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Partida de motores elétricos

1) Definições:

Corrente nominal (In): é a corrente que o motor


absorve da rede quando funciona à potência
nominal, sob tensão e freqüências nominais. A
corrente nominal depende do rendimento (η) e do
fator de potência (cos ) do motor .
Partida de motores elétricos
1) Definições:
Corrente de partida (Ip): é a corrente que o motor
absorve da rede no instante da partida. A corrente
de partida é informada pela fabricante em relação
à corrente nominal (Ip/In).

Tempo de partida (Tp): tempo que o motor leva


para atingir sua rotação nominal. Depende da
carga acionada e do tipo de partida.
Partida de motores elétricos
1) Definições:
Corrente de rotor bloqueado (Irb): é a corrente que o
motor absorve da rede quando sua velocidade de
rotação é nula, sob tensão e freqüências nominais. A
corrente de rotor bloqueado é informada pela fabricante
em relação à corrente nominal (Ip/In).
Tempo de rotor bloqueado (Trb): é tempo necessário
para que o enrolamento do motor, quando percorrido
pela sua corrente de partida (rotor travado), atinja a sua
temperatura limite, partindo da temperatura atingida em
condições nominais de serviço e considerando a
temperatura ambiente no seu valor máximo.
Partida de motores elétricos
1) Definições:
Fator de serviço (FS): é o fator que, aplicado à potência
nominal, indica a carga permissível que pode ser
aplicada continuamente ao motor sob condições
especificadas. Não é uma sobrecarga momentânea e
sim um acréscimo contínuo de potência.

A utilização do fator de serviço NÃO


implica uma vida útil inferior àquela
do motor com carga nominal
Partida de motores elétricos

In
Partida de motores elétricos
3) Dimensionamento dos equipamentos de
partida

Fusível ou disjuntor: deve permitir a partida e


proteger o motor para curto circuito e rotor
travado
Relé térmico: deve permitir a partida e proteger o
motor para sobrecargas
Contator: deve ter capacidade de atender a
corrente nominal do motor
Partida de motores elétricos
3) Coordenação de isolação entre fusível/disjuntor
– relé térmico – contator (Tipo 1 e 2)
Partida de motores elétricos
3) Coordenação de isolação – Tipo 1 e 2

Tipo 1: É aceita uma deterioração do contator e


do relé sob 2 condições:
A) nenhum risco para o operador,
B) todos os demais componentes, exceto o
contator e o relé térmico, não devem ser
danificados.
Partida de motores elétricos
3) Coordenação de isolação – Tipo 1 e 2

Tipo 2: O risco de soldagem dos contatos do


contator ou da partida é admitido se estes
puderem ser facilmente separados.
Partida de motores elétricos
4) Coordenação Fusível-relé térmico-motor
Partida de motores elétricos
5) Curvas de fusíveis NH ou D
Partida de motores elétricos
5) Curvas de fusíveis NH ou D
Partida de motores elétricos
4) Curvas dos relés térmicos
Partida de motores elétricos
4) Curvas dos relés térmicos
Partida de
motores elétricos

5) Curvas de
Disjuntores
Motores
Partida de
motores elétricos

5) Curvas de
Disjuntores
com proteção
somente
magnética
Partida de motores elétricos
2) Tipos de chaves de partida

- Direta
- Estrela triângulo
- Chave compensadora
- Soft starter
- Variador de velocidade (conversor de
freqüência)
Dimensionamento da Partida
Direta
Roteiro de Cálculo

• Contator: K1 → Ie ≥ IN
• Relé de Sobrecarga: FT1 → IN
• Fusíveis de Força: F1,2,3
- Com a corrente de partida [IP = (IP / IN) . IN], o
tempo de partida e o tempo de rotor bloqueado
coordenar a curva do dispositivo de proteção
com as condições abaixo:
- 3 . I N ≥ IF ≥ 1,20 . IN
- IF ≤ IF MáxK1
- IF ≤ IFMáxFT1
Dimensionamento da Partida
Estrela-Triângulo
Dimensionamento da Partida
Estrela-Triângulo
Para os contatores K1 e K2:

= =
3

= = = = 0,58 ×
3

× 3
= =

Ligação em triângulo. 3
Dimensionamento da Partida
Estrela-Triângulo
Para o contator K3:

3 3
= =
× 3

= = 0,33 ×
3

= 0.33 ×
Ligação em estrela.
Dimensionamento da Partida
Estrela-Triângulo
Roteiro de Cálculo.
a) Contatores:
K1 e K2 → Ie ≥ (0,58 . IN)
K3 → Ie ≥ (0,33 . IN)

b) Relé de Sobrecarga: FT1 → 0,58 . IN

c) Fusíveis de Força: F1,2,3


Com a corrente de partida [ IP = (IP / IN) . IN . 0,33 ] , o tempo de
partida e o tempo de rotor bloqueado, coordenar a curva do dispositivo
de proteção com as condições abaixo
.

- 3 . I N ≥ IF ≥ 1,20 . IN
- IF ≤ IF MáxK1, K2
- IF ≤ IFMáxFT1
Dimensionamento da Partida
Compensadora
Dimensionamento da Partida
Compensadora
Dimensionamento da Partida
Compensadora
Roteiro de Cálculo.
Contatores: K1 → Ie ≥ IN
K2 → Ie ≥ (Tap2. IN
K3 → Ie ≥ (Tap – Tap2)

Relé de Sobrecarga: FT1 → IN

Fusíveis de Força: F1,2,3


- Com a corrente de partida [ IP = (IP / IN) . IN . Tap2 ], o tempo de partida
e o tempo de rotor bloqueado, coordenar a curva do dispositivo de proteção
com as condições abaixo:
- 3 . I N ≥ IF ≥ 1,20 . IN
- IF ≤ IF MáxK1
- IF ≤ IFMáxFT1
CHAVE DE PARTIDA SOFT-STARTER

Comparativo entre métodos de partida


CHAVES DE PARTIDA SOFT-STARTER

No período de partida do motor é feito o controle do valor eficaz de tensão


aplicado ao motor, feito através do controle do ângulo de disparos dos
tiristores SCR. O tempo de disparo é calculado por um microprocessador que
controla a eletrônica dedicada ao acionamento do gate (gatilho) dos tiristores,
que permitem a passagem de tensão, a partir da parametrização feita pelo
usuário no tempo de rampa de aceleração.
CHAVES DE PARTIDA SOFT-STARTER

Tipos de Soft – Starter

A) Controle a uma fase


CHAVES DE PARTIDA SOFT-STARTER

Tipos de Soft – Starter

B) Duas fases controladas


CHAVES DE PARTIDA SOFT-STARTER

Tipos de Soft – Starter


D) Três fases controladas
CHAVES DE PARTIDA SOFT-STARTER

Soft – Starter Partindo um único motor


CHAVES DE PARTIDA SOFT-STARTER

Soft – Starter Partindo Vários


Motores simultaneamente

Neste tipo de partida a


potência da chave deve
ser no mínimo igual a
soma das potências de
todos os motores. As
cargas devem ter curvas
de conjugado / rotação e
momentos de inércia
semelhantes.
Note que K2 está em paralelo
com a chave, portanto, K2 é o
by-pass que é feito com um
contator em paralelo com a
chave.
CHAVES DE PARTIDA SOFT-STARTER
CHAVES DE PARTIDA SOFT STARTER
INVERSOR DE FREQÜÊNCIA
INVERSOR DE FREQÜÊNCIA

Princípio de Funcionamento do Inversor de Freqüência Simplificada


INVERSOR DE FREQÜÊNCIA

Etapa de Inversão ou Conversão de Tensão CC em Tensão CA


DIMENSIONAMENTO DE PROTEÇÕES
SOFT-STARTER E CONVERSOR DE FREQUÊNCIA

1) Conversor de frequência limita a corrente de partida entre 1 a 2 x In


2) Soft-starter limita a corrente de partida entre 2 a 3 x In
3) I chave eletrônica de partida > In motor
4) Contatores: Ie > In motor
5) Relés térmicos: FT1→In carga
6) Proteção para curto-circuito (fusíveis ou disjuntores):
6.1) Devem proteger a entrada da chave eletrônica (retificadores ou tiristores)
6.2) Uso de fusíveis ultra-rápidos ou disjuntores limitadores
6.3 Devem deixar passar uma energia de curto-circuito (I²t) menor que a energia máxima
suportada pelos retificadores ou tirirstores
6.4) Os dispositivos de proteção contra curto-circuito para chaves eletrônicas
são normalmente informados pelos fabricantes das chaves