas que afetam a capacidade
do controlador LTM R funcionar adequadamente (verificação interna do controlador e verificação
das comunicações, fiação e erros de configuração).
Os registros da falha de monitoramento do dispositivo e sistema podem ser acessados por meio de
um:
• computador que execute o SoMove com o DTM do TeSys T
• dispositivo HMI:
• PLC através da porta de rede

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:

Tópico Página
Falha Interna do Controlador 39
Temperatura Interna do Controlador 40
Diagnóstico de Erro do Comando de Controle 41
Falhas da Fiação 43
Soma de Verificação da Configuração 45
Perda de Comunicação 46
Tempo para o Acionamento 48
Falha de Configuração do LTM R 48
Falha de Configuração do LTM E e Aviso 48
Falha Externa 49

38 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Falha Interna do Controlador

Descrição
O controlador LTM R detecta e registra as falhas internas do próprio dispositivo. As falhas internas
podem ser principais ou secundárias. As falhas principais e secundárias podem alterar o estado dos
relés de saída. A potência do ciclo para o controlador LTM R pode remover uma falha interna.
Quando uma falha interna ocorrer, o parâmetro da Falha Interna do Controlador é ajustado.

Falhas Internas Principais


Durante uma falha principal, o controlador LTM R é incapaz de executar de modo confiável sua
própria programação e consegue apenas tentar se desligar. Durante uma falha principal, a
comunicação com o controlador LTM R não é possível. As falhas internas principais incluem:
• falha de sobrecarga de empilhamento
• falha de subcarga de empilhamento
• tempo limite de watchdog
• falha da soma de verificação do firmware
• falha da CPU
• falha da temperatura interna (a 100 ° C / 212 ° F)
• erro do teste da memória RAM

Falhas Internas Secundárias


As falhas internas secundárias indicam que os dados que são fornecidos ao controlador LTM R não
são confiáveis e a proteção pode ser comprometida. Durante uma falha secundária, o controlador
LTM R continua tentando monitorar o status e as comunicações, porém, não aceita quaisquer
comandos de inicialização. Durante uma condição de falha secundária, o controlador LTM R
continua detectando e registrando as falhas principais, porém, não as falhas adicionais secundárias.
As falhas internas secundárias incluem:
• falha das comunicações de rede interna
• erro EEPROM
• erro de fora de faixa A/D
• botão Reset preso
• falha da temperatura interna (a 85 ° C / 185 ° F)
• erro de configuração inválido (configuração incompatível)
• ação da função da lógica imprópria (por exemplo, tentativa de registrar a um parâmetro
somente de detecção)

1639501 03/2013 39
Funções de Monitoramento e Medição

Temperatura Interna do Controlador

Descrição
O controlador LTM R monitora a Temperatura Interna do seu Controlador e registra as condições de
aviso, falha secundária e falha principal. A detecção da falha não pode ser desabilitada. A detecção
de aviso pode ser habilitada ou desabilitada.

Características
O controlador retém um registro da temperatura interna mais alta obtida.
Os valores medidos da Temperatura Interna do Controlador possuem as seguintes características:

Característica Valor
Unidade °C
Precisão +/-4°C (+/-7,2°F)
Resolução 1 °C (1,8°F)
Intervalo de atualização 100 ms

Parâmetros
A função da Temperatura Interna do Controlador inclui um parâmetro editável:

Parâmetro Faixa de Configuração Configuração de


Fábrica
O aviso da temperatura interna do controlador permite • Habilitar Habilitar
• Desabilitar

A função da Temperatura Interna do Controlador inclui os seguintes limites de falha e aviso fixas:

Condição Valor Fixo do Limite Configura o Parâmetro


Aviso da Temperatura Interna 80°C (176°F) Aviso da Temperatura Interna do
Controlador
Falha secundária da Temperatura 85°C (185°F) Falha Interna do Controlador
Interna
Falha principal da Temperatura 100°C (212°F)
Interna

Uma condição de aviso é interrompida quando a Temperatura Interna do Controlador LTM R estiver
abaixo de 80ºC (176ºF).

Diagrama de Bloco

Aviso e falha da temperatura interna do controlador:

Aviso da temperatura interna do controlador

Falha menor da temperatura interna do controlador

Falha maior da temperatura interna do controlador

T Temperatura
T > 80 ° C (176 ° F) limite fixo de aviso
T > 85 ° C (185 ° F) limite fixo da falha secundária
T > 100 ° C (212 ° F) limite fixo da falha principal

Temperatura Máxima Interna do Controlador

40 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

O parâmetro da Temperatura Máxima Interna do Controlador contém a temperatura interna mais


alta, expressa em ºC, detectada pelo sensor de temperatura interna do controlador LTM R. O
controlador LTM R atualiza esse valor sempre que detectar uma temperatura interna maior do que o
valor da corrente.
O valor da temperatura interna máxima não é apagado quando as configurações de fábrica são
restauradas usando o Comando Apagar Tudo ou quando as estatísticas são reiniciadas usando o
Comando para Apagar a Estatística.

Diagnóstico de Erro do Comando de Controle


Descrição
O controlador LTM R realiza os testes diagnósticos que detectam e monitoram a funcionalidade
apropriada dos comandos de controle.
Há 4 funções diagnósticas de comando de controle:
• Verificação do Comando para Iniciar
• Verificação de Retrocesso
• Verificação do Comando para Parar
• Verificação de Retorno

Configurações do Parâmetro
As 4 funções diagnósticas são habilitadas e desabilitadas como um grupo. As configurações do
parâmetro configurável são:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Diagnóstica Sim/Não Sim
Habilitar Aviso Diagnóstico Sim/Não Sim

Verificação do Comando para Iniciar


A Verificação do Comando para iniciar começa após um Comando para iniciar e faz com que o
controlador LTM R monitore o circuito principal para assegurar que a corrente esteja fluindo.
Verificação do Comando para iniciar:
• registra uma falha ou aviso do Comando para iniciar, caso a corrente não seja detectada após
um atraso de 1 segundo, ou
• encerra, se o motor estiver no estado de operação e o controlador LTM R detectar uma
corrente ≥ 10% do FLCmin.

Verificação de Retrocesso
A Verificação de Retrocesso faz com que o controlador LTM R monitore continuamente o circuito
principal para assegurar que a corrente esteja fluindo. A Verificação de Retrocesso:
• registra uma falha ou aviso sobre a Verificação de Retrocesso, caso a corrente média de fase
não seja detectada por mais de 0,5 segundo sem um comando de Interrupção, ou
• encerra quando um comando de Interrupção for executado.

Verificação do Comando para Parar


A Verificação do Comando para Parar começa após um comando para parar e faz com que o
controlador LTM R monitore o circuito principal e assegure que nenhuma corrente esteja fluindo. A
Verificação do Comando para parar:
• registra uma falha ou aviso do Comando para parar caso a corrente seja detectada após um
atraso de 1 segundo, ou
• encerra, se o controlador LTM R detectar a corrente <5% de FLCmin.

Verificação de Retorno
A Verificação de Retorno faz com que o controlador LTM R monitore continuamente o circuito
principal para assegurar que nenhuma corrente esteja fluindo. A Verificação de Retorno:
• registra uma falha ou aviso sobre a Verificação de Retorno, caso a corrente média de fase
seja detectada por mais de 0,5 segundo sem um comando de Execução, ou
• encerra quando um comando de Execução for executado.

1639501 03/2013 41
Funções de Monitoramento e Medição

Sequência de Cronometragem
O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem para Verificação do Comando
para iniciar e Verificação do Comando para parar:

Comando para iniciar

Verificação do Comando para


Iniciar

Comando para parar

Verificação do Comando para


Parar

Corrente do Circuito Principal

1 Operação Normal
2 Condição de aviso ou falha
3 O controlador LTM R monitora o circuito principal para detecção da corrente
4 O controlador LTM R monitora o circuito principal para detecção de nenhuma corrente
5 O controlador LTM R registra uma falha e/ou aviso da Verificação do Comando para iniciar, caso a
corrente não seja detectada após 1 segundo.
6 O controlador LTM R registra uma falha e/ou aviso da Verificação do Comando para parar, caso a
corrente seja detectada após 1 segundo.

O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem para a Verificação de


Retrocesso e Verificação de Retorno:

Comando para Iniciar

Verificação de Retrocesso

Comando para Parar

Verificação de Retorno

Corrente do Circuito Principal

1 Operação Normal
2 Condição de aviso ou falha
3 Após o motor entrar no estado de operação, o controlador LTM R continuamente monitora o circuito
principal a fim de detectar a corrente até um Comando para parar ser dado ou a função ser desabilitada.
4 O controlador LTM R continuamente monitora o circuito principal a fim de detectar nenhuma corrente até o
Comando para iniciar ser dado ou a função ser desabilitada.
5 O controlador LTM R registra uma falha ou aviso de Verificação de Retrocesso, caso a corrente não seja
detectada por mais de 0,5 segundo sem um Comando para parar
6 O controlador LTM R registra uma falha ou aviso de Verificação de Parada, caso a corrente não seja
detectada por mais de 0,5 segundo sem um Comando para iniciar
7 Nenhum fluxo da corrente por menos de 0,5 segundo
8 Fluxo da corrente por menos de 0,5 segundo

42 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Falhas da Fiação

Descrição
O controlador LTM R verifica as conexões da fiação externa e registra uma falha, quando detectar a
fiação externa incorreta ou incompatível. O controlador LTM R consegue detectar 4 erros da fiação:
• Erro de Inversão do CT
• Erro de Configuração da Fase
• Erros da Fiação do Sensor de Temperatura do Motor (curto-circuito ou circuito-aberto)

Habilitar Detecção da Falha


Os diagnósticos da fiação são habilitados usando os seguintes parâmetros:
Proteção Habilitar Parâmetros Faixa de Configur Código de Falha
Configuração ação de
Fábrica
Inversão do CT Habilitar Falha da Fiação Sim 36
• Sim
• Não
Configuração de Fase Fases do Motor, caso trifásica 60
• monofásica
configurado para a fase
única • trifásica
Fiação do Sensor de Tipo do Sensor de • Nenhuma Nenhuma 34 (curto circuito)
Temperatura do Motor Temperatura do Motor, se 35 (circuito aberto)
configurado a um tipo de • PTC binário
sensor, e não como • PT100
Nenhum • PTC analógico
• NTC analógico

Erro de Inversão do CT
Quando os CTs de carga externa individual forem utilizados, eles devem ser instalados na mesma
direção. O controlador LTM R verifica a fiação do CT e registrará um erro caso detecte que um dos
transformadores de corrente está instalado inversamente quando comparado aos outros.
Essa função pode ser habilitada ou desabilitada.

Erro de Configuração da Fase


O controlador LTM R verifica todas as 3 fases do motor para a corrente no Nível, depois, verifica a
configuração do parâmetro das Fases do Motor. O controlador LTM R registra um erro, caso detectar
corrente na fase 2, se o controlador LTM R for configurado para a operação de fase única.
Essa função é habilitada quando o controlador LTM R for configurado para uma operação de fase
única. Não possui parâmetros configuráveis.

Erros do Sensor de Temperatura do Motor


Quando o controlador LTM R for configurado para proteção do sensor de temperatura do motor, o
controlador LTM R apresenta a detecção do curto-circuito e circuito aberto para o elemento de
detecção da temperatura.
O controlador LTM R indica um erro quando a resistência calculada nos termos T1 e T2:
• estiver abaixo do limite de detecção do curto-circuito fixo, ou
• exceder o limite de detecção do circuito aberto fixo.
A falha deve ser reiniciada de acordo com o Modo de Reinicialização configurado: manual,
automático ou remoto.
Os limites de detecção do curto-circuito e circuito aberto não possuem atraso do tempo sem falha.
Não há avisos associados com a detecção do curto-circuito e circuito aberto.
A detecção do curto-circuito e circuito-aberto do elemento de detecção de temperatura do motor está
disponível para todos os estados operacionais.
Essa proteção é habilitada quando um sensor de temperatura for utilizado e configurado e não pode
ser desabilitada.
A função do sensor de temperatura do motor possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade 
Faixa operacional normal 15...6500 
Precisão a 15  +/- 10%
a 6500  +/- 5 %

1639501 03/2013 43
Funções de Monitoramento e Medição

Característica Valor
Resolução 0,1 .
Intervalo de atualização 100 ms

Os limites fixos para as funções de detecção do circuito aberto e curto-circuito são:


Função de Detecção Resultados Fixos para o PTC Binário, Precisão
ou PT100, ou PTC/NTC Analógico

Detecção do curto-circuito limite 15  +/- 10%


re-fechamento 20  +/- 10%
Detecção do circuito aberto limite 6500 . +/- 5 %
re-fechamento 6000 . +/- 5 %

44 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Soma de Verificação da Configuração

Descrição
O controlador LTM R calcula a soma de verificação dos parâmetros com base em todos os registros
de configuração. O código de erro EEPROM (64) é registrado.

1639501 03/2013 45
Funções de Monitoramento e Medição

Perda de Comunicação

Descrição
O controlador LTM R monitora a comunicação através da:
• porta de rede
• porta HMI

Configurações do Parâmetro da Porta de Rede


O controlador LTM R monitora as comunicações de rede e consegue registrar uma falha e um aviso
quando as comunicações de rede forem perdidas.
A perda de comunicação é detectada de maneiras dferentes de acordo com o protocolo:
• Protocolos Modbus e Modbus/TCP: a perda de comunicação é detectada, se nenhuma troca
na comunicação tiver ocorrido durante um período igual a, ou maior do que, o tempo limite de
perda de comunicação.
• Outros protocolos: a detecção da perda de comunicação faz parte do gerenciamento do
protocolo, sem parâmetros ajustáveis específicos.
As comunicações da porta da rede possuem os seguintes ajustes configuráveis:
Parâmetro Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Habilitar falha da porta da rede Habilitar/Desabilitar Habilitar
Habilitar aviso da porta da rede Habilitar/Desabilitar Habilitar
Tempo limite da perda de comunicação da porta 0...9999 s 2s
da rede (protocolos Modbus e Modbus/TCP) em acréscimos de 0,01 s
Configuração da recuperação de falhas da porta • Pausar 0,1, O.2 desligado
(1)
da rede
• Executar
• 0,1, O.2 desligado
• 0,1, O.2 ligado
• 0,1 desligado
• O.2 desligado
(1) O modo de operação afeta os parâmetros configuráveis para as configurações de recuperação de falhas
da porta da rede.

Configurações do Parâmetro da Porta HMI


O controlador LTM R monitora as comunicações da porta HMI e registra tanto um aviso como uma
falha, caso nenhuma comunicação válida tenha sido recebida pela porta HMI por mais de 7
segundos.
A comunicação da porta HMI possui os seguintes ajustes fixos e configuráveis:
Parâmetro Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar falha da porta HMI Habilitar/Desabilitar Habilitar
Habilitar aviso da porta HMI Habilitar/Desabilitar Habilitar
Configuração de recuperação de falhas • Pausar 0,1, O.2 desligado
1
da porta HMI* '
• Executar
• 0,1, O.2 desligado
• 0,1, O.2 ligado
• 0,1 desligado
• O.2 desligado
(1) O modo de operação afeta os parâmetros configuráveis para as configurações de recuperação de falhas
da porta HMI.

46 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Condição de Recuperação de Falhas


Quando a comunicação entre o controlador LTM R e ou a rede ou o HMI for perdida, o controlador
LTM R encontra-se em uma condição de recuperação de falhas.
O comportamento das saídas da lógica O.1 e O.2 após uma perda de comunicação é determinado
pelo
• modo de operação (veja Modos de Operação, página 144), e
• parâmetros da Configuração de Recuperação de Falhas da Porta de Rede e parâmetros de
Configuração de Recuperação de Falhas da Porta HMI.
Seleção da Configuração de Recuperação de Falhas pode incluir:
Configuração de Recuperação Descrição
de Falhas da Porta
Pausa (0,1, O.2) Direciona o controlador LTM R para pausar o estado das saídas da lógica
O.1 e O.2, no período da perda de comunicação.
Executar Direciona o controlador LTM R para realizar um comando de Execução
para uma sequência de controle em 2 etapas na perda de comunicação.

0,1, O.2 desligado Direciona o controlador LTM R para desativar tanto as saídas da lógica 0,1
como O.2 após uma perda de comunicação.

0,1, O.2 ligado Direciona o controlador LTM R para ativar tanto as saídas da lógica 0,1
como O.2 após uma perda de comunicação.

0,1 ligado Direciona o controlador LTM R para ativar somente a saída da lógica 0,1
após uma perda de comunicação.

O.2 ligado Direciona o controlador LTM R para ativar somente a saída da lógica O.2
após uma perda de comunicação.

A seguinte tabela indica que as operações de recuperação de falhas estão disponíveis para cada
modo de operação:
Configuração de Modo de Operação
Recuperação de
Falhas da Porta Sobrecarga Independente Inversor 2 etapas 2 velocidades Personalizado
Pausa (0,1, O.2) Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Executar Não Não Não Sim Não Não
0,1, O.2 desligado Sim Sim Sim Sim Sim Sim
0,1, O.2 ligado Sim Sim Não Não Não Sim
0,1 ligado Sim Sim Sim Não Sim Sim
O.2 ligado Sim Sim Sim Não Sim Sim

OBSERVAÇÃO: Ao selecionar uma configuração de recuperação de falhas da rede ou do HMI, sua


seleção deve identificar uma fonte de controle ativa.

1639501 03/2013 47
Funções de Monitoramento e Medição

Tempo para o Acionamento

Descrição
Quando uma condição de sobrecarga térmica existir, o controlador LTM R registrará o tempo para o
acionamento antes que a falha ocorra no parâmetro do Tempo para o Acionamento.
Quando o controlador LTM R não estiver em uma condição de sobrecarga térmica, a fim de evitar a
aparência de um estado de falha, o controlador LTM registrará o tempo para acionamento como
9999.
Caso o motor tenha um ventilador auxiliar e o parâmetro de resfriamento do ventilador auxiliar do
motor tenha sido configurado, o período de resfriamento é 4 vezes menor.

Características
A função do tempo para acionamento possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade s
Precisão +/- 10%
Resolução 1s
Intervalo de atualização 100 ms

Falha de Configuração do LTM R

Descrição
O controlador LTM R verifica os parâmetros do CT da Carga configurados no modo de configuração.
Uma falha de configuração do LTM R é detectada quando os parâmetros do CT Primário da Carga,
CT Secundário da Carga e CT de Leituras Múltiplas da Carga não estiverem consistentes e gera
uma Falha de Monitoramento do Sistema e Dispositivo. A condição de falha é removida assim que
os parâmetros forem corrigidos. O controlador LTM R permanece no modo de configuração
enquanto os parâmetros não estiverem compatíveis.

Falha e Aviso de Configuração do LTM E

Descrição
O controlador LTM R verifica a presença do módulo de expansão LTM E. Sua ausência gera uma
Falha de Monitoramento do Dispositivo e Sistema.

Falha de Configuração do LTM E


Falha de Configuração do LTM E:
• Se as falhas de proteção baseadas no LTM E estiverem habilitadas, mas nenhum módulo de
expansão LTM E estiver presente, isso ocasionará em uma falha de configuração do LTM E.
• Não possui qualquer configuração de atraso.
• A condição de falha não existe quando nenhuma falha de proteção que exigir um LTM E
estiver habilitada ou quando o LTM R tiver um ciclo de energia com um LTM E apropriado
presente.

Aviso de Configuração do LTM E


Aviso de Configuração do LTM E
• Se os avisos de proteção baseados no LTM E estiverem habilitados, mas nenhum módulo de
expansão LTM E estiver presente, isso ocasionará em um aviso de configuração do LTM E.
• A condição de aviso não existe quando nenhum aviso de proteção que exigir um LTM E
estiver habilitado, ou quando o LTM R tiver um ciclo de energia com um LTM E apropriado
presente.

48 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Falha externa

Descrição
O controlador LTM R possui uma característica de falha externa que detecta se algum erro ocorreu
em um sistema externo associado a ele.
Uma falha externa pode ser acionada configurando-se um bit em um registro (veja tabela abaixo).
Essa falha externa é utilizada principalmente através da lógica personalizada para colocar o
controlador em um estado de falha baseado em diferentes parâmetros no sistema.
Uma falha externa pode ser reiniciada somente apagando-se o bit de falha externa no registro.

Configurações do Parâmetro de Falha Externa


Parâmetro Descrição
Comando de falha externa da lógica O valor é registrado
personalizada
Falha externa do sistema Permite ler o parâmetro do comando de falha externa da lógica
personalizada
Código de Falha Número é 16: Falha externa configurada pelo programa
personalizado com o editor de lógica personalizada

1639501 03/2013 49
Funções de Monitoramento e Medição

2.3 Contadores de Aviso e Falha

Visão Geral
O controlador LTM R conta e registra o número de falhas e avisos que ocorreram. Além disso, conta
com o número de tentativas de reinicialização automática. Essas informações podem ser acessadas
para auxiliar no desempenho e na manutenção do sistema.
Os contadores de aviso e falha podem ser acessados através de um:
• computador que execute o SoMove com o DTM do TeSys T
• dispositivo HMI:
• PLC através da porta de rede
O que há nesta seção?
Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Introdução dos Contadores de Aviso e Falha 51
Contador de Todas as Falhas 51
Contador de Todos os Avisos 51
Contador de Reinicialização Automática 52
Contadores de Avisos e Falhas de Proteção 52
Contador de Erros do Comando de Controle 53
Contador de Falhas da Fiação 53
Contadores de Perda de Comunização 53
Contadores de Falha Interna 53
Histórico de Falha 54

50 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Introdução dos Contadores de Aviso e Falha

Detecção dos Avisos


Se uma função de detecção de aviso estiver habilitada, o controlador LTM R detecta imediatamente
um aviso quando o valor monitorado estiver acima ou estiver abaixo da configuração limite.

Detecção das Falhas


Antes de o controlador LTM R detectar uma falha, certas pré-condições devem existir. Essas
condições podem incluir:
• a função de detecção da falha deve estar habilitada,
• um valor monitorado (por exemplo, corrente, tensão ou resistência térmica) deve estar acuma
ou estiver abaixo de uma configuração limite,
• o valor monitorado deve permanecer acima ou abaixo da configuração limite para uma
duração específica de tempo.

Contadores
Quando ocorrer uma falha, o controlador LTM R aumenta em, pelo menos, 2 contadores:
• um contador para a função de detecção de falha específica, e
• um contador para todas as falhas.
Quando houver um aviso, o controlador LTM R aumenta um contador único para todos os avisos.
Entretanto, quando o controlador LTM R detectar um aviso de sobrecarga térmica, ele também
aumenta o contador de avisos de sobrecarga térmica.
Um contador contém um valor de 0 a 65.535 e acréscimos em um valor de 1 quando uma falha,
aviso ou evento de reinicialização ocorrer. Um contador interrompe o acréscimo ao atingir um valor
de 65.535.
Quando uma falha for automaticamente reiniciada, o controlador LTM R aumenta somente o
contador de auto-reinicializações. Os contadores são salvos na perda de potência.

Remoção dos contadores


Todos os contadores de falha e aviso são reinicializados a 0 ao executar o Comando para Apagar as
Estatísticas ou Apagar Todos Comandos.

Contador de Todas as Falhas

Descrição
O parâmetro da Contagem de Falhas contém o número de falhas que ocorreu desde que o
Comando para Apagar todas as Estatísticas foi executado.
O parâmetro da Contagem de Falhas aumenta no valor de 1 quando o controlador LTM R detectar
qualquer falha.

Contador de Todos os Avisos

Descrição
O parâmetro da Contagem de Avisos contém o número de avisos que ocorreu desde que o
Comando para Apagar todas as Estatísticas foi executado.
O parâmetro da Contagem de Avisos aumenta no valor de 1 quando o controlador LTM R detectar
qualquer falha.

1639501 03/2013 51
Funções de Monitoramento e Medição

Contador de Reinicialização Automática

Descrição
O parâmetro de contagem de reinicialização automática contém o número de vezes que o
controlador LTM R tentou e falhou ao autoreinicializar uma falha. Esse parâmetro é utilizado para 3
grupos de falha da reinicialização automática.
Se uma tentativa de reinicialização automática for bem-sucedida (definida como se a mesma falha
não recorresse dentro de 60s), esse contador é reiniciado em zero. Se uma falha for reiniciada
manual ou remotamente, o contador não é aumentado.
Para informações sobre o gerenciamento da falha, consulte Gerenciamento de Falha e Comandos
para Apagar, página 166.

Contadores de Avisos e Falhas de Proteção

Contagens de Falha de Proteção


Os contadores de falha de proteção incluem:
• Contagem de Falhas do Desequilíbrio da Fase de Corrente
• Contagem de Falhas da Perda da Fase de Corrente
• Contagem de Falhas da Inversão de Fase da Corrente
• Contagem das Falhas da Corrente de Aterramento
• Contagem das Falhas de Congestionamento
• Contagem das Falhas da Partida Prolongada
• Contagem das Falhas do Sensor de Temperatura do Motor
• Contagem das Falhas do Fator de Sobrepotência
• Contagem das Falhas da Sobrecorrente
• Contagem das Falhas da Sobrepotência
• Contagem das Falhas da Sobretensão
• Contagem das Falhas da Sobrecarga Térmica
• Contagem das Falhas do Fator de Subpotência
• Contagem das Falhas da Subcorrente
• Contagem das Falhas da Subpotência
• Contagem das Falhas da Subtensão
• Contagem de Falhas do Desequilíbrio da Fase da Tensão
• Contagem de Falhas da Perda da Fase da Tensão
• Contagem de Falhas de Inversão da Fase da Tensão

Contagens de aviso sobre a proteção


O parâmetro de Contagem de Avisos de Sobrecarga Térmica contém o número total de avisos para
a função de proteção da sobrecarga térmica.
Quando ocorrer qualquer aviso, incluindo um aviso de sobrecarga térmica, o controlador LTM R
aumenta o parâmetro de Contagem de Aviso.

52 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Contador de Erros do Comando de Controle

Descrição
Uma Falha Diagnóstica ocorre quando o controlador LTM R detectar qualquer um dos seguintes
erros do comando de controle:
• Erros da Verificação do Comando paraIniciar
• Erros da Verificação do Comando para Parar
• Erros da Verificação de Retorno
• Erros da Verificação de Retrocesso
Para informações sobre essas funções de comando de controle, veja Diagnóstico do Erro do
Comando de Controle, página 41.

Contador de Falhas da Fiação

Descrição
O parâmetro da Contagem de Falhas da Fiação contém o número total das seguintes falhas da
fiação que ocorreram desde que o Comando para Apagar as Estatísticas foi executado pela última
vez.
• Falha da Fiação, o qual é acionado por um:
• Erro de Inversão do CT
• Erro de Configuração da Fase
• Erro de Fiação do Sensor de Temperatura do Motor
• Falha de Inversão da Fase da Tensão
• Falha de Inversão da Fase de Corrente
O Controlador LTM R aumenta o parâmetro de Contagem de Falhas da Fiação em 1 cada vez que
qualquer uma das 3 falhas acima ocorrer. Para informações sobre os erros de conexão e falhas
relacionadas, consulte Falhas da Fiação, página 43.

Contadores de Perda de Comunização

Descrição
Falhas detectadas para as seguintes funções de comunicação:
Contador Contém
Contagem das Falhas da Porta HMI O número de vezes que as comunicações via porta HMI foram
perdidas.
Contagem das Falhas Internas da Porta O número das falhas internas experimentadas pelo módulo da
da Rede rede, registradas pelo módulo da rede para o controlador LTM R.
Contagem das Falhas de Configuração O número das falhas principais experimentadas pelo módulo da
da Porta da Rede rede, sem incluir as falhas internas do módulo da rede, registradas
pelo módulo da rede no controlador LTM R.
Contagem das Falhas da Porta da Rede O número de vezes que as comunicações via porta da rede foram
perdidas.

Contadores de Falha Interna

Descrição
Falhas detectadas para as seguintes falhas internas:
Contador Contém
Contagem das Falhas Internas do O número de falhas internas principais e secundárias. Para informações
Controlador sobre as falhas internas, consulte Falha Interna do Controlador, página 39.
Contagem das Falhas Internas da O número das falhas internas da comunicação do controlador LTM R mais
Porta o número de tentativas sem êxito para identificar o módulo de
comunicação da rede.

1639501 03/2013 53
Funções de Monitoramento e Medição

Histórico de Falha

Histórico de Falha
O controlador LTM R armazena uma histórico com os dados do controlador LTM R que foram
registrados no momento das últimas 5 falhas detectadas. A falha n-0 contém o registro de falha mais
recente, e a falha n-4 contém o registro de falha mantido mais antigo.
Cada registro de falha inclui:
• Código de Falha
• Data e Horário
• Valor das Configurações
• Razão da Corrente de Carga Completa do Motor (% de FLCmax)
• Valor das Medições
• Nível de Capacidade Térmica
• Razão da Corrente Média
• Razão da Corrente L1, L2, L3
• Razão da Corrente de Aterramento
• Corrente Máxima da Carga Completa
• Desequilíbrio da Fase da Corrente
• Desequilíbrio da Fase da Tensão
• Fator de Potência
• Frequência
• Sensor de Temperatura do Motor
• Tensão Média
• Tensão L3-L1, Tensão L1-L2, Tensão L2-L3
• Potência Ativa

54 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

2.4 Histórico do Motor

Visão Geral
O controlador LTM R rastreia e salva as estatísticas operacionais do motor.
As estatísticas do motor podem ser acessadas por meio de um:
• computador que execute o SoMove com o DTM do TeSys T
• dispositivo HMI:
• PLC através da porta de rede

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Contadores de Partidas do Motor 56
Contador por Hora de Partidas do Motor 56
Contador de Rejeição de Carga 56
Contadores de Reinicialização Automática 56
Razão da Corrente da Última Partida do Motor 57
Duração da Última Partida do Motor 57
Tempo de Operação 57

1639501 03/2013 55
Funções de Monitoramento e Medição

Contadores de partidas do Motor

Descrição
O controlador LTM R rastreia as partidas do motor e registra os dados como uma estatística que
pode ser recuperada para análise operacional. As seguintes estatísticas são rastreadas:
• Contagem das Partidas do Motor
• Contagem dos Fechamentos do Motor LO1 (saída da lógica 0,1 inicia)
• Contagem dos Fechamentos do Motor L02 (saída da lógica O.2 inicia)
O Comando para Apagar as Estatísticas reinicia o parâmetro de Contagem das Partidas do Motor a
0.
OBSERVAÇÃO: Os parâmetros da Contagem dos Fechamentos do Motor L01 e a Contagem dos
Fechamentos do Motor L02 não podem ser reiniciados em 0, já que esses parâmetros juntos
indicam o uso das saídas do relé excedentes.

Contador por hora de Partidas do Motor

Descrição
O controlador LTM R rastreia o número de partidas do motor durante a última hora e registra esse
número no parâmetro de Contagem por hora de Partidas do Motor.
As somas do controlador LTM R iniciam em intervalos de 5 minutos com uma precisão de 1 intervalo
(+0/-5 minutos), o que significa que o parâmetro irá conter o número de partidas dentro dos 60
minutos anteriores ou 55 minutos anteriores.
Essa função é utilizada como uma função de manutenção para evitar tensão térmica no motor.

Características
A função por hora de partidas do motor possui as seguintes características:
Característica Valor
Precisão 5 minutos (+ 0/- 5 minutos)
Resolução 5 minutos
Intervalo de atualização 100 ms

Contador de rejeição de carga

Descrição
O parâmetro de contagem da rejeição de carga contém o número de vezes que a função de
proteção da rejeição da carga foi ativada desde o último comando para Apagar as Estatísticas.
Para informações sobre a função de proteção da rejeição de carga, consulte Rejeição da Carga,
página 117.

Contadores de Reinicialização Automática


Descrição
Há 3 tipos de estatísticas de contagem:
• Contagem imediata da reinicialização automática
• Contagem atrasada da reinicialização automática
• Contagem manual da reinicialização automática
Para informações sobre a função de proteção da reinicialização automática, consulte Reinicialização
Automática, página 119.

56 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Razão da Corrente da Última Partida do Motor

Descrição
O controlador LTM R mede o nível máximo da corrente atingido durante a última partida do motor e
registra o valor no parâmetro da Razão da Corrente da Última Partida do Motor para análise do
sistema para fins de manutenção.
Esse valor somente pode ser utilizado para ajudar a ajustar a configuração limite da partida
prolongada na função da proteção de partida prolongada.
O valor não é salvo na memória não volátil: é perdido em um ciclo de energia.

Características
A função da razão da corrente da última partida do motor possui as seguintes caracaterísticas:
Característica Valor
Unidade % de FLC
Precisão • +/- 1 % para os modelos 8 A e 27 A
• +/- 2 % para os modelos 100 A
Resolução 1% de FLC
Intervalo de atualização 100 ms

Duração da Última Partida do Motor

Descrição
O controlador LTM R rastreia a duração da última partida do motor e registra o valor no parâmetro de
duração da última partida do motor para análise do sistema para fins de manutenção.
Esse valor também pode ser útil para configurar o tempo limite de atraso da partida prolongada
utilizado na partida prolongada e as funções de proteção de sobrecarga de acionamento definido.
O valor não é salvo na memória não volátil: é perdido em um ciclo de energia.

Características
A função de duração da última partida do motor possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade s
Precisão +/- 1 %
Resolução 1s
Intervalo de atualização 1s

Tempo de Operação

Descrição
O controlador LTM R rastreia o tempo de operação do motor e registra o valor no parâmetro do
Tempo de Operação. Use essas informações para auxiliar na programação da manutenção do
motor, por exemplo, lubrificação, inspeção e reposição.

1639501 03/2013 57
Funções de Monitoramento e Medição

2.5 Status Operacional do Sistema

Visão Geral
O controlador LTM R monitora o estado operacional do motor e o tempo mínimo de espera para
reinicialização do motor.
Os estados do motor podem ser acessados por meio de um:
• computador que execute o SoMove com o DTM do TeSys T
• dispositivo HMI:
• PLC através da porta de rede

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Estado do Motor 59
Tempo Mínimo de Espera 59

58 1639501 03/2013
Funções de Monitoramento e Medição

Estado do Motor Descrição


O controlador LTM R rastreia o estado do motor e registra os seguintes estados configurando os
parâmetros do tipo booliano correspondentes:
Estado do Motor Parâmetro
Executar Operação do motor
Disponível Sistema Disponível
Partida Partida do Motor

Tempo mínimo de espera

Descrição
O controlador LTM R rastreia o tempo remanescente para reiniciar o motor de acordo com um dos
seguintes eventos:
• reinicialização automática (veja página 171)
• sobrecarga térmica (veja página 67)
• bloqueio do ciclo rápido (veja página 83)
• rejeição de carga (veja página 117)
• reinicialização automática (veja página 119)
• Tempo de transição:
Se mais de um cronômetro estiver ativo, o parâmetro exibe o cronômetro máximo, o qual consiste na
espera mínima para a resposta da falha ou a função de controle para reinicialização.
OBSERVAÇÃO: Mesmo com um LTM R desligado, o tempo é rastreados por, pelo menos, 30 mn.

Características
A função do Tempo de Espera Mínimo possui as seguintes características:
Característica Valor
Unidade s
Precisão +/- 1 %
Resolução 1s
Intervalo de atualização 1s

1639501 03/2013 59
Funções de Monitoramento e Medição

60 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Visão Geral
Esse capítulo descreve as funções de proteção do motor apresentadas pelo controlador LTM R.

O que há nesse Capítulo?


Esse capítulo contém as seguintes seções:
Seção Tópico Página
3.1 Introdução das Funções de Proteção do Motor 62
3.2 Funções de Proteção Térmica do Motor 66
3.3 Funções de Proteção da Corrente do Motor 85
3.4 Funções de Proteção da Tensão do Motor 105
3.5 Funções de Proteção da Potência do Motor 123

1639501 03/2013 61
Funções de Proteção do Motor

3.1 Introdução das Funções de Proteção do Motor

Visão Geral
Esta seção apresenta as funções de proteção do motor oferecidas pelo controlador LTM R, incluindo
os parâmetros e as características de proteção.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Definições 63
Características de Proteção do Motor 64

62 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Definições

Funções e Dados Pré-definidos


O controlador LTM R monitora os parâmetros do sensor de temperatura do motor, da corrente de
aterramento e da corrente. Quando o controlador LTM R estiver conectado a um módulo de
expansão, ele também monitora os parâmetros de tensão e potência. O controlador LTM R usa
esses parâmetros nas funções de proteção para detectar as condições de falha e aviso. A resposta
do controlador LTM R às condições de falha e aviso é estabelecida para os modos de operação pré-
definidos. A saída da lógica 0,4 ativa-se em uma falha e a saída da lógica 0,3 ativa-se em um aviso.
Parta maiores informações sobre os modos de operação pré-definidos, consulte os Modos de
Operação, página 144.
Você pode configurar essas funções de proteção do motor para detecção da existência das
condições operacionais indesejadas que, se não resolvidas, podem causar danos ao motor e aos
equipamentos.
Todas as funções de proteção do motor incluem detecção da falha e a maior parte das funções de
proteção também inclui a detecção do aviso.

Funções e Dados Personalizados


Além de usar as funções de proteção e os parâmetros inclusos em um modo de operação pré-
definido, você pode usar o Editor de Lógica Personalizada no DTM do TeSys S para criar um modo
de operação novo e personalizado. Para criar um modo de operação padronizado, selecione
qualquer modo de operação pré-definido, depois, edite seu código para atender às necessidades da
sua aplicação.
Usando o Editor de Lógica Personalizada, você pode criar um modo de operação personalizado ao:
• modificar as respostas do controlador LTM R para as falhas ou avisos de proteção
• adicionar novas funções, baseadas ou nos parâmetros pré-definidos ou nos recentemente
criados
Falhas
Uma falha é uma condição de operação seriamente indesejável. Os parâmetros relacionados à falha
podem ser configurados para a maior parte das funções de proteção.
A resposta do controlador LTM R a uma falha inclui o seguinte:
• contatos de saída O.4:
• contato 95-96 está aberto
• contato 97-98 está fechado
• LED de falha está ativo (vermelho fixo)
• bits de status de falha são configurados em um parâmetro de falha
• uma mensagem de falha é exibida em uma tela de HMI (se um HMI estiver incluso)
• um indicador de status de falha é exibido no DTM do TeSys T, se conectado.
O controlador LTM R conta e registra o número de falhas para cada função de proteção.
Após uma falha ter ocorrido, apenas resolver a condição subjacente não elimina a falha. Para
solucionar a falha, o controlador LTM R deve ser reinicializado. Veja Gerenciamento de Falha -
Introdução, pág. 167.

Avisos
Um aviso é uma condição operacional menos séria, ainda que indesejável. Um aviso indica a
medida corretiva que pode ser necessária para prevenir a ocorrência de um problema. Se ainda não
resolvido, um aviso pode levar a uma situação de falha. Os parâmetros relacionados ao aviso podem
ser configurados para a maior parte das funções de proteção.
A resposta do controlador LTM R a um aviso inclui o seguinte:
• saída O.3 está fechada
• LED de falha pisca em vermelho 2 vezes por segundo
• bits do status de aviso são configurados em um parâmetro de aviso
• uma mensagem de texto é exibida em uma tela de HMI (se incluso)
• um indicador de status de aviso é exibido no DTM do TeSys T.
OBSERVAÇÃO: Para algumas funções de proteção, a detecção do aviso compartilha do mesmo
limite que a detecção da falha. Para outras funções de proteção, a detecção do aviso possui um
limite distinto de aviso.
O controlador LTM R cancela o aviso sempre o valor medido não exceder mais o limite de aviso -
mais ou menos uma faixa de 5% de histerese.

1639501 03/2013 63
Funções de Proteção do Motor

Características de Proteção do Motor

Operação
O seguinte diagrama descreve a operação da função típica de proteção do motor. Esse diagrama, e
os seguintes diagramas, são expressos em termos de corrente. Entretanto, os mesmos princípios
aplicam-se à tensão.

Aviso

Falha

I Medição do parâmetro monitorado


Is1 Configuração do limite de aviso
Is2 Configuração do limite de falha
T Configuração do tempo limite de falha
Inst Detecção da falha/aviso instantânea

Ajustes
Algumas funções de proteção incluem os ajustes configuráveis, incluindo:
• Limite de falha: Um ajuste de limite para o parâmetro monitorado que ativa uma falha da
função de proteção.
• Limite de aviso: Um ajuste de limite para o parâmetro monitorado que ativa um aviso da
função de proteção.
• Tempo limite de falha: Um atraso do tempo que deve expirar antes da falha da função de
proteção ser acionada. O comportamento de um tempo limite depende do seu perfil
característico da corrente de acionamento.
• Característica da curva de acionamento (TCC): O controlador LTM R inclui uma característica
de acionamento definida para todas as funções de proteção, exceto a função de proteção da
Inversão Térmica da Sobrecarga Térmica, que possui tanto a característica da curva de
acionamento definida como da curva de acionamento inversa, conforme descrito abaixo.
TCC definida: A duração do tempo limite de falha permanece constante independente das
alterações no valor da quantidade medida (corrente), conforme descrito no seguinte diagrama:

Nenhuma Operação atrasada

Atraso

64 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

TCC Inversa: A duração do atraso do tempo varia inversamente com o valor da quantidade medida
(aqui, capacidade térmica). Conforme a quantidade medida aumenta, o potencial para danos
também aumenta, fazendo com que a duração do tempo de atraso diminua, conforme descrito no
seguinte diagrama:

Nenhuma Operação atrasada

Atraso

Histerese
Para melhorar a estabilidade, as funções de proteção do motor aplicam um valor de histerese que é
acrescentado aos ajustes do limite, ou subtraído deles, antes de uma resposta de falha ou aviso ser
reiniciada. O valor da histerese é calculado como porcentagem, normalmente, 5% do limite e é
• subtraído do valor limite para os limites superiores,
• adicionado do valor limite para os limites inferiores.
O seguinte diagrama descreve o resultado lógico do processamento de medição (Inst) quando a
histerese é aplicada a um limite superior:

d Porcentagem da histerese

1639501 03/2013 65
Funções de Proteção do Motor

3.2 Funções de Proteção Térmica do Motor

Visão Geral
Esta seção descreve as funções de proteção térmica do motor do controlador LTM R.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Sobrecarga Térmica 67
Sobrecarga Térmica - Inversão Térmica 68
Sobrecarga Térmica - Tempo Definido 72
Sensor de Temperatura do Motor 74
Sensor de Temperatura do Motor - PTC Binário 75
Sensor de Temperatura do Motor - PT100 77
Sensor de Temperatura do Motor - PTC Analógico 79
Sensor de Temperatura do Motor - NTC Analógico 81
Bloqueio do Ciclo Rápido 83

66 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Sobrecarga Térmica

Visão Geral
O controlador LTM R pode ser configurado para fornecer proteção térmica selecionando-se uma
das seguintes configurações:
• Inversão Térmica (veja página 68) (configuração de fábrica)
• Tempo Definido (veja página 72)
Cada configuração representa uma Característica da Curva de Acionamento. O controlador LTM R
armazena a configuração selecionada no seu parâmetro de Modo de Sobrecarga Térmica. Apenas
um ajuste pode ser ativado por vez. Veja os tópicos a seguir para as informações sobre a operação
e configuração de cada ajuste.

Configurações do Parâmetro
A função de Sobrecarga Térmica possui os seguintes ajustes de parâmetro configuráveis, os quais
se aplicam a cada característica da corrente de acionamento:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Modo • Inversão térmica Inversão térmica
• Tempo definido

Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Habilitar


Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Habilitar
Ventilador auxiliar do motor resfriado Habilitar/Desabilitar Desabilitar

1639501 03/2013 67
Funções de Proteção do Motor

Sobrecarga Térmica - Inversão Térmica

Descrição
Quando você configura o parâmetro do Modo de Sobrecarga Térmica como Inversão Térmica e
seleciona uma classe de acionamento do motor, o controlador LTM R monitora a capacidade e os
sinais térmicos utilizados do motor.
• um aviso quando a capacidade térmica utilizada excede o limite de aviso configurado,
• uma falha quando a capacidade térmica utilizada é maior do que 100%.

CUIDADO
RISCO DE SUPERAQUECIMENTO DO MOTOR
O parâmetro da Classe de Acionamento do Motor deve ser configurado de acordo com as
características de aquecimento térmico do motor. Consulte as instruções do fabricante do motor
antes de configurar esse parâmetro.
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos aos equipamentos ou
ferimentos.

Não há atraso para o aviso de sobrecarga térmica.


O controlador LTM R calcula o Nível da Capacidade Térmica em todos os estados operacionais.
Quando a energia no controlador LTM R for perdida, o controlador LTM R mantém as últimas
medições do estado térmico do motor por um período de 30 minutos, permitindo que ele recalcule o
estado térmico do motor quando a energia for reaplicada.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.
• O aviso de sobrecarga térmica é apagado pelo controlador LTM R quando a capacidade
térmica utilizada ficar 5% abaixo do limite de aviso.
• A falha de sobrecarga térmica pode ser reiniciada pelo usuário quando a capacidade térmica
utilizada ficar abaixo do limite de reinicialização da falha e após o tempo limite de
reinicialização da falha ter decorrido.
Redefinição para Reinicialização de Emergência
Você pode usar o Comando para Apagar o Nível de Capacidade Térmica, emitido a partir do PLC ou
um HMI, para reiniciar um motor sobrecarregado em uma situação de emergência. Esse comando
restaura o valor de utilização da capacidade térmica a 0 e ignora o período de resfriamento exigido
pelo modelo térmico antes que o motor possa ser reiniciado.
Esse comando também reinicia o Tempo Limite de Bloqueio do Ciclo Rápido permitindo uma
reinicialização imediata sem bloqueio. O Comando Apagar Tudo não Apaga o Nível de Capacidade
Térmica.

AVISO
PERDA DE PROTEÇÃO DO MOTOR
Apagar o nível de capacidade térmica inibe a proteção térmica e pode resultar em
sobreaquecimento do equipamento e incêndio. A operação contínua com proteção térmica inibida
deve permanecer limitada às aplicações onde a reinicialização imediata é essencial.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.
O Comando Apagar o Nível de Capacidade Térmica não restaurará a resposta da falha. Ao invés
disso:
• Somente uma ação externa ao controlador LTM R (por exemplo, uma redução na carga do
motor) pode apagar a condição da falha,
• Somente um comando de reinicialização, a partir dos meios válidos de reinicialização
configurados no parâmetro do Modo de Reinicialização da Falha, reiniciará a resposta da
falha.

AVISO
OPERAÇÃO NÃO PRETENDIDA DO EQUIPAMENTO
Um comando de reinicialização pode reiniciar o motor, caso o controlador LTM R seja utilizado em
um circuito de controle com 2 fios.
A operação do equipamento deve cumprir com os regulamentos e códigos de segurança locais e
nacionais.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.

68 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Operação
A função de proteção de inversão térmica da sobrecarga térmica baseia-se em um modelo térmico
do motor que combina 2 imagens térmicas:
• uma imagem em cobre que representa o estado térmico dos enrolamentos do rotor e estator,
e uma
• imagem em ferro que representa o estado térmico da estrutura do motor.
Ao usar o ajuste da classe de acionamento do motor de entrada e da corrente medida, o controlador
LTM R considera somente o estado térmico mais alto, ferro ou cobre, ao calcular a capacidade
térmica utilizada pelo motor, conforme descrito abaixo:

Aquecimento Resfriamento

Cobre

Ferro
Ferro

Cobre

Acionamento

 Valor térmico
fe Limite de acionamento do ferro
cu Limite de acionamento do cobre
t Tempo

Quando o modo de falha da inversão térmica for selecionado, o parâmetro do Nível de Capacidade
Térmica que indica a capacidade térmica utilizada devido à corrente de carga, é aumentado tanto
durante os estados de inicialização como na operação. Quando o controlador LTM R detectar que o
nível de capacidade térmica (6) excedeu o limite da falha (6 s), ele acionará uma falha de sobrecarga
térmica, conforme descrito abaixo:

Inicialização/Operação Resfriamento do Inicialização/Operação Resfriamento do


estado da falha estado da falha

Acionamento Acionamento

1639501 03/2013 69
Funções de Proteção do Motor

Características funcionais
As funções de inversão térmica de sobrecarga térmica incluem as seguintes características:
• 1 configuração da classe de acionamento do motor:
• Classe de Acionamento do Motor
• 4 limites configuráveis:
• Razão da Corrente de Carga Completa do Motor (FLC1)
• Razão da Corrente de Carga Completa de Alta Velocidade do Motor (FLC1)
• Limite de Aviso da Sobrecarga Térmica
• Limite de Reinicialização da Falha de Sobrecarga Térmica
• 1 atraso:
• Tempo Limite de Reinicialização da Falha
• 2 saídas de função:
• Aviso de Sobrecarga Térmica
• Falha de Sobrecarga Térmica
• 2 estatísticas de contagem:
• Contagem das Falhas da Sobrecarga Térmica
• Contagem dos Avisos de Sobrecarga Térmica
• 1 configuração para um ventilador de resfriamento do motor auxiliar externo:
• Ventilador auxiliar do motor resfriado
• 1 medição da capacidade térmica utilizada:
• Nível de Capacidade Térmica
OBSERVAÇÃO: Para os controladores LTM R configurados para o modo de operação pré-definido
de 2 velocidades, 2 limites de falha são utilizados: FLC1 e FLC2.

Diagrama de Bloco

Aviso de sobrecarga
térmica (tempo de inversão)

Ventilador auxiliar do motor resfriado

Falha de sobrecarga
térmica (tempo de inversão)
Classe de acionamento do motor (TC)

Imax: Corrente Máxima


max: Nível de capacidade térmica máxima
s1: Limite de aviso da sobrecarga térmica

70 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Configurações do Parâmetro
As funções de inversão térmica de sobrecarga térmica possuem os seguintes ajustes de parâmetro
configuráveis:

Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica


FLC1,FLC2 • O.4...8,0 A em acréscimos de 0,08 A para • O.4A para LTMR08
LTMR08 • 1,35 A para LTMR27
• 1,35...27,0 A em acréscimos de O.27 A para • 5A para LTMR100
LTMR27
• 5...100 A em acréscimos de 1 A para
LTMR100
Limite de aviso 10...100 % da capacidade térmica 85 % da capacidade térmica
Classe de acionamento 5...30 em acréscimos de 5 5
do motor
Tempo Limite de 50...999 em acréscimos de 1 s 120 s
Reinicialização da Falha
Limite de Reinicialização 35...95 % da capacidade térmica 75 % da capacidade térmica
da Falha

As funções de inversão térmica de sobrecarga térmica possuem os seguintes ajustes de parâmetro


não configuráveis:

Parâmetro Ajuste Fixo


Limite de Falha da Sobrecarga Térmica 100 % da capacidade térmica

Características Técnicas
As funções de inversão térmica da sobrecarga térmica possuem as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de aviso da sobrecarga térmica
Precisão do tempo de +/-0,1 s
acionamento

1639501 03/2013 71
Funções de Proteção do Motor

Sobrecarga Térmica - Tempo Definido


Descrição
Quando você configurar o parâmetro de Sobrecarga Térmica para Tempo Definido, o controlador
LTM R indica:
• um aviso quando a corrente de fase máxima medida exceder um limite configurável (OC1 ou
OC2).
• uma falha quando uma corrente de fase máxima exceder continuamente o mesmo limite (OC1 OU
OC2) para um atraso ajustado.

A falha do tempo definido de sobrecarga térmica inclui um atraso de dimensão constante, após um
Comando para iniciar, antes da proteção estar ativa e de uma duração do tempo limite de falha,
conforme descrito abaixo:

Falha - sem operação

Atraso

Is: Limite de falha e aviso (OC1 ou OC2)


T1: Comando para iniciar
T2: Atraso decorrido

Não há atraso para o aviso do tempo definido de sobrecarga térmica. O monitoramento de aviso e
falha pode ser separadamente habilitado e desabilitados.
A função de proteção do tempo definido é desabilitada após a inicialização através de um atraso
definido pelo ajuste do Tempo Limite de Falha da Partida Prolongada. O controlador LTM R, quando
configurado para o modo de operação pré-definido de sobrecarga, usa a mudança no estado da
corrente de nível de desligada para ligada para dar início ao estado de inicialização. Esse atraso
permite que o motor consuma a corrente na inicialização necessária para superar a inércia do motor
em repouso.
OBSERVAÇÃO: A configuração dessa função de proteção requer a configuração da função de
proteção da Partida Prolongada, incluindo o parâmetro do Tempo Limite da Falha da Partida
Prolongada.

Características funcionais
A função do tempo definido de sobrecarga térmica inclui as seguintes características:
• 2 ajustes de limite configuráveis; um ajuste (OC1) é utilizado para os motores de velocidade
única, ambos ajustes são necessários para os motores com 2 velocidades:
• OC1 (Razão da Corrente de Carga Completa do Motor) ou
• OC2 (Razão da Corrente de Carga Completa de Alta Velocidade do Motor)
• 1 atraso:
• Tempo da Sobrecorrente (Tempo O, configurado através do parâmetro do Tempo Definido de
Falha da Sobrecarga Térmica)
• 2 saídas de função:
• Aviso de Sobrecarga Térmica
• Falha de Sobrecarga Térmica
• 2 estatísticas de contagem:
• Contagem das Falhas da Sobrecarga Térmica
• Contagem dos Avisos de Sobrecarga Térmica
72 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Diagrama de Bloco

Aviso e falha da sobrecarga térmica:

Aviso da sobrecarga térmica "


(Tempo definido)

Falha de sobrecarga térmica


(Tempo definido)
E

11 Corrente de Fase 1
12 Corrente de Fase 2
13 Corrente de Fase 3
Is Limite de falha e aviso (OC1 ou OC2)
T Tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função de sobrecarga térmica do tempo definido possui os seguintes ajustes de parâmetro
configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração
Configuração
de Fábrica
Limite de falha: 5...100 % do FLCmax, em 1 % de 5 % de
• Razão da corrente de carga completa do motor incrementos. Observação: Os ajustes FLCmáx
(OC1) –ou de OC1 e OC2 podem ser feitos
diretamente (em Amperes) no menu
• Razão da corrente de carga completa de alta de Configurações de um HMI, ou na
velocidade do motor (OC2) aba Parâmetros do DTM do TeSysT.
Tempo limite definido de falha da sobrecarga térmica 1...300 s em acréscimos de 1 s 10s
(tempo O e tempo de sobrecorrente)
Limite de Aviso da Sobrecarga Térmica 20...800 % de OC em acréscimos de 80 % de OC
1%
(1)
Tempo Limite de Falha da Partida Prolongada 1...200 s em acréscimos de 1 s
10s
(tempo D)
(1) A função de sobrecarga térmica do tempo definido requer o uso simultâneo da função de proteção do
motor de partida prolongada, ambos utilizam o ajuste do tempo limite da falha de partida prolongada.

Características Técnicas
A função de sobrecarga térmica do tempo definido possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % dos limites de aviso e falha
Precisão do tempo de +/-0,1 s
acionamento

Exemplo
O seguinte diagrama descreve uma falha de sobrecarga térmica de tempo definido: Estado inicial
Estado inicial Estado de operação Condição da falha

Tempo
limite da
falha

Tempo D (tempo limite da falha da


partida prolongada)
Tempo Limite de Falha OC (OC1 ou OC2)

1639501 03/2013 73
Funções de Proteção do Motor

Sensor de Temperatura do Motor

Visão Geral
O controlador LTM R possui 2 terminais - T1 e T2 - que podem ser conectados a um elemento de
detecção de temperatura do motor para oferecer proteção para os enrolamentos do motor ao
detectar as condições de alta temperatura que poderiam causar danos ou degradação.
Essas proteções são ativadas quando o parâmetro do Tipo do Sensor de Temperatura do Motor for
ajustado a uma das seguintes configurações:
• PTC Binário (veja página 75)
• PT100 (veja página 77)
• PTC Analógico (veja página 79)
• NTC Analógico (veja página 81)
Somente um desses elementos de detecção da proteção do motor pode ser habilitado de uma vez.
OBSERVAÇÃO: A proteção do sensor de temperatura do motor baseia-se em ohms. Os limites da
proteção do PTC Binário são pré-determinados aos padrões de IEC e não são configuráveis. As
funções de proteção do PTC Analógico e NTC Analógico podem exigir que você dimensione o valor
de resistência ao nível limite correspondente em graus, baseando-se nas propriedades do elemento
de detecção selecionado.
Quando um tipo de sensor é alterado, os ajustes de configuração da detecção da temperatura do
motor do controlador do LTM R revertem-se às configurações de fábrica. Se um tipo de sensor for
substituído por um outro sensor do mesmo tipo, os valores de ajuste são mantidos.

Ajustes do Parâmetro
A função do sensor de temperatura do motor possui os seguintes ajustes de parâmetro
configuráveis, os quais se aplicam ao tipo de sensor de temperatura do motor selecionado:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Tipo de sensor • Nenhum Nenhum
• PTC Binário
• PT100
• PTC Analógico
• NTC Analógico
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar

74 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Sensor de Temperatura do Motor - PTC Binário

Descrição
A função de detecção da temperatura do motor do PTC Binário é habilitada quando o parâmetro do
Tipo do Sensor de Temperatura do Motor é ajustado ao PTC Binário e o controlador LTM R é
conectado a um termistor de coeficiente de temperatura positivo binário integrado ao motor.
O controlador LTM R monitora o estado do elemento de detecção da temperatura e indica:
• um aviso do sensor de temperatura do motor quando a resistência medida exceder um limite
fixo.
• uma falha do sensor de temperatura do motor quando a resistência medida exceder o mesmo
limite fixo.
As condições de aviso e falha permanecem até que a resistência medida esteja abaixo de um limite
de refechamento do sensor de temperatura do motor fixo separado.
Os limites de falha da detecção de temperatura do motor são pré-ajustados de fábrica e não são
configuráveis. O monitoramento da falha pode ser habilitado ou desabilitado.
A função está disponível para todos os estados operacionais.

Características funcionais
A função do sensor de temperatura do motor PTC Binário inclui as seguintes características:
• 2 saídas de função:
• Aviso do Sensor de Temperatura do Motor
• Falha do Sensor de Temperatura do Motor
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas do Sensor de Temperatura do Motor

Diagrama de Bloco
Falha/aviso do sensor de temperatura do motor:

Falha/aviso do sensor de temperatura do motor (PTC Binário)

 Resistência do elemento de detecção da temperatura

Ajustes do Parâmetro
A função do sensor de temperatura do motor PTC Binário possui os seguintes ajustes de parâmetro
não configuráveis:
Parâmetro Ajustes Fixos Precisão
Limite/Aviso de Falha 2900 . +/- 2 %
Limite de refechamento da falha/aviso 1575 . +/- 2 %

Características Técnicas
A função do sensor de temperatura do motor PTC binário possui as seguintes características:
Característica Valor
Tempo de detecção 0,5...0,6 s
Precisão do tempo de detecção +/-0,1 s

1639501 03/2013 75
Funções de Proteção do Motor

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha do sensor de temperatura do motor PTC
binário com uma reinicialização automática:

Condição de falha e
aviso
Estado de operação Estado de operação (retomada)

Reinicialização

2900 . Limite de falha:


1575 . Limite de refechamento da falha
Reinicialização Indica o tempo após o qual uma reinicialização por ser executada. Um Comando
para iniciar é necessário antes que o estado de operação possa ser retomado. Nesse exemplo, a
reinicialização automática foi habilitada.

76 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Sensor de Temperatura do Motor - PT100

Descrição
A função de detecção da temperatura do motor PT100 é habilitada quando o parâmetro do Tipo do
Sensor de Temperatura do Motor for configurado em PT100 e o controlador LTM R for conectado a
um sensor PT100 integrado no motor.
O controlador LTM R monitora o estado do elemento de detecção da temperatura e indica:
• um aviso do sensor de temperatura do motor quando a temperatura medida exceder um limite
de aviso configurável
• uma falha do sensor de temperatura do motor quando a temperatura medida exceder o limite
de falha configurado separadamente.
O LTM R diretamente mede a temperatura com um sensor PT100. A temperatura medida pelo
sensor PT100, ou em ºC (configuração de fábrica) ou em ºF, é exibida no HMI ou no DTM do TeSys
T, de acordo com o parâmetro de CF do Grau de Exibição do Sensor de Temperatura do Motor.
A condição de falha ou aviso permanece até que a temperatura medida esteja abaixo de 95% do
limite de falha ou aviso.
Há um tempo de detecção fixo de 0,5 a 0,6 s para a falha ou aviso do sensor de temperatura do
motor.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.
A função está disponível para todos os estados operacionais.
OBSERVAÇÃO:
A temperatura é derivada da seguinte equação: T = 2.6042 * R - 26O.42,
em que R = resistência ().
OBSERVAÇÃO: Para conectar um sensor PT100 com 3 fios em um controlador LTM R,
simplesmente, não conecte o pino de compensação do sensor PT100 com 3 fios.

Características Funcionais
A função do sensor de temperatura do motor PT100 inclui as seguintes características:
• 2 limites configuráveis:
• Grau do Limite de Aviso do Sensor de Temperatura do Motor
• Grau do Limite de Falha do Sensor de Temperatura do Motor
• 2 saídas de função:
• Aviso do Sensor de Temperatura do Motor
• Falha do Sensor de Temperatura do Motor
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas do Sensor de Temperatura do Motor
• 1 configuração de exibição:
• Grau CF de Exibição do Sensor de Temperatura do Motor

Diagrama de Bloco
Aviso do Sensor de Temperatura do Motor:

Aviso do Sensor de Temperatura do Motor (PT100)

Falha do Sensor de Temperatura do Motor:

. Falha do sensor de temperatura do motor (PT100)(

 Temperatura medida através do sensor PT100


s1 Limite de aviso do sensor de temperatura do motor
s2 Limite de falha do sensor de temperatura do motor

1639501 03/2013 77
Funções de Proteção do Motor

Ajustes do Parâmetro
A função do sensor de temperatura do motor PT100 possui os seguintes ajustes de parâmetro não
configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Grau do limite de falha: 0...200 ° C em acréscimos de 1 ° C 0°C
Grau do limite de aviso: 0...200 ° C em acréscimos de 1 ° C 0°C
Grau CF de Exibição do Sensor de °C (0) °C
Temperatura do Motor °F(1)

Características Técnicas
A função do sensor de temperatura do motor PT100 possui as seguintes características:
Característica Valor
Histerese -5 % dos limites de aviso e falha
Tempo de detecção 0,5...0,6 s
Precisão do tempo de +/-0,1 s
acionamento

Exemplo
O seguinte diagrama descreve uma falha do sensor de temperatura do motor PT100 com uma
reinicialização automática e um comando de operação ativo:
Condição da
Estado de operação Estado de operação (retomada)
falha

Reinicialização

s2 Limite de falha:


s3 Limite do refechamento da falha (95% do limite da falha)

78 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Sensor de Temperatura do Motor - PTC Analógico

Descrição
A função de detecção da temperatura do motor do PTC Analógico é habilitada quando o parâmetro
do Tipo do Sensor de Temperatura do Motor é ajustado em PTC Analógico e o controlador LTM R é
conectado a um termistor do PTC analógico integrado ao motor.
O controlador LTM R monitora o estado do elemento de detecção da temperatura e indica:
• um aviso do sensor de temperatura do motor quando a resistência medida exceder um limite
de aviso configurável
• uma falha do sensor de temperatura do motor quando a resistência medida exceder o limite
de falha configurado separadamente.
A condição de falha ou aviso permanece até que a resistência medida esteja abaixo de 95% do
limite de falha ou aviso.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado. A função está
disponível para todos os estados operacionais.

Características Funcionais
A função do sensor de temperatura do motor PTC Analógico inclui as seguintes características:
• 2 limites configuráveis:
• Limite de Aviso do Sensor de Temperatura do Motor
• Limite de Falha do Sensor de Temperatura do Motor
• 2 saídas de função:
• Aviso do Sensor de Temperatura do Motor
• Falha do Sensor de Temperatura do Motor
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas do Sensor de Temperatura do Motor

Diagrama de Bloco
Aviso do Sensor de Temperatura do Motor:

Aviso do Sensor de Temperatura do Motor (PTC Analógico)

Falha do Sensor de Temperatura do Motor:

Falha do Sensor de Temperatura do Motor (PTC Analógico)

 Resistência do elemento de detecção da temperatura


s1 Limite de aviso do sensor de temperatura do motor
s2 Limite de falha do sensor de temperatura do motor

Ajustes do Parâmetro
A função do sensor de temperatura do motor PTC analógico possui os seguintes ajustes de
parâmetro configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Limite de falha: 20...6500 em acréscimos de 0,1  20 
Limite de aviso: 20...6500 em acréscimos de 0,1  20 

Características Técnicas
A função do sensor de temperatura do motor PTC analógico possui as seguintes características:
Característica Valor
Histerese -5 % dos limites de aviso e falha
Tempo de detecção 0,5...0,6 s
Precisão do tempo de detecção +/-0,1 s

1639501 03/2013 79
Funções de Proteção do Motor

Exemplo
O seguinte diagrama descreve uma falha do sensor de temperatura do motor PTC analógico com
uma reinicialização automática e um comando de operação ativo:

Estado de operação Condição da falha Estado de operação (retomada)

Reinicialização

s2 Limite de falha:


s3 Limite do refechamento da falha (95% do limite da falha)

80 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Sensor de Temperatura do Motor - NTC Analógico

Descrição
A função de detecção da temperatura do motor do NTC Analógico é habilitada quando o parâmetro
do Tipo do Sensor de Temperatura do Motor é ajustado em NTC Analógico e o controlador LTM R é
conectado a um termistor do NTC analógico integrado ao motor.
O controlador LTM R monitora o estado do elemento de detecção da temperatura e indica:
• um aviso do sensor de temperatura do motor quando a resistência medida estiver abaixo de
um limite de aviso configurável.
• uma falha do sensor de temperatura do motor quando a resistência medida caixa abaixo do
limite de falha configurado separadamente.
A condição de falha ou aviso permanece até que a resistência medida exceda 105 % do limite de
falha ou aviso.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado. A função está
disponível para todos os estados operacionais.

Características Funcionais
A função do sensor de temperatura do motor NTC Analógico inclui as seguintes características:
• 2 limites configuráveis:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso do Sensor de Temperatura do Motor
• Falha do Sensor de Temperatura do Motor
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas do Sensor de Temperatura do Motor

Diagrama de Bloco
Aviso do Sensor de Temperatura do Motor:

Aviso do Sensor de Temperatura do Motor (NTC Analógico)

Falha do Sensor de Temperatura do Motor:

Falha do Sensor de Temperatura do Motor (NTC Analógico)

 Resistência do elemento de detecção da temperatura


s1 Limite de aviso do sensor de temperatura do motor
s2 Limite de falha do sensor de temperatura do motor

Ajustes do Parâmetro
A função do sensor de temperatura do motor NTC analógico possui os seguintes ajustes de
parâmetro configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Limite de falha: 20...6500 em acréscimos de 0,1 . 20 
Limite de aviso: 20...6500em acréscimos de 0,1 . 20 

Características Técnicas
A função do sensor de temperatura do motor NTC analógico possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese 5 % dos limites de aviso e falha
Tempo de detecção 0,5...0,6 s
Precisão do tempo de detecção +/-0,1 s

1639501 03/2013 81
Funções de Proteção do Motor

Exemplo
O seguinte diagrama descreve uma falha do sensor de temperatura do motor NTC analógico com
uma reinicialização automática:

Estado de operação Condição da falha Estado de operação (retomada)

Reinicialização

r2 Limite de falha:


r3 Limite do refechamento da falha (105% do limite da falha)

82 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Bloqueio do Ciclo Rápido

Descrição
A função de bloqueio do ciclo rápido impede danos potenciais ao motor causados por correntes de
partida repetitivas e sucessivas resultantes de muito pouco tempo entre as partidas.
A função de bloqueio do ciclo rápido fornece um cronômetro configurável, que inicia a contagem
quando o controlador LTM R detecta a Corrente no Nível definida como 20% de FLC. Ao mesmo
tempo, o bit de Bloqueio de Ciclo Rápido é configurado.
Se o controlador LTM R detectar um comando de Execução antes do bloqueio do ciclo rápido ter
decorrido:
• O bit do Bloqueio de Ciclo Rápido permanece configurado
• O controlador LTM R ignora o comando de execução. Ele impede que o motor reinicie
• O dispositivo HMI (se incluso) exibe a indicação "WAIT" (ESPERE)
• O LED de alarme do controlador LTM R pisca em vermelho 5 vezes por segundo, indicando
que o controlador LTM R desabilitou as saídas do motor, desse modo, prevenindo uma
condição indesejada causada pela partida do motor.
• O controlador LTM R monitora o tempo de espera - se mais de um cronômetro estiver ativo, o
controlador LTM R registra o tempo de espera mínimo antes do cronômetro maior decorrer
Na falta de energia, o controlador LTM R salva a data do cronômetro de bloqueio na memória não
volátil. Quando o controlador LTM R inicializa, o cronômetro reinicia sua contagem e novamente
ignora os comandos de operação até que o cronômetro complete o tempo limite.
Configuração do parâmetro do Tempo Limite de Bloqueio do Ciclo Rápido a 0 desabilita essa
função.
A configuração do Tempo Limite de Bloqueio do Ciclo Rápido pode ser editada quando o controlador
LTM R estiver no seu estado de operação normal. Caso seja feita uma edição enquanto o
cronômetro estiver contando, a edição é efetiva quando o cronômetro interrompe a contagem.
Essa função não possui nenhum aviso e nenhuma falha.
OBSERVAÇÃO: A função do Bloqueio do Ciclo Rápido não está ativa quando o modo de operação
de sobrecarga é selecionado.

Características Funcionais
A função de bloqueio do ciclo rápido inclui os seguintes parâmetros:
• 1 atraso:
• Tempo Limite de Bloqueio do Ciclo Rápido
• 1 bit de status
• Bloqueio do Ciclo Rápido
Além disso, a função de Bloqueio do Ciclo Rápido:
• desabilita as saídas do motor
• faz com que o LED do Alarme do LTM R pisque 5 vezes por segundo

Ajustes do Parâmetro
A função de bloqueio do ciclo rápido possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Tempo Limite de Bloqueio do Ciclo 0...9999 s em acréscimos de 1 s 0s
Rápido

Características Técnicas
A função de bloqueio do ciclo rápido possui as seguintes características:
Características Valor
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

1639501 03/2013 83
Funções de Proteção do Motor

Exemplo

Tempo Limite de Bloqueio do Ciclo Rápido

Comandos de Comandos de operação


operação ignorados reconhecidos

84 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

3.3 Funções de Proteção da Corrente do Motor

Visão Geral
Esta seção descreve as funções de proteção da corrente do motor do controlador LTM R.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Desequilíbrio da Fase da Corrente 86
Perda da Fase da Corrente 89
Inversão da Fase da Corrente 91
Partida Prolongada 92
Congestionamento 94
Subcorrente 96
Sobrecorrente 98
Corrente de Aterramento 100
Corrente de Aterramento Interno 101
Corrente de Aterramento Externo 103

1639501 03/2013 85
Funções de Proteção do Motor

Desequilíbrio da Fase da Corrente

Descrição
A função de desequilíbrio da fase da corrente indica:
• um aviso quando a corrente em qualquer fase diferir em mais do que uma porcentagem
estabelecida da corrente média nas 3 fases.
• uma falha quando a corrente em qualquer fase diferir em mais do que uma porcentagem
estabelecida a partir da corrente média nas 3 fases por um período específico de tempo.

CUIDADO
RISCO DE SUPERAQUECIMENTO DO MOTOR
O limite da falha do desequilíbrio da fase da corrente deve ser configurado adequadamente a fim
de proteger e fiação e os equipamentos do motor de danos causados por superaquecimento do
motor.
• A configuração que você fizer deve cumprir com os regulamentos e códigos de segurança
locais e nacionais.
• Consulte as instruções do fabricante do motor antes de configurar esse parâmetro.
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos nos equipamentos ou
ferimentos.

OBSERVAÇÃO: Use essa função para detectar e proteger contra desequilíbrios menores da fase da
corrente. Para desequilíbrios maiores, acima de 80% da corrente média nas 3 fases, use a função de
proteção do motor da perda de fase da corrente.
Essa função possui 2 atrasos ajustáveis de falha:
• um se aplicae aos desequilíbrios da corrente que ocorrem enquanto o motor está no estado
de partida, e
• o outro se aplica aos desequilíbrios da corrente que ocorrem após a partida enquanto o motor
está no modo de operação
Ambos os cronômetros iniciam caso o desequilíbrio seja detectado no estado de partida.
A função identifica a fase que causa um desequilíbrio da corrente. Caso o desvio máximo da
corrente média trifásica seja o mesmo que o da corrente bifásica, a função identifica ambas as fases.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado. A função
aplica-se somente aos motores trifásicos.

Características Funcionais
A função de desequilíbrio da fase da corrente inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 2 atrasos de falha:
• Inicialização do Tempo Limite de Falha
• Operação do Tempo Limite de Falha
• 2 saídas de função:
• Aviso do Desequilíbrio da Fase da Corrente
• Falha do Desequilíbrio da Fase da Corrente
• 1 estatística de contagem:
• Contagem de Falhas do Desequilíbrio da Fase de Corrente
• 3 indicadores identificando a fase ou fases com o mais alto desequilíbrio da corrente:
• Desequilíbrio Maior da Corrente L1
• Desequilíbrio Maior da Corrente L2
• Desequilíbrio Maior da Corrente L3

86 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Diagrama de Bloco
Aviso e falha do desequilíbrio da fase da corrente

Aviso do Desequilíbrio da Fase da Corrente

Fase da Corrente
. falha do
desequilíbrio
(partida do motor)

Fase da Corrente
- falha do desequilíbrio
(operação do motor)

l1 Corrente de Fase 1
l2 Corrente de Fase 2
l3 Corrente de Fase 3
llmb Razão de desequilíbrio da corrente para 3 fases
Is1 Limite de aviso
Is2 Limite de falha:
T1 Inicialização do tempo limite de falha
T2 Operação do tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função de desequilíbrio da fase da corrente possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Habilitar
Inicialização do Tempo Limite de O.2...20 s em acréscimos de 0,1 s 0,7 s
Falha
Operação do Tempo Limite de O.2...20 s em acréscimos de 0,1 s 5s
Falha
Limite de falha: 10...70 % do desequilíbrio calculado em acréscimos 10%
de 1%
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de aviso: 10...70 % do desequilíbrio calculado em acréscimos 10%
de 1%

OBSERVAÇÃO: Um tempo de 0,7 segundos é adicionado ao parâmetro de inicialização do tempo


limite de falha para evitar transtornos durante a fase inicial.

Características Técnicas
A função de desequilíbrio da fase da corrente possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

1639501 03/2013 87
Funções de Proteção do Motor

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a detecção de um desequilíbrio da fase da corrente ocorrendo
durante o estado de operação.

Inicialização do Tempo Limite de Falha Operação do Tempo Limite de Falha

Estado inicial Estado de operação

I Diferença de porcentagem entre a corrente em qualquer fase e a média da corrente trifásica


Is2 Limite de falha:

88 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Perda da Fase da Corrente

Descrição
A função da perda da fase da corrente indica:
• um aviso quando a corrente em qualquer fase diferir em mais de 80% da corrente média nas
3 fases.
• uma falha quando a corrente em qualquer fase diferir em mais de 80% da corrente média nas
3 fases por um período específico.
OBSERVAÇÃO: Use essa função para detectar e proteger contra desequilíbrios da fase da corrente
maiores, além de 80% da corrente média nas 3 fases. Para desequilíbrios menores da corrente, use
a função de proteção do motor do desequilíbrio da fase da corrente.
Essa função possui um atraso de falha ajustável único, aplicado quando o motor se encontra no
estado de partida ou operação.
A função identifica a fase que passa por uma perda de corrente. Caso o desvio máximo da corrente
média trifásica seja o mesmo que o da corrente bifásica, a função identifica ambas as fases.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado. A função
aplica-se somente aos motores trifásicos.

Características Funcionais
A função de perda da fase da corrente inclui as seguintes características:
• 1 limite fixo de falha e aviso igual a 80% da corrente média trifásica.
• 1 atraso de falha:
• Tempo Limite da Perda da Fase da Corrente
• 2 saídas de função:
• Aviso da Perda da Fase da Corrente
• Falha da Perda da Fase da Corrente
• 1 estatística de contagem:
• Contagem de Falhas da Perda da Fase de Corrente
• 3 indicadores identificando a fase ou as fases que sofrem perda de corrente:
• Perda da corrente L1
• Perda da corrente L2
• Perda da corrente L3

Diagrama de Bloco
Falha e aviso da perda da fase da corrente
Estado inicial

Estado de operação

Falha da perda da fase


da corrente

Aviso da perda da fase


da corrente

Perda da fase da
corrente -Ln

11 Corrente de Fase 1
12 Corrente de Fase 2
13 Corrente de Fase 3
Ln Número ou números da corrente da linha com o maior desvio de lavg
lavg média da corrente trifásica
T Tempo limite de falha

1639501 03/2013 89
Funções de Proteção do Motor

Ajustes do Parâmetro
A função de perda de fase da corrente possui os seguintes parâmetros configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Habilitar
Tempo limite 0,1...30 s em acréscimos de 0,1 s 3s
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Habilitar

OBSERVAÇÃO: Um tempo de 0,7 segundos é adicionado ao parâmetro do tempo limite de falha


para evitar transtornos durante a fase inicial.

Características Técnicas
A função de perda de fase da corrente possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese 75 % da corrente média trifásica
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha na perda de fase da corrente de um motor
em estado de operação.

Tempo limite de falha Tempo limite de falha

Estado inicial Estado de operação

%I Diferença de porcentagem entre a corrente em qualquer fase e a média da corrente trifásica

90 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Inversão da Fase da Corrente

Descrição
A função de inversão da fase da corrente indica uma falha quando detecta que as fases da corrente
de um motor trifásico estão fora da sequência com um parâmetro de Sequência das Fases do Motor,
ABC ou ACB.
OBSERVAÇÃO: Quando um controlador LTM R está conectado a um módulo de expansão, a
proteção de inversão de fase se baseia na sequência de fase da tensão antes da partida do motor e
na sequência de fase da corrente após a partida do motor.
Essa função:
• está ativa quando o motor estiver no estado de partida ou no estado de operação
• se aplica somente aos motores trifásicos
• não possui nenhum aviso e nenhum cronômetro.
Essa função pode ser habilitada ou desabilitada.

Características Funcionais
A função de inversão da fase da corrente adiciona uma estatística de contagem, Contagem das
Falhas da Fiação.

Ajustes do Parâmetro
A função de inversão da fase da corrente possui os seguintes parâmetros configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Sequência de fase • A-B-C A-B-C
• A-C-B

Características Técnicas
A função de inversão de fase da corrente possui as seguintes características:
Característica Valor
Tempo de acionamento na partida do motor dentro de O.2 s da partida do motor
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

1639501 03/2013 91
Funções de Proteção do Motor

Partida Prolongada

Descrição
A função de partida prolongada detecta um rotor bloqueado ou parado no estado da partida e indica
uma falha quando a corrente continuamente excede um limite separadamente determinado para o
mesmo período de tempo.
Cada modo de operação pré-definido possui seu próprio perfil da corrente, representando um ciclo
de partida bem-sucedido para o motor. O controlador LTM R detecta uma condição de falha da
partida prolongada sempre que o perfil atual da corrente, ocorrendo após o comando inicial, varia a
partir de um perfil esperado.
O monitoramento da falha pode ser habilitado ou desabilitado separadamente. Essa função não
possui aviso.

Ciclo de Partida
Os parâmetros configuráveis para a função de proteção da Partida Prolongada, Limite da Falha da
Partida Prolongada e Tempo Limite da Falha da Partida Prolongada, são utilizados pelo controlador
LTM R na definição e detecção do ciclo de partida do motor. Veja ciclo de partida, página 141

Características Funcionais
A função de partida prolongada inclui as seguintes características:
• 1 limite:
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 1 saída de função:
• Falha da Partida Prolongada
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Partida Prolongada

Diagrama de Bloco
Falha da Partida
Prolongada:

Falha da Partida
Prolongada:
Estado inicial
E
I1 Corrente de Fase 1
I2 Corrente de Fase 2
I3 Corrente de Fase 3
Is2 Limite da falha
T Tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função de partida prolongada possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Habilitar
Tempo limite de falha: 1 ...200 s em acréscimos de 1s 10s
Limite de falha: 100...800% de FLC 100% de FLC

Características Técnicas
A função de partida prolongada possui as seguintes características:
Característica Valor
Histerese -5% do limite de falha
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

92 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha de partida prolongada cruzada de limite
único:

Tempo limite de falha Condição da falha


partida prolongada

Is2 Limite da falha da partida prolongada

1639501 03/2013 93
Funções de Proteção do Motor

Congestionamento

Descrição
A função de congestionamento detecta um rotor bloqueado durante o estado de operação e indica:
• um aviso quando a corrente em qualquer fase exceder um limite estabelecido após o motor
ter atingido o estado de operação.
• uma falha quando a corrente em qualquer fase exceder continuamente um limite estabelecido
distintamente por período específico após o motor ter atingido o estado de operação.
A função de congestionamento é ativada quando o motor está congestionado durante o estado de
operação e para, ou é, repentinamente, sobrecarregado e consome a corrente excedente.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função de congestionamento inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso de congestionamento
• Falha de congestionamento
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas de Congestionamento

Diagrama de Bloco
Aviso e falha de congestionamento:

Estado de operação
Aviso de
congestionamento

Falha de
congestionamento
Estado de operação

E
I1 Corrente de Fase 1
I2 Corrente de Fase 2
I3 Corrente de Fase 3
Is1 Limite de aviso
Is2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função de congestionamento possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Habilitar
Tempo limite de falha: 1...30 s em acréscimos de 1s 5s
Limite de falha: 100...800 % de FLC em acréscimos de 1 % 200 % de FLC
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de aviso: 100...800 % de FLC em acréscimos de 1 % 200 % de FLC

94 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função de congestionamento possui as seguintes características:

Exemplo
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha de congestionamento.


Estado inicial Estado de operação Condição da falha

Tempo limite da
falha do
congestionamento

Is2 Limite de falha do congestionamento

1639501 03/2013 95
Funções de Proteção do Motor

Subcorrente

Descrição
A função da subcorrente indica:
• um aviso quando a corrente média trifásica estiver abaixo de um limite estabelecido após o
motor ter atingido o estado de operação
• uma falha quando a corrente média trifásica cair e permanecer abaixo de um limite
separadamente estabelecido por um período específico após o motor ter atingido o estado de
operação.
A função da subcorrente é ativada quando a corrente do motor estiver abaixo de um nível definido
para a carga acionada, por exemplo, se uma correia de acionamento ou eixo foi quebrado,
permitindo que o motor opere sem qualquer subcarga. Essa função possui um único atraso de falha.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função de congestionamento inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso da subcorrente
• Falha da subcorrente
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Subcorrente

Diagrama de Bloco
Aviso e falha da subcorrente:

Estado de operação
Aviso da subcorrente

Falha da subcorrente

Estado de operação
E
lavg Corrente Média
Is1 Limite de aviso
Is2 Limite da falha
T Atraso do cronômetro de falha

Ajustes do Parâmetro
A função da subcorrente possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo limite de falha: 1 ...200 s em acréscimos de 1s 1s
Limite de falha: 30...100 % de FLC em acréscimos de 1 50 % de FLC
%
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de aviso: 30...100 % de FLC em acréscimos de 1 50 % de FLC
%

96 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função da subcorrente possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da subcorrente.

Estado inicial Estado de operação Condição da falha

Tempo limite
da falha da
subcorrente

Is2 Limite da falha da subcorrente

1639501 03/2013 97
Funções de Proteção do Motor

Sobrecorrente

Descrição
A função da sobrecorrente indica:
• um aviso quando a corrente em uma fase exceder um limite estabelecido após o motor ter
atingido o estado de operação.
• uma falha quando a corrente em uma fase exceder continuamente um limite estabelecido
distintamente por um período específico após o motor ter atingido o estado de operação.
A função da sobrecorrente pode ser ativada quando o equipamento estiver sobrecarregado ou for
detectada uma condição do processo causando em aumento acima do limite estabelecido. Essa
função possui um único atraso de falha. O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente
habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função da sobrecorrente inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso da Sobrecorrente
• Falha da Sobrecorrente
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Sobrecorrente

Diagrama de Bloco

Aviso e falha da sobrecorrente:

Estado de operação
Aviso da Sobrecorrente

Falha da Sobrecorrente
Estado de operação
E
11 Corrente de Fase 1
12 Corrente de Fase 2
13 Corrente da Fase 2
Is1 Limite de Aviso
Is2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função da sobrecorrente possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo limite de falha: 1 ...250 s em acréscimos de 1s 10s
Limite de falha: 30...800 % de FLC em acréscimos de 1 % 200 % de FLC
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de aviso: 30...800 % de FLC em acréscimos de 1 % 200 % de FLC

98 1639501 03/2013
Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função da sobrecorrente possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da sobrecorrente.

Estado inicial Estado de operação Condição da falha

Tempo limite
da falha da
sobrecorrente

Is2 Limite da falha da sobrecorrente

1639501 03/2013 99
Funções de Proteção do Motor

Corrente de Aterramento

Visão Geral
O controlador LTM R pode ser configurado para detectar a corrente de aterramento:
• internamente, somando-se os sinais da corrente trifásica do segundo dos transformadores de
corrente internos (veja página 101)
• externamente, medindo-se a corrente distribuída pelo segundo de um transformador de
corrente de falha de aterramento externo (veja página 103).
Use o parâmetro do Modo da Corrente de Aterramento para selecionar a proteção da falha de
aterramento interno ou externo. Somente um desses ajustes do modo da corrente de aterramento
pode ser ativado de uma vez.

Ajustes do Parâmetro
A função de proteção da corrente de aterramento possui os seguintes ajustes de parâmetro
configuráveis, que se aplicam tanto para a proteção da corrente de aterramento interno quanto
externo:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Modo da corrente de aterramento • Interno Interno
• Externo
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Habilitar
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Habilitar
Falha de aterramento desabilitada Habilitar/Desabilitar Habilitar
ao iniciar

100 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Corrente de Aterramento Interno

Descrição
A função da corrente de aterramento interno é habilitada quando o parâmetro do Modo da Corrente
de Aterramento é ajustado em Interno e desabilitado quando ajustado em Externo.

PERIGO
DETECÇÃO INADEQUADA DA FALHA
A função da corrente de aterramento interno não protegerá as pessoas dos danos causados pela corrente de
aterramento.
Os limites da falha de aterramento devem ser configurados para proteção do motor e equipamentos
relacionados.
As configurações da falha do aterramento devem cumprir com os regulamentos e códigos de segurança locais
e nacional.
O não cumprimento dessas instruções resultará em morte ou ferimentos graves.

A função da corrente de aterramento interno soma as leituras da corrente do segundo dos


transformadores da corrente internos e sinais:
• um aviso quando a corrente somada exceder um limite estabelecido.
• uma falha quando a corrente somada exceder continuamente um limite distintamente
estabelecido por um período específico.
A função da corrente de aterramento interno possui um único atraso de falha.
A função da corrente de aterramento interno pode ser habilitada quando o motor estiver no estado
de disponibilidade, no estado de inicialização ou no estado de operação. Quando o controlador LTM
R estiver operando no modo personalizado, essa função pode ser configurada de modo que ele
consiga ser desabilitado durante o estado de inicialização e habilitado somente durante o estado de
disponibilidade e operação.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função da corrente de aterramento interno inclui as seguintes características:
• 1 medida da corrente de aterramento em amperes:
• Corrente de Aterramento
• 1 medida da corrente de aterramento conforme uma % de FLC min:
• Razão da Corrente de Aterramento
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso da Corrente de Aterramento Interno
• Falha da Corrente de Aterramento Interno
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Corrente de Aterramento

Diagrama de Bloco
Aviso e falha da corrente de aterramento interno:

Aviso da Corrente de Aterramento Interno

Falha da Corrente de Aterramento Interno

11 Corrente de Fase 1
12 Corrente de Fase 2
13 Corrente de Fase 3
I Corrente somada
Is1 Limite de aviso
Is2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

1639501 03/2013 101


Funções de Proteção do Motor

Ajustes do Parâmetro
A função da corrente de aterramento interno possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Tempo Limite da falha da corrente de 0,5...25 s em acréscimos de 0,1 s 1s
aterramento interno
Tempo Limite da falha da corrente de 50...500 % de FLCmin em acréscimos de 1 % 50 % de FLCmin
aterramento interno
Limite de aviso da corrente de 50...500 % de FLCmin em acréscimos de 1 % 50 % de FLCmin
aterramento interno

Características Técnicas
A função da corrente de aterramento interno possui as seguintes características:

Exemplo
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da corrente de aterramento interno que
ocorre durante o estado de operação.

Estado inicial Estado de Condição da falha

Tempo limite de falha:

Is2 Limite da falha da corrente de aterramento interno

102 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Corrente de Aterramento Externo


Descrição
A função da corrente de aterramento externo é habilitada quando:
• o parâmetro do Modo da Corrente de Aterramento é configurado como Externo, e
• uma razão da transformação da corrente é configurada.
Quando o Modo da Corrente de Aterramento for configurado como Interno, a função da corrente de
aterramento externo é desabilitada.

PERIGO
DETECÇÃO INADEQUADA DA FALHA
A função da corrente de aterramento externo não protegerá as pessoas dos danos causados pela
corrente de aterramento.
Os limites da falha de aterramento devem ser configurados para proteção do motor e dos
equipamentos relacionados.
As configurações da falha do aterramento devem cumprir com os regulamentos e códigos de
segurança locais e nacional.
O não cumprimento dessas instruções resultará em morte ou ferimentos graves.
O controlador LTM R possui 2 terminais -Z1 e Z2 - que podem ser conectados a um transformador
de corrente de aterramento externo. A função da corrente de aterramento externo mede a corrente
de aterramento distribuída através do segundo transformador de corrente externo e sinais.
• um aviso quando a corrente distribuída exceder um limite estabelecido.
• uma falha quando a corrente somada excede continuamente um limite distintamente
estabelecido por um período específico.
A função da corrente de aterramento externo possui um único atraso de falha.
A função da corrente de aterramento externo pode ser habilitada quando o motor estiver no estado
de disponibilidade, em estado de inicialização ou em estado de operação. Quando o controlador
LTM R estiver operando no modo personalizado, essa função pode ser configurada de modo que ele
somente consiga ser desabilitado durante o estado de inicialização e habilitado durante o estado de
disponibilidade e operação.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.
Características Funcionais
A função da corrente de aterramento externo inclui as seguintes características:
• 1 medida da corrente de aterramento em amperes:
• Corrente de Aterramento
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso da Corrente de Aterramento Externo
• Falha da Corrente de Aterramento Externo
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Corrente de Aterramento

Diagrama de Bloco
Aviso e falha da corrente de aterramento externo:

Aviso da Corrente de Aterramento Externo

Falha da Corrente de Aterramento Externo

Igr Corrente de aterramento do aterramento externo CT


Igr s1 Limite de aviso
Igr s2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

1639501 03/2013 103


Funções de Proteção do Motor

Ajustes do Parâmetro
A função da corrente de aterramento externo possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Tempo Limite da falha da corrente de 0,1...25 s em acréscimos de 0,01 s 0,5 s
aterramento externo
Tempo Limite da falha da corrente de 0,02...10 A em acréscimos de 0,01 A 1A
aterramento externo
Limite de aviso da corrente de aterramento 0,02...10 A em acréscimos de 0,01 A 1A
externo

Características Técnicas
A função da corrente de aterramento externo possui as seguintes características:

Exemplo
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da corrente de aterramento externo que
ocorre durante o estado de operação.

Estado inicial Estado de operação Condição da falha

Tempo limite de falha:

Igr s2 Limite da falha da corrente de aterramento externo

104 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

3.4 Funções de Proteção da Tensão do Motor

Visão Geral
Esta seção descreve as funções de proteção da tensão do motor apresentadas pelo controlador
LTM R.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Desequilíbrio da Fase da Tensão 106
Perda da Fase da Tensão 109
Inversão da Fase da Tensão 111
Subtensão 112
Sobretensão 114
Gerenciamento da Queda de Tensão 116
Rejeição de Carga 117
Reinicialização Automática 119

1639501 03/2013 105


Funções de Proteção do Motor

Desequilíbrio da Fase da Tensão

Descrição
A função de desequilíbrio da fase da tensão indica:
• um aviso quando a tensão em qualquer fase composta diferir em mais do que uma
porcentagem estabelecida da tensão média nas 3 fases.
• uma falha quando a tensão em qualquer fase composta diferir em mais do que uma
porcentagem separadamente estabelecida a partir da tensão média nas 3 fases por um
período específico.
OBSERVAÇÃO: Uma fase composta é a medida combinada de 2 fases: L1 + L2, L2 + L3, or L3 +
L1.
Essa função:
• está ativa quando o controlador LTM R está conectado a um módulo de expansão
• está ativa quando a tensão média está entre 50% e 120% da tensão nominal
• está disponível quando o motor está no estado de disponibilidade, estado de partida e
estado de operação.
• aplica-se somente aos motores trifásicos
Essa função possui 2 atrasos ajustáveis de falha:
• um aplica-se aos desequilíbrios da tensão que ocorrem enquanto o motor está no estado de
partida, e
• um aplica-se aos desequilíbrios de tensão que ocorrem enquanto o motor está no estado de
operação, ou quando a duração da partida prolongada expirar
Ambos cronômetros iniciam, caso o desequilíbrio seja detectado no estado de partida.
OBSERVAÇÃO: Use essa função para detectar e proteger contra desequilíbrios da fase da tensão
menores. Para desequilíbrios maiores, acima de 40 % da tensão média nas 3 fases, use a função de
proteção do motor da perda de fase da tensão.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função do desequilíbrio da fase da tensão inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 2 atrasos de falha:
• Inicialização do Tempo Limite de Falha
• Operação do Tempo Limite de Falha
• 2 saídas de função:
• Aviso do Desequilíbrio da Fase da Tensão
• Falha do Desequilíbrio da Fase da Tensão
• 1 estatística de contagem:
• Contagem de Falhas do Desequilíbrio da Fase da Tensão
• 3 indicadores identificando a fase com o desequilíbrio de tensão maior:
• Desequilíbrio maior L1-L2
• Desequilíbrio maior L2-L3
• Desequilíbrio maior L3-L1

106 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Diagrama de Bloco
Aviso do Desequilíbrio da Fase da Tensão:
Estado
inicial
Estado de
operação
Aviso de desequilíbrio
da fase da tensão

Ln Desequilíbrio da
tensão

Falha do Desequilíbrio da Fase da Tensão:

Estado inicial
Falha do
Desequilíbrio da fase
da tensão
(partida do motor)

Falha do
Desequilíbrio da fase
Estado de da tensão
operação (operação do motor)

Ln Desequilíbrio da
tensão

V1 Tensão L1-L2
V2 Tensão L2-L3
V3 Tensão L3-L1
Ln Número ou números da linha com maior desvio do Vavg
Vs1 Limite de aviso
Vs2 Limite de falha
Vavg Média da tensão trifásica
T1 Inicialização do tempo limite de falha
T2 Operação do tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função de desequilíbrio da fase da tensão possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Inicialização do Tempo Limite de O.2...20 s em acréscimos de 0,1 s 0,7 s
Falha
Operação do Tempo Limite de O.2...20 s em acréscimos de 0,1 s 2s
Falha
Limite de falha: 3...15 % do desequilíbrio calculado em 10%
acréscimos de 1 %
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de aviso: 3...15 % do desequilíbrio calculado em 10%
acréscimos de 1 %

Características Técnicas
A função de desequilíbrio da fase da tensão possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

1639501 03/2013 107


Funções de Proteção do Motor

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de um desequilíbrio da fase da tensão:

Inicialização do Operação
Tempo Limite de do Tempo
Falha Limite de
Falha

Estado inicial Estado de operação

V% Diferença de porcentagem entre a tensão em qualquer fase e a tensão média trifásica
Vs2 Limite de falha

108 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Perda da Fase da Tensão


Descrição
A função da perda da fase da tensão se baseia na função do Desequilíbrio de Fase da Tensão e
indica:
• um aviso quando a tensão em qualquer fase diferir em mais de 38 % da tensão média nas 3
fases.
• uma falha quando a tensão em qualquer fase diferir em mais de 38 % da tensão média nas 3
fases por um período estabelecido.
Essa função:
• está ativa quando o controlador LTM R está conectado a um módulo de expansão
• está ativa quando a tensão média está entre 50% e 120% da tensão nominal
• está disponível quando o motor está no estado de disponibilidade, estado de partida ou
estado de operação.
• aplica-se somente aos motores trifásicos
Essa função possui um único atraso de falha ajustável.
OBSERVAÇÃO: Use essa função para detectar e proteger contra desequilíbrios de fase da tensão
maior, além de 40% da tensão média nas 3 fases. Para os desequilíbrios da tensão menor, use a
função de proteção do motor de desequilíbrio de fase da tensão.
A função identifica a fase que passa por uma perda de tensão. Caso o desvio máximo da tensão
média trifásica seja o mesmo da tensão bifásica, a função identifica ambas as fases.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.
Características Funcionais
A função da perda da fase da tensão inclui as seguintes características:
• Um limite fixo de falha e aviso igual a 38% da tensão média trifásica.
• Um atraso único de falha ajustável:
• Tempo Limite da Perda da Fase da Tensão
• 2 saídas de função:
• Aviso da Perda da Fase da Tensão
• Falha da Perda de Fase da Tensão
• 1 estatística de contagem:
• Contagem de Falhas da Perda da Fase da Tensão
• 3 indicadores identificando a fase que sofre a perda da tensão:
• perda da tensão L1-L2
• perda da tensão L2-L3
• perda da tensão L3-L1
Diagrama de Bloco
Falha e aviso da perda da fase da tensão

Estado de
disponibilidade Falha da perda da
fase da tensão

E Aviso da perda da
fase da tensão

Ln Perda da fase da
tensão

V1 Tensão L1-L2
V2 Tensão L2-L3
V3 Tensão L3-L1
Ln Número ou números da tensão da linha com maior desvio da Vavg
Vavg tensão média trifásica
T Tempo limite de falha

1639501 03/2013 109


Funções de Proteção do Motor

Ajustes do Parâmetro
A função de perda da fase da tensão possui os seguintes parâmetros configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Habilitar
Tempo limite de falha: 0,1...30 s em acréscimos de 0,1 s 3s
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Habilitar

Características Técnicas
A função de perda da fase da tensão possui as seguintes características:

Exemplo
Características Valor
Histerese 45% da tensão média trifásica
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da perda da fase da tensão de um motor
no estado de operação:

Tempo limite Tempo limite


de falha: de falha:

V% Diferença de porcentagem entre a tensão em qualquer fase e a tensão média trifásica

110 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Inversão da Fase da Tensão

Descrição
A função de inversão da fase da tensão indica uma falha quando detectar que as fases da tensão de
um motor trifásico estão fora da sequência, geralmente indicando um erro de fiação. Use o
parâmetro de Sequência da Fase do Motor para configurar a direção, ABC ou ACB, em que o motor
irá girar.
Essa função:
• está ativa quando o controlador LTM R está conectado a um módulo de expansão
• está ativa quando a tensão média está entre 50% e 120% da tensão nominal
• está disponível quando o motor está no estado de disponibilidade, estado de partida e estado
de operação.
• se aplica somente aos motores trifásicos
• não possui nenhum aviso e nenhum cronômetro.
Essa função pode ser habilitada ou desabilitada.

Características Funcionais
A função de inversão da fase da tensão adiciona uma estatística de contagem, Contagem das
Falhas da Fiação.

Ajustes do Parâmetro
A função de inversão da fase da tensão possui os seguintes parâmetros configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Sequência das fases do motor • A-B-C A-B-C
• A-C-B

Características Técnicas
A função de inversão da fase da tensão possui as seguintes características:
Características Valor
Tempo de acionamento dentro de O.2 s
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s

1639501 03/2013 111


Funções de Proteção do Motor

Subtensão

Descrição
A função da subtensão indica:
• um aviso quando a tensão em uma fase ficar abaixo de um limite determinado.
• uma falha quando a tensão em uma fase cai e permanece abaixo de um limite distintamente
determinado por um período específico.
Essa função possui um único atraso de falha. Tanto o limite da falha como o limite do aviso são
definidos conforme uma porcentagem do ajuste do parâmetro da Tensão Nominal do Motor (Vnom).
A função de subtensão está disponível somente no estado de disponibilidade e no estado de
operação, quando o controlador LTM R estiver conectado a um módulo de expansão.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função de subtensão inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso de Subtensão
• Falha da Subtensão
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Subtensão

Diagrama de Bloco

Aviso e falha da subtensão:

Estado de disponibilidade

Estado de operação
Aviso de Subtensão
OU

Falha da Subtensão
Estado de disponibilidade

Estado de operação
E
OU
V1 Tensão L1-L2
V2 Tensão L2-L3
V3 Tensão L3-L1
Vs1 Limite de aviso
Vs2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

112 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Ajustes do Parâmetro
A função da subtensão possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo Limite de Falha O.2...25 s em acréscimos de 0,1 s 3s
Limite de Falha 70...99 % da tensão nominal do motor em acréscimos 85%
de 1%
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de Aviso 70...99 % da tensão nominal do motor em acréscimos 85%
de 1%

Características Técnicas
A função da subtensão possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da subtensão.

Tempo limite de
falha:

Vs2 Limite da falha da subtensão

1639501 03/2013 113


Funções de Proteção do Motor

Sobretensão

Descrição
A função de sobretensão indica:
• um aviso quando a tensão em uma fase exceder um limite determinado.
• uma falha quando a tensão em uma fase continuamente excede um limite distintamente
determinado por um período específico.
Essa função possui um único atraso de falha. Tanto o limite da falha quanto o limite do aviso são
definidos conforme uma porcentagem do ajuste do parâmetro da Tensão Nominal do Motor (Vnom).
A função de sobretensão está disponível no estado de disponibilidade e no estado de operação,
quando o controlador LTM R estiver conectado a um módulo de expansão.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função de sobretensão inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso
• Limite de falha
• 1 atraso de falha:
• Tempo limite de falha
• 2 saídas de função:
• Aviso de sobretensão
• Falha da sobretensão
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Sobretensão

Diagrama de Bloco
Aviso e falha da sobretensão:

Estado de disponibilidade

Estado de operação
Aviso de sobretensão
OU

Estado de disponibilidade Falha da sobretensão

Estado de operação

E
OU
V1 Tensão L1-L2
V2 Tensão L2-L3
V3 Tensão L3-L1
Vs1 Limite de aviso
Vs2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

114 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Ajustes do Parâmetro
A função da sobretensão possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo Limite de Falha O.2...25 s em acréscimos de 0,1 s 3s

Limite de Falha 101... 115% da tensão nominal do motor em acréscimos 110%


de 1%
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de Aviso 101...115 % da tensão nominal do motor em acréscimos 110%
de 1%

Características Técnicas
A função da sobretensão possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da sobrecorrente.

Tempo limite de
falha

Vs2 Limite da falha da sobretensão

1639501 03/2013 115


Funções de Proteção do Motor

Gerenciamento da Queda de Tensão

Visão Geral
Quando uma queda de tensão for detectada, o LTM R pode realizar 2 funções diferentes para
rejeitar e reconectar automaticamente a carga:
• Rejeição de carga (veja página 117)
• Reinicialização automática (veja página 119)
A seleção é realizada através do parâmetro do modo de queda de tensão:
Se o modo de queda de tensão for.... Então....
0 na acontece
1 a função de rejeição da carga é habilitada
2 a função de reinicialização automática é habilitada

As funções de Rejeição de Carga e Reinicialização Automática se excluem.

116 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Rejeição de Carga

Descrição
O controlador LTM R oferece a rejeição da carga, que pode usar a desativação das cargas não
críticas se o nível de tensão for substancialmente reduzido. Por exemplo, use a rejeição da carga
quando a energia for transferida de um abastecimento principal da unidade para um sistema do
gerador de backup, onde o sistema do gerador de recuperação consegue fornecer energia somente
a um número limitado de cargas críticas.
O LTM R somente monitora a rejeição da carga quando a Rejeição da Carga for selecionada.
Com a função de rejeição de carga habilitada, o controlador LTM R monitora a tensão da fase média
e:
• registra uma condição da rejeição da carga e interrompe o motor quando a tensão ficar
abaixo de um limite de queda de tensão configurável e permanecer abaixo do limite conforme
a duração de um cronômetro de rejeição de carga configurável,
• apaga a condição de rejeição da carga quando a tensão ficar acima de um limite de
reinicialização da queda de tensão configurável e permanecer acima do limite conforme a
duração de um cronômetro de reinicialização da rejeição da carga configurável.
Quando o controlador LTM R apaga a condição de rejeição da carga:
• na configuração com 2 fios (mantida), ele emite um comando de execução para reiniciar o
motor,
• na configuração com 3 fios (impulso), ele não reinicia automaticamente o motor.
No modo de operação do motor de sobrecarga, as condições de rejeição da carga não afetam os
estados operacionais O.1 e O.2. No modo de operação do motor independente, as condições de
rejeição da carga não afetam o estado O.2.
Se a sua aplicação incluir um outro dispositivo que externamente oferece a rejeição da carga, a
função de rejeição da carga do controlador LTM R não deve ser habilitada.
Todos os limites e cronômetros de queda de tensão podem ser ajustados quando o controlador LTM
R estiver no seu estado de operação normal. Quando um cronômetro de rejeição de carga estiver
contando no momento que for ajustado, a nova duração não se torna efetiva até que o cronômetro
expire.
Essa função está disponível somente quando sua aplicação incluir um módulo de expansão LTM E.

Características Funcionais
A função da rejeição da carga inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite da Queda da Tensão
• Limite da Reinicialização da Queda da Tensão
• 2 atrasos:
• Tempo Limite da Rejeição da Carga
• Tempo Limite da Reinicialização da Queda da Tensão
• 1 bandeira de status
• Rejeição de Carga
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das rejeições da carga
Além disso, a função de rejeição da carga:
• desabilita as saídas da lógica O.1 e O.2
• faz com que o LED do alarme pisque 5 vezes por segundo

Ajustes do Parâmetro
A função da rejeição da carga inclui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Modo de queda da tensão 0 = Nenhum 0 = Nenhum
1 = Rejeição da carga
2 = Reinicialização automática
Tempo Limite da Rejeição da Carga 1...9999 s em acréscimos de 1 s 10s
Limite da Queda da Tensão 50...115 % da tensão nominal do motor 70%
Tempo Limite da Reinicialização da 1...9999 s em acréscimos de 1 s 2s
Queda da Tensão
Limite da Reinicialização da Queda 65...115 % da tensão nominal do motor 90%
da Tensão

1639501 03/2013 117


Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função da rejeição da carga inclui as seguintes características:
Características Valor
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

Sequência de Cronometragem
O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem para a função de rejeição de
carga, para uma configuração com 2 fios e reinicialização automática:

Limite da
reinicialização da
queda da tensão

Limite da queda da
tensão

Tempo Limite da
rejeição da carga

Tempo Limite da
Reinicialização da
Queda da Tensão

Bit de rejeição da
carga

Motor "ON"
(Ligado)

1 Operação do motor
2 Rejeição da carga, motor parado
3 Rejeição da carga eliminada; motor de reinicialização automática (operação com 2 fios)

118 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Reinicialização Automática

Descrição
O controlador LTM R apresenta a reinicialização automática.
Com a função da reinicialização automática habilitada, o controlador LTM R monitora a tensão da
fase instantânea e detecta as condições de queda de tensão. A detecção da queda de tensão
compartilha alguns parâmetros com a função de rejeição da carga.
3 sequências de reinicialização são gerenciadas através da função de acordo com a duração da
queda de tensão:
• Reinicialização imediata: o motor reinicia automaticamente.
• Reinicialização atrasada: o motor reinicia automaticamente após um tempo limite.
• Reinicialização manual: o motor reinicia manualmente. Um comando de execução é
necessário.
Todos os cronômetros de reinicialização automática podem ser ajustados quando o controlador LTM
R estiver no estado operacional normal. Quando um cronômetro de reinicialização automática estiver
contando no momento que for ajustado, a nova duração não se torna efetiva até que o cronômetro
expire.
Essa função está disponível somente quando sua aplicação incluir um módulo de expansão LTM E.

Características Funcionais
A função da reinicialização automática inclui as seguintes características:
• 3 atrasos:
• Tempo Limite Imediato para Reinicialização Automática
• Tempo Limite Atrasado para Reinicialização Automática
• Tempo Limite da Reinicialização da Queda da Tensão
• 5 bandeiras de status:
• Detecção da Queda de Tensão: o LTM R está em uma condição de queda
• Detecção da Tensão Ocorrida: uma queda foi detectada nos últimos 4,5 segundos
• Condição Imediata da Reinicialização Automática
• Condição Atrasada da Reinicialização Automática
• Condição Manual da Reinicialização Automática
• 3 estatísticas de contagem:
• Contagem imediata da reinicialização automática
• Contagem atrasada da reinicialização automática
• Contagem manual da reinicialização automática
Ajustes do Parâmetro
A função da reinicialização automática possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Modo de queda da tensão 0= Nenhum 0 = Nenhum
1 = Rejeição da carga
2 = Reinicialização automática

Limite da Queda da Tensão 50...115 % da tensão nominal do motor 65%


Limite da Reinicialização da Queda da Tensão 65...115 % da tensão nominal do motor 90%
Tempo Limite Imediato para Reinicialização 0...O.4 s em acréscimos de 0 1 s O.2 s
Automática
Tempo Limite Atrasado para Reinicialização • 0...300 s: configuração do tempo 4s
Automática limite em acréscimos de 1 s
• 301 s: tempo limite infinito
Tempo Limite da Reinicialização da Queda da 0...9999 s em acréscimos de 1 s 2s
Tensão

Características Técnicas
A função da reinicialização automática possui as seguintes características:
Características Valor
Precisão da cronometragem +/-0,1 s ou +/-5%

1639501 03/2013 119


Funções de Proteção do Motor

Comportamento da Reinicialização Automática


O comportamento da reinicialização automática é caracterizado através da duração da queda da
tensão, isto é, a quantidade de tempo decorrida da perda da tensão até a restauração da tensão.
As duas configurações possíveis são:
• tempo limite de reinicialização imediato,
• tempo limite de reinicialização atrasado (com atraso definido pelo Tempo de Atraso da
Reinicialização).
O seguinte diagrama mostra as fases da reinicialização automática:

Reinicialização Imediata Reinicialização Atrasada Reinicialização Manual


Tempo Limite Imediato
para Reinicialização
Automática

Tempo Limite Atrasado para


Reinicialização Automática

Se a duração da queda de tensão for menor do que o tempo limite de reinicialização imediato, e se a
queda de tensão for a segunda a ocorrer em 1 segundo, então, o motor exigirá uma reinicialização
atrasada.
Quando uma reinicialização atrasada estiver ativa (o cronômetro de atraso está correndo):
• o cronômetro é pausado durante a queda caso ocorra uma queda de tensão,
• a reinicialização atrasada é cancelada caso ocorra um Comando para iniciar ou parar.
Sequência de Cronometragem - Reinicialização Imediata
O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem quando uma reinicialização
imediata ocorre:

Detecção da Queda da
Tensão

Queda da Tensão Ocorreu

Reinicialização Imediata

Reinicialização Atrasada

Reinicialização Manual

Tempo Limite Imediato para


Reinicialização Automática

Tempo Limite Atrasado para


Reinicialização Automática

Saída

Corrente do Motor

1 Operação do motor
2 Queda de tensão, motor parado
3 Queda da tensão resolvida, reinicialização automática do motor

120 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Sequência de Cronometragem - Reinicialização Atrasada


O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem quando uma reinicialização
atrasada ocorre:

Detecção da Queda da
Tensão

Queda da Tensão Ocorreu

Reinicialização Imediata

Reinicialização Atrasada

Reinicialização Manual

Tempo Limite Imediato para


Reinicialização Automática

Tempo Limite Atrasado para


Reinicialização Automática

Tempo Limite da Reinicialização da


Queda da Tensão

Saída

Corrente do Motor

1 Operação do motor
2 Queda de tensão, motor parado
3 Queda da tensão resolvida, reinicialização automática do motor

1639501 03/2013 121


Funções de Proteção do Motor

Sequência de Cronometragem - Reinicialização Manual


O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem quando uma reinicialização
manual ocorre:
Detecção da Queda da
Tensão

Queda da Tensão Ocorreu

Reinicialização Imediata

Reinicialização Atrasada

Reinicialização Manual

Tempo Limite Imediato para


Reinicialização Automática

Tempo Limite Atrasado para


Reinicialização Automática

Comando de Execução

Saída

Corrente do Motor

1 Operação do motor
2 Queda de tensão, motor parado
3 Queda da tensão resolvida, reinicialização automática do motor

122 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

3.5 Funções de Proteção da Potência do Motor

Visão Geral
Esta seção descreve as funções de proteção da potência do motor apresentadas pelo controlador
LTM R.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Subpotência 124
Sobrepotência 126
Fator de subpotência 128
Fator de sobrepotência 130

1639501 03/2013 123


Funções de Proteção do Motor

Subpotência

Descrição
A função da subpotência indica:
• um aviso quando o valor da potência ativa estiver abaixo de um limite determinado.
• uma falha quando o valor da potência ativa cai e permanece abaixo de um limite
distintamente determinado por um período específico.
Essa função possui um único atraso de falha. Tanto os limites de falha quanto os de aviso são
definidos conforme a porcentagem de ajuste do parâmetro de Potência Nominal do Motor (Pnom).
A função da subpotência está disponível somente no estado de operação, quando o controlador LTM
R estiver conectado a um módulo de expansão.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função da subpotência inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso da subpotência
• Limite de falha da subpotência
• 1 atraso de falha:
• Tempo Limite de Falha da Subpotência
• 2 saídas de função:
• Aviso da Subpotência
• Falha da Subpotência
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Subpotência

Diagrama de Bloco
Aviso e falha da subpotência:

Estado de operação
Aviso da Subpotência

Falha da Subpotência
Estado de
operação
E
Vavg Tensão média rms
lavg Corrente média rms
P Potência
Ps1 Limite de aviso
Ps2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função da subpotência possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo Limite de Falha 1 ...100 s em acréscimos de 1s 60s

Limite de Falha 20...800 % da potência nominal do motor em 20%


acréscimos de 1%
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de Aviso 20...800 % da potência nominal do motor em 30%
acréscimos de 1%

124 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função da subpotência possui as seguintes características:

Exemplo
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão +/- 5%

O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da subpotência.

Tempo limite de
falha

Ps2 Limite da falha da subpotência

1639501 03/2013 125


Funções de Proteção do Motor

Sobrepotência

Descrição
A função da sobrepotência indica:
• um aviso quando o valor da potência ativa exceder um limite determinado.
• uma falha quando o valor da potência ativa excede um limite distintamente determinado e
permanece acima daquele limite por um período específico.
Essa função possui um único atraso de falha. Tanto os limites de falha quanto os de aviso são
definidos conforme a porcentagem de ajuste do parâmetro de Potência Nominal do Motor (Pnom).
A função da sobrepotência está disponível somente no estado de operação, quando o controlador
LTM R estiver conectado a um módulo de expansão.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função da sobrepotência inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de aviso da sobrepotência
• Limite de falha da sobrepotência
• 1 atraso de falha:
• Tempo Limite de falha da sobrepotência
• 2 saídas de função:
• Aviso da sobrepotência
• Falha da sobrepotência
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas da Sobrepotência

Diagrama de Bloco
Aviso e falha da sobrepotência:

Estado de operação
Aviso da sobrepotência

Fator de potência
Falha da sobrepotência

Estado de operação
E
Vavg Tensão média rms
lavg Corrente média rms
P Potência
Ps1 Limite de aviso
Ps2 Limite de falha
T Tempo limite de falha

Ajustes do Parâmetro
A função da sobrepotência possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração
de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo Limite de Falha 1 ...100 s em acréscimos de 1s 60s
Limite de Falha 20...800 % da potência nominal do motor em 150%
acréscimos de 1%
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de Aviso 20...800 % da potência nominal do motor em 150%
acréscimos de 1%

126 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função da sobrepotência possui as seguintes características:

Exemplo
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão +/- 5 %

O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha da sobrepotência:

Tempo limite de
falha

Ps2 Limite da falha da sobrepotência

1639501 03/2013 127


Funções de Proteção do Motor

Fator de subpotência

Descrição
A função da proteção do fator de subpotência monitora o valor do fator de potência e indica:
• um aviso quando o valor do fator de potência estiver abaixo de um limite determinado.
• uma falha quando o valor do fator de potência estiver abaixo de um limite distintamente
determinado e permanece abaixo daquele limite por um período específico.
Essa função possui um único atraso de falha.
A função de proteção do fator de subpotência está disponível somente no estado de operação,
quando o controlador LTM R estiver conectado a um módulo de expansão.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função do fator de subpotência inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de Aviso do Fator de Subpotência
• Limite de Falha do Fator de Subpotência
• 1 atraso de falha:
• Tempo Limite de Falha do Fator de Subpotência
• 2 saídas de função:
• Aviso do Fator de Subpotência
• Falha do Fator de Subpotência
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas do Fator de Subpotência

Diagrama de Bloco

Aviso do Fator de Subpotência


Estado de operação

Aviso do Fator de Subpotência


Fator de potência

Falha do Fator de Subpotência

Fator de potência
Falha do Fator de
Subpotência
Estado de operação

E
cosφs1 Limite de aviso do fator de subpotência
cosφs2 Limite de falha do fator de subpotência
T Tempo Limite de falha do fator de subpotência

Ajustes do Parâmetro
A função do fator de subpotência possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo limite de falha: 1...25 s em acréscimos de 0,1 s 10s
Limite de falha: 0...1 x Fator de potência em acréscimos de 0,60
0,01
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de aviso: 0...1 x Fator de potência em acréscimos de 0,60
0,01

128 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função do fator de subpotência possui as seguintes características:
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão +/-3 ou +/- 10 % (para cos φ ≥ 0,6)
0

Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

Exemplo
O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha do fator de subpotência.

Tempo limite de
falha

cosφs2 Limite de falha do fator de subpotência

1639501 03/2013 129


Funções de Proteção do Motor

Fator de sobrepotência

Descrição
A função da proteção do fator de sobrepotência monitora o valor do fator de potência e indica:
• um aviso quando o valor do fator de potência exceder um limite determinado.
• uma falha quando o valor do fator de potência excede um limite distintamente determinado e
permanece acima daquele limite por um período específico.
Essa função possui um único atraso de falha.
A função de proteção do fator de sobrepotência está disponível somente no estado de operação,
quando o controlador LTM R estiver conectado a um módulo de expansão.
O monitoramento de aviso e falha pode ser separadamente habilitado e desabilitado.

Características Funcionais
A função do fator de sobrepotência inclui as seguintes características:
• 2 limites:
• Limite de Aviso do Fator de Sobrepotência
• Limite de Falha do Fator de Sobrepotência
• 1 atraso de falha:
• Tempo Limite de Falha do Fator de Sobrepotência
• 2 saídas de função:
• Aviso do Fator de Sobrepotência
• Falha do Fator de Sobrepotência
• 1 estatística de contagem:
• Contagem das Falhas do Fator de Sobrepotência

Diagrama de Bloco
Aviso do Fator de Sobrepotência:
Estado de operação

Aviso do Fator de Sobrepotência:


Fator de potência

Falha do Fator de Sobrepotência:

Fator de potência
Falha do Fator de
Sobrepotência:
Estado de operação

E
cosφ1 Limite de aviso do fator de sobrepotência
cosφ2 Limite de falha do fator de sobrepotência
T Tempo Limite de falha do fator de sobrepotência

Ajustes do Parâmetro
A função do fator de sobrepotência possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Habilitar Falha Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Tempo limite de falha: 1...25 s em acréscimos de 0,1 s 10s

Limite de falha: 0...1 x Fator de potência em acréscimos 0,90


de 0,01
Habilitar Aviso Habilitar/Desabilitar Desabilitar
Limite de aviso: 0...1 x Fator de potência em acréscimos 0,90
de 0,01

130 1639501 03/2013


Funções de Proteção do Motor

Características Técnicas
A função do fator de sobrepotência possui as seguintes características:

Exemplo
Características Valor
Histerese -5 % do limite de falha ou aviso
Precisão +/- 3° ou +/- 10 % (para cos φ ≥ 0,6)
Precisão do tempo de acionamento +/-0,1 s ou +/-5%

O seguinte diagrama descreve a ocorrência de uma falha do fator de sobrepotência.

Tempo limite
de falha

cosφ2 Limite de falha do fator de sobrepotência

1639501 03/2013 131


Funções de Proteção do Motor

132 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Visão Geral
Os tópicos nesse capítulo descrevem os estados operacionais do controlador LTM R que
determinam os modos de operação e o modo de reinicialização da falha (manual, remoto,
automático).
Esse capítulo também introduz o modo de operação padronizado, que você pode usar para
personalizar um programa de controle pré-definido.

O que há nesse Capítulo?


Esse capítulo contém as seguintes seções:
Seção Tópico Página
4.1 Canais de Controle e Estados Operacionais 134
4.2 Modos de Operação 144
4.3 Gerenciamento de Falha e Comandos para Apagar 166

1639501 03/2013 133


Funções de Controle do Motor

4.1 Canais de Controle e Estados Operacionais

Visão Geral
Esta seção descreve:
• como configurar o controle das saídas do controlador LTM R, e
• os estados operacionais do controlador LTM R, incluindo:
• como o controlador LTM R muda entre os estados operacionais durante a inicialização, e
• as funções de proteção do motor oferecidas pelo controlador LTM R em cada estado
operacional.

AVISO
OPERAÇÃO NÃO PRETENDIDA DO EQUIPAMENTO
A aplicação para esse produto requer habilidade no projeto e programação dos sistemas de
controle. Somente pessoas com a referida habilidade estão autorizadas a programar, instalar,
alterar e aplicar esse produto. Siga todos os códigos e normas de segurança locais e nacionais.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Canais de Controle 135
Estados Operacionais 138
Ciclo de Partida 141

134 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Canais de Controle

Visão Geral
O LTM R pode ser configurado para 1 canal de controle de 3:
• Régua de terminais: Os dispositivos de entrada conectados nos terminais de entrada na face
frontal do controlador LTM R.
• HMI: Um dispositivo HMI conectado na porta HMI do controlador LTM R.
• Rede: Um PLC da rede conectado na porta de rede do controlador.

Seleção de Canal de Controle


Você pode facilmente selecionar entre 2 canais de controle, atribuindo um canal para ser a fonte de
controle local e o segundo canal na fonte de controle remoto.
As possíveis atribuições de canal são:
Canal de Controle Local Remoto
Régua de terminais (configuração de fábrica) Sim Somente com um LTM CU presente
HMI Sim Somente com um LTM CU presente
Rede Não Sim
No controle local, a seleção do canal de controle (Régua de terminais ou HMI) é determinada
ajustando-se a configuração do canal local de controle no registro de configuração de controle.
No controle remoto, a seleção do canal de controle é sempre Rede, ao menos que LTM CU esteja
presente. Nesse caso, a seleção de canal de controle é determinada ajustando-se a configuração do
canal remoto de controle no registro de configuração de controle.
Caso haja um LTM CU, a entrada da lógica 1.6 e o botão local/remoto no LTM CU são utilizados
juntos para selecionarem entre a fonte de controle local e remoto:
Entrada 1.6 da Lógica Status Local/Remoto do LTM CU Fonte de Controle Ativa
Inativa - Local
Ativa Local Local
Remota (ou ausente) Remota

OBSERVAÇÃO:
• O canal de controle da rede sempre é considerado como um controle com 2 fios,
independente do modo de operação selecionado.
• No modo com 3 fios, os comandos de parada podem ser exibidos ao usar os bits 11-12 de
registro 683.
• No modo com 2 fios, os comandos de parada apresentados pelo canal sem controle sempre
devem ser ignorados.
• Os comandos de execução de um canal, exceto o canal de controle selecionado deve ser
ignorado.
Para um modo de operação pré-definido, somente uma fonte de controle pode ser habilitada para
orientar as saídas. Você consegue usar o editor de lógica personalizada para adicionar uma ou mais
fontes de controle adicionais.
Régua de terminais
No controle da régua de terminais, o controlador LTM R comanda suas saídas de acordo com o
estado das suas entradas. Essa é a configuração de fábrica do canal de controle quando a entrada
1.6 da lógica está inativa.
As seguintes condições aplicam-se ao canal de controle da Régua de terminais
• Quaisquer entradas de terminal atribuídas para os comandos iniciar e parar controlam as
saídas de acordo com o modo de operação do motor.
• Os comandos para iniciar HMI e rede são ignorados.
HMI
Ao usar o LTM CU, o parâmetro Desabilitar Parada da Régua de terminais é ajustado no registro de
Ajuste de Controle.
No controle HMI, o controlador LTM R comanda suas saídas em resposta aos comandos para iniciar
e parar recebidos de um dispositivo HMI conectado na porta HMI.
As seguintes condições aplicam-se ao canal de controle do HMI:
• Quaisquer comandos para iniciar e parar do HMI controlam as saídas de acordo com o modo
de operação do motor.
• Os comandos para iniciar rede e os comandos para iniciar a régua de terminais são
ignorados.
Ao usar o LTM CU, o parâmetro Desabilitar Parada do HMI é ajustado no registro de Ajuste de
Controle.

1639501 03/2013 135


Funções de Controle do Motor

Rede
No controle da rede, um PLC remoto envia comandos ao controlador LTM R através da porta de
comunicação da rede.
As seguintes condições aplicam-se ao canal de controle da Rede:
• Quaisquer comandos para iniciar e parar a rede controlam as saídas de acordo com o modo
de operação do motor.
• A unidade HMI pode ler (porém, não registrar) os parâmetros do controlador LTM R.

Modo de Transferência de Controle


Selecione o parâmetro Modo de Transferência de Controle para habilitar a transferência sem
impacto ao alterar o canal de controle; apague esse parâmetro para habilitar a transferência com
impacto. O ajuste da configuração para esse parâmetro determina o comportamento das saídas da
lógica O.1 e O.2 conforme segue:
Configuração do Modo de Comportamento do Controlador LTM R ao Alterar o Canal de Controle
Transferência de Controle
Impacto As saídas da lógica O.1 e O.2 abertas (se fechadas) ou permanecem
abertas (se já abertas) até o próximo sinal válido ocorrer. O motor para.
Observação: No modo de operação pré-definido de sobrecarga, as saídas
da lógica O.1 e O.2 são definidas pelo usuário e, portanto, não podem ser
afetadas por uma transferência com impacto.
Sem Impacto As saídas da lógica O.1 e O.2 não são afetadas e permanecem na sua
posição original até o próximo sinal válido ocorrer. O motor não para.

Quando você aciona o motor no modo de controle Remoto com o PLC, o controlador LTM R muda o
modo de controle Local (1,6=1 a 1,6=0) e o status do motor muda dependendo do modo de
transferência de controle, conforme segue:
Se a configuração do controlador LTM R for.... Então, o modo de controle muda de Remoto
para Local e o motor...

3 fios sem impacto continua operando


2 fios sem impacto continua operando, se as entradas da lógica I.1 ou
1.2 estiverem ativadas
3 fios com impacto para
2 fios com impacto

Quando o controlador LTM R muda do modo de controle Local para Remoto (1,6=0 a 1,6=1), o
status do motor no modo de controle Local, quer operando ou parado, permanece inalterado. O
modo de transferência de controle selecionado não afeta o status do motor, já que o controlador LTM
R somente considera o último comando de controle (saídas da lógica 0,1 ou O.2) enviadas pelo
PLC.

CUIDADO
FALHA AO PARAR E RISCO DE OPERAÇÃO INDESEJADA
A operação do controlador LTM R não pode ser interrompida a partir dos terminais, quando o
canal de controle é alterado para o canal de controle da Régua de terminais, caso o controlador
LTM R estiver:
• operando no modo de operação da sobrecarga
-e-
• configurado sem impacto
-e-
• operado sobre uma rede usando o canal de controle da Rede
-e-
• operando no estado operacional
-e-
• configurado para o controle com 3 fios (impulso)
Consulte as instruções abaixo
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos nos equipamentos ou
ferimentos.
Sempre que o canal de controle for alterado para o canal de controle da Régua de terminais, a
operação do controlador LTM R não pode ser interrompida a partir dos terminais, já que nenhuma
entrada do terminal é atribuída a um Comando para parar.

136 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Se esse comportamento não for pretendido, o canal de controle deve ser alterado para ou canal de
controle da Rede ou canal de controle do HMI para comandar uma PARADA. Para adotar essa
mudança, considere as seguintes etapas preventivas:
• o encarregado deve configurar o controlador LTM R tanto para transferência do canal de
controle com impacto quanto controle com 2 fios
• o instalador deve fornecer ao controlador LTM R meios de interrupção da corrente para a
bobina do contator - por exemplo, uma estação do botão com fio em série com saídas do
controlador LTM R.
• o engenheiro de controle deve atribuir uma entrada do terminal para desabilitar o comando de
Operação ao usar as atribuições do Modo de Configuração Personalizado.

Transições de Recuperação de Falhas


O controlador LTM R entra em um estado de recuperação de falhas quando a comunicação com a
fonte de controle é perdida, e sai do estado de recuperação de falhas quando a comunicação é
restabelecida. A transição dentro e fora do estado de recuperação de falhas é a seguinte:

Transição Transferência da Fonte de Controle


Entrando no estado de Sem impacto, quando o bit de Transição Direta de Controle está ativo
recuperação de falhas
Saindo do estado de Determinado através das configurações para o Modo de Transferência de
recuperação de falhas Controle (com ou sem impacto) e Transição Direta de Controle (ativada ou
desativada)

Para informações sobre como configurar os parâmetros de recuperação de falhas das


comunicações, consulte a Perda de Comunicação tópica (veja página 47).
Ao usar o LTM CU, os parâmetros do Modo de Transferência de Controle e os parâmetros de
Transição Direta de Controle são configurados no registro de Ajuste de Controle.

1639501 03/2013 137


Funções de Controle do Motor

Estados Operacionais

Introdução
O controlador LTM R responde ao estado do motor e apresenta as funções de controle,
monitoramento e proteção apropriadas a cada um dos estados operacionais do motor. Um motor
pode possuir diversos estados operacionais. Alguns estados operacionais são persistentes enquanto
outros são transitórios.
Os principais estados operacionais de um motor são:
Estados Operacionais Descrição
Disponível • O motor é parado.
• O controlador LTM R
• não detecta nenhuma falha
• não realiza a rejeição da carga*
• não realiza a contagem regressiva no cronômetro de ciclo rápido
• está pronto para iniciar
Não está pronto • O motor é parado.
• O controlador LTM R
• detecta uma falha
• realiza a rejeição da carga
• realiza a contagem regressiva no cronômetro de ciclo rápido
Partida • O motor é acionado.
• O controlador LTM R:
• detecta que a corrente atingiu o limite da Corrente no Nível
• detecta que a corrente não cruzou nem recruzou o limite de falha da
partida prolongada
• continua contando no cronômetro de falha da partida prolongada.
Executar • O motor está operando.
• O controlador LTM R detecta que a corrente tanto cruzou como recruzou o
limite da falha da partida prolongada antes do controlador LTM R ter realizado
completamente a contagem regressiva no cronômetro da falha da partida
prolongada.

138 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Gráfico do Estado Operacional


Os estados operacionais do firmware do controlador LTM R, conforme o motor sai do estado
desligado para o operacional, são descritos abaixo. O controlador LTM R verifica a corrente em cada
estado operacional. O controlador LTM R pode mudar para uma condição de falha interna de
qualquer estado operacional.

Configuração do Sistema (estado


inicial)

Sim Sim

Configuração Configuração Configuração


necessária? completa? necessária?
Sem falha,
Sim nenhum Sim
cronômetro do
ciclo rápido de

Não disponível Disponível

Falha ou rejeição
da carga?
Sim

Sim

Sim

Partida

Partida completa?

Sim

Executar

Monitoramento da Proteção através dos Estados Operacionais


Os estados operacionais do motor e as proteções de falha e aviso oferecidos pelo controlador LTM R
enquanto o motor está em cada estado de operação (indicado com um X), são descritos abaixo. Pode mudar para
uma condição de falha interna de qualquer estado operacional.
Categoria de Proteção Falha/Aviso Monitorado Estados Operacionais
Configuração Não
Disponível Partida Executar
do Sistema disponível
Diagnóstico Verificação do Comando de - X - - -
Operação
Verificação do Comando para - - X X X
Parar
Verificação de Retrocesso - - - X X
Verificação de Retorno - - - X X
Erros de configuração/fiação Conexão do PTC - X X X X
Inversão do CT - - - X -
Perda da Fase da Tensão - X X - -
Configuração de Fase - - - X -

Falhas Internas Principal X X X X X


Secundária X X X X X

X: Monitorado
-: Não monitorado

1639501 03/2013 139


Funções de Controle do Motor

Categoria de Proteção Falha/Aviso Monitorado Estados Operacionais

Configuração Não
Disponível Partida Executar
do Sistema disponível
Sensor de Temperatura PTC Binário - X X X X
do Motor
PT100 - X X X X
PTC Analógico - X X X X
NTC Analógico - X X X X
Sobrecarga Térmica Definido - - - - X
Inversão térmica - X X X X
Corrente Partida Prolongada - - - X -
Congestionamento - - - - X
Desequilíbrio da Fase da - - - X X
Corrente
Perda da Fase da Corrente - - - X X
Sobrecorrente - - - - X
Subcorrente - - - - X
Falha de Aterramento - - - X X
(Interno)
Falha de Aterramento - - - X X
(Externo)
Tensão Nível de Tensão - X X - X
Nível da Subtensão - X X - X
Desequilíbrio da Fase da - - - X X
Tensão
Potência/Fator de Nível do Fator de - - - - X
Potência Sobrepotência
Nível do Fator de Subpotência - - - - X
Nível de Sobrepotência - - - - X
Nível de Subpotência - - - - X
X: Monitorado
-: Não monitorado

140 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Ciclo de Partida

Descrição
O ciclo de partida é o período permitido para o motor atingir seu nível FLC normal. O controlador
LTM R mede o ciclo de partida em segundos, iniciando quando ele detecta a Corrente No Nível,
definida como corrente de fase máxima igual a 20% do FLC.
Durante o ciclo de partida, o controlador LTM R compara:
• a corrente detectada com o parâmetro do Limite de Falha da Partida Prolongada configurável,
e
• o tempo de ciclo de partida decorrido com o parâmetro do Tempo Limite da Falha da Partida
Prolongada configurável
Há 3 cenários do ciclo de partida, cada um baseado no número de vezes (0,1 ou 2) que a corrente
de fase máxima cruza o Limite da Falha da Partida Prolongada. Uma descrição de cada cenário é
descrita abaixo.
Para informações sobre a estatística, o controlador LTM R retém a descrição das partidas do motor,
consulte Contadores de Partidas do Motor, página 56. Para informações sobre a função de proteção
da partida prolongada, consulte Partida Prolongada, página 92.

Estados Operacionais do Ciclo de Partida


Durante o ciclo de partida, o controlador LTM R muda através dos estados operacionais do motor
conforme segue:
Etapa Evento Estados
Operacionais
1 O controlador LTM R recebe um sinal de entrada do comando de partida. Disponível
2 O controlador LTM R confirma que há todas as pré-condições para Disponível
inicialização (p.e. sem falha, rejeição de carga ou cronômetro do ciclo
rápido).
3 O controlador LTMR fecha os contatos de saída apropriados indicados Disponível
como terminais 13-14 ou 23-24, portanto, fechando o circuito de controle
dos contatores de partida do motor.

4 O controlador LTM R detecta que a corrente de fase máxima excede o Iniciar


limite da Corrente No Nível.
5 O controlador LTM R detecta que a corrente sobe e depois estiver abaixo Executar
do Limite da Falha da Partida Prolongada antes do cronômetro da Falha
da Partida Prolongada expirar.

2 Sobreposições de Limite
Nesse cenário do ciclo de partida, o ciclo de partida é executado com êxito:
• A corrente aumenta acima, depois, estiver abaixo do limite da falha.
• O controlador LTM R registra o tempo real do ciclo de partida, ou seja, o tempo decorrido a
partir da detecção da Corrente no Nível até que a corrente de fase máxima esteja abaixo do
limite de falha.
Inicialização do ciclo com 2 sobreposições de limite, etapa única:

Tempo de inicialização

Tempo limite de falha partida


prolongada

Estado de disponibilidade Estado inicial Estado de operação

Is Limite da falha da partida prolongada

1639501 03/2013 141


Funções de Controle do Motor

Inicialização do ciclo com 2 sobreposições de limite, 2 etapas:


Cronômetro de transição ajustável

Primeira etapa Segunda etapa

Tempo de inicialização
Tempo limite de falha
partida prolongada

Estado de Estado inicial Estado de operação


disponibilidade

1 Sobreposições de Limite
Nesse cenário do ciclo de partida, o ciclo de partida falha:
• A corrente sobe acima, porém, estiver abaixo do Limite da Falha da Partida Prolongada.
• Se a proteção da Partida Prolongada estiver habilitada, o controlador LTM R indica uma falha
quando o Tempo Limite de Falha da Partida Prolongada for atingido.
• Se a proteção da Partida Prolongada for desabilitada, o controlador LTM R não sinaliza uma
falha e o ciclo de operação inicia após o Tempo Limite da Falha da Partida Prolongada ter
expirado.
• Outras funções de proteção do motor iniciam suas respectivas durações após o Tempo Limite
da Falha da Partida Prolongada.
• O controlador LTM R registra o tempo do ciclo de partida em 9999, indicando que a corrente
excedeu e permaneceu acima do limite da falha.
• O controlador LTM R registra a corrente máxima detectada durante o ciclo de partida.
Inicialização do ciclo com 1 sobreposição de limite

Tempo de
inicialização

Tempo limite de falha partida prolongada

Estado de Estado inicial Condição da falha


disponibilidade

0 Sobreposições de Limite
Nesse cenário do ciclo de partida, o ciclo de partida falha:
• A corrente nunca sobe além do limite da falha.
• Se a proteção da Partida Prolongada estiver habilitada, o controlador LTM R indica uma falha quando o
Tempo Limite de Falha da Partida Prolongada for atingido.
• Se a proteção da Partida Prolongada for desabilitada, o controlador LTM R não sinaliza uma falha e o
ciclo de operação inicia após o Tempo Limite da Falha da Partida Prolongada ter expirado.
• Outras funções de proteção do motor iniciam suas respectivas durações após o Tempo Limite da Falha
da Partida Prolongada.
• O controlador LTM R registra tanto o tempo do ciclo de partida quanto a corrente máxima detectada
durante o ciclo de partida como 0000, indicando que a corrente nunca atingiu o limite da falha.

142 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Inicialização do ciclo com 0 sobreposição de limite

Tempo de inicialização

Tempo limite de falha partida prolongada

Estado de Estado inicial Condição da falha


disponibilidade
Is Limite da Falha da Partida Prolongada

1639501 03/2013 143


Funções de Controle do Motor

4.2 Modos de Operação

Visão Geral
O controlador LTM R pode ser configurado em 1 dos 10 modos de operação pré-definidos. A
seleção do modo de operação personalizado permite que você selecione um dos 10 modos de
operação pré-definidos e personalize-o conforme sua aplicação específica.
A seleção de um modo de operação pré-definido determina o comportamento de todas as entradas e
saídas do controlador LTM R.
Cada seleção do modo de operação pré-definido inclui uma seleção da fiação de controle:
• 2 fios (mantidos), ou
• 3 fios (impulso)

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Princípios de Controle 145
Modos de Operação Pré-definidos 146
Gerenciamento de Falha e Fiação de Controle 148
Modo de Operação da Sobrecarga 149
Modo de Operação Independente 151

Modo de Operação do Inversor 153

Modo de Operação em Duas Etapas 156

Modo de Operação em Duas Velocidades 161

Modo de Operação Personalizado 165

144 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Princípios de Controle

Visão Geral
O controlador LTM R faz o controle e monitoramento das funções para os motores elétricos
monofásicos e trifásicos.
• Essas funções são pré-definidas e se adequam às aplicações mais frequentes utilizadas.
Estão prontas para o uso e são adotadas através do ajuste simples do parâmetro após o
controlador LTM R ter sido comissionado.
• As funções de monitoramento e controle pré-definidas podem ser adaptadas para
necessidades particulares ao usar o editor da lógica personalizada no DTM do TeSys para:
• personalizar o uso dos resultados das funções de proteção
• alterar a operação das funções de controle e monitoramento
• alterar a lógica de E/S do LTM R pré-definido

Princípio de Operação
O processamento das funções de controle e monitoramento possui 3 partes:
• aquisição dos dados de entrada:
• a saída do processamento da função de proteção
• dados lógicos externos das entradas da lógica
• comandos de telecomunicação (TCC) recebidos a partir da fonte de controle
• processamento da lógica através da função de controle ou monitoramento
• utilização dos resultados do processamento:
• ativação das saídas da lógica
• exibição das mensagens pré-definidas
• ativação dos LEDs
• sinais de telecomunicação (TCS) enviados via link de comunicações.
O processo da função de controle e monitoramento é exibido abaixo:

Entradas e Saídas da Lógica


O controlador LTM R apresenta 6 entradas da lógica e 4 saídas da lógica. Ao adicionar um módulo
de expansão LTM E, você pode adicionar mais 4 entradas da lógica.
Selecionar um modo de operação pré-definido automaticamente atribui as entradas da lógica às
funções e define a relação entre as entradas e saídas da lógica. Utilizando o editor da lógica
personalizada, você pode alterar essas atribuições.

1639501 03/2013 145


Funções de Controle do Motor

Modos de Operação Pré-definidos

Visão Geral
O controlador LTM R pode ser configurado em 1 dos 10 modos de operação pré-definidos. Cada
modo de operação é indicado para atender às exigências de uma configuração de aplicação comum.
Ao você selecionar um modo de operação, você especifica:
• o tipo do modo de operação, o qual determina a relação entre as entradas e saídas da lógica,
e
• o tipo de circuito de controle, o qual determina o comportamento da entrada lógica, baseado
no projeto da fiação de controle

Tipos do Modo de Operação


Há 10 tipos de modos de operação:
Tipo do Modo de Melhor usado para:
Operação
Sobrecarga (veja página Todas as aplicações do arranque do motor em que o usuário define a atribuição
149) das:
• entradas da lógica I.1, 1.2, I.3 e 1.4
• saídas da lógica O.1 e O.2
• Comandos Aux1, Aux2 e de Parada do teclado HMI.
A E/S pode ser definida ao usar um programa de controle gerenciado pelo
controlador de rede principal no controle remoto, através de uma ferramenta de
HMI ou ao usar a lógica personalizada.
Independente (veja página Aplicações da partida do motor sem inversão com tensão completa (plena) direta
151)
Inversor (veja página 153) Aplicações da partida do motor com inversão com tensão completa (plena) direta
Duas etapas (veja página Aplicações da partida do motor com tensão reduzida, incluindo:
156) • Wye-Delta
• Resistor Primário de Transição Aberta
• Autotransformador de Transição Aberta
Duas velocidades (veja Aplicações do motor com duas velocidades para os tipos de motor, incluindo:
página 161) • Dahlander (pólo subsequente)
• Trocador de pólo

Comportamento da Entrada da Lógica


Ao você selecionar um modo de operação, você também pode especificar que as entradas da lógica
são conectadas tanto ao controle de 2 fios (mantidos) quanto ao de 3 fios (impulso). A sua seleção
determina os comandos válidos para iniciar e parar diversas fontes de controle, além disso,
estabelece o comportamento do comando de entrada após o retorno da energia depois de uma
interrupção:
Tipo do Circuito de Comportamento das Entradas da Lógica I.1 e 1.2
Controle
2 fios (mantido) O controlador LTM R, após a detecção da extremidade ascendente na entrada
atribuída para partida do motor, emite um comando de operação. O comando de
operação permanece ativo somente enquanto a entrada estiver ativa. O sinal
não é bloqueado.
3 fios (impulso) O controlador LTM R:
• após a detecção da extremidade ascendente na entrada atribuída para
partida do motor, bloqueia o comando de operação, e
• após um Comando para parar, desabilita o comando de execução para
desabilitar o relé de saída conectado em série com a bobina do contator que
ativa ou desativa o motor
• após uma parada, deve detectar uma extremidade ascendente na entrada
para bloqueio do comando de execução.

As atribuições da lógica de controle para as entradas da lógica I.1, 1.2, I.3 e 1.4 estão descritas em
cada um dos modos de operação pré-definidos do motor.
OBSERVAÇÃO: No canal de controle da Rede, os comandos da rede atuam conforme os
comandos de controle com dois fios, independente do tipo de circuito de controle do modo
operacional selecionado. Para informações sobre os Canais de Controle, consulte Canais de
Controle, página 135.

146 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Em cada modo de operação pré-definido, as entradas da lógica I.3, 1.4, 1.5 e 1.6 atuam conforme
segue:
Entrada da Lógica Comportamento

I.3
• Quando for configurada para ser utilizada como uma entrada disponível externa do sistema
(Habilitar Disponibilidade Externa da Entrada da Lógica 3 = 1)
• Se 1,3 = 0, o sistema externo não está disponível. Bit de disponibilidade do sistema (455,0)
está ajustada a 0.
• Se 1,3 = 1, o sistema externo está pronto. Bit de Disponibilidade do Sistema (455,0) pode
ser configurado a 1 dependendo das outras condições no sistema.
• Quando não for configurado para ser utilizado como entrada disponível externa do sistema
(Habilitar Disponibilidade Externa da Entrada da Lógica 3 = 0), essa entrada é definida pelo
usuário e somente configura um bit em um registro.
1.4
• No controle com três fios (impulso): um Comando para parar. Observe que esse Comando para
parar pode ser desabilitado no controle da régua de terminais usando o bit 11 do registro 683.
• No controle com dois fios (mantido): uma entrada definida pelo usuário pode ser configurada
para enviar informações a um endereço de PLC sobre a rede.
Observação: No modo de operação da Sobrecarga, a entrada lógica 1.4 não é utilizada e pode ser
definida pelo usuário.
1.5 Um comando de reinicialização da falha é reconhecido quando essa entrada receber a extremidade
ascendente de um sinal. Observação: essa entrada deve se tornar primeiramente inativa, e, depois,
receber a extremidade ascendente de um sinal subsequente para que ocorra outra reinicialização.

1.6 Controle local/remoto das saídas do controlador LTM R:


• Ativo: Controle remoto (pode ser associado a qualquer canal de controle).
• Inativo: Controle local através da régua de terminais ou da porta HMI, conforme determinado
pelo parâmetro de Ajuste do Canal Local de Controle.

AVISO
PERDA DE PROTEÇÃO DO MOTOR NO CONTROLE DO HMI

Se a Parada da régua de terminais estiver desabilitada, a saída da falha (terminal NC 95-96) deve ser conectada em série com a
bobina do contator.

Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou prejuízos ao equipamento.

Comportamento da Saída da Lógica


O comportamento das saídas da lógica O.1 e O.2 é determinado através do modo de operação
selecionado. Veja os tópicos que acompanham uma descrição dos 10 tipos de modo de operação
pré-definidos e o comportamento das saídas da lógica O.1 e O.2.
Quando o controlador LTM R tem uma comunicação perdida com tanto a rede como o HMI, o
controlador LTM R entra em uma condição de recuperação de falha. Quando ele recebe um
Comando para parar em uma condição de recuperação de falha, as saídas da lógica O.1 e O.2
atuam conforme a seguir:
Tipo do Circuito de Resposta das Saídas da Lógica O.1 e O.2 para um Comando para parar
Controle
2 fios (mantido) Um Comando para parar anula a condição de recuperação de falha e desliga as saídas
da lógica O.1 e O.2, enquanto o Comando para parar está ativo. Após o Comando para
parar não estiver mais ativo, as saídas da lógica O.1 e O.2retornam ao seu estado de
recuperação de falha programado.
3 fios (impulso) Um Comando para parar anula a condição de recuperação de falha e desliga as saídas
O.1 e O.2. As saídas permanecem desligadas após o Comando para parar ser retirado e
não retornam ao seu estado de recuperação de falhas programado.

Para maiores informações sobre a configuração dos parâmetros de recuperação de falhas, consulte
a Condição de Recuperação de Falhas (veja página 47), parte do tópico que descreve a Perda de
Comunicação.
Em todos os tipos de modo de operação, as seguintes saídas da lógica atuam conforme descrito
abaixo:
Saída da Lógica Comportamento

O.3 Ativada através de um aviso de proteção habilitado:


• Terminais Nº 33-34:
O.4 Ativada através de uma falha de proteção habilitada:
• Terminais NC 95-96:
• Terminais NO 97-98:
Observação: Quando a tensão de controle estiver muito baixa ou estiver desligada:
• NC 95-96 aberto
• NO 97-98 fechado

1639501 03/2013 147


Funções de Controle do Motor

Gerenciamento de Falha e Fiação de Controle

Visão Geral
Quando o modo de operação pré-definido da sobrecarga for selecionado, o controlador LTM R não
gerencia a saída da lógica O.1, O.2 e O.3.
Para todos os outros modos de operação pré-definidos (Independente, Inversor, 2 etapas e 2
velocidades), a lógica de controle pré-definida no controlador LTM R é indicada para atender aos
objetivos de muitas aplicações comuns de partida do motor. Isso inclui o gerenciamento do
comportamento do motor em resposta a:
• ações para iniciar e parar, e
• ações de falha e reinicialização
Já que o controlador LTM R pode ser utilizado em aplicações especiais, por exemplo, bombas de
incêndio que requerem que o motor opere apesar de uma condição de falha externa reconhecida, a
lógica de controle pré-definida é indicada de tal modo que o circuito de controle e não a lógica de
controle pré-definida determine como o controlador LTM R interrompe o fluxo da corrente na bobina
do contator.

Ação da Lógica de Controle nas Inicializações e Paradas


A lógica de controle pré-definida ativa os comandos para iniciar e parar conforme segue:
• Para todos os diagramas da fiação de controle com 3 fios (impulso), quando a entrada 4 é
configurada como um comando para parar, o controlador LTM R deve detectar a corrente de
entrada na entrada da lógica I.4, a fim de ativar o comando para iniciar.
• Se a entrada da lógica I.4 estiver ativa e a ação para iniciar do usuário inicializa a corrente
nas entradas da lógica I.1 ou I.2, o controlador LTM R detecta a extremidade ascendente da
corrente e estabelece um comando de bloqueio interno (firmware) que direciona a saída
apropriada do relé para fechar e permanecer fechada até o comando de bloqueio ser
desabilitado.
• Uma ação de parada que interrompe a corrente na entrada da lógica I.4 faz com que o
controlador LTM R desabilite o comando de bloqueio. Desabilitar o bloqueio do firmware faz
com que a saída abra e permaneça aberta até a próxima condição válida de inicialização.
• Para todos os diagramas da fiação de controle com 2 fios (mantido), o controlador LTM R
detecta a presença da corrente nas entradas da lógica I.1 ou I.2, conforme os comandos para
iniciar e ausência da corrente desabilita o comando para iniciar.
Ação da Lógica de Controle nas Falhas e Reinicializações
A lógica de controle pré-definida gerencia os comandos de falhas e reinicializações conforme segue:
• Saída da lógica O.4 abre em resposta a uma condição de falha.
• Saída da lógica O.4 fecha em resposta a um comando de reinicialização.
Lógica de Controle e Fiação de Controle junto com às Falhas de Gerenciamento
Os circuitos de controle, mostrados nos diagramas da fiação nesse capítulo e no Anexo, indicam
como a lógica de controle do controlador LTM R e o circuito de controle combinam a parada de um
motor em resposta a uma falha:
• Para os circuitos de controle com 3 fios (impulso), a estratégia de controle associa o estado
da saída da lógica O.4 ao estado da corrente na entrada da lógica I.4:
• A lógica de controle abre a saída da lógica O.4 em resposta a uma falha.
• A abertura da saída da lógica O.4 interrompe a corrente na entrada lógica I.4, desabilitando o
comando de bloqueio da lógica de controle na saída da lógica O.1.
• A saída da lógica O.1 abre-se, devido à lógica de controle descrita acima, e interrompe o fluxo
da corrente na bobina do contator.
A fim de reinicializar o motor, a falha deve ser reinicializada um novo comando para iniciar deve ser
emitido.
• Para os circuitos de controle (mantido) com dois fios, a estratégia de controle associa o
estado da saída da lógica O.4 diretamente com as entradas da lógica I.1 ou I.2.
• A lógica de controle abre a saída da lógica O.4 em resposta a uma falha.
• A abertura da saída da lógica O.4 interrompe a corrente nas entradas da lógica I.1 ou I.2.
• A lógica de controle desabilita os comandos para iniciar abrindo as saídas da lógica O,1 ou
O.2.
A fim de reinicializar o motor, a falha deve ser reinicializada e o estado dos operadores para
inicialização/parada determina o estado das entradas da lógica I.1 ou I.2.
Os circuitos de controle necessários para operarem um motor, durante a falha da proteção do motor,
não são mostrados nos diagramas da fiação que acompanham. Entretanto, a estratégia de controle
não é de relacionar o estado da saída da lógica O.4 ao estado dos comandos de entrada. Dessa
forma, as condições de falha podem ser detectadas, enquanto a lógica de controle continua
gerenciando os comandos para iniciar e parar.

148 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Modo de Operação da Sobrecarga

Descrição
Uso do modo de operação da sobrecarga quando o monitoramento da carga do motor é necessário
e o controle da carga do motor (partida/parada) é realizado por um mecanismo que não o
controlador LTM R.

Características Funcionais
O modo de operação da sobrecarga inclui as seguintes características:
• O modo de operação da sobrecarga do controlador LTM R não controla as saídas da lógica
O.1, O.2 e O.3. Os comandos da saída da lógica O.1 e O.2 são acessíveis no canal de
controle da rede.
• A saída da lógica O.4 abre em resposta a um erro de diagnóstico.
• O controlador LTM R estabelece um bit em uma palavra de status quando detecta um sinal
ativo.
• nas entradas da lógica I.1, I.2, I.3 ou I.4, ou
• dos botões Aux 1, Aux 2 ou de Parada no teclado HMI.
OBSERVAÇÃO: Quando um bit for configurado na palavra de status da entrada, ele pode ser lido
por um PLC que pode registrar um bit na palavra de comando do controlador LTM R. Quando o
controlador LTM R detectar um bit na sua palavra de comando, ele ativa a respectiva saída (ou
saídas).

Diagrama da Aplicação de Sobrecarga


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação de sobrecarga de controle da régua de terminais com 3 fios (Impulso).

Para exemplos adicionais dos diagramas IEC do modo de operação da sobrecarga, consulte os
diagramas relevantes Diagramas da Fiação do Modo de Sobrecarga, página 363.
Para exemplos dos diagramas NEMA do modo de operação da sobrecarga, consulte os diagramas
relevantes Diagramas da Fiação do Modo de Sobrecarga, página 382.

1639501 03/2013 149


Funções de Controle do Motor

Atribuição da E/S
O modo de operação da sobrecarga apresenta as seguintes entradas da lógica:
Entradas da Lógica Atribuição
I.1 Livre
I.2 Livre
I.3 Livre
I.4 Livre
I.5 Reinicialização
I.6 Local (0) ou Remota (1)

O modo de operação da sobrecarga apresenta as seguintes saídas da lógica:


Saídas da Lógica Atribuição
O.1 (13 e 14) Responde aos comandos de controle da rede
O.2 (23 e 24) Responde aos comandos de controle da rede
O.3 (33 e 34) Sinal de aviso
O.4 (95, 96, 97 e 98) Sinal da falha

O modo de operação da sobrecarga usa as seguintes teclas HMI:


Teclas HMI Atribuição
Aux 1 Livre
Aux2 Livre
Parada Livre

Parâmetros
O modo de operação da sobrecarga não exige nenhum ajuste de parâmetro associado.

150 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Modo de Operação Independente

Descrição
Use o modo de operação independente em aplicações de partida do motor sem inversão, com tensão
completa (plena) e direta
Características Funcionais
Essa função inclui as seguintes características:
• Acessível em 3 canais de controle: Régua de terminais, HMI e Rede.
• O controlador LTM não controla a relação entre as saídas da lógica O.1 e O.2.
• No canal de controle da régua de terminais, a entrada da lógica I.1 controla a saída da lógica
O.1 e a entrada da lógica I.2 controla a saída da lógica O.2
• Nos canais de controle de rede ou HMI, o parâmetro do Comando de Avanço da Operação do
Motor controla a saída da lógica 0,1 e o parâmetro do Comando da Saída da Lógica 23
controla a saída da lógica O.2.
• A entrada da lógica I.3 não é utilizada no circuito de controle, porém pode ser configurada para
ajustar um bit na memória.
• As saídas da lógica O.1 e O.2 são desativadas (e o motor para) quando a tensão de controle
ficar muito baixa.
• As saídas da lógica O.1 e O.4 são desativadas (e o motor para) em resposta a um erro de
diagnóstico.
OBSERVAÇÃO: Veja Gerenciamento da Falha e Fiação de Controle, página 748 para informações
sobre a interação entre
• a lógica de controle pré-definida do controlador LTM R, e
• a fiação de controle, um exemplo que aparece no seguinte diagrama.

Diagrama de Aplicação Independente


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação independente de controle da régua de terminais com 3 fios (impulso).

Para exemplos adicionais dos diagramas IEC do modo de operação independente, consulte os
diagramas relevantes Diagramas da Fiação do Modo Independente, página 367.
Para exemplos adicionais dos diagramas NEMA do modo de operação independente, consulte os
diagramas relevantes Diagramas da Fiação do Modo Independente, página 386.

1639501 03/2013 151


Funções de Controle do Motor

Atribuição da E/S
O modo de operação independente apresenta as seguintes entradas da lógica:
Entradas da Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios (impulso)
Lógica
I.1 Partida/parada do motor Partida do motor
1.2 Abrir/Fechar O.2 Fechar O.2
I.3 Livre Livre
I.4 Livre Parar motor e abrir O.1 e O.2
I.5 Reinicialização Reinicialização
I.6 Local (0) ou Remota (1) Local (0) ou Remota (1)

O modo de operação independente apresenta as seguintes saídas da lógica:


Saídas da Lógica Atribuição
O.1 (13 e 14) Controle do contator KM1
O.2 (23 e 24) Controlado pelo I.2
O.3 (33 e 34) Sinal de aviso
O.4 (95, 96, 97, e 98) Sinal da falha

O modo de operação independente usa as seguintes teclas HMI:


Teclas HMI Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios (impulso)
Aux 1 Controle do Motor Partida do motor
Aux2 Controle O.2 Fechar O.2
Parada Parar motor e abrir O.2 ao pressionar Parar motor e abrir O.2

Sequência de Cronometragem
O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem para o modo de operação
independente que mostra as entradas e saídas para uma configuração com três fios (impulso):

1 Operação Normal
2 Comando para iniciar ignorado: comando para parar ativo

Parâmetros
O modo de operação independente não requer nenhum parâmetro associado.

152 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Modo de Operação do Inversor

Descrição
Use o modo de operação do inversor nas aplicações de partida do motor com inversão, com tensão
completa (plena) e direta

Características Funcionais
Essa função inclui as seguintes características:
• Acessível em 3 canais de controle: Régua de terminais, HMI e Rede.
• O bloqueio do firmware impede a ativação simultânea das saídas da lógica O.1 (para frente) e
O.2 (para trás): no caso dos comandos simultâneos para frente e para trás, somente a saída
da lógica O.1 (para frente) é ativada.
• O controlador LTM R pode alterar a direção de frente para trás e de trás para frente em 1 de 2
modos:
• Modo de Transição Padrão: O bit de transição direta de controle está desativado. Esse modo
requer um comando para parar seguido pela contagem regressiva do cronômetro do Tempo
Limite de Transição do Motor ajustável (movimento giratório para trás).
• Modo de Transição Direta: O bit de Transição Direta de Controle está ativado. Esse modo
automaticamente muda após a contagem regressiva do cronômetro do Tempo Limite de
Transição do Motor (movimento giratório para trás).
• No canal de controle da régua de terminais, a entrada da lógica I.1 controla a saída da lógica
O.1 e a entrada da lógica I.2 controla a saída da lógica O.2
• Nos canais de controle de rede ou HMI, o parâmetro do Comando de Avanço da Operação do
Motor controla a saída da lógica O.1 e o o Comando de Inversão da Operação do Motor
controla a saída da lógica O.2.
• A entrada da lógica I.3 não é utilizada no circuito de controle, porém pode ser configurada
para ajustar um bit na memória.
• As saídas da lógica O.1 e O.2 são desativadas (e o motor para) quando a tensão de controle
ficar muito baixa.
• As saídas da lógica O.1, O.2 e O.4 são desativadas (e o motor para) em resposta a um erro
de diagnóstico.
OBSERVAÇÃO: Veja Gerenciamento da Falha e Fiação de Controle, página 148 para informações
sobre a interação entre
• a lógica de controle pré-definida do controlador LTM R, e
• a fiação de controle, um exemplo que aparece no seguinte diagrama.

1639501 03/2013 153


Funções de Controle do Motor

Diagrama de Aplicação do Inversor


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação do inversor de controle da régua de terminais com 3 fios (impulso).

Start FW Inicialização para frente


Start RV Inicialização para trás

1 Os contatos KM1 e KM2 de bloqueio do N.C. não são obrigatórios, porque o firmware do
controlador LTM R bloqueia O.1 e O.2.
Para exemplos adicionais dos diagramas IEC do modo de operação do inversor, consulte os
diagramas relevantes Diagramas da Fiação do Modo Independente do Inversor, página 369.
Para exemplos dos diagramas NEMA do modo de operação do inversor, consulte os diagramas
relevantes Diagramas da Fiação do Modo do Inversor, página 388.

Atribuição da E/S
Modo de operação do inversor apresenta as seguintes entradas da lógica:
Entradas da Lógica Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios (impulso)
I.1 Operação para frente Partida do motor para frente
I.2 Operação para trás Partida do motor para trás
I.3 Livre Livre
I.4 Livre Parada do motor
I.5 Reinicialização Reinicialização
I.6 Local (0) ou Remota (1) Local (0) ou Remota (1)

O modo de operação do inversor apresenta as seguintes saídas da lógica:


Saídas da Lógica Atribuição
O.1 (13 e 14) Controle do contator KM1 para frente
O.2 (23 e 24) Controle do contator KM2 para trás
O.3 (33 e 34) Sinal de aviso
O.4 (95, 96, 97 e 98) Sinal da falha

154 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Funções de Controle do Motor


O modo de operação do inversor usa as seguintes teclas HMI:
Teclas HMI Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios
(impulso)
Aux 1 Operação para frente Partida do motor para frente
Aux2 Operação para trás Partida do motor para trás
Parada Parada enquanto pressionado Parada

Sequência de Cronometragem
O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem para o modo de operação do
inversor que mostra as entradas e saídas para uma configuração com três fios (impulso) quando o
bit de transição direta de controle está ativo:

1.1 (Partida para frente)

1.2 (Partida para trás)

1.4 (Parada)

0.1 (KM1 para frente)

0.2 (KM2 para trás)

Bit do motor ativado

Cronômetro de transição

1 Operação normal com comando para parar


2 Operação normal sem comando para parar
3 Comando de operação para frente ignorado: cronômetro de transição ativo
4 Comando de operação para frente ignorado: comando para parar ativo

Parâmetros
O modo de operação do inversor possui os seguintes parâmetros:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Tempo limite de transição do motor 0...999,9 s 0,1 s
Transição direta de controle Ativado/Desativado Desativado

1639501 03/2013 155


Funções de Controle do Motor

Modo de Operação em Duas Etapas

Descrição
Use o modo de operação em duas etapas nas aplicações do motor com partida com tensão reduzida
• Wye-Delta
• Resistor Primário de Transição Aberta
• Autotransformador de Transição Aberta

Características Funcionais
Essa função inclui as seguintes características:
• Acessível em 3 canais de controle: Régua de terminais, HMI e Rede.
• As configurações da operação em duas etapas incluem:
• Um Tempo Limite da Etapa 1 a 2 do Motor que inicia quando a corrente atinge 10% de
FLC min.
• Uma configuração limite da Etapa 1 a 2 do Motor.
• Uma configuração do Tempo Limite da Transição do Motor que começa no início dos
seguintes eventos: expiração do Tempo Limite da Etapa 1 a 2 do Motor, ou queda da
corrente abaixo do Limite da Etapa 1 a 2 do Motor.
• O bloqueio do firmware impede a ativação simultânea das saídas da lógica O.1 (etapa 1) e
O.2 (etapa 2).
• No canal de controle da régua de terminais, a entrada da lógica I.1 controla a saídas da lógica
O.1 e O.2.
• Nos canais de controle de Rede ou HMI, o parâmetro do Comando de Avanço da Operação
do Motor controla as saídas da lógica O.1 e O.2. O parâmetro do Comando de Inversão da
Operação do Motor é ignorado.
• As saídas da lógica O.1 e O.2 são desativadas, e o motor para, quando a tensão de controle
ficar muito baixa.
• As saídas da lógica O.1, O.2 e O.4 são desativadas, e o motor para, em resposta a um erro
de diagnóstico.
OBSERVAÇÃO: Veja Gerenciamento da Falha e Fiação de Controle, página 748 para informações
sobre a interação entre
• a lógica de controle pré-definida do controlador LTM R, e
• a fiação de controle, um exemplo que aparece nos seguintes diagramas.

156 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Diagrama da Aplicação Wye-Delta em Duas Etapas


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação do wye-delta de controle da régua de terminais com 3 fios (impulso).

1 Os contatos KM1 e KM3 de bloqueio do N.C. não são obrigatórios, porque o o controlador LTM R bloqueia
eletronicamente O.1 e O.2.

Para exemplos adicionais dos diagramas IEC Wye-Delta em duas etapas, consulte os diagramas
relevantes Diagramas da Fiação do Modo Wye-Delta em Duas Etapas, página 371.
Para exemplos dos diagramas NEMA Wye-Delta em duas etapas, consulte os diagramas relevantes
Diagramas da Fiação do Modo Wye-Delta em Duas Etapas, página 390.

1639501 03/2013 157


Funções de Controle do Motor

Diagrama de Aplicação do Resistor Primário em Duas Etapas


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação de resistência primária de controle da régua de terminais com 3 fios (impulso).

Para exemplos adicionais dos diagramas IEC do resistor primário em duas etapas, consulte os
diagramas relevantes Diagramas da Fiação do Modo do Resistor Primário em Duas Etapas, página
373.
Para exemplos dos diagramas NEMA do resistor primário em duas etapas, consulte os diagramas
relevantes Diagramas da Fiação do Modo do Resistor Primário em Duas Etapas, página 392.

158 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Diagrama da Aplicação do Autotransformador em Duas Etapas


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação do autotransformador de controle da régua de terminais com 3 fios (impulso).

1 Os contatos KM1 e KM3 de bloqueio do N.C. não são obrigatórios, porque o o controlador LTM R bloqueia
eletronicamente O.1 e O.2.

Para exemplos adicionais dos diagramas IEC do autotransformador em duas etapas, consulte os
diagramas relevantes Diagramas da Fiação do Modo do Autotransformador em Duas Etapas, página
375.
Para exemplos dos diagramas NEMA do autotransformador em duas etapas, consulte os diagramas
relevantes Diagramas da Fiação do Modo do Autotransformador em Duas Etapas, página 394.

Atribuição da E/S
O modo de operação em duas etapas apresenta as seguintes entradas da lógica:
Entradas da Lógica Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios (impulso)
I.1 Controle do Motor Partida do motor
I.2 Livre Livre
I.3 Livre Livre
I.4 Livre Parada do motor
I.5 Reinicialização Reinicialização
I.6 Local (0) ou Remota (1) Local (0) ou Remota (1)

1639501 03/2013 159


Funções de Controle do Motor

O modo de operação em duas etapas apresenta as seguintes saídas da lógica:


Saídas da Lógica Atribuição
O.1 (13 e 14) Controle do contator Etapa 1
O.2 (23 e 24) Controle do contator Etapa 2
O.3 (33 e 34) Sinal de aviso
O.4 (95, 96, 97, e 98) Sinal da falha

O modo de operação em duas etapas usa as seguintes teclas HMI:


Teclas HMI Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios (impulso)
Aux 1 Controle do Motor Partida do motor
Aux2 Livre Livre
Parada Parada enquanto pressionado Parada do motor

Sequência de Cronometragem
O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem para o modo de operação em
duas etapas que mostra as entradas e saídas para uma configuração com três fios (impulso):

1.1 (Inicialização)

1.4 (Parada)

Corrente < Motor


Limite da Etapa 1 a 2

Etapa 1 do Motor
Para 2 Tempos Limite

0.1 (Etapa 1)

0.2 (Etapa 2)

Bit do motor ativado

Bloqueio do Motor
Tempo Limite

1 Operação normal
2 Etapa 1 iniciar
3 Etapa 2 iniciar
4 Comando para iniciar ignorado: Comando para parar ativo
5 Corrente abaixo do Limite de Tempo da Etapa 1 a 2 do Motor ignorada: percebida pela expiração do
Tempo Limite da Etapa 1 a 2 do Motor.

Parâmetro
O modo de operação em duas etapas possui os seguintes parâmetros:
Parâmetro Faixa de Configuração Configuração de Fábrica
Tempo Limite da Etapa 1 a 2 0,1...999,9 s 5s
do Motor
Tempo limite de transição do 0...999,9 s 100 ms
motor
Tempo Limite da Etapa 1 a 2 20-800 % FLC em acréscimos de 1 % 150% FLC
do Motor

160 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Modo de Operação em Duas Velocidades

Descrição
Uso do modo de operação em duas velocidades nas aplicações de motor com duas velocidades
para os tipos de motor, por exemplo:
• Dahlander (pólo subsequente)
• Trocador de pólo

Características Funcionais
Essa função inclui as seguintes características:
• Acessível em 3 canais de controle: Régua de terminais, HMI e Rede.
• O bloqueio do firmware impede a ativação simultânea das saídas da lógica O.1 (baixa
velocidade) e O.2 (alta velocidade).
• 2 medidas de FLC:
• FLC1 (Razão da Corrente de Carga Completa do Motor) sob baixa velocidade
• FLC1 (Razão da Corrente de Carga Completa do Motor de Alta Velocidade) sob alta
velocidade
• O controlador LTM R pode alterar a velocidade em 2 cenários:
• O bit de transição direta de controle está desativado: requer um comando para parar
seguido pela expiração do Tempo Limite de Transição do Motor.
• O bit de transição direta de controle está ativo: muda automaticamente de alta velocidade
para baixa velocidade após um tempo limite do Tempo Limite de Transição do Motor
ajustável.
• No canal de controle da régua de terminais, a entrada da lógica I.1 controla a saída da lógica
O.1 e a entrada da lógica I.2 controla a saída da lógica O.2
• Nos canais de controle da Rede do HMI, quando o parâmetro do Comando de Avanço de
Operação do Motor for ajustado a 1 e:
• O Comando de Velocidade Baixa do Motor é ajustado a 1, a saída da lógica O.1 é
habilitada.
• O Comando de Velocidade Baixa do Motor é ajustado a 0, a saída da lógica O.2 é
habilitada.
• A entrada da lógica I.3 não é utilizada no circuito de controle, porém pode ser configurada
para ajustar um bit na memória.
• As saídas da lógica O.1 e O.2 são desativadas (e o motor para) quando a tensão de controle
ficar muito baixa.
• As saídas da lógica O.1, O.2 e O.4 são desativadas (e o motor para) em resposta a um erro
de diagnóstico.
OBSERVAÇÃO: Veja Gerenciamento da Falha e Fiação de Controle, página 148 para informações
sobre a interação entre
• a lógica de controle pré-definida do controlador LTM R, e
• a fiação de controle, um exemplo que aparece nos seguintes diagramas.

1639501 03/2013 161


Funções de Controle do Motor

Diagrama da Aplicação de Dahiander em Duas Velocidades


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação de pólo resultante de Dahiander de controle da régua de terminais com três fios (impulso)
em duas velocidades.

LS Velocidade baixa
HS Velocidade alta
1 Uma aplicação de Dahiander requer 2 grupos de fios que passam através da janela do CT. O controlador
LTM R pode ser também colocado a montante dos contatores. Se esse for o caso, e se o motor de
Dahiander for utilizado em um modo de torque variável, todos os fios a jusante dos contatores devem
estar do mesmo tamanho.
2 Os contatos KM1 e KM2 de bloqueio do N.C. não são obrigatórios, porque o firmware do controlador LTM R
bloqueia O.1 e O.2.

Para exemplos adicionais dos diagramas IEC Dahiander em duas velocidades, consulte os
diagramas relevantes Diagramas da Fiação do Modo Wye-Delta em Duas Etapas, página 377.
Para exemplos dos diagramas NEMA Dahiander em duas velocidades, consulte os diagramas
relevantes Diagramas da Fiação do Modo em Duas Velocidades: Enrolamento único (Pólo
Resultante), página 396.

162 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Diagrama da Aplicação de Mudança do Pólo em Duas Velocidades


O seguinte diagrama da fiação representa um exemplo simplificado do controlador LTM R em uma
aplicação de mudança de pólo de controle da régua de terminais com 3 fios (impulso).

LS Velocidade baixa
HS Velocidade alta
1 Uma aplicação de mudança de pólo requer 2 grupos de fios que passam através da janela do CT. O
controlador LTM R pode ser também colocado a montante dos contatores. Se esse for o caso, todos os
fios a jusante dos contadores devem ser do mesmo tamanho.
2 Os contatos KM1 e KM2 de bloqueio do N.C. não são obrigatórios, porque o firmware do controlador LTM
R bloqueia O.1 e O.2.

Para exemplos adicionais dos diagramas IEC de mudança de pólo, consulte os diagramas
relevantes Diagramas da Fiação do Modo de Mudança de Pólo em Duas Etapas, página 379.
Para exemplos dos diagramas NEMA de mudança de pólo, consulte os diagramas relevantes
Diagramas da Fiação do Modo em Duas Velocidades: Enrolamento Separado, página 398

Atribuição da E/S
O modo de operação em duas velocidades apresenta as seguintes entradas da lógica:
Entradas da Lógica Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios (impulso)
I.1 Comando de baixa velocidade Partida de baixa velocidade
1.2 Comando de alta velocidade Partida de alta velocidade
I.3 Livre Livre
I.4 Livre Parada
I.5 Reinicialização Reinicialização
I.6 Local (0) ou Remota (1) Local (0) ou Remota (1)

1639501 03/2013 163


Funções de Controle do Motor

Sequência de Cronometragem
O modo de operação em duas velocidades apresenta as seguintes saídas da lógica:
Saídas da Lógica Atribuição
O.1 (13 e 14) Controle da baixa velocidade
O.2 (23 e 24) Controle da alta velocidade
O.3 (33 e 34) Sinal de aviso
O.4 (95, 96, 97, e 98) Sinal da falha

O modo de operação em duas velocidades usa as seguintes teclas HMI:


Teclas HMI Atribuição com 2 fios (mantido) Atribuição com 3 fios (impulso)
Aux 1 Controle da baixa velocidade Partida de baixa velocidade
Aux2 Controle da alta velocidade Partida de alta velocidade
Parada Parada do motor Parada do motor

Parâmetros
O seguinte diagrama é um exemplo da sequência de cronometragem para o modo de operação em
duas velocidades que mostra as entradas e saídas para uma configuração com três fios (impulso)
quando o bit de transição direta de controle está ativo:

I.1 (partida de baixa velocidade)

I.2 (partida de alta velocidade)

I.4 (Parada)

O.1 (baixa velocidade de KM1)

O.2 (alta velocidade de KM2 e KM3)

Bit do motor ativado

Tempo limite de transição do motor

1 Operação normal com comando para parar


2 Operação normal sem comando para parar
3 Comando para iniciar com baixa velocidade ignorado: tempo limite de transição do motor ativo
4 Comando para iniciar com baixa velocidade ignorado: comando para parar ativo

A seguinte tabela lista os parâmetros associados com o modo de operação em duas velocidades
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Tempo Limite de Transição do motor (alta velocidade 0...999,9 s 100 ms
para baixa velocidade)
Transição direta de controle Ativado/Desativado Desativado

OBSERVAÇÃO: O cronômetro de baixa velocidade para alta velocidade é fixado a 100 ms.

164 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Modo de Operação Personalizado

Visão Geral
As funções de monitoramento e controle pré-definidas podem ser adaptadas para necessidades
particulares ao usar o editor da lógica personalizada no DTM do TeSys para:
• personalizar o uso dos resultados das funções de proteção
• alterar a operação das funções de controle e monitoramento
• alterar a lógica de E/S do LTM R pré-definido
Arquivos de Configuração
A configuração do controlador LTM R consiste em 2 arquivos:
• um arquivo de configuração que contém os ajustes de configuração do parâmetro
• um arquivo da lógica que contém uma série de comandos da lógica que gerenciam o
comportamento do controlador LTM R, incluindo:
• comandos para iniciar e parar do motor
• transições do motor entre etapas, velocidades e direções
• a fonte de controle válida e transições entre as fontes de controle
• lógica da falha e aviso para as saídas do relé 1 e 2 e o HMI
• funções para reinicialização da régua de terminais
• Recuperação de falhas e perda de comunicação do PLC e HMI
• Rejeição da carga
• Ciclo rápido
• Inicialização e interrupção do diagnóstico do controlador LTM R
Quando um modo de operação pré-definido for selecionado, o controlador LTM R aplica um arquivo
da lógica pré-definido que reside permanentemente no controlador LTM R.
Quando o modo de operação personalizado for selecionado, o controlador LTM R usa um arquivo da
lógica personalizado criado no editor da lógica personalizado e baixado para o controlador LTM R do
DTM do TeSys T.

1639501 03/2013 165


Funções de Controle do Motor

4.3 Gerenciamento de Falha e Comandos para Apagar

Visão Geral
Esta seção descreve como o controlador LTM R gerencia o processo de tratamento da falha e
explica:
• como selecionar um modo de reinicialização de falha, e
• o comportamento do controlador para cada seleção do modo de reinicialização da falha.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Gerenciamento de Falha - Introdução 167
Reinicialização manual 169
Reinicialização automática 171
Reinicialização remota 174
Códigos de Aviso e Falha 176
Comandos para Apagar do Controlador LTM R 178

166 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Gerenciamento de Falha - Introdução

Visão Geral
Quando o controlador LTM R detectar uma condição de falha e ativar a resposta apropriada, a falha
é bloqueada. Uma vez que a falha fica bloqueada, ela permanece bloqueada, mesmo se a condição
base da falha for eliminada, até ser apagada por um comando de reinicialização.
A configuração do parâmetro do Modo de Reinicialização de Falha determina como o controlador
LTM R gerencia a falha. As seleções do modo de reinicialização da falha, listadas abaixo, são
descritas nos tópicos que seguem:
• Manual (veja página 169) (Configuração de fábrica)
• Automático (veja página 171)
• Remoto (veja página 174)

O modo de reinicialização da falha não pode ser alterado enquanto uma falha permanece ativa.
Todas as falhas devem ser reinicializadas antes do modo de reinicialização da falha poder ser
alterado.
Métodos de Reinicialização da Falha
Um comando de reinicialização pode ser emitido ao usar qualquer um dos seguintes métodos:
• potência do ciclo
• botão de reinicialização no controlador LTM R
• botão de reinicialização no teclado HMI
• comando de reinicialização a partir da ferramenta de engenharia do HMI
• entrada da lógica 1.5
• um comando de rede
• reinicialização automática

AVISO
RISCO DE OPERAÇÃO INDESEJADA
Quando o controlador LTM R estiver operando sob um controle com 2 fios com um comando de operação ativa,
um comando de reinicialização reiniciará imediatamente o motor.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou prejuízos ao
equipamento.

Comportamentos de Reinicialização Específicos da Falha


A resposta do controlador LTM R às falhas depende da natureza da falha que ocorreu e como a função de
proteção relacionada é configurada. Por exemplo:
• As falhas térmicas podem ser reiniciadas após o Tempo Limite de Reinicialização da Falha entrar em
contagem regressiva e a capacidade térmica utilizada estiver abaixo do nível do Limite de Reinicialização
da Falha.
• Se a falha incluir uma configuração do tempo limite de reinicialização, o tempo limite deve entrar em
contagem regressiva total antes de um comando de reinicialização ser executado.
• As falhas do dispositivo interno podem ser reiniciadas somente através da potência do ciclo
• A memória do controlador LTM R não retém as falhas da fiação e diagnóstico após uma perda de
potência, porém, retém todas as outras falhas após uma perda de potência.
• As falhas internas, diagnósticas e de fiação não podem ser automaticamente reiniciadas.
• Todas as falhas da fiação e diagnósticas podem ser manualmente reinicializadas através dos métodos de
reinicialização local.
• Para as falhas diagnósticas, os comandos de reinicialização da rede são válidos somente no canal de
controle remoto (rede).
• Para as falhas da fiação, os comandos de reinicialização da rede não são válidos em qualquer canal de
controle.

Características da Falha
As funções de monitoramento da falha do controlador LTM R salvam o status do monitoramento das
comunicações e falhas de proteção do motor em uma perda de potência, de tal modo que essas falhas devem ser
reconhecidas e reinicializadas como parte de uma estratégia de manutenção total do motor.
Categoria de Falha Monitorada Controlador LTM R com LTM E Perda de Energia
Proteção LTM R Ativada
Diagnóstico Verificação do Comando de Operação X X -
Verificação do Comando para Parar X X -
Verificação de Retrocesso X X -
Verificação de Retorno X X -
X: Monitorado
-: Não monitorado

1639501 03/2013 167


Funções de Controle do Motor

Categoria de Falha Monitorada Controlador LTM R LTM R com LTM E Perda de Energia
Proteção Ativada

Erros de Conexão do PTC X X -


configuração/fiação
Inversão do CT X X -
Inversão da Fase da - X -
Tensão
Inversão da Fase da X X -
Corrente
Perda da Fase da - X -
Tensão
Configuração de Fase X X -
Interno X X -
Watchdog X X -
Soma de verificação X X -
ROM
EEROM X X -
CPU X X -
Temperatura Interna X X -
Sensor de PTC Binário X X X
Temperatura do Motor
PT100 X X X
PTC Analógico X X X
NTC Analógico X X X
Sobrecarga Térmica Definido X X X
Inversão térmica X X X
Corrente Partida Prolongada X X X
Congestionamento X X X
Desequilíbrio da Fase da X X X
Corrente
Perda da Fase da X X X
Corrente
Sobrecorrente X X X
Subcorrente X X X
Corrente de Aterramento X X X
Interno
Corrente de Aterramento X X X
Externo
Tensão Sobretensão - X X
Subtensão - X X
Desequilíbrio da Fase da - X X
Tensão
Potência Subpotência - X X
Sobrepotência - X X
Fator de subpotência - X X
Fator de sobrepotência - X X
Perda de PLC em LTM R X X X
Comunicação
HMI em LTM R X X X
X Monitorado - Não monitorado

168 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Reinicialização manual

Introdução
Quando o parâmetro do Modo de Reinicialização da Falha estiver configurado como Manual, o
controlador LTM R permite as reinicializações geralmente realizadas por uma pessoa através de um
ciclo de potência da potência de controle ou ao usar meios de uma reinicialização local, incluindo:
• Régua de terminais (entrada da lógica I.5).
• Botão de reinicialização no controlador LTM R
• Comandos de reinicialização a partir do HMI
Uma reinicialização manual oferece à equipe no local a oportunidade de inspecionar o elemento e a
fiação antes de realizar a reinicialização.
OBSERVAÇÃO: Uma reinicialização manual bloqueia todos os comandos de reinicialização a partir
da porta da rede do controlador LTM R - mesmo quando o Canal de Controle for ajustado em Rede.

Métodos de Reinicialização Manual


O controlador LTM R apresenta os seguintes métodos de reinicialização manual:
Categoria de Proteção Falha Monitorada Canal de Controle
1
Régua de HMI Rede* '
terminais
Diagnóstico Verificação do Comando de RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5
Operação
Verificação do Comando RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5
para Parar
Verificação de Retrocesso RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5
Verificação de Retorno RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5
Erros de configuração/fiação Conexão do PTC RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
Inversão do CT RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5
Inversão da Fase da RB, PC, 1.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
Tensão
Inversão da Fase da RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5
Corrente
Perda da Fase da Tensão RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, 1.5
Configuração de Fase RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
Interno Sobrecarga de PC PC PC
Empilhamento
Watchdog PC PC PC
Soma de verificação ROM PC PC PC
EEROM PC PC PC
CPU PC PC PC
Temperatura Interna PC PC PC

Sensor de Temperatura do PTC Binário RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Motor PT100 RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
PTC Analógico RB, 1.5 RB, 1.5 RB, 1.5
NTC Analógico RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Sobrecarga Térmica Definido RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Inversão térmica RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Corrente Partida Prolongada RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Congestionamento RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Desequilíbrio da Fase da RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Corrente
Perda da Fase da Corrente RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Subcorrente RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Sobrecorrente RB, I.5 RB, 1.5 RB, 1.5
Corrente de Aterramento RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Externo
Corrente de Aterramento RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5
Interno
RB Botão para Teste/Reinicialização no lado frontal do controlador LTM R ou HMI
PC Ciclo de Potência no controlador
LTM R I.5 Ajusta a lógia da entrada I.5 no controlador LTM R.
(1) Os comandos para reinicialização da rede remota não são permitidos mesmo quando o controlador LTM R
estiver configurado para o canal de controle da rede.

1639501 03/2013 169


Funções de Controle do Motor

Categoria de Proteção Falha Monitorada Canal de Controle


1
Régua de HMI Rede* '
terminais
Tensão Subtensão RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
Sobretensão RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
Desequilíbrio da Fase da RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
Tensão
Potência Subpotência RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
Sobrepotência RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
Fator de subpotência RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
Fator de sobrepotência RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
Perda de Comunicação PLC em LTM R RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
LTM E em LTM R RB, I.5 RB, I.5 RB, 1.5
RB Botão para Teste/Reinicialização no lado frontal do controlador LTM R ou HMI
PC Ciclo de Potência no controlador LTM R
I.5 Ajusta a lógia da entrada I.5 no controlador LTM R.

(1) Os comandos para reinicialização da rede remota não são permitidos mesmo quando o controlador LTM R
estiver configurado para o canal de controle da rede.

170 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Reinicialização automática

Introdução
A configuração do parâmetro do Modo de Reinicialização da Falha para Automático permite que
você:
• configure o controlador LTM R para tentar reinicializar a proteção do motor e as falhas da
comunicação sem a intervenção de um operador humano ou do PLC remoto, por exemplo:
• para um controlador LTM R sem rede instalado em um local que seja fisicamente remoto,
ou localmente, de difícil acesso:
• configure o tratamento da falha para cada grupo de falha de proteção de um modo que seja
apropriado às falhas naquele grupo:
• configure um atraso de tempo limite diferente
• autorize um número diferente de tentativas de reinicialização
• desabilite a reinicialização da falha automática
A seleção do parâmetro do Modo de Reinicialização da Falha determina os métodos de
reinicialização disponíveis.
Cada falha da proteção incluída em 1 dos 3 grupos de falha de autoreinicialização, baseados nas
características daquela falha, conforme descrito abaixo: Cada grupo da falha possui 2 parâmetros
configuráveis:
• um tempo limite: O Parâmetro do Tempo Limite do Grupo de Reinicialização Automática
(número 1, 2 ou 3)
• um número máximo de reinicializações de falha permissíveis: o parâmetro de Configuração
do Grupo de Tentativas de Reinicialização Automática (número 1, 2 ou 3).

AVISO
OPERAÇÃO NÃO PRETENDIDA DO EQUIPAMENTO
Um comando de reinicialização automática pode reinicializar o motor, caso o controlador LTM R
seja utilizado em um circuito de controle com 2 fios.
A operação do equipamento deve cumprir com os regulamentos e códigos de segurança locais e
nacionais.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.
Comportamento da Reinicialização
Após a potência passar por um ciclo, o controlador LTM R apaga e configura a 0 os valores dos
seguintes parâmetros:
• Tempo Limite do Grupo de Reinicialização Automática (número 1, 2 ou 3) e
• Configuração do Grupo de Reinicialização Automática (número 1, 2 ou 3)
Em uma reinicialização bem-sucedida, o número das contagens de reinicialização é apagado e
ajustado em 0. Uma reinicialização é bem-sucedida se, após a reinicialização, o motor operar por 1
minuto sem uma falha de um tipo no grupo indicado.
Se o número máximo de reinicializações automáticas tiver sido alcançado e se a última
reinicialização tiver falhado, o modo de reinicialização volta para Manual. Quando o motor reiniciar,
os parâmetros do modo automático são configurados a 0.
Reinicialização de Emergência
Use o Comando do Nível para Apagar a Capacidade Térmica nas aplicações, onde for necessário,
para apagar o parâmetro do Nível de Capacidade Térmica após uma falha térmica de inversão da
Sobrecarga Térmica. Esse comando permite a reinicialização de emergência antes de o motor ter
sido de fato resfriado.

AVISO
PERDA DE PROTEÇÃO DO MOTOR
Apagar o nível de capacidade térmica inibe a proteção térmica e pode ocasionar em
sobreaquecimento do equipamento e incêndio. A operação contínua com proteção térmica inibida
deve permanecer limitada às aplicações onde a reinicialização imediata é vital.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.
Número de Reinicializações
Cada grupo de proteção pode ser ajustado manualmente em 1, 2, 3, 4 ou 5.
Selecione "0" para desabilitar a reinicialização automática dos grupos de falha de proteção - e exigir
uma reinicialização manual - mesmo que o parâmetro do Modo de Reinicialização da Falha esteja
configurado para a reinicialização automática.
Selecione "5" para habilitar as tentativas de reinicialização automática. Após o atraso ter decorrido, o
controlador LTM R continuamente tenta reiniciar cada falha naquele grupo de reinicialização.
1639501 03/2013 171
Funções de Controle do Motor

Grupo de Reinicialização Automática (AU-G1)


As falhas do Grupo 1 requerem um resfriamento pré-definido após o parâmetro monitorado retornar
a e estiver abaixo de um limite pré-definido. As falhas do Grupo 1 incluem as falhas do Sensor de
Temperatura do Motor e da Sobrecarga Térmica. O atraso do tempo de resfriamento não é
configurável. Entretanto, você pode:
• adicionar ao atraso do resfriamento ao configurar o parâmetro do Tempo Limite do Grupo 1
de Reinicialização Automática a um valor maior do que 0 ou
• desabilitar a reinicialização automática ao configurar o parâmetro do Tempo Limite do Grupo
1 de Reinicialização Automática a 0.
O grupo 1 de Reinicialização Automática possui os seguintes parâmetros configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Configuração do Grupo 1 das Tentativas de 0 = manual, 1, 2, 3, 4, 5 = número ilimitado de tentativas 5
Reinicialização Automática de reinicialização

Tempo Limite do Grupo 1 de Reinicialização 0...65.535 s 480 s


Automática
Grupo de Reinicialização Automática (AU-G2)
As falhas do Grupo 2 geralmente não incluem um tempo de atraso de resfriamento pré-definido
antes que uma reinicialização possa executada, porém, podem ser reinicializadas assim que não
existir mais condição de falha. Muitas das falhas do grupo 2 podem resultar em algum
superaquecimento do motor, dependendo da severidade e duração da condição de falha,
dependendo sucessivamente da configuração da função da proteção.
Você consegue acrescentar um tempo de atraso de resfriamento, se apropriado, ao configurar o
parâmetro do Tempo Limite do Grupo 2 de Reinicialização Automática a um valor superior a 0. Você
também pode querer limitar o número de tentativas de reinicialização a fim de impedir um desgaste
prematuro ou falha do equipamento.
O grupo 2 de Reinicialização Automática possui os seguintes parâmetros configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Configuração do Grupo 2 das Tentativas de 0 = manual, 1, 2, 3, 4, 5 = número ilimitado de tentativas 0
Reinicialização Automática de reinicialização

Tempo Limite do Grupo 2 de Reinicialização 0...65.535 s 1...200 s


Automática
Grupo de Reinicialização Automática 3 (AU-G3)
As falhas do Grupo 3 sempre se aplicam ao monitoramento do equipamento e geralmente não
requerem um período de resfriamento do motor. Essas falhas podem ser utilizadas para detecção
das condições do equipamento, por exemplo, uma falha da subcorrente que detecta perda de uma
correia, uma falha de sobrepotência que detecta uma condição maior de carregamento em um
misturador. Você pode querer configurar as falhas do grupo 3 de uma forma que se diferencie
significativamente dos grupos 1 ou 2, por exemplo, configurando o número de reinicializações como
0, desse modo, exigindo uma reinicialização manual após a falha do equipamento ter sido
descoberta e corrigida.
O grupo 3 de Reinicialização Automática possui os seguintes parâmetros configuráveis:
Parâmetros Faixa de Configuração Configuração de
Fábrica
Configuração do Grupo 3 das Tentativas de 0 = manual, 1, 2, 3, 4, 5 = número ilimitado de tentativas 0
Reinicialização Automática de reinicialização

Tempo Limite do Grupo 3 de Reinicialização 0...65.535 s 60s


Automática

Métodos de Reinicialização Automática


O controlador LTM R permite os seguintes métodos de reinicialização automática:
 RB - Botão para Teste / Reinicialização no LTM R ou HMI
 PC - Ciclo de potência no controlador LTM R
 I.5 - Configurar a entrada da lógica I.5 no LTM R
 NC - Comando de rede
 Automático com as condições configuradas para o grupo de função da proteção (onde: AU-
GX=AU-G1, AU-G2 ou AU-G3)
A tabela abaixo lista os possíveis métodos de reinicialização automática para cada falha monitorada:
Categoria de Proteção Falha Monitorada Canal de Controle
Régua de terminais HMI Rede
Diagnóstico Verificação do Comando de RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, I.5, NC
Operação
Verificação do Comando RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, I.5, NC
para Parar
Verificação de Retrocesso RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, I.5, NC
Verificação de Retorno RB, PC, I.5 RB, PC, 1.5 RB, PC, I.5, NC

172 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Categoria de Falha Monitorada Canal de Controle


Proteção
Régua de HMI Rede
terminais
Erros de Conexão do PTC RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
configuração/fiação
Inversão do CT RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
Inversão da Fase da RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
Tensão
Inversão da Fase da RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
Corrente
Perda da Fase da RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5
Tensão
Configuração de Fase RB, PC, I.5 RB, PC, I.5 RB, PC, I.5, NC
Interno Sobrecarga de PC PC PC
Empilhamento
Watchdog PC PC PC
Soma de verificação PC PC PC
ROM
EEROM PC PC PC
CPU PC PC PC
Temperatura Interna PC PC PC
Sensor de PTC Binário AU-G1 AU-G1 AU-G1
Temperatura do Motor
PT100 AU-G1 AU-G1 AU-G1
PTC Analógico AU-G1 AU-G1 AU-G1
NTC Analógico AU-G1 AU-G1 AU-G1
Sobrecarga Térmica Definido AU-G1 AU-G1 AU-G1
Inversão térmica AU-G1 AU-G1 AU-G1
Corrente Partida Prolongada RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Congestionamento RB, I.5, AU-G2 RB, 1.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Desequilíbrio da Fase da RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Corrente
Perda da Fase da RB, I.5 RB, I.5 RB, I.5, NC
Corrente
Subcorrente RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, NC, AU-G3
Sobrecorrente RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, NC, AU-G3
Corrente de Aterramento RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Externo
Corrente de Aterramento RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Interno
Tensão Subtensão RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Sobretensão RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Desequilíbrio da Fase da RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Tensão
Potência Subpotência RB, I.5, AU-G3 RB, 1.5, AU-G3 RB, I.5, NC, AU-G3
Sobrepotência RB, I.5, AU-G3 RB, 1.5, AU-G3 RB, I.5, NC, AU-G3
Fator de subpotência RB, 1.5, AU-G2 RB, 1.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Fator de sobrepotência RB, 1.5, AU-G2 RB, 1.5, AU-G2 RB, I.5, NC, AU-G2
Perda de PLC em LTM R RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, NC, AU-G3
Comunicação
LTM E em LTM R RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, AU-G3 RB, I.5, NC, AU-G3

1639501 03/2013 173


Funções de Controle do Motor

Reinicialização remota

Introdução
A configuração do parâmetro do Modo de Reinicialização da Falha como Remoto acrescenta a
reinicialização das falhas da porta de rede do PLC sobre o LTM R Isso oferece um monitoramento
centralizado e controle das instalações do equipamento. A seleção do parâmetro do canal de
controle determina os métodos de reinicialização disponíveis.
Tanto os métodos de reinicialização manual quanto os métodos de reinicialização remota
reinicializam uma falha.

Métodos de Reinicialização Manual


O controlador LTM R apresenta os seguintes métodos de reinicialização remota:
Proteção Falha Monitorada Canal de Controle
Categoria Régua de terminais HMI Rede

Diagnóstico Verificação do Comando de RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
Operação I.5, I.5,
Verificação do Comando RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
para Parar I.5, I.5,
Verificação de Retrocesso RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
I.5, I.5,
Verificação de Retorno RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
I.5, I.5,
Erros de Conexão do PTC RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
configuração/ I.5, I.5,
da fiação Inversão do CT RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
I.5, I.5,
Inversão da Fase da RB, PC, 1.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
Tensão I.5, I.5,
Inversão da Fase da RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
Corrente I.5, I.5,
Perda da Fase da Tensão RB, PC, 1.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
I.5, I.5,
Configuração de Fase RB, PC, I.5, NC RB, PC, NC RB, PC, NC
I.5, I.5,
Interno Sobrecarga de PC PC PC
Empilhamento
Watchdog PC PC PC
Soma de verificação ROM PC PC PC
EEROM PC PC PC
CPU PC PC PC
Temperatura Interna PC PC PC
sensor de PTC Binário RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
temperatura do PT100 RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
motor PTC Analógico RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
NTC Analógico RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Sobrecarga Definido RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Térmica Inversão térmica RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Corrente Partida Prolongada RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Congestionamento RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Desequilíbrio da Fase da RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Corrente
Perda da Fase da Corrente RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Subcorrente RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Sobrecorrente RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Corrente de Aterramento RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Externo
Corrente de Aterramento RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Interno
Tensão Subtensão RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Sobretensão RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Desequilíbrio da Fase da RB, 1.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Tensão
Potência Subpotência RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Sobrepotência RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Fator de subpotência RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC
Fator de sobrepotência RB, I.5, NC RB, I.5, NC RB, I.5, NC

RB Botão para Teste/Reinicialização no lado frontal do controlador LTM R ou HMI


PC Ciclo de potência no controlador LTM R
I.5 Configuração da entrada da lógica I.5 no controlador LTM R
NC Comando de rede
174 1639501 03/2013
Funções de Controle do Motor

Proteção Falha Monitorada Canal de Controle


Categoria
Régua de terminais HMI Rede

Comunicação PLC em LTM R RB, 1.5, NC RB, 1.5, NC RB, 1.5, NC


Perda LTM E em LTM R RB, 1.5, NC RB, 1.5, NC RB, 1.5, NC
RB Botão para Teste/Reinicialização no lado frontal do controlador LTM R ou HMI
PC Ciclo de potência no controlador LTM R
I.5 Configuração da entrada da lógica I.5 no controlador LTM R
NC Comando de rede

1639501 03/2013 175


Funções de Controle do Motor

Códigos de Aviso e Falha

Códigos de Falha
Cada falha detectada é identificada através de um código de falha numérica.
Código de Falha Descrição
0 Nenhum erro
3 Corrente de Aterramento
4 Sobrecarga Térmica
5 Partida Prolongada
6 Congestionamento
7 Desequilíbrio da Fase da Corrente
8 Subcorrente
10 Teste
11 Erro da porta do HMI
12 Perda de comunicação da porta do HMI
13 Erro interno da porta da rede
16 Falha externa
18 Diagnóstico ativo/desativado
19 Diagnóstico da fiação
20 Sobrecorrente
21 Perda da Fase da Corrente
22 Inversão da Fase da Corrente
23 Sensor de Temperatura do Motor
24 Desequilíbrio da Fase da Tensão
25 Perda da Fase da Tensão
26 Inversão da Fase da Tensão
27 Subtensão
28 Sobretensão
29 Subpotência
30 Sobrepotência
31 Fator de subpotência
32 Fator de sobrepotência
33 Configuração do LTME
34 Curto-circuito do Sensor de temperatura
35 Circuito aberto do sensor de temperatura
36 Inversão do CT
37 Razão do CT fora do limite
46 Verificação da inicialização
47 Verificação da operação
48 Verificação da parada
49 Nova verificação da parada
51 Erro da temperatura interna do controlador
55 Erro interno do controlador (Sobrecarga de empilhamento)
56 Erro interno do controlador (Erro RAM)
57 Erro interno do controlador (Erro da soma da verificação RAM)
58 Erro interno do controlador (falha de watchdog do hardware)
60 Corrente L2 detectada no modo de fase única
64 Erro da memória não volátil
65 Erro de comunicação do módulo de expansão
66 Botão de reinicialização preso
67 Erro de função da lógica

176 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Códigos de Aviso
Código de Falha Descrição
100-104 Erro interno da porta da rede
109 Erro de comunicação da porta da rede
111 Falha de substituição do dispositivo com falha
555 Erro de configuração da porta da rede

Cada aviso detectado é identificado através de um código de aviso numérico.


Código de Aviso Descrição
0 Sem aviso
3 Corrente de Aterramento
4 Sobrecarga Térmica
5 Partida Prolongada
6 Congestionamento
7 Desequilíbrio da Fase da Corrente
8 Subcorrente
10 Porta do HMI
11 Temperatura interna do LTM R
18 Diagnóstico
19 Fiação
20 Sobrecorrente
21 Perda da Fase da Corrente
23 Sensor de Temperatura do Motor
24 Desequilíbrio da Fase da Tensão
25 Perda da Fase da Tensão
27 Subtensão
28 Sobretensão
29 Subpotência
30 Sobrepotência
31 Fator de subpotência
32 Fator de sobrepotência
33 Configuração do LTM E
46 Verificação da inicialização
47 Verificação da operação
48 Verificação da parada
49 Nova verificação da parada
109 Perda de comunicação da porta da rede
555 Configuração da porta da rede

1639501 03/2013 177


Funções de Controle do Motor

Comandos para Apagar do Controlador LTM R

Visão Geral
Os comandos para apagar permitem que o usuário apague categorias específicas dos parâmetros
do controlador LTM R:
• Apagar todos os parâmetros
• Apagar as estatísticas
• Apagar o nível de capacidade térmica
• Apagar as configurações do controlador
• Apagar as configurações da porta da rede
Os comandos para apagar podem ser executados a partir de:
• um PC que executa o SoMove com o DTM do TeSys T
• um dispositivo HMI:
• um PLC via a porta da rede (registro 705)

Comando para Apagar Tudo


Caso você queira mudar a configuração do controlador LTM R, você pode querer apagar todos os
parâmetros existentes a fim de configurar os novos parâmetros para o controlador.
O Comando Apagar tudo força o controlador a entrar no modo de configuração. Um ciclo de energia
é realizado para que a reinicialização ocorra de maneira correta nesse modo. Isso habilita o
controlador a selecionar novos valores para os parâmetros apagados.
Quando você apagar todos os parâmetros, as características estáticas também são perdidas.
Somente os seguintes parâmetros não são apagados após um Comando para Apagar Tudo.
• Contagem dos Fechamentos do Motor LO1
• Contagem dos Fechamentos do Motor LO2
• Temperatura Máxima Interna do Controlador

Comando para Apagar a Estatística


Os parâmetros da estatística são apagados sem o controlador LTM R ser forçado para o modo de
configuração. As características estáticas são preservadas.
Os seguintes parâmetros não são apagados após um Comando para Apagar a Estatística.
• Contagem dos Fechamentos do Motor LO1
• Contagem dos Fechamentos do Motor LO2
• Temperatura Máxima Interna do Controlador

Comando para Apagar o Nível de Capacidade Térmica


O Comando para Apagar o Nível de Capacidade Térmica apaga os seguintes parâmetros:
• Nível de Capacidade Térmica
• Tempo Limite de Bloqueio do Ciclo Rápido
Os parâmetros da memória térmica são apagados sem o controlador LTM R ser forçado para o
modo de configuração. As características estáticas são preservadas.
OBSERVAÇÃO: Esse bit é gravável a qualquer momento, mesmo quando o motor estiver operando.
Para maiores informações sobre o Comando Apagar o Nível de Capacidade Térmica, consulte
Reinicialização de Emergência, página 68.

Comando para Apagar os Ajustes do Controlador


O Comando para Apagar os Ajustes do Controlador restabelece as configurações de fábrica da
proteção do controlador LTM R (tempos limites e limites).
As seguintes configurações não são apagadas por esse comando:
• Características do controlador
• Conexões (CT, sensor de temperatura e ajustes de E/S)
• Modo de Operação
Os parâmetros de configuração do controlador são apagados sem o controlador ser forçado para o
modo de configuração. As características estáticas são preservadas.

178 1639501 03/2013


Funções de Controle do Motor

Comando para Apagar as Configurações da Porta da Rede


O Comando para Apagar as Configurações da Porta da Rede restabelece as configurações de
fábrica da porta da rede do controlador LTM R (endereço e assim por diante).
As configurações da porta da rede são apagadas sem o controlador ser forçado para o modo de
configuração. As características estáticas são preservadas. Somente a comunicação da rede torna-
se ineficaz.
Após os parâmetros de endereçamento de IP serem apagados, a energia deve passar por um ciclo
no controlador LTM R para obter os novos parâmetros de endereçamento de IP.

1639501 03/2013 179


Funções de Controle do Motor

180 1639501 03/2013


Instalação

Visão Geral
Esse capítulo descreve a instalação física e a montagem do controlador LTM R e o módulo de
expansão LTM E. Também explica como conectar e ligar o bloco do terminal do controlador,
incluindo a fiação da porta de comunicação tanto na carcaça quanto no quadro de distribuição.

PERIGO
RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO, EXPLOSÃO OU ARCO ELÉTRICO
• Desligue toda fonte de alimentação desse equipamento antes de trabalhar nele.
• Use os equipamentos de proteção pessoal apropriados (EPI) e siga as práticas de trabalho
elétrico seguras.
O não cumprimento dessas instruções resultará em morte ou ferimentos graves.

AVISO
OPERAÇÃO NÃO PRETENDIDA DO EQUIPAMENTO
• A utilização desse produto requer habilidade no projeto e programação dos sistemas de controle.
Somente pessoas com a referida habilidade estão autorizadas a programar e usar este produto.
• Siga todos os códigos e normas de segurança locais e nacionais.
• Siga todas as regras de compatibilidade eletromagnética descritas neste manual.
• Siga todas as regras para instalação e fiação descritas neste manual.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.

O que há nesse Capítulo?


Esse capítulo contém as seguintes seções:
Seção Tópico Página
5.1 Instalação 182
5.2 Fiação da Rede de Comunicação Modbus 219

1639501 03/2013 181


Instalação

5.1 Instalação

Visão Geral
Esta seção descreve os procedimentos da instalação e princípios da fiação do controlador LTM R e
o módulo de expansão LTM E.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Princípios Gerais 183
Dimensões 184
Montagem 186
Instalação 189
Fiação - Generalidades 194
Fiação - Transformadores da Corrente 198
Fiação - Transformadores da Corrente de Falha de Aterramento 203
Fiação - Sensores de Temperatura 205
Fiação - Fonte de Alimentação 206
Fiação - Entradas da Lógica 209
Fiação - Saídas da Lógica 213
Conexão a um Dispositivo HMI 215

182 1639501 03/2013


Instalação

Princípios Gerais

Introdução da Segurança Funcional


O sistema de gerenciamento de motores TeSys T faz parte de uma arquitetura global. Para melhorar
a segurança funcional, alguns riscos devem ser analisados, por exemplo:
• riscos funcionais globais,
• risco de hardware e pane de software
• riscos ambientais eletromagnéticos
Para reduzir os riscos ambientais eletromagnéticos, as regras da instalação e fiação devem ser
respeitadas.
Para maiores informações sobre o EMC, consulte o Guia de Instalação Elétrica capítulo
Compatibilidade Eletromagnética (versão Wiki em inglês somente em www.electrical-installation.org).

Regras para Instalação


As regras para instalação que devem ser respeitadas para que o LTM R opere corretamente
incluem:
• as regras da instalação para os componentes:
• associação do controlador LTM R com o módulo de expansão LTM E
• instalação em um quadro de distribuição, por exemplo, Okken, Blokset, ou outro tipo
• Regras da fiação do controlador LTM R (veja página 194):
• fiação da fonte de alimentação
• fiação das E/Ss: fiação da entrada da lógica e fiação da saída da lógica
• regras da fiação da rede de comunicação (veja página 219).

Regras para Instalação em um Quadro de Distribuição


A instalação do controlador LTM R na gaveta removível de um quadro de distribuição apresenta
restrições específicas ao tipo de quadro de distribuição:
• Para a instalação do controlador LTM R em um quadro de distribuição Okken, consulte Guia
da Fiação & Cabeamento das Comunicações Okken (disponível mediante solicitação).
• Para a instalação do controlador LTM R em um quadro de distribuição Blokset, consulte Guia
da Fiação & Cabeamento das Comunicações Blokset (disponível mediante solicitação).
• Para instalação do controlador LTM R em outros tipos de quadro de distribuição, siga as
instruções EMC específicas descritas neste manual e consulte as instruções relativas
específicas ao seu tipo de quadro de distribuição.

1639501 03/2013 183


Instalação

Dimensões

Visão Geral
Esta seção apresenta as dimensões do controlador LTM R e do módulo de expansão LTM E, bem
como as dimensões da zona de liberação ao redor do controlador e do módulo de expansão. As
dimensões são dadas tanto em milímetros quanto em polegadas e se aplicam a todos os modelos
LTM R e LTM E.

Dimensões do Controlador LTM R


Mm
pol.

OBSERVAÇÃO: A altura do controlador pode aumentar ao usar os terminais alternativos da fiação.

Dimensões do Módulo de Expansão LTM E


Mm
pol.

4.72

184 1639501 03/2013


Instalação

Dimensões da Zona de Liberação


A temperatura ambiente máxima do controlador depende das dimensões da zona de liberação. Elas
são mostradas na tabela abaixo.

1639501 03/2013 185


Instalação

Montagem

Visão Geral
Esta seção descreve como montar o controlador LTM R e o módulo de expansão LTME em um
quadro de distribuição.
Conexão do Controlador LTM R e do Módulo de Expansão LTM E
É recomendado montar o controlador LTM R e seu módulo de expansão LTM E lado a lado com o
módulo de expansão LTM E no lado esquerdo do controlador LTM R e conectado pelo conector LTM
CC004 (1).

Se não for possível montar o controlador LTM R e seu módulo de expansão lado a lado:
• Use somente os cabos blindados LTM9CEXP03 (2) ou LTM9CEXP10 (3) para conectá-los.
• Aterre o cabo blindado.
• Separe os cabos de conexão LTM9CEXP" de todos os outros cabos de energia e controle
para evitar distúrbio da EMC.

186 1639501 03/2013


Instalação

Instalação de um Contator Próximo ao Controlador LTM R


As regras para instalação dos contatores próximos a um controlador LTM R são as seguintes:
• Instale um contator a uma distância de mais de 10 cm (3,94 pol.) do controlador LTM R e do
módulo de expansão LTM E.
• Se não for possível, instale o contator no lado direito do controlador LTM R.
O contator deve ser montado de acordo com as dimensões da zona de liberação:

Não instale um contator nessa área.

Instale um contator nessa área, se você não conseguir de outra forma.

1639501 03/2013 187


Instalação

Exemplo da Instalação em uma Gaveta Removível de um Quadro de Distribuição

A1, A2 LTM R fonte de alimentação do controlador


B1, B2 fonte de alimentação dedicada às saídas da lógica

188 1639501 03/2013


Instalação

Instalação

Visão Geral
Esta seção descreve como montar o controlador LTM R e o módulo de expansão LTM E em um
trilho DIN, uma placa de montagem sólida, ou uma placa de montagem pré-aberta (conhecida como
placa TE), por exemplo, placa Telequick®. Também descreve os acessórios necessários para a
instalação, assim como para remover cada componente.
Lembrete: O controlador LTM R e seu módulo de expansão LTM E devem ser instalados lado a lado,
com o módulo de expansão LTM E no lado esquerdo do controlador LTM R, conectado através do
conector LTMCC004 (veja página 186).

Instalação nos Trilhos DIN


Você pode instalar o controlador e o módulo de expansão em um trilho DIN de 35 mm (1,38 pol.)
com uma espessura de 1,35 mm (0,05 pol.) e 0,75 mm (0,02 pol.). Quando instalado, os pés da
instalação do controlador não podem ficar além das dimensões do controlador (veja página 184).
Para instalar o controlador:
Etapa Ação
1 Na parte de trás do controlador encontram-se dois grampos do trilho DIN. Coloque o grampo
superior no trilho DIN.
2 Empurre o controlador na direção do trilho DIN até que o grampo inferior prenda. O controlador
fica preso no lugar.

Remoção dos Trilhos DIN


Para remover o controlador do trilho DIN:
Etapa Ação
1 Usando uma chave de fenda, retire o mecanismo branco de travamento para soltar o controlador.
2 Levante o controlador do trilho DIN.

1639501 03/2013 189


Instalação

Instalação de uma Placa Sólida de Instalação


Você pode instalar o controlador e o módulo de expansão em uma placa de montagem de metal
usando parafusos roscados de aço ST2.9. 4 para o controlador e 2 para o módulo de expansão. A
espessura da placa de instalação deve exceder 7 mm (0,275 pol.). Quando instalados, os pés da
instalação do controlador podem se estender além das dimensões do controlador (veja página 184)
em 8 mm (0,3 pol.) em ambas direções. Para instalar o controlador e o módulo de expansão em uma
placa de instalação:
Etapa Ação
1 Localize os 4 furos de montagem em cada canto do controlador e os 2 furos de montagem no
módulo de expansão.
2 Posicione o controlador e o módulo de expansão na placa de instalação, certifique-se de deixar
espaço suficiente para a zona de liberação. Veja as Dimensões na página 184.
3 Insira cada um dos 6 parafusos roscados.
4 Use uma chave de fendas para apertar cada parafuso e prender o controlador e o módulo de
expansão no local. Torque a 1 N«m (8.8 Ib-pol.).

190 1639501 03/2013


Instalação

Instalação em uma Placa TE


Você pode instalar o controlador e o módulo de expansão em uma Placa TE, por exemplo,
Telequick®,, usando 6 grampos de montagem (AF1 EA4). Quando instalados, os pés da instalação
do controlador podem se estender além das dimensões do controlador (veja página 184) em 8 mm
(0,3 pol.) em ambas direções. Para instalar o controlador no Telequick®:
Etapa Ação
1 Prender os 6 grampos de montagem no Telequick®, conforme mostrado no diagrama abaixo. A
extremidade arredondada deve ficar voltada para cima para os grampos de cima, e para baixo
para os grampos debaixo.
2 Posicione o controlador e o módulo de expansão nos grampos, de tal modo que os furos no
grampos e os furos no controlador e módulo de expansão se alinhem. Insira os parafusos nos
furos e aperte-os lentamente.
3 Quando o controlador e o módulo de expansão estiverem devidamente posicionados, aperte
primeiros os parafusos inferiores, depois, os parafusos superiores usando uma chave de fendas.
Torque a 1 N«m (8.8 Ib-pol.).

Posição Operacional
Você consegue instalar o controlador e o módulo de expansão a um ângulo de até 90 graus
perpendicular ao plano de montagem vertical normal.

1639501 03/2013 191


Instalação

Substituição das Réguas de terminais


As réguas de terminais padrão do controlador e do módulo de expansão podem ser substituídas com
réguas alternativas de terminais, se necessário. Com as réguas do terminais alternativas, os fios são
conectados perpendicularmente ao controlador ou lado do módulo de expansão.
Para substituir as réguas padrões por réguas alternativas:
Etapa Ação
1 Remova as 6 réguas padrões de terminal ao usar a ferramenta de extração do conector
LTM9TCT para levantar as réguas acima da unidade.

2 Empurre as réguas alternativas no local, certificando-se de posicioná-las corretamente.

OBSERVAÇÃO: Há duas réguas de terminais com 4 pinos. Essas réguas não são trocáveis. Por
esta razão, é importante que você leia as marcações nas réguas de terminais e siga o diagrama
abaixo ao posicioná-las.

192 1639501 03/2013


Instalação

1639501 03/2013 193


Instalação

Fiação - Generalidades

Visão Geral
A fiação de cada parte do controlador LTM R e do módulo de expansão LTM E é detalhada com
essas especificações:
• Fiação dos transformadores da corrente (veja página 198).
• Fiação dos transformadores da corrente de falha de aterramento (veja página 203).
• Fiação dos sensores de temperatura (veja página 205).
• Fiação da fonte de alimentação (veja página 206).
• Fiação das entradas da lógica (veja página 209).
• Fiação das saídas da lógica (veja página 213).
• Fiação dos transformadores de tensão no módulo de expansão LTM E.
A fiação da porta de comunicação depende do protocolo de comunicação e é descrito
separadamente (veja página 219).

Regras da Fiação
As seguintes regras da fiação devem ser respeitadas a fim de reduzir o distúrbio devido à EMC
sobre o comportamento do controlador LTM R.
• Mantenha o máximo de distância possível entre o cabo de comunicação e os cabos de
energia e/ou controle (mínimo 30 cm ou 11,8 pol.).
• Cruze diferentes tipos de cabos em ângulos retos, se necessário.
• Não entorte ou danifique os cabos. O raio mínimo de curvatura é 10 vezes o diâmetro do
cabo.
• Evite ângulos agudos acentuados nos caminhos ou na passagem do cabo.
• Use cabos blindados para conexão dos transformadores da corrente de falha do aterramento.
• A blindagem do cabo deve estar conectada a um aterramento de proteção em ambos os
lados.
• A conexão da blindagem do cabo no aterramento de proteção deve ser a mais curta possível.
• Conecte todas as blindagens juntas, se necessário.
• Realize o aterramento da blindagem com um colar.
• Acrescente filtros nas bobinas do contator para todos os contatores e relés.
• Coloque o cabo junto com a placa aterrada ao redor da gaveta removível.
Para maiores informações, consulte o Guia de Instalação Elétrica (disponível apenas em inglês),
capítulo Compatibilidade Eletromagnética (EMC).

194 1639501 03/2013


Instalação

Exemplo do Diagrama da Fiação: LTM R Controla um Motor Trifásico


O seguinte diagrama mostra a fiação do controlador LTM R e seu módulo de expansão LTM E
utilizados para controlar um motor trifásico em um modo independente com 3 fios (impulso):

A1, A2 Fonte de alimentação do controlador LTM R


B1,B2 Fonte de alimentação dedicada às saídas da lógica

1639501 03/2013 195


Instalação

Exemplo do Diagrama da Fiação: LTM =LTM R Controla um Motor Monofásico


O seguinte diagrama mostra a fiação do controlador LTM R e seu módulo de expansão LTM E usado
para controlar um motor monofásico em um modo independente com 3 fios (impulso):

A1, A2 Fonte de alimentação do controlador LTM R


B1,B2 Fonte de alimentação dedicada às saídas da lógica

Terminais de Conexão do Controlador LTM R e Atribuições do Pino


O controlador LTM R possui os seguintes terminais de conexão e atribuições do pino:
Bloco de terminal Pino Descrição
Tensão de controle, Entrada da A1 Entrada da tensão de alimentação (+ / -)
lógica e Terminais de Fonte
Comum A2 O negativo de uma fonte de alimentação para os modelos CC,
ou o aterramento secundário de um transformador de energia
de controle para os modelos CA (-/-).
I.1 Entrada da lógica 1
I.2 Entrada da lógica 2
I.3 Entrada da lógica 3
I.4 Entrada da lógica 4
I.5 Entrada da lógica 5
I.6 Entrada da lógica 6
C Entrada comum
Terminais de saída da lógica O.4 97-98 Contato NO
95-96 Contato NC
Observação: Os contatos 97-98 e os contatos 95-96 estão no mesmo
relé, então, o status aberto/fechado de um par dos contatos sempre é
oposto aop status do outro par.

Terminais de Saída da Lógica O.1 13-14 Contato NO - saída da lógica 1


a O.3
23-24 Contato NO - saída da lógica 2
33-34 Contato NO - saída da lógica 3
Entrada da Falha de Aterramento, Z1-Z2 Conexão para o transformador da corrente de falha de
Entrada do Sensor de aterramento externo
Temperatura T1-T2 Conexão para os sensores de temperatura do motor

196 1639501 03/2013


Instalação

Terminais de Conexão do Módulo de Expansão LTM E e Atribuições do Pino


O módulo de expansão LTM E possui os seguintes terminais de conexão e atribuições de pino:
Bloco de terminal Pino Descrição
Entradas de Tensão LV1 Tensão da entrada da Fase 1
LV2 Tensão da entrada da Fase 2
LV3 Tensão da entrada da Fase 3
Entradas da Lógica e Terminais Comuns I.7 Entrada da lógica 7
C7 Comum para I.7
I.8 Entrada da lógica I.8
C8 Comum para I.8
I.9 Entrada da lógica I.9
C9 Comum para I.9
I.10 Entrada da lógica I.10
C10 Comum para I.10

Características da Fiação do Terminal


Tanto os terminais do controlador LTM R como do módulo de expansão LTM E possuem as mesmas
características.
Os terminais possuem uma classificação de isolamento de 320 VCA.
A tabela abaixo descreve as características dos cabos que podem ser utilizados para ligar os
terminais:
Tipo de Cabo Nº de Condutores Seção do Condutor
2
mm AWG
Cabo (trançado) flexível Condutor único 0.2...2.5 24...14
2 condutores 0.2...1.5 24...16
Cabo sólido Condutor único 0.2...2.5 24...14
2 condutores 0.2...1.0 24...18
Cabo flexível (trançado) com as extremidades do Condutor único 0.25...2.5 24...14
cabo isoladas
2 condutores 0.5...1.5 20...16
Cabo flexível (trançado) com as extremidades do Condutor único 0.25...2.5 24...14
cabo não isoladas
2 condutores 0.2...1.0 24...18

A tabela abaixo descreve as características dos terminais:


Passo 5,08 mm 0,2 pol.
Torque de aperto 0,5 a 0,6 N«m 5 lb-pol
Chave de fenda 3 mm 0,10 pol.

1639501 03/2013 197


Instalação

Fiação - Transformadores da Corrente (da sigla em inglês, CTs)

Visão Geral
O controlador LTM R possui 3 janelas de CT através das quais você consegue encaminhar os
condutores do motor para as conexões de carga do contator.
A janela do CT permite que você conecte o controlador de 4 formas diferentes, dependendo da
tensão e do modelo de controlador utilizado:
• fiação do CT interno através da janela
• fiação do CT interno usando passagens múltiplas
• fiação do CT interno usando um kit de conector (ref. Classe 9999 MLPL)
• fiação do CT externo de carga
Esta seção descreve cada uma dessas opções.

Fiação do CT interno através da Janela


Os seguintes diagramas mostram a fiação comum utilizando a janela do CT para tanto os motores
monofásicos como trifásicos:

198 1639501 03/2013


Instalação

Fiação do CT interno usando passagens múltiplas


O controlador pode fisicamente suportar no máximo 5 passagens de 2.5 mm2 (14 AWG) de fio
através da janela do CT. Há 3 janelas de circuito localizadas abaixo da janela do CT que suportam
fisicamente até um máximo de 4 circuitos de fio.
Você consegue configurar o parâmetro de Passagens Múltiplas do CT para contagem do número de
vezes que os fios do motor passam através da janela do CT a fim de exibirem as leituras corretas da
corrente. Para maiores informações, leia as configurações do Transformador da Corrente de Carga
(veja página 348).
O seguinte diagrama mostra a fiação típica usando 2 passagens (1 circuito de fio):

Multiplique a corrente pelo número de vezes que os fios do motor passam através da janela do CT
para determinar a quantidade de corrente que passa através dos sensores de corrente interna.
Você pode querer adicionar diversas passagens a fim de
• aumentar a corrente sentida pelos sensores da corrente interna a um nível que o controlador
pode devidamente detectar, ou
• fornecer uma leitura mais precisa através dos sensores de corrente interna.
Recomendamos que você selecione um controlador com uma faixa de valor FLC que inclua o FLC
do motor. Entretanto, se o FLC do motor for menor que a faixa FLC do controlador, as diversas
passagens podem aumentar o nível da corrente sentido pelos sensores da corrente interna naquele
que o controlador pode detectar.
Por exemplo, se você usar um controlador com uma faixa FLC de 5 a 100A e o FLC do motor for 3A,
o controlador não consegue sentir adequadamente a corrente. Nesse caso, se você passar a fiação
da energia através dos sensores de corrente interna do controlador 2 vezes, os sensores de corrente
interna do controlador sentem 6A (2 passagens x 3A), um nível de corrente que cai dentro da faixa
FLC do controlador.
Para maiores informações sobre os tipos de controlador, consulte Controlador LTM R, página 13.

1639501 03/2013 199


Instalação

Fiação do CT interno usando um kit lug-lug


O controlador aceita o kit lug-lug Classe 9999 Tipo MLPL.
O seguinte diagrama mostra a fiação típica usando o kit lug-lug:

OBSERVAÇÃO: O kit lug-lug é IPO.


Para maiores informações sobre o kit lug-lug, consulte o boletim de instruções 30072-013-101.
• fornecido com o kit, ou
• disponível em http://products.schneider-electric.us/support/technical-library (segundo a
Biblioteca Técnica).

200 1639501 03/2013


Instalação

Fiação do CT externo de Carga


O controlador pode aceitar sinais secundários de 5A e 1A dos transformadores de corrente externos.
O modelo do controlador recomendado para essas correntes é o modelo O.4-8A. Você também
consegue usar diversas passagens através da janela CTR do controlador, se necessário.
Os CTs externos são especificados com uma razão de transformação. A razão do CT externo é a
razão da corrente de entrada do motor na corrente de saída do CT.
Para habilitar o controlador para ajustar a faixa do FLC e exibir a corrente da linha atual, configure os
seguintes parâmetros:
• CT Primário de Carga (o primeiro número da razão do CT)
• CT Secundário de Carga (o segundo número da razão do CT)
• Múltiplas Passagens do CT de Carga (o número de vezes que os fios de saída do CT passam
através das janelas do CT interno do controlador).
Para maiores informações, leia as configurações do Transformador da Corrente de Carga (veja
página 348). O seguinte diagrama mostra a fiação que usa os CTs externos:

Para uma descrição das características do CT externo, veja os Transformadores da Corrente de


Carga, página 15.

1639501 03/2013 201


Instalação

Fiação do CT na Presença de Acionamento de Velocidade Variável


Quando o motor é controlado por um acionamento de velocidade variável (VSD):
• Os transformadores da corrente (externo ou interno) devem ser montados a montante do
acionamento de velocidade variável, e não entre o acionamento de velocidade variável e o
motor. Os CTs não podem ser utilizados entre as saídas de acionamento e o motor, já que o
acionamento pode produzir frequências fundamentais fora da faixa 47-63Hz.
• Os estrangulamentos devem ser montados em 3 fases, entre os transformadores da corrente
(externo ou interno) e o acionamento de velocidade variável, a fim de minimizarem a corrente
da harmônica inicial suave e os distúrbios de tensão gerados pelo acionamento de velocidade
variável.

202 1639501 03/2013


Instalação

Fiação - Transformadores de Corrente da Falha de Aterramento

Instalação do Transformador de Corrente da Falha de Aterramento


O seguinte diagrama mostra uma instalação típica do controlador LTM R que usa um transformador
de corrente da falha de aterramento (GFCT):

Os GFCTs são especificados por uma razão de transformação. A razão do GFCT é razão da
corrente da falha de aterramento sentida para a corrente que produz.
Para habilitar o controlador para medir corretamente a corrente da falha de aterramento atual fluindo
no circuito, configure os seguintes parâmetros:
• CT Primário de Aterramento (o primeiro número da razão do GFCT)
• CT Secundário de Aterramento (o segundo número da razão do GFCT)
Para uma descrição das características do GFCT externo, veja os Transformadores da Corrente de
Aterramento, página 15.

1639501 03/2013 203


Instalação

Fiação do Transformador de Corrente da Falha de Aterramento


O transformador de corrente da falha de aterramento externo (GFCT) deve ser conectado aos
terminais Z1 e Z2 do controlador LTM R usando um cabo de par trançado blindado. A blindagem
deve ser conectada no aterramento em ambas extremidades através das conexões menores
possíveis.

204 1639501 03/2013


Instalação

Fiação - Sensores de Temperatura


Sensores de temperatura
O controlador LTM R possui 2 terminais dedicados a uma proteção de sensibilidade de temperatura
do motor: T1 e T2. Esses terminais retornam o valor da temperatura medido através dos detectores
de temperatura de resistência (da sigla em inglês, RTDs).
Um dos seguintes tipos de sensor de temperatura do motor pode ser utilizado:
• PTC Binário
• PT100
• PTC Analógico
• NTC Analógico
Consulte as Funções de Medição e Monitoramento, página 25 e Funções de Proteção do Motor,
página 62 para maiores informações sobre os sensores de temperatura.

Fiação do Sensor de Temperatura


A seguinte tabela mostra os comprimentos máximos do fio para os elementos do sensor de
temperatura:
2
mm (AWG) 0,5 (20) 0,75(18) 1,5(16) 2,5(14)
m(pés) 220 (656) 300 (985) 400(1312) 600(1970)

Use o cabo de par trançado não blindado para conexão do controlador ao sensor de temperatura.
Para o controlador medir precisamente a resistência do elemento de detecção da temperatura, você
deve medir a resistência do par trançado e acrescentá-la à resistência desejada para proteção. Isso
compensa a resistência do condutor.
O seguinte diagrama mostra a fiação do controlador LTM R e o sensor de temperatura de um motor
monofásico.

Para maiores informações sobre a fiação, consulte Fiação - Generalidades, página 194.

1639501 03/2013 205


Instalação

Fiação - Fonte de Alimentação

Visão Geral
A tensão de alimentação do controlador LTM R pode ser:
• 24 VCC, ou
• 100...240 VCA
A seguinte tabela apresenta as regras de associação do controlador LTM R e do módulo de
expansçao LTM E:
LTMR•••BD (VCC) LTMR•••FM (VCA)
LTME••BD (VCC) X X
LTME••FM (VCA) - X
X Associação permitida
- Associação não permitida

Fonte de alimentação 1 CC
Uma fonte de alimentação dedicada 24 VCC é necessária para fornecer:
• um ou mais controladores LTM R incluindo as entradas da lógica do(s) controlador(es) LTM R.
• as entradas da lógica do(s) módulo(s) de expansão LTM E
Uma fonte de alimentação 24 V CC específica adicional é necessária para fornecer:
• as saídas da lógica do controlador LTM R
• outros dispositivos
A fonte de alimentação CC do controlador LTM R deve possuir as seguintes características:
• Conversor AC/CC
• entrada CA/saída CC de isolamento galvânico: 4 kVCA mínimo a 50 Hz
• tensão de entrada: 240 VCA (+15% / -20%)
• tensão de saída: 24 VCC (+/-10%)

As seguintes fontes de alimentação Schneider Electric ABL8RPS24»« são recomendadas:


Número de Referência Tensão de Tensão/Corrente de Número Máximo de
Entrada Saída Controladores LTM R
fornecidos
ABL8RPS24100 200...500 VCA 24 VCC/10 A 24
ABL8RPS24050 200...500 VCA 24 VCC/5 A 12
ABL8RPS24030 200...500 VCA 24 VCC/3 A 8

206 1639501 03/2013


Instalação

Fonte de alimentação CA
Instalação
Uma fonte de alimentação dedicada CA/CA ou UPS é necessária para fornecer:
• um ou mais controladores LTM R incluindo as entradas da lógica do(s) controlador(es) LTM R.
• as entradas da lógica do(s) módulo(s) de expansão LTM E
Uma fonte de alimentação CA ou CC específica adicional é necessária para fornecer:
• as saídas da lógica do controlador LTM R
• outros dispositivos
A fonte de alimentação CA do controlador LTM R deve possuir as seguintes características:
• transformador de isolamento
• tensão de saída: 115 ou 230 VCA (+15% / -20%)
• A tensão de saída 115 VCA é recomendada
• com a tensão de saída 230 VCA, um filtro externo adicional LTM9F pode ser necessário (veja
página 207).
• energia de acordo com o número dos controladores LTM R (diversas fontes CA são
recomendadas)

Fonte de Alimentação CA com Filtro Externo LTM9F


O filtro externo LTM9F é um filtro de energia dedicado ao controlador LTM R com a fonte de
alimentação CA.
Use um filtro externo LTM9F quando a tensão de saída da fonte de alimentação exceder 150 VCA e
apresentar riscos de picos de tensão acima de 300 VCA. Essa regra aplica-se mesmo quando um
UPS é utilizado como fonte de alimentação CA. Isso devido a diferentes tipos de UPS disponíveis e
seus modos de operação.
Se um LTM9F é exigido um controlador LTM R com tensão de alimentação CA, um LTM9F deve ser
utilizado em cada controlador LTM R com a tensão de alimentação CA no sistema.
O filtro externo LTM9F não deve ser utilizando quando a tensão de saída da fonte de alimentação for
menor do que 150 VCA. Quando o filtro externo LTM9F for utilizado com um UPS, o filtro é
conectado após o UPS, conforme mostrado abaixo:

1639501 03/2013 207


Instalação

Conexão em Série da Fonte de Alimentação


Quando a mesma fonte de alimentação (CA ou CC) for utilizada para fornecimento de diversos
controladores LTM R, é recomendado fechar o circuito:
• evite desligar,
• reduza a queda da tensão devido aos cabos maiores

208 1639501 03/2013


Instalação

Fiação - Entradas da Lógica

Visão Geral
10 entradas da lógica máxima são fornecidas:
• 6 entradas da lógica no controlador LTM R, internamente acionadas pelo LTM R
• 4 entradas da lógica no módulo de expansão LTM E, independente se acionadas

Entradas da Lógica do Controlador LTM R


O controlador LTM R possui 6 entradas da lógica:
• disponíveis via terminais de fiação em campo I.1-1.6
• internamente acionadas pela tensão de controle do controlador LTM R (a tensão de entrada é
a mesma tensão que a tensão de fornecimento do controlador)
• isoladas das entradas do módulo de expansão LTME.
Os 3 terminais comuns (C) do controlador LTM R são conectados a uma tensão de controle A1
através de um filtro interno, conforme mostrado nos exemplos do diagrama da fiação (veja página
195).

OBSERVAÇÃO
RISCO DE DESTRUIÇÃO DAS ENTRADAS DA LÓGICA
• Conecte as entradas do controlador LTM R ao usar os 3 terminais comuns (C) conectados na
tensão de controle A1 através de um filtro interno.
• Não conecte o terminal comum (c) nas entradas da tensão de controle A1 ou A2.
• Acrescente um resistor de proteção em cada entrada utilizada dos controladores
LTMR>><<FM.
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos nos equipamentos.
Para maiores informações, consulte a fiação da fonte de alimentação (veja página 206) e as
especificações técnicas do controlador LTM R (veja página 338).

Entradas da Lógica do Módulo de Expansão LTM E


As 4 entradas lógicas no módulo de expansão LTM E (1.7-I.10) não são acionadas através da
tensão de controle do controlador LTM R.

OBSERVAÇÃO
RISCO DE DESTRUIÇÃO DAS ENTRADAS DA LÓGICA
Acrescente um resistor de proteção em cada entrada utilizada dos módulos de expansão
LTME<<FM.
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos nos equipamentos.
Para maiores informações, consulte as especificações técnicas do controlador LTM E (consulte a
página 341) e a descrição da fonte de alimentação (consulte a página 206).

1639501 03/2013 209


Instalação

Resistor de Proteção nas Entradas da Lógica


Para os módulos LTMR•••FM e LTME••FM acionados por uma fonte de alimentação CA, um resistor
de proteção é obrigatório para aumentar a força adas entradas da lógica.
No caso de níveis transitórios de alta tensão e bastante rápidos, as entradas podem cair
dependendo da energia transitória resultante.
Essas sobretensões transitórias podem ser devido a:
• liberação do curto-circuito
• iluminação dos parafusos próximo ao processo
• acionamento de rápida tensão nas linhas de alimentação
• linhas capacitivas ou indutivas longas
• comutação do banco do capacitor
• comutação de contato rápido do relé ou contator
O seguinte resistor de proteção é recomendado:
Modelo Welwyn W31 (recomendado) ou série W21
Potência 3W
Valor do resistor 560...1.000Q±5% Valor recomendado = 1.000 Q.

O seguinte diagrama apresenta a fiação de um controlador LTMR•••FM e seu módulo de expansão


LTME••FM com os resistores de proteção em cada entrada da lógica:

Configuração das Entradas CA do Controlador


O controlador LTM R usa os filtros internos para obter um sinal de CA correto nas entradas.
Para resultados mais precisos, esse filtro pode ser configurado pelo registro de ajuste das entradas
CA do controlador (veja página 314) para ajustar a alimentação da tensão e ativar a característica
interna de filtragem adaptável.

Conexão das Entradas da Lógica


Dois tipos de conexão são possíveis:
• Conexão direta para todas as informações nas entradas da lógica que surgem do quadro de
distribuição.
• Conexão via relés de interposição para todas informações nas entradas da lógica que vêm de
fora do quadro de distribuição e principalmente conectadas com as maiores linhas.
O uso de relés de interposição reduz os efeitos do distúrbio de EMC sobre o controlador LTM
R e melhora a confiabilidade das informações.

210 1639501 03/2013


Instalação

Relé de Interposição Recomendado


Os relés de interposição devem possuir as seguintes características;
• relé eletromecânico com isolamento de 2,5 kVCA mínimo
• auto-limpeza ou contato de baixo nível (I < 5 mA)
• instalado no quadro de distribuição o mais próximo possível do controlador LTM R
• tensão do circuito de controle CA ou CC, fornecida através da fonte de alimentação separada
(não fornecida pela mesma fonte de alimentação que o controlador LTM R, para respeitar o
isolamento galvânico)
No caso de distâncias maiores entre o processo e o controlador LTM R, os relés de interposição com
a tensão do circuito de controle de CC são recomendados.
O módulo de proteção é obrigatório nos relés de interposição a fim de reduzir a oscilação.
O resistor de proteção é obrigatório nas entradas de CA dos controladores LTM R e dos módulos de
expansão LTM E.
Os seguintes relés de interposição Schneider Electric RSB1 são recomendados:
Número de Referência Tensão do Circuito de Controle Módulo de Proteção
RSB1A12OD 6, 12,24, 48, 60, 110 VCC Diodo RZM040W
RSB1A12O7 24, 48 VCA Circuito RC RZM041BN7
RSB1A12O7 120, 220, 230, 240 VCA Circuito RC RZM041FU7

Uso dos Relés de Interposição CC


Os relés de interposição CC são recomendados devido às longas distâncias dos fios poderem ser
utilizadas para comandarem o relé.
Tensão do relé CC RSB1 24 VCC 48 VCC 110VCC
Distância máxima para os fios em paralelo 3.000 m (10.000 pés) 3.000 m (10.000 pés) 3.000 m (10.000
sem filtragem metálica: pés)
Distância máxima para os fios em paralelo 3.000 m (10.000 pés) 3.000 m (10.000 pés) 3.000 m (10.000
com filtragem metálica: pés)

O seguinte diagrama mostra um exemplo ao usar os relés de interposição CC:

1639501 03/2013 211


Instalação

Uso dos Relés de Interposição CA


O uso de um relé de interposição CA somente é permitido a distâncias curtas, se uma tensão CA for
obrigatória.
Tensão do relé CA RSB1 24 VCA 48 VCA 120 VCA 230/240 VCA
Distância máxima para os fios em paralelo 3.000 m 1.650 m (5.500 170 m (550 50 m (165 pés)
sem filtragem metálica: (10.000 pés) pés) pés)
Distância máxima para os fios em paralelo 2.620 m (8.600 930 m (3.000 96 m (315 pés) 30 m (100 pés)
com filtragem metálica: pés) pés)

O seguinte diagrama mostra um exemplo ao usar os relés de interposição CA:

Uso dos Relés de Interposição CA com um Retificador


O uso do relé de interposição CA com um retificador é recomendado a longas distâncias, se uma
tensão CA for obrigatória.,
Adicione um retificador composto de diodos de 1A/1000V para comando de um relé de interposição
CA. Dessa forma, a corrente CA retificada flui no cabo de controle quando a chave na parte contínua
está fechada.
Tensão do relé CA RSB1 24 VCA 48 VCA 120 VCA 230/240 VCA
Distância máxima para os fios em 3.000 m 3.000 m 3.000 m 3.000 m
paralelo sem filtragem metálica: (10.000 pés) (10.000 pés) (10.000 pés) (10.000 pés)
Distância máxima para os fios em 3.000 m 3.000 m 3.000 m 3.000 m
paralelo com filtragem metálica: (10.000 pés) (10.000 pés) (10.000 pés) (10.000 pés)

O seguinte diagrama mostra um exemplo ao usar os relés de interposição CA com um retificador:

212 1639501 03/2013


Instalação

Fiação - Saídas da Lógica

Visão Geral
As 4 saídas da lógica do controlador LTM R são saídas do relé. As saídas de relé comandam o
motor gerenciado pelo controlador LTM R.
As 4 saídas de relé no controlador LTM R são:
• 3 saídas de relé de pólo único/de uma direção (SPST, NO)
• 1 saída de relé bipolar/de uma única direção (DPST, NC+NO)

Relés de Interposição de Saída


Quando uma saída comanda um contator, um relé de interposição pode ser necessário dependendo
da tensão da bobina e da energia exigida pelo contator usado.
O seguinte diagrama ilustra a fiação do sistema sem e com o uso de um relé de interposição KA:

Sem relé de interposição Com relé de interposição

Fonte de alimentação B1, B2 dedicada às saídas da lógica


As características da saída da lógica do controlador LTM R são:
• tensão de isolamento nominal: 300 V
• carga térmica nominal CA: 250 VCA / 5 A
• carga térmica nominal CC: 30 VCC / 5 A
• Classificação CA 15: 480 VA, 500,000 operações, le máx = 2 A
• Classificação CC 13: 30 W, 500.000 operações, le máx = 1,25 A
Se a saída da lógica do controlador LTM R não for capaz de controlar diretamente o contator, um
relé de interposição é exigido.
O módulo de proteção é obrigatório nos relés de interposição a fim de reduzir a oscilação.

1639501 03/2013 213


Instalação

Contatores Recomendados
As tabelas no anexo, listagem das referências e características dos contatores Schneider Electric
especificam se um relé de interposição é exigido ou não (veja página 344).

214 1639501 03/2013


Instalação

Conexão em um Dispositivo HMI

Visão Geral
Esta seção descreve como conectar o controlador LTM R em um dispositivo HMI, por exemplo,
Magelis® XBT ou um LTM CU TeSys® T, ou um PC que opera SoMove com o DTM do TeSys T. O
dispositivo HMI deve ser conectado na porta RJ 45 no controlador LTM R, ou na porta de interface
HMI (RJ45) no módulo de expansão LTM E.
O dispositivo HMI do Magelis® XBT deve ser acionado separadamente. Você pode conectá-lo em
um controlador no modo 1 em muitos.

Regras da Fiação
As regras da fiação devem ser respeitas a fim de reduzir o distúrbio sobre o comportamento do
controlador LTM R devido à EMC.
A enorme lista de regras da fiação é descrita nas recomendações gerais (veja página 194).

OBSERVAÇÃO
OPERAÇÃO NÃO PRETENDIDA DO EQUIPAMENTO
Use os cabos padrões Schneider Electric
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos nos equipamentos.

Conectando a um Dispositivo HMI do Magelis® XBT em um Modo 1 em muitos


O diagrama abaixo mostra uma conexão 1 em muito do HMI Magelis® XBTN410 até 8
controladores, com e sem o módulo de expansão LTM E:

1 Dispositivo HMI Magelis® XBTN410


®
2 Cabo de conexão XBTZ938 Magelis
3 Caixas de junção em T VW3 A8 306 TF••
4 Cabo blindado com 2 conectores RJ45 VW3 A8 306 R••
5 Dispositivo terminal de linha VW3 A8 306 R
6 Controlador LTM R
7 Módulo de expansão LTM E

1639501 03/2013 215


Instalação

Conexão a um Dispositivo HMI do LTM CU do TeSys® T


Os diagramas abaixo mostram o dispositivo HMI do LTM CU do eSys® T conectado ao controlador
LTM R, sem e com o módulo de expansão LTM E:

1 Unidade do Operador de Controle do LTM CU


2 Colar de Aterramento
3 Cabo de conexão do dispositivo HMI do LTM9C••
4 Controlador LTM R
5 Módulo de expansão LTM E

Conexão a um Dispositivo HMI Genérico


Você pode também conectar o controlador LTM R e o módulo de expansão em um dispositivo HMI
da sua escolha, ao usar um cabo blindado para o barramento Modbus, referência TSX CSA •••.
A pinagem da porta RJ45 para conexão à porta HMI do controlador LTM R ou do módulo de
expansão LTM E é:
Visualização frontal

O layout da fiação do RJ45 é:


Nº do pino Sinal Descrição
1 Reservado Não conecte
2 Reservado Não conecte
3 - Não conecte
4 D1 ou D (B) Comunicação entre o controlador HMI e LTM R
5 DO ou D (A) Comunicação entre o controlador HMI e LTM R
6 Reservado Não conecte
7 VP Fonte de alimentação +7 VCC (100 mA) fornecida pelo controlador LTM R
8 Comum Sinal e fonte de alimentação comuns

216 1639501 03/2013


Instalação

Conexão a um PC executando o SoMove com o DTM do TeSys no Modo 1 a 1


Os diagramas abaixo mostram uma conexão 1 a1 de um PC executando o SoMove com o DTM do
TeSys T no controlador LTM R, com e sem o módulo de expansão LTM E e o LTM CU:

1 PC executando o SoMove com o DTM do TeSys T


2 Kit de cabo TCSMCNAM3M002P
3 Controlador LTM R
4 Módulo de expansão LTM E
5 Unidade do Operador de Controle LTM CU
6 Colar de Aterramento
7 Cabo de conexão do dispositivo HMI do TM9C••

Quando o LTMCU estiver conectado a um computador, o LTMCU torna-se passivo e não pode ser
utilizado para visualizar as informações.

1639501 03/2013 217


Instalação

Conexão a um PC executando o SoMove com o DTM do TeSys no Modo 1 em muitos


O diagrama abaixo mostra uma conexão 1 em muitos de um PC executando o SoMove com o DTM
do TeSys T até 8 controladores (com ou sem o módulo de expansão LTM E)

1 PC executando o SoMove com o DTM do TeSys T


2 Kit de cabo TCSMCNAM3M002P
3 Caixas de junção em T VW3 A8 306 TF••
4 Cabo blindado com 2 conectores RJ45 VW3 A8 306 R••
5 Dispositivo terminal de linha VW3 A8 306 R
6 Controlador LTM R
7 Módulo de expansão LTM E

OBSERVAÇÃO: Essa conexão requer a definição de diferentes endereços de comunicação do HMI.


A configuração de fábrica do endereço da porta HMI é 1.

Acessórios de Conexão
A seguinte tabela lista os acessórios de conexão para o Magelis® XBT e outros dispositivos do HMI:
Designação Descrição Referência
Caixas de junção em T Caixa com 2 conectores gêmeas RJ 45 para o VW3 A8 306 TF03
cabo tronco e um cabo integrado de 0,3 m (1 pé)
com 1 conector macho RJ45 para derivação.

Caixa com 2 conectores gêmeas RJ 45 para o VW3 A8 306TF10


cabo tronco e um cabo integrado de 1 m (3,2 pés)
com 1 conector macho RJ45 para derivação.

Dispositivo terminal de linha R = 120  VW3 A8 306 R


para o conector RJ45
®
Cabo de conexão Magelis Comprimento = 2,5 m (8,2 pés) XBTZ938
® ®
(somente Magelis XBTN410) Conector SUB-D 25 pts para conexão ao Magelis
XBT

Kit do cabo Comprimento = 2,5 m (8,2 pés) conversor USB em TCSMCNAM3M002P


RS 485
Cabos de comunicação Comprimento = 0,3 m (1 pé) VW3 A8 306 R03
Comprimento = 1 m (3,2 pés) VW3 A8 306 R10
Comprimento = 3 m (3,2 pés) VW3 A8 306 R30

Cabo de conexão do Comprimento = 1 m (3,2 pés) LTM9CU10


dispositivo HMI
Comprimento = 3 m (9,6 pés) LTM9CU30

218 1639501 03/2013


Instalação

5.2 Fiação da Rede de Comunicação Modbus

Visão Geral
Esta seção descreve como conectar um controlador LTM R em uma rede RS 485 Modbus com um
conector RJ 45 ou um conector de estilo aberto.
Três possíveis topologias de rede são apresentadas.

AVISO
PERDA DE CONTROLE
• O projetista de qualquer esquema de controle deve considerar os possíveis modelos de falha dos
caminhos de controle e, para certas funções críticas, apresentar meios de obter um estado
seguro durante e após uma falha do caminho. Exemplos das funções de controle críticas são
parada de emergência e parada de sobrecurso.
• Caminhos de controle separados e redundantes devem ser apresentados para as funções
críticas de controle.
• Os caminhos de controle do sistema podem incluir links de comunicação. Deve-se considerar as
implicações dos atrasos antecipados de transmissão ou falhas do link "1*.
• Cada implementação de um controlador LTM R deve ser individual ou totalmente testada para a
operação apropriada antes dele ser colocado em operação.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.
(1) Para informações adicionais, consulte NEMA ICS I.1 (última edição), Orientações de Segurança
para a Aplicação, Instalação e Manutenção do Controle do Estado Sólido.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Características da Rede Modbus 220
Características do Terminal de Fiação da Porta de Comunicação Modbus 221
Fiação da Rede Modbus 223

1639501 03/2013 219


Instalação

Características da Rede Modbus

Visão Geral
O Guia de Implementação e Especificação do Modbus sobre a Linha Serial, publicado em
www.modbus.org, define as características do protocolo Modbus sobre a linha serial. O controlador
LTM R cumpre com essa especificação.

Diagrama Padrão da Rede Modbus


O diagrama padrão corresponde à especificação Modbus no site www.modbus.org. e,
principalmente, no diagrama do barramento serial modo multidrop com 2 fios.
O diagrama simplificado é conforme segue:

Principal

Slave 1 Slave 2

Características para Conexão no Barramento RS 485


O padrão RS 485 permite variações de algumas características:
• polarização
• dispositivo terminal da linha
• número de slaves
• comprimento do barramento

Características Valor
Número máximo das estações 32 estações, i.e., 31 escravos
(sem repetidor)
Tipo de cabo tronco Cabo par trançado, blindado, único, com impedância característica de 120Q,
e, pelo menos, um terceiro condutor
Comprimento do barramento 1.000 m (3.300 pés) a 19.200 Baud
máximo
Comprimento máximo das • 20 m (66 pés) para uma derivação
derivações
• 40 m (131 pés) divididos pelo número das derivações na caixa de junção
múltipla
Polarização do barramento • Um resistor de pull-up de 450 a 650  a 5 V
• Um resistor de pull-down de 450 a 650  no Comum.
Essa polarização é recomendada para o principal. Não há nenhuma
polarização no terminal RS 485 no controlador LTM R.

Dispositivo terminal da linha Um resistor120 Q. +/- 5% em ambas extremidades do barramento.


Polaridade comum A polaridade comum está conectada ao aterramento de proteção em, pelo
menos, um ponto no barramento.

220 1639501 03/2013


Instalação

Características do Terminal de Fiação da Porta de Comunicação Modbus

Geral
As características físicas principais de uma porta Modbus são:
Interface física RS 485 com 2 fios e diversos pontos - rede elétrica
Conector Bloco do terminal e RJ45
Polarização No nível principal

Interface Física e Conectores


O controlador LTM R é equipado com 2 tipos de conector, no lado frontal:
1. um conector RJ45 fêmea blindado
2. um bloco terminal, separado, estilo aberto
A figura mostra o lado frontal do LTM R com os conectores Modbus:

Ambos os conectores são eletricamente idênticos. Eles seguem os padrões de interoperabilidade do


Modbus.
OBSERVAÇÃO: O produto deve ser conectado através somente de 1 porta. O uso do conector
RJ45 é recomendado.

Pinagem do Conector RJ45


O controlador LTM R está conectado à rede Modbus com um conector RJ45 blindado em
conformidade com a seguinte fiação:
Visualização frontal

O layout da fiação do RJ45 é:


Nº do pino Sinal Descrição
1 - Não conectado
2 - Não conectado
3 - Não conectado
4 D1 ou D (B) (Terminal do transceptor 1)
5 DO ou D (A) (Terminal do transceptor 0)
6 - Não conectado
7 - Não conectado
8 OVL Sinal e fonte de alimentação comuns

1639501 03/2013 221


Instalação

Bloco do terminal em estilo aberto


O controlador LTM R possui os seguintes terminais de conexão de rede e atribuições do pino.
Pino Sinal Descrição
1 D1 ou D (B) (Terminal do transceptor 1)
2 DO ou D (A) (Terminal do transceptor 0)
3 S Pino blindado Modbus
4 V- Sinal e fonte de alimentação comuns
5 NC Pino VP Modbus (não conectado)

Características do bloco do terminal em estilo aberto


Conector 5 Pinos
Pitch 5,08 mm (0.2 pol.)
Torque de aperto 0,5 a 0,6 N•m (5 Ib-pol.)
Chave de fenda 3 mm (0,10 pol.)

222 1639501 03/2013


Instalação

Fiação da Rede Modbus

Visão Geral
O modo recomendado para conexão de um controlador LTM R a uma rede Modbus no barramento
RS485 é a conexão via conector RJ45 fêmea blindado.
Esta seção descreve 3 casos típicos de conexão dos controladores LTM R no barramento via seu
conector RJ45:
• conexão dos controladores LTM R instalados em um compartimento via caixas de junção T.
• conexão dos controladores LTM R instalados nas gavetas removíveis via caixas de junção T.
• conexão dos controladores LTM R instalados nas gavetas removíveis via cabos conectados
por fio.

Regras da Fiação Modbus


As seguintes regras da fiação devem ser respeitadas a fim de reduzir o distúrbio devido à EMC
sobre o comportamento do controlador LTM R.
• Mantenha o máximo possível de distância entre o cabo de comunicação e os cabos de
energia e/ou controle (mínimo 30 cm ou 11,8 pol.).
• Cruze os cabos Modbus e os cabos de energia nos ângulos corretos, se necessário.
• Instale os cabos de comunicação o mais próximo possível à placa aterrada.
• Não entorte ou danifique os cabos. O raio mínimo de curvatura é 10 vezes o diâmetro do
cabo.
• Evite ângulos agudos acentuados nos caminhos ou passagem do cabo.
• Use somente os cabos recomendados.
• Todos os conectores RJ45 devem ser metálicos.
• Um cabo Modbus deve ser blindado.
• A blindagem do cabo deve estar conectada a um aterramento de proteção.
• A conexão da blindagem do cabo no aterramento de proteção deve ser a mais curta
possível.
• Conecte todas as blindagens juntas, se necessário.
• Realize o aterramento da blindagem com um colar.
• Quando o controlador LTM R for instalado em uma gaveta removível:
• Conecte juntos todos os contatos de blindagem da parte da gaveta removível do conector
auxiliar no aterramento da gaveta removível para criar uma barreira eletromagnética.
Veja Guia da Fiação & Cabeamento das Comunicações Okken (disponível mediante
solicitação).
• Não conecte a blindagem do cabo na parte fixa do conector auxiliar.
• Coloque um dispositivo terminal de linha em cada extremidade do barramento para evitar
funcionamentos inadequados no barramento de comunicação. Um terminal de linha
geralmente está integrado no principal.
• Ligue o barramento diretamente entre cada conector, sem blocos do terminal intermediários.
• A polaridade comum (0V) deve ser diretamente conectada ao aterramento de proteção,
preferencialmente, em um ponto apenas para todo o barramento, esse ponto é escolhido ou
no dispositivo principal ou no dispositivo de polarização.
Para maiores informações, consulte o Guia de Instalação Elétrica (disponível apenas em inglês),
capítulo Compatibilidade Eletromagnética (EMC).

OBSERVAÇÃO
FUNCIONAMENTO INADEQUADO DA COMUNICAÇÃO
Respeite todas as regras da fiação e aterramento a fim de evitar o funcionamento inadequado da
comunicação devido ao distúrbio de EMC.
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos nos equipamentos.

1639501 03/2013 223


Instalação

Controladores LTM R Instalados em um Compartimento


O diagrama da fiação para conexão dos controladores LTM R instalados em um compartimento no
barramento RS 485 por meio de um conector RJ45 apresenta-se conforme a seguir:

1 Principal (PLC, PC ou módulo de comunicação) com o dispositivo terminal de linha


2 Cabo blindado Modbus com 2 conectores RJ45 VW3 A8 306 R••
3 Aterramento da blindagem do cabo Modbus
4 Caixas de junção em T Modbus VW3 A8 306 TF•• (com cabo)
5 Aterramento das caixas de junção em T Modbus
6 Dispositivo terminal da linha para o plugue RJ45 VW3 A8 306R (120)

Controladores LTM R instalados em um Quadro de Distribuição de Controle do Motor Blokset ou Okken


A instalação dos controladores LTM R nas gavetas removíveis de um quadro de distribuição
apresenta restrições específicas ao tipo de quadro de distribuição:
• Para a instalação dos controladores LTM R em um quadro de distribuição Okken, consulte
Guia da Fiação & Cabeamento das Comunicações Okken (disponível mediante solicitação).
• Para a instalação dos controladores LTM R em um quadro de distribuição Blokset, consulte
Guia da Fiação & Cabeamento das Comunicações Blokset (disponível mediante solicitação).
• Para instalação dos controladores LTM R em outros tipos de quadro de distribuição, siga as
instruções EMC específicas descritas neste manual e consulte as instruções relativas
específicas ao seu tipo de quadro de distribuição.

224 1639501 03/2013


Instalação

Controladores LTM R instalados nas Gavetas Removíveis via Cabos Conectados por Fio.
O diagrama da fiação para conexão dos controladores LTM R instalados em gavetas removíveis no
barramento RS 485 via conector RJ45 e cabos conectados por fio apresenta-se conforme segue:

1 Principal (PLC, PC ou módulo de comunicação) com o dispositivo terminal de linha


2 Cabo blindado Modbus TSX CSA •00
3 Cabo blindado Modbus com 1 conector RJ45 VW3 A8 306 D30
4 Aterramento da blindagem do cabo Modbus
5 Gaveta removível
6 Parte da gaveta removível do conector auxiliar
7 Parte fixa do conector auxiliar
8 Dispositivo terminal da linha VW3 A8 306 DR (120 )

1639501 03/2013 225


Instalação

Controladores LTM R Instalados nas Gavetas Removíveis com Caixas de Junção em T


O diagrama da fiação para conexão dos controladores LTM R instalados em gavetas removíveis no
barramento RS 485 por meio do conector RJ45 e das caixas de junção em apresenta-se conforme a
seguir:

1 Principal (PLC, PC ou módulo de comunicação) com o dispositivo terminal de linha


2 Cabo blindado Modbus com 2 conectores RJ45 VW3 A8 306 R
3 Cabo blindado Modbus com 1 conector RJ45 VW3 A8 306 D30
4 Aterramento da blindagem do cabo Modbus
5 Gaveta removível
6 Parte da gaveta removível do conector auxiliar
7 Parte fixa do conector auxiliar
8 Caixas de junção em T Modbus VW3 A8 306 TF• (com cabo)
9 Aterramento das caixas de junção em T Modbus
10 Dispositivo terminal da linha VW3 A8 306 R (120 )

Lista de Acessórios Modbus


Designação Descrição Número de Referência
Caixas de junção em T Caixa com 2 conectores gêmeas RJ 45 VW3 A8 306 TF03
para o cabo tronco e um cabo
integrado de 0,3 m (1 pé) com 1
conector macho RJ45 para derivação.

Caixa com 2 conectores gêmeas RJ 45 VW3 A8 306TF10


para o cabo tronco e um cabo
integrado de 1 m (3,2 pés) com 1
conector macho RJ45 para derivação.

Dispositivo terminal de linha para o R= 120  VW3 A8 306 R


conector RJ45
Dispositivo terminal de linha para o R= 120  VW3 A8 306 DR
conector em estilo aberto

226 1639501 03/2013


Instalação

Lista de Cabos Modbus


Designação Comprimento Número de Referência
Cabo blindado para o barramento 0,3 m (1 pé) VW3 A8 306 R03
Modbus com 2 conectores RJ45
1 m (3,2 pés) VW3A8 306R10
3 m (9,8 pés) VW3 A8 306 R30
Cabo blindado para o barramento 3 m (9,8 pés) VW3 A8 306 D30
Modbus com 1 conector RJ45 e 1
extremidade removida
Cabo blindado para o barramento 100 m (320 pés) TSXCSA 100
Modbus com 2 extremidades removidas
200 m (640 pés) TSX CSA 200
500 m (1600 pés) TSX CSA 500
Cabo Belden - -

1639501 03/2013 227


Instalação

228 1639501 03/2013


Comissionamento

Visão Geral
Este capítulo apresenta uma visão geral para o comissionamento do controlador LTM R e o módulo
de expansão LTM E.

O que há neste capítulo?


Este capítulo contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Introdução 230
Primeira Inicialização 232
Parâmetros Opcionais e Exigidos 234
Configurações da FLC (Corrente de 235
Carga Total)
Verificação da Comunicação Modbus® 237

Verificação da Fiação do Sistema 239

Verificação da Configuração 241

1639501 03/2013 229


Comissionamento

Introdução
O comissionamento deve ser realizado após a instalação física do controlador LTM R, módulo de
expansão LTM E e outros dispositivos de hardware.
O processo de comissionamento inclui:
• inicialização dos dispositivos instalados, e
• configuração dos parâmetros do controlador LTM R que são necessários para a operação do
controlador LTM R, módulo de expansão LTM E e outro hardware do sistema
A pessoa que realiza o comissionamento deve estar familiarizada com o hardware do sistema e
como será instalado e utilizado na aplicação.
• Os dispositivos de hardware podem incluir:
• motor
• transformadores de tensão
• transformadores da corrente de carga externa
• transformadores da corrente de aterramento
• rede de comunicação
As especificações do produto para esses dispositivos fornecem as informações necessárias do
parâmetro. Você precisa entender como o controlador LTM R será utilizado para conseguir
configurar as funções de proteção, monitoramento e controle para a aplicação.
Para informações sobre a configuração dos parâmetros de controle, consulte as Funções de
Controle do Motor, página 133. Para informações sobre a configuração dos parâmetros de proteção,
consulte as Funções de Proteção do Motor, página 61.
Inicialização
O controlador LTM R está pronto para ser inicializado após a instalação do hardware ser concluída.
Para inicializar o controlador LTM R:
• certifique-se de que o motor esteja desligado, depois
• ligue o controlador LTM R

CUIDADO
INICIALIZAÇÃO INADEQUADA
Desconecte o motor antes de inicializar o controlador LTM R.
Caso essas instruções não sejam observadas, pode haver danos nos equipamentos ou
ferimentos.
Nem o controlador LTM R nem o módulo de expansão LTM E requerem configuração adicional de
hardware (por exemplo, ativação dos mostradores ou configuração das chaves dip) para serem
inicializados. Quando inicializado pela primeira vez, o controlador LTM R insere um estado inicial e
está pronto para o comissionamento.

Ferramentas para configuração


Identifique a fonte de controle da configuração e a ferramenta dfe configuração antes de configurar
os parâmetros. O controlador LTM R e o módulo de expansão LTM E podem ser configurados
localmente ao usar um dispositivo HMI ou remotamente via conexão de rede.
O controlador LTM R pode ser comissionado usando:
• uma unidade do operador de controle do LTM CU,
• um PC que executa o SoMove com o DTM do TeSys
• um PLC conectado na porta de rede do controlador LTM R
Os seguintes parâmetros identificam a fonte de controle da configuração:
Parâmetro Habilitar Uso dessa Ferramenta Configuração de Fábrica
Configuração via Teclado HMI Habilitada Unidade de controle do LTM CU Habilitada
do TeSys T
Configuração via Ferramenta de Engenharia PC executando o SoMove com o Habilitada
HMI Habilitada DTM do TeSys T
Configuração via Porta de Rede Habilitada a porta de rede (PLC) Habilitada

Este capítulo descreve o comissionamento realizado usando a unidade do operador de controle do


LTM CU, ou SoMove com o DTM do TeSys T.

230 1639501 03/2013


Comissionamento

Processo de Comissionamento
O processo de comissionamento permanece o mesmo, independente de qual ferramenta de
configuração você selecionar. Esse processo inclui os seguintes estágios:
Fase Descrição
Primeira inicialização O controlador LTM R inicializa e está pronto para configuração do parâmetro.
Configuração dos ajustes Configure esses parâmetros para mudar o controlador LTM do seu estado de
necessários inicialização. O controlador LTM R está pronto para as operações.
Configuração dos ajustes Configuração desses parâmetros para suportar as funções do controlador LTM
opcionais R exigidas pela aplicação.
Verificação do hardware Verificação da fiação do hardware.
Verificação da configuração Confirmação dos ajustes precisos do parâmetro.

1639501 03/2013 231


Comissionamento

Primeira Inicialização

Visão Geral
A primeira inicialização descreve a primeira vez que a energia passa por um ciclo para:
• um novo controlador LTM R, ou
• um controlador LTM R que foi previamente comissionado, porém, esses ajustes do parâmetro
tinham sido restabelecidos às configurações de fábrica, devido a ou uma:
• execução do Comando Apagar Tudo, ou
• uma atualização de firmware
Na primeira inicialização, o controlador LTM R entra em um estado bloqueado e não configurado
chamado de estado inicializado, e o parâmetro exigido de configuração do sistema do controlador é
ativado. O controlador LTM R sai do seu estado somente após certos parâmetros, chamados
parâmetros exigidos, terem sido configurados.
Quando o comissionamento for realizado, o controlador LTM R não é mais bloqueado, e está pronto
para as operações. Para informações sobre os estados operacionais, consulte Estados
Operacionais, página 138.

Primeira Inicialização no LTM CU


Ao usar a unidade do operador de controle do LTM CU, ao configurar os parâmetros do menu Menu
->First Setup (Menu -> Primeira Configuração) apaga o parâmetro exigido de configuração do
sistema do controlador e remove o controlador LTM R da inicialização.
A primeira vez que o controlador LTM R inicializa após sair da fábrica, o LCD do operador de
controle do LTM CU automaticamente exibe o menu de Primeira Configuração com uma lista dos
parâmetros que precisam ser configurados imediatamente.

Quando todos os parâmetros forem configurados, o último item do menu a ser apresentado é a
Configuração Final:

Clique em OK.

Clique em Sim para salvar a configuração.


Quando a configuração tiver sido salva, o menu da Primeira Configuração não é mais exibido.
Para maiores informações, consulte o Manual do Usuário da Unidade do Operador de Controle do
LTM CU do TeSys® T.

232 1639501 03/2013


Comissionamento

Primeira Inicialização no SoMove com o DTM do TeSys T


Ao usar o SoMove com o DTM do TeSys T para configurar todos os parâmetros, na primeira
inicialização do controlador LTM R, o parâmetro exigido de configuração do sistema do controlador
pode ser apagado de 2 formas:
• No modo desconectado, ao clicar em Communication ->Store to Device (Comunicação ->
Salvar no Dispositivo) para download nos arquivos de configuração
• No modo conectado, ao clicar na configuração Device ->command ->exit (Dispositivo - -
>command -> sair) após a configuração de todos os parâmetros.
Ambos comandos removem o controlador LTMR da inicialização.

1639501 03/2013 233


Comissionamento

Parâmetros Opcionais e Exigidos

Introdução
Além dos parâmetros exigidos, você também pode precisar configurar os parâmetros opcionais, na
primeira inicialização ou depois.

Na HMI do LTM CU
Na HMI do LTM CU, os parâmetros opcionais e exigidos estão localizados nos 5 submenus no
Menu.

No SoMove com o DTM do TeSys


No SoMove com o DTM do TeSys T, os parâmetros opcionais e exigidos estão localizados nos itens
do tree view na aba da lista do parâmetro.

234 1639501 03/2013


Comissionamento

Configurações da FLC (Corrente de Carga Total)


Definição da FLC
A Corrente de Carga Total (FLC) representa a corrente de carga total real do motor a ser protegida
pelo controlador LTM R. A FLC é uma característica do motor e pode ser encontrada na placa do
motor.
Muitos parâmetros de proteção são configurados como uma FLC múltipla. A FLC pode ser
configurada a partir de FLCmin a FLCmáx. Os exemplos das configurações FLC são detalhados
abaixo.

Outras Definições
Razão do CT de carga = CT primário da carga / (CT secundário da carga * Passagens)
Sensor máximo da corrente = Faixa máxima da corrente* Razão do CT da carga
Faixa da corrente máxima é determinada através da referência comercial do controlador LTM R. É
armazenada em unidades de 0,1A e possui um dos seguintes valores: 8,0, 27,0 ou 100,0 A.
Classificação do contator é armazenada em unidades de 0,1A e é ajustada pelo usuário entre 1,0
e 1000,0 A. A FLCmax é definida como menor do sensor da corrente máxima e os valores de
classificação do contator.
FLCmin = Sensor da corrente máx / 20 (arredondado para quase 0,01 A.). FLCmin é armazenada
internamente em unidades de 0,01 A.
OBSERVAÇÃO:
• A modificação da classificação do contator e/ou razão do CT da carga modifica o valor da FLC.
• Não configure a FLC abaixo da FLCmin.

Conversão de Amperes para as Configurações da FLC


Os valores da FLC são armazenados como porcentagem de FLCmax FLC (em %) = FLC (em A) /
FLCmax
OBSERVAÇÃO: Os valores da FLC devem ser expressos como porcentagem da FLCmáx
(resolução de 1%). Caso você insira um valor não autorizado, o LTM R arredondará para o valor
autorizado mais próximo. Por exemplo, uma unidade de 0,4-8A, a etapa entre a FLC é 0,08A. Se
você tentar configurar uma FLC de 0,43A, o LTM R arredondará até 0,4A.

Exemplo 1 (Sem CTs externas)


Dados:
• FLC (em A) = 0,43 A
• Faixa da corrente máxima = 8,0A
• CT primário da carga = 1
• CT secundário da carga = 1
• Passagens = 1
• Classificação do contator = 810,0 A
Parâmetros calculados com 1 passagem:
• Razão do CT da carga = CT primário da carga / (CT secundário da carga * passagens) = 1 /
(1 * 1) = 1,0
• Sensor da corrente máx = Faixa da corrente máxima * Razão do CT da carga = 8,0 * 1,0 = 8,0
A
• FLCmax = min (Sensor da corrente máx, Classificação do contator) = min (8,0, 810,0) = 8,0 A
• FLCmin = Sensor da corrente máx / 20 = 8,0 / 20 = 0,40 A
• FLC (em %) = FLC (em A) / FLCmáx = 0,43 / 8,0 = 5 %
Exemplo 2 (Sem CTs externas, Múltiplas Passagens)
Dados:
• FLC (em A) = 0,43 A
• Faixa da corrente máxima = 8,0A
• CT primário da carga = 1
• CT secundário da carga = 1
• Passagens = 5
• Classificação do contator = 810,0 A

1639501 03/2013 235


Comissionamento

Parâmetros calculados com 5 passagens:


• Razão do CT da carga = CT primário da carga / (CT secundário da carga * passagens) = 1 /
(1 * 5) = 0,2
• Sensor da corrente máx = Faixa da corrente máxima * Razão do CT da carga = 8,0 * 0,2 = 1,6
A
• FLCmax = min (Sensor da corrente máx, Classificação do contator) = min (1,6, 810,0) = 1,6 A
• FLCmin = Sensor da corrente máx / 20 = 1,6 / 20 = 0,08 A
• FLC (em %) = FLC (em A) / FLCmáx = 0,43 / 1,6 = 27 %

Exemplo 3 (CTs Externas, Classificação Reduzida do Contator)


Dados:
• FLC (em A) = 135 A
• Faixa da corrente máxima = 8,0A
• CT primário da carga = 200
• CT secundário da carga = 1
• Passagens = 1
• Classificação do contator = 150,0 A

Parâmetros calculados com 1 passagem:


• Razão do CT da carga = CT primário da carga / (CT secundário da carga * passagens) = 200
/ (1 * 1) = 200,0
• Sensor da corrente máx = Faixa da corrente máxima * Razão do CT da carga = 8,0 * 200,0 =
1600,0 A
• FLCmax = min (Sensor da corrente máx, Classificação do contator) = min (1600,0, 150,0) =
150,0 A
• FLCmin = Sensor da corrente máx / 20 = 1600,0 / 20 = 80,0 A
• FLC (em %) = FLC (em A) / FLCmáx = 135 / 150,0 = 90 %

236 1639501 03/2013


Comissionamento

Verificação da Comunicação Modbus

Introdução
Configure a última função da rede. Mesmo quando os conectores estiverem conectados, a
comunicação entre o(s) controlador(es) e o PLC não pode iniciar até que você insira os parâmetros
corretos de comunicação via SoMove com o DTM ou a HMI do TeSys. Para selecionar os
parâmetros de comunicação, consulte a Configuração da Porta da Rede Modbus LTM R, página
288.
Você consegue verificar se o seu sistema consegue se comunicar adequadamente. A sequência de
verificação da comunicação Modbus é:

Etapa 1: Verifique os LEDs de comunicação


no lado frontal do LTM R

Etapa 2: Verifique o cabeamento e corrija-o,


se necessário

Etapa 3: Verifique a configuração via


PowerSuiteTM ou HMI e corrija-a, se
necessário

Etapa 1
No lado frontal do LTM R, verifique os seguintes 2 LEDs:
1. Recuperação de Falhas
2. PLC Comm
A figura mostra o lado frontal do LTM R com os LEDs de comunicação Modbus:

A comunicação Fallback (Recuperação de Falhas) é indicada por um LED vermelho (1).


Se o LED Fallback estiver vermelho... Então...
OFF o LTM R não está no modo de recuperação de falhas da
comunicação
ON o LTM R está no modo de recuperação de falhas da
comunicação

1639501 03/2013 237


Comissionamento

O status da comunicação Modbus, marcado como PLC Comm, é indicado por um LED amarelo (2).
Se o LED PLC Comm (Comunicação do Então...
PLC) amarelo estiver...
OFF o LTM R não está se comunicando
Piscando o LTM R está mudando as estruturas (recebendo ou enviando)

Etapa 2
Se o produto tivesse que estar se comunicando, porém os LEDs ainda não estão acesos, verifique
os cabos e os conectores e solucione quaisquer problemas de conexão.

Etapa 3
Caso o produto ainda não esteja se comunicando, verifique a configuração via:
• SoMove com o DTM do TeSys T, ou
• a HMI.
A falha na comunicação pode ocorrer devido a um endereço errado, velocidade ou paridade, uma
configuração incorreta de PLC etc.

238 1639501 03/2013


Comissionamento

Verificação da Fiação do Sistema

Visão Geral
Após todos os parâmetros exigidos e opcionais terem sido configurados, certifique-se de verificar a
fiação do seu sistema, o que pode incluir:
• fiação da potência do motor
• fiação do controlador do LTM R
• fiação do transformador da corrente externa
• fiação do diagnóstico
• fiação de E/S

Fiação da Potência do Motor


Para verificar a fiação da potência do motor, verifique o seguinte:
Observe em... Ação
A placa de identificação do motor Confirma que o motor gera corrente e tensão dentro das
faixas do controlador LTM R.
O diagrama da fiação da potência Confirma visualmente que a fiação da potência real
equivale a fiação da potência pretendida, conforme
descrito no diagrama da fiação da potência.

A lista das falhas e avisos no SoMove com o DTM Observe as seguintes falhas ou avisos:
do TeSys T ou na tela LCD do dispositivo HMI. • sobrepotência
• subpotência
• fator de sobrepotência
• fator de subpotência
A lista de todos os parâmetros ou parâmetros Procure por valores inesperados nos seguintes
somente para leitura no SoMove com o DTM do parâmetros:
TeSys T ou a rolagem da tela do HMI do • potência ativa
dispositivo HMI. • potência reativa
• fator da potência

Fiação do Circuito de Controle


Para verificar a fiação do circuito de controle, verifique o seguinte:
Observe em... Ação
O diagrama da fiação de controle Confirma visualmente que a fiação de controle real
equivale à fiação de controle pretendida, conforme
descrito no diagrama da fiação de controle.

O LED de energia do controlador LTM R Caso o LED esteja desligado, o controlador LTM R pode
não estar recebendo energia.
O LED do HMI do controlador LTM R. Caso o LED esteja desligado, o controlador LTM R pode
não estar se comunicando com o módulo de expansão.
O LED de Energia do módulo de expansão LTM E Caso o LED esteja desligado, o módulo de expansão
LTM E pode não estar recebendo energia.

Fiação do Transformador da Corrente


Verifique a fiação do transformador da corrente de carga e, se a aplicação incluir os transformadores
da corrente de carga externa, verifique também a fiação ao verificar o seguinte:
Observe em... Ação
O digrama da fiação CT externa Confirme visualmente que a fiação real equivale à fiação
pretendida, conforme descrito no diagrama da fiação.
Os seguintes ajustes do parâmetro do CT da Confirme se o parâmetro da razão do CT da carga, ou a
carga, usando o SoMove com o DTM do TeSys T: combinação dos parâmetros do CT primário e CT
• Razão do CT da carga secundário da carga refletem precisamente a razão do
CT da carga pretendida.
• CT primário da carga = 1 Confirme visualmente se o parâmetro das passagens
• CT secundário da carga = 1 múltiplas do CT da carga precisamente reflete o número
de passagens que a fiação faz através da janela do CT
• Passagens Múltiplas do CT da carga integrada do controlador LTM R.

1639501 03/2013 239


Comissionamento

Observe em... Ação


A seguinte configuração do parâmetro do motor de Visualmente confirma que o motor e o controlador LTM R
carga, usando SoMove com o DTM do TeSys T: estão conectados para o número de fases configurado no
• Fases do Motor parâmetro de Fases do Motor.

A seguinte configuração do parâmetro do motor de Se o motor for um motor trifásico, verifique visualmente se
carga, usando ou o SoMove com o DTM do TeSys a sequência da fiação da fase equivale à configuração do
T ou a tela LCD do dispositivo HMI: parâmetro da Sequência de Fases do Motor.
• Sequência das Fases do Motor

Fiação do Diagnóstico
Verifique a fiação para qualquer dispositivo de detecção de temperatura do motor ou transformador
da corrente de aterramento externa, caso a aplicação incluir esses dispositivos, ao verificar o
seguinte:
Observe em... Ação
O diagrama da fiação Confirme visualmente que a fiação real equivale à fiação
pretendida, conforme descrito no diagrama da fiação.
As especificações do CT do aterramento externo - Confirme se a combinação dos parâmetros do CT
e- As seguintes configurações do parâmetro do CT Primário de Aterramento e CT Secundário de Aterramento
de aterramento, usando o SoMove com o DTM do refletem precisamente a razão do CT do aterramento
TeSys T: pretendido.
• CT de Aterramento Primário
• CT de Aterramento Secundário
As especificações do sensor de temperatura do Confirme se o sensor de temperatura do motor de fato
motor -e- A seguinte configuração do parâmetro, utilizado é o mesmo tipo de sensor conforme configurado
usando ou o SoMove com o DTM do TeSys T ou a no parâmetro do Sensor de Temperatura do Motor.
tela LCD do dispositivo HMI:
• Sensor de Temperatura do Motor

Fiação de E/S
Verifique a fiação para qualquer uma das conexões de E/S ao verificar o seguinte:
Observe em... Ação
O diagrama da fiação Confirme visualmente que a fiação real equivale à fiação
pretendida, conforme descrito no diagrama da fiação.
Os botões AUX1 (Operação 1), AUX2 (Operação Confirme se cada comando realiza a função pretendida
2) e Stop (Parada) no dispositivo HMI de inicialização ou parada, quando o controle é realizado
-e – via régua de terminais ou porta da HMI.
A seguinte configuração do parâmetro, usando o
SoMove com o DTM do TeSys T ou a tela LCD do
dispositivo HMI:
• Configuração do Canal Local do Controle
Os botões AUX1 (Operação 1), AUX2 (Operação Confirme se a HMI pode comandar uma reinicialização
2) e Stop (Parada) no dispositivo HMI -e - A manual da falha, quando o controle estiver ajustado em
seguinte configuração do parâmetro, usando o manual.
SoMove com o DTM do TeSys T ou a tela LCD do
dispositivo HMI:
• Restauração da falha da Sobrecarga Térmica
O PLC, se o controlador LTM R estiver conectado Confirme se o PLC pode comandar as funções de
em uma rede -e - A seguinte configuração do inicialização, parada e restauração remota.
parâmetro, usando ou o SoMove com o DTM do
TeSys T ou a tela LCD do dispositivo HMI:
• Restauração da falha da Sobrecarga Térmica

240 1639501 03/2013


Comissionamento

Verificação da Configuração

Visão Geral
A etapa final no processo de comissionamento consiste em verificar se todos os parâmetros
configuráveis utilizados na sua aplicação são devidamente configurados.
Ao realizar essa tarefa, você precisará de uma lista principal de todos os parâmetros que você
pretendia configurar e suas configurações desejadas. Você deve comparar as configurações atuais
dos parâmetros configurados com essa lista.

Processo
Verifique se as configurações do parâmetro consistem em um processo em 3 partes:
• Transfira o arquivo de configuração do controlador LTM R para o seu PC que executa o
SoMove com o DTM do TeSys T. Isso permite que você visualize as configurações do
parâmetro atual do controlador LTM R.
Para informações sobre a transferência de arquivos do controlador LTM R para o seu PC,
consulte a Ajuda online do DTM do TeSys T para o FDT Container do SoMove.
• Compare a lista principal dos parâmetros e configurações pretendidas com as mesmas
configurações localizadas na aba parameter list (lista dos parâmetros) no SoMove com o
DTM do TeSys T
• Altere os ajustes da configuração conforme desejado. Faço isso ao usar:
• o SoMove com o DTM do TeSys, depois, baixe o arquivo editado do seu PC para o
controlador LTM R.
Para informações sobre a transferência de arquivos do seu PC para o controlador LTM R,
consulte a Ajuda online do DTM do TeSys T para o FDT Container do SoMove.
• ou HMI do LTM CU: para editar os parâmetros localizados no Menu, navegue para as
configurações do submenu e faça as edições apropriadas.
Para informações sobre as configurações exigidas, consulte os Parâmetros Opcionais e Exigidos,
página 234.

1639501 03/2013 241


Comissionamento

242 1639501 03/2013


Uso

Visão Geral
Este capítulo descreve:
• os dispositivos da interface do usuário e as configurações de hardware que você pode usar
para operar o controlador LTM R.
• como configurar os parâmetros com a interface de cada usuário
• Como realizar as funções de monitoramento, tratamento da falha e controle com a interface
de cada usuário.

O que há neste capítulo?


Este capítulo contém as seguintes seções:
Seção Tópico Página
7.1 Uso do Controlador LTM R Sozinho 244
7.2 Uso da Unidade do Operador de Controle do LTM CU 248
7.3 Configuração de Magelis® XBTN410 251

7.4 Uso do Magelis® XBTN410 HMI (1-to-many) 255

7.5 Uso do SoMove com o DTM do TeSys T 283


7.6 Uso da Rede de Comunicação Modbus 286

1639501 03/2013 243


Uso

7.1 Uso do Controlador LTM R Sozinho

Visão Geral
Esta seção descreve como usar o controlador LTM R, seja sozinho ou conectado a um módulo de
expansão LTM E, em uma configuração independente sem um dispositivo de interface do usuário.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Configurações de Hardware 245
Configuração Independente 246

244 1639501 03/2013


Uso

Configurações de Hardware

Visão Geral
O controlador LTM R, seja sozinho ou conectado a um módulo de expansão LTM E, pode ser
operado com ou sem um dispositivo de interface do usuário.
Em qualquer configuração, o controlador LTM R pode ser configurado para realizar as funções de
monitoramento, gerenciamento de falha, proteção do motor e controle.
Todos os dispositivos de interface do usuário requerem uma fonte de alimentação independente.

Comunicações
Os dispositivos da interface do usuário e suas interfaces de comunicações incluem:
Dispositivo de interface do usuário Comunica-se via
®
Magelis XBTN410HMI Porta da HMI via conector RJ45 local no controlador LTM R
ou módulo de expansão LTM E
Unidade do Operador de controle do LTM CU Porta da HMI via conector RJ45 local no controlador LTM R
®
do TeSys T ou módulo de expansão LTM E
PC executando o SoMove com o DTM do Porta da HMI via conector RJ45 local no controlador LTM R
TeSys T ou módulo de expansão LTM E
PLC da rede Porta da rede no controlador LTM R via conector RJ45 da
rede ou fiação do terminal

OBSERVAÇÃO: Para quaisquer instruções sobre o LTM CU, consulte o Manual do Usuário da
Unidade do Operador de Controle TLTM CU do TeSys®.

1639501 03/2013 245


Uso

Configuração Independente

Visão Geral
Antes que o controlador LTM R possa operar em uma configuração independente, os parâmetros
devem ser configurados via um dispositivo HMI ou SoMove com o DTM do TeSys T.
Quando os parâmetros forem configurados, o dispositivo pode ser desconectado e você consegue
usar os seguintes controles para operar o controlador LTM R:
Use esse controle Para

• LEDs: Monitorar o estado do controlador LTM R e o módulo de


expansão
• 5 LEDs do controlador LTM R
LTM E
• 5 LEDs do módulo de expansão LTM E
• Botão para Teste/Reinicialização do controlador Gerenciamento das falhas
LTM R
• Parâmetros operacionais programados Controla o:
• Entradas digitais: • Controlador LTM R
• 6 entradas do controlador LTM R • Módulo de expansão do LTM E
• 4 entradas do módulo de expansão LTM E • motor
• fiação de controle e potência
• quaisquer sensores conectados, incluindo
• sensores de temperatura do motor
• CTs de falha do aterramento externo
• Parâmetros de proteção programados Protege o:
• Controlador LTM R
• Módulo de expansão do LTM E
• motor
• equipamento

Configurações
As configurações físicas independentes do controlador LTM R (com e sem um módulo de expansão
LTM E conectado) são descritas abaixo:
O controlador LTM R sozinho

O controlador LTM R e o módulo de expansão LTM E

246 1639501 03/2013


Uso

LEDs do Controlador LTM R


Use os 5 LEDs no lado do controlador LTM R para monitoramento do seu estado, conforme segue:
LED Cor Descreve Indica

Com. HMI Amarelo Atividade de comunicação entre o • Amarelo piscando = comunicação


controlador LTM R e o módulo de • Off = sem comunicação
expansão LTM E
Energia Verde Potência do controlador LTM R ou • Verde contínuo = ligado, sem falhas internas e
condição de falha interna motor desligado
• Verde piscando = ligado, sem falhas internas e
motor desligado
• Off = desligado, ou falhas internas existem

Alarme Vermelho Falha ou aviso de proteção ou • Vermelho contínuo = falha interna ou de


condição da falha interna proteção
• Vermelho piscando (2 x por s) = aviso
• Vermelho piscando (5 x por s) = condição do
ciclo rápido ou rejeição de carga
• Desligado = sem falhas, avisos, rejeição de
carga ou ciclo rápido (quando ligado)
Recuperação Vermelho Conexão da comunicação entre o • Vermelho contínuo = na recuperação de falhas
de falha controlador LTM R e o módulo de • Desligado = não na recuperação de falhas
rede (sem energia)
Com. PLC Amarelo Atividade da comunicação no • Amarelo piscando (0,2 s ligado, 1,0 s
barramento da rede desligado) = comunicação do barramento de
rede
• Desligado = sem comunicação do barramento
de rede

• 5 LEDs do módulo de expansão LTM E


Use os 5 LEDs no lado do módulo de expansão LTM E para monitoramento do seu estado
operacional e comunicações, conforme segue:
LED Cor Descreve Indica

Energia Verde ou Energia do módulo ou • Verde contínuo = ligado sem falhas internas
vermelho condição de falha • Vermelho contínuo = ligado com falhas internas
interna • Desligado = sem energia

Entradas Digitais I.7, Amarelo Estado da entrada • Ligado = entrada ativada


I.8, I.9 e I.10 • Desligado = entrada não ativada

Teste/Reinicialização
Use o botão de Teste/Reinicialização para realizar as seguintes funções do controlador LTM R:
Função Descrição Procedimento

Reinicialização Reinicializa todas as falhas que podem ser Pressione o botão e solte dentro de 3s.
em caso de falha reinicializadas. Consulte Visão Geral, página 167 para
maiores informações sobre a reinicialização das falhas.
Auto-teste Realiza um auto-teste, se: Pressione e mantenha pressionado o
(Consulte Auto- • não existir nenhuma falha botão por mais de 3s até e incluindo
teste com o Motor • a função de auto-teste estiver habilitada. 15s.
Ligado, página Teste do LED: desliga todos os LEDs, depois liga cada
330) LED na sequência:
• LED de atividade da comunicação do HMI
• LED de Energia
• LED de Recuperação de Falhas
• LED de atividade de comunicação do PLC
No término do teste, todos os LEDs voltam ao seu estado
inicial.

Retorno local à Retorna o controlador LTM R às configurações de Pressione e mantenha pressionado o


configuração de fábrica, contanto que o produto encontra-se em um dos botão por mais de 15s não
fábrica. seguintes estados: Disponível, Não disponível ou ultrapassando 20s.
Configuração do sistema. Se o produto estiver no estado
de inicialização ou operação, o retorno à configuração de
fábrica é ignorado. Quando o botão de reinicialização for
pressionado durante mais de 15s, o LED de falha pisca a
2 Hz. Se o botão de reinicialização for liberado, o produto
executa a reinicialização à configuração de fábrica.
Indução de uma Coloque o controlador LTM R na condição de falha Pressione e mantenha pressionado o
falha interna. botão por mais de 20s.

1639501 03/2013 247


Uso

7.2 Uso da Unidade do Operador de Controle do LTM CU

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Apresentação da Unidade do Operador de Controle do LTM CU 249
Configuração da porta da HMI 250

248 1639501 03/2013


Uso

Apresentação da Unidade do Operador de Controle do LTM CU

Propósito do Produto
A Unidade do Operador de Controle do LTM CU é um terminal remoto do operador que permite a
configuração, o monitoramento e o controle do controlador LTM R, como parte do sistema de
gerenciamento de motores TeSys T. O LTM CU foi especificamente desenvolvido para atuar como a
Interface Homem/Máquina (da sigla em inglês, HMI) do controlador LTM R, e é internamente
acionado pelo LTM R.
O diagrama abaixo mostra o lado frontal do LTM CU:

Funções do LTM CU
O LTM CU pode ser utilizado para:
• configurar parâmetros para o controlador LTM R,
• exibir informações sobre a configuração e operação do controlador LTM R,
• monitorar as falhas e avisos detectados pelo controlador,
• controlar o motor localmente ao usar a interface de controle local.

Para maiores informações


Consulte o Manual do Usuário da Unidade do Operador de Controle do LTM CU do TeSys® T .

1639501 03/2013 249


Uso

Configuração da Porta da HMI

Porta da HMI
A porta da HMI é a porta RJ45 no controlador LTM R, ou no módulo de expansão LTM E utilizada
para conectar o controlador LTM R em um dispositivo HMI, por exemplo, Magelis® XBT ou LTM CU
do TeSys®, ou em um PC que executa o SoMove com o DTM do TeSys T.

Parâmetros de Comunicação
Use o DTM do TeSys T ou HMI para modificar os parâmetros de comunicação da porta da HMI:
• Configuração do endereço da porta da HMI
• Configuração da taxa de transmissão da porta da HMI
• Configuração da paridade da porta da HMI
• Configuração do endian da porta da HMI

Configuração do endereço da porta da HMI


O endereço da porta da HMI pode ser configurado entre 1 e 247. A configuração de fábrica é 1 que
corresponde a um valor indefinido.

Configuração da Taxa de Transmissão da porta da HMI


As possíveis taxas de transmissão são:
• 4800 Baud
• 9600 Baud
• 19,200 Baud (Configuração de fábrica)

Configuração da paridade da porta da HMI


A paridade pode ser selecionada a partir de:
• Par (configuração de fábrica)
• Nenhuma
Comportamento do bit de parada e paridade é associado:
Se a paridade for... Então, o número dos bits de parada é....
Par 1
Nenhuma 2

Configuração do endian da porta da HMI


A configuração do endian da porta da HMI permite trocar as 2 palavras por uma palavra dupla.
• 0 = palavra menos significante primeiro (little-endian)
• 1 = palavra mais significante primeiro (big-endian, configuração de fábrica)

Configuração da recuperação de falhas da porta da HMI1


A configuração da recuperação de falhas da porta da HMI (veja página 47) é usada para ajustar o
modo de recuperação de falhas no caso de uma perda de comunicação com o PLC.

250 1639501 03/2013


Uso

7.3 Configuração do Magelis® XBTN410

Visão Geral
A HMI do Magelis® XBTN410 pode ser utilizada para operar até 8 controladores LTM R, em uma
configuração física dos controladores LTM R com 1 HMI em muitos (1-to-many).
A HMI apresenta uma interface única do usuário, incluindo tanto a tela LCD como o teclado e requer
o uso de:
• um arquivo de aplicação do software, e
• uma etiqueta do teclado
Esta seção mostra a você como obter e instalar uma aplicação de software no Magelis XBTN410
para uma configuração 1-to-many.
Consulte a Folha de Instruções do XBT-N que acompanha a HMI do Magelis XBTN410 para
instruções sobre a seleção e instalação da etiqueta do teclado adequada à sua configuração.
Após conexão da porta da HMI, consulte as instruções sobre a configuração da porta da HMI (veja
página 250).

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Instalação do Software de Programação Magelis® XBT L1000 252

Download dos Arquivos de Aplicação do Software 1-to-many 253


Transferência dos Arquivos do Software de Aplicação para a HMI do Magelis® XBTN410 254

1639501 03/2013 251


Uso

Instalação do Software de Programação Magelis® XBT L1000

Visão Geral
O controlador LTM R acompanha uma cópia do software de programação Magelis XBT L1000. Você
precisa:
• instalar o software de programação Magelis XBT L 1000 no seu PC e
• usá-lo para transferir uma aplicação do software 1 em muito para a HMI do Magelis XBTN
410.
OBSERVAÇÃO: O software de programação Magelis XBT L1000 é uma ferramenta de
programação poderosa. Esse documento descreve somente sua utilidade na abertura e
transferência das aplicações do software pré-programas para a HMI do Magelis XBTN410. Para
maiores informações sobre o software de programação do Magelis XBT L1000, consulte seu arquivo
de ajuda e documentação impressa.
Para instruções sobre como baixar as aplicações do software 1-to-many, consulte Download dos
Arquivos da Aplicação do Software 1-to-many.
Para instruções sobre como transferir as aplicações do software 1-to-many do seu PC para a HMI do
Magelis XBTN410, consulte Transferência dos Arquivos do Software da Aplicação na HMI do
Magelis® XBTN410, página 254.

Etapas da Instalação
Para instalar o software de programação Magelis XBT L1000 no seu PC.
Etapa Ação
1 Insira o disco de instalação na sua unidade de disco do PC. O programa de instalação deve
iniciar.
® ®
2 Se o programa de instalação não iniciar, use o Microsoft Windows Explorer para navegar e
clicar no arquivo Setup.exe.

3 Se aparecerem outras telas que não necessitam de nenhuma ação, clique em Next (Próximo).
4 Na tela de idiomas, selecione um idioma e clique em OK.
5 Na tela para colocar seu nome e o nome da empresa, digite seu nome e o nome da empresa (ou
aceite as configurações de fábrica) e clique em Next.
6 Se uma tela aparecer avisando você que os protocolos serão desinstalados, clique em Yes (Sim)
para continuar.
7 Na tela para Seleções dos Protocolos, certifique-se de que Modbus esteja selecionado, depois,
clique em Next.
8 Na tela Selecionar Componentes, não selecione nada, depois, clique em Next.
9 Na tela Escolher Local de Destino, ou aceite o caminho proposto ou use o botão do Navegador
para navegar para um novo local, depois clique em Next.
10 Na tela para Iniciar Cópia dos Arquivos, revise suas opções, depois, clique:
• Back para voltar para as telas anteriores e fazer alterações
• Next para seguir para a tela final.
11 Na tela Final, clique em Finish. O software de programação Magelis XBT L1000 é instalado.

252 1639501 03/2013


Uso

Download dos Arquivos de Aplicação do Software 1-to-many

Visão Geral
Você deve fazer o download do arquivo de aplicação do software exigido pela sua instalação da HMI
do Magelis® XBTN410 no site www.schneider-electric.com.
Do site schneider-electric, você pode obter gratuitamente o arquivo de aplicação do software
LTM_1T8_(language)_(version).dop.
Para instruções sobre a instalação do software de programação Magelis XBT L1000, consulte
Instalação do Software de Programação Magelis® XBT L1000, página 252.
Para instruções sobre a transferência dos arquivos da aplicação a partir do software de programação
Magelis XBT L1000 no seu PC para a HMI do Magelis XBTN410, consulte Transferência dos
Arquivos do Software da Aplicação para a HMI do Magelis® XBTN410, página 254.

1639501 03/2013 253


Uso

Transferência dos Arquivos do Software de Aplicação para a HMI do Magelis® XBTN410

Visão Geral
Após você ter instalado o software de programação do Magelis® XBT L1000 no seu PC e feito o
download do arquivo do software de aplicação 1-to-many, você está pronto para transferir o arquivo
do software de aplicação para a HMI do Magelis XBTN410.
Para instruções sobre o download dos arquivos do software da aplicação, consulte Download dos
Arquivos do Software de Aplicação 1-to-many, página 253.

Etapas de Transferência
Para transferir um arquivo do software de aplicação do software de programação do Magelis XBT L
1000 no seu PC para a HMI do Magelis XBTN410:
Etapa Ação
1 Ligue a HMI do Magelis XBTN410.
2 Conecte a porta Com1 com 9 pinos do PC na porta de dados com 25 pinos na HMI usando um
cabo de programação XBT Z915. O LCD da HMI lê: "FIRMWARE VX.X WAITING FOR
TRANSFER" (FIRMWARE VX.X ESPERANDO PELA TRANSFERÊNCIA"

3 Inicialize o software de programação do Magelis XBT_L1000.


4 Feche todas as janelas do software de programação.
5 No menu File (Arquivo), selecione Open (Abrir). A caixa de diálogo Open é exibida.
6 Na caixa de diálogo Open, navegue até o arquivo de aplicação do software 1-to-many (com uma
extensão .dop) e clique em Open (Abrir). O software de programa exibe o arquivo selecionado.
7 No menu Transfers (Transferências), selecione Export (Exportar).
8 Ao ser notificado de que o comando Exportar apagará a aplicação existente, clique em OK para
continuar a exportação. O LCD da HMI indica: "DOWNLOAD IN PROGRESS" (DOWNLOAD EM
PROGRESSO) e, depois, "DOWNLOAD COMPLETED" (DOWNLOAD CONCLUÍDO)

9 Clique em OK quando o software de programação informar "Transfer accomplished successfully"


(Transferência realizada com sucesso)

254 1639501 03/2013


Uso

7.4 Uso da HMI do Magelis® XBTN410 (1-to-many)

Visão Geral
Esta seção descreve como usar a HMI do Magelis® XBTN410 para operar até 8 controladores LTM
R, em uma configuração física dos controladores LTM R com 1 HMI em muitos (1-to-many).
A configuração física 1-to-many apresenta uma única:
• interface do usuário (tela LCD e teclado)
• estrutura do menu
OBSERVAÇÃO: A HMI do Magelis XBTN410 pode operar até 8 controladores LTM R que foram
previamente comissionados. Para comissionar um controlador LTM R individual, use ou:
• uma unidade do operador de controle do LTM CU,
• SoMove com o DTM do TeSysT.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Descrição Física (1-to-many) 256
Linhas de Comando (1-to-many) 259
Navegação da Estrutura do Menu (1-to-many) 260
Edição de Valores (1-to-many) 261
Execução de um Comando de Registro de Valor (1-to-many) 264
Estrutura do Menu (1-to-many) 265
Estrutura do Menu - Home Page (1-to-many) 266
Estrutura do Menu - Todos Controladores LTM R e HMI (1-to-many) 267
Página do Controlador (1-to-many) 269
Configurações (1-to-many) 270
Estatística (1-to-many) 277
ID do Produto (1-to-many) 279
Monitoramento (1-to-many) 280
Gerenciamento da Falha (1-to-many) 281
Comandos de Serviço (1-to-many) 282

1639501 03/2013 255


Uso

Descrição Física (1-to-many)


Interface 1-to-many
Quando um Magelis® XBTN410 for utilizado em uma configuração física 1-to-many, a tela da HMI se
parecerá com essa:

1 tela LCD
2 teclado com 8 botões
Teclado 1-to-many
A configuração 1-to-many requer uma etiqueta personalizada do teclado. Usando uma etiqueta em
branco do teclado, acrescente os nomes dos 6 botões inferiores na etiqueta. Para instruções quanto
à criação e instalação da etiqueta personalizada do teclado, consulte a Folha de Instruções XBT-N
que acompanha a HMI do Magelis XBTN410.
Em uma configuração 1-to-many, os botões do teclado realizam as seguintes funções:
Teclas Use essa tecla para

• inserir a estrutura do menu para um controlador LTM R selecionado no endereço 1-4


• mover para o próximo caractere à esquerda dentro de um valor numérico da configuração
• executar os comandos de restauração remota para um controlador LTM R selecionado no endereço
1-4
• reinicializar a estatística às configurações de fábrica para um controlador LTM R selecionado
• exibir a descrição de uma outra falha, quando o LCD exibir as mensagens de falha
• inserir a estrutura do menu para um controlador LTM R selecionado no endereço 5-8
• mover para um nível mais baixo em uma estrutura de menu do controlador LTM R
• mover para o próximo caractere à direita dentro de um valor numérico da configuração
• alternar entre os valores alternados para as configurações do tipo booleana
• executar os comandos de restauração remota para um controlador LTM R selecionado no endereço
5-8
• reinicializar as configurações de fábrica para um controlador LTM R selecionado
• exibir a descrição de uma outra falha, quando o LCD exibir as mensagens de falha
• rolar para baixo a página
• diminuir em 1 o valor do dígito ou configuração selecionada
• rolar para cima a página
• aumentar em 1 o valor do dígito ou configuração selecionada
• selecionar uma configuração numérica para edição
Observação: após ser selecionada uma configuração, você pode aumentar ou diminuir ou:
• o valor todo
-ou-
• um dígito selecionado dentro da configuração.
• sair do nível atual na estrutura do menu da HMI e mudar para o próximo nível
• sair da configuração selecionada sem salvar as alterações.
• salvar as alterações e sair da configuração selecionada.

• apagar o valor da configuração selecionada


Observação: após apagar um valor da configuração, você pode ou:

• usar as teclas com seta para inserir um novo valor, depois, clique em para salvar
- ou –

• clique em para restaurar o valor apagado.

256 1639501 03/2013


Uso

LCD 1-to-many
Em uma configuração 1-to-many, a HMI do Magelis® XBTN410 apresenta uma LCD flexível que
consegue exibir até 4 fileiras com 20 caracteres, conforme segue:

Em alguns casos, o LCD exibe somente 3 linhas de texto, já que uma linha - contendo uma
mensagem de falha ou cabeçalho da página - é duas vezes a altura do texto normal.

Páginas
O LCD exibe as páginas do texto. Existem dois tipos de páginas:
Tipo de página Contém Exibido
Página de estrutura do • cabeçalho da página que é duas vezes navegando através da estrutura do menu
menu a altura do texto comum do LCD da HMI para a página específica
• conecta a outras páginas
• valores do parâmetro somente para
leitura
• configurações do parâmetro editáveis
• comandos de função
Página com mensagem • uma mensagem piscando de falha • automaticamente quando ocorre
de falha • o número de falhas ativas uma falha
• selecionando Faults (Falhas) na
Home Page (Página Principal)

Páginas sempre contém mais de 4 linhas de texto Veja Navegando na Estrutura do Menu (1-to-
many), página 260 para instruções sobre como navegar dentro e entre as páginas.

1639501 03/2013 257


Uso

Exemplos da página
A Home page:

As 4 linhas superiores da home page

Use o botão para rolar para baixo e mostrar mais


dessa página.
Observação: clique em piscando para navegar para
aquela página.

Páginas com mensagem de falha


A página com mensagem de falha aberta.
Observação: o nome da falha "THERMAL OVERLOAD"
(SOBRECARGA TÉRMICA) e o endereço do controlador
LTM R "Controlador 1" piscam quando exibidos.

Clique no botão para exibir as páginas adicionais com


mensagem de falha.

Clique no botão para rolar para baixo e mostrar mais


da mensagem de falha da Corrente do Aterramento.

258 1639501 03/2013


Uso

Linhas de Comando (1-to-many)

Visão Geral

Use as teclas e do teclado da HMI para executar os comandos da linha do texto. Uma linha
de comando é identificada por uma:
• na extremidade direita da linha de texto, ou
• na extremidade esquerda da linha de texto

Linhas de Comando
Um comando pode ser executado somente quando sua linha de texto tiver foco. Uma linha de texto
possui foco quando ou em cada uma das linha de texto—mais qualquer caractere de
comando— estiver piscando.
A estrutura de menu 1-to-many apresenta 4 tipos diferentes de linhas de comando, dependendo do
caractere de comando - se houver - próximo à seta da linha de comando, conforme segue:

Caracteres da linha de Descrição


comando
À Esquerda À Direita
Conecta a uma página. Sem nenhum caractere próximo a seta piscando,
clique em:

• botão do teclado para mudar para a página indicada pela seta à


esquerda

• botão do teclado para mudar para a página indicada pela seta à


direita
N/D 0 Alterna os comandos de bit
-ou -
Com um 0 ou 1 próximo à seta piscando, clique no botão do teclado
1 para alternar o valor da configuração do tipo booleana.

Comandos para registro do valor. Com um v próximo à seta piscando,


v v
clique no:

• botão do teclado para executar o comando indicado pela seta à


esquerda

• botão do teclado para executar o comando indicado pela seta à


direita
Por exemplo:
• Redefine para os padrões de fábrica: Estatística
• Redefine para os padrões de fábrica: Configurações
• Auto-teste
? ? Comando não pode ser executado. Não há conexão entre a HMI e o
controlador LTM R indicado.

1639501 03/2013 259


Uso

Navegação da Estrutura do Menu (1-to-many)

Visão Geral

Use os botões , , , e do teclado da HMI para:


Exemplo
• rola dentro de uma página
• conecta a uma próxima página, nível menor na estrutura do menu
• retorna para a página mais próxima, nível maior na estrutura do menu
• salta para a Home Page
O seguinte exemplo da navegação inicia e termina na Home Page:

Rola dentro da página


Navega entre as páginas

260 1639501 03/2013


Uso

Edição de Valores (1-to-many)

Visão Geral

Use os botões , , , , e do teclado da HMI para editar os valores da


configuração. Há 3 tipos de configurações editáveis:
• booleana
• numérica
• lista de valor
Somente as configurações que são exibidas no LCD podem ser editadas. Para exibir uma
configuração, navegue para a página que contém a configuração. Com a página correta aberta, você
pode precisar rolar para baixo para exibir a configuração.

Configurações do tipo booleana


Uma configuração do valor do tipo booleana inclui um 0 ou 1 próximo à -► na extremidade direita
da linha de texto. O seguinte exemplo mostra como você seleciona, depois, edita um valor do tipo
booleano:

Navegar
Editar
Salvar

1 A página de configurações abre com foco na linha superior.


2 Clique no botão DOWN (PARA BAIXO) para rolar para baixo na configuração de Controle Local (HMI). O
valor do tipo booleano (0) e a seta com linha de comando piscam, indicando o foco.
3 Clique com a seta RIGHT (PARA DIREITA) para alternar a configuração do Controle Local para Régua de
Terminais e o valor do tipo booleano para 1.

OBSERVAÇÃO: Um valor do tipo booleano editado é salvo quando seu valor muda.

Valor numérico
As configurações do valor numérico são aumentadas ou diminuídas e podem ser editadas de 2
formas:
• ao selecionar toda a configuração e ao aumentar ou diminuir seu valor
• ao selecionar os caracteres individuais dentro da configuração e, depois, ao aumentar ou
diminuir o valor de cada dígito.

1639501 03/2013 261


Uso

Use o botão para selecionar o valor a ser editado, conforme segue:

1 A página da Partida Prolongada abre sem nenhuma configuração selecionada para edição.
2 Clique no botão MOD uma vez para selecionar o primeiro campo numérico exibido para edição.
3 Clique no botão MOD uma segunda vez para selecionar o próximo campo número exibido para edição.

Após uma configuração ser selecionada para edição, você pode usar os botões e para

aumentar ou diminuir todo o valor, depois, use o botão para salvar a edição:

Alternativamente, após uma configuração ser selecionada, você consegue usar os botões e

para selecionar somente um único caractere dentro de um campo e editar aquele caractere,
conforme segue:

262 1639501 03/2013


Uso

Configurações da Lista de Valor


Em alguns casos, uma configuração apresenta uma lista de seleções de valor. Ao selecionar um
valor a partir da lista é muito mais provável aumentar ou diminuir todo o valor de uma configuração
numérica, conforme mostrado abaixo:

1639501 03/2013 263


Uso

Execução de um Comando de Registro de Valor (1-to-many)

Visão Geral
A HMI do Magelis® XBTN410 na configuração 1-to-many apresenta os comandos de registro de
valor executáveis. Um comando de registro executável imediatamente executa uma tarefa. A linha
de comando de registro de valor é identificada por ou um:
• v (na extremidade esquerda de uma linha de comando, ou)
• v (na extremidade direita de uma linha de comando
Se um comando de registro de valor não for bem-sucedido, o HMI exibe uma mensagem de erro. Os
comandos para registro de valor incluem:
Comando para registro do Tarefa Localização
valor
Clear Settings Apaga as configurações e restabelece as Reset, na página Defaults
configurações de fábrica.
Clear Statistics Apaga a estatística e restabelece as configurações
de fábrica.

Self Test Realiza um auto-teste. Página do controlador


Reset - Manual Habilita a reinicialização manual das falhas Página Reset
Reset - Remote Habilita a restauração remota das falhas

Reset - Automatic Habilita a reinicialização automática das falhas

Exemplo

Use as teclas de seta ou para executar um comando de registro de valor. Quando um


comando de registro de valor é executado, um "v" em letra minúscula próximo à seta torna-se letra
maiúscula "V", conforme mostrado abaixo, depois, rapidamente retorna à letra minúscula "v" após a
execução do comando:

Rola dentro da página

Executa o comando restante

264 1639501 03/2013


Uso

Estrutura do Menu (1-to-many)

Visão Geral
A estrutura de menu da HMI do Magelis® XBTN410 1-to-many é hierárquica no seu modelo e
consiste em 6 níveis de páginas individuais. Os níveis da estrutura do menu superior apresentam as
informações e comandos para a própria HMI e para todos os controladores LTM R conectados à
HMI. Os níveis da estrutura do menu inferior apresentam configurações, estatística e comandos para
um controlador LTM R selecionado.

Descrição da Estrutura do Menu


A estrutura do menu do Magelis XBTN410 HM11-to-many apresenta a seguinte descrição de níveis
e páginas:
Nível Páginas Descrição
1 Home page A página inicial - o acesso a todas as outras páginas começa aqui.
Abre na inicialização, quando não houver nenhuma falha.
2 Página das correntes do • Exibe uma corrente média como porcentagem da FLC para
controlador cada controlador LTM R.
• Fornece um link para cada estrutura do menu do controlador
LTM R.
Página de status do • Exibe o status operacional (Ligado, Desligado, Falha) para
controlador cada controlador LTM R.
• Fornece um link para cada estrutura do menu do controlador
LTM R.
Páginas com falha Exibe uma série de páginas, cada página descrevendo uma falha
ativa. Abre automaticamente quando houver uma falha.
Página de restauração remota Comandos executáveis para a restauração remota de cada
controlador LTM R.
Reinicializa a página às Comandos executáveis para reinicializar a estatística ou
configurações padrões configurações para cada controlador LTM R.
Página de referência XBTN Descreve as configurações da comunicação, arquivo do programa
da aplicação, versão do software de programação e versão do
firmware da HMI.
3 Página do controlador Para um controlador LTM R selecionado:
• Exibe os valores do parâmetro de troca dinâmica
• Comando de Auto-Teste
• Conecta a suas configurações, estatística e informações de ID
do Produto.
4, 5, 6 Página e sub-páginas de Contém os ajustes configuráveis para um controlador LTM R
configurações selecionado
Páginas e sub-páginas da Apresenta a estatística para um controlador LTM R selecionado,
estatística incluindo o histórico da falha n-0 e a falha n-1.
Página de ID do Produto Parte do controlador LTM R e o módulo de expansão LTM E e
identificação do firmware.

1639501 03/2013 265


Uso

Estrutura do Menu - Home Page (1-to-many)

Visão Geral
A Home Page abre na inicialização da HMI, quando o Magelis® XBTN410 for conectado a 1 ou mais
controladores LTM R—todos dos quais são executados sem falhas ou avisos.
A Home page é a única página localizada no nível 1 da estrutura do menu do Magelis XBTN410 1-
to-many É o local inicial para navegação em outros níveis e páginas na estrutura do menu.

Home page
A Home page contém os seguintes itens de menu:
Item do menu Descrição
Cabeçalho da página com a versão do firmware do controlador LTM
R.

IMPORTANTE Conecta a uma página com a seguinte mensagem de CUIDADO:


'Please set HMI Port Endianess to LEndian to ensure that all values
are correctly displayed'. (Configure a porta da HMI Endianess na
LEndian a fim de garantir que todos os valores sejam devidamente
exibidos).
Correntes do controlador Conecta a uma página que exibe a corrente média e apresenta linls
para os dados e comandos para cada controlador LTM R.
Status do controlador Conecta a uma página que exibe o status (On, Off, Fault) (Ligado,
Desligado, Falha) e apresenta links para os dados e comandos para
cada controlador LTM R.
Falhas Exibe uma série de mensagens com falha.

Restauração Remota Conecta a uma página que exibe o status de cada controlador LTM
R, e apresenta um comando de reinicialização para cada
controlador LTM R.
Restauração para os Conecta a uma página com comandos que reinicializam às
padrões de fábrica configurações de fábrica da estatística ou configurações de cada
controlador LTM R.
Referência XBTN R Conecta a uma página que descreve a velocidade de comunicação
e paridade, software de programação e firmware do controlador
LTM R.

266 1639501 03/2013


Uso

Estrutura do Menu - Todos Controladores LTM R e HMI (1-to-many)

Visão Geral
Páginas localizadas no nível 2 da estrutura do menu contêm:
• informações e comandos para até 8 controladores LTM R conectados, ou
• informações sobre a falha para todo controlador LTM R, ou
• informações sobre a HMI do Magelis® XBTN410
Todas as páginas da estrutura do menu nível 2 são acessíveis a partir da Home Page.

Página das correntes do controlador


Use a página das Correntes do Controlador para monitorar a Razão da Corrente Média para todos
os controladores LTM R conectados, e para navegar para as outras páginas, conforme descrito
abaixo:
Nível 2 Descrição
Correntes do Controlador -

I5=XXXX% Abre a página do Controlador para o controlador LTM R


selecionado (1-8)
I6=XXXX%

I7=XXXX%

I8=XXXX%

Status do Abre a página de Status do Controlador


controlador
Restauração Abre a página de Restauração remota
remota
Home Retorna à Home page.

Página de status do controlador


Use a página de Status do Controlador para monitorar o status da Falha do Sistema e Sistema
Ativado de todos os controladores LTM R, e para navegar para outras páginas, conforme descrito
abaixo:
Nível 2 Descrição
Status do controlador -
Abre a página do Controlador para o controlador
selecionado (1-8)

Correntes do Abre a página de Correntes do Controlador


controlador
Restauração remota Abre a página de Restauração remota

Home Retorna à Home page.

Exibição da falha
A HMI do Magelis® XBTN410 exibe as falhas ativas em uma série de páginas - 1 falha para uma
página - quando:
• uma falha ocorrer e a exibição das falhas ativas automaticamente abrir
• você selecionar Falhas na Home Page e abrir manualmente a exibição das falhas ativas.
Para informações sobre o gerenciamento da falha, incluindo as páginas de exibição das falhas, veja
Gerenciamento da Falha (1-to-many), página 281.

1639501 03/2013 267


Uso

Página de Restauração Remota


Use a página de Restauração remota para executar remotamente um Comando de Restauração da
falha para um controlador LTM R com falha - para os controladores com o Modo de Restauração da
falha ajustado como Remoto e para navegar para as outras páginas:
Nível 2 Descrição
Restauração remota -
067FLT50 Executa um Comando de Restauração da falha para o
controlador LTM R selecionado (1-8), se a restauração da
078FLT60 falha remota for habilitada para aquele controlador.
089FLT70
090FLT80

Correntes do Abre a página de Correntes do Controlador


controlador
Status do controlador Abre a página de Status do Controlador
Home Retorna à Home page.

Cada uma das 4 primeiras linhas dessa página apresenta as seguintes informações para
restauração da falha nos locais indicados:

esquerdo direito

1 bit de restauração da falha (não significante)


2 número do controlador LTM R (1-8)
3 status da falha (ON, OFF, FLT) (LIGADO, DESLIGADO, FLT)
4 tempo para reinicializar (segundos)

Reinicializa à página das configurações de fábrica


A Reinicialização da página aos padrões de fábrica apresenta o Comando Apagar Estatística e o
Comando Apagar as Configurações do Controlador para cada controlador LTM R, conforme exibido
abaixo:
Nível 2 Descrição
Restauração aos padrões de fábrica -
Stats 1 Configurações Apaga a estatística (setas para esquerda) ou configurações
(setas para direita) para o controlador LTM R selecionado
Stats 2 Configurações (1-8) e restaura às configurações de fábrica.
Stats 3 Configurações
Stats 4 Configurações
Stats 5 Configurações
Stats 6 Configurações
Stats 7 Configurações
Stats 8 Configurações

Página de referência XBTN


A página de referência XBTN apresenta as informações sobre a HMI. A seguir encontra-se um
exemplo das informações exibidas nessa página:
Nível 2 Nome do parâmetro/descrição
Referência XBTN R -
Velocidade MB= 19200 Configuração da Taxa de Transmissão da porta da HMI
Paridade MB= Par Configuração da paridade da porta da HMI
LTM_1T8_E_Vx.xx.DOP nome do arquivo para o programa de aplicação da HMI
XX/XX/200X xx:xx:xx data do arquivo do programa de aplicação da HMI
XBT-L1000= V4.42 versão do software XBT 1000
Firmware= V3.1 versão do firmware da HMI

268 1639501 03/2013


Uso

Página do Controlador (1-to-many)

Visão Geral
A página do controlador apresenta as informações e comandos para o controlador LTM R que foi
selecionado ou na página das Correntes do Controlador ou na página de Status do Controlador
(consulte Página das Correntes do Controlador, página 267).
A página do Controlador é a única página localizada no nível 3 da estrutura principal. Use a página
do Controlador para:
• monitorar dinamicamente a mudança da corrente, tensão e valores de potência para um único
controlador LTM R selecionado.
• navegar para as configurações editáveis do parâmetro para um controlador LTM R
• navegar para a estatística de somente leitura e informações do produto para um controlador
LTM R
• executar o comando Auto-Teste para um controlador LTM R

Página do controlador
A página do Controlador exibe a mudança dinamicamente dos valores do parâmetro e contém as
linhas de comando, conforme segue:

Nível 3 Nome do parâmetro/Descrição


O cabeçalho da página indicando o endereço do controlador LTM R
Controlador 1-8 (1-8).
Corrente Média = xxxx % de FLC Razão da Corrente Média
Corrente L1 =xxxx % de FLC Razão da Corrente L1
Corrente L2 =xxxx % de FLC Razão da Corrente L2
Corrente L3 =xxxx % de FLC Razão da Corrente L3
Corrente de Aterramento= xxxx.x % de Razão da Corrente de Aterramento
FLCmin
Desequilíbrio da Fase da Corrente= xxx Desequilíbrio da Fase da Corrente
% de lmb
Capacidade Térmica= xxxxx% Nível da Capacidade Térmica
Tempo para Acionamento = xxxxSec Tempo para o Acionamento
Tensão Média= xxxx %de FLCmin Tensão Média
L1-L2 Volts= xxxxxV Tensão L1-L2
L2-L3 Volts= xxxxxV Tensão L2-L3
L3-L1 Volts= xxxxxV Tensão L3-L1
Desequilíbrio da Fase da Tensão = xxx Desequilíbrio da Fase da Tensão
% de lmb
Fator de Potência = xx.xx Fator de Potência
Potência Ativa = xxxx.xkW Potência Ativa
Potência Reativa = xxxx.xkVAR Potência Reativa
Sensor de Temperatura = xxxx.x Sensor de Temperatura do Motor
Configurações Conecta às configurações editáveis para o controlador LTM R

Estatística Conecta à estatística somente para leitura para o controlador LTM R

Auto-Teste Executa o comando de Auto-Teste. Consulte Auto-teste com o Motor


Ligado, página 330
Identificação do Conecta aos números de referência do produto e versões de
produto firmware para o controlador LTM R e o módulo de expansão.
Home Retorna à Home page.

1639501 03/2013 269


Uso

Configurações (1-to-many)

Visão Geral
A HMI do Magelis® XBTN410 apresenta diversas páginas das configurações do parâmetro editável,
agrupadas nos níveis 4, 5 e 6 da estrutura do menu. A página de configurações é o seu local inicial
para as configurações de localização e edição, incluindo:
• motor
• controle local
• modo de transferência
• reinicialização (falha)
• corrente
• tensão
• potência
• Rejeição da carga
• bloqueios do ciclo rápido
• perda de comunicação
A página de configurações está localizada no nível 4 da estrutura do menu. Para navegar para a
página de configurações, use um dos seguintes caminhos:

Nível A partir dessa página... Selecione....


1 Home page Controller currents ou Controller status
2 Página Controller currents ou Controller status LTM R controller number
3 Página Controller Setting

Configurações do Motor, Controle e Transferência


Use a página das configurações para navegar e editar as seguintes configurações do motor, controle
local e modo de transferência:
Nível 4 Nível 5 Nome do parâmetro
Endereço das Configurações 1-8 -
Motor Nom Voltage Tensão Nominal do Motor
Nom Power (kW) Potência Nominal do Motor (expressa em kW)
Nom Power (hp) Potência Nominal do Motor (expressa em hp)
DirTrans Transição direta de controle
TransTime Tempo limite de transição do motor
2step Level Limite da Etapa 1 a 2 do Motor
2setp Time Tempo Limite da Etapa 1 a 2 do Motor
Aux Fan Ventilador auxiliar do motor resfriado
TEMP SENSOR -
Fault Falha do Sensor de Temperatura do Motor
Fault Level Limite da Falha do Sensor de Temperatura do
Motor
Warn Aviso do Sensor de Temperatura do Motor
Habilitado
Warn Level Limite do Aviso do Sensor de Temperatura do
Motor
Local control Configuração do Canal Local do Controle
Transfer mode Modo de Transferência de Controle

270 1639501 03/2013


Uso

Métodos de Restauração da falha


Use a página das configurações para navegar e editar as seguintes configurações de restauração da
falha:
Nível 4 Nível 5 Nome do parâmetro
Endereço das Configurações 1 -8 -
Reset Manual Modo de Restauração da falha
Remote
Automatic
Net Port Configuração do Endian da Porta da Rede
AUTO GROUP 1 -
Attempts Configuração do Grupo 1 das Tentativas de
Reinicialização Automática
Reset Time Tempo Limite do Grupo 1 de Reinicialização Automática
AUTO GROUP 2 -
Attempts Configuração do Grupo 2 das Tentativas de
Reinicialização Automática
Reset Time Tempo Limite do Grupo 2 de Reinicialização Automática
AUTO GROUP 3 -
Attempts Configuração do Grupo 3 das Tentativas de
Reinicialização Automática
Reset Time Tempo Limite do Grupo 3 de Reinicialização Automática

1639501 03/2013 271


Uso

Configurações da Corrente
A partir da página de configurações, você consegue navegar e editar as seguintes configurações da
corrente:

Nível 4 Nível 5 Nível 6 Nome do parâmetro


Configurações do Endereço 1-8

Current Th Overload Fault Falha da Sobrecarga Térmica


Habilitada
FLC1-OC1 Razão da Corrente de Carga
Completa do Motor
FLC2-OC2 Razão da Corrente de Carga
Completa de Alta Velocidade do
Motor
Trip Class Classe de Acionamento do Motor
Reset Level Limite de Restauração da falha de
Sobrecarga Térmica
Def O-Time Tempo limite definido de falha da
sobrecarga térmica (tempo O)
Def D-Time Tempo Limite da Falha da Partida
Prolongada (tempo D)
Warn Aviso da Sobrecarga Térmica
Habilitada
Warn Level Limite do Aviso da Sobrecarga
Térmica
Phase lmb/Loss/Ver CURR PH IMB
Fault Contagem de Falha do Desequilíbrio
da Fase da Corrente
Fault Level Limite da Falha do Desequilíbrio da
Fase da Corrente
FltTimeStrt Inicialização do Tempo Limite da
Falha do Desequilíbrio da Fase da
Corrente
FltTimeRun Operação do Tempo Limite da Falha
do Desequilíbrio da Fase da Corrente
Warn Aviso do Desequilíbrio da Fase da
Corrente Habilitado
Warn Level Limite do Aviso do Desequilíbrio da
Fase da Corrente
CURR PH LOSS
Fault Falha da Perda da Fase da Corrente
Habilitada
Fault Time Tempo Limite da Perda da Fase da
Corrente
Warn Aviso da Perda da Fase da Corrente
Habilitado
CURR PH LOSS
Fault Falha da Inversão da Fase da
Corrente Habilitada
Long Start Fault Falha da Partida Prolongada
Habilitada
Fault Level Limite da Falha da Partida
Prolongada
Fault Time Tempo Limite da Falha da Partida
Prolongada
Jam Fault Falha de Congestionamento
Habilitada
Fault Level Limite da Falha de Congestionamento
Fault Time Tempo Limite da Falha de
Congestionamento
Warn Aviso de Congestionamento
Habilitado
Warn Level Limite de Congestionamento
Habilitado

272 1639501 03/2013


Uso

Nível 4 Nível 5 Nível 6 Nome do parâmetro


Configurações do Endereço 1-8 -
Current Under/Over Curr UNDER CURR -
(continuação)
Fault Falha da Subcorrente Habilitada
Fault Level Limite da Falha da Subcorrente
Fault Time Tempo limite da Falha da Subcorrente
Warn Aviso da Subcorrente Habilitado
Warn Level Limite do Aviso da Subcorrente
OVER CURR -
Fault Falha da Sobrecorrente Habilitada
Fault Level Limite da Falha da Sobrecorrente
Fault Time Tempo limite da Falha da Sobrecorrente
Warn Aviso da Sobrecorrente Habilitado
Warn Level Limite do Aviso da Sobrecorrente
Ground Current Fault Modo da Corrente de Aterramento
IntFltLvl Limite da falha da corrente de aterramento
interno
IntFltTime Tempo Limite da falha da corrente de
aterramento interno
ExtFltLvl Tempo Limite da falha da corrente de
aterramento externo
ExtFltTime Tempo Limite da falha da corrente de
aterramento externo
Warn Aviso da Corrente de Aterramento
Habilitado
IntWarnLvl Limite do Aviso da corrente de aterramento
interno
ExtWarnLvl Limite do Aviso da corrente de aterramento
externo

1639501 03/2013 273


Uso

Configurações da Tensão
A partir da página de configurações, você consegue navegar e editar as seguintes configurações da
tensão:
Nível 4 Nível 5 Nível 6 Nome do parâmetro
Configurações do Endereço 1-8 -
Voltage Phase Imb/Loss/Rev VOLT PH 1MB -
Falha Falha do Desequilíbrio da Fase da Tensão
Habilitada
Fault Level Limite da Falha do Desequilíbrio da Fase da
Tensão
FltTimeStart Inicialização do Tempo Limite da Falha do
Desequilíbrio da Fase da Tensão
FltTimeRun Operação do Tempo Limite da Falha do
Desequilíbrio da Fase da Tensão
Warn Aviso do Desequilíbrio da Fase da Tensão
Habilitado
Warn Level Limite do Aviso do Desequilíbrio da Fase da
Tensão
VOLT PH LOSS -
Fault Falha da Perda da Fase da Tensão Habilitada
Fault Time Tempo Limite da Falha da da Perda da Fase da
Tensão
Warn Aviso da Perda da Fase da Tensão Habilitado
VOLT PH REV -
Falha Falha da Inversão da Fase da Tensão Habilitada
Under/Over Voltage UNDER VOLT -
Fault Falha da Subtensão Habilitada
Fault Level Limite da Falha da Subtensão
Fault Time Tempo Limite da Falha da Subtensão
Aviso Aviso da Subtensão Habilitado
Nível do Aviso Limite do Aviso da Subtensão
OVER VOLT -
Fault Falha da Sobretensão Habilitada
Fault Level Limite da Falha da Sobretensão
Fault Time Tempo Limite da Falha da Sobrepotência
Warn Aviso da Sobretensão Habilitado
Warn Level Limite do Aviso da Sobretensão

274 1639501 03/2013


Uso

Configurações de Potência
A partir da página de configurações, você consegue navegar e editar as seguintes configurações da
potência:
Nível 4 Nível 5 Nível 6 Nome do parâmetro
Endereço das Configurações 1-8 -
Power Under/Over Power UNDER POWER -
Fault Falha da Subpotência Habilitada
Fault Level Limite da Falha da Subpotência
Fault Time Inicialização do Tempo Limite da Falha da
Subpotência
Warn Aviso da Subpotência Habilitado
Warn Level Limite do Aviso da Subpotência
OVER POWER -
Fault Falha da Sobrepotência Habilitada
Fault Level Limite da Falha da Sobrepotência
Fault Time Tempo Limite da Falha da Sobrepotência
Warn Aviso da Sobrepotência Habilitado
Warn Level Falha da Sobrepotência Habilitada
Under/Over PowFact UNDER POW FACTOR -
Fault Falha do Fator de Subpotência Habilitada
Fault Level Limite da Falha do Fator de Subpotência
Fault Time Tempo Limite da Falha do Fator de
Subpotência
Fault Aviso do Fator de Subpotência Habilitado
Fault Level Limite do Aviso do Fator de Subpotência
OVER POW FACTOR -
Fault Falha do Fator de Sobrepotência Habilitada
Fault Level Limite da Falha do Fator de Sobrepotência
Fault Time Tempo Limite da Falha do Fator de
Sobrepotência
Warn Aviso do Fator de Sobrepotência Habilitado
Warn Level Limite do Aviso do Fator de Sobrepotência

Configurações da Rejeição de Carga, Diagnóstico, Bloqueios do Ciclo Rápido, Portas de Comunicação


A partir da página de configurações, você consegue navegar e editar as seguintes configurações de
rejeição de carga, diagnóstico, bloqueio de ciclo rápido e portas de comunicação
Nível 4 Nível 5 Nome do parâmetro
Endereço das Configurações 1-8 -
Load Shed Fault Rejeição de Carga
Fault Level Limite da Queda da Tensão
Fault Time Tempo Limite da Rejeição da Carga
RestartLvl Limite da Reinicialização da Queda da Tensão
RestartTime Tempo Limite da Reinicialização da Queda da
Tensão
Diagnostic DIAG FAULT
Fault Habilitar Falha do Diagnóstico
Warn Habilitar Aviso do Diagnóstico
WIRING CT REVERSAL
Fault Habilitar Falha da Fiação

1639501 03/2013 275


Uso

Nível 4 Nível 5 Nome do parâmetro


Configurações do Endereço 1-8 -
Comm Ports Net Port Configuração do Endian da Porta da Rede
HMI Port Configuração do endian da porta da HMI
NET PORT COMM LOSS -
Fault Habilitar Falha da Porta da Rede
Fault Time Tempo Limite da Perda de Comunicação da Porta da
Rede
Warn Aviso da Porta da Rede Habilitado
HMI PORT COMM LOSS -
Fault Falha da porta da HMI Habilitada
Warn Aviso da porta da HMI Habilitada

276 1639501 03/2013


Uso

Estatística (1-to-many)

Visão Geral
A HMI da Magelis® XBTN410 apresenta páginas agrupadas com estatística somente para leitura
nos níveis 4 e 5 da estrutura do menu - para um controlador LTM R selecionado.
Para navegar para a página da estatística, use um dos seguintes caminhos:

Nível A partir dessa página... Selecione....


1 Home page Controller currents ou Controller status
2 Página Controller currents ou Controller status LTM R controller number

3 Página Controller Statistics

Estatística
A partir da página de configurações, você consegue navegar e editar a seguinte estatística:
Nível 4 Nível 5 Nome do parâmetro
Endereço da estatística. 1-8 -
CntrlTempMax Temperatura Máxima Interna do Controlador
OperTime Tempo de Operação
MtrStarts Contagem das Partidas do Motor
LastStartDur Duração da Última Partida do Motor
LastStart Corrente da Última Partida do Motor
All Faults Contagem das Falhas
Th Ovid Fit Contagem das Falhas da Sobrecarga Térmica
Th Ovid Warn Contagem dos Avisos de Sobrecarga Térmica
Curr Imb Fit Contagem de Falhas do Desequilíbrio da Fase de
Corrente
LongStart Fit Contagem das Falhas da Partida Prolongada
UnderCurr Fit Contagem das Falhas da Subcorrente
Ground Faults Contagem das Falhas da Corrente de Aterramento
VoltPhlmb Fit Contagem de Falhas do Desequilíbrio da Fase da
Tensão
Under Volt Fit Contagem das Falhas da Subtensão
Over Volt Fit Contagem das Falhas da Sobretensão
HMI Loss Fit Contagem das Falhas da porta da HMI
Ntwk Int Fit Contagem das Falhas Internas da Porta da Rede
Ntwk Cnfg Fit Contagem das Falhas de Configuração da Porta da
Rede
Ntwk Port Fit Contagem das Falhas da Porta da Rede
Cntrl Int Fit Contagem das Falhas Internas do Controlador
InterPort Fit Contagem das Falhas Internas da Porta

1639501 03/2013 277


Uso

Nível 4 Nível 5 Nome do parâmetro


Endereço da estatística. 1-8 -
Fault n-0 Fault Code Código da Falha n-0
Date (MMDDAAAA) Data e Horário n-0
Time (HHMMSS) Data e Horário n-0
FLC Ratio Razão da Corrente da Carga Completa do Motor n-0
FLC Max Corrente Máxima da Carga Completa do Motor n-0
Avg Current Corrente Média n-0
L1 Current Razão da Corrente L1 n-0
L2 Current Razão da Corrente L2 n-0
L3 Current Razão da Corrente L3 n-0
GRCurr Razão da Corrente de Aterramento n-0
Curr Ph Imb Desequilíbrio da Fase da Corrente n-0
Th Capacity Nível de Capacidade Térmica n-0
Avg Volts Tensão Média n-0
L1-L2 Volts Tensão L1-L2 n-0
L2-L3 Volts Tensão L2-L3 n-0
L3-L1 Volts Tensão L3-L1 n-0
Volt Ph Imb Desequilíbrio da Fase da Tensão n-0
Frequency Frequência n-0
Active Pwr Potência Ativa n-0
Power Factor Fator de Potência n-0
Temp Sensor Sensor de Temperatura do Motor n-0
Fault n-1 Fault Code Código da Falha n-1
Date (MMDDAAAA) Data e Horário n-1
Time (HHMMSS) Data e Horário n-1
FLC Ratio Razão da Corrente da Carga Completa do Motor n-1
FLC Max Corrente Máxima da Carga Completa do Motor n-1
Avg Current Corrente Média n-1
L1 Current Razão da Corrente L1 n-1
L2 Current Razão da Corrente L2 n-1
L3 Current Razão da Corrente L3 n-1
GRCurr Razão da Corrente de Aterramento n-1
Curr Ph Imb Desequilíbrio da Fase da Corrente n-1
Th Capacity Nível de Capacidade Térmica n-1
Avg Volts Tensão Média n-1
L1-L2 Volts Tensão L1-L2 n-1
L2-L3 Volts Tensão L2-L3 n-1
L3-L1 Volts Tensão L3-L1 n-1
Volt Ph Imb Desequilíbrio da Fase da Tensão n-1
Frequency Frequência n-1
Active Pwr Potência Ativa n-1
Power Factor Fator de Potência n-1
Temp Sensor Sensor de Temperatura do Motor n-1

278 1639501 03/2013


Uso

ID do Produto (1-to-many)

Visão Geral
A HMI do Magelis® XBTN410 apresenta uma descrição do número do produto e firmware para tanto
o controlador LTM R como o módulo de expansão LTM E.

Para navegar para a página de ID do produto, use um dos seguintes caminhos:


Nível A partir dessa página... Selecione....
1 Home page Controller currents ou Controller status
2 Página Controller currents ou Controller status LTM R controller number

3 Página Controller Product ID

ID do Produto
Na página de ID do Produto, você consegue ler as seguintes informações sobre o controlador LTM e
o módulo de expansão LTM E.
Nível 4 Nome do parâmetro/descrição
Endereço de ID do Produto 1-8 -
Controller Catalog Ref Referência Comercial do Controlador (número do produto)
Controller Firmware Versão do Firmware do Controlador
Exp Module Catalog Ref Referência Comercial de Expansão (número do produto)
Exp Module Firmware Versão do Firmware de Expansão
Network Type Código de ID da Porta da Rede
Network Firmware Versão de Firmware da Porta da Rede

1639501 03/2013 279


Uso

Monitoramento (1-to-many)

Visão Geral
Use a HMI do Magelis® XBTN410 HMI, em uma configuração 1-to-many, para monitorar:
• status da operação e corrente média para diversos controladores LTM R, ou
• parâmetros da corrente, tensão e potência para um controlador LTM R selecionado.

Monitoramento de Múltiplos Controladores LTM R


Navega para as próximas páginas para simultaneamente monitorar esses valores dinamicamente
alteráveis para todos os controladores LTM R:
Página Valor
Página das correntes do controlador Razão da Corrente Média
Página de status do controlador Status da operação (Ligado, Desligado, Falha)

Para maiores informações sobre ambas as páginas, veja Página das Correntes do Controlador,
página 267.

Monitoramento de um Único Controlador LTM R


Navega para a página do Controlador para um controlador LTM R selecionado para monitorar
dinamicamente os valores alteráveis dos seguintes parâmetros:
• Corrente:
• Razão da Corrente Média
• Razão da Corrente L1
• Razão da Corrente L2
• Razão da Corrente L3
• Razão da Corrente de Aterramento
• Desequilíbrio da Fase da Corrente
• Térmica
• Nível da Capacidade Térmica
• Tempo para o Acionamento
• Sensor de Temperatura do Motor
• Tensão
• Tensão Média
• Tensão L1-L2
• Tensão L2-L3
• Tensão L3-L1
• Desequilíbrio da Fase da Tensão
• Potência
• Fator de Potência
• Potência Ativa
• Potência Reativa
Para maiores informações sobre a página do Controlador, veja Página do Controlador (1-to-many),
página 269.

280 1639501 03/2013


Uso

Gerenciamento da Falha (1-to-many)

Visão Geral
Quando ocorre uma falha, a HMI do Magelis®XBTN410 automaticamente abre uma tela de falha
contendo 1 página para cada falha ativa. Cada página contém o:
• nome da falha
• endereço do controlador LTM R que sofreu a falha
• número total de falhas não resolvidas

Páginas da Exibição da Falha


A típica página de exibição da falha se parece com:

1 número da página de exibição da falha


2 número total de falhas ativas
3 nome da falha (piscando)
4 endereço do controlador LTM R que sofreu a falha (piscando)

Se mais de 1 falha estiver ativa, use os botões do teclado e para ir para frente e para trás
pelas páginas de exibição da falha.
Já que algumas mensagens de falha contêm mais de 4 linhas de texto, você pode precisar usar os

botões do teclado e para rolar para cima e para baixo dentro de uma página de exibição
de falha e exibir toda a mensagem da falha.

Abrindo/Fechando a Tela da Falha


A HMI 1-to-many abre automaticamente a tela da falha sempre que ocorrer uma falha. Quando você
resolver a causa de uma falha específica e executar um comando de restauração da falha, a falha
não aparece mais na tela da falha.

Você também pode fechar a tela da falha ao clicar no botão do teclado . Isso não resolve a
causa base de qualquer falha, nem apaga qualquer falha. Você consegue reabrir a tela da falha a
qualquer momento ao navegar pela Home Page, rolando a linha de comando das Falhas, depois,

clicando no botão do teclado .


Caso você abre a tela da falha quando nenhuma falha estiver ativa, a HMI exibe a mensagem "No
Faults Present" (Nenhuma Falha Presente).

Perda de Comunicação do Magelis® XBT


Se uma tecla for pressionada enquanto o dispositivo HMI do Magelis® XBT perde comunicação, a
atualização do teclado não será concluída. Quando a comunicação com o LTM R estiver
restabelecida, a seguinte mensagem aparece: "#203 Cannot connect to controller". (Nº 203 não
consegue conexão com o controlador." Pressione qualquer tecla ou reinicie o dispositivo.

1639501 03/2013 281


Uso

Comandos de Serviço (1-to-many)

Visão Geral
O Magelis® XBTN410, na configuração 1 -to-many, apresenta os seguintes comandos de serviço:
Comando Descrição Local/Referência
Self Test Realiza uma verificação interna do Nível 3, página Controller. Consulte a
controlador LTM R e do módulo de Página Controller, página 269 e Self Test
expansão LTM E. with Motor On, página 330.

Reset to Defaults: Statistics Executa o Comando Apagar Nível 2, página Reset to Defaults. Veja a
Estatística para um controlador página Reset to Defaults, página 268.
LTM R selecionado.
Reset to Defaults: Settings Executa o Comando Apagar Nível 2, página Reset to Defaults. Veja a
Configurações do Controlador para página Reset to Defaults, página 268.
um controlador LTM R
selecionado.
Remote Reset Realiza a restauração remota da Nível 2, página Reset to Defaults. Veja a
falha para um controlador LTM R página Reset to Defaults, página 268.
selecionado

282 1639501 03/2013


Uso

7.5 Uso do SoMove com o DTM do TeSys T

Visão Geral
Os seguintes tópicos mostram a você como usar o controlador LTM R quando ele estiver conectado
a um PC que executa o SoMove com o DTM do TeSys T.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Apresentação do SoMove com o DTM do TeSys T 284
Instalação do SoMove e da Biblioteca do DTM do TeSys 285

1639501 03/2013 283


Uso

Apresentação do SoMove com o DTM do TeSys T

Propósito do Software
O software SoMove é uma aplicação baseada no Microsoft® Windows®, usando a tecnologia aberta
FDT/DTM.
O SoMove contém os DTMs para diferentes dispositivos. O DTM do TeSys T é um DTM específico
que permite a configuração, monitoramento, controle e personalização das funções de controle do
controlador LTM R, como parte do sistema de gerenciamento de motores TeSys T.

Funções
O DTM do TeSys T pode ser utilizado para:
• configurar parâmetros para o controlador LTM R,
• exibir informações sobre a configuração e operação do controlador LTM R,
• exibir o status das falhas e avisos detectados no controlador LTM R,
• controlar o motor,
• personalizar os modos de operação.

Para maiores informações


Consulte o DTM do TeSys T para a Ajuda Online do FDT Container do SoMove.

284 1639501 03/2013


Uso

Instalação do SoMove e da Biblioteca do DTM do TeSys

Visão Geral
A instalação do SoMove inclui alguns DTMs, por exemplo, livraria do DTM do TeSys.
A livraria do DTM do TeSys inclui:
• DTM do TeSys T
• DTM do TeSys U
Esses DTMs são automaticamente instalados durante o processo de instalação do SoMove.

Download do SoMove
O SoMove pode ser baixado a partir do site da Schneider Electric (www.schneider-electric.com) ao
inserir SoMove Lite no campo de Busca.

Instalação do SoMove
Etapa Ação
1 Descompacte o arquivo baixado: o arquivo SoMove é descompactado em uma pasta
chamada SoMove_Lite - V.X.X.X.X (em que X.X.X.X é o número da versão). Abra essa
pasta e clique duas vezes em setup.exe.
2 Na caixa de diálogo Choose Setup Language (Selecionar o Idioma de Configuração),
selecione o idioma da instalação.
3 Clique em OK.
4 Na caixa de diálogo Welcome to the Installation Wizard for SoMove Lite (Bem-vindo ao
Guia de Instalação para o SoMove Lite), clique no botão Next.
5 Se uma caixa de diálogo InstallShield Wizard (Guia de Instalação) aparecer e informar que
você precisa instalar o driver do Modbus, clique no botão Install (Instalar). Resultado: O
driver do Modbus é instalado automaticamente.

6 Na caixa de diálogo Readme and Release Notes (Notas de Liberação e Leia-me), clique no
botão Next.
7 Na caixa de diálogo Readme, clique no botão Next.
8 Na caixa de diálogo License Agreement (Contrato de Licença):
• Leia atentamente o contrato de licença.
• Selecione I accept the terms (Aceito os termos) na opção do contrato de licença.
• Clique no botão Next.
9 Na caixa de diálogo Customer Information (Informações do Cliente):
• Insira as seguintes informações nos campos correspondentes:
• Primeiro Nome
• Sobrenome
• Nome da Empresa
• Selecione uma opção de instalação:
• Ou a opção Anyone who uses this computer (Qualquer um que usar esse
computador), se SoMove Lite for utilizado por todos os usuários desse computador,
ou
• Only for me (Somente para mim), se o SoMove Lite for utilizado somente por você.
• Clique no botão Next.
10 Na caixa de diálogo Destination Folder (Pasta de Destino):
Se necessário, modifique a pasta de destino do SoMove Lite ao clicar no botão Change
(Alterar).
Clique no botão Next.
11 Na caixa de diálogo Shortcuts (Atalhos):
• Se você quiser criar um atalho na área de trabalho e/ou na barra de acesso rápido,
selecione as opções correspondentes.
• Clique no botão Next.
12 Na caixa de diálogo Ready to Install the Program (Pronto para Instalar o Programa), clique
no botão Install (Instalar).
Resultado: Os componentes do SoMove Lite são instalados automaticamente:
• Biblioteca DTM de comunicação do Modbus que contém o protocolo de comunicação
• Bibliotecas DTM que contêm diferentes catálogos da unidade
• O próprio SoMove Lite

13 Na caixa de diálogo Installation Wizard Completed (Guia de Instalação Completo), clique


no botão Finish (Finalizar).
Resultado: SoMove Lite é instalado no seu computador.

1639501 03/2013 285


Uso

7.6 Uso da Rede de Comunicação Modbus

Visão Geral
Esta seção descreve como usar o controlador LTM R via porta da rede usando o protocolo Modbus.

AVISO
PERDA DE CONTROLE
• O projetista de qualquer esquema de controle deve considerar os possíveis modelos de falha dos
caminhos de controle e, para certas funções críticas, apresentar meios de obter um estado
seguro durante e após uma falha do caminho. Exemplos das funções de controle críticas são
parada de emergência e parada de sobrecurso.
• Caminhos de controle separados e redundantes devem ser apresentados para as funções
críticas de controle.
• Os caminhos de controle do sistema podem incluir links de comunicação. Deve-se considerar as
implicações dos atrasos antecipados de transmissão ou falhas do link "1*.
• Cada implementação de um controlador LTM R deve ser individual ou totalmente testada para a
operação apropriada antes dele ser colocado em operação.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.

(1) Para informações adicionais, consulte NEMA ICS 1.1 (última edição), Orientações de Segurança
para a Aplicação, Instalação e Manutenção do Controle do Estado Sólido.

AVISO
REINICIALIZAÇÃO INESPERADA DO MOTOR
Verifique se o software da aplicação do PLC:
• considera a mudança de controle local para remoto,
• gerencia apropriadamente os comandos de controle do motor durante essas mudanças.
Ao alternar para os canais de controle da Rede, dependendo da configuração do protocolo de
comunicação, o controlador LTM R pode considerar o último estado conhecido dos comandos de
controle do motor emitidos a partir do PLC e reiniciar automaticamente o motor.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.

O que há nesta seção?


Esta seção contém os seguintes tópicos:
Tópico Página
Princípio do Protocolo Modbus® 287
Configuração da Porta de Rede Modbus do LTM R 288
Controle e Monitoramento Simplificado 289
Exemplos da Programação e Solicitação do Modbus® 290
Gerenciamento de Exceção do Modbus 291
Variáveis do Mapa do Usuário (Registros Indiretos Definidos pelo Usuário) 292
Mapa de Registro (Organização das Variáveis de Comunicação) 293
Formatos dos dados 294
Tipo de Dados 295
Variáveis de Identificação 301
Variáveis da Estatística 302
Variáveis de Monitoramento 308
Variáveis da Configuração 314
Variáveis de Comando 321
Variáveis do Mapa do Usuário 322
Variáveis da Lógica Personalizada 323

286 1639501 03/2013


Uso

Princípio do Protocolo Modbus

Visão Geral
O protocolo Modbus é um protocolo principal-escravo: Principal
Mestre

Escravos

Somente 1 dispositivo pode transmitir na linha a qualquer momento.


O protocolo principal gerencia e inicia a troca. Ele questiona cada um dos protocolos escravos na
sequência. Nenhum protocolo escravo pode enviar uma mensagem ao menos que seja convidado a
fazer isso.
O protocolo principal repete a pergunta quando houver uma troca incorreta, e declara o protocolo
escravo interrogado ausente, caso não seja recebida nenhuma resposta dentro de um dado período.
Se o protocolo escravo não entender uma mensagem, ele envia uma resposta de exceção ao
protocolo principal. O protocolo principal pode ou não retransmitir a solicitação.

Caixa de Diálogo Modbus


2 tipos de caixa de diálogo são possíveis entre os protocolos principal e escravos:
• O protocolo principal envia uma solicitação para um protocolo escravo e espera sua resposta.
• O protocolo principal transmite uma solicitação a todos os protocolos escravos sem esperar
por uma resposta.
As comunicações diretas de protocolo escravo-a-escravo não são possíveis. Para a comunicação
escravo-a-escravo, o protocolo principal, portanto, deve interrogar um protocolo escravo e retornar
os dados recebidos para o outro protocolo escravo.

Transparent Ready
O controlador LTM R Modbus é da classe A05 (Transparent Ready).
1639501 03/2013

1639501 03/2013 287


Uso

Configuração da Porta de Rede Modbus do LTM R

Parâmetros de Comunicação
Antes de qualquer comunicação iniciar, use o DMT do TeSys T ou a HMI para configurar os
parâmetros de comunicação da porta Modbus.
• Configuração do endereço da porta da rede
• Configuração da taxa de transmissão da porta da rede
• Configuração da paridade da porta da rede
• Tempo Limite da Perda de Comunicação da Porta da Rede
• Configuração do Endian da Porta da Rede

Configuração do endereço da porta da rede


O endereço do dispositivo pode ser configurado entre 1 e 247.
A configuração de fábrica é 1 que corresponde a um valor indefinido.

Configuração da taxa de transmissão da porta da rede


As possíveis taxas de transmissão são:
• 1200 Baud
• 2400 Baud
• 4800 Baud
• 9600 Baud
• 19.200 Baud
• Autodetecção
A configuração de fábrica é a Autodetecção. Na autodetecção, o controlador é capaz de adaptar sua
taxa de transmissão para aquela do principal. A transmissão de 19.200 é a primeira taxa de
transmissão a ser testada.

Configuração da Paridade da Porta da Rede


A paridade pode ser selecionada a partir de:
• Par
• Ímpar
• Nenhuma
Quando a configuração da taxa de transmissão da porta da rede for autodetecção, o controlador é
capaz de adaptar sua paridade o bit de parada para aquele do protocolo principal., A paridade par é
a primeira paridade a ser testada.
Na Autodetecção, a paridade é configurada automaticamente, qualquer configuração prévia é
ignorada. Comportamento do bit de parada e paridade é associado:
Se a paridade for... Então, o número dos bits de parada é....
par ou ímpar 1
nenhuma 2

Tempo Limite da Perda de Comunicação da Porta da Rede


O tempo limite da perda de comunicação da porta da rede é utilizado para determinar o valor do
tempo limite após uma perda de comunicação com o PLC.
• Faixa: 1-9.999
Configuração da recuperação de falhas da porta da rede'
A configuração da recuperação de falhas da porta de rede (veja página 47) é usada para ajustar o
modo de recuperação de falhas no caso de uma perda de comunicação com o PLC.

Configuração do Endian da Porta da Rede


A configuração do endian da porta da HMI permite trocar as 2 palavras por uma palavra dupla.
• 0 = palavra menos significante primeiro (little-endian)
• 1 = palavra mais significante primeiro (big-endian, configuração de fábrica)
288 1639501 03/2013

288 1639501 03/2013


Uso

Controle e Monitoramento Simplificado

Visão Geral
Esse é um exemplo simplificado dos principais registros que controlam e monitoram um Controlador
de Gerenciamento de Motores.

Registros para a Operação Simplificada


A ilustração abaixo apresenta as informações de configuração básicas, usando os seguintes
registros: configuração, controle e monitoramento (status do sistema, medições, falhas e avisos,
reconhecimento).

1639501 03/2013 289


Uso

Exemplos da Programação e Solicitação do Modbus

Solicitação do Modbus
A seguinte tabela indica que as funções do Modbus são gerenciadas pelo controlador LTM r e
especifica seus limites:
Valor do código Nome da função Transmissão Nome padrão do Modbus
Hexadecimal Decimal
0x03 3 Palavras de saída da Nº Registro de manutenção da leitura
Leitura N
(múltiplos registros)
0x06 6 Palavra de saída da Sim Registro único pré-configurado.
escrita 1 (registro único)
0x10 16 Palavras de saída da Sim Registros múltiplos pré-
Escrita N configurados.
(múltiplos registros)
0x2 B 43 Identificação da leitura Nº Identificação do dispositivo de
(registro de identificação) leitura

O número máximo de registros por solicitação é limitado a 100

AVISO
OPERAÇÃO NÃO PRETENDIDA DO EQUIPAMENTO
O uso desse dispositivo na rede Modbus que usa a função de transmissão deve ser considerado
com cuidado.
Esse dispositivo possui um grande número de registros que não deve ser modificado durante a
operação normal. A escrita não pretendida desses registros através da função de transmissão pode
causar operação inesperada e indesejada do produto.
Para maiores informações, consulte a lista de variáveis da Comunicação.
Caso essas instruções não sejam observadas, há risco de morte, ferimentos graves ou
prejuízos ao equipamento.

Exemplo de uma Operação de Leitura (Código de Solicitação do Modbus 3)


O exemplo abaixo descreve uma solicitação READ_VAR, dentro de uma plataforma do TSX Micro
ou Premium, a fim de ler os estados do LTM R no endereço 4 (escravo n° 4) contido na palavra
interna MW0:

1 Endereço do dispositivo com o qual você deseja se comunicar: 3 (endereço do dispositivo), 0 (canal), 4
(endereço do dispositivo no barramento)
2 Tipo de objetos do PL7 a serem lidos: MW (palavra interna)
3 Endereço do primeiro registro a ser lido: 455
4 Número de registros consecutivos a serem lidos: 1
5 Tabela de palavras contendo o valor da leitura dos objetos: MW0:1
6 Relatório de leitura: MW100:4

Exemplo de uma Operação de Escrita (Código de Solicitação do Modbus 16)


O exemplo abaixo descreve uma solicitação de WRITE_VAR, dentro de uma plataforma do TSX
Micro ou Premium, a fim de controlar um LTM R ao enviar os conteúdos da palavra interna MW 502:

1 Endereço do dispositivo com o qual você deseja se comunicar: 3 (endereço do dispositivo), 0 (canal), 4
(endereço do dispositivo no barramento)
2 Tipo de objetos do PLT as serem escritos: MW (palavra interna)
3 Endereço do primeiro registro a ser escrito: 704
4 Número de registros consecutivos a serem escritos: 1
5 Tabela de palavras contendo o valor dos objetos a serem enviados: MW502:1
6 Relatório de escrita: MW200:4

290 1639501 03/2013


Uso

Gerenciamento de Exceção do Modbus

Visão Geral
O controlador LTM R geralmente segue as exigências do Modbus para o Gerenciamento de
Exceção.
3 casos especiais aplicam-se ao controlador LTM R:
• Registros do Campo do Bit
• Código de Exceção 02 - Endereço de Dados Ilegais
• Código de Exceção 03 - Valor de Dados Ilegais

Registros do Campo do Bit


Alguns registros no mapa de registro são do campo do bit. Baseado no estado do controlador LTM
R, alguns bits nesses registros não devem ser graváveis. Nesse caso, o controlador LTM R deve
rejeitar a escrita para esses bits em que nenhuma exceção deve ser retornada. Por exemplo, os bits
que podem ser escritos somente no modo de configuração serão ignorados (nenhuma exceção
retornada), se o controlador LTM R estiver fora do Estado de Configuração do Sistema. A escrita
para os bits não limitada pelo estado do controlador LTM R, entretanto, ocorrerá.

Código de Exceção 02 - Endereço de Dados Ilegais


No geral, o controlador LTM R deve retornar um código de exceção de endereço de dados ilegais,
se o endereço estiver fora da faixa ou inacessível. Especificação, o controlador LTM R deve retornar
um endereço de dados ilegais, se:
• Uma solicitação de escrita for enviada para um registro de somente leitura.
• A permissão para escrever um registro não é concedida devido ao estado do controlador LTM
R: esse é o caso, por exemplo, quando um registro que somente pode ser escrito no modo de
configuração for escrito enquanto o controlador LTM R estiver fora da Configuração do
Sistema.

Código de Exceção 03 - Valor de Dados Ilegais


No geral, o controlador LTM R deve retornar um código de exceção do valor de dados ilegais, caso
haja um problema com a estrutura da mensagem, por exemplo, uma extensão inválida. O
controlador LTM R deve usar também esse código de exceção, se:
• Os dados a serem escritos estiverem fora da faixa (para os registros padrões e do campo do
bit): esse é o caso, se uma solicitação de escrita de 100 for enviada a um registro R/W com
uma faixa de 0 a 50.
• Um bit ou registro reservado é escrito para um valor diferente de 0.
• O comando de baixa velocidade do motor (bit 704.6) é configurado enquanto o modo do
controlador do motor selecionado não for um modo de operação em duas velocidades.

1639501 03/2013 291


Uso

Variáveis do Mapa do Usuário (Registros Indiretos Definidos pelo Usuário)

Visão Geral
As variáveis do Mapa do Usuário são indicadas para otimizarem o acesso a diversos registros não
contínuos em uma única solicitação.
Você pode definir diversas áreas de leitura e escrita.
O mapa do usuário pode ser definido via:
• um PC que executa o SoMove com o DTM do TeSys T
• um PLC através da porta de rede

Variáveis do Mapa do Usuário


As variáveis do mapa do usuário são divididas em 2 grupos:
Endereços do Mapa do Usuário 800 a 898
Valores do Mapa do Usuário 900 a 998

O grupo do Endereço do Mapa do Usuário é utilizado para selecionar uma lista de endereços para
leitura ou escrita. Pode ser considerado como uma área de configuração.
O grupo do Valor do Mapa do Usuário é utilizado para ler ou escrever os valores associados aos
endereços configurados na área de Endereço do Mapa do Usuário.
• Leitura ou escrita do registro 900 permite a leitura ou escrita do endereço de registro definido
no registro 800.
• Leitura ou escrita do registro 901 permite a leitura ou escrita do endereço de registro definido
no registro 801.

Exemplo de Uso
A configuração do Endereço do Mapa do Usuário abaixo apresenta um exemplo da configuração de
endereço do mapa do usuário para acesso aos registros não contínuos:
Registro de Endereço do Mapa do Valor Configurado Registro
Usuário
800 452 Registro da Falha 1
801 453 Registro da Falha 2
802 461 Registro do Aviso 1
803 462 Registro do Aviso 2
804 450 Tempo mínimo de espera
805 500 Corrente média (0,01 A) MSW
806 501 Corrente média (0,01 A) LSW

850 651 Registro dos itens da tela da HMI 1


851 654 Registro dos itens da tela da HMI 2
852 705 Registro de Controle 2

Com essa configuração, as informações de monitoramento são acessíveis com uma única
solicitação de leitura através dos endereços de registro 900 a 906.
A configuração e comando podem ser escritos com uma única escrita usando os registros 950 a
952.

292 1639501 03/2013


Uso

Mapa de Registro (Organização das Variáveis de Comunicação)

Introdução
As variáveis de comunicação são listadas em tabelas, de acordo com o grupo (por exemplo,
identificação, estatística ou monitoramento) ao qual elas pertencem. Elas são associadas com um
controlador LTM R, que pode ou não ter um Módulo de Expansão LTM E em anexo.

Grupos da Variável de Comunicação


As variáveis de comunicação são agrupadas de acordo com os seguintes critérios:
Grupo da variável Registros
Variáveis de identificação 00 a 99
Variáveis da Estatística 100 a 449
Variáveis de Monitoramento 450 a 539
Variáveis da Configuração 540 a 699
Variáveis de Comando 700 a 799
Variáveis do Mapa do Usuário 800 a 999
Variáveis da Lógica Personalizada 1200 a 1399

Estrutura da Tabela
As variáveis da comunicação são listas em 4 tabelas em coluna:
Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4
Registro (em formato Tipo variável (veja os Nome da variável e acesso Observação: código
decimal) Formatos dos Dados, página via Somente Leitura ou para informações
294) Leitura/Escrita adicionais
Solicitações do Modbus

Observação
A coluna Observação apresenta um código para informações adicionais.
As variáveis sem um código estão disponíveis para todas as configurações de hardware e sem
restrições funcionais.
O código pode ser:
• numérico (1 a 9) para combinações específicas do hardware
• alfabético (A a Z) para comportamentos específicos do sistema
Se a observação for... Então, a variável está...
1 disponível para a combinação do LTM R + LTM EV 40
2 sempre disponível, porém, com um valor igual a 0, se nenhum LTM EV40 estiver
conectado
3-9 Não utilizado

Se a observação for... Então...


A a variável pode ser escrita somente quando o motor estiver desligado

B a variável pode ser escrita somente no modo de configuração (p.e.


características da estatística)
C a variável pode ser escrita somente sem nenhuma falha

D-Z Não utilizado


(1) Restrições A, B e C podem se aplicar somente aos bits, porém, não para todos os registros. Se você tentar
escrever um valor quando for aplicada uma restrição, o bit não mudará e nenhum código de exceção será
retornado. Os códigos de exceção são retornados a um nível de registro, não ao nível do bit.

Endereços não utilizados


Os endereços não utilizados encontram-se nas 3 categorias:
• Não significativo, nas tabelas para Somente Leitura, significa que você deve ignorar a leitura
do valor, seja igual a 0 ou não
• Reservado, nas tabelas para Leitura/Escrita, significa que você deve escrever 0 nessas
variáveis.
• Proibido, significa que as solicitações para leitura ou escrita são rejeitadas, e que esses
endereços não são acessíveis de nenhum modo.
1639501 03/2013 293
Uso

Formatos dos dados

Visão Geral
O formato dos dados de uma variável de comunicação pode ser um número inteiro, palavra ou
palavra(n), conforme descrito abaixo. Para maiores informações sobre o tamanho e formato da
variável, consulte Tipos de Dados, página 295.

Número Inteiro (Int, Ulnt, Dint, IDInt)


Os números inteiros encontram-se nas seguintes categorias:
• Int: número inteiro assinalado usando um registro (16 bits)
• Ulnt: número inteiro não assinalado usando um registro (16 bits)
• Dint: número inteiro duplo assinalado usando 2 registros (32 bits)
• UDInt: número inteiro duplo não assinalado usando 2 registros (32 bits)
Para todas as variáveis do tipo número inteiro, o nome da variável é concluído com sua unidade ou
formato, se necessário.
Exemplo:
Endereço 474, Ulnt, Frequência (x 0,01 Hz).

Palavra
Palavra: Configuração dos 16 bits, em que cada bit ou grupo de bits representa o comando,
monitoramento ou configuração dos dados.
Exemplo:
Endereço 455, Word, Registro de Status do Sistema 1
bit 0 Sistema Disponível
bit 1 Sistema ligado
bit 2 Falha do sistema
bit 3 Aviso do sistema
bit 4 Sistema acionado
bit 5 Restauração da falha autorizada
bit 6 (Não significativo)
bit 7 Operação do motor
bits 8-13 Razão da corrente média do motor
bit 14 Controle via HMI
bit 15 Partida do motor (em progresso)

Word[n]
Word[n]: Dados codificados nos registros contínuos. Exemplos:
Endereços 64 a 69, Word[6], Referência Comercial do Controlador (veja DT_CommercialReference
(veja página 295)).
Endereços 655 a 658, Word[4], Configuração de Data e Horário (veja DT_DateTime (veja página
296)).

294 1639501 03/2013


Uso

Tipo de Dados

Visão Geral
Os tipos de dados são formatos específicos de variável que são usados para complementar a
descrição dos formatos internos (por exemplo, no caso de uma estrutura ou de uma enumeração). O
formato genérico dos tipos de dados é DT_xxx.

Lista de Tipos de Dados


Aqui encontra-se a lista de tipos de dados mais normalmente utilizados:
• DT_ACInputSetting
• DT_Commercial Reference
• DT_DateTime DT_ExtBaudRate
• DT_ExtParity DT_FaultCode
• DT_Firmware Version
• DT_Language5
• DT_OutputFallbackStrategy
• DT_PhaseNumber
• DT_ResetMode
• DT_WarningCode
Esses tipos de dados são descritos abaixo.

DT_ACInputSetting
O formato DT_ACInputSetting é uma enumeração que melhora a detecção da entrada de CA:
Valor Descrição
0 Nenhuma (configuração de fábrica)
1 < 170 V 50 Hz
2 < 170 V 60 Hz
3 > 170 V 50 Hz
4 > 170 V 60 Hz

DT_CommercialReference
O formato DT_CommercialReference é Word[6] e indica uma Referência Comercial:
Registro MSB LSB
Registro N caractere 1 caractere 2
Registro N+1 caractere 3 caractere 4
Registro N+2 caractere 5 caractere 6
Registro N+3 caractere 7 caractere 8
Registro N+4 caractere 9 caractere 10
Registro N+5 caractere 11 caractere 12

Exemplo:
Endereços 64 a 69, Word[6], Referência Comercial do Controlador. Se a Referência Comercial do
Controlador = LTM R:
Registro MSB LSB
64 L T
65 M (espaço)
66 R
67
68
69

1639501 03/2013 295


Uso

DT DateTime
O formato DT_DateTime é Word[4] e indica Data e Horário:
Registro 15 12 11 8 74 30
Registro N S S 0 0
Registro N+1 H H m m
Registro N+2 M M D D
Registro N+3 A A A A
Onde:
• S = segundo
O formato é 2 dígitos de BCD.
A faixa de valor é [00-59] no BCD.
• 0 = não utilizado
• H = hora
O formato é 2 dígitos de BCD.
A faixa de valor é [00-23] no BCD.
• m= minuto
O formato é 2 dígitos de BCD.
A faixa de valor é [00-59] no BCD.
• M = mês
O formato é 2 dígitos de BCD.
A faixa de valor é [01 -12] no BCD.
• D = dia
O formato é 2 dígitos de BCD. A faixa de valor é (no BCD):
[01 -31 ] para os meses 01, 03, 05, 07, 08, 10, 12
[01 -30] para os meses 04, 06, 09, 11
[01 -29] para o mês 02 em um ano bissexto
[01 -28] para o mês 02 em um ano não bissexto
• A = ano
O formato é a Codificação Binária Decimal (da sigla em inglês, BCD) com 4 dígitos. A faixa de
valor é [2006-2099] na BCD.
O formato de registro de dados e faixa de valor são:
Formato de registro de dados DT#AAAA-MM-DD-HH:mm:ss
Valor mínimo DT#2006-01-01:00:00:00 1 de janeiro de 2006
Valor máximo DT#2099-12-31-23:59:59 31 de dezembro de 2099
Observação: Caso você queira atribuir valores acima desses limites, o sistema indicará um erro.

Exemplo:
Endereços 655 a 658, Word[4], Configuração de Data e Horário
Se a data for 4 de setembro de 2008, às 7 a.m, 50 minutos e 32 segundos:
Registro 15 12 11 8 74 30
655 3 2 0 0
656 0 7 5 0
657 0 9 0 4
658 2 0 0 8

Com o formato de registro de dados: DT#2008-09-04-07:50:32.


1DT ExtBaudRate
DT_ExtbaudRate depende do barramento usado:
O formato DT_ModbusExtBaudRate é uma enumeração das possíveis taxas de transmissão com
a rede do Modbus:
Valor Descrição
1200 1200 Baud
2400 2400 Baud
4800 4800 Baud

296 1639501 03/2013


Uso

Valor Descrição
9600 9600 Baud
19200 19.200 Baud
65535 Autodetecção (configuração de fábrica)

O formato DT_Prof ibusExtBaudRate é uma enumeração das possíveis taxas de transmissão com
a rede PROFIBUS DP:
Valor Descrição
65535 Autotransmissão (configuração de fábrica)

O formato DT_DeviceNetExtBaudRate é uma enumeração das possíveis taxas de transmissão


com a rede DeviceNet:
Valor Descrição
0 125 kBaud
1 250 kBaud
2 500 kBaud
3 Autotransmissão (configuração de fábrica)

O formato DT_CANopenExtBaudRate é uma enumeração das possíveis taxas de transmissão


com a rede CANopen:
Valor Descrição
0 10 kBaud
1 20 kBaud
2 50 kBaud
3 125 kBaud
4 250 kBaud (factory setting)
5 500 kBaud
6 800 kBaud
7 1000 kBaud
8 Autobaud
9 Configuração de fábrica

DT_ExtParity
DT_ExtParity depende do barramento utilizado:
O formato DT_ModbusExtParity é uma enumeração das possíveis paridades com a rede do
Modbus:
Valor Descrição
0 Nenhuma
1 Par
2 Ímpar

O formato DT FaultCode é uma enumeração dos códigos de falha:


Código de Falha Descrição
0 Nenhum erro
3 Corrente de aterramento
4 Sobrecarga Térmica
5 Partida Prolongada
6 Congestionamento
7 Desequilíbrio da Fase da Corrente
8 Subcorrente
10 Teste
11 Erro da porta do HMI
12 Perda de comunicação da porta do HMI

1639501 03/2013 297


Uso

Código de Falha Descrição


13 Erro interno da porta da rede
16 Falha externa
18 Diagnóstico ativo/desativado
19 Diagnóstico da fiação
20 Sobrecorrente
21 Perda da Fase da Corrente
22 Inversão da Fase da Corrente
23 Sensor de Temperatura do Motor
24 Desequilíbrio da Fase da Tensão
25 Perda da Fase da Tensão
26 Inversão da Fase da Tensão
27 Subtensão
28 Sobretensão
29 Subpotência
30 Sobrepotência
31 Fator de subpotência
32 Fator de sobrepotência
33 Configuração do LTME
34 Curto-circuito do Sensor de temperatura
35 Circuito aberto do sensor de temperatura
36 Inversão do CT
37 Razão do CT fora do limite
46 Verificação da inicialização
47 Verificação da operação
48 Verificação da parada
49 Nova verificação da parada
51 Erro da temperatura interna do controlador
55 Erro interno do controlador (Sobrecarga de empilhamento)
56 Erro interno do controlador (Erro RAM)
57 Erro interno do controlador (Erro da soma da verificação RAM)
58 Erro interno do controlador (falha de watchdog do hardware)
60 Corrente L2 detectada no modo de fase única
64 Erro da memória não volátil
65 Erro de comunicação do módulo de expansão
66 Botão de reinicialização preso
67 Erro de função da lógica
100-104 Erro interno da porta da rede
109 Erro de comunicação da porta da rede
111 Falha de substituição do dispositivo com falha
555 Erro de configuração da porta da rede

DT FirmwareVersion
O formato DT_FirmwareVersion é uma estrutura XY000 que descreve uma revisão do firmware:
• X = revisão principal
• Y = revisão menor
Exemplo:
Endereço 76, Ulnt, Versão do firmware do controlador.

298 1639501 03/2013


Uso

DT_Language5
O formato DT_Language5 é uma enumeração usada para exibição do idioma:
Código do idioma Descrição
1 Inglês (configuração de fábrica)
2 Francais
4 Espanol
8 Deutsch
16 Italiano

Exemplo:
Endereço 650, Word, idioma da HMI.
DTJDutputFallbackStrategy
O formato DT_OutputFallbackStrategy é uma enumeração dos estados da saída do motor ao
perder a comunicação.
Valor Descrição Modos do motor
0 Manter LO1 LO2 Para todos os modos
1 Operação Somente para o modo em 2 etapas
2 LO1, L02 desligado Para todos os modos
3 LO1, LO2 ligado Somente para os modos de operação personalizada, independente e de
sobrecarga
4 LO1 ligado Para todos os modos exceto em 2 etapas
5 LO2 ligado Para todos os modos exceto em 2 etapas

DT PhaseNumber
O formato DT_PhaseNumber é uma enumeração, com somente 1 bit ativado:
Valor Descrição
1 1 fase
2 3 fases

DT ResetMode
O formato DT_ResetMode é uma enumeração dos possíveis modos para restauração da falha
térmica:
Valor Descrição
1 Manual ou HMI
2 Remoto pela rede
4 Automático

DT_WarningCode
O formato DT_WarningCode é uma enumeração dos códigos de aviso:
Código de Aviso Descrição
0 Sem aviso
3 Corrente de aterramento
4 Sobrecarga Térmica
5 Partida Prolongada
6 Congestionamento
7 Desequilíbrio da Fase da Corrente
8 Subcorrente
10 Porta do HMI
11 Temperatura interna do LTM R
18 Diagnóstico
19 Fiação
20 Sobrecorrente

1639501 03/2013 299


Uso

Código de Aviso Descrição


21 Perda da Fase da Corrente
23 Sensor de Temperatura do Motor
24 Desequilíbrio da Fase da Tensão
25 Perda da Fase da Tensão
27 Subtensão
28 Sobretensão
29 Subpotência
30 Sobrepotência
31 Fator de subpotência
32 Fator de sobrepotência
33 Configuração do LTM E
46 Verificação da inicialização
47 Verificação da operação
48 Verificação da parada
49 Nova verificação da parada
109 Perda de comunicação da porta da rede
555 Configuração da porta da rede

300 1639501 03/2013


Uso

Variáveis de Identificação

Variáveis de Identificação
As variáveis de identificação são descritas abaixo:
Registro Tipo de Variáveis de Somente Leitura Observação,
variável página 293

0-34 (Não significativo)


35-40 Word[6] Referência comercial da expansão (Veja 1
DT_CommercialReference, página 295)
41-45 Word[5] Número de série da expansão 1
46 Ulnt: Código de ID da expansão
47 Ulnt: Versão do firmware da expansão (Veja 1
DT_FirmwareVersion, página 298)
48 Ulnt: Código de compatibilidade da expansão 1
49-60 (Não significativo)
61 Ulnt: Código de ID da Porta da Rede
62 Ulnt: Versão do firmware da porta da rede (Veja
DT_FirmwareVersion, página 298)
63 Ulnt: Código de Compatibilidade da Porta da Rede
64-69 Word[6] Referência comercial do controlador (Veja
DT_CommercialRef