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UNESP- Faculdade de Ciências Humanas Sociais

Docente: Edwirges Rodrigues


Discente: Júlia Andrade Nunes Queiroz - Noturno

01)
O modelo aplicado será a guarda compartilhada, porém os filhos ficarão
na cidade considerada base de moradia deles, uma vez que será a que melhor
atenderá os interesses dos filhos, conforme dito no artigo 1.583, §3.

A guarda compartilhada é o regime preferencial no ordenamento jurídico


brasileiro e independe de acordo entre o pais (CC, Art. 1.584, § 2º), mas como a
modificação da rotina das crianças, ou até mesmo a possível alternância de residência,
impactaria drasticamente na vida das menores, não é viável que as crianças troquem
de escola a cada semana, sendo esse um possível empecilho para a guarda
compartilhada.

Porém, a guarda compartilhada não é divisão igualitária do tempo de


convivência com os filhos, é, outrossim, compartilhamento de responsabilidades em
relação aos filhos. A distribuição do tempo de convívio na guarda compartilhada deve
atender ao melhor interesse dos filhos, não devendo a divisão de forma equilibrada, a
que alude o § 2° do art. 1.583 do Código Civil, representar convivência sem empecilhos
como a distância física ou repartição de tempo exatamente iguais entre os pais.

Desse modo, fatores geográficos não devem impedir a instituição desta


espécie de guarda, cujo único requisito para sua implementação é a aptidão dos pais
para o seu exercício, sob pena de se contrariar o próprio princípio do Poder Familiar
que existe para a melhor criação e proteção dos filhos, isto é, deve ser exercido não
em benefício dos pais, mas dos próprios filhos. No caso em tela, ambos os pais estão
aptos ao exercício da guarda compartilhada, mesmo que os filhos se mantenham na
cidade de origem.
02)

A parentalidade socioafetiva é uma nova concepção trazida pela ordem


civil, na qual a valorização do afeto é colocada como basilar para a constatação de
uma relação de parentesco. Posteriormente a muitos esforços de minorias sem
reconhecimento jurídico e social, o atual Código Civil reconhece três tipos de
parentescos: consanguinidade, civil e afinidade. Em relação a esta, o art. 1593 dispõe
que se devidamente comprovadas, as relações socioafetivas geram reais vínculos de
parentesco. Sendo assim, pode-se observar uma reestruturação da ordem familiar,
sendo caracterizada pela era da família moderna, pautando-se não somente na carga
genética, mas sim na cooperação, atenção, afinidade e respeito mútuo.

Experimentamos a chamada “desbiologização da parentalidade”,


apontando que a paternidade ou maternidade biológicos não são superiores aos
afetivos. Para que se elucide a configuração não convencional de filiação, se fazem
imprescindíveis dois fatores: o estado de filiação e a posse do estado de filho. O
primeiro estado trata da existência do vínculo decorrente da relação de afeto entre os
filhos e pais, ou filho e um desses. Além disso, é indivisível, indisponível e
imprescritível: não se perde pelo não exercício e trata-se de personalidade. O estado
de filiação é criação jurídica cujo objetivo é a proteção do núcleo familiar.

No mesmo sentido, a posse estado de filho valida a caracterização da


filiação socioafetiva. A fim de identificar a posse desse estado, são necessários três
requisitos: atribuição do nome dos pais ao filho, trato caracterizado por amor e
assistência, e a fama, a qual é comportamento perante a sociedade que demonstra o
vínculo existente.

Faz-se importante ressaltar que de acordo com o art. 1.610, do Código


Civil, o reconhecimento da paternidade socioafetiva é ato voluntário e irreversível,
sendo impugnado somente se houver erro ou falsidade de registro (art. 1.604, CC), ou
se for desconstituído o poder familiar (art. 1638, CC). Portanto, existindo por parte de
José para com Thales e Vitor um relacionamento duradouro de grande afeição e
proximidade, pode-se dizer que José é pai socioafetivo dos gêmeos. Ademais, os
princípios da dignidade da pessoa humana e do melhor interesse da criança devem ser
preservados pela não anulação do registro de nascimento.

3) b
4) a
5) a
6) b
7) b
8) d
9) b
10) d
11)e
12) b
13) c
14) c
15) d
16) c
17) c
18) a
19) b
20) c
21) b
22) certo
23) C
24) E
25) C
26) B
27) C
28) D
29) D
30) C
31) B
32) C
33) C
34) Certo