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PROENEM 14/08/2018

SOCIOLOGIA
SOCIOLOGIA
BRASILEIRA E A
QUESTÃO INDÍGENA

AO VIVO

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL

• Total de indígenas: 817 mil


• Etnias: mais de 300
• Línguas: 274
• Isolados: 82 referências; 32 confirmadas
Fonte: IBGE – Censo 2010
PROENEM 14/08/2018

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL

Constituição Federal
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da
República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e
solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e
reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos
de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação.

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL

Constituição Federal Art 231


São reconhecidos aos índios sua organização
social, costumes, línguas, crenças e tradições, e
os direitos originários sobre as terras que
tradicionalmente ocupam, competindo à União
demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os
seus bens.
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POVOS INDÍGENAS NO BRASIL

DA ASSISTÊNCIA
 SPI – Sistema de Proteção ao Índio e  A CF/88:
Funai inicialmente – 1967: papel de • Alterou radicalmente as concepções
integrar os indígenas à sociedade ideológicas que embasavam a política
dominante. indigenista.
• Tutela • Extinção da figura da tutela;
• Relação Paternalista e Intervencionista • Garantia de reconhecimento dos direitos
• Ações assistencialistas e de assimilação decorrentes da diversidade e da
das sociedades indígenas especificidade cultural dos Povos Indígenas
• Submissão e dependência do país.
• Marco na proteção territorial: viabilizar a
reproduçãofísica e cultural dos índios.

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL


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SITUAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS


NO BRASIL – NOVEMBRO DE 2013

A QUESTÃO INDÍGENA

Terras indígenas: motivação histórica


para conflitos, atualmente envolve
diferentes interesses entre a
população nativa e exploração
econômica das terras (agricultura,
extrativismo, mineração,etc.)
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A QUESTÃO INDÍGENA

Argumento ruralista: Atualmente


190 milhões de km² do território
brasileiro. Existem 517 reservas
indígenas no país, ocupando uma
área de 1,07 milhões de km². O total
da população indígena é de 818 mil
(0,44% da população), ocupando
12,63% das terras brasileiras.
Reservas indígenas abrigam grande
potencial econômicoinexplorado.

A QUESTÃO INDÍGENA
Argumento a favor das reservas
indígenas: Defesa contra constante
invasão predatória e especulativa de
terras tradicionais dos índios, além
de títulos de propriedade irregulares
e violência serem empregados
contra os nativos. Defender as terras
indígenas é defender o legado
histórico dos povos originários do
Brasil.
Não existe muita terra para poucos
índios, o problema é haver muita
terra para poucos fazendeiros.
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TERRAS ÍNDÍGENAS REGULARIZADAS


– NOVEMBRO DE 2013

• Terras Indígenas Regularizadas no Brasil: 419

• Total em área: aproximadamente 105 milhões de hectares,


o que representa aproximadamente 12% do território
nacional.

• Contudo, 8% das 419 terras indígenas regularizadas não


estão na posse plena das comunidades indígenas.

• Das 419 Terras Indígenas regularizadas, 98,75% das áreas


concentram-se na Amazônia Legal.

PROTEÇÃO AMBIENTAL NAS


TERRAS INDÍGENAS

Menores taxas de desmatamento comparadas às


demais unidades de conservação.
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PROTEÇÃO AMBIENTAL NAS


TERRAS INDÍGENAS

SOCIOLOGIA BRASILEIRA
INTÉRPRETES DO BRASIL
• Trata-se de interpretações clássicas da formação da sociedade
brasileira formuladas entre 1920 e 1975.
• Indagam sobre a própria “natureza” da sociedade que se veio
formando no Brasil desde a Colônia.
Autores clássicos:
• Francisco José Oliveira Vianna: Populações Meridionais do Brasil:
populações rurais do centro-sul (1920)
• Gilberto Freyre: Casa-Grande e Senzala: formação da família
patriarcal brasileira (1933)
• Sérgio Buarque de Holanda: Raízes do Brasil (1936)
• Caio Prado Jr.: Formação do Brasil Contemporâneo: Colônia (1942)
• Raymundo Faoro: Os donos do Poder: formação do patronato
político brasileiro (1958)
• Florestan Fernandes: A Revolução Burguesa no Brasil (1975)
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SOCIOLOGIA BRASILEIRA

[...] a procura de uma “identidade brasileira” ou de


uma “memória” brasileira que seja sua essência
verdadeira é um falso problema. [...] a pergunta
fundamental seria: quem é o artífice desta
identidade e desta memória que se querem
nacionais? A que grupos sociais ela se vinculam e a
que interesses elas servem?

Fonte: ORTIZ, Renato. Cultura Brasileira e Identidade Nacional.


São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 139.

OLIVEIRA VIANNA (1883 – 1951)


• Autor racista e autoritário, refletindo o
reacionarismo da classe dominante brasileira, o
pensamento autoritário da Velha República e
conservador do Império.
• Influenciado pela Psicologia Social de Gustave
Le Bom: ideia da existência de alma da raça ou
caráter nacional – as raças não se distinguem
tanto pelas características físicas, mas pelos
traços psicológicos, havendo uma hierarquia,
havendo uma hierarquia entre elas (por isso era
possível 60 mil ingleses dominar 250 milhões de
indianos).
• Em Evolução do povo brasileiro, Oliveira Vianna
aceita a crença no protagonismo da raça ariana.
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GILBERTO FREYRE (1900 – 1987)

• Florestan Fernandes trabalha para desmentir a


ideologia da democracia racial contida na obra
de Freyre: convívio pretensamente harmonioso
entre brancos, negros e índios.
• Carlos Guilherme Mota: a obra de Freyre
representa uma verdadeira cristalização da
ideologia da cultura brasileira; sugere a
existência de um caráter brasileiro que
eclipsaria “as contradições de classe, e mesmo
de raça.” (Ideologia da Cultura Brasileira, p. 47)
• Visão otimista do Brasil.

SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA (1902 – 1982)

• Ressalta o tradicional personalismo, de que provem a frouxidão das


instituições e a falta de coesão social; ausência do princípio de
hierarquia e a exaltaçãodo prestígiopessoal com relação ao privilégio.
• Homem cordial (o que vem do coração) – amor e ódio: homens que
obedecem aos imperativos do coração e não as normas impessoais e
abstratas, sendo, assim, muito difícil de estabelecer ordem pública e
democracia. (Ricupero, p. 115)
• “Formado nos quadros da estrutura familiar, o brasileiro recebeu o
peso das ‘relações de simpatia’, que dificultam a incorporação normal
de outros agrupamentos. Por isso, não acha agradáveis as relações
impessoais, características do Estado, procurando reduzi-las ao padrão
pessoal e afetivo. Onde pese a família, sobretudo em seu molde
tradicional, dificilmente se forma a sociedade urbana de tipo moderno.
[...] O ´homem cordial´ não pressupõe bondade, mas somente o
predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, inclusive suas
manifestações externas, não necessariamente sinceras nem
profundas, que se opõem aos ritualismos da polidez.” (Antônio
Candido, O significadode ´Raízesdo Brasil´)

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