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Envelhecimento (metalurgia)

Envelhecimento ou recozimento isotérmico é um tratamento térmico do


âmbito da metalurgia que consiste em aquecer a uma temperatura
relativamente baixa, mantida durante centenas de horas a mais, uma peça
de aço duro ou outros materiais.

Trata-se da aceleração de um processo que ocorreria naturalmente na


temperatura ambiente, em um prazo muito mais longo. É um tratamento
indicado para eliminar tensões internas, e correntes de usinagem,
forjamento ou têmpera, entre outros denominados aços temperados. Nos
dias de hoje é possível saber-se a idade de um aço envelhecido, e isto
inclui desde tanques da segunda guerra mundial até materiais mais
recentes como motherboards ou a carroçaria de um carro, através da
datação radioactiva por átomos de carbono. Cientista e técnicos desta
área têm-se dedicado ao estudo deste fenómeno para tentar descobrir a
idade de metais utilizados ainda há mais tempo, como nos aviões
franceses durante a revolução ou das obras de arte esculpidas em aço
durante a Grécia Antiga.

Trata-se da aceleração de um processo que ocorreria naturalmente na


temperatura ambiente, em um prazo muito mais longo. É um tratamento
indicado para eliminar tensões internas, decorrentes de usinagem,
enferrujamento ou temperamento, entre outros.

Metalurgia é a ciência que estuda e gerencia os metais desde sua


extração do subsolo até sua transformação em produtos adequados ao
uso. Metalurgia designa um conjunto de procedimentos e técnicas para
extração, fabricação, fundição e tratamento dos metais e suas ligas.

Têmpera é um processo de tratamento térmico de aços para aumentar a


dureza e a resistência dos mesmos. A têmpera tem duas etapas:
aquecimento e esfriamento rápido. O aquecimento tem como objetivo obter
a organização dos cristais do metal, numa fase chamada austenitização. O
esfriamento brusco visa obter a estrutura martensita.
Liga metálica
Ligas metálicas são materiais com propriedades metálicas que contêm
dois ou mais elementos químicos sendo que pelo menos um deles é metal.

Apesar da grande variedade de metais existentes, a maioria não é


empregada em estado puro, mas em ligas com propriedades alteradas em
relação ao material inicial, o que visa, entre outras coisas, a reduzir os
custos de produção.

As indústrias automobilísticas, aeronáuticas, navais, bélicas e de


construção civil são as principais responsáveis pelo consumo de metal em
grande escala. São também representativos os setores de eletrônica e
comunicações, cujo consumo de metal, apesar de quantitativamente
inferior, tem importância capital para a economia contemporânea.

Ligas metálicas são materiais de propriedade semelhantes às dos metais


e que contêm pelo menos um metal em sua composição. Há ligas
formadas somente de metais e outras formadas de metais e semimetais
(boro, silício, arsênio, antimônio) e de metais e não-metais (carbono,
fósforo).

É interessante constatar que as ligas possuem propriedades diferentes dos


elementos que as originam. Algumas propriedades são tais como
diminuição ou aumento do ponto de fusão, aumento da dureza, aumento
da resistência mecânica.

Ligas metálicas mais comuns no cotidiano:

 Aço — constituído por Fe e C.


 Aço inoxidável — constituído por Fe, C, Cr e Ni.
 Ouro de Joias — constituído por Au (75 %), Ag e/ou Cobre (25 %)
para o ouro 18K. O ouro 24K é ouro puro.
 Amálgama dental (utilizada em obturação) — constituída por Hg, Ag
e Sn.
 Bronze — constituído por Cu e Sn.
 Latão (utilizado em armas e torneiras) — constituído por Cu e Zn.

As ligas metálicas podem ser classificadas em basicamente dois tipos de


ligas; ligas ferrosas e ligas não ferrosas.
Ligas Ferrosas

O ferro é o constituinte principal. Essas ligas são importantes como


materiais de construção em engenharia. As ligas ferrosas são
extremamente versáteis, no sentido em que elas podem ser adaptadas
para possuir uma ampla variedade de propriedades mecânicas e físicas. A
desvantagem dessas ligas é que elas são muito suscetíveis à corrosão.

Aços: são ligas ferro-carbono que podem conter concentrações


apreciáveis de outros elementos de liga. As propriedades mecânicas são
sensíveis ao teor de carbono, que é normalmente inferior a 1%.

1. Aços com baixo teor de carbono: essas ligas contém geralmente


menos que 0,25% de C. como consequência essas ligas são moles e
fracas, porém possuem uma ductilidade e uma tenacidade
excepcionais; além disso, são usináveis soldáveis e, dentre todos os
tipos de aço, são os mais baratos de serem produzidos. Aplicações
típicas para este tipo de liga incluem os componentes de carcaças de
automóveis e chapas usadas em tubulações, edificações e latas
estanhadas.
2. Aços com médio teor de carbono: esses aços possuem
concentrações de carbono aproximadamente de 0,25 e 0,60%p de
carbono. As maiores aplicações destas ligas se encontram em rodas
de trens, engrenagens, virabrequins e outras peças de alta
resistência que exigem uma combinação de elevada resistência,
resistência à abrasão e tenacidade.
3. Aços com alto teor de carbono: esses aços apresentam em média
uma concentração de carbono e 0,60 a 1,4%p. são mais duros, mais
resistentes e, porem, os menos dúcteis dentre todos os aços de
carbono. Esses aços são usados geralmente como ferramentas de
corte, bem como para a fabricação de facas, laminas de serras para
metais, molas e arames com alta resistência.

Liga não ferrosa

São ligas que não possuem como constituinte principal o elemento ferro.

Ligas de cobre: o cobre, quando não se encontra na forma de ligas, é tão


mole e dúctil que é muito difícil de ser usinado. As ligas de cobre mais
comuns são os latões, onde o zinco, na forma de uma impureza
substitucional, é o elemento de liga predominante.

Ligas de cobre-zinco com concentrações aproximadamente de 35% de


zinco são relativamente moles, dúcteis e facilmente submetidos à
deformação plástica a frio.

As ligas de latão que possuem um maior teor de zinco são mais duras e
mais resistentes.

Os bronzes são ligas de cobre com vários outros elementos, incluindo o


estanho, alumínio, o silício e o níquel. Essas ligas são relativamente mais
resistentes do que os latões, porém ainda possui um elevado nível de
resistência a corrosão.

Alguns outros exemplos de ligas não ferrosas são as ligas de alumínio,


que são caracterizadas por uma densidade relativamente baixa,
condutividade elétrica e térmica elevada, e uma resistência à corrosão em
alguns ambientes comuns, com a atmosfera ambiente. Liga de magnésio é
caracterizada pela baixa densidade do magnésio que é a mais baixa
dentre todos os metais estruturais; dessa forma suas ligas são usadas
onde um peso leve é considerado importante, como por exemplo, em
componentes de aeronave.

Importância na indústria.

Apesar da grande variedade de metais existentes, a maioria não é


empregada em estado puro, mas em ligas com propriedades alteradas em
relação ao material inicial, o que visa, entre outras coisas, a reduzir os
custos de produção.

As indústrias automobilísticas, aeronáuticas, navais, bélicas e de


construção civil são as principais responsáveis pelo consumo de metal em
grande escala. São também representativos os setores de eletrônica e
comunicações, cujo consumo de metal, apesar de quantitativamente
inferior, tem importância capital para a economia contemporânea.

Ligas metálicas são materiais de propriedade semelhantes às dos metais e


que contêm pelo menos um metal em sua composição. Há ligas formadas
somente de metais e outras formadas de metais e semimetais (boro,
silício, arsênio, antimônio) e de metais e não-metais (carbono, fósforo).
É interessante constatar que as ligas possuem propriedades diferentes dos
elementos que as originam. Algumas propriedades são tais como
diminuição ou aumento do ponto de fusão, aumento da dureza, aumento
da resistência mecânica.

Processos

As ligas metálicas podem ser obtidas por diversos processos:

Processos da fusão

Fundem-se quantidades adequadas dos componentes da liga, a fim de


que estes se misturem perfeitamente no estado líquido. A fusão é feita em
cadinhos de ferro, de aço ou de grafite, em fornos de revérbero ou em
fornos elétricos. A massa fundida, homogênea, é resfriada lentamente em
formas apropriadas. São tomadas precauções especiais para evitar a
separação dos componentes da liga durante o resfriamento, para evitar a
oxidação dos metais fundidos, para minimizar as perdas dos componentes
voláteis, etc. Esse processo também pode ser efetuado na superfície de
um corpo. Assim, mergulhando-se folhas de ferro em estanho fundido,
forma-se na sua superfície uma liga de ferro e estanho. Obtém-se, assim,
a folha-de-flandres, também chamada lata.

Compressão

O processo de compressão consiste em submeterem-se misturas em


proporções adequadas dos componentes a altíssimas pressões. Esse
processo é de importância na preparação de ligas de alto ponto de fusão e
àquelas cujos componentes são imiscíveis no estado líquido.

Processo Eletrolítico

O processo eletrolítico consiste na eletrólise de uma mistura apropriada de


sais, com o fim de se efetuar deposição simultânea de dois ou mais metais
sobre cátodos
Processo de Metalurgia Associada

O processo de metalurgia associada consiste na obtenção de uma liga


constituída de dois ou mais metais, submetendo-se ao mesmo processo
metalúrgico uma mistura de seus minérios e etcs.

Oxidação

A maioria dos metais tende a se oxidar quando expostos ao ar,


especialmente em ambientes húmidos. Entre os vários procedimentos
empregados para evitar ou retardar a oxidação, os mais comuns são a
aplicação de pinturas protectoras, a formação de ligas com outros
elementos que reduzam ou eliminem tal propensão e a conexão a pólos
elétricos que impeçam a ocorrência do fenômeno. É interessante o caso
do alumínio, que, em presença do oxigênio, forma uma delgada película de
óxido que detém a oxidação.

Alguns tipos de Ligas Metálicas

Aço

O aço é a liga de ferro e carbono onde a porcentagem deste último varia


de 0,008% a 2,11%. Nos aços utilizados pela indústria geralmente essa
porcentagem fica entre 0,1 a 1,0%. Em certos aços especiais, o carbono
pode chegar a 1,5%. São também constituintes normais do aço o silício
(0,2%) e o manganês (1,5%). O enxofre e o fósforo são impurezas
indesejáveis, e seus teores não devem ser maiores do que 0,05%. Quando
se adicionam outras substâncias, para aperfeiçoamento das qualidades do
aço, obtêm-se ligas denominadas aços especiais. Os principais aços
especiais contêm um ou mais dos seguintes metais: níquel, vanádio,
tungstênio, molibdênio, titânio, cobalto ou manganês.

Fases das ligas à base de ferro

 Austenita
 Bainita
 Martensita
 Cementita
 Ledeburita
 Ferrite
Mais Ligas de Ferro

 Ferro-Fósforo.
 Ferro-Silício.
 Ferro-Manganês.
 Ferro-Cromo.
 Ferro-Molibdênio.
 Ferro-Silício-Manganês.
 Ferro-Silício-Magnésio.
 Ferro-Titânio.
 Ferro-Tungstênio.
 Ferro-Vanádio.
 Ferro-Níquel

Latão

O latão é uma liga de cobre e zinco, é amarelo e é utilizado na fabricação


de objetos de uso doméstico, como tachos e bacias, de instrumentos
musicais de sopro e de jóias fantasia. Esta liga geralmente é formada por
70% de Cobre e 30% de Zinco e tem a densidade média de .

Bronze

O bronze é uma liga de cobre e estanho. Em bronzes especiais podem


entrar pequenas quantidades de zinco, alumínio ou prata. Utilizado, por
exemplo, na fabricação de sinos, de armas, de moedas, de estátuas, etc.
Originalmente o termo bronze era empregado para ligas de cobre e
estanho, este último como principal elemento. Na atualidade, bronze é
nome genérico para ligas de cobre cujos principais elementos não são
níquel nem zinco. Uma das principais propriedades é a elevada resistência
ao desgaste por fricção, o que faz do bronze um material amplamente
usado em mancais de deslizamento.

Bronzes podem ser agrupados em famílias de acordo com o processo de


produção e a composição. Alguns exemplos estão abaixo:

 Trabalhados:
o Bronzes de fósforo ( )
o Bronzes de chumbo e fósforo ( ).
o Bronzes de alumínio ( ).
o Bronzes de silício ( ).

 Fundidos:
o Bronzes de estanho ( ).
o Bronzes de estanho e chumbo ( ).
o Bronzes de estanho e níquel ( ).
o Bronzes de alumínio ( ).

 Outras ligas de cobre:


o Cobre Fosforoso, Cobre Silício, Cobre Manganês, Cobre
Crômio.
o Cuproníquel.
o Zamac.
o Alpaca
o Sulfato Cúprico
o Sulfato de Cobre II.
o Micha de cobre III

Tipo de Ligas Metálicas

 Alnico
 Duralumínio
 Magnálio
 Nicromo
 Acmonital
 Estelite
 Latão
 Tombac
 Bronze de alumínio
 Constantan
 Cuproníquel
 Liga de Devarda
 Electro (liga metálica)
 Manganina
 Alpaca (liga metálica)
 Ouro nórdico
 Ferroliga
 Ferrocromo
 Invar
 Ferro fundido
 Gusa
 Aço damasco
 Aço rápido
 Aço maraging
 Aço inoxidável
 Aço corten
 Solda de estanho
 Amálgama (química)
 Alumel
 Cromel
 Alpaca (liga metálica)
 Monel
 Nicrosil
 Nisil
 Nitinol
 Permalloy
 NaK
 Mischmetal
 Liga de titânio
 Metal patente
 Aldrey
 Amálgama de potássio
 Amálgama de sódio
 Cuproalumínio
 Cuprossilício
 Aço inoxidável duplex
 Duralumínio
 Foscoper
 Hastelloy
 Kirksite
 Sistema Ti-15Mo-XNb
 Metal duro
 Nielo
 Níquel Raney
 Niquelina (liga metálica)
 Osmirídio
 Peltre
 Silfoscoper
 Silumin
 Solda amarela
 Solda prata
 Zamak
 Zicral
Principais ligas metálicas
As ligas dividem-se em dois grandes grupos: ferrosas e não-ferrosas.
Entre as primeiras, mais importantes sob o ponto de vista do volume de
produção e da diversidade de propriedades, figuram os diversos tipos de
aço, enquanto as não-ferrosas se caracterizam por suas propriedades
específicas, como leveza ou resistência à corrosão.

Ligas à base de ferro: O aço comum é constituído de ferro e uma


proporção de carbono, em geral inferior a 1,8%. A partir do aço comum se
produzem materiais como o aço inoxidável, que contém níquel, titânio e
cromo, e os aços especiais, com maiores concentrações desses e de
outros elementos, de acordo com a aplicação a que se destinem. Outro
tipo de ligas metálicas de ferro são as de ferro-níquel, com quarenta a
cinqüenta por cento de níquel, que se caracterizam pelo coeficiente de
dilatação muito baixo.

Ligas à base de cobre: Entre as ligas de cobre se incluem algumas de


uso muito freqüente, como o latão, formado de cobre e zinco, e o bronze,
de cobre com um máximo de dez por cento de estanho. As ligas não-
ferrosas à base de cobre ocupam o segundo lugar em volume de
produção, depois das ligas de ferro.

Ligas à base de alumínio: Também comuns, as ligas de alumínio podem


ser usadas em fundição, caso das que contêm silício. Entre as ligas
forjadas de alumínio, que contêm cerca de quatro por cento de cobre e
0,6% de magnésio, ou um por cento de silício e um por cento de
magnésio, se inclui o duralumínio, liga endurecível por envelhecimento.

Ligas de chumbo e estanho: A solda é a mais conhecida das ligas à


base de estanho e contém quarenta a cinqüenta por cento desse metal. O
chumbo duro, liga de chumbo com 10 a 13% de antimônio, se usa na
fabricação de placas de bateria.

Ligas de manganês: Chamam-se ligas de manganês aquelas que


combinam esse metal com cobre e níquel e apresentam coeficiente de
dilatação térmica inusitadamente alto.

Ligas de metais preciosos: Entre as muitas ligas de metais preciosos


que constituem o material básico da joalheria, podem-se mencionar a
alpaca, de prata, cobre, níquel e zinco; a prata de lei, combinada com
cobre; e as ligas de ouro, com diversos metais, que conferem ao metal
resistência ao desgaste. O ouro puro tem 24 quilates, e as ligas, valores
proporcionalmente inferiores.

Aplicações

De aplicação em quase todos os campos, as ligas metálicas podem


também ser classificadas em função de seu uso.

Assim, as de antifricção destinam-se a suavizar o atrito entre peças de


maquinaria, e as fusíveis — entre elas as ligas Newton, Rose, Darcet e
Wood, que contêm proporções variáveis de bismuto, chumbo, estanho e
cádmio — são empregadas como elementos térmicos de segurança.

As ligas resistentes à corrosão e à oxidação são fundamentais para a


construção naval, em que se usa muito a liga Monel, de níquel com
pequena percentagem de cobre e ferro.

As ligas magnéticas — como o permalói e o ticonal, constituídos de ferro,


níquel, cobalto e titânio — mantêm suas propriedades permanentemente e
representaram um grande avanço na comunicação por cabo submarino.

Finalmente, as ligas refratárias, de grande resistência à corrosão, ao


calor e a radiações, são utilizadas como material de construção em usinas
nucleares e na indústria aeroespacial.