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A INTERAÇÃO DAS BRINCADEIRAS E DOS JOGOS NO PROCESSO

DE APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS DO ENSINO INFANTIL NA


DISCIPLINA DE MATEMÁTICA

Michelly Effgen Nunes; Nayara Lucia Neves Vicente.

1. INTRODUÇÃO

No contexto da atualidade, às áreas da educação passaram por desenvolvimentos e


transformações significativas ao longo de sua evolução que, conforme as mudanças
na sociedade e o acesso à tecnologia geraram desafios para os docentes onde,
suas funções ultrapassaram barreiras de transmissão entre teorias e conceitos e,
tornaram-se um articulador entre os ensinamentos e a vida cotidiana dos alunos no
qual, constitui nos exercícios da docência no âmbito da teoria, da prática e da ação.
(PIMENTA; LIMA, 2008).

Isto posto, nota-se que o desenvolvimento do ser humano está vinculado ao acesso
à educação, a qualidade e a quantidade de experiências vivenciadas de forma
integrada aos aspectos cognitivos, sensoriais, físicos, motores e sociais no qual, vão
se transformando ao longo dos anos e desencadeando no desenvolvimento da
criança e do adolescente até atingir a etapa da idade adulta. (SILVA e MARTINS,
2009).

Tal situação é muito significativa, uma vez que faz parte do universo infantil escolar.
Assim sendo, evidencia-se que a educação infantil é um período fértil ao qual
possibilita a criança adquirir a capacidade e a curiosidade de observação, a
estabelecer relações complexas entre os elementos da sua realidade, a construir
novos conhecimentos, a propiciar no modo de agir sobre os objetos e a criar novos
contatos com conteúdos de acordo com as situações já conhecidas. (BUENO,
2007).

Diante desse cenário embasado nos conhecimentos construídos na etapa da


escolaridade infantil, destaca-se a aplicação da matemática como a ferramenta
fundamental para a propagação do aprendizado de acordo com a aplicação de
grandezas, espaço, conceitos e números. Desta maneira, a aplicação de jogos e
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brincadeiras no ambiente escolar resulta tanto numa pratica recreativa e educativa


quanto o desenvolvimento do raciocínio lógico. (BUENO, 2007).

Dessa forma, busca-se a diversificação das aulas de matemática escolar para


recriar, aprimorar os conceitos e renovar os conteúdos e didáticas, a fim de objetivar
a formação do aluno e oferecer um conhecimento na escola embasado em
experiências e sensações que atinjam emocionalmente os estudantes, para obter
uma perspectiva adaptada às estruturas do “Saber” com “Saber fazer”. (FRANCO,
2010).

Neste contexto, entende-se que os professores do ensino infantil precisam atualizar-


se, constantemente, para que suas aulas promova a capacidade cognitiva e
motivacional das crianças, buscando novas metodologias para valorizar as
brincadeiras e os jogos dentro do contexto escolar. Segundo Souza (1999) o
professor tem o papel fundamental nesse processo, sendo questionador, propondo
desafios e instigando o aluno a realizar novas descobertas por meio de
experimentos, busca de soluções e trocas de experiências.

1.1 JUSTIFICATIVA DO TEMA

Partindo da premissa que ensinar matemática é desenvolver o raciocínio lógico, a


capacidade motora, o pensamento independente, a capacidade de resolver
problemas e as habilidades de uma criança é perceptível notar a dificuldade de
absorção dessa disciplina, principalmente, nas séries iniciais visto que, o uso de
ferramentas e metodologias utilizadas pelos docentes não são cabíveis para
fomentar a educação para essas crianças do ensino infantil. (ALVES, 2001).

Desse modo a educação deve-se propiciar conteúdos metodológicos, uma postura


social enriquecedora, o amplo relacionamento pessoal e o entendimento de seu
comportamento de modo que facilite a compreensão das crianças. Todavia, se faz
necessário aplicar ferramentas alternativas com a personificação nas brincadeiras e
nos jogos a fim de possibilitar a socialização com a realidade, a criatividade e o
desenvolvimento de aptidões dos conteúdos escolares. (BUENO, 2007).

A prática das brincadeiras e dos jogos no ambienta escolar, especificamente, do


ensino infantil é primordial visto que, além de ser um processo facilitador no
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processo de ensino-aprendizagem, acarreta agir em uma esfera cognitiva no qual


estimula o desenvolvimento da linguagem, da concentração, da autoconfiança e do
pensamento das crianças. Em contrapartida, ressalta-se a presença ativa dos
docentes no qual, tornam-se mediadores da construção de conceitos significativos e
que possa estimular as crianças a adquirir curiosidades e potencializar a
compreensão dos conceitos matemáticos. (VIGOTSKY, 1998).

Corroborando Vigotsky (1998), Borin (1996) complementa:

Por intermédio do jogo educativo que caracteriza o aprender pensado e não


mecanizado, pode-se observar uma maior interação dos alunos envolvidos,
uma melhor concentração, uma maior rapidez e precisão no raciocínio,
desenvolvimento do caráter social de ajuda mútua e cooperação e um nível
menor de stress relacionado à rotina escolar. (BORIN, 1996, p.25)

Assim sendo, as práticas dos jogos podem ser utilizadas principalmente na forma de
brincadeiras, com criatividade e interação, e com objetivo de adaptação da criança
conforme o desenvolvimento motor e a faixa etária de cada uma delas. (VENDITTI e
SANTIGO, 2005). Nesse sentido, ressalta-se: “o ambiente em que a criança vive tem
grande influência no seu desenvolvimento motor, questões como cultura e família
são fundamentais neste processo” (PEREIRA, 2009, p.10).

Dessa maneira, é essencial destacar a postura correta dos professores de


matemáticas a fim de facilitar o desencadeamento cognitivo, físico e motor da
criança a fim de possibilitar que elas assimilam o ensinamento adquirido em diversas
atividades e em ambientes diferenciados para possibilitar uma captação de
experiências em diversas situações. (VENDITTI e SANTIGO, 2005).

1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA

De acordo com Bueno (2007), o êxito na aplicação das brincadeiras e dos jogos
como meio propulsor da educação matemática do ensino-aprendizado para as
crianças do ensino infantil depende, essencialmente, das boas práticas pedagógicas
e dos exercícios mediadores dos docentes. Em contrapartida, essas aplicações
exploradas somente em relação ao lazer e o entretenimento foram sofrendo
modificações e, ao longo do tempo, tornaram um caráter educativo para o ensino da
matemática articulando as propostas das atividades escolares.
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Assim sendo, partindo das premissas das qualidades benéficas das aplicações dos
jogos no ensino regular infantil, este trabalho delimitou-se em abordar as práticas da
matemática como a principal ferramenta para a rotina das aulas escolares no qual,
analisam-se com base no contexto educacional, os processos de ensino-
aprendizagem das crianças.

1.3 PROBLEMA DE PESQUISA

É notório ressaltar que muitas crianças do ensino infantil apresentam dificuldades


nos processos de ensino-aprendizagem, principalmente, no que diz a repeito da
disciplina matemática. Dessa forma, se faz necessário os professores aplicarem
metodologias cabíveis para facilitar na melhor assimilação dos conteúdos. Partindo
da concordância desse ponto de vista, nota-se que o presente trabalho tem como
pergunta de pesquisa que norteia este estudo: De que maneira o docente pode
fomentar a aprendizagem das crianças do ensino infantil de acordo com a aplicação
de jogos e brincadeiras de forma que possibilite a construção de conhecimentos
matemáticos?

1.4 OBJETIVOS

1.4.1 GERAL

O objetivo geral dessa pesquisa é descrever a importância da interação das


brincadeiras e dos jogos no processo de aprendizagem das crianças do ensino
infantil da disciplina de matemática de modo a contribuir para o desenvolvimento, o
raciocínio lógico, o pensamento e o processo de ensino-aprendizagem desses
alunos.

1.4.2 ESPECÍFICOS

Como objetivos específicos mencionam-se:

 Desenvolver conhecimentos matemáticos conforme as práticas das


brincadeiras e dos jogos no ensino infantil;
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 Explorar de acordo com as práticas educativas abordadas pelos docentes, o


pensamento do aluno, de modo que facilite a aprendizagem da matemática
através das práticas prazerosas de brincar.
 Estimular à habilidade, a criatividade, a curiosidade, o raciocínio lógico das
crianças de acordo com o desenvolvimento das atividades dos recursos
pedagógicos;

1.5 HIPÓTESE

Como hipótese dessa pesquisa ressalta-se a adequação e a confiabilidade


alcançada no desenvolvimento dos processos de ensino-aprendizagem da disciplina
de matemática do ensino infantil conforme a aplicação das práticas dos jogos e
brincadeiras como os mediadores das condições adequadas para o enriquecimento
do progresso intelectual e a evolução das crianças.
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2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, E. M. S. A ludicidade e o ensino da matemática: Uma prática possível.


Campinas, SP: Papirus, 2001.

BORIN, J. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de


matemática. 6. ed. São Paulo: IME-USP, 1996.

BUENO, S. Minidicionário da língua portuguesa. 2. ed. São Paulo: FTD, 2007.

FRANCO, L. C. P. A adaptação das atividades de aventura na estrutura da


escola. Anais... 5º CBAA – Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura. São
Paulo: Editora Lexia, 2010.

PEREIRA, K. Atividades Aquáticas para Bebês: Influência no Desenvolvimento


Motor. 2009. UFRGS Lume Repositório Digital. Disponível em:
<http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/18825/000732927.pdf?...1>.
Acessado em: 24 de mar. 2019.

PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e Docência. 3 ed. São Paulo: Cortez,


2008.

SILVA, J. O.; MARTINS, J. C. Influência da estimulação aquática no


desenvolvimento de crianças de 0 a 18 meses: um estudo piloto. Fisioterapia e
Pesquisa, São Paulo, v.16, n.4, p.335-40, out./dez. 2009.

SOUZA, A. J. É jogando que se aprende: o caso do voleibol. In: NISTA


PICOLLO, V. Pedagogia do esporte. Campinas: Papirus,1999.

VENDITTI, R.; SANTIAGO, V. Ludicidade, diversão e motivação como


mediadores da aprendizagem infantil em natação: propostas para iniciação em
atividades aquáticas com crianças de 3 a 6 anos. Dissertação Mestrado.
UNICAMP – Campinas – São Paulo. 2005.

VYGOTSKY, L. S. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo:


Ícone, 1998.