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Projeto Arquitetônico I

Me. Gustavo de Oliveira Nunes


gustavohnunes@msn.com
53 99958-3963
MÓDULO I: FUNDAMENTAÇÃO

A história da casa e do morar


CASA CIDADE
(domus) (urbe)

Domismo = ciência que Urbanismo = ciência que


estuda a casa (segunda Le estuda a cidade.
Corbusier).

Lugar de morar. Estrutura inabitável, criada


através da repetição de
habitações.
ORIGENS
NA ANTIGUIDADE:

no TRATADO DE ARQUITETURA, escrito entre 35 a 25 a.c por


Vitrúvius Pollio, a casa deriva da Cabana.
(LIVRO 2, CAPÍTULO 1)

ORIGEM DO MITO DA CABANA PRIMITIVA.


O MITO DA CABANA PRIMITIVA

Arquitetura como imitação da natureza (MIMÉSIS):

- Homens ao redor do fogo


- Socialização e surgimento da linguagem
- Troca de informações sobre métodos construtivos
- Aperfeiçoamento das construções a partir da imitação
da natureza (ex: à maneira do ninho de andorinhas)
- As CABANAS, com o tempo, tornam-se CASAS.
A cabana primitiva segundo
M. A. Laugier (LAUGIER, 1999)
NO RENASCIMENTO

Descoberta do livro de
Vitrúvio.

Início do Vitruvianismo
(tentativa de fundar uma
arquitetura nos moldes
greco-romanos)
SÉCULO XVII AO XVIII

CLAUDE PERRAULT (classicista francês)

CONSTRUÇÃO COMO RESPOSTA À


UMA NECESSIDADE HUMANA ≠ ARQUITETURA

ARTE QUE NECESSITA DO


VERDADEIRO ARQUITETO

PERRAULT QUESTIONAVA VITRÚVIO. PARA ELE, A ARQUITETURA NÃO DERIVARIA DA


CABANA PRIMITIVA, POIS ESTA É ALGO DEMASIADO VERNACULAR.
1730

AMADÉE-FRANÇOIS FREZIER

A ARQUITETURA CLÁSSICA É DOTÁVEL DE SUPERIORIDADE, POIS OBEDEVE AS


REGRAS DA “ARQUITETURA NATURAL”
1750

DIDEROT E D’ALEMBERT

PUBLICAM A 1ª ENCICLOPÉDIA, NA FRANÇA.

NELA, AFIRMAM QUE A ARQUITETURA É IMITAÇÃO (MIMÉSIS) DA NATUREZA, MAS


SEGUE UMA LINEARIDADE HISTÓRICA QUE TEM SEU INÍCIO NA CABANA (ORIGEM DA
ARTE) E SEU FIM NO PALÁCIO (SEU PERFECCIONISMO CLÁSSICO).
1753

MARC-ANTOINE LAUGIER

PUBLICA O “ENSAIO DE ARQUITETURA”.

COLOCA A CABANA PRIMITIVA COMO PRINCÍPIO AUTÔNOMO E OPERATIVO DA


ARQUITETURA, NUMA ANALOGIA DIRETA COM A NATUREZA.
SEGUNDA METADA DO SETTECENTO

CARLO LODOLI

FUNCIONALISTA RIGOROSO, AFIRMA QUE A CABANA É UM MODELO A SER IMITADO,


POIS É UM PRINCÍPIO DA NATUREZA.
1756

FRANCESO ALGAROTTI

CONTRÁRIO A LODOLI, AFIRMA NÃO EXISTIR NENHUM MODELO NATURAL DE


ARQUITETURA A SER SEGUIDO, CRITICANDO A IDEIA VITRUVIANA DE ARQUITETURA
COMO IMITAÇÃO (MIMÉSIS), SEGUIDA POR LODOLI.
1764

GIOVANNI BATTISTA PIRANESI

PUBLICA A OBRA PARER SULL’ ARCHITETTURA (OPINIÃO SOBRE A ARQUITETURA),


DECLARANDO-SE CONTRÁRIO AO EXCESSIVO RIGOR LODOLIANO E AFIRMANDO SER
A CABANA UM SÍMBLODO DE ATRASO, CONDUZINDO A ARQUITETURA À UM
RUSTICIDADE QUE DEVE SER SUPERADA.
FINAL DO SÉCULO XVIII

QUATREMÉRE DE QUINCY

REFUTA A IDEIA DE ARQUITETURA COMO IMITAÇÃO MECÂNICA DO SUPOSTO


MODELO DA CABANA PRIMITIVA E PROPÕE UMA IMITAÇÃO BASEADO NO CONCEITO
PLATÔNICO DE “IMITAÇÃO IDEAL” (CÓPIA FIEL).

CRIA A TEORIA DOS TIPOS.


FINAL DO SÉCULO XVIII

TEORIA DOS CLIMAS


COM O TEMPO, PASSOU-SE A UMA DIVISÃO ACERCA DA ORIGEM DA ARQUITETURA,
TENDO POR BASE A TEORIA DOS CLIMAS REFERENTES A CADA LUGAR.

BASE DA
ARQUITETURA

TENDA DO
CABANA
CAVERNA PASTOR
PRIMITIVA
NÔMADE

BASE DA BASE DA BASE DA


ARQUITETURA ARQUITETURA ARQUITETURA
EGÍPCIA CHINESA GRECO-ROMANA
1780 – FINAL DO SÉCULO
CRISE DO MITO DE CABANA PRIMITIVA.

BOULÉE E DURAND
NEGAÇÃO DA ARQUITETURA COMO ARTE DA IMITAÇÃO.

AFIRMAÇÃO DA ARQUITETURA COMO COMBINAÇÃO RACIONAL DE UM REPERTÓRIO RACIONAL


DE FORMAS BÁSICAS.

FONTE: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/13.146/4421
EVOLUÇÃO DA
HABITAÇÃO UNIFAMILIAR
NO EGITO

CASAS BAIXAS, CONSTRUÍDAS COM ADOBE (TIJOLO).

CASAS DE ESCRAVOS, COM 2 A 4 CÔMODOS ORGANIZADOS DE FORMA ORTOGONAL.

CASA DOS CAPATAZES, COM MAIOR NÚMERO DE CÔMODOS, SE DIVIDIA NUMA


TRAMA MAIS DESAFOGADA.
fonte: BENEVOLO, Leonardo. História da Cidaede.
NO ORIENTE PRÓXIMO

AS CASAS SE ADAPTAVAM ÀS POSSIBILIDADES CONSTRUTIVAS DO ENTORNO


(BARRO, MADEIRA, PEDRA, ETC)

CASAS NA MESOPOTAMIA.
FONTE: http://arquitecturapresente.blogspot.es/1407722513/viviendas-de-mesopotamia/
NA GRÉCIA

AS CASAS PERMANECERAM SIMPLES E DE PEQUENA ESCALA, POSTO QUE A VIDA


VOLTAVA-SE PARA O CARÁTER PÚBLICO E NÃO PRIVADO.
NO IMPÉRIO ROMANO

OS ROMANOS POSSUÍAM TRÊS TIPOLOGIAS:


DOMUS, VILLA E ISULAE (ÍNSULA)
1. DOMUS:

CASA URBANA OU SUBURBANA


UNIFAMILIAR. NO INÍCIO ERAM
CIRCULARES COM
COBERTURAS DE PALHA. COM
O TEMPO PASSARAM A SER
CONSTRUÍDAS DE PEDRA COM
COBERTURA DE PALHA E,
POSTERIORMENTE, ADOTARAM
A TELHA DE BARRO NA
COBERTURA.
2. VILLA:

CASA DOS MAIS PODEROSOS E


GOVERNANTES DO IMPÉRIO.
2. INSULAE (ÍNSULA:

DIFERENTE DO DOMUS E DAS VILLAS, AS ÍNSULAS ERAM DESTINADAS À POPULAÇÃO MAIS


POBRE. SUA DISPOSIÇÃO SE DAVA POR ANDARES, DESTINADAS À ALUGUEL E BASTANTE
PEQUENAS. FEITAS DE MADEIRA E TIJOLOS, ERAM ALVOS DE INCÊNDIO.
NO RENASCIMENTO

DURANTE A ALTA IDADE MÉDIA, TODAS AS EDIFICAÇÕES DE TIPOLOGIA ROMANA


DESAPARECERAM DA EUROPA, DANDO ORIGEM POSTERIORMENTE ÀS CASAS
SENHORIAIS E AOS FEUDOS RURAIS.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

ÊXODO RURAL.

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA NAS CIDADES.

PROLETARIADO EM CONDIÇÕES
MISERÁVEIS.

URBANISMO COMO NOVA DISCIPLINA.

HABITAÇÃO COMO FOCO DOS


ARQUITETOS E OS ENTÃO NOVOS
URBANISTAS, PROVENIENTES DA
MEDICINA URBANA.
SÉCULO XX

ÍNICIO DAS DISCUSSÕES ACERCA DA HABITAÇÃO.

unidade de habitação em Marselha, Le Corbusier.


MODERNISMO

CASAS COM PÁTIO.

CASAS ISOLADAS NO LOTE.


TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS

LOW TECH

HIGH TECH