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RESUMO EXECUTI VO

PLANO DE MANEJO
Parque Natural Municipal das
Andorinhas em Ouro Preto

EXECUÇÃO APOIO TÉCNICO APOIO INSTITUCIONAL


EXPEDIENTE SIGLAS
CBH RIO DAS VELHAS EQUIPE MYR PROJETOS SUSTENTÁVEIS AE - Área de Estudo
Presidente:
SERGIO MYSSIOR AER - Avaliação Ecológica Rápida
MARCUS VÍNICIUS POLIGNANO
THIAGO METZKER
Vice-presidente:
RAQUEL SILVA APA - Área de Proteção Ambiental
ÊNIO RESENDE DE SOUZA
ANA LUÍSA COSME
CBH RIO DAS VELHAS - Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas
PREFEITURA MUNICIPAL ANA PAULA DE SÃO JOSÉ
DE OURO PRETO BRUNA ROSSI CODEMA - Conselho Municipal de Meio Ambiente
Prefeito: BRUNO ROBERTO
JULIO ERNESTO DE GRAMMONT DANIEL VALE CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
MACHADO DE ARAUJO DIANA OLIVEIRA
FEAM - Fundação Estadual do Meio Ambiente
Vice-prefeito: EDENIR MONTEIRO
AILTON MIRANDA SILVA FABRÍCIO PENIDO FLOE - Floresta Estadual
FERNANDO VAZ
GRUPO DE ACOMPANHAMENTO FILIPE DORNELAS IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
ALBERTO VIEIRA DE MELO MATOS FREDERICO INNECCO GARCIA
ALZINETH ADRIANA SILVA LOPES IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ISABELA DE MATOS
FREDERICO CARNEIRO DE OLIVEIRA JÉSSICA FERNANDES IGAM - Instituto Mineiro de Gestão das Águas
NADJA MARTA APOLINÁRIO JOÃO PAULO MELASIPO
PENHA APARECIDA VICENTE JOÃO REIS PMNA - Parque Natural Municipal das Andorinhas
RONALD CARVALHO GUERRA MARCELO VASCONCELOS
MARCO ANTÔNIO CARNEIRO PMOP - Prefeitura Municipal de Ouro Preto
AGÊNCIA PEIXE VIVO
MARIA CRISTINA MESSIAS
Diretora geral: RMBH - Região Metropolitana de Belo Horizonte
CÉLIA MARIA BRANDÃO FRÓES MARINA PAES DE BARROS
Diretor técnico:
MICHEL JEBER UC - Unidade de Conservação
ALBERTO SIMON SCHVARTZMAN NATHALIA LIMA
PABLO SOUZA SCBH NASCENTES - Subcomitê de Bacia Hidrográfica Nascentes
Gestora do contrato:
JACQUELINE EVANGELISTA FONSECA PEDRO CARDOSO VALE
SIRGAS - Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas
RAFAEL SOUZA
TAYNÁ LIMA CONDE SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação
VICTOR HUGO DE CARVALHO
WALTER JUNIOR UC - Unidade de Conservação

UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto

CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) ZEE-MG - Zoneamento Ecológico Econômico de Minas Gerais


FICHA CATALOGRÁFICA FEITA PELO AUTOR
M998r MYR PROJETOS SUSTENTÁVEIS

Resumo Executivo: Plano de Manejo - Parque Natural Municipal das


Andorinhas em Ouro Preto / Myr Projetos Sustentáveis. - Belo Horizonte, 2017.
128 p.: il., color. ; 20 x 28 cm

1. Plano de manejo 2. Parque natural 3. Ouro Preto 4. Parque das Andorinhas.


I. Título.

CDD: 570
A PALAVRA DO COORDENADOR

PREFÁCIO
A PALAVRA DO PRESIDENTE
A proposta de elaboração do Plano de
Manejo do Parque Natural Municipal
das Andorinhas vem atender ao anseio social e
O Parque Natural Municipal das Andorinhas
cada vez mais foi se consolidando, seus novos
limites promulgados por lei municipal em 2003,
a fundamental necessidade de maior proteção acordos de compensação ambiental com o
da cabeceira do rio das Velhas. Estado de Minas Gerais e investimentos muni-

A região do Parque Natural Municipal das


Andorinhas, além de sua beleza incontes-
tável, é considerada patrimônio natural de reco-
A elaboração do Plano de Manejo
do Parque Natural Municipal
das Andorinhas proporcionou
Assim, reconhecemos sua origem simbólica
em tantas nascentes, águas para o processo
cipais o dotaram de infraestrutura. Mas não foi
o suficiente para eliminar todas as pressões
exercidas em área tão especial.
nhecido valor histórico, paisagístico e turístico ao município de Ouro Preto de desenvolvimento, mais ainda, para o abas-
e, por isso, de suma importância para a história um instrumento gerencial que tecimento urbano da região metropolitana Também, movido pela necessidade de revita-
do município de Ouro Preto. Para além disso, possibilitará a gestão eficiente e da capital de Minas. O rio das Velhas viu em lização regional e de integração dos diversos
este Parque abriga como referência geográfica eficaz desta importante Unidade seu leito suas riquezas a exaurir e hoje já não setores sociais locais, como o poder público,
e simbólica as principais nascentes do rio das de Conservação. A execução deste consegue dessedentar sua população. setor produtivo e sociedade civil organizada,
Velhas, que é o maior afluente em extensão Plano de Manejo representará a vai sendo constituído o Subcomitê de Bacia
do rio São Francisco, além de ser uma região garantia de proteção e preservação Alguns marcos legais de proteção foram cons- Hidrográfica do Nascentes, que surge conco-
de extrema importância na captação de água desta região estratégica não apenas truídos, mesmo com toda fragilidade de conso- mitante ao processo de definição das Unidades
para abastecimento da Região Metropolitana para o município de Ouro Preto, lidação: a lei municipal de sua criação em 1968; Territoriais Estratégicas da Bacia do rio das
de Belo Horizonte. mas para toda a bacia hidrográfica a criação da APA Estadual da Cachoeira das Velhas.
do rio das Velhas, por abrigar Andorinhas em 1989, reforçando a importância
A elaboração do Plano de Manejo para o Parque suas principais nascentes. Cabe da conservação de todas as nascentes altas Neste contexto, foi priorizada a proposta de
Natural Municipal das Andorinhas foi uma agora ao poder público municipal do rio das Velhas; a lei da Mata Atlântica de financiar o Plano de Manejo do Parque Natural
bandeira levantada pelo Subcomitê Nascentes e, e a comunidade se mobilizarem 1993, deixando a floresta em seu devido lugar; Municipal das Andorinhas. Instrumento funda-
após desafios diversos, em 2016, foi contratado para colocar em prática tudo o todo o processo de revisão da delimitação do mental a nortear os próximos passos, para que
pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do rio das que foi armazenado em termos de Parque Natural Municipal das Andorinhas nosso Parque, patrimônio de todos, seja mais
Velhas, com recursos financeiros provenientes conhecimento e de propostas de e finalmente a criação da Floresta Estadual ainda, realidade no presente e modelo de gestão
da cobrança pelo uso da água nesta bacia. ações. E é com esta boa energia, do Uaimií em 2003, unidade de uso susten- para o futuro.
satisfação e vigilância que tável que buscava consolidar o manejo dos
E neste momento, é com grande satisfação continuaremos empenhados nesta recursos naturais com o desenvolvimento local. Sem dúvida alguma, será necessária a constante
que constatamos a finalização exitosa deste causa em prol da revitalização presença da sociedade para se estabelecer o
trabalho, e também reconhecemos e agrade- desta importante bacia para o ritmo e compasso neste planejamento e gestão,
cemos o envolvimento e a dedicação de tantas estado de Minas Gerais. Tudo foi um processo em evolução, visando a sua integração e assegurando sua
pessoas, desde integrantes do CBH rio das construído em rede e por muitas execução. Neste sentido para SCBH Nascentes
Velhas e do Subcomitê Nascentes, repre- mãos. Em 2001 fizemos um grande – CBH Rio das Velhas, o Parque Natural
sentantes da Prefeitura Municipal, IEF-MG, encontro no Parque Natural Municipal das Andorinhas será pauta funda-
usuários do Parque, população local, UFOP, Belo Horizonte, agosto de 2017. Municipal das Andorinhas mental e manteremos sempre as mãos dadas
Fundação GORCEIX, Agência Peixe Vivo, promovido pelo Projeto trabalhando no propósito do seu ordenamento
equipe da empresa MYR Projetos Sustentáveis, Marcus Vinicius Polignano Manuelzão. Um dia de eventos territorial.
dentre outros. Presidente do Comitê da culturais em defesa de suas águas,
Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas culminando num grande abraço Ronald de Carvalho Guerra (Roninho)
a cachoeira, marco simbólico de Coordenador Geral do SCBH Nascente
mudanças.
SUMÁRIO
CONTEXTUALIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

O PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS ANDORINHAS


E SEU PLANO DE MANEJO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

FICHA TÉCNICA DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE E ATORES INTERESSADOS. . . . . . . . . . . . 21

DIAGNÓSTICO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51

ZONEAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

ZONA DE AMORTECIMENTO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81

PLANO DE AÇÕES E PROGRAMAS DE MANEJO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

CRONOGRAMA FINANCEIRO E PROJEÇÃO DE CUSTOS. . . . . . . . . . . . . . . . . 107

CAPTAÇÃO DE RECURSOS, PARCERIAS, GESTÃO COMPARTILHADA


E GRANDES EQUIPAMENTOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113

CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121


CONTEXTUALIZAÇÃO

E ste Resumo Executivo do Plano de Manejo


refere-se ao Contrato de Prestação de
Serviços n° 002/2016, Contrato de Gestão 002/
IGAM/2012, celebrado entre a Associação
Executiva de Apoio à Gestão de Bacias
Hidrográficas Peixe Vivo (Agência PEIXE VIVO)
e a MYR Projetos Estratégicos e Consultoria
LTDA.

O estudo, assim como outros demandados pelo


Comitê da Bacia Hidrográfica do rio das Velhas,
foi viabilizado com recursos da cobrança pelo
uso de recursos hídricos. Essa cobrança, de
acordo com o Instituto Mineiro de Gestão das
Águas (IGAM), é um instrumento econômico de
gestão das águas previsto na Política Nacional
de Recursos Hídricos e seu objetivo é garantir
os padrões de quantidade, qualidade e regime
estabelecidos para as águas de cada bacia
hidrográfica.

11
O PARQUE NATURAL
MUNICIPAL DAS
ETAPAS DE CO N ST RUÇ ÃO D O
P LANO DE MAN EJO D O PNM A
ANDORINHAS E SEU
PLANO DE MANEJO
P ROD UTO 1
• Plano de trabalho

P ROD UTO 2
• Relatório descritivo das oficinas de apresentação do plano de trabalho para a
comunidade O Parque Natural Municipal das Andorinhas
(PNMA) está localizado no município
de Ouro Preto – MG, distante 98 km de Belo
• Relatório parcial do diagnóstico Horizonte e criado por meio de lei municipal
em 1968. A região onde se insere o parque é de
grande importância na história de Ouro Preto,
P ROD UTO 3
antiga Vila Rica, no contexto do Ciclo do Ouro
• Diagnóstico do plano de manejo e mapas das Minas Gerais e das expedições que percor-
reram a região do rio das Velhas.
P ROD UTO 4
A região de estudo desse plano de manejo se
• Relatório descritivo das oficinas de apresentação do diagnóstico e pré- configurou como a área de drenagem definida
zoneamento e da oficina de planejamento estratégico para a comunidade pela Serra do Ouro Preto, do Batatal e do Veloso,
parte do Complexo do Espinhaço. Os contra-
• Relatório parcial do planejamento estratégico fortes dessas serras formam maciços vegeta-
cionais contínuos de Mata Atlântica e campos
P ROD UTO 5 rupestres, relevantes pela sua uniformidade e
• Planejamento estratégico e da definição do zoneamento e zonas de significância em todo o conjunto remanescente
amortecimento do Parque dessas tipologias no Estado de Minas Gerais.

Além da importância histórica citada, o Parque


P ROD UTO 6
Natural Municipal das Andorinhas está situado
• Resumo executivo do plano de manejo em um mosaico de unidades de conservação
(UC), o que ressalta sua importância ecológica
/ biológica na escala da paisagem e em um
contexto de Governança Ambiental condizente
para uma região de tamanha importância estra-
tégica para a conservação da biodiversidade.

12 CONTEXTUALIZAÇÃO 13
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. Source: Esri, DigitalGlobe, GeoEye, Earthstar Geographics, CNES/Airbus DS, USDA, USGS, NOAA National Centers
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Aerogrid, IGN, IGP, swisstopo, andInformation (NCEI).
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> Mapa!. de localização da área de Baldim


estudo do plano de manejo em relação a RMBH. Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2016.

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. . Araújos Igaratinga Juatuba H
!
Contagem Barão de Cocais H
! H
!
!
. !
. H
! HPerdigão
! H
! Betim !
H Raposos H
! Santa Bárbara
Capim Branco
Esmeraldas Vespasiano Santa Luzia São Gonçalo !
Hdo Pará
Mateus Leme H
! Nova Lima
H
! H
!
H
! !
H H
!
!
. ! !
. Ibirité H
!

9.985/2000, que instituiu o SNUC,


. Sarzedo

PRIMEIROS a ser desenvolvido por meio da


!
. Ribeirão das Neves H
!
!
. ! Lagoa
Pedro Leopoldo .
. Santa
!
Taquaraçu de MinasNova União Itaúna Igarapé
H
! H
!
H Campos
!
Mario
Confins Santo Antônio do Monte Catas Altas Vermelho Novo
H
! H
! Rio Acima Sem-Peixe
!
. !
. H
! H
! !
H
Alvinópolis H
!
H
!
Raul Soares

7770000
!
.

estabeleceu em seu artigo 27 que


São José da! !
.
.Lapa Divinópolis !
H H
!

utilização de recursos oriundos da cobrança


!
. ! Brumadinho
!
. Florestal . Caeté H
! H
! Dom Silvério
Esmeraldas !
. VespasianoContagem
Santa Luzia !
.
Sabará !
. Carmo do Cajuru
Itatiaiuçu H
! São Pedro dos Ferros Caputira
H
! H
! H
!
H
!
!
. !
. !
. Belo Horizonte
!
. Rio Casca

as unidades de conservação devem


Ribeirão das Neves
Betim

do uso da água em Minas Gerais, foi preciso,


! Juatuba!
. !
. !
. Pedra do Indaiá Rio Manso
Itabirito Rio Doce H de Ponte Nova
!
Piedade
. !
. H
! São Sebastião do Oeste H
! !
H H
!
H
!
!
. !
. H
!
56

H
! Barra Longa
. Raposos
! Matipó

R io
-3

!
. !
. H
! Abre-Campo
BR

Bonfim Santo Antônio do Grama H


!
Moeda H
!
Ibirité

It a
H
!

dispor de um plano de manejo,


!
. !
. H
! H
!

também, inovar em termos de difusão dos seus


Florestal Mateus Leme Caeté Urucânia

bir ito
Contagem! !
. Acaiaca
!
. . Campos!
. SarzedoSabará !
. Itaguara Crucilândia Ouro PretoMariana H
! H
!
Igarapé Mário !
. H
! H
! Belo Vale H
! H
! Santa Margarida
!
. !
. Nova Lima !
. Ponte Nova H
!
São Joaquim deHorizonte
Belo Bicas
!
. !
. Cláudio
H
!
H
! Oratorios H
!
Betim

documento técnico pelo qual, com


Juatuba! !
. Rio Acima
!
. H
! H
!

resultados.
. Itapecerica Piedade dos Gerais Jequeri
!
. !
. !
H Sericita H
!
!
. !
. H
! H
! Diogo de Vasconcelos
56

Congonhas
!
. . Raposos
! Piracema H
!
-3

!
. H
! Ouro Branco
H
! Amparo da Serra
BR

!
H
Jeceaba Orizania
Carmópolis de Minas H
! H
! Pedra Bonita
Ibirité
!
. Brumadinho Carmo da Mata H
! !
H H
!
H
!

fundamentos nos objetivos gerais


Mateus Leme . !
! . H
! Guaraciaba
. Itatiaiuçu
!
Igarapé Mário !
. Sarzedo
Campos
H
!
Pedra do Anta
BR -0

!
. !
. Nova Lima !
. Camacho São Brás do Suaçuí !
H
São Joaquim de Bicas !
. !
. H
! Passa-Tempo H
!
40

Desterro de Entre-Rios H
!
Rio Manso
!
. Rio Acima Entre-Rios de Minas Conselheiro Lafaiete Teixeiras

de criação da UC, se estabeleça


H
!

Nesse sentido, o Plano de Manejo do PNMA


H
! H
! Itaverava Porto Firme H
! Araponga
Oliveira H
! H
! Piranga H
! Canaã !
H
São Francisco de Paula
H
! H
!
HCatas Altas da Noruega
!
!
. H
! São Miguel do Anta
H
!
!
. Queluzito H
! Fervedouro
Brumadinho !
. BR
-3 Candeias H
! Viçosa H
!

seu zoneamento e as normas que


56 Presidente Bernardes

é um exemplo para a bacia do rio das Velhas.


!
. H
!
Casa Grande Santana dos Montes Lamim H
!
H
!
Itatiaiuçu Itaguara !
. H
! H
! H
!
Senhora de Oliveira
!
. H
! H
!
!
.
BR -0

!
. H
!
.!
! . H
!
40

Rio Manso
!
. H
! H
! H
! H
!

devem presidir o uso da área e o


H
!

É o primeiro a ter um poder de difusão que


H
!
Créditos da Camada de Serviço: Please credit the NOAA National Centers for Environmental Information (NCEI). WARNING: These data not to be used for navigation. Although these dataare of high quality and useful for planning and modeling purposes, theyare not suitable for navigation. For official navigation products,please
!
. refer to the U.S. nautical charts available from the NOAA Officeof Coast Survey: http://www.nauticalcharts.noaa.gov.
!
. !
.
!
.
BR
-3
56
!
.

manejo dos recursos naturais.


!
.
Convenções: Localização: Dados Técnicos:
extrapola os limites geográficos e ganha escala
Itaguara !
. !
. !
.
! !
.

11°51'20"S
. !
.
!
. H
! Sede municipal
TO UTM - Fuso 23 - Sul BACIA HIDROGRÁFICA

µ
ao mostrar que é possível que uma ação local
Drenagem principal DATUM HORIZONTAL: SIRGAS 2000

DO RIO DAS VELHAS


!
. MT BA
!
. MERIDIANO CENTRAL: -45°
!
. Rio das Velhas
!
. !
. !
. ! !
.
. ! !
.
. Limite municipal DF

tenha reflexo global. Com seu caráter de origi-


!
. !
. GO
!
.

17°52'0"S
Área de estudo do plano de manejo PNMA
!
.
Limite PNMA MG Escala: 1:1.300.000 Fonte:
Considerando que o Parque Natural Municipal nalidade, inovação tecnológica e participativa,
ES
!
. !
. Quadrilátero Ferrífero
!
. !
. !
. MS 0 10 20 40 -IBGE
!
. !
. !
. !
. !
.
RMBH km -ZEE
!
.
!
. Bacia do Rio das Velhas RJ

das Andorinhas é a PRIMEIRA unidade de o Plano consegue ter um poder amplo de


!
. SP

23°52'40"S
!
.
!
.
Alto Velhas
PR
Projeto: 145 Elaboração: 05
Médio Velhas

conservação de proteção integral da bacia do difusão e, consequentemente, uma adesão Formato: A3 Data: 19/12/2016
!
. !
. !
. !
. Baixo Velhas
50°45'40"O 44°45'0"O 38°44'20"O
!
.
!
.

rio das Velhas, localizado em sua porção mais a !


.
social mais representativa.
> Mapa da bacia hidrográfica do rio das Velhas. Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2016.
montante; que essa UC abriga as PRIMEIRAS
nascentes formadoras do rio das Velhas; e que

14 O PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS ANDORINHAS E SEU PLANO DE MANEJO RESUMO EXECUTIVO - PLANO DE MANEJO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS ANDORINHAS EM OURO PRETO 15
FICHA TÉCNICA
DA UNIDADE DE
CONSERVAÇÃO

O Parque Natural Municipal das Andorinhas


situa-se em uma área de 557 hectares,
na região da cabeceira do Rio das Velhas, e
encontra-se predominantemente no bioma da
Mata Atlântica, com aspectos de transição com
o Cerrado.

O PNMA convive com uma série de atividades


conflitantes com o princípio de uma unidade de
conservação de proteção integral, como expansão
urbana, extração ilegal de recursos naturais e
saneamento básico. Por essa razão, seus obje-
tivos são resguardar e proteger as nascentes que
formam a Cachoeira das Andorinhas e a cabe-
ceira do rio das Velhas; resguardar e proteger
a flora, a fauna e demais recursos naturais;
resguardar os atributos cênicos e paisagísticos;
e proteger integralmente os recursos culturais e
naturais com objetivos educacionais, científicos,
recreativos e turísticos.

17
FI C HA TÉC NI CA D O PA RQ U E N AT U R A L
M U NI C I PA L DAS A N D O R IN H AS

N O M E DA UN I DAD E D E CON SERVAÇ ÃO COORDENADAS G EOG RÁFICAS

Parque Natural Municipal das Andorinhas 657511,193 e 7747602,211


UTM - FUSO 23 SUL
U G R ( UN I DAD E G E S TO R A R ESP O N SÁV EL ) DATUM HORIZONTAL: SIRGAS 2000
MERIDIANO CENTRAL: -45°
Prefeitura de Ouro Preto
NÚMERO DO DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO
E N D E R EÇO DA S E D E
Lei n° 305/1968 alterada pela lei n° 69/5, alterada pela lei n° 139/2005
Avenida das Andorinhas, Morro São João, S/N. Ouro Preto, MG
OBJETIVO DE CRIAÇÃO
T E L E FO N E - S ECRE TARI A MU N I C I PA L D E MEI O A MB I EN T E/ Resguardar e proteger as nascentes que formam a Cachoeira das Andorinhas e a cabeceira do Rio das Velhas;
D E PARTAM E N TO D E P ROJ ETO S E Á REA S P ROT EGI DA S resguardar e proteger a flora, a fauna e demais recursos naturais; resguardar os atributos cênicos e paisagísticos;
proteger integralmente os recursos culturais e naturais com objetivos educacionais, científicos, recreativos e
(31) 3559.3246 / (31) 3559.3253 turísticos

SUP E R F Í CI E ( H ECTARE S ) LIMITES

557,0 Morro São Sebastião, Morro São João, Morro Santana e o Morro da Queimada

PE R Í M E T RO ( K M ) ZONA DE AMORTECIMENTO

11,358 Possui 5.168,85ha e contempla as sub bacias dos córregos Olaria, São Bartolomeu, Picada, Lapa, Grande,
Cardoso, Guerra, Mata-mata
MUN I CÍ P I O E P E RCE N T UAL A B RA N GI D O P EL A U C
BIOMA E ECOS S IS TEMAS
Ouro Preto (100%)
Mata Atlântica, Cerrado
U N I DAD E S DA F E D E R AÇÃO Q U E A B RA N GE
ATIVIDADES CONFLITANTES
Minas Gerais
Expansão urbana, extração ilegal de recursos naturais e saneamento básico

18 FICHA TÉCNICA DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO RESUMO EXECUTIVO - PLANO DE MANEJO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS ANDORINHAS EM OURO PRETO 19
PARTICIPAÇÃO
DA COMUNIDADE
E ATORES
INTERESSADOS

U ma das principais formas para se alavancar


a sustentabilidade de um projeto como esse
é fazer com que as ações propostas absorvam ao
máximo a aceitação e a credibilidade da socie-
dade e agentes envolvidos. Para se alcançar esse
objetivo foi preciso ouvir todas as vozes de inte-
resse, fazendo com que a população se sentisse
parte integrante dessa Unidade de Conservação
e levando à otimização de sua preservação.

Durante todo o processo de construção desse


Plano de Manejo foram realizados eventos
com a comunidade e atores de interesse, com
o objetivo de apresentar o material produzido
e extrair de quem mais conhece a região infor-
mações estratégicas para serem utilizadas no
trabalho. Nesses eventos estiveram presentes
representantes do setor público, setor privado,
comunidade, comunidade acadêmica, ONGs e
equipe de gestão do Parque.

21
Os eventos foram:

»» Uma oficina de planejamento das atividades;


»» Duas oficinas de apresentação do plano de trabalho;
»» Duas oficinas de apresentação do diagnóstico e elaboração do pré-zoneamento;
»» Três workshops de construção dos zoneamentos com equipe envolvida no projeto;

DIAGNÓSTICO
»» Uma oficina de elaboração do planejamento estratégico;
»» Um seminário para apresentação do plano de manejo finalizado.

Todos os métodos utilizados nas oficinas tivos propostos foram plenamente alcançados.
foram pensados e aplicados de forma que a Adicionalmente, todos os resultados obtidos
responsabilidade pelo sucesso fosse compar- foram utilizados nas etapas de construção
tilhada. Em todos os eventos realizados houve desse Plano de Manejo.
participação individual e coletiva e os obje-

E ssa seção do Resumo Executivo reúne as


principais informações levantadas na área
de estudo, que compreende mais de dois mil
hectares entre as bacias dos córregos Olaria e
São Bartolomeu e a cabeceira do rio das Velhas.

Foram elencadas e analisadas desde estruturas


físicas, como o estado de conservação dos equi-
pamentos esportivos, até a situação fundiária
do Parque e seu patrimônio arqueológico.
Destacam-se, entretanto, os diagnósticos do
meio abiótico – com informações climatológicas,
geomorfológicas, pedológicas e sobre recursos
hídricos – e do meio biótico, desenvolvidos,
principalmente, a partir da metodologia da
Avaliação Ecológica Rápida.

No levantamento de flora foram identificadas na


região 315 espécies, sendo 17 delas ameaçadas
de extinção. Já no estudo de fauna ressalta-se
a identificação de 14 espécies da avifauna que
ainda não haviam sido reportadas para o alto
rio das Velhas e um táxon ameaçado do grupo
de mamíferos.

> Eventos participativos durante a construção do Plano de Manejo do PNMA Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2016 e 2017.

22 PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE E ATORES INTERESSADOS 23


D IAGNÓST ICO INST IT U C IO NAL, GE RE NC IAL,
U SO PÚ B LICO E SO C IO ECO NÔ MICO
CARTOGRAF I A E G EO P RO C E S SA MENTO
ORGANIZACIONAL INFRAESTRUTURA
A cartografia realizada para esse plano de
manejo foi produzida utilizando técnicas de Em 2016, a Fundação Gorceix se qualificou O PNMA possui um conjunto de equipamentos
geoprocessamento em ambiente SIG (Sistema É importante destacar que tudo junto à Prefeitura Municipal de Ouro Preto, e estruturas voltados para a sua gestão, para o
de Informação Geográfica). A utilização de SIG o que se mede ou se modela, em por meio da Secretaria Municipal de Meio uso público e para o lazer dos frequentadores.
na construção do projeto foi fundamental, pois ambiente digital, está sujeito a Ambiente, para assumir de forma comparti- Existem dois acessos para veículos ao Parque,
permitiu a integração dos dados analisados, erros e distorções. Nesse projeto lhada a gestão do Parque Natural Municipal ambos por estrada sem pavimentação asfáltica
proporcionando eficácia e rapidez nas carac- os dados foram exaustivamente das Andorinhas. Após a aprovação de um plano ou calçamento. Um dos acessos, que liga a UC à
terizações e na produção de dados espaciais, trabalhados e confrontados com de trabalho e definição de metas e responsabi- comunidade do Morro São Sebastião está muito
além de agilidade em sua atualização. bases oficiais para que esses erros lidades, foi firmado um contrato de cinco anos comprometido, em condições que inviabilizam
fossem minimizados. com possibilidade de renovação. sua utilização.
Assim, a setorização dos dados, espacialmente
organizada, permitiu que a análise fosse feita de Atualmente a parceria garante a contratação A guarita para controle de acesso é uma
forma global. Dessa forma, fenômenos distintos de guarda-parques, vigilância noturna e a coor- edificação de alvenaria. No entanto, essa
puderam ser representados em sua interação e denação de todas as atividades realizadas na construção foi alvo de vandalismo, tendo
evolução, abrangendo-se toda a complexidade Unidade de Conservação. A Fundação Gorceix parte do seu acabamento destruído. O Parque
do sistema, inclusive a dimensão temporal. é responsável, também, pela gestão dos resí- conta, também, com uma ampla estrutura onde
duos sólidos, pela produção e manutenção funciona a sede.
de mecanismos de sinalização indicativa e
educativa e pela definição de normas de Existe uma estrutura esportiva a alguns metros
comportamento para os visitantes. A gerência de distância da sede, composta de um campo
do Parque mantém, ainda, ações conjuntas com de futebol gramado, um campo de futebol de
outras instituições das forças de segurança areia, uma quadra poliesportiva com tabela de
pública, como a Guarda Municipal e o Corpo de basquete e iluminação para uso noturno, uma
ÁREA D E E S TU DO Bombeiros Militares. Os trabalhadores contra- quadra de tênis, dois vestiários e um parque
tados para atuar na Unidade de Conservação infantil. As condições de conservação desses
A área de estudo foco desse Plano são treinados pela Fundação Gorceix, com equipamentos não são adequadas, com vários
de Manejo possui 2.336,48 ha e é processos de capacitação permanente e reci- processos de deterioração em curso.
formada pela bacia dos córregos clagem sendo realizados anualmente.
Olaria e São Bartolomeu e a cabe-
ceira do rio das Velhas, região
conhecida como Camarinhas,
justificada pela importância sistê-
mica do conjunto dessas áreas.
No entanto, para alguns aspectos
específicos foi analisada, também,
a região do entorno do Parque e,
em alguns casos, o município de
Ouro Preto como um todo. > Imagem representativa da área de estudo do Plano de Manejo.
Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2016.

> Sede do PNMA. Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2017.

24 DIAGNÓSTICO RESUMO EXECUTIVO - PLANO DE MANEJO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS ANDORINHAS EM OURO PRETO 25
Em outra área existe uma estrutura destinada a GRUPOS DE INTERESSE ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
lazer, com cinco quiosques abertos dotados de
pia, mesa e churrasqueira. Esses equipamentos O PNMA mantém uma intensa interação Patrimônio paleontológico e espeleológico
são especialmente usados em feriados e fins com diversos segmentos da sociedade. Nesse
de semana. sentido, foram identificados grupos de inte- Foi realizado um caminhamento ao longo de Foram visitadas oito das diversas cavidades
resse prioritários nessa interação, alguns diversas trilhas e cursos d’água, não sendo do parque, em litologias e áreas distintas,
Além das estruturas físicas, o PNMA conta relacionados à localização da UC, outros encontrados indícios de estruturas paleonto- com o intuito de verificar o tipo de gênese e
com um sistema de tratamento de esgoto para relacionados às atividades econômicas e, lógicas fósseis. Os trabalhos de campo permi- para assegurar que, das cavernas conhecidas,
a destinação de dejetos produzidos no Parque. ainda, outros segmentos que se relacionam tiram inferir a baixa potencialidade da área nenhuma pudesse ser relacionada a atividades
Os dejetos são carreados por gravidade e arma- com o Parque em função de seu potencial em termos paleontológicos, porém, pôde-se pretéritas da megafauna, ou mesmo para checar
zenados em um reservatório, posteriormente para o turismo e a prática de esportes radicais. constatar a alta relevância do Parque para a a existência de restos fósseis de algum animal.
sendo bombeados para uma pequena estação geoconservação, com vários pontos de interesse Também não se constatou a presença de indí-
de tratamento anaeróbico. No entanto, a bomba »» Entidade gestora da unidade de conser- geológico e turístico que podem ser explorados cios paleontológicos.
que compõe a estação não funciona desde que vação: Fundação Gorceix como atrativos.
a Fundação Gorceix assumiu a gestão da UC. »» Propriedades privadas no interior do
A SEMAE, órgão atualmente subordinado Parque
à Secretaria de Meio Ambiente, recolhe os »» C omunidades urbanas do entorno 652500 655000 657500 660000 662500

efluentes sempre que solicitada. »» Turistas frequentadores da Unidade de


Conservação
SITUAÇÃO FUNDIÁRIA »» Praticantes de esportes radicais e de
aventura
A criação de uma UC de proteção integral »» Empresários com empreendimentos no

7750000
Ri

por parte de um poder municipal implica entorno


od
as
Ve
l ha
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na municipalização de todo o seu território. »» Propriedades rurais do entorno !


(

»»
3

Por sua vez, o processo de desapropriação de Associação comercial e empresarial !


(

áreas privadas impõe a necessidade de decretos »» Instituições de ensino


8
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( 4
5

municipais que, por força de lei, declarem


(1
( !
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!
( 2
(6
! 9

7747500
7

essas propriedades como utilidade pública !


(
10

para fins de desapropriação, incumbindo-se à


Procuradoria Jurídica do município a adoção
das medidas judiciais necessárias para que o
município tome posse do imóvel, invocando
em juízo a urgência da desapropriação. Créditos da Camada de Serviço: Please credit the NOAA National Centers for Environmental Information (NCEI).WARNING: These data not to be used for navigation. Although these dataare of high quality and useful for planning and modeling purposes, theyare not
suitable for navigation. For official navigation products,please refer to the U.S. nautical charts available from the NOAA Officeof Coast Survey: http://www.nauticalcharts.noaa.gov.

Convenções: Localização: Dados Técnicos:

14°51'40"S
!
( Cavidades BA
BA
UTM - Fuso 23 - Sul CAVIDADES VISITADAS

µ
MT DF DATUM HORIZONTAL: SIRGAS 2000

No entanto, as pesquisas realizadas indicaram Rio das Velhas GO MERIDIANO CENTRAL: -45°
MG
Escala: 1:35.000 Fonte:
Drenagem ES
-IBAMA

que o processo de desapropriação de todas as


0 300 600 1.200 -ZEE

20°52'20"S
Área de estudo do plano de manejo PNMA MS
m -IBGE
SP -MMA
Projeto: 145 Elaboração: 05
RJ
Limite PNMA PR -AGB Peie Vivo

propriedades privadas localizadas no interior


-Dados primários
53°46'0"O 47°45'20"O 41°44'40"O 35°44'0"O Formato: A3 Data: 28/11/2016

do território do PNMA não foram adotados > Mapa de localização das cavidades visitadas. Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2016.
simultaneamente à criação da Unidade. Com
base em documentos e em informações colhidas
em entrevistas é possível afirmar que as provi-
dências para as regularizações fundiárias não
foram adotadas, uma vez que ainda existem
algumas propriedades com pendências.

> Sistema de cavernas. > Gruta do Jurandi.


Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2016. Fonte: Myr Projetos Sustentáveis, 2016.

26 DIAGNÓSTICO RESUMO EXECUTIVO - PLANO DE MANEJO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS ANDORINHAS EM OURO PRETO 27
Patrimônio material, imaterial e arqueológico 620000 640000 660000 655000 657500 660000

13
!
(

Foram identificados, em pesquisa bibliográ- Os levantamentos de campo


fica, 134 bens culturais, sendo 80 bens de buscaram a identificação de

7760000

7750000
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natureza material, 43 de natureza imaterial e elementos e pontos de interesse


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seguintes resultados: 13 pontos de


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três de interesse ao patrimônio


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total, 24 pontos são de interesse para o patri-


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!1 3
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7720000

7747500
mônio arqueológico. É importante frisar que imaterial e 24 de interesse 0 4
1:500.000
8 16
km

arqueológico.
12

a maior parte das estruturas visualizadas em


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( 11
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(

campo guarda relação com sítios de mineração. !


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