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Escola Secundária Eça de Queirós

BA QU B L
S ETE O

Disciplina: Educação Física

Professora: Maria de Fátima Campos Nunes


Professora: Maria de Fátima Campos Nunes

Índice

I. História do Basquetebol Pág. 3

II. As principais regras do Basquetebol Pág. 4

III. Principais gestos técnicos Pág. 9

IV. Elementos tácticos Pág. 17

V. Bibliografia Pág. 18

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I. A HISTÓRIA DO BASQUETEBOL

O basquetebol é um desporto colectivo, que foi inventado em 1891, pelo

professor de Educação Física (Canadiano) James Naismith. É jogado por

duas equipas de 5 jogadores, que têm por objectivo passar a bola por dentro

de um cesto colocado nas extremidades do campo, seja num ginásio ou ar

livre.

É uma das modalidades mais recentes dos grandes jogos desportivos

mundiais da actualidade. No ano de 1891,na cidade de Springfield, estado

Massachussets, Estados Unidos da América, James Nasmith, apercebendo-se

do desinteresse dos seus alunos pela prática de ginástica, tentou inventar um

desporto coletivo que os divertisse e motiva-se, que não fosse violento e

possível de ser praticado num recinto fechado. Foi então que surgiram os

cestos de colheita de pêssegos. James Naismith pensou em introduzir uma

bola em buracos suspensos no ar, de modo a dificultar a sua defesa.

Pendurou, então dois dos referidos cestos de frutos em paredes opostas e

colocou os seus alunos em confronto, criando um jogo. Foi assim que se fez o

primeiro jogo de basquetebol. Contudo cedo se apercebeu que o jogo torna-se

dinâmico e assim foi mudando lentamente as regras do jogo. Em Dezembro de

1891 o professor elaborou as primeiras 13 regras. Em Janeiro de 1892 foram

impressas e também foi dado o nome á modalidade. Foi somente do século XX

que o basquetebol começou a espalhar-se pelos quatro cantos do mundo.

Ligas e federações começaram a organizar campeonatos e o desporto, de tão

popular, começou a fazer parte dos Jogos Olimpicos. Actualmente, o

basquetebol é muito praticado em todo mundo. Além de estar organizado

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profissionalmente, este desporto é presença obrigatória nas aulas de Educação

Física de escolas e faculdades.

Prof. James Naismith Cestos de colheita e bola com buracos

II. AS PRINCIPAIS REGRAS DO BASQUETEBOL

 Objectivo do jogo

O objectivo é introduzir a bola no cesto da equipa adversária (marcando

pontos) e, simultaneamente evitar que esta seja introduzir no próprio cesto,

respeitando as regras do jogo. A equipa que obter mais pontos no fim do jogo

vence. Cada jogo dura no total 40 minutos, também tem quatro períodos de 10

minutos e uma equipa de basquetebol deve ter 12 jogadores.

 Equipa de Arbitragem

A competição é dirigida por:

 Três árbitros – Tem como função assegurar o cumprimento das regras

do jogo.

 Um marcador e seu auxiliar – Tem como função o preenchimento do

boletim do jogo, onde registam os pontos marcados, as faltas pessoais

e técnicas etc.

 O cronometrista – Verifica o tempo do jogo e os descontos de tempo.

 Um operador de vinte e quatro segundos – Controla os 24 segundos.

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 Campo de jogo

O recinto oficial de jogo é uma superfície rectangular com 28 metros de


comprimento (linhas laterais) e 15 metros de largura (linhas finais). Junto a
cada linha final está colocada uma tabela, onde se fixa o cesto, que se
encontra colocado a 3,05 metros do solo.

 Número de jogadores

Cada equipa é constituída por 5 jogadores titulares e 7 jogadores suplentes.


Cada jogador, conforme a zona do campo e as funções que ocupa, tem uma
designação:

1. Base
2. Extremo
3. Extremo
4. Poste
5. Poste

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Regras do jogo

Início do jogo

O jogo inicia-se com um lançamento de bola ao ar, realizado pelo


árbitro, no círculo central, entre dois jogadores adversários que, saltando,
tentam tocar a bola para os companheiros de equipa.

NOTA:

1) A bola só pode ser tocada depois de atingir o ponto mais alto;


2) Nenhum dos saltadores pode agarrar a bola;
3) Os restantes jogadores têm que estar fora do círculo central.

Pontuação:

 Lançamento convertido de qualquer local atrás da linha de 6,25 m – vale


3 pontos;
 Lançamento convertido de qualquer local à frente da linha de 6,25 m –
vale 2 pontos;
 Lance livre convertido – vale 1 ponto.

Como se pode jogar a bola

A bola é jogada exclusivamente com as mãos, podendo ser passada ou


driblada em qualquer direcção, excepto do meio campo ofensivo para o meio
campo defensivo. Não é permitido socar e transportar a bolo.

Com a bola nas mãos, apenas é permitido realizar dois apoios.

Na acção de drible não é permitido:


 Driblar a bola com as duas mãos simultaneamente;
 Driblar, agarrar com as duas mãos e voltar a driblar;
 Socar a bola;
 Acompanhar a bola com a mão, no momento do drible (transporte).

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Bola Fora
As linhas que delimitam o campo não fazem parte deste.
A bola está fora quando:
 Toca as linhas laterais, finais ou o solo para além delas;
 Um jogador de posse de bola pisa as linhas limite do campo.

Faltas Pessoais

É a infracção que um jogador comete sobre um adversário, contacto pessoal.

Verifica-se quando um jogador:


 Faz obstrução, impedindo a progressão de um adversário que está na
posse da bola;
 Segura um adversário, não permitindo a sua liberdade de movimentos;
 Entra em contacto, com qualquer parte do corpo (toca, empurra, agarra),
impedindo a progressão do jogador adversário com a bola.

Reposição da bola na linha lateral ou final

O jogador não pode pisar as linhas durante a reposição da bola. Ao


repor a bola pela linha final ou lateral, após violação ou falta, dispõe de 5
segundos para a reposição.

Lance Livre

Nenhum jogador pode entrar na área restritiva antes da bola ter saído da
mão do jogador.

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Regra dos 3 segundos

Nenhum jogador pode permanecer no interior da área restritiva


adversária mais de 3 segundos quando a sua equipa está na posse de bola,
excepto o jogador que tem a posse da bola.

Regra dos 5 segundos

É o tempo que um jogador pode manter a posse de bola sem a lançar,


passar ou driblar. Esta regra também se aplica na reposição da bola em
campo.

Regra dos 8 segundos

A equipa com a posse de bola não pode demorar mais de 8 segundos a


passar da sua zona de defesa para a zona de ataque.

Regra dos 24 segundos

Uma equipa com posse de bola dispõe de 24 segundos para lançar ao


cesto.

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III. PRINCIPAIS GESTOS TÉCNICOS

POSIÇÃO BÁSE OFENSIVA / TRIPLA AMEAÇA

Determinantes técnicas:
- Pés sensivelmente à largura dos ombros;
- Pernas semi-fletidas;
- Mãos ligeiramente acima da cintura, segurando a bola;
- Cabeça levantada.

Erros mais comuns:


- Pés paralelos;
- Bola à frente do peito;
- Membros inferiores em extensão;
- Infracção da regra dos apoios.

RECEPÇÃO:

Determinantes técnicas:
1. Olhar dirigido para a bola;
2. Movimento ao encontro da bola com os antebraços em extensão completa;
3. Mãos em forma de concha com os dedos bem afastados;
4. Na situação de recepção da bola, os braços flectem como que absorvendo a
energia que a bola possui aquando do passe.
Erros mais comuns:
1. Recepção com as palmas das mãos;
2. M.S. flectidos;
3. Recepção estática;
4. Infracção da regra dos apoios.

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PÉ EIXO

Determinantes técnicas:
1. Determinação do pé eixo;
2. Distribuição do peso do corporal
sobre o pé eixo;
3. Rotação do M.I. solto sobre o
apoio conseguido;
4. Manter sempre a posição de
Nota: tripla ameaça.
A paragem após a recepção da bola ou drible
pode ser realizada de duas formas:
Erros mais comuns:
 a um tempo: paragem com os dois pés 1. Infracção da regra dos apoios;
em simultâneo, podendo utilizar qualquer
um dos pés como pé-eixo para a rotação; 2. Distribuição do peso do corpo
 a dois tempos: paragem com o apoio dos sobre o pé livre;
pés, um após o outro, podendo apenas
utilizar o primeiro apoio como pé-eixo. 3. M.I. em extensão;

4. A bola está à frente do peito.

PASSE DE PEITO

Determinantes técnicas:
1. Partir da posição básica
ofensiva;
2. Bola segura com as duas
mãos;
3. Extensão completa dos
Erros mais comuns:
braços e dedos na direcção
1. Flexão dos Membros Superiores;
do alvo e as palmas das mãos
2. Cotovelos demasiado altos ou
viradas para fora;
demasiado baixos;
4. Trajectória da bola rectilínea.
3. Passe executado a um nível superior ao
do peito;
4. Trajectória da bola alta.

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PASSE PICADO
Determinantes técnicas:
1. Muito semelhante ao
passe de peito, tendo em
conta que o alvo inicial é
o solo;
2. O ressalto da bola terá
um objectivo comum ao
do passe de peito, isto é,
a mão alvo do colega ou
as zonas próximas do
peito.
Erros mais comuns:
1. Flexão dos M.S;
2. Cotovelos demasiado altos ou demasiado baixos;
3. O ressalto da bola no chão é demasiado próximo ou demasiado afastado do
jogador que realiza a recepção;
4. Pés paralelos;
5. Passe executado acima do peito.

PASSE DE OMBRO

Determinantes técnicas:
- É efectuado com uma mão;
- Existe uma extensão do membro superior que executa o
passe, lateralmente;
- Propulsão executada apenas pelo pulso e dedos.
Erros mais comuns:
- Pés paralelos;
- Segurar a bola só com uma mão;
- Mão hábil por baixo da bola;
- Passe executado atrás do ombro;
- Cruzamento dos M.S.

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DRIBLE DE PROGRESSÃO

Determinantes técnicas:
1. O que toca na bola e a controla são os dedos;
2. Driblar com a mão mais afastada do defensor;
3. Bola impulsionada para um ponto do solo em frente, no sentido do
deslocamento;
4. Altura do ressalto da bola acima do nível da cintura;
5. Os dedos contactam a bola por cima.

Erros mais comuns:


1. Contacto com a bola é feito com a palma da mão e exageradamente ao
lado e atrás da cintura pélvica;
2. Não há flexão do pulso;
3. Olhar dirigido para a bola;
4. Altura do ressalto demasiado alta.

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DRIBLE DE PROTECÇÃO
Determinantes técnicas:
1. Não olhar para a bola;
2. Pernas flectidas;
3. Mão empurra a bola para o solo,
acompanhando-a;
4. Driblar com a mão mais afastada do defensor;
5. Altura do ressalto da bola abaixo da cintura;
6. Braço livre protege a bola;
7. Deslocamento por deslizamento, sem cruzar
os pés, e utilizando uma das pernas para
proteger a bola.
Erros mais comuns:
1. Contacto com a bola é feito
com a palma da mão e
exageradamente ao lado e
atrás da cintura pélvica;
2. Não há flexão do pulso;
3. Olhar dirigido para a bola;
4. Altura do ressalto demasiado
alta;
5. M. S. livre relaxado.

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LANÇAMENTO EM APOIO

Determinantes técnicas:
1. A bola deve subir na vertical e de forma rectilínea,
sem desvios laterais, sempre junto ao corpo e segura
com as duas mãos;
2. Na subida da bola deve realizar uma pequena rotação
da mão que lança, de forma a ficar por baixo da bola
(cotovelo bem por baixo da bola) e a mão de apoio
lateralmente;
3. A mão que lança deve manter os dedos afastados,
extensão completa do pulso e a palma da mão não
deve tocar na bola;
4. A mão de apoio deve estar numa posição lateral face
à bola, dedos afastados e a apontar para cima;
5. Extensão do braço lançador para cima e ligeiramente
para a frente, com a extensão simultânea dos
membros inferiores;
6. Flexão final do pulso e dedos.

Erros mais comuns:


1. Lançamento, executado a partir do peito;
2. Lançar com as duas mãos;
3. A bola sai da palma da mão;
4. Pés paralelos ou demasiado afastados;
5. Não flectir o pulso após o lançamento.

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LANÇAMENTO NA PASSADA

Determinantes técnicas:
1. O primeiro passo é normalmente mais longo e o segundo que antecede o
salto, é mais curto;
2. O primeiro apoio com o pé do lado da mão que lança, o segundo com o pé
contrário;
3. A partir do momento em que se realiza o segundo apoio, deve-se fixar o
ponto onde se vai lançar a bola na tabela;
4. A trajectória da bola até ao lançamento deverá ser feita do lado contrário à
posição da defesa;
5. Bola segura com as duas mãos e junto à zona peitoral;
6. A bola sobe até à posição de lançamento com a ajuda da perna de balanço
(flectida pelo joelho), que proporciona maior impulsão vertical;
7. O movimento das mãos na parte final do lançamento poderá ser efectuado
como no lançamento parado.

Erros mais comuns:


1. Corrida em drible de frente para o cesto;
2. Troca dos apoios;
3. Não há alinhamento de todos segmentos corporais;
4. Lançamento com as duas mãos;
5. M.S. “lançador” em flexão;
6. Extensão do pulso;
7. Recepção ao solo à frente do último apoio da fase de chamada.

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IV. ELEMENTOS TÁTICOS

Passe e corte

Após passe que aproxime a bola do cesto, o atacante corta para o cesto sem
perder de vista a bola, para abrir linha de passe que lhe permita finalizar.

Tripla ameaça

Na posse de bola adoptar, imediatamente, a posição de tripla ameaça (Posição


Ofensiva Básica) de modo a desenquadrar o adversário para lançar (quando se
encontra livre de marcação, perto do cesto), penetrar em drible (quando tem o
“caminho livre”) ou passar para um companheiro (quando este está melhor
colocado), com vista o objectivo do jogo.

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V. BIBLIOGRAFIA

Romão P. e Pais S. (2006), Educação Física 7/8/9. Porto Editora.

Sites:

www.FPBfederaçãoportuguesabasquetebol.pt

www.wikipédia.pt

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