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UNIDADE PARCEIRA GRUPO ANDRADE MARTINS

Roderick Wilson de Araújo Chiquetti

O USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO E A CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES.

ITAUNA – MG
2018
UNIDADE PARCEIRA GRUPO ANDRADE MARTINS
Roderick Wilson de Araújo Chiquetti

O USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO E A CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES.


Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo
Científico, apresentado ao Núcleo de
Trabalhos de Conclusão de Curso do
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu do
curso de Especialização em Docência do
Ensino Superior, como requisito
obrigatório para a obtenção do grau de
especialista.

ITAUNA – MG
2018
O USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO E A CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES.

Roderick Wilson de Araújo Chiquetti

RESUMO

O presente artigo trata-se de um estudo realizado a partir de referências bibliográficas e busca elucidar
o grau de importância da capacitação de docentes para que façam uso das tecnologias disponíveis em
suas práticas pedagógicas. As rápidas mudanças tecnológicas fazem com que o perfil profissional dos
docentes ativos na prática pedagógica necessite adaptar-se para se encaixar às necessidades
vivenciadas em sala de aula, para isso, o estudo proposto traz como contribuição a importância da
capacitação desse profissional. O professor deve buscar soluções para que a introdução tecnológica
seja cada vez mais sutil e vê-las como fonte potencial de comunicação e informação, ampliando os
espaços e aparando as arestas que necessitem em relação ao aprendizado. Porém todo esse
desenvolvimento no processo de aquisição do aprendizado só é possível quando a equipe docente
está de fato capacitada. De forma breve será abordado o uso da tecnologia na modalidade EaD, como
o professor acadêmico enfrenta os desafios e repensa sobre o processo de ensino-aprendizagem
sendo ele o mediador do conhecimento.

Palavras-chave: Ambiente educacional, Capacitação, Docentes, Inovação, Tecnologia.


1 INTRODUÇÃO

O uso de novas tecnologias na educação tem aberto novos caminhos e


possibilitado interações, que dão uma nova face as questões de aprendizagem,
rompendo barreiras geográficas e temporais, criando ambientes colaborativos, férteis
a aceleração e a disponibilidade de conhecimento, o que tem tornando indispensável
para os educadores modernos vencerem os desafios da formação acadêmica
tradicional para buscar neste novo universo de aprendizagem um forte aliado e não
um entrave.
Os recursos tecnológicos exercem uma poderosa influência em nossa cultura
atual, refletem nosso modo de vida agitado, recriam nossas formas de interação com
o mundo e difundem informações a uma velocidade nunca antes vista, o que os
tornam importantes socialmente, não só em nível de acontecimentos, mas também
passam a possuir um importante papel no cenário educacional, exercendo na prática
o papel de uma segunda escola, paralela à convencional. Para Tajra(2007), os
professores devem e precisam ser capacitados, pois são peça fundamental para o
sucesso de implantação desses recursos no ambiente educacional.
Há a necessidade de que os docentes estejam capacitados para utilizarem os
recursos que as novas tecnologias trazem à prática pedagógica, buscando assim
alterar o cotidiano escolar, quebrando a rotina da aprendizagem tradicional e trazendo
novas fontes de aprendizagem, mas para tanto, depende de como o educador irá
posicioná-las no desenvolvimento de seu trabalho pedagógico. No ambiente
educacional as novas tecnologias exercem um papel importante em diferentes
setores, sendo estas um recurso indispensável, seja para o setor administrativo,
secretaria, tesouraria ou principalmente laboratórios de multimídia, como as
tradicionais salas de informática.
O presente artigo apresenta a influência da tecnologia no ambiente
educacional e importância da capacitação dos professores para o uso de novas
tecnologias, afim de que eles desenvolvam habilidades e competências para o uso de
novos instrumentos na prática pedagógica e no ambiente escolar. E tem por finalidade
mostrar que é necessário que o docente esteja familiarizado com a tecnologia afim de
utilizar a mesma como instrumento educativo, buscando melhorar a aprendizagem
dos discentes. Para a realização do presente trabalho utiliza a pesquisa bibliográfica,
que trata do estudo para conhecer as contribuições cientificas sobre o assunto tratado,
com base em livros e outras publicações que buscam analisar a presença tecnológica
no ambiente escolar.

2 A PRÁTICA PEDAGÓGICA E OS RECURSOS TECNOLÓGICOS

Existe uma enorme gama de recursos técnicos e tecnológicos a disposição


dos educadores, em especial quando relacionados ás novas tecnologias, recursos
tanto físicos como virtuais, o que leva os educadores a terem de desenvolver
tendências inovadoras no âmbito escolar, são recursos físicos como: televisores,
DVD’s, projetores, computadores, tabletes, notebooks, lousas digitais, entre outros
recursos de multimídias e recursos virtuais como: internet, blogs, e-mail, redes sociais,
ambiente virtual de ensino e aprendizagem, fóruns, entre outros tantos recursos a
disposição dos educadores na atualidades.
Cada um desses recursos requer uma habilidade de conhecimento, onde se
faz necessária a busca por novas fontes de aprendizado, o que de certa forma altera
a rotina escolar, proporcionando uma dinâmica didática muito mais flexível e aberta
ao mundo digital, saindo do tradicionalismo escolar, abordando novos métodos,
aguçando a percepção e interação tecnológica dos educadores.
Para Oliveira (2009, p. 33)

As exigências da contemporaneidade inauguram novas relações entre


trabalho, ciência, tecnologia e educação, determinando a necessidade de um
projeto educativo, com vistas à formação de diferentes profissionais,
trabalhadores e produtores de conhecimentos, cidadãos consumidores,
novos protagonistas da sociedade atual.

Nesse contexto podemos notar que a própria sociedade indica a necessidade


de adaptação tanto cultural como de novas relações entre informação e
conhecimento, o que reflete no trabalho escolar, bem como no cotidiano dos
educadores.
A realidade escolar tem mudando de maneira expressiva nas últimas
décadas, modificando e auxiliando no cotidiano escolar, trazendo mais agilidade aos
processos e procedimentos administrativos. O que antes era feito de maneira lenta e
burocrática, com devolutivas que poderiam levar muito tempo para acontecerem, hoje
exigem uma agilidade expressiva, que reflete de certa forma o imediatismo dos dias
em que vivemos, a explosão da informação e a evolução tecnológica, trazem a
agilidade para os processos e procedimentos educacionais como um todo e são
sinônimos de facilidade quando existem profissionais capacitados.
A tecnologia deveria ter um papel facilitador, é importante ressaltar, mas para
tanto, sendo necessário por parte do corpo docente a capacidade de manuseio para
manipulá-la corretamente, afim de que possam manipular a tecnologia de tal forma
que não sejam manipulados por ela.
A prática e o saber devem estar vinculados, por isso torna se necessária a
formação continuada dos profissionais da educação, com ênfase aos docentes, para
que esses possam dar embasamento e sanar as dúvidas e dificuldades que os alunos
trazem como bagagem das práticas pedagógicas e do meio ao qual estão inseridos.
O professor deve estar interessado em fazer uso dessas tecnologias, querer
de fato internalizar esse aprendizado e fazer uso eficaz do mesmo, uma vez que ela
demanda outra metodologia de ensino, saindo da zona de conforto e confrontando
com as práticas tradicionais. O repensar de sua atuação se faz necessário, buscando
fundamentos e aprimoramento para uso dessas tecnologias, sendo o professor o
instrumento e intermediador desse processo educacional.
Para Mercado (1999, p. 3)

O papel da educação é formar esse profissional e para isso, esta não se


sustenta apenas na instrução que o professor passa ao aluno, mas na
construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas
competências, como: capacidade de inovar, criar o novo a partir do
conhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, autonomia, comunicação.

3 TECNOLOGIA E INCLUSÃO

O processo educacional é favorecido pela tecnologia e a mesma contempla


democraticamente todos os seus níveis, desde a educação básica onde se inicia o
interesse em aprender por pura curiosidade, até a formação acadêmica onde permite
uma ampliação de conhecimento por parte não só do educando, mas também do
educador. A educação extravasa os espaços de sala de aula e ambiente institucional,
e se amplia partindo para uma busca ainda maior com uso das ferramentas
tecnológicas, em especial da internet que permite uma pesquisa ainda mais elaborada
e abrangente rica em detalhes, nuances, visões e contextos.
No quesito inclusão, podemos citar o crescimento do ensino a distância, onde
a inovação tecnológica contribuiu grandemente para a o fortalecimento e geração da
modalidade EaD como a conhecemos hoje, permitindo maior acesso a uma formação,
abrangendo um número ainda mais expressivo de alunos em processo de formação
acadêmica, tendo como aliado o fato de cada indivíduo poder se adaptar e aprender
ao seu tempo e no seu próprio ritmo, incentivando a construção de um conhecimento
direcionado, mas ao mesmo tempo auto didático.
SASSAKI (2015, p.2) diz que:

A tecnologia EaD no ambiente escolar traz benefícios tanto para os


estudantes, que podem buscar por conhecimentos mais facilmente, quanto
para as instituições de ensino, que podem embasar suas decisões
pedagógicas em dados. Essa é uma das quatro praticas identificadas nas
instituições de ensino que mesmo em condições adversas, conseguem
garantir o aprendizado dos alunos. As avaliações frequentes e o
acompanhamento continuo dos alunos entregam as escolas uma grande
base de dados sobre o aprendizado, o uso dessas informações para planejar,
desenhar e implementar ações pedagógicas é outra característica comum as
escolas de sucesso. A tecnologia, nesse caso pode ajudar a conseguir esses
dados de uma maneira muito mais simples, clara e profunda, tanto por meio
de avaliações de grande porte quanto no controle das tarefas do dia a dia.

Para que a modalidade EaD tenha êxito depende da formação adequada dos
professores, programas bem elaborados, uso correto dos equipamentos tecnológicos
disponíveis tanto virtual como físico, sendo um entrave a falta de domínio ou o domínio
insuficiente para manuseio do mesmo. Ainda nesse contexto, existem professores que
se sentem intimidados frente a inovação tecnológica, pois sua capacitação foi a mais
tradicional possível, não se adaptando a atualidade das informações, portanto, não
basta que a instituição e os professores tenham equipamentos e recursos disponíveis,
é preciso ir além, buscar entendimento e usá-lo em prol da educação.
SASSAKI (2015, p.2) diz que:
É claro que, sozinha a tecnologia não basta. O sucesso depende da
qualificação do corpo docente para tirar dela o melhor proveito. Mas o acesso
faz diferença. Um estudo conduzido pela UFRS, feito em escolas públicas e
privadas de ensino médio nos resultados do ENEM, concluiu que as escolas
com melhor desempenho geral no exame, foram aquelas que mais
incentivam o uso da tecnologia em atividades educacionais e que oferecem
recursos para se aproximar dos alunos.

Falando dessa modalidade (EaD) levanta-se a questão de qual é a exigência


profissional para atender esse processo de ensino, o professor precisa ter o domínio
não apenas da disciplina e conteúdo, mas tecnológico também, colocando a
disposição do conhecimento e criando uma nova cultura de desenvolvimento ao aluno.

4 DOCENTES ACADÊMICOS E OS DESAFIOS DA TECNOLOGIA

O papel do professor é dar suporte e sentido ao uso da tecnologia sendo ela


um potencial para o enriquecimento do currículo, melhorando significativamente a
qualidade do ensino.
As atuais instituições de ensino vêm grandemente investindo em professores
capacitados para trabalharem com recursos tecnológicos, assim, a necessidade de
investir em treinamentos aumenta em grande escala, a fim de se qualificarem de
maneira que acompanhe a evolução tecnológica.
A diferença do aluno acadêmico para o aluno da educação fundamental é que
a bagagem trazida por ele é bem maior, já tendo criado uma conscientização do uso
dos recursos disponíveis, em sua maioria esses universitários já atuam em seu
cotidiano com a tecnologia e em muitos casos lidam com a tecnologia de ponta, até
mesmo em seu ambiente profissional.
Na universidade o educar é visto como elevação do nível de conhecimento
para que se tornem capacitados para atuarem na área escolhida, neste contexto
podemos dizer que esse processo requer uma preparação técnica, científica e social.
O professor deixa de ser o centro da aprendizagem e passa ter o papel de
mediador, facilitador, orientador das novas formas de aprendizagem, pois a tecnologia
abre um grande campo para buscas eficazes das informações e com isso o papel do
professor e seu método de ensino precisam ser repensados.
O professor acadêmico é o que espelha o aluno em sua formação, é um
referencial, trazendo meios para a compreensão das informações. Ambos devem
pensar que a prática é o meio de transformação profissional enquanto a teoria é o
embasamento para a utilização dos recursos oferecidos.
O educador tem a tarefa de se capacitar para estar apto em despertar no aluno
acadêmico o desejo da busca por novos recursos tecnológicos, se atualizar sempre
para que se mantenha no mercado de trabalho, nas universidades a tecnologia auxilia
no processo ensino-aprendizagem desde que o professor tenha enfoque em usufruir
e compartilhar o saber que adquiriu das novas tecnologias.
BIZ (2006, p. 11) diz que:

Para concretizar projetos de mudanças, a Universidade não pode perder a


capacidade de questionar, investigar, incomodar e de criar soluções para os
novos desafios de ordem tecnológica e social, Isso representa a necessidade
da adoção de um valor: o pluralismo de ideias, acompanhado de
universalismo, solidariedade, ética e excelência. É certo que sem pluralismo
não existe o cultivo do espírito crítico.

É importante que os professores compreendam a exigência do uso da


tecnologia, uma vez que ela fará cada vez mais parte do processo educacional e
social, é necessário rever não só o método de ensino, mas pôr em prática e se colocar
em estado permanente de pesquisas, buscas pelo novo, aprendizado e formação
continuada.
A sociedade caminha em uma busca constante pela inovação, se remodela
de acordo com suas necessidades, visto dessa forma, entende-se que em alguns
momentos o uso da tecnologia se torna uma imposição e que é preciso vencer os
desafios impostos bem como os próprios receios.
O educador tem a mesma necessidade de transformação que a sociedade,
usar as ferramentas tecnológicas a favor da aprendizagem e como complemento da
construção do saber. O professor deve adotar uma postura onde passe pelo processo
ensino aprendizagem, ampliando sua bagagem de ensino e sendo mediador da
mesma, facilitando a compreensão do acadêmico, transformando seu conhecimento
em prática.
As instituições de ensino devem dar suporte tanto físico, na aquisição dos
equipamentos, como o da capacitação dos seus docentes. E o futuro docente precisa
ser preparado para encarar essa realidade, a sua formação acadêmica deve
contemplar esses meios de informação, tecnologias inovações, assim esse
profissional será capacitado para trabalhar dinamicamente e sua formação continuada
acontecerá de maneira mais tranquila e eficaz, frente as exigências educacionais
O uso das tecnologias reconfigura a exigência profissional e a forma como é
organizada, trazendo as transformações tanto no âmbito social como no meio
acadêmico, sendo assim, as preocupações com os limites para a aquisição da
aprendizagem ficam menos evidenciadas, porque junto com a expansão tecnológica
veio a quebra das fronteiras no espaço geográfico e espaço e tempo, possibilitando a
integração e trazendo um contexto atualizado para sala de aula.
O professor, comprometido com a educação e seus processos, repensa seu
fazer pedagógico e se atualiza constantemente, fortalecendo o trabalho educacional,
não deixando de lado os antigos paradigmas, somando as novas práticas e novos
conceitos.
É preciso que se direcione e oriente o aluno quanto as buscas de informação
e como filtra-las de maneira útil e norteá-los nas atividades propostas.
A mentalidade de mudança não deve ficar só na teoria, sua trajetória
profissional precisa, assim como a tecnologia, permanecer em constante atualização
obtendo preparo para as novas demandas e novos alunos que são individualmente
únicos.
O desafio é a não resistência daquilo que já se tem formado, aceitar a nova
geração e as mudanças que a acompanham, não é necessário abrir mão do modo em
que se ensina, mas é preciso ajustar as propostas e possibilitar que o aluno
experimente novos conhecimentos juntamente com a prática.
Quando o professor é mediador do processo, cria-se uma relação de parceria
e o ensino-aprendizagem acontece em uma construção coletiva, transformando e
impulsionando o aluno em sua autonomia.
A aula que ainda permanece nos métodos tradicionais se torna
desinteressante para o aluno, ele sente a necessidade de interagir, se incluir naquilo
que está sendo abordado, propiciando novos métodos de ensino e oferecendo uma
abordagem significativa.
Não se pode negar a importância tecnológica na atualidade, ela conecta
pessoas, traz de maneira global informações instantâneas, abre leques enormes de
conhecimento e permite que sejam compartilhados, a instituição de ensino colabora
para isso quando garante o acesso tecnológico tanto ao professo quanto ao aluno.
FERREIRA (2014 P.15) diz que:

Essas novas tecnologias trouxeram grande impacto sobre a Educação,


criando novas formas de aprendizado, disseminação do conhecimento e
especialmente, novas relações entre professor e aluno. Existe hoje grade
preocupação com a melhoria da escola, expressa, sobre tudo, nos resultados
de aprendizagem dos seus alunos.

O universo tecnológico é a grande preocupação de muitos docentes, pois


acabam deixando a falta de formação e informação afetarem a sua maneira de
ensinar, por tanto, é competência da intuição de ensino o incentivo ao professor na
formação continuada, na adaptação ao novo processo de ensino, quando o professor
e a escola compreendem o seu papel, conseguem determinar o melhor caminho a ser
traçado, colaboram com a sociedade em termos de avanços educacionais, formam
profissionais capacitados e interessados em atuar em sua área de escolha.
Frente as transformações tecnológicas, pede-se cada vez mais mudanças no
modo de ensino, o campo educacional busca ferramentas que auxiliem nas propostas
e facilitem o entendimento do mundo digital.
Na formação continuada encontram-se formas de modificar de maneira
significativa o processo de ensino e aprendizagem, trazendo para sala de aula um
ambiente inovador e motivador.
O professor universitário precisa ser mediador, capaz de organizar situações
problemas, ter conhecimentos técnicos, domínio para trabalhar em equipe, usar as
tecnologias oferecidas para auxiliar o desenvolvimento de competências, driblar as
dificuldades éticas e ser aberto a debates mediando os mesmos.
De fato é preciso se atualizar constantemente e isso é possível com ações
interdisciplinares, seminários, cursos voltado para a área tecnológica e suas
complexidades, atividades de fixação, reuniões pedagógicas oferecidas pela
instituição de ensino, oficinas, simpósios e outros meios que ofereçam a capacitação
adequada para que o docente se sinta preparado ao enfrentar os desafios diários da
sala de aula.
Uma vez que o professor tem a consciência do seu papel na sociedade e na
vida do aluno, ele identifica a necessidade de mudança e adaptações em suas praticas
educacionais, pois é necessário que compreenda a complexidade do conhecimento e
o que pretende atingir.
Seu trabalho em sala de aula deve produzir um efeito de reflexão,
transformação e proporcionar aos acadêmicos um processo formativo que tenha
sentido e objetivo tanto social como profissional, tornando-os aptos ao mercado de
trabalho e as exigências que lhes são feitas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A tecnologia, está e permanecerá em constante evolução, e a cada dia a nós


professores, são lançados novos desafios e novas ferramentas que nos auxiliam
enquanto docentes e cabe a cada profissional no ambiente educacional apropriar se
dos benefícios que a mesma nos traz, buscando se manter aberto as inovações e em
constante atualização.
O envolvimento coletivo de toda equipe pedagógica é essencial e primordial
para que o aprendizado aconteça de maneira ampla e afim de que a educação ganhe
forças, na assim chamada “sociedade da informação”. A criatividade de cada
educador associada a uma boa capacitação técnico pedagógica, faz com que essas
mudanças tecnológicas sejam ainda mais significativas na vida acadêmica e
profissional dos educandos.
É preciso que o docente invista em atividades que explorem de maneira
expressiva as tecnologias e recursos disponíveis, estimulando a autonomia dos
discentes, pois diante da desenfreada evolução tecnológica, precisamos cada vez
mais de maneira autônoma saber como buscar novas fontes de conhecimento, mais
ainda, precisamos saber filtrar boas fontes de conhecimento e informação, pois
mesmo após a formação é preciso saber como se reciclar para manter se atualizado,
afim de desenvolver a capacidade de aprimoramento e construção de conhecimento
próprio, de forma autônoma e auto critica.
Sendo a tecnologia vista como ferramenta facilitadora no processo de ensino-
aprendizagem é de extrema importância a capacitação do professor de forma continua
e que o mesmo se aproprie das ferramentas da era digital e as façam suas aliadas,
sendo imperativo a busca ativa por deste aperfeiçoamento pelo profissional da
educação, bem como o amplo apoio das instituições de ensino como facilitadoras
neste processo.
REFERÊNCIAS

DINIZ, Melissa. Formação para trabalhar com tecnologia: o grande desafio de


quem ensina. Publicado em dezembro de 2009. Disponível em:
https://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/o-grande-desafio-
dequem-ensina-519559.shtml. Acesso em 30 de outubro de 2018

DORNELLES, Beatriz, BIZ, Osvaldo. Jornalismo solidário. Porto Alegre: GCI, 2016

FERREIRA, Bruna Milene. Ofício do professor universitário: o ethos do mestre.


Revista Acadêmica UNIFAN, Aparecida de Goiânia, ano 3, n. 4, p. 203-221, 2006.

LITWIN, Edith. Tecnologia educacional: política, história e propostas. Porto Alegre:


Artes Médicas, 1997

MERCADO, L. P. L. Formação continuada de professores e novas tecnologias.


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NÓVOA, A. Formação contínua de professores: realidades e perspectivas. Aveiro,


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OLIVEIRA, Andréa Hermínia de Aguiar. Tecnologia e trabalho intelectual docente


na universidade. Guarapari,-ES: ExLibris, 2009.

POCHO, Cláudia Lopes. Tecnologia educacional: descubra suas possibilidades na


sala de aula. 2ª edição. Petrópolis: Vozes, 2004.

SASSAKI, Claudio. Como a tecnologia pode ajudar a promover a inclusão social.


Publicado em agosto de 2015. Disponível em:
https://novaescola.org.br/conteudo/4643/como-a-tecnologia-pode-ajudar-a-
promover-a-inclusão-social. Acesso em 30 de outubro de 2018

TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na educação: novas ferramentas para o


professor na atualidade. 7ª ed. São Paulo: Érica, 2007.