Prof.

Luiz Paulo Neves

Metodologia Científica
Segurança do Trabalho

LUIS PAULO NEVES

Metodologia do Trabalho Científico
Fundamentos metodológicos e normas para apresentação de trabalhos acadêmicos
Ensino a Distância — E a D

Revisão 07/2008

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
1 2 3 4 5 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 6 7 7.1 8 9 10 10.1 10.2 10.3 10.4 10.5 11 1 2 5 7 9 12 12 12 12 13 13 13 14 15 15 20 23 24 24 25 26 27 28

DEFINIÇÃO O CONHECIMENTO A CIÊNCIA A PESQUISA CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
PESQUISA PRELIMINAR PESQUISA TEÓRICA PESQUISA APLICADA PESQUISA DE CAMPO FASES DA PESQUISA COLETA DE DADOS

ANTEPROJETO DE PESQUISA PROJETO DE PESQUISA
PARTES DO PROJETO DE PESQUISA

NOÇÕES DE TEXTUALIDADE CONCEITUAÇÃO DE TRABALHOS MONOGRÁFICOS PRODUÇÃO DO TRABALHO MONOGRÁFICO
DETERMINAÇÃO DO TEMA-PROBLEMA DO TRABALHO LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO LEITURA E DOCUMENTAÇÃO A CONSTRUÇÃO LÓGICA DO TRABALHO DISSERTATIVO A REDAÇÃO DO TRABALHO

ELEMENTOS E ESTRUTURA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO, MONOGRAFIA, DISSERTAÇÃO E TESE
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

29 30 30 30 30 31

11.1 11.1.1 11.1.2 11.1.3

Capa Lombada Folha de rosto

11.1.3.1 Modelos de notas explicativas para Folha de Rosto

4.3.2 13.8 11.1.1 11.4 11.2 11.1.1.3 11.1.1 13. lista de abreviaturas e símbolos Sumário ELEMENTOS TEXTUAIS ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 32 32 32 33 33 34 35 36 36 36 36 37 37 37 37 40 40 40 40 42 43 44 44 44 45 45 45 47 47 Referência Glossário (opcional) Apêndices (opcional) Anexos Índice (opcional) REGRAS DE APRESENTAÇÃO Formato ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO CITAÇÕES Sistema numérico Sistema autor-data Citação direta ou textual Citação indireta NORMAS PARA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS – ABNT ELEMENTOS ESSENCIAIS ELEMENTOS COMPLEMENTARES LOCALIZAÇÃO MODELOS DE REFERÊNCIAS Monografia no todo Monografia considerada em parte Dissertações e teses .3 Errata Folha de aprovação Dedicatória.1 12 12.5 11. agradecimento e epígrafe Resumo Lista de ilustrações.9 11.1.1 12. lista de tabelas.3.5 11.6 11.1.1.1 12.4.3 11.3 12.4.2 13.2 12.4 11.3.2 11.4 13 13.3.7 11.11.1.1.1.3.3 13.1 13.4 13.4 11.4.

4.1 RELATÓRIOS Relatório técnico-científico Relatório de estágio ARTIGOS CIENTÍFICOS O que pode ser conteúdo de um artigo? Estrutura COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA PAINEL Estrutura REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO A .3 14.1 14.4.2.4.1. filmes.4.2.1 14. etc.2 14.4.4.2.2 Resumo em artigos científicos 14.4 Eventos (congressos.1 14.3 14.4 Publicações periódicas 48 48 48 49 49 50 51 51 51 52 52 52 53 53 53 53 54 54 55 57 57 58 58 59 59 59 62 65 65 66 13.5 13.2 14.6 14.4.4.) Vídeos.CAPA ANEXO B – FOLHA DE ROSTO .13.1 Publicações periódicas como todo 13.1 14.4.2.2 14.6.7 14 14.3.2.2. simpósios. fitas de vídeo Documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico OUTROS TRABALHOS: CONCEITUAÇÃO E ESTRUTURA RESENHA Tipos de resenhas Estrutura de uma resenha RESUMO Definição Tipos de resumo científico Redação do resumo Modelos 14.2 Parte de publicações periódicas 13.4 14.3.2 14.2 14. DVD’s. seminários.4.6 13.5 14.2.1 Resumo em monografias 14.1.4.1 14.

é oferecida ao aluno a relação da referência consultada e outras que podem ajudá-lo a aprofundar os conteúdos aqui apresentados. bem como os que descrevem a normalização e padronização para referência e apresentação dos trabalhos acadêmicos. desejamos bom trabalho. Contém conteúdos referentes à fundamentação e aplicação da Metodologia Científica. Luís Paulo Neves .1 APRESENTAÇÃO Este manual pretende oferecer ao aluno subsídios para os diversos aspectos e elementos característicos do trabalho acadêmico e científico. O fundamental em uma disciplina como essa é a compreensão dos diversos instrumentos que propiciam o trabalho de pesquisa e o entendimento dos mecanismos de referência das produções acadêmicas decorrentes dessa pesquisa. quando precisam dos ensinamentos da Metodologia Científica. empenho e muito estudo. mas compreendê-los e saber consultá-los para bem utilizá-los. Como se trata de um curso de Educação a Distância. pois é através dessas ferramentas que podemos nos empenhar na construção do conhecimento e na sua divulgação e partilha para os demais interessados. a pesquisa e o aprofundamento de forma independente. Esta é uma disciplina que tem por objetivo oferecer instrumentos para o trabalho de estudo e pesquisa. Além disso. De um bom profissional esperase que tenha bom domínio das suas ferramentas de trabalho. Com a esperança de que esse objetivo tenha sido atingido com a apresentação deste material. Nesse sentido. é de fundamental importância. é que se ressentem por não ter dado o devido valor e ter aprendido os instrumentos necessários para uma desenvolver bem suas atividades acadêmicas e profissionais. o critério para seleção e apresentação dos conteúdos foi o de possibilitar ao aluno a consulta. buscou-se uma linguagem adequada e uma estrutura que facilitasse o uso e a assimilação desses conteúdos. Em outras palavras. Decorre então que muitos não se dedicam a ela como deveriam. É o propósito deste manual. Prof. De posse dessa compreensão e entendimento. os alunos não dão a devida importância a essa disciplina. é preciso reconhecer que ela é árdua e exigente. Ms. Ao final. Em geral. Nesse sentido. Só depois. não se pede decorar esses conteúdos. torna-se fácil a consulta e a utilização desse manual.

o que é? Trata-se de uma palavra grega que. para se preparar um café. é o melhor modo de fazer. a crítica e a avaliação sempre estão presentes. A menos que algo dê errado ou que tenhamos um objetivo muito específico. modos. o aprendizado dos diversos métodos e possibilidades para bem conduzir a pesquisa e alcançar os resultados pretendidos. Porque ao fazermos uma pesquisa e construirmos conhecimento. Além disso. sua fecundidade na resolução de problemas. eficácia. São métodos que já mostraram seu valor. . rapidez. nessas e em outras atividades. método quer significar caminho através do qual é possível atingir um dado objetivo. por isso muitos métodos e procedimentos foram abandonados e substituídos por outros melhores. Nesse sentido. Neste caso. proposto de antemão. E método. caminhos para se chegar a um dado lugar. vias. um determinado fim. b) hodos = caminho. A essa definição devemos ainda acrescentar que método contrapõe-se ao acaso e à sorte. pode ser assim dividida: a) meta = através de. como também são explícitas as razões pelas quais tais regras são adotadas. para tratar de um assunto delicado e mesmo para divertir-se. etimologicamente. DEFINIÇÃO Mas afinal o que é Metodologia Científica? A palavra metodologia vem de método: o estudo e a pesquisa acerca dos métodos para as diferentes formas de trabalho científico. o leitor já percebeu que sempre se utiliza de métodos nas mais variadas atividades do seu dia-a-dia. Não é apenas um caminho. O que acontece é que nem sempre nos perguntamos se essa forma de proceder. mas um caminho que pode abrir outros que melhor possibilitem alcançar os objetivos buscados ou mesmo objetivos não propostos. um termo. Em outras palavras. todos seguimos modos. pois possui uma ordem manifesta num conjunto de regras que são explícitas. E isso por que há meios. Tais regras ou normas oferecem garantias de facilidade.2 1. não paramos para avaliar o como fazemos o que fazemos. E é justamente nesse ponto que entra a Metodologia Científica. para apresentar e discutir o como fazer. caminhos consagrados pela experiência de todos os que nos antecederam.

agora. fotografias. hábitos como. Enfim. Quando falamos de números matemáticos. até pouco tempo era comum a extração de dentes. um estudo é científico quando atende alguns quesitos. Além disso. por exemplo. Porém – e me permito utilizar o próprio exemplo de Umberto Eco (1977. terei então de apresentar provas cabíveis dessa tese que quero defender: fósseis. Então o que propriamente significa científico no caso da metodologia? Segundo Umberto Eco (1977). onde e em que momento ele costuma beber água etc. Em sentido geral. ou então aventarei a hipótese de que tal criatura venha existir num mundo possível e deixar bem clara essa condição hipotética e os limites que ela impõe. Porém há muitas formas de produção de conhecimento que cabem nesse qualificativo de ciência. alcançar os resultados buscados e publicá-los. uma compilação das opiniões e afirmações já ditas acerca de um dado objeto de estudo. que na área de astronomia e na de literatura. 21) – se me proponho a estudar centauros eu devo torná-lo identificável. se pretendo afirmar que centauros existem. a grega). e muito útil. não se trata de objetos palpáveis mas perfeitamente reconhecíveis por qualquer pessoa. termos de economia – como a inflação –. São métodos muito diferentes. trata-se do aprendizado das diversas formas de se fazer uma pesquisa. Tudo o que for possível fazer para recuperar um dente é feito antes de adotar um procedimento mais radical. E o mesmo poderíamos dizer de outras áreas de conhecimento. Percebe-se então que a última alternativa não é cientificamente válida para centauros. E aqui entramos em outro ponto: o que significa dizer que a metodologia é científica? Também nesse momento o leitor pode se adiantar e dizer que é por se tratar de fazer ciência. torná-los conhecidos. dos instrumentos que irão embasar a prática dessas e de outras áreas de conhecimento. e de questões morais. Ou seja. deve tratar de um objeto reconhecível e definido de tal maneira que possa ser reconhecido por outros. podemos dizer que sim. Não é a mesma coisa uma pesquisa na área de medicina. Também é cientificamente válida. Hoje esse procedimento só é utilizado em último caso. p. Uma possibilidade é dizer em qual literatura mitológica estarei me baseando (neste caso. . estamos falando de metodologia científica. Em outras palavras. Um segundo quesito implica dizer do objeto de estudo algo que ainda não foi dito ou rever sob uma ótica diferente o que já se disse. Claro que não se trata apenas de algo físico. pois só assim serão válidos. deverei apresentar todos os dados necessários para que meu objeto de pesquisa possa ser identificado por outros pesquisadores.3 Por exemplo. Em primeiro lugar.

. e isso deve acontecer já na graduação. Ou seja. a pesquisa deve fornecer elementos para a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas. reservados a uns poucos ditos iniciados. Nesse sentido. são contrários à postura científica conhecimentos fechados. partilhados e questionados. tornar o objeto de estudo reconhecível e passível de verificação pelos demais. além do rigor. não há problema em não produzir algo que seja diferente do que já foi dito. Mesmo por que ele está aprendendo a estudar com mais eficiência e a fazer pesquisa. e o será se os trabalhos científicos posteriores sobre o mesmo tema tiverem de levá-lo em conta.4 É claro que durante o curso de graduação não se espera que o aluno diga algo absolutamente original. ordenados com o intuito de atingir determinados fins que dizem respeito à nossa busca por conhecimentos válidos. Aos poucos. Deve-se. Com isso esclarecemos o que significa qualificar um método de científico. Nesse sentido. quarto quesito. sistematizados. o aluno irá se interessar por uma dada área de pesquisa e irá então começar a produzir um conhecimento próprio. E por fim. devo proceder de forma a permitir que outros continuem a pesquisa. para contestá-la ou confirmá-la. Começará então a estar apto para oferecer uma contribuição original. 22) afirma que a pesquisa deve ser útil aos demais. Trata-se de caminhos rigorosos. Espera-se dele que demonstre o aprendizado das habilidades requeridas para sua área de estudos. p. Um terceiro quesito apresentado por Eco (1977. saberes obscuros que não possam ser divulgados.

Por exemplo. com a garantia das condições para a existência. relacionamos umas com as outras e delas extraímos informações relevantes para nossa vida. com rigor cada vez maior. Todo ser humano tem então saberes. como alguém que aprende um ofício. se além disso. Sendo assim. o ser humano sabe coisas. Mas como outras palavras familiares. Como os demais animais. Mas. Logo. eficaz e eficiente. como podemos defini-lo? A palavra “conhecimento” é bastante conhecida. com o intuito de garantir sua sobrevivência e de resolver as pequenas tarefas necessárias para o seu viver. fruto da sua capacidade para conhecer. O conhecimento ensinado pelas diferentes . esse conhecimento for buscado de forma mais sistematizada. qualquer que seja o nível do relacionamento. podemos afirmar que o conhecimento se dá quando vamos além das experiências vividas e pensamos sobre elas. Um lavrador adquiriu conhecimentos que o capacitam para cultivar a terra. de forma a garantir-lhe o crescimento.5 2. como acontece em nossa vida diária. É preciso destacar que esse processo de conhecimento pode se dar de forma espontânea. ou de forma mais organizada. O CONHECIMENTO Esta palavra já apareceu diversas vezes neste texto: métodos são caminhos buscados para alcançar conhecimentos de forma objetiva. Ao longo de sua experiência de vida. seja em outras questões que dizem respeito ao bem-estar. saberes de que necessitamos para viver melhor. Tentemos então aprofundá-la. com métodos específicos e mais eficientes. A própria busca de conhecimentos nos torna mais aptos para conhecer e para melhor utilizá-los. então temos um tipo de conhecimento que denominamos de científico. vai adquirindo uma série de saberes que utiliza em seu dia-a-dia. Da mesma forma. todos aprendemos a buscar conhecimentos e a utilizá-los conforme deles necessitamos. nem sempre temos dela uma noção mais apropriada. Mas e o conhecimento. também se aprende com a experiência a se relacionar com os demais. Percebe-se então que conhecimento está estreitamente relacionado com a vida. seja nos seus aspectos materiais. uma mãe aprendeu como cuidar de uma criança.

das crenças e tradições. É costume denominar de senso comum a isso que aqui foi chamado de conhecimento geral. essa busca de conhecimento inerente a todo ser humano. Porém não deve ser visto como algo desqualificado de valor. Até aqui falamos de conhecimento em geral e de conhecimento científico. Qualquer pessoa que vai a uma feira fazer compras possui conhecimentos e habilidades que a capacitam para analisar e selecionar os produtos. muitas vezes incoerentes. Ao contrário. bem como para fazer contas e escolher o que vai levar e o que vai deixar de comprar. na maioria das vezes o conhecimento cotidiano se dá de forma espontânea. do hábito. O que acontece é que o conhecimento científico busca métodos e sistematicidade que superem dificuldades e preconceitos na busca de conhecimentos objetivamente válidos. . quando desconsidera opiniões divergentes. da imaginação. sem o rigor e o controle que se busca na produção de conhecimentos científicos. ao mesmo tempo em que nos dá condições de operar sobre ele. ou seja. Como interpretação do mundo. Às vezes se torna fonte de preconceitos. Nem sempre no dia-a-dia fazemos isso. com o intuito de atingir os objetivos específicos de uma dada área de conhecimento. mas que também é fruto dos sentidos. o senso comum nos orienta na busca do sentido da existência. Pode-se afirmar então que o conhecimento científico vai além do senso comum e o acomoda às suas investigações. com o objetivo de organizar e garantir sua subsistência.6 graduações são formas de conhecimento científico. Mesmo sendo racional. com métodos e práticas próprias. O senso comum é um tipo de conhecimento que resulta do uso espontâneo da razão. É um erro sobreestimar o conhecimento científico em detrimento do chamado senso comum. Por se tratar de um conjunto de concepções fragmentadas. da memória. condiciona a aceitação mecânica e passiva de valores não-questionados e se impõe sem críticas ao grupo social. dos desejos. nem sempre o senso comum faz uso refletido da razão.

se no início buscava-se a essência do ser humano. passou a fundamentar-se mais na sua capacidade racional de compreensão do que nas suas crenças. Só depois foi focando-se em questões e problemas que traziam a característica de serem investigados empiricamente. depois essa questão passou a ser vista como metafísica. A CIÊNCIA O que hoje se conhece com o trabalho das diferentes ciências é fruto dos esforços de vários pensadores ao longo da história da humanidade. as religiões determinavam a forma como eram compreendidos os fenômenos da vida. mas muito influenciou o modo de ver de várias gerações de entusiastas da ciência e ainda o faz até hoje. veremos que na antiguidade os seres humanos eram marcados pelas diferentes experiências religiosas. Dessa forma. Num primeiro momento conciliando conhecimentos racionais e os oriundos de suas crenças religiosas e. determinando as formas de relação e organização social. as primeiras respostas que conseguiu elaborar eram ainda muito pautadas pelas questões de origem religiosa. Se lançarmos um olhar para o passado. depois. Não que isso não ocorra agora. Isso ainda acontece hoje. mas de um modo menos marcante. Pode parecer um tanto simplista. Auguste Comte. No passado. Em seguida. Mesmo assim. por uma série de motivos que não cabe aqui discutir.7 3. especulações que não encontram seu fundamento na experiência sensível. Nesse sentido. no que nossos órgãos dos sentidos podem comprovar empiricamente. E esse é o paradigma que ainda hoje fundamenta a prática científica. ao discutir essas questões propôs uma curiosa interpretação do desenvolvimento da racionalidade humana. dada a pluralidade cultural em que vivemos hoje. eram oferecidas explicações para o porquê dos acontecimentos e até mesmo acerca da origem do ser humano e do próprio universo. Ou seja. pautando-se cada vez mais pelas respostas que conseguia obter apenas pelo uso de suas faculdades racionais. . o ser humano. grande pensador do Século XIX. mas era uma experiência que extrapolava o âmbito das necessidades subjetivas.

2001. sendo estas as dotadas de maior objetividade e validade. Com isso a humanidade teria atingido o ponto mais alto de sua capacidade de conhecer. às vezes. passamos a crer apenas naquilo que vemos e tocamos e já não estamos tão dispostos a prestar nossa adesão a qualquer doutrina que se coloque como verdadeira. No estado religioso. real. Isso já foi bastante questionado e discutido mas sua influência. . por ter chegado ao desenvolvimento do conhecimento científico que o século XIX conheceu. ainda se faz notar. E por fim. 609) propõe que se pode entender a história da humanidade como dividida em três estágios ou estados: o estado religioso. o metafísico e o positivo. Da mesma forma. decisivo. p. Em seguida a humanidade passou para o estado metafísico. Comte os compara às fases pelas quais passa o ser humano. essências do mundo e forças metafísicas que interfeririam na realidade das coisas. Comte (MORA. Comte as viu como um estágio anterior de desenvolvimento. essa visão predominou na história do conhecimento e deu origem à distinção entre ciências humanas e ciências naturais. algo afirmativo. apenas por curiosidade. em que as explicações religiosas foram substituídas por explicações racionais que se propunham buscar a essência das coisas. baseando-se em forças e/ou elementos invisíveis que responderiam pela ordem de tudo que existe.8 Para fundamentar seu pensamento. Concordando ou não com Comte. Na primeira fase da nossa vida somos marcados pela religião. Precisamos avaliar sua relevância. No caso do Brasil. predominaram instituições e formas de organização e explicação religiosas. a humanidade teria atingido um estado maior de maturidade e entrado na fase do estado positivo. cujos adeptos participaram intensamente da Proclamação da República. a influência do Positivismo de Comte foi tão grande no final do século XIX. Na adolescência e juventude passamos a acreditar em formas ocultas e/ou de energias. a humanidade passou também por essas três fases. na idade adulta. certo. que o lema positivista foi estampado na bandeira brasileira: ordem e progresso. uma fase necessária para que a humanidade pudesse crescer na sua busca por conhecimento. Todas as outras especulações religiosas e filosóficas. Positivo pode-se ser entendido como o que não admite dúvidas. acreditamos em deus e pautamos nossa conduta por aquilo que nos ensina a doutrina religiosa. Por fim. o que se baseia em fatos e na experiência.

Mas como assim? Não há garantias ou confiabilidade no que o conhecimento científico pode produzir? Bem. A tal ponto que extrapolamos o que os métodos científicos podem nos oferecer quanto a certezas e garantias. a questão é mais complexa. o fim de um relacionamento e por que o arroz saiu grudado. E fizemos isso de tal modo que deixamos a verdade religiosa mas em seu lugar colocamos a verdade científica. Resultado disso é aquela famosa pergunta: isso é científico? Se a resposta for afirmativa. pois é algo que pode ser controlado. revisado e.. Em ciência é fundamental! Algo que costuma passar despercebido é que atribuímos demasiada confiança ao que as ciências são capazes de nos ensinar. Trata-se daquela investigação que empreendemos em busca de uma resposta. A PESQUISA Mas tudo isso que até agora foi discutido diz respeito a uma única atividade: a pesquisa. então nos tranqüilizamos. ou numa revista. como se fosse um sacerdote transmitindo a verdade de um deus? Parece-me que a ciência não é bem isso! A ciência tem um método rigoroso e sistemático que lhe garante confiabilidade. de organização social. de relacionamento. nos possibilite tomar decisões de forma mais segura. Pesquisa todos fazemos sempre que temos uma problema para resolver: seja uma pesquisa de preço. de relação com a natureza etc. Isso corresponde ao que é a ciência? Ou será que corresponde mais ao modelo de colocar alguém num programa de televisão. E o fizemos de forma tão dogmática que passamos a nos apoiar religiosamente no conhecimento científico. Enfim. questionado. de uma compreensão que nos traga luz. Depois de termos abandonado as respostas religiosas e filosóficas de explicação do mundo. do mais banal ao mais importante. controle. entender os porquês de determinada situação. . O que acontece é que se atribui à ciência algo que não lhe cabe. repetido.. conforto. se não houver contradições. nos agarramos à ciência como a única capaz de nos ajudar a resolver nossos problemas de saúde.9 4. Ou seja. para opinar “cientificamente” sobre alguma coisa. ficamos confiantes e seguros. os sintomas de uma doença.

foi confirmada empiricamente. Tanto é assim que constantemente estamos revendo o que já sabemos. Só podemos discuti-las a partir dos parâmetros de nossa capacidade racional. Porém. Mas dúvidas é o que não falta nas discussões da ciência. se o conceito de verdade da ciência não pode ser entendido de forma absoluta. isso significa que uma dada concepção de mundo. aquele . hoje não é assim considerado. não seria mais preciso fazer pesquisas. ou seja. Devemos então ser muito mais modestos quanto à nossa capacidade para conhecer. para disso retirar proveito em favor do nosso conforto e melhor sobrevivência. Além de que muitos procedimentos adotados no passado foram abandonados por outros melhores. permitem que se façam explicações e previsões – ainda que com toda a provisoriedade que lhes é inerente. Deve-se formar também o pesquisador. buscamos meios eficazes para tentar controlar os acontecimentos e prevê-los. o que se propõe então com o trabalho científico? A ciência de fato não pretende provar que as coisas sejam da forma como cientificamente afirmamos. significa que se as coisas não forem exatamente daquele jeito. Esse é o sentido de todo esse texto e do trabalho dessa disciplina. Em uma graduação não se formam profissionais apenas para reproduzir um conhecimento que é repassado mecanicamente. Muito bem! Mas o que se pretende dizer com todo esse discurso? Pretende-se ressaltar. Quando uma teoria científica é testada e comprovada empiricamente. E para isso. devem ser de uma forma muito próxima. O objetivo da ciência é o de melhorar a posição em que nos encontramos no mundo onde vivemos. muito pode ser feito e o fazemos. Mas isso não significa que essa teoria provou que o mundo seja assim ou assado. Quando se encontra uma verdade na ciência. Bom. Fosse assim e então encerraríamos as pesquisas e não reveríamos constantemente o que já sabemos em busca de modelos teóricos melhores.10 confirmado. destacar o valor das pesquisas científicas. Temos muito mais dúvidas que certezas. valorizar. Muito do que já foi chamado de ciência. Dogmas não fazem parte do método científico. uma vez que os experimentos deram certo. se não provam que o mundo tenha esta ou aquela estrutura. as teorias e leis científicas. se os testes empíricos não provam que o mundo seja de uma dada maneira. Não podemos saber de como as coisas são exatamente. É preciso então rever o conceito de verdade na ciência. Dessa forma. Se o conhecimento científico fosse dogmático. uma teoria. apesar desses limites.

Esse é todo o sentido. Muito mais que isso. Nesse sentido. . ainda mais lamentável é com o intuito de cumprir uma obrigação escolar. seu objetivo é o de despertar para o prazer da descoberta. Além da falsidade ideológica. engana-se a si mesmo por não ter o domínio de um saber que lhe será exigido a todo momento. para nos ajudar a ter uma melhor relação com os demais seres vivos e com o planeta. para a aquisição daquilo que nunca será tirado: o saber. à descrição dos métodos que propiciam atingir os objetivos buscados nas diferentes áreas do conhecimento. para ajudar pessoas a terem qualidade de vida. O que fazer com um diploma num mundo em que se exige conhecimento? Antes. a atitude de apenas copiar um trabalho feito por outra pessoa. que pretenderam situar e fundamentar a importância do estudo dos métodos para a produção do conhecimento. da construção de conhecimento. visa formar aqueles que continuarão a produzir conhecimento em sua área específica de atuação. passemos então à parte prática. Apesar de esse discurso soar moralizante. aumentar nossa capacidade de conhecer e melhorar nossa condição de vida.11 que deve questionar sua própria prática e os conhecimentos adquiridos em busca de outros melhores e mais eficazes. Sendo assim. a pesquisa é fundamental! Logo. Feitas essas considerações. esta disciplina não visa apenas ensinar meros instrumentos a serem repetidos pelos graduandos. essa é a beleza do que fazemos! Lamentável é considerar esses e outros conhecimentos como mais uma obrigação a cumprir em busca de um diploma. devem ser vistos como instrumentos eficazes para resolver problemas.

recursos financeiros.1 PESQUISA PRELIMINAR Toda pesquisa tem como ponto de partida o conhecimento e a identificação dos elementos que compõem a problemática a ser esclarecida. Por isso a necessidade de uma pesquisa preliminar como ponto de partida para a definição do problema. por causa da gama de interesses que envolve – principalmente interesses econômicos. Mas todo pesquisador encontra dificuldades na formulação de hipóteses de trabalho. das hipóteses e do roteiro da pesquisa. Valem-se das contribuições de teorias e leis já existentes. 5.2 PESQUISA TEÓRICA O objetivo é desenvolver novas teorias. é um bom exemplo de pesquisa teórica que contribuiu para a evolução de novas idéias. acerca da origem das espécies. mas o enriquecimento do conhecimento científico. 5. recursos técnicos e tecnológicos. O trabalho de Darwin.3 PESQUISA APLICADA A maioria das pesquisas é feita a partir de objetivos que visam a sua utilização prática. É preciso ainda conhecer disponibilidade de recursos: tempo. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA 5. O embasamento teórico é fundamental para o desenvolvimento de qualquer tipo de pesquisa. .12 5. novos modelos ou estabelecer novas hipóteses de trabalho. acessibilidade às informações. Não tem por objetivo uma utilidade prática dos resultados.

é preciso conhecer os dados e estabelecer uma correlação entre as variáveis. . Por exemplo: para conhecer os efeitos da distribuição de renda sobre a criminalidade.4 PESQUISA DE CAMPO Tem como base observar os fatos tal como ocorrem. É através da pesquisa bibliográfica que se pode obter tais informações. por exemplo. questionário. Por isso. planejamento. cabe ao pesquisador estabelecer os critérios da coleta e do registro das informações. com o objetivo de tirar as devidas conclusões.5 FASES DA PESQUISA Antes de iniciar qualquer pesquisa. 5. formulário. é necessário determinar cientificamente a amostra a partir da qual serão tiradas as conclusões. é necessário conhecer o estágio em que se encontra o assunto a ser trabalhado.13 São definidas como aplicadas por seu objetivo ser mais imediatista. as informações podem ser obtidas de variadas formas. Exemplos: entrevista. é o número de quilômetros que ele percorre com um litro de combustível. pela pressa. Definida a amostra. Por exemplo: tão importante quanto o conforto que um carro oferece. antes de aplicar qualquer forma de coleta de dados.6 COLETA DE DADOS Tendo em vista a pesquisa a ser realizada. É necessária uma pesquisa preliminar de outros trabalhos e publicações para que se possa acrescentar algo ao que j á se conhece. Mas é preciso estar atento aos limites. 5. segundo o critério ideal a ser estabelecido pelo pesquisador. Como não é possível trabalhar com todo o universo a ser estudado. 5. questionamento e preparação adequada. implicações e dificuldades que cada estratégia apresenta. é preciso estudo. do retorno dos recursos aplicados.

Sua importância se deve a que nem sempre é fácil determinar com bastante clareza.14 6. um anteprojeto deve apresentar alguns dos elementos básicos de um projeto de pesquisa: introdução com síntese do referencial teórico – embasada na literatura formulação do problema objetivos hipóteses – quando houver. o que e como se pretende investigar. entre o professor orientador da pesquisa e o aluno. ANTEPROJETO DE PESQUISA Um anteprojeto de pesquisa se caracteriza como uma elaboração prévia de um projeto a ser desenvolvido. que assim se caracteriza por permitir alterações no seu processo de reelaboração. Trata-se de um texto que possui caráter provisório. Para sua elaboração. O anteprojeto serve então como uma primeira versão e se constitui em ponto de partida para discussão entre os pares. Essa atividade de elaboração do anteprojeto colabora para o exercício do caminho da investigação: reflexão. No caso de uma graduação. adquirido por meio de leituras com base em uma bibliografia selecionada. É redigido após um conhecimento prévio do assunto. . delimitação e tomada de decisão. logo de início.

exposta a seguir. Por exemplo. Para tanto. de orientação. O importante é que esses diversos elementos. Subsidia discussão e avaliação da pesquisa. Facilita a discussão do projeto em seminários. Título Indica e sintetiza o conteúdo a ser trabalhado. Ou seja. de reflexão e sistematização considerando uma base teórica. é preciso explicitar os passos a serem seguidos e o que se pretende alcançar com tal pesquisa. as etapas e estratégias. Nada disso apresenta maior dificuldade. PROJETO DE PESQUISA O Projeto de Pesquisa é o meio utilizado para se comunicar ou explicitar os caminhos de uma pesquisa a ser desenvolvida.1 PARTES DO PROJETO DE PESQUISA É preciso esclarecer que a ordem de apresentação dos elementos. pode variar segundo as diferentes áreas de estudo e mesmo instituições. Facilita o trabalho de orientação: possibilidades. Base para avaliação e seleção em programas de pós-graduação. Base para solicitação de recursos financeiros. Pode ser: . 7. há modelos de projetos que não inserem a formulação do problema na introdução – como o faz a proposta aqui apresentada. Não é possível pesquisar sem antes projetar. Um Projeto de pesquisa tem as seguintes funções: Define e planeja para o orientando o caminho a ser seguido. o que transforma uma investigação em ciência é exatamente o seu caráter de planejamento. desvios. A importância do projeto de pesquisa está em evitar imprevistos e em garantir a objetividade necessária. perspectivas.15 7. necessários para a compreensão da pesquisa a ser empreendida. estejam bem delimitados e explicitados.

O referencial teórico tem ainda a função de fornecer subsídios para a problematização do tema. acesso a informações e recursos. Justificativa Trata-se do porquê. é necessário realizar escolhas. pode-se fazer contraposição com trabalhos que já versaram sobre o mesmo problema. fazer um recorte e selecionar um aspecto. menor a profundidade. em relação ao tema e ao problema. da importância de se realizar a pesquisa. ter gosto do assunto a ser desenvolvido é fundamental. descrevendo o que é conhecido sobre o tema e quais as questões já respondidas por outras pesquisas. indicando os aspectos e/ou variáveis a serem trabalhados. A pergunta deve ser clara e objetiva.técnico: é como um subtítulo que especifica a temática Introdução Tem a função de introduzir o leitor no assunto. é preciso estar atento aos seguintes aspectos: caracterização. Trata-se da pergunta a ser respondida. esclarecimento dos limites da pesquisa e do raciocínio demonstrativo (delimitação do tema e do problema). este deverá ser enunciado de forma interrogativa. Definição dos vários aspectos da dificuldade a ser estudada. Deve explicitar os pressupostos teóricos. mas também não esquecer as condições para executá-lo em termos de tempo. É o momento da caracterização e delimitação do tema e do problema. como também a explicitação dos motivos mais relevantes que conduziram a essa abordagem. Deve-se esclarecer que o conhecimento acumulado não é suficiente para a solução do problema em foco. dar-se conta de que quanto mais abrangente for. Deve abranger os seguintes aspectos: razão da escolha.geral: indica de forma genérica o teor do trabalho . . Após a indicação dos pressupostos teóricos. definição e delimitação do tema e formulação do problema de pesquisa. da razão de ser do trabalho. pode-se inserir apresentação que indique a gênese do problema (como o autor chegou a ele). um dado da questão para realizar o estudo de aprofundamento: é o problema da pesquisa. Nesse sentido. Diante de um tema mais geral. do conteúdo da problemática a pesquisar. de maneira mais desdobrada.16 .

é em função das hipóteses estabelecidas que se estrutura todo o caminho a ser percorrido. que é uma evidência prévia (o que já está demonstrado como ponto de partida). também. Ex. ter em conta que: são proposições provisórias para a solução do problema. de professor que trabalha com comunidades no sertão do Nordeste. significação social. contribuição para o crescimento e aperfeiçoamento da área. claros e realistas. são formulações que serão confirmadas ou não. não confundir hipótese geral com pressuposto. contexto também pode justificar pesquisa que contenha abrangência mais restrita. considerando a pesquisa feita. Devem ser bem definidos. de aí a importância da perseverança do cientista na busca da verdade. na tentativa de demonstrar as hipóteses. ser formulada com fundamento em conhecimento teórico e raciocínio lógico. identificadas no problema de pesquisa e que ainda não foram respondidas por outras pesquisas. sendo. Objetivos Os objetivos devem ser centrados na busca de respostas para as questões relevantes. por isso. Formulação de hipóteses São formuladas principalmente para projetos de pesquisa das ciências naturais e da saúde. A hipótese deve ser enunciada de forma clara. ressaltar a importância da pesquisa num contexto mais amplo. denominada hipótese científica. o trabalho não fique tendencioso. indicando a relação entre as variáveis que deram origem ao problema de pesquisa. pode haver hipótese geral (idéia central que se propõe demonstrar) e hipóteses particulares (complementares). Deve. Portanto. Em suma. Faz-se necessário atentar para o fato de que existem hipóteses de partida (as iniciais) e as de chegada (finais). hipótese poderá não se confirmar no decorrer da pesquisa. As hipóteses são formulações de soluções provisórias a respeito de determinado problema em estudo. e cuidar para que. Os objetivos podem ser: . mantendo coerência com o problema que deu origem ao projeto.17 relevância do estudo.

e específicos de cada área de trabalho. os objetivos. Procedimentos metodológicos Deve-se apresentar o tipo de pesquisa quanto à natureza. deve-se apresentar uma definição da amostra e quais técnicas serão utilizadas na coleta de dados (entrevista. específicos: no âmbito da idéia e dos objetivos gerais. será definido o tipo de pesquisa: teórica. as etapas que devem ser cumpridas para alcançar o objetivo geral. explicitar se a pesquisa confirma-se como de campo. não confundir método. aplicados a todo tipo de pesquisa. Deve-se informar a respeito dos métodos de procedimento. Referências: Textos fundamentais em que se aborda a problemática em questão. que são procedimentos mais restritos que operacionalizam o método com auxílio de instrumentos adequados. a amplitude dos objetivos gerais tem sua delimitação definida. bibliográfica ou laboratorial. ações que devem ser desenvolvidas. aos procedimentos e ao(s) objeto(s). não esquecer que: Trata-se do como? com quê? onde? quando? quanto? método é o caminho a ser percorrido pra se atingir os objetivos propostos. que são procedimentos mais amplos de raciocínio. com técnicas. Nesse sentido. Para tanto. em coerência com o tema. . conforme os tipos de pesquisa. o problema e a hipótese. empírica. Exemplo: pesquisa de campo e entrevista com questionário. histórica etc. relacionando a importância do trabalho com o desenvolvimento do conhecimento em geral. É preciso apresentar quais procedimentos serão empregados na busca das respostas às indagações formuladas. de abordagem e das técnicas utilizadas. consulta a arquivos e outros). Definem. As referências do projeto serão enriquecidas durante a pesquisa. ressaltar as idéias especificas a serem desenvolvida. De forma esquemática. indicando sua profundidade. formulário. aos objetivos. ainda. observação.18 gerais: indicar propósitos mais gerais. Neste último caso. existem métodos gerais.

Não confundir projeto de pesquisa com plano de trabalho da monografia – um não tem necessariamente de espelhar o outro. compatibilizar as etapas com a metodologia a ser aplicada no desenvolvimento do projeto. as principais etapas (atividades) a serem desenvolvidas durante sua execução em função do tempo (mês. de forma sucinta e objetiva. . desde que devidamente justificado.19 Plano de Trabalho O projeto deve apresentar um plano de trabalho contendo. Observações São incluídos anexos e apêndices. semana). O projeto pode ser alterado no decorrer da pesquisa. como conseqüência do aprofundamento. material de consumo. Deve prever: gastos com pessoal. Orçamento Este item estará presente nos projetos que pleiteiam financiamento para sua realização. Deve. se for o caso. material permanente entre outros. também.

é o problema das bulas dos medicamentos. A maioria das pessoas não consegue entender a linguagem em que são escritas.20 8. Uma tessitura tal que produz muitos e variados significados. um gesto. A análise se opõe à síntese. Dependendo do contexto. porque só é possível pensar o que se conhece. Logo o texto está no entrelaçamento entre os sinais e o meu repertório. Leitura é aqui entendida como meio de conhecimento e de iniciação ao pensamento. Como os fios entrelaçados que compõem um tecido. Análise É a decomposição dos vários níveis de pensamento que constituam sentido. Analisar é examinar parte por parte de um todo. Mas no campo da pesquisa científica. então não haverá texto. precisão e eficácia. todos esses sinais podem ser um texto para alguém. Logo. os textos que fazem parte da nossa área de atuação.. um aviso na parede. que pode me capacitar ou mesmo atrapalhar a compreensão dos sentidos dos textos que estão à minha volta. comentário e interpretação de idéias. que supõe a conjugação do . um som. explicação. contextos e intencionalidades. um olhar. de tecido. repertórios culturais. para ler um texto é preciso saber: saber a língua. Tais conceitos são definidos e ilustrados a seguir. um silêncio. Mas se não puder entender os sinais. como produção textual.. Portanto. Seu sentido etimológico é muito interessante: vem de tessitura. Entendido dessa forma. assim é o texto: um entrelaçamento de idéias. explicitação. Nesse sentido. Um sinal de trânsito. toda tessitura que transmite um significado é um texto para quem o sabe ler. Por exemplo. somos treinados para ler com muito mais rigor. sentimentos. ter conhecimentos que capacitem para tanto. a palavra texto é mais abrangente do que um documento escrito ou oral. Todos fazemos isso muitas vezes com os textos do nosso cotidiano. Ler um texto é repensá-lo e repensar é pensar. A leitura científica é uma leitura aprofundada que implica análise. escritas para quem conhecimento médico-farmacêutico. linguagem. NOÇÕES DE TEXTUALIDADE Texto é uma palavra bastante e conhecida.

Para fazer esse trabalho de explicação e explicitação de determinado tema ou problema. Envolve momentos de explicitação que é revelação. considere como são interpretados os diferentes papéis sociais ocupados por mulheres. os termos-chave. é preciso um bom trabalho de análise que propicie uma adequada compreensão. que dê uma aula sobre determinado assunto. com o intuito de saber como agir para que o valor dessa despesa seja compatível com o orçamento de que se dispõe.21 que estava separado. . não se pode falar ou escrever do que não se sabe. para que seja capaz de fazer uma exposição. mostrar o que está exposto. A interpretação encontra-se intimamente vinculada ao ponto de vista. Para dar um exemplo cultural. decompomos todas as possibilidades e elementos implicados nessa situação. que é tratado como um problema de mulher. Trocando em miúdos. Ao analisar um problema financeiro. A compreensão das partes constituintes de um texto é o primeiro passo rumo à desmontagem dos seus vários planos expressivos e dos diversos elementos que o compõem. subentendido. um determinado texto pode produzir uma multiplicidade de interpretações. implícito no tema a ser abordado. Nem no campo jurídico. culturais. está pedindo que faça uma explicação: que diga tudo o que está enunciado. que varia segundo variam os interesses e os contextos formativos. uma conta de telefone muito alta. ou a um grupo de alunos. Com isso. Interpretação É a busca da síntese ou da reintegração das partes no todo. geográficos etc. suas articulações. como a nossa. nas leis. pressuposto. Explicação É enunciar o que há num texto: desdobrar. E até no interior de uma mesma cultura. Quando um professor solicita a um aluno. segundo as diferentes culturas. desvendamento do conhecimento: traduzir o que no texto está apresentado de forma simbólica ou implícita. implicado. aparece a responsabilidade do homem que contribuiu para a situação de gravidez. por exemplo. implicado. Como no caso do aborto.

de uma situação profissional etc. buscando estabelecer juízos de valor acerca da sua produção. ora todos são exigidos por alguma atividade complexa. . Ao serem considerados todos esses procedimentos na leitura de um texto. No comentário. como é o caso da monografia. ao ponto de vista de quem o profere. que nem precisa ser muito polêmico. Numa monografia. todas essas habilidades necessitam ser desenvolvidas ao longo da formação profissional.22 Comentário É um diálogo com o texto. Para dar um exemplo muito simples. na análise de um fato. A produção de sentido não encerra o texto. Todos esses procedimentos fazem parte do trabalho científico. Ora são requisitados um ou outro. considere os comentários de ambas torcidas acerca de um lance de futebol. em outros interpretamos o sentido de algo e fazemos comentários. são introduzidos acréscimos exteriores ao texto. Deixa em aberto suas possibilidades. esta produzirá o(s) sentido(s) em nome do(s) qual(quais) tudo isso é realizado. o comentário está intrinsecamente relacionado à interpretação. Todo o contrário.. procurando situá-lo em relação ao autor e à sua obra ou contribuição. separadamente. há momentos que explicamos e explicitamos. Como se percebe. Por isso. avaliando aquilo acerca de que estamos discorrendo.

. Deve ser elaborado com base em investigação original. analisar e interpretar informações ou a exposição de um estudo cientifico retrospectivo (trabalho de revisão de literatura). solicitado e orientado por professor(es) de uma ou mais disciplinas. que representa um estudo científico de tema único. que representa o resultado de um trabalho experimental. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato. de tema único. bem delimitado e original. Segundo o grau de complexidade envolvido. CONCEITUAÇÃO DE TRABALHOS MONOGRÁFICOS Definição O trabalho monográfico é um documento escrito que visa à aferição do trabalho escolar em uma ou mais disciplinas. tais trabalhos são classificados como: Trabalho de Conclusão de Curso: resultado de um estudo visando à conclusão de um Curso de Graduação. Tese: documento escrito visando à obtenção do título de Doutor. constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão.23 9. Monografia: resultado de um estudo visando à obtenção do título de Especialista. com o objetivo de reunir. Dissertação: documento escrito visando à obtenção do título de Mestre.

para que haja obras a respeito nas quais pesquisar. é preciso ter em conta o panorama em que está inserido e estudá-lo.24 10. o pesquisador terá um material bem conhecido e ignorado pelos examinadores: torna-se um experto nesse assunto. não se pode confundir as relações: uma coisa é pintar o retrato de um cavalheiro sobre o fundo de um campo. Por exemplo. perspectivas. melhor e com mais segurança se trabalha. 07) discute bem essa questão e apresenta algumas indicações acerca de como superar essa dificuldade: tese panorâmica não pode fazer análises críticas que soam como presunção. Trata-se da perspectiva do tema. Para trabalhos com finalidade didática. A perspectiva através da qual se aborda um tema é completada com o problema: qual questão vai ser discutida ou para a qual soluções serão buscadas. A delimitação do tema é a maior dificuldade apresentada pelos estudantes. escolher temas já abordados por outros. quanto mais se restringe.1 DETERMINAÇÃO DO TEMA-PROBLEMA DO TRABALHO Em primeiro lugar é preciso delimitar com precisão o tema: não é o mesmo tratar da liberdade em geral e da liberdade psicológica ou política. o pesquisador expõe-se a muitas contestações. a literatura brasileira do pós-guerra aos anos 60. a literatura hoje. com tese panorâmica. analisam-se alguns autores do ponto de pista de um tema específico: ex. monografia pode ser também a abordagem de um tema e não apenas de um autor. A tentação é fazer uma tese panorâmica e dizer muita coisa. Tais análises supõem muito trabalho e delimitação. se for bem preciso. PRODUÇÃO DO TRABALHO MONOGRÁFICO 10. focos. e outra coisa é pintar campos e regatos: alteram-se técnicas. Colocação do problema em relação ao tema desencadeia formulação da hipótese geral a ser comprovada. de acordo . como omissões de temas e autores. p. Umberto Eco (1977. E. mas o panorama é pano de fundo. o mundo às avessas nos poetas carolíngios. Neste caso. tratar de um tema especificamente monográfico não significa fazer algo aborrecido.

Coloca-se em ação uma série de procedimentos para localização e busca metódica de documentos que possam interessar ao tema discutido. Quando o autor se define por uma solução a ser demonstrada no curso do trabalho. da formulação de hipóteses. 2. momento da pesquisa: confrontar primeiras intuições cotejar com outras posições rever posições iniciais. sua tese.25 com a perspectiva adotada. pode-se então falar de tese a ser demonstrada pelo raciocínio. que são concomitantes nas várias etapas do trabalho: 1. da descoberta. 3. especifica o método a ser utilizado. O trabalho deve: Demonstrar uma única idéia Defender uma única tese Assumir uma única posição frente ao problema específico: é o seu ponto de vista. São feitas consultas em: catálogos boletins especializados enciclopédias e dicionários especializados monografias e tratados sobre o assunto textos didáticos .2 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO Trata-se da pesquisa em busca da documentação existente sobre o assunto. momento da intuição. que dependem da natureza do tema a ser estudado. momento de amadurecimento da primeira posição: abandonam-se algumas idéias acrescentam-se outras reformulam-se alguns problemas domínio de uma posição definitiva. Normalmente uma atividade de pesquisa perpassa três fases de amadurecimento. 10.

generalidade: das obras mais gerais (enciclopédias. Para tanto: . são idéias percebidas intuitivamente pelo aluno. Critérios para a leitura: . Porém. uma primeira estruturação baseada em idéias gerais que se tem do tema: é uma idéia diretriz (linhas gerais. Leitura Realizar uma primeira triagem para ver o que realmente será lido e interessante para a pesquisa. dicionários. colunas mestras).3 LEITURA E DOCUMENTAÇÃO Plano provisório do trabalho É um roteiro do trabalho a ser realizado. .atualidade: dos textos mais recentes para os mais antigos – as obras recentes retomam contribuições do passado. vindo a dispensar algumas leituras. fruto da sugestão do próprio problema e de estudos anteriores. tratados) para as monografias especializadas e artigos científicos. pois o plano definitivo só será estabelecido no final da pesquisa. sem a qual o trabalho se perde numa superficialidade.recorrer a resenhas das obras .26 periódicos impressos e on-line bases de dados 10. Trata-se de um roteiro provisório. os clássicos são indispensáveis.opinião de especialistas . .tomar contato com a obra: sumário prefácio introdução passagens do texto.

é necessário leitura de todo o texto.27 Não é uma mera leitura analítica de toda obra. Documentar as idéias pessoais que forem surgindo durante a leitura – para não se perderem. mesmo assim não se deve perder a idéia mestra que direciona o trabalho. 10. Usar citação livre (indireta) e textual (direta). que não precisa passar por todos os percalços vividos pesquisador durante sua atividade de pesquisa. nem reconstituir raciocínio analítico do autor. capítulos etc. Daí as três partes da estrutura formal do trabalho: introdução. Será feita tendo em vista o aproveitamento direto apenas dos elementos que sirvam para a pesquisa. desenvolvimento e conclusão. Elaborar fichas. Às vezes. Documentação Tomar nota de todos os elementos que serão utilizados na elaboração do trabalho. autônomo. com sentido intrínseco. Deve formar uma unidade. indicando a fonte. A ordem lógica do trabalho dissertativo pode não coincidir com a ordem da descoberta: não se pode perder de vista a finalidade de comunicar ao leitor.4 A CONSTRUÇÃO LÓGICA DO TRABALHO DISSERTATIVO Coordenação inteligente das idéias conforme as exigências de sistematização. Pode ocorrer reformulação do roteiro provisório. para que o leitor – que não participou da pesquisa – possa apreendê-la. – devem ter seqüência lógica rigorosa. . Portanto as partes do trabalho – parágrafos. Não basta que proposições tenham sentido em si mesmas: é necessário que o sentido esteja logicamente inserido no contexto do discurso e da redação. arquivos de documentação ou outra forma de anotação das idéias que irão compor o trabalho.

tendo em vista a construção lógica do trabalho. O que importa é a clareza. Usar a terceira pessoa do singular. São os conectivos e devem ser muito bem trabalhados.28 10. . expressões corriqueiras e gírias.5 A REDAÇÃO DO TRABALHO A linguagem do texto Ter estilo sóbrio e preciso. depende da natureza do raciocínio e das áreas do saber. Quanto ao estilo. Reproduz a estrutura do texto: apresenta uma introdução. Evite-se pomposidade pretensiosa. rodeios e repetições ou explicações inúteis devem ser evitadas Também deve ser evitada a forma excessivamente compacta. Seqüência. Os parágrafos Parte do texto que tem por finalidade expressar as etapas do raciocínio. um corpo e uma conclusão. fórmulas feitas e linguagem sentimental. Adjetivos supérfluos. verbalismo vazio. Usar terminologia técnica na medida do necessário. que pode prejudicar a compreensão do texto. Não cabe linguagem comum. mais que outras características estilísticas. Infelizmente é comum deparar com o uso de expressões e fórmulas da oralidade em trabalhos que requerem fórmulas próprias da linguagem e escrita e formal. tamanho e complexidade dependem da natureza do raciocínio. Como determina a articulação do texto. são iniciados por conjunções que indicam as formas de passar de uma etapa lógica à outra.

ELEMENTOS E ESTRUTURA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO. DISSERTAÇÃO E TESE Para compor a apresentação e redação dos trabalhos monográficos há uma série de elementos já consagrados pela prática acadêmica. Existem elementos que são obrigatórios e outros que podem constar conforme o desenvolvimento do trabalho.29 11. MONOGRAFIA. inclusive na ordem em que devem ser apresentados. . A tabela abaixo apresenta todos os itens que compõem o trabalho acadêmico.

havendo mais de um. por exemplo. a de livros. 1999).nome do autor. c. devendo o subtítulo ser introduzido. Ela constitui um elemento opcional.o nome do autor deve ser colocado no alto da página. constituindo um resumo de. ANEXO B): a. A lombada de trabalhos acadêmicos deve trazer o nome do autor. . também precisa ser colocado.ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS 11. como sugere a CAPES (apud DOMINGOS. além disso.1. a junção das mesmas não forma lombada. pois é o responsável intelectual pelo trabalho. cuja responsabilidade intelectual e direitos autorais não são dela. significa que ele é o responsável intelectual pelo trabalho.o número do volume. no máximo 12 vocábulos. Por isso. costura ou grampos.1.2 Lombada Lombada é a parte que reúne as margens internas do lado esquerdo. acompanhado de subtítulo. Deve conter as informações seguintes. ou dos autores. não se justifica colocar o nome da instituição nessa posição em trabalhos.o número do volume. O nome do autor.30 11. que defina claramente o conteúdo do trabalho. colocado no alto da página. Ela precisa conter as informações que seguem abaixo. na mesma ordem (cf.o nome da cidade em que se situa a instituição a qual o trabalho está vinculado.e o ano de entrega. após o título. mantendo-as juntas quer por cola.o título e o subtítulo (este se houver) ficam no centro da folha. por dois pontos.1 Capa A capa é um elemento obrigatório. d. precisa apresentar a logomarca da editora. 11. se houver mais de um. na mesma ordem (cf. f. formando um caderno. deve ser impresso na folha de rosto. 11. se houver. c. pois quando as folhas se reúnem por espiral ou em número bastante reduzido. e. e o título. b.1 .nome da instituição (opcional) b. e a de periódicos deve conter os elementos alfanuméricos que permitem identificar o volume. o fascículo e a data de publicação.1.título principal do trabalho.3 Folha de rosto A folha de rosto é elemento obrigatório. ANEXO A): a.

a aprovação em dada disciplina. como requisito parcial para obtenção do título de Licenciado em História.31 d. o da instituição e o ano de entrega devem também estar registrados na folha de rosto. Este código é de competência da FEBAB — Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários. ministrada pelo Prof. como requisito parcial para avaliação. como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Biologia Vegetal. . Cientistas e Instituições.1. 11. f.3. O verso da folha de rosto deve conter também a ficha catalográfica. orientado pelo Prof. Projeto de Pesquisa Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de Especialização em Gestão Ambiental do Curso de Especialização Lato Sensu da Universidade de Santo Amaro.1 Modelos de notas explicativas para Folha de Rosto Trabalho Curricular Trabalho apresentado para avaliação do rendimento escolar da disciplina Introdução à Filosofia do curso de Pedagogia da Universidade de Santo Amaro. orientado pela Profª Carla Carlota. orientada pela Profª Drª Olívia Gomes. Mário Mariano. Trabalho de Conclusão de Curso Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de História da Universidade de Santo Amaro. e. isto é. Carlos Fontes Fonseca. dentre outros.o nome da instituição a que o trabalho está vinculado deve ser colocado aqui. por exemplo. feita segundo o Código de Catalogação Anglo-Americano em vigor. sua finalidade. motivo que determinou sua elaboração.o nome do orientador e sua titulação. Monografia Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Biologia Vegetal da Universidade de santo Amaro. o da cidade. A ABNT assume o que esse órgão dispõe.a natureza do trabalho (tese. Dr. TCC e outros).

instituição a que pertencem e. b.1. tese. ser postos na seqüência aqui apresentada.1. porém.título do trabalho (e subtítulo. A dedicatória é a folha em que o autor presta homenagem ou dedica seu trabalho a alguém. Não leva título. d.nome do autor.. Por isso deve conter: a. são colocados no trabalho. é contada apenas. não é numerada. f. agradecimento e epígrafe Dedicatória. . não leva título..nome da instituição a que será submetido. por exemplo. tipo e por que foi elaborado. porém. a data e a assinatura do examinador ou dos examinadores. segundo o desejo do autor.4 Errata A errata é opcional. tem lugar após a folha de rosto e seus dados são apresentados do seguinte modo: ERRATA Folha 28 Linha 2 Onde se lê aprovacao Leia-se aprovação 11.data da aprovação. mas é contada.]. pois nela será registrado o resultado da avaliação do trabalho feita pelos examinadores. se houver). após o resultado da avaliação. devem.1. titulação. e.5 Folha de aprovação A folha de aprovação é um elemento obrigatório a trabalhos que serão submetidos à aprovação. A folha de aprovação não é numerada.nome dos componentes da banca examinadora. c... agradecimento e epígrafe são elementos opcionais (NBR 14724: 2005).32 11. 11. TCC. ou seja. após o resultado da avaliação.natureza e objetivo.] para a obtenção do título de [.6 Dedicatória. nessa ordem. A data de aprovação e as assinaturas dos componentes da banca examinadora são colocadas. por exemplo: dissertação elaborada como parte dos requisitos do [. É colocada após a folha de aprovação. se colocada.

Colocada no início do trabalho. a folha da epígrafe será contada. são. Desse modo. As listas devem figurar no trabalho na ordem acima mencionada e podem ser específicas de cada um desses elementos. mas não será numerada. lista de abreviaturas e símbolos As listas de ilustrações. um parágrafo apenas. formando frases concisas e afirmativas.8 Lista de ilustrações. alusivo ao assunto que será tratado. Os trabalhos acadêmicos. nem conterá título. pode haver uma lista só de ilustrações.33 Após a dedicatória. . vem o resumo. usando-se o verbo na 3ª. mestrado) ou duas (doutorado). tabelas. A epígrafe. o método. assim por diante. pois facilitam a consulta ao leitor. Resumen (espanhol) e Résumé (francês). O resumo de um trabalho. porém. devem apresentá-lo também em uma língua estrangeira (graduação. É necessário que ele seja elaborado na forma de texto discursivo. O resumo deve conter de 150 a 500 palavras e ser seguido da expressão Palavraschave. na voz ativa.7 Resumo Após a epígrafe. preferentemente. pode ser colocada tanto no início do trabalho como também na abertura de cada seção primária (capítulo). bem como fórmulas. segue a epígrafe. diagramas que não são absolutamente necessários. ela deve precedê-lo. 11. for colocado em outro contexto. da introdução retira-se o conteúdo necessário para contextualizar a questão analisada. Deve-se evitar símbolos e contrações que não são de uso corrente. tal qual a folha de aprovação. É elemento opcional. pessoa. O resumo deve pôr em evidência o objetivo.1. lista de tabelas. além do resumo na língua vernácula. excerto retirado de alguma obra. colocando-se após estas. porém. equações.1. por exemplo: Abstract (inglês). na primeira vez em que aparecerem. bastante úteis quando o trabalho acadêmico apresenta esses elementos em quantidade. não se faz acompanhar da respectiva referência. outra de tabelas. compondo. cada uma seguindo ordenação própria. abreviaturas. que vem inserido nele próprio. precisam estar acompanhados da devida explicação. descritores ou palavras que sejam representativas do conteúdo que o trabalho oferece. siglas e de símbolos são opcionais. são colocados os agradecimentos que devem ser feitos às pessoas que efetivamente contribuíram para a elaboração do trabalho. 11. se. Se forem incluídos. Aos agradecimentos. também opcional. os resultados e as conclusões do trabalho.

... o último elemento pré-textual....... porém.. fotografia.. trazendo relacionadas as seções que o compõem. os títulos das seções do texto são nele colocados..... todas as figuras podem ser relacionadas numa só.... 15 2 MATERIAIS E MÉTODOS ..........1 Tipo de pesquisa ............ Os indicativos de seção do texto devem ser alinhados à esquerda: sugere-se que sejam alinhados pela margem do indicativo de título mais extenso......... Modelo de Sumário SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS RESUMO 1 INTRODUÇÃO .. o número das páginas em que se acham os títulos referidos....... não o será se for incluído prefácio no trabalho.......... para cada tipo de ilustração uma ordenação numérica....... 33 ........... Exemplo: LISTA DE ILUSTRAÇÕES Fotografia Gráfico Fotografia Mapa Desenho 1 .. entretanto.... Os elementos pré-textuais não são incluídos no sumário. lista de fotografias etc.. por exemplo: lista de mapas...... a quantidade desses elementos não justificar listas específicas.......Programa das Nações Unidas para o meio ambiente 20 23 25 30 33 11....... É. pode-se fazer uma lista para cada tipo... Quando há várias ilustrações do mesmo tipo... Se.................Desenvolvimento urbano 2 ..1.... A paginação faz-se alinhando........... desenho e outros.... 33 2..Assembléia Geral Ordinária ABNT 1 .9 Sumário O sumário é um elemento obrigatório que deve proporcionar visão de conjunto do conteúdo do trabalho.... acompanhadas do número da página em que se acham o que facilita sua localização no texto.......Região Sudeste do Brasil 1 ... à direita.. havendo..Equipe de operação 1 ... utilizando-se a tipologia gráfica com que aparecem no texto........ quase sempre................34 Uma só lista de ilustrações pode mencionar todos os tipos: mapa.

na falta de consenso. isto é. Por isso.35 11. A introdução tem como função nortear as tarefas de investigação e sustentar a interpretação dos dados levantados. o desenvolvimento e a conclusão. relacionando-se desse modo com o elemento que a segue. atingir os objetivos fixados. Além disso. ou seja. situa o problema a ser tratado. é necessário demonstrar como as provas foram alcançadas e. Por isso. ou melhor. pois juntos compõem um todo. disponível para isso. Trata-se de uma divisão lógica. deve demonstrar logicamente a relação existente entre os argumentos e as provas levantadas. mostra em que contexto ele está inserido e que há conhecimento acumulado. A introdução Delimita o assunto. É chamado conhecimento partilhado por se entender que ele é de domínio dos que atuam na área: constitui a fundamentação teórica. muitas vezes se diz que a conclusão é um retorno à introdução. A conclusão Deve apresentar de forma sintetizada um resumo da argumentação e das provas explicitadas no desenvolvimento. todo o trabalho poderá ficar comprometido. o desenvolvimento. ou seja. de acordo com a amplitude e a profundidade definidas para o tratamento de dados: é aconselhável que o autor se limite à quarta seção. é dividido em seções e subseções.2 ELEMENTOS TEXTUAIS Os elementos textuais são a introdução. que constituem as partes essenciais da monografia. a estrutura monográfica. se a seleção do conteúdo do quadro teórico e sua análise não forem criteriosas. Cada um desses elementos atende a uma finalidade própria e a relação que entre eles se estabelece configura uma estrutura orgânica. discuti-las. O nível de teorização e interpretação do conhecimento partilhado deve ser limitado em função do problema a ser tratado e da abrangência que se deseja alcançar. Aqui são expostos os argumentos selecionados para defender a tese proposta. pois possibilita a definição e delimitação dos objetivos da pesquisa. . Os argumentos precisam ser explicitados logicamente. ou seja. apresenta o assunto pormenorizado. apresenta as inferências extraídas dos resultados com base na fundamentação teórica. O desenvolvimento É a principal parte do texto. de modo explicativo.

A paginação deve ser contínua à do texto principal. Considerando que a produção de um trabalho acadêmico. 11. exceto as que indicam os dados obtidos por informação verbal. etc. garantindo ao trabalho boa qualidade.3.3. ainda.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 11. desse modo. não obstante o valor científico. que os elementos ― idéias. devem ser dela despojados de modo a resguardar o encadeamento lógico das idéias e das propostas. Exemplo: . desenvolvimento e conclusão estão interligados. demanda a leitura de outras fontes que vão além daquelas indicadas na seção “Referências”. travessão e título. quando não se atrelam na formação da estrutura monográfica. devem ser incluídas na seção de referências. a seção “Referências” deve ser numerada e seu título alinhado à esquerda. ficando seu título a critério do autor. conceitos. Identificados pela palavra APÊNDICE e letras maiúsculas consecutivas. sugere-se a elaboração de uma lista dessas obras. Essa lista deve ser incluída na estrutura do trabalho como apêndice.36 Constata-se. que introdução.1 Referência Relação das obras efetivamente utilizadas como base na elaboração do trabalho. podendo ser: “Sugestões de Leitura sobre o Tema”.3 Apêndices (opcional) De acordo com a NBR 14724:2005. “Leitura Complementar Sobre o Tema”. 11. propostas.2 Glossário (opcional) Elaborado em ordem alfabética. As fontes mencionadas em notas de rodapé. configuram uma estrutura orgânica: não constituem partes independentes. alinhados à esquerda. independentemente de sua tipologia.3. ou pelo sistema autor-data. o apêndice é material ou texto elaborado pelo próprio autor do trabalho com objetivo de complementar sua argumentação. mas complementares. 11. se houver mais de cinco itens a serem informados. Por ser um elemento obrigatório no texto. ilustrações etc. ―. Infere-se.

no anverso de folhas A4 (21 cm por 29.4. é a relação de palavras e/ou frases. do seguinte modo: a. remetem para informações inseridas no texto.37 APÊNDICE A – APÊNDICE B – 11. comprovação e ilustração do trabalho. d. alinhado à esquerda. .4 Anexos Segundo a NBR 14724:2005.fonte 10 para notas de rodapé. b. anexo é texto ou documento.1 Formato PAPEL O texto deve ser digitado em papel branco.3. nas citações de três linhas ou mais. TIPOLOGIA DA FONTE A fonte a ser utilizada é a Times New Roman ou Arial. A paginação deve ser contínua à do texto principal. contudo.fonte 11. consulte a NBR 6034:2004. travessão e título.fonte 11 para títulos colocados abaixo de figuras. podem apresentar outras cores (NBR 14724:2005). ilustrações e outros. Para a elaboração de Índice e estabelecimento de critério de ordenação. que ordenadas segundo determinado critério. Identificado pela palavra ANEXO e letras maiúsculas consecutivas. não elaborado pelo autor do trabalho. Exemplo: ANEXO A – ANEXO B – 11. c. que contribui para fundamentação.fonte 12 para o texto.3. as ilustrações.7cm). na cor preta. 11.5 Índice (opcional) Segundo a NBR 6034:2004.4 REGRAS DE APRESENTAÇÃO 11.

A posição do número é a 2 cm da borda superior e 2 cm da borda lateral direita da folha. 16. portanto no alto da folha. devendo-se. ficando separadas do texto por um espaço simples de entrelinha e por um filete de três centímetros. PAGINAÇÃO Da folha de rosto em diante. à direita.38 e. 2 cm. seções e subdivisões. colocar algarismos arábicos para numerá-las somente a partir da Introdução. ESPACEJAMENTO O texto deverá ser digitado com espaço entrelinhas 1. em fonte 10. a numeração das folhas continuará normalmente até a última. . INDICATIVOS DE SEÇÃO Os números indicativos de seção. pois sua leitura implica interrupção da leitura do texto e. precedendo o respectivo título ou subtítulo. MARGENS Observam-se as seguintes medidas para as margens: para as margens superior e esquerda são deixados 3 cm. porém. conseqüentemente. 14. negrito. ou seja. f – fonte 16 para título e autor. do raciocínio que o leitor vem desenvolvendo a partir das idéias expostas. na capa e folha de rosto. 14 para subtítulo e 12 para demais elementos.5 (um e meio). Deve-se evitar o uso desnecessário de nota de rodapé. NOTA DE RODAPÉ As notas de rodapé são digitadas dentro da margem inferior. ou seja. Havendo anexos e apêndice.fonte 12. em caixa alta. para a direita e a inferior. de acordo com a NBR 6024: 2003. todas as demais são contadas. itálico e outros para diferenciar títulos de subtítulos. das partes que estruturam um documento (monografia) seguem ordem progressiva e são colocados à esquerda. os títulos e subtítulos de seções e subseções ficam separados do texto que os precede e do que os sucede por dois espaços de mesma medida.

evidente a divisão do trabalho acadêmico em seções e subseções. tanto no texto quanto no sumário. ser marcado pelo uso de tipologia gráfica diferente. negrito) 1. anexos e referências e outros. . poderá estar estruturado em várias seções primárias (anteriormente denominadas capítulos). NUMERAÇÃO PROGRESSIVA A NBR 6024: 2003 normaliza a numeração progressiva. por exemplo: primária. assim. por exemplo.1. fonte 12. terceira seção etc. O mesmo tipo de seção terá sempre o mesmo tipo de letra. por exemplo: agradecimentos. uma seção primária. Exemplo: 1 SEÇÃO PRIMÁRIA (caixa alta. também. são sempre colocados no centro da linha. terciária e outras. negrito) 1.3 Elementos pós-textuais em que 2 representa uma seção primária e 3 a secundária (subseção. mas sem inúmero indicativo de seção. cada um. A divisão em seções e subseções deve ser feita de forma lógica e de acordo com a estrutura do trabalho. desenvolvimento e conclusão – compõem. conforme o exemplo a seguir mostra. ficando assim: 2. Os elementos textuais – introdução.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA (parte da primária: caixa alta. dependendo do enfoque e da abrangência do tema. fonte 14. negrito). primeira. ficando. na secundária e na terciária: caixa baixa. A numeração progressiva deve mostrar essa divisão juntamente com a tipologia gráfica utilizada.39 Os elementos sem título (epígrafe) ou os elementos com título. abre-se página nova sempre que se inicia uma seção primária. fonte 12. as letras usadas nos títulos das seções primárias serão sempre iguais e mais chamativas do que as das demais seções. caixa baixa.1 Seção terciária (inserida na primária e na secundária. Além disso. negrito) 1.1. subdivisão). porém. secundária. fonte 14. mostra como indicar as subdivisões do texto. o desenvolvimento.1 seção quaternária (inserida na primária. que deve. tamanho e forma. A numeração progressiva deve demonstrar a seqüência das seções e subseções e o nível de inserção. divididas ou não em subseções (títulos e subtítulos). segunda.1.

em nota de rodapé ou remetendo às referências no final do texto.2 Sistema autor-data Neste sistema as citações devem incluir o autor. e quando a citação se apresentar entre parênteses. Tem sido mais utilizado nos trabalhos acadêmicos do que o sistema numérico.. ser mantido ao longo de todo o trabalho. direta ou indireta. Exemplos: Segundo Xavier (2004.1 CITAÇÕES É a menção. As citações podem figurar incluídas no texto. 12. O aquecimento global está só começando. 243) o aquecimento global está só começando.1.1 Sistema numérico Neste sistema os documentos citados são representados por números arábicos e em ordem crescente na medida em que aparecem no texto. a data de publicação e a(s) página(s) do documento referenciado.] era mesmo muito feliz1 A ordem das referências no sistema numérico também é numérica de acordo com o número que foi atribuído a cada documento. no texto. 243). p. 12. p. de uma informação obtida de outra fonte. (XAVIER.40 12..1. devendo. todas as letras do nome devem ser maiúsculas. As citações podem ser representadas pelos sistemas numérico ou autor-data. No caso da indicação de autoria aparecer no decorrer do texto. ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO 12. apenas a inicial do nome deve aparecer em maiúscula. 2004. o sistema escolhido. Exemplo: [. Pode ser uma transcrição ou paráfrase. A indicação numérica no texto deve ser feita situando-a de forma sobrescrita à linha do texto. de fonte escrita ou oral. .

separados por vírgula (. MASETTO.. nem sempre representa desperdício ou ineficiência. Exemplos: Resultado semelhante foi obtido por Santos e Barbosa (1995). Exemplo: Conforme notam Rodrigues et al. (PINHEIRO.. 1952). apoiando o falar. na maior parte das vezes. 1990) Citação de vários trabalhos do mesmo autor publicados em anos diferentes Trabalhos diferentes de um mesmo autor devem ser citados pelo sobrenome. foram as genéticas – estatísticas de cruzamento. (1990). de modelos I e II.. o ano e página(s). ou . [.37) . p. E ainda: Conforme Moran. seguido da expressão “et al. em ordem cronológica. Masetto e Behrens (2002. (RODRIGUES et al. narrar.”.]. MARIAN. deve ser citada pelo sobrenome do primeiro autor.. p. Exemplo: Os modelos por meio dos quais foram feitas as comparações denominadas por nós.41 Citação de até 03 autores Quando a obra for de autoria de até 3 pessoas. .). 1948. 2002. a redundância. o contar histórias. BEHRENS... ou A delimitação da área do projeto de assentamento rural e a distribuição dos lotes devem garantir as condições mínimas de vida...” (MORAN.. estas serão citadas pelos respectivos sobrenomes. 1997). ao contrário do que geralmente se acredita. ou “O ver está. e os vários anos de publicação.(CONSTACK.37) Citação com mais de 03 autores Quando a obra for de autoria múltipla..

150) .. ou . Crocomo e Parra (1985). 1982.3 Citação direta ou textual É a transcrição fiel de grafia. Citação de citação É a transcrição de palavras textuais ou conceitos de um autor a cuja obra não se teve acesso direto. Deve ser apresentada entre aspas e trazer a indicação da página consultada. Citação direta até 3 linhas É inserida no texto. simplifica e facilita a maneira de conduzir a investigação. 1985.150). EVENDRAMIN et al.. devese obedecer à ordem alfabética seguida de ordem cronológica. (CROCOMO. 1981). Exemplo: . enquanto Crocomo e Parra (1979).. em fonte normal (Arial 12). Exemplos: Marinho. Importante: A entrada da citação deve ser idêntica à entrada estabelecida para a referência bibliográfica do referido documento. SILVA. (1983) e Silva (1981). que. LAKATOS. redação e pontuação do documento consultado.. sendo bem delimitada. p. Exemplo: .. p. A citação de citação é indicada pelas expressões “apud” ou “citado por”.42 Citação de vários autores com a mesma opinião Para fazer citações de autores e trabalhos diferentes sobre uma mesma opinião. apresenta a formulação do problema como a fase da pesquisa. ou Marinho (apud MARKONI. A citação de citação deve ser evitada. 1983. 12..1. citado por Markoni e Lakatos (1982. 1979. uma vez que a obra original não foi consultada e há risco de falsa interpretação e incorreções.. PARRA.. verificaram uma oscilação de valores.. entre aspas. Evendramin et al.

p..]” (GALIANO. p. 1986.1.4 Citação indireta Usada quando são reproduzidas as idéias e informações do documento. sem transcrição das palavras do autor. cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/NOS). As Normas Brasileiras.14) Citação direta com mais de 3 linhas A citação direta com mais de 3 linhas deve ser destacada do texto. em espaço simples e sem aspas Exemplo: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. formadas por representantes dos setores envolvidos (NBR 6029: set. enquanto a técnica equivale a tática [.43 “[. recuada a 4 cm da margem esquerda..] a técnica é a maneira mais adequada de se vencer as etapas indicadas pelo método. são elaboradas por Comissões de Estudo (CE). digitada em tamanho menor (fonte 11) que o texto principal (fonte 12).. 12... Por isso diz-se que o método equivale a estratégia. As supressões [.1). .] e os acréscimos [ ] devem ser indicados por colchetes. 2002. Não usar aspas.. Mas deve ser indicada a fonte da referência.

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13. NORMAS PARA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS – ABNT

Referência bibliográfica é o conjunto de elementos que permitem a identificação de documentos no todo ou em parte, utilizados como fonte de consulta e citados nos trabalhos elaborados. As referências bibliográficas devem ser alinhadas à esquerda e digitadas utilizando se espaço simples entre suas linhas. Entre uma referência e outra deve-se adotar espaço simples duplo. Todas as regras estabelecidas neste item seguem o preconizado pela NBR 6023:2002.

13.1 ELEMENTOS ESSENCIAIS São aqueles elementos indispensáveis à identificação de um documento: autor(es), título, edição, local, editora e data de publicação.

13.2 ELEMENTOS COMPLEMENTARES São aqueles opcionais que, acrescentados aos essenciais, permitem melhor caracterizar, localizar ou obter publicações: Indicações de responsabilidade (tradutor, revisor etc) Descrição física ou notas bibliográficas (nº de páginas ou volumes) Ilustrações, dimensões Série ou coleção Notas especiais ISBN.

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13.3 LOCALIZAÇÃO As referências podem aparecer em notas de rodapé, mas devem compor uma lista alfabética ou numérica, que estará localizada ao fim do trabalho, respeitando-se a ordem estabelecida em 11.3.1.

13.4 MODELOS DE REFERÊNCIAS A seguir, são apresentados exemplos de referências bibliográficas comumente utilizadas em trabalhos acadêmicos.

13.4.1 Monografia no todo
Inclui livro, folheto, entre outros. Com um autor:

Com 2 até 3 autores:

Com mais de 3 autores:

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Com indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Coordenador, Organizador, etc.):

Referenciadas pelo título:

Autores com nomes que indicam parentesco:

Em formato eletrônico:

4.2 Monografia considerada em parte Quando o autor da parte for o mesmo da obra no todo: Em formato eletrônico: 13.47 13.3 Dissertações e teses .4.

4.4 Publicações periódicas 13.2 Parte de publicações periódicas Artigos de publicações periódicas: .4.4.4.4.48 Em formato eletrônico: 13.1 Publicações periódicas como todo Em formato eletrônico: 13.

etc. seminários.4.) Em formato eletrônico: 13.5 Eventos (congressos. simpósios.6 Vídeos.4. filmes. fitas de vídeo .49 Em formato eletrônico: 13. DVD’s.

50 13.4.7 Documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico Bases de dados: .

Deve ser seletiva e não mera repetição das idéias do autor. pois o objetivo da resenha não é entrar em detalhes. Nela devem ser usadas as próprias palavras do resenhista. Pode dispensar a leitura do texto original pela abrangência do conteúdo resenhado. . filme. ressaltando os diferentes aspectos válidos. Deve seguir a seqüência lógica do assunto. as condições de produção e de recepção do discurso.1 RESENHA Resenhar significa fazer um levantamento das características de um texto. informar o leitor. resenhas de textos não traduzidos para o vernáculo. A crítica pode ser feita também ao longo do resumo. A resenha está incluída no rol dos textos técnico-científicos pela sua natureza objetiva e linguagem técnica. visual ou digital (palestra. mas. sem entrar em pormenores. 14. descrevendo as circunstâncias que o envolvem.1. correção e adequação da linguagem. OUTROS TRABALHOS: CONCEITUAÇÃO E ESTRUTURA 14. etc. Resenha crítica ou simplesmente recensão Um tipo de resenha em que se formula um julgamento sobre o texto original. enumerando seus aspectos relevantes. Ex: resenhas publicadas em revistas especializadas e periódicos. Ex: resenhas universitárias.51 14. seqüência lógica. sendo esta uma opção do resenhista. artigo). O texto pode ser de linguagem oral.1 Tipos de resenhas Resenha informativa Um tipo de resenha mais completa e abrangente que apresenta um resumo detalhado do texto original. forma de apresentação do assunto. sim. Deve-se apresentar primeiramente o resumo do conteúdo do texto original para depois proceder-se ao comentário ou apreciação crítica de seus vários aspectos: relevância do assunto.

Em um segundo momento. Conclusão Na conclusão da resenha. tais como: sustentar. de maneira polida. confrontar. apresentando as conclusões do autor. contrapor. dedicar-se ao estudo. de modo a evidenciar os resultados obtidos com a leitura do texto.. . Na abordagem das partes do texto.. em primeiro lugar.. propor-se a. dos pontos relevantes de um texto. 14...1.2 Estrutura de uma resenha Introdução Inicia-se o texto. Primeiramente. Na introdução. Esta etapa é o momento em que o resenhista deve expor as principais idéias defendidas pelo autor.2 RESUMO 14. o que pode ser realizado por meio do emprego de verbos que demonstrem os atos do autor. a contribuição do autor no que concerne à produção de novos conhecimentos. contextualizando o assunto exposto na obra. mas informar o leitor. opor. Faz-se necessário levantar a importância dos temas tratados na obra. Pode-se abordar a relevância dessas conclusões.1 Definição O resumo é a apresentação concisa. demonstrar. Vale relembrar que o autor da resenha não deve depreciar a obra. evidenciando. expõe-se o conteúdo apresentado na obra. justificar. A elaboração formal do resumo varia de acordo com sua natureza. defender a tese. sobre o assunto nela tratado. Desenvolvimento Iniciar a resenha apresentando a estrutura da obra: O artigo divide-se em .2. porém globalizada. o resenhista deve deter especial atenção à importância de traduzir o efeito que o autor do texto quis causar no leitor. na mesma seqüência lógica em que se apresentam. deve-se ordenar os conhecimentos adquiridos com a leitura.. eleger. debruçar-se.52 14. devem-se apresentar os objetivos da obra resenhada. No item seguinte.

Deve. concisa e coerente. respeitando o texto original. exceto os considerados imprescindíveis à compreensão do que se resume.4. Deve-se também evitar abreviaturas.2.53 14.4 Modelos 14. no qual se processa uma apreciação crítica da obra resenhada. utilizando frases curtas que destacam os elementos mais importantes da obra. compondo em si mesmo um trabalho acadêmico. Rimbaud e Dalí. ser um texto redigido de forma cursiva. Por sua natureza muito concisa. 14. quando solicitado de forma individualizada. no momento em que a sociedade coetânea se depara com o advento da realidade virtual que traz consigo o primado da imagem. Resumo informativo – informa todos os dados necessários ao leitor para que este possa decidir sobre a conveniência da leitura do texto inteiro. os objetivos. O método consiste na análise qualitativa dos textos desses autores enquanto precursores da lírica . Mallarmé e Mondrian. a metodologia.2. Não se admitem acréscimos ou partes que não constem no original. Analisa também os aspectos filosóficos e estéticos que acarretaram a “crise de representação” instaurada nas modalidades artísticas do ocidente por meio da abordagem comparativa de artistas representativos da poesia e da pintura na modernidade: Baudelaire e Cézanne. Quanto à linguagem. abolindo-se gráficos. podendo dispensar a leitura do texto original. uso da terceira pessoa do singular. O texto do resumo não deve aparecer em forma de esquema. 14. tabelas. Resumo crítico – resumo redigido por especialistas com análise interpretativa de um documento ou trabalho científico.3 Redação do resumo O resumo. Expõe o tema central. os resultados e as conclusões do trabalho. com vocabulário adequado a um texto técnico.1 Resumo em monografias Esta tese investiga os novos procedimentos da lírica e da pintura modernas. esta deve ser clara. sem gírias ou expressões do senso comum. deverá ser precedido de referência completa do texto resumido. não dispensa a leitura do texto original.2.2 Tipos de resumo científico Resumo indicativo – indica apenas os pontos principais do texto. ao contrário.2. enfatizando apenas as idéias mais importantes da obra. citações e exemplos.

2. mas principalmente porque é fruto da inquietação e do desejo de autorevelação da voz feminina em nossa literatura. Os resultados apontam para o estabelecimento de um novo estatuto da poesia e da pintura que subverte a noção clássica de “mimese”. estabelecendo outros parâmetros de criação da obra artística e literária. Rimbaud –Dali.54 moderna e se concentra na pesquisa bibliográfica em fontes teóricas da crítica literária e filosófica. a dicção. 14. não somente por dar novos rumos ao discurso feminino. Procura demonstrar por meio dos romances As Parceiras (1980). A partir dessa pesquisa.2 Resumo em artigos científicos O discurso de elocução feminina no romance de Lya Luft Este artigo busca investigar o discurso de elocução feminina na obra da escritora gaúcha Lya Luft. que se permite ser vista da ótica de uma constante metamorfose e em busca de autoconhecimento. por intermédio do discurso ficcional luftiano. Análise do discurso. Mallarmé –Mondrian. é possível concluir que Luft é uma agente de transformação fundamental para a literatura feminina. Descritores: Estéticas Modernas.4. Prosa poética. Os resultados obtidos indicam que o discurso feminino é constituído por uma temática própria e por recursos de linguagem como a elocução simbólica. resultou numa reação expressiva da arte e da literatura em suas diferentes manifestações. Destaca. 14.3 RELATÓRIOS Documentos formais em que se descrevem os resultados obtidos em uma investigação ou se relata a execução de experiências ou de serviços. A asa esquerda do anjo (1981) e O ponto cego (1999) e das prosas poéticas Histórias do tempo (2000) e Mar de dentro (2002) a concepção filosófico-literária do universo feminino. Ruptura. o que bem pode ser a ausência completa de paradigmas. pode-se concluir que a crise dos paradigmas. Prosa de ficção. os estágios de amadurecimento psicológico desta mulher-escritora. em cada personagem feminina. Descritores: Discurso feminino. Lya Luft. especialmente nas obras analisadas Desta forma. o ritmo e o tom. gerando novos critérios de apreensão da realidade. . que fortemente se apresentam em Lya Luft. Baudelaire –Cézanne. que acometeu a vida moderna em seu clímax. Metáfora.

materiais ou (casuística). Ainda que não haja uma norma rígida sobre o desenvolvimento e este não se constitua num item específico para trabalhos científicos. O resumo deve ressaltar objetivo. A estrutura de relatórios técnico-científicos obedece a uma ordenação lógica dos elementos que a compõem. Listas (quando houver) Sumário Introdução Parte inicial do texto onde se expõe o assunto como um todo. Desenvolvimento . atualmente. objetivando esclarecer o leitor sobre a conveniência ou não de consultar o texto integralmente e acelerar o processo de divulgação do trabalho. as seguintes partes: materiais e métodos. razões que levaram à realização do trabalho. devendo apresentar conclusões e recomendações. a fundamentação clara das hipóteses. É elaborado com a finalidade de ser submetido à apreciação de pessoas ou de organismos.é em essência. uma tendência a limitar a revisão às contribuições mais importantes diretamente ligadas ao assunto. realçando. informação dirigida a especialistas da área. dando ênfase às mais recentes que oferecem base para a derivação das hipóteses e a explicação de sua fundamentação. Capa Folha de rosto Resumo É a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto (NBR6028. em geral. Existe. Não deve.1 Relatório técnico-científico O relatório técnico-científico expõe. entretanto. de forma clara. Na introdução. suas limitações e seu objetivo. sempre que possível. cuja finalidade é expor analisar e demonstrar. . a fundamentação lógica do trabalho de pesquisa.3. conforme descrito a seguir. métodos. de forma sistemática. 2003). as várias idéias arroladas nos trabalhos anteriores que serviram de base à investigação que está sendo realizada. resultados e discussão. A revisão de literatura tem por objetivo sintetizar. pode estar contida a revisão da literatura. incluir as conclusões. resultados e conclusões do trabalho. sua relação com outros estudos sobre o mesmo assunto. ele apresenta. Deve esclarecer se o trabalho se constitui numa confirmação de observações de outros autores ou se contém elementos novos.55 14. Inclui informações sobre a natureza e a importância do problema.

assim. onde e por que foram aplicados os processos de pesquisa) e tratamento estatístico. figuras. clara e lógica. desde que possuam significado importante. Equipamentos. intitula-se no plural. Baseada em fatos comprovados. precisa. Podem ser incluídos.devem ser apresentados de forma objetiva. Materiais e métodos devem ser descritos de maneira precisa e breve.destina-se à demonstração da confirmação positiva ou negativa da hipótese. coleta de dados (informações sobre como. Podem ser subdivididos em tópicos que correspondam a cada uma das perguntas levantadas ou hipóteses formuladas. Atenta-se para o fato que a conclusão não é um resumo do trabalho. Anexos e Apêndices . quando. incluindo-se a experimentação com pormenores. São apresentados tanto os resultados positivos quanto os negativos. medidas. a não ser que tenham sido substancialmente modificados. questionários a serem usados).compreende-se o instrumental empregado e a descrição das técnicas adotadas. também. inclusive com fotografias e desenhos. Recapitula. Fundamenta-se no texto e é decorrente das provas relacionadas na discussão. os resultados da pesquisa e pode trazer propostas e sugestões originadas nos dados coletados e estudados. É a comparação entre os resultados obtidos pelo autor e os encontrados em trabalhos anteriores. Recomenda-se que cada uma das conclusões seja enumerada independentemente. fotografias que complementam o texto. gráficos e tabelas que ilustram os processos seguidos pelo autor: instrumentação (indicação de testes. Resultados e discussão . Marcas comerciais de equipamentos. apresentando novas perspectivas para a pesquisa. produtos e outros materiais que estejam sendo utilizados pela primeira vez devem ser descritos com detalhes. possibilitando. observações. utilizando-se tabelas. permitindo uma análise circunstanciada que estabeleça relações entre eles e deduções das proposições e generalizações cabíveis. Os materiais e métodos devem ser apresentados na seqüência cronológica em que o trabalho foi conduzido. o título da seção deve ser casuística e métodos. Os métodos que já tenham sido publicados devem ser referidos apenas por citação. deve ressaltar os aspectos que confirmem ou modifiquem de modo significativo as teorias estabelecidas.56 Materiais e métodos ou casuística e método . a repetição do experimento com a mesma precisão. Nas pesquisas com seres humanos. sinteticamente. escalas. Conclusão . Quando houver várias conclusões. drogas e outras só deverão ser incluídas quando contribuírem significativamente para melhor compreensão e avaliação do trabalho.

considerando um conjunto deles.57 Agradecimentos Referências 14.3. apresenta-se de maneira cursiva. Título: deve sintetizar seu objetivo essencial. que apesar de conter a mesma estrutura textual do artigo. decorrem da realização de pesquisas inéditas.2 Relatório de estágio Este tipo de relatório apresenta a estrutura descrita como segue: Capa Identificação Caracteriza o relatório quanto a: Aluno estagiário: nome completo do aluno Orientador: responsável pela orientação do aluno. são textos publicados em revistas acadêmicas ou que se constituem.4 ARTIGOS CIENTÍFICOS Os artigos científicos são estudos criteriosos que abordam uma questão de relevância científica. Atividades desenvolvidas: descrever as atividades realizadas durante o período de estágio. Freqüentemente. Assinaturas: Estagiário e Orientador. Para as ciências humanas e sociais os resultados de pesquisa podem ser apresentados em forma de ensaio. Local: local de realização do estágio. . manifestam o resultado de uma investigação de uma pesquisa cientifica sistemática a respeito de determinado assunto. considerando instituição /cidade /estado. Em geral. ou seja. 14. Local e data: local e data de elaboração do relatório. em livros. Período de execução: registrar o período (dia/mês/ano) de início e término da execução do estágio. sem as divisões das partes.

é o destaque de alguns desses aspectos: Título . seguido do nome da instituição a que pertence. apresentar um estudo pessoal a respeito de um assunto. A definição das palavras-chave deve ter base em vocabulários controlados. conter conceituações básicas ou revisão bibliográfica. com referido endereço eletrônico. A introdução pode. Decs/Bireme (área da saúde). 14. levar ao conhecimento do público interessado ou especializado um dado totalmente novo. considerando dados fornecidos por outros autores. o material e os métodos (ou casuística e métodos). como.2 Estrutura O artigo estrutura-se da mesma forma que os demais textos científicos. são apresentados os objetivos do estudo realizado. na introdução. Palavras-chave ou descritores . compondo único parágrafo.Deve sintetizar seu aspecto essencial. ou seja. apresentando-o de uma maneira geral.4. discutir um assunto. ainda. a justificativa da escolha do tema. Inep (área da educação). Devem situar o problema da investigação no contexto geral da área e indicar os pressupostos necessários à sua compreensão.58 14.1 O que pode ser conteúdo de um artigo? O artigo pode abordar assuntos diversos. . Sibinet USP (área de humanas). relacionando posições diferentes a respeito do mesmo tema. por exemplo: ser um estudo criterioso para oferecer soluções ou propostas de solução para um problema ou uma questão que tem gerado controvérsias. apontando as lacunas existentes ou questões às quais os estudos ainda não responderam.Nome completo. observando o máximo de 250 palavras. no entanto.Deve apresentar uma exposição breve do tema tratado. os resultados e as conclusões do trabalho. Autor . Importante.4. Resumo . titulação. Introdução .Deve ressaltar o objetivo.Visam à indexação do artigo e se destinam a descrever cientificamente o assunto. Também. considerando diferentes perspectivas. não conhecido nem explorado por outros estudiosos.

painéis são demonstrativos do resultado de pesquisas e estudos realizados nas atividades acadêmicas e representam a forma de comunicação científica mais utilizada. São acompanhadas de exposição oral (de curta duração entre 10 a 15 minutos) ou em forma de painéis. atualmente. caixa alta.Visa a discutir. simpósios.59 Material e métodos ou casuística e métodos . Imprescindível é apresentar os critérios de inclusão e exclusão da amostra em estudo. fonte arial 28. Referências 14. Resultados e discussão . de forma objetiva e clara. com base nos dados obtidos e na interpretação realizada. métodos.Descrição de material. .6. sociedades científicas em que se expõem resultados recentes de pesquisas.0 metros. As letras dos textos e das figuras devem ser legíveis a uma distância de 2. técnicas e processos utilizados na investigação. o que deve ser uma resposta aos objetivos apresentados.Deve apresentar letras com tamanho mínimo de 1. Deve detalhar.6 PAINEL De caráter visual.5 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA Informação apresentada em congressos. Pode ainda apresentar sugestões ou recomendações para outros estudos na área. os resultados da investigação. os principais aspectos relacionados ao estudo realizado. negrito. Também nesse momento é possível explicitar um ponto de vista pessoal. correlacionando-os com a revisão bibliográfica.Trata-se do momento em que o autor expõe. de forma clara. Conclusão ou considerações finais . 14. nos encontros de diversas áreas de conhecimento. mas a socialização de resultados.1 Estrutura Título . A dimensão do painel deverá ser de 60 cm de largura por 90 cm de altura. Seu objetivo não é o aprofundamento. academias. 14. reuniões científicas. suas deduções. resumidamente. Devem sintetizar. confirmar ou refutar hipóteses inerentes à investigação.5 cm de altura.

sucinto e expressar respostas às questões relevantes ao problema focalizado no trabalho. Informações sobre a localização geográfica da região em questão são fundamentais.A introdução deve conter informações que situem os leitores em relação ao problema estudado e ao embasamento teórico que o sustenta. normal. entre outros. Em determinados estudos. muitas vezes. identificadas e.O nome do autor(es). fonte arial 14. A relevância dos resultados . é essencial que este tópico seja discutido de maneira bastante detalhada. como os realizados considerando revisões bibliográficas. o tamanho mínimo das letras deve ser de 0.Os dados obtidos no estudo devem estar contidos neste tópico. Figuras. normal.8cm para maiúscula e de 0.6 cm para minúscula. ambiente físico e formações naturais. deve(em) apresentar o tamanho das letras no mínimo de 1. fonte arial 20. Em todos os tipos de estudo. além de. Conclusão ou considerações finais . numeradas. além de tabelas – que devem ser dispostas nas laterais direita e esquerda. o termo metodologia pode-se mostrar mais apropriado que material e métodos. constarem da fonte – podem ser ferramentas úteis para a descrição dos resultados. Material e métodos ou casuística e métodos . aos objetivos e à área de conhecimento. deixando nítido o desenvolvimento de todas as etapas do trabalho. Resultados e discussão . Para os demais componentes do painel. uma vez que a validade dos dados obtidos está diretamente relacionada aos métodos empregados para sua obtenção. Introdução . isso torna a leitura um pouco repetitiva.Deve ser claro. quando for o caso. Objetivo . Podem ser feitas citações bibliográficas e apresentar informações relativas à justificativa. Porém.60 Autor . A discussão deve ser feita com base nos dados obtidos. Os resultados podem ser apresentados separadamente da discussão. seguido(s) da(s) respectiva(s) instituição(ões) à(s) qual(is) pertence(em).Este item descreve a metodologia empregada no estudo realizado. devendo estar embasada em uma revisão bibliográfica que pode ser comparativa e enfocar o conhecimento obtido considerando-se outros trabalhos na mesma área de estudo. em muitos casos. principalmente gráficos.0 cm de altura. pode-se descrever a área quanto aos aspectos econômicos e étnicos.De forma bastante objetiva. tornar-se difícil determinar um limite entre a descrição dos resultados e sua discussão. Em trabalhos que envolvem um levantamento de campo. negrito. o conhecimento gerado considerando o estudo realizado deve estar contido neste item.

além das possíveis próximas etapas do trabalho executado. . também pode figurar neste tópico. Referências .61 obtidos para a comunidade científica e/ou geral.Este item não é obrigatório na estrutura do painel. Entretanto. faz-se necessário indicá-lo. quando houver citação de autor no texto.

M. 180p. 225p. D. rev. O que é ciência. A. ed.R. 104p. 170p. Gilson Cesar Cardoso de Souza. C. Tomos I . 1999.F. São Paulo: Ática. ed. Rio de Janeiro: ABNT. 1997. HEGENBERG. MACIEL JUNIOR. São Paulo: Brasiliense. A. Apresentação de trabalhos acadêmicos: uso das normas da ABNT. 1999. E. MORA. 308p. ed. ______.. 2002. ______. NBR 6028 Resumos: procedimento. 1991. 1990. União Social Camiliana . 270p. 14. Explicações científicas: introdução à filosofia da ciência. ______. Rio de Janeiro: ABNT. 8. Rio de Janeiro: ABNT. KÖCHE. Fundamentos de metodologia científica. Petrópolis: Vozes. A. Apostila Universidade de Santo Amaro. 88p. NBR 10719 Elaboração de relatórios técnico-científicos. J. BASTOS. MANUAL de orientação para trabalhos acadêmicos. . Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. e ampl. 5. Inocente Radrizzani. 2003. NBR 6023 Informação e documentação – Referências: Elaboração. rev. L. NBR 1256 Apresentação de originais. São Paulo: Perspectiva. A articulação do texto.IV. L. 3. Trad. São Paulo: Herder – EDUSP. MARCONI. ______. São Paulo: União Social Camiliana . U.62 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. reimp. ECO. NBR 6027 Sumário. Dicionário de Filosofia. 1989. Raul Fiker. Pré-socráticos: a invenção da razão. 2003. 1997. São Paulo: Odysseus. L. São Paulo: Loyola. 1969. 87p. 2008. ed. J. afinal? Trad. NBR 10520 Citações em documentos. 3. Rio de Janeiro: ABNT. E.Centro Universitário São Camilo e Sistema Integrado de Bibliotecas Pe. ______. Rio de Janeiro: ABNT.Centro Universitário São Camilo. GUIMARÃES. Como se faz uma tese. 1990. e ampl. 15. FÁVERO. Rio de Janeiro: ABNT. 2000. São Paulo: Atlas. São Paulo: Ática. 2007. 2002. NBR 6024 Numeração progressiva das seções de um documento escrito. LAKATOS. ______. 2003. São Paulo. Rio de Janeiro: ABNT. CHALMERS.ª ed. 2000. Coesão e coerência textuais.

J. 100p. e ampl. 2000. rev. J. ed. Metodologia do trabalho científico. 2003. E. P. 5. Análise de discurso: princípios e procedimentos. 277p. D. J. . São Paulo: Cortez Editora. São Paulo: Atlas..ª ed. A. 279p. RUIZ. 2001. PARRA FILHO. SEVERINO.63 ORLANDI. A. 21. Campinas: Pontes. SANTOS. São Paulo: Futura. Metodologia científica. reimp. 3.A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 1982.

Paulo: Perspectiva. Trad. Mota. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 400p. FIORIN. rev. Porto Alegre: Globo. J. WUNENBURGER. 59p. 567p. Para entender o texto: leitura e redação. 2. e ampl. Uma história da razão: entrevistas com Émile Noël. S. São Paulo: Companhia das Letras. F. BOAVENTURA. CHÂTELET. J. 7. 159 p. T. 1994. 9. ed. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. ed. Leonidas Hegenberg e Octany S. São Paulo: Cultrix. M. POPPER. Metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Ática.-J. Metodologia filosófica.64 APÊNDICE SUGESTÕES DE LEITURA SOBRE O TEMA ALVES. 1997. R. Roberto L. A. Trad. F.d. 262 p. de Lucy Magalhães. KUHN. 1983. ed. 223p. 1997. Manual de redação e estilo de O Estado de São Paulo. 3. VERA. s. 1996.A. 2005. P. São Paulo: Ed. Filosofia da ciência contemporânea. Trad. 1997. Beatriz Boeira e Nelson Boeira. Como ordenar as idéias. L. & SAVIOLI. Trad. 2001. 7 ed. L. K. Trad. ed. A estrutura das revoluções científicas. 319 p. Moderna. S. . MARTINS FILHO. R. GLEISER. D. Ferreira. 1975. São Paulo: Martins Fontes.. E. São Paulo: Unesp. 394p. São Paulo: Ática. A lógica da pesquisa científica. 1999. E. A dança do universo: dos mitos de criação à teoria do Big-bang. São Paulo: Loyola. OMNÈS. 16. reimp. FOLSCHEID. de Paulo Neves.

65 ANEXOS ANEXO A .CAPA ← borda da folha MARIA JOANA DA SILVA borda da folha → LINGUAGEM DE CRIANÇAS EDUCADAS EM ORFANATO São Paulo 2006 .

nome São Paulo 2008 . Orientador: Prof.66 ANEXO B – FOLHA DE ROSTO MARIA JOANA DA SILVA ←borda da folha borda da folha → LINGUAGEM DE CRIANÇAS EDUCADAS EM ORFANATO Apresentada como parte dos requisitos do Curso de Licenciatura em Português e Inglês da Faculdade de Letras da Universidade de Santo Amaro — UNISA. título.

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