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SEGURANÇA ESTRUTURAL EM CONCRETO ARMADO

INTRODUÇÃO

A definição de segurança estrutural está associada a capacidade de uma estrutura de


resistir, sem atingir um estado limite, a diversas ações, das mais desfavoráveis, no decorrer de
sua vida útil, bem como satisfazendo as condições adequadas de funcionalidade. O estudo da
segurança nas estruturas tem como função garantir que não haja colapso ou qualquer tipo de
ruína estrutural que venha a paralisar o uso da estrutura (Estado Limite Ultimo), assim como
assegurar que a estrutura não apresente deformações excessivas, vibrações indesejáveis e/ou
fissurações que comprometam a sua durabilidade (Estado Limite de Serviço). O presente artigo
trata da análise da segurança em estruturas de concreto armado tanto na fase de projeto,
quanto na fase de execução.

OBJETIVOS

A pesquisa tem como objetivo verificar os critérios de segurança que foram


implementados no projeto estrutural e certificar que tal segurança aconteça realmente na
estrutura, apresentando os métodos durante e pós a obra.

METODOLOGIA

Pesquisa teórica sobre segurança estrutural em concreto armado, com abordagem


qualitativa; os procedimentos adotados nesse trabalho foram estudos bibliográficos.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

De acordo com a NBR 8681 (Ações e segurança nas estruturas), ação é todo agente
capaz de produzir esforços ou deformações em uma estrutura. Tais ações podem ser
classificadas em: permanentes, que atuam durante praticamente toda a vida da construção
(peso próprio); variáveis, que corresponde às cargas úteis e de vento (móveis, veículos, etc.); e
excepcionais que apresentam duração extremamente curta, e com baixa probabilidade de
ocorrência (explosões, choques). Na elaboração dos projetos, as ações devem ser combinadas,
com a aplicação de coeficientes sobre cada uma delas, para levar em conta a probabilidade de
ocorrência simultânea, garantindo dessa forma a segurança da estrutura. Os projetos de
concreto são dimensionados no Estado Limite Último, onde a estrutura atinge o valor máximo
de sua capacidade de suporte, apresentando situações iminentes de ruína, e no Estado Limite
de Serviço, que está relacionado a durabilidade da estrutura e conforto do usuário. Esse
dimensionamento faz com que se tenha uma margem de resistência aos carregamentos
aplicados na estrutura, sendo que para ocorrer a ruptura, a estrutura teria que estar
submetida a carregamentos bem superiores dos quais foi projetado. Essa margem é feita
através de coeficientes de segurança, que fazem com que as estruturas trabalhem longe da
ruína. Esses coeficientes são adotados de forma que as solicitações são majoradas e as
resistências dos materiais são minoradas. Outra medida de segurança adotada durante a fase
de projeto é a realização de uma análise estrutural criteriosa, uma vez que são utilizados
softwares para o dimensionamento das estruturas torna-se necessário uma analise fidedigna
da estrutura de tal forma que a mesma apresente o mesmo comportamento quando
construída. Análises equivocadas podem provocar esforços não previstos na estruturas e
conseqüentemente a sua ruptura. Levantamento correto das cargas que atuarão na estrutura.
Após a fase de projeto, a segurança estrutural deve ser garantida na fase de execução
da obra, através principalmente do controle tecnológico do concreto a ser utilizado. O controle
tecnológico é realizado por meio de ensaios, com o objetivo de verificar a qualidade dos
materiais que serão utilizados na obra, analisando aspectos relativos à resistência e
durabilidade do material. Garantir que a utilização da estrutura seja conforme a prevista em
projeto, realizar manutenções periodicamente (pensarei em mais).