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JUN 2000 NBR 8845 4 páginas Equipamento de apoio no solo - Rebocador de aeronaves
JUN 2000 NBR 8845 4 páginas Equipamento de apoio no solo - Rebocador de aeronaves

JUN 2000

NBR 8845

4 páginas

Equipamento de apoio no solo - Rebocador de aeronaves - Requisitos

Origem: Projeto NBR 8845:1999 ABNT/CB-08 - Comitê Brasileiro de Aeronáutica e Espaço CE-08:002.03 - Comissão de Estudo de Carga Aérea e Equipamento de Apoio no Solo NBR 8845 - Ground support equipment - Aircraft push-back tractor Descriptors: Push-back. Aircraft Esta Norma substitui a NBR 8845:1985 Válida a partir de 31.07.2000

Palavras-chave: Rebocador. Aeronave

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

1 Objetivo

1.1 Esta Norma especifica as características de um rebocador de aeronaves em aeroportos, doravante denominado “re-

bocador”.

1.2 Esta Norma determina os requisitos funcionais para um trator capaz de puxar ou empurrar aeronaves através de uma

barra de tração.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 7028:1993 - Preparação para aplicação de pintura em equipamento de apoio no solo para aeronaves - Procedi- mento

NBR 7392:1999 - Equipamento de apoio no solo - Símbolos pictográficos para identificação dos controles do equi- pamento de apoio no solo (GSE)

NBR 7736:1995 - Equipamento de apoio no solo para aeronaves - Especificação

NBR 8004:1983 - Engate para tratores-rebocadores de uso em aeroportos - Forma, dimensões e posicionamento - Pa- dronização

3 Requisitos

3.1 Geral

3.1.1 O rebocador de aeronaves deve desenvolver uma força na barra, capaz de manobrar as diversas aeronaves co- merciais existentes. A força de tração na barra deve ser obtida na condição de maior força em uma superfície limpa, com inclinação máxima de 2%, pavimentada e com coeficiente de atrito de 0,8.

3.1.2 A força na barra deve ser conforme a tabela 1.

2

NBR 8845:2000

Tabela 1 - Força na barra por categoria de aeronave

Categoria

Massa

1

Aeronaves até 50 000 kg (110,000 Lb) (PMD 1) )

2

Aeronaves até 150 000 kg (330,690 Lb) (PMD 1) )

3

Aeronaves até 260 000 kg (573,196 Lb) (PMD 1) )

4

Aeronaves acima de 260 000 kg (573,196 Lb) (PMD 1) )

1) PMD - Peso máximo de decolagem.

3.1.3 O rebocador, desenvolvendo sua tração máxima, deve ser capaz de rebocar uma aeronave para frente ou para trás,

sob as seguintes condições:

a) em um plano horizontal, a uma velocidade de 10 km/h;

b) piso de coeficiente de atrito de 0,8, a uma velocidade de 3 km/h;

c) com os motores da aeronave desligados.

3.1.4 Quando não estiver rebocando uma aeronave no pátio de manobras, o rebocador deve atingir uma velocidade de no

mínimo 25 km/h.

3.1.5 O raio de giro deve ser de até 7,6 m, quando girando para a esquerda ou para a direita.

3.1.6 O rebocador, tracionando com sua capacidade máxima uma aeronave a uma velocidade de 5 km/h em um piso com

coeficiente de atrito de 0,8 e em um plano horizontal, deve parar com seu próprio sistema de freio, em um espaço máximo de 6 m. Este sistema deve ser capaz de manter parada a aeronave, quando esta estiver em um plano com inclinação de até 5%, sem o uso do sistema de freio da aeronave.

3.1.7 A dimensões básicas do trator devem ser as seguintes:

a) largura máxima: 3,00 m;

b) altura máxima: até 2,50 m para todas as categorias.

NOTA - A altura máxima dos tratores das categorias 3 e 4 que são capazes de operar sobre uma aeronave do tipo fuselagem larga não pode exceder 1,60 m com a cabine do operador na posição recolhida.

3.2 Sistema moto-propulsor

O sistema moto-propulsor inclui, mas não se limita a motor, conversor de torque, transmissão, caixa de marchas, eixos,

rodas e pneus, que devem ser selecionados entre os disponíveis de fabricação comercial corrente.

3.2.1 O rebocador deve ser equipado com uma transmissão adequadamente projetada para que não se tenha uma inter-

rupção de torque durante a operação.

3.2.2 Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.3 da NBR 7736:1995.

3.3 Sistema de combustível

3.3.1 O material e o tratamento empregados na construção do tanque devem ser anticorrosivos, adequados para o tipo de

combustível empregado.

3.3.2 Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.4 da NBR 7736:1995.

3.4 Sistema de exaustão

Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.5 da NBR 7736:1995.

3.5 Sistema direcional

O rebocador deve possuir um sistema de direção assistido de tal forma que permita ao operador movimentar as rodas com

o equipamento estacionado e motor em marcha lenta, não excedendo para isso um esforço de 7 daN no volante.

3.6 Sistema hidráulico

Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.7 da NBR 7736:1995.

3.7 Sistema de freio

3.7.1 O trator deve ser equipado com sistema de freio, à prova de falhas, atuando nas quatro rodas

3.7.2 O freio de serviço deve ser mecânico e assistido hidráulica e/ou pneumaticamente. O esforço de acionamento não

deve exceder 45 daN.

3.7.3 Acionando-se o freio de serviço em um piso seco, livre de imperfeições, com coeficiente de atrito de 0,8 e inclinação

nula, empurrando-se o rebocador por meio de outro equipamento, suas rodas não devem rodar e sim ser arrastadas.

nula, empurrando-se o rebocador por meio de outro equipamento, suas rodas não devem rodar e sim

NBR 8845:2000

3

3.7.4

Deve atuar nas rodas dianteiras e traseiras e ser protegido, a fim de evitar a entrada de graxa, areia e demais impu-

rezas.

3.7.5

O freio de estacionamento deve ser operado manualmente. O esforço de acionamento não deve exceder 23 daN.

3.7.6

Uma lâmpada sinalizadora deve ser prevista para indicar ao operador quando o freio de estacionamento estiver apli-

cado.

3.7.7

Deve ser provido de um dispositivo indicador de mau-funcionamento do freio de serviço.

3.7.8

Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.8 da NBR 7736:1995.

3.8 Sistema elétrico

3.8.1 Suprimento

Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.6.1 da NBR 7736:1995.

3.8.2 Instrumentos

3.8.2.1 O painel deve incorporar os instrumentos necessários ao controle dos parâmetros do sistema moto-propulsor, bem

como as luzes de indicação de farol alto e baixo e freio de estacionamento.

3.8.2.2 Todos os instrumentos devem ser iluminados, para operações noturnas. Os pontos de iluminação devem ser pro-

tegidos por fusíveis.

3.8.2.3 Os instrumentos de controle (válvulas, relógios controles, indicadores) devem ter indicação de função conforme a

NBR 7392.

3.8.2.4 Deve existir uma padronização das chaves colocadas no painel, isto é, todas tendo o mesmo princípio de fun-

cionamento.

3.8.2.5 Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.6.2 da NBR 7736:1995, com exceção de 3.6.2.3.

3.8.3 Iluminação

Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.6.3 e 4.2.3 da NBR 7736:1995.

3.9 Estrutura

3.9.1 O chassi deve ser de construção rígida e suportar a massa bruta máxima especificada. Deve manter o alinhamento e

a estabilidade necessárias sob condições severas de operação.

3.9.2 A estrutura secundária deve ser projetada de maneira a permitir livre acesso aos componentes dos veículos nos ser-

viços de manutenção de rotina diária.

3.9.3 Na parte traseira do rebocador deve ser instalado um protetor para serviços pesados, a fim de se evitarem danos

quando na frenagem e no caso do equipamento ser empurrado. O protetor deve resistir ao impulso dado por outro veículo, sem prejuízos às lanternas ou outros componentes.

3.9.4 Deve existir proteção adequada para conter as projeções de água e quaisquer outros materiais pelas rodas.

3.9.5 A altura mínima entre o ponto mais baixo da estrutura e o solo, quando o rebocador estiver com sua capacidade de

carga total (tanque de combustível cheio e com duas pessoas), deve ser de 20 cm.

3.9.6 O rebocador deve ser fornecido com dois engates para reboque, um traseiro e outro dianteiro, conforme a NBR 8004.

3.9.7 As rodas propulsoras devem ter folga suficiente para o uso de pneus com correntes.

3.10 Segurança

3.10.1 Do operador

3.10.1.1 O rebocador deve ter acomodação somente para duas pessoas, em bancos apropriados, estes providos com

cintos de segurança. Os bancos devem ter encosto, ser estofados e recobertos com material resistente a intempéries. O banco do motorista deve possuir sistema de ajuste que proporcione uma posição adequada.

3.10.1.2 O compartimento dos operadores deve ser protegido contra temperatura excessiva, causada por fontes de calor,

tais como o motor e o sistema de escapamento. Deve dispor de ventilação adequada.

3.10.1.3 O compartimento do auxiliar deve ser provido de alças de segurança.

3.10.1.4 O piso do compartimento, os estribos, pedais e todos os demais locais de acesso dos operadores e pessoal de

manutenção devem possuir superfície antiderrapante e indicada pelo fabricante.

3.10.1.5 Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.10.1 da NBR 7736:1995.

3.10.2 Do equipamento

3.10.2.1 A pressão de ar dos pneus deve estar indicada acima das rodas, nos pára-lamas.

3.10.2.2 Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.10.2 da NBR 7736:1995.

4

NBR 8845:2000

3.10.2.3 O rebocador deve ser equipado de buzina e espelhos retrovisores.

3.10.2.4 Deve possuir uma indicação sonora quando o rebocador estiver movimentando-se em marcha à ré.

3.10.2.5 Deve existir um sistema de indicação sonora, visual e luminosa antes da parada do motor em caso de alta tempe-

ratura da água e/ou baixa pressão do óleo lubrificante.

3.10.2.6 Deve existir indicação visível nas laterais, da categoria do trator, sua força de tração e massa bruta.

3.10.2.7 Deve ser prevista a instalação de uma chave geral adequada para isolar a bateria.

3.11 Pintura

3.11.1 Devem ser observadas as prescrições constantes na NBR 7028.

3.11.2 As plaquetas e letreiros devem ser conforme 3.12 da NBR 7736:1995.

3.11.3 Os instrumentos de controle devem ser identificados conforme a NBR 7392.

3.12 Manutenção

3.12.1 Requisitos de projeto

Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.11.1, 3.11.2, 3.11.3, 3.11.5, 3.11.6, 3.11.10 e 3.11.11 da NBR 7736:1995.

3.12.2 Programa de manutenção preventiva

Devem ser observadas as prescrições constantes em 4.1.3 da NBR 7736:1995.

3.13 Instruções e cuidados para transporte

Devem ser observadas as prescrições constantes em 4.1.1 da NBR 7736:1995.

3.14 Documentos técnicos

Devem ser observadas as prescrições constantes em 3.13 da NBR 7736:1995.

4 Aceitação e rejeição

4.1 Exigência para aceitação do projeto

O fabricante deve fornecer um manual com informações técnicas, em português, dos componentes e equipamentos, inclu- sive os importados, expondo as especificações do chassi, motor, distribuição de carga, estabilidade do rebocador, dis- positivos de segurança, manutenção preventiva e corretiva e outras características técnicas pertinentes.

4.2 Exigências para aceitação do rebocador

4.2.1 Prazo para aprovação

Antes da realização dos ensaios, em conformidade com a seção 6 da NBR 7736:1995, os procedimentos devem ser envia- dos em tempo hábil ao cliente para aprovação.

4.2.2 Certificado

Um certificado com os resultados dos ensaios deve ser elaborado e a sua aprovação pelo cliente implica a aceitação técni- ca do rebocador.

resultados dos ensaios deve ser elaborado e a sua aprovação pelo cliente implica a aceitação técni-