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CENTRO UNIVERSITÁRIO SOCIESC– UNISOCIESC

CAMPUS BOA VISTA

MICHELY CRISTINA MELLO

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA)

JOINVILLE
2018/02
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3
2 ETAPAS DE UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA 3
REFERÊNCIAS 8
1 INTRODUÇÃO

O suprimento de água em quantidade suficiente e, qualidade satisfatória, traz


muitos benefícios e melhora a qualidade de vida da população, como por exemplo, a
prevenção de doenças, o aprimoramento na área da saúde, como os serviços de
limpeza urbana, o desenvolvimento industrial e a elevação do padrão de vida
(GARCEZ, 1976).
Ainda conforme Garcez (1976), a influência direta mais importante das obras
de saneamento é o aumento da média de vida dos habitantes e o maior rendimento
nas atividades da economia. A melhoria nos serviços básicos de saneamento
diminuem as taxas de mortalidade e ainda trazem uma economia indireta aos
governos que poderia ser amortizado e empregado em melhorias de obras
essenciais.
Conforme Ferreira, Francisco e Pohlmann (2018) “A água se faz necessária
para o desenvolvimento econômico, social e político de um país”. Entretanto, parte
da população não se preocupa com o manejo correto de resíduos, ou o uso em
excesso da mesma, desperdiçando, assim, este recurso.
Logo, para promover o abastecimento de água, faz-se necessária a
potabilização das águas naturais. Este processo consiste na adequação da água
bruta aos padrões de potabilidade vigentes estabelecidos pela Portaria nº 518 de 25
de Março de 2004. De modo geral, o tratamento de água ocorre pela na remoção de
partículas suspensas e coloidais, matéria orgânica, micro-organismos e outras
substâncias possivelmente deletérias à saúde humana presentes nas águas.
(BOTERO, 2009).

2 ETAPAS DE UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA

Conforme SAMAE (2018), o tratamento de água consiste em tornar a água


antes imprópria, apropriada para o consumo humano e para o uso nas economias
industriais e comerciais.
Os parâmetros para o consumo humano traduzem suas principais
características físicas, químicas e biológicas e são chamadas de padrão de
potabilidade e designados na portaria 518/2014 do Ministério da Saúde (SAMAE,
2018).
O tratamento de Água denominado de Convencional é normalmente aplicado
às águas que possuem partículas finamente divididas em suspensão e partículas
coloidais e que necessitam de tratamento químico capaz de propiciar sua deposição,
com um baixo período de detenção (SAMAE, 2018).

Figura 1 – ETA Cubatão em Joinville/SC

Fonte: Rádio Clube Joinville (2018)

Abaixo seguem as etapas do tratamento convencional de água:

 Coagulação: processo de coagulação, usado na maioria das estações de


tratamento, envolve a aplicação de produtos químicos para precipitação de
compostos em solução e desestabilização de suspensões coloidais de partículas
sólidas, que, de outra maneira, não poderiam ser removidas por sedimentação,
flotação ou filtração (FLUID BRASIL, 2018) e conforme figura 02:
Figura 2 – Inserção de Coagulantes

Fonte: Fluid Brasil (2018)

Al2(SO4)3 (sulfato de alumínio) ou FeCl3 (cloreto férrico), são


exemplos de coagulantes utilizados neste processo.

 Floculação: Após a adição dos coagulantes as partículas em suspensão


torna-se pequenos flocos e depositam-se na superfície inferior do decantador
(RICHTER, NETO, 1991).
 Decantação: A decantação é um fenômeno físico natural e corresponde a
etapa de deposição das impurezas, aglutinadas em flocos no processo nas etapas
anteriores do tratamento da água (coagulação e floculação), devido a ação da força
gravitacional (DI BERNARDO & COSTA, 1993 apud MACEDO, 2007).
Esse fenômeno ocorre porque os flocos, que são mais pesados do que a água
e devido à baixa velocidade da mesma na grande área do decantador, afundam pela
ação gravitacional, ficando depositados no fundo do tanque, deixando a água
superficial mais clara, ao longo do fluxo, e apta a seguir escoando para a próxima
etapa (SAMAE, 2018).
 Filtração: A etapa de filtração consiste na remoção das partículas suspensas
e coloidais e de microorganismos presentes na água que escoa através de um meio
filtrante, o qual pode ser composto de uma ou de várias camadas de areia de
diferentes granulometrias, carvão (antracito) ou camadas alternadas de areia e
carvão (COMUSA, 2018).
É nesta etapa que as partículas mais finas e leves, que não foram retidas nos
decantadores são removidas da água. É considerado como um processo final de
remoção de impurezas na ETA, portanto é um dos responsáveis pelo cumprimento
dos padrões de potabilidade da água (COMUSA, 2018).
Na filtração as impurezas são retidas num meio filtrante sendo necessária à
lavagem dos filtros após certo período de tempo, geralmente, realizada com a
introdução de água com alta velocidade no sentido ascensional.
A água utilizada na lavagem, normalmente, retorna ao início do processo de
tratamento.
Figura 3 – Tanque de Filtração

Fonte: SAET (2018)

 Desinfecção: De acordo com HELLER & PÁDUA (2006), a desinfecção na


água tem o objetivo de corrigir e prevenir. Este método busca eliminar os
organismos patogênicos que possam estar presentes na água.
Para isso, é mantido um desinfetante na água fornecida à população, para
prevenir algum tipo de contaminação posterior.
Com relação aos vários produtos químicos agentes desinfetantes disponíveis
atualmente no mercado, os mais conhecidos e utilizados são os produtos à base de
cloro, tais como o cloro gasoso (Cl2(g)), o hipoclorito de sódio (NaClO(l)) solução
aquosa e o hipoclorito de cálcio (Ca(ClO)2(g)) sólido. Outros agentes desinfetantes
disponíveis, porém menos conhecidos e utilizados são dióxido de cloro (gás
dissolvido em água – ClO2(g)), o ozônio gás (O3(g)) e a radiação ultravioleta (UV),
conforme (COMUSA,2018).
 Fluoretação: A fluoretação tem por objetivo básico a redução de incidência
de cárie dentária, através da adição de produtos químicos à base de flúor à água.
Alguns dos produtos químicos usados para este fim são o fluossilicato de sódio (sal
sólido) e o ácido fluossilícico (solução líquida) COMUSA, 2018).
REFERÊNCIAS

BOTERO, W. G. Caracterização De Lodo Gerado Em Estações De Tratamento


De Água: Perspectivas De Aplicação Agrícola. Quim. Nova, Vol. 32, No. 8, 2018-
2022, 2009.
GARCEZ, Lucas Nogueira. Introdução a Engenharia Ambiental e Sanitária, São
Paulo, ed.1. 2003.
HELLER, L.; PÁDUA, V. L. Abastecimento de água para consumo humano. 1º
Ed. Minas Gerais: UFMG, 2006.
RICHTER, C. A.; AZEVEDO NETTO, J. M. Tratamento d água: tecnologia
atualizada. São Paulo:Blucher, 1991.
COMUSA. Disponível em:
http://www.comusa.rs.gov.br/index.php/saneamento/tratamentoagua
SAMAE CAXIAS DO SUL. Disponível em:
http://www.samaecaxias.com.br/Pagina/Index/10042
FLUID BRASIL. Disponível em: http://www.fluidbrasil.com.br/