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Silêncio

só o silêncio é musical
uma silaba no espaço
um cisto no sistema Alívio
só o silêncio é poético
quebrando as xícaras libido
sujando o estético
Nervo de meu nervo
só o silêncio diz
a revolta gritante colo de meu colo
do corpo matriz
só no silêncio se cria nada te consola
a vaca que caga o estrume
para a árvore do sétimo dia. apenas o túmulo

do dia vindouro .

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Abandonado numa torre sem silencio Apocalipticamente salvo


Arrebatada mente Simples
Em volto as névoas do pensar Não dá um pio
Um caminho que se cala Não estrala
Em cada suspiro É um ovo rachado
Vento. Que não torna_se á
Ave
Sussurrante que percorre Nem comida de gente
Montanha adentro Esta condenado a ser
Vôo interno como águia silente A casca da gema deslizante
Abarcar a imensidão com Um ovo rachado
Rola sob as ruínas
Uma presa nos braços Cambaleia ante as nuvens
O sentido e a fome Nuvens carregadas
Ambas descortinando o sagrado Que trazem cinzas
Ao vão cimento
Pós túmulo Aço
Encantando pelo templo das bênçãos Ferro fornalha
De ave canora De cidades de areia
Alquímicas aves de olhar desértico Ovo rachado
Deslizando no pó
E seco de asas
Sol
Que mancha a pele melaninosa
Oh mundo por meus prantos tu me criaste
Eu que sei menos sobre ti
Do que a mais simples das plantas.
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Digo, da Graça.

Certo dia , eu fiz uma oração


Hoje é quinta feira, de 2018, o resto para São Francisco, pedindo
eu não lembro direito, mas, o que que ele, me mostrasse, através
estou consciente, é de que, o autor de do êxtase da música, como era
um livro sobre psiquiatria, deve ser a face da classe menor dos
um louco, porque, nossa época ela, anjos, que ele via, e ele me
estraçalhou os miolos de tantos disse, que, eu deveria, tocar
inocentes, que todos , estão com as tamborim, ou um pandeiro de
colunas, pensas, e elas nem pensam pele de cabra, para que os
mais, em como deve ser lindo, anjos menores pudessem
passar, um dia livre disso tudo, digo, dançar ao meu redor, eu
do mundo, das, regras, da noção compreendi, como Deus deve
mecânica da vida, de realmente, gostar dos coros, e todas essas
deixar-se, digo, abandonar-se, no coisas musicais que se falavam
submundo da graça. nos tempos antigos, mas ai ele
me advertiu. " Mas cuidado,
para não fazer muito barulho
com as sintetizações e
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distorções que estão na moda
pelos cantos, porque, o
pandeiro e o tamborim, já fazia
um alvoroço na estratosfera
Hoje é quarta-feira de outro dia qualquer do menor dos anjos". E
ano de 2018, e consigo falar muito pouco concluindo " Não é com uma
sobre a minha época, o que me lembro da explosão que se faz um
vida é de minhas últimas reencarnações, universo. Mas com um
quando fui a última bomba de hiroshima gemido".Desde então sou um
que não foi jogada em hiroshima, quando Franciscano um tanto herege,
fui o atentado em Londres que não mas sou.
explodiu as pessoas de London, quando fui
o atentando forjado pelo Governo 7
Americano as torres siamesas que não Depois da chuva
matou gente o suficiente, porque não Suspirar estes lábios
tinham aviões de hologramas suficiente Que de naufragar não param
para forjar a cena, quando fui a maquina Ultima estação
Assombro de montanha fria
mortífera da doença da tecnologia, quando No acaso e no silêncio
fui, o espasmo de superpopulação em Palavra expressa
transe nas avenidas em febre, quando fui o Por mais que, gasta... e de tanto
orgasmo reverso da cerveja geneticamente Exprimida
Laranja rarefeita
modificada, o milho transgênico, o Envolta de luz
assassínio de porcos com anabolizantes que Atravessando ambos
vai mudar as veias e o intestinos para uma Mistério e revelação
nova fase na evolução forçada e criminosa, Arvore desabada
Em meio ao carrocel sem lua
quando fui o agrotóxico usado para Palavra insensível
proteger a escala de produção alquímica do Dita de forma vaga
dinheiro que será servido na sopa dos robôs Atrapalhando as forma que
bebês. querem ser. Sem poder
Renegando a algema úmida
Desses mofos do não ser
Rua inacessível aos vermes brancos
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Na hora que a chuva passa
A luz irrompe ao florescer
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