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Frente ao caos instaurado na regência, políticos liberais vem como solução a antecipação da posse de D.Pedro II.

A partir
da emancipação do príncipe, que o torna juridicamente responsável, há o reestabelecimento da monarquia. Essa manobra
ficou conhecida como golpe de maior idade (1840).

SEGUNDO REINADO

Como agradecimento pelo auxílio ao golpe de maioridade, assim que assume o governo, D. Pedro II nomeia ministério
formado totalmente por liberais. Ele garante também a anistia aos envolvidos nas revoltas do período regencial.
No entanto, enquanto o senado era liberal, a câmara contava com a maioria conservadora, o que dificultava a aprovação
das decisões ministeriais. Para resolver o impasse, ela foi dissolvida e novas eleições convocadas.
O pleito foi marcado por fraudes e uso de violência física. Para garantir a vitória do Partido Liberal, o governo alterou
todo o processo eleitoral nomeando novos presidentes para as províncias e substituindo chefes de polícia, juízes de
direito e oficiais superiores da Guarda Nacional de orientação conservadora.
A brutalidade dessa eleição do cacete, a pressão inglesa sobre o governo e a agravação da revolta farroupilha fez com que
logo a câmara fosse destituída pelo imperador e um ministério conservador tomou o lugar do liberal.
A resposta a esta atitude imperial foram duas rebeliões liberais durante o ano de 42:

SP- Sorocaba, MG - Barbacena. Ambas foram reprimidas pelo exército, liderado pelo Duque de Caxias.
Em 44 os liberais voltam ao poder, e assim se inicia um revezamento de partidos no ministério. Em 47 há a criação do
conselho de ministros, que concilia liberais e conservadores e acabará com disputas de poder.

Revolução Praieira 1848


Partido conservador no ministério.
Causas: exploração econômica, miséria, terras cultiváveis todas em posse da família Cavalcante, que também exercia
controle politico sobre a região. A disputa entre liberais e conservadores se estendeu por anos na região, principalmente
nos meios de comunicação.
Influências: ideias republicanas e de socialismo utópico – confederação do equador e primavera dos povos, frança 1848.
Estopim: nomeação de presidente de província conservador para barrar atuação de agitadores liberais.
Jornais liberais escrevem “Manifesto do Mundo” que defende:
• voto universal
• liberdade dos meios de comunicação
• dissolução do poder moderador
• quebra de monopólio politico da oligarquias agrarias
• nacionalização do comercio, na época fortemente controlado pelos portugueses
Repressão é feita por exercito liderado por duque de caxias.

Café e suas repercussões


• É originado da África, foi levado para o Haiti e posteriormente para as Guianas.
• Quando o Haiti consegue sua independência ele não tem capital para continuar a produção de café, abrindo
mercado para o Brasil.
• Região de produção Brasileira: SP – vale do Paraíba, RJ e sul de Minas Gerais.
• Barões do café: produtores enriquecidos que detinham o monopólio da produção e do comércio.
• Cidades passam por um processo de modernização, pois agora elas eram moradia da elite cafeeira.
• Mudanças: calcamento, estrutura, iluminação.
• Problema: maioria das fazendas de café estavam longe dos portos.
• Solução: construção de ferrovias (Inglaterra – porto de santos e rj).
• Pedro II precisava de dinheiro para a construção de tal infraestrutura. Como a receita do estado era praticamente
derivada da cobrança de impostos sobre produtos importados, seu ministro da economia, sugere o aumento da
tarifa alfandegária, criando em 44 a tarifa Alves Branco. Assim chega o fim do privilegio inglês de tarifa fixa a
15%, que começou com o tratado de 1810.
• Como retaliação, a Inglaterra proclama o Bill Alberdeen: lei que proibia o comercio negreiro em todo o
Atlântico Sul. Quem continuasse com o trafico, caso pego, teria seu navio negreiro confiscado, e seriam
julgados de acordo com as leis britânicas.
• Brasileiros burlam a lei inglesa porem o valor de escravos negros sobe absurdamente, e a apreensão de navios
torna a pratica quase inviável, gerando falta de mao de obra.
• Senador Vergueiro (SP): para sanar o problema de mao de obra, o senador visa trazer estrangeiros
desempregados devido ao surto industrial para trabalhar nas fazendas de café brasileiras.
• Sistema de Parceria: O fazendeiro para o qual o imigrante trabalharia custeava sua passagem e suas primeiras
despesas. Essa divida com o patrão porem logo se mostrava inacabável, e o estrangeiro passava a trabalhar sem
remuneração, em sistema análogo a escravidão por divida. Os que podiam escrever mandaram aviso a seus
países, que então proibiram a vinda de seus cidadãos para o Brasil.
• Sistema de subvenção (1871): o governo, vendo a situação causada pelo sistema de parceria, propõe-se a pagar a
passagem e primeiras despesas de novos imigrantes, e, apos a venda de sua primeira saca (com preço pré
estabelecido pelo governo) eles passariam a lidar com as dividas de armazém e moradia com fazendeiros.
• As politicas de imigração podem ser vistas também como tentativa governamental de embranquecer a
população, ideia derivada da eugenia e do darwinismo social largamente dissipado na época.
Caminho para abolição
1810 – tratado com a Inglaterra sugere a lenta trajetória a abolição da escrevatura.
1815 – proibido levar negros para cima da linha do equador.
1845 – Bill Alberdeen: proibido comercio negreiro no atlântico sul.
1850 – Lei Eusébio de Queiroz – proíbe comercio de negros entre brasil e africa.
1871 – Lei do Ventre livre
obs: estado ressarce investimento do fazendeiro
1885 - Lei dos sexagenários
1888 – Lei Aurea
obs: abrupta, sem planejamento governamental; estado nao arca com despesas e não promove reabsorção gradual do
negro na sociedade, que passa a ser marginalizado.

Obs: lei de terras 1850 – terra que ate então era doada, agora seria comprada e documentada. Essa medida foi uma forma
de fazendeiros prevenirem que nem escravo libertos nem imigrantes conseguiriam adquirir terras.

Parlamentarismo as avessas
O que foi (significado)

Parlamentarismo “às avessas” foi o nome que ganhou o sistema político criado no Brasil, pelo então imperador D. Pedro
II, em 1847. Este nome significa que o parlamentarismo adotado no Brasil neste período era posto ao britânico.

Na Inglaterra (berço do parlamentarismo), o primeiro-ministro era e ainda é indicado pelo partido político que possui
maioria no Parlamento. Este primeiro-ministro, que é o chefe de governo, exerce de fato o poder executivo. Desta forma,
o primeiro-ministro (chefe do executivo) fica subordinado ao Parlamento (poder legislativo).

No Brasil, D. Pedro II estabeleceu o sistema parlamentarista, em 1847, através da criação do cargo de presidente de
Conselho de Ministros. Este, que era uma espécie de primeiro-ministro, era escolhido por D. Pedro II, subordinando
assim o Parlamento ao imperador. Quando ocorria algum impasse entre o poder executivo e o legislativo, D. Pedro II
tinha o poder de dissolver a Câmara ou substituir o presidente do Conselho de Ministros.

Principais características do parlamentarismo “às avessas”

- O primeiro-ministro era escolhido pelo


imperador (executivo) e não pelo partido d e
maioria no Parlamento (legislativo),
como ocorre na Inglaterra.

- O Parlamento ficava subordinado ao


imperador (D. Pedro II).

- Era centralizador (poder centralizado no


imperador).

- Era oligárquico, pois o imperador quase


sempre atendia somente aos interesses dos
grandes e ricos fazendeiros.

- Não era democrático, pois a maioria da


população não podia votar, em função dos
critérios censitários do processo eleitoral
brasileiro da época. Somente os mais ricos votavam neste período.

- Era escravista, pois o imperador nada fez para abolir a escravidão, pelo contrário, manteve-a durante o sistema
parlamentarista.

Com o parlamentarismo houve a pacificação frente ao governo:


1. Esse sistema evitava o desgaste da figura do imperador, que nao seria culpado pelas pobres decisões do
executivo.
2. As disputas de poder seriam resolvidas no âmbito estrito das discussões parlamentares, evitando revoltas e
adesão popular.

Politica Externa
2 fatores definem a politica externa do segundo reinado:
• Manutenção de uma politica de acomodação aos interesses da Inglaterra: manter liberdade de comercio e
navegação nos rios da bacia platina; evitar que qualquer pais latino se fortalecesse o suficiente de modo que
controlasse os demais econômica ou politicamente.
• Constantes choques políticos e militares com países platinos devido a: questões de capital e comercio; uso
estratégico da bacia do prata - no caso brasileiro ele era meio de se chegar aos territórios de MT e GO -; a
juventude dos países, com fronteiras praticamente desabitadas e debilitadas, que receiam o confronto, invasão e
tomada de suas terras.

Questao Christie
D Pedro II X embaixador inglês no brasil, William Christie
Christie, embaixador inglês no brasil, após naufrágio de navio inglês pede ressarcimento ao governo por sua carga
perdida, sendo negado. Acima do incidente, há prisão de oficiais ingleses, que faziam arruaça na tijuca, pelo governo
brasileiro. Christie, então, pede por desculpas publicas do governo aos homens de sua majestade, sendo mais uma vez
negado. A questão é julgada por Príncipe Belga Leonardo I e brasil é tido como correto. (Esta foi a primeira solução
diplomática brasileira).

Guerras na região platina


Obs: Manter em mente a Guerra da Cisplatina (1825-1828) – Durante o governo joanino no Brasil, o Uruguai foi
incorporado aos domínios de Portugal, com o nome de Província Cisplatina. A oposição do governo argentino e o
movimento nacionalista uruguaio resultaram na guerra entre Brasil e Argentina e a consequente independência do
Uruguai (1828).
Na segunda metade do século XIX, a estabilidade política do governo imperial abriu caminho para novos projetos
econômicos. Nesse âmbito, podemos destacar que o Brasil tinha especial interesse em preservar os direitos de navegação
na região do Rio da Prata, onde embarcações brasileiras garantiam acesso a algumas províncias e empreendiam
importantes transações comerciais.
Em contrapartida ao desejo brasileiro, observamos que existiam lideranças políticas uruguaias, argentinas e paraguaias
portadoras de outro projeto. Para alguns representantes destes países, os territórios platinos deveriam se reunificar sob os
antigos limites que demarcavam o antigo Vice-Reinado da Prata. Por meio desta ação, esses políticos acreditavam que
seus países cresceriam e limitariam a influência econômica do Império Brasileiro no espaço platino.
Na década de 1850, essa diferença de projetos para a região Platina promoveu o desenvolvimento de alguns conflitos. O
primeiro deles ocorreu assim que o líder do partido Paraguaio “blanco”, Manuel Oribe, se aliou ao presidente argentino
Juan Manoel Rosas. Juntos, eles esperavam iniciar a reunificação do Prata. Por outro lado, o Império Brasileiro, os
comerciantes uruguaios do partido “colorado” e o governador provincial argentino José Urquiza faziam ampla oposição a
esse conchavo político.
Assim que o líder “blanco” Manuel Oribe venceu as eleições uruguaias, com expresso apoio do governo argentino, D.
Pedro II enviou tropas contra os dois países. Nesse conflito, as tropas brasileiras saíram vitoriosas e logo entregaram o
governo argentino e uruguaio para José Urquiza e Frutuoso Rivera, respectivamente. Dessa forma, mesmo que
precariamente, o Brasil mantinha seus interesses no Prata pela força de suas armas.
No ano de 1863, a disputa na região seria mais uma vez retomada quando o líder “blanco” Atanásio Cruz Aguirre – com
o apoio do ditador paraguaio Solano López – ganhou as eleições uruguaias. Novamente, o Império Brasileiro acreditava
que as aspirações unificadoras atrapalhariam seus interesses econômicos. Dessa vez, sob o pretexto de exigir
indenizações a pecuaristas gaúchos, as tropas imperiais derrubaram Aguirre e colocaram o “colorado” Venâncio Flores a
frente do Uruguai.
Em resposta a esta ação, o presidente Solano López anunciou o rompimento de suas relações diplomáticas com o Brasil.
Logo em seguida, as autoridades paraguaias realizaram o aprisionamento de toda a tripulação do navio Marquês de
Olinda, que incluía o presidente da província do Mato Grosso, Carneiro de Campos. Afrontado pela ação paraguaia, o
Brasil realizou a declaração de guerra que deu início a vindoura Guerra do Paraguai, que se desenvolveu entre os anos de
1864 e 1870.

Guerra do Paraguai

O Paraguai viveu uma situação diferenciada na América do Sul desde quando se libertou do domínio espanhol. Ficou
independente em 14 de maio de 1811 e desde então baniu de seu território caudilhos e envolvimentos com revoluções e
golpes. A situação permitiu que o novo país desfrutasse de significativo crescimento econômico, político e social, que
teve início logo com o seu primeiro presidente, Rodrigues Gaspar de Francia.

Ao longo dos anos o crescimento foi se solidificando e logo o Paraguai se tornou a nação mais avançada da América do
Sul. Inicialmente, a base de sustentação para o crescimento econômico era a agricultura, mas o sucesso da empreitada foi
tão grande que os lucros advindos dessa produção permitiram que o país desenvolvesse sua própria indústria e se
firmasse com um país rico. Claramente, a situação incomodava a Inglaterra, líder mundial à época, no então vigente
modelo do capitalismo, monopolista e imperialista.
Quando Francisco Solano Lopez assume a presidência do país em 1862, o Paraguai já havia alcançado um
desenvolvimento notório. Para Solano Lopez restava por realizar ainda um antigo sonho: construir uma saída livre para o
mar. Tal objetivo só seria possível através dos rios Paraguai, Paraná e Prata, que formam a chamada Bacia do Prata.
Aos poucos, o governo de Solano Lopez foi se caracterizando como expansionista. Além de conquistar o acesso por tais
rios, era pretensão também ampliar o território paraguaio, dominando territórios vizinhos e conquistar o porto de
Montevidéu.
As causas da Guerra do Paraguai já estavam determinadas:
• insatisfação da Inglaterra com o crescimento econômico do Paraguai;
• política expansionista de Solano Lopez;
A partir daí alguns atos fizeram com que a guerra estourasse de fato. Ansioso por anexar o território do Mato Grosso e
aproveitando-se da fraca defesa oferecida pelo Brasil, Solano invadiu sem dificuldades. Iludido pela facilidade da
conquista, o líder paraguaio sentiu-se estimulado para conquistar mais território brasileiro, focando então o Rio Grande
do Sul. Para alcançar seu objetivo era preciso passar pela Argentina e assim o fez, tomando o território de Corrientes.
O estopim para a guerra se deu quando o navio brasileiro Marquês de Olinda foi apreendido pelo governo paraguaio. A
essa altura, Argentina, Brasil e Uruguai já tinham motivos suficientes para unir suas forças contra a ameaça paraguaia,
em uma guerra que havia começado no início de 1864. Então em primeiro de maio de 1865 os três países se uniram
oficialmente, com o auxílio e apoio da Inglaterra, para derrubar o Paraguai.

Consequências para o Paraguai


Após a guerra, consequências afetaram todos os envolvidos, em maior ou menos grau. Logicamente, o Paraguai,
derrotado na guerra, foi o país mais prejudicado. Ao término dos combates a população paraguaia havia sofrido uma
queda drástica em número de habitantes, por ocasião das batalhas ou em função de doenças que se espalharam. Entre os
mortos, a maior parte era de homens, deixando o país nas mãos de mulheres, crianças e idosos. Os sobreviventes se
deslocaram para a região central do país e dedicaram-se à agricultura de subsistência.
A indústria paraguaia entrou em profunda decadência, o país acabou se tornando mais um comprador dos produtos
ingleses e chegou inclusive a contrair seu primeiro empréstimo. Foi gerada uma enorme dívida com o Brasil, que só seria
perdoada em 1943 no governo de Getúlio Vargas.
Os vencedores também sofreram resquícios da guerra, embora em condições um pouco melhores. Boa parte das melhores
terras do Paraguai foi dividida entre Argentina, Brasil e Uruguai. Não houve um tratado de paz que envolvesse todos.
Consequências para o Brasil
O Brasil assinou separadamente um tratado de paz com o Paraguai, no dia 9 de janeiro de 1872. O governo brasileiro
conseguiu confirmar as fronteiras que eram reivindicadas antes da guerra começar. Mas não foi só calmaria, as despesas
geradas com a guerra representavam o dobro das receitas do Império, era inevitável cair numa crise financeira.
O país precisou tomar empréstimo com a Inglaterra em vários momentos, principalmente porque era o Brasil o grande
líder dos países que combatiam o vizinho Paraguai, sustentando a situação quase que sozinho. Na volta da guerra, com a
vitória da Tríplice Aliança garantida, o Exército Brasileiro ganhou força política sem precedentes. Tornou-se altamente
expressivo na vida nacional e colocou em discussão a permanência da escravidão. Muitos dos soldados que lutaram na
guerra eram escravos e continuaram sendo após a vitória. Os militares questionavam tal atitude do Império e
questionaram a ordem escravista até o fim do mesmo. O Exército acabou se constituindo como uma das forças para o
republicanismo.
Mas a grande vencedora da Guerra do Paraguai foi a Inglaterra. Com a derrota e o massacre da economia paraguaia, os
ingleses consolidaram a hegemonia sobre a América do Sul. O Paraguai se tornou mais um consumidor de seus produtos.
Argentina, Brasil e Uruguai aumentaram suas dívidas com a Inglaterra.
Era mauá
É compreendido como era maua o surto industrial pelo qual o brasil passou durante o segundo reinado. Com os
benefícios protecionistas criados pela tarifa Alves Branco e o capital disponível gerado pela crise do escravismo, surge a
figura do Barão de Mauá. Entre suas ações para o impulso da economia, estão: criação de estaleiros e fundições,
companhias de linhas telegráficas, ferrovias, iluminação a gás, transporte urbano, entre outros negócios. Os estaleiros e
fundições se calcavam especialmente em seu capital próprio e de investidores particulares, enquanto as obras de
infraestrutura contavam com capital estatal e estrangeiro.
No entanto a industrialização do pais não era bem vista por todos os setores sociais. A elite agraria temia o remanejo de
verba para empréstimos e concessões à indústria. Países industrializados, como a Inglaterra, temiam que o Brasil se
liberta-se de sua influencia econômica. A pressão desses dois grupos sobre o governo fez com que fosse aprovada a
Tarifa Silva Ferraz que reduziu as taxas de importação sobre máquinas, ferramentas e ferragens. Desse modo os
estaleiros e fundições de Mauá quebram por não conseguirem competir com produtos estrangeiros e o Barão vai a
falência.

Décadas de 70/80: Decadência do Império


Causas antecedentes:
• aumento da divida externa
• receio da sucessão de D Pedro II por Princesa Isabel e seu marido, que ja tinham se demonstrado inaptos ao
resolver a questão da abolição e a guerra do Paraguai, respectivamente.
• Surgimento de partidos republicanos: PR – exercito + classe media urbana (estrangeiros); PRP – elite agraria +
marinha. Ambos encontravam nas leis do Império entraves que ao desenvolvimento de seus setores. Os
estrangeiros desejavam, também, sua naturalização.
Causas Imediatas:

Questões Religiosas 1870

A constituição de 1824 estabelecia as seguintes leis: Padroado – Imperador nomearia bispos / Beneplacito: Imperador
aprova ou não o cumprimento de bullas e ordens papais.
Na europa há conflito entre a igreja católica e a maçonaria. A primeira cria então a bulla silabus que proibia católicos de
pertencerem a maçonaria.
No Brasil, nao querendo se indispor desnecessariamente com nenhum dos grupos, D Pedro II se abstêm de permitir ou
negar o cumprimento da diretriz papal.
Certos bispos mandam que padres obedecem a silabus e reencaminhem seus fies. No entanto, eles nao obecem uma vez
que nao havia lei imperial especifica que os mandasse faze-lo.
Julgada a questão, os bispos sao condenados a prisão, uma vez que ao obedecer ao papa ao invés de ordens expressas do
imperador foram contra o Padroado.
D Pedro II os anistia.

Questões Militares

O descontentamento do exercito ja vinha crescendo a muito. Provinientes da classe media urbana eles não tinham o
mesmo prestigio que oficiais da marinha, filhos de fazendeiros. Além disso, seus soldos eram baixos, as promoções
extremamente lentas e para que pudessem se pronunciar em publico deveriam sempre ter aval de seus superiores. As
ideias republicanas e filosofia positivista se alastravam rapidamente em meio as fardas.
O primeiro incidente foi com Sena Madureira que, no quartel do Rio de Janeiro, sem autorização, discursa sobre a
necessidade do aumento de soldos e monte pios. Ele é repreendido.
O segundo, com o mesmo soldado, consistiu na utilização de protocolo para recebimento de autoridades no quartel para
um jangadeiro que se negou a participar de esquema de contrabando de escravos. Sua punição desta vez foi prisão.
O terceiro foi centrado em Cunha Matos. Quando chefe do quartel soube que o saldado viria logo fazer auditoria, para
esconder seu desvio de dinheiro, começa a arquitetar a difamação de Matos. Esse se defende publicamente e é
repreendido.

Nos quarteis do Rio de Janeiro então a tensão aumenta, pois seguido a esses incidentes começam a haver boatos de que o
governo prenderia oficiais. Verdade ou nao, Marechal Deodoro da Fonseca lidera exercito no dia 15 de Novembro de
1889 e destitui o Executivo.
D Pedro II é expulso do pais.