Você está na página 1de 14

Aula 29/03- Vivian

Agora teremos uma sequencia de 3 aulas sobre prevenção.

Higiene Bucal e hábitos alimentares

Geralmente os pacientes que chegam nos consultórios eles querem saber sobre prevenção e
como evitar a carie. Para que ocorra esse declínio da carie é importante sabermos os fatores
que devem ser prevenidos, lembrando que ela é uma doença multifatorial e para que ela
ocorra os fatores tem que estar presentes concomitantemente (ao mesmo tempo) para que ela
tenha inicio e evolua e se eliminarmos um desses fatores a carie não vai ocorrer, eles são o
tempo, dieta, hospedeiro e microorganismo.

Para evitar a carie eu não vou dar tempo para que ela ocorra, ou posso tentar eliminar zonas
de retenção com adição de selantes, então vou modificar o hopspedeiro. Posso influenciar na
dieta, isso é muito difícil conseguir, mas tenho que orientar o paciente mesmo assim, e com
isso posso reduzir os índices de carie ou eliminar os microorganismos.

Apesar de estar havendo uma diminuição dos índices de carie, no consultório as crianças ou
podem chegar sem carie nenhuma, ou com a boca toda destruída.

A carie é resultado de uma interação complexa desses fatores que comentamos e que pode
originar ate a uma perda total dos dentes. A mãe pode chegar no consultório e falar que os
dentes da criança ficou daquele jeito porque a criança utiliza muito antibiótico, mas na verdade
temos que explicar que pode ser em decorrência da placa e acumulo de biofilme dental e que
o uso de antibiótico pode fazer uma seleção de microorganismo mais cariogenico em função
do açúcar e não tem uma higienização adequada.

Antigamente o que víamos era uma odontologia centrada no tratamento odontológico


restaurador, e era algo padronizado, se fazia aplicação de flúor em todas, depois selamento de
molares, se fazia restaurações preventivas, e hoje não se faz mais isso. Em um sulco
enegrecido, nos removemos os pontos de carie e se precisar, fazer selante no dente. Vimos que
para fazermos um plano de tratamento temos que analizar o que aquele paciente tem.

Ouviremos muito falar sobre risco e atividade de carie, mas isso é avaliado em cada paciente
para indicarmos métodos preventivos mais corretos e ate mesmo estabelecer plano de
tratamento com os melhores materiais restauradores para ele. Hoje queremos um tratamento
baseado em um diagnostico individual referente a essa atividade e risco a carie, só assim
conseguiremos uma máxima prevenção com a mínima intervenção.

Precisamos educar os pacientes, pode parecer bobagens algumas questões no prontuário


como hábitos alimentares, mas é importante que a cada questão que a gente faça temos que
orientar sobre esse assunto para a mãe, iremos perguntar quantas vezes a criança come, ou
quantas vezes a criança escova os dentes. Alem de orientar essa conversa com os pais e
pacientes é uma oportunidade de já se ter manejo com a criança. Então veremos cada um
desses fatores para que a carie ocorra.
Quando falamos em hospedeiro, podemos pensar em vários pontos, como: superfície
dentaria , saliva, morfologia oclusal, maturação pos eruptiva, alinhamento e oclusão dos
dentes e presença de flúor.

Morfologia oclusal, eu falo que o paciente é mais suscetível a carie quando o paciente tem
dentes com sulcos profundos, falta de coalescencia de esmalte na superfície oclusal. E tem
menos risco a carie quando há dentes com superfícies mais plana, sulcos rasos. Então se tem
mais risco a carie quando há defeitos de esmalte e fossas e fissuras mal coalescidas.

A região posterior é a que se tem maior dificuldade de higienização então é a que tem maior
incidência de carie.

Sendo uma região de há defeitos de esmalte e fossas e fissuras mal coalescidas a chance de
acumular bactérias e alimentos é maior também e por isso é uma região que devemos nos
preocupar bastante.

Em relação a maturação pos eruptiva é o deposito de minerais que vão se depositar na


superfície dentaria logo após que o dente surgir na boca, isso tende a ocorrer ate o dente
chegar em oclusão que ira demorar por volta de 1,5 a 2 anos. Então o dente quando irrompe
na cavidade bucal ele é menos cristalizado e ele é mais suscetível a carie em função disso, mas
em função do contato com a saliva e do fluoreto o incisivo vai se tornando mais resistente.
Então um dente recém inrrompido é mais sucetivel a carie do que um paciente adulto que já
tem o dente irrompido ali por mais tempo. Então veremos que na aula de selante há uma
época mais correta para aplica-lo que é quando ele irrompe, pois ele ainda não passou por
esse processo de maturação pos eruptiva.

Se o dente já esta ali no paciente adulto há mais de 10 anos e nunca teve carie, termos que
repensar se será necessário fazer uso de selante neste dente, só será necessário se ele se
tornar um paciente de risco, seja por hábitos, uso de aparelhos ortodônticos, caso contrario,
não precisamos nos preocupar com o uso de selante em pacientes adultos, pois ele já passou
por esse processo de maturação pos eruptiva, já esta mais resistente, e a chance de carie nesse
dente é menor.

Outro fator relacionado ao hospedeiro é o apinhamento dentário. Pacientes assim tem maior
risco de carie do que pacientes que tem dentes alinhados. Dentes apinhados é uma
caracteriste de um paciente com risco, pois tem maior dificuldade de higienização e precisa de
um tratamento ortodôntico, e tem retenção de alimentos.

Outro local muito comum são 1ºs ou 2ºs molares em infra- oclusão e principalmente se
tivermos um envolvimento parcial do opérculo gengival recobrindo parte do dente, pois essa é
uma região sensível e dolorosa e o paciente tente a evitar escovar essa região e então há maior
acumulo de placa e então precisamos orientar que ele escove com maior delicadeza para que
ele não machuque/ traumatize o local, mas é importante higienizar esse dente, pois ele vai
demorar para entrar em oclusão e é um dente que ainda não possui a maturação pos eruptiva
completa. Então é um local de difícil acesso para escovação e a capacidade autolimpeza é
prejudicada. Pacientes que tem os dentes em infraoclusao tem maior risco que pacientes que
tem dentes em oclusão.
O segundo fator que temos que pensar em previnir é a microbiota. No momento que o bebe
nasce ele não tem microrganismos, mas depois que ele nasce ele já tem a boca contaminada.
Mas o S. mutans ele só vai se implantar quando tiver superfície dura, então após a erupção dos
primeiros dentes na cavidade bucal e não é só ele, é também S.sobrinus, lactobacilos.
Lactobacilos estão presentes quando houver cavidades principalmente, mas quem dara inicio é
o mutans e o sobrinus.

Um período que teremos que nos preocupar muito é o da janela de infectividade, que são
períodos em que estão irrompendo 1ºs molares decíduos e 1ºs M. permanentes, e essas são as
1ª e 2ª janela de infectividade, e a maior contaminação da cavidade bucal desse paciente.
Enquanto a criança tem superfícies lisas apenas na boca a autolimpeza e higienização dos
dentes é mais fácil, o paciente tende a engolir e impedir a instalação desses microorganismos,
mas a partir do momento que há o irrompimento de molares que tem maior dificuldade de
higienização e acesso, ai sim, ocorre maior risco de infectividade nesse período.

A maior fonte de infecção é a mãe, ou a pessoa que fica cuidando da criança, ex:baba, que fica
assoprando a comida. Essa é a fonte de infecção primaria.

O principal veiculo de transmissão é a saliva.

A 1ª janela de infectividade é o irrompimento dos 1ºs molares decíduos é a segunda é quando


irrompe os 1ºs molares permanentes e temos que focar algumas estratégias preventiva nesses
momentos mais críticos.

Temos que orientar sobre alguns tipos de contato, embora indique afetividade, temos que
evitar assoprar alimentos, beijar a criança na boca e mais que isso se a mãe ou a baba tiver
carie orienta-las a fazer tratamento odontológicos para evitar essa transmissão.

Outro ponto que vamos relatar é o substrato (dieta), esta muito mais relacionado com a
frequência de ingestão do que com a quantidade do que é ingerido.

O tempo é necessário para que as alterações na superfície do dente possam ser


diagnosticadas, isso significa, que o inicio da desmineralização não conseguimos identificar
ainda, mas com o tempo aquelas regiões que vão sendo desmineralizadas vão se tornando
porosas e visivelmente aparecendo como lesões de mancha branca e se tornando cavidades,
há necessidade de triagem em períodos de tempo para que possamos identificar a
desmineralização que esta ocorrendo. Há varias estratégias que se guiam com o tempo. Falou
do programa/franquia de topdent, todo mês a criança ia fazer profilaxia, recebia orientaçoes e
caso surgisse alguma carie o profissional iria restaurar sem cobrar nada dos pais, mas nesse
programa não dava tempo para que a carie ocorresse, mas hoje em dia isso não funciona,
porque os pais não vão voltar todo mês, e para que se possa prevenir vai depender da criança,
tem casos que precisa retornar a cada 3, 6 meses, pois vai depender do risco de carie.

Depois vamos ver em uma aula especifica sobre o flúor, pois não basta te-lo como único para
prevenção contra a carie, uma criança que tem o ph muito baixo da saliva, chupa bala com
muita frequência, o flúor não terá papel nenhum, mas se conseguirmos eliminar a dieta
cariogenica e fazer com que ela tenha uma higiene boa iremos evitar desmineralização de
esmalte e evitar a carie.
Para prevenir a carie posso fazer o controle do biofilme dental, então eu evito dar tempo para
que a carie ocorra, mas ao mesmo tempo eliminar microrganismo cariogênico. E o controle do
biofilme pode ser mecânico com a orientação sobre higiene bucal ou atraves da profilaxia
profissional, e o químico com uso de flúor e clorexidina. Também posso orientar sobre abitos
alimentares, selamento de fossas e fissuras de molares, principalmente permanentes e utilizar
materiais odontológicos que liberam flúor.

Mas teremos que sempre avaliar a criança sobre risco e atividade de carie. A criança tem risco
a carie criança que faz muito uso de açúcar, criança com muita placa, dentes recém irrompidos,
aparelhos ortodônticos, dentes apinhados, em infraoclusao.

O nível sócio economico é algo que temos que repensar, pois quando a pessa tem esse nível
muito baixo, as vezes tem tanta privação de alimentação que terá pouco risco a carie, mas
quando o nível é baixo tende a fazer maior uso de alimentos que de energia de maneira rápida
para a criança (carboidratos, açúcar mesmo).

Risco de carie: Crianças que já tiveram experiência previas da doença carie tem maior risco de
ter carie, uma maior frequência de açúcar, criança com biofilme dental, diminuição do fluxo
salivar (embora raro em criança, mas se ela faz uso de algum medicamento), ma higiene bucal.
Temos que ver a frequência que ela ira retornar ao dentista, se ela faz uso de aparelho
ortodôntico ela tem que retornar mais frequentemente ao dentista.

Uma criança com alta/ baixa atividade de carie, se é uma criança esta com carie ativa na boca é
uma criança com alta atividade de carie, quando mais lesões mais alta é atividade de carie
daquela criança, isso principalmente com carie precoce da infância (antigamente chamada de
carie de mamadeira), com caries grandes logo que os dentes irrompe na cavidade bucal é uma
criança com alta atividade de carie.

Isso também depende do numero e localização das lesões, quando a criança tem lesões em
molares é uma superfície que é mais suscetível a carie, crianças com carie em superfícies lisas
ou em cervicais, é uma criança que tem maior risco de atividade de carie do que a que tem
carie só na oclusal, pois a superfície lisa é uma região de mais fácil higienização.

Também há o alto índice de progressão da lesão, então fazemos tratamento da criança e


depois de 1 ano ela volta e tem 2 lesoes novas ou recidiva da carie ela é uma criança com alta
atividade de carie. Precisamos avaliar isso, e agenda-la com maior frequência para que ela não
tenha o aparecimento de novas lesões. Então o diagnostico tem que ser individual.

A lesão de mancha branca já indica atividade de carie já é o inicio da desmineralização, não


confundir, lesão de mancha braça é carie, quando falamos de superfícies esbranquiçada pode
ser hipoplasia ou fluores, mas lesão de mancha branca é carie, ou inicio de carie!

Devemos saber alguns mecanismos para que não haja evolução dessa doença, então podemos
orientar sobre a higienização bucal, uso de fio dental, profilaxia profissional, aplicar flúor
(moldeira), ou clorexidina.

Quando falamos em controle mecânico da placa, vamos simplesmente remover aquele


substrato onde tem bactérias que podem causar danos a estrutura dentaria. Um ponto que
sempre ressaltamos é que quando vamos fazer exame clinico é ver se há biofilme visível, pois
as vezes não esta visível mas precisamos fazer evidenciação para mostrar para a criança e pais
que há placa e não devemos confiar nos pais, se eles falam que faz a higienização 3x por dia
devemos evidenciar para ver se tem pontos falhos na escovação para ser corrigido.

Na higienização bucal antes de orientar devemos considerar algumas coisas, a motivação do


paciente, difícil orientar um paciente desmotivado e tentar criar estratégia para motiva-lo.
Devemos ver a faixa etária, pois dependendo dela as orintaçoes serão diferentes. Considerar
com o que será realizado, como realizar e quem deve realizar.

É interessante orientar os pais que tem bebes ou antes mesmo deles terem bebes que o habito
de higiene deve ser estabelecido de maneira precoce, mesmo antes do irrompimento dos
dentes, com o objetivo de criar o habito da criança ter sua boca manipulada e não tanto da
higiene. Há criança bem mais velha que qualquer coisa que encoste na boca dela ela sente
ânsia, então não tem o habito de ter a boca manipulada por nada. Então sempre que possível
estabelecer uma rotina e criar esse habito precoce, o fato de estabelecer a rotina é
interessante, pois no meio do banho pode sugerir para fazer a limpeza bucal e ele saber que
isso também faz parte da higiene da criança.

Pode não ser tão simples quanto parece, a criança pode não deixar manipular a boca, em casa
não tem uma macri para segurar a criança, a mãe pode estar sozinha em casa e ter que
manipular a manobra sozinha, então temos que nos adaptar a situações para que conseguimos
fazer isso, então colocar o bebe em cima do trocador e se apoiar em cima da criança para fazer
a limpeza da boca do bebe.

É importante orientar a mãe, pois as vezes ela esta preocupada com tantas outras coisas e ela
pode deixar de lado a higiene bucal da criança. A motivação é extremamente importante, tanto
para a criança como para os pais.

Para fazermos o controle mecânico da placa em crianças de 1 a 3 anos, sempre devemos


orientar que a responsabilidade é exclusivamente dos pais. Nessa idade iremos diretamente
demonstrar como realizar a limpeza, seja para a mãe ou o pai, e iremos pedir para o
responsável realizar a limpeza e junto iremos corrigindo, mostrando o que esta certo ou
errado. Nessa idade o paciente é difícil, geralmente se faz com a criança chorando.

Em criança com 4 a 6 anos, nessa idade a criança ainda não tem coordenação motora
totalmente desenvolvida, então ainda sim os pais ainda são responsáveis pela higienização da
criança, pelo menos uma vez por dia, os pais devem supervisionar e corrigir pelo menos 1 vez
por dia essa higienização, e nesse momento devemos mostrar como se escova tanto para os
pais e a criança, deixa a criança escovar e depois os pais corrigem. E orientar sobre a escovação
como o uso do fio dental, o fio dental deve ser usado pelo menos uma vez por dia.

Nessa faixa etária devemos no consultório levar os pais e a criança no escovodromo, a criança
realiza a higienização e mostramos aos pais para que eles corrijam, não adianta só levar a
criança no escovodromo, porque quem será responsável pela escovação ainda é a mãe ou o
pai.
De 7 a 12 anos a criança deve ser treinada e estimulada pelo profissional e então se ela faz algo
errado o profissional a corrige, nessa idade é difícil a criança deixar que os pais realizem a
higiene, embora os pais podem sim estar supervisionando essa limpeza dos dentes da criança.

Com o que iremos realizar¿ iremos orientar os pais que cada membro da família deve ter uma
escova individual, e que a função da escova alem de remover todo o excesso de alimentos ela
também promove uma massagem gengival, então orientar sobre a pressão que será exercida e
qual escova será utilizada para evitar danos ao periodonto da criança, pois as vezes a criança
escova forte e machuca a gengiva e dói, então temos que orientar sobre movimentos suaves.

A escova de dente contanto que tenha cerdas macias pode utilizar qualquer uma, depende
muito do recurso (custo) que cada família pode usar para comprar determinada marca,
devemos associar a qualidade com custo, então contanto que tenha cerdas macias que não
prejudique o periodonto, cerdas alinhadas, e compatível com a boca da criança, boca pequena
escova de cabeça pequena.

Outros pontos que parecem irrelevantes é quanto ao tamanho do cabo, pois as vezes um cabo
mais longo seja melhor, pois é o pai ou a mãe que ira realizar a escovação, e um cabo mais
curto seja mais difícil para o pai ou a mãe segurar.

Cerdas desalinhadas deve-se trocar a escova, geralmente a troca ocorre a cada 3 meses. Se for
uma criança com baixo nível na clinica, podemos dar para ela a cada 3 meses uma escova nova,
e utilizar uma escova que não traumatize a gengiva.

Um ponto que pouca gente da importância é sobre a desinfecção das escovas, há vários
trabalhos que mostram como as escovas ficam contaminadas quando expostas no banheiro,
tanto por bactérias, vírus, leveduras e parasitas intestinais, geralmente depois de alguma
infecção devemos trocar a escova para evitar que aquela bactéria volte a contaminar
novamente o individuo.

Uma maneira de realizar a desinfecção é o uso de clorexidina, pode deixa-la mergulhada ou


borrifar clorexidina após a utilização.

O uso de escova elétrica pode servir como meio de motivação para a criança, mas se ela não
for usar de maneira correta também não será eficiente, então o pai devera usar corretamente.
Mas se for uma criança com falta de coordenação motora, ou faz uso de aparelho ortodôntico
ou tem alguma deficiência, o uso de escovas elétricas pode ser sim vantajoso.

Antigamente se falava que para bebes não se devia utilizar dentifrícios com flúor, hoje iremos
prescrever o uso de dentifrício com flúor baseado no risco de carie daquela criança, então se
for filho de dentista que sabe que os pais vão fazer higienização sempre e cuidar, pode-se fazer
a indicação de dentifrício sem flúor, criança com baixo risco de carie não tem necessidade de
uso de dentifrício com flúor, pois ela pode engolir e ter fluorose, mas se for criança com risco
de carie e com placa, deve se usar dentifrício com flúor sim.

O problema será na quantidade, orientar que a quantidade deve ser pequenininha, para
crianças menores de 3 anos metade de um grão de arroz, ou um grão de arroz, para evitar que
ela fique engolindo, porque na hora de escovar ela vai ficar chupando a escova. De a 7 anos
utilizar um grão de ervilha, jamais colocar na escova o dentifrício de maneira longitudinal,
falamos em um grão de ervilha ou de maneira transversal, e a quantidade de espuma prejudica
a criança de enxergar onde ela esta escovando. Há também a possibilidade de utilizar o
dentifrício com concentrações distintas de flúor, pode haver substancias que fazem com que o
dentifrício tenha um flúor que se adere melhor no dente e pode ser bem efetivas, com a
possibilidade menor risco de fluorose (isso é pesquisa), mas hoje em dia se sabe que a criança
pode utilizar o mesmo dentifricio que o adulto, desde que seja em quantidade bem pequena.

Orientar o uso de fio dental, as vezes a criança não tem destreza manual, então devemos
orientar como segurar corretamente o fio, ou orientar a mãe para ela ajudar o filho.

Há vários evidenciadores que podem ser utilizados na clinica, então fucsina, eritrosina, verde
de malaquita, azul de metileno, marrom de Bismarck, são evidenciadores de placa e cada um
tem uma cor especifica.

Como fazer a utilização dos evidenciadores¿ na clinica não mandamos bochechar, pois a
criança pode engolir, então pegamos um copinho e passamos com cotonete somente sobre a
superfície dental.

A técnica de escovação, já sabemos de varias, mas o que é mais importante do que a técnica é
aquela que a criança melhor ira se daptar, as vezes tenho que ensinar aquela criança, se estou
em uma escolinha é difícil eu ensinar uma determinada técnica, ex a de fones (fazer bolinha) é
mais fácil de eu explicar para a criança. Mas dependendo da faixa etária e motivação da criança
eu posso ensina-la uma determinada técnica. Então o importante não é a técnica em si, mesmo
porque quando eu ensinar uma técnica cada individuo fará suas adaptações ou modificações, e
isso não tem problema desde que a placa seja removida de maneira eficiente.

A orientação das técnicas de limpeza vão depender de alguns fatores, se a criança ainda não
tem dentes na boca há uma técnica especifica, se a criança for pequena e já tem dentes
anteriores, iremos utilizar de alguns artifícios para fazer higienização bucal e com dentes
posteriores já serão outras. Então essas orientações dependerão da condição bucal da criança.

Antes da erupção dos dentes falar para a mãe fazer pelo menos 1x ao dia, com uma gaze
embebida em água ou soro limpar a cavidade bucal da criança. Isso para a criança se
acostumar com a manipulação da boca, para a criança não ter ânsia.

Tendo dentes ai já é obrigatório a limpeza. Em dentes anteriores posso fazer com escova se a
criança já aceitar, mas se a criança não aceita, posso utilizar uma frauda ou uma gaze, faço a
fricção da superfície vestibular e lingual e isso já será suficiente para remover a placa, pois é
uma superfície lisa. Também há as dedeiras que podem ser utilizadas, e também evitar que o
neném morda o dedo.

Para dentes posteriores já preciso da escova, pois como vimos é a primeira janela de
infectividade, tem maior acumulo de placa, só a escova não consegue com que se faça a
limpeza da superfície oclusal, então vamos precisar da escova, principalmente com cerdas
macias e cabeça pequena.

Em relação a técnicas
Técnica de Fones realização de movimentos circulares nas faces Ve L ou P, na face vestibular
pedir para a criança estar ocluindo e ai já se realiza a limpeza da parte superior e inferior e na
parte palatina se faz com a boca aberta. Na região oclusal e icisal fazer movimentos Antero
posteriores (vai e vem). A tecnica preconiza que se faça 15 vezes por área para que se haja uma
melhor limpeza.

Tecnica de Stilmann Modificada combina movimentos vibratórios com deslizamento, então já


temos ciência que criança muito pequena não tem essa cordenação, então se ensina para
crianças um pouco mais velhas, e nas faces oclusais se preconiza o movimento Antero posterior
e para que a limpeza seja efetiva se faz de 20 a 25 vezes por grupo de dentes, então mais uma
vez não é algo muito rápido de ser feito.

Tecnica de Bass, diferente da técnica anterior, os movimento vibratórios aqui a criança tem que
ficar inclinica cerca de 45 graus em relação ao dente para fazer uma melhor limpeza na região
cervical do dente e uma massagem gengival, então é muito indicado para pacientes que usam
aparelho ortodôntico. Temos que combinar esses tipo de movimentações como deslizamento,
vibrações e deslizamento mas para a escova um pouco mais inclinada para lingual antes de
fazer o deslizamento.

Para fazer a escolha da técnica temos que ver a idade da criança, interesse e habilidade da
criança e dos pais, disponibilidade de tempo que teremos para ensinar. Algumas instruções
especiais para aqueles dentes que estão sendo irrompido, ver se esta nascendo algum dente ali
atrás e deve ser higienizado com a escova e as vezes temos que mudar a posição da escova
para alcanças aquele dente para que ele seja higienizado corretamente.

Não esquecer de higienizar a língua, pois ela também é uma região de acumulo de restos
alimentares e celilas epiteliais descamadas e vão servir como substratos para microorganismos.

Quando houver contato entre os dentes fazer uso de fio dental. Quando a criança tem um arco
cheio de diastemas, só com a escova consigo fazer somente com a escova. Sempre que houver
contato interproximal utilizar fio dental para remover restos alimentares e acumulo de
microorganismos. Verificar a posição, como segurar o fio, em que dedos devemos apoiar para
fazer a limpeza de dentes superiores e inferiores.

Na primeira seção da criança alem de fazermos anamnese, iremos passar todas as orientações
que serão importantes, isso faz parte da adequação do meio bucal, então orientação sobre
higiene bucal e dieta já faz parte sobre a adequação do meio e serve também como forma de
manejo, também mostrar para a mãe como deve ser realizado.

Posicionamento da criança pode ser apoiada para a parede, ou entre as pernas do adulto,
então a mãe deve criar uma manobra que seja fácil para ela e confortável para a criança.

Criança com idade pré escolar, com pouca habilidade manual, há a posição de Starkey que a
mãe fica atrás da criança, a criança com a cabeça apoiada na mãe com a cabeça um pouco
virada para trás, então se consegue ter uma visão direta do arco superior e inferior, uma mao
da mãe afasta bochecha e a outra realiza a escovação.
Um ponto que sempre precisamos reforçar para os pais é que o principal momento de realizar
a higienização é antes de dormir, porque a criança terá uma diminuição do fluxo salivar,
diminuição da capacidade tampão da saliva e há maior possibilidade que haja
desmineralização.

Alem dessas orientações a profilaxia profissional também pode remover placa (remoção
mecânica) isso também faz parte da adequação do meio bucal. Devemos fazer profilaxia toda
vez que a criança voltar com placa no consultório. Criança com boa higienização e boa dieta
alimentar podem controlar a carie atraves de seus próprios esforços, não precisa da
necessidade da profilaxia profissional, essa só será feita quando a escovação será deficiente,
poderá ser feita com jato de bicarbonato, pedra pomes/ pasta profilatica e escova Robson.
Crianças muito pequenas não aceitam bem o jato, quando só tem dentes decíduos posso fazer
somente com escova Robson, com dentes permanente já faço o jato de bicarbonato.

Faço a profilaxia geralmente a cada 3 meses, mas isso depende muito do risco e atividade de
carie do paciente. A profilaxia é muito bem indicada geralmente onde a ponta da escova
(cerdas) não conseguem fazer limpeza eficiente. Há também outra forma de prevenir nessa
região é com o uso de selantes, pois as vezes pode ser tão profundo o sulco que o jato de
bicarbonato também não consegue alcançar.

A profilaxia é extremamente importante principalmente para fazermos o plano de tratamento,


pois as vezes após uma profilaxia vemos que aquela cavidade que parecia ser pequena de placa
é na verdade grande, ou então um dente que parecia não ter nada tem uma carie superficial.

Alem do controle mecânico, temos o controle químico da placa, um dos tratamento que
podem ser feito é chamado de tratamento de choque que associamos fluoreto e clorexidina,
esse tratamento é indicado para pacientes com alto índice a alta atividade de carie.

A clorexidina é utilizada principalmente após cirurgias e em odontopediatria (frenectomias) é


receitada para aquele local para fazer limpeza (tem dificuldade de higienizar esse local), e ela
serve também para aqueles pacientes que tem risco de carie, as vezes um paciente tem tanta
escavação e selamento em massa para se fazer que precisamos fazer um dente de cada vez, e
uma das formas de conter o avanço dessa carie é fazer esse tratamento de choque. Para esse
tratamento a gente pega 4 semanas consecutivas, fazemos a profilaxia pedimos para o paciente
bochechar ou fazemos a embrocação da clorexidina 0,12% por 1min e depois a gente faz
aplicação tópica de flúor (pode ser com as moldeiras).

Há uma outra possibilidade que é o uso de cariostatico, em pacientes que estão com a boca
muito destruída podemos usar cariostatico para paralizar a carie, mas o grande problema é que
ele deixa o dente pretinho, pois a carie paraliza e causa esse escurecimento, também é feito
em 4 seçoes, mas for possível não utilizarmos e fizermos esse tratamento de choque ao longo
do tratamento é melhor.

Uma das estratégias de intervenção da carie é a higiene bucal e profilaxia, ou uso de agentes
químicos. Outro ponto é em relação a dieta. A dieta é diferente de nutrição, a nutrição se
preocupa com a absorção dos alimentos, nutrientes, metabolismo e aproveitamento do
organismo pelas células. A dieta não, ela se preocupa com o que o paciente ingere, o que é
passado pela cavidade bucal, serve como substrato dos microorganismos cariogenicos.

O que é importante é que a frequencia de ingestão e a consistência física do alimento será


muito mais significativo para a ocorrência de carie do que a quantidade que ele consumir.
Quando pensamos em quantidade pensamos no risco de diabetes e obesidade, mas frequência
alem de diabetes e obesidade também nos preocupamos com a carie, pois quanto maior a
frequncia, diminui o ph e causa mais desmineralização, enquanto a consistência mais mole e
menos dura melhor será a autolimpeza realizada pelo próprio alimento mais estagnado ele
ficara pela cavidade bucal, principalmente em oclusais e proximais.

Claro que o que ingerimos será importante para o desenvolvimento do órgão dental e
glândulas salivares, mas o enfoque dessa aula não é esse. O que estamos relatando é sobre o
que ele esta comendo e ficando na cavidade bucal e servindo de substrato para
microorganismos.

De acordo com estudos epidemiológicos, os homens primitivos tinham baixa incidência de


carie dentaria, pois os alimentos não eram cozidos, eram naturais, fibrosos, duros, tinham que
mastigar bastante, tinha muita fluxo salivar e os dentes se tornavam mais resistente a
impactação desses alimentos e o padrão de distribuição das lesoes era diferente, hoje
observamos muitos danos na superfície oclusal e caries interproximais.

A carie pode ser considerada uma doença da civilização, quanto maior a industrialização e
alimentos mais refinados maior foi se tornando o índice de carie da população.

Os hábitos alimentares eu dou orientação de acordo com o tipo de paciente, então se for
gestante eu viso falar sobre aleitamento, necessidade hábitos alimentares saudáveis para
desenvolvimento para o bebe. Agora se eu oriento crianças eu vou ver se ela tem carie ou não,
se ela não tem carie eu não vou me preocupar com relação a dieta desse paciente, mas quando
ela tem muita carie, ai sim tenho que investigar o que essa criança esta fazendo, as vezes peço
ate um relatório de habito alimentar dessa criança, para ver quais são os pontos falhos dessa
alimentação, se toma muito refrigerante (as vezes os pais não sabem), a criança pode ir na
escola e comprar um pacote de bala e chupar ele o dia todo.

Então para a gestante geralmente são pais mais receptivos a informações e abertos a mudar
padrões, nesse momento pais param de fumar, bebe, comece a se alimentar melhore e passar
esses hábitos para os filhos. Também devemos orientar a gestante a consumir menos açúcar,
principalmente no 4ºmes de vida intrauterina onde já se começa a desenvolver o paladar da
criança, e então se a mãe consome muito açúcar, a criança vai criar um paladar muito voltado
para o doce. Alem disso informar a mãe que ela é uma importante fonte de transmissão de
microorganismo cariogenico para o filho, orientar dobre higiene bucal, fazer uma adequação
do meio bucal da gestante, para que ela tenha uma boca mais saudável e não haja uma
transmissão precoce para a criança.

Se no consultório vem uma criança sem carie, geralmente esta relacionada a criança que tem
bons hábitos alimentares, alem de bons hábitos de higiene. Mas se for uma criança caries, que
já teve muitas perdas dentarias, raiz residual, então devemos orienta-las para que elas possam
relacionar esse hábitos alimentares com a presença de carie, a mãe já ira ouvir do pediatra,
mas é bom reforçarmos sobre a ingestão de alimentos que possam trazer malefícios para o
organismo, e não só pensando só na cavidade bucal, mas também para o desenvolvimento da
própria criança, e devemos tentar sempre fazer reforços mais positivos que negativos, e
reforçar que se a criança continuar ingerindo alimentos muito cariogenicos será difícil manter o
sucesso do tratamento dentário.

Alguns alimentos tem componentes considerados protetores dos dentes, pó ex: castanhas,
nozes e amendoim, pois eles tem a capacidade de elevação do ph. Leites e queijos tem uma
substancia chamada caseína que alem de reduzir a solubilidade da hidroxiapatita, ele dificulta a
adesão de microorganismos no esmalte. Isso não significa que se consumir esses alimentos não
tem que escovar os dentes, mas sabemos que quem consome esses alimentos tem menor risco
de ter carie dentaria.

Temos as gorduras, pois esses alimentos tem uma capacidade maior de formação de barreira
protetora no esmalte dentaria e ao redor dos carbiodratos. Os alimentos duros e fibrosos vão
estimular a secreção salivar e o efeito tampão da saliva.

Outro ponto importante é que adieta na infância será controlada pelos pais e será influenciada
pela dieta familiar, então não adianta ficarmos falando tanto se a família tem uma dieta falha.
Pois quando focamos nossa orientação só sobre dieta é difícil conseguirmos resultado porque
iremos influenciar toda a dieta de uma família, não adianta os pais consumirem muito
carboidrato e falar para a criança que ela não pode, mas é importante orientar que isso ira
formar base para futuros hábitos alimentares na criança.

O potencial de risco dos alimentos vamos falar então sobre composição, adesividade e ph. Mas
o mais importante é em relação ao horário de ingestão e com que frequência o paciente esta
consumindo esse alimento, se a criança dorme diretamente com a mamadeira sem higienizar
tem maior risco de carie. O tempo de contato com o alimento, ex bala tofle(¿).

Paciente que faz 3 refeiçoes diárias, no momento que ele faz a digestão, ira metabolizar o
alimento e causar uma diminuição de ph na boca em relação aos produtos ácidos que ela ira
produzir e é essa queda de ph que ira causar desmineralização do eslmate. Se for um ph abaixo
de 5,5, é um momento que esta ocorrendo desmineralização, mas nesse momento a saliva já
vai tentar recuperar o ph da cavidade bucal, fazendo o efeito tampão da saliva e assim o ph já
aumenta, mas se pensarmos que a criança consome balas, ou ingere algo toda hora, ela terá
muito mais tempo com o ph baixo e ocorrera uma desmineralização mais rápida, e a carie
surgira mais rapidamente.

Orientação sobre o aleitamento materno, iremos focar que o leite materno é importante para a
prevenção da carie, pois quanto mais a criança mamar no tempo menor a chance da criança
tomar mamadeira, e a mãe não ficar dando açúcar, achocolatado, etc. alem disso a cada
mamada apresenta um sabor, e isso estimula a formação do paladar, e isso influencia com o
que a mãe ingere, mães que tomam álcool pode passar um sabor desagradável para a criança.

O leite materno apresenta ácidos graxos (Omega 3e 6) importante para o desenvolvimento


mental. O leite materno não se altera em quantidade e composição frente a infecção aguda
materna, então a mãe pode continuar amamentando. Alem disso impede a aderência de
helicobacter pylori as células da mucosa intestinal, então a criança que se amamenta pelo leite
materno tem menor chance de infecção intestinal. Possui anticorpos, e substancias
antimicrobianas e todos os nutrientes necessários.

Falamos que de 6 meses ate 1 ano já pode começar a haver a diminuição gradativa do leite
materno ate a cessação da amamentação. A OMS preconiza isso ate 2 anos de idade, mas ai
temos que ver de cada criança, se ela tem dificuldade de ingestão de outros alimentos,
continua com a ingestão de aleitamento materno sim, ate 2 anos se for possível, mas a mãe
precisa trabalhar, e as vezes a mãe não vai quere alimentar por tanto tempo assim depois de 1
ano, temos que pensar que a mãe pode ser prejudicada por essa alimentação prolongada.
Então ate 6 meses é obrigatoriamente exclusiva do leite materno, ate 1 ano pode ser
incorporado outros alimentos e se estendendo ate 2 anos.

O habito de amamentação estimula toda a musculatura, desenvolvimento de atms, músculos


faciais e desenvolvimento craniofacial, e quando a criança mama ela tem que obrigatoriamente
selar o lábio no seio e respirar pelo nariz, nesse momento a criança também posiciona de
maneira correta a língua e previne futura maloclusao, diferente de crianças que tomam
mamadeira e que as vezes a mãe faz um furo maior na mamadeira para a criança beber mais
rapidamente, a criança nem força faz para mamar e então não desenvolve essa região
craniofacial.

O uso da mamadeira, a criança se alimenta sozinha, é bem aceita pela criança, fácil preparada,
mas pode estar relacionada a carie precoce da infância se a cavidade bucal da criança não for
higienizada. Não é mais chamada de carie de mamadeira, porque crianças que faz uso de leite
materno e não tem a cavidade higienizada também tem risco de carie.

Em relação a hábitos alimentares, então quanto maior a frequência e o alimento fica em


contato por um tempo prolongado maior o risco de carie.

A alimentação noturna é considerado mais uma necessidade emocional do que nutricional,


isso para crianças maiores, e o aumento de tempo de permanência do leite causa queda de ph
e desmineralização.

Falamos em amamentação ate os 6 meses integralmente pelo meite materno, porque com essa
idade começa a irromper os dentes da criança.

Outras orientações que devemos passar para os pais é não dormir mamando, pois o fluxo
salivar é reduzido, a frequência de deglutição e movimentos bucais é diminuída, passara por
um período de exposição excessivo, e provavelmente a mãe não fará higienização posterior. E o
leite ficara estagnado na cavidade bucal.

Evitar ingestão de alimentos compostos por açúcar, não adicionar açúcar aos alimentos e
disciplinar os horários de alimentação, principalmente daqueles alimentos mais cariogenicos.

Uma das coisas bem difícil de introduzir é que as vezes falamos para a mãe para higienizar
depois de dar a mamadeira, mas as vezes a mãe quer que a criança durma, e se higienizar a
criança vai acordar, então, devemos falar para a mãe higienizar logo que a criança acordar.
Em algumas situações que há carie precoce da infância severa, provavelmente a criança será
magrinha, pois quando ela come, escova os dentes dói, então ela começa a comer coisas mais
açucaradas e alimentos que de energia mais rápido.

Há algumas divisões que autores fazem e dividem alimentos em tipo 1, 2, 3, 4. Os do grupo 1


são balas, dropes, pastilha, bombons e goma de mascar, esses alimentos deveriam ser
totalmente eliminados da dieta das crianças quando pensamos em prevenção de carie, pois
não terá nenhum beneficio para a alimentação infantil.

Grupo 2: geleias, bolos, tortas, chocolates, biscoitos, pão doce, sorvete. Grupo 3: mel, açúcar
mascavo e rapadura, esse toda vez que a criança ingerir ela devera fazer imediatamente a
higiene bucal. O tipo de orientação que podemos fazer é preferencialmente dar depois de uma
refeição como sobremesa e depois escovar os dentes imediatamente.

Grupo 5: refrigerantes, café ou chá com açúcar, sucos com açúcar podem ser feita apenas um
bochecho com água após a ingestão.

Grupo 6: frutas, são prejudiciais para aqueles paciente com alto risco de carie, pois ate mesmo
depois de consumi-las devera higienizar, pois elas servirão de substrato para as bactérias.

Obs: ela pulou o grupo 4: frutas secas com açúcar deve higienizar imediatamnete após ingestão
e fornecer apenas nas refeições.

Alguns pais então pensam em fazer a troca dos açucares pelos adoçantes, temos adoçantes
considerados não calóricos e calóricos. Os não calóricos são sacarina, ciclamato, e aspartame.

Jamais devemos orientar a substituição do açúcar pelos adoçantes, pois o uso de adoçante em
criança pode causar obesidade e diabetes, apesar de diminuir a carie.

Sorbitol e manitol sofrem uma metabolização muito lenta pelos S.mutans então da tempo da
tempo do efeito tampão neutralizar o ph da saliva para níveis adequados. O xilitol nem é
metabolizado pelos S.mutans e alem disso ele aumenta o fluxo salivar e ph da cavidade bucal.
Ele não necessita ser neutralizado.

O que precisamos é orientar o uso racional do açúcar para prevenção da carie dentaria, deixar
um dia exclusivo para consumo de açúcar, só nos finais de semana, e logo depois do consumo
já fazer higienização posterior. Então iremos ficar na frequência de ingestão nao iremos
conseguir fazer substituição da sacarose, modificação do processamento dos alimentos ou
modificações dos alimentos cariogenicos, nosso papel de orientação esta em frequência de
ingestão.

Esse controle da dieta como já havia dito envolve questões complexas que dificilmente
conseguiremos fazer essas modificações. Fotores econômicos, as vezes sai mais barato comprar
pão com açúcar do que outro tipo de alimentos mais saudáveis. Fatores sociais, culturais,
psicológicos, fisiológicos.

Para alguns pacientes podemos solicitar o diário alimentar, pedimos para os pais anotar tudo
que a criança consome e os horários, de preferência 2 dias de semana e um dia de final de
semana, pois sabemos que no final de semana as crianças consomem alimentos com mais
açúcar. Então pedimos para anotar qual o tipo de alimento e como foi feito a preparação,ex:
frago assado, frito, bata frita, etc.

Líquidos anotar a quantidade e forma como foram inferidos, um copo de suco de laranja,
mamadeira com leite e achocolatado.

E principalmente os alimentos que são consumido entre as refeições, esses são provavelmente
os que iremos orientar e interferir.

Como vimos o aconselhamento dietético estará muito relacionado ao risco de carie, ter um
reforço constante, em conjunto com outras medidas preventivas, principlamente com o uso de
fluoretos e controle da placa dentaria.

Lembrar que as modificações devem ser flexíveis e vão influenciar no habito de cada família,
mãe e filho e constantemente reforçar.

Para finalizar é mais fácil reforçarmos nossa atenção em outros pontos do que a dieta, pois por
mais cariogenico que o alimento seja se a criança higienizar adequadamente e ter controle de
frequência de ingestão a criança não terá carie, se não houver carie e doença periodontal e os
dentes estiverem limpos independe o tipo de dieta.

Reduzir o risco da carie dentaria por meio da modificação da dieta é uma proposição muito
difícil, então é importante que a gente faça orientação e outras medidas preventivas, como o
uso de selantes, fluoretos, mas nosso papel é orientar e mostrar para os pais o que esta
havendo de errado para que eles tenham ciência, mas isso não significa que dará certo.