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SEMINÁRIO – A ÉTICA PROTESTANTE E O “ESPÍRITO” DO CAPITALISMO

MAX WEBER

CAROLINE OLIVEIRA
KALLYL SANTOS
FERNANDO BURATO
ALINE JONES
RENATO LIMA
MARILIA MOTA

CATOLICISMO

Para entendermos a necessidade de reservarmos um espaço para o catolicismo, vale


destacar que o Weber foi o principal cientista social a levar em conta a importância da religião
ou da mentalidade religiosa na configuração da economia política. Para Weber, o moderno
sistema econômico teria sido impulsionado por uma mudança comportamental provocada
pela Reforma Luterana do século 16. Então, antes de entendermos sobre a Reforma
Protestante, vamos acompanhar um breve resumo histórico sobre a origem do catolicismo.

Antecedida pela religião cristã que surgiu e ficou conhecida na Antiguidade, é constituída por
ensinamentos sobre o amor, compaixão e fraternidade, provenientes das ideias de Jesus
Cristo, fundador e considerado o maior apóstolo do cristianismo. Após a perseguição e morte
de Jesus Cristo, Pedro foi o principal apóstolo responsável por difundir o cristianismo.
Também, Paulo teve fundamental importância para a expansão do cristianismo e da filosofia
cristã. Entretanto, nesta época durante o governo do imperador romano Nero, os cultos
cristãos eram proibidos em Roma, os cristãos sofreram uma das maiores perseguições.
No ano de 313, o imperador Constantino deu liberdade de culto aos cristãos e, tornando-se a
religião oficial do Império Romano em 390, ato instituído por Teodósio. Para evitar uma crise
no Império Romano, Constantino divide-o em duas partes: a ocidental (Igreja Católica
Apostólica Romana); e a parte oriental, bizantinos (Igreja Católica Apostólica Ortodoxa).

Criaram-se grandes diferenças entre as duas igrejas que ocasionaram no ano de 1054 o
primeiro Cisma do Oriente. Os principais motivos das diferenças entre as igrejas eram
desentendimentos políticos, não aceitamento da figura do papa como chefe de todos os
estados, dias santificados, direitos do clero e relação dos cultos e imagens.
Um pouco mais adiante após as invasões dos povos germânicos (bárbaros) a Igreja Católica
faz aliança com os bárbaros, cristianizando-os, dominando e conquistando os vastos
territórios ocidentais do Império Romano na figura de seu grande imperador Carlos Magno.
Já na Idade Média a Igreja Católica se confirmou como uma das maiores instituições religiosas
e políticas do mundo ocidental era detentora de propriedades de terra e dominava o a ciência
do “saber”. Para demonstrar o seu poder político instalou a Santa Inquisição ou Tribunal do
Santo Ofício, as pessoas acusadas de heresias eram interrogadas por membros do clero,
podendo ser torturadas ou queimadas nas fogueiras. Os dois principais motivos que
estabeleceram a Santa Inquisição foram: a efetivação do poder político católico (aqueles que
questionassem a fé católica eram considerados hereges); e os católicos acreditavam estar
libertando as almas dos hereges. Justificando dessa forma os católicos torturaram e mataram
um grande número de pessoas.

Um fato importante foi a catequização dos indígenas do continente americano no período das
Grandes Navegações Marítimas Europeias, a partir do século XV, com objetivos de difusão
para aproveitar o empreendimento marítimo europeu.

Nos dias atuais, a sede da Igreja Católica se encontra no Estado do Vaticano (norte da cidade
de Roma), sedia e abriga o alto clero da Igreja – entre eles, o papa.